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Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:32 1/5 SILVANO PEREIRA DOS SANTOS Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 8 (21588) Atividade finalizada em 03/01/2024 21:04:30 (1327277 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [943020] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos - 4] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-OUTUBRO/2023 - SGegu0A161023 [102572] Aluno(a): 91520768 - SILVANO PEREIRA DOS SANTOS - Respondeu 7 questões corretas, obtendo um total de 2,92 pontos como nota [359298_1320 35] Questão 001 Ao que parece, duas causas, e ambas naturais, geraram a poesia. O imitar é congénito no homem (e nisso difere dos outros viventes, pois, de todos, é ele o mais imitador e, por imitação, apreende as primeiras noções), e os homens se comprazem no imitado. Sinal disto é o que acontece na experiência: nós contemplamos com prazer as imagens mais exactas daquelas mesmas coisas que olhamos com repugnância, por exemplo, [as representações de] animais ferozes e [de] cadáveres. (...) Efectivamente, tal é o motivo por que se deleitam perante as imagens: olhando as, aprendem e discorrem sobre o que seja cada uma delas [e dirão], por exemplo, ‘este é tal’. Porque, se suceder que alguém não tenha visto o original, nenhum prazer lhe advirá da imagem, como imitada, mas tão-somente da execução, da cor ou qualquer outra causa da mesma espécie. (Aristóteles. A poética. Cap. IV – 1448b) Segundo Aristóteles porque o homem se deleita pela representação de coisas repugnantes nas artes? Porque como o leitor sabe que a arte não representa a verdade. Porque por meio delas pode sentir medo e correr riscos reais. X Porque por meio delas pode expurgar suas emoções e passar pelo fado e pela morte sem que corra riscos reais. Porque arte tudo é menos repugnante que na realidade. Porque a representação literária nunca é verossímil. Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:32 2/5 [359297_1330 32] Questão 002 (FCC - 2014 – TRT) O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina. Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina. No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870. O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”. A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel. As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas. Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve. Depreende-se do contexto que o autor lança mão do conceito de “mimesis” para retratar a obra de Suassuna como pertencente a um modelo literário propenso a ser reproduzido em simulacros do folclore nacional. enaltecer a erudição de autores como Suassuna, capazes de revelar a essência de uma realidade por meio da literatura de cordel. diferenciar o plágio do processo por meio do qual se parte de uma forma artística já existente para parodiá-la, como fez Shakespeare. X explicitar que, em sua obra, Suassuna se apropria da literatura sertaneja, reelaborando-a com um estilo próprio. sugerir que Suassuna valoriza autores do romanceiro nacional que, diferentemente de Shakespeare, foram consagrados pelo gosto popular. [359297_1330 46] Questão 003 (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -adaptado) “(…) a imitação da realidade, ou melhor, sua representação (...) supõe a existência de dois objetos – o modelo e o objeto criado –, que mantém entre si uma relação complexa de similitude e de dessemelhança.” No trecho acima, de Marie-Claude Hubert, a autora refere-se ao conceito de Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:32 3/5 Metafísica. Catarse. Verossimilhança. Poética. X Mímeses. [359297_1320 34] Questão 004 Talvez Platão não estivesse alheio à possibilidade de ser a poesia defendida através da posição que assumiu Aristóteles. Suas observações finais a respeito da poesia, na República, sugerem que ele se limitou a apresentar um libelo acusatório, ficando à espera dos argumentos de defesa. (David Daiches, Posições da crítica em face da literatura. Tradução de Thomaz Newlands Neto. Rio de janeiro: Livraria Acadêmica, 1967.p.30) Aristóteles foi discípulo de Platão. Certamente, a posição que toma com relação à arte mimética era conhecida de seu mestre, como X o fato de a literatura ter o poder de expurgar as emoções humanas. o fato de a literatura ser um instrumento de educação. o fato de a literatura promover uma imitação do real. o fato de a literatura ser um instrumento de entretenimento. o fato de a literatura ser representativa do real. [359298_1320 48] Questão 005 As poéticas clássicas eram imanentemente normativas, ou seja, estabeleciam preceitos para o bom fazer literário. Na Poética de Aristóteles, por exemplo, verifica-se como se deve fazer ou o como deve ser a obra literária de qualidade para que suscite as emoções que deve suscitar. Como isso se dá nos latinos? Nos latinos, não há normatização. As poéticas latinas são meras descrições de obras literárias de seu tempo destacando a singularidade de cada uma. Nos latinos, não há normatização, posto haver o entendimento de que se um poeta foi bem sucedido usando determinadas técnicas, o caminho para o sucesso dos que haverão de vir é copiando-o. Nos latinos, a normatização surge da ideia de que se um poeta foi bem sucedido usando determinadas técnicas, o caminho para o sucesso dos que haverão de vir é copiando-o. Nos latinos, a normatização surge da ideia de que para um poeta ser bem sucedido precisa usar técnicas originais. X Nos latinos, a normatização surge da recuperação dos preceitos Platônicos sobre a arte mimética. [359297_1330 29] Questão 006 (Prefeitura de Cujubim - RO 2018) Em teoria literária, usa-se o termo CATARSIS. Estetermo, um tanto técnico, tem sua origem: na mescla de mistério e magia desde sua criação. Penetrou na cultura dos povos primitivos e descobriu-se como gênero de experiências extravagantes na contemplação do belo. X na época de Aristóteles, termo empregado por um médico, significando purgação e, se usado por um discurso religioso, representava expiação ou purificação. na expressão Hebraica adaptada por Aristóteles em Filosofia prática. Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:32 4/5 no Termo filosófico cunhado por Aristóteles em A República e agregado aos ofícios literários para designar que a arte replica o mundo, no qual está tudo contido e faz sentido. A expressão Catarsis se configurou como exercício de expurgação e purificação. em tratados papais, expressão usada para caracterizar homem confuso e apreensivo com as transformações do mundo. Platão, na alegoria da Caverna, utilizou-a pela primeira vez na história da literatura. [359298_1320 42] Questão 007 Sobre as considerações tecidas por Luiz Costa Lima sobre a mimeses é correto afirmar: I- A mímeses tem uma relação paradoxal com a verdade. II- Mesmo os textos de natureza fantástica são miméticos. III- A literatura de horror fantasmagórico não é mimética. IV- A mimese é uma característica da arte literária. Apenas as assertiva I, II e III estão corretas. Apenas as assertivas I e IV estão corretas. X Apenas as assertiva I, II e IV estão corretas. Apenas as assertivas I e III estão corretas. Apenas as assertivas I e II estão corretas. [359297_1330 44] Questão 008 (NC-UFPR - 2015 - COPEL) Comentários na Internet são “descarrego de ódio”, dizem psicólogos: Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts na Internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro “ódio.com”. “É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos comentários”, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. “O problema é que a Internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro”, completa. Dez anos atrás se popularizou o conceito de “Web 2.0”, e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia “uma rua de mão dupla”. Na prática, o espaço virou um congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos. “A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas”, opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. “A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor. A sutileza não é o traço essencial da internet”, argumenta. A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os “trolls” e os “haters”. O primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas “troladas”, gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros internautas. Já os “haters” são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta. Rodrigo Bertolotto, disponível em https://bit.ly/3x8DyZ7 , 13/08/2015 De acordo com o texto, podemos entender “demanda social da catarse" como: X o extravasamento de sentimentos através de opiniões explosivas e radicais dos leitores. polêmicas geradas pelas crias da internet, os “trolls" e os “haters". a necessidade de um meio digital para as pessoas exercitarem a sensibilidade. Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:32 5/5 a importância se disponibilizar uma forma de as pessoas aprenderem a lidar com o estresse. a oportunidade dada aos comentaristas de internet de expressarem suas opiniões.