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Questões resolvidas

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Pincel Atômico - 14/08/2024 20:39:39 1/5
CRISTIANE DUARTE
SCHMITZ
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 8 (21588)
Atividade finalizada em 14/08/2024 20:39:18 (1968635 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [1073577] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos
[capítulos - 4]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-MARC/2024 - SGegu0A130324 [118540]
Aluno(a):
91589390 - CRISTIANE DUARTE SCHMITZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 3,33 pontos como nota
[359297_1320
34]
Questão
001
Talvez Platão não estivesse alheio à possibilidade de ser a poesia defendida através
da posição que assumiu Aristóteles. Suas observações finais a respeito da poesia, na
República, sugerem que ele se limitou a apresentar um libelo acusatório, ficando à
espera dos argumentos de defesa. (David Daiches, Posições da crítica em face da
literatura. Tradução de Thomaz Newlands Neto. Rio de janeiro: Livraria Acadêmica,
1967.p.30)
Aristóteles foi discípulo de Platão. Certamente, a posição que toma com relação à arte
mimética era conhecida de seu mestre, como
o fato de a literatura ser representativa do real.
o fato de a literatura promover uma imitação do real.
o fato de a literatura ser um instrumento de entretenimento.
X o fato de a literatura ter o poder de expurgar as emoções humanas.
o fato de a literatura ser um instrumento de educação.
[359299_1320
66]
Questão
002
[...] É preciso, quanto ao caráter dos personagens, como também no arranjo das
ações, procurar o necessário ou o provável, de forma a que alguém de certa qualidade
diga ou faça coisas de certa qualidade necessariamente ou provavelmente. É evidente,
então, que os desenlaces dos enredos devem decorrer do próprio enredo, e não do
artifício da mêchanê [...]. Mas se deve fazer uso da mêchanê no que diz respeito ao
que se passa fora de cena, seja o que ocorreu antes dos incidentes mostrados, que
não é possível ao homem saber, seja o que ocorreu antes dos incidentes mostrados,
que não é possível ao homem saber, seja o que é posterior e que necessita de uma
predição e de um anúncio, pois aos deuses concedemos tudo verem. (ARISTÓTELES,
2006, p. 91-93)
Por que Aristóteles determina que tanto na caracterização dos personagens quanto no
arranjo das ações era necessário buscar o necessário ou o provável?
Porque a literatura não pode ter quaisquer ligações com o real, pois não é ficcional.
X
Porque a literatura, mesmo sendo ficcional, deve parecer-se com a verdade para poder
causar os efeitos pretendidos.
Porque a literatura não pode ter quaisquer ligações com o real, pois é ficcional.
Porque a literatura precisa se aproximar da verdade do mundo das ideias platônico.
Porque a literatura, não sendo ficcional, deve parecer-se com a verdade para poder
causar os efeitos pretendidos.
Pincel Atômico - 14/08/2024 20:39:39 2/5
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44]
Questão
003
(NC-UFPR - 2015 - COPEL) Comentários na Internet são “descarrego de ódio”, dizem
psicólogos:
Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre
nos comentários de notícias e posts na Internet. Os itens acima são coisa rara no meio
do mais puro “ódio.com”.
“É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego
um caminhão de sentimentos nos comentários”, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do
Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. “O problema é que a
Internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e
pode te prejudicar no futuro”, completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de “Web 2.0”, e os sites noticiosos abriram
espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar
os portais de notícia “uma rua de mão dupla”. Na prática, o espaço virou um
congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.
“A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são
sempre radicais, explosivas”, opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. “A lógica
binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a
favor. A sutileza não é o traço essencial da internet”, argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os “trolls” e os “haters”. O
primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas “troladas”, gíria
para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros
internautas.
Já os “haters” são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos,
religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta.
Rodrigo Bertolotto, disponível em https://bit.ly/3x8DyZ7 , 13/08/2015
De acordo com o texto, podemos entender “demanda social da catarse" como:
polêmicas geradas pelas crias da internet, os “trolls" e os “haters".
a necessidade de um meio digital para as pessoas exercitarem a sensibilidade.
a oportunidade dada aos comentaristas de internet de expressarem suas opiniões.
X
o extravasamento de sentimentos através de opiniões explosivas e radicais dos
leitores.
a importância se disponibilizar uma forma de as pessoas aprenderem a lidar com o
estresse.
Pincel Atômico - 14/08/2024 20:39:39 3/5
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32]
Questão
004
(FCC - 2014 – TRT)
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do
paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor
e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a
influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não
só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas
peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia
sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se
caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular
nordestina.
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas.
As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao
povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes
do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática
de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina.
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira
publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870.
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando
vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros,
considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro
popular do Nordeste”.
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em
linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e
moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e
mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do
cordel.
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes
literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao
conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição
à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna
já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte
da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas.
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la
sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada,
torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a
forma textual dada à história porcada um que a reescreve.
Depreende-se do contexto que o autor lança mão do conceito de “mimesis” para
diferenciar o plágio do processo por meio do qual se parte de uma forma artística já
existente para parodiá-la, como fez Shakespeare.
sugerir que Suassuna valoriza autores do romanceiro nacional que, diferentemente de
Shakespeare, foram consagrados pelo gosto popular.
enaltecer a erudição de autores como Suassuna, capazes de revelar a essência de
uma realidade por meio da literatura de cordel.
X
explicitar que, em sua obra, Suassuna se apropria da literatura sertaneja,
reelaborando-a com um estilo próprio.
retratar a obra de Suassuna como pertencente a um modelo literário propenso a ser
reproduzido em simulacros do folclore nacional.
[359297_1320
57]
Questão
005
Sobre a catarse é correto afirmar:
Processo de purificação do espírito humano e de expurgação de suas emoções,
vivenciado pelo ator em cena.
Pincel Atômico - 14/08/2024 20:39:39 4/5
Processo de purificação do espírito humano e de expurgação de suas emoções,
alcançado pela vivência de experiências de outrem através da representação artística
teatral, como no caso da tragédia grega.
X
Processo de purificação do espírito humano e de expurgação de suas emoções,
alcançado pela vivência de experiências de outrem através da representação artística,
que se dá não apenas nos textos encenados.
Processo de purificação do espírito humano e de expurgação de suas emoções,
alcançado pela vivência de experiências de outrem através da representação artística
que ocorria apenas na literatura clássica.
Processo de purificação do espírito humano e de expurgação de suas emoções,
alcançado pela vivência de experiências de outrem através da representação artística,
portanto, ocorre apenas no teatro e no cinema.
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46]
Questão
006
(Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -adaptado)
“(…) a imitação da realidade, ou melhor, sua representação (...) supõe a existência de
dois objetos – o modelo e o objeto criado –, que mantém entre si uma relação
complexa de similitude e de dessemelhança.”
No trecho acima, de Marie-Claude Hubert, a autora refere-se ao conceito de
Poética.
Metafísica.
X Mímeses.
Verossimilhança.
Catarse.
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48]
Questão
007
As poéticas clássicas eram imanentemente normativas, ou seja, estabeleciam
preceitos para o bom fazer literário. Na Poética de Aristóteles, por exemplo, verifica-se
como se deve fazer ou o como deve ser a obra literária de qualidade para que suscite
as emoções que deve suscitar. Como isso se dá nos latinos?
X
Nos latinos, a normatização surge da ideia de que se um poeta foi bem sucedido
usando determinadas técnicas, o caminho para o sucesso dos que haverão de vir é
copiando-o.
Nos latinos, não há normatização, posto haver o entendimento de que se um poeta foi
bem sucedido usando determinadas técnicas, o caminho para o sucesso dos que
haverão de vir é copiando-o.
Nos latinos, a normatização surge da recuperação dos preceitos Platônicos sobre a
arte mimética.
Nos latinos, a normatização surge da ideia de que para um poeta ser bem sucedido
precisa usar técnicas originais.
Nos latinos, não há normatização. As poéticas latinas são meras descrições de obras
literárias de seu tempo destacando a singularidade de cada uma.
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45]
Questão
008
A mimese para os poetas latinos era
a imitação de formas etéreas.
sinônimo de verossimilhança.
X a emulação de modelos autorais.
sinônimo de catarse.
a representação imagética do real.
Pincel Atômico - 14/08/2024 20:39:39 5/5

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