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Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Insulina Humana Regular INDICAÇÕES: A insulina regular é indicada para o controle do diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2), especialmente em situações que desativam um controle glicêmico rápido, como: - Controle glicêmico durante episódios de hiperglicemia - Tratamento de cetoacidose diabética - Situações de emergência, como hiperglicemia aguda - Controle glicêmico perioperatório em pacientes diabéticos. FARMACOCINÉTICA ABSORÇÃO: A insulina regular é administrada por via subcutânea e pode ser aplicada em jejum, interjejum ou após as refeições, conforme as necessidades do paciente. A administração é rápida, com início de ação em cerca de 30 minutos após a injeção subcutânea. O pico de ação ocorre geralmente entre 2 a 4 horas. Fatores como o local da injeção (abdômen, coxas, braços), temperatura do local, técnica de injeção, atividade física e treinamento de lipodistrofia podem influenciar na absorção. Uma injeção na região abdominal tende a resultar em uma absorção mais rápida. DISTRIBUIÇÃO: A insulina é distribuída rapidamente pelo espaço intravascular e intersticial. Seu volume de distribuição é relativamente pequeno, refletindo sua predominância no espaço intravascular. A insulina regular apresenta baixa ligação às proteínas plasmáticas, permitindo que a maior parte da insulina livre esteja disponível para se ligar aos receptores celulares. METABOLIZAÇÃO: A insulina é metabolizada principalmente pelo fígado e, em menor grau, pelos enxágues. O fígado é o principal órgão responsável pela manipulação da insulina, que é clivado por enzimas como a insulinaase em peptídeos menores e aminoácidos. Este processo de metabolização ocorre rapidamente. ELIMINAÇÃO: A meia-vida de eliminação da insulina regular é curta, variando entre 5 a 10 minutos após administração intravenosa. No entanto, a duração do efeito pode ser mais prolongada devido à liberação lenta após a injeção subcutânea. A insulina e seus metabólitos são eliminados principalmente pela urina, sendo a eliminação renal um fator crucial na regulação da insulina no organismo, especialmente em pacientes com função renal comprometida. MECANISMO DE AÇÃO: A insulina regular se liga aos receptores de insulina (receptores tirosina quinase) na superfície das células-alvo, principalmente nas células musculares e adiposas. Essa ligação ativa uma cascata intracelular que promove a autofosforilação do receptor e a fosforilação de proteínas intracelulares. Um dos principais efeitos da insulina é facilitar a coleta de glicose pelas células, mediada pela translocação do transportador GLUT4 para a membrana celular. Isso aumenta a entrada de glicose nas células, reduzindo os níveis de glicose no sangue. Além disso, a insulina inibe a produção hepática de glicose, limitando tanto a gliconeogênese quanto a glicogenólise. Ela também promove a conversão de glicose em glicogênio no fígado e músculos, fornece energia para uso futuro e estimula a síntese de proteínas e lipídios. Por fim, a insulina inibe a lipólise, ajudando a manter níveis adequados de lipídios no sangue. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Solução injetável (ampolas, seringas pré-cheias, canetas de insulina) CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: Soluções de 100 unidades/mL e 500 unidades/mL MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Humulin R Eli Lilly Solução injetável de 10mL MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS NovoRapid Novo Nordisk Solução injetável de 10mL Observações de Prescrição: Os pacientes devem monitorar regularmente seus níveis de glicose no sangue e estar atentos aos sintomas de hipoglicemia e hiperglicemia. A dose de insulina regular pode precisar ser ajustada em resposta a variações de dieta, atividade física e situações de estresse. A insulina regular deve ser administrada por injeção subcutânea, e é essencial que os pacientes recebam instruções claras sobre a técnica de injeção e a rotação dos locais para evitar lipodistrofia. É contraindicado em casos de hipersensibilidade à insulina humana ou a qualquer excipiente presente na formulação. Cautela é necessária em pacientes com doenças hepáticas ou renais, pois essas condições podem afetar a farmacocinética da insulina. Os principais efeitos colaterais incluem hipoglicemia, reações no local da injeção e, em alguns casos, ganho de peso. Portanto, os pacientes devem ser monitorados quanto a esses efeitos e tratados conforme necessário. Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Insulina NPH INDICAÇÕES: A insulina NPH é utilizada no tratamento de diabetes tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2), especialmente em pacientes que necessitam de controle glicêmico durante o dia. Ela é eficaz no controle da hiperglicemia em indivíduos que não fornecem níveis adequados de glicose no sangue apenas com insulina de ação rápida ou antidiabéticos orais. FARMACOCINÉTICA: A administração da insulina NPH pode ser feita em jejum, entre as refeições ou após as refeições, conforme o esquema terapêutico e as necessidades do paciente. Absorção: A insulina NPH é formulada com protamina, o que retarda sua absorção após a injeção subcutânea. O início da ação é mais lento em comparação com as insulinas de ação rápida, começando geralmente entre 1 a 2 horas após a injeção. Distribuição: Após a absorção, a insulina NPH é distribuída nos tecidos do corpo, ligando-se a proteínas plasmáticas. A fração livre (não ligada) é a que exerce atividade biológica. A distribuição é influenciada pelos taxa de fluxo sanguíneo nos tecidos e pela presença de receptores de insulina. Metabolização: A insulina NPH não é um pró-fármaco e não requer metabolização para se tornar ativa. Sua manipulação ocorre principalmente no fígado, rins e músculos, sendo o fígado um dos principais órgãos responsáveis por essa manipulação. Eliminação: A eliminação da insulina NPH ocorre por meio da excreção renal, onde ela é filtrada pelos enxágues e excretada na urina. A meia-vida da insulina NPH no plasma varia entre 10 a 16 horas, o que contribui para sua duração de ação interativa. MECANISMO DE AÇÃO: A insulina NPH se liga a receptores específicos na superfície das células, principalmente nas células musculares, adiposas e hepáticas. Essa ligação ativa uma cascata de sinalização intracelular, levando à translocação de transportadores de glicose (GLUT4) para a membrana celular, o que aumenta a captação de glicose pelas células e reduz os níveis de glicose no sangue. Além disso, a insulina NPH inibe a produção de glicose pelo fígado (gliconeogênese) e a liberação de glicose armazenada (glicogenólise), contribuindo para a diminuição dos níveis glicêmicos. Ela também promove o armazenamento de lipídios nas células adiposas, estimulando a lipogênese e inibindo a lipólise, exercendo assim um efeito anabólico que favorece o crescimento e a síntese de proteínas. FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Solução injetável; Suspensão injetável CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: 100 unidades/mL (1 mg/mL) MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Humilin N Eli Lilly and Co Frasco de 10mL ou cartuchos para caneta de 3mL MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Novolin N Insulatard Novo Nordisk Novo Nordisk Frasco de 10 mL Frasco de 10mL Observações de Prescrição: Monitoramento da Glicose: Pacientes que utilizam insulina NPH devem monitorar regularmente os níveis de glicose no sangue. Essa prática é essencial para ajustar as doses de insulina e prevenir episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia Ajustes de dose: A dose de insulina NPH pode precisar ser ajustada em situações como estresse, doenças, mudanças na dieta ou alterações na atividade física. É crucial que o paciente esteja ciente de como realizar esses ajustes ou tenha um plano de ação pensado com o médico Sinais de Hipoglicemia: Os pacientes devem ser informados sobreos sinais e sintomas de hipoglicemia, que incluem tremores, sudorese, confusão e tontura. É importante manter sempre uma fonte de açúcar rápida à mão, como comprimidos de glicose ou suco Interações Medicamentosas: A insulina NPH pode interagir com outros medicamentos, como antidiabéticos orais, betabloqueadores e alguns antibióticos, podendo potencializar ou atenuar seus efeitos. Uma revisão de todos os medicamentos em uso pelo paciente é essencial Armazenamento: A insulina deve ser armazenada em temperatura adequada (geralmente entre 2°C e 8°C) e não deve ser congelada. Após aberto, pode ser mantido à temperatura ambiente por um período determinado (geralmente até 28 dias, dependendo da formulação) Técnica de Injeção: Os pacientes devem receber orientações sobre a técnica correta para injeção subcutânea, incluindo a escolha do local de aplicação e a rotação dos locais para evitar lipodistrofia. O uso de agulhas adequadas também deve ser enfatizado Efeitos Colaterais: Além do risco de hipoglicemia, outros efeitos colaterais podem incluir reações no local de injeção (como ocorrência, surto e dor), ganho de peso e hipocalemia (níveis baixos de potássio no sangue). O médico deve discutir esses efeitos potenciais com o paciente Contra-indicações: A insulina NPH é contra-indicada em pacientes com hipersensibilidade à insulina ou a qualquer um dos excipientes presentes na formulação. Deve ser usado com cautela em pacientes com doenças hepáticas ou renais graves Educação do Paciente: Os pacientes devem ser educados sobre a importância do controle glicêmico, administração adequada da insulina, dieta equilibrada e relevância da atividade física no gerenciamento do diabetes Complicações Associadas ao Diabetes: É importante monitorar a presença de complicações associadas ao diabetes a longo prazo, como retinopatia, neuropatia e doença renal, que podem exigir intervenções adicionais Ficha Modelo - Bulário Fármaco: Glargina INDICAÇÕES: A insulina glargina é indicada para o tratamento de diabetes tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2) em pacientes que apresentam um controle glicêmico intensivo. É especialmente benéfico para aqueles que precisam de uma insulina basal de ação prolongada, ajudando a manter os níveis de glicose no sangue obtidos durante o dia e a noite. FARMACOCINÉTICA: A insulina glargina pode ser administrada em qualquer horário do dia, mas deve ser aplicada de forma consistente em horários regulares todos os dias para garantir níveis adequados de insulina e controle glicêmico. Absorção: A insulina glargina é uma insulina de ação prolongada que apresenta uma alteração estrutural, tornando-a menos solúvel em pH neutro. Após a injeção subcutânea, ela se cristaliza, resultando em uma liberação lenta e gradual na corrente sanguínea. O início da ação é relativamente lento, com a absorção começando geralmente entre 1 a 2 horas após a injeção, e o efeito glicêmico se mantém ao longo do tempo Distribuição: O volume de distribuição da insulina glargina é considerado relativamente baixo, diminuindo que a insulina permanece predominantemente nos espaços intravasculares e intersticiais. Ela se liga às proteínas plasmáticas, mas a fração livre (não ligada) é a que exerce atividade biológica, ligando-se eficazmente aos receptores nas células. Metabolização: A metabolização da insulina glargina ocorre principalmente no fígado, onde ela é quebrada em peptídeos menores, além de ser metabolizada nos enxágues. Esse processo é fundamental para inativar a insulina e regular seus níveis no corpo. Ao contrário de outras insulinas, a glargina é convertida em dois principais metabólitos ativos, M1 e M2, que também têm atividade hipoglicemiante, embora a maior parte da atividade esteja relacionada à insulina original. Eliminação: A meia-vida de eliminação da insulina glargina varia entre 12 a 24 horas, tornando-a adequada para administração uma vez ao dia. A excreção de insulina e seus metabólitos ocorre principalmente por via renal. É importante monitorar os níveis de glicose no sangue e a função renal, especialmente em pacientes com comprometimento renal, pois isso pode afetar a farmacocinética da insulina. MECANISMO DE AÇÃO: A insulina glargina se liga aos receptores de insulina na superfície das células, principalmente nas células musculares, adiposas e hepáticas. Essa ligação ativa é uma cascata de sinalização intracelular que ativa diversas vias metabólicas. A ativação do receptor promove a translocação dos transportadores de glicose (GLUT4) para a membrana celular, aumentando assim a coleta de glicose pelas células e diminuindo os níveis de glicose no sangue. Além disso, a insulina glargina inibe processos hepáticos que geram glicose, conduzindo tanto a gliconeogênese quanto a glicogenólise, o que ajuda no controle dos níveis glicêmicos. Ela também exerce um efeito anabólico no metabolismo, promovendo a síntese de proteínas e o armazenamento de gordura nas células adiposas, contribuindo para o aumento da massa muscular e o armazenamento de lipídios. A insulina glargina inibe ainda a lipólise (quebra de gordura), proporcionando a liberação de vitaminas livres na corrente sanguínea e contribuindo para um perfil lipídico mais estável e menor resistência à insulina FORMAS FARMACÊUTICAS DISPONÍVEIS: Solução injetável; Canetas pré-cheias para administração subcutânea CONCENTRAÇÕES DISPONÍVEIS: 100 unidades/mL (1 mg/mL) MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUANTIDADE E FORMA FARMACÊUTICA Lantus Sanofi Frasco de 10mL ou caneta de 3mL MEDICAMENTOS SIMILARES INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS QUANTIDADES E FORMAS FARMACÊUTICAS Basaglar Toujeo Eli Lilly Sanofi Caneta de 3mL Frasco de 1,5mL ou caneta de 3mL Observações de Prescrição: Os pacientes com diabetes devem monitorar regularmente seus níveis de glicose no sangue para avaliar a eficácia do tratamento e ajustar as doses de insulina conforme necessário. É essencial que eles conheçam seus níveis-alvo de glicose e compreendam como fatores como dieta, atividade física e estresse podem variar nesses níveis. A frequência de monitoramento pode variar; Alguns pacientes, especialmente aqueles em tratamento intensivo com múltiplas doses de insulina, podem precisar verificar a glicose várias vezes ao dia. A insulina glargina, por exemplo, pode exigir ajustes em resposta a mudanças na dieta, atividade física, estresse, infecções ou outras condições de saúde que afetam o controle glicêmico. Os pacientes devem estar cientes dos sinais e sintomas de hipoglicemia, que incluem tremores, sudorese, confusão, confusão, fome intensa e até perda de consciência. Reconhecer esses sinais e saber como agir rapidamente – como consumir uma fonte de açúcar rapidamente – é crucial. Além disso, o médico deve revisar todos os medicamentos que o paciente está tomando, pois a insulina glargina pode interagir com outros medicamentos, incluindo antidiabéticos orais, betabloqueadores e certos antibióticos. Por fim, a insulina glargina é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à insulina ou a qualquer um dos excipientes da formulação.