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13.
O ROMANTISMO EM PORTUGAL.
CAMILO CASTELO BRANCO
Jiro Takahashi
jirotakahashi@uol.com.br
CAMILO CASTELO BRANCO
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Camilo_castelo_branco.jpg
• Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa em 16 de 
março de 1825, de uma família aristocrática. Ficou órfão 
de mãe com 2 anos e de pai com 10 anos. Foi recolhido 
por uma tia. Mais tarde, a partir de 1839, ficou aos 
cuidados de sua irmã mais velha. Essa condição fez com 
que ele tivesse uma educação muito irregular.
• Com apenas 16 anos, casou-se com Joaquina Pereira de 
França, filha de lavradores. O casamento praticamente 
não durou nem um ano. No ano seguinte, preparou-se 
para ingressar na universidade.
• Na juventude teve muitos amores tumultuosos, 
principalmente com Patrícia Emília e com uma freira, 
Isabel Cândido, além de muitos outros casos.
• Vivendo com Patrícia Emília, continuou escrevendo seus 
romances e participando ativamente dos conflitos 
políticos em Portugal, chegando a ser espancado por 
um capanga do governador. Sofreu novas agressões, 
sempre por motivações políticas.
• Camilo abandonou Patrícia, fugindo para a casa da 
irmã, em Convas do Douro.
• Na cidade do Porto, tentou o curso de Medicina, que 
não concluiu. Seguiu mais tarde o curso de Direito. 
• Apaixonou-se por Ana Plácido. Como ela se casou
com outro, Camilo teve uma crise de misticismo, 
chegando a frequentar o seminário. 
• Ana Plácido tinha casado com o negociante Manuel 
Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspirou como 
personagem em algumas de suas novelas, sempre 
com caráter depreciativo. 
• Camilo seduziu e raptou Ana Plácido. Depois de algum 
tempo, o casal foi capturado e julgado pelas 
autoridades. 
• Naquela época, o caso emocionou a opinião pública, 
pelo seu conteúdo tipicamente romântico de amor 
proibido, contra as convenções sociais. Os dois foram 
encarcerados na Cadeia da cidade do Porto, onde 
Camilo se tornou amigo de um famoso criminoso, Zé 
do Telhado. A partir dessa experiência, escreveu
Memórias do Cárcere. 
• Mais tarde, o casal será absolvido do crime de adultério por 
um juiz, pai do escritor Eça de Queirós. Então com 38 anos, 
Camilo passa a viver com Ana Plácido. 
• Ela tem um filho, supostamente do antigo marido. Na 
verdade, tudo indica que o filho seria do próprio Camilo. Mas 
sempre houve controvérsias.
• Em 1864, publica seu livro mais conhecido, o Amor de 
Perdição, uma obra representativa do ultra-romantismo. Para 
tentar amenizar a fama trágica deste romance, publica 2 
anos depois uma história em sentido contrário, o Amor de 
Salvação.
• Entre 1873 e 1890, Camilo vai constantemente à Póvoa 
de Varzim, viciando-se no jogo. Reunia-se com 
personalidades do mundo intelectual, como Almeida 
Garrett e Alexandre Herculano.
• Em 1885, recebe o título de Visconde de Correira Botelho. 
Em março de 1888, casa-se oficialmente com Ana 
Plácido.
• Em 1890, Camilo está muito doente, quase cego por 
decorrência de sua sífilis. 
• Em 1º. de junho, recebe a visita do médico, que lhe 
recomenda alguns dias de descanso nas termas, mas 
sabendo que a situação de saúde era muito crítica. 
• Ana Plácido acompanha o médico até à porta e Camilo está 
sentado em sua cadeira de balanço, desalentado. 
• Nesse momento, ele dispara um tiro de revólver em sua 
testa. Ele sobrevive em coma até o dia 3 de junho. 
• No dia seguinte é sepultado no cemitério Nossa Senhora da 
Lapa.
***
• AMOR DE PERDIÇÃO
• O espaço geográfico do romance: cidade de Viseu, apesar 
de mudar de local em alguns momentos na narrativa.
• Início: a família de Simão, seus conflitos com o pai, seu 
comportamento agressivo inspirado pelos ideais 
libertários da Revolução Francesa.
• Simão: o protagonista inicialmente descrito como um 
jovem revoltado e engajado nas questões sociais de sua 
faculdade, na Universidade de Coimbra, com 17 anos de 
idade.
• Universidade de Coimbra: muito agitada e movimentada na 
época. 
• A volta de Simão a Viseu, a cidade de sua família. 
• Percepção do pai: mudança de comportamento do filho. 
Descoberta do motivo: Simão apaixonado pela Teresa, sua 
vizinha.
• Teresa - uma doce jovem de 15 anos que representa a 
materialização do ideal romântico feminino.
• Relação amorosa de Simão e Teresa – às escondidas, pelas 
janelas de seus quartos. As duas famílias são inimigas.
• Motivo da briga de famílias: motivos jurídicos que 
permnecem por muito tempo por causa do orgulho deles.
• O retorno de Simão à Coimbra. Objetivo: quer concluir os 
estudos e se tornar um homem independente. Poderia 
voltar a Viseu e casar-se com Teresa, como havia 
prometido.
• Comunicação secreta de Teresa com a irmã de Simão, 
descoberta.
• Plano de Tadeu, pai de Teresa - casamento forçado de 
Teresa com um primo para separá-la de Simão. 
• Envio de uma carta de Teresa para Simão, relatando toda a 
situação. 
• Retorno de Simão às escondidas. Hospeda-se na casa de 
João da Cruz, sujeito que devia um favor ao pai de Simão, 
por causa de uma ajuda para escapar da forca. Daí em 
diante, João se tornou o braço direito de Simão.
• Certa noite de festa: Teresa e Simão, que trocavam cartas 
semanalmente, combinaram de se encontrar enquanto 
todos estavam distraídos. 
• Descoberta do primo de Teresa: ele estava de olhos 
fixos em sua prometida.
• Planos de vingança do primo de Teresa, principalmente, 
contra Simão. Busca um amigo para executar juntos as 
ações de vingança.
• Armadilhas preparadas pelos dois rapazes – ferimento 
de Simão, que vai para casa de João da Cruz ser 
cuidado por Mariana, filha e enfermeira. 
• Despertar da paixão de Mariana por seu paciente.
Ção
• Mariana – uma jovem melancólica. Ela reconhece 
que seu amor é imposssível, contentando-se em 
ser a fiel serva de Simão.
• Mariana – intermediária das cartas entre Simão e 
Teresa.
• Teresa – uma vez descoberta a troca de cartas 
com Simão, é colocada no convento deViseu, como 
punição. 
• Sofrimentos da Teresa no convento. Cumprindo ordens, 
as ordens maltratam Teresa, que insiste em manter a 
correspondência secreta com Simão. 
• Transferência de Teresa para um convento bem distante, 
em Monchique. Como sua tia é freira nesse convento, 
ela pode ser mais bem vigiada. 
• Tentativa de salvamento de Teresa. Simão aguarda o 
momento oportuno para raptar Teresa no momento de 
sua transferência e fugir com ela. 
• Fracasso da emboscada. Prisão de Simão.
• Abandono de Simão na prisa. Domingos, seu pai, se 
recusa a tentar retirar o filho da prisão, por causa das 
rixas entre eles. 
• A condenação de Simão à morte por enforcamento. 
Nesse momento, o pai decide usar sua influência para 
alterar a pena. Consegue o abrandamento para que 
Simão seja exilado por 10 anos na Índia.
• Desespero de Mariana com a condenação de Simão 
à forca. Está à beira da loucura, mas se recupera, 
mesmo com dificuldade. Está determinada a ajudar 
Simão e acompanhá-lo até a Índia. 
• Plano de Tadeu, pai de Teresa – Ele descobre que 
Teresa e Simão estarão na mesma cidade na hora 
do embarque e tenta levar Teresa de volta ao 
primeiro convento. É impedido pela freira tia de 
Teresa. 
• A carta final de Teresa. Chegado o dia, Teresa escreve 
uma carta final para Simão e vai ao mirante para vê-lo 
uma última vez. Lá, morre de tristeza, da doença de 
amor. Simão, frágil e adoentado, recebe a carta e, já 
no barco para Índia, morre a bordo, com a carta na 
mão.
• Logo após, Mariana atira-se ao mar, para morrer com 
Simão. É o oceano trágico acolhendo os amores 
impossíveis.
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