Prévia do material em texto
Trauma Abdominal 1 Trauma Abdominal conceito inicial do trauma abdominal : trauma contuso → acidente de trabalho ou acidentes com automóvel trauma penetrante → arma de fogo primeira coisa que vamos ver é se o paciente esta instável ou estável : se instável → abdome é a provável fonte de sangramento ? se estável → existe lesão abdominal ? exame físico do paciente no trauma abdominal: exame perineal exame retal exame ginecológico exame região glútea e dorso mecanismo de trauma abdominal→ cinemática e suas possíveis lesões: paciente estável hemodinamicamente , existe lesão abdominal , se dúvida ? propedêutica → exame físico, FAST (paciente instável normalmente), TC contraste EV 2ml/kg (peso ideal) Trauma Abdominal 2 tomografia de abdome no trauma de abdome: órgãos sólidos → alta sensibilidade especificidade falso negativo 20% pra víscera oca/meso o que vamos ver na tomografia abdominal se sinais de lesão? extravasamento de contraste descontinuidade da parede pneumoperitôneo hematoma da parede intestinal espessamento da parede intestinal hematoma do mesentério precisa de contraste pra identificar os achados fatores limitantes na indicação TNO condições ideais: hospitalares: Trauma Abdominal 3 Banco de sangue centro cirúrgico UTI tomografia arteriografia 24h /7 dia centro de trauma nível 3 na dúvida clínica o que fazer no trauma de abdome fechado ? observação e exames laboratoriais controle com tomografia lavagem peritoneal tto operatório trauma abdominal fechado no paciente estável , qual a conduta ? FAST se positivo TC de abdome FAST negativo → observação clínica TC de abdome pode mostrar lesão de órgão sólido → considerar possibilidade de tto não operatório Se TC de abdome mostrar lesão de víscera OCA direto pra laparotomia conduta no paciente de trauma abdominal fechado com sinais de peritonite? sinal de peritonite → laparotomia se instável e fez FAST ou LPD positivo tbm vai pra laparotmoia, agora se negativo → procurar outra lesão. líquido livre isolado dentro do trauma fechado de abdome ? lesão de alça lesão de mesentério bexiga líquido fisiológico hiper-hidratação Trauma Abdominal 4 ascite trauma abdominal penetrante temos que diferenciar seus mecanismos que podem ser: FAB ferimento arma branca FAF ferimento arma de fogo como caracterizamos o trauma abdominal penetrante: tipo de arma distância tempo ocorrido da agressão orifício entrada → marcar a entrada e se transfixante imaginar onde e a saída radiografando os dois locais orifício de saída → se tiver ferimento transfixante antero-posterior e latero-lateral o que pode comprometer o exame físico do trauma abdominal ? � álcool e outras drogas lícitas e ilícitas � lesões do cérebro e medula � associação de lesões de costelas , colune e pelve conduta de tratamento do trauma penetrante, quais as prioridades no paciente instável ? estado hemodinâmico → se instável (de ferimento de arma de fogo ou arma branca) → ao concluir que abdome é fonte de hemorragia ou contaminação → laparatomia exploradora conduta de tratamento do trauma penetrante, quais as prioridades no paciente estável ? se estável hemodinamicamente → e ferida em parede abdominal anterior e transição toraco-abdominal → pode pensar em videolaparoscopia. consenso da indicação de procedimento laparoscópico no trauma abdominal : Trauma Abdominal 5 para pacientes com traumatismo penetrante e estáveis hemodinamicamente trauma por arma de fogo : lesões intra-abdominais em decorrência da trajetória, efeito de cavitação e da possível fragmentação do projétil. indicações e procedimento laparoscópico no trauma abdominal : ferimentos penetrantes da transição toraco-abdominal arma branca ferimentos por arma branca na parede abdominal anterior ferimentos tangenciais por arma de fogo na parede abdominal anterior e flanco conclusões sobre a cirurgia laparoscópica no trauma de abdome : uso depende da estabilidade do paciente indicada no trauma penetrante (lesões tangenciais, parede anterior e transição toraco abdominal) tto não operatório de trauma hepático com dor abdominal trauma contuso com líquido na cavidade abdominal sem lesão de víscera sólida na TC abdominal trauma abdominal fechado, conduta se realizar o ultrassom e ausência de líquido livre : se ausência de líquido livre → dor em H. D, Fratura últimas costelas D e tatuagem traumática D vai pra tomografia Se não tiver nada disso → vai observar trauma abdominal fechado, conduta se realizar o ultrassom e presença de líquido livre : tomografia de abdome → se lesão hepática isolada → lesão vísceras maciças , sem sinais de lesão de víscera oca ou pâncreas → perguntar se exame clínico confiável → se Sim TTO NÃO OPERATÓRIO SE não → analisar o mecanismo de trauma trauma esplênico contuso muito semelhante ao de fígado Trauma Abdominal 6 algoritmo para conduzir um tto não operatório no trauma abdominal pentrante se apresenta apenas orifício de entrada : tto não operatório pra arma de fogo → pacientes com trauma toracoabdominal D , orifício só de entrada e estável sem irritação peritoneal → raio X de abdome se projetil na massa hepática ou sugerindo só lesão hepática → tomo de abdome → lesão hepática isolada → lesão renal associada sem retropneumoperitônio → tto Não Operatório algoritmo para conduzir um tto não operatório no trauma abdominal pentrante se apresenta orifício de entrada e saída: se trauma por arma de fogo toracoabdominal e hipocôndrio D orifício de entrada e saída → estável e sem irritação peritoneal TOMO de abdome lesão hepática isolada , lesão renal associada sem retropneumoperitôneo TTO não operatório todo paciente vítima de queda maior que 2 vezes da sua altura → pensar em lesão fatal drenagem torácica → anestesia sempre sobre a 6ª costela, lidocaína 2% com vasoconstritor, colocar 2ml sobre o periósteo, inverte a agulha e faz botão anestésico sobre a 5ª costela. divulsão romba, o que é : afastar os tecidos utilizando os instrumentos sem causar danos a esses tecidos → kelly fechada, até o momento que sofrer resistência → então abre a kelly → exteriorizar o instrumento com ela aberta, entrar novamente com ela fechada e repete isso até não conseguir mais introduzir (quando bate na pleura → dor por rompimento). dentro do selo de água quanto coloca de água? → coloca 2cm de água, quanto maior a coluna de água maior a resistência pra sair o ar , isso é devido a pressão intrapulmonar. anatomia da parede externa abdominal? temos a parede abdominal anterior → região superior 5º EIC, linha axilar anterior até sínfise púbica e espinha ilíaca superior parte lateral → flanco dorso Trauma Abdominal 7 características da cavidade abdominal ? retroperitôneo, diafragma 4, 6 e 8º espaço) O que é hipertensão intra-abdominal HIA? Elevação persistente ou repetida da pressão intra-abdominal PIA 12 mmHg o que é a síndrome compartimental abdominal ? consequência de um aumento agudo da pressão intra-abdominal (pia) o que a síndrome compartimental abdominal promove ? alterações fisiológicas adversas, devido ao acometimento de vários sistemas pode levar a falência orgânica e morte, se não tiver descompressão imediata. o que é a pressão de perfusão abdominal? PPA PAM PIA Trauma Abdominal 8 deve ser mantida acima de 50mmHg em pacientes com hipertensão intra abdominal e síndrome compartimental abdominal → pois menos aumenta a mortalidade quais os fatores de risco da síndrome compartimental abdominal ? aumento do conteúdo abdominal coleções abdominais (gases, líquidos ou sangue) extravazamento dos capilares na reanimação volêmica levando a formação de um 3º espaço diminuição da complacência da parede abdominal quais os critérios de inclusão no protocolo de síndrome compartimental abdominal � choque hemorrágico de origem abdominal � tamponamento abdominal � fechamentoda parede com tela ou ‘ʼbolsa de bogotáʼʼ � choque hemorrágico grau IV não abdominal � traumatizados → disfunção orgânica de provável SCA oligúria, elevação da pressão inspiratória, diminuição do débito cardíaco, acidose não esperada e elevação da PIC. manifestações clínicas da síndrome compartimental? neurológico → aumento pressão intracraniana e hipo-perfusão cerebral parede abdominal → diminuição da complacência e fluxo sanguíneo, aumenta complicações da ferida e hérnia incisional manifestações cardiocirculatórias da síndrome compartimental? Trauma Abdominal 9 manifestações clínicas pulmonares da síndrome compartimental? manifestações renais da síndrome compartimental? Trauma Abdominal 10 manifestações hepáticas da síndrome compartimental? como é o protocolo de atendimento de um paciente com PIA 12 ? medida da PIA e PPA de 4/4 horas com alvo PPA 50 e PIA20 PRIORIZAR perfusão sistêmica, melhorar a complacência abdominal , evitar sobrecarga de fluidos, esvaziar conteúdos cavidade peritoneal, diminuir o conteúdo intraluminal como conduzir um paciente com síndrome compartimental abdominal primária ? deve ser realizada a descompressão abdominal com fechamento temporário, paciente é conduzido com medidas clínicas para redução da PIA e infusão de cristalóides ou drogas vasoativas pra manter uma PPA maior que 50. PPA