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Doenças Hepáticas

Slides de aula sobre clínica e terapêutica do fígado em aves, por Zalmir S. Cubas. Contém anatomia e fisiologia hepáticas, funções, patogenia e causas (infecciosas e não infecciosas), lipidose e fatores nutricionais, sinais clínicos e lesões hepáticas, além de literatura recomendada.

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08/10/2024
1
CLÍNICA E TERAPÊUTICA DO FÍGADO
M.V. ZALMIR SILVINO CUBAS, M.SC.
zscubas@gmail.com www.zalmircubas.com.br
@zalmircubas @vidaselvagemfoz Zalmir Silvino Cubas
RESSALVAS/ AVISO LEGAL
Este material de aula é de propriedade intelectual do professor 
Zalmir Silvino Cubas. O material de aula destina-se a este 
exclusivo propósito didático. O autor não autoriza a distribuição 
deste material de aula a terceiros, nem a divulgação desta aula na 
internet, nem em redes sociais e aplicativos e também não autoriza 
a impressão deste material para outro uso que não seja o 
acompanhamento em sala de aula. O conteúdo representa a 
opinião acadêmica do autor, que está sujeita a constantes 
mudanças, conforme a evolução científica. As doses farmacológicas 
apresentadas podem ser resultantes da literatura, da experiência do 
autor ou de extrapolações, portanto podem não ter ainda 
comprovação clínica. Portanto, o professor não se responsabiliza 
pelo uso de doses ou procedimentos aqui mencionados. Cada 
médico-veterinário é responsável pelos seus pacientes, por seus 
próprios procedimentos clínico-cirúrgicos e pela prescrição de 
medicamentos a seus pacientes.
1
2
08/10/2024
2
LITERATURA RECOMENDADA
• Hochleithner, M.; Hochleithner, C. Evaluating and Treating the
Liver. In: Harrison, G.J & Lightfoot. T.L. Clinical Avian Medicine. 
Palm Beach, FL. Spix Publishing Inc., vol 1, chap 15, 2006, 
p.441-449. 
• Lumeij, F.T. Hepatology. In: Ritchie, B.W; Harrison, G.J.; 
Harrison, L.: Avian Medicine: Principles and Application, cap. 
20. Wingers Publishing Inc., 1994, p. 522-537.
• Doneley, B. Disorders of the liver. In: ____Avian medicine 
and surgery in practice companion and aviary birds, chap
14. London: Manson Publishing ltda. 2010, P. 172-181.
• Hugues Beaufrère. Clinical Lipidology in Psittacine Birds. 
Session #2645. 2020 Avian Med Virtual/ExoticsCon
Proceedings. pp 120-131
LITERATURA RECOMENDADA
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4
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PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO Imagem: Zalmir S. Cubas
Anatomia
Trato gastrointestinal
Artéria hepáticaVeia hepática
Para o corpoDo corpo
Veia porta-hepática
Duto biliar
Anatomia
Imagem: internet
5
6
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Imagem: internet
O lóbulo hepático
O parênquima hepático
Imagem: internet
Veia porta
Sinusoides
Duto biliar
Artéria hepática
Canalículo biliar
Veia central
Tríade portal
7
8
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5
O fígado e suas funções
• Síntese de ácidos biliares na bile e digestão 
lipídica
• Síntese de enzimas para glicogênese e 
lipogênese
• Reserva de glicogênio e gordura
• Reserva de vitaminas e minerais
O fígado e suas funções
• Detoxificação hidro e 
lipossolúvel para a excreção 
renal e biliar
• Síntes de albumina, 
fibrinogênio, protrombina e 
fatores de coagulação
• Síntese de proteínas de 
transporte de metais, 
hormônios e gorduras 
• Destruição de bactérias 
oriundas ddas circulação 
enterohepática
Imagem: Arena Marcas e Patentes
Células de Kuppfer
9
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6
• Não apresentam a 
enzima biliverdina 
redutase e glicoronil
transferase → não 
havendo conversão de 
biliverdina para 
bilirrubina 
• Biliverdinuria: sugestivo 
de disfunção hepática
Imagem: Zalmir S. Cubas
Fisiologia
Fisiologia
Fígado 
Veia porta hepática
Sais biliares
Rede capílar
Duto biliar
comum Vesícula biliar
Duodeno Íleo 
Imagem: internet
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Patogenia doença hepática
AGUDA
REGENERAÇÃO
NEOPLASIA
LIPIDOSE
FIBROSE
LESÃO CELULAR
SINAIS
CLÍNICOSINFLAMAÇÃO
AGRESSÃO
(FÍSICA, TÓXICA, INFECCIOSA, 
PARASITÁRIA, NUTRICIONAL, 
NEOPLÁSICA)
CRÔNICA
TERAPÊUTICA
PROGNÓSTICO
HIPERPLASIA
LINFOIDE
CONGESTÃO
IL6 E TNF-ALFA
Não infecciosas
•Lipidose
•Micotoxicose
•Doença do acúmulo de 
ferro
•Neoplasia
•Hemorragia
•Amiloidose
Infecciosas
• Herpesvirus (Pacheco)
• Clamidiose
• Salmonelose
• Colibacilose
• Aspergilose
• Sarcosporidiose
• Ascaridíase
Causas de doença hepática
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8
• Dieta calórica (gordura e carboidrato)
• Aves sedentárias e obesas
• Dieta deficiente em aminoácidos
• Micotoxinas em grãos e sementes
Lipidose - etiologia
AMENDOIMMILHOGIRASSOLNNRNUTRIENTE
6,73,37,72,8 – 3,2E.T. (KCAL/G)
475594 - 10GORDURA (%)
NÍVEIS NUTRICIONAIS RECOMENDADOS (NNR) PARA AVES EM FASE DE MANUTENÇÃO E
COMPOSIÇÃO DE ALGUNS ALIMENTOS
Sinais clínicos
Imagem: Zalmir S. Cubas
• Obesidade ou emagrecimento
• Distensão celomática abdominal
• Dispneia
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Sinais clínicos
Imagem: M.V. Alexsandro Machado
• Biliverdinúria, PU/PD
• Diarreia, melena, má digestão, vômito
Imagem: autor desconhecido
• Anorexia
• Apatia, letargia 
• Coagulopatia
Sinais clínicos
Imagem: Zalmir S. Cubas
Imagem: M.V. Alexsandro Machado
•Bico e unhas crescidos
•Penas alteradas em cor e forma
•Sinais neurológicos – encefalopatia 
hepática
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Imagem: Silvia N. Godoy
Hepatomegalia, friável/ hemorragia, ↓ fatores de coagulação, 
todas as idades
Lesões
Fígado de papagaio-verdadeiro

Imagem: Silvia N. Godoy
Fígado de papagaio-verdadeiro
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11

Imagem: Silvia N. Godoy
Fígado de papagaio-verdadeiro
COLANGIOCARCINOMA
PAPAGAIO-VERDADEIRO
Imagem: Silvia N. Godoy
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• Radiologia
• Ultrassom
• Histopatologia
• Padrão-ouro
• Colesterol, TG↑
• Ácidos biliares↑
• PP, albumina, globulina
• AST, LDT, GGT↑
• Leucocitose/ leucopenia
• Dieta 
hipercalórica
• Sinais clínicos
Anamnese e 
exame físico
Bioquímica e 
hematologia
ImagensCelioscopia 
e biópsia
Diagnóstico
Radiologia
Imagem: Zalmir S. Cubas
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Ultrassom
Imagem: Zalmir S. Cubas
Diagnóstico
ULTRASSOM PAPAGAIO-VERDADEIRO Imagem: Itaipu
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TRIGLICERÍDEOS +
PROTEÍNA +
COLESTEROL +
FOSFOLIPÍDEOS
QUILOMICROM
ÁCIDOS GRAXOS + 
TRIACILGLICEROL
TRIGLICERÍDEOS + LIPOPROTEÍNA VLDL
INTESTINO
ADIPÓCITOS
FÍGADO
TRIGLICERÍDEOS
ÁCIDOS GRAXOS + 
TRIACILGLICEROL
GORDURAS
TRIGLICERÍDEOS
Lipase, Sais biliares
LINFA E SANGUE
CORPOS CETÔNICOS
ÁCIDOS GRAXOS
MÚSCULOS, CORAÇÃO ETC
Terapêutica da lipidose hepática
Tratamento 
de suporte
Nutrição
OrtomolecularFitoterápicos
Atividade
física
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ABCDE da Urgência
•Fluidoterapia (K)
•Coloides (albumina↓)
Nutrição enteral
•Dieta convalescente
•Antiemético (maropitant, 
metoclopramida)
Encefalopatia (lactulose/ 
metronidazol)
Celomacentese (se dispneica)
Conforme exames
Antioxidantes
•Vitaminas B, C, E, K
•Hepatoprotetores
Recuperação celular
Tratamento de suporte
Vídeo: M.V. Beatriz Boldrin Mansur
Celomacentese
Cateter 22 ou 24G
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Exame do fluído celomático
ExsudatoTransudatoCaracterísticas
Turvo; ou turvo amarelo, verde 
ou marrom com gema de ovo
Límpido e amarelo claroAparência do líquido
Maior que 1020Menor que 1020Gravidade específica
Alta (maior que 3 g/dL)Baixa (≅1g/dL)Proteína
Presença de células inflamatórias 
e mesoteliais e pode haver 
bactérias
BaixaCelularidade
Peritonite relacionada a ovulação 
ectópica ou ruptura de oviduto, 
neoplasia, abscesso, perfuração 
intestinal
Insuficiência hepática, 
hipoproteinemia, 
insuficiência cardíaca
Causas comuns
Séptica: glicose menor que a 
glicose sanguínea
Glicose
Dieta
Calorias: inicialmente carboidratos 
simples e fibras
Depois acrescentar gordura boa como 
fonte calórica
Manter proteína de qualidade. 
Encefalopatia, reduzir a proteína
Dieta com probióticos e prebióticos
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• Dieta balanceada 
• Se indicado, fazer a 
redução calórica 
alimentar (reduzir a 
80% da NED)
*NED = 2 a 2,5 x TMB
TMB = 78 x (Mkg)0,75
• Mais atividade física
Adequar a dieta e os hábitos
IMAGEM: ZALMIR S. CUBAS
* NED = Necessidade Energética Diária
Terapêutica da lipidose hepática
Tratamento 
de suporte
Nutrição
OrtomolecularFitoterápicos
Atividade
física
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Radicais livres ou Espécies reativas de 
oxigênio e de nitrogênio
Moléculas 
instáveis e reativas
Elétrons não 
pareados
São deletériasàs 
células
Imagem: Google
Estresse oxidativo
Inflamação/ Hipóxia
Toxinas
Infecções
Doenças crônicas
Deficiência nutricional
Imagem: Google
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ESTRESSE OXIDATIVO E SEUS IMPACTOS
Estresse 
oxidativo
Inflamação
Disfunção
CASCATA DO
ÁCIDO
ARAQUIDÔNICO
OXIDAÇÃO DE
AGPI DE
PAREDE
CELULAR
AGPI – ácidos graxos poli-insaturados
Sistema antioxidante endógeno e exógeno
Fonte: https://www.scielo.br/j/rn/a/bzHBTqBfJr8jmJn3ZXx9nMs/
Glicose 6-Fosfato desidrogenase
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Imagem: Modificada da Dissertação Cassio Moreira Santos UnB
NADP+
Sistema antioxidante endógeno
NADPH + H+
Cu-Zn SOD
Mn SOD
RADICAL SUPERÓXIDO
Superóxido
dismutase
Catalase
Glutationa
peroxidase
Glutationa redutase
Glutationa
reduzida
Glutationa 
oxidada
G6PD
RADICAL HIDROXIL
Sistema antioxidante exógeno
Dose diária ave (extr. 
alométrica)*
Dose diária usual 
humano VONutriente
calcular500 a 1000 mcgCobre quelado
7 a 15 mgZinco quelado
1 a 4 mgManganês quelado
25 a 100 mcgSelênio quelado
250 mgMagnésio quelado
50 a 600 mgÁcido alfa lipoico
10 a 100 mgCoenzima Q 10
80 a 400 UIVitamina E
100 a 1000 mgVitamina C
5 a 10 mg Beta caroteno
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Vitaminas lipossolúveis
Dose cães para 
extrapolação alométrica
Dose Aves*Vitamina
20.000 a 50.000 UI/kg q7dias IM, SC*Vitamina A
400 UI/Kg/dia VO x 10 dias#
500-1500 UI/kg/dia VO**
Calcular
3.300 UI/Kg q 7dias IM*Vitamina D3
120 UI/kg/dia VO#
500 a 2000 UI/kg/dia VO**
Calcular
70 mg/kg q24h IM, SC x 5 dias* Vitamina E
20 mg/kg q12h VO**Calcular
2,5 mg/kg q24h IM*Vitamina K1
2,5-5 mg/kg/dia VO#Calcular
• * Carpenter, J.W.; Harms, C.A. Carpenter’s Exotic Animal Formulary. 6th edition. St. Louis, MI: Elsevier, 2023. 
• ** Bretas Viana, F.A. Guia Terapêutico Veterinário 4ª edição,2019. 
• # Dose do aplicativo Vet Smart CG.
Metionina
S-adenosil-metionina
Homocisteína
5-metiltetra 
hidrofolato
(ácido fólico)
ATP
Cisteína TaurinaGlutationa
Tetrahidrofolato
Vit B12
Colina (vit B8)Betaína
Dimetilglicina
Piridoxal fosfato (vit B6)
Cistationina
Serina
Piridoxal fosfato
Ciclo da metilação CH3
FAD
PLP
Serina
Glicina
Estresse 
oxidativo/ 
inflamação
Excretada sulfato
S-Adenosil-
homocisteína
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Vitaminas hidrossolúveis/ AGI
Dose cãesAve dose diária total 
(calcular)
Vitamina
5 – 10 mg/kg/dia IM, SC, VO*Vit B3 – Nicotinamida
4 – 10 mg/kg q8-12h IM, IV, VO*Vit B6 – Piridoxina
0,1 mg/kg/dia VO**Vit B9 – Ácido fólico
100 – 200 mcg/dia/animal IM, SC, 
VO** (10-20 mcg/kg/dia)
Vit B12 – Cianocobalamina
400 mg/dia (humano adulto) VOVitamina B8 – Colina 
1-2 mg/kg/dia VO* (aves)Vitamina B1 - Tiamina
2 – 4 mg/kg/dia IV, IM, SC, VO*Vitamina B2 - Riboflavina
1-4 g/dia (humano)Ômega 3 (EPA/DHA)
• * Dose para cães: Bretas Viana, F.A. Guia Terapêutico Veterinário 4ª edição,2019.
• ** Dose do aplicativo Vet Smart CG.
Aminoácidos e cofatores
Dose espécie referência**Dose diária 
(calcular)
Aminoácidos
20 mg/kg/dia VO, dose manutenção 10 
mg/kg/dia (dose cão)*
SAMe – S-
adenosilmetionina
12,8-14 mg/kg/dia VO (cão)#&L-metionina
100 mg/kg/dia (humano)Betaína
8,5 mg/kg/dia VO (humano)NAC – N-acetilcisteína
70 mg/kg/dia VO (humano)L-glutamina
50-100 mg/kg q8h VO (cães)#&L-carnitina
20 mg/kg/dia SC x 4-7 dias (cão)L-ornitina
1-5 mg/kg/dia VO (cão)#&L-arginina
25-50 mg/kg q12h VO (cão)&Taurina 
• * Dose para cães: Bretas Viana, F.A. Guia Terapêutico Veterinário 4ª edição,2019.
• # Guia de Princípios Ativos – Drogavet
• &Guia de Princípios Ativos 3ª ed - Bioanimal
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Nutracêuticos comerciais
Terapêutica da lipidose hepática
Tratamento 
de suporte
Nutrição
OrtomolecularFitoterápicos
Atividade
física
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Alguns antioxidantes fitoterápicos
DOSE DIÁRIA HUMANOSAÇÃOPRINCÍPIOS
ATIVOS
NOME POPULAR/ 
CIENTÍFICO
300 a 600 mg (ESP 
polifenois)
Inibidor da peroxidação 
lipídica; ativa a SOD, CAT, 
GPX e GR; desentoxicante e 
hepatoprotetor
Catequinas 
(polifenóis)
Chá-verde (Camellia
sinensis)
200 a 600 mg (ESP 
silimarina)
Aumenta o estado redox e a 
glutationa hepática; inibidora 
da peroxidase lipídica.
Silimarina
(flavolignano)
Cardo mariano 
(Silybum marianum)
200 a 400 mg de 
curcumina ESP
Inibidor da peroxidação 
lipídica e do dano oxidativo ao 
DNA; ativa a SOD, CAT, 
GPX,GR, G6PD; 
hepatoprotetora; 
anticarcinogênica; redox
CurcuminaCurcuma/ açafrão 
(Curcuma longa)
ESP – extrato seco padronizado
Terapêutica fitoterápica
Indicação: medicamento fitoterápico adaptogênico, imunoestimulante e revigorante, 
protetor hepático e antitóxico, a ser produzido em farmácia magistral 
Solução oral:
1 frasco com 10 mL de:
Panax ginseng, extrato seco padronizado 5% de ginsenosídeos................... 700 mg 
Echinacea purpurea, extrato seco padronizado 4% de ácido chicórico....... 1250 mg 
Sylibum marianum, extrato seco padronizado como silibinina ..................... 700 mg
Veículo q.s.p..................................................................................................10 mL 
Ave de 100 g (p.ex., calopsita) administrar diretamente no bico 0,1 mL duas vezes ao 
dia durante 30 dias. 
Formulação utilizada pelo prof. Zalmir Silvino Cubas. Doses estabelecidas por extração 
alométrica a partir de doses diárias preconizadas para uso humano. 
Off label. O médico veterinário que prescreve é responsável pelo uso e indicação deste 
medicamento. Se obserar qualquer reação adversa, suspenda a medicação.
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Fosfolipídeos
Ácido araquidônico
Fosfolipase A2
Cicloxigenase
COX1 COX2
Lipoxigenase
LOX
TromboxanoProstaglandinas LeucotrienosProstaciclinas
TLR
NF-Kβ
IL1, IL6, TNF, NO, COX
5-LOX
Receptores semelhantes a Toll
Fator nuclear 
Kappa-Beta
Cardo-mariano (Silybum marianum) Fructos
Cardui Marianae (silimarina)
Indicações:
• Afecções hepáticas
• Exposição a 
hepatotóxicos
• Antioxidante
• Anti-inflamatório
• Antifibrótico
• Antineoplásico
• Estimulação da 
biossíntese de proteínas
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• Principios ativos: 
Flavonoligananas isoméricas: 
silibina, silicristina e 
silimarina, desidro-silibinina, 
silimonina e outras; Flavonas 
e outros.
• Padronização: 70% de 
silimarina
• Dose humanos: 200 a 600 
mg/dia do extrato seco 
• Dose aves: calcular
Cardo-mariano (Silybum marianum) Fructos
Cardui Marianae (silimarina)
Alcachofra (Cynara scolimus) Herba cynarae
• Atividades: 
• Hepatoprotetora
• Antioxidante e anti-
inflamatória
• Colerético (produção de 
bile)
• Redução do colesterol 
total, LDL e TG
• Anti-hiperlipidêmica
(produção de bile e 
bilirrubina)
• Diurética e laxativa
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• Componentes químicos: 
derivados do ácido cafeico, 
polissacarídeos, alquilamidas, 
flavonoides, terpenoides, óleo 
essencial
• Padronização: extrato seco 
1% de ácido cafeoilquínico ou 
2% de cinarina
• Dose humanos: 300 a 600 
mg/dia do extrato seco 
• Dose aves: calcular
Alcachofra (Cynara scolimus) Herba cynarae
Doença do Acúmulo de Ferro - DAF
• iron storage disease
• Hemossiderose
• Hemocromatose
• Prevalência da DAF em 
ranfastídeos 27%, hepatopatia 
37% (Cubas, 2008) 
Imagem: Zalmir S. Cubas
Fibrose, processo inflamatório, 
hiperplasia de dutos biliares, 
neoplasia hepática
CUBAS, Z.S. Siderose hepática em 
tucanos e araçaris, UFPR, 2008. 
Orientador: Prof. Dr. Fabiano 
Montiani-Ferreira
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DAF Patogenia
• Fatores genéticos espécie específicos 
• ↑absorção e retenção de ferro 
Aves-do-paraíso absorvem 90% do ferro ingerido (FRANKENHUIS et al., 
1989); Aves frugívoras
Mainá não apresenta mecanismo de bloqueio de absorção de Fe+ no 
intestino (SCHMIDT et al., 2003; METE et al., 2003)
• Fatores nutricionais – ingestão prolongada e 
excessiva de ferro de alta biodisponibilidade
Taninos, oxalatos, fitatos, Vitamina C, ferro heme, sacarose, 
frutose
DAF achados necroscópicos
Imagem: Zalmir S. Cubas
Imagem: Sérgio Alcântara
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DAF sinais clínicos
• Alterações em ranfoteca:descoloração, descamação, 
apteria, pele ressecada
• Acúmulo de líquido em 
celoma
• Sem sinais clínicos
Imagem: Zalmir S. CubasImagem: Zalmir S. Cubas
• Diabetes
Diagnóstico
• Clínico-laboratorial
Anamnese, sinais clínicos, 
bioquímica sérica Fe, CTLF (348-
430g/dL), STf (20-33%); AST, ALT, 
LDH, ácidos biliares 
• Diagnóstico por imagem 
videoendoscopia, radiografia, 
ultrassonografia, tomografia
• Biópsia hepática 
Teste padrão-ouro
Imagem: Alexsandro Machado
Rx papagaio-vedadeiro
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Microscopia
• hemossiderina em 
hepatócitos, células de 
Küpfer e macrófagos
Imagem: Zalmir S. Cubas
Coloração HE
Coloração Azul da Prússia
Imagem: Zalmir S. Cubas
Coloração Azul da Prússia
A B
A – Fígado de araçari-banana. Processo degenerativo extenso com inúmeros vacúolos de gordura. 
B – Fígado de tucano-de-bico-verde. Extensa área de necrose e depósito de hemossiderina (marrom). 
Coloração HE.
Imagens: Zalmir S. Cubas
DAF – ALTERAÇÕES MICROSCÓPICAS
Lesões celulares - degeneração celular, necrose, 
processo inflamatório, proliferação de dutos biliares
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Diagnóstico
C D
A B
DAF Tratamento
Tratamento:
• Flebotomias periódicas 
semanais ou
• Quelantes: 
• Desferroxamina
(Desferal® frasco-ampola 
500mg e diluente 5mL) 
100 mg/kg q24h IM, SC x 
até 3,5 meses (R$ 80/frasco)
•Deferiprona (Ferriprox® 
comprimidos 500mg) 50 
mg/kg bid PO x 30 dias (R$ 
16/ comprimido)
• Deferasirox (Exjade® 
comprimidos de 
125mg) 10-30 
mg/kg/dia VO, dose 
humano (R$ 40/ 
comprimido)
Imagem: Zalmir S. Cubas
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08/10/2024
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DAF Prevenção
• Dietas com baixo nível 
de ferro (80ppm)
• Evitar frutas cítricas
• Evitar proteína de 
origem animal
• Quelantes naturais, 
fitatos (chá verde, p.ex)
• Diagnóstico precoce e 
post mortem (em 
criações)
Imagem: Zalmir S. Cubas
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