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ATIVIDADE 2 DO MÓDULO 2 (1)

Atividade do Módulo 2 do curso Educação Especial na perspectiva Inclusiva sobre estratégias para inclusão de alunos com TEA; traz orientações para organização física e social da sala, recursos sensoriais, tecnologia assistiva e propostas para integrar interesses restritos (ex.: dinossauros) ao ensino.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E 
INCLUSÃO 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS 
GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL: CONTEXTOS DE FORMAÇÃO, 
POLÍTICAS E PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA - GEPEEI 
 
 
CURSO: Educação Especial na perspectiva Inclusiva: Pressupostos, políticas e 
práticas pedagógicas 
 
CARGA HORÁRIA: 180 Horas 
COORDENAÇÃO: Profa. Dra. Lucélia Cardoso Cavalcante 
 
CURSISTA: 
PROFESSORA DO MÓDULO: Prof. Me. Edson Rodrigues dos Anjos 
TUTOR: 
MÓDULO 2: Deficiências, transtorno do espectro autista e altas 
habilidades/superdotação: perfis, necessidades específicas e potenciais de 
aprendizagem 
ATIVIDADE 2 DO MÓDULO 2 
 
Olá, cursista! 
Nesta atividade, vamos explorar estratégias para criar um ambiente 
de aprendizagem mais inclusivo e envolvente para alunos com Transtorno do 
Espectro Autista (TEA). 
 
Desafio 1: Construindo um Ambiente Sensorialmente Amigável 
 
1) Imagine que você deve organizar uma sala de aula que atenda às 
necessidades sensoriais únicas dos alunos com TEA. Quais sugestões você 
daria para estruturar o ambiente físico e social para minimizar os gatilhos 
sensoriais e maximizar o potencial de aprendizagem? Quais estratégias e 
recursos você implementaria para criar um espaço acolhedor e propício ao 
aprendizado? 
 
Estruturação do Ambiente Físico 
 
A organização do ambiente físico é crucial para minimizar 
gatilhos sensoriais e promover o aprendizado. Para isso, algumas 
sugestões são: 
 
 
 
Iluminação: * Utilizar luzes suaves e difusas, evitando luzes 
fluorescentes que podem ser irritantes. Optar por cortinas blackout para 
controlar a entrada de luz solar intensa. 
Som: * Reduzir o ruído ambiente com tapetes, cortinas acústicas 
e materiais absorventes de som. Utilizar fones de ouvido com 
cancelamento de ruído para atividades individuais. 
 Mobília: * Organizar a sala de forma a evitar espaços apertados e 
garantir circulação livre. Utilizar móveis confortáveis e ajustáveis para 
atender às necessidades individuais. 
 Cores: * Optar por cores neutras e suaves, evitando cores vibrantes 
e padrões complexos que podem ser estimulantes demais. 
 
Estruturação do Ambiente Social 
 
O ambiente social também precisa ser cuidadosamente 
estruturado para garantir a inclusão e o bem-estar dos alunos com TEA. 
Para isso, algumas estratégias são: 
Comunicação: * Utilizar linguagem clara e direta, evitando 
ambiguidades e linguagem figurada. Incentivar a comunicação visual com 
pictogramas, imagens e recursos visuais. 
Rotinas: * Estabelecer rotinas claras e previsíveis, comunicando-
as com antecedência e utilizando recursos visuais para auxiliar na 
compreensão. 
Interação: * Promover interações sociais graduais e respeite o 
ritmo individual de cada aluno. Incentivar atividades em pequenos grupos 
e ofereça opções de atividades individuais. 
Apoio: * Criar um ambiente de apoio e compreensão, 
incentivando a comunicação aberta e o respeito às diferenças. 
 
Recursos para um Ambiente Acolhedor e Propício ao 
Aprendizado 
 
Para criar um espaço acolhedor e propício ao aprendizado, 
alguns recursos podem ser implementados: 
 
Espaço sensorial: * Criar um espaço dedicado à regulação 
sensorial, com materiais como bolas sensoriais, jogos de texturas, luzes 
e sons relaxantes. 
Materiais adaptáveis: * Utilizar materiais adaptáveis e 
ferramentas de apoio para auxiliar na aprendizagem, como softwares de 
leitura, recursos visuais e materiais táteis. 
 
 
 
 Tecnologia assistiva: * Explorar tecnologias assistivas que podem 
auxiliar na comunicação, organização e aprendizagem, como softwares 
de comunicação alternativa e dispositivos de apoio à leitura. 
Treinamento: * Oferecer treinamento aos professores e 
funcionários sobre as necessidades sensoriais dos alunos com TEA e as 
melhores práticas para criar um ambiente inclusivo. 
 
 
Desafio 2: Potencializando o Aprendizado por meio de Interesses 
Restritos 
 
2) Agora, imagine que você é um professor trabalhando com um aluno com 
TEA que possui interesses restritos em dinossauros. Como você utilizaria esse 
interesse como ferramenta pedagógica para otimizar o engajamento, a 
motivação e a construção de aprendizagem significativa? De que forma você 
integraria esse interesse ao currículo e às atividades propostas, promovendo a 
comunicação e a interação social do aluno? 
 
 
 Utilizar o interesse em dinossauros como ferramenta pedagógica, 
integrando-o a diversas disciplinas e atividades lúdicas e colaborativas, 
promovendo a comunicação e interação social, com adaptações para as 
necessidades do aluno. 
 Como professor trabalhando com um aluno com TEA e interesse restrito 
em dinossauros, utilizaria essa paixão como uma ferramenta pedagógica 
poderosa para otimizar o aprendizado. A chave é integrar os dinossauros 
ao currículo de forma natural e significativa, tornando-os um veículo para 
o aprendizado em diversas áreas. 
 
Etapa 1: *Integração Curricular*. Criaria unidades didáticas que utilizam os 
dinossauros como tema central. Por exemplo, em matemática, poderíamos 
trabalhar com contagem, sequências e operações usando diferentes tipos 
de dinossauros e seus tamanhos. Em ciências, poderíamos estudar 
paleontologia, evolução e ecossistemas pré-históricos. Em português, 
poderíamos ler livros sobre dinossauros, escrever histórias e criar 
apresentações. A geografia poderia explorar a localização geográfica onde 
os fósseis foram encontrados. 
 
Etapa 2: *Atividades Práticas e Criativas*. Para manter o engajamento, as 
atividades seriam variadas e lúdicas. Poderiam incluir a construção de 
maquetes de vulcões e habitats de dinossauros, a criação de jogos de 
tabuleiro com temas de dinossauros, a pesquisa e apresentação de 
trabalhos sobre espécies específicas, e até mesmo a produção de um filme 
ou peça teatral sobre a era dos dinossauros. A tecnologia também seria 
 
 
 
explorada, com jogos educativos online e aplicativos relacionados ao 
tema. 
 
Etapa 3: *Comunicação e Interação Social*. As atividades em grupo seriam 
essenciais para promover a comunicação e a interação social. Trabalhos 
em equipe, debates sobre diferentes espécies de dinossauros e a criação 
de projetos colaborativos incentivariam a comunicação e a cooperação. A 
apresentação dos trabalhos para a turma criaria oportunidades para o 
aluno compartilhar seu conhecimento e se comunicar com os colegas. A 
utilização de recursos visuais, como imagens e vídeos, ajudaria na 
comunicação e compreensão. 
 
Etapa 4: *Adaptações e Suporte*. É crucial adaptar as atividades às 
necessidades específicas do aluno, considerando seu nível de 
desenvolvimento e suas dificuldades. O uso de recursos visuais, 
instruções claras e concisas, e um ambiente estruturado e previsível são 
importantes. O apoio de terapeutas ocupacionais e especialistas em TEA 
pode ser fundamental para garantir o sucesso da intervenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS.: Não esqueçam de consultar o material do módulo e outras fontes 
complementares. Usem os pressupostos científicos e a criatividade. O objetivo 
é propor a criação de um ambiente de aprendizagem que permita que todos os 
alunos, independentemente de suas necessidades específicas, alcancem o seu 
pleno potencial de aprendizagem e desenvolvimento. 
Vamos aos estudos! 
Prazo: 17/11/2024

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