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 O que é orçamento doméstico? Uma explicação simples e clara sobre o conceito de orçamento e sua importância.
Podemos entender como orçamento doméstico um planejamento das finanças de uma pessoa física ou jurídica. Neste caso, o orçamento irá ditar os ganhos de alguém e para onde este irá se movimentar ao longo de um período específico.
O orçamento deve ser realizado com o intuito de, primeiramente, elencar os ganhos e as despesas atuais e, em seguida, direcionar os ganhos a gastos de fatos relevantes e, assim, utilizar o dinheiro recebido de maneira eficiente.
 Por que criar um orçamento? Destacar os benefícios de ter um orçamento, como alcançar objetivos financeiros, reduzir dívidas e ter mais controle sobre o dinheiro.
Com um orçamento simples e detalhado será possível determinar e cumprir objetivos de curto e longo prazo que necessitam de verbas com mais facilidade e organização, elencar gastos desnecessários que oneram as receitas, pagar dívidas, entre outros. O mais importante é que o orçamento irá auxiliar as pessoas a terem mais controle sobre o seu dinheiro.
 Como funciona um orçamento? Explicar os passos básicos para criar um orçamento, desde o levantamento de receitas até a definição de metas.
Um orçamento é uma ferramenta muito simples de ser confeccionada contudo é necessário realizar algumas ações antes de começar:
1) Verifique suas receitas: É necessário que você saiba quanto ganha no período de um (1) mês. Para isso, você pode verificar seu contracheque ou anotar em um papel todas as suas receitas ao longo do mês sejam elas fixas (salários) ou variáveis (vendas de itens, serviços extras, entre outros)
2) Verifique suas despesas: Ao longo do mês guarde todos os comprovantes pagos. Contas de energia, luz, água e contas no mercado são as mais comuns. Além disso, é importante anotar até mesmo os gastos menores como por exemplo gastos realizados ao longo do dia (guloseimas são os principais) que oneram as finanças devido, principalmente, sua frequência.
Após isso, iremos começar com um diagnóstico inicial. Para isso, serão necessárias uma folha grande e uma caneta para montarmos o diagrama abaixo. O diagnóstico inicial bem como o orçamento mais detalhado também pode ser realizado por planilhas prontas, aplicativos de celular, sites ou programas de computador. Alguns serão disponibilizados via QR CODE.
	Receita fixa
	Escrever o VALOR
	Receita variável
	Escrever o VALOR
	Despesas (1)
	Escrever o VALOR
	Despesas (2)
	Escrever o VALOR
	Despesas (3)
	Escrever o VALOR
	Total de despesas
	Somar os valores das despesas (1,2,3)
	Sobras
	Receitas diminuído do total de despesas
A
O diagnóstico inicial dará uma ideia de como estão nossas finanças e, de maneira psicológica, poderá dar um choque de realidade dependendo do resultado o que auxiliará no prosseguimento do planejamento financeiro. Há três situações possíveis:
1) Superavitário: A sobra será positiva
2) Deficitário: A sobra será negativa
3) Neutro: A sobra será igual a zero (0)
Após descobrirmos nossa situação, entraremos em um processo mais detalhado, mas muito parecido com o orçamento doméstico. Neste caso, iremos especificar as nossas despesas em essenciais e supérfluas bem como iremos colocar nesse espaço nossos objetivos que demandam verbas. O objetivo aqui é visualizar formas de diminuir nossos gastos e aumentar nossas sobras no final do mês.
As despesas essenciais são gastos que não podem ser deixados de ser realizados no final do mês. Contas relacionadas a aluguel, água, energia, internet, comida, plano de saúde e transporte são as mais comuns. Neste caso, deverá haver tentativas de diminuir o valor dessas despesas para sobrar mais receitas. Será que é possível arrumar uma moradia com aluguel mais barato? A energia e a água estão sendo desperdiçados? A velocidade de internet contratada é necessária – ou está pagando por algo que não está sendo utilizado completamente? Estes questionamentos ajudam a averiguar e, possivelmente, diminuir as despesas essenciais.
As despesas supérfluas na maioria dos casos são desnecessárias e oneram as receitas. Geralmente, são compras feitas por impulso e, de certa forma, caracterizam-se como luxos. Despesas relacionadas a alimentação fora de casa (restaurantes), objetos de marca (principalmente roupas), mensalidades com aplicativos de TV e streaming e compra de guloseimas em excesso são os mais comuns. Neste caso, sempre que for realizar uma aquisição se pergunte: Se esse produto/serviço é realmente necessário (posso viver sem ele)? Posso substituir o produto/serviço que irei adquirir por outro mais barato? Estou, de fato, utilizando esse produto/serviço? Assim, com esses questionamentos, pode-se evitar realizar gastos supérfluos que prejudicam o orçamento.
	Receita fixa
	Escrever o VALOR
	Receita variável
	Escrever o VALOR
	Despesas (1) - Essencial
	Escrever o VALOR
	Despesas (2) - Essencial
	Escrever o VALOR
	Despesas (3) - Supérflua
	Escrever o VALOR
	Viagem para o [nome do lugar]
	Escrever o VALOR
	Aquisição de uma camisa
	Escrever o VALOR
	Comprar uma moto
	Escrever o VALOR
	Total de despesas
	Somar os valores das despesas (1,2,3)
	Sobras
	Receitas diminuído do total de despesas
Após a montagem da tabela, buscaremos diminuir as despesas essenciais e, se possível, cortar completamente as despesas supérfluas. Lembre-se, o objetivo inicial é chegar à situação superavitária e, com todas as metas estabelecidas e disciplina, chegarmos na situação neutra. 
Apresenta-se abaixo um exemplo de orçamento detalhado de uma pessoa física com todas as receitas e despesas além de objetivos de curto e longo prazo. Caso você esteja em uma situação deficitária, e logo, em situação de dívidas, recomendo ir a cartilha número 2 disponível via QRCODE no final desta cartilha logo após a confecção da tabela abaixo.
	Orçamento
	Setembro de 2024
	Receita fixa
	R$ 5000,00
	Receita variável
	R$ 0,00
	Despesas de aluguel - Essencial
	R$ 1000,00
	Despesa com mercado - Essencial
	R$ 800,00
	Despesa de energia - Essencial
	R$ 150,00
	Despesa com água - Essencial
	R$ 80,00
	Despesa com internet - Essencial
	R$ 80,00
	Despesa com Faculdade - Essencial
	R$ 300,00
	Despesas com telefonia celular - Essencial
	R$ 20,00
	Despesa diária (salgado, doces,etc) - Supérfluo
	R$ 50,00
	Reserva para aquisição de celular em outubro de 2024 – Curto Prazo
	 META GUARDADO SETEMBRO
R$ 1200,00 R$1100,00 R$100,00
	Saída para lanchonete - Supérfluo
	R$ 200,00
	Viagem para Rio de Janeiro – 15 Dias em março de 2025 – Meta de Longo Prazo
	 META GUARDADO SETEMBRO
R$ 4000,00 R$2000,00 R$500,00
	Investimento para Aposentadoria - Essencial
	R$ 1620,00
	Reserva para o mês 
	R$ 300,00
	Total de despesas
	R$ 5000,00
	Sobras
	R$ 0,00
No orçamento acima, há todas as receitas e despesas bem como os objetivos de curto prazo e longo prazo já com a meta imposta pela pessoa física, o quanto já se tem guardado e o que será definido para guardar no mês corrente.
Observa-se, ainda, que foi possível manter luxos, mesmo que mínimos e que não oneram o orçamento.
Além disso foi possível tornar as sobras do mês nulas. Esta etapa é a que exige a maior disciplina e o máximo de organização com o intuito de não decairmos a situação de deficitário no final do mês. É importante chegar a essa situação de neutralidade onde todos os objetivos foram descritos e estão sendo cumpridos o que mostra a eficiência da utilização do dinheiro
A área de investimentos e sua importância bem como reserva de emergência será mostrada com maiores detalhes na cartilha 3, disponível no QRCODE no final dessa cartilha.
DICAS:
- Seja disciplinado, confeccione seu orçamento todo início de mês e cumpra-o. É importante sempre atualizá-lo e tentar, sempre que possível, arrumar formas de diminuir os seus gastos com o intuito de aumentar a aplicação da receita em objetivos;
- Estabeleça metas alcançáveis: Caso seus objetivos sejam inalcançáveis no momento, estabeleçaformas de concluí-lo – gerando renda extra, diminuindo as despesas – contudo não desanime pois, nesta etapa, é frequente a desistência da utilização da ferramenta;
- Estabeleça sempre uma reserva para investir e de emergência: Como será explicado na 3º cartilha, o investimento poderá ser utilizado para viver de renda ou para aposentadoria. Além disso, os objetivos de longo prazo podem ser aplicados em produtos financeiros para render, no mínimo, acima da inflação. No caso da reserva de emergência, ela será importante no caso de urgências, acidentes, perda de emprego, entre outros.
- Você pode utilizar um dos métodos abaixo para padronizar seu orçamento:
1) Método 50-30-20: Criado por Elizabeth Warren e Amelia Warren Tyagi. Basicamente, divide-se suas receitas em três partes. 50% para despesas essenciais, 30% para despesas relacionadas a lazer ou até mesmo supérfluas como viagens ou saídas para restaurantes, passeios, entre outros e 20% para reservas financeiras, aposentadoria e investimentos para viver de renda.
2) Método de Harv Eker: Criado por T. Harv Eker e disponibilizado no livro “Os Segredos da Mente milionária” é uma divisão em seis (6) contas, sendo:
2a) 50% Conta das necessidades básicas: Despesas essenciais
2b) 10 % Conta Educação: Essa quantia será utilizada para pagamento de cursos, faculdade ou instruções no geral.
2c) 10% Conta Diversão: Utilizado para satisfação pessoal. Viagens, comer em um restaurante, passear, etc.
2d) 10% Conta Liberdade financeira: Utilizado para produção de rendimentos passivos.
2e) 10% Conta doação: Doar para alguma instituição
2f) 10% Conta poupança: Despesas de longo prazo
- Dependendo do seu caso, não deixe de buscar ajuda profissional. Com o advento da internet, há a possibilidade de buscar consultoria financeira gratuita virtualmente.
 
COMISSÃO DE FORMATURA
 
 A importância de ter uma reserva: Explicar por que é essencial ter um fundo de emergência para lidar com imprevistos.
 Como começar a poupar: Dicas para começar a construir um fundo de emergência, mesmo com pouco dinheiro.
 Onde guardar a reserva: Sugestões de locais seguros para guardar o dinheiro da reserva.
 Definindo metas: Ajudar a estabelecer metas financeiras realistas e alcançáveis.
 Criando um plano de investimento: Introduzir os conceitos básicos de investimento e apresentar opções adequadas para diferentes perfis de investidor.
 Criando um plano de contingência: Como se preparar para lidar com gastos inesperados.
 Ajustando o orçamento: Como ajustar o orçamento quando surgem imprevistos.
 A importância da disciplina: Enfatizar a importância da disciplina para manter o orçamento.
 Celebrando as conquistas: Incentivar a celebração das pequenas conquistas para manter a motivação.
 Buscando ajuda: Informar sobre serviços de orientação financeira e outras fontes de apoio
EKER, T. H.; JORGENSEN, P. Os segredos da mente milionária : aprenda a enriquecer mudando seus conceitos sobre o dinheiro e adotando os hábitos das pessoas bem-sucedidas. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 
‌
E-INVESTIDOR. Como compor uma reserva financeira com o método 50-30-20? – Luis Cláudio Freitas – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado financeiro. Disponível em: . Acesso em: 4 set. 2024. 
CERBASI, G. Como organizar sua vida financeira : inteligência financeira pessoal na prática. Rio De Janeiro: Elsevier, 2009. 
1. O que é dívida e como ela acontece?
· Definição clara: Explicar o conceito de dívida de forma simples e direta, incluindo os diferentes tipos (cartão de crédito, empréstimo pessoal, financiamento, etc.).
· Causas do endividamento: Apresentar as principais razões que levam as pessoas a se endividar, como gastos impulsivos, perda de renda, emergências médicas e outros.
- Podemos entender como dívida uma obrigação – neste caso de caráter financeiro - que ficou acordada e deve ser cumprida. As dívidas financeiras geralmente são geradas por:
1) Falta de reserva de emergência: A reserva de emergência é utilizada em diversas situações como problemas médicos, desemprego, diminuição de renda, acidentes, entre outros. Neste caso, uma quantia guardada para imprevistos pode auxiliar na manutenção de um orçamento já definido.
2) Gastar mais do que ganha: Um caso clássico. Deve-se ganhar mais do que gasta e não o contrário. Embora esse conceito seja simples muitos não o seguem.
3) Desemprego ou diminuição da renda: O desemprego, quando não há outros tipos de renda, gera um corte total das receitas. No caso da diminuição de uma parte da renda, é necessário ajustar o orçamento rapidamente.
Embora possa haver diversos outros fatores de endividamento, os três citados são os mais comuns e possuem soluções. 
É importante demonstrar o perigo que uma dívida pode ocasionar em um orçamento montado ao longo do tempo. No Brasil, quando se contraí uma dívida paga-se juros devido ao atraso. Com isso, devido a modalidade utilizada de juros no país – juros compostos – a dívida cresce de maneira exponencial, ou seja, extremamente rápida o que, por vezes, fica em um nível praticamente impagável. Abaixo, há um exemplo de uma dívida de R$5000,00 reais a juros de 1% ao mês (uma taxa comum cobrada em um empréstimo) ao longo de 10 anos.
Fonte: De autoria própria
Observa-se neste gráfico que, em apenas cinco anos, a dívida já está mais que o dobro do que foi pedido inicialmente e, em dez anos, já está mais que o triplo. Este simples exemplo demonstra o poder que uma dívida tem em destruir o patrimônio de uma pessoa seja ela física ou jurídica e a atenção que a população deveria ter sobre esse assunto já que, segundo o site Agência Brasil, 78,5% das famílias brasileiras estão endividadas.
2. Como organizar suas finanças?
A primeira coisa que devemos fazer para eliminar as dívidas é dimensioná-las. Neste sentido, anote as contas a pagar em uma tabela feita em papel ou em uma planilha igual a que se encontra abaixo. Essas dívidas podem ser separadas da seguinte maneira
1) Ordem de vencimento: Contas que possuem uma data de pagamento em um futuro mais próximo.
2) Juros altos: Caso possua mais de uma conta e não seja possível pagar todas ou todas as contas já venceram, é necessário pagar àquela que trará mais juros como punição por não pagar no dia. Como mostrado anteriormente, os juros aumentam rapidamente o montante total a ser pago
Orçamento: Ensinar a criar um orçamento realista, identificando todas as fontes de renda e gastos.
· Controle financeiro: Apresentar ferramentas e aplicativos para auxiliar no controle das finanças, como planilhas e aplicativos de gestão financeira.
Importância da educação financeira: Destacar a importância de adquirir conhecimentos sobre finanças para tomar decisões mais conscientes
Após isso, a primeira ação a ser tomada é não adquirir novas dívidas. Neste caso, é necessário confeccionar um orçamento equilibrado e, uma vez que já se sabe que se encontra em uma situação de endividamento, diminuir o máximo de despesas possíveis. A montagem de um orçamento foi mostrada na primeira cartilha – disponível via QR code no final desta cartilha - e é recomendado verificar antes de prosseguir. 
Depois da confecção do orçamento, é necessário guardar as sobras que derivam deste para o pagamento dessa dívida. Neste aspecto, é importante realizar um grande esforço e reduzir ao máximo as despesas mensais com o intuito de aumentar as sobras para o pagamento das obrigações. Lembre-se que uma dívida, principalmente com a cobrança de juros, aumenta rapidamente e destrói patrimônio. Assim, os objetivos de longo prazo necessitam ser travados até o fim da obrigação. 
O orçamento da primeira cartilha está disponível abaixo já com os cortes de objetivos de curto e longo prazo, despesas supérfluas e até investimentos para aposentadoria. A dívida em aberto é adicionado logo abaixo da nova reserva (após cortes) e esta será utilizada para pagar as dívidas em aberto. É importante,como ensinado na primeira cartilha, diminuir as despesas essenciais. 
	Orçamento
	Setembro de 2024
	Receita fixa
	R$ 5000,00
	Receita variável
	R$ 0,00
	Despesas de aluguel - Essencial
	R$ 1000,00
	Despesa com mercado - Essencial
	R$ 800,00
	Despesa de energia - Essencial
	R$ 150,00
	Despesa com água - Essencial
	R$ 80,00
	Despesa com internet - Essencial
	R$ 80,00
	Despesa com Faculdade - Essencial
	R$ 300,00
	Despesas com telefonia celular - Essencial
	R$ 20,00
	Despesa diária (salgado, doces,etc) - Supérfluo
	R$ 50,00
	Reserva para aquisição de celular em outubro de 2024 – Curto Prazo
	 META GUARDADO SETEMBRO
R$ 1200,00 R$1100,00 R$100,00
	Saída para lanchonete - Supérfluo
	R$ 200,00
	Viagem para Rio de Janeiro – 15 Dias em março de 2025 – Meta de Longo Prazo
	 META GUARDADO SETEMBRO
R$ 4000,00 R$2000,00 R$500,00
	Investimento para Aposentadoria - Essencial
	R$ 1620,00
	Reserva para o mês 
	R$ 300,00
	Nova Reserva (Após cortes)
	R$ 2270,00
	Dívidas em aberto 
	R$ 3000,00
	Total de despesas
	R$ 2430,00
3. Como negociar dívidas?
· Canais de negociação: Informar sobre as diferentes formas de negociar dívidas, como contato direto com os credores, negociação online e a ajuda de empresas de renegociação.
Renegocie suas dívidas para pagar mais barato. Plataformas como a Serasa ou Acordo Certo bem como bancos podem captar suas obrigações e dar um desconto para pagamento, inclusive com possibilidade de parcelar. Além disso, uma negociação entre você e o credor com a demonstração do seu orçamento e o quanto que sobra de dinheiro para o pagamento da dívida também pode ajudar a diminuir a quantia necessária para quitar a obrigação
Fique atento a programas de negociação de dívidas. O programa Desenrola Brasil desenvolvido pelo governo federal é um exemplo de oportunidade para eliminação de dívidas.
Caso as sobras de dinheiro do mês sejam pequenas, será necessário adquirir rendas extras. Assim, uma atividade remunerada em períodos de descanso, vendas de itens que possui e que não serão mais utilizados ou uma habilidade pessoal que pode ser utilizada para aumentar a captação de recursos irá auxiliar no pagamento dessas obrigações. É possível, com a ajuda da inteligência artificial Gemini, disponível no site Google, buscar formas para adquirir renda extra.
5. Prevenção do endividamento
· Consumo consciente: Incentivar o consumo consciente e a importância de planejar as compras.
· Emergências financeiras: Orientar sobre a criação de uma reserva de emergência para lidar com imprevistos.
· Objetivos financeiros: Estimular a definição de objetivos financeiros a longo prazo e a criação de um plano para alcançá-los.
Após a saída do endividamento, é necessário se planejar para que tal situação não ocorra novamente. Para isso:
1) Confeccione o orçamento: Planeje suas entradas e saídas de dinheiro
2) Crie uma reserva de emergência: As dívidas podem surgir devido a uma urgência não prevista. Para isso estabeleça como meta uma reserva de, no mínimo, um ano de suas despesas com o intuito de utilizá-la em momentos emergenciais. 
3) Cuidado com despesas supérfluas ou consumo não planejado: Um outro caminho para o endividamento é o gasto descontrolado em despesas consideradas supérfluas. Sempre verifique se de fato o item que será adquirido é realmente necessário ou é um luxo desnecessário
4) Planeje seu consumo: Consumos não planejados certamente levarão a ruína financeira. Não há problemas em realizar financiamentos e empréstimos desde que estes estejam dentro do orçamento e possa ser realizado sem grandes sacrifícios. 
5) Procure ajuda profissional: Caso seja necessário e se for possível, não descarte uma ajuda profissional uma vez que este poderá auxiliar em diversas etapas financeiras. 
Fontes::
Conceitos Fundamentais
· O que é investimento? Explicar de forma simples e clara o conceito de investimento e a diferença entre poupança e investimento.
Um investimento pode ser entendido como a aplicação de dinheiro em alguma coisa com o intuito de receber um retorno monetário acima do que foi aplicado, ou seja, lucro. Neste sentido, um investimento pode ter objetivos diversos como abertura de um negócio, reserva de emergência, aumento de patrimônio, aposentadoria, geração de renda passiva bem como pode ser utilizado para facilitar aquisições, principalmente de médio e longo prazo como veículos e imóveis.
É importante verificar que a poupança não é investimento. A poupança é o ato de tão somente guardar dinheiro e isso, por si só, não gera retorno. Contudo, conforme será explicado abaixo, existe o produto financeiro chamada poupança (diferente da ação de somente poupar) disponível em bancos o que é considerado um investimento. 
Os investimentos são iniciados a partir do orçamento que é basicamente uma ferramenta que ajuda a verificar as entradas de dinheiro direcioná-lo ao longo do período. A montagem do orçamento foi ensinada na cartilha número 1, disponível no final desta cartilha. Após eliminarmos as dívidas, como ensinado na cartilha número 2, também disponível no final desta cartilha, será possível inserir os objetivos de caráter financeiro e direcionar uma quantia específica para estes. 
Contudo, o primeiro passo antes de reter recursos para investimentos é guardar uma quantia para a reserva de emergência. Esta pode ser entendida como uma camada de segurança pessoal para possíveis urgências como emergências médicas, acidentes, perda do emprego, entre outros. Caso alguma das situações anteriores aconteça, geralmente, recorre-se a empréstimos os quais, como mostrado na segunda cartilha, podem acarretar dívidas grandes e difíceis de serem pagas. Assim, a reserva de emergência pode auxiliar uma pessoa física ou jurídica a vencer um período financeiro complexo sem a necessidade de estar exposto a um endividamento
Em seguida, é necessário saber qual o nosso perfil de investidor. Neste caso, o perfil irá direcionar os produtos financeiros que será adquirido para gerar lucro. Há três tipos
1) Conservador: Este perfil está ligado a uma menor tolerância a volatidade dos investimentos além de um menor conhecimento por parte do investidor. Neste sentido, os produtos financeiros escolhidos são geralmente de renda fixa, em principal a poupança e o Tesouro Selic os quais seguem uma taxa conhecida, embora variável.
2) Moderado: Aqui, o investidor possui um pouco mais de conhecimento e decide se expor a investimentos mais voláteis. Nesta situação, o investimento é majoritariamente em renda fixa – conservador – mas há uma pequena parte em renda variável como em fundos de investimentos (controlados por gestores) e fundos de índice.
3) Arrojado: Neste perfil, o investidor possui um grande conhecimento em investimentos bem como em áreas específicas, como o setor imobiliário, o que permite arriscar ainda mais o capital sem o receio de perdê-lo. Neste aspecto, o investimento muito comum é em ações de empresas de capital aberto, fundos imobiliários, imóveis, obras de arte e criptomoedas bem como aquisição de investimentos para proteção de capital como ouro, prata, opções entre outros.
Agora, pode-se entender os principais tipos de investimentos que podem ser adquiridos pelas pessoas com o intuito de complementar os objetivos citados anteriormente.
1) Renda Fixa: São investimentos onde há o empréstimo do dinheiro para outra pessoa ou instituição com a cobrança de uma taxa – juros – que beneficiará a pessoa que emprestou. Nestes investimentos, há o conhecimento da taxa que será aplicada sobre a quantia emprestada. Os principais são:
a) Poupança: Empréstimo de dinheiro para o banco. O dinheiro parado na conta poupança é utilizado pelo banco para emprestar para outras pessoas. Geralmente as taxas de remuneração são baixas.
b) Tesouro Direto: Empréstimo para o governo sendo dividido em tesouro Selic – a taxa paga de remuneração é a Selic - tesouro Prefixado – uma taxa dita no momento da compra – e tesouro IPCA – uma taxa ditano momento da compra somado a taxa de inflação IPCA - Considerado o investimento mais seguro do país.
c) CDB’s: Empréstimo de dinheiro aos bancos. A diferença para a poupança é que geralmente possui um rendimento maior conforme o aumento do tempo de empréstimo, mas possui mais riscos de não serem pagos. 
d) LCI/LCA: Empréstimo de dinheiro a instituições financeiras. Aqui, o empréstimo é passado a outras empresas que irão investir em imóveis (LCI) ou no agronegócio (LCA).
e) Fundos de renda fixa: Aqui há a aquisição de participações (cotas) para fazer parte de um grupo (fundo) que irá investir em produtos de renda fixa diversos. Nesta situação, o fundo é gerido por um profissional da área financeira. O ganho vem na valorização da participação que poderá ser revendida por um preço maior no futuro.
2) Renda variável: São investimentos em participação em empresas ou em fundos que compram essas participações. São mais voláteis já que depende do resultado da companhia ao longo do tempo
a) Ações: Aquisição de uma parte da empresa, podendo ser pequena ou grande. Ganhe-se lucros conforme os resultados positivos da empresa.
b) Fundos de índice: Adquire-se uma participação (cota) em um grupo (fundo) que investe em um conjunto de ações inseridos em um índice – uma referência – No Brasil, existe a possibilidade de, por exemplo, investir em um fundo de índice que replica o Ibovespa – As empresas com maior volume de negociação na bolsa de valores brasileira – O ganho vem na valorização da cota que poderá ser revendida por um preço maior no futuro.
c) Fundos imobiliários: Adquire-se uma participação (cota) em um grupo (fundo) que investe na área imobiliária. O ganho vem na valorização da cota que poderá ser revendida por um preço maior no futuro.
d) Fundos de ações: Adquire-se uma participação (cota) em um grupo (fundo) que investe em ações bem como em outros investimentos, geralmente de renda fixa. O ganho vem na valorização da cota que poderá ser revendida por um preço maior no futuro
e) Previdência privada: : Há a aplicação de dinheiro mensalmente que renderá a uma taxa variável com o intuito de resgatá-lo em um período futuro. Geralmente, esse tipo de investimento aloca recursos tanto em renda fixa quanto em renda variável.
f) Imóveis: Embora seja considerado popularmente um investimento seguro, investir diretamente em imóveis não é garantia de retorno fixo. Os aluguéis variam bem como o preço do imóvel devido a diversos fatores econômicos e não econômicos (valorização ou não da área, violência, entre outros) além dos riscos de inadimplência (não pagamento do aluguel)
g) Investimento em objetos: Obras de arte, relógios e carros são comuns nesse caso. É necessário um grande entendimento por parte do investidor nessas áreas.
Ademais, os tipos de investimentos deverão estar alinhados aos diferentes objetivos traçados no orçamento, assim pode-se separar:
1) Objetivos de curto prazo (seis meses – dois anos): Poupança, Tesouro SELIC, CDB’s, LCI’s e LCA’s de curto prazo: Pagamento de cursos, festas, casamentos, compra de mobílias e reserva de emergência, compras diversas de menor valor.
2) Objetivos de médio prazo (três a cinco anos): Tesouro SELIC, Tesouro Pré-Fixado de médio prazo CDB’S, LCI’s e LCA’s de médio prazo: Compra de alto valor como veículos e imóveis, pagamento de faculdade e viagens de médio prazo
3) Objetivos de longo prazo (cinco anos em diante): tesouro IPCA, ações, fundos de índice, fundos de renda fixa, fundo de ações, fundos imobiliários, previdência privada: Aposentadoria e complementação de aposentadoria e investimentos em um negócio (empreendedorismo).
Após verificar o perfil de investidor adequado bem como escolher os diversos produtos financeiros disponíveis em relação aos objetivos descritos no orçamento, é necessário o cadastro em uma corretora. Ela possibilitará a aquisição desses investimentos que serão registrados em CPF. Aqui é essencial achar uma instituição certificada pela Comissão de Valores Mobiliários além de achar uma corretora com baixa ou nenhuma cobrança de custos para investimentos. Atualmente, os bancos de médio e grande porte possuem corretoras vinculadas ou parceiras o que facilita o processo.
Dicas:
1) Diversifique seus investimentos: Principalmente para investimentos de longo prazo, sempre invista em mais de um tipo de investimento para que, caso algum não tenha uma rentabilidade favorável, um outro compensará esse problema.
2) Estude: O campo de investimento é vasto. Busque livros confiáveis na internet bem como cursos no site da Comissão de Valores Mobiliários e no site da B3 – A bolsa de valores brasileira – 
3) Não invista no que não sabe: A falta de conhecimento em um tipo de investimento pode ocasionar em perdas financeiras. Sempre busque informações antes de investir em algum produto financeiro.
4) Consultor financeiro: Em caso de necessidade, busque ajuda. Os profissionais da área de finanças podem auxiliar a escolher o investimento adequado ao objetivos inseridos no orçamento.
 
· Por que investir? Mostrar os benefícios de investir, como a proteção contra a inflação, a geração de renda passiva e a construção de patrimônio.
· Perfil do investidor: Explicar a importância de conhecer o próprio perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) e como ele influencia a escolha dos investimentos.
Tipos de Investimento
· Renda fixa:
· Tesouro Direto
· CDB
· LCI/LCA
· Fundos de Renda Fixa
· Renda variável:
· Ações
· Fundos de Ações
· ETFs
· Opções e Derivativos
· Imóveis:
· Compra de imóveis para locação ou venda
· Fundos Imobiliários
· Outros:
· Ouro
· Criptomoedas
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Mercado Financeiro
· Bolsa de Valores: Como funciona, como negociar ações e os principais índices.
· Corretoras: Como escolher uma corretora e quais os serviços oferecidos.
· Custos de investimento: Taxas de administração, corretagem, emolumentos e outros custos.
· Impostos: Imposto de Renda sobre investimentos.
Estratégias de Investimento
· Diversificação: A importância de diversificar a carteira de investimentos para reduzir riscos.
· Montando uma carteira: Como montar uma carteira de investimentos de acordo com o perfil e objetivos do investidor.
· Rebalanceamento da carteira: A necessidade de rebalancear a carteira periodicamente para manter a alocação de ativos desejada.
· Planejamento financeiro: A importância de ter um planejamento financeiro para alcançar seus objetivos de longo prazo.
Riscos e Retornos
· Risco: Explicar os diferentes tipos de risco (mercado, crédito, liquidez) e como eles afetam os investimentos.
· Retorno: Como calcular o retorno dos investimentos e a relação entre risco e retorno.
· Perdas: Como lidar com perdas nos investimentos e a importância de manter a calma.
Dicas e Cuidados
· Como começar a investir: Dicas para iniciantes, como abrir uma conta em uma corretora e fazer o primeiro investimento.
· Educação financeira: A importância de se manter informado sobre o mercado financeiro e buscar conhecimento sobre investimentos.
· Fraudes: Como identificar e evitar fraudes no mercado financeiro.
· Consultoria financeira: Quando buscar ajuda de um profissional.
Recursos Adicionais:
· Glossário: Um glossário com os principais termos utilizados no mercado financeiro.
· Simuladores de investimento: Ferramentas para simular diferentes cenários de investimento.
· Links úteis: Links para sites de instituições financeiras, reguladores e associações de investidores.
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