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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA - CCT UNIDADE ACADÊMICA DE FÍSICA - UAF DISCIPLINA: FÍSICA EXPERIMENTAL I 9º RELATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL I: PÊNDULO FÍSICO Professor: José Wagner Cavalcanti Silva Turma: 09 Aluno: Maria Isabely Soares Alves Matrícula: 120110685 CAMPINA GRANDE - PB SETEMBRO - 2024 2 Sumário 1 - INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 4 2 – PROCEDIMENTOS E ANÁLISES ................................................................................... 5 2.1 – PROCEDIMENTOS................................................................................................... 5 2.2 – ANÁLISES E MEDIDAS ............................................................................................ 5 4 – CONCLUSÕES ............................................................................................................. 10 3 LISTA DE TABELAS TABELA 1.................................. ...........................................................5 4 1 - INTRODUÇÃO Busca-se por meio deste relatório sistematizar, organizar e tratar os dados coletados no experimento com pêndulo físico para que possamos assim determinar o momento de inércia em torno do eixo do qual ocorrem as oscilações. Neste experimento foram utilizados um Corpo básico, Armadores, Manivela, Pêndulo Físico, Suporte para o Pêndulo Físico, Massas Padronizadas, Cronômetro, Cordão e um Alfinete. 5 2 – PROCEDIMENTOS E ANÁLISES 2.1 – PROCEDIMENTOS O experimento foi iniciado colocando o corpo básico na posição vertical, medindo a massa do pêndulo físico e também a distância do primeiro orifício do pêndulo até o seu centro de massa, ou seja, até o orifício do seu centro, com atenção de colocar o pêndulo numa posição que não tocasse nas paredes internas do suporte. O pêndulo então foi colocado para oscilar de modo que o ângulo de oscilação fosse menor que 150 para que se considere um movimento harmônico simples. A partir de então foi medido o intervalo de tempo gasto para que o pêndulo completasse dez oscilações completas e dividindo por dez cada medida, foi obtido o período do pêndulo. Esse procedimento foi repetido dez vezes. Os dados obtidos compõem a tabela I. Os materiais utilizados foram: o Alfinete; o Armadores; o Balança; o Cordão; o Corpo básico; o Cronômetro; o Escala milimetrada; o Manivela; o Massas padronizadas; o Pêndulo físico; o Suporte de pêndulo físico; 2.2 – ANÁLISES E MEDIDAS TABELA 1 T(s) 1,355 1,171 1,318 1,399 1,318 1,299 1,305 1,327 1,318 Massa do pêndulo físico (m) = 40,200 g Distância (Ponto de apoio/ centro de massa) (L) = 35,6 cm 6 Aplicando a segunda lei de Newton ao movimento do corpo foi obtida uma equação diferencial da sua aceleração angular, tendo em vista que o pêndulo realiza um movimento semicircular: 𝑑²𝜃 𝑑𝑡² + 𝑚𝑔𝐿 𝐼 𝑠𝑖𝑛𝜃 = 0 7 Dado que o ângulo θ foi de aproximadamente 15º, temos que senθ ≅ θ, logo, temos a seguinte relação resultante: 𝑑²𝜃 𝑑𝑡² + 𝑚𝑔𝐿 𝐼 𝜃 = 0 Resolvendo esta equação diferencial, chegamos a seguinte relação: 𝜃 = 𝜃0 𝑐𝑜𝑠(𝑤𝑡 + 𝐹) Onde θo é o deslocamento angular máximo em relação ao ponto de equilíbrio, também 𝜔 = √ 𝑚𝑔𝐿 𝐼 e Φ é o ângulo de fase. Considerando que a equação para a frequência angular do movimento é dada por 𝜔 = 2𝜋 𝑇 , podemos extrair a seguinte expressão para o valor experimental para o valor experimental do Momento de Inércia do Pêndulo Físico: 𝐼 = 𝑇2 4𝜋² 𝑚𝑔𝐿 Organizando os dados, vamos determinar o valor médio e o desvio médio para os períodos coletados na Tabela I: Valor médio: 𝑇𝑚 = (1,355 + 1,171 + 1,318 + 1,399 + 1,318 + 1,299 + 1,305 + 1,327 + 1,318) 9 𝑇𝑚 = 11,81 9 𝑇𝑚 = 1,312 𝑠 Vamos calcular o desvio médio, inicialmente subtraindo o valor da medida pelo valor médio: 1,355 − 1,312 = 0,043 1,171 − 1,312 = 0,141 1,318 − 1,312 = 0,006 1,399 − 1,312 = 0,087 1,318 − 1,312 = 0,006 1,299 − 1,312 = −0,013 1,305 − 1,312 = −0,007 1,327 − 1,312 = 0,015 1,318 − 1,31 = 0,006 8 Com esses dados em mãos, podemos determinar o desvio médio dada a seguinte relação matemática: 𝐷𝑀𝑡 = ∑(𝑇 − 𝑇𝑚) 9 𝐷𝑀𝑡 = |(0,043 + 0,141 + 0,006 + 0,087 + 0,006 − 0,013 − 0,007 + 0,015 + 0,006)| 9 𝐷𝑀𝑡 = 0,284 9 𝐷𝑀𝑡 = 0,032 T = (1,312 ± 0,032) s A incerteza sobre a massa de 40,200 g pendulo é 0,5% do medido, logo é igual a ± 0,201 g, considerando a incerteza sobre o comprimento de L como sendo ± 0,1 cm, dado o valor 35,6 cm. Determinando o momento de inércia do pêndulo físico através da expressão experimental, temos que: 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 𝑇2 4𝜋² 𝑚𝑔𝐿 𝐼𝑒𝑥𝑝 = ( (1,312)2 4𝜋2 40,200 ∗ 980 ∗ 35,6) 𝐼𝑒𝑥𝑝 = (65.151,9151) 𝑔 ∗ 𝑐𝑚² Usando a teoria do desvio padrão e máximo para calcular as incertezas: g = 980cm/s² T = (1,312 ± 0,032) s L = (35,6 ± 0,1) cm m = (40,20 ± 0,20) g Em T: 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 𝑇2 4𝜋² 𝑚𝑔𝐿 𝛿𝐼𝑇 = 1 2 | 1,3442 4𝜋² 40,200𝑥980𝑥35,60 − 1,2802 4𝜋2 40,200𝑥980𝑥35,60| = 𝛿𝐼𝑇 = 2983 9 Em L: 𝛿𝐼𝐿 = 1 2 | 1,3122 4𝜋² 40,200𝑥980𝑥35,7 − 1,3122 4𝜋2 40,200𝑥980𝑥35,5| = 𝛿𝐼𝐿 = 172 Em m: 𝛿𝐼𝑚 = 1 2 | 1,3122 4𝜋² 40,40 𝑥 980 𝑥 35,60 − 1,3122 4𝜋2 40,00 𝑥 980 𝑥 35,60| = 𝛿𝐼𝑚 = 304 Teoria do Desvio Máximo: 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 𝐼𝑒𝑥𝑝 ± 𝛿𝐼𝑇 + 𝛿𝐼𝐿 + 𝛿𝐼𝑚 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 65.151,9151 ± 2983 + 172 + 304 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 65.152 ± 3459 Teoria do Desvio Padrão: 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 𝐼𝑒𝑥𝑝 ± √ (𝛿𝐼𝑇)² + (𝛿𝐼𝐿)² + (𝛿𝐼𝑚)² ⬚ 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 65152 ± √(2983)² + (172)² + (304)² ⬚ 𝐼𝑒𝑥𝑝 = 65152 ± 3003 Calculando agora o momento de inércia teórico (𝐼𝑡𝑒𝑜) temos: 𝐼𝑡𝑒𝑜 = 1 3 𝑚(2𝐿)2 10 𝐼𝑡𝑒𝑜 = 1 3 40,200(2 ∗ 35,6)2 𝐼𝑡𝑒𝑜 = 203.791,488 3 𝐼𝑡𝑒𝑜 = 67.930,496 g ∗ cm² Erro percentual: 𝐸𝑝 = 𝐼exp − 𝐼𝑡𝑒𝑜 𝐼𝑡𝑒𝑜 x 100 𝐸𝑝 = 65.151,915− 67.930,496 67.930,496 x100 𝐸𝑝 = 4,1% 4 – CONCLUSÕES Diante do exposto nos tratamentos de dados acima, podemos chegar a algumas conclusões a cerca do que foi obtido. O valor teórico obtido é o valor verdadeiro para o momento de inércia, o valor experimental obtido no tratamento se aproxima do valor teórico, sendo compatível com o previsto. Se toda a massa do Pêndulo Físico estivesse centrada em um só ponto, o alfinete deveria estar colocado no seu centro de massa, logo, o raio de giração seria o menor possível. Dependendo do formato do objeto em que se constrói o pêndulo físico, o centro de massa poderia ser adotado como ponto de fixação do alfinete para apoio. A teoria mais adequada para este experimento é a do desvio padrão pois calcula a incerteza de forma mais precisa. Podemos citar alguns dos erros sistemáticos do experimento, são eles: erro na desconsideração da força de atrito do ar, a falta de precisão na contagem do período do pêndulo, etc. Com um único cronômetro pode-se medir o comprimento de uma haste delgada, sendo necessário alguns dados, como: massa, a gravidade, o momento de inércia e o período de oscilação. Esta experiência não poderá ser realizada tendo o centro de massa como apoio, pois as forças abaixo e acima do ponto de apoio serão iguais em módulo, 11 uma anulará a outra. Os procedimentos deste experimento não poderiam ser utilizados para determinar o momento de inércia de corpos de outra forma, pois é necessário um ponto de apoio e saber onde o centro de massa está localizado.