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MECÂNICA DOS SOLOS ANÁLISE GRANULOMÉTRICA 1 Prof. Dr. Eric Ribeiro da Silva Profª Dra. Kamila Rodrigues Cassares Seko Prof. MSc. Paulo Afonso C. Luz Análise granulométrica Num solo, geralmente convivem partículas de tamanhos diversos. Nem sempre é fácil identificar as partículas, porque grãos de areia, por exemplo, podem estar envoltos por grande quantidade de partículas argilosas, com o mesmo aspecto de uma aglomeração formada somente por partículas argilosas. Quando secas, as duas formações são dificilmente diferen- ciáveis. Quando úmidas, a aglomeração de partículas argilosas se transforma em uma pasta, enquanto que a partícula arenosa envolta em argila é facilmente reconhecida pelo tato. 2 Análise granulométrica 3 Fonte: PINTO (2006) A análise granulométrica, ou seja, a determinação das dimensões das partículas do solo e de suas proporções relativas, é representada, graficamente, pela curva granulométrica. Análise granulométrica Para o reconhecimento do tamanho dos grãos de um solo, realiza-se a análise granulométrica, que consiste em duas fases (2 tipos de ensaios de laboratório): peneiramento e sedimentação. ➢ Peneiramento – análise das partículas com dimensões maiores que 0,075 mm (peneira n° 200 da ASTM); ➢ Sedimentação – análise das partículas com dimensões inferiores a 0,075 mm, por meio de sedimentação contínua em meio líquido. 4 Peneiramento O peneiramento consiste em tomar uma amostra de solo seco, com peso conhecido, e passá-la por meio de uma série de peneiras padronizadas. Em seguida toma-se o peso das porções retidas nas diversas peneiras, geralmente expressas na forma de porcentagem do peso total (porcentagem retida). 5 Fonte: Imagens da internet Nota: A abertura nominal da peneira é considerada como o “diâmetro” das partículas. Trata- se de um diâmetro equivalente, visto que as partículas não são esféricas. Peneiramento Abertura das malhas das peneiras normais da ASTM 6 Fonte: Adaptado de CAPUTO (2016) N° Abertura (mm) N° Abertura (mm) N° Abertura (mm) 3/16" 4,760 16 1,190 50 0,297 5 4,000 18 1,000 60 0,250 6 3,360 20 0,840 70 0,210 7 2,830 25 0,710 80 0,177 8 2,380 30 0,590 100 0,149 10 2,000 35 0,500 120 0,125 12 1,680 40 0,420 140 0,105 14 1,410 45 0,350 200 0,075 A peneira n° 200 separa a fração fina da fração grossa do solo. Peneiramento A indicação (número) da peneira refere-se à abertura da malha ou ao número de malhas quadradas, por polegada linear. 7 Fonte: CAPUTO (2016) Sedimentação Dentre os diversos métodos de análise por sedimentação, o mais simples é o desenvolvido por CASAGRANDE. O método é baseado na lei de STOKES, a qual estabelece uma relação entre o diâmetro da partícula e sua velocidade de sedimentação em um meio líquido de viscosidade e peso conhecidos. Assim, de acordo com a lei de STOKES, a velocidade de queda de partículas esféricas num fluído atinge um valor limite dependendo do peso específico do material da esfera (γs), do peso específico do fluído (γw), da viscosidade do fluído (μ) e do diâmetro da esfera (D). 8 Sedimentação Assim, 𝑣 = 𝛾𝑠 − 𝛾𝑤 18 ∙ 𝜇 ∙ 𝐷2 9 Nota: A lei de Stokes é válida apenas para partículas menores que 0,2 mm de diâmetro e maiores que aquelas afetadas pelo movimento browniano, isto é, aproximadamente 0,2 mícron. Fonte: PINTO (2006) Ao colocar-se uma certa quanti- dade de solo (cerca de 60g) em suspensão em água (cerca de um litro), as partículas cairão em velocidades proporcionais ao quadrado de seus diâmetros. Tipos de granulometria De acordo com a forma da curva, podemos distinguir os diferentes tipos de granulometria. 10 Fonte: CAPUTO (2016) Tipos de Granulometria ➢ Curva A – contínua ou bem graduada; ➢ Curva B – descontínua; ➢ Curva C – uniforme. Tipos de granulometria De acordo com a forma da curva, podemos distinguir os diferentes tipos de granulometria. 11 Fonte: CAPUTO (2016) Tipos de granulometria Através da curva granulométrica são definidos os seguintes parâmetros: ➢ Diâmetro efetivo (def) – é o diâmetro correspondente à porcentagem que passa igual a 10%. Este parâmetro apresenta boa correlação com a permeabilidade dos solos. ➢ Coeficiente de não uniformidade (CNU) – é a razão entre os diâmetros correspondentes a 60% e 10% (em peso das partículas), tomados na curva granulométrica. 12 Coeficiente de não uniformidade O coeficiente de não uniformidade (Cu ou CNU) indica, na realidade, falta de uniformidade, pois seu valor diminui com o aumento da uniformidade do material. 𝐶𝐶𝑁𝑈 = 𝑑60 𝑑𝑒𝑓 13 Cu 15 → desuniforme. Nota: Quanto maior o CNU, mais bem graduado é o solo. Fonte: CAPUTO (2016) Coeficiente de curvatura O coeficiente de curvatura (Cc) detecta melhor o formato da curva granulométrica e permite identificar eventuais descontinui- dades ou concentração muito elevada de grãos mais grossos no conjunto. 𝐶𝑐 = 𝑑30 2 𝑑10 ∙ 𝑑60 14 Cc 3 → uniforme na parte central. Fonte: PINTO (2006) Nota: CNU corresponde ao coeficiente de não uniformidade. Este apresenta a mesma definição do Cu. CAPUTO, H. P., CAPUTO, A. N. Mecânica dos solos e suas aplicações. 7. ed., V1 – Fundamentos. Editora LTC, Rio de Janeiro, 2016. PINTO, Carlos de Souza. Curso básico de mecânica dos solos: em 16 aulas. 3. ed. Oficina de Textos, São Paulo, 2006. 15 Referências Bibliográficas Slide 1: MECÂNICA DOS SOLOS Slide 2: Análise granulométrica Slide 3: Análise granulométrica Slide 4: Análise granulométrica Slide 5: Peneiramento Slide 6: Peneiramento Slide 7: Peneiramento Slide 8: Sedimentação Slide 9: Sedimentação Slide 10: Tipos de granulometria Slide 11: Tipos de granulometria Slide 12: Tipos de granulometria Slide 13: Coeficiente de não uniformidade Slide 14: Coeficiente de curvatura Slide 15: Referências Bibliográficas