Prévia do material em texto
BIOLOGIA DA ÓSSEOINTEGRAÇÃO No consultório de vocês podem aparecer paciente com implante tipo sela, endosteais, os agulhados e você como profissional tem que atender o paciente. Vocês vão dizer que são implantes realizado antes da década de 60 que não tem mais a condição de osseintegração por que osseintegração só foi no período pós a descoberta do titânio. A gente tem que construir para que a gente possa ter uma narrativa. Na aula de hoje a gente vai discutir a teologia da osseointegração. Essa aula mostra quais são os fundamentos, ou seja, o que acontece com a gente quando a gente coloca um implante na boca do paciente o que acontece de 3 a 6 horas, no primeiro dia, no segundo dia, no terceiro dia e a gente vai ver porque a gente não pode ter algumas ações com os implantes depois de instalados. No Instagram fala direto de carga imediata e prótese protocolo. Ela veio do Advento desde do que se entende por implante já existia a prótese total e por que o nome dela é protocolo? Protocolo de branemark ou de Toronto. Protocolo é aquilo que vocês seguem sistematicamente, você tem protocolo para prótese Total, protocolo para prótese unitária, protocolo para implantes anteriores que área estética, protocolo para implantes posteriores, protocolo para levantamento de seio maxilar porque você segue uma lista de como deve fazer. Porque ela é chamada de prótese de Toronto? A descoberta da osseintegração ela aconteceu por acaso. Branemark estava fazendo sua pesquisa de doutoramento e ele foi analisar a tíbia de coelho, a microcirculação de tíbia de coelho. Naquela época existia uma tal de guerra fria e a União Soviética tinha o maior reservatório de titânio da Europa e o titânio ele é barato e fácil de manuseio. E um professor de branemark perguntou porque ele não experimentava fazer essa canula com titânio? E ele resolveu fazer porque era um metal de fácil manipulação, ou seja, pode dar o formato que quiser para ele e barato. Antigamente ele trabalhava muito com ouro e aí ele topou fez a cânula ele esperou um tempo para ver a microcirculação e o parafuso não saia e aí como o parafuso não saia ele pensou tem alguma coisa que esse metal interage com o osso que ele fica aderido ou seja preso, travado sobre o implante. E aí ele estudou quais as matérias em medicina que poderia relacionar com o titânio aí viu que foi a ortopedia porque a ortopedia trabalha com osso e para ter implante precisa de osso. Estudou por cinco anos todo tipo de cirurgia ou de parafuso e testavam e viam que eles aderiam desde que submetidos a um protocolo rigoroso de cirurgia. Depois de 5 anos eles começaram a ver os resultados desse trabalho e aí eles convidaram a comunidade Mundial que trabalhava com cirurgia, ou seja, os buco-maxilo-faciais para irem a vanenburg para ele divulgar técnica. Eles foram aprenderam e voltaram para os seus países e começaram a replicar. Isso na pesquisa é chamada de pesquisa multicêntrica. Por que você ganha credibilidade não é só uma pessoa fazendo é vários centros e se tem o mesmo resultado show de bola pode colocar no mercado isso é chamada de pesquisa translacional que sai do in vitro vai para o in vivo para depois ir para o humano. Quando chega no humano é transnacional já passou por todas as etapas do laboratório e pode ir para o mercado. E aí o pessoal viu que o negócio funcionava e resolveu fazer um evento e convidou o Professor Branemark para dar aula no início estava muito hostil e as pessoas não acreditavam muito nos implantes só que quando ele chegou a expor ele não expos o trabalho dele com um ano ou dois anos foram 15 anos então quando você mostra um trabalho de 15 anos você tem muita credibilidade. Foi daí que os implantes começaram a surgir e chegaram no nível que chegou hoje. Isso para ser exato foi 1982. Para vocês terem uma ideia em implantodontia evoluiu e tem se evoluído de uma forma fantástica. Em 1982 eles propuseram em um Congresso no Canadá por isso que o nome é protocolo de Toronto porque é a capital do Canadá em homenagem a essa conferência que foi em 1982 de lá para cá muita coisa mudou. O desenho dos parafusos é diferente, as conexões são diferentes, a superfície é diferente e é o que a gente vai discutir ao longo desse semestre. Baseado nisso neste preâmbulo a gente vai conversar hoje sobre a Biologia da osseointegração, quais são os fatores que favorecem essa osseointegração? Como é que isso acontece? Esse foi o trabalho do professor Branemark onde ele através dessa cânula avaliou a microcirculação sanguínea do coelho e a observar depois de 6 meses esses artefatos ele não saía do osso, estava totalmente aderido aí ele deu esse fator o nome de osseintegração. O que teria no titânio para promover a harmonia entre osso vivo ao implante que poderia dar uma estabilidade a longo prazo, foi isso que ele foi estudar. O primeiro paciente dele era um de desdentado total. 1982 ocorreu a conferência de Toronto. Foi verificado que um implante de titânio inserido no espaço medular sob determinadas condições e mantido imóvel sem nenhum trauma mecânico durante o período de reparação acabava rodeado por osso compacto, sem a interposição de outro tecido. Isso começou a mudar, isso era o estado Inicial que fazia essa cirurgia aguardava 4 meses para a mandíbula e 6 meses para maxila. Porque depende do tipo de osso Comprovação histológica e aceitação do implante pelos tecidos vizinhos... vislumbrava que existia um pseudo periósteo, não existe pseudo periosteo não pode ter a posição de nada tem que ser um íntimo contato do implante a superfície do osso ou seja o osso na superfície do implante, não pode ter nada interposto Porque não existe o termo ósseo fibra integração? Porque se ele está integrado ele está em íntimo contato com o osso e se ele tiver com tecido fibroso interposto ao tecido ósseo que é o titânio você vai ter um encapsulamento e nesse encapsulamento você vai ter a perda do implante. Condições para perder o implante Sobreaquecimento, ou seja, passou de 43 graus, broca cega perde o implante, técnica cirúrgica indevida. Esses são os três principais fatores. Passou de 43 graus que eu falo na fresagem, quando passa de 43° na fresagem e como se você fizesse um preparo de prótese sem irrigação na broca e aí você causa uma necrose na polpa então se você tem a broca e faz uma fresagem com soro, o soro vai direto na broca e você tem que fazer movimentos de vai e vem para esse soro escorrer para o alvéolo cirúrgico que está fazendo e deixe ele em situação úmida ou seja molhada uma outra condição que eu gosto muito de fazer é trabalhar com soro gelado porque o soro já vai umedecer e molhar e já vai evitar o sobreaquecimento e se tiver gelado vai ajudar ainda mais. Então por definição a osseointegração é a união anatômica e funcional direta entre o osso vivo remodelado e a superfície do implante submetido a carga funcional. Ou seja, é você dizer que o osseointegração você não tem nada de interface entre a parede do implante e o osso ou seja tem íntimo contato e pode estar sobre carga funcional. Carga funcional: a oclusão sobre o dente é uma coisa e a oclusão sobre o implante é outra coisa totalmente diferente. Porque essa diferença? Dente a gente tem uma coisa chamada de ligamento periodontal. A principal função do ligamento periodontal é amortecimento durante a mastigação e no o implante você não tem isso você tem como se fosse um dente anquilosado, um parafuso anquilosado. O parafuso de implante a pessoa confunde muito pensando que o parafuso é a coroa, a coroa é um elemento que vai sobre o implante o implante é o artifício que a gente utiliza para recuperar raiz perdida. Na máxima intercuspidação (não cai em prova) quando fecha a boca tem o toque dos dentes, e o implante não toca, quandovai fazer o registro oclusal o implante não pode tocar, ele só vai tocar quando apertar, porque os dentes vão intruir, por isso que é diferente, então na máxima intercuspidação a coroa sobre implante só vai ter toque quando aplicar força. Movimento de lateralidade tem que ser o menos discursivos possível, ou seja em pouco espaço o canino é o principal vilão, se você fizer uma discursiva muito grande para você chegar na presa, a força exercida nesse parafuso vai ser muito grande e com 3 meses o paciente volta a seu consultório o implante na mão, Porque como o implante não tem ligamento periodontal então ele não aceita movimentos longos e por isso que na região posterior as cúspides deles são mais baixas do que a dos dentes naturais, então nos movimentos de lateralidade, nossos movimentos bordejantes, a desoclusão da prótese sobre implante vai ter que ser o mínimo possível, para que quando você... faça um movimento de deslocamento do canino, a força gerada no parafuso não vai ser no longo eixo vai ser lateral e aí você vai começar a perder osso. E esse aqui é um implante. Ele é constituído por três partes (questão de prova) a cabeça ou plataforma que é onde vai ter a conexão Protética, onde vai ter a comunicação do nível infra ósseo para o meio bucal a cabeça ou plataforma também pode ser chamada de espelho; passos de rosca que seria o comprimento desse implante onde você tem as roscas, existem vários tipos de rosca e cada uma tem a sua necessidade e indicação a depender do tipo de osso; e a ponta ou ápice. O passo de rosca e o ápice é a parte que fica ao longo eixo de todo o osso inserido nesse implante. Depois da descoberta em 1970 eles foram buscar outras especialidades do implante. Vocês acreditam que o implante tem propriocepção? Propriocepção é uma característica dada aos ligamentos que você percebe que está apertando os seus dentes, e o implante não possui. A propriocepção não é um reflexo ela é uma proteção para o seu ligamento periodontal. (Não cai na prova): porque um paciente que tem bruxismo ou briquismo tem algumas terapias para isso? Essas duas situações tem a condição somática de quê é causada pelo stress ou ansiedade. Agora eu vou contar a vocês por que o bruxismo acontece mas vocês não podem contar para Teles. O nosso sistema nervoso, tem por situação fisiológica de proteção principalmente em frente a uma injúria , então se você tem um dente que está tocando primeiro quando você abre e fecha a boca, o contato prematuro, o seu cérebro já processa que quando você acorda e você tem em uma certa cúspide um contato prematuro que é indevido e você vai começar a desviar quando você for fechar a boca, porque se você fechar nessa condição vai haver o toque que vai ocasionar inflamação do periodonto, perda de inserção óssea no dente, mobilidade dos elementos e até a perda, então para evitar isso você começa a fazer manobras para fechar sua boca, e quando chega na parte da noite que o seu cérebro passou o dia todo lembrando que você não pode fechar a boca daquele jeito, Então quando você vai dormir o cérebro pensa vamos desgastar aquele danado, e aí você começa a ranger naqueles pontos para desgastar porém se você somar isso com a sua ansiedade você já levou isso como uma mania, como você não tem o controle sobre aquilo vai acabar desgastando mais do que deveria e atingindo a outros elementos. Mas inicialmente essa é a razão, é uma proteção. Tentaram de várias formas, e antes de Branemark falecer ele disse que no implante você não tem propriocepção, mas você tem implanto propriocepção, como por exemplo algumas pessoas que já perderam a mão, ao colocar uma mão robótica ela consegue fechar as mãos utilizando apenas a conexão sináptica feita pelos neurônios (também não cai em prova). Por isso o desenvolvimento da implantodontia tem andado bastante. Aqui tem algumas fotos retiradas de livros onde ele testou em cachorros, ele fez a extração dos primeiros molares dos cachorros, inseriram o implante, fizeram a prótese e observaram. Eles conseguiram apenas com a força da mordida do cachorro que ele ficasse suspenso guindaste, pensando nisso como na Suécia existe um alto índice de inválidos orais (desdentados totais inferiores) também chamado de malabaristas porque como o paciente usa uma prótese inferior e aí ele está entre a bochecha e a língua e ela sempre sai quando ele fala uma chega ele tem que ser malabarista, e aí desenvolveu então a prótese protocolo que por conceito são implantes inseridos na região da sínfise mandibular, antigamente eram utilizados 6 implantes nesta região mas hoje em dia são utilizados apenas 4, em alguns casos até 3 mas 4 é o ideal. Os implantes são inseridos na região interforaminal ou na região de sínfise, com a prótese com cantilever para posterior. Mudou muita coisa de lá para cá? Uma coisa que não mudou foi o desenho do posicionamento dos implantes. Vocês conhecem cantilever da prótese? O que mudou, na verdade o que tem de certo e as pessoas acabam confundindo é a distância desse cantilever que está diretamente relacionada com o posicionamento dos implantes, algumas pessoas inclinam os implantes para poder aumentar ou diminuir o cantilever, e em muitas das vezes não resolve, então a pessoa inclina sem necessidade. Essa técnica dos quatro implantes é o famoso all on four. É importante que a gente entenda que a gente tem que ter uma área de higienização, não adianta você querer colocar uma prótese, mas tem que ter uma condição de higienização. A gente tem uma colônia de bactéria ali na superfície. Você pode levar isso a uma mucosite ou periodontite assim como nós temos periodontite (não dar pra entender) quando você raspa o dente a superfície radicular tem que ser lisa e isso favorece a recuperação tecidual ou você pode promover *um enfraquecimento da mucosa. No implante não, quando se tem periimplantite você tem quer ter um cuidado muito maior porque essa superfície do implante pode estar contaminado e não consegue limpar. Mas, o que acontece? Isso é um desenho clássico de uma superfície do implante quando você promove as fresagens da broca , para você alargar o leito cirúrgico, para você inserir um implante você segue uma fresagem gradativa, você vai aumentando o diâmetro dessa fresagem você vai promover uma necrose óssea, quando você promove essa necrose óssea cirúrgica você vai ter as ação dos macrofagos, leucócitos e monócitos para degradar essa região que vão sinalizar a ação do fibroblasto que vão se diferenciar em osteoblasto e osteoclasto. Osteoclasto vão fazer essa limpeza dessa necrose tecidual oriundo da fresagem e a medida que ele vai limpando o osteoblasto vai fazendo uma aposição e formando uma matriz provisória um osso pré formado, um tecido osteóide e depois um tecido maduro. Essa ação dos osteoblastos e osteoclastos é que vai formar o nosso osso. Eu super aquecer passei dos 43° durante a fresagem, talvez faltou soro na hora um exemplo, o que você vai fazer? Quando você faz a queima do osso, a queima aumenta a temperatura do osso, você vai diminuir a ação dos osteoclastos e você vai aumentar a ação do osteoclasto. Então você vai ter muito osteoblatos e pouco osteoclasto, ou seja, você não vai ter formação de osso naquela região. O que acontece? Você cria um defeito e o organismo faz pra fechar o defeito? Faz tecido fibroso e porque ele faz tecido fibroso? Porque o tecido fibroso ele cresce 3x mais do que o tecido ósseo e você está no processo de cicatrização, de reparo, então você modificou o equilibrio natural. É isso que acontece, você fresa você vai ter essa região do passo de rosca com necrose óssea onde os macrófagos, leucócitos e monócitos vão atuar para degradar isso daqui e criar um ambiente para que se forme osso. E quandovocê faz essa limpeza os osteoclasto faz a limpeza, remove aquele tecido necrótico cirúrgico alveolar, os osteoblastos migram para aquela região e vai formar uma matriz provisória, que é matriz aglomeração de osteoblasto e vai formar logo depois tecido osteóide e depois formar o tecido ósseo. O tecido osteóide é um tecido granulomatoso, amolecido e está preenchido de espaço vazios que vão esperar no segundo momento a migração do cálcio para aquela região para que o osso fique duro / resistente. E quem vai fazer isso? Fibronectina. E no final você tem todo aquele espaço preenchido de um osso neo formado Esse é o aspecto que a gente quer ver em uma radiografia de um implante osteointegrado. Íntimo contato da superfície do implante ao osso. Quando a gente pensa em dente temos esmalte dentina, polpa, gengiva e ligamento periodontal. Quando pensamos em implante a gente só vai ter a coroa protética que é o intermediário que vai fazer a ligação da raiz, do núcleo titânio a coroa protética e o implante e o osso. Quando você vai para prótese, na prótese fixa temos que fazer um preparo (término em chanfro, técnica da silhueta etc) você tem um dente e pra fazer uma coroa sobre esse dente é necessário um preparo. Se tiver uma raiz vai ter que moldar o pino, fazer retenção e depois a coroa sobre a prótese. Se a gente já sabe que nosso implante funciona como uma raiz artificial, eu preciso de que? De um componente que me dê uma condição de instalar uma prótese e isso é chamado de abatima ou conexão protética, pilar protético. No dente faz um preparo para colocar a coroa. Já no implante vai precisar de algum artifício para inserir uma coroa. O abatima é a cabeça? Não, ele vai ser instalado na cabeça do implante que é o espelho ou a plataforma. Superfície de implante Até o ano 2000 a gente tinha apenas um tipo de superfície de implante que era a superfície lisa. Com o advento das pesquisas foi observado que o implante na superfície rugosa ele atrai com mais facilidade as células proteoglicanas. Qualquer superfície que tenha uma rugosidade as células osteogenitoras é propícia daquela região. Ou seja, a gente consegue uma osseointegração mais rápida nos primeiros momentos. Questão de prova Caracterização da superfície do implante. • Lisa • Rugosa • Pouco rugosa • Muito rugosa A.lisa ela teria de 0 a 0,5 micrômetro de rugosidade, A pouco rugosa de 0,5 a 1 micrômetro A rugosa tem de 1 a 2 micrômetros. E a muito rugosa > 2 micrômetro. Sabendo que os estudos demonstram que a célula osteoprogenitoras ela tem é propício por superfícies rugosas, qual dessas quatro superfícies vocês acham que forma osso mais rápido? A RUGOSA A melhor superfície é a rugosa. A minha superfície osseintegração com 2 meses, é ruim, fraca. Osseointegra em 45 dias é bom, osseointegra com 28 dias, ótimo, osseointegracom 21 dias, melhor ainda, porém esses de 21 dias é muito mais caro e no final de 6 meses é tudo igual. Agora vamos para a biologia. Se eu tenho células osteogenitoras que tem propicio por superfície mais rugosa/mais áspera quando eu tenho microscopicamente uma superfície que essa variação é menor o osteoblasto quando ele chega e chega na superfície do implante ele começa ramificar seus tentáculos para a superfície, então fica muito mais fácil para ele daqui ele lançar para cá aqui aqui...a distância ela fica menor do que sair da superfície alta até chegar embaixo demora isso acontece porque o osteoblasto ele é prático. Se eu tiver uma forma dele irregular, ser áspero e eu ter condições de chegar e preencher mais rápido esse espaço ele osseointegra mais rápido é por isso a osseointegração desse tipo de superfície de 1 a 2 mm são as mais caras porque tem um efeito mais rápido, tem uma osteointegração mais rápida. Mas no final de 6 meses todos eles são iguais. Eu faço esse tipo de implante quando o paciente tem pressa por exemplo. Que vai viajar com 30 dias. Esse que osseointegra mais rápido é o ideal para fazer carga imediata? Não. Qualquer que seja o implante, o mais vagabundo, lá dos anos 2000 de superfície lisa. O que está envolvido na carga imediata seja ela unitária parcial ou total é o travamento do implante quando você está inserindo implante no osso você tem uma força chamada de torque que é em Newtons, então você tem que travar a prótese em 35 nêutrons, se você travou o implante e não importa a conexão seja hexágono externo e interno ou cone morse ou o tipo de superfície lisa, rugosa muito rugosa vai estar diretamente ligado ao travamento primário desse implante e o padrão de oclusão que a gente vai dar para o paciente porque? Carga funcional. Se você colocar um protocolo onde você tem contato prematuro nessa prótese protocolo você perde os implantes, qualquer superfície que seja, define uma carga imediata como o travamento que a gente chama de estabilidade primária. A estabilidade primária é a mecânica e a secundária é a biológica isso vai depender do fenômeno da osseointegração. Para a gente trabalhar com carga imediata na boca do paciente a gente tem que trabalhar com o implante travando no mínimo 35 newtons. Branemark pensou no parafuso e na cirurgia e a condição, ou seja, todo tipo de prótese sobre implante saiu da cabeça desse outro homem. Como eu disse para vocês, uma cirurgia de implante nada mais é do que colocar um biomaterial, ou seja, um artefato um bioativo no alvéolo ósseo é uma estrutura onde eu perdi o dente e o osso remodelou. A gente vai fazer anestesia, incisão deslocamento e está lá o nosso osso exposto nós vamos fazer a fresagem seguindo uma calibração de broca. A gente vai alargando esse alvéolo para a gente colocar o implante, por exemplo o implante de 3,5 vamos entrar com 2 depois 2,8, depois 3, depois 3,5 e coloca implante ou seja a gente alarga esse alvéolo cirúrgico a fresagem da broca. O implante foi inserido em um ambiente 100% estéril e não pode tocar no implante de maneira nenhuma a não ser material de titânio ou interfon de plástico porque quando você tira o parafuso do implante da superfície estéril que ele está, no embolo que ele está armazenado e você tira imediatamente esse metal ou seja o titânio ele sofre uma reação química com o oxigênio formando uma camada de óxido e titânio, a gente não consegue enxergar isso e essa camada de óxido e titânio é que vai favorecer a nossa osseointegração quando ela estiver no meio no leito cirúrgico em contato com o sangue daquele leito cirúrgico ele forma um tecido gelatinoso que é um de a células vão migrando para formar o osso ou seja o implante não pode ser tocado por que se ele for tocado ou seja pegar com a luva ou bater outro metal você quebra esse óxido de titânio e você vai perder esse implante. Você tem um leito cirúrgico, você tem sangue e esse sangue vai estar em íntimo contato com a superfície do implante e esse íntimo contato com a superfície do implante vai ter uma hemostasia, vai ter a formação de uma rede de fibrina, essa rede de fibrina vai sinalizar para aquelas paredes para esse óxido de titânio que é formado nessa parede óssea vai sinalizar a necessidade de macrófagos, monócitos e leucócitos a migrarem sendo assim como a gente está em um âmbito cirúrgico as plaquetas vão se degranular e vão liberar fatores de crescimentos derivados da plaqueta que vão em íntimo contato com a fibra formar essa rede que vai ligar a superfície do implante ao osso e quando você faz essa rede de fibrina que vai estar liberando ator de crescimento derivado de plaqueta, fatores de crescimento derivado de fibroblasto e derivado de insulina os leucócitos vão para aquela região para fazer uma limpeza juntamente com os mastócitos nessa superfície para favorecer os osteoblastos a migrarem para aquela região e as células osteoprogenitorasmigrarem para aquela região e ao migrarem elas vão expandir seus tentáculos tanto na superfície óssea quanto na superfície do implante é essa característica que vai dando a neoformação óssea daquela região. Essa neoformação óssea leva em torno de 14 a 21 dias é um período que a gente chama de fase osteóide, a gente não tem ainda a formação fibronectina para liberar cálcio/absorver cálcio para que isso fica o resistente ou seja forte. Quanto mais rugoso quanto mais irregular de uma forma homogênea melhor a nossa osseointegração e esse fenômeno leva nada mais nada menos uns 14 dias então a gente precisa de sangue, um ambiente estéril e deixar as coisas acontecerem. Uma coisa é você vê a artéria palatina sangrando outra coisa é veia artéria mandibular sangrando. A osseintegração é justamente esse daqui. Vocês conseguem observar essa coloração... Qual a diferença de osteoblastos osteoclastos e osteócitos. Osteoblastos: responsáveis pela produção de componentes da matriz óssea. Um dos conceitos muito bem lembrados em relação aos osteoblastos é a mineralização da matriz. Isso significa que os osteoblastos é autor da formação óssea. Osteoclastos: diferentemente dos osteoblastos, os osteoclastos são responsáveis pela degradação de componentes da matriz óssea. Isso se dá a partir dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. Osteócitos são osteoblastos aprisionado na nova matriz óssea ou seja, lembra que eu falei que o osteoblasto chega a povoar a região onde os osteoclastos fez aquela limpeza? Entao quando tem um osteoblasto que é um pouco mais lento,mais tranquilo a matriz óssea vai lá e abraça esse osteócitos e continua formando osso. Qual a importância do osteócito? Ele vai dar a característica medular do osso. Vai ser importante para o metabolismo e a irrigação sanguínea do osso porque o.osso para se manter vivo ele precisa de sangue e o osteócitos vão ser formados nos canais de volkmann Essa imagem matriz, ossea neoformado. A parede do sítio cirúrgico do leito cirúrgico, esse é o passo de rosca do nosso implante essa coloração mais viva é osso neoformado presença de osteócitos e osteoblastos Essa estrutura toda é o osso natural, ou seja, o osso normal. Tenho íntimo contato/conexão direta entre o osso vivo remodelado e a superfície do implante submetido a carga funcional histologicamente. Branemark em seu livro ele disse que é um metal a serviço do outro porque ele transpassou a cavidade oral. Hoje a gente tem prótese maxilofaciais, prótese bucal próteses unitárias, prótese de tíbia, titânio nas pernas. Na primeira hora da osseintegração... em qualquer cirurgia isso vai acontecer, esqueça a parte de implante. Ao fazer a incisão a primeira coisa que acontece é o sangramento e quando você sangra você vai ter a ação do fibrinogênio, plasminogenio e ciminogenios . O fibrinogênio juntamente com a trobina, fator 10 de coagulação ele vai formar fibrina, a rede de fibrina é o que vai conter e diminuir aquela hemorragia. O plasminogenio e ciminogenios são sinalizadores celulares para interleucina 1, 2, 4, 6 e 8 para nossas toxinas dolorosas nossas famosas cininas. Então esses mastócitos vão ser migrados para lá na presença da histamina, as histamina vão promover uma permeabilidade vascular e levar a desidratação e ativar a microcirculação. Com a degradação da plaqueta você vai favorecer a neoformação de vasos sanguíneos. Isso é o processo inicial para qualquer cirurgia. Com isso a gente vai ter o nosso exsudato inflamatório, presença de neutrófilos, citosinas na medula óssea que dura de 12 a 20 horas na corrente sanguínea isso está diretamente relacionada com agressão bacteriana Quando a gente tem uma inflamação os primeiros que vão para que local são os mastócitos, neutrófilos e leucócitos. Então na primeira hora a gente vai ter a ação da fibrina, a fibrina ela está no nosso sangue corrente de uma forma solúvel que é o fibrinogênio mas a partir do momento que esse sangue sai dos vasos ele fica em íntimo contato com a trombina e aí ele se transforma e fibrina e a fibrina que vai fazer aquele tampão plaquetário. De 5 a 6 horas é aí que está o detalhe de fazer uma boa técnica anestésica em qualquer cirurgia. 5 a 6 horas você tem a liberação de cininas, então se você não fazer uma boa técnica anestésica no paciente e ele começa a sentir dor durante o procedimento você vai ter que aumentar o nível de anestesia desse paciente e aumentar a dose analgésica para ele também ao passo que se você tiver uma boa técnica anestésica você pode trabalhar com tranquilidade, medicar esse paciente que ele não vai ter dor nenhuma porque as cininas e proteoglicanos elas são ricas em ácido araquidônico que lesam a lesão das paredes celulares. Após 6 horas a 10 horas você vai ter a extensão e a migração do citoplasma através da rede de fibrina lembra que eu falei para vocês as células começam a sinalizar, pessoal o nosso organismo ele é maravilhoso, quando eu falo nano segundos vocês têm noção do que é isso? Nanovsegundo é 10.000 x menos que um segundo. Então toda vez que a gente vai trabalhar com biomaterial em nosso organismo no leito cirúrgico os nossos leucócitos, mastócitos e neutrófilos já fizeram a varredura na superfície e já sinalizaram para o nosso sistema imune o padrão de reparo que vai ter. É por isso que se você trabalhar em um ambiente cirúrgico não totalmente estéril você tem problema de inflamação infecção no caso de extração de dente um abscesso e uma alveolite porque o contato que você está tendo com a superfície já mediou para nosso sistema imune o reparo que vai ser dado e aí não tem como revestir por isso que o ambiente estéril tem que ser totalmente estéril. Aí você vai ter a retração do coágulo Após 48 horas a 72 horas ou 3 dias pode ainda trabalhar com carga imediata. Você só pode trabalhar com carga imediata até esse momento. Isso é questão de prova. Só pode trabalhar com carga imediata até 72 horas. Após 48 horas e 72 horas o que acontece? A gente ja tem uma estabilização do nosso processo inflamatório, o Infiltrado inflamatório dos macrófagos linfócitos e plasmócitos e células polimorfonucleares. Células polimorfonucleares... Quando a gente tem uma cicatrização através dos monócitos e leucócitos e macrófagos apenas essa inflamação ela é uma inflamação branda, ou seja, é aquele procedimento cirúrgico que se você não passar nenhum analgésico o paciente não vai reclamar porque as células de defesa são capazes de controlar aquela dor Ao passo que se você tiver ação de polimorfonucleares.... O que são células polimorfonucleares? Chega os macrófagos para poder fazer a limpeza daquela região fazendo essa limpeza as células necróticas do ato cirúrgico ele chega para resolver mas ela são fragmentos muito grande o macrófago ele se junta a outro macrófago e vão formar células gigantes também conhecida como polimorfonucleares porque eles juntos conseguem driblar aquele processo inflamatório que está tendo. Então quando a gente fala célula gigante a gente está falando de um processo inflamatório mais agudo/ mais severo. Então a gente tem que diminuir essa inflamação. Então nesse momento você vai ter uma baixa concentração de fluxo sanguíneo, vai ter uma marginalização... os leucócitos começam a sinalizar, os mastócitos vão liberar histamina quando em contato com as proteínas vai ter a ação das histaminas. Paciente que faz implante ele não pode sentir dor em momento nenhum... de 3 a 4 dias sentido dor é porque deu errado e ele pode ter uma inflamação no dente... um granuloma periapical que teria que ser visto antes quando você faz a fresagem você estimula aqueles cisto mesmo que ele esteja regredindo você ativa ele de novo porque naquele ápice você vai ter as células dos restos epiteliaisde malassez aí começa a inflamação e o paciente começa a reclamar de dor e bem provável que vai perder o implante Espera 30 dias e se aparecer uma área radiolúcida entre o osso e o implante perdeu o implante aí pode tirar, curetar e colocar um novo ou se paciente não tiver nada e está reclamando de dor de 3 a 4 dias e o analgésico não está funcionando mais provavelmente você vai perder esse implante porque a interação dos mastócitos eles está intimamente ativando os osteoblastos. Aí você vai ter ação dos macrófagos e dos monócitos. Até então você pode trabalhar com seu implante em uma boa colocar prótese, moldar fazer tudo isso mas depois de três dias você não pode porque os macrófagos eles vão fazer a limpeza daquela região que circunda todo implante e o nosso implante vai perder estabilidade. Aquela estabilidade que a gente tinha quando a gente travou o implante na catraca você perde porque o macrófago fez aquela limpeza ao redor do implante então a gente não pode mexer mais nele porque qualquer vibração e qualquer movimento que faço desencadeia uma fibrilização peri-implante e aí perde o implante. No início as células estão trabalhando para formar um novo osso... se você mexe no implante e você perdeu oestabilidade o que que acontece? O organismo vai interpretar que você está voltando do começo e quando você volta, você vai ter uma neoformação de tecido mole porque o tecido mole cresce 3x mais rápido que o oso. Quando vai fazer cirurgia de implante e não está com o meio adequado, porque cárie é doença não é pessoal?! Tártaro no mundo, placa bacteriana, gengiva inflamada, paciente com a periodontite gigantesca e não faz a adequação. Implante é a última coisa que a gente vai pensar em fazer, não a primeira. Então se chega um paciente no consultório com implante e provisório do lado de um dente cariado, aí osseointegrou, aconteceu… acontece. Aí dê graças a quem? A nossa senhora da osseintegração, Tinha tudo para dar errado, biologicamente… mas acontece. Então com 72 horas você vai ter retenção de coágulo, você vai ter a formação da rede de fibrina, as células osteogenitoras vão começar a migar, angiogênicas e atividade osteoclastos, osteoblastos e células mesenquimais. Com 72 horas a atividade dos osteoclastos é maior do que dos osteoblastos. Todo mundo sabe aqui que eu sou um amante da PRF, quando a gente pega uma cirurgia como essa com formação da rede de fibrina e eu centrífugo o seio do meu paciente, no meio da cirurgia eu coloco meu PRF eu estou antecipando em quantos dias a cicatrização dele? Em 4 Porque essa rede de fibrina já coloquei, já coloquei uma quantidade super fisiológica pros meus leucócitos, então ativa as células de defesa do nosso organismo e o que mais? (Pesquisem isso e tragam amanhã) Os leucócitos além de estimular as células de defensa eles fazem mais o que? 4º dia- é importante que os implantes não sejam manipulados, aí você vai me perguntar, mas porque com 3 dias eu posso manipular? Porque com 3 dias, essa superfície que circunda o implante ela não foi ainda removida. Então os implantes têm certo travamento, do 4 ao 7 dia você tem uma limpeza dessa região e você vai ter a formação e migração de células osteoclastos, células osteoprogenitras. . E por que que eu manipulo até o terceiro dia? Porque quando você está principalmente com o protocolo você tem vários implantes, eles se protegem. Ah Helder e se for unitário? Você pode mexer até o terceiro dia, agora você não pode dar carga e nem força. Porque se você der carga você vai perder esse implante, mas eu posso dar carga no meu protocolo? Posso. Porque seus implantes estão implintados, agora os micromovimentos tem que ser mínimos. É o que eu falei, o movimento expulsivo tem que ser pouco. A mesa oclusal praticamente lisa, para que esses movimentos sejam os mais fracos possível. Lembra que eu falei que no terceiro dia você tinha ação dos macrófagos e monócitos? Desviado a atuação dos macrofagos que passam a absorver as áreas necrosadas e o osso que foi afetado pelo traumatismo da cirurgia o implante perde a estabilidade inicial. Então por que que a gente não deve trabalhar a partir do 4º dia? Pela ação dos macrófagos, o implante ele perde a estabilidade inicial. Você tem estabilidade primária e estabilidade secundária, isso aqui vai ser nossa terceira aula. Tem estabilidade terciária também, mas vai ser no segundo crédito.Isso aqui é questão de prova viu, mas não é para essa prova agora não. Pessoal, a estabilidade primária ela é mecânica, a estabilidade secundária é biológica. O que que acontece? Vamos lá, estabilidade primária ela é uma estabilidade mecânica, o que eu quero dizer com isso? A estabilidade primária, no meu ato cirúrgico e a gente faz a cirurgia e quando trava o implante na superfície do osso, esse implante ele trava no mínimo com 35 newtons ou seja, ele está travado mecanicamente naquele osso, eu só não posso dar a ele carga precoce, nem contato prematuro, se não ele vai perder essa estabilidade porquê na definição do implante tem que estar com oclusão funcional, ok? A estabilidade primária ela é mecânica e ela diminui com o tempo, porque no quarto dia não tenho mais estabilidade primária, se eu não tenho mais aquele osso que eu trabalhei. Então a estabilidade primária ela é alta no começa e ela diminui com o passar do tempo porque ela está em um processo de osseointegração. A estabilidade secundária que é uma estabilidade biológica, ela é baixa no começo e ela aumenta com o passar do tempo. Porque todos esses mecanismo que a gente está estudando ela está biologicamente trabalhando para que você tenha a interação e o íntimo contato do osso a superfície do implante. Então você precisa de uma estabilidade primária efetiva de com uma carga imediata, mas depois que passou 60 dias (vou botar 60 dias) o que é mais importante é o que? A estabilidade biológica que é a secundária. Porque se você colocar um implante e você não conseguir travar ele, ele está sambando no seu alvéolo, sua cirurgia foi uma merda, você só vai suturar e deixar ele lá, eu estou esperando o que? A osseointegração por estabilidade biológica que é a estabilidade secundária, que é o que a gente quer. A gente não quer mecânica, mecânica é para carro… a gente quer biologia, por quê? Porque quando você adquire a osseointegração esse implante vai durar a vida toda do paciente. Uma é biológica e a outra é mecânica. A biológica é o reflexo da sua ação cirúrgica, a estabilidade primária ela é mecânica pontual, inicial, no seu ato cirúrgico. E a gente ainda tem a terciária, a estabilidade terciária está diretamente relacionada com a prótese bem feita, bem definida, com os padrões exigidos pela prótese (vou falar dela agora), é o que dá estabilidade terciária. Quando você tem sucesso no implante, passa 10, 15, 20 anos e seu implante está osseointegrado e a prótese está em função. Nem toda estabilidade primária dá uma estabilidade secundária, mas toda estabilidade secundária pode ter uma estabilidade primária. Beleza? Entendeu? Toda estabilidade secundária pode não ter estabilidade primária, nem toda estabilidade primária dá uma estabilidade secundária. Pessoal, se eu tiver estabilidade primária é uma garantia que eu vou ter a secundária? Não. Agora se eu tiver a estabilidade secundária é uma garantia que eu tive a primária? Não Se você tiver um desses fatores: superaquecimento da broca, broca velha, aquecimento, técnica cirúrgica indevida, você vai ter estabilidade primária naquele momento, mas não vai ter estabilidade secundária… você perdeu seu implante. O chefe (Daniel) está perguntando aqui o seguinte: PARTE DESNECESSÁRIA Então se você tiver um enxerto você não consegue fazer uma estabilidade primária. Lembra o que a gente conversou? Aí tem haver com outro tipo de coisa.João me perguntou a respeito do levantamento de seio. Você não vai ter osso na parede apical para fazer enxerto aí você não consegue travar e ter estabilidade primária, porque você trava no osso remanescente, beleza? Beleza Eu imaginei assim (dúvida de Daniel): Fez a extração e aí você colocou o implante e em seguida naquela parte mais… onde seria a cervical do dente, você coloca o enxerto. Você consegue travar- helder Daniel: aí travou em baixo, aí no caso aquela parte onde veio o enxerto ele osseointegra também, então eu digo que aquela parte que osseointegrou no enxerto ela não teve haver com estabilidade primária, entendeu? Helder: você vai travar o implante no seu remanescente ósseo Daniel: mas a parte que ficou o osso por enxerto, ela não fez travamento, não fez a função da estabilidade primária Hélder: travamento depende, se você travou o implante. Eu travo o implante no terço apical e fica 70% das roscas expostas, eu faço enxerto. Daniel: eu digo que esse 70% em seguida ele osseointegrou com o osso do enxerto e não teve… Helder: primeiro ele osseointegra pelo osso basal, o osso remanescente que o paciente tem. Daniel: mas a outra parte também vai osseointegrar Helder: vai sim, dependendo do material vai. Você está confundindo. Se eu colocar um implante dentro de uma área de enxerto, 100% de enxerto, eu corro o risco. Por que que eu corro o risco? Aproveitando sua pergunta, essa aqui é briga de cachorro grande agora. Adorei sua pergunta. A pergunta dele foi: você tem o osso lá do paciente, travou o implante e você ficou com (não entendi) exposta. Daniel: a parte mais pra cervical, onde não travou no osso do paciente está exposto. Helder: tem que travar no osso do paciente Daniel: ele travou lá em baixo Helder: estava lá em baixo, você tem que analisar o defeito pelo número de parênteses assim fica mais fácil. Helder: pronto, vou pegar esse aqui, ó: pense nisso daí como um central, você fez a extração, certo? O que acontece: a gente tem dois triângulos, essa aqui é a parte palatina você concorda que esse triângulo aqui eu tenho osso? Esse aqui eu não tenho, esse aqui é o alvéolo, a gente vai entrar em outra discussão, eu estou falando de um central, você sabia que o central ele apresenta uma angulação de 17º da raiz para coroa? O lateral tem 5º, então se você pegar um implante e for no longo eixo da raiz, o alvéolo dentário… você vai deixar esse implante vestibularizado . É por isso que a gente joga ele para palatina porque eu vou buscar essa zona de osso remanescente, rica em osso medular quando eu digo que é rico em osso medular Para eu travar esse implante ok Aí eu tenho que mudar a minha técnica cirúrgica. A técnica cirúrgica aí eu entro com uma broca só que se eu botar assim eu continuo vestibularizando eu entro com a broca nesse sentido para ter uma função depois eu venho com uma outra broca e ângulo ele aí vou com outro e vou aumentando gradativamente olha onde eu estou fazendo meu alvéolo cirúrgico depois eu venho com outro implante e coloca ali quando eu coloco esse implante aqui eu tenho osso na parede palatina concorda comigo eu tenho osso na parede mesial eu vou ter osso na parede distal, eu só não vou ter os aonde ? Na vestibular mas eu vou ter osso cercando nutrindo esse meu implante aí eu venho com biomaterial e completo aquele meu alvéolo nessa condição aqui eu tenho osso remanescente do nosso paciente, que vai ter o quê ? Canais de volkmann, que vai levar sangue onde tem sangue tem vida e vai estimular meu fenômeno de osseo integração beleza ? Show ! Então a gente não pode trabalhar o implante 100% em biomaterial. Quando eu falei que é uma brigas de cachorro grande é porque eu vou no instagram, isso aqui é o dono de uma empresa, ele tem caso inclusive meu nas aulas dele no qual ele pega eu tenho foto de biomaterial ósseo integrado em implante. Aí ele pega e faz o seguinte isso daqui a indicação de protocolo claro de protocolo olha nervo alveolar inferior nervo alveolar inferior mandíbula severamente reabsorvida você trabalhar a regeneração disso daqui com esses biomodelos ele criou o protótipo de biomaterial fez esse biomaterial encaixou aqui e travou ok, massa e ele postou no instagram e colocou os implantes dele massa100% de biomaterial com 5 anos ele perdeu tudo ele vai perder por duas razões muito simples eu falo isso porque eu sei de casa clínico 5 não mas 10 anos ele vai fazer tudo eu tenho uma reconstrução bilateral de mandíbula está publicado 2010 na revista eu acompanho esse caso até hoje e isso daqui a gente não vai ter nutrição sanguínea suficiente que segure a estabilidade de implante por questões biológicas vai funcionar ? Eu mandei um whatsapp para ele dizendo assim Diu vai dar merda ele não vai dar não porque nosso material é puta que pariu futebol clube da terceira e quinta geração eu estava discutindo com duas casas decimais pública artigo científico do brasil apostei com ele que isso vai dar erro. Cara a gente vai esperar cinco anos no mínimo daqui a 6 anos a gente vai conversar para ver se caso clinico seu. Aí eu chamei para briga não é que eu sou puto que pariu não pessoal é porque isso aqui é você é abusar da técnica Branemark quando ele pensou na prótese protocolo foi para resolver pacientes nessas situações aqui e os resultados que ele acompanha tem mais de 45 anos a gente tem que... eu sou pesquisador gosto e sou curioso eu gosto de perguntar e tem que me dar uma resposta plausível eu sou chato quando eu não tinha resposta suficiente eu corria atrás a gente tem que parar de usar a boca dos pacientes da gente como laboratório isso é sério e o que você faria nesse caso ? Excelente sua pergunta extrairia esses dentes tudo aqui fazia um curator colocava 4 implantes e o paciente estava reabilitada dava 40 anos de vida para ele sem ter problema previsível. Quatro implantes pegaria só até o primeiro molar é mordida de arco reduzido é o que é definido pela unicamp você consegue dar função e aqui existe uma outra coisa a deflexão dessa mandíbula, vocês entendem que quando a gente fecha e abre a boca nossa mandíbula fecha e abre por isso que você não pode ter pacientes nessa condição implantes unindo de lado a lado porque senão você pode como promover uma fratura dessa mandíbula não é só botar parafuso não pessoal a gente tem que entender de biologia. Vamos bater um papo real hoje está todo mundo querendo trabalhar com duas coisas cirurgia guiada tendo suas indicações é massa eu faço a 12 anos meus materiais é 3D Eu faço implante há 22 anos, ganha vida com implante a 22 anos e vou dizer uma coisa para vocês. A melhor marca de implante do mundo a melhor conexão, a melhor prótese sobre implante ele vai ser pior do que o seu pior um dente, um dente tratado canal, com pino e coroa é melhor do que qualquer um desses implantes, ou seja, o implante ele surgiu para repor, restaurar, reabilitar algo perdido. Você pode extrair um dente para colocar implante pode, paciente com perda severa de osso alveolar só tem o terço apical dos dentes a gente sabe que o dente é uma superfície cônoide o terço apical é onde a gente tem menor estrutura menor chance de proservação desse dente no terço apical se eu tiver no terço apical é melhor eu sacrificar esse dente e colocar o implante porque se eu demorar e perder esse osso eu posso submeter o paciente é um enxerto se eu deixar esse dente aqui esse dente não vai ficar mais do que cinco anos é melhor eu tirar ele colocar no implante e o paciente ficar aí 15, 20 e 30 anos você tem a capacidade de escolher em optar tirar ou não o dente mas tem que ter um critério muito sério para isso não é sair mutilando paciente. Nesse caso desse paciente que tem suporte so no terço apical ai extrai e faz o enxerto? Muitas vezes não precisa de enxerto não. Mas e caso precise ele precisa chegar no seus bazal do paciente?Como você tem essa perda de osso alveolar se você for fazer a prótese ela vai ter que ser dento gengival você não vai conseguir crescer osso horizontalmente para você crescer osso pessoal você precisa de ter crista óssea alveolar por exemplo, aquele defeito que eu mostrei, aqui a crista óssea alveolar eu tenho um defeito assim, você pode crescer osso até aqui o mais do que isso você não cresce e ali tem um fator que é um artigo que eu estou para escrever eu fiz um levantamento eu tenho um catálogo de todos os pacientes que eu operei marca de implante, tipo de implante, material todo que utilizei, todos eles fotografados. Aí eu estou avaliando agora o índice de perda desses enxertos isso na região posterior do mandíbula. Vocês concordam comigo que biologicamente, fisiologicamente a nossa região posterior da mandíbula ela tem uma cortical alveolar mais grossa concordam comigo. Vocês concordam comigo que a cortical alveolar vestibular dos dentes anteriores é extremamente fina e a gente tem um volume de tecido trabeculado ósseo mais ruim quando você ver trabeculado osseo você tem mais sangue, então na região anterior da maxila eu consigo devolver osso e esse osso consegue ter irrigação sanguínea por conta daquela parede fina. A irrigação sanguínea por isso vai reabsorvendo, reabsorvendo A vamos terminar logo esses dias aqui: já falamos do quarto dia. Quinto ao sétimo dia você vai ter uma microcirculação você vai ter fatores de crescimento formando uma neo vascularização aonde tem sangue tem vida aí você começa a ter uma intensidade da microcirculação entre o osso e o implante você vai ter com isso um maior suprimento sanguíneo o maior suprimento de células que vão direcionar uma maior quantidade de osteoblastos para aquela região e as células de defesa podem ser recrutadas se você tiver inflamação, então no sétimo dia as células mesenquimais em diferenciação secretam matriz orgânica através da osteocontina cialoproteína já está começando a sinalizar esse tecido Na segunda semana você vai ter uma intensificação da neo formação ossea você forma o que a gente chama de matriz provisório essa matriz provisória é gelatinosa ela é granulomatosa e gelatinosa até 30 dias você vai ter uma matriz osteoide, osso depositado sobre as fibras de colágenos tipo I, camadas desorganizadas, osteoclacina e osteopontina começam a atrair cálcio. para dar a resistência, são sinalizadores que vão mediar a migração de cálcio para aquela região para calcificar. Eessa imagem aqui pessoal isso aqui é uma microscopia eletrônica de varredura 1.500 vezes isso que a superfície de um biomaterial certo. Outra superfície de um biomaterial vocês estão dissolvidos isso aqui é rede de fibrina isso aqui é PRF ele está banhado de PRF olha a superfície dele como é que está você sabe que é isso aqui leucócitos eu estou colocando no meu paciente essa rede de fibrina já estruturado é por isso que quando a gente trabalha com PRF a cicatrização é mais rápida, menos dolorosa e os resultados são mais eficientes que a gente de a capacidade de superar fisiológica de tudo de bom que a gente tem nossa corrente sanguínea nossos leucócitos e nossas plaquetas degranuladas Pronto a partir de 30 dias você começa a sair de um tecido osteóide para um osso lamelar é onde aparece o quê começa aparecer o quê osteócitos o que são osteoblastos aprisionados na matriz óssea alveolar. Pode ser questão de prova: como formam os osteócitos. 2, 3 meses é um pós-operatório de 6 anos pessoal o meu pior dente é melhor do que o meu melhor implante, isso aqui pessoal é uma perda óssea alveolar mas é uma perda óssea alveolar fisiológica, a gente vai discutir isso mais para frente isso aqui é chamado de saucerização é que a conexão dessa prótese aqui é uma conexão tipo hexágono externo então a gente tem aqui vocês vão ouvir, essa também é questão de prova: vocês vão ver aqui a plataforma do implante e aqui é conexão protética. O que que gera isso daqui pessoal? uUa microinflamação dessa interface leva a reabsorção a remodelação óssea dessa porção ela forma um cálice isso é saucerização a gente vai estudar isso mais à frente esse tipo de implante aqui é uma coisa que a gente vai discutir lá na frente é o tipo de plataforma tipo hexágono externo Então quando você bate quando faz a oclusão desse dente aqui entre função a oclusão toda a força dele fica nessa região aqui então ele vai ter uma saucerização tanto física por conta da mastigação do uso, quanto por conta dessa microflora bacteriana que inflama então ele vai perder esse osso por uma questão mecânica porque nesse instante ele não absorve a força no longo eixo ele só absorve em cima então a pressão da mastigação perde o osso aqui e biológica por conta dessa fenda que fica em íntimo contato ela vai perder 02 mm no primeiro ano e depois 0,1 mm por ano é fisiológico vai tirar vai ver que tá tudo perfeito a gengiva está saudável tá tudo perfeito mas é o tipo de conexão depois você tem uma outra conexão que é cone morse que você joga isso para dentro e ela absorve ao longo eixo toda força ou seja você não perde osso nessa região você tem que saber que está perdendo o osso não tá perdendo osso, o paciente chega hoje muitas clínicas aí paciente com 10,15 anos você está perdendo o osso vai ter que tirar o implante isso é o maior absurdo que você pode fazer. Na periodontia vocês têm um termo um negócio lá que é massa vocês adoram chamam o quê espaço biológico não é a gente tem que correr atrás desse espaço biológico. Na implantodontia isso daqui é como se fosse a natureza devolvendo ao implante uma condição de espaço biológico conseguem entender isso ? Quando eu estiver dando aula para você de conexão eu vou trazer é uma conexão tipo cone morse na conexão cone morse o osso cai para dentro do implante osso dentro do implante por quê porque no outro tipo de implante que é o cone morse a força é dissipada no longo eixo do implante ok e não existe essa interface prótese implante próximo do osso ela fica dentro do implante o que não leva a essa inflamação se acontecer perda de osso nessa região do cone morse com certeza é mecânico não é biológico, nesse outro aqui é biológico biológico e mecânico.