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BIOLOGIA DA ÓSSEOINTEGRAÇÃO 
 
No consultório de vocês podem aparecer paciente com implante tipo sela, 
endosteais, os agulhados e você como profissional tem que atender o paciente. 
Vocês vão dizer que são implantes realizado antes da década de 60 que não 
tem mais a condição de osseintegração por que osseintegração só foi no período 
pós a descoberta do titânio. A gente tem que construir para que a gente possa 
ter uma narrativa. 
Na aula de hoje a gente vai 
discutir a teologia da 
osseointegração. Essa aula 
mostra quais são os 
fundamentos, ou seja, o que 
acontece com a gente quando a 
gente coloca um implante na boca 
do paciente o que acontece de 3 
a 6 horas, no primeiro dia, no 
segundo dia, no terceiro dia e a 
gente vai ver porque a gente não pode ter algumas ações com os implantes 
depois de instalados. 
No Instagram fala direto de carga imediata e prótese protocolo. Ela veio do 
Advento desde do que se entende por implante já existia a prótese total e por 
que o nome dela é protocolo? Protocolo de branemark ou de Toronto. Protocolo 
é aquilo que vocês seguem sistematicamente, você tem protocolo para prótese 
Total, protocolo para prótese unitária, protocolo para implantes anteriores que 
área estética, protocolo para implantes posteriores, protocolo para levantamento 
de seio maxilar porque você segue uma lista de como deve fazer. 
Porque ela é chamada de prótese de Toronto? A descoberta da osseintegração 
ela aconteceu por acaso. Branemark estava fazendo sua pesquisa de 
doutoramento e ele foi analisar a tíbia de coelho, a microcirculação de tíbia de 
coelho. Naquela época existia uma tal de guerra fria e a União Soviética tinha 
o maior reservatório de titânio da Europa e o titânio ele é barato e fácil de 
manuseio. E um professor de branemark perguntou porque ele não 
experimentava fazer essa canula com titânio? E ele resolveu fazer porque era 
um metal de fácil manipulação, ou seja, pode dar o formato que quiser para ele 
e barato. Antigamente ele trabalhava muito com ouro e aí ele topou fez a cânula 
ele esperou um tempo para ver a microcirculação e o parafuso não saia e aí 
como o parafuso não saia ele pensou tem alguma coisa que esse metal interage 
com o osso que ele fica aderido ou seja preso, travado sobre o implante. 
E aí ele estudou quais as matérias em medicina que poderia relacionar com o 
titânio aí viu que foi a ortopedia porque a ortopedia trabalha com osso e para ter 
implante precisa de osso. 
Estudou por cinco anos todo tipo de cirurgia ou de parafuso e testavam e viam 
que eles aderiam desde que submetidos a um protocolo rigoroso de cirurgia. 
Depois de 5 anos eles começaram a ver os resultados desse trabalho e aí eles 
convidaram a comunidade Mundial que trabalhava com cirurgia, ou seja, os 
buco-maxilo-faciais para irem a vanenburg para ele divulgar técnica. Eles foram 
aprenderam e voltaram para os seus países e começaram a replicar. Isso na 
pesquisa é chamada de pesquisa multicêntrica. Por que você ganha 
credibilidade não é só uma pessoa fazendo é vários centros e se tem o mesmo 
resultado show de bola pode colocar no mercado isso é chamada de pesquisa 
translacional que sai do in vitro vai para o in vivo para depois ir para o humano. 
Quando chega no humano é transnacional já passou por todas as etapas do 
laboratório e pode ir para o mercado. E aí o pessoal viu que o negócio funcionava 
e resolveu fazer um evento e convidou o Professor Branemark para dar aula no 
início estava muito hostil e as pessoas não acreditavam muito nos implantes só 
que quando ele chegou a expor ele não expos o trabalho dele com um ano ou 
dois anos foram 15 anos então quando você mostra um trabalho de 15 anos você 
tem muita credibilidade. Foi daí que os implantes começaram a surgir e 
chegaram no nível que chegou hoje. Isso para ser exato foi 1982. 
Para vocês terem uma ideia em implantodontia evoluiu e tem se evoluído de uma 
forma fantástica. Em 1982 eles propuseram em um Congresso no Canadá por 
isso que o nome é protocolo de Toronto porque é a capital do Canadá em 
homenagem a essa conferência que foi em 1982 de lá para cá muita coisa 
mudou. O desenho dos parafusos é diferente, as conexões são diferentes, a 
superfície é diferente e é o que a gente vai discutir ao longo desse semestre. 
Baseado nisso neste preâmbulo a gente vai conversar hoje sobre a Biologia da 
osseointegração, quais são os fatores que favorecem essa osseointegração? 
Como é que isso acontece? 
Esse foi o trabalho do professor Branemark onde ele através dessa cânula 
avaliou a microcirculação sanguínea do coelho e a observar depois de 6 meses 
esses artefatos ele não saía do osso, estava totalmente aderido aí ele deu esse 
fator o nome de osseintegração. 
O que teria no titânio para promover a harmonia entre osso vivo ao implante que 
poderia dar uma estabilidade a longo prazo, foi isso que ele foi estudar. 
O primeiro paciente dele era um de desdentado total. 
1982 ocorreu a conferência de Toronto. 
Foi verificado que um implante 
de titânio inserido no espaço 
medular sob determinadas 
condições e mantido imóvel 
sem nenhum trauma mecânico 
durante o período de 
reparação acabava rodeado 
por osso compacto, sem a 
interposição de outro tecido. 
Isso começou a mudar, isso 
era o estado Inicial que fazia essa cirurgia aguardava 4 meses para a mandíbula 
e 6 meses para maxila. Porque depende do tipo de osso 
Comprovação histológica e aceitação do implante pelos tecidos vizinhos... 
vislumbrava que existia um pseudo periósteo, não existe pseudo periosteo não 
pode ter a posição de nada tem que ser um íntimo contato do implante a 
superfície do osso ou seja o osso na superfície do implante, não pode ter nada 
interposto 
Porque não existe o termo ósseo fibra integração? Porque se ele está integrado 
ele está em íntimo contato com o osso e se ele tiver com tecido fibroso interposto 
ao tecido ósseo que é o titânio você vai ter um encapsulamento e nesse 
encapsulamento você vai ter a 
perda do implante. 
Condições para perder o implante 
Sobreaquecimento, ou seja, 
passou de 43 graus, broca cega 
perde o implante, técnica cirúrgica 
indevida. Esses são os três 
principais fatores. 
Passou de 43 graus que eu falo na 
fresagem, quando passa de 43° na 
fresagem e como se você fizesse 
um preparo de prótese sem irrigação na broca e aí você causa uma necrose na 
polpa então se você tem a broca e faz uma fresagem com soro, o soro vai direto 
na broca e você tem que fazer movimentos de vai e vem para esse soro escorrer 
para o alvéolo cirúrgico que está fazendo e deixe ele em situação úmida ou seja 
molhada uma outra condição que eu gosto muito de fazer é trabalhar com soro 
gelado porque o soro já vai umedecer e molhar e já vai evitar o 
sobreaquecimento e se tiver gelado vai ajudar ainda mais. 
Então por definição a osseointegração 
é a união anatômica e funcional direta 
entre o osso vivo remodelado e a 
superfície do implante submetido a 
carga funcional. 
Ou seja, é você dizer que o 
osseointegração você não tem nada de 
interface entre a parede do implante e o 
osso ou seja tem íntimo contato e pode estar sobre carga funcional. 
Carga funcional: a oclusão sobre o dente é uma coisa e a oclusão sobre o 
implante é outra coisa totalmente diferente. Porque essa diferença? Dente a 
gente tem uma coisa chamada de ligamento periodontal. A principal função do 
ligamento periodontal é amortecimento durante a mastigação e no o implante 
você não tem isso você tem como se fosse um dente anquilosado, um parafuso 
anquilosado. O parafuso de implante a pessoa confunde muito pensando que o 
parafuso é a coroa, a coroa é um elemento que vai sobre o implante o implante 
é o artifício que a gente utiliza para recuperar raiz perdida. 
Na máxima intercuspidação (não cai em prova) quando fecha a boca tem o 
toque dos dentes, e o implante não toca, quandovai fazer o registro oclusal o 
implante não pode tocar, ele só vai tocar quando apertar, porque os dentes vão 
intruir, por isso que é diferente, então na máxima intercuspidação a coroa sobre 
implante só vai ter toque quando aplicar força. 
Movimento de lateralidade tem que ser o menos discursivos possível, ou seja 
em pouco espaço o canino é o principal vilão, se você fizer uma discursiva muito 
grande para você chegar na presa, a força exercida nesse parafuso vai ser muito 
grande e com 3 meses o paciente volta a seu consultório o implante na mão, 
Porque como o implante não tem ligamento periodontal então ele não aceita 
movimentos longos e por isso que na região posterior as cúspides deles são 
mais baixas do que a dos dentes naturais, então nos movimentos de 
lateralidade, nossos movimentos bordejantes, a desoclusão da prótese sobre 
implante vai ter que ser o mínimo possível, para que quando você... faça um 
movimento de deslocamento do canino, a força gerada no parafuso não vai ser 
no longo eixo vai ser lateral e aí você vai começar a perder osso. 
E esse aqui é um implante. Ele é 
constituído por três partes (questão de 
prova) a cabeça ou plataforma que é 
onde vai ter a conexão Protética, onde 
vai ter a comunicação do nível infra 
ósseo para o meio bucal a cabeça ou 
plataforma também pode ser chamada 
de espelho; passos de rosca que seria 
o comprimento desse implante onde 
você tem as roscas, existem vários tipos de rosca e cada uma tem a sua 
necessidade e indicação a depender do tipo de osso; e a ponta ou ápice. O 
passo de rosca e o ápice é a parte que 
fica ao longo eixo de todo o osso 
inserido nesse implante. 
Depois da descoberta em 1970 eles foram 
buscar outras especialidades do implante. 
Vocês acreditam que o implante tem 
propriocepção? Propriocepção é uma 
característica dada aos ligamentos que 
você percebe que está apertando os seus 
dentes, e o implante não possui. A propriocepção não é um reflexo ela é uma proteção 
para o seu ligamento periodontal. 
(Não cai na prova): porque um paciente que tem bruxismo ou briquismo tem algumas 
terapias para isso? Essas duas situações tem a condição somática de quê é causada 
pelo stress ou ansiedade. Agora eu vou contar a vocês por que o bruxismo acontece 
mas vocês não podem contar para Teles. O nosso sistema nervoso, tem por situação 
fisiológica de proteção principalmente em frente a uma injúria , então se você tem um 
dente que está tocando primeiro quando você abre e fecha a boca, o contato prematuro, 
o seu cérebro já processa que quando você acorda e você tem em uma certa cúspide 
um contato prematuro que é indevido e você vai começar a desviar quando você for 
fechar a boca, porque se você fechar nessa condição vai haver o toque que vai 
ocasionar inflamação do periodonto, perda de inserção óssea no dente, mobilidade dos 
elementos e até a perda, então para evitar isso você começa a fazer manobras para 
fechar sua boca, e quando chega na parte da noite que o seu cérebro passou o dia todo 
lembrando que você não pode fechar a boca daquele jeito, Então quando você vai 
dormir o cérebro pensa vamos desgastar aquele danado, e aí você começa a ranger 
naqueles pontos para desgastar porém se você somar isso com a sua ansiedade você 
já levou isso como uma mania, como você não tem o controle sobre aquilo vai acabar 
desgastando mais do que deveria e atingindo a outros elementos. Mas inicialmente essa 
é a razão, é uma proteção. 
 
 
 
Tentaram de várias formas, e antes de 
Branemark falecer ele disse que no implante 
você não tem propriocepção, mas você tem 
implanto propriocepção, como por exemplo 
algumas pessoas que já perderam a mão, ao 
colocar uma mão robótica ela consegue fechar 
as mãos utilizando apenas a conexão sináptica 
feita pelos neurônios (também não cai em 
prova). Por isso o desenvolvimento da 
implantodontia tem andado bastante. 
Aqui tem algumas fotos retiradas de livros onde ele testou em cachorros, ele fez a 
extração dos primeiros molares dos cachorros, inseriram o implante, fizeram a prótese 
e observaram. Eles conseguiram apenas com a força da mordida do cachorro que ele 
ficasse suspenso guindaste, pensando nisso como na Suécia existe um alto índice de 
inválidos orais (desdentados totais inferiores) também chamado de malabaristas 
porque como o paciente usa uma prótese inferior e aí ele está entre a bochecha e a 
língua e ela sempre sai quando ele fala uma chega ele tem que ser malabarista, e aí 
desenvolveu então a prótese protocolo que por conceito são implantes inseridos na 
região da sínfise mandibular, antigamente eram utilizados 6 implantes nesta região mas 
hoje em dia são utilizados apenas 4, em alguns casos até 3 mas 4 é o ideal. Os 
implantes são inseridos na região interforaminal ou na região de sínfise, com a prótese 
com cantilever para posterior. 
Mudou muita coisa de lá para cá? 
Uma coisa que não mudou foi o 
desenho do posicionamento dos 
implantes. Vocês conhecem 
cantilever da prótese? O que 
mudou, na verdade o que tem de 
certo e as pessoas acabam 
confundindo é a distância desse 
cantilever que está diretamente 
relacionada com o posicionamento 
dos implantes, algumas pessoas 
inclinam os implantes para poder 
aumentar ou diminuir o cantilever, e em muitas das vezes não resolve, então a pessoa 
inclina sem necessidade. Essa técnica dos quatro implantes é o famoso all on four. 
É importante que a gente entenda que a gente tem que ter uma área de higienização, 
não adianta você querer colocar uma prótese, mas tem que ter uma condição de 
higienização. A gente tem uma colônia de bactéria ali na superfície. Você pode levar 
isso a uma mucosite ou periodontite assim como nós temos periodontite (não dar pra 
entender) quando você raspa o dente a superfície radicular tem que ser lisa e isso 
favorece a recuperação tecidual ou você pode promover *um enfraquecimento da 
mucosa. No implante não, quando se tem periimplantite você tem quer ter um cuidado 
muito maior porque essa superfície do implante pode estar contaminado e não 
consegue limpar. 
Mas, o que acontece? Isso é um 
desenho clássico de uma 
superfície do implante quando 
você promove as fresagens da 
broca , para você alargar o leito 
cirúrgico, para você inserir um 
implante você segue uma 
fresagem gradativa, você vai 
aumentando o diâmetro dessa 
fresagem você vai promover uma 
necrose óssea, quando você 
promove essa necrose óssea cirúrgica você vai ter as ação dos macrofagos, leucócitos 
e monócitos para degradar essa região que vão sinalizar a ação do fibroblasto que vão 
se diferenciar em osteoblasto e osteoclasto. Osteoclasto vão fazer essa limpeza dessa 
necrose tecidual oriundo da fresagem e a medida que ele vai limpando o osteoblasto vai 
fazendo uma aposição e formando uma matriz provisória um osso pré formado, um 
tecido osteóide e depois um tecido maduro. Essa ação dos osteoblastos e osteoclastos 
é que vai formar o nosso osso. 
Eu super aquecer passei dos 43° durante a fresagem, talvez faltou soro na hora um 
exemplo, o que você vai fazer? Quando você faz a queima do osso, a queima aumenta 
a temperatura do osso, você vai diminuir a ação dos osteoclastos e você vai aumentar 
a ação do osteoclasto. Então você vai ter muito osteoblatos e pouco osteoclasto, ou 
seja, você não vai ter formação de osso naquela região. O que acontece? Você cria um 
defeito e o organismo faz pra fechar o defeito? Faz tecido fibroso e porque ele faz tecido 
fibroso? Porque o tecido fibroso ele cresce 3x mais do que o tecido ósseo e você está 
no processo de cicatrização, de reparo, então você modificou o equilibrio natural. 
É isso que acontece, você fresa você vai ter essa região do passo de rosca com necrose 
óssea onde os macrófagos, leucócitos e monócitos vão atuar para degradar isso daqui 
e criar um ambiente para que se forme osso. E quandovocê faz essa limpeza os 
osteoclasto faz a limpeza, remove aquele tecido necrótico cirúrgico alveolar, os 
osteoblastos migram para aquela região e vai formar uma matriz provisória, que é matriz 
aglomeração de osteoblasto e vai formar logo depois tecido osteóide e depois formar o 
tecido ósseo. O tecido osteóide é um tecido granulomatoso, amolecido e está 
preenchido de espaço vazios que vão esperar no segundo momento a migração do 
cálcio para aquela região para que o osso fique duro / resistente. E quem vai fazer isso? 
Fibronectina. E no final você tem todo aquele espaço preenchido de um osso neo 
formado 
Esse é o aspecto que a gente quer 
ver em uma radiografia de um 
implante osteointegrado. Íntimo 
contato da superfície do implante ao 
osso. 
Quando a gente pensa em dente 
temos esmalte dentina, polpa, 
gengiva e ligamento periodontal. 
Quando pensamos em implante a 
gente só vai ter a coroa protética 
que é o intermediário que vai fazer a ligação da raiz, do núcleo titânio a coroa protética 
e o implante e o osso. 
Quando você vai para prótese, na prótese fixa 
temos que fazer um preparo (término em chanfro, 
técnica da silhueta etc) você tem um dente e pra 
fazer uma coroa sobre esse dente é necessário um 
preparo. Se tiver uma raiz vai ter que moldar o 
pino, fazer retenção e depois a coroa sobre a 
prótese. 
 
 
 
Se a gente já sabe que nosso 
implante funciona como uma raiz 
artificial, eu preciso de que? De um 
componente que me dê uma 
condição de instalar uma prótese e 
isso é chamado de abatima ou 
conexão protética, pilar protético. 
No dente faz um preparo para 
colocar a coroa. Já no implante vai 
precisar de algum artifício para 
inserir uma coroa. 
O abatima é a cabeça? Não, ele vai ser instalado na cabeça do implante que é o espelho 
ou a plataforma. 
Superfície de implante 
Até o ano 2000 a gente tinha apenas um tipo de superfície de implante que era a 
superfície lisa. Com o advento das pesquisas foi observado que o implante na superfície 
rugosa ele atrai com mais facilidade as células proteoglicanas. Qualquer superfície que 
tenha uma rugosidade as células osteogenitoras é propícia daquela região. Ou seja, a 
gente consegue uma osseointegração mais rápida nos primeiros momentos. 
 
Questão de prova 
Caracterização da superfície do implante. 
• Lisa 
• Rugosa 
• Pouco rugosa 
• Muito rugosa 
 
 A.lisa ela teria de 0 a 0,5 micrômetro de rugosidade, 
 A pouco rugosa de 0,5 a 1 micrômetro 
 A rugosa tem de 1 a 2 micrômetros. 
 E a muito rugosa > 2 micrômetro. 
 
Sabendo que os estudos demonstram que a célula osteoprogenitoras ela tem é propício 
por superfícies rugosas, qual dessas quatro superfícies vocês acham que forma osso 
mais rápido? 
A RUGOSA 
A melhor superfície é a rugosa. A minha superfície osseintegração com 2 meses, é ruim, 
fraca. Osseointegra em 45 dias é bom, osseointegra com 28 dias, ótimo, 
osseointegracom 21 dias, melhor ainda, porém esses de 21 dias é muito mais caro e no 
final de 6 meses é tudo igual. 
 Agora vamos para a biologia. Se eu tenho células 
osteogenitoras que tem propicio por superfície mais 
rugosa/mais áspera quando eu tenho microscopicamente uma 
superfície que essa variação é menor o osteoblasto quando ele 
chega e chega na superfície do implante ele começa ramificar 
seus tentáculos para a superfície, então fica muito mais fácil 
para ele daqui ele lançar para cá aqui aqui...a distância ela fica 
menor do que sair da superfície alta até chegar embaixo demora isso acontece porque 
o osteoblasto ele é prático. Se eu tiver uma forma dele irregular, ser áspero e eu ter 
condições de chegar e preencher mais rápido esse espaço ele osseointegra mais rápido 
é por isso a osseointegração desse tipo de superfície de 1 a 2 mm são as mais caras 
porque tem um efeito mais rápido, tem uma osteointegração mais rápida. Mas no final 
de 6 meses todos eles são iguais. Eu faço esse tipo de implante quando o paciente tem 
pressa por exemplo. Que vai viajar com 30 dias. 
Esse que osseointegra mais rápido é o ideal para fazer carga imediata? Não. Qualquer 
que seja o implante, o mais vagabundo, lá dos anos 2000 de superfície lisa. O que está 
envolvido na carga imediata seja ela unitária parcial ou total é o travamento do implante 
quando você está inserindo implante no osso você tem uma força chamada de torque 
que é em Newtons, então você tem que travar a prótese em 35 nêutrons, se você travou 
o implante e não importa a conexão seja hexágono externo e interno ou cone morse ou 
o tipo de superfície lisa, rugosa muito rugosa vai estar diretamente ligado ao travamento 
primário desse implante e o padrão de oclusão que a gente vai dar para o paciente 
porque? Carga funcional. Se você colocar um protocolo onde você tem contato 
prematuro nessa prótese protocolo você perde os implantes, qualquer superfície que 
seja, define uma carga imediata como o travamento que a gente chama de estabilidade 
primária. 
 
A estabilidade primária é a mecânica e a secundária é a biológica isso vai depender do 
fenômeno da osseointegração. 
Para a gente trabalhar com carga imediata na boca do paciente a gente tem que 
trabalhar com o implante travando no mínimo 35 newtons. 
Branemark pensou no parafuso e na cirurgia e a condição, ou seja, todo tipo de prótese 
sobre implante saiu da cabeça desse outro homem. 
Como eu disse para vocês, uma cirurgia de 
implante nada mais é do que colocar um 
biomaterial, ou seja, um artefato um bioativo no 
alvéolo ósseo é uma estrutura onde eu perdi o 
dente e o osso remodelou. A gente vai fazer 
anestesia, incisão deslocamento e está lá o 
nosso osso exposto nós vamos fazer a 
fresagem seguindo uma calibração de broca. A 
gente vai alargando esse alvéolo para a gente 
colocar o implante, por exemplo o implante de 
3,5 vamos entrar com 2 depois 2,8, depois 3, depois 3,5 e coloca implante ou seja a 
gente alarga esse alvéolo cirúrgico a fresagem da broca. O implante foi inserido em um 
ambiente 100% estéril e não pode tocar no implante de maneira nenhuma a não ser 
material de titânio ou interfon de plástico porque quando você tira o parafuso do implante 
da superfície estéril que ele está, no embolo que ele está armazenado e você tira 
imediatamente esse metal ou seja o titânio ele sofre uma reação química com o oxigênio 
formando uma camada de óxido e titânio, a gente não consegue enxergar isso e essa 
camada de óxido e titânio é que vai favorecer a nossa osseointegração quando ela 
estiver no meio no leito cirúrgico em contato com o sangue daquele leito cirúrgico ele 
forma um tecido gelatinoso que é um de a células vão migrando para formar o osso ou 
seja o implante não pode ser tocado por que se ele for tocado ou seja pegar com a luva 
ou bater outro metal você quebra esse óxido de titânio e você vai perder esse implante. 
 
 
 
 
Você tem um leito cirúrgico, você 
tem sangue e esse sangue vai estar 
em íntimo contato com a superfície 
do implante e esse íntimo contato 
com a superfície do implante vai ter 
uma hemostasia, vai ter a formação 
de uma rede de fibrina, essa rede de 
fibrina vai sinalizar para aquelas 
paredes para esse óxido de titânio 
que é formado nessa parede óssea 
vai sinalizar a necessidade de 
macrófagos, monócitos e leucócitos 
a migrarem sendo assim como a 
gente está em um âmbito cirúrgico as plaquetas vão se degranular e vão liberar fatores 
de crescimentos derivados da plaqueta que vão em íntimo contato com a fibra formar 
essa rede que vai ligar a superfície do implante ao osso e quando você faz essa rede 
de fibrina que vai estar liberando ator de crescimento derivado de plaqueta, fatores de 
crescimento derivado de fibroblasto e derivado de insulina os leucócitos vão para aquela 
região para fazer uma limpeza juntamente com os mastócitos nessa superfície para 
favorecer os osteoblastos a migrarem para aquela região e as células osteoprogenitorasmigrarem para aquela região e ao migrarem elas vão expandir seus tentáculos tanto na 
superfície óssea quanto na superfície do implante é essa característica que vai dando a 
neoformação óssea daquela região. Essa neoformação óssea leva em torno de 14 a 21 
dias é um período que a gente chama de fase osteóide, a gente não tem ainda a 
formação fibronectina para liberar cálcio/absorver cálcio para que isso fica o resistente 
ou seja forte. Quanto mais rugoso quanto mais irregular de uma forma homogênea 
melhor a nossa osseointegração e esse fenômeno leva nada mais nada menos uns 14 
dias então a gente precisa de sangue, um ambiente estéril e deixar as coisas 
acontecerem. 
Uma coisa é você vê a artéria palatina sangrando outra coisa é veia artéria mandibular 
sangrando. 
 A osseintegração é justamente esse daqui. Vocês conseguem observar essa 
coloração... 
 
 Qual a diferença de osteoblastos osteoclastos e osteócitos. 
Osteoblastos: responsáveis pela produção de componentes da matriz óssea. Um dos 
conceitos muito bem lembrados em relação aos osteoblastos é a mineralização da 
matriz. Isso significa que os osteoblastos é autor da formação óssea. 
Osteoclastos: diferentemente dos osteoblastos, os osteoclastos são responsáveis pela 
degradação de componentes da matriz óssea. Isso se dá a partir dos processos de 
absorção e remodelação do tecido ósseo. 
Osteócitos são osteoblastos aprisionado na nova matriz óssea ou seja, lembra que eu 
falei que o osteoblasto chega a povoar a região onde os osteoclastos fez aquela 
limpeza? Entao quando tem um osteoblasto que é um pouco mais lento,mais tranquilo 
a matriz óssea vai lá e abraça esse osteócitos e continua formando osso. Qual a 
importância do osteócito? Ele vai dar a característica medular do osso. Vai ser 
importante para o metabolismo e a irrigação sanguínea do osso porque o.osso para se 
manter vivo ele precisa de sangue e o osteócitos vão ser formados nos canais de 
volkmann 
Essa imagem matriz, ossea neoformado. A parede do sítio cirúrgico do leito cirúrgico, 
esse é o passo de rosca do nosso implante essa coloração mais viva é osso neoformado 
presença de osteócitos e osteoblastos 
 Essa estrutura toda é o osso natural, ou seja, o osso normal. Tenho íntimo 
contato/conexão direta entre o osso vivo remodelado e a superfície do implante 
submetido a carga funcional histologicamente. 
Branemark em seu livro ele disse que é um metal a serviço do outro porque ele 
transpassou a cavidade oral. Hoje a gente tem prótese maxilofaciais, prótese bucal 
próteses unitárias, prótese de tíbia, titânio nas pernas. 
Na primeira hora da osseintegração... em 
qualquer cirurgia isso vai acontecer, 
esqueça a parte de implante. Ao fazer a 
incisão a primeira coisa que acontece é o 
sangramento e quando você sangra você 
vai ter a ação do fibrinogênio, 
plasminogenio e ciminogenios . 
 O fibrinogênio juntamente com a trobina, 
fator 10 de coagulação ele vai formar 
fibrina, a rede de fibrina é o que vai conter 
e diminuir aquela hemorragia. 
 
 
 O plasminogenio e ciminogenios são 
sinalizadores celulares para interleucina 1, 2, 
4, 6 e 8 para nossas toxinas dolorosas 
nossas famosas cininas. Então esses 
mastócitos vão ser migrados para lá na 
presença da histamina, as histamina vão 
promover uma permeabilidade vascular e 
levar a desidratação e ativar a 
microcirculação. Com a degradação da 
plaqueta você vai favorecer a neoformação 
de vasos sanguíneos. Isso é o processo inicial para qualquer cirurgia. 
Com isso a gente vai ter o nosso exsudato inflamatório, presença de neutrófilos, 
citosinas na medula óssea que dura de 12 a 20 horas na corrente sanguínea isso está 
diretamente relacionada com agressão bacteriana 
Quando a gente tem uma inflamação os primeiros que vão para que local são os 
mastócitos, neutrófilos e leucócitos. Então na primeira hora a gente vai ter a ação da 
fibrina, a fibrina ela está no nosso sangue corrente de uma forma solúvel que é o 
fibrinogênio mas a partir do momento que esse sangue sai dos vasos ele fica em íntimo 
contato com a trombina e aí ele se transforma e fibrina e a fibrina que vai fazer aquele 
tampão plaquetário. 
De 5 a 6 horas é aí que está o detalhe 
de fazer uma boa técnica anestésica 
em qualquer cirurgia. 5 a 6 horas você 
tem a liberação de cininas, então se 
você não fazer uma boa técnica 
anestésica no paciente e ele começa a 
sentir dor durante o procedimento você 
vai ter que aumentar o nível de 
anestesia desse paciente e aumentar a 
dose analgésica para ele também ao 
passo que se você tiver uma boa 
técnica anestésica você pode trabalhar com tranquilidade, medicar esse paciente que 
ele não vai ter dor nenhuma porque as cininas e proteoglicanos elas são ricas em 
ácido araquidônico que lesam a lesão das paredes celulares. 
Após 6 horas a 10 horas você vai ter a 
extensão e a migração do citoplasma 
através da rede de fibrina lembra que eu 
falei para vocês as células começam a 
sinalizar, pessoal o nosso organismo ele é 
maravilhoso, quando eu falo nano 
segundos vocês têm noção do que é isso? 
Nanovsegundo é 10.000 x menos que um 
segundo. Então toda vez que a gente vai 
trabalhar com biomaterial em nosso 
organismo no leito cirúrgico os nossos leucócitos, mastócitos e neutrófilos já fizeram a 
varredura na superfície e já sinalizaram para o nosso sistema imune o padrão de reparo 
que vai ter. 
É por isso que se você trabalhar em um ambiente cirúrgico não totalmente estéril você 
tem problema de inflamação infecção no caso de extração de dente um abscesso e uma 
alveolite porque o contato que você está tendo com a superfície já mediou para nosso 
sistema imune o reparo que vai ser dado e aí não tem como revestir por isso que o 
ambiente estéril tem que ser totalmente estéril. 
Aí você vai ter a retração do coágulo 
Após 48 horas a 72 horas ou 3 dias pode 
ainda trabalhar com carga imediata. Você só 
pode trabalhar com carga imediata até esse 
momento. Isso é questão de prova. 
Só pode trabalhar com carga imediata até 72 
horas. 
 
 
 
Após 48 horas e 72 horas o 
que acontece? A gente ja tem 
uma estabilização do nosso 
processo inflamatório, o 
Infiltrado inflamatório dos 
macrófagos linfócitos e 
plasmócitos e células 
polimorfonucleares. 
Células 
polimorfonucleares... 
Quando a gente tem uma 
cicatrização através dos 
monócitos e leucócitos e 
macrófagos apenas essa inflamação ela é uma inflamação branda, ou seja, é aquele 
procedimento cirúrgico que se você não passar nenhum analgésico o paciente não vai 
reclamar porque as células de defesa são capazes de controlar aquela dor 
Ao passo que se você tiver ação de polimorfonucleares.... O que são células 
polimorfonucleares? Chega os macrófagos para poder fazer a limpeza daquela região 
fazendo essa limpeza as células necróticas do ato cirúrgico ele chega para resolver mas 
ela são fragmentos muito grande o macrófago ele se junta a outro macrófago e vão 
formar células gigantes também conhecida como polimorfonucleares porque eles juntos 
conseguem driblar aquele processo inflamatório que está tendo. 
Então quando a gente fala célula gigante a gente está falando de um processo 
inflamatório mais agudo/ mais severo. Então a gente tem que diminuir essa inflamação. 
Então nesse momento você vai ter uma baixa concentração de fluxo sanguíneo, vai ter 
uma marginalização... os leucócitos começam a sinalizar, os mastócitos vão liberar 
histamina quando em contato com as proteínas vai ter a ação das histaminas. 
Paciente que faz implante ele não pode sentir dor em momento nenhum... de 3 a 4 dias 
sentido dor é porque deu errado e ele pode ter uma inflamação no dente... um granuloma 
periapical que teria que ser visto antes quando você faz a fresagem você estimula 
aqueles cisto mesmo que ele esteja regredindo você ativa ele de novo porque naquele 
ápice você vai ter as células dos restos epiteliaisde malassez aí começa a inflamação 
e o paciente começa a reclamar de dor e bem provável que vai perder o implante Espera 
30 dias e se aparecer uma área radiolúcida entre o osso e o implante perdeu o implante 
aí pode tirar, curetar e colocar um novo ou se paciente não tiver nada e está reclamando 
de dor de 3 a 4 dias e o analgésico não está funcionando mais provavelmente você vai 
perder esse implante porque a interação dos mastócitos eles está intimamente ativando 
os osteoblastos. 
Aí você vai ter ação dos 
macrófagos e dos 
monócitos. Até então você 
pode trabalhar com seu 
implante em uma boa 
colocar prótese, moldar 
fazer tudo isso mas 
depois de três dias você 
não pode porque os 
macrófagos eles vão fazer 
a limpeza daquela região 
que circunda todo implante e o nosso implante vai perder estabilidade. Aquela 
estabilidade que a gente tinha quando a gente travou o implante na catraca você perde 
porque o macrófago fez aquela limpeza ao redor do implante então a gente não pode 
mexer mais nele porque qualquer vibração e qualquer movimento que faço desencadeia 
uma fibrilização peri-implante e aí perde o implante. 
 No início as células estão trabalhando para formar um novo osso... se você mexe no 
implante e você perdeu oestabilidade o que que acontece? O organismo vai interpretar 
que você está voltando do começo e quando você volta, você vai ter uma neoformação 
de tecido mole porque o tecido mole cresce 3x mais rápido que o oso. 
Quando vai fazer cirurgia de implante e não está com o meio adequado, porque cárie é 
doença não é pessoal?! Tártaro no mundo, placa bacteriana, gengiva inflamada, 
paciente com a periodontite gigantesca e não faz a adequação. Implante é a última coisa 
que a gente vai pensar em fazer, não a primeira. Então se chega um paciente no 
consultório com implante e provisório do lado de um dente cariado, aí osseointegrou, 
aconteceu… acontece. Aí dê graças a quem? 
 
 
 
A nossa senhora da osseintegração, 
Tinha tudo para dar errado, 
biologicamente… mas acontece. 
Então com 72 horas você vai ter 
retenção de coágulo, você vai ter a 
formação da rede de fibrina, as células 
osteogenitoras vão começar a migar, 
angiogênicas e atividade 
osteoclastos, osteoblastos e células 
mesenquimais. Com 72 horas a 
atividade dos osteoclastos é maior do 
que dos osteoblastos. 
Todo mundo sabe aqui que eu sou um amante da PRF, quando a gente pega uma 
cirurgia como essa com formação da rede de fibrina e eu centrífugo o seio do meu 
paciente, no meio da cirurgia eu coloco meu PRF eu estou antecipando em quantos dias 
a cicatrização dele? Em 4 
Porque essa rede de fibrina já coloquei, já coloquei uma quantidade super fisiológica 
pros meus leucócitos, então ativa as células de defesa do nosso organismo e o que 
mais? (Pesquisem isso e tragam amanhã) Os leucócitos além de estimular as células 
de defensa eles fazem mais o que? 
4º dia- é importante que os implantes não sejam manipulados, aí você vai me perguntar, 
mas porque com 3 dias eu posso manipular? 
Porque com 3 dias, essa superfície que circunda o implante ela não foi ainda removida. 
Então os implantes têm certo travamento, do 4 ao 7 dia você tem uma limpeza dessa 
região e você vai ter a formação e migração 
de células osteoclastos, células 
osteoprogenitras. . 
E por que que eu manipulo até o terceiro 
dia? Porque quando você está 
principalmente com o protocolo você tem 
vários implantes, eles se protegem. 
Ah Helder e se for unitário? Você pode 
mexer até o terceiro dia, agora você não 
pode dar carga e nem força. Porque se você 
der carga você vai perder esse implante, mas eu posso dar carga no meu protocolo? 
Posso. Porque seus implantes estão implintados, agora os micromovimentos tem que 
ser mínimos. É o que eu falei, o movimento expulsivo tem que ser pouco. A mesa oclusal 
praticamente lisa, para que esses movimentos sejam os mais fracos possível. 
Lembra que eu falei que no terceiro dia você tinha ação dos macrófagos e monócitos? 
Desviado a atuação dos macrofagos que passam a absorver as áreas necrosadas e o 
osso que foi afetado pelo traumatismo da cirurgia o implante perde a estabilidade inicial. 
Então por que que a gente não deve trabalhar a partir do 4º dia? Pela ação dos 
macrófagos, o implante ele perde a estabilidade inicial. 
Você tem estabilidade primária e estabilidade secundária, isso aqui vai ser nossa 
terceira aula. Tem estabilidade terciária também, mas vai ser no segundo crédito.Isso 
aqui é questão de prova viu, mas não é para essa prova agora não. 
Pessoal, a estabilidade primária ela é mecânica, a estabilidade secundária é biológica. 
O que que acontece? 
Vamos lá, estabilidade primária ela é uma estabilidade mecânica, o que eu quero dizer 
com isso? A estabilidade primária, no meu ato cirúrgico e a gente faz a cirurgia e quando 
trava o implante na superfície do osso, esse implante ele trava no mínimo com 35 
newtons ou seja, ele está travado mecanicamente naquele osso, eu só não posso dar a 
ele carga precoce, nem contato prematuro, se não ele vai perder essa estabilidade 
porquê na definição do implante tem que estar com oclusão funcional, ok? 
A estabilidade primária ela é mecânica e ela diminui com o tempo, porque no quarto dia 
não tenho mais estabilidade primária, se eu não tenho mais aquele osso que eu 
trabalhei. Então a estabilidade primária ela é alta no começa e ela diminui com o passar 
do tempo porque ela está em um processo de osseointegração. 
A estabilidade secundária que é uma estabilidade biológica, ela é baixa no começo e 
ela aumenta com o passar do tempo. Porque todos esses mecanismo que a gente está 
estudando ela está biologicamente trabalhando para que você tenha a interação e o 
íntimo contato do osso a superfície do implante. 
Então você precisa de uma estabilidade primária efetiva de com uma carga imediata, 
mas depois que passou 60 dias (vou botar 60 dias) o que é mais importante é o que? A 
estabilidade biológica que é a secundária. 
Porque se você colocar um implante e você não conseguir travar ele, ele está sambando 
no seu alvéolo, sua cirurgia foi uma merda, você só vai suturar e deixar ele lá, eu estou 
esperando o que? A osseointegração por estabilidade biológica que é a estabilidade 
secundária, que é o que a gente quer. A gente não quer mecânica, mecânica é para 
carro… a gente quer biologia, por quê? Porque quando você adquire a osseointegração 
esse implante vai durar a vida toda do paciente. 
Uma é biológica e a outra é mecânica. A biológica é o reflexo da sua ação cirúrgica, a 
estabilidade primária ela é mecânica pontual, inicial, no seu ato cirúrgico. 
E a gente ainda tem a terciária, a estabilidade terciária está diretamente relacionada 
com a prótese bem feita, bem definida, com os padrões exigidos pela prótese (vou falar 
dela agora), é o que dá estabilidade terciária. Quando você tem sucesso no implante, 
passa 10, 15, 20 anos e seu implante está osseointegrado e a prótese está em função. 
Nem toda estabilidade primária dá uma estabilidade secundária, mas toda estabilidade 
secundária pode ter uma estabilidade primária. Beleza? Entendeu? 
Toda estabilidade secundária pode não ter estabilidade primária, nem toda estabilidade 
primária dá uma estabilidade secundária. 
Pessoal, se eu tiver estabilidade primária é uma garantia que eu vou ter a secundária? 
Não. Agora se eu tiver a estabilidade secundária é uma garantia que eu tive a primária? 
Não 
Se você tiver um desses fatores: superaquecimento da broca, broca velha, 
aquecimento, técnica cirúrgica indevida, você vai ter estabilidade primária naquele 
momento, mas não vai ter estabilidade secundária… você perdeu seu implante. 
O chefe (Daniel) está perguntando aqui o seguinte: 
PARTE DESNECESSÁRIA 
Então se você tiver um enxerto você não consegue fazer uma estabilidade primária. 
Lembra o que a gente conversou? Aí tem haver com outro tipo de coisa.João me perguntou a respeito do levantamento de seio. Você não vai ter osso na parede 
apical para fazer enxerto aí você não consegue travar e ter estabilidade primária, porque 
você trava no osso remanescente, beleza? Beleza 
Eu imaginei assim (dúvida de Daniel): 
Fez a extração e aí você colocou o implante e em seguida naquela parte mais… onde 
seria a cervical do dente, você coloca o enxerto. 
Você consegue travar- helder 
Daniel: aí travou em baixo, aí no caso aquela parte onde veio o enxerto ele osseointegra 
também, então eu digo que aquela parte que osseointegrou no enxerto ela não teve 
haver com estabilidade primária, entendeu? 
Helder: você vai travar o implante no seu remanescente ósseo 
Daniel: mas a parte que ficou o osso por enxerto, ela não fez travamento, não fez a 
função da estabilidade primária 
Hélder: travamento depende, se você travou o implante. Eu travo o implante no terço 
apical e fica 70% das roscas expostas, eu faço enxerto. 
Daniel: eu digo que esse 70% em seguida ele osseointegrou com o osso do enxerto e 
não teve… 
Helder: primeiro ele osseointegra pelo osso basal, o osso remanescente que o paciente 
tem. 
Daniel: mas a outra parte também vai osseointegrar 
Helder: vai sim, dependendo do material vai. Você está confundindo. Se eu colocar um 
implante dentro de uma área de enxerto, 100% de enxerto, eu corro o risco. Por que 
que eu corro o risco? 
Aproveitando sua pergunta, essa aqui é briga de cachorro grande agora. Adorei sua 
pergunta. 
A pergunta dele foi: você tem o osso lá do paciente, travou o implante e você ficou com 
(não entendi) exposta. 
Daniel: a parte mais pra cervical, onde não travou no osso do paciente está exposto. 
Helder: tem que travar no osso do paciente 
Daniel: ele travou lá em baixo 
Helder: estava lá em baixo, você tem que analisar o defeito pelo número de parênteses 
assim fica mais fácil. 
Helder: pronto, vou pegar esse aqui, ó: pense nisso daí como um central, você fez a 
extração, certo? O que acontece: a gente tem dois triângulos, essa aqui é a parte 
palatina você concorda que esse triângulo aqui eu tenho osso? 
Esse aqui eu não tenho, esse aqui é o alvéolo, a gente vai entrar em outra discussão, 
eu estou falando de um central, você sabia que o central ele apresenta uma angulação 
de 17º da raiz para coroa? O lateral tem 5º, então se você pegar um implante e for no 
longo eixo da raiz, o alvéolo dentário… você vai deixar esse implante vestibularizado . 
É por isso que a gente joga ele para palatina porque eu vou buscar essa zona de osso 
remanescente, rica em osso medular quando eu digo que é rico em osso medular Para 
eu travar esse implante ok 
Aí eu tenho que mudar a minha técnica cirúrgica. A técnica cirúrgica aí eu entro com 
uma broca só que se eu botar assim eu continuo vestibularizando eu entro com a broca 
nesse sentido para ter uma função depois eu venho com uma outra broca e ângulo ele 
aí vou com outro e vou aumentando gradativamente olha onde eu estou fazendo meu 
alvéolo cirúrgico depois eu venho com outro implante e coloca ali quando eu coloco esse 
implante aqui eu tenho osso na parede palatina concorda comigo eu tenho osso na 
parede mesial eu vou ter osso na parede distal, eu só não vou ter os aonde ? Na 
vestibular mas eu vou ter osso cercando nutrindo esse meu implante aí eu venho com 
biomaterial e completo aquele meu alvéolo nessa condição aqui eu tenho osso 
remanescente do nosso paciente, que vai ter o quê ? Canais de volkmann, que vai levar 
sangue onde tem sangue tem vida e vai estimular meu fenômeno de osseo integração 
beleza ? Show ! Então a gente não pode trabalhar o implante 100% em biomaterial. 
Quando eu falei que é uma brigas de cachorro grande é porque eu vou no instagram, 
isso aqui é o dono de uma empresa, ele tem caso inclusive meu nas aulas dele no qual 
ele pega eu tenho foto de biomaterial ósseo integrado em implante. Aí ele pega e faz o 
seguinte isso daqui a indicação de protocolo claro de protocolo olha nervo alveolar 
inferior nervo alveolar inferior mandíbula severamente reabsorvida você trabalhar a 
regeneração disso daqui com esses biomodelos ele criou o protótipo de biomaterial fez 
esse biomaterial encaixou aqui e travou ok, massa e ele postou no instagram e colocou 
os implantes dele massa100% de biomaterial com 5 anos ele perdeu tudo ele vai perder 
por duas razões muito simples eu falo isso porque eu sei de casa clínico 5 não mas 10 
anos ele vai fazer tudo eu tenho uma reconstrução bilateral de mandíbula está publicado 
2010 na revista eu acompanho esse caso até hoje e isso daqui a gente não vai ter 
nutrição sanguínea suficiente que segure a estabilidade de implante por questões 
biológicas vai funcionar ? Eu mandei um whatsapp para ele dizendo assim Diu vai dar 
merda ele não vai dar não porque nosso material é puta que pariu futebol clube da 
terceira e quinta geração eu estava discutindo com duas casas decimais pública artigo 
científico do brasil apostei com ele que isso vai dar erro. Cara a gente vai esperar cinco 
anos no mínimo daqui a 6 anos a gente vai conversar para ver se caso clinico seu. Aí 
eu chamei para briga não é que eu sou puto que pariu não pessoal é porque isso aqui 
é você é abusar da técnica Branemark quando ele pensou na prótese protocolo foi para 
resolver pacientes nessas situações aqui e os resultados que ele acompanha tem mais 
de 45 anos a gente tem que... eu sou pesquisador gosto e sou curioso eu gosto de 
perguntar e tem que me dar uma resposta plausível eu sou chato quando eu não tinha 
resposta suficiente eu corria atrás a gente tem que parar de usar a boca dos pacientes 
da gente como laboratório isso é sério e o que você faria nesse caso ? Excelente sua 
pergunta extrairia esses dentes tudo aqui fazia um curator colocava 4 implantes e o 
paciente estava reabilitada dava 40 anos de vida para ele sem ter problema previsível. 
Quatro implantes pegaria só até o primeiro molar é mordida de arco reduzido é o que é 
definido pela unicamp você consegue dar função e aqui existe uma outra coisa a 
deflexão dessa mandíbula, vocês entendem que quando a gente fecha e abre a boca 
nossa mandíbula fecha e abre por isso que você não pode ter pacientes nessa condição 
implantes unindo de lado a lado porque senão você pode como promover uma fratura 
dessa mandíbula não é só botar parafuso não pessoal a gente tem que entender de 
biologia. Vamos bater um papo real hoje está todo mundo querendo trabalhar com duas 
coisas cirurgia guiada tendo suas indicações é massa eu faço a 12 anos meus materiais 
é 3D 
Eu faço implante há 22 anos, ganha vida com implante a 22 anos e vou dizer uma coisa 
para vocês. A melhor marca de implante do mundo a melhor conexão, a melhor prótese 
sobre implante ele vai ser pior do que o seu pior um dente, um dente tratado canal, com 
pino e coroa é melhor do que qualquer um desses implantes, ou seja, o implante ele 
surgiu para repor, restaurar, reabilitar algo perdido. Você pode extrair um dente para 
colocar implante pode, paciente com perda severa de osso alveolar só tem o terço apical 
dos dentes a gente sabe que o dente é uma superfície cônoide o terço apical é onde a 
gente tem menor estrutura menor chance de proservação desse dente no terço apical 
se eu tiver no terço apical é melhor eu sacrificar esse dente e colocar o implante porque 
se eu demorar e perder esse osso eu posso submeter o paciente é um enxerto se eu 
deixar esse dente aqui esse dente não vai ficar mais do que cinco anos é melhor eu tirar 
ele colocar no implante e o paciente ficar aí 15, 20 e 30 anos você tem a capacidade de 
escolher em optar tirar ou não o dente mas tem que ter um critério muito sério para isso 
não é sair mutilando paciente. Nesse caso desse paciente que tem suporte so no terço 
apical ai extrai e faz o enxerto? Muitas vezes não precisa de enxerto não. Mas e caso 
precise ele precisa chegar no seus bazal do paciente?Como você tem essa perda de 
osso alveolar se você for fazer a prótese ela vai ter que ser dento gengival você não vai 
conseguir crescer osso horizontalmente para você crescer osso pessoal você precisa 
de ter crista óssea alveolar por exemplo, aquele defeito que eu mostrei, aqui a crista 
óssea alveolar eu tenho um defeito assim, você pode crescer osso até aqui o mais do 
que isso você não cresce e ali tem um fator que é um artigo que eu estou para escrever 
eu fiz um levantamento eu tenho um catálogo de todos os pacientes que eu operei marca 
de implante, tipo de implante, material todo que utilizei, todos eles fotografados. Aí eu 
estou avaliando agora o índice de perda desses enxertos isso na região posterior do 
mandíbula. Vocês concordam comigo que biologicamente, fisiologicamente a nossa 
região posterior da mandíbula ela tem uma cortical alveolar mais grossa concordam 
comigo. Vocês concordam comigo que a cortical alveolar vestibular dos dentes 
anteriores é extremamente fina e a gente tem um volume de tecido trabeculado ósseo 
mais ruim quando você ver trabeculado osseo você tem mais sangue, então na região 
anterior da maxila eu consigo devolver osso e esse osso consegue ter irrigação 
sanguínea por conta daquela parede fina. A irrigação sanguínea por isso vai 
reabsorvendo, reabsorvendo 
A vamos terminar logo esses dias aqui: já falamos do quarto dia. Quinto ao sétimo dia 
você vai ter uma microcirculação você vai ter fatores de crescimento formando uma neo 
vascularização aonde tem sangue tem vida aí você começa a ter uma intensidade da 
microcirculação entre o osso e o implante você vai ter com isso um maior suprimento 
sanguíneo o maior suprimento de células que vão direcionar uma maior quantidade de 
osteoblastos para aquela região e as 
células de defesa podem ser 
recrutadas se você tiver inflamação, 
então no sétimo dia as células 
mesenquimais em diferenciação 
secretam matriz orgânica através da 
osteocontina cialoproteína já está 
começando a sinalizar esse tecido 
Na segunda semana você vai ter uma 
intensificação da neo formação ossea você forma o que a gente chama de matriz 
provisório essa matriz provisória é 
gelatinosa ela é granulomatosa e 
gelatinosa até 30 dias você vai ter 
uma matriz osteoide, osso depositado 
sobre as fibras de colágenos tipo I, 
camadas desorganizadas, 
osteoclacina e osteopontina 
começam a atrair cálcio. 
para dar a resistência, são sinalizadores que vão mediar a migração de cálcio para 
aquela região para calcificar. Eessa imagem aqui pessoal isso aqui é uma microscopia 
eletrônica de varredura 1.500 vezes isso que a superfície de um biomaterial certo. 
Outra superfície de um biomaterial vocês estão dissolvidos isso aqui é rede de fibrina 
isso aqui é PRF ele está banhado de PRF olha a superfície dele como é que está você 
sabe que é isso aqui leucócitos eu estou colocando no meu paciente essa rede de fibrina 
já estruturado é por isso que quando a gente trabalha com PRF a cicatrização é mais 
rápida, menos dolorosa e os resultados são mais eficientes que a gente de a capacidade 
de superar fisiológica de tudo de bom que a gente tem nossa corrente sanguínea nossos 
leucócitos e nossas plaquetas degranuladas 
Pronto a partir de 30 dias você começa 
a sair de um tecido osteóide para um 
osso lamelar é onde aparece o quê 
começa aparecer o quê osteócitos o 
que são osteoblastos aprisionados 
na matriz óssea alveolar. Pode ser 
questão de prova: como formam os 
osteócitos. 
 
 
 2, 3 meses é um pós-operatório de 
6 anos pessoal o meu pior dente é 
melhor do que o meu melhor 
implante, isso aqui pessoal é uma 
perda óssea alveolar mas é uma 
perda óssea alveolar fisiológica, a 
gente vai discutir isso mais para 
frente isso aqui é chamado de 
saucerização é que a conexão 
dessa prótese aqui é uma conexão 
tipo hexágono externo então a 
gente tem aqui vocês vão ouvir, essa também é questão de prova: vocês vão ver aqui 
a plataforma do implante e aqui é conexão protética. O que que gera isso daqui pessoal? 
uUa microinflamação dessa interface leva a reabsorção a remodelação óssea dessa 
porção ela forma um cálice isso é saucerização a gente vai estudar isso mais à frente 
esse tipo de implante aqui é uma coisa que a gente vai discutir lá na frente é o tipo de 
plataforma tipo hexágono externo 
Então quando você bate quando faz a oclusão desse dente aqui entre função a oclusão 
toda a força dele fica nessa região aqui então ele vai ter uma saucerização tanto física 
por conta da mastigação do uso, quanto por conta dessa microflora bacteriana que 
inflama então ele vai perder esse osso por uma questão mecânica porque nesse 
instante ele não absorve a força no longo eixo ele só absorve em cima então a pressão 
da mastigação perde o osso aqui e biológica por conta dessa fenda que fica em íntimo 
contato ela vai perder 02 mm no primeiro ano e depois 0,1 mm por ano é fisiológico vai 
tirar vai ver que tá tudo perfeito a gengiva está saudável tá tudo perfeito mas é o tipo de 
conexão depois você tem uma outra conexão que é cone morse que você joga isso para 
dentro e ela absorve ao longo eixo toda força ou seja você não perde osso nessa região 
você tem que saber que está perdendo o osso não tá perdendo osso, o paciente chega 
hoje muitas clínicas aí paciente com 10,15 anos você está perdendo o osso vai ter que 
tirar o implante isso é o maior absurdo que você pode fazer. 
Na periodontia vocês têm um termo um negócio lá que é massa vocês adoram chamam 
o quê espaço biológico não é a gente tem que correr atrás desse espaço biológico. Na 
implantodontia isso daqui é como se fosse a natureza devolvendo ao implante uma 
condição de espaço biológico conseguem entender isso ? Quando eu estiver dando aula 
para você de conexão eu vou trazer é uma conexão tipo cone morse na conexão cone 
morse o osso cai para dentro do implante osso dentro do implante por quê porque no 
outro tipo de implante que é o cone morse a força é dissipada no longo eixo do implante 
ok e não existe essa interface prótese implante próximo do osso ela fica dentro do 
implante o que não leva a essa inflamação se acontecer perda de osso nessa região do 
cone morse com certeza é mecânico não é biológico, nesse outro aqui é biológico 
biológico e mecânico.