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Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
Assistência de enfermagem aos portadores de afecção cardíacas 
Doenças arteriais coronarianas 
Anatomia 
 
As 2 artérias coronárias principais são as artérias 
coronárias esquerda e direita. 
Tronco de artéria coronária esquerda (TCE). A artéria 
coronária esquerda fornece sangue para o lado 
esquerdo do músculo cardíaco (ventrículo esquerdo e 
átrio esquerdo). A coronária principal esquerda se 
divide em ramos: 
 
A artéria descendente anterior esquerda se ramifica 
da artéria coronária esquerda e fornece sangue para a 
frente do lado esquerdo do coração. 
A artéria circunflexa se ramifica da artéria coronária 
esquerda e circunda o músculo cardíaco. Esta artéria 
fornece sangue para o lado externo e para trás do 
coração. 
 Artéria coronária direita (CD). A artéria coronária 
direita fornece sangue ao ventrículo direito, ao átrio 
direito e aos nódulos SA (sinoatrial) e AV 
(atrioventricular), que regulam o ritmo cardíaco. A 
artéria coronária direita se divide em ramos menores, 
incluindo a artéria descendente posterior direita e a 
artéria marginal aguda. Juntamente com a artéria 
descendente anterior esquerda, a artéria coronária 
direita ajuda a fornecer sangue para o meio ou septo 
do coração. 
 
Ramos menores das artérias coronárias incluem: 
marginal obtuso (OM), perfurante septal (SP) e 
diagonais. 
Doença arterial coronária 
A doença arterial coronariana é um estreitamento ou 
bloqueio de suas artérias coronárias geralmente 
causado pelo acúmulo de material gorduroso 
chamado placa. A doença arterial coronariana 
também é chamada de doença coronariana, doença 
isquêmica do coração e doença cardíaca. 
Fatores de risco 
 Não modificáveis: São aqueles que não da para fazer 
nada, terá ali pelo resto da vida. 
História familiar; 
 Pai, mãe ou parentes que tenham a doença. 
 Idade; 
 A idade faz com que o risco se torne maior. 
 Sexo; 
 Homens tem mais chance de desenvolver a 
doença 
Raça. 
 Brancos tem maior probabilidade de ter a 
doença. 
 Modificáveis: Dá para mudar. 
 Níveis elevados de colesterol; 
 Tabagismo; 
 Hipertensão/diabetes; 
 Inatividade física/obesidade; 
 Falta de estrogênio. 
Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
Mulheres quando entram na menor pausa, 
desenvolve mais chance de ter a doença. (DAC). 
Principal doença coronariana é a Angina 
 
Definição 
É uma obstrução significativa de uma artéria 
coronária. Caracteriza-se por episódios de dor ou 
pressão na região anterior do tórax. 
Na angina não tem morte no tecido, tem uma 
diminuição de oxigênio no tecido, e essa diminuição 
de oxigênio que dói 
É uma dor no peito ou sensação de pressão que 
ocorre quando o músculo cardíaco não recebe 
oxigênio suficiente. É um sintoma, geralmente 
passageiro, que pode ser causado por uma diminuição 
do fluxo sanguíneo no coração, também conhecida 
como isquemia. 
Fisiopatologia 
A fisiopatologia da angina de peito está relacionada à 
isquemia, ou seja, à diminuição do fluxo de sangue no 
coração. A isquemia ocorre quando há um 
desequilíbrio entre a quantidade de sangue que chega 
ao músculo cardíaco e a demanda de oxigênio. 
A principal causa da angina é a aterosclerose, que é o 
acúmulo de placas de gordura nas artérias 
coronárias. Essas placas reduzem o volume de sangue 
que chega ao coração, tornando as artérias mais 
rígidas e incapazes de se dilatarem quando há maior 
demanda de sangue. 
Classificação da angina 
Angina estável 
é a dor ou desconforto no tórax que geralmente 
ocorre com a atividade ou esforço. Os episódios de 
dor ou desconforto são provocados por quantidades 
semelhantes ou consistentes de atividade ou esforço. 
Ex: doeu, sentou parou de doer. 
Angina instável 
refere-se à angina na qual o padrão de sintomas se 
altera. Como as características de angina em uma 
determinada pessoa geralmente permanecem 
constantes, qualquer alteração - como dor mais grave, 
ataques mais frequentes, ou ataques que ocorrem 
com menos esforço ou durante o repouso - é grave. 
Tal alteração geralmente reflete um estreitamento 
súbito de uma artéria coronariana por um ateroma 
que tenha rompido ou por um coágulo de sangue que 
tenha se formado. O risco de um ataque cardíaco é 
elevado. A angina instável é considerada 
uma síndrome coronariana aguda. 
Angina variante 
 é um tipo de dor no peito que ocorre quando a 
artéria coronária se contrai repentinamente: 
 Afeta cerca de 2% dos pacientes com isquemia 
cardíaca 
 Pode ser desencadeada por fatores como exposição 
ao frio 
 Pode ocorrer com mais frequência à noite, no início 
da manhã ou sempre em uma mesma hora do dia 
 O espasmo reduz o fluxo sanguíneo para o coração, 
provocando uma dor torácica semelhante à angina 
estável ou instável 
A angina noturna, um tipo de angina instável, ocorre 
à noite, durante o sono. 
Angina de decúbito, um tipo de angina instável, 
ocorre quando a pessoa desenvolve angina quando 
está deitada (não necessariamente apenas à noite), 
sem qualquer causa aparente. A angina de decúbito 
ocorre porque a gravidade redistribui líquidos no 
corpo. Esta redistribuição faz o coração trabalhar 
mais. 
Isquemia silenciosa 
A isquemia silenciosa ou isquemia do miocárdio é uma 
doença caracterizada pela diminuição da passagem de 
sangue nas artérias do coração. Em alguns casos, essa 
condição é fatal. 
É quando o individuo tem a isquemia, mas não sente 
dor. Tem a parte do tecido morto, mas não tem 
sintomas. 
É a parte que não recebeu oxigênio em determinado 
momento. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/s%C3%ADndromes-coronarianas-agudas-ataque-card%C3%ADaco-infarto-do-mioc%C3%A1rdio-angina-inst%C3%A1vel
Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
Sinais e sintomas da angina 
Variam de pessoa para pessoa os sinais e sintomas da 
angina. Em geral, a dor no peito ou desconforto é 
breve, com duração de cinco a 15 minutos. Mas a 
angina também pode causar: 
 Sensação de peso, queimação, pressão ou 
aperto no peito; 
 Sensação de indigestão; 
 Falta de ar ou sufocação; 
 Fadiga; 
 Náuseas e vômitos; 
 Formigamento ou dor nos ombros, braços 
e/ou pulsos; 
 Dor na mandíbula, pescoço, garganta, dentes, 
gengivas e/ou lóbulos das orelhas. 
 
Manifestações clinicas 
 Dor: geralmente em forma de aperto, mas 
algumas vezes se estende para os braços. 
Principal característica é a dor no peito. 
 Sensação de fraqueza 
 Dormência nos braços : Quando a falta de 
oxigênio ta acontecendo uma parte grande 
do coração, passa a não mandar sangue 
suficiente para as artérias, e 
consequentemente não chega sangue 
suficiente em todas as células. Dessa 
forma, vai ter alguns sinais na diminuição 
do debito cardíaco. 
 Dispneia 
 Palidez 
 Sudorese 
 Náuseas e vômitos 
Diagnóstico 
 Eletrocardiograma 
Os médicos diagnosticam angina em grande parte 
com base na descrição dos sintomas de uma pessoa. É 
possível que um exame físico e 
um eletrocardiograma (ECG) detectem pouco ou nada 
anormal entre e, às vezes, até mesmo durante as 
crises de angina, mesmo em pessoas com doença 
arterial coronariana extensa. Durante uma crise de 
angina, a frequência cardíaca pode aumentar 
ligeiramente, a pressão arterial pode subir e, com um 
estetoscópio, o médico pode ouvir uma alteração nos 
batimentos cardíacos. O ECG pode detectar mudanças 
na atividade elétrica do coração. 
Quando os sintomas são típicos, o diagnóstico pelos 
médicos geralmente é simples. O tipo de dor, sua 
localização e sua associação com o esforço, refeições, 
clima e outros fatores pode ajudar os médicos a 
fazerem o diagnóstico. A presença de fatores de risco 
para doença arterial coronariana também ajuda a 
estabelecer o diagnóstico. 
Os médicos podem realizar outrosprocedimentos 
para avaliar o suprimento de sangue ao músculo 
cardíaco e determinar se a doença arterial 
coronariana está presente e qual sua extensão. 
Teste de esforço 
O teste de esforço (também chamado teste de 
tolerância a exercício) baseia-se no princípio de que, 
se as artérias coronarianas estiverem apenas 
parcialmente bloqueadas, o coração pode ter um 
fornecimento de sangue adequado quando a pessoa 
estiver em repouso, mas não quando o coração 
estiver trabalhando arduamente. Para o teste de 
esforço, o coração da pessoa é submetido a um 
grande esforço através de exercícios (por exemplo, 
andar em uma esteira ou em bicicleta ergométrica). 
Pessoas que não podem fazer esses exercícios podem 
receber medicamentos estimulantes que fazem o 
coração bater mais rápido. Durante o teste de 
esforço, a pessoa é monitorada por ECG para 
identificação de anormalidades que sugiram isquemia. 
Após o teste de esforço físico, os médicos costumam 
fazer testes mais específicos, 
como ecocardiograma e cintilografia, para identificar 
áreas do coração que não estão recebendo sangue 
suficiente. Esses procedimentos podem ajudar os 
médicos a determinar se a angiografia coronária ou 
cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) é 
necessária. 
Ecocardiograma 
O ecocardiograma usa ondas de ultrassom para 
produzir imagens do coração (ecocardiogramas). Esse 
procedimento mostra o tamanho do coração, o 
movimento do músculo cardíaco, o fluxo de sangue 
através das válvulas do coração e a função valvular. O 
ecocardiograma é feito durante o repouso e o 
exercício. Quando a isquemia está presente, o 
movimento de bombeamento do ventrículo esquerdo 
é anormal. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/eletrocardiograma
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/teste-de-esfor%C3%A7o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/ecocardiograma-e-outros-procedimentos-de-ultrassom
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/cintilografia-do-cora%C3%A7%C3%A3o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/ecocardiograma-e-outros-procedimentos-de-ultrassom
Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
Angiografia coronária 
Para angiografia coronária (coronariografia) são feitas 
radiografias das artérias depois de um agente de 
contraste radiopaco ser injetado. A angiografia 
coronária, o procedimento mais preciso para o 
diagnóstico de doença arterial coronariana, pode ser 
feita quando o diagnóstico é incerto. A 
coronariografia é comumente usada para ajudar a 
avaliar se a CRM ou a intervenção coronariana 
percutânea (ICP) são apropriadas. A angiografia 
também pode detectar espasmo de uma artéria. 
Em algumas pessoas que têm sintomas típicos de 
angina e resultados anormais em um teste de esforço, 
a coronariografia não confirma a presença de doença 
arterial coronariana. Algumas dessas pessoas têm 
angina microvascular, mas, para a maior parte das 
pessoas, a fonte dos sintomas não envolve o coração. 
Monitorização contínua de ECG 
A monitorização contínua de ECG com um monitor 
Holter pode detectar anomalias, indicando isquemia 
sintomática ou silenciosa ou angina variante (que 
normalmente ocorre durante o repouso). 
Exame de imagem do coração 
A tomografia computadorizada (TC) por feixe de 
elétrons pode detectar a quantidade de depósitos de 
cálcio nas artérias coronarianas. A quantidade de 
cálcio presente (escore de cálcio) é aproximadamente 
proporcional à probabilidade de a pessoa com angina 
apresentar um ataque cardíaco. No entanto, como os 
depósitos de cálcio podem estar presentes mesmo em 
pessoas cujas artérias não estão muito estreitadas, o 
escore não prevê com segurança a necessidade de ICP 
ou CRM. Os médicos podem considerar o uso de TC 
por feixe de elétrons como uma ferramenta de 
triagem em pessoas em risco intermediário de doença 
arterial coronariana, em pessoas com sintomas de 
doença arterial coronariana cujo teste de esforço foi 
inconclusivo e em algumas pessoas com sintomas 
atípicos de doença arterial coronariana. A TC por feixe 
de elétrons não é recomendada para a triagem de 
todas as pessoas, independentemente dos sintomas, 
em parte porque ela expõe as pessoas a alguma 
radiação. 
A TC com múltiplas fileiras de detectores ou 
angiografia por TC usa uma varredura de TC de alta 
velocidade com muitos detectores pequenos que 
podem identificar com precisão o estreitamento da 
artéria coronariana. A técnica é não invasiva e de alta 
precisão para descartar o estreitamento da artéria 
coronariana como a fonte de sintomas de uma pessoa 
(particularmente em pessoas que não foram capazes 
de realizar um teste de esforço ou cujo teste de 
esforço foi inconclusivo). Ela também pode ser usada 
para determinar se um stent ou enxerto de 
revascularização estão bloqueados, para exibir a 
anatomia venosa cardíaca e coronariana e para avaliar 
se os ateromas contêm cálcio. Entretanto, a técnica 
não pode ser usada em gestantes ou em pessoas 
incapazes de prender a respiração por 15 a 20 
segundos, três ou quatro vezes durante o 
procedimento. Além disso, como o teste não funciona 
bem se o coração estiver batendo muito rápido, 
pessoas com frequência cardíaca acima de 65 
batimentos por minuto recebem medicamentos para 
reduzi-la. Pessoas que não toleram esses 
medicamentos ou aquelas que apresentam baixa 
frequência cardíaca não podem fazer o teste. As 
pessoas também estão expostas a quantidades 
significativas de radiação. 
A ressonância magnética (RM) cardíaca é importante 
para avaliar o coração e os grandes vasos que vêm do 
coração (a aorta e as artérias pulmonares). Essa 
técnica evita alguma exposição à radiação. Em 
pessoas com doença arterial coronariana, a RM pode 
ser usada para avaliar o estreitamento das artérias, 
medir o fluxo de sangue nas artérias coronarianas e 
testar o quanto o coração está sendo suprido com 
oxigênio. A RM também pode ser usada para avaliar 
anormalidades de movimento da parede do coração 
durante o esforço (que pode indicar mau 
fornecimento de sangue para essa área) e se alguma 
área do músculo cardíaco danificada por um ataque 
cardíaco pode se recuperar (teste de viabilidade). 
Procedimentos invasivos 
Introdução de um cateter por meio de uma veia, 
chega no coração, consigo ver se as artérias estão 
obstruída ou não. 
Tratamento 
Antiplaquetários 
O tratamento começa com a tentativa de diminuir ou 
reverter a progressão da doença arterial coronariana 
através do gerenciamento de fatores de risco. Fatores 
de risco, como hipertensão arterial e níveis elevados 
de colesterol, são tratados prontamente. Parar de 
fumar é crucial. É recomendada uma dieta variada 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/cateterismo-card%C3%ADaco-e-cinecoronariografia#v87246309_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-doen%C3%A7a-arterial-coronariana-dac#v721444_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-doen%C3%A7a-arterial-coronariana-dac#v721399_pthttps://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-doen%C3%A7a-arterial-coronariana-dac#v721399_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/eletrocardiograma-ambulatorial-cont%C3%ADnuo
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/eletrocardiograma-ambulatorial-cont%C3%ADnuo
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/tomografia-computadorizada-tc-do-cora%C3%A7%C3%A3o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/tomografia-computadorizada-tc-do-cora%C3%A7%C3%A3o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/tomografia-computadorizada-tc-do-cora%C3%A7%C3%A3o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/diagn%C3%B3stico-de-dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/exame-de-resson%C3%A2ncia-magn%C3%A9tica-rm-do-cora%C3%A7%C3%A3o
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/assuntos-especiais/uso-de-tabaco/cessa%C3%A7%C3%A3o-do-tabagismo#v1573021_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/assuntos-especiais/uso-de-tabaco/cessa%C3%A7%C3%A3o-do-tabagismo#v1573021_pt
Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
com baixo teor de gordura e pobre em carboidratos 
de açúcares simples. 
Terapia medicamentosa para angina 
Os médicos recorrem a vários tipos de medicamentos 
para pessoas com angina. Diferentes medicamentos 
são usados para ajudar 
 Solucionar um ataque de angina (nitratos) 
 Prevenir a ocorrência de angina (betabloqueadores, 
bloqueadores do canal de cálcio, às vezes outros 
medicamentos, como ranolazina ou ivabradina) 
 Impedir e reverter o bloqueio da artéria coronariana 
(inibidores da enzima conversora de angiotensina 
[ECA], bloqueadores dos receptores de angiotensina 
II, estatinas e agentes antiplaquetários) 
Nitratos 
Nitratos, um tipo de medicamento que dilata (alarga) 
os vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue 
através daquele vaso. 
A nitroglicerina é um medicamento de nitrato de ação 
muito curta. Tomar nitroglicerina geralmente alivia 
um episódio de angina em 1,5 a 3 minutos, e os 
efeitos duram 30 minutos. A nitroglicerina geralmente 
é tomada como um comprimido colocado debaixo da 
língua (sublingual) ou como um spray inalado através 
da boca. Alternativamente, o comprimido pode ser 
colocado ao lado da gengiva. As pessoas com angina 
crônica estável devem trazer consigo comprimidos ou 
spray de nitroglicerina em todos os momentos. 
Tomar nitroglicerina imediatamente antes de atingir 
um nível de esforço conhecido por induzir angina 
pode ser útil. 
Nitratos de longa duração (como isossorbida) são 
tomados por via oral uma a quatro vezes por dia. 
Adesivos de nitrato para a pele e, menos 
frequentemente, um unguento, nos quais o 
medicamento é absorvido através da pele ao longo de 
muitas horas, também são eficazes. Nitratos de longa 
duração tomados regularmente podem perder sua 
capacidade trazer alívio. A maioria dos especialistas 
recomendam que as pessoas não tomem nitratos de 
ação prolongada por um período de 8 a 12 horas por 
dia, geralmente à noite, exceto quando a angina 
ocorre à noite. Essa abordagem ajuda a manter a 
eficácia em longo prazo do medicamento. Ao 
contrário de betabloqueadores, nitratos não reduzem 
o risco de ataques cardíacos e morte súbita, mas 
reduzem significativamente os sintomas em pessoas 
com doença arterial coronariana. 
Betabloqueadores 
Os betabloqueadores (por exemplo, metoprolol) 
interferem nos efeitos dos 
hormônios epinefrina (adrenalina) 
e norepinefrina (noradrenalina) no coração e em 
outros órgãos. Esses hormônios estimulam o coração 
a bater mais rapidamente e com mais força e fazem 
com que a maioria das arteríolas se contraiam 
(causando aumento da pressão arterial). Assim, os 
betabloqueadores reduzem a pressão arterial e a 
frequência cardíaca de repouso. Durante o exercício, 
eles limitam o aumento da frequência cardíaca e da 
pressão arterial e, consequentemente, reduzem a 
demanda por oxigênio e diminuem a probabilidade de 
angina. Os betabloqueadores também reduzem o 
risco de ataques cardíacos e morte súbita, 
melhorando o prognóstico em longo prazo para 
pessoas com doença arterial coronariana. 
Bloqueadores dos canais de cálcio 
Bloqueadores dos canais de cálcio evitam que os 
vasos sanguíneos se estreitem (constrição) e podem 
reverter espasmo da artéria coronariana. Além do 
tratamento de angina estável, esses medicamentos 
são igualmente eficazes no tratamento da angina 
vasoespástica. Todos os bloqueadores dos canais de 
cálcio reduzem a pressão arterial. Alguns desses 
medicamentos, como verapamil e diltiazem, também 
podem reduzir a frequência cardíaca. A redução da 
pressão arterial e da frequência cardíaca reduz a 
demanda de oxigênio e diminui a probabilidade de 
angina. Esse efeito pode ser útil para muitas pessoas, 
especialmente para aquelas que não podem tomar 
betabloqueadores ou que não sentem alívio suficiente 
com nitratos. 
Inibidores da enzima conversora de angiotensina e 
bloqueadores dos receptores da angiotensina II 
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina 
(ECA) e os bloqueadores dos receptores 
da angiotensina II (BRAs) (por exemplo, losartana) são 
frequentemente administrados a pessoas com 
evidências de doença arterial coronariana, incluindo 
angina. Esses medicamentos não tratam a angina em 
si, mas podem reduzir a pressão arterial (e, dessa 
forma, reduzir o esforço do coração para bombear 
sangue), além de reduzir o risco de ataque cardíaco e 
de morte por doença arterial coronariana. 
Propedêutica e o processo de cuidar na saúde do adulto aula 05 
 
Estatinas 
Estatinas (por exemplo, atorvastatina, rosuvastatina) 
são medicamentos que reduzem os níveis sanguíneos 
de colesterol LDL, o tipo de colesterol que pode 
causar a doença arterial coronariana. Esses 
medicamentos reduzem o risco de um ataque 
cardíaco, acidente vascular cerebral e morte. 
Agentes antiplaquetários 
Agentes antiplaquetários, como aspirina, ticlopidina, 
clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor, modificam as 
plaquetas de modo que elas não se aglutinem e não 
se prendam às paredes dos vasos sanguíneos. 
As plaquetas, que circulam no sangue, promovem a 
formação de coágulos (trombose) quando um vaso 
sanguíneo é lesionado. No entanto, quando as 
plaquetas se agrupam em ateromas nas paredes de 
uma artéria, o coágulo resultante pode limitar ou 
bloquear a artéria e provocar um ataque cardíaco. 
A aspirina modifica as plaquetas de forma irreversível 
e reduz o risco de morte por doença arterial 
coronariana. Os médicos recomendam à maioria das 
pessoas que têm doença arterial coronariana que 
tomem aspirina diariamente para reduzir o risco de 
um ataque cardíaco. Prasugrel, ticlopidina, clopidogrel 
e ticagrelor também modificam ainda mais as 
plaquetas. Um desses agentes pode ser usado 
juntamente com a aspirina por certo período após um 
ataque cardíaco ou ICP para reduzir o risco de um 
ataque cardíaco futuro. Geralmente se prescreve um 
agente antiplaquetário para pessoas com angina, a 
menos que haja uma razão para não fazê-lo. Por 
exemplo, eles não são indicados para pessoas que 
têm um distúrbio hemorrágico. 
Pode-se encontrar mais informações sobreos 
medicamentos específicos para doença arterial 
coronariana na tabela Medicamentos usados para 
tratar doenças arteriais coronarianas. 
Procedimentos de revascularização para angina 
Pessoas que continuam a ter angina mesmo usando 
medicamentos preventivos às vezes se beneficiam de 
procedimentos que abrem ou substituem as artérias 
coronarianas (revascularização). Esses procedimentos 
são chamados revascularização e incluem 
 Procedimentos de intervenção coronariana 
percutânea (ICP) (também chamada angioplastia) 
 Cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) 
Essas técnicas invasivas são eficazes, mas são apenas 
medidas mecânicas para corrigir o problema imediato. 
Elas não interrompem a progressão da doença 
subjacente. As pessoas ainda precisam modificar 
fatores de risco. 
Intervenção coronariana percutânea 
A ICP muitas vezes é preferível à CRM, pois é menos 
invasiva, embora não seja adequada para todas as 
situações. A ICP geralmente é preferível quando 
apenas uma ou duas artérias são afetadas e a área 
bloqueada não é muito longa. No entanto, as novas 
tecnologias e o aumento da experiência estão 
permitindo que os médicos usem ICP em cada vez 
mais pessoas. 
Cirurgia de revascularização do miocárdio 
A CRM é altamente eficaz para pessoas que têm 
angina e doença arterial coronariana. Ela pode 
melhorar a tolerância ao esforço físico, aliviar os 
sintomas e diminuir a dose ou o número de doses 
necessárias do medicamento. É mais provável que a 
CRM beneficie pessoas com angina grave que não 
melhora com medicamentos, cujo coração funciona 
normalmente, que não tiveram ataques cardíacos 
anteriores e que não apresentam nenhum outro 
quadro clínico que tornaria a cirurgia perigosa (como 
doença pulmonar obstrutiva crônica). Para essas 
pessoas, a CRM que não é feita em caráter 
emergencial acarreta em um risco de morte de 1% ou 
menos e um risco de lesão cardíaca (como um ataque 
cardíaco) durante a cirurgia de menos de 5%. Cerca de 
85% das pessoas têm alívio completo ou bastante 
importante dos sintomas após a cirurgia. 
Heparina 
Antecoagulante, serve para que o trombo não 
aumente o tamanho, e para que não tenha formação 
de novos trombos. 
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-relacionados-ao-colesterol/dislipidemia#v769986_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/biologia-do-sangue/componentes-do-sangue#v773929_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-doen%C3%A7a-arterial-coronariana-dac#v721399_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/considera%C3%A7%C3%B5es-gerais-sobre-a-doen%C3%A7a-arterial-coronariana-dac#v721444_pt

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