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FACULDADE TERRA NORDESTE – FATENE
DISCIPLINA – Português Instrumental. 			 Semestre-2020/2
PROFª.: Socorro Tavares 	 Texto - Nº 07
FICHAMENTO
É uma forma organizada de registrar as informações obtidas na leitura de um texto. É a elaboração de fichas de leitura com o intuito de registrar informações sobre livros e artigos. Existe material próprio para as fichas, que também podem ser feitas no computador.
PODE SER UTILIZADO PARA:
1. Identificar as obras
2. Conhecer seu conteúdo
3. Fazer citações
4. Analisar o material
5. Elaborar a crítica
6. Auxiliar e embasar a produção de textos
CLASSIFICAÇÃO DE FICHAMENTO:
1. Fichamento textual
2. Fichamento temático
3. Fichamento bibliográfico
FICHAMENTO TEXTUAL
É o que capta a estrutura do texto, percorrendo a secundárias do pensamento do autor e destacando: idéias principais e secundarias; argumentos, justificações, exemplos, fatos, etc.; ligados às idéias principais. Traz, de forma racionalmente visualizável – em itens e de preferência incluindo esquemas, diagramas ou quadro sinóptico – uma espécie de “radiografia” do texto.
FICHAMENTO TEMÁTICO 
Reúne elementos relevantes (conceitos, fatos, idéias, informações) do conteúdo de um tema ou de uma área de estudo, com titulo e subtítulos destacados. Consiste na transcrição de trechos de texto estudado ou no seu resumo, ou, ainda, no registro de idéias, segundo a visão do leitor. As transcrições literais devem vir entre aspas e com indicação completa da fonte (autor, título da obra, cidade, editora, data, página). As que contém apenas uma síntese das idéias dispensam as aspas, mas exigem à indicação completa da fonte. As que trazem simplesmente idéias pessoais não exigem qualquer indicação.
FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO
Consiste em resenha ou comentário que dê ideia do que à obra, sempre com indicação completa da fonte. Pode ser feito também a respeito de artigos ou capítulos isolados, e arquivado segundo o tema ou área de estudo. O Fichamento bibliográfico completa a documentação textual e temática e representa um importante auxiliar do trabalho de estudantes e professores.
PARA QUE SERVE UM FICHAMENTO
Apresentar anotações que sirvam como material organizado para consulta. O fichamento é fonte para estudos posteriores.
TIPOS DE FICHAMENTO
1. Bibliográfico
2. Conteúdo
3. Citações
ESTRUTURA DO FICHAMENTO
1. Cabeçalho
2. Assunto
3. Referência
4. Autoria, título, local de publicação, editora e ano da publicação
5. Corpo
FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO
É a descrição, com comentários dos tópicos abordados em uma obra inteira ou parte dela. http://monografias.brasilescola.com/regras-abnt/tipos-trabalhos-academicos-fichamento TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve história do feminismo no Brasil . São Paulo: Editora Brasiliense, 1993. A obra insere-se no campo da história e da antropologia social. A autora utiliza-se de fontes secundárias colhidas por meio de livros, revistas e depoimentos. A abordagem é descritiva e analítica. Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano de 1500. A autora descreve em linhas gerais todo o processo de lutas e conquistas da mulher. 
FICHAMENTO DE CONTEÚDO
É uma síntese das principais idéias contidas na obra. O aluno elabora com suas próprias palavras a interpretação do que dito. O trabalho da autora acima citado baseia-se em análise de textos de textos e na própria vivencia nos movimentos feministas, como relato de uma prática. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500 – 1822), até os anos de 1975 em que foi considerado o Ano Internacional da Mulher. A autora trabalha ainda assuntos como mulheres da periferia de São Paulo, a luta por creches, violência, participação em greves, saúde e sexualidade. 
FICHAMENTO DE CITAÇÕES TRANSCRIÇÃO TEXTUAL
Reprodução fiel das frases que se pretende usar na redação do trabalho.
FICHA BIBLIOGRÁFICA POR AUTOR
Exemplo:
1. Referencia:
2. MARCONI, M.A; LACKATOS, E. M. Metodologia do trabalho cientifico. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214p.
3. Local: Biblioteca Fortium
FICHA BIBLIOGRÁFICA POR ASSUNTO
“Esse tipo de fichamento é mais fácil de trabalhar. As instruções indicadas no item anterior repetem-se aqui, sendo que desta vez o assunto deve estar encabeçando a ficha (na chamada)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, P.92).
Conhecimento científico. 
- Referência:
- MARCONI, M.A; LAKCATOS, E. M. metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214 p.
- Local: Biblioteca Fortium
FICHA DE TRANSCRIÇÃO (OU DE CITAÇÃO)
“Este tipo de fichamento serve para que o pesquisador selecione as passagens que achar mais interessantes no decorrer da obra. É necessário que seja reproduzido fielmente o texto do autor (cópia literal). Após a transcrição, indica-se a referência bibliográfica cabível, ou então encabeça-se a ficha com a referência bibliográfica completa da obra e após a(s) citação(ões), coloca(m)-se o(s) número(s) da(s) página(s) de origem. Se o trecho for citado entre aspas duplas e no seu curso houver uma palavra ou expressão com aspas, estas deverão aparecer sob a forma de aspas simples (’)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.92).
1 - Se houver erros de grafia ou gramaticais, copia-se como está no original e escreve-se entre parênteses (sic).
2 - A supressão de palavras é indicada com três pontos entre parênteses [...].
3 - Supressão de um ou mais parágrafos intermediários é indicado por uma linha pontilhada.
Título: Metodologia Científica
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
“O conhecimento popular e o científico possui objetivo comum, mas o que os diferencia é a forma, o modo e os instrumentos do ‘conhecer’. Uma das diferenças é quanto à condição ou possibilidade de se comprovar o conhecimento que se adquire no trato direto com as coisas e o ser humano”. (1995, p.10).
Local: Biblioteca Fortium
FICHA DE RESUMO OU COMENTÁRIO
Você pode utilizar esse tipo de ficha para expor, abreviadamente, as principais idéias do autor ou também para sintetizar as idéias principais de um texto ou de uma aula. A ficha de resumo deve ser breve e redigida com as próprias palavras, não precisando obedecer a estrutura da obra .
Título: Metodologia Científica
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Subtítulo: Conhecimento científico
Referência: MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
O conhecimento científico se caracteriza pela possibilidade de se comprovar os dados obtidos nas investigações acerca dos objetos. (p. 10).
Ideação: Após a leitura da obra em referência chega-se ao posicionamento... 
Observação: falar de algum apêndice, gráfico, tabela, que são importantes e que compõem a obra. 
Local: Biblioteca Fortium
FICHA DE DOCUMENTAÇÃO GERAL
A função dessas fichas consiste em coletar e guardar materiais úteis, retirados de fontes perecíveis como: artigos de jornais, revistas, textos, roteiros de seminários, trabalhos didáticos, etc.
Título
Texto colado
Fonte/data/página
 Local:
FICHA DE VOCABULÁRIO TÉCNO-LINGÜÍSTICO
É uma espécie de glossário que guarda os conceitos e categorias específicos de cada área do saber ou disciplina. Servem para esclarecer os conceitos fundamentais de cada tema estudado.
Exemplo:
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
 Referência: MARCONI, M.A; LACKATOS,E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
Ciência = .....................
Conhecimento = ........................
Dados = ............................
Informações = ........................
 Local: Biblioteca Fortium
ATIVIDADES
1. Elabore uma ficha:
1. Bibliográfica por autor
1. Bibliográfica por assunto
1. De transcrição (ou de citação)
1. De resumo ou comentário
1. De vocabulário técno-lingüístico1. De documentação geral
REFERÊNCIA: CRUZ, Carla; RIBIEIRO, Uirá. Metodologia Científica: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004.
Dicas de como fazer um FICHAMENTO DE TEXTO
1. O fichamento é um registro dos estudos de um livro ou texto, esse registro é feito em fichas e estas tem critérios para serem elaboradas. O fichamento facilita a execução dos trabalhos acadêmicos e a assimilação dos conteúdos estudados. Nosso objetivo é dar um exemplo de texto com parte de seu conteúdo fichado, e a outra parte para que o aluno exercite, sem a pretensão do rigor acadêmico que exige um fichamento. É mesmo um exercício de como facilitar o estudo e a fixação do conteúdo de textos. Existe alguns critérios básicos para fazer um fichamento, não dá para burlar estes passos, sem eles não há fichamento, seguiríamos fazendo um resumo, e não é este o objetivo.
= Primeiro passo:
1. Fazer uma leitura de todo o texto, ou do capítulo do livro, para somente se inteirar do assunto tratado. Neste momento pode-se anotar algum vocabulário não conhecido para posterior busca de sentido no dicionário. (leitura panorâmica)
= Segundo passo:
1. Fazer uma segunda leitura, agora mais criteriosa e para isso divida o texto em partes, de um subtítulo a outro por exemplo, e a cada parágrafo vá grifando a ideia central do texto, conectando-a com à ideia de outro parágrafo e assim por diante. Alguma vezes é necessário voltar a ler o parágrafo mais de uma vez. Observe as chamadas palavras chaves, porque abrem possibilidades de ideias no texto, elas são importantes para um bom entendimento do conteúdo.
= Terceiro passo:
1. Terminado a grifagem do texto, transcreva-o tal e qual como está no livro, releia-o e verifique a ordem e a lógica fiel ao conteúdo abordado. Esta é uma maneira de se fazer um fichamento. Quando precisar ler o texto ou o livro novamente, ficará mais rápido de recordar os dados pela releitura do fichamento do mesmo.
FONTE - Metodologia Científica: Teoria e Prática. 
AUTOR – Carla Cruz e Uirá Ribeiro.	 ORGANIZAÇÃO – Socorro Tavares.
ACENTUAÇÃO - USO DA VÍRGULA
 Texto Anexo – 05
A vírgula é um dos elementos que causam mais confusão na língua portuguesa. Pouca gente sabe ao certo onde deve e onde não deve usá-la. O motivo disso é bem simples: sempre nos ensinaram do jeito errado!
Você deve lembrar da sua professora falando coisas como “a vírgula é usada para indicar pausa”, “prestem atenção em como vocês falam, quando tiver pausa, usem vírgula”. Isso é besteira, pois cada um de nós fala de um jeito diferente, usa pausas diferentes e, basicamente, decide como quer falar (apesar disso, devemos ter cuidado, pois somos julgados pelo jeito de falar).
Mas não podemos simplesmente decidir onde vai e onde não vai vírgula. Ela tem poder demais para ser arbitrária. Quer ver o poder da vírgula? 
A Importância da Vírgula:
1. Use a vírgula para separar elementos que você poderia listar
2. Use a vírgula para separar explicações que estão no meio da frase
3. Use a vírgula para separar o lugar, o tempo ou o modo que vier no início da frase.
4. Use a vírgula para separar orações independentes
Viu como a vírgula é importante?
Pois bem, existem algumas regras para o uso da vírgula, e elas são baseadas na gramática. Deu medo, né? Calma, o meu objetivo aqui é mastigar a gramática pra que você não estrague seus dentes.
1.USE A VÍRGULA PARA SEPARAR ELEMENTOS QUE VOCÊ PODERIA LISTAR
Veja esta frase:
- João Maria Ricardo Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que os nomes das pessoas poderiam ser separados em uma lista:
Foram almoçar:
- João
- Maria
- Ricardo
- Pedro
-Augusto
Isso significa que devem ser separados por vírgula na frase original:
- João, Maria, Ricardo, Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que antes de “e Augusto” não vai vírgula. Como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Há um caso específico que eu explico daqui a pouco. Um outro exemplo: 
- A sua fronte, a sua boca, o seu riso, as suas lágrimas, enchem-lhe a voz de formas e de cores… (Teixeira de Pascoaes)
Ah! Além da vírgula é muito importante você não errar na crase.
  
2. USE A VÍRGULA PARA SEPARAR EXPLICAÇÕES QUE ESTÃO NO MEIO DA FRASE
Explicações que interrompem a frase são mudanças de pensamento e devem ser separadas por vírgula. Exemplos:
- Mário, o moço que traz o pão, não veio hoje.
Dá-se uma explicação sobre quem é Mário. Se tivéssemos que classificar sintaticamente o trecho, seria um aposto.
- Eu e você, que somos amigos, não devemos brigar.
O trecho destacado explica algo sobre “Eu e você”, portanto deve vir entre vírgulas. A classificação do trecho seria oração adjetiva explicativa.
3. USE A VÍRGULA PARA SEPARAR O LUGAR, O TEMPO OU O MODO QUE VIER NO INÍCIO DA FRASE.
Quando um tipo específico de expressão — aquela que indica tempo, lugar, modo e outros — iniciar a frase, usa-se vírgula. Em outras palavras, separa-se o adjunto adverbial antecipado. Exemplos:
- Lá fora, o sol está de rachar!
- “Lá fora” é uma expressão que indica “lugar”. Um adjunto adverbial de lugar.
- Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.
- “Semana passada” indica tempo. Adjunto adverbial de tempo.
- De um modo geral, não gostamos de pessoas estranhas.
- “De um modo geral” é sinônimo de “geralmente”, adjunto adverbial de modo, por isso vai vírgula.
4. USE A VÍRGULA PARA SEPARAR ORAÇÕES INDEPENDENTES
Orações independentes são aquelas que têm sentido, mesmo estando fora do texto. Nós já vimos um tipo dessas, que são as orações coordenadas assindéticas, mas também há outros casos. Vamos ver os exemplos:
- Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana - - Maria. (A. de Alcântara Machado)
Nesse exemplo, cada vírgula separa uma oração independente. Elas são coordenadas assindéticas. 
Eu gosto muito de chocolate, mas não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, porém não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, contudo não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, no entanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, entretanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, todavia não posso comer para não engordar.
Capiche? Antes de todas essas palavras aí, chamadas de conjunções adversativas, vai vírgula. Pra quem gosta de saber os nomes (se é que tem alguém), elas se chamam orações coordenadas sindéticas adversativas. (medo!)
Agora só faltam mais duas coisinhas: 
Quando se usa vírgula antes de “e”?
Vimos aí em cima que, como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Tem só um caso em que vai vírgula, que é quando a frase depois do “e” fala de uma pessoa, coisa, ou objeto (sujeito) diferente da que vem antes dele. Assim:
- O sol já ia fraco, e a tarde era amena. (Graça Aranha)
Note que a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula. Outro exemplo:
- A mulher morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino (F. Namora)
Mesmo caso, a primeira oração diz respeito à mulher, a segunda aos filhos.
Existem casos em que a vírgula é opcional?
Existe um caso. Lembra do item 3, aí em cima? Se a expressão de tempo, modo, lugar etc. não for uma expressão, mas sim uma palavra só, então a vírgula é facultativa. Vai depender do sentido, do ritmo, da velocidade que você quer dar para a frase. Exemplos:
- Depois vamos sair para jantar.
- Depois, vamos sair para jantar.
- Geralmente gosto de almoçar no shopping.
- Geralmente, gosto de almoçar no shopping.
- Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.
- Semana passada todos vieram jantar aqui em casa.
Note que esse último é o mesmo exemplo do item 3. Vê como sem a vírgula a frase também fica correta? Mesmo não sendo apenas uma palavra, dificilmente algum professor dará errado se você omitir a vírgula.
Não se usa a vírgula!
Com as regras acima, pode ter certeza de que você vai acertar 99% dos casos em que precisará da vírgula. Um erro muito comum que vejo é gente separando sujeito e predicadocom vírgula. Isso é errado, e você pode ser preso se for pego usando!
Jeito errado:
- João, gosta de comer batatas.
- Alice, Maria e Luíza, querem ir para a escola amanhã.
Jeito certo:
- João gosta de comer batatas.
- Alice, Maria e Luíza querem ir para a escola amanhã.
PONTO E VÍRGULA
O ponto e vírgula (;) é um sinal gráfico utilizado na produção de textos para indicar uma pausa que seja maior que a vírgula e menor que o ponto final.
É, portanto, um sinal de pontuação intermediário entre a vírgula e o ponto final, sendo geralmente empregado para separar orações dentro de um mesmo período. O ponto e vírgula pode ser usado em discursos que já contém grande número de vírgulas.
São bastante empregados em textos jurídicos (constituição, artigos, projetos de lei, petições, etc.), com o intuito de listar os elementos, como vemos na Constituição do Brasil:
“Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.”
Além dos textos jurídicos, o ponto e vírgula é muito utilizado nos textos didáticos, manuais de instruções e receitas. 
PONTO E VÍRGULA E DOIS PONTOS
Há muita confusão entre o emprego correto do ponto e vírgula e dos dois pontos, uma vez que ambos podem ser empregados em situações semelhantes. No entanto, eles apresentam diferenças.
Enquanto os dois pontos marcam uma pausa no discurso apresentando uma explicação, exemplificação, síntese, enumeração e os discursos diretos, o ponto e vírgula marca uma pausa maior, sendo usado para separar orações e elementos numa oração.
USOS DO PONTO E VÍRGULA: EXEMPLOS
Veja abaixo os principais usos do ponto e vírgula:
Separar Orações
Separam orações coordenadas em que a vírgula já foi muito utilizada, ou ainda, quando o texto é muito extenso, por exemplo:
- As sete maravilhas do mundo moderno representam monumentos que fazem parte da história da humanidade: o Coliseu, na Itália; a Chichén Itzá, no México; o Machu Picchu, no Peru; o Cristo Redentor, no Brasil; a Muralha da China, na China; as Ruínas de Petra, na Jordânia; o Taj Mahal, na Índia.
SEPARAR OU ENUMERAR ELEMENTOS NA FRASE
Podem ser usados para separar e enumerar os elementos de uma lista, por exemplo:
- No capítulo a seguir estudaremos os seguintes temas: Idade Antiga; Idade Média; Idade Contemporânea.
Omissão de Verbos
Quando os períodos evitam a repetição do verbo, por exemplo:
- Na hora do crime Rafaela estava com os amigos; José (estava) com seus pais.
Separação de Conjunções Adversativas
Utilizado para marcar pausas maiores entre orações que empregam os conectivos (conjunções), por exemplo:
- Amanhã vou ao trabalho; entretanto, não terminei o relatório.
Letras Maiúsculas e Minúsculas
Uma das grandes dúvidas que surge quando utilizamos o ponto e vírgula é a grafia correta das letras maiúsculas e minúsculas.
Vale lembrar que como o ponto e vírgula não é o ponto final da frase, as letras que surgem após o uso, são letras minúsculas, por exemplo:
- As matérias que temos que estudar para a prova são: literatura brasileira; literatura portuguesa; sintaxe e períodos compostos; morfologia e classes morfológicas.
Fique atento!
Segundo o novo acordo ortográfico, a palavra "ponto e vírgula" não admite mais o hífen, a qual era escrita anteriormente: ponto-e-vírgula. 
VÍRGULA ANTES DE ETC?
O etc. é a abreviatura (de uso internacional) da expressão latina et coetera, que significa “e outras coisas da mesma espécie”, “e o resto”. Então, se a abreviatura etc. traduz-se por “e outras coisas”, não caberia a vírgula antes dela, diriam alguns, pois a conjunção “e” elimina essa possibilidade. 
Primeiro, lembra--se que “etc.” sempre se escreve com ponto, mesmo que apareça no meio do texto. A forma correta é: “Comprei laranja, banana, etc. e depois fui ao cinema". Essas três letrinhas - “etc.” - são a redução de uma expressão do latim, "et coetera", que significa "e outras coisas". Há duas maneiras de se proceder. “Há quem leve ao pé da letra a etimologia, ou seja, a origem. Se ‘etc.’ significa ‘et coetera’, ‘e outras coisas’, quem age assim não colocaria vírgula antes de 'etc.' na frase 'Comprei laranja, banana, abacate etc.', assim como não colocaria vírgula na frase 'Comprei laranja, banana, abacate e outras coisas'." 
O autor diz que, como muitas pessoas perderam a noção histórica do sentido da palavra, elas consideram que o “etc.” virou uma palavra, mais um elemento da enumeração. “Assim procede, por exemplo, o texto do formulário ortográfico oficial”, diz. “O que não quer dizer que seja essa a única forma possível. As duas formas são possíveis.” Ele acrescenta que alguns órgãos da imprensa colocam vírgula antes de “etc.” e outros não. “E ambos acertam. Então tanto faz.” Existe, porém, um caso em que a vírgula é obrigatória: “Se você repetir 'etc., etc., etc.', aí você passa a ter uma enumeração, como outra qualquer". 
USO DA CRASE
Para começar, uma pergunta importante: Você sabe o que é crase?
Com origem na Grécia, a palavra crase significa mistura ou fusão. Na língua portuguesa, a crase indica a contração de duas vogais idênticas, mais precisamente, a fusão da preposição a com o artigo feminino a e com o a do início de pronomes. Sempre que houver a fusão desses elementos, o fenômeno será indicado por intermédio da presença do acento grave, também chamado de acento indicador de crase. 
Para usar corretamente o acento indicador de crase, é necessário compreender as situações de uso nas quais o fenômeno está envolvido. Aprender a colocar o acento depende, sobretudo, da verificação da ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Acompanhe a seguir cinco dicas simples sobre o uso da crase que vão eliminar de vez as suas dúvidas sobre quando e como empregar o acento grave. Atenção e bons estudos! 
 
CINCO DICAS SIMPLES SOBRE O USO DA CRASE:
1. A crase deve ser empregada apenas diante de palavras femininas;
2. Lembre-se de utilizar a crase em expressões que indiquem hora;
3. Antes de locuções adverbiais femininas que expressam ideia de tempo, lugar e modo;
4. A crase, na maioria das vezes, não ocorre antes de palavra masculina (exceto quando a expressão “à moda de” estiver implícita na frase);
5. Existem situações em que o emprego do acento indicador de crase é opcional.
A crase nada mais é do que a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a”, por isso ela não ocorre antes de substantivos masculinos
1. A crase deve ser empregada apenas diante de palavras femininas: Essa é a regra básica para quem quer aprender mais sobre o uso da crase. Apesar de ser a mais conhecida, não é a única, mas saber que – salvo exceções – a crase não acontece antes de palavras masculinas já ajuda bastante! Caso você fique em dúvida sobre quando utilizar o acento grave, substitua a palavra feminina por uma masculina: se o “a” virar “ao”, ele receberá o acento grave. Veja só um exemplo:
- As amigas foram à confraternização de final de ano da empresa.
Substitua a palavra “confraternização” pela palavra “encontro”:
- As amigas foram ao encontro de final de ano da empresa.
2. Lembre-se de utilizar a crase em expressões que indiquem hora: Antes de locuções indicativas de horas, empregue o acento grave. Observe:
- Às três horas começaremos a estudar.
- A partida de futebol terá início às 17h.
- Ele esteve aqui às 8h, mas foi embora porque não te encontrou.
Mas quando as horas estiverem antecedidas das preposições para, desde e até, naturalmente o artigo não receberá o acento indicador de crase. Observe:
- Ele decidiu ir embora, pois estava esperando desde as 10h.
- Marcaram o encontro no restaurante para as 20h.
- Fique tranquilo, eu estarei no trabalho até as 9h.
3. Antes de locuções adverbiais femininas que expressam ideia de tempo, lugar e modo. Observe os exemplos:
- Às vezes chegamos mais cedo à escola.
- Ele terminou aprova às pressas, pois já passava do horário.
4. A crase, na maioria das vezes, não ocorre antes de palavra masculina: Isso acontece porque antes de palavra masculina não ocorre o artigo “a”, indicador do gênero feminino:
- O pagamento das dívidas foi feito a prazo.
- Os primos foram para a fazenda andar a cavalo.
- Tempere com pimenta e sal a gosto.
- Eles viajaram a bordo de uma aeronave moderna.
- Marcos foi a pé para o escritório.
Existe um caso em que o acento indicador de crase pode surgir antes de uma palavra masculina. Isso acontecerá quando a expressão “à moda de” estiver implícita na frase. Observe o exemplo:
- Ele cantou a canção à Roberto Carlos. (Ele cantou a canção à moda de Roberto Carlos).
- Ele fez um gol à Pele. (Ele fez um gol à moda de Pelé).
- Ele comprou sapatos à Luís XV. (Ele comprou sapatos à moda de Luís XV).
5. Casos em que a crase é opcional:
→ Antes dos pronomes possessivos femininos minha, tua, nossa etc.: Nesses casos, o uso do artigo antes do pronome é opcional. Observe:
Eu devo satisfações à minha mãe ou Eu devo satisfações a minha mãe.
→ Antes de substantivos femininos próprios: Vale lembrar que, antes de nomes próprios femininos, o uso da crase é opcional, até porque o artigo antes do nome não é obrigatório. Observe:
Carlos fez um pedido à Mariana. Ou Carlos fez um pedido a Mariana.
→ Depois da palavra até: Se depois da preposição até houver uma palavra feminina que admita artigo, a crase será opcional. Observe:
- Os amigos foram até à praça General Osório ou Os amigos foram até a praça General Osório.
Temos vários tipos de contração ou combinação na Língua Portuguesa. A contração se dá na junção de uma preposição com outra palavra.
Na combinação, as palavras não perdem nenhuma letra quando feita a união. Observe:
- Aonde (preposição a + advérbio onde) 
- Ao (preposição a + artigo o)
Na contração, as palavras perdem alguma letra no momento da junção. Veja:
- da (preposição de + artigo a)
- na (preposição em + artigo a)
Agora, há um caso de contração que gera muitas dúvidas quanto ao uso nas orações: a crase.
Crase é a junção da preposição “a” com o artigo definido “a(s)”, ou ainda da preposição “a” com as iniciais dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo ou com o pronome relativo a qual (as quais). Graficamente, a fusão das vogais “a” é representada por um acento grave, assinalado no sentido contrário ao acento agudo: à.
Como saber se devo empregar a crase? Uma dica é substituir a crase por “ao” e o substantivo feminino por um masculino, caso essa preposição seja aceita sem prejuízo de sentido, então com certeza há crase.
Veja alguns exemplos: Fui à farmácia, substituindo o “à” por “ao” ficaria Fui ao supermercado. Logo, o uso da crase está correto.
Outro exemplo: Assisti à peça que está em cartaz, substituindo o “à” por “ao” ficaria Assisti ao jogo de vôlei da seleção brasileira.
É importante lembrar dos casos em que a crase é empregada, obrigatoriamente: nas expressões que indicam horas ou nas locuções à medida que, às vezes, à noite, dentre outras, e ainda na expressão “à moda”.  Veja:
Exemplos: Sairei às duas horas da tarde.
- À medida que o tempo passa, fico mais feliz por você estar no Brasil.
- Quero uma pizza à moda italiana.
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra
casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).
USO DO TIL (~)
Quando escrevemos usamos vários sinais diferentes, que modificam os sons das palavras. Um desses sinais é o “til”, que parece a letra s deitada (~). O “til” é um sinal e não um acento. Na língua portuguesa o “til” aparece em cima das vogais “a” e do “o”.
O Til (~) é um sinal gráfico e não um acento. Ele serve para indicar a nasalidade e, na língua portuguesa, apenas pode acompanhar as vogais a e o. Essas são as suas únicas formas de ocorrência:
- ã: lã, anã, fã, anciãs.
- ãe: mãe, pães, cães, guardiães.
- ãi: cãibra, cãibo, zãibo, cãibeiro.
- ão: instrução, aclamação, adesão, bênçãos.
- õe: ambições, soluções, calções, compõe.
	Você lembra que as letras m e n também podem indicar nasalidade.
Exemplos: atum, dançam, bacon.
Sabe qual a diferença entre sinais gráficos e acentos? Leia Notações Léxicas.
SÍLABA ÁTONA 
Numa palavra em que há ocorrência de til e existe uma sílaba acentuada, a sílaba acentuada é tônica. A sílaba em que está o til é átona.
Exemplos: ór-fão, ór-gão, bên-ção, a-cór-dão. Nessas palavras, as sílabas destacadas são as tônicas.
SÍLABA TÔNICA
O til, entretanto, pode assinalar a sílaba tônica caso não exista outra sílaba acentuada.
Exemplos: ir-mã, ta-be-li-ães, cãi-bro, sa-bão, ba-lões. Nessas palavras, as sílabas tônicas são as que recebem o til..
Exemplos:
= Complete as frases com as palavras abaixo:
cão, caos, lá, lã, virão e viram. 
1. Hoje a cidade está um grande ___.
1. Os meus casacos mais quentinhos são de ___, da Europa.
1. Dias melhores ___.
1. ___ o que eu vi?
1. Minha avó fez os casacos mais quentinhos que eu tenho. São de ___.
1. Aquele sim é um grande ___.
USO DA RETICÊNCIA
Abreviar uma citação com reticências deve parecer com o seguinte. Se você deseja indicar uma pausa ou uma interrupção: Escolha o ponto em que a pausa ou a interrupção ocorre. Insira as reticências entre as duas palavras onde a pausa ocorre, ou após a última palavra a ser interrompida, no final de uma frase. 
1 - Decida porque você quer usar reticências. 
As duas formas principais em que as reticências são usadas são:
- Para indicar que uma citação foi abreviada.
- Para indicar uma pausa ou uma interrupção, geralmente num discurso.
2- Se quiser abreviar uma citação:
- Escolha a parte da citação que deseja remover.
- Escreva a citação novamente até o começo da parte a ser removida.
- No lugar da parte removida, insira as reticências.
- Se a parte removida deixar a citação gramaticalmente incorreta, adicione uma palavra
ou frase curta que preencha o sentido entre colchetes [] após as reticências.
- Continue a citação após a parte removida.
3- Abreviar uma citação com reticências deve parecer com o seguinte.
- "O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres são meros atores: eles têm suas saídas e suas entradas; e um homem cumpre em seu tempo muitos papéis, seus atos se distribuem por sete idades." - William Shakespeare
- "O mundo inteiro é um palco... os atos [de cada homem] se distribuem por sete idades." - William Shakespeare
4- Se você deseja indicar uma pausa ou uma interrupção:
- Escolha o ponto em que a pausa ou a interrupção ocorre.
- Insira as reticências entre as duas palavras onde a pausa ocorre, ou após a última palavra a ser interrompida, no final de uma frase.
- Se as reticências ocorrerem no final de uma frase, frase essa que terminaria normalmente com uma interrogação ou exclamação, coloque esse sinal após as reticências.
5- Criar uma pausa com reticências deve parecer com o seguinte:
- "Alô. Alô? Tem, tem alguém aí?"
- "Alô... Alô...? Tem... tem alguém aí?"
DICA:
Regras sobre espaços ao redor das reticências variam, mas geralmente você deve inserir as reticências imediatamente após a palavra e deixar um espaço entre as reticências e a palavra seguinte. 
USO E EMPREGO DE S, Ç, X E DOS DÍGRAFOS SC, SÇ, SS, XC, XS
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "andir","ender",   "verter" e "pelir"
Exemplos:
	expandir- expansão
	pretender- pretensão
	verter- versão
	expelir- expulsão
	estender- extensão
	suspender- suspensão
	converter - conversão
	repelir- repulsão
Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer"
Exemplos:
	ater- atenção
	torcer- torção
	deter- detenção
	distorcer-distorção
	manter- manutenção
	contorcer- contorção
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos:
- auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe,texto, trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos:
- acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, fascículo, fascínio,
imprescindível, miscigenação, miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
- nascer- nasço, nasça
- crescer- cresço, cresça
- descer- desço, desça
Emprega-se  Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "gredir", "mitir", "ceder" e "cutir"
Exemplos:
	agredir- agressão
	demitir- demissão
	   ceder- cessão
	discutir- discussão
	progredir- progressão
	transmitir- transmissão
	exceder- excesso
	repercutir- repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
- exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar.
DÍGRAFOS
Dígrafo é uma sequência de duas letras que forma um único som. Nos dígrafos, cada letra perde sua unidade sonora, uma vez que a sequência de duas letras representa apenas um fonema.
Palavras com dígrafos:
- missa (5 letras, 4 fonemas);
- torre (5 letras, 4 fonemas);
- máquina (7 letras, 6 fonemas);
- palha (5 letras, 4 fonemas);
- chuva (5 letras, 4 fonemas);
- ninho (5 letras, 4 fonemas); 
- …
Tipos e exemplos de dígrafos:
Existem dois tipos de dígrafos: os dígrafos consonantais e os dígrafos vocálicos.
Dígrafos consonantais.
Nos dígrafos consonantais, o encontro de duas letras forma um único som consonantal. Os dígrafos consonantais são: lh, ch, nh, rr, ss, qu, gu, sc, sç, xc, xs.
- LH: agasalho, baralho, espelho. 
- CH: machado, chuva, chocolate.
- NH: carinho, ganho, estranho.
- RR: carro, torre, morro.
- SS: massa, pêssego, pássaro.
- QU: aquilo, máquina, querosene, toque.
- GU: guitarra, águia, guerra, dengue.
- SC: nascer, descer, piscina.
- SÇ: nasço, desço, cresça.
- XC: exceção, excesso, excelente.
- XS: exsudar, exsudação, exsudativo.
Dígrafos vocálicos:
Nos dígrafos vocálicos, o encontro de duas letras forma um único som vocálico. Os dígrafos vocálicos são: am, em, im, om, um, an, en, in, on, un.
- AM: lâmpada, ambição, campeão.
- EM: sempre, lembrança, tempo.
- IM: limpo, cachimbo, símbolo.
- OM: rombo, tombo, sombra.
- UM: cumprimento, tumba, chumbo.
- AN: tanque, sangue, canto.
- EN: frente, pente, mentira.
- IN: lindo, finta, cinto.
- ON: ponte, onde, fonte.
- UN: sunga, mundo, fundo.
Dígrafos e a divisão silábica:
Na divisão silábica, alguns dígrafos nunca se separam, permanecendo na mesma sílaba. Outros separam-se, ficando em sílabas diferentes.
Não se separam: lh, ch, nh, gu, qu:
- maravilha (ma-ra-vi-lha)
- chuva (chu-va)
- carinho (ca-ri-nho)
- guindaste (guin-das-te)
- quente (quen-te)
Separam-se: rr, ss, sc, sç, xc, xs:
- carro (car-ro)
- pássaro (pas-sá-ro)
- nascer (nas-cer)
- nasço (nas-ço)
- exceção (ex-ce-ção)
- exsudativo (ex-su-da-ti-vo)
CUIDADOS NA IDENTIFICAÇÃO DE DÍGRAFOS
Os grupos qu, gu, sc, xc e xs nem sempre formam dígrafos.
QU e GU
São dígrafos apenas quando seguidos de e ou i e quando não se pronuncia a vogal u:
- queda; guerra; quitanda; guito; - …
Não são dígrafos quando seguidos de a e o ou quando a vogal u é pronunciada:
- quase; quadro; aquoso; sequoia; cinquenta; frequente; tranquilo; linguiça; aguentar;
- …
XC
É dígrafo apenas quando seguido de e ou i:
- exceção; excelente; excitação; excitante; - …
Não é dígrafo quando seguido de a, o, u, l ou r:
- excarcerar; excomungar; excursão; exclamação; excremento; - …
SC
É dígrafo apenas quando seguido de e ou i:
- descer; nascer; piscina; - …
Não é dígrafo quando seguido de a, o, u, l ou r:
- escada; escolha; escumalha; esclerose; escravidão; - …
XS
É dígrafo apenas quando seguido de uma vogal:
- exsuar; exsicação; exsolução; - …
Não é dígrafo quando seguido de uma consoante:
- exstar; exstante; exstipuláceo; - …
AM e EM
Vários autores defendem que -am e -em em posição final nas palavras não formam dígrafo, mas sim ditongos, visto o m ser pronunciado como uma semivogal, produzindo assim dois fonemas:
- cantam; falam; também; cantem; - …
 DIFERENÇA ENTRE DÍGRAFO E ENCONTRO CONSONANTAL
Nos dígrafos, cada consoante perde sua unidade sonora, uma vez que a sequência de duas consoantes forma um único som. Assim, a junção das duas consoantes representa apenas um fonema.
- massa (5 letras, 4 fonemas);
- corre (5 letras, 4 fonemas);
- raquete (7 letras, 6 fonemas);
- falha (5 letras, 4 fonemas);
- chave (5 letras, 4 fonemas);
- pinha (5 letras, 4 fonemas);
- …
No encontro consonantal, cada consoante mantém sua unidade sonora, sendo possível a distinção do som de cada consoante. Assim, cada consoante representa um fonema diferente.
- blusa (5 letras, 5 fonemas);
- floresta (8 letras, 8 fonemas);
- atrasado (8 letras, 8 fonemas);
- livro (5 letras, 5 fonemas); 
Fonte – Português Instrumental (de acordo com as atuais normas da ABNT)
Autoras – Dileta Silveira Martins e Lúbia Scliar Zilberknop
Organização – Socorro Tavares.
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