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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA SARA RIBEIRO RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Manoel Ribas 2022 SARA RIBEIRO Relatório de Estágio apresentado para a disciplina de Estágio Curricular Obrigatório II - Anos Iniciais do Ensino Fundamental Manoel Ribas 2022 SUMÁRIO RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL INTRODUÇÃO....................................................................6 LEITURAS OBRIGATÓRIAS...................................................7 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)............................................10 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC...........................................................................17 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA...........................22 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS......................................................24 PLANOS DE AULA................................................................25 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................28 REFERENCIAS.....................................................................29 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo apresentar tópicos sobre o estágioobrigatório no Ensino Fundamental nos anos iniciais. Tendo em vista, que não foipossível ir a campo para o conhecimento do trabalho em prática, foi realizado com oapoio da unidade educacional um estudo baseado na BNCC (Base Nacional ComumCurricular, no PPP (Projeto Político Pedagógico) e no estudo de Juares da SilvaThiesen, que traz como principal foco a “A interdisciplinaridade como um movimentoarticulador no processo ensino aprendizagem” LEITURAS OBRIGATÓRIAS A interdisciplinaridade vem sendo debatida através de dois pontos de vista, o epistemológico e pedagógico. O primeiro compreende a produção, reconstrução e socialização; método de mediação e ciência; e seus paradigmas, já o pedagógico compreende questões de ensino e aprendizagem no âmbito escolar. A abordagem interdisciplinar abrange não só a área da educação, mas também setores da vida social, como a política, tecnologia e a econômica. No campo da educação ela sendo discutida por inúmeros autores, sendo quea finalidade do tema é conceitual a todos. No enredo de ensino-aprendizagem educacional, muitos são os debates sobre a interdisciplinaridade como movimento propiciador de um conhecimento menos sistematizado e focado nos distintos elementos conceituais. Dessa forma, o artigo de Juarez da Silva Thiessen intitulado. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino-aprendizagem, traz argumentos relevantes para o entendimento desses termos apresentados. Da mesma forma que elabora os meandros pedagógicos, ou seja, como vertente escolar, o autor escreve sobre os elementos epistemológicos. Para compreender um pouco mais este último, notam-se as questões relativas às nossasrealidades sociais e à compreensão sensorial de nossa aprendizagem. Sendo assim, reflete acerca da teoria piagetiana sobre a apreensão do conhecimento a partir do meio externo. Investigando questões sobre interdisciplinaridade, podemos refletir sobre a pragmática envolvida em nosso meio educacional por meio de currículos cercados de teorias presas ao tempo. O conceitode interdisciplinaridade vem sendo discutido nos diferentes âmbitos científicos e muito fortemente na educação. Sem dúvida, tanto as formulações filosóficas domaterialismo histórico e dialético quanto as proposições pedagógicas das teorias críticas trouxeram contribuições importantes para esse novo enfoque epistemológico(Thiesen). Dessa forma, vimos a preocupação da educação moderna em atingir as competências e habilidades da grade curricular. Por que não propor uma aproximação metodológica entre a Língua Portuguesa e Geografia? Entre Artes e Física? Pensar em interdisciplinaridade épensar também em trabalhos coletivos que favoreçam uma aprendizagem menos conceitual. Segundo Juarez Thiessen, as áreas de Ciências Humanas se notabilizaram por evidenciar mais fortemente a questão interdisciplinar. Como metodologia evidenciada na multidisciplinaridade e calcada nas teias conceituais da disciplina de humanidades, é possível notar por que essas áreas movimentam mais as teias das diferentes aprendizagens e métodos. O educador ainda ressalta as aserem parreiras a serem vencidas e a necessidade do alargamento da compreensão da interdisciplinaridade como busca por novos métodos de ensino. Nesse sentido,cabe também ao professor deixar de lado o dogmatismo de sua disciplina e partilharo conhecimento mediante uma teia multidisciplinar com as ciências e assemelhanças da vivência cotidiana. Por sua vez, quanto mais interdisciplinar for o trabalho docente, quanto maiores forem as relações conceituais estabelecidas entre as diferentes ciências, quanto mais problematizastes, estimuladores, instigantes e dialéticos forem os métodos de ensino, maior será a possibilidade de apreensão do mundo pelo ssujeitos que aprendem (Thiesen). Assim analisando a práxis pedagógica, podemos notar que a socialização do conhecimento é muito importante neste período. Assim,a assimilação dos conteúdos por meio interdisciplinar é um percurso a ser pensadopela educação contemporâneo. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) O que é o PPP e qual a importância desse documento para o ambiente escolar? Diante das varias crises do mundo moderno, em torno de todos os raios da circunferência da vida humana, cabe uma pausa para uma releitura do processo educacional voltado não apenas para a formação intelectual, mas para inclusão de conceitos de autonomia, liberdade, cidadania, onde o processo educativo aparece como um fator de ajuda na formação do caráter individual. Trata-se da tarefa singular de ajudar o homem a modelar seu próprio caráter de tal modo que chegue a se compreender como projeto, buscando suas utopias de auto-realização. Educar significa crescer, proporcionar condições para pensar, criticar, ensinar, aprender, avaliar, etc. “Não basta a tomada de decisões, mas é preciso que elas sejam postas em prática para prover as melhores condições de viabilização do processo de ensino/aprendizagem”. (LIBÂNEO, 2001, p. 326). A escola pode ser uma instituição social com propósitos explicitamente educativo, tem o compromisso de intervir efetivamente para promover o desenvolvimento e a socialização de seus alunos, formando assim, cidadãos capazes de atuar com competência e dignidade na sociedade. Na visão de VEIGA (2001, p. 157) exalta na seguinte expressão: “... ao se constituir como processo, o projeto político pedagógico reforça o trabalho integrado e organizado pela equipe escolar, enaltecendo a sua função primordial de coordenar a ação educativa da escola para que ela atinja o seu objetivo político pedagógico”. Então por que toda escola necessita de um Projeto Político Pedagógico? Analisemos primeiramente os argumentos de ordem legal. O Projeto político pedagógico teve inicio nos anos90, caracterizando a descentralização da educação. A Constituição Federal de 1988 expressou fundamentos de “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”; “ pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas” e “coexistência de instituições publicas e privadas de ensino”; “gestão democrática do ensino publico, na forma da Lei”. Cinco anos se passaram e o plano Decenal de Educação instituiu a autonomia organizada pedagógica as escolas, propiciando inovações e sua integração no contexto local. A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional nº 9394/96 incorporou definitivamente o projeto político pedagógico: Art.12 – os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema, terão a incumbência de: I – Elaborar e executar a sua proposta pedagógica. (...) IV – velar pelo cumprimento do Plano de trabalho de cada docente. Art. 13 – os docentes incubir-se-ão de: I – Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. Art. 14 – Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino publico na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. Mas não basta apenas regulamentar, é preciso ter intenção, disposição para aplicar por parte de todos que compõem a família escolar. Neste âmbito surgem os argumentos de ordem geral. O primeiro argumento é o da inovação, que é entendido como um conjunto de intervenções, decisões, e processos, com certo grau de intencionalidade e sistematização, que tem por objetivo modificar atitudes, idéias, culturas, conteúdos, modelos, e praticas pedagógicas, introduzindo uma linha renovadora, novos projetos e programas, materiais curriculares, estratégias de ensino aprendizagem, modelos didáticos e outra forma de gerir o currículo, para garantir a aprendizagem de todos os alunos e a qualidade de ensino. O segundo argumento geral, diz respeito a reforma. Esta relaciona-se à estrutura do sistema educativo em seu conjunto. As reformas escolares são movidas por imperativos econômicos e sociais, e estão ligadas as reformas gerais. A inovação não esta ligada a modernização da escola, por exemplo, mas vêm de baixo, do coletivo docente, e tem mais possibilidade sucesso e continuidade do que aquelas que emanam do sistema de ensino. A qualidade formal refere se ao nível ótimo a que podem chegar os meios, instrumentos e procedimentos, e principalmente o conhecimento. A qualidade política diz respeito aos fins e valores sociais do conhecimento, atingindo os objetivos éticos para intervir na realidade visando o bem comum. Deve-se analisar ainda, a competência técnica, que envolve de saber fazer bem aquilo que precisa fazer; envolve o domínio do saber escolar, estratégias e metodologias. Outro aspecto, onde diz respeito a competência humana, que consiste num bom relacionamento interpessoal e a competência política, que esta ligada a capacidade de ver a escola, a sociedade e o sistema educacional como um todo. Para tanto a escola só conquista sua autonomia quando os profissionais detém suas competências e tenham participado da elaboração do projeto político e pedagógico e todos trabalham para a sua plena execução. Para construir um projeto político pedagógico é preciso em primeira fase sensibilizar todos os funcionários da escola. Para sensibilizar a escola, deve-se desconstruir, por parte da equipe gestora, analisando o que não vem funcionando dentro do quadro escolar. A percepção da necessidade de mudança, resultante da sensibilização eleva a moral da escola e dos professores, pois dessa forma “vestem a camisa da escola”, e é elemento imprescindível para iniciar as discussões de elaboração do projeto político pedagógico. Em segunda fase é preciso diagnosticar a realidade onde a escola esta inserida. Realizar uma analise ampla, levantando os aspectos positivos e negativos da sociedade em questão. Este é o ato situacional Em terceira fase, deve ser construído o ato filosófico. Em função da sociedade descrita no ato situacional, deve ser perguntada: que sociedade construir? Que aluno formar para transformar esta sociedade para melhor? Que educação queremos? Assim esses idéias de educação devem ser expressos por uma opção da escola e estar em consonância com as diretrizes curriculares. - A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que define as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem se apropriar na educação básica. Sendo assim, todas as escolas devem organizar seu currículo a partir desse documento. Com base na leitura que você realizou, como as competências gerais da Educação Básica se inter-relacionam com o PPP? A verdadeira reforma educativa inicia-se na escola mediante as atitudes inovadoras de seus protagonistas e do projeto político pedagógico, onde constituem-se em instrumento de inovação. É preciso também que a escola seja de qualidade, e dessa escola espera-se que ela garanta acesso, permanência e sucesso, que tenha qualidade social, sendo aquela que promove para todos o domínio de conhecimentos e o desenvolvimento econômico de capacidades cognitivas, operativas e sociais necessários ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos, sua inserção no mercado de trabalho. Se tudo o que é feito em sociedade tem uma dimensão política, a educação constitui-se no espaço sagrado do cultivo e da formação da consciência política. O que os educandos precisam, não é de uma escola ideologicamente elaborada pelos especialistas, mas, que tenha nas grades curriculares a realidade existencial onde estão inseridos. Um dos indicadores de qualidade é a existência, em cada instituição, de um projeto político pedagógico elaborado e revisado constantemente pelos profissionais que nela atuam, considerando “as orientações legais vigentes e [...] os conhecimentos já acumulados a respeito da educação infantil” (BRASIL, 2009, p. 37). É no Projeto Político Pedagógico que se consolida o currículo e se definem as especificidades para o trabalho articulado entre o cuidar e o educar inerente à Educação Básica. - A avaliação da aprendizagem é um elemento crucial no processo de ensino e de aprendizagem, visto que oportuniza indícios dos avanços escolares e dos pontos que precisam ser aperfeiçoados. Com base na leitura que você realizou do PPP, de que modo a escola apresenta o processo de avaliação? Avaliar é o ato de diagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva (LUCKESI, 2002, p. 5). Segundo Moretto (2002), a avaliação da aprendizagem é, talvez, o momento mais forte da ética na didática, pois é o momento em que julgamos, é o momento em que podemos definir a vida do aluno. Para Luckesi (1996), a avaliação constitui “um juízo de valor sobre dados relevantes para uma tomada de decisão”. Goldberg (1973) trata a avaliação como “o processo de coletar, analisar e interpretar evidências relativas à eficácia e eficiência de um programa educacional”. Em relação à avaliação da aprendizagem, Luckesi (2004) aponta a necessidade de “aprendermos a praticá-la tanto do ponto de vista individual de nós educadores, assim como do ponto de vista do sistema e dos sistemas de ensino. Avaliação não virá por decreto, como tudo o mais na vida. A avaliação emergirá solidamente da prática refletida diuturna dos educadores” Também para Aguilar (1994), a avaliação é uma forma de pesquisa social aplicada, sistemática, planejada e dirigida: destinada a identificar, obter e proporcionar de maneira válida e confiável dados e informação suficiente e relevante para apoiar um juízo sobre o mérito e o valor dos deferentes componentes de um programa ou de um conjunto de atividades que se realizam. Para Luckesi (2002), a avaliação só nos propiciará condições para a obtenção de uma melhor qualidade de vida se estiver assentada sobrea disposição para acolher, pois é a partir daí que podemos construir qualquer coisa que seja. O professor tem que estar disposto a transformar a realidade do seu aluno, mas primeiro terá que aceitá-lo do jeito em que se encontra. Ao acolher esse sujeito está dando uma chance de mudança, apresentando novos caminhos construirá, juntamente com ele, uma nova realidade. ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC 1) Como podemos entender o termo Transversalidade? Para o curso em questão as TCTs podem ser trabalhadas de forma interdisciplinar, pois “a interdisciplinaridade oferece uma nova postura diante do conhecimento, uma mudança de atitude em busca do contexto do conhecimento, em busca do ser como pessoa integral. A interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas.”(Gonçalves, 2010) A BNCC aponta que a Educação Básica brasileira deve promover a formação e o desenvolvimento humano global dos alunos, para que sejam capazes de construir uma sociedade mais justa, ética, democrática, responsável, inclusiva, sustentável e solidária. Isso significa orientar-se por uma concepção de Educação Integral (que não se refere ao tempo de permanência do estudante no espaço escolar ou a uma determinada modalidade de escola). (PENIDO, 2018) Nesse sentido, os Temas Contemporâneos Transversais(TCTs) têm a condição de explicitar a ligação entre os diferentes componentes curriculares de forma integrada, bem como de fazer sua conexão com situações vivenciadas pelos estudantes em suas realidades, contribuindo para trazer contexto e contemporaneidade aos objetos do conhecimento descritos na Base Nacional Comum Curricular(BNCC). A Base procura responder, da perspectiva curricular, à alardeada crise da educação, por meio de uma lógica que privilegia certo controle centralizado dos processos educativos. Subjacente a ela parece estar a noção de accountability – termo inglês que se refere à responsabilização ou à prestação de contas, tanto a instâncias de controle quanto à sociedade em geral. Ou seja, a ideia é de que é preciso que a educação – especialmente a educação pública – preste contas à sociedade sobre se está formando adequadamente os jovens. Obviamente, é a própria Base que estipula o que seria esse “adequadamente”. (REIS, 2018) 2) Qual a importância de se trabalhar com os TCTs na escola? A partir da elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, foram definidos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que, por sua vez, orientam para a aplicação da transversalidade. No âmbito dos PCNs, a transversalidade diz respeito à possibilidade de se estabelecer, na prática educativa, uma relação entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real e de sua transformação (aprender na realidade e da realidade). As competências gerais também se orientam por estudos e tendências sobre o que os estudantes precisam aprender para lidar com os desafios do mundo atual, caracterizado por um alto nível de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Ou seja, estamos preparando as novas gerações para viver em uma realidade marcada por um permanente estado de mudança, em que o futuro é incerto, os problemas são de difícil resolução e boa parte das perguntas que nos fazemos remete a um conjunto variável de respostas. Um contexto bastante diferente daquele no qual foi forjado o modelo de escola atual, em que as transformações aconteciam em passo muito menos acelerado, o que permitia planejar nosso futuro pessoal e profissional com alguma previsibilidade e ter mais clareza sobre por onde caminhar. (PENIDO, 2018) 3) Dos TCTs listados, quais podem ser trabalhados de forma transversal no seu curso de graduação? A transversalidade diz respeito à possibilidade de se instituir, na prática educativa, uma analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade). A escola vista por esse enfoque, deve possuir uma visão mais ampla, acabando com a fragmentação do conhecimento, pois somente assim se apossará de uma cultura interdisciplinar. Portanto, as escolas poderão acrescentar ao seu Projeto Político Pedagógico (PPP) o que for característico de cada comunidade, sem deixar de lado os direitos dos alunos previstos na BNCC. (FRANÇA, 2019) Dessa forma, a Base Nacional Comum Curricular pretende unificar conteúdos básicos, que devem ser ensinados em todo o país e que correspondem ao currículo mínimo obrigatório de todas as escolas. Ao mesmo tempo, pretende que os ensinamentos tradicionais e regionais continuem sendo passados aos alunos, correspondendo à parte diversificada do currículo escolar. (FRANÇA, 2019) No momento de adequar as proposições da BNCC a cada realidade, os sistemas, redes de ensino e instituições escolares devem decidir sobre as formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem. (BNCC, 2018) A BNCC está estruturada de modo a explicitar as competências que os alunos devem desenvolver ao longo do Ensino Fundamental. Tal estrutura não pode ser vista de modo estanque; é na articulação entre as partes que podemos compreender a sua proposta de aprendizagem. Por exemplo, há uma articulação entre as competências gerais e os objetos de conhecimento. (BNCC, 2018) 4) O Guia apresenta uma metodologia de trabalho para o desenvolvimento dos TCTs, baseado em quatro pilares. Quais são estes pilares? Comente sua perspectiva sobre essa metodologia. - Os quatro pilares apresentado no Guia para desenvolvimento dos TCTs são: - Problematização da realidade e das situações de aprendizagem - superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão sistêmica - integração das habilidade e competências curriculares à resolução de problemas - promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva. A transversalidade e a interdisciplinaridade são modos de trabalhar o conhecimento que buscam reintegração de procedimentos acadêmicos, que ficaram isolados uns dos outros pelo método disciplinar. Necessário se torna uma visão mais adequada e abrangente da realidade, que muitas vezes se nos apresenta de maneira fragmentada.Através dessa ênfase poderemos intervir na realidade para transformá-la. 5. ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA As concepções sobre interdisciplinaridade, embasadas nas Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná, deixam claro alguns aspectos a serem considerados na organização do plano de trabalho docente. Deste modo, as relações interdisciplinares se estabelecem quando auxiliam a compreensão de um determinado conteúdo e, quando conceitos, teorias ou práticas de uma área disciplinar podem dialogar. Ao mesmo tempo, quando os referenciais teóricos suportem uma abordagem aberta que possa abarcar outros entendimentos. Planejar é refletir que cidadão queremos formar, é prever atividades significativas, é criar oportunidades para favorecer a participação ativa dos alunos na aquisição de novos conhecimentos, é agir de modo garantir a permanência com sucesso dos alunos no contexto escolar. Esses espaços de formação têm tudo para permitir maior democratização da informação e do conhecimento, portanto, menos distorção e menos manipulação, menos controle e mais liberdade. É uma questão de tempo, de políticas públicas adequadas e de iniciativa da sociedade. A tecnologia não basta. É preciso a participação mais intensa e organizada da sociedade. O acesso à informação não é apenas um direito. É um direito fundamental, um direito primário, o primeiro de todos os direitos, pois sem ele não se tem acesso aos outros direitos. CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIASDIGITAISØNas metodologias ativas, diversas estratégias devem ser utilizadas para queo papel central do processo ensino-aprendizagem, que tradicionalmente erado professor, seja do aluno, que passa a ser mais autônomo e personaliza o processo ensino-aprendizagem. Entre os diversos tipos, temos, por exemplo, Aprendizagem Baseada em Problemas, Aprendizagem Baseada em Projetos,Team Based Learning, Think Pair Share, Peer Instruction, Sala de Aula Invertida, entre outros. ØPara empregar metodologias ativas de forma adequada, é essencial que oprofessor as conheça suficientemente para desenvolvê-las adequadamenteem sala de aula. Também precisa conhecer os recursos possíveis e maisfavorecedores que pode utilizar. Neste ponto, esbarramos com o uso das tecnologias digitais na escola, consideradas recursos bastante pertinentes a esse modelo de ensino. ØAs Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) tem influenciado os hábitos em nossa sociedade e, consequentemente, nas escolas, também. Como o processo educativo é influenciado por todos os âmbitos nos quais o aluno está inserido, como família, sociedade e tecnologias, isso se reflete diretamente na sala de aula e em todos os níveis de escolaridade. É natural para os alunos a imersão nas tecnologias digitais ea aprendizagem por meio dela é percebida como a aula pode se tornar bastante divertida. Cabe ao professor, assim, se familiarizar com o uso das mesmas e se preparar para utilizá-las de forma interativa e socializadora. Dessa maneira, como a natureza das metodologias ativas é baseada em socialização e compartilhamento, usar as TDIC no emprego das mesmas retrata uma integração entre estratégia e técnica que pode ser um excelente diferencial no processo de ensino e aprendizagem, nos anos iniciais do ensino fundamenta. PLANOS DE AULA CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a elaboração deste trabalho, foi possível entender que ainterdisciplinaridade, tanto em sua dimensão epistemológica quanto pedagógica,está sustentada por um conjunto de princípios teóricos formulados, sobretudo porautores que analisam criticamente o modelo positivista das ciências e buscamresgatar o caráter de totalidade do conhecimento. O professor tem a necessidade dedeixar de lado seus estigmas, aprender a trabalhar com a interdisciplinaridade eentender que a soma do trabalho em conjunto com outras disciplinas vai agregar noconhecimento dos seus alunos. O indivíduo que busca trabalhar com a educaçãoprecisa entender que a evolução faz parte do crescimento profissional que a área daeducação exige. REFERÊNCIAS THIESEN, Juares da Silva. A interdisciplinaridade como um movimentoarticulador no processo ensino-aprendizagem. Rev. Bras. Educ. [online].2008, vol.13, n.39, pp.545-554. ISSN 1809-449X.https://novaescola.org.br/plano-de-aula/982/os-numeros-como-codigo-deidentificacaohttps://www.scielo.br/scielo.php?pid=s1413-24782008000300010&script=sci_abstract&tlng=pthttps://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27503910 image5.png image6.png image7.png image8.png image1.png image2.png image3.png image4.png