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-A biomecânica na PPR aborda como essa prótese vai funcionar/ comportar na boca do paciente. 
-Como já abordado em aulas anteriores, existem classificações que levam em conta tanto a 
topografia (mais utilizada; Kennedy), funcionalidade (fisiológica, semifisiológica e afisiológica; 
Rumpell) e rendimento (Muller e Elbrecht). A biomecânica relaciona muito os critérios verificados 
nessa classificação, principalmente ao abordar o suporte. Nesse caso, é interessante relembrar a 
base da PPR para entender sua aplicabilidade. 
 
Objetivos da PPR 
- Proteção dos remanescentes→ É seu objetivo principal (não 
visa somente a reposição de dentes), visto que a boa relação 
entre os dentes remanescentes e o rebordo alveolar é 
essencial, principalmente em Kennedy Classe I e Classe II. O 
rebordo é muito importante trazendo muitas diferenças nas 
próteses dentossuportada e dentomucosossuportada, sendo 
responsável pela diferença de biomecânica. 
- Funcionais 
- Estáveis 
- Conforto 
 
TODA PRÓTESE DE EXTREMIDADE LIVRE (CLASSE I E II), DENTOMUCOSOSSUPORTADA, OU ATÉ UMA CLASSE 
IV MAIS EXTENSA EM QUE O REBORDO PARTICIPA ATIVAMENTE NA FUNÇÃO DA PRÓTESE TEM A FORMAÇÃO 
DE UMA FORÇA DE ALAVANCA 
-Dessa forma, é necessário minimizar essa ação da alavanca para que ela não seja tão danosa ao elemento 
dentário e transformar forças nocivas da alavanca em forças menos danosas (A alavanca existe, porém em 
diferentes tipos) 
 
AULA: Prof. Marco Fiori 
Por: Annelise Lopes 
 
 
Essa prótese acima não traz nenhum dos 
componentes ao lado→ Presença e 
intrusão por falta de apoio 
 
Considerando as difereNCas do rebordo 
 
-Basicamente esses dois tipos de rebordos serão abordados em biomecânica. 
 
 
Por que se tem uma maior estabilidade ao formar polígonos quadriláteros? 
Pois há a formação de várias linhas/eixos imaginários minimizando a atuação dos eixos de rotação 
imaginário (linhas de fulcro) que os dentes pilares apresentam. Os componentes protéticos rígidos 
(apoios oclusais e de cíngulo) minimizam ação das linhas de fulcro, pois estes se apoiam nos pilares. 
-A prótese nessas regiões de fulcro tem a tendência de girar, em que os pontos de apoio (os apoios no caso 
do modelo azul estão distribuídos sobre os dentes pilares em 4 pontos) atuam na tentativa de minimizar 
essa movimentação. No caso do modelo em azul demonstra uma distribuição mais poligonal anulando essas 
linhas de fulcro. Já o modelo vermelho possui uma extremidade livre não tendo apoio posterior, então essa 
movimentação do rebordo acentua a ação dessa linha de fulcro tendo o início de formação das alavancas. 
E no caso das classes IV? Pra ser considerada uma classe IV tem que cruzar a linha média e estar localizado 
na anterior. Existem diversos tamanhos de classe IV dependendo da quantidade de dentes perdidos. 
 
 
 
 
Existem pilares diretos e indiretos (por conta da PPR ser 
bilateral)→ lado vermelho 
Qual mais instável? A primeira ideia é quem tem mais 
pilares, mas na verdade a mais instável é a vermelha, pois a 
azul é possível distribuir forças através de um polígono 
QUANTO MAIOR O NÚMERO DE LADOS DE DISTRIBUIÇÃO, 
POR VIA DENTÁRIA, HÁ MAIOR ESTABILIDADE. QUANDO HÁ 
A PARTICIPAÇÃO DO REBORDO EXISTE MAIOR 
INSTABILIDADE→ DEVIDA A MAIOR MOVIMENTAÇÃO EM 
RELAÇÃO AO SUPORTE DENTÁRIO 
De acordo com a mudança do tamanho e extensão do espaço protético, ocorre o aumento da participação do 
rebordo na biomecânica da prótese (Passou de uma classe IV dentossuportada para um 
dentomucossuportada). Logo existem biomecânicas diferentes para uma mesma classe. 
Classe III de 
Kennedy 
Classe II de 
Kennedy 
 
 
 
 
 
 
 
 
-O rebordo tem uma resiliência maior do que essa movimentação do elemento de suporte 
 
-Quando o paciente tem perda dentária posterior, o mesmo já terá reabsorção óssea fisiológica, devida a perda do 
estímulo reparador dos ligamentos periodontais. Com o uso de prótese dentária essa reabsorção óssea é 
potencializada, por conta dessa prótesse realizar uma força sobre o suporte ósseo acelerando assim o proceesso de 
reabsorção. Em termos de biomecânica, preconiza-se que essa reabsorção estimulada pela prótese seja a menor 
possível, a partir de um bom planejamento, disposição dos componentes adequadamente, distribuição adequada de 
forças e principalmente a utilização biológica e ajustada do rebordo em consoância com os dentes pilares. 
-Para conseguir todos esses critérios em uma prótese, deve-se verificar: 
Classe III mod.1 Aqui aparenta ser uma classe II mod. 1, 
entretanto não é. O dente circulado não entra no 
planejamento→ não está com apoio, sendo uma 
classe I 
As forças são distribuídas nos dentes pilares 
(seta azul) 
Enquanto que aqui, uma parte vai para o 
elemento suporte (seta azul) e a outra para o 
rebordo (seta amarela) 
A mucosa não fica colada 
ao rebordo, existe a 
presença de um espaço 
➔ Arcada reduzida- deve-se evitar a inclusão de dentes desnecessários no planejamento da PPR, pois se o 
pacinete só tem antagonista até o primeiro molar, não há necessidade de incluir o segundo molar. 
➔ Extensão da sela- a sela irá copiar até o final da área chapeável, o que se diminui é a arcada e não a extensão 
da sela. 
➔ Ajuste oclusal- a mesa oclusal é mais reduzida, os dentes de estoque são menores em área e de preferência 
deve sempre direcionar o ajuste oclusal para deixar contato em região da face central do sulco (pois direciona-
se a força para a região de suporte principal) 
➔ Íntimo contato- evita-se a formação de espaços (proporciona movimentos de alavanca) e esse íntimo contato 
da sela com o rebordo é conseguido através de uma moldagem funcional bem feita 
 
Existem vArios tipos de rebordo: 
Normal Alto Lâmina de faca Reabsorvido 
 
→Desejável, as 
vertentes vestibulares e 
linguais estabilizam as 
próteses impedindo 
movimentações 
horiontais protegendo 
assim os dentes pilares 
diretos. 
→Muito comum em PT 
As vertentes 
vestibulares, linguais e 
palatinas são muito 
altas, em que seu 
volume é muito grande 
-Dificulta a montagem 
dos dentes artificiais 
Possui vertente vestibular e 
lingual, porém a área de 
suporte principal é 
praticamente nula (tem 
quase só uma linha de 
rebordo) 
-Desconfortável (pacinete 
dificilmente utiliza 
normalmente) não tem zona 
de suporte principal 
Não possuem vertentes 
-Menor área de suporte, 
perde retenção e 
estabilidade→ aumenta ainda 
mais a força de alavanca 
nesses dentes pilares 
 
ClassificACAo da disposICAo dos rebordos 
→ o que modifica é o direcionamento das forças sobre o rebordo 
Côncavo Descendente para distal Horizontal Ascendente para distal 
 
→Distribuição de força 
mais para a distal e 
mais para região de 
suporte do pilar direto 
(minimizado com bom 
ajuste oclusal) 
 
→Direcionamento de 
forças vem mais para a 
região de suporte do pilar 
e há uma tendencia maior 
de formação de bolsas 
periodontais nessa região 
(precisa de uma 
manutenção mais 
frequente) 
→Distribuição de força 
mais uniforme 
→Força direcionada mais para 
posterior e há uma tendencia 
maior de formação de um 
rebordo côncavo 
 
-Pra falar sobre alavanca propriamente dita, não se pode esquecer de mencionar o apoio e sua relação 
com o espaço protético. 
 
 
 
Variacoes a regra (2 variações) 
Localização da área retentiva (2 possibilidade) 
l 
 
 
 
Extremidade Livre 
 
 
Espaço protético Pilar direto Pilar direto 
 
Os dentes pilares são chamados de elementos mecânicos de 
suporte da prótese. 
Todo suporte está direcionado para via dentária→ rebordo 
não participa (seta cinza) 
O apoio está posicionado vizinho na superfície próxima 
oclusal vizinha ao espaço protético (nesse casona região 
mesio-oclusal do 2º molar e na região disto oclusal do 1º pré-
molar) 
REGRA: Em espaços intercalados, os apoios devem estar 
localizados na superfície próxima oclusal vizinho ao espaço 
protético. 
Apoio 
oclusal Apoio 
oclusal 
1- Dente angulado 
em relação ao 
espaço protético→ 
Formação de uma 
área retentiva 
mesial ao esaço 
protético 
2- Dente localizado 
em área estética→ 
dentes anteriores 
O braço de retenção na 
figura a esquerda está 
curto (ou seja, rígido, 
pois não tem 
comprimento para 
conferir flexibilidade) e 
não pode entrar em 
área retentiva 
Essa força (F2) gera mais inclinação do 
pilar em direção 
Criação de outro apoio ou mudança de formato do arco 
de retenção (em anzol) para direcionamento da força 
Grampo circunferencial 
Adaptação do grampo 
circunferencial para o 
grampo M.D.L 
modificado por ser 
mais estético e não 
ocupar grande parte 
da face vestibular 
Apoio também vizinho ao espaço 
protético→ região de cíngulo 
O apoio muda de 
posição e deve 
localizar-se à 
distância do espaço 
protético (transfere 
para a outra face 
oculsal) 
Elementos mecânicos de 
suporte são os Apoios oclusais 
+ Sela, diferentemente das 
próteses de espaço 
intercalado que eram os 
apoios localizados sobre os 
dentes. 
Por que essa regra 
muda? Porque nessa 
próteses existe a 
participação do rebordo 
que causa uma 
movimentação maior e 
formação de alavanca. 
Teorias de Alavanca 
1º gênero/grau → Resultante de forças que incide sobre o dente pilar é prejudicial e desnecessária, podendo levar a 
um dano irreparável aos tecidos de suporte (por conta do rebordo ser mais resiliente, o mesmo pode acabar sofrendo 
danos) dos dentes pilares. (Lembrar do princípio de uma gangorra) 
 
 
 
 
 
 
 
→A mobilidade dentária só não é causada caso durante o planejamento seja confecionado um braço de recipocidade 
para impedir a movimentação no sentido vestibulo-lingual. Toda vez que se tem uma PPR de extremidade livre tem 
que pensar em uma mudança a localização do apoio, o apoio tem que ser tranferido para a região oposta para 
aquela planejada para as próteses intercaladas (variação da regra número 2)→ 
 
 
2º gênero→ Essa situação é desejável, pois o grampo de retenção só irá tornar-se ativo, gerando forças sobre o 
dente, quando a prótese estiver sendo deslocada de sua posição (Lembrar do princípio do carrinho de mão) 
 
 
 
 
Presença de 
um ponto de 
apoio entre o 
braço de 
potência e o 
braço de 
resistência 
(parte 
pontilhada no 
dente pilar 
direto) 
Ao realizar movimentos de 
mastigação que exerçam forças 
oclusais em direção ao rebordo (ex.: 
mastigar uma carne), o braço de 
retenção vai de encontro ao equador 
protético realizando uma força sobre 
ele→ essa força sobre o elemento de 
suporte é desnecessária, já que a 
prótese não está sendo removida 
Ao realizar movimentos de mastigação que 
exerçam forças oclusais que promovam o 
deslocamento da prótese (ex.: mastigar 
uma bala de caramelo), ocorre o 
tracionamento da peça no sentido do dente 
antagonista→ o braço de resistência tenta 
impedir sua remoção, porém vai de 
encontro a gengiva marginal livre que não 
pode ser tocada ( a pontas ativas do braço 
de retenção podem machucar a gengiva) 
gengival) 
O que se 
entende é que 
se a potência 
está sendo 
exercida de 
um lado, a 
resistência 
tem que ser 
do lado 
oposto (como 
uma gangorra) 
Promove o 
acúmulo de 
biofilme na 
gengiva 
marginal livre 
Presença de 
ponto de 
apoio na 
extremidade 
distante da 
prótese→ 
braço de 
retenção se 
torna ativo 
exercendo 
sua função 
Potência e 
resistência 
exercem 
forças para o 
mesmo lado 
Braço de retenção tema tendência em acompanhar o sentido do movimento→ em casos 
de forças direcionadas em sentido apical que podem lesar o tecido gengival, durante o 
planejamento deve ser confeccionado espaços para que a ponta ativa não fique muito 
próxima da gengiva (durante a moldagem funcional é criado um íntimo contato entre a 
sela e o rebordo, dessa forma minimizando ao máximo sua movimentação) 
Impedir a formação de alavanca 
de 1º gênero

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