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AÇÃO POPULAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA MANDADO DE INJUNÇÃO Profª Beatriz Carvalho Direito Individual •Definição: • Refere-se a direitos específicos de uma pessoa, exercidos individualmente, e cuja lesão ou violação atinge apenas o titular. • Esses direitos não têm repercussão direta sobre outras pessoas e não estão ligados a um grupo ou categoria. •Exemplo: • Contratação de Serviços: Se uma pessoa contrata um serviço de telefonia e não é atendida de acordo com o contrato, o direito a exigir o cumprimento do serviço ou reparação pelo dano é exclusivamente dela. • Compra e Venda de Produto Defeituoso: Ao comprar um celular com defeito, o direito à substituição ou reparação do produto é de caráter individual. Direito Coletivo •Definição: • São direitos relacionados a um grupo, categoria ou classe de pessoas que compartilham uma relação jurídica-base (vínculo) específica e, portanto, são titulares de um direito comum. • A lesão a um direito coletivo afeta todos os membros de uma categoria, e esses direitos geralmente são defendidos por associações ou sindicatos. •Exemplo: • Direitos Trabalhistas: Os trabalhadores de uma empresa que reivindicam melhores condições de trabalho ou cumprimento de normas de segurança têm um direito coletivo. O direito ao ambiente seguro é compartilhado por todos que fazem parte da relação de trabalho. • Moradores de um Bairro: Se todos os moradores de um bairro reivindicam melhorias na iluminação pública ou saneamento, isso configura um direito coletivo, pois todos compartilham o mesmo direito por habitarem a mesma área. Direito Individual Homogêneo •Definição: • São direitos individuais com origem comum e que, quando violados, acabam afetando muitas pessoas de maneira similar. Estes direitos, apesar de serem exercidos de forma individual, são tutelados coletivamente porque decorrem da mesma situação de fato. • Diferente dos direitos coletivos, esses direitos pertencem a cada pessoa de forma individual, mas podem ser defendidos de forma coletiva para facilitar a resolução de demandas idênticas. •Exemplo: • Consumidores de um Produto: Quando um lote de alimentos é distribuído com defeito e afeta todos os consumidores que compraram aquele produto específico, o direito à indenização é individual homogêneo, pois cada pessoa afetada tem o direito à indenização por danos sofridos. • Serviço Público Deficitário: Usuários de um serviço de transporte público que sofre falhas de manutenção recorrentes podem reivindicar o direito à qualidade do serviço de maneira individual homogênea, pois, embora cada usuário tenha o direito ao transporte de qualidade, todos são prejudicados de maneira similar. Direitos Difusos Definição: são direitos transindividuais, ou seja, pertencem a um grupo indeterminado e indeterminável de pessoas, que compartilham de um interesse comum, mas sem uma relação jurídica específica entre elas. Estes direitos estão ligados a interesses amplos da sociedade, e sua defesa beneficia todos os indivíduos de forma geral, mesmo que não estejam diretamente envolvidos na questão. Características dos Direitos Difusos: 1.Titularidade Indeterminada: Não se pode determinar exatamente quem são os titulares desses direitos, pois eles abrangem toda a coletividade. 2.Indivisibilidade: Não podem ser fragmentados ou divididos, pois o direito é exercido em prol de todos. 3.Interesse Comum: Refere-se a um interesse que impacta a todos, em maior ou menor grau, e afeta o bem-estar coletivo. 4.Dificuldade de Individualização do Prejuízo: Em muitos casos, não se pode mensurar o impacto individual, pois o prejuízo é coletivo. Exemplo de Direitos Difusos: Meio Ambiente: 1. O direito a um meio ambiente saudável é um direito difuso, pois a sua proteção interessa a todos, incluindo as gerações futuras. Se uma indústria polui um rio, o direito ao ambiente não degradado pertence à coletividade como um todo, e qualquer pessoa ou entidade pode buscar a defesa desse direito. Patrimônio Histórico e Cultural: 1. A preservação de monumentos históricos, sítios arqueológicos e outros bens culturais também é um direito difuso. O interesse em preservar o patrimônio histórico não se restringe a um grupo específico, mas à coletividade, incluindo futuras gerações. Defesa do Consumidor contra Publicidade Enganosa: 1. Se uma empresa realiza uma campanha de publicidade enganosa que atinge o público em geral, o direito à informação verdadeira e clara é um direito difuso. Todos os consumidores são impactados, mesmo que em níveis diferentes. Saúde Pública: 1. A proteção da saúde pública é outro exemplo de direito difuso. A propagação de doenças contagiosas, por exemplo, afeta toda a sociedade, e as políticas de saúde pública, vacinação e combate a epidemias buscam proteger a coletividade. Ponto 3: PROVA Tgp2 UnB Prof. Vallisney Ação Civil Pública (ACP) Conceito: Instrumento processual destinado à proteção de direitos difusos e coletivos. É uma ação coletiva, de procedimento comum, segundo o que preceitua o art. 1º da 7.347/85 ao meio-ambiente; ao consumidor; a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; por infração da ordem econômica; à ordem urbanística; à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos; ao patrimônio público e social. a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. Fundamento Legal: Constituição Federal (CF/88): Art. 129, III. Lei nº 7.347/85: Regula a Ação Civil Pública. Legitimidade Ativa: Ministério Público; Defensoria Pública; União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; a associação que esteja constituída há pelo menos 1 ano e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. ACP PREVENTIVA ACP REPRESSIVA Antes de consumada a lesão Após a consumação do dano, com prazo de 5 anos para sua propositura, na forma do art. 21 da Lei 4717/65 Polo passivo: Proposta conta qualquer pessoa, física ou jurídica, pública ou privada, que causar qualquer dano que enseje a aplicação da ação civil pública, poderá ser o polo passivo desta ação. Atenção: todos os beneficiários do ato ou contrato impugnado são litisconsortes necessários e a falta de citação é causa de nulidade absoluta do processo. Condenação em honorários advocatícios e em custas processuais: Por força do art. 12º da Lei 4.717/65, pede-se a condenação em honorários advocatícios e em custas processuais na ACP. Produção de provas: Pede-se a produção de provas, tendo em vista o rito ordinário, previsto no art. 7º, da Lei 4.717/65. O papel do MP na ACP: O art. 5º, §1º, Lei 7.347/85 determina que se o MP não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. Tutela de Urgência: A tutela de urgência é admitida na forma do art. 12, da Lei 7.347/85 e, na prática, muitas vezes possui natureza de verdadeira tutela antecipada, daí se aplicar também o art. 300, do CPC. Com isso, é importante compro- var os requisitos: probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. No XXI Exame de Ordem, a banca adotou a medida liminar/cautelar em sede de Ação Civil Pública. Competência A fixação da competência para julgamento da ação civil pública (art. 2º, da Lei 7.347/85) é determinada em razão do local do dano e segue a regra da ação popular, ou seja, será processada em primeira instância. Normalmente, se o patrimônio lesado for da União, a competência será da Justiça Federal, se estadual ou municipal, será da Justiça Estadual. Não há prerrogativa de foro funcionalna ACP. O art. 109, I, da CRFB/88 dispõe que: compete à justiça federal julgar as ações em que esteja no polo ativo ou passivo a União, suas autarquias, suas fundações públicas e suas empresas públicas. As outras pessoas integrantes da administração pública não deslocam competência para a justiça federal. Então, nas ações contra estados, municípios e Sociedades de economia mista (mesmo que federal), a competência é da justiça estadual. União, Autarquia, Empresa Pública e Fundação Pública Federal Estados, DF, Municípios, suas autarquias e fundações públicas Juiz Federal de 1º grau. Juiz Estadual de 1º grau - Vara de Fazenda Pública, pois são pessoas jurídicas de direito público. OBS: Importante ressaltar que em regra geral não há competência originária de órgão colegiado para apreciação de ação civil pública, sendo esta do juiz de primeiro grau (federal ou estadual). Haverá, entretanto, competência originária do STF, nos seguintes casos: a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados (art. 102, I, "n", da CRFB); as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta (art. 102, I, "f", da CRFB). Diferenças entre a ACP e o mandado de segurança coletivo A ação civil pública deve ser proposta no prazo de 5 anos, sendo repressiva (art. 21 da Lei 4.717/65 por analogia), enquanto o MS coletivo tem que ser impetrado no prazo máximo de 120 dias (art. 23 da Lei 12.016/09). Os legitimados para a ACP estão elencados no art. 5º da Lei 7.347/85; os legitimados do MS coletivo encontram-se no art. 21 da i 12.016/09. Dilação probatória: Havendo necessidade de produção de provas não será possível a utilização do MS coletivo, tendo em vista o seu procedimento especial. Na ACP, admite-se a dilação probatória. A competência para julgamento da ACP é fixada em razão do local onde ocorre o dano; no MS coletivo leva-se em conta a autoridade coatora. No que tange ao objeto, enquanto o MS coletivo se presta a tutelar os direitos individuais homogêneos e os direitos coletivos em sentido estrito, a ACP tem como objeto, além dos apontados, os direitos difusos. A ação civil pública possui natureza condenatória e pode pleitear eventuais reparações ao patrimônio comum, o que não se permite, em regra, em sede de MS Coletivo. AÇÃO POPULAR Espécies Legitimidade ativa A propositura da ação é exclusiva do cidadão, que em regra geral é o brasileiro nato ou naturalizado devidamente alistado, em gozo de seus direitos políticos. Analfabetos, maiores de setenta anos e os que estão entre dezesseis a dezoito (segundo parte da doutrina, dispensada a assistência), desde que devidamente alistados, também poderão ajuizar a ação popular. Os portugueses equiparados, desde que estejam devidamente alistados e se houver reciprocidade com os brasileiros equiparados em Portugal, poderão também apresentá-la. AÇÃO POPULAR PREVENTIVA AÇÃO POPULAR REPRESSIVA de consumada a lesão após a consumação do dano, com prazo de 5 (cinco) anos para a sua propositura, na forma do art. 21 da Lei nº 4.717/65 NÃO PODEM AJUIZAR A AÇÃO: Os inalistáveis (estrangeiros e conscritos), os inalistados e as pessoas jurídicas, por conseguinte, não podem ajuizar a ação. Destaque-se que a prova da cidadania para ingresso em juízo será feita mediante o título de eleitor, na forma do art. 1º, § 3º, da Lei nº 4.717/65. Polo passivo: Os arts. 1º e 6º da Lei nº 4.717/1965 determinam que todas as pessoas jurídicas de direito público ou privado, bem como pessoas naturais, beneficiárias diretas ou indiretas da lesão ao direito de todos, deverão compor polo passivo da ação popular, ou seja, há um verdadeiro litisconsórcio passivo necessário. Com isso, temos: a) pessoas públicas ou privadas e entidades mencionadas no artigo 1º da Lei de ação popular; b) autoridades, funcionários ou administradores que tiverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato; c) aqueles que por omissão tiverem dado oportunidade à lesão e os beneficiários do ato. Atenção! Todos os beneficiários do ato ou contrato impugnado são litisconsortes necessários e a falta de citação é causa de nulidade absoluta do processo; A pessoa jurídica de direito público ou privado que figurar no polo passivo poderá: (1) contestar a ação, se entender que o ato é lícito e que o pedido não tem fundamento; (2) silenciar e atuar ao lado do autor. Se assim optar, apesar de figurar no polo passivo irá atuar como espécie de assistente simples do autor. Condenação em honorários advocatícios e em custas processuais: Por força do art. 12, da Lei 4717/65, pede-se a condenação em honorários advocatícios e em custas processuais. Produção de provas: Pede-se a produção de provas, tendo em vista o rito comum da ação popular, previsto no art. 7º, da Lei 4717/65. O papel do Ministério Público O MP participará de todas as ações populares na qualidade de fiscal da lei, entretanto, a Lei nº 4.717/65 ainda prevê duas outras hipóteses de participação: se o autor desistir da ação, serão publicados editais nos prazos e condições ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como ao representante do Ministério Público, dentro do prazo de go (noventa) dias da última publicação feita, promover o prosseguimento da ação (art. 9°) e, ainda: caso decorridos 60 (sessenta) dias de publicação da sentença condenatória de segunda instância, sem que o autor ou terceiro promova a respectiva execução, o representante do Ministério Público a promoverá nos 30 (trinta) dias seguintes, sob pena de falta grave (art. 16). Tutela de urgência A tutela de urgência é admitida na forma do art. 5º § 4º, da Lei 4717/65 e, possui natureza ora de cautelar, ora de tutela antecipada, daí se aplicar também o art. 300, do CPC. Com isso, é importante comprovar os requisitos: probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. A gratuidade De acordo com a previsão constitucional, a ação popular será gratuita se proposta de boa-fé (independente do êxito ou não na ação), sendo de- terminada a sua condenação se tiver sido proposta de má-fé. Enunciados da súmula do STF Súmula 365: "Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.” Súmula 101: “O mandado de segurança não substitui a ação popular.” Competência A fixação da competência para julgamento da ação popular, na forma do art. 5º, caput, da Lei nº 4.717/65 levará em consideração o local de origem do ato ou omissão a serem impugnados. Normalmente, se o patrimônio lesado for da União, a competência será da Justiça Federal, se estadual ou municipal, será da Justiça Estadual. Não há prerrogativa de foro funcional na Ação Popular O art. 109, I, da CRFB/88 dispõe que: compete à justiça federal julgaras ações em que esteja no polo ativo ou passivo a União, suas autarquias, suas fundações públicas e suas empresas públicas. As outras pessoas integrantes da administração pública não deslocam competência para a justiça federal. Então, nas ações contra estados, municípios e Sociedades de economia mista (mesmo que federal), a competência é da justiça estadual. Exemplo: União, Autarquia, Empresa Pública e Fundação Pública Federal Estados, DF, Municípios, suas autarquias e fundações públicas Sociedades de Economia Mista Juiz Federal de 1º grau. Juiz Estadual de 1º grau - Vara de Fazenda Pública, pois são pessoas jurídicas de direito público. Juiz Estadual de 1º grau- Vara Cível (residual). Importante ressaltar que em regra geral não há competência originária de órgão colegiado para apreciação de ação popular, sendo esta do juiz de primeiro grau(federal ou estadual). Haverá, entretanto, competência originária do STF, nos seguintes casos: a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados (art. 102, 1, "n" da CRFB/88); as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da a administração indireta (art. 102, I, "f" da CRFB/88). MANDADO DE INJUNÇÃO (MI) (Art. 5º, LXXI, CF/88 e art. 24, parágrafo único, da Lei n. 8.038/90) “Art. 5º (...)LXXI conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania”. OBJETIVO: sempre que a falta de lei regulamentadora tornar inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. REQUISITOS (2): 1 - norma constitucional de eficácia limitada; 2 - falta de norma regulamentadora. Segundo Pedro Lenza (2008), o MI trata de uma “cura” para uma “doença” denominada “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. LEGITIMIDADE: ATIVA: qualquer pessoa. O STF admitiu inclusive na forma coletiva, por analogia ao mandado de segurança coletivo. PASSIVA: É da autoridade do órgão competente para a expedição da norma regulamentadora da vontade constitucional; Não é possível a impetração de mandado de injunção contra particulares Ex: Congresso Nacional EXEMPLOS APLICADOS EM MI: pela inexistência de lei regulamentando o art. 37, inc. VII, CF/88: direito à greve (MI 670, 708 e 712); pela falta de regulamentação do aviso prévio proporcional (MI 695/MA) – art. 7º, inc. XXI, CF/88; participação nos lucros ou nos resultados: art. 7º, inc. XI, CF/88 – regulamentado apenas em 2000, pela Lei n. 10.101. OBS: O mandado de injunção é atinente à normas constitucionais de eficácia limitada, mais especificamente em uma de sua espécies: a norma de eficácia limitada de princípio institutivo, que é uma norma que precisa de complemento, de uma regulamentação , para gerar todos os seus efeitos OBS: É possível o mandado de injunção para as normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem da atuação normativa ulterior para sua aplicabilidade. É necessária que haja lacuna na estrutura normativa, apta a ser sanada através de qualquer lei ou ato normativo. DIFERENTE DA ADI por omissão que é cabível em face de qualquer norma constitucional de eficácia limitada de princípio institutivo. NÃO CABE MANDADO DE INJUNÇÃO: Para compelir a pratica de um ato administrativo; Quando o parâmetro de impetração é norma constitucional de eficácia plena; Para alterar norma já existente supostamente inconstitucional Se já foi feito o ato legislativo pleiteado; Para compelir o congresso a sanar omissões legislativas verificadas em tratados internacionais. O MANDADO DE INJUNÇÃO TEM CABIMENTO UM POUCO MAIS RESTRITO: Só é possível em caso de inviabilização do exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes a nacionalidade, à soberania e à cidadania. PROCEDIMENTO: por analogia, pode seguir o rito do mandado de segurança, muito embora não seja possível a concessão de medida liminar. CLASSIFICAÇÃO DAS POSIÇÕES QUANTO AOS EFEITOS DO MANDADO DE INJUNÇA POSIÇÃO CONCRETISTAO JUDICIÁRIO reconhece a omissão inconstitucional, e com sua decisão, faz gerar efeitos concretos. Esses efeitos podem ser interpartes ou erga omnes . Neste ultimo caso , essa normatividade geral permaneceria até a edição do respectivo ato normativo desejado. A posição concretista individual ( que gera efeito somente entre as partes que impetraram o mandado de injunção) POSIÇÃO NÃO CONCRETISTA: Sempre foi a posição dominante no STF, segundo ela tem o poder de reconhecer a omissão do poder público, mas não tem o poder de produzir efeitos não concretos. PROC. COLETIVO: COISA JULGADA: COISA JULGADA NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA: A sentença fará coisa julgada erga omnes, nos limites da competência territorial do órgão prolator, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova (art. 16 da Lei 7.347/85). COISA JULGADA NO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO: A sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante (art. 22 da Lei 12.016/2009). COISA JULGADA NA AÇÃO POPULAR: A sentença fará coisa julgada “erga omnes” (contra todos). Exceção: sentença de improcedência por insuficiência de prova, quando qualquer outro cidadão poderá promover a ação novamente com o mesmo fundamento, com novas provas (art. 18, Lei n. 4.717/65).