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SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
1MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEGURANÇA 
DE DIGNITÁRIOS 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
2MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
3MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS: 
TÉCNICAS, TÁTICAS E OPERACIONALIZAÇÃO: 
OBJETO E MODUS OPERANDI 
 
Dignitário: É aquele que exerce cargo elevado, de alta 
graduação honorífica e que foi elevado a alguma dignidade. 
É o VIP. 
Desde os primórdios, atentados são ocorrências 
indesejáveis que caminham lado à lado com o exercício do 
Poder. 
Uma autoridade, qualquer que seja ela, exerce uma 
função de mando que normalmente angaria para si uma 
razoável dose de antagonismo. O exercício das funções da 
autoridade sempre desagradará aos interesses de pessoas, 
grupos e até mesmo de governos estrangeiros, os quais 
podem tramar e executar as ações adversas, contra as quais 
a segurança de tais dignitários deverá estar capacitada a se 
opor. 
O cidadão comum que vez por outra toma conhecimento 
pela mídia de problemas envolvendo a segurança desta ou 
daquela autoridade sempre vai questionar a competência 
dos profissionais envolvidos, se dispondo, ele próprio a 
exemplificar, em seguida, uma grande quantidade de 
fracassos das equipes encarregadas da segurança de 
personalidades. 
É fato que todo mundo se crê um pouco “técnico na 
atividade de segurança” e nessas horas é comum pensar 
que de nada serve a segurança ou que, ao exemplo de 
outras ridicularizadas instituições da América Latina, a nossa 
segurança também se destaque pelo primarismo ou pela 
incompetência. 
No julgamento que se faz da “performance“ dos 
elementos da segurança, quase nunca se avalia que, em se 
tratando da proteção de autoridades, a segurança - à 
contragosto - quase sempre acaba fazendo aquilo que o 
dignitário deseja que seja feito. Embora contrariando a boa 
técnica, em boa parte das vezes é a vontade do protegido 
que prepondera, e os seguranças acabam se vendo às 
voltas com situações que bem se parecem com a 
materialização de seus piores pesadelos. 
Para que se faça uma boa segurança, é necessário 
dispor de dados relativos às características pessoais, 
personalidade e hábitos da autoridade a ser protegida; mas 
sua vontade pessoal não deveria ser levada em 
consideração, sempre que o seu atendimento implicasse em 
risco para o esquema de segurança e consequentemente 
para a sua própria proteção como dignitário. 
Só para que se tenha uma idéia da extensão dos 
problemas com os quais a segurança se defronta, em 
outubro de 1999, um engarrafamento em Londres fez com 
que o Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, saísse de seu 
veículo blindado e tomasse o metrô, numa decisão que 
surpreendeu tanto aos passageiros do trem quanto aos seus 
próprios guarda-costas! 
Se pode listar uma extensa relação de autoridades 
assassinadas, feridas ou sequestradas, mas, na verdade, é 
impossível apresentar estatísticas de ações desencorajadas 
pela existência de bons "esquemas de segurança". 
A própria atividade de segurança pessoal de 
autoridades, por excelência, só vem a merecer comentários 
quando se vê sobrepujada pela ação dos criminosos, loucos 
ou terroristas. 
Embora tais procedimentos costumem ser bastante 
negligenciados na América Latina - cuja adjetivação de 
pacífica e tranquila vem sendo à cada dia mais desmentida 
pelas estatísticas - torna-se de grande importância que 
Prefeitos, Secretários, Parlamentares, Promotores de 
Justiça, Procuradores, Magistrados, Governadores e 
Ministros possam, a exemplo dos Presidentes da República, 
contar com um grupamento estruturado de agentes para 
proporcionar-lhes a necessária proteção em face de todo um 
conjunto de riscos cujo levantamento prévio é procedimento 
pré-operacional de caráter obrigatório em toda boa 
segurança de dignitários. 
Os seguranças de verdade são profissionais pagos para 
acreditar que a qualquer momento poderão ser exigidos a 
ganhar o seu dinheiro da forma mais dura e arriscada 
possível. 
São sabedores de que em todo planejamento de 
segurança existe uma possibilidade de falha impossível de 
ser eliminada, e tal constatação apenas justifica todo um 
redobrar de cuidados, o qual nem sempre é compreendido, 
tanto pelos protegidos e pelo público em geral. 
O Líder Palestino Yasser Arafat, durante seus dias de 
clandestinidade como inimigo de Israel, dormia cada noite 
em uma das 20 casas diferentes da OLP em Túnis. Só 
esmero de procedimento da sua segurança, auxiliado, ao 
que se disse à época, pelo uso de dublês, salvou-o de 
morrer num ousado e bem planejado ataque aéreo 
israelense. 
Em se tratando de segurança pessoal não existem 
"receitas de bolo" e todos os planejamentos devem ser 
particularizados, especialmente dimensionados para fazer 
frente aos perigos a que um referido dignitário possa estar 
sujeito. 
Assim sendo, uma determinada autoridade pode estar 
convenientemente protegida em sua casa térrea e sem 
muros, escoltada por dois agentes desarmados (ou "apenas" 
portando pistolas ou revólveres), enquanto que, num outro 
extremo, a autoridade, potencial "alvo", pode ser considerado 
extremamente vulnerável, ainda que cercado por uma 
verdadeira parede humana, armada com fuzis e 
metralhadoras portáteis. 
Numa abordagem de senso comum, quando se pensa 
em "Segurança de Autoridades" normalmente vem à mente 
dispendiosos "esquemas" de escoltas com agentes 
corpulentos, policiamento ostensivo, numerosos veículos, 
batedores, helicópteros, mas nem sempre estes são os 
fatores chave numa segurança de pessoas importantes... 
Por maior que seja o desejo de manter o protegido à 
salvo, não se pode simplesmente "esconder" o político ou a 
autoridade, ainda que sob a alegação de garantir sua vida. 
Por outro lado, a ostentação dos numerosos recursos de 
proteção, por si só, não garante a incolumidade de quem 
quer que seja. 
Da mesma forma que a simples "seleção" de militares, 
policiais, ex-militares, lutadores ou de quaisquer outros 
"elementos de confiança", ainda que "fortemente armados", 
não se constitui num dissuasor eficaz em se tratando de 
adversários inteligentes, capazes de planejar, treinados e 
determinados. 
A proteção permanente de personalidades sob ameaça é 
uma missão delicada, que vem a exigir qualificação dos 
efetivos empregados, meios e equipamentos adequados 
para fazer frente a cada risco específico, de forma que se 
possa garantir a integridade dos segurados com um mínimo 
de contrariedades ou alterações no cumprimento de suas 
agendas de trabalho. 
A execução de uma boa segurança, seja ela em que 
ambiente o for, deve ser precedida de um elaborado 
planejamento, no curso do qual se avaliará todas as 
informações disponíveis sobre riscos (possibilidades de 
perigos, atentados, acidentes e contrariedades em geral), 
inimigos e adversários da autoridade, identificação (se 
possível com fotografias) de grupos oudo tipo pulsativo de alta voltagem 
entre 8.000 e 12.000 volts, porém de baixíssima amperagem 
cinco ampares com isso o choque causado pela cerca 
elétrica não põe em risco a vida. 
 
Bateria: A bateria entra em funcionamento no caso de 
faltar à energia, as cercas elétricas continuam dando choque 
e se for cortada a energia a cerca elétrica mantém os fios da 
cerca eletrificada. 
Sirene: A sirene dispara no caso do fio das cercas elétricas 
ser rompido ou se tocar na cerca também dispara 
dependendo do ajuste de sensibilidade feito na central de 
choque para cerca elétrica na hora da instalação da cerca 
elétrica. 
 
Controle remoto: o controle remoto e utilizado para 
desligar/ligar a cerca elétrica 
Discadora para cerca elétrica - a discadora é um 
componente importante para a cerca elétrica , quando o fio 
da cerca elétrica for rompido e a ela automaticamente disca 
para até cinco números de telefone previamente 
programados inclusive celulares quando atender o telefone 
ouve-se o som da sirene e você fica sabendo que a cerca 
elétrica foi violada, imprescindível existência de telefone fixo 
instalado na residência para o uso da discadora para cercas 
elétricas. 
Hastes para cerca elétrica: as hastes para cerca elétrica 
perfazem o perímetro onde serão protegidas pela cerca 
elétrica, as hastes para cercas elétricas podem se de vários 
tamanhos. 
Hastes para cercas elétricas com quatro isoladores são 
as mais utilizadas nas instalações de cerca elétrica, está 
haste para cerca mede 80 centímetros em alumínio maciço. 
Hastes para cerca elétrica com seis isoladores mede 
1,00 metros. 
Hastes para cerca elétrica com oito isoladores mede 1,20 
metros. 
Dimensionamento da central de choque para cerca 
elétrica: A central de choque para cercas elétricas energiza 
entre 1200 e 1600 metros de fio de aço inox dependendo do 
modelos isso significa que para cada 300 ou 400 metros 
lineares de cerca elétrica com quatro isoladores é necessária 
uma central de choque para cerca eletrificada. 
Cabo de alta isolação para cerca elétrica o cabo de alta 
isolação para cercas elétricas faz a ligação do local onde a 
central de choque esta instalada até o um ponto onde está 
passando a barreira de cerca elétrica e também é utilizado 
para fazer interligações de cerca elétrica. 
 
Placas de alerta para avisar da cerca elétrica: as 
placas de alerta de cuidado cerca elétrica devem ser fixadas 
em lugar visível, inclusive com símbolos que possibilitem o 
entendimento por pessoas analfabetas, contendo 
informações que alertem sobre o perigo. 
 
Manutenção da cerca elétrica: recomenda-se que a 
cada 12 meses fosse feita uma manutenção periódica nas 
cercas elétricas a fim de verificar se existe algum fio da cerca 
elétrica rompido, se a bateria que mantêm a cerca elétrica no 
caso de falta de energia ainda possui carga, se existem 
galhos ou vegetação encostando-se à cerca elétrica. 
 
Cerca eletrônica: e cerca eletrônica tem as mesmas 
características que a cerca elétrica, ao invés de ser usada 
uma central de choque para cerca elétrica, é usada uma 
central de alarme, e se o fio que constitui a cercas 
eletrônicas for rompido dispara uma sirene 
 
Proteção perimetral sobre portões: Sobre portões não 
é possível instalar cercas elétricas então utiliza-se sensores 
perimetrais, estes sensores perímetros complementa a cerca 
elétrica ou a cerca eletrônica no perímetro de portão, são 
sensores com feixe de infravermelho invisível, ele detecta o 
movimento sobre o portão, complementando a segurança 
eletrônica do local. 
Com as cercas elétricas instaladas sobre os muros o 
invasor logo visualiza ficando inibido de invadir, o efeito 
psicológico que a cerca elétrica provoca é bem conhecido, 
nas residências onde tem cerca elétrica instalada os casos 
de invasões não chegam a ocorrer, nas vezes que o fio da 
cerca elétrica é rompido dispara uma sirene que está ligada 
a cerca elétrica e também a uma discadora que esta 
discadora efetua automaticamente ligações para celulares e 
centrais de monitoramento, a cerca elétrica pode ser 
instaladas em muros acima de 2 metros, podem ser 
instalados a central de cerca elétrica sensores magnéticos 
de portas e janelas, e também sensores de presença. 
Fio de aço inox para cerca elétrica consiste em uma 
cerca com 4, 6 ou oito filamentos ligados a uma central de 
choque, o fio inox para cerca elétrica possui alto brilho este 
fio de cerca elétrica é sustentado por hastes de alumínio com 
isoladores em poliéster de fácil visualização estes fios da 
cerca elétrica estes fios quando rompidos podem também 
acionar holofotes e discadoras telefônica. 
 
Caixa de proteção para cerca elétrica: A caixa de 
proteção para cercas elétricas e usada em casos onde não 
existe proteção para a central de choque neste caso instala-
se esta caixa que e vedada e não permite que entre água ou 
seja violada a central de choque para cerca elétrica ou cerca 
eletrônica. 
 
Setor de alarme para cerca: Em alguns modelos de 
central de choque para cerca elétrica tem um setor para 
alarme, para este setor podem ser instalados sensores de 
presença e sensores magnéticos ligados a central de choque 
para cerca elétrica. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
14MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
No sistema de segurança eletrônica com cercas elétricas 
o invasor recebe o pulso de alta tensão (entre 8.000 e 11.000 
Volts dependendo do modelo do aparelho), porém de 
baixíssima corrente (ampares), o choque é do tipo pulsativo 
aplicado a cada 1,2 segundos e dura apenas um milésimo de 
segundo, isso faz com que a descarga elétrica dê um tranco 
bem desagradável, porém um choque da cerca elétrica que 
não gruda, não é fatal. Isso torna a cerca elétrica um sistema 
de proteção perimetral e muito eficiente 
 
Legislação sobre cerca elétrica 
Embora não haja legislação sobre cerca elétrica em 
algumas cidades e estados, seguem algumas 
recomendações para evitar conflitos com terceiros ou de 
outra natureza ao instalar cerca elétrica: 
Usar o bom senso ao utilizar uma altura mínima para 
instalação da cerca elétrica (acima de 2,00m) 
Informar aos moradores de edifícios, prestadores de serviços 
e a quem seja necessário, da existência da cerca elétrica. 
Em caso de dúvida de sua eficácia, não toque a cerca, 
solicite a nossa Assistência Técnica especializada em cercas 
elétricas 
Recomenda-se a sinalização com placas de advertência 
"'Cuidado, Cerca Elétrica”. 
Desligar a central de choque para cerca elétrica antes de 
regar as plantas próximas à cerca (a água é excelente 
condutora de tensão), assim como para serviços de 
manutenção da cerca elétrica. 
Maximizar informações às crianças sobre a cerca 
elétrica, certificando-se de sua compreensão. 
Em caso de defeito no equipamento ou instalação, 
utilizar-se apenas de assistência técnica credenciada. 
Permitir à empresa instaladora, sempre que esta julgue 
necessário, o acesso ao equipamento para revisões técnicas 
na cerca elétrica. 
Impedir que a vegetação (se existente) venha a tocar a 
cerca elétrica. 
Manter os fios da cerca elétricos levemente esticados e 
solicitar Assistência Técnica especializada em cerca elétrica 
para isso. 
A Utilização de cerca elétrica: o uso da cerca elétrica é 
muito crescente, cerca elétrica residencial, cerca elétrica 
para comércios, cerca elétrica em empresas, cerca elétrica 
em comércios, cerca elétrica para proteger o perímetro. 
 
 
 
Central eletrificada de 8000 volts. Transformador de 
choque para cerca elétrica modelos 8.000 a 12.000 volts com 
choque pulsante aplicadas a cada 10 milésimos de segundos 
 
 
Controle Remoto -liga/desliga a cerca elétrica e a cerca 
eletrônica 
 
Repuxo Automático - Evita o afrouxamento da fiação da 
cerca elétrica ou cerca eletrônica e mantem o fio sempre 
esticado.Sirene - emite o som de longo alcance para informar o 
disparo da cerca elétrica quando ocorre o rompimento do fio 
da cerca elétrica ou da cerca eletrônica 
 
 
 
Isoladores - compõe a cerca elétrica. 
 
Haste Maciça - Composta por alumínio maciço ou perfil e 
possui vários tamanhos que servem a utilização de, 4, 6 ou 
10 isoladores. 
 
 
 
Placa de Alerta - afixadas em lugar visível, inclusive com 
símbolos que possibilitem o entendimento por pessoas 
analfabetas, contendo informações que alertem sobre cercas 
elétricas 
 
 
Bateria Selada - Item que mantem a o funcionamento da 
cerca elétrica em caso de falta de energia 
 
 
 
Fio de Aço Inóx - A Barreira elétrica das cercas elétricas 
é composta por Fios de Aço Inóx. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
15MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
Cabo de Alta Isolação - Este cabo é utilizado para fazer a 
ligação das Cercas Elétricas até a Central de choque 
 
Regulamentação sobre cerca elétrica 
Não existe atualmente no Brasil legislação que trate do 
assunto "Cerca Elétrica", quer seja proibindo ou autorizando 
a instalação de Cerca Elétrica em perímetro urbano. 
Normatização sobre cerca elétrica 
Existem várias normas sobre Cerca Elétrica na ABNT, 
porém como não existe nenhuma oficial, no Brasil as mais 
utilizadas são as editadas pelo Canadá e pelo IEC. 
A amperagem deve ser calculada a partir de estudos 
técnicos, a fim de se verificar qual é a ideal para que não 
seja mortal ou cause danos com o contato humano, bem 
como para o tipo de choque a ser utilizado. 
Seguir os padrões de orientação existente em outros 
países. 
 
CERCA ELÉTRICA 
A instalação de Cerca Elétrica não é proibida por nossa 
legislação federal, pois se trata de um exercício regular de 
direito, O artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal dispõe 
que: “Art. 5º {...} II - Ninguém será obrigado a fazer ou deixar 
de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”. 
A Cerca Elétrica é chamada de ofendículo, meio pelo 
qual o proprietário de um bem coloca aparelhos para impedir 
e prevenir a invasão de sua propriedade e não há 
regulamentação legal no âmbito federal para altura mínima, 
potência máxima, tipo de choque. 
Importante ressaltar que os artigos 572 e 588 do código 
civil preveem que “o proprietário pode levantar em seu 
terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos 
vizinhos e os regulamentos administrativos e ainda tem 
direito de cercar, murar, valar, ou tapar de qualquer modo 
seu prédio...”. 
 
SISTEMAS DE ALARMES 
0s sistemas de alarmes são compostos basicamente por: 
- Central de alarme 
- Sensores magnéticos de portas e janela para sistema 
de alarme 
- Sensores de presença para sistema de alarme 
- Sensores de porta de vidro para sistema de alarme 
- Sensores de fumaça para sistemas de alarmes de 
incêndio 
- Controle remoto para arme e desarme alarme 
- Teclado para arme e desarme do alarme 
- Botão de pânico para sistemas de alarme 
- Receptor sem fio para sistema de alarme 
- Receptor com fio para sistemas de alarme 
- Discadora para sistema de alarme 
- Alarmes para residências comércios e empresas. 
 
Central de alarme - as centrais de alarme são divididas e 
têm vários setores de alarmes também chamados de zonas 
de alarmes, estes setores de alarme ou zona de alarme 
servem para identificar no painel qual deles esta sendo 
violado, por exemplo, em uma central de alarme de oito 
zonas podemos dividir, porta um setor de alarme, janelas 
outro setor de alarme, andar superior outro setor de alarme, 
andar superior outro setor de alarme e assim 
sucessivamente, as centrais de alarmes mais utilizados em 
alarmes monitorados são: 
Central de alarme napco - central de alarme muito 
utilizada em sistemas de alarmes monitorados, estas centrais 
de alarme estão disponíveis nos modelos: 
Central de alarme XP 400 - tem quatro zonas de alarme 
Central de alarme XP 600 – tem seis zonas 
 
 
Controle Remoto - Item essencial para ativação e 
desativação do sistema de alarme. 
 
Botão de Pânico - Pode ser utilizado também um 
controle remoto para acionar a função pânico do sistemas de 
alarme. 
 
Sirene 110 dB - Estas sirenes servirão para emitir o som 
quando ocorrer a violação do sistema de alarme. 
 
Sensores de Presença e Sensores Magnéticos - Todos 
os modelos de sensores poderão ser acrescentados ao 
sistema de alarme, conforme a necessidade do projeto. 
 
 
Sensores de Presença Pet-IMUNI 20kg/40kg - São 
Sensores de presença para Sistema de Alarme tem como 
característica básica não detectar presença de pequenos 
corpos (animais de pequeno porte), aplicação de uso interno. 
 
 
Sensor de Presença SAFARI - Este sensor é de uso 
externo, totalmente a prova às ações do tempo como, vento, 
sol e chuva. 
 
Sensor de Presença Sem Fio Longo Alcance - Sensor de 
presença para uso interno, tendo como diferencial, a sua 
transmissão de sinal é de longo alcance até 200m, o uso é 
recomendado para instalação de grandes imóveis. 
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16MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
Sensor de Presença com Câmera Falsa - Sensor de 
presença para uso interno, dotado de um pedestal para 
instalação na parede ou teto. Causa um grande efeito 
inibidor por ter a aparência de uma câmera. 
 
AUTOMATIZAÇÃO DE PORTÃO BASCULANTE 
O portão automático basculante funciona levantando a 
sua folha fixa por meio de guias laterais e contrapesos 
movidos por um sistema de cabos de aço e polias. Ao se 
levantar, a folha do portão automático fica um pouco para 
dentro e um pouco para fora da garagem, não tomando 
espaço do veículo lá dentro porque ela avança por cima do 
carro e não por baixo. Sendo bem feito e balanceado o 
portão automático basculante é um dispositivo muito 
resistente, pois ele é erguido por dois contrapesos, um de 
cada lado do portão, nas colunas laterais. Sendo erguido 
pelos contrapesos, o portão sobe muito aprumado e sem 
vibração, os portões basculantes são confeccionados com 
barra de torção que é elemento estrutural, com rolamentos 
nos extremos e em casos de portões muito largos, com 
rolamento no centro, para apoio. 
Quando o portão automático sobe, puxado pelos cabos 
de aço, a barra de torção funciona como elemento 
balanceador do movimento. Cada centímetro elevado de um 
lado do portão corresponde à mesma elevação do lado 
oposto, de tal modo que o portão sobe por igual. Nunca sobe 
torcido e nem com esforços que venham comprometer sua 
vida útil. 
 
Automatização de Portão Deslizante 
O portão automático deslizante funciona movido por um 
grupo moto-redutor que por meio de uma engrenagem 
empurra uma régua de cremalheira presa no portão de tal 
maneira que o portão se move fechando ou abrindo, 
dependendo do sentido de rotação do motor, que é 
reversível. 
O portão automatizado deslizante mais simples de se 
instalar, embora tenha que ficar muito bem alinhado. Este 
trabalho de alinhamento se faz com critério e não sendo feito 
com rigor pode comprometer toda a vida útil da máquina e 
por conseguinte do portão. 
Normalmente os portões deslizantes existentes, que não 
foram preparados para a automatização, são muito pesados, 
pois não leva em conta o serviço efetuado pelo motor e sim 
pela mão do homem. Muitas vezes, no início da vida do 
portão, até que eles funcionam de forma leve, sem muito 
atrito. Mas à medida que o tempo vai passando, estes 
portões começam a ficar pesados, comprometendo a vida do 
motor, da central eletrônica e de todas as peças internas do 
redutor. Quando o portão é automatizado, o motor adiciona 
um esforço mecânico, sobre o portão, superior ao esforço 
exercidopela abertura manual. Se o portão não está 
preparado para receber esta carga extra nos momentos de 
abrir e fechar, e numa velocidade constante, ele não 
resistirá. Começa por queimar a central de comando que é 
super solicitada com carga extra de corrente elétrica. 
Termina por destruir os mecanismos do redutor do motor e 
seu próprio enrolamento elétrico. 
 
Automatização de Portão Pivotante 
O portão pivotante funciona sobre pivots, que o 
sustentam. Muitas vezes estes pivots não são 
suficientemente fortes para manter o portão no prumo. Em 
caso de automatização, os portões pivotantes recebem uma 
carga extra de peso, por causa do peso próprio dos moto-
redutores e também pelos esforços mecânicos aplicados ao 
portão pelo cilindro do grupo moto-redutor durante a abertura 
ou fechamento. Muitas vezes estas forças adicionais fazem 
com que o portão se enfraqueça, danificando-se. Por isto, 
antes de se adaptar um sistema pivotante num portão já 
existente, se faz uma revisão neste portão, trocando os 
pivots e reforçando todas as partes móveis ou que vão sofrer 
pressões. Muitas vezes, é necessário colocar o portão para 
girar sobre rolamentos, trocando os pivots comuns por pivots 
que giram em rolamentos. Nem todos os motores suportam 
os pesados regimes exigidos pelos portões pivotantes. 
 
DEFESA PESSOAL 
 
A defesa pessoal é uma técnica de reação. Ela é 
formada pelo conjunto de movimentos de defesa e ataque, 
abstraídos de um ou mais estilos de Artes Marciais, que 
objetivam promover a defesa pessoal própria ou de terceiros, 
conjugando, ao máximo, as potencialidades físicas, 
cognitivas e emocionais do agente. 
 
Importância da Defesa Pessoal 
1º) Defesa Pessoal Própria ou de terceiros – Ao 
praticar uma Arte Marcial de Defesa Pessoal, se adquire, ao 
longo do tempo, conhecimento e habilidades suficientes para 
fazer frente contra agressões à mão livre ou armada, 
ampliando a possibilidade de êxito na preservação de nossa 
integridade física ou a de terceiros, em situações de risco 
real contra violências de qualquer natureza. 
 
2º) Desenvolvimento Físico – É um dos primeiros e 
grandes benefícios desta arte, pois é uma atividade 
eminentemente prática, que requer um trabalho físico 
coordenado e adequado a cada praticante, voltado às 
exigências motoras de cada técnica, resultando no 
desenvolvimento de habilidades, voltado a otimizar todo o 
potencial de cada praticante, nos mais diversos aspectos, 
tais como; condicionamento aeróbio, alongamento, 
flexibilidade, agilidade, força, coordenação motora, etc. 
 
3º) Desenvolvimento Mental e Emocional – Através da 
prática de defesa pessoal, o praticante, concomitante ao 
desenvolvimento físico, irá definir e reforçar atributos de 
personalidade, tais como capacidade de decisão, resistência 
à frustração, perseverança, humildade, persistência, enfim 
valores e princípios úteis e decisivos para o sucesso em 
qualquer atividade profissional. Em outras palavras, a Defesa 
Pessoal contribui para um amadurecimento sadio e sólido do 
praticante em nível psicológico e emocional. 
 
TÉCNICAS 
KRAV MAGÁ 
O Krav magá é uma técnica de defesa pessoal criada 
por Imi Lichtenfeld, que era instrutor de luta livre greco-
romana. Este método foi elaborado para que qualquer 
pessoa tenha condição de enfrentar qualquer agressor em 
qualquer situação. 
O Krav magá surgiu no início da década de 1940. Imi 
Lichtenfeld nasceu em Budapeste em 1910 e cresceu em 
Bratislava, capital da Eslováquia. 
Nos anos 1930 com o crescimento do fascismo e 
nazismo, tornou-se líder de grupos de resistência em 
Bratislava, enfrentando os radicais quase que diariamente. 
Em 1940, Imi conseguiu ingressar na última embarcação 
que escapou dos nazistas em Bratislava. 
Com a criação do Estado de Israel, Imi mudou para o 
país e se tornou instrutor chefe de preparo físico e Krav 
magá das Forças de Defesa de Israel. Até 1964, o Krav 
magá não era aberto para o público em geral e por isso o 
chamavam de "a arma secreta israelense". Porém, após 
começar a ser ensinado em outros lugares, o Krav Magá 
passou a ser utilizado em diversos exércitos do mundo. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
17MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
O Krav Maga é um sistema de combate essencialmente 
desarmado e, por isso, é voltado para o ataque nas “partes 
macias” do corpo. Isso significa as áreas que, diferente dos 
músculos, não podem ser trabalhadas para ter uma maior 
resistência, como olhos, nariz, orelhas, mandíbula, garganta, 
virilha, joelhos e tendões de Aquiles. 
 
JIU-JITSU 
É uma arte marcial de raiz japonesa que se utiliza 
essencialmente de golpes de alavancas, torções e pressões 
para levar um oponente ao chão e dominá-lo. 
Literalmente, jū em japonês significa “suavidade”, “brandura”, 
e jutsu, “arte”, “técnica”. Daí seu sinônimo literal, “arte 
suave”. 
A finalidade de sua criação se deu pelo fato de que, no 
campo de batalha ou durante qualquer enfrentamento, um 
samurai poderia acabar sem suas espadas ou lanças, 
necessitando, então, de um método de defesa sem armas. 
Como os golpes traumáticos não se mostravam suficientes 
nesse ambiente de luta, já que os samurais vestiam 
armaduras, as quedas e torções começaram a ganhar 
espaço pela sua eficiência. 
A arte marcial ganhou novos rumos quando um célebre 
instrutor da escola japonesa Kodokan decidiu ganhar o 
mundo e provar a eficiência de seus estrangulamentos e 
chaves de braço contra oponentes de todos os tamanhos e 
estilos. 
 
JUDÔ 
O estilo Takenouchi-ryu fundado em 1532 é considerado 
a origem do estilo Ju-Jutsu japonês. O judô é derivado do Ju-
Jutsu, uma arte que serve tanto para atacar quanto para 
defender usando nada mais que o seu próprio corpo. 
Durante anos, o jovem Jigoro Kano, professor de 
educação física, se dedicou a fazer um estudo completo 
sobre as antigas formas de autodefesa e, procurando 
encontrar explicações científicas aos golpes, baseadas em 
leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as 
melhores técnicas dos vários sistemas de Ju-jutsu em um 
novo estilo chamado de Judô, ou "caminho suave" - Ju 
(suave) e Do (caminho ou via). 
Em 1882, o mestre Kano fundou o Instituto Kodokan. O 
termo Kodokan se decompõe em ko (palestra, estudo, 
método), do (caminho ou via) e kan (Instituto). Assim, 
significa "um lugar para estudar o caminho", o que explica 
muito bem a intenção do fundador da arte. Além de tornar o 
ensino da arte marcial como um esporte, Jigoro Kano 
desenvolveu uma linha filosófica baseada no conceito ippon-
shobu (luta pelo ponto perfeito) e um código moral. Assim, 
ele pretendeu que a prática do Judô fortalecesse o físico, a 
mente e o espírito de forma integrada. 
 
Código Moral 
Visando fortalecer o caráter filosófico da prática do judô e 
fazer com que os praticantes do judô crescessem como 
pessoas, o mestre Jigoro Kano idealizou um código moral 
baseado em oito princípios básicos: 
- Cortesia, para ser educado no trato com os outros; 
- Coragem, para enfrentar as dificuldades com bravura; 
- Honestidade, para ser verdadeiro em seus 
pensamentos e ações; 
- Honra, para fazer o que é certo e se manter de acordo 
com seus princípios; 
- Modéstia, para não agir e pensar de maneira egoísta; 
- Respeito, para conviver harmoniosamente com os 
outros; 
- Autocontrole, para estar no comando das suas 
emoções; 
- Amizade, para ser um bom companheiro e amigo. 
 
KARATÉ 
Karatê é uma arte marcial e sistema de autodefesa que 
originou-se centenas de anos atrás, em Okinawa, mas foi 
fortemente influenciado por uma ainda mais antiga tradição 
da China. 
Literalmente, "Karatê-Do" significa "o caminho das mãos 
vazias", referindo-se ao fato dos praticantes não usarem 
armas para atacar ou defender, mas apenas as mãos, pés e 
o corpo. 
O caratê ou karaté surgiu em Okinawano Japão e as 
suas origens remontam ao século XV, durante o império do 
rei Sho Hashi. Começou por ser uma luta praticada em 
segredo por causa da influência dos senhores feudais 
japoneses que tinham conquistado a ilha e que haviam 
proibido os seus habitantes de utilizar qualquer tipo de 
armas. À conta desta proibição, nasceu uma nova técnica de 
combate desarmado, conhecido como "Okinawa-té". Tratava-
se de uma arte de autodefesa pessoal que tinha como 
característica principal a utilização das mãos e dos pés como 
armas de combate. Consta que o mestre Matsu Higa tenha 
sido, dentro do seu próprio estilo, o primeiro a estabelecer 
um conjunto formal de técnicas de combate e os mestres 
Peichin Takahara, Kanga Sakukawa e Sokon Matsumura 
especializaram ainda mais este estilo de luta. 
 
Segurança Pessoal nas ruas 
• Não carregue grandes importâncias em dinheiro ou 
outros valores. Se tiver necessidade de o fazer, procure 
guardar de maneira segura e discreta e evite aglomerações 
de pessoas, assim como lugares sem movimento. 
• Evite levar na carteira cartões de banco, talão de 
cheque completo (fique com folhas) e a senha eletrônica 
anotada. Tenha sempre à mão o “dinheiro do ladrão”, ou 
seja, um valor trocado que pode ser entregue em caso de 
assalto. 
• Quando estiver sozinho, ande rápido, mantenha-se 
alerta ao cruzar com suspeitos e não pare para atender 
pedidos que lhe despertem desconfiança ou para atender o 
celular. Caminhe junto à guia da calçada e atravesse a rua a 
qualquer sinal de perigo. O mais importante é sempre manter 
uma distância segura entre o suspeito e você. Se pressentir 
que estranhos em atitude suspeita estão se aproximando 
demais, entre no primeiro local habitado que encontrar e 
peça ajuda. 
 
No trânsito 
• Antes de entrar ou sair do veículo, verifique se há 
pessoas ou veículos em atitudes suspeitas nas imediações. 
• Varie, sempre que possível, os horários de saída e 
chegada, evitando trajetos sistemáticos. 
• Memorize, nos seus percursos mais frequentes, a 
localização de postos policiais, telefones públicos, socorros 
mecânicos, hospitais e rotas alternativas seguras. 
• Habitue-se a dirigir com os vidros fechados e as portas 
travadas, usando o sistema interno de ventilação. 
• Procure dirigir, sempre que possível, pela faixa central. 
• Mantenha sempre razoável distância do veículo que 
estiver à sua frente, até mesmo ao parar nos sinais de 
trânsito. 
• Se for vítima de colisão que lhe pareça proposital, 
principalmente em local escuro ou à noite, não pare e 
procure anotar a placa do veículo. 
 
Em caixas eletrônicos 
• Habitue-se a fazer seus saques com cartão em caixas 
eletrônicos instalados em locais de grande movimento de 
pessoas. Procure fazê-los durante o dia, preferencialmente 
no horário comercial. Quando precisar fazer em caixas na 
rua e à noite, leve parentes com você e peça para eles 
ficarem em frente ao caixa, como se estivessem na fila. 
• Não aceite ajuda de pessoas desconhecidas que lhe 
ofereçam isenção de tarifas e outras vantagens financeiras. 
Quando necessitar de esclarecimentos, recorra aos 
funcionários conhecidos ou identificados. 
• Exija que as pessoas atrás de você, na fila, observem 
os limites das faixas que garantem a privacidade no uso dos 
caixas eletrônicos. Fique alerta à aproximação de estranhos. 
Não admita a ação de intrusos ou curiosos quando estiver 
operando o sistema. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
18MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
• Não empreste nem ceda seu cartão magnético, em 
hipótese alguma. Esteja alerta à presença de pessoas 
suspeitas no interior da cabina ou nas proximidades. 
• Tome especial cuidado com esbarrões aparentemente 
acidentais, que o façam temporariamente perder de vista seu 
cartão magnético. Não saia da agência antes de se certificar 
que o cartão devolvido é realmente o seu. 
 
No local de trabalho 
• Colabore no sentido de melhorar as medidas de 
segurança preventivas implantadas. Conheça os locais onde 
se encontram os acionadores do sistema de alarme. 
• Observe fielmente as normas no que se refere à guarda 
de valores, não permitindo, em hipótese alguma, que o 
mesmo empregado detenha a chave e tenha conhecimento 
do segredo do cofre-forte. 
• Mantenha somente o dinheiro mínimo necessário, pois 
essa atitude desestimula ações criminosas. 
• Mantenha-se atento ao movimento de pessoas que, 
sem motivo justificável, permaneçam nas proximidades, 
estabelecendo senhas para comunicação com a vigilância. 
• Não deixe documentos importantes nem objetos de uso 
pessoal visíveis nem acessíveis a terceiros. 
• Não leve documentos importantes 
desnecessariamente. 
• Utilize o crachá de identificação 
 
Na residência 
• Acostume-se a trancar sempre as portas e os portões 
de acesso a sua casa. Não os deixe abertos inutilmente, 
ainda que por poucos momentos. Evite ficar de bate-papo 
com parentes e amigos em frente de sua casa. Lembre-se 
que os delinquentes se aproveitam de nossos descuidos 
para realizar suas ações. 
• Procure proteger as janelas e basculantes com grades 
sólidas, preferentemente instaladas no lado interno. Utilize 
também outras medidas de segurança, tais como trincos e 
travas de segurança, correntes e cadeados, arames 
farpados, cercas elétricas, alarmes e boa iluminação. 
• Proteja a porta da cozinha. Isole aquela dependência 
durante a noite trancando as portas intermediárias. Aja da 
mesma maneira quando viajar. Os arrombamentos são mais 
frequentes pelos acessos dos fundos da casa. 
• Não guarde grandes valores em sua casa. Prefira 
cofres particulares de agências bancárias. Se preferir usar 
cofres em casa, guarde sigilo quanto a sua existência e 
localização. 
• Sistemas e dispositivos de segurança, tais como 
alarmes, câmeras e cercas elétricas, são de grande valia. Se 
possível, contrate uma empresa de segurança idônea para 
realizar vistorias e a manutenção dos equipamentos. 
 
DIREÇÃO DEFENSIVA E OFENSIVA 
 
Dirigir defensivamente é planejar todas as ações 
pessoais com antecedência, a fim de prevenir-se contra o 
mau comportamento de outros motoristas e diminuir os 
riscos de acidentes em pista com condições adversas , como 
dirigir com chuva, neblina ou cerração, à noite ou com luz em 
excesso. Todas essas situações podem prejudicar o real 
desempenho do motorista. 
O condutor defensivo é aquele que preserva a sua vida e 
a de todos que estão à sua volta através do emprego 
racional e sensato dos conhecimentos teóricos e de uma 
postura na condução do veículo procurando evitar acidentes. 
É importante lembrar que pesquisas realizadas apontam 
que a maioria dos acidentes tem como causa problemas com 
o condutor (64%)*, problemas mecânicos (30%)* e 
problemas com a via (6%)*. 
 
COMO DIRIGIR COM SEGURANÇA 
O homem é o principal membro da engrenagem que 
conhecemos por trânsito. Além dele, existem o veículo e a 
via. Mas, para que tudo corra bem na viagem do motorista, é 
necessário que ele aja com prudência, logo, deve agir e 
pensar atentando para as normas de trânsito e para seu 
estado físico e emocional. Isto evitará que cometa faltas por 
imprudência, negligência ou imperícia. 
IMPRUDÊNCIA: Ocorre quando o condutor deixa de 
respeitar qualquer norma, procedimento ou técnica que lhe 
ofereça segurança. 
NEGLIGÊNCIA: Ocorre quando o condutor age com 
desleixo, quer com seu carro, quer com seu próprio bem 
estar. 
IMPERÍCIA: Ocorre quando o condutor é imperito na 
prática da direção e todos os conceitos e habilidades que ela 
envolve. 
 
ESTATÍSTICA 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% 
dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas, 
6% são causados pela via e 4% são causados por falhas 
mecânicas. 
 
COMO EVITAR ACIDENTES 
Quando presenciamos um acidente, temos a tendência aprocurar saber a causa e o culpado, mas não nos 
preocupamos se ele poderia ser evitado, e de que maneira isto 
seria possível. Geralmente, estes acidentes ocorrem porque 
deixamos de observar tudo o que razoavelmente poderíamos 
fazer para EVITÁ-LO. 
Algumas empresas têm o hábito de exigir o 
preenchimento de relatórios de acidentes, que são 
estudados por funcionários especializados na verificação dos 
meios para evitá-los novamente. 
 
CONDIÇÕES ADVERSAS 
São SEIS as condições adversas, que devemos levar em 
consideração com o objetivo de nos prevenirmos de qualquer 
acidente de trânsito. 
LUZ: Deficiente ou em excesso, afeta a nossa 
capacidade de ver ou sermos vistos. O condutor deve tomar 
cuidado com o uso indevido dos faróis. Durante a noite, o 
motorista deve manter a luz baixa. 
 
TEMPO: Chuva, granizo, vento forte, neblina, etc, afetam 
a percepção e o controle do veículo. 
- Neblina ou forte chuva: O motorista deve redobrar a 
atenção tomando as seguintes precauções: reduzir a 
velocidade, acender os faróis baixos, parar somente em 
locais com acostamento e, ao parar, sinalizar a pista 
mantendo o pisca alerta ligado. 
- Ventos fortes: Se os ventos forem transversais, o 
condutor deverá abrir os vidros e reduzir a velocidade. Se os 
ventos forem frontais, deverá reduzir a velocidade, 
segurando com firmeza o volante. 
- Chuva: Nesta situação, os pneus ficam menos 
aderentes e a visão do motorista diminui. Assim, deve-se 
manter distância do veículo da frente e reduzir a velocidade. 
Pode ocorrer o que chamamos de AQUAPLANAGEM ou 
HIDROPLANAGEM, que consiste na diminuição do atrito 
entre os pneus e o solo molhado com diminuição da 
aderência dos pneus ao solo. 
 
ESTRADA - Seu desenho geométrico, largura, tipo e 
estado da pavimentação é que define as velocidades 
máximas. As vias nem sempre estão em bom estado de 
conservação ou sinalizadas adequadamente, por isso o 
condutor deve estar sempre atento a fim de evitar acidentes. 
 
TRÂNSITO - Envolvendo a presença de outros usuários 
na via. O motorista precisa conhecer bem as leis de trânsito 
contidas no Código de Trânsito Brasileiro. 
 
VEÍCULO - Compreendendo a tecnologia de sua 
construção e observando os cuidados recomendados na 
manutenção. Manter o veículo em bom estado de 
conservação é dever do motorista. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
19MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Este deve verificar, periodicamente, pneus e estepes 
(mantendo os sulcos dos pneus) e calibrá-los; além de 
revisar motores, pára-brisas e limpadores, combustível e 
radiadores entre outros. 
MOTORISTA - As condições físicas e mentais são muito 
importantes, pois são elas que alteram o modo de dirigir do 
condutor e sua “performance”. Existem fatores físicos como: 
fadiga, capacidade de atenção, audição e visão. E fatores 
mentais e emocionais, como a inexperiência, a familiaridade 
com a via, a excitação ou a depressão, além das pressões 
diárias que levam o motorista a dirigir com pressa ou sem 
atenção, como: fome, raiva, ira, calor, frustação e 
insegurança. 
 
TIPOS DE ACIDENTES 
COLISÃO - É o acidente envolvendo dois veículos em 
movimento. Acontece em várias situações: com o veículo da 
frente, com o de trás, em cruzamentos, entre outros. 
Relativamente a outro carro, o seu veículo poderá estar 
em 6 posições básicas em que se produz um acidente entre 
ambos. 
Em qualquer situação você pode colidir com: o carro da 
frente, o carro de trás, o que vem em sentido contrário, o 
veículo que cruza a nossa frente, o veículo que ultrapassa o 
seu, o veículo que você está ultrapassando. 
 
ABALROAMENTO - É o acidente em que o veículo é 
atingido lateralmente. Mais comum em cruzamentos devido a 
falta de observância das normas de circulação e conduta. 
 
CHOQUE - É o acidente em que um veículo em 
movimento bate em um objeto fixo, como um poste, um 
muro, ou uma árvore. 
 
ATROPELAMENTO - É o acidente em que o veículo em 
movimento atinge uma pessoa ou a um animal. 
 
CAPOTAGEM - É o acidente em que o veículo gira 
sobre si mesmo em 360 graus. 
 
TOMBAMENTO - É o acidente em que o veículo em 
movimento tomba lateralmente, girando sobre si mesmo em 
ângulo menor que 360 graus. 
Colisão com o Veículo da Frente 
Podemos evitar a colisão com o veículo da frente 
mantendo uma distância de segurança correta entre ele e o 
nosso. 
 
Colisão com o Veículo de Trás 
A colisão com o veículo de trás é evitada avisando, por 
meio de dispositivos de sinalização disponíveis no nosso 
carro, aquilo que pretendemos fazer no nosso trajeto, 
diminuindo a marcha gradualmente e posicionando-nos 
corretamente na pista, ao fazermos conversões e 
ultrapassagens. 
Cuidado com o veículo que segue colado atrás do seu e 
use sempre os encostos de cabeça. 
 
Colisão com o Veículo que vem em Sentido Contrário 
A colisão com o veículo que vem em sentido contrário, 
chamada colisão frontal, ocorre quando um dos veículos 
envolvidos viola a regra básica de circulação, na qual, os 
veículos devem trafegar à direita da pista de rolamento. 
Quais os motivos que levam ao descontrole do veículo, 
fazendo com que se cruze a linha central, marcada ou 
imaginária que divide a pista de dois sentidos? 
- Obras na pista, curvas mal executadas, buracos, etc, 
levam os motoristas a desviar sua rota. 
O motorista defensivo deve prevenir-se dos obstáculos 
na faixa contrária, que possam trazer um veículo dela de 
encontro ao seu. 
 
Colisão Frontal 
IMPORTANTE - Como proceder para evitar a Colisão 
Frontal? 
Ver a estrada à frente, prevendo os problemas que 
poderão se apresentar ao motorista que vem em nossa 
direção e a possibilidade de fuga da situação de perigo. 
Dirigir sempre à direita, mesmo havendo duas faixas no 
mesmo sentido. 
Reduzir a marcha a qualquer sinal de perigo. Procure 
advertir o outro motorista de todas as maneiras possíveis. 
Em último caso, sair da estrada pela direita. Quase tudo 
é melhor do que a colisão frontal. 
 
Colisão em Cruzamento 
O assunto Colisão em Cruzamento está relacionado com 
um conceito jurídico chamado Direito de Via, que se 
apresenta em cinco graus, conforme a sinalização instalada 
no local: 
Cruzamento não sinalizado: o veículo da direita tem a 
preferência. 
Placa do Triângulo Invertido (R-2): indica a obrigação de 
ceder passagem aos veículos do outro acesso, sem 
obrigação de parada. 
Placa octogonal de “PARE” (R-1): obriga o motorista a 
parar o seu veículo antes da linha de retenção, e aguardar a 
sua vez de passar. 
Semáforo Luminoso: distribui o direito de passagem a 
diversos acessos, concedendo-lhes tempos correspondentes 
aos respectivos volumes de demanda. 
É evidente que, se existir um policial orientando o 
tráfego, suas ordens terão preferência sobre os demais 
dispositivos. As conversões nos cruzamentos devem ser 
realizadas com cuidado, sinalizando convenientemente e 
posicionando-se na faixa correta a, pelo menos, 30 (trinta) 
metros antes da esquina. 
 
Quatro dicas para cruzamentos 
Respeitar os dispositivos da lei. 
Diminuir gradualmente a velocidade. 
Indicar aos outros motoristas o que vai fazer. 
Avançar sem hesitação ou excesso de precaução. Sua 
indecisão em um cruzamento pode confundir os outros 
motoristas e ser a causa de um acidente. 
 
Acidente Misterioso 
Às vezes, o motorista, por algum motivo que ele mesmo 
não sabe explicar, perde o controle de seu veículo, sai da 
pista e choca-se com algum objeto fixo, como um poste, um 
muro, um carro parado, um portão, etc. 
Geralmente é a inobservância das condições adversas 
que nos leva a acidentes misteriosos bem graves. 
 
Método Básico para Prevenção de Acidentes 
Baseia-se o método em 3 simples etapas: 
- reconhecer o perigo; 
- preparar a defesa; 
- agir a tempo. 
 
ELEMENTOS DA DIREÇÃO DEFENSIVA 
CONHECIMENTO das leis, dosriscos a que estamos 
expostos, das condições do caminho, etc. 
 
ATENÇÃO constante, pois a qualquer momento pode 
acontecer uma situação difícil. 
 
PREVISÃO do desenvolvimento das condições do 
trânsito, com bastante antecedência, e dos riscos a que 
estaremos sujeitos. 
 
DECISÃO, que implica no reconhecimento das 
alternativas e no saber decidir a tempo aquela que mais nos 
convém. 
 
HABILIDADE, ou seja, a capacidade de manejar os 
controles do veículo e executar perfeitamente as manobras 
necessárias. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
20MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Algumas medidas defensivas são: 
- Use os pneus em perfeito estado com as pressões 
corretas. 
A calibragem deve ser feita uma vez por semana sempre 
com os pneus frios. O estepe também deve ser calibrado, 
seguindo as especificações do fabricante. 
- Evite o uso de pneus recauchutados, carecas ou lisos. 
Recomenda-se que seus desenhos ou sulcos não sejam de 
profundidade inferior a 1,6mm. 
- Pneus novos também pode ser perigosos em piso 
molhado. Só depois de alguns quilômetros de uso eles 
adquirem a aspereza necessária. 
- Em pista molhada, observe pelos espelhos retrovisores 
se as rodas estão deixando um rastro no asfalto. 
Em caso positivo, é sinal que está tudo bem e os pneus 
estão em contato direto com o piso. Caso não haja rastros é 
porque está ocorrendo aquaplanagem. Nesta situação, 
nunca use os freios. Retire o pé do acelerador e reduza a 
marcha, movimentando a direção de um lado para o outro 
até que o veículo seja controlado. 
- Verifique o funcionamento do freio de serviço 
imediatamente após iniciar o seu trajeto. 
- Acione moderadamente o freio de serviço até obter 
uma parada total, sempre que entrar em contato com a água 
para secar as guarnições e restabelecer a eficiência dos 
freios. 
- Verifique sempre o nível do fluído do freio, 
inspecionando visualmente as guarnições das sapatas 
através das janelas de verificação. 
- Evite as bebidas alcoólicas e durma bem. 
- Não prossiga a viagem sem que tenha descansado 
suficientemente. 
 
DIREÇÃO OFENSIVA 
A direção ofensiva é a utilização do veículo como 
instrumento de ataque, ou seja, em uma situação de 
emboscada ou perseguição, você irá "bater" em pontos 
específicos no carro inimigo, para provocar um acidente e 
imobilizar o veículo agressor. 
Ocorre quando o veículo está sendo conduzido 
desobedecendo algumas regras de trânsito, devido a uma 
situação extraordinária ou de emergência, tais como: 
perseguição, acompanhamento, fuga de situações de risco 
como tentativa de assalto ou sequestro, ou ainda na 
prestação de serviços de socorro de urgência. 
 
 
Algumas táticas ofensivas são: 
- Manobras para a direita ou a esquerda de modo a 
forçar os atacantes a uma ação defensiva; 
- Utilização de técnicas de frenagem; 
- Realização de giros; 
- Inversões do sentido de direção (180 e 90º); Manobras 
em marcha de Ré (reverso) 
- Realização do slalon; 
- Realização de manobras mistas 
- Desobediência a sinalização viária (Limite de 
velocidade, parada obrigatória, etc). 
 
 
Quando você deve adotá-la? 
Como a gente nunca está esperando que uma situação 
ruim aconteça no trânsito, o ideal é manter-se em atenção 
constante e de prontidão para usar essa estratégia de 
direção ofensiva a qualquer momento. 
Porém, a aplicação dessa postura proativa do motorista 
só deve ser posta em prática quando o piloto estiver em 
situação de risco ou emergência (acidentes, condições 
adversas no trânsito e até emboscada). 
NOÇÕES DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO. 
DISCRIÇÃO E SEGURANÇA DE INFORMAÇÕES. 
GRAUS DE SIGILO. ATRIBUTOS BÁSICOS. 
AMEAÇAS E VULNERABILIDADES. 
COMPORTAMENTO DO AGENTE 
 
O ambiente de tecnologia da informação, ou TI, tem por 
característica ser muito mais operacional que 
tático/estratégico dentro de uma organização. Essa 
característica, que remonta ao aparecimento do computador, 
é facilmente identificada nos dias de hoje (BAARS, 2009). A 
TI sempre teve dificuldade para a formalização de atividades 
e processos de trabalho, ou mesmo na documentação de 
sistemas de informação. Este aspecto prático de fazer e não 
registrar começou a ter impacto quando surgiram as normas 
e boas práticas, que exigiam a elaboração de documentos e 
evidências para os processos de auditoria. 
A norma ISO/IEC 27001 (ABNT, 2006) é um destes 
exemplos, pois ela é uma norma de certificação que, por sua 
natureza, exige formalidade, documentação e organização. 
Mas documentar dentro do ambiente de TI significa elaborar 
documentos eletrônicos, planilhas, inserir informações em 
sistemas e depois imprimir no formato que for necessário. 
Este cenário fica mais acentuado quando a abordagem é 
pela norma ISO/IEC 27002 (ABNT, 2005). Esta norma 
apresenta cento e trinta e três controles de segurança da 
informação, que na sua maioria é apoiado por um documento 
(eletrônico ou não). 
 
Políticas e Termos de Responsabilidade 
É muito comum as organizações possuírem as políticas 
de segurança da informação definidas e documentadas, 
afinal a sessão 5 da norma ISO/IEC 27002 (ABNT, 2005) 
estabelece isso como um controle de segurança. Na maioria 
das vezes para formalizar estas políticas os colaboradores 
são obrigados a assinar um termo de responsabilidade, 
concordando com a política e suas punições. Este mesmo 
termo de responsabilidade também é utilizado quando é 
realizado o comodato de equipamentos, como celulares e 
computadores. Com o passar do tempo, os colaboradores 
possuem alguns documentos assinados, com base em 
políticas desatualizadas e que não refletem mais o ambiente 
tecnológico e a cultura organizacional. 
 
Monitoramento e Controle de Acesso 
Outro ponto importante sob a ótica da norma de 
segurança é em relação a sessão 10 da ISO/IEC 27002 
(ABNT, 2005), pois ela estabelece a proteção das 
informações dos registros (logs) dos sistemas operacionais e 
de informação. Estes registros precisam ser segregados pelo 
tipo de usuário (administrador ou operador) do sistema, além 
de registrar falhas. Muitas atividades de suporte a 
manutenção utilizam estes registros como base de 
informações, porém eles também são utilizados para a 
geração de evidências técnicas de fraude computacionais e 
na informática forense. 
Várias das atividades de auditoria financeira estão 
tomando como base os sistemas de informações financeiros 
e seus registros, que tem a capacidade de rastrear um 
incidente e alocar responsabilidade. Aqui acontece o 
cruzamento dos conceitos já vistos, pois os registros são 
ferramentas de rastreio que concluem que determinado 
usuário (identificado pelo seu código de acesso) realizou tais 
operações. Este usuário assinou um termo de 
responsabilidade que dizia que seu código de acesso é 
pessoal, intransferível e único. As políticas definiam o que 
poderia ser realizado (termo de uso) e quais as penalidades 
a serem impostas em caso de incidentes. Este cenário 
parece ser a solução ideal para as organizações. 
 
Conformidade 
Por fim temos a sessão 15 da norma ISO/IEC 27002 (ABNT, 
2005) específica sobre conformidade, principalmente sobre 
requisitos legais. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
21MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Nesta sessão são encontrados controles que sugerem 
ações para as organizações se adequarem as legislações 
locais, sobre os direitos de propriedade intelectual, proteção 
e privacidade das informações pessoais. Além destes, ainda 
aborda questões de auditoria de sistemas de informação. 
Mas uma característica da ISO/IEC 27002 é que em nenhum 
momento ela aborda o como fazer (how-to), pois a norma 
tem um caráter de boa prática,ela apenas sugere e diz que 
convém ter os controles aplicáveis. 
 
Resoluções e Instruções Normativas 
Essa característica faz com que cada organização trate 
os controles de maneira diferenciada e demonstra a 
necessidade de uma normalização através de agências 
reguladoras, como é o caso da Agência Nacional de Saúde 
(ANS) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) e suas 
instruções e resoluções normativas relativas ao padrão TISS 
(Troca de Informações em Saúde Complementar). O CFM 
publicou em 2002 uma resolução (Resolução CFM nº 1639 
de 10/07/2002) que “Aprova as Normas Técnicas para o Uso 
de Sistemas Informatizados para a Guarda e Manuseio do 
Prontuário Médico, dispõe sobre tempo de guarda dos 
prontuários, estabelece critérios para certificação dos 
sistemas de informação e dá outras providências” (CFM, 
2002). Este é um exemplo da necessidade de se estabelecer 
critérios na aplicação dos controles de segurança propostas 
pelas normas e boas práticas. 
 
NOÇÕES DE SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA: FINALIDADE; 
UTILIZAÇÃO; LEGISLAÇÃO BÁSICA; CONCEITOS 
BÁSICOS NA LINGUAGEM DE INTELIGÊNCIA; FONTES 
DE COLETA; METODOLOGIA DE 
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS 
 
A Inteligência não é apenas mais um suporte à 
investigação de ações criminosas, sintomaticamente aquelas 
atribuídas às entidades abstratas conhecidas como crime 
organizado, como faz pensar as muitas matérias jornalísticas 
recentes em nosso país. 
O conhecimento estratégico que a Inteligência faculta, 
permite ao planejador de segurança ou ao mediador de 
conflitos antever situações apontadas muitas vezes por 
pequenos sinais - as macrotendências -, permitindo a 
formatação de cenários e o preparo de sua organização, 
estruturalmente e em recursos humanos para as "surpresas 
inevitáveis". O que se objetiva são processos de análise de 
variáveis, com suporte em Tecnologia de Informação, e de 
identificação de sinais que as redes sociais nos 
disponibilizam permanentemente. 
E isso È o que chamamos de Inteligência Competitiva, 
que se materializa por meio do Serviço de Inteligência: uma 
ferramenta que d· suporte ao planejamento e à decisão 
empresarial. 
 
O que é um DADO? 
O DADO È a matéria-prima do trabalho da inteligência. 
Trata-se de um elemento que, reunido a outro, atribui sentido 
a um determinado fato. 
 
O que é uma INFORMAÇÃO? 
A INFORMAÇÃO È o conjunto de dados reunidos a partir 
de um objetivo pré-determinado. 
 
O que é o CONHECIMENTO? 
CONHECIMENTO È, portanto, o produto acabado da 
Atividade de Inteligência decorrente do estudo de um 
assunto levado a efeito por um analista de Inteligência. 
 
Fontes de Coleta 
O Gestor de Segurança precisa cercar- se do máximo de 
certeza possível em relação às informações que recebe 
antes de decidir a respeito da situação que lhe é trazida a 
conhecimento. Não convém acreditar em tudo logo no 
primeiro momento. 
É ai onde entram as fontes, ou seja, as origens dos 
dados! 
O Gestor de Segurança precisa conhecer a fonte 
daquele dado, tendo condições de atribuir-lhe um grau de 
credibilidade, após a confirmação de que é realmente fonte e 
não meio de transmissão, e dispor de um método, por meio 
do qual, possa também avaliar a fonte e a veracidade do 
conteúdo daquele dado que lhe é transmitido. 
 
Classificação das fontes 
Quanto ao TIPO ou NATUREZA: 
- Humanas: são aquelas que detém a autoria do dado, 
por terem percebido, memorizado e descrito um fato, uma 
situação ou emitido uma opinião. 
- Organizacionais: são aquelas que detém a 
responsabilidade pelo dado, por tê-lo veiculado, diante da 
impossibilidade de se identificar a autoria do mesmo. 
- Documentais: são aqueles que expressam o dado, mas 
não contém indicações que permitam a identificação do autor 
ou da organização responsável pelo mesmo. 
- Tecnológicas: todas aquelas capazes de captar algum 
tipo de sinal e/ou imagem. 
 
Quanto à ORIGEM: 
- Fontes Primárias: fonte humana. 
- Fontes Secundárias: organizações, documentos, 
tecnologias (imagens, sinais e dados eletrônicos) 
Quanto ao SIGILO: 
- Fontes abertas: são as pessoas, organizações, 
documentos e equipamentos de onde se obtém dados por 
livre acesso. 
- Fontes protegidas ou sigilosas: são as pessoas, 
organização, documentos e equipamentos de onde se obtém 
"dados negados" ou mantidos sob restrições de sigilo ou, 
ainda, cuja identificação não pode ser revelada. 
 
Metodologia de Produção de Conhecimentos 
Métodos são orientações práticas e racionais para que 
se alcancem os objetivos desejados com o menor dispêndio 
de recursos, inclusive de tempo, e com melhor resultado. O 
mais conhecido dos métodos é o de Renée Descartes, o 
chamado Método Cartesiano, base do método que aqui 
estudaremos: 
 
Os objetivos desse método são dois, basicamente: 
- dar caráter científico ao trabalho de obtenção do 
conhecimento necessário aos sistemas decisório, de 
planejamento e opcional da organização, fazendo com que o 
operador procure não deixar nenhum aspecto sem a devida 
atenção; 
- fazer com que o usuário da Inteligência tenha ciência 
de que o conhecimento que lhe est· sendo disponibilizado È 
produto de trabalho com respaldo em um método científico, 
com base na lógica e no melhor que pode ser alcançado, 
mediante a análise dos fatos e das situações presentes. 
 
São consideradas as seguintes etapas (ou fases) do 
Método de Produção do Conhecimento: 
Etapa I - PLANEJAMENTO 
Nessa primeira etapa, o analista de Inteligência faz seu 
estudo preliminar do problema, determina o assunto e 
estabelece a sequencia de ações necessárias para realizar o 
trabalho e as condicionantes e servidões ditadas pelos 
verbos do mesmo. 
Etapa II – REUNIÃO 
A Reunião È o momento criado pelo Método para se 
obter os dados e conhecimentos que permitem responder a 
todos os aspectos essenciais a conhecer ou que venham 
complementar os aspectos essenciais conhecidos. 
Etapa III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 
Na Análise está compreendida a avaliação (credibilidade) 
e a integração de dados e conhecimentos, considerados com 
valor pertinente para o caso em estudo, reunidos para 
permitir uma interpretação lógica do resultado. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
22MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
As frações de dados e de conhecimentos, que sejam 
pertinentes ao produto a ser elaborado e tenham 
credibilidade para integrar o trabalho, são chamados de 
frações significativas. Estas frações significativas devem ser 
basicamente os aspectos essenciais (conhecidos e a 
conhecer) elencados no Planejamento, lembrando que este 
pode ter sido alterado (ampliado ou suprimido, conforme o 
caso), evidentemente. 
Em outras palavras, a análise È a determinação, por 
discernimento mental, da natureza, do significado e da 
relação existente entre as várias partes, elementos, aspectos 
ou qualidades daquilo que est· sendo examinado a 
ponderação ou estudo dos vários aspectos, fatores ou 
elementos sob estudo a fim de chegar uma conclusão, 
resultado ou solução. 
Na subetapa da Interpretação, as frações significativas 
estão integradas em um todo, È a oportunidade em que o 
analista, utilizando-se de operações de raciocínio logico, 
procura determinar, de forma conclusiva (certeza/opinião), o 
significado final do fato ou situação sob análise. 
A Interpretação È o resultado do trabalho do analista. 
 
Etapa IV – DISSEMINAÇÃO (ou DIFUSÃO) 
Após a análise, o conhecimento deve ser materializado 
em um documento e este, obedecendo a estrutura básica 
preconizada pela organização, deve ser expedido com 
oportunidade e segurança, na forma mais adequada para o 
usuário (papel, vídeo, cd, intranet, internet, etc ). 
É importante ressaltar o caráter de sigilo do documento 
expedido, o que obriga é adoção de medidas pertinentes de 
sigilo. Documentos oficiais devem seguir as disposições da 
Lei de Acessoà Informação (Lei nº 12.527/12). 
A adequada formalização do documento de Inteligência, 
além de causar uma boa impressão, facilita a compreensão 
de seu conteúdo por parte do usuário 
A difusão não deve ser descuidada! Muitas vezes, um 
excelente trabalho se perde por ter sido enviado ao 
destinatário errado ou fora do momento oportuno para sua 
utilização. 
 
NOÇÕES DE GESTÃO DE CONFLITOS: 
NEGOCIAÇÃO, POSTURA, CRITÉRIOS DE AÇÃO. 
TÁTICAS DE NEGOCIAÇÃO 
 
Todo conflito é entendido como um choque. Um impacto 
divergente entre forças opostas. 
No dia a dia, esse confronto pode evoluir para a 
discussão que, por sua vez, pode ou não ser negativa. Afinal 
de contas, os pontos de vista contrastantes podem ser a 
base para uma resolução de problema propositiva. 
O problema é quando o conflito não se desenvolve de 
maneira frutífera, amistosa e respeitosa. E aí é que está a 
importância da gestão de conflitos. Afinal de contas, os 
debates são inevitáveis. Em uma empresa, por exemplo, 
podemos chegar a centenas ou milhares de pessoas 
dividindo o mesmo espaço. E é fundamental que existam 
perspectivas e opiniões contrárias entre elas. Por outro lado, 
o controle desses conflitos pode ser, sim, evitável. 
Não à toa, para quem ainda não sabe o que é a gestão 
de conflitos, trata-se de um planejamento focado em manter 
as diferenças, margeando uma linha aceitável de respeito, 
empatia e comprometimento dos envolvidos. 
Isso sem falar no estabelecimento de soluções para 
evitar que os conflitos se tornem desgastantes e prejudiciais 
às pessoas e também à empresa — veremos, adiante, como 
isso pode se desenrolar de maneira negativa. 
 
Quais são os principais tipos de conflitos? 
Existe um importante trabalho de gestão de conflitos nas 
organizações, mas para isso é importante compreender todo 
o fluxo que envolvem tais discussões. 
Só que existe uma etapa preliminar a isso tudo, que é a 
compreensão dos tipos de conflitos que podem ocorrer no 
cotidiano. 
E existem duas linhas de raciocínio para isso. 
A primeira, promovida por Burbridge (2012), destaca o 
surgimento de conflitos a partir de dois princípios: 
- conflito interno, que é aquele motivado por pessoas 
com opiniões divergentes; 
- conflito externo, que envolve elementos que influenciam 
o conflito, como um fator político ou econômico. 
 
Para Berg (2012), contudo, são três tipos de conflitos 
que devem ser analisados: 
- conflito pessoal, que é a maneira com a qual cada 
indivíduo age e reage em circunstâncias diversas, como tudo 
aquilo que é dito ou feito por ele próprio, ou outra pessoa; 
- conflito interpessoal, algo motivado por uma situação 
na qual algumas pessoas com perspectivas contrastantes 
entra em debate; 
- conflito organizacional, que é o único que ocorre como 
consequência de uma circunstância, e não pautado em 
valores ou opiniões. 
Observe, ainda, que é possível classificar a incidência de 
conflitos por meio da gravidade deles. 
Um debate saudável tem o seu valor, é claro, mas o 
excesso de discussões toma o caminho oposto. Para isso, 
Chiavenato (2004) destaca os três graus de gravidade que 
devem ser observados na gestão de conflitos: 
- conflito manifestado, que é uma divergência expressa 
por, pelo menos, uma das partes envolvidas; 
- conflito percebido, quando as opiniões contrastantes 
geram interferência de maneira evidente; 
- conflito experienciado, que é o fim da argumentação 
lógica e racional e promove sentimentos negativos, como 
angústia, raiva, frustração e hostilidade entre pelo menos 
uma das partes envolvidas. 
 
Principais benefícios da gestão de conflitos? 
Como vimos, esse tipo de trabalho contribui muito para a 
harmonia da equipe, melhorando principalmente a 
comunicações entre os colaboradores. A partir de agora, 
veremos alguns dos principais benefícios da gestão de 
conflitos. 
 
Melhora o engajamento da equipe 
Logicamente, que um ambiente harmonioso é mais 
propício ao desenvolvimento. Então, essa estabilidade 
emocional favorece o engajamento das pessoas, mesmo em 
situações de metas e objetivos mais desafiantes. 
 
Fortalece a cultura empresarial 
Outro fator é que o gestor de conflitos deve priorizar 
a cultura organizacional em busca de sincronia de 
pensamento e fechamento de ideias. Quando todos 
absorvem essa ideia, aumentam o espírito de colaboração 
em torno do que a empresa acredita. 
 
Aumenta a competitividade frente ao mercado 
Não há dúvidas que as divergências geram perda de 
tempo a partir de certo ponto. Ou seja, é até interessante que 
se debata alguns pontos de mudança ou de evolução, mas 
quando isso é feito de forma exacerbada, acaba 
prejudicando a evolução empresarial e, com isso, a 
competitividade da empresa. 
 
Reduz o turnover e o absenteísmo 
Mais um aspecto a favor é que a gestão de conflitos 
tende a combater a saída de funcionários. 
É claro que em um ambiente de discordância, e sem 
soluções, fica difícil de trabalhar, então o colaborador acaba 
optando por sair e gerando aumento em índices que 
impactam muito no orçamento como o turnover e 
o absenteísmo. 
Como administrar a gestão de conflitos? 
A partir de agora, listaremos nove passos fundamentais 
que devem ser dados para se administrar corretamente a 
gestão de conflitos na sua organização. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
23MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Defina os valores da empresa 
O primeiro passo para se administrar bem uma empresa 
é definir sua missão, seus valores e sua visão de futuro. 
Essas definições devem ser claras e transparentes para 
todos os colaboradores, uma vez que nortearão toda 
a conduta a ser seguida pelo quadro de funcionários. Além 
disso, devem ser observadas e defendidas por todos. 
A partir dessas definições, é importante ressaltar que a 
postura individual deverá ser similar para todos. A ética e os 
princípios morais devem caracterizar o comportamento geral, 
independente do cargo e da posição hierárquica que a 
pessoa ocupe. 
 
Conheça a sua equipe 
Sabemos que cada pessoa tem uma personalidade 
própria. Para que você consiga administrar conflitos, é 
necessário que conheça bem os seus colaboradores. 
Procure se aproximar deles, tomando conhecimento sobre 
suas expectativas, seus desejos e seus gostos pessoais. 
Busque se aprofundar um pouco na vida do funcionário 
fora do trabalho. Transmita segurança e preocupação com o 
futuro de cada um e de seus familiares. Incentive, por 
exemplo, o estudo e a prática de esportes. 
Quanto mais sincero você for com eles, mais próximos 
eles ficarão de você. Isso se transformará em confiança 
mútua e auxiliará na administração de seus recursos 
humanos. 
 
Identifique os problemas 
É normal que surjam problemas de relacionamento ou 
conflitos entre os integrantes de uma equipe. Por mais 
homogêneo que seu pessoal seja, as diferenças sempre 
existem, e elas podem ocasionar dificuldades de 
convivência. Um problema pequeno pode se transformar em 
um sério desentendimento se não for diagnosticado a tempo 
e se sua solução não for trabalhada. 
Primeiro, identifique onde está o problema ou conflito. 
Avalie a postura de cada um, a forma como está 
trabalhando, o modo como trata as outras pessoas e a 
ocorrência de erros funcionais no dia-a-dia. Tome cuidado: o 
conflito pode ser bem localizado, mas pode também 
extrapolar os limites de sua empresa quando o funcionário 
tiver contato com clientes ou fornecedores externos. 
Converse com os interlocutores daquela pessoa que 
você identificou como parte do problema. Pegue o máximo 
de informações e exemplos válidos para embasá-lo. 
Ademais, tente se colocar no lugar de cada envolvido para 
facilitar a interpretação dos fatos. 
 
Ouça seus colaboradores 
Após a identificação do problema e o reconhecimento 
dos envolvidos no conflito, faça uma reunião comeles. Ouça 
atentamente cada lado, procurando não interromper durante 
a explanação. Se necessário, envolva outras pessoas que 
estejam próximas dos implicados. 
 
Incentive a participação de todos 
Incentive a participação de todos na resolução de 
conflitos. Explique que não se trata de uma “caça às 
bruxas”: o objetivo é resolver a questão da melhor forma 
possível, com o mínimo de consequência. 
Deixe claro que passamos a maior parte de nosso dia 
com nossos colegas de trabalho e que, para o bem tanto da 
empresa quanto dos funcionários, é preciso um ambiente 
tranquilo, harmonioso e sem perturbações. 
Peça que cada um fale sobre a sua interpretação dos 
fatos, mas fique atento a uma eventual intensificação e 
potencialização do conflito. 
 
Seja neutro 
Seja sempre o mais neutro possível. Escute todos 
os lados e não emita inicialmente nenhum juízo de valor. 
Todos precisam entender que a empresa não pode ser 
sacrificada e nem prejudicada por conflitos evitáveis. 
Utilize algumas técnicas de condução de reunião: use 
um quadro branco ou um flip-chart para anotar as 
considerações que julgar importantes, deixando-as visíveis 
para todos. Tente também manter uma relação amistosa 
com os componentes da reunião, não tomando qualquer 
partido. 
 
Tome a decisão 
Busque sempre o consenso. Apaziguar o ambiente, 
tentando retornar ao status anterior ao conflito, é o melhor 
para as pessoas, para a empresa e para o próprio 
empreendedor. 
Porém, sempre haverá uma ou outra situação em que 
será necessária a intervenção do superior para a solução da 
desavença. Nesse cenário, a tomada de decisão deve ser 
feita o quanto antes. Não demore na solução e tenha sempre 
em mente que o melhor para a empresa deve prevalecer em 
todas as situações. 
 
Faça um trabalho de engajamento 
Sempre faça um trabalho de engajamento com todos os 
colaboradores de sua empresa. Tente mantê-los unidos e 
com o mesmo propósito: deixe claro que todos estão no 
mesmo barco e que o sucesso da empresa será o sucesso 
de todos. 
Sempre que possível, chame a atenção aos valores da 
empresa e a conduta que cada um deve ter. Tenha o 
costume de dar feedback para seus liderados. Apresente os 
êxitos conseguidos e também onde cada um pode melhorar. 
Outra dica é procurar na internet livros, filmes e palestras 
motivacionais que possam ser de utilidade e as divulgue para 
seus colaboradores. 
 
Motive seus liderados 
Elogie as pessoas que mantêm um bom relacionamento 
com os outros e que desempenham suas tarefas com bom 
humor. Pessoas positivas normalmente não se envolvem em 
conflitos e sabem manter um bom convívio com todos. 
Para motivar ainda mais o seu time, procure fazer 
confraternizações nas datas importantes e promova 
sempre o trabalho em equipe, salientando que ninguém 
consegue se destacar isoladamente e sem a participação 
dos outros. 
Por fim, lembre-se: conflitos podem ser mais íntimos, ou 
seja, não devem se tornar públicos sob pena de causarem 
problemas ainda maiores. Nesses casos, a prudência indica 
que o sigilo deve ser máximo e as divulgações mínimas. 
Quanto menos pessoas envolvidas, melhor. 
 
Negociação 
Em diversas áreas da nossa vida, seja pessoal, 
econômica ou empresarial, enfrentamos situações de 
negociação com outras pessoas. Apesar de ser uma 
exigência constante em nossas vidas, não é fácil conduzir 
bem esse processo. Pois saiba que existem estratégias de 
negociação que podem ser aprendidas. 
Por outro lado, como todo processo de interação 
humana, a negociação não pode ser vista friamente como 
uma técnica, porque requer atitudes e comportamentos que 
passam pela aquisição de algumas características de 
personalidade que, às vezes, a pessoa ainda não tem, como 
a paciência por exemplo. Nada que não se possa conquistar 
com uma postura disciplinar adequada para compreender 
essa verdadeira filosofia da interação humana. 
A negociação é uma maneira de resolver conflitos, com o 
objetivo de que ambas as partes sejam beneficiadas com o 
acordo final. Por isso, nos negócios esta etapa é um dos 
aspectos fundamentais para o sucesso de uma empresa. 
Conseguir o acordo esperado e cobrir as necessidades 
de todas as partes envolvidas na negociação, com certeza é 
o objetivo de todo negociador. No entanto, esta etapa traz 
consigo uma série de técnicas fundamentais que, se não 
forem bem utilizadas, podem gerar conflitos durante o 
processo. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
24MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
A importância do poder de negociação 
O mais importante no momento de negociar é considerar 
o poder de negociação e as necessidades de ambas as 
partes envolvidas. Normalmente, geram-se instâncias nas 
quais são discutidos certos pontos de interesse em comum, 
ou pontos de conflito. Portanto, se a parte com quem se 
deseja chegar a um acordo possui um alto poder de 
negociação, pode desencadear problemas e resultados 
negativos para a outra parte. Ou seja, é chave chegar a 
acordos favoráveis para todos. Conheça abaixo algumas 
técnicas que vão te ajudar a melhorar na negociação e 
conseguir mais benefícios para a sua empresa. 
 
Características de Negociação 
De forma simplificada, a negociação é um método pelo 
qual as pessoas resolvem as diferenças. É um processo pelo 
qual o compromisso ou acordo é alcançado, evitando 
discussões e disputas. Em qualquer desacordo, os 
indivíduos compreensivelmente visam atingir o melhor 
resultado possível para sua posição (ou talvez uma 
organização que representem). 
Existem certas características do processo de 
negociação: 
(i) Há um mínimo de duas partes presentes em qualquer 
negociação. 
(ii) Ambas as partes têm objetivos predeterminados que 
desejam alcançar. 
(iii) Há um choque de metas pré-determinadas, ou seja, 
algumas das metas pré-determinadas não são 
compartilhadas por ambas as partes. 
(iv) Existe uma expectativa de resultado por ambas as 
partes em qualquer negociação. 
(v) Ambas as partes acreditam que o resultado da 
negociação é satisfatório. 
(vi) Ambas as partes estão dispostas a comprometer, isto 
é, modificar sua posição. 
(vii) A incompatibilidade de objetivos pode dificultar a 
modificação de posições. 
(viii) As partes entendem o objetivo da negociação. 
Etapas do processo de negociação 
O processo de negociação pode essencialmente ser 
entendido como um processo de quatro etapas. Os quatro 
estágios do processo de negociação são preparação, 
abertura, barganha e fechamento. 
 
Etapa 1: preparação 
A preparação é fundamental para o sucesso do processo 
de negociação. Estar bem preparado gera confiança e dá 
uma vantagem ao negociador. A preparação envolve as 
seguintes atividades: 
(i) Coleta de Informações: É preciso aprender o máximo 
possível sobre o problema e verificar quais informações são 
necessárias do outro lado. Compreender claramente as 
questões envolvidas também é necessário. 
(ii) Avaliação de alavancagem: A avaliação da 
alavancagem de uma pessoa e a alavancagem da outra 
parte no início é importante porque pode haver uma série de 
coisas que uma pessoa pode fazer para melhorar sua 
alavancagem ou diminuir a alavancagem da outra parte. 
(iii) Entenda as pessoas envolvidas: É importante 
conhecer as pessoas com quem a negociação deve ocorrer. 
A compreensão de seus objetivos, papéis e questões 
suscetíveis de serem levantadas por elas facilitará o melhor 
tratamento da situação durante o processo de negociação. 
(iv) Rapport: É útil estabelecer um relacionamento com o 
oponente durante os estágios iniciais, isto é, antes do início 
do processo de barganha. Em seguida, pode-se determinar 
desde cedo como o oponente será cooperativo. 
(v) Conheça os seus objetivos: A clareza dos objetivos é 
absolutamente essencial. É preciso decidir antecipadamente 
quanto você está disposto a conceder ao oponentee quais 
são suas prioridades. Todos os argumentos e justificativas 
devem estar prontos. 
(vi) Tipo de negociação: Antecipar o tipo de negociação 
esperado, isto é, averiguar se será altamente competitivo, 
cooperativo ou algo incomum; se a negociação será cara a 
cara, através de um mediador, ou de alguma outra forma. 
(vii) Plano: Decidir sobre a abordagem de negociação e 
planejar adequadamente o processo de negociação. 
 
Estágio 2: Fase de abertura e troca de informações 
Aqui os dois lados ficam cara a cara. Cada parte tenta 
causar uma impressão no outro lado e influencia seu 
pensamento na primeira oportunidade. Psicologicamente, 
esta fase é importante porque define o tom da negociação 
em grande medida. 
Envolve as partes negociadoras apresentando seu caso 
para o outro. Quando essa rodada de negociação iniciar, 
extraia do seu cliente os principais problemas pelos quais ele 
passa para que você possa argumentar de forma mais 
assertiva sobre os benefícios que o seu produto pode lhe 
trazer. 
Etapa 3: Fase de Negociação 
A fase de barganha envolve aproximar-se do objetivo 
que você pretendia alcançar quando iniciou a negociação. 
Nesta fase, a estratégia básica é convencer o outro lado da 
adequação de suas demandas e persuadir a outra parte a 
ceder a essas demandas. Para isso, é preciso ser lógico na 
abordagem de uma pessoa e estruturar argumentos 
claramente planejados. Crie uma estratégia para que ele 
entenda que a solução que você tem é a mais apropriada. 
 
Estágio 4: Fase de encerramento 
Essa é a quarta e última das fases do processo de 
negociação. Após usar todas as suas técnicas de 
negociação e argumentação, o cliente topou fechar o 
negócio e vai negociar por melhores preços, melhores 
condições de pagamento e outras vantagens. 
Entenda a sua relação com este cliente para aceitar 
algumas imposições ou não. Esta venda em questão poderá 
render vendas futuras? Vale, neste momento, sacrificar um 
pouco a sua margem pensando em benefícios futuros? A 
fase final de uma negociação representa a oportunidade de 
capitalizar todo o trabalho realizado nas fases anteriores. A 
pesquisa que foi feita na fase de preparação, combinada 
com todas as informações obtidas, é útil na fase final. 
Envolve também a vedação do acordo em que ambas as 
partes formalizam o acordo em um contrato por escrito ou 
carta de intenções. Revisar a negociação é tão importante 
quanto o próprio processo de negociação e para o sucesso 
de negociações futuras. Como disse Dale Carnegie: “Se 
você foi bem-sucedido, pergunte a si mesmo por que, e tente 
repetir a ação. Se você fracassou, pergunte a si mesmo por 
que, e aprenda com a experiência.” 
Bem, saber os estágios do processo de negociação é 
importante porque se você sabe como lidar com essa etapa, 
isso automaticamente lhe dará uma grande vantagem 
competitiva frente seu “competidor”. Portanto, é vital que 
você entenda em todos os momentos em que etapa está 
neste processo de negociação. 
Além disso, a negociação assume cada vez mais 
importância no meio empresarial e diversos profissionais se 
tornaram experts no assunto, reunindo conhecimentos 
adquiridos em cursos e na prática. Vender para pessoas que 
estão tão bem preparadas exige que você também 
demonstre que tem a aptidão necessária para fazer a 
negociação. 
 
Técnicas de negociação 
Negociação colaborativa 
É aquela negociação na qual ambas as partes são 
beneficiadas. Esta estratégia é ideal para manter 
relacionamentos comerciais a longo prazo, pois representa o 
“win-win”, ou seja, sua finalidade é que ambas as partes se 
sintam beneficiadas com o negócio e possuam uma meta 
comum para o acordo em questão. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
25MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
É ideal aplicar esta técnica dentro das próprias empresas 
para chegar a bons acordos e evitar conflitos. Também é útil 
quando surgem problemas com a outra parte, mas deseja-se 
que a relação de negócio seja duradoura e entregue os 
melhores resultados. 
 
Negociação adaptativa 
Neste tipo de negociação a paciência é primordial, pois a 
ideia é projetar ganhos a longo prazo. 
Nesta técnica, o negociador assume que “perdeu” a 
discussão para chegar ao acordo, e aceita as condições da 
outra parte. Porém, ao ceder a curto prazo, o plano é que 
mais adiante a negociação seja retomada com uma posição 
ganhadora. 
A chave está em que a empresa seja consciente dos 
seus recursos e que possa assumir o risco de conseguir 
maiores ganhos no futuro, e não no primeiro momento em 
que o acordo é assinado. 
 
Negociação competitiva 
Técnica de “ganha-perde” na qual uma das partes toma 
uma posição mais agressiva para conseguir os melhores 
benefícios individualmente, deixando a outra parte em 
desvantagem ao entrar no jogo da “soma zero”. 
O conceito de soma zero consiste em que os ganhos 
acumulados de todos os participantes é igual à somatória 
das perdas, ou seja, o que uma parte ganha, a outra parte 
perde. 
Neste tipo de negociação, a relação com a contraparte 
perde importância, e é recomendável aplicá-la somente em 
certas situações. Por exemplo, caso não seja fundamental 
conservar a relação de negócio, ou quando o preço é a única 
coisa que importa. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO: TIPOLOGIA 
DOS CAUSADORES; FASES; PRÉ-CONFRONTO OU 
PREPARO; RESPOSTA IMEDIATA; PLANO ESPECÍFICO. 
PERÍMETROS TÁTICOS. 
ORGANIZAÇÃO DO POSTO DE COMANDO. 
 
Classificação dos Graus de Risco 
Níveis de Risco: 
Baixo Risco: Refere-se a situações em que a 
probabilidade de ocorrência de um evento adverso é baixa e 
o impacto potencial é mínimo. Esses eventos podem ser 
gerenciados com medidas de segurança básicas e 
raramente resultam em danos significativos. 
Risco Moderado: Indica uma probabilidade moderada 
de ocorrência de um evento adverso e um impacto potencial 
moderado nas operações ou na segurança da organização. 
Medidas de segurança adicionais podem ser necessárias 
para mitigar esses riscos. 
Alto Risco: Situações de alto risco têm uma 
probabilidade significativa de ocorrência de eventos adversos 
que podem causar danos substanciais às operações, aos 
recursos ou à segurança da organização. Medidas de 
segurança robustas e planos de contingência são 
necessários para lidar com esses riscos. 
Risco Crítico ou Extremo: Refere-se a situações de 
emergência iminente ou ameaças graves que representam 
um perigo imediato e significativo para a vida, a segurança 
ou os interesses da organização. Esses riscos exigem uma 
resposta imediata e abrangente para mitigar os danos e 
proteger as pessoas e os ativos da organização. 
 
 
TIPOLOGIA DOS CAUSADORES DE EVENTOS 
CRÍTICOS 
Buscando auxiliar as autoridades policiais na difícil 
missão, da coleta de dados a respeito dos criminosos, os 
estudiosos do tema tem buscado conceituar tipologias dos 
perpetradores. Historicamente, o capitão Frank A. Bolz 
Júnior, do Departamento de Polícia de Nova Iorque/EUA, 
classifica-os em três tipos fundamentais: 
O primeiro deles é o criminoso profissional. É o 
delinquente que sobrevive pela prática de repetidos furtos e 
roubos e tem uma vida dedicada ao crime. Essa espécie de 
criminoso em geral provoca uma crise por acidente, devido o 
seu plano maquiavélico não sair como o esperado e 
confrontar em seguida com a polícia. 
Com a chegada dos policiais, o elemento arrebata como 
refém a primeira pessoa ao seu alcance e passa a utiliza-la 
como garantia para a fuga, dificultando assim a ação dos 
policiais. O maior risco desse tipo criminoso está nos 
momentos iniciais da crise, os primeiros quarenta e cinco 
minutos são os mais perigosos. Após esse tempo, em geral, 
vendo-se senhores da situação, esses criminosos 
profissionais são até fáceis de lidar. 
O segundo tipo criminoso é o emocionalmente 
perturbado. Pode ser um psicopatade pessoas, 
avaliação de recursos à disposição dos adversários que 
possam ser empregados em ações de atentado, histórico de 
ações anteriores perpetradas pelos referidos grupos ou 
indivíduos, seus "modus operandi", denúncias anônimas, 
informações da procedência mais diversa, informações 
sigilosas etc. 
É objetivo da segurança antecipar-se às ações de 
atentado, determinando os prováveis inimigos, seus meios 
de ação, apontando as deficiências de procedimentos, 
vulnerabilidades dos locais onde a autoridade habita e por 
onde normalmente circula ou trabalha, de forma a poder 
estabelecer os cursos de ação adequados à equipe de 
segurança. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
4MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Todos aqueles que tem alguma responsabilidade no 
âmbito da segurança tem que estar cientes daquilo que deles 
se espera: do simples porteiro ou vigilante, do motorista dos 
carros do comboio aos agentes de segurança do círculo 
aproximado. 
Todo encarregado de segurança pessoal deverá 
lembrar-se da velha máxima: "Onde quer que você tenha de 
atuar, que a sua mente já tenha estado lá antes!...". Todos os 
cenários de atuação previsíveis devem ser objeto de estudo 
e os membros da segurança deverão estar conscientes de 
seus papéis em face das contingências previstas. Como 
chegar e sair com a autoridade na sua residência? Como 
proceder para garanti-la e aos seus enquanto na residência? 
Como chegar e sair com o mesmo de seu local de trabalho? 
Como protegê-lo enquanto no local de trabalho? Quais 
cuidados devem ser adotados nos deslocamentos? Quais as 
melhores rotas de acesso e fuga? Quais os hospitais, postos 
policiais ou aquartelamentos militares que possam 
proporcionar auxílio numa emergência? Poder-se-á contar 
com cobertura aérea? Como proceder no clube, restaurante 
ou casa de praia ou ainda num evento público de grandes 
proporções?... 
A segurança será disposta em círculos, os quais tem 
como centro a figura da autoridade protegida. Todas as 
ações de uma equipe de segurança são prévias e as vezes 
até exaustivamente ensaiadas, de forma que cada integrante 
da equipe de segurança conheça o seu papel no dispositivo 
de proteção e o cumpra de maneira rápida e eficaz. Não 
devemos esquecer que, onde quer que o segurado possa ser 
esperado, lá o perigo poderá estar à espreita; e os agentes 
de segurança tem por obrigação - extremamente difícil por 
sinal - não se deixarem apanhar de surpresa. Se planeja 
para evitar a materialização do perigo, e se treina para 
conseguir uma reação sempre mais rápida, no caso de 
advirem situações críticas reais. 
Ao contrário de um cidadão comum, o bom profissional 
de segurança não pode confundir a boa sorte com as boas 
táticas. Em se tratando da proteção de dignitários, o fato de 
nenhuma adversidade ter ocorrido deverá estar associado ao 
bom planejamento da segurança, à sua execução 
disciplinada e escrupulosa, ao emprego de armamento, 
equipamentos e recursos adequados, à excelência do 
treinamento dos agentes e não apenas ao fato de que 
atentados não são coisas que acontecem todo o dia! 
Embora todo profissional de verdade devesse saber de 
antemão todas as implicações do seu trabalho, nunca é 
demais lembrar que agentes de segurança devem estar 
literalmente “preparados para tudo”. Fidel Castro teria 
escapado à ingestão de sorvete envenenado e hoje até seus 
charutos, talheres e guardanapos são inspecionados 
cotidianamente pela segurança... Nos idos dos anos 60, a 
Extrema-Direita francesa, após sucessivas e espetaculares 
tentativas frustradas, pretendeu eliminar o Presidente De 
Gaulle envenenando as hóstias da igreja onde o chefe de 
estado costumava comungar... Não faz muito tempo, na ex-
União Soviética, um alto-executivo foi vitimado por uma 
elevada dose de exposição à radiação, resultante da 
colocação de uma pequena quantidade de material 
contaminado no punho do telefone de seu escritório. 
Para nós, brasileiros, tais ações podem beirar à ficção 
“Jamesbondiana”, mas não esqueçamos que, embora a 
proteção de dignitários procure melhorar com o passar dos 
anos, o problema é que normalmente aprendemos com 
nossos próprios erros: existe uma forte tendência natural 
(inclusive de parte das próprias autoridades protegidas) de 
se menosprezar aquilo que não se vê, que “só muito 
raramente acontece” ou que “só ocorre em outros países”, e 
são justamente estas falhas as maiores responsáveis pelos 
êxitos dos criminosos quando do cometimento de atentados. 
O lado preocupante da “Globalização” para a segurança 
de uma forma geral é que, aquilo que hoje acontece com 
alguém no exterior, poderá ser repetido amanhã, contra 
quem quer que estejamos protegendo no continente. Isso 
sem falar da integração entre os grupos terroristas ou 
revolucionários, bastante bem representado pela prisão 
recente, na Colômbia, de militantes procurados do Exército 
Republicano Irlandês. Na segurança, prioritariamente, 
procuramos aprender com os erros dos outros! A 
conscientização de que se trava uma batalha constante 
contra um inimigo que vai tentar surpreender sempre deve 
ser uma tônica; não só para os encarregados da segurança, 
como também para aqueles a quem se destinam os 
dispendiosos esquemas de proteção. 
Estarão realmente bem protegidas as nossas 
autoridades? 
Hoje, telefones são clandestinamente grampeados, 
conversas são gravadas sem a concordância dos 
interlocutores, gabinetes são arrombados e documentos 
importantes subtraídos ou copiados, sem que, em boa parte 
das vezes, os encarregados da segurança sequer 
houvessem aventado a hipótese de tal fato acontecer... A 
experiência pessoal do autor demonstra que ainda não são 
poucos os “profissionais” que erradamente imaginam que o 
seu trabalho de segurança envolve apenas a escolta e em 
casos extremos, a “farta distribuição” de sopapos e de tiros. 
Nos dias de hoje, assaltos se processam impunemente 
no interior de prédios públicos, invasões, depredações, 
alarmes de bomba, explosões... e quem nos garante que 
incidentes razoavelmente recentes e de repercussão 
internacional como o do atirador no shopping-center paulista 
ou ainda de uma tomada de reféns como a do "Ônibus 174" 
no Rio de Janeiro, não poderiam reproduzir-se no interior de 
um edifício público, de forma a vitimar alguma autoridade 
política? 
É inegável que o crime político vem crescendo em toda a 
América Latina. Nos últimos anos, o histórico de vereadores, 
prefeitos, deputados e até magistrados assassinados parece 
falar por si. 
Na Colômbia deparamo-nos com o sistemático sequestro 
de políticos dos mais diversos níveis. O fato de que uma boa 
parte dessas ocorrências possam estar ligadas às disputas 
de poder (entre facções políticas) ou mesmo ao tráfico de 
drogas, indica a necessidade de reforçar a segurança dos 
dignitários. 
O "Crime Organizado" dispõe do dinheiro suficiente para 
assassinar quem quer que a eles se oponha. Exemplares de 
artefatos explosivos, granadas, fuzis com miras telescópicas 
ou de raios infravermelhos e até lançadores de foguetes 
antitanque hoje estão disponíveis para bandidos comuns e 
bem podem ser usados para propósitos terroristas. 
O know-how disponível para o planejamento dessas 
ações (principalmente no que se refira à eliminação física) 
não deve ser menosprezado, ainda mais quando é sabido 
que a criminalidade pode contar com a consultoria 
especializada de maus policiais e maus militares, os quais, 
conhecendo intimamente as técnicas e táticas dos 
grupamentos de segurança, podem constituir-se em 
oponentes formidáveis. 
 
Quem pode pretender atentar contra a autoridade? 
Antigos desafetos agindo pessoalmente 
Um ex-correligionário ou ex-amigo pode tentar 
aproximar-se do segurado a fim de agredi-lo verbal ou 
fisicamente, valendo das mãos nuas, de armas brancas,que esteja 
completamente isolado da realidade. O exemplo clássico 
desse tipo de perpetrador de crises no Brasil é o daquele 
desempregado que se apropriou de um avião da VARIG, em 
Goiânia/GO, em novembro de 1988, exigindo que o piloto 
lançasse o avião sobre o Palácio do Planalto, “para matar o 
Presidente José Sarney”. 
O terceiro e último tipo é o terrorista por motivação 
política ou religiosa. Essa espécie de perpetrador é, de 
longe, a que causa maior alarde. Basta acompanhar as 
notícias internacionais para constatar as repercussões 
causadas por esse tipo criminoso. No Brasil, esses 
criminosos foram muito ativos durante o início da década de 
70, no auge do governo militar, mas no cenário atual não se 
tem registrado ocorrências dessa natureza. 
 
A FASE DA CONFRONTAÇÃO 
Segundo a doutrina de Gerenciamento de Crises, a fase 
da confrontação sugere um tratamento de fenomenologia de 
crise, oferecendo às agências policiais uma praxe que 
contempla desde a antecipação e prevenção, até a resolução 
de um evento crítico. Segundo o FBI, esse fenômeno 
criminológico pode ser classificado em quatro fases 
cronologicamente distintas, as quais ele denomina de fases 
de confrontação. Essas fases são as seguintes: 
- A pré-confrontação (ou preparo); 
- A resposta imediata; 
- O plano específico; 
- A resolução. 
 
A PRÉ-CONFRONTAÇÃO OU PREPARO 
É a fase que antecede à eclosão de um evento crítico. 
Durante a pré-confrontação o Departamento de Policia se 
qualifica para responder assertivamente qualquer crise que 
venha a ocorrer no âmbito de sua competência. Por 
dedução, quanto mais preparada estiver uma organização 
policial para o enfrentamento de crises, maiores serão as 
possibilidades assertivas das ações. 
Trabalha-se nessa fase a mudança da cultura 
organizacional, de meramente reativa para uma postura 
organizacional proativa. No que se refere a sua postura 
diante dos eventos críticos, os departamentos policiais 
costumam responder mediante duas abordagens básicas de 
gerenciamento: a abordagem casuística e a abordagem 
permanente ou de comissão. 
A pré-confrontação pelo método casuístico consiste em 
reagir aos eventos críticos mediante uma mobilização de 
caso a caso, já a abordagem permanente ou de comissão 
adota o protocolo de manter um grupo de policiais 
previamente designados, para tão logo se identifique uma 
crise possam ser acionados. 
A experiência internacional, principalmente a 
estadunidense tem provado que a abordagem casuística 
com frequência apresenta problemas de entrosamento e 
eficiência. O protocolo permanente ou de comissão, além de 
facilitar o entrosamento entre os envolvidos na solução, 
mostra-se eficiente na definição de responsabilidade de cada 
um dos componentes do grupo de gerenciamento. Nessa 
linha, sob o aspecto doutrinário, recomenda-se a todas as 
instituições policiais que: 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
26MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
- Disponibilize um grupo designado para resposta a 
crises, o qual será prontamente empregado tão logo ocorra 
um evento crítico; 
- Disponibilize, em seus quadros de pessoal, operadores 
especialmente treinados para responder a crises; 
- Disponibilize regularmente o treinamento desses 
agentes policiais, para assegurar uma resposta aceitável 
quando da ocorrência de crises. 
 
Essa preparação deve abranger todos os escalões do 
departamento policial, através de uma difusão sistemática 
dos ensinamentos e dos princípios doutrinários inerentes ao 
gerenciamento de crises, sem prejuízo de treinamento, 
ensaios e exercícios simulados, proporcionando aos 
discentes o desenvolvimento da capacidade de decisão sob 
pressão, e que possibilitem o desenvolvimento de 
habilidades em três níveis distintos, a saber, o individual, o 
de grupo e o de sistema. 
A fase da pré-confrontação, no entanto, não se resume 
apenas a preparação da organização policial para o 
enfrentamento das crises. Ela engloba também um trabalho 
preventivo, que consiste em ações de antecipação e 
prevenção. Ações de antecipação consistem na identificação 
de ameaças específicas que apresentem potencial de crise e 
a subsequente adoção de contramedidas que visem a 
neutralizar, conter ou abortar tais eventos. 
Um exemplo nesse sentido é o diretor de uma 
penitenciária que tem conhecimento de que está em curso 
um plano de motim, e de posse dessa informação 
providencia junto à autoridade policial recursos para 
neutralizar os planos dos presidiários, evitando assim uma 
crise através da antecipação. Já as ações de prevenção são 
mais genéricas, realizadas com o objetivo de evitar ou 
dificultar a ocorrência de um evento crítico ainda não 
identificado. Realiza-se a prevenção, sobretudo perante a 
população em geral, quando se esclarece a respeito do 
comportamento que deve adotar para evitar que seja vítima 
de algum evento crítico, e caso seja, que consiga mitigar os 
riscos inerentes. 
No mesmo sentido, age também por prevenção, o diretor 
de um presídio que determina inspeções periódicas nas 
celas para localizar armas e instrumentos potenciais a ser 
utilizados numa rebelião ou motim. Ainda na fase da pré-
confrontação é que são elaborados os planos de 
contingência ou plano de segurança. O plano de 
contingência constitui-se no documento o qual um 
determinado departamento policial estabelece normas e 
rotinas de caráter interno com a perspectiva de disciplinar o 
Gerenciamento de Crises. É por meio desse plano que a 
organização policial estabelece os seus princípios 
doutrinários que deverão ser aplicados antes, durante e após 
a ocorrência de um evento crítico. 
Nessas ocorrências, o plano de contingência deve 
estabelecer regras de preparação, treinamentos, ensaios e 
requalificação para a fase da pré-confrontação. Nessas 
hipóteses, de eclosão de uma crise, o plano deve prever 
rotinas, estabelecer tarefas e definir responsabilidades, para 
que a resposta imediata da polícia ocorra dentro de um 
padrão de desempenho que facilite o imediato processo de 
gerenciamento do evento. 
 
ESTRUTURA DA EQUIPE DE RESPOSTA ÀS CRISES 
Departamentos policiais podem ter diferentes estruturas 
de equipe, dependendo de suas necessidades individuais, 
mas alguns componentes básicos e universais da estrutura 
da equipe de crise incluem os seguintes: 
- O Comandante do Teatro de Operações ou da Cena de 
Ação. Ele é a autoridade máxima para todas as ações no 
local da crise, decidindo também a estratégia a ser utilizada 
para a solução do evento crítico. Este profissional revisa e dá 
a última palavra sobre todos os planos que terão impacto 
sobre a área da crise, sob o constante crivo dos critérios de 
ação - necessidade, aceitabilidade e validade do risco. 
Também assegura uma coordenação com o seu substituto, 
na execução das tarefas deste, quando necessário. 
- O negociador, que naturalmente é a essência de uma 
equipe de resposta a um evento crítico. O modelo preferido é 
ter um negociador primário e um secundário ou negociadores 
de backup. Os backups assumem o controle se o negociador 
principal não conseguir estabelecer comunicação suficiente 
com o perpetrador, se houver barreiras culturais ou 
linguísticas envolvidas ou se o negociador principal precisar 
de uma pausa após muitas horas de conversação. 
- O chefe de equipe de inteligência. Sua principal 
responsabilidade é coletar informações sobre o perpetrador e 
as vítimas - incluindo membros da família, antecedentes 
criminais e/ou mentais, de tratamento de saúde, local de 
residência, identidade dos reféns e sua relação com o 
sequestrador, e qualquer outra informação útil no 
planejamento e execução da negociação. Por vezes esta 
informação estará disponível, outras vezes não. 
- Chefe de comunicações. Sua missão é manter contato 
com todos os indivíduos e agências que são importantesna 
gestão da crise, como serviços médicos de emergência e 
combate a incêndios, energia elétrica local e empresas de 
telefonia, agências de transporte público, empresas locais e 
a mídia. Muitos departamentos têm um oficial de informação 
pública que é encarregado do dever específico da 
informação oportuna, precisa, e livre de boatos à mídia e ao 
público em geral, sem comprometer a operação. 
- A equipe tática. Consiste de uma Unidade de Armas e 
Táticas Especiais (SWAT), na escola estadunidense de 
polícia. No Brasil são comumente conhecidos como grupos 
táticos, a exemplo dos COE, BOE, GATE, e as neofitas 
ROMUs com excelente projeção entre as Unidades 
Especializadas. Os atiradores de precisão, mais conhecidos 
como snipers, integram a equipe tática na maioria dos 
departamentos policiais. Os grupos táticos especializados 
têm como objetivo fazer uma entrada forçada, se e quando 
for determinado pelo comandante da cena, como um recurso 
empregado quando as negociações falharam, e os reféns 
estão em perigo iminente. 
Finalmente, nos países desenvolvidos, muitas equipes 
de resposta a crises incluem um psicólogo de equipe que 
geralmente tem dois papéis principais: 
(1) participação no desenvolvimento da equipe, 
treinamento e seleção de pessoal; 
(2) assistência operacional durante a crise, incluindo 
monitoramento do progresso das negociações, perfil 
psicológico de reféns e perpetradores, avaliação do nível de 
risco e perigo, monitoramento do estado mental dos 
negociadores e de outros funcionários presentes, 
participação tanto no nível estratégico quanto no operacional, 
debriefing de estresse de incidentes críticos após o incidente. 
 
A RESPOSTA IMEDIATA 
Superada a fase da pré-confrontação, a fase da resposta 
imediata é aquela em que a organização policial reage ao 
evento crítico. Em termos práticos, essa resposta ativa 
consiste em se dirigir até o local da ocorrência e providenciar 
para que a ação dos perpetradores da crise seja controlada, 
o local seja isolado e as negociações sejam iniciadas. 
Nesse estágio é que o departamento policial dará 
mostras da sua eficiência e da sua capacidade para 
administrar eventos críticos. Uma resposta imediata eficiente 
logra quase que 60% do êxito da missão policial no 
gerenciamento desse evento crítico. A primeira intervenção 
eficaz tem provado que a maioria dos sucessos no 
gerenciamento de crises ocorre em razão de respostas 
imediatas eficientes, em que, principalmente, se atentou para 
um perfeito isolamento do ponto crítico. No sentido oposto, 
quando a resposta imediata é deficitária o insucesso tem alta 
probabilidade. 
 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
27MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Sinteticamente, as medidas imediatas devem 
compreender as seguintes ações: 
Conter a crise - evitar que a crise se alastre, ou seja, 
impedir que os perpetradores aumentem o número de reféns, 
amplifique a área sob seu domínio, conquistem posições 
mais guarnecidas, tenham acesso a mais armamento, entre 
outras. 
A ação de isolar o ponto crítico, que progride quase que 
ao mesmo tempo da contenção da crise, consiste em 
delimitar o local da ocorrência, interrompendo todo e 
qualquer contato dos tomadores de reféns (se houver) com o 
mundo exterior. Essa ação tem como objetivo principal obter 
o controle total da situação por parte da polícia, que passa a 
ser o único veículo de comunicação entre os protagonistas 
do evento e o mundo externo. 
O isolamento do local conflagrado não se materializa 
unicamente pela interrupção ou bloqueio das comunicações 
telefônicas do ponto crítico com o mundo externo, mas 
também pela implantação dos perímetros táticos, que serão 
dois: o interno e o externo. Os perímetros táticos é um 
assunto de relativa simplicidade, mas devido à sua enorme 
importância para a disciplina de gerenciamento de crises, 
merece e precisa ser destacado neste trabalho. A 
experiência demonstra que quanto melhor for o isolamento 
do ponto crítico, mais fácil se torna o trabalho do 
gerenciamento da crise. 
Durante a crise ocorrida na Penitenciária Central do 
Estado do Paraná, em 1989, uma das ações assertivas foi o 
perfeito isolamento do ponto crítico realizado pela PM/PR. A 
imprensa e os curiosos ficaram afastados no mínimo a uns 
quinhentos metros do local, o que possibilitou uma cômoda 
atuação dos responsáveis pelo gerenciamento, livres que 
estavam de qualquer interferência alheia. 
Permitir a intromissão da mídia, dos curiosos e outras 
pessoas não autorizadas no teatro de operação seria o 
mesmo que admitir, numa sala de cirurgia onde se realiza 
uma arriscada intervenção cirúrgica, a presença de um 
bando de jornalistas e repórteres de televisão sem qualquer 
assepsia ou preparo prévio. Firmado convicção do valor do 
perímetro tático, cabe conceituar perímetro interno e externo. 
O interno é um cordão de isolamento que contorna o ponto 
crítico, formando o que se denomina de zona estéril. No seu 
interior, somente devem permanecer os perpetradores, os 
reféns (se houver) e os policiais especialmente designados - 
e ninguém mais. 
Já o perímetro tático externo é aquele destinado a formar 
uma zona tampão entre o perímetro interno e o público. Nele 
são estabelecidos o posto de comando (PC) do comandante 
da cena de ação e o posto de comando tático (PCT), do 
comandante do grupo tático especial (“SWAT”). 
Iniciar as negociações - mesmo que a autoridade policial 
que primeiro teve contato com a crise não seja o negociador 
oficial, deve iniciar o processo. O ambiente de profunda 
tensão e incerteza vivido pelos perpetradores do evento 
crítico nos minutos iniciais pode desencadear um 
comportamento nervoso e agressivo, que poderá não se 
repetir no decorrer da crise, quando já tiver obtido o controle 
da situação. 
A praxe policial mostra que dados importantes são 
fornecidos pelos próprios criminosos nesses momentos 
iniciais de negociação, facilitando um posterior diagnóstico 
da crise. É bom lembrar que toda a doutrina de 
gerenciamento de crises repousa praticamente na 
negociação. 
 
AS AÇÕES OPERACIONAIS ESSENCIAIS 
Quando a instituição policial toma conhecimento da crise 
e reage a ela deve depois da resposta imediata, sintetizada 
pelos três verbos, CONTER, ISOLAR e NEGOCIAR adotar 
as seguintes providências: 
- Verificar se a organização policial possui um plano de 
contingência para eventos críticos e, se for o caso, acioná-lo; 
- Estabeleça de imediato um perímetro de segurança ― 
um perímetro é essencial, pois a ação estará neste local! 
- Estabelecer e manter o posto de comando (PC) em 
local seguro e próximo ao local conflagrado; 
- Providenciar os especialistas (negociadores, técnicos 
em explosivos, médicos, bombeiros, pessoal de 
comunicação social, etc.); 
- Estabelecer os responsáveis pelo patrulhamento 
ostensivo dos perímetros táticos; 
- Providenciar o posicionamento do Grupo Tático; 
- Entrevistar pessoas que eventualmente escaparam do 
ponto crítico. 
- Iniciar as negociações, anotando as exigências dos 
elementos envolvidos; 
- Cientificar os escalões superiores e fornecer-lhes 
relatórios periódicos; 
- Estabelecer uma rede de comunicação que cubra toda 
a cena do incidente; 
- Racionar o contato dos causadores da crise com o 
mundo exterior; 
- Providenciar se for o caso, fotografias, diagramas ou 
plantas do ponto crítico, para uso do pessoal do “Tático”, 
caso este seja empregado; 
- Designar eventual substituto para o negociador; 
- Organizar escalas de pessoal, no caso de 
prolongamento da crise, não se esquecendo de preparar 
uma pessoa para substituí-lo no comando do teatro de 
operação. 
 
O PLANO ESPECÍFICO 
Vencida a fase da resposta imediata, com a contenção, o 
isolamento da ameaça e o início das negociações, sucede a 
fase do plano específico, que é aquela em queo 
comandante do teatro de operação procura elaborar uma 
solução para o evento crítico. 
Nesta fase, o papel das informações (inteligência) é 
prestigioso. 
As informações levantadas e devidamente analisadas é 
que vão indicar qual a solução a ser adotada para a crise. Os 
elementos essenciais de informações para subsidiar a 
tomada de decisão nesse momento serão os seguintes: 
- Perpetradores: quantos são? Quem são? Qual a 
motivação, passado de crimes, qual a habilidade no 
manuseio de armas, etc.? 
- Reféns: quantos são? Qual a identificação, 
nacionalidade, posição política ou social, estado de saúde 
etc.? 
- Armas: qual a quantidade, tipos, munição, explosivos? 
Quais equipamentos de proteção, meios de comunicação 
etc.? 
 
Considerada as informações acima, o comandante do 
Teatro de Operações deve diagnosticar a situação e 
considerar as seguintes alternativas para a solução da crise: 
- Tentar uma solução negociada; 
- Exigir a rendição dos criminosos; 
- Fazer emprego de agentes químicos; 
- Neutralizar o perpetrador através do atirador de 
precisão, (Sniper); 
- Empregar o Grupo Tático. 
 
A solução negociada caso conseguida, é a menos 
traumatizante para os reféns e para o departamento policial. 
Não raro, a solução negociada poderá representar a fuga 
dos criminosos, com consentimento da própria polícia, 
crentes na promessa de que os reféns serão soltos sem 
nenhum dano. 
Outras vezes a solução negociada poderá representar a 
transferência da crise para outro local. 
Exigir a rendição é uma possibilidade quando o 
criminoso apresenta falta de coragem ou arrependimento por 
seus atos, ou ainda, quando não tem nenhum refém. Nesse 
último caso, não será necessário a entrada da polícia, 
bastando aguardar-lhe a saída. Já o uso de agentes 
químicos será uma opção quando se acredita que na 
realidade o criminoso não executará os reféns, mas reagirá a 
uma entrada da polícia. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
28MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
O emprego do sniper só é viável quando esgotadas 
todas as negociações possíveis, quando não houver acordo 
com o perpetrador e houver iminente risco ou a indubitável 
intenção de execução dos reféns. 
No entanto, há que se considerar a possibilidade do 
criminoso trocar de roupa com algum refém. Empregar o 
grupo tático em regra é a opção que oferece alto risco para 
os reféns, para os policiais e para os perpetradores. 
 
A RESOLUÇÃO COM A EXECUÇÃO DO PLANO 
ESPECÍFICO 
A Resolução é a última fase do gerenciamento de uma 
crise. É a fase em que se executa o plano específico. Trata-
se da fase mais preocupante da crise, sobretudo quando se 
decide pela opção tática, com uso de força letal. Se fosse 
possível estabelecer um gráfico do nível de risco de cada 
evento crítico que ocorre, certamente se constataria que, se 
analisado caso a caso, todos eles, sem exceção, 
apresentariam em comum, dois momentos onde o nível de 
perigo atinge a gradação mais elevada, qual seja: o início da 
crise (os primeiros 15 e 45 minutos, onde se estabelece a 
Síndrome de Estocolmo) e o seu final, a resolução. 
Mesmo após a resolução da crise, ainda restará tarefas 
para o gerenciador, quais sejam: recolher e devolver o 
material emprestado, elaborar os relatórios, providenciar a 
perícia no local conflagrado, avaliar de forma crítica os 
resultados obtidos, e informar os resultados finais na 
imprensa. 
 
Plano de Resposta ao Risco 
O plano de resposta ao risco é o processo de 
desenvolvimento de opções e determinação das ações para 
melhorar oportunidades e reduzir ameaças para os objetivos 
do projeto. 
Ele inclui a identificação e designação de indivíduos ou 
partes, com a responsabilidade para cada acordo de 
resposta ao risco. Este processo assegura que riscos 
identificados são devidamente endereçados. A eficácia do 
planejamento de resposta determinará diretamente se risco 
do projeto cresce ou diminui. O plano de resposta ao risco 
deve ser apropriado para a severidade do risco, estimando 
um custo real, o tempo necessário para ser bem sucedido, 
dentro de um contexto realístico, acordado por todas as 
partes envolvidas e designado um responsável. 
Frequentemente é requerida a seleção da melhor resposta 
dentro das várias opções. 
 
Técnicas e Ferramentas para o Plano de Resposta ao 
Risco 
Várias respostas estratégicas a risco são disponíveis. A 
melhor estratégia deve ser selecionada para cada risco. 
Então ações específicas devem ser desenvolvidas para 
implementar esta estratégia. Podem ser selecionadas uma 
estratégia principal e uma alternativa. 
Evitar. Evitar o risco é mudar o plano de projeto para 
eliminar o risco ou a condição ou para proteger os objetivos 
do projeto destes impactos. Embora a equipe não possa 
eliminar todos os eventos de risco, alguns riscos específicos 
podem ser evitados. 
 Alguns eventos de risco que surgem cedo no projeto 
podem ser evitados com requerimentos esclarecedores, 
obtendo-se informações, melhorando a comunicação ou 
consultando especialista. Reduzindo escopo para evitar 
atividades de alto risco, acrescentando recursos ou tempo, 
adotando uma abordagem familiar em vez de uma inovação, 
ou evitando um fornecedor desconhecido podem ser 
exemplos de evitar o risco. 
 
Transferir. Transferir o risco é procurar mudar a 
consequência de um risco para uma terceira parte junto com 
a responsabilidade da resposta. Transferindo o risco 
simplesmente daremos a outra parte a responsabilidade para 
gerenciar isto; isto não o elimina. 
 Transferir a responsabilidade do risco é a mais eficaz 
nas transações com risco de exposição financeira. Transferir 
risco quase sempre envolve pagamentos de um valor para 
que a terceira parte assuma este risco. Ele inclui o uso de 
seguro, bônus de desempenho, garantias e comprovação. 
Podem ser usados contratos para transferir responsabilidade 
para riscos específicos para outra parte. O uso de contrato 
de preço fixo pode transferir o risco para o fornecedor se o 
design do projeto não sofrer modificação. Embora um 
contrato de reembolso de custo deixe o risco mais com o 
cliente ou patrocinador, ele pode auxiliar a redução do custo 
se existir mudanças no meio do projeto. 
 
Mitigar. A mitigação procura reduzir a probabilidade e/ou 
consequências de um evento de risco de adverso para um 
aceitável. Tomar ações cedo para reduzir a probabilidade de 
uma ocorrência ou impacto no projeto é mais eficaz que 
tentar reparar as consequências depois de ocorrido. A 
mitigação de custos devem ser apropriadas, dando a 
provável probabilidade do risco e suas consequências. 
A mitigação de risco pode tomar a forma de 
implementação de um novo curso de ação que reduzirá o 
problema—ex.: adotando processos menos complexos, 
conduzindo mais testes sísmico ou de engenharia, ou 
escolhendo fornecedor mais estável. 
Ele pode envolver condições de mudanças em que a 
probabilidade de ocorrência de risco seja reduzida—ex. 
adicionando recursos ou tempo no cronograma. Ele pode 
requer o desenvolvimento de protótipo com escala menor 
para reduzir o risco. 
 Aonde não é possível reduzir a probabilidade, a 
mitigação da resposta pode endereçar o impacto do risco 
para determinar a severidade. Por exemplo, desenhando 
redundâncias no subsistema pode reduzir o impacto que 
resultem de falhas de um componente original. 
 
Aceitar. Esta técnica indica que a equipe do projeto 
decidiu não trocar o plano do projeto para negociar com um 
risco ou não é possível fazer algo para identificar alguma 
outra estratégia de resposta apropriada. A aceitação ativa 
pode incluir desenvolver um plano de contingência para 
executar quando ocorrer um risco. A aceitação passiva não 
requer ação, deixando a equipe de projeto fazer um arranjo 
quando o risco ocorrer. 
 Um plano de contingência é aplicado parariscos 
identificados que surjam duarante o projeto. Desenvolvendo 
um plano de contingência antecipadamente pode-se reduzir 
enormemente o custo de uma ação quando ocorrer o risco. 
Detonadores de risco, assim como ausência de milestones 
intermediários, devem ser definidos e acompanhados. Um 
plano de retrocedimento é desenvolvido se o risco tem um 
alto impacto, ou se a estratégia selecionada não for 
totalmente eficaz. Este pode incluir alocação de uma quantia 
de contingência, opções de desenvolvimento alternativos, ou 
mudanças no escopo do projeto. A mais comum resposta de 
aceite do risco é estabelecer uma ajuda de custo de 
contingência ou reserva, incluindo quantidades de tempo, 
dinheiro, ou recursos para cobrir o risco. A ajuda de custo 
deve ser determinada pelo impacto computado em um nível 
de exposição de risco aceitável, para o risco que tem de ser 
aceito. 
 
Comunicação de Risco 
Toda comunicação tem como finalidades básicas 
entender o mundo, relacionar-se com os outros e transformar 
a si mesmo e a realidade (SILVA, 2006). 
A comunicação de riscos não é um conjunto de técnicas 
voltadas a informar sobre a possibilidade de danos 
decorrentes da interação com determinados perigos, mas é 
parte integrante e estratégica do processo de gestão de 
riscos, responsável por integrar e informar aos colaboradores 
e partes interessadas, maneiras e procedimentos de como 
agir perante ameaças, para que essas partes não somente 
compreendam as iniciativas e os processos de decisão 
tomados pelas organizações para gerenciar seus riscos, mas 
também para promover e desenvolver a percepção a 
respeito dos perigos e riscos decorrentes da natureza da 
atividade desenvolvida (RINALDI e BARREIROS, 2007). 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
29MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Ao tratar a comunicação entre o profissional e o 
paciente, o profissional da área de saúde tem a saúde como 
base de seu trabalho nas relações humanas e, portanto, tem 
como função decifrar, decodificar e perceber a mensagem 
que o “paciente” envia, de modo a ajudá-lo a conceituar seus 
problemas, enfrentá-los e visualizar a sua participação na 
resolução dos mesmos. Assim, partindo dessas afirmativas, 
se a vigilância sanitária é área da saúde, se o risco sanitário 
é o problema a ser enfrentado e se o “paciente” da vigilância 
sanitária é o cidadão, para uma comunicação de risco 
efetiva, o profissional de vigilância sanitária tem a função de 
perceber as mensagens que o cidadão usuário é capaz de 
compreender sobre o risco e, assim, poder influir nas 
mudanças de comportamento que levarão à mitigação 
desses riscos, prevenção de danos e proteção à saúde 
(SILVA, 2006). Identificação de risco, comunicação de risco e 
percepção de risco. 
A percepção de riscos é a habilidade de interpretar uma 
situação de potencial dano à saúde ou à vida da pessoa ou 
de terceiros, baseada em experiências anteriores e sua 
extrapolação para o momento futuro, habilidade esta que 
varia de uma vaga opinião a uma firme convicção” 
(WIDEMANN, 1993). A avaliação e comunicação de riscos 
passa, portanto, pela percepção. 
 
O Funcionamento do Posto de Comando 
Os PC [postos de comando] são instalações que incluem 
pessoal, equipamentos, sistemas de informação e redes, 
guiados por processos e procedimentos que auxiliam os 
comandantes no exercício do Comando de Missão. Os 
comandantes empregam PC para ajudar a controlar as 
operações por meio da continuidade, planejamento, 
coordenação e sincronização das funções de combate. 
Em meio a situações de crise e emergência, a 
capacidade de coordenação, comunicação e tomada de 
decisões rápidas e eficazes é crucial para garantir uma 
resposta eficiente e organizada. Nesse contexto, o posto de 
comando emerge como o epicentro operacional, o centro 
nervoso a partir do qual são coordenadas todas as atividades 
de resposta e gerenciamento de crises. 
O posto de comando é mais do que um simples local 
físico; é um sistema complexo e integrado de pessoas, 
tecnologia e processos, projetado para facilitar a 
coordenação e o controle de uma resposta a emergências. 
Em sua essência, o posto de comando é onde os líderes e 
especialistas se reúnem para analisar a situação, tomar 
decisões estratégicas e coordenar ações para lidar com a 
crise em questão. 
A localização física do posto de comando é 
estrategicamente escolhida para oferecer acesso rápido e 
fácil a todas as partes envolvidas na resposta a 
emergências. Pode ser estabelecido em instalações 
permanentes, como quartéis de bombeiros, delegacias de 
polícia ou centros de operações de emergência, ou pode ser 
configurado temporariamente em locais móveis, como 
veículos de comando ou trailers especialmente equipados. 
No entanto, mais importante do que o local físico é a 
infraestrutura e os recursos disponíveis dentro do posto de 
comando. Isso inclui sistemas de comunicação avançados, 
como telefones, rádios, sistemas de vídeo e computadores, 
que permitem uma troca rápida e eficaz de informações entre 
todos os envolvidos na resposta a emergências. 
Além disso, o posto de comando é equipado com 
ferramentas de análise de situação e visualização de dados, 
que permitem aos líderes e especialistas acompanhar o 
desenvolvimento da crise em tempo real e tomar decisões 
informadas com base em informações atualizadas. 
No nível humano, o posto de comando é ocupado por uma 
equipe multidisciplinar de líderes e especialistas, cada um com 
papéis e responsabilidades específicos. Isso pode incluir 
representantes de agências governamentais, serviços de 
emergência, organizações não governamentais, empresas 
privadas e voluntários, todos trabalhando juntos em prol de um 
objetivo comum: proteger vidas e minimizar danos. 
 
 
 
 
 
 
ESPAÇO RESERVADO PARA ANOTAÇÕES 
 
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 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
30MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
 
ESPAÇO RESERVADO PARA ANOTAÇÕES 
 
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ESPAÇO RESERVADO PARA ANOTAÇÕES 
 
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________________________________________armas de fogo ou qualquer recurso que a sua qualificação 
pessoal ou profissional permita empenhar contra nosso 
protegido. 
Em tal situação, que uma equipe de segurança bem 
estruturada poderá enfrentar com sucesso, a segurança 
deverá ter conhecimento prévio da existência do referido 
desafeto, identificar-lhe as feições, e salvo em casos 
especialíssimos (como se por exemplo o antagonista for um 
exímio atirador ou um especialista em explosivos), apenas 
lhe caberá impedir que o referido cidadão possa te acesso 
ao dignitário. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
5MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Durante o desfile em carro aberto na posse do 
Presidente Lula em Brasília (Janeiro de 2003), a segurança 
presidencial vivenciou momentos difíceis quando um 
professor lançou-se sobre o carro do dignitário abraçando-o 
de forma acalorada. A imagem marcante foi mostrada por 
todos os órgãos de mídia e dá arrepios imaginar o que teria 
ocorrido se, aquele homem anônimo e decidido, que tão 
rápida e inesperadamente saiu do meio da multidão e pulou 
no pescoço do presidente, acreditasse que tinha um 
encontro com o destino e pretendesse matar Luiz Inácio Lula 
da Silva. 
 
Criminosos comuns 
Embora se possa estranhar a inclusão desse grupo 
adverso, vale lembrar que diversas autoridades, 
notadamente em horários de folga ou em seus 
deslocamentos, já foram alvo de roubos ou furtos e que tais 
ocorrências - que bem poderiam ser dissuadidas pela efetiva 
presença ostensiva dos agentes de segurança - acabam por 
desmoralizar, tanto a autoridade, quanto aqueles que se 
dedicavam a protegê-la. Também são notórias algumas 
ocorrências no Brasil, nas quais, motoristas e agentes de 
segurança relaxados em face dos riscos cotidianos, 
esperando por seus protegidos no interior de seus veículos, 
foram surpreendidos por criminosos comuns que sequer 
sabiam quem estavam abordando, chegando mesmo a 
perder suas armas de forma extremamente humilhante. 
 
Matadores profissionais, “pistoleiros” ou 
“assassinos de aluguel” 
Profissionais do extermínio, normalmente agem de forma 
seletiva, focando apenas seus alvos especificamente. 
Estudam pormenorizadamente seus alvos, anotam seus 
hábitos e rotinas, a segurança que os cerca, planejam suas 
ações de forma poderem efetuar o atentado com êxito sem 
se exporem à possibilidade de captura. Variando em direta 
relação com a importância de seus alvos (e também da 
segurança que os protege) podem empregar meios 
tecnologicamente caros e sofisticados como armas longas 
com lunetas, miras infravermelhas, lançadores de foguetes, 
venenos, substâncias radioativas, artefatos explosivos 
disfarçados etc. 
 
Crime Organizado 
Trata-se de organizações criminosas e como tal dispõe 
de recursos financeiros de grande monta, permitindo custear 
atentados que podem ser elaborados e dispendiosos. Os 
“modus-operandi” variam desde as ações perpetradas por 
numerosos grupos armados (no estilo “Bonde”, como são 
chamados os comboios do tráfico carioca), às ações com 
atiradores de longo alcance da Máfia e as bombas dos 
cartéis colombianos. 
 
Loucos ou psicopatas 
Embora as ações desses grupos variem desde a simples 
agressão física de mãos nuas às facadas e tiros à queima 
roupa, o principal risco repousa na absoluta imprevisibilidade 
de suas ações. 
Não se pode estimar quem poderá atentar, onde agirá, 
quando e por quais meios, gerando uma indefinição 
extremamente perigosa para a segurança. Embora alguns 
desequilibrados mentais possam ser facilmente identificáveis 
(e por conseguinte previsíveis, como o inofensivo 
“Beijoqueiro”, que se notabilizou por oscular personalidades 
como o cantor Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e 
inúmeras outras celebridades) outros, dos quais ninguém 
desconfiaria, “a priori”, já provaram ser capazes de disparar 
contra presidentes ou celebridades. 
 
Partidos, agremiações ou grupos políticos de 
oposição 
Na América Latina vem sendo extremamente comum o 
recurso do assassinato político de juízes, prefeitos, 
vereadores, deputados e até senadores. Para prevenir tais 
ações é extremamente importante avaliar as implicações da 
vida política do segurado, buscando a identificação e 
conhecimento da personalidade de seus adversários, bem 
como de seu histórico de conduta e amizades. Por mais que 
tal prática venha a encontrar opositores no âmbito da nossa 
romântica sociedade civil, se deve investigar a ação de 
pessoas ou grupos de tendência política contrária, que 
possam intentar contra a autoridade protegida. As 
informações oriundas dos levantamentos de inteligência são 
o alicerce do planejamento de uma segurança de dignitários. 
É extremamente difícil proteger contra complôs, os quais 
normalmente contam com a colaboração de pessoas 
próximas ao protegido. 
 
Organizações Terroristas 
No âmbito dos grupos realizadores de atentados, as 
organizações terroristas são adversários prioritários das 
equipes encarregadas da proteção de altas autoridades. 
Normalmente tais organizações são objeto da vigilância 
constante dos órgãos de inteligência nacionais, os quais 
procuram munir os setores de segurança dos respectivos 
dignitários, de todos os indícios e informações disponíveis 
sobre possíveis ações adversas. Dispondo de recursos 
técnicos e de integrantes treinados e extremamente 
motivados as organizações terroristas são uma ameaça que 
vem requerer da segurança planejamentos elaborados e 
esquemas dispendiosíssimos para proporcionar mínimas 
garantias aos segurados. 
 
Organizações não-Governamentais 
Tratam-se de entidades legalmente estabelecidas, que 
contam com uma grande disponibilidade de recursos 
financeiros, bem como uma grande militância transnacional. 
O fato de que, normalmente, não se envolveriam em 
ocorrências ilegais ou violentas, não as exime de intentar 
ações de desmoralização contra dignitários que contrariem 
seus princípios. 
 
Serviços Secretos ou agências de inteligência agindo 
a mando de um governo ou não (CIA, MI-6, KGB, SNI, 
etc.): 
Certamente todo mundo já deve ter ouvido histórias 
sobre complôs de órgãos de inteligência para desmoralizar, 
destituir ou eliminar este ou aquele dignitário. 
Não faltam histórias nesse sentido e muitas delas tem 
realmente um fundo de verdade, embora as ações de órgãos 
de inteligência costumem ser cercadas de uma aura de 
sigilo. O falecido rei Hussein da Jordânia quando, em suas 
memórias, citou nada menos que treze atentados contra sua 
vida, a maioria deles tramada pelo serviço secreto egípcio do 
então presidente Nasser. 
A tarefa dos seguranças pessoais não se constitui em 
algo fácil: estar permanentemente a postos para um combate 
que não tem dia e nem hora para acontecer vem a exigir 
profissionais técnicos, atentos e disciplinados, que jamais 
subestimem a capacidade de seus adversários. 
Os agressores sempre tem a vantagem da escolha do 
local do atentado e o perfeito reconhecimento desse local; 
tem todo tempo para o planejamento da ação, cabendo a 
eles a iniciativa de onde e quando atacar o dignitário. 
O treinamento dos agentes de segurança deve merecer 
muita atenção e ainda que sabidamente dispendioso, deverá 
ser constante na medida que se espera dos homens uma 
atuação de fato! Planos e procedimentos para fazer frente à 
cada situação de perigo devem ser estabelecidos, instruídos 
aos seguranças e seguidos à risca, sobretudo no que tange 
à segurança física de instalações como os tribunais, as 
casas legislativas, gabinetes e residências dos protegidos. 
Os esquemas de segurança devem ser cercados de 
sigilo. Os verdadeiros profissionais da segurança não devem 
demonstrar propensão por dar entrevistas ou ver sua foto 
exibida nos jornais e revistas. Da mesma forma, a autoridade 
deve escusar-se de falar sobre o seu próprio esquema de 
proteção.SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
6MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
O trabalho de criminosos ou terroristas, quando do 
planejamento de um atentado, não deve ser facilitado pela 
exposição, na mídia, de detalhes sobre a segurança que 
cerca a personalidade pública. 
A verdadeira segurança não se improvisa! Prevenção é a 
chave do trabalho a ser desenvolvido e a segurança deve 
antecipar-se aos problemas. A segurança de dignitários 
existe para evitar problemas, contrariedades e atentados; e 
só travará combate se tal contingência for inevitável. Na 
medida do possível tudo deve ser previsto... Num trabalho de 
segurança verdadeiramente profissional, a improvisação é 
exceção, nunca a regra. 
As autoridades devem se conscientizar da necessidade 
de cooperarem com os responsáveis pela sua proteção, 
confiar e valorizar seu trabalho, modificando seus hábitos e 
rotinas em função do aconselhamento de sua segurança. 
 
O OBJETO E O MODUS OPERANDI 
A segurança das pessoas pode ser geral ou institucional. 
Geral ou institucional, a operação da segurança das pessoas 
pode ser desencadeada: 
 De forma CARACTERIZADA, quando os agentes atuam, 
ostensiva ou veladamente, com envolvimento direto nas 
ações ou reações desencadeadas. 
Atuando veladamente, seus agentes operam não 
uniformizados e com bastante discrição, embora sem ocultar 
completamente sua condição de profissionais de segurança. 
De forma DESCARACTERIZADA, quando os agentes 
atuam secretamente e, em princípio, não se envolvem 
diretamente nas ações. 
 
Operando de forma descaracterizada, os agentes 
ocultam completamente essa sua condição e atuam 
secretamente direcionados para a prevenção, evitando, salvo 
em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou 
reações, tendo em vista manterem-se incólumes. 
Agem como elementos de apoio, exatamente onde, 
como e quando os agentes ostensivos ou velados estão 
impedidos de agir. 
Esta exposição sobre a Segurança das Pessoas tornou 
evidente a existência de dois universos distintos, mas 
expressivamente interrelacionados 
- O ambiente privado dos indivíduos ou grupos 
(segurança VIP) e 
- O ambiente corporativo das empresas (Segurança da 
gestão das Pessoas). 
 
Tornou evidente, ainda, que tanto em um quanto no 
outro o modus operandi É O MESMO, ou seja: 
Opera-se a segurança atuando de forma caracterizada, 
agindo velada ou ostensivamente, ou de forma 
descaracterizada, agindo secretamente, sempre observando 
os mesmos fundamentos técnicos e operacionais. 
 
ANÁLISE DE RISCOS: RISCOS, AMEAÇAS, DANOS E 
PERDAS; DIAGNÓSTICO; APLICAÇÃO DE MÉTODOS 
 
Risco é um evento hipotético, cuja ocorrência pode afetar 
de forma positiva ou negativa uma organização. Ele possui 
chance de ocorrência futura que não é nula e apresenta 
impacto ou oportunidade significante. 
Em segurança, consideramos risco todo evento capaz de 
produzir perdas ou danos, seja de ordem humana 
(vidas/integridade física) ou patrimonial (bens tangíveis e 
intangíveis). 
A análise de risco visa detectar todos os riscos aos quais 
o dignitário, sua família e empresa estão sujeitos. Após a 
detecção, os riscos precisam ser classificados de acordo 
com a probabilidade de acontecimento. Nesta classificação é 
necessário que conste o grau de risco/gravidade e seus 
efeitos/consequências/danos humanos, materiais ou 
financeiros (valor do prejuízo, transtornos e possibilidade de 
recuperação do patrimônio ou de contornar a situação). 
Com estes dados em mãos, adotam-se as medidas 
preventivas necessárias (elaboração de normas, projetos e 
sistemas de segurança, plano de contingência para cada 
risco, adoção de barreiras físicas e eletrônicas de segurança, 
equipe de vigilância, monitoramento, etc.) 
Os riscos podem ser: provenientes de atos humanos 
(criminosos ou não); procedentes de acidentes; oriundos de 
catástrofes naturais; causados por mudança política ou ainda 
gerados por imprevistos, falhas técnicas ou mecânicas. 
Risco é definido como sendo as condições ou fatos 
significativos que podem criar uma situação de 
impossibilidade para se conseguir os objetivos estabelecidos. 
Já ao que se refere à analise de riscos em relação à 
segurança, pode-se afirmar que riscos e ameaças são 
variáveis com probabilidade de ocorrência e com 
potencialidade para causar dano. 
O Dano e Perda não devem ser confundidos, pois não 
são sinônimos, dano é gênero do qual são espécies o dano 
potencial e o dano real, enquanto que perda é a 
consequência. É de grande complexidade a análise de risco, 
pois envolve fatores subjetivos, como o julgamento de quem 
o avalia, a influência do momento e a incerteza do que pode 
nos trazer o futuro. Mas mesmo assim, a estimativa de quem 
se analisa o risco é de grande valia e acaba subsidiando o 
planejamento e direcionamento das ações no trabalho de 
segurança. De certa forma, a percepção sobre perigos, é em 
grande parte, pouco tem relação com as referências e os 
dados coletados sobre o problema. 
A possibilidade sem e ter o dano é normalmente menor 
do que a imaginação das pessoas ao tomarem as decisões. 
Mesmo tendo chance real de existirem situações de perigo, o 
risco é antes de tudo uma percepção individual e uma 
construção mental. Quanto maior a percepção de risco, 
maior a predisposição para a ação cautelosa. Gerenciar o 
risco é reconhecer que existe alguma previsibilidade e 
defesa contra imprevistos. Se alguns eventos são 
previsíveis, eles podem ser submetidos a cálculo de risco. 
Desta forma, o risco se calcula, e não pode ser ignorado. 
A doutrina especializada conceitua o que é um risco, 
desta forma pode-se afirmar que é um contexto que inclui as 
ameaças, vulnerabilidades e o valor a proteger. Já a análise 
de risco é o processo de avaliar em que medida é que um 
certo contexto é ou não aceitável para uma organização. 
O diagnóstico da análise de riscos é um levantamento 
com o objetivo de se identificar e definir os riscos a que uma 
instituição está sujeita e no qual se estabelecem graus de 
criticidade, sendo classificados como: 
- graves apenas as ameaças que causam paralisação 
das atividades institucionais; 
- leves os que causam redução temporária (de uma a 
duas horas) das atividades institucionais; 
 
Os riscos podem ser classificados como: 
- Risco de serviço: São todos os fatos que contrariam as 
normas de segurança da empresa (ocorrências). 
- Risco de estrutura: São todas as falhas e defeitos 
encontrados pelos vigilantes, durante as rondas, na estrutura 
de segurança estática da empresa. 
É o resultado de combinações referentes à localização, 
estabelecimento, características dos empregados, qualidade 
do treinamento e da supervisão, que podem causar algum 
dano. 
Este é o fator aleatório que não pode ser totalmente 
previsto, portanto é a parcela de perigo ou dano que pode 
decorrer de um empreendimento, capaz de anular as 
vantagens obtidas com suas realizações. 
A análise de risco é o alicerce básico para o 
planejamento da segurança e implica inicialmente na 
identificação dos perigos, nos motivos destes existirem e em 
quais condições podem ser concretizados. 
É com base nesta análise que as decisões de caráter 
preventivo ou contingencial são tomadas, uma vez que esta 
avaliação, que inclui o ambiente interno e o cenário externo, 
fornece dados bastante completos e estima as 
probabilidades de os eventos ocorrerem. Já a ameaça é a 
identificação da matriz do risco. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
7MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
O diagnóstico da análise de riscos é um levantamento 
com objetivo de se identificar e com base nisto definir os 
riscos a que uma instituição está sujeita. Classifica-seos 
riscos como: 
- graves apenas as ameaças que causam paralisação 
das atividades institucionais; 
- leves os que causam redução temporária (de uma a 
duas horas) das atividades institucionais; 
O grau de risco é o resultado da análise de risco, com 
prioridade para a quantificação de fórmula matemática, todas 
as ameaças em vigor e potenciais. 
Já o grau de sensibilidade é o fator usado para priorizar 
recursos corporativos em caso de comparação do grau de 
risco entre varias instalações, é a probabilidade do 
patrimônio sujeitar-se a fatores que venham colocar em 
perigo, gerar perda ou dano aos ativos, comprometendo a 
continuidade das atividades da corporação, 
consequentemente do lucro. 
 
Risco de Segurança 
Um risco de segurança é um evento possível e 
potencialmente danoso a uma organização, isto é, um evento 
hipotético, que possui chance de ocorrência futura que não é 
nula e que apresenta impacto negativo significante. Sem 
chance de ocorrência futura, um evento hipotético não se 
configura como risco. Sem impacto negativo significante, um 
evento hipotético não se configura como risco. 
É também importante destacar que, mesmo que um 
evento futuro negativo tenha 50% de chance de ocorrer e 
impacto negativo valorado, haverá sempre uma incerteza 
associada a tal estimativa. Isto é, podemos ter baixa, média 
ou alta confiança de que o evento tem 50% de chance de 
ocorrer, bem como podemos ter baixa, média ou alta 
confiança de que o impacto negativo real será do valor que 
estimamos. Dessa forma, um risco poderia, de modo 
abstrato, ser obtido pela fórmula abaixo: Risco de Segurança 
= Chance de ocorrência * Impacto negativo estimado * 
Incerteza relacionada com as medidas. 
 
Cenário de Incidentes de Segurança 
A descrição fictícia e textualmente enriquecida de um 
conjunto de incidentes que podem potencialmente ocorrer 
com uma organização é chamada de “cenário de incidentes”. 
O conjunto de cenários de incidentes é uma forma 
empregada para facilitar a compreensão do perfil de riscos 
de uma organização. A partir do cenário de incidentes podem 
ser construídos vários riscos. 
 
Redução do Risco 
A redução gerenciada de um risco é obtida por meio da 
introdução de controles, produzindo um novo tipo de risco, 
chamado de “risco residual”. De forma abstrata, poderíamos 
expressar a redução do risco, ou risco residual, por meio de 
uma fórmula como a seguir: Risco residual = Risco original / 
Controles de Segurança 
 
Análise de Ameaças 
Uma fonte de ameaças é um agente ou condição que 
exercita ameaças. Ameaças podem ter como fonte seres 
humanos e o ambiente, sendo que seres humanos podem 
agir deliberadamente ou acidentalmente. Desta forma, 
quanto à origem, as ameaças podem ser classificada em: 
a. humanas deliberadas (D); 
b. humanas acidentais (A); e 
c. ambientais (E - Environmental) 
 
As ameaças também podem ser organizadas quanto ao 
tipo: 
a. [Dano físico] Incidente com equipamento, instalação, 
mídia ou substância que foi comprometido; 
b. [Eventos naturais] Incidentes com fontes de água, do 
solo e subsolo ou do ar; 
c. [Paralisação de serviços essenciais] Incidentes em 
serviço de energia elétrica, água encanada, esgoto, 
condicionamento de ar etc; 
d. [Distúrbio causado por radiação] Incidentes causados 
por radiação térmica ou eletromagnética; 
e. [Comprometimento da informação] Interceptação, 
destruição, furto, cópia indevida, adulteração de hardware ou 
software; 
f. [Falhas técnicas] Falha, defeito, saturação ou violação 
das condições de uso de equipamento de informática; 
g. [Ações não autorizadas] Uso, cópia ou processamento 
ilegal de dados; 
h. [Comprometimento de funções] Erro em uso, abuso de 
direitos, forjamento de direitos, repúdio de ações, 
indisponibilidade de pessoas. 
 
Diagnóstico: 
Identificação de Ativos Críticos: Identificação dos 
ativos, recursos e processos críticos para as operações e 
objetivos da organização que estão em risco. 
Análise de Vulnerabilidades: Avaliação das 
vulnerabilidades existentes nos ativos e processos 
identificados, incluindo falhas de segurança, deficiências 
operacionais e fragilidades estruturais. 
Avaliação de Impacto: Estimativa do potencial impacto 
negativo de um evento de risco na organização, 
considerando aspectos financeiros, operacionais, 
reputacionais e de segurança. 
Identificação de Ameaças e Riscos: Identificação das 
ameaças potenciais que podem afetar os ativos críticos e a 
probabilidade de sua ocorrência. 
 
Aplicação de Métodos: 
Análise Qualitativa de Riscos: Utilização de técnicas 
qualitativas, como matrizes de risco e avaliação de cenários, 
para classificar os riscos com base em sua probabilidade e 
impacto, identificando os mais críticos. 
Análise Quantitativa de Riscos: Utilização de métodos 
quantitativos, como modelagem estatística e simulações, 
para quantificar o impacto financeiro dos riscos e calcular a 
probabilidade de perdas. 
Mapeamento de Riscos: Representação visual dos 
riscos identificados em um mapa de riscos, que destaca as 
relações entre ameaças, vulnerabilidades, impactos e 
medidas de mitigação. 
Desenvolvimento de Planos de Mitigação: 
Desenvolvimento de estratégias e planos para mitigar os 
riscos identificados, incluindo medidas preventivas, planos de 
contingência e planos de recuperação de desastres. 
Monitoramento e Revisão Contínuos: Estabelecimento 
de um processo contínuo de monitoramento e revisão dos 
riscos, garantindo que novas ameaças sejam identificadas e 
que as medidas de mitigação sejam atualizadas conforme 
necessário. 
 
PLANEJAMENTO DE CONTINGÊNCIAS: NECESSIDADE; 
PLANEJAMENTO; COMPONENTES DO 
PLANEJAMENTO; MANEJO DE EMERGÊNCIA; 
GERENCIAMENTO DE CRISES; 
PROCEDIMENTOS EMERGENCIAIS 
 
Um Plano de Contingência é um conjunto de 
procedimentos e estratégias elaborados com antecedência 
para lidar com situações adversas, emergências ou crises 
que possam surgir e afetar as operações normais de uma 
organização. Ele é projetado para garantir respostas de 
forma rápida, eficaz e organizada a eventos imprevistos, 
minimizando os impactos negativos e ajudando a restaurar a 
anormalidade o mais rápido possível. 
O Plano de Contingência é um planejamento preventivo 
para atuar durante um evento que afete as rotina e 
atividades normais de uma organização. Visa prover a 
empresa de procedimentos e responsabilidades, com 
objetivos de orientar as ações durante um evento indesejado, 
de forma que o mesmo afete o menos possível o 
funcionamento normal da organização. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
8MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
É uma ferramenta fundamental para o tratamento de 
riscos de uma organização, assegurando sua resiliência e 
capacidade de resposta diante de eventos imprevistos que 
possam surgir no ambiente empresarial. 
 
Objetivos do Plano de um Plano de Contingência 
A seguir os principais objetivos de um Plano de 
Contingência: 
Garantir a Continuidade dos Negócios: Um dos 
principais objetivos é assegurar que a organização possa 
manter suas operações críticas mesmo diante de eventos 
imprevistos. 
Proteger Ativos e Recursos: O plano visa proteger os 
ativos físicos, financeiros e de informação da organização, 
bem como seus recursos humanos. 
Cumprir Requisitos Regulatórios: Muitas organizações 
são obrigadas por lei ou regulamentos a terem planos de 
contingência em vigor, especialmente em setores críticos 
como saúde, segurança pública, energia e serviços 
financeiros. 
Facilitar uma Resposta Coordenada: O plano busca 
estabelecer uma estrutura organizacional clara e 
procedimentos definidos para coordenar e gerenciar a 
resposta da organização a uma crise. 
Preservar a Reputação e a Confiança: Um objetivo 
crucial é proteger a reputação e a imagem da organização 
perante seus stakeholders, incluindoclientes, fornecedores, 
investidores e o público em geral. 
 
Importância do Plano de Contingência 
O planejamento de contingência é de suma importância 
para qualquer organização, independentemente do seu 
tamanho ou setor de atuação. Ele desempenha um papel 
crucial na proteção dos ativos, na segurança dos 
funcionários e na continuidade das operações, 
especialmente diante de eventos imprevistos ou crises. 
A seguir algumas das principais razões pelas quais o 
planejamento de contingência é importante: 
Continuidade dos Negócios: Garante que a 
organização possa continuar suas operações mesmo diante 
de eventos adversos. 
Redução de Danos: Minimiza os impactos negativos em 
pessoas, propriedades, ativos e reputação da empresa. 
Segurança dos Funcionários: Protege os 
colaboradores da empresa, oferecendo diretrizes claras 
sobre como agir em situações de emergência. 
Cumprimento de Regulamentações: Em muitos casos, 
as organizações são obrigadas por lei ou regulamentos a 
terem planos de contingência, especialmente em setores 
críticos como saúde, segurança, energia, entre outros. 
Confiabilidade e Reputação: Mostra aos clientes, 
fornecedores e partes interessadas que a empresa está 
preparada para lidar com situações desafiadoras, 
aumentando a confiança e a reputação no mercado. 
 
Em resumo, um Plano de Contingência é uma 
ferramenta fundamental para a gestão de riscos de uma 
organização, assegurando sua resiliência e capacidade de 
resposta diante de eventos imprevistos que possam surgir no 
ambiente empresarial. 
 
O que deve conter um Plano de Contingência? 
Um plano de contingência abrangente deve conter uma 
série de elementos essenciais para garantir que uma 
organização esteja preparada para lidar com uma variedade 
de situações adversas. A seguir alguns dos principais 
componentes de plano de contingência: 
Introdução e Objetivos: Uma visão geral do plano, 
explicando seu propósito, escopo e os objetivos a serem 
alcançados. Isso estabelece o contexto para o restante do 
documento. 
Equipe de Gerenciamento de Crises: Lista das 
pessoas chave que serão responsáveis por liderar e 
coordenar as atividades durante uma situação de 
emergência. Isso inclui líderes de equipe, contatos de 
emergência e suas responsabilidades específicas. 
Avaliação de Riscos: Uma análise detalhada dos riscos 
potenciais que a organização enfrenta, categorizando-os por 
tipo e avaliando sua probabilidade e impacto. 
Estratégias de Mitigação e Prevenção: Descrição das 
medidas preventivas e proativas que a organização irá 
implementar para reduzir a probabilidade de ocorrência de 
eventos adversos. 
Plano de Resposta: O cerne do plano, detalhando 
passo a passo as ações a serem tomadas em resposta a 
cada tipo de situação de emergência identificada. 
Recursos Necessários: Lista de recursos necessários 
para implementar o plano de contingência. 
Protocolos de Comunicação de 
Emergência: Protocolos e procedimentos detalhados para 
garantir uma comunicação clara e eficaz durante uma crise. 
 
Necessidade: 
Antecipação de Riscos: O planejamento de 
contingências permite que uma organização identifique 
antecipadamente os riscos potenciais que podem afetar suas 
operações e desenvolva planos para lidar com esses 
cenários. 
Resposta Rápida: Ter planos de contingência pré-
determinados permite uma resposta rápida e eficaz a 
situações de emergência, minimizando o impacto negativo e 
facilitando a recuperação. 
Redução de Danos: Os planos de contingência ajudam 
a reduzir os danos causados por eventos adversos, 
protegendo os funcionários, clientes, ativos e reputação da 
organização. 
Garantia da Continuidade dos Negócios: Ao planejar 
para diferentes cenários de emergência, uma organização 
pode garantir a continuidade de suas operações críticas, 
mesmo em tempos de crise. 
 
Planejamento: 
Identificação de Riscos: Identificação e avaliação dos 
riscos potenciais que podem afetar a organização, incluindo 
riscos operacionais, financeiros, de segurança e 
reputacionais. 
Desenvolvimento de Planos de Ação: 
Desenvolvimento de planos de ação detalhados para lidar 
com diferentes cenários de emergência, incluindo 
procedimentos operacionais, responsabilidades, recursos 
necessários e cronogramas. 
Treinamento e Capacitação: Treinamento regular dos 
funcionários para garantir que estejam familiarizados com os 
planos de contingência e saibam como agir em caso de 
emergência. 
Testes e Exercícios: Realização de testes e exercícios 
regulares para validar os planos de contingência, identificar 
lacunas e melhorar a eficácia da resposta a emergências. 
 
Componentes do Planejamento: 
Comando e Controle: Estabelecimento de uma 
estrutura de comando e controle clara para coordenar a 
resposta a emergências e tomar decisões eficazes. 
Comunicação: Desenvolvimento de protocolos de 
comunicação eficazes para garantir a disseminação rápida e 
precisa de informações durante uma emergência. 
Recursos Humanos e Materiais: Identificação e 
alocação de recursos humanos, materiais e equipamentos 
necessários para apoiar a resposta a emergências. 
Logística e Infraestrutura: Preparação da logística e 
infraestrutura necessárias para garantir a mobilização eficaz 
de recursos e pessoal durante uma emergência. 
 
Manejo de Emergência: 
Alerta e Ativação: Iniciação dos planos de contingência 
assim que uma situação de emergência é identificada, 
incluindo a ativação da equipe de resposta a emergências e 
a comunicação com as partes interessadas relevantes. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
9MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Avaliação da Situação: Avaliação rápida da situação de 
emergência para determinar a gravidade, extensão e impacto 
potencial, orientando as ações subsequentes. 
Resposta Operacional: Implementação dos planos de 
ação específicos para lidar com a emergência, incluindo 
medidas de segurança, evacuação, salvamento, contenção 
de danos e mitigação de riscos. 
 
Gerenciamento de Crises: 
Estratégia de Comunicação: Desenvolvimento de uma 
estratégia de comunicação eficaz para lidar com a crise, 
incluindo mensagens-chave, porta-vozes designados e 
canais de comunicação. 
Tomada de Decisões: Tomada de decisões rápidas e 
eficazes para gerenciar a crise, com base em informações 
atualizadas e considerações de segurança, operacionais e 
reputacionais. 
Coordenação de Recursos: Coordenação eficaz de 
recursos internos e externos para garantir uma resposta 
integrada e abrangente à crise. 
 
Procedimentos Emergenciais: 
Evacuação: Procedimentos para evacuar instalações 
com segurança em caso de incêndio, vazamentos químicos, 
ameaças de bomba ou outras emergências. 
Primeiros Socorros: Treinamento e procedimentos para 
fornecer assistência médica inicial a indivíduos feridos ou 
doentes durante uma emergência. 
Abandono de Área de Trabalho: Procedimentos para 
sair de uma área de trabalho de maneira segura em caso de 
ameaças como incêndios, vazamentos químicos ou ataques. 
Comunicação de Emergência: Protocolos para acionar 
serviços de emergência, notificar autoridades e comunicar 
informações críticas durante uma situação de emergência. 
Os planos de contingência são fundamentais para 
garantir a resiliência e a capacidade de resposta de uma 
organização diante de eventos adversos. Ao desenvolver e 
implementar planos de contingência abrangentes e eficazes, 
as organizações podem minimizar os riscos, proteger seus 
ativos e garantir a continuidade de suas operações em 
situações de emergência. 
 
NOÇÕES DE PLANEJAMENTO DE SEGURANÇA: 
CONCEITO, PRINCÍPIOS, NÍVEIS, METODOLOGIA, 
MODULARIDADE E FASEAMENTO, FASES DO 
PLANEJAMENTO. SEGURANÇA CORPORATIVA 
ESTRATÉGICA: SEGURANÇA DA GESTÃO DAS ÁREAS 
E INSTALAÇÕES 
 
Nos dias atuais constata-se que os órgãos públicos 
tiveram imensamente aumentadasas suas necessidades de 
proteção, posto que, a exemplo de toda a sociedade, vê-se 
cada vez mais cercado pelo crescimento assustador da 
violência, sob todas as suas formas e em todos os seus 
aspectos, seja na gratuidade trágica do cotidiano que 
derrama o sangue de tantos inocentes, passando pela 
frustração de qualquer direito individual ou coletivo, indo até 
a presença desmedida do poder das ações do crime 
organizado, em uma conjuntura recheada por toda a 
complexidade inerente a cada cenário edificado e solidificado 
dentro dessa sociedade globalizada e problemática de 
nossos tempos. 
O Órgão Público, inserido nesse contexto, possui 
incalculável patrimônio público, social, político e democrático, 
provavelmente o mais caro e mais frágil, vê-se sob constante 
e latente ameaça. Esse importante patrimônio, configurado 
essencialmente pelo seu valioso e importante contingente de 
recursos humanos, que faz funcionar sua extraordinária 
máquina, exige a implementação de vários mecanismos de 
salvaguardas. 
Atualmente em alguns Órgãos Públicos existem algum 
tipo de segurança orgânica ou polícia interna e todas as 
ações que por elas são executadas são tipicamente de 
polícia, contudo, não estão em grande parte amparadas 
explicitamente por dispositivos legais adequados e muitas 
carecem de vínculo direto com quem detém de fato o poder 
de policia, os seus titulares, posto que a execução de uma 
efetiva e autônoma proteção exige uma perfeita sintonia das 
necessidades da instituição e dessa autoridade maior com 
quem de fato operacionaliza esse poder. 
 
Estrutura Organizacional, Atribuições e 
Competências, Nível de Profissionalização, Seleção e 
Treinamento 
A adequação das unidades do Órgão Público que 
operacionalizam a segurança em suas instituições exige 
adaptações e transformações, que passam por 
reestruturação da carreira daqueles que a executam, os 
“Funcionários da Segurança”, servidores concursados, 
vinculados aos órgãos e qualificados para atenderem às 
necessidades crescentes de proteção desses órgãos, qual 
seja, essa tem que ser amoldada aos mecanismos comuns 
de força policial , mas no atendimento de necessidades 
específicas do Órgão Público. 
Tais formatações não são dispendiosas ou 
estapafúrdias, apenas corrige uma inquestionável 
necessidade do Órgão Público e de suas instituições à uma 
realidade grave de violência, posto que esse se ressente de 
mecanismos próprios e efetivamente mais adaptados a sua 
realidade. 
Raros são os Órgãos Públicos que possuem uma 
estruturação mínima desejável para o correto desempenho 
das atividades de segurança, razão pela qual a segurança é 
enquadrada sob a forma de “Serviços de Atividades Gerais”. 
Igual comportamento encontra ressonância nos 
Programas de Seleção e Treinamento atuais. Basta uma 
breve análise em alguns editais para verificar que o foco a 
ser selecionado está na atividade administrativa, mas nunca 
na busca do Perfil Ideal para a atividade de segurança. Daí a 
ocorrência das distorções hoje existentes. 
Mesmo que o Órgão Público desenvolva um bom 
programa de treinamento após o término do processo 
seletivo, como em alguns casos, corre-se grande risco. A 
uma, de investir em servidor, já empossado, que não possua 
o perfil necessário para desenvolver atividades da área de 
segurança. A duas, que a administração estará diante de um 
problema com solução média de 35 anos. 
Faz-se necessário, portanto, um repensar sobre o que 
seria uma condição mínima necessária dentro da estrutura 
organizacional, atribuições e competências, perfil profissional e 
treinamento, mas, o mais importante é a correção imediata dos 
Processos Seletivos. 
 
Valorização do “Funcionário da Segurança” - 
Reformulação do Processo de Seleção e Treinamento – 
“Formação de Equipe Especializada” 
É fundamental para o perfeito funcionamento de 
qualquer serviço de segurança a definição de critérios para a 
seleção dos agentes. 
O “Segurança do Judiciário” não pode ser improvisado, 
deve estar devidamente treinado e afeito a este tipo de 
atividade. Infelizmente, isto nem sempre é observado e têm-
se constatado falhas primárias, quando o despreparo e o 
desconhecimento do serviço se tornam evidentes, com grave 
prejuízo para o êxito da missão. 
Em assim sendo, a seleção de pessoal constitui fator 
decisório, devendo o selecionador atentar para alguns 
atributos mínimos indispensáveis ao “Funcionário da 
Segurança”. 
1) Lealdade; 
2) Honestidade; 
3) Discrição; 
4) Resistência à Fadiga; 
5) Coragem; 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
10MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
6) Nível Intelectual e Cultural, entre outros; 
Esses atributos e outros julgados necessários ao 
desempenho da atividade de segurança, específica para 
cada setor, deverão fazer parte quando da definição de uma 
Ficha Profissiográfica a ser elaborada em conjunto com a 
área de Recursos Humanos da Instituição. Com isso, 
visamos selecionar o “ Funcionário da Segurança”, o mais 
próximo do ideal, possível, evitando obtenções de 
resultados, futuros, indesejáveis. 
Não podemos nos esquecer, também, que durante o 
processo de seleção, deverão ser feitas alguns 
levantamentos pessoais do candidato que denominamos 
aqui de Investigação Social. Nela deveremos atentar para os 
aspectos da existência ou não de fatos desabonadores do 
candidato que poderiam comprometer o desempenho de 
suas atividades. Como exemplo poderia citar levantamento 
das Certidões Negativas (Criminal, Civil, Eleitoral, Militar, 
etc.). Poderá ainda complementar esta “investigação” com 
informações pessoais, complementares, obtidas nos diversos 
meios sociais disponíveis. 
Outro fator de extrema relevância em um processo 
seletivo dessa natureza, diz respeito ao quesito Avaliação 
Psicológica. Alguns poderão afirmar que é questionável tal 
exigência. Mas, se uma das possibilidades do “Funcionário 
da Segurança”, é a de portar uma arma de fogo, como 
resguardar a Instituição, da responsabilidade objetiva sob 
seus servidores? A resposta é elementar, mas necessária: 
Seguindo todas as exigências legais que o assunto exige e 
uma delas é a “avaliação psicológica” para a obtenção de um 
porte de arma e o cumprimento da legislação em vigor: 
O processo seletivo deve se aproximar ao máximo da 
realidade vivida na instituição, razão pela qual é 
recomendável, a inclusão de um Curso de Formação, com 
caráter eliminatório . Ele deve ser concebido com base nas 
corretas doutrinas de segurança sem contudo olvidar-se das 
peculiaridades existentes no âmbito do Judiciário. Se essa 
medida não tem o condão de garantir na totalidade o pleno 
êxito do processo, certamente trará maior credibilidade a ele. 
Nessa fase é que serão introduzidos os módulos necessários 
à aquisição do conhecimento especializado para o 
desempenho das funções de segurança (Treinamento 
Especializado, Tecnológico e Físico). 
Percorridas as etapas acima descritas, a Instituição terá 
selecionado um corpo técnico na área de segurança capaz 
de desenvolver um serviço de qualidade como também de 
adquirir novos e necessários conhecimentos na área. 
Entretanto o processo seletivo com sua característica 
dinâmica não terminará. A necessidade de se criar critérios 
similares para as avaliações durante o período probatório do 
servidor. 
A utilização de um instrumento adequado para tais 
avaliações, pode ajudar detecção de distorções não 
percebidas durante as etapas anteriores. 
Por último, mas não menos importante, dentro dessa 
visão sistêmica de segurança. Haverá a necessidade de 
estruturação de um processo constante de treinamento 
composto de fases teóricas e práticas, esse processo 
conhecido como reciclagem, e deve ter ênfase na 
capacitação contínua do servidor da área de segurança. 
 
Alteração da Estrutura Organizacional 
O Sistema de SegurançaIntegrado é aquele eficaz, 
flexível, econômico e conjugado com a realidade dos 
procedimentos e tecnologia. 
Assim pelas próprias características acima elencadas, 
cada “Serviço de Segurança” a ser criado dentro de uma 
estrutura orgânica, deverá obedecer às características locais. 
Queremos com isso reafirmar o aspecto da flexibilidade 
possível e desejável das atividades de segurança. 
 
Estrutura e Atribuições de uma Segurança Orgânica 
Toda Segurança orgânica deve estar voltada para adotar 
medidas de prevenção e obstrução das ações adversas de 
qualquer natureza. 
Apesar de se caracterizar por medidas interdependentes, 
ela deverá ser particularizada em seus segmentos, 
possibilitando uma maior eficiência e consequentemente 
uma maior eficácia na obtenção de seus resultados. Essa 
dita, divisão das diversas áreas de atuação no seio de um 
Sistema Integrado de Segurança, permite, uma maior 
visibilidades das atribuições inerentes a cada setor, o que 
favorece o acompanhamento por parte dos “Gerentes”, trás 
também a condição necessária de um programa de 
especialização direcionada para cada uma delas. 
É importante salientar que o conjunto de medidas de 
segurança a ser proposto, deve ser implementado de forma 
harmônica no âmbito de cada organização, mediante um 
criterioso Planejamento, que se materializará quando da 
elaboração do Plano de Segurança Orgânica. 
Assim, passaremos a apresentar, sem a pretensão de 
exaurir todas as possibilidades, um Modelo de Estrutura e 
Atribuições, procurando demonstrar a importância da teoria 
aplicada à prática, para uma melhor compreensão conceitual 
da matéria estudada. 
Em primeiro lugar, o a Segurança Orgânica deve ter uma 
MISSÃO, que necessariamente estará em consonância com 
a Missão de sua Instituição. Por exemplo: “Garantir a 
segurança e prestar apoio estratégico às altas autoridades 
da instituição, zelando pelo seu patrimônio e pela integridade 
física dos servidores, colaboradores, usuários e visitantes, 
proporcionando a todos um ambiente seguro.” 
Para o cumprimento de sua Missão, necessário se faz a 
estruturação orgânica de um “Serviço de Segurança”, com 
dimensões mínima, capaz de subsidiar as atividades que 
advirão de suas atribuições. 
 
Outras Ações Necessárias. 
Seguindo uma tendência crescente no cenário mundial, 
os Órgãos Públicos não podem prescindir da visão 
estratégica, enquanto Poder. Diversas são as ações que 
deve empreender a fim de obter êxito em suas metas. 
Certamente, em todas elas, necessário se faz possuir equipe 
profissional na área de segurança, sob pena de ficar a mercê 
de toda a sorte de intempéries. Deve por isso empreender 
algumas ações de fortalecimento das mencionadas 
atividades: 
 
Investigação 
Dentre as competências da segurança, a de investigação 
é de extrema importância, pois os delitos ou crimes ocorridos 
em dependência sobre a responsabilidade do Órgão Público 
poderão ter seus levantamentos preliminares efetuados pela 
própria segurança, sendo que quando houver crime no fato 
apurado, deverá ser instaurado o inquérito policial pela 
polícia competente. 
 
 
Inteligência 
As atividades de inteligência são imprescindíveis ao 
serviço de segurança. Alguns autores chegam a afirma que 
não existe segurança sem inteligência. 
Segundo a conceituação oficial vigente em nosso país, 
"inteligência é a atividade que objetiva a obtenção, análise e 
disseminação de conhecimentos dentro e fora do território 
nacional sobre fatos e situação de imediata ou potencial 
influência sobre o processo decisório e a ação 
governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da 
sociedade e do Estado art. 1º, §2º da lei 9883/99. 
A Segurança terá que ter em sua estrutura um serviço de 
inteligência, que busque principalmente resguardar e 
proteger o Órgão Público. Partindo dessa premissa, o 
Serviço de Inteligência da Segurança deverá estar em 
constante contato com outros órgãos de inteligência do país, 
obtendo informações que possam ter influência direta ou 
indireta com o Órgão Público, com os processos que lá 
tramitam ou com seus membros ou servidores da casa. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
11MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Esse serviço é responsável, dentre outras coisas, pelo 
levantamento de dados e acompanhamento do pessoal e 
empregados envolvidos direta ou indiretamente com a 
autoridade e familiares; pelas investigações especiais, pelo 
registro audiovisual das missões e pelas ações de contra-
inteligência. 
A contra-inteligência é um segmento da inteligência que 
busca identificar e neutralizar ações que possam 
comprometer a imagem da organização, sua integridade, os 
conhecimentos e dados sigilosos pertencentes à mesma. 
O Órgão Público é alvo em potencial de diversos grupos, 
com os mais diversos interesses ou mesmo de outros países 
que podem adotar ações para comprometer, sabotar, ou se 
antecipar a medidas e decisões tomadas. Desta forma as 
ações de contra-inteligência devem prevenir, obstruir, 
detectar e neutralizar qualquer tentativa de coleta, 
sabotagem, fraude, desinformação e propaganda contra a 
instituição. 
A atividade de contra-inteligência está assim definida na 
lei que Institui o Sistema Brasileiro de Inteligência (Lei 
9.883/99): "Entende-se como contra-inteligência a atividade 
que objetiva neutralizar a inteligência adversa. 
Há no mercado uma série de opções e uma gama ainda 
maior de equipamentos que podem ser instalados em casas 
ou apartamentos. 
Os itens mais comuns são câmeras e microcâmeras, 
alarmes, sensores de presença, fumaça e impacto, cercas 
elétricas, botões de pânico, blindagem nas guaritas de 
segurança, e os chamados controles de acesso, como cartão 
de entrada e leitores biométricos. 
O interesse em aumentar a quantidade de mão-de-obra 
de vigilância nos condomínios - porteiros e seguranças - tem 
sido menor que o de aprimorar a aparelhagem eletrônica. A 
proteção é maior. Além disso, a contratação de um novo 
empregado acaba custando mais caro do que a instalação 
dos sistemas de segurança. A Siemens, uma das empresas 
do setor, confirma o aumento da procura no período das 
férias. 
 
Sistemas de segurança com Circuito fechado de TV 
Circuito fechado de TV. 
Para ter um bom sistema de segurança eletrônica é 
necessário analise de riscos, e verificação das áreas onde 
serão instaladas as câmeras de Circuito fechado de TV, é 
necessário um bom dimensionamento do locais a serem 
protegidos e monitorados pelas câmeras de Circuito fechado 
de TV, a visualização das imagens captadas pelas câmeras 
de Circuito fechado de TV podem ser local ou remota, nos 
sistemas de segurança integrados tem opções para 
acendimento de lâmpadas , acionamento de alarmes, tudo 
pode ser feito remotamente, é necessário uma boa analise 
da iluminação onde o sistema de segurança com câmeras de 
Circuito fechado de TV será implantado. 
O circuito fechado de Circuito fechado de TV consiste em 
câmeras de Circuito fechado de TV para instalação em 
pontos estratégicos podendo ser instalado câmeras de 
Circuito fechado de TV em halls de entrada, câmeras de 
Circuito fechado de TV para garagens, câmeras de Circuito 
fechado de TV para entrada de portões câmeras de Circuito 
fechado de TV para entradas de portas sociais, câmeras de 
Circuito fechado de TV para salas, câmeras de Circuito 
fechado de TV para áreas de serviço, existem diversos tipos 
de câmeras para Circuito fechado de TV . 
Imagine você monitorando sua empresa, loja e 
funcionários, sua casa 24horas por dia de qualquer lugar do 
mundo pela internet. 
Os sistemas de segurança com CIRCUITO FECHADO 
DE TV DIGITAL permitem de forma personalizada e flexível 
a melhoria da segurança do ambiente e a redução dos 
custos em segurança. Monitorando grandes áreas com 
redução de investimentos. 
O sistema permite que qualquerpessoa consiga 
monitorar um grande número de câmeras ao mesmo tempo 
utilizando um sistema de segurança de Circuito fechado de 
TV. 
Alertas irão lhe informar sobre eventos anormais que 
necessitam mais de sua atenção através do sistema de 
segurança com Circuito fechado de TV, não dependendo de 
uma pessoa para identificar a anomalia. 
Com equipamentos de última tecnologia é possível 
oferecer soluções seguras e completas sempre de acordo 
com a necessidade de cada projeto. 
O Sistema de circuito fechado de TV digital, com as 
câmeras de Circuito fechado de TV visíveis inibe intenções 
de invasores por isso com sistemas de Circuito fechado de 
TV é possível monitorar remotamente, ou no local . Em 
ambos os Sistemas temos a opção de monitoramento remoto 
(via Internet). 
Um sistema completo de segurança com câmeras de 
Circuito fechado de TV avançado que grava, arquiva e 
reproduz imagens do sistema de Circuito fechado de TV é o 
digital, pois ele tem muitos recursos 
O sistema de software e rede visualização de imagens 
das câmeras de Circuito fechado de TV, iniciam com no 
mínimo 4 câmeras e podem ser ampliados para 8,16,32,e 
quanto forem necessários para cada projeto de Circuito 
fechado de TV. 
Os sistemas de Circuito fechado de TV digital dispõem 
de avançadas tecnologias de compressão de vídeo 
possibilitando o armazenamento de semanas ou até meses 
de imagens das câmeras do sistema de segurança com 
Circuito fechado de TV no disco rígido dependendo da 
capacidade do sistema de Circuito fechado de TV 
implantado. 
Isso facilita a busca de ocorrências das imagens de 
Circuito fechado de TV, na data, hora, minuto de qualquer 
imagem gravada no sistema de segurança de Circuito 
fechado de TV e ambiente que você desejar lhe 
proporcionado à facilidade de criar Backups em pastas, 
gravar imagens do sistema de Circuito fechado de TV em 
CDs, ou enviaras imagens do Circuito fechado de TV por e-
mail. 
 
Acesso Remoto ao sistema de Circuito fechado de 
TV 
Nos sistema de Circuito fechado de TV digital podemos 
visualizar via TCP/IP até 32 câmeras ao vivo através da 
internet ou via rede por outro computador. Isso facilita um 
monitoramento das câmeras sem precisar estar no local para 
visualizar o que o sistema de Circuito fechado de TV esta 
gravando. 
Economia de espaço na HD do sistema de segurança 
com Circuito fechado de TV. As imagens das câmeras do 
sistema de Circuito fechado de TV digital serão gravadas por 
detecção de movimento (Motion Detect) ou gravação normal. 
Isso permite que o seu HD não tenha todo seu espaço 
ocupado por movimentos não necessários. 
Características do Circuito fechado de TV digital. 
- Salva, imprime e edita imagens estáticas de qualquer 
câmera do Circuito fechado de TV. 
- Gravação no formato MPEG4 no sistema de Circuito 
fechado de TV. 
- Zoom digital de ate 40x da imagem do Circuito fechado 
de TV. 
- Diversos layouts de visualização do Circuito fechado de 
TV. 
- Agendamento de gravação por intervalo de tempo ou 
detecção de movimento do Circuito fechado de TV. 
- Controle de acesso ao sistema de Circuito fechado de 
TV através de usuário e senha. 
- Detecção de movimento do Circuito fechado de TV com 
máscara (elimina áreas indesejáveis). 
- Ajustes individuais por câmera de imagem do Circuito 
fechado de TV , nome, detecção de movimento e sinal de 
vídeo do Circuito fechado de TV, cor da legenda etc. 
- Visualização via WEB e Rede Local. 
- Detecção de perda do sinal de vídeo do Circuito 
fechado de TV. 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
12MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
- Alertas via e-mail do Circuito fechado de TV. 
- Apaga automaticamente gravações antigas do Circuito 
fechado de TV, gerenciando o espaço em disco. 
 
Equipamentos ultilizados em sistemas de segurança 
com Circuito fechado de TV. 
 
Câmeras e Mini-Câmeras 
 
Câmeras para sistemas de segurança com Circuito 
fechado de TV 
 
Projetadas especificamente para aplicações de vigilância 
e monitoramento que necessitem de alto desempenho, as 
câmeras profissionais Tecvoz possuem fácil utilização e alta 
confiabilidade. 
Usada principalmente em ambientes externos de longo 
alcance, para mais qualidade e nitidez. 
 
Mini-Câmera para sistemas de segurança com 
Circuito fechado de TV 
 
 
Com estilo e corpo compacto, Color ou Preto e Branco 
as mini-câmeras proporcionam ótima qualidade de imagem 
por um custo reduzido. Muito usada em ambientes internos 
de curto alcance com boa luminosidade. 
 
Speed Dome para sistema de segurança com 
Circuito fechado de TV 
 
 
Câmera espetacular com altíssima qualidade e poder de 
alcance. Trabalha com um motor articulado que pode 
direcioná-la para qualquer direção controlada através de um 
teclado com Joystick. 
 
Lentes para sistemas de segurança com Circuito 
fechado de TV 
 
 
A qualidade de uma imagem depende muito de uma 
lente de boa qualidade. Para cada situação, usa-se um tipo 
de lente, como, Fixa, Varifocal, Mini-lentes, Angular, etc. 
 
Mini-Dome para sistemas de segurança com Circuito 
fechado de TV 
 
 
 
É a solução ideal para mini-câmeras em ambientes 
internos, proporcionando maior discrição e proteção ao seu 
sistema, com a exclusiva tecnologia MPT (cúpula com 
pigmentos de metal), que esconde a câmera não 
escurecendo a imagem. 
 
Mini-Caixas de Proteção para câmeras de Circuito 
fechado de TV 
 
 
Mini-câmeras para Circuito fechado de TV são muito 
delicadas e precisam de proteção, a caixinha para mini 
câmera de Circuito fechado de TV evitará umidade e 
possíveis impactos, aumentando a durabilidade da Mini-
câmera do sistema de segurança e facilitando o 
direcionamento. 
 
Caixas de Proteção 
 
 
Câmeras são tão sensíveis quanto Mini-câmeras e 
também são muito delicadas e precisam de proteção, a caixa 
também evitará umidade e possíveis impactos, aumentando 
a durabilidade da câmera e facilitando o direcionamento. 
 
Câmaras por IP 
 
 
 
 
 SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 
 
 
13MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL 
Estas câmeras são a grande novidade do mercado no 
CIRCUITO FECHADO DE TV e muitas empresas que 
possuem redes de computadores ou até mesmo residências 
que também já possui uma rede se impressionaram com o a 
novidade. 
Este tipo de câmera funciona através de uma rede local 
utilizando um ponto de Rede! 
Isso mesmo ela não precisa do cabeamento padrão (Cabo 
Coaxial), ela será conectada ao ponto de Rede mais próximo 
utilizando apenas o cabeamento (Cabo de Rede) necessário. 
Além disso, juntamente com a rede, ela também pode 
ser conectada a internet 
A câmera é controlada por um software e um 
computador onde a imagem será visualizada. 
Hoje com a tecnologia Wireless (Sem Fio), as câmeras 
por IP não ficaram de fora e também podem ser usada na 
mesma rede com a grande vantagem de não utilizar nenhum 
cabeamento para conexão. 
Os dois modelos de câmeras são configurados por IP 
sendo reconhecido pelo computador onde está o software 
que gerencia as imagem disponibilizando também o acesso 
remoto. 
Sem dúvidas essa é uma das grandes novidades em 
monitoramento de imagens. 
 
CERCAS ELÉTRICAS - CERCA ELETRÔNICA 
As Cercas Elétricas são ideais para instalação sobre 
muros e gradis acima de 2 metros, a Cerca Elétrica inibe 
tentativas de invasores. A Cerca Elétrica Consiste em uma 
cerca com 4, 6 ou oito filamentos ligados a uma central de 
choque 
.As Cercas elétricas é um sistema de segurança 
eletrônica muito eficiente, composta por: 
 
Central de choque: A central de para cercas elétricas, 
esta central transforma a energia 110/220 que é um choque 
continuo em um choque

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