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17/02/2021 
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Profa. Drª. Ádria Marcela 
Resolução COFEN 453/2014 
Aprova a Norma Técnica que dispõe sobre 
a Atuação da Equipe de Enfermagem em 
Terapia Nutricional. 
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De modo geral, compete ao Enfermeiro cuidados 
de Enfermagem de maior complexidade técnica e 
que exijam conhecimentos científicos adequados 
e capacidade de tomar decisões imediatas: 
 a) desenvolver e atualizar os protocolos relativos à atenção 
de enfermagem ao paciente em TN, pautados nesta norma, 
adequadas às particularidades do serviço; 
 b) desenvolver ações de treinamento operacional e de 
educação permanente, de modo a garantir a capacitação e 
atualização da equipe de enfermagem que atua em TN; 
 c) responsabilizar-se pelas boas práticas na administração 
da NP e da NE; 
 d) responsabilizar-se pela prescrição, execução e avaliação 
da atenção de enfermagem ao paciente em TN, seja no 
âmbito hospitalar, ambulatorial ou domiciliar; 
 e) fazer parte, como membro efetivo, da EMTN; 
 f) participar, como membro da EMTN, do processo de 
seleção, padronização, parecer técnico para licitação e 
aquisição de equipamentos e materiais utilizados na 
administração e controle da TN 
 
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É o método preferido se o paciente é incapaz de 
deglutir ou ingerir os nutrientes por via oral, 
embora ainda tenha um trato gastrointestinal 
funcionante. 
Indicações nutrição enteral 
 Câncer (cabeça e pescoço, gastrointestinal superior) 
 Trauma grave 
 Distúrbios neurológicos e musculares (demência, 
doença de parkison) 
 Doenças gastrointestinais (pancreatite leve) 
 Insuficiência respiratória com entubação 
prolongada 
 Ingestão oral inadequada (anorexia nervosa, 
disfagias) 
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Fórmulas enterais 
 Polimérica (1 a 2 kcal/ml ) – alimentos a base de leite, 
nutrientes íntegros 
 
 Fórmulas modulares (3,8 a 4 kcal/ml)- preparações de 
macronutrientes únicos (glicose, proteínas, lipídeos..)e não 
são nutricionalmente completas. São adicionadas a outros 
alimentos. 
 
 Fórmulas elementares (1 a 3kcal/ml) – nutrientes pré-
digeridos, mais facilmente absorvíveis. 
 
 Fórmulas especiais – para necessidades nutricionais 
específicas (insuficiências hepática). 
 
 
 
Administração da dieta enteral 
 As dietas devem ser administradas em temperatura 
ambiente. 
 
 Intermitente (seringa ou frasco por gravidade) 
Infundir em bolus de fórmula ao longo de pelo menos 20 a 30 
minutos 
 
 Contínua (bomba de infusão) 
Iniciar a taxa de infusão na velocidade designada na 
prescrição, normalmente de 10 a 40ml/hora. 
 
 
 
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VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
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VIAS DE ADMINISTRAÇÃO – 
 critérios de decisão 
Cateterismo nasogástrico 
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CATETERISMO NASOENTERAL 
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PROCEDIMENTOS 
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 Determinar o tamanho da sonda: 
 
PROCEDIMENTOS 
NASOGÁTRICA: 
Medir a distância do lóbulo da orelha 
ao apêndice xifóide e deste ao ponto 
médio da cicatriz umbilical(SANTOS, 
2016). 
 
OU 
 
Medir da Ponta do nariz ao lóbulo da 
orelha, e em seguida até o processo 
xifoide do esterno (POTTER, PERRY; 
2018). 
NASOENTERAL 
 
Medir igual a NSG e 
acrescentar mais 20 a 30cm 
ou pode-se ter com base a 
cicatriz umbilical; 
 Particularidades sonda nasoenteral : 
 
 Aguardar a migração da sonda para duodeno, antes 
de administrar alimentação (4 a 6 horas) 
confirmada pelo RX. 
 Colocar o paciente em decúbito lateral direito 
para que a passagem da sonda até o duodeno seja 
facilitada pela peristalse gástrica. 
 Guardar o fio guia. 
 
 
PROCEDIMENTOS 
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• A gastrostomia é preferível as alimentações nasogástrica 
nos pacientes comatosos porque o esfíncter 
gastresofágico permanece intacto. Assim também a 
regurgitação é menos provável de ocorrer. (SMELTZER & 
BARE 2001). 
GASTROSTOMIA 
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Cuidados na administração de dietas 
enterais 
Cuidados na administração de dietas 
enterais 
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 Em alimentação contínua, a cada 4 a 6 hr medir o volume 
gástrico residual (VGR). 
 Medir VGR imediatamente antes da administração da 
alimentação em modo intermitente. 
 
American Society for Parenteral and Enteral Nutrition-
ASPEN(2016) sugere: 
 Caso o VRG seja superior a 500ml,deve-se interromper a 
dieta por duas horas e reavaliar o VRG, reiniciando a dieta 
se o volume aspirado for inferior a 500ml. 
 
 
 
 
 
Cuidados na administração de dietas 
enterais 
 Em caso de gastrostomias o jejunostomias: 
 
- observar integridade da pele 
- observar extravazamento de líquidos ou presença de 
secreções nas ostomias 
- Realizar curativo diário apenas com gaze seca. 
Cuidados na administração de dietas 
enterais 
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Diarréia 
Diminuir o gotejamento, de preferência utilizando uma bomba de 
infusão em infusão contínua (40 a 50ml/h em caso de 
posicionamento) 
 
Constipação 
Solicitar avaliação do nutricionista para adequação da fórmula e do 
médico para prescrição de laxantes se necessário. 
Monitorar e registrar adequadamente as evacuações 
 
Distensão abdominal, refluxo esofágico, regurgitação, vômitos 
Fazer uma pausa na administração e pesquisar possíveis causas e 
verificar as condições de administração; volumes muito grandes, 
administrados muito rapidamente, verificar a posição da sonda; o seu 
deslocamento para o esôfago pode provocar regurgitação e vômitos. 
 CONDUTAS EM CASO DE DISTÚRBIOS 
GASTROINTESTINAIS 
Em caso de vômitos 
-anotar a freqüência, quantidade estimada e aspecto; - 
- quando necessário, realizar aspiração da orofaringe e 
traquéia; 
-- medicar o paciente conforme prescrição médica; 
-· Administrar a NE à temperatura ambiente, em fluxo lento 
e regular, de preferência em bomba de infusão. 
 
-Manter adequado posicionamento do paciente e 
interromper rigorosamente a NE antes de procedimentos 
como aspiração traqueal, banho, fisioterapia. · Monitorar 
atentamente o VRG e os ruídos hidro-aéreos. 
 CONDUTAS EM CASO DE DISTÚRBIOS 
GASTROINTESTINAIS 
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Aspiração 
Inalação nas vias aéreas, de material endógeno (secreções da 
orofaringe, líquido gástrico) ou exógeno (fórmula de NE), abaixo 
das cordas vocais. Pode ser silenciosa ou sintomática. 
Verificar o posicionamento da sonda 
Aspirar secreções quando necessário 
 
Cólicas 
Administrar a NE à temperatura ambiente, em fluxo lento e 
regular. 
Comunicar o médico responsável e o nutricionista que poderá 
prescrever outra formulação da NE 
Medicar o paciente de acordo com a prescrição médica. 
 CONDUTAS EM CASO DE DISTÚRBIOS 
GASTROINTESTINAIS 
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NUTRIÇÃO PARENTERAL 
Fórmula 
 É uma combinação de aminoácidos cristalinos, dextrose 
hipertônica, eletrólitos, vitaminas e oligoelementos. 
 É uma fórmula 2 em 1 em que as emulsões de gordura são 
administradas separadamente da solução de proteína e 
dextrose. 
 Podem ser adicionadas emulsões lipídicas intravenosas 
pra fornecer calorias complementares, prevenir deficiências 
de ácidos graxos essenciais, e ajudar a controlar a 
hiperglicemia. 
 
Essa emulsão pode ser adm por via periférica, por um cateter 
central com conector em Y, ou misturadas a solução de NP. 
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Vias de administração 
 Via periférica 
 Fórmulas menos 
calóricas, com dextrose 
inferior a 10%, em 
combinação a 
aminoácidos e lipídeos. 
 Geralmente são 
temporárias. 
 
 
 
• A NPT deve ser renovada a cada 24hrs. 
• Os pacientes que recebem NP em casa, podem receber 
toda a solução diária ao longo de 12hr. 
• Via central 
 
• Fórmulas mais calóricas, com 
dextrose superior a 10%. 
• A via de administração deve 
ser exclusiva. 
• Se existirem múltiplos 
lumens, etiquetar o lúmen da 
NP. 
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Referências 
 
• POTTER, P.A; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 8. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
 
• RESOLUÇÃO COFEN Nº 0453/2014. Aprova a Norma Técnica 
que dispõe sobre a Atuação da Equipe de Enfermagem em Terapia 
Nutricional.

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