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Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP
CLÍNICA MÉDICA
DOENÇAS CARDÍACAS – INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO KILLIP
Classificação Killip e choque cardiogênico
Classificação Killip
É uma ferramenta clínica com grande aplicação prática, pois separa as faixas de risco 
para mortalidade de forma objetiva e sem necessidade de uso de exames complementares 
ou mais sofisticados.
• Ao abrir o prontuário de uma pessoa que teve infarto, normalmente o médico coloca no 
diagnóstico um infarto agudo miocárdio (IAM) Killip I, II, III ou IV.
 – Isso significa quais são as consequências que o coração deixou, o que foi que teve, 
por conta do IAM.
Classificação Killip
Classe Parâmetro Risco de óbito
I Sem sinais de insuficiência cardíaca 2 — 3%
II
Insuficiência cardíaca discreta (estertores nas bases pulmonares e terceira 
bulha) 8 — 10%
III Edema agudo de pulmão 20 a 25%
IV Choque Cardiogênico 45 a 70%
• I – Infarto simples.
 – Não tem sinais de insuficiência cardíaca, dispneia, terceira bulha, sopro e estertores 
pulmonares. 
 – Assim, é o infarto ‘’mais tranquilo’’.
 – O risco de óbito é baixo: de 2% a 3%.
• II
 – Tem-se uma insuficiência cardíaca discreta, mas já é possível auscultar estertores 
nas bases pulmonares e presença da terceira bulha, que mostra o enchimento pre-
judicado do ventrículo esquerdo.
 – O risco de óbito é de 8% a 10%.
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• III
 – Se o paciente não for socorrido a tempo ou o impacto for mais extenso e que gere 
uma gestão mais importante no coração, haverá um retorno de sangue pelas veias 
pulmonares pelo pulmão, gerando o edema agudo de pulmão.
 – Assim, quando o paciente tem infarto seguido de edema agudo de pulmão, será 
classificado com o risco III.
 – O risco de mortalidade aumenta de 20% a 25 %.
• IV
 – Quando o coração não atende a demanda metabólica e o paciente gera hipoten-
são, a taquicardia, perfusão periférica normalmente se terá o diagnóstico de choque 
cardiogênico.
 – O risco de óbito é de 45% a 70%.
Quadro 15 – Diagnóstico clínico diferencial com choque cardiogênico:
• Normal
 – FC, PA, FR e saturação arterial normais.
 – Perfusão periférica normal.
• Choque cardiogênico:
Terá uma série de sinais e sintomas:
 – Pulsos finos;
 – Perfusão periférica muito prejudicada;
 – Hipotensão acentuada:
Obs.: � reflexos do choque cardiogênico.
 – Taquicardia:
Obs.: � é um pulso aumentado, mas ele está firme, pois não tem sangue suficiente e o débito 
cardíaco está diminuído.
 – Taquipneia;
 – Oligúria;
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Obs.: � por conta da perfusão periférica prejudicada.
 – Obnubilação; 
Obs.: � perfusão cerebral diminuída, pela perfusão diminuída.
 – Resistência a medidas terapêuticas.
Obs.: � coloca-se volume e medicação e está tendo dificuldade de resposta.
• Estado hipercinético
Obs.: � estado de infarto menor.
 – IAM restrito/pequeno, taquicardia inapropriada com PA, FR e perfusão normais.
 – Responde muito bem aos betabloqueadores.
• Hipovolemia
 – Pulso fino, hipotensão, ausência de distensão venosa ou congestão sistêmica, para 
diferenciar o choque hipovolêmico do choque cardiogênico.
Obs.: � no choque hipovolêmico falta volume, assim não tem pungência de jugular. Enquan-
to, o choque cardiogênico, o coração não consegue bombear e assim volta o sangue 
e tem a pungência de jugular.
 – Taquicardia, perfusão periférica prejudicada.
Obs.: � Enquanto no cardiogênico o problema está no coração, enquanto no Hipovolemia 
está na admissão de volume.
 – Ausência de terceira bulha.
 – Responde o volume.
Obs.: � quando se dá o volume (o sangue) o paciente responde bem, na Hipovolemia.
• IC
 – Taquicardia, taquipneia, pulsos finos, oligúria, hipoxemia, perfusão periférica prejudi-
cada, estase venosa, estertores pulmonares e terceira bulha podem estar presentes.
Obs.: � a IC é uma complicação do choque cardiogênico, que deixa o coração sem condi-
ções de manter o fluxo sanguíneo.
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• IAM de VD 
 – Estase venosa, ausência de estertores, hipotensão e pulsos finos.
 – Pode haver bradicardia, má perfusão periférica e evoluir para o choque.
• FC: Frequência cardíaca; 
• PA: Pressão arterial;
• FR: Frequência respiratória;
• IAM: Infarto agudo do miocárdio;
• IC: insuficiência cardíaca congestiva;
• VD: Ventrículo direito.
Diante do choque cardiogênico a SBC preconiza:
• Oxigênio.
 – Se a saturação estiver diminuída, normalmente estará.
• Suporte com ventilação mecânica de acordo com a gasometria arterial.
• Balão intra-aórtico como suporte hemodinâmico.
 – Para ajudar no ventrículo esquerdo.
• Revascularização precoce por intermédio de ICP, preferencialmente ou por cirurgia de 
revascularização miocárdica.
 – Por meio de uma angioplastia para melhorar a situação da perfusão ou a cirurgia de 
revascularização, que tem seus critérios próprios de indicação.
• Avaliação hemodinâmica com cateter de Swan-Ganz.
 – Para poder captar a pressão da artéria pulmonar, débito cardíaco, índice cardíaco e 
outros dados importantes para ajuste de doses de drogas vasoativas. 
• Fármacos inotrópicos: dopamina e dobutamina.
 – Uso de medicação para aumentar a força de contração.
Obs.: � a dobutamina, principalmente, aumenta a força de contração, que é uma inotrópica 
positiva inotrex.
• Fibrinolíticos poderão ser utilizados quando os procedimentos invasivos não estiverem 
disponíveis ou forem contraindicados.
• Dispositivos de assistência ventricular esquerda.
• Betabloqueadores e antagonistas do cálcio.
 – Com medicação para diminuir a demanda de oxigênio e que tem no coração. 
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CLÍNICA MÉDICA
Além disso, ajuda no controle do problema, quando recomendado em situações 
específicas. 
• Essa são as recomendações sobre o choque cardiogênico, no qual a origem é o pró-
prio IAM, mas pode ocorrer secundário às arritmias, miocardites e a outros problemas 
que podem levar a o choque cardiogênico (problema no músculo cardíaco, que gera 
diminuição da pressão arterial e alteração de perfusão periférica). 
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Fernanda Andrade. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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