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1www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP CLÍNICA MÉDICA DOENÇAS CARDÍACAS – INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO KILLIP Classificação Killip e choque cardiogênico Classificação Killip É uma ferramenta clínica com grande aplicação prática, pois separa as faixas de risco para mortalidade de forma objetiva e sem necessidade de uso de exames complementares ou mais sofisticados. • Ao abrir o prontuário de uma pessoa que teve infarto, normalmente o médico coloca no diagnóstico um infarto agudo miocárdio (IAM) Killip I, II, III ou IV. – Isso significa quais são as consequências que o coração deixou, o que foi que teve, por conta do IAM. Classificação Killip Classe Parâmetro Risco de óbito I Sem sinais de insuficiência cardíaca 2 — 3% II Insuficiência cardíaca discreta (estertores nas bases pulmonares e terceira bulha) 8 — 10% III Edema agudo de pulmão 20 a 25% IV Choque Cardiogênico 45 a 70% • I – Infarto simples. – Não tem sinais de insuficiência cardíaca, dispneia, terceira bulha, sopro e estertores pulmonares. – Assim, é o infarto ‘’mais tranquilo’’. – O risco de óbito é baixo: de 2% a 3%. • II – Tem-se uma insuficiência cardíaca discreta, mas já é possível auscultar estertores nas bases pulmonares e presença da terceira bulha, que mostra o enchimento pre- judicado do ventrículo esquerdo. – O risco de óbito é de 8% a 10%. www.grancursosonline.com.br 2www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP CLÍNICA MÉDICA • III – Se o paciente não for socorrido a tempo ou o impacto for mais extenso e que gere uma gestão mais importante no coração, haverá um retorno de sangue pelas veias pulmonares pelo pulmão, gerando o edema agudo de pulmão. – Assim, quando o paciente tem infarto seguido de edema agudo de pulmão, será classificado com o risco III. – O risco de mortalidade aumenta de 20% a 25 %. • IV – Quando o coração não atende a demanda metabólica e o paciente gera hipoten- são, a taquicardia, perfusão periférica normalmente se terá o diagnóstico de choque cardiogênico. – O risco de óbito é de 45% a 70%. Quadro 15 – Diagnóstico clínico diferencial com choque cardiogênico: • Normal – FC, PA, FR e saturação arterial normais. – Perfusão periférica normal. • Choque cardiogênico: Terá uma série de sinais e sintomas: – Pulsos finos; – Perfusão periférica muito prejudicada; – Hipotensão acentuada: Obs.: � reflexos do choque cardiogênico. – Taquicardia: Obs.: � é um pulso aumentado, mas ele está firme, pois não tem sangue suficiente e o débito cardíaco está diminuído. – Taquipneia; – Oligúria; www.grancursosonline.com.br 3www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP CLÍNICA MÉDICA Obs.: � por conta da perfusão periférica prejudicada. – Obnubilação; Obs.: � perfusão cerebral diminuída, pela perfusão diminuída. – Resistência a medidas terapêuticas. Obs.: � coloca-se volume e medicação e está tendo dificuldade de resposta. • Estado hipercinético Obs.: � estado de infarto menor. – IAM restrito/pequeno, taquicardia inapropriada com PA, FR e perfusão normais. – Responde muito bem aos betabloqueadores. • Hipovolemia – Pulso fino, hipotensão, ausência de distensão venosa ou congestão sistêmica, para diferenciar o choque hipovolêmico do choque cardiogênico. Obs.: � no choque hipovolêmico falta volume, assim não tem pungência de jugular. Enquan- to, o choque cardiogênico, o coração não consegue bombear e assim volta o sangue e tem a pungência de jugular. – Taquicardia, perfusão periférica prejudicada. Obs.: � Enquanto no cardiogênico o problema está no coração, enquanto no Hipovolemia está na admissão de volume. – Ausência de terceira bulha. – Responde o volume. Obs.: � quando se dá o volume (o sangue) o paciente responde bem, na Hipovolemia. • IC – Taquicardia, taquipneia, pulsos finos, oligúria, hipoxemia, perfusão periférica prejudi- cada, estase venosa, estertores pulmonares e terceira bulha podem estar presentes. Obs.: � a IC é uma complicação do choque cardiogênico, que deixa o coração sem condi- ções de manter o fluxo sanguíneo. www.grancursosonline.com.br 4www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP CLÍNICA MÉDICA • IAM de VD – Estase venosa, ausência de estertores, hipotensão e pulsos finos. – Pode haver bradicardia, má perfusão periférica e evoluir para o choque. • FC: Frequência cardíaca; • PA: Pressão arterial; • FR: Frequência respiratória; • IAM: Infarto agudo do miocárdio; • IC: insuficiência cardíaca congestiva; • VD: Ventrículo direito. Diante do choque cardiogênico a SBC preconiza: • Oxigênio. – Se a saturação estiver diminuída, normalmente estará. • Suporte com ventilação mecânica de acordo com a gasometria arterial. • Balão intra-aórtico como suporte hemodinâmico. – Para ajudar no ventrículo esquerdo. • Revascularização precoce por intermédio de ICP, preferencialmente ou por cirurgia de revascularização miocárdica. – Por meio de uma angioplastia para melhorar a situação da perfusão ou a cirurgia de revascularização, que tem seus critérios próprios de indicação. • Avaliação hemodinâmica com cateter de Swan-Ganz. – Para poder captar a pressão da artéria pulmonar, débito cardíaco, índice cardíaco e outros dados importantes para ajuste de doses de drogas vasoativas. • Fármacos inotrópicos: dopamina e dobutamina. – Uso de medicação para aumentar a força de contração. Obs.: � a dobutamina, principalmente, aumenta a força de contração, que é uma inotrópica positiva inotrex. • Fibrinolíticos poderão ser utilizados quando os procedimentos invasivos não estiverem disponíveis ou forem contraindicados. • Dispositivos de assistência ventricular esquerda. • Betabloqueadores e antagonistas do cálcio. – Com medicação para diminuir a demanda de oxigênio e que tem no coração. 5m www.grancursosonline.com.br 5www.grancursosonline.com.br Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@grancursosonline.com.br A N O TA ÇÕ E S Doenças Cardíacas – Infarto Agudo do Miocárdio KILLIP CLÍNICA MÉDICA Além disso, ajuda no controle do problema, quando recomendado em situações específicas. • Essa são as recomendações sobre o choque cardiogênico, no qual a origem é o pró- prio IAM, mas pode ocorrer secundário às arritmias, miocardites e a outros problemas que podem levar a o choque cardiogênico (problema no músculo cardíaco, que gera diminuição da pressão arterial e alteração de perfusão periférica). �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pela professora Fernanda Andrade. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu- siva deste material. www.grancursosonline.com.br