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das A Gabarito utoatividades PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO Centro Universitário Leonardo da Vinci Rodovia , nº .BR 470 Km 71, 1 040 Bairro Benedito - CEP 89130-000 I daialn - Santa Catarina - 47 3281-9000 Elaboração: Revisão, Diagramação e Produção: Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI 2018 Prof. John Jackson Buettgen 3UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O GABARITO DAS AUTOATIVIDADES DE PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO UNIDADE 1 TÓPICO 1 1 Explique as diferenças entre aspectos fundamentais e essenciais do planejamento da produção. A percepção dessa diferença é fundamental para a compreensão da estruturação deste Caderno de Estudos. R.: Conceitos fundamentais: tratam dos conhecimentos básicos que compõem a atividade de planejamento da produção. Prever a demanda e denir a capacidade produtiva de uma organização são exemplos desses conceitos. Conceitos essenciais: tratam dos conhecimentos necessários para colocar em prática os conceitos undamentais. Denição de necessidade de materiais, elaboração do programa de produção, erramentas estatísticas, tecnologia de grupos e outras técnicas fazem parte dessa essência. 2 Elabore uma denição para Sistema de Produção. R.:A resposta devemostrar coerência com uma das duas denições a seguir: • Entendemos que um sistema de produção é um conjunto de elementos (humanos, ísicos e procedimentos gerenciais) inter-relacionados. São projetados para gerar produtos nais, cujo valor supere o total dos custos incorridos para obtê-los. • Sistema de produção é tudo aquilo que transorma input em output com valor inerente. 3 Explique a classicação de Sistema de Produção tradicional. R.: O sistema tradicional se baseia em três categorias, elaboradas em unção das características dos produtos: • Sistemas de produção contínua ou de luxo em linha: este sistema se caracteriza por uma produção linear de produtos (bens ou serviços) altamente padronizados e que fuem de um posto de trabalho a outro em uma sequência prevista de eventos. Dessa orma, as etapas mais lentas devem ser balanceadas para não retardarem o processo como um todo. 4 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • Sistemas de produção por lotes ou por encomenda (fuxo intermitente): com certeza os mais comuns de todos os processos, principalmente pelo ato de ser altamente adaptável às variações de volume e variedade, adaptabilidade essa geralmente associada à capacidade damão de obra e adaptabilidade dos equipamentos, normalmente de usomais genérico. Esses recursos produtivos são organizados em centros de trabalho, em umarranjo ísico conhecido como uncional ou por processo. Caracteriza-se pela grande fexibilidade oerecida pela produção em lotes. • Sistemas de produção para grandes projetos sem repetição: lidam com produtos distintos e altamente customizados, portanto, grande variedade e baixo volume. Normalmente, há um grande envolvimento do cliente nas decisões, por serem produtos únicos. Como cada produto é único, na prática não existe um fuxo do produto, apenas uma sequência de atividades ao longo do tempo, normalmente de longa duração e com pouca ou nenhuma repetitividade. 4 Explique a classicação cruzada de Schroeder para os sistemas de produção. R.: Os sistemas tradicionais são baseados em uma única dimensão, o fuxo do produto. A classicação cruzada se baseia em duas dimensões, o fuxo do produto e o tipo de atendimento dado ao cliente. Esta segunda dimensão poderia ser subdividida em dois tipos de sistema: sistema orientado para estoques e sistema orientado para a encomenda. Sistemas orientados para o estoque: este sistema oerece serviço rápido, baixo custo, contudo não tem fexibilidade. Tem grande dependência de uma previsão de excelência, gestão inteligente de estoques e eetivo planejamento da capacidade produtiva. Produtos padronizados são disponibilizados em estoques, a partir dos quais é realizado o atendimento da demanda dos clientes. Portanto, o oco desse sistema está na reposição dos estoques. Sistemas orientados para a encomenda: as operações estão ligadas ao cliente, com o qual se discute preço e prazo de entrega. Este último é elemento-chave de echamento de negócios. Pode-se armar que o oco do sistema é a redução dos tempos de processo, com objetivo de cumprir as promessas de prazo. Neste sentido, a gestão das melhorias de processo tem impacto decisivo. Moreira (2008) apresenta um quadro com exemplos, que podem facilitar a compreensão. 5 Dena as duas grandes atividades de PCP, Planejamento da Produção (PP) e Controle da Produção (CP). R.: • Planejamento: é a formalização do que se pretende que aconteça em determinado momento no futuro. É uma declaração de intenção de que 5UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O aconteça. Embora os planos sejam baseados em expectativas, durante sua implementação as coisas nem sempre acontecem como esperado. •Controle: é oprocessode lidar comestas variaçõese retomaro caminho traçado (solicitar a manutenção, remanejar as pessoas ou azer horas extras etc.). 6 Descreva de orma sucinta as atividades que infuenciam a atividade de PCP. R.: Fatores relacionados ao produto: • Grau de variedade do produto: impacta no nível de repetição dos sistemas de produção e na denição do modelo de coordenação de ordens. • Complexidade técnica do produto: número de níveis e de itens em cada nível da lista de materiais. Também infuencia a escolha do sistema de coordenação de ordens. • Valor agregado do produto: infuencia os métodos empregados, pois esses itens de maior valor devem ser tratados com maior atenção. • Ciclo de vida do produto: o posicionamento do produto no ciclo de vida (desenvolvimento, introdução nomercado, crescimento de vendas,maturidade e declínio) determina dierentes ocos de decisão por parte dos gestores. Fatores relacionados ao processo produtivo: • Mix de produtos: a relação volume/variedade é um dos elementos mais infuentes na atividade de PCP. Produzir muitos ou poucos itens dierentes altera consideravelmente a lógica de planejamento. • Leiaute das instalações: infuencia nas atividades de controle da produção, como coordenação de ordens e programação. • Tempos de Setup: também tem infuência na coordenação de ordens e programação. • Tempo de fuxo: por ser o tempo necessário para percorrer o fuxo, tem infuência nos leadtimes. • Níveis de estoques em processo: impacta na escolha dos sistemas de coordenação de ordens, ou vice-versa. Fatores relacionados ao ambiente externo: • Tipo de demanda: se reere ao ato de a demanda ser constante, irregular ou sazonal ao longo do tempo. Tem grande infuência nos métodos de previsão a serem utilizados. • Objetivos estratégicos dos clientes: diferentes objetivos estratégicos dos clientes (custo, qualidade, fexibilidade, tempo etc.) determinam dierentes ormas de conguração da atividade de PCP. • Estrutura de mercado: se refere às condições oferecidas à empresa (ornecedores, possibilidade de subcontratação, mão de obra etc.). Isso impacta no planejamento agregado da produção. • Característica da demanda: se reere ao ato de a demanda ser dependente ou independente. Isso impacta nos métodos de previsão. 6 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • Estabilidade da demanda: alguns métodos de coordenação de ordem (kanban é um exemplo) têm diculdade, ou até impossibilidade, de lidar com demanda instável. TÓPICO 2 1 Explique o que é capacidade projetada, capacidade eetiva e capacidade real. R.: • Capacidade projetada: é a maior capacidade possível, com o produto mais rápido. •Capacidade efetiva: é um percentual da capacidade projetada, por conta da dedução dos tempos concedidos em função de paradas inevitáveis. • Capacidade real: é aquilo que efetivamente aoperação consegue produzir. É a capacidade eetiva, deduzidos os tempos evitáveis. 2 Apresente os principais indicadores e sua respectiva utilidade para o gestor. R.: Autilização é uma relação entre a capacidade de projeto e a capacidade efetiva. Restrições de capacidade e variações da demanda. Mostra para os gestores da empresa qual o nível de aproveitamento que têm os recursos que oram disponibilizados, sendo, portanto, altamente relevante para os investidores. A eciência é uma relação entre a capacidade real e a capacidade efetiva. Indica para os gestores quanto a operação oi capaz de atender àquilo que foi solicitado. Mostra a sua efetividade no atendimento das necessidades da organização. 3 Explique a Política de Capacidade Constante. R.: Esta política prega que as variações da demanda devem ser ignoradas e os níveis de capacidade mantidos constantes. 4 Explique a Política de Acompanhamento da Capacidade. R.: Esta política tem por principal característica o ato de refetir as futuações da demanda. 5 Explique a Política de Gestão da Demanda. 7UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O R.: Quando alamos em política de gestão da demanda, alamos de agir do lado “de ora” da empresa, tentando convencer o consumidor a consumir. 6 De orma sucinta, explique o conceito de carregamento. R.: É a denição acerca da quantidade de trabalho que pode ser alocada a um centro de trabalho. Ou seja, em uma determinada unidade de tempo, quanto essa operação consegue produzir. 7 Por que a operação não consegue aproveitar o tempo máximo disponível? R.: Porque diversos eventos “corroem” o tempo total que a operação teria disponível para produzir. Cada um destes eventos desperdiça um pouco de tempo. 8 Que critérios poderiam ser usados para sequenciar um processo de produção? R.: Restrições ísicas, prioridade do consumidor, data prometida, LIFO (last in, rst out), FIFO (rst in, rst out), operação mais longa, operação mais curta. 9 Por que há necessidade de existir o controle do processo produtivo? R.: O controle é o acompanhamento e a intervenção periódica no processo, de tal forma que aquilo que foi planejado realmente aconteça. Ele é necessário porque inúmeros eventos podem contribuir para que o planejado não ocorra. 10 Explique por que razão a demanda agregada se az necessária. R.: Praticamente, a totalidade das organizações produzmais do que um único produto. Em muitas, a quantidade de produtos chega às centenas. Pode-se acilmente imaginar a diculdade extrema de estabelecer a demanda de cada um desses produtos de orma precisa. Torna-se imperioso para a organização estabelecer uma metodologia para agrupar essas dierentes demandas, de orma a se chegar a um número total que represente bem a demanda global da empresa. Aesse grande número total, chamamos de demanda agregada. 11Quando se ala emgerir a demanda, surgem três políticas: capacidade constante, acompanhamento da demanda e gestão da demanda. O que distingue as duas primeiras da terceira? 8 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O R.: As duas primeiras atuam sobre a capacidade, portanto, no ambiente interno da organização. A terceira tenta atuar sobre a demanda, relacionada diretamente ao cliente, logo, no ambiente externo da organização. TÓPICO 3 1 Com base nos conceitos de volume e capacidade, dierencie os dois. R.: O volume é a máxima quantidade de trabalho que pode ser realizada em uma operação. Capacidade é a máxima quantidade de trabalho que pode ser realizada pela operação em uma determinada unidade de tempo. Portanto, a dierença é que capacidade necessariamente está associada a uma unidade de tempo. 2 A produção pode ser medida com base nos seus produtos ou nos seus insumos. O que orienta essa decisão? R.: A produção de bens pode ser medida com base no produto, contudo a medição da capacidade de serviços é mais complexa. Nessa situação, a medição pelos insumos é mais indicada. 3 Dena os indicadores de utilização e de eciência. R.:Autilização é uma relação entre a produção real e a capacidade de projeto, mostrando aos investidores quanto aos recursos disponibilizados (nanceiros, máquinas, instalações e mão de obra). São usados na geração de valor. A eciência é uma relação entre a capacidade real e a capacidade efetiva. Indica para os gestores da produção quanto a operação oi capaz de atender àquilo que lhe foi solicitado. 4 Explique a necessidade de sistematizar os processos de gestão da capacidade. R.: Sistematizar algo signica organizar de orma lógica e otimizada uma sequência de eventos com o intuito de maximizar o resultado obtido de forma continuada. Em outras palavras, signica criar uma lógica que melhora as coisas ao longo do tempo, elevando a reprodutibilidade de um processo. 5 Explique o que é e para que serve o balanceamento da produção. R.: Balancear a produção consiste em atribuir tareas a um número ordenado 9UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O de estações de trabalho, respeitando as restrições de precedência entre as tareas de modo que alguma medida de eciência seja otimizada. TÓPICO 4 1 Com suas palavras, aponte razões que justiquem a necessidade de gestão da demanda. R.: As respostas devem azer reerência aos tópicos a seguir: • As empresas dicilmente são tão fexíveis que consigam, de um período para outro, alterar substancialmente seus volumes ou mix de produção, de orma que consigam atender às variações da demanda, principalmente no curto prazo. • Para empresas muito grandes, com multidivisões, parte da demanda vem do ambiente externo. Para algumas divisões a demanda é gerada no interior da própria organização e vale a pena ser gerenciada. • Empresas que têm sólidas relações de parceria com seus clientes têm condições de negociar a quantidade e o momento da demanda, adaptando-a às suas capacidades produtivas. • Demandas, principalmente de produtos de consumo, podem ser alteradas em termos de quantidade e momento, através de ações de marketing. • Mesmo empresas que produzam itens que não são de consumo têm a possibilidade de infuenciar a demanda pormeio de esorço de vendamediante ações de indução de comportamento dos vendedores e representantes comerciais (sistemas de cotas, comissões variáveis etc.) 2 Por que é importante prever a demanda? R.: É de fundamental importância que a empresa disponha e saiba utilizar as erramentas de previsão de demanda, de orma a se antecipar ao uturo com alguma precisão. Isso pode signicar a necessidade de produção de dados históricos sobre vendas e comportamentos que infuenciaram a demanda passada. Com o uso de instrumentos matemáticos é possível explicar o comportamento da demanda, compreender a inter-relação de atores internos ou externos com o comportamento da demanda externa, coletar inormações do mercado e estimar uma demanda futura. 3 Explique o caráter multiuncional da gestão da demanda. R.: A gestão da demanda tem elementos provenientes de diversas funções organizacionais. A área comercial (vendas e marketing) contribui com 10 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O inormações sobre o mercado e os clientes. A logística, através do PCP, faz as previsões de demanda. A produção contribui com informações sobre capacidades, dados de projeto, tempo etc. Como é possível perceber, em unção dessa multiuncionalidade, a gestão da demanda tem um caráter de processo, perpassando diversas unções organizacionais. 4 Quem deve assumir a responsabilidade por azer o planejamento? Com base no que você leu, dê a sua opinião. R.: A resposta desta pergunta deve estar associada às realidades vividas pelo(a) acadêmico(a). Ele deve conseguir associar a teoria apresentada a uma realidade em que vive. Não há uma resposta certa ou errada. UNIDADE2 TOPÍCO 1 1 Explique por que as previsões são tão importantes para a organização. R.: Muitos dos recursos utilizados no processo produtivo têm materialidade ísica, como máquinas, equipamentos, instalações, materiais e pessoas. Esses recursos têm uma característica importante para os gestores, eles têm inércia decisória. Inércia decisória é o ato de que decisões relativas a estes recursos demandam um determinado tempo para tomarem eeito, tempo este em que a situação permanece inalterada, mesmo com a decisão tomada. Portanto, somente conhecendo o uturo os gestores poderão tomar decisões que surtirão efeito adequado no futuro. 2 Esclareça por quemuitas organizações alhamna elaboração de suas previsões. R.: • Primeiro erro: confundir previsões realistas com metas ou desejos. Previsões se baseiam na vontade do cliente. Metas ou desejos se baseiam nos interesses organizacionais. • Segundo erro: gastar tempo, esorço e recursos discutindo se a previsão está certa ou errada, quando o oco deveria ser o quanto se está errando e como se poderia melhorar os processos para reduzir estes erros. 11UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • Terceiro erro: considerar apenas um número para apoiar decisões nas operações. Essas decisões precisam de dois números, uma previsão e uma margem de erro. • Quarto erro: desistir ou não se esorçar o suciente para melhorar os processos de previsão. Emoperações não se necessita de previsões pereitas, mas previsões consistentemente melhores que as dos concorrentes. 3 Como uma operação pode escolher a técnica de previsão mais adequada à sua realidade? R.: A escolha da abordagem ideal passa por quatro pontos importantes: • A existência ou não de dados para análise. • A possibilidade de coleta destes dados. • A natureza dos dados (quantitativa ou qualitativa). • A existência ou não de fatores causais. 4 Quais as dierenças entre as técnicas qualitativas e as quantitativas? R.: •Métodos qualitativos: como já mencionamos anteriormente, os métodos qualitativos incorporammais atores de julgamento e intuição, na maioria das vezes, mais subjetivos. A alta de dados quantitativos e a expectativa de que fatores subjetivos tenham maior condição de explicar o futuro levam ao uso dessas técnicas. • Métodos quantitativos: ao falarmos de métodos quantitativos precisamos compreender alguns elementos importantes, entre eles, o ato de que há duas abordagens distintas para essas técnicas: a análise de séries temporais e de técnicas de modelagem causal. Corrêa e Corrêa (2006) se reerem a essas abordagens como sendo intrínsecas (séries temporais) ou extrínsecas (séries causais). As séries intrínsecas ou temporais examinam o padrão de comportamento de uma única variável ao longo do tempo, considerando as razões que levam ao comportamento que apresenta de modo a usar esse padrão para determinar o uturo. Já a abordagem causal ou extrínseca diz respeito à descrição e relacionamento de relacionamentos complexos de variáveis-chave. 5 Explique os enômenos dos erros de amplitude e de viés. R.: • Amplitude: indica o tamanho dos erros cometidos nas previsões. • Viés: indica a existência sistemática de erros para um mesmo lado. Isso pode se apresentar na forma superdimensionamento (sempre errando para cima) ou de subdimensionamento (sempre errando para baixo). De uma orma ou de outra, isso sempre acontece em unção de uma causa identicável, 12 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O normalmente uma variável desprezada no modelo. Essa causa deve ser identicada e incluída no modelo. 6 Como se calibra um método de previsão para que ele seja o mais assertivo possível? R.:Acalibração de um sistema de previsão nadamais é do que a escolha dos melhores parâmetros para cada método. A ideia é escolher parâmetros que minimizem os erros possíveis. A decisão mais lógica seria escolher aquele que apresentar o menor EMA ou o menor EMQ. Essa escolha se baseia na premissa de que se oi bom no passado, pode ser bom no uturo. TÓPICO 2 1 Dena o que é um Programa Mestre da Produção. R.: O Programa-Mestre de Produção muitas vezes é deinido com especicações em produtos ou serviços em vez de moeda corrente. Ele mostra quantos produtos ou serviços estão planejados para cada período, com base nos recursos autorizados no plano agregado. O PMPé a forma de programar antecipadamente amanufatura ou os serviços. Trata-se de uma declaração do que deve ser produzido. 2 Que objetivos tem a gestão da operação ao estabelecer um PMP? R.: De orma sucinta, se poderia dizer que os principais objetivos do PMP são: • Alcançar o nível de atendimento ao cliente desejado, seja através da disponibilidade dos estoques, seja pela capacidade de resposta rápida às demandas dos clientes. • Fazer o melhor uso possível dos recursos produtivos (material, mão de obra, máquinas/equipamentos). • Minimizar os investimentos em estoques de matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados. 3 Qual a relação entre o PMP e o PVO? R.: O Programa Mestre de Produção está firmemente embasado no Planejamento de Vendas eOperações (PVO). OPVOé umprocesso periódico (normalmente mensal) de revisão dos planos, com base nas futuações da demanda, da disponibilidade de recursos e dos suprimentos de materiais. É a partir dele que nasce o PMP. 13UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O 4 O PMP tende a manter o estoque projetado disponível zerado. O que azer para assegurar atendimentos emergenciais? R.: Para reduzir os riscos as organizações estabelecem estoques de segurança. TÓPICO 3 1 Dena o que vem a ser processo. R.: Processo é um conjunto de atividades inter-relacionado que transorma insumos (entradas) em produtos (saídas). Também se poderia dizer que o processo é responsável pela transformação de alguma coisa em outra coisa de maior valor. 2 Qual a relação entre o controle dos processos e o planejamento da produção? R.: As organizações são uma grande rede de processos interligados, de cuja complexidade resultam os resultados organizacionais. A manutenção do controle sobre esta rede permite o controle sobre os resultados. Planejamento estabelece a relação que se quer e o que se az, portanto, se os processos garantem o que se az, garantem também os resultados esperados pelo PCP. 3 As organizações que têm seus processos sob controle têm determinadas características. Que características são essas e como elas intererem no PCP? R.: As características são: • Existência de objetivos claros e conhecidos por todos que podem e devem contribuir para a sua consolidação. • Os processos de trabalho são identicados e controlados. • Existem indicadores de desempenho ou resultado destes processos, pelo menos nos pontos críticos. • A organização é gerida com base nestes indicadores. • Os indicadores estão alinhados com os objetivos organizacionais e com a satisfação dos clientes. • As pessoas realizam os seus processos sob sua responsabilidade de forma estruturada, previsível e organizada. Os resultados obtidos são refexos de uma conjuntura de atores advindos 14 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O destas características: administração competente, transparência, existência de objetivos, decisões acertadas baseadas nos atos devidamente mensurados. 4 Dena os tipos de melhoria e esclareça o que os dierencia. R.: Há duas ormas complementares de se enxergar a melhoria, segundo Slack et al. (2002): • Melhoria contínua, muito conhecida por seu nome japonês kaizen; e •Melhorias radicais, muitas vezes associadas à reengenharia de processos. Oque as diferencia substancialmente é o foco de atuação de cada uma delas. Melhorias contínuas promovem umamudança comportamental lenta, gradual e incremental. Melhorias radicais promovemmudanças rápidasbaseadas em investimentos estruturais. 5 Explique o uso do ciclo PDCA na melhoria de processos. R.: Slack et al. (2002) sugerem que a melhoria contínua pode ser gerenciada a partir de uma sucessão de aplicações do Ciclo PDCA, sugerido por Deming. O nal de uma rodada do Ciclo PDCAcorresponde ao início do ciclo seguinte. Contudo, sem o devido acompanhamento, o processo tende a retroceder. A melhor orma de estabelecer a melhoria denitivamente é lhe dar um caráter ormal através de seu registro em norma técnica.Assim, passa a ser passível de auditoria e as pessoas responsáveis pelo processo percebem a relevância da melhoria para a organização. A premissa central é que a cada passo dado se deve estabilizar o processo para não se correr o risco de retrocesso. Um retrocesso pode abalar a conabilidade em todo o trabalho de busca de melhorias. 6 Enumere e explique sucintamente as erramentas de avaliação de processo. R.: • Estrela decisória: tem como premissa o uso do trabalho em equipe para a obtenção da solução ideal para um determinado processo. • Brainstorming/Brainwriting: trazem ideias para promover melhorias nos processos. São métodos de geração coletiva de novas ideias através da contribuição e participação de diversos indivíduos inseridos num grupo. • Fluxograma: o fuxograma representa uma sequência de trabalho qualquer, de orma detalhada (pode ser também sintética), onde as operações ou os responsáveis e os departamentos envolvidos são visualizados no processo. • Diagrama de causa e efeito: é a representação gráca das causas de um fenômeno.Éum instrumentomuitousadoparaestudaros fatoresquedeterminam resultados que desejamos obter (processo, desempenho, oportunidade) e as causas de problemas que precisamos evitar (deeitos, alhas, variabilidade). 15UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • Histograma: instrumento de levantamento de dados. •Pareto: o diagrama de Pareto é um recurso gráco utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de perdas que devem ser sanadas. • Diagrama de dispersão: os grácos de dispersão ou de correlação, como alguns preerem, são utilizados para determinar se existe ou não uma relação entre duas variáveis diferentes. • Cartas de controle: o registro gráco da dinâmica dos resultados de um indicador ao longo do tempo, demonstrando a evolução desse indicador. 7 Explique o funcionamento das cartas de controle e qual a aplicação no planejamento. R.: As cartas de controle são uma das mais poderosas, simples e versáteis erramentas para o controle estatístico dos processos e têm o seu uncionamento baseado na propriedade estatística da distribuição normal. O tempo é um ator undamental no controle dos processos, já que as causas são dinâmicas e se alteram ao longo do tempo. Como essas condições causais (mudança de materiais, de método, das pessoas, desregulagem de máquinas, desgaste de erramentas, cansaço dos operadores, alterações nas condições ambientais etc.) se alteram, é necessário avaliar o seu impacto sobre os efeitos. O registro gráco dessa dinâmica dos resultados pode oerecer inormações preciosas que permitam acelerar o processo decisório, undamental para a interferência corretiva. TÓPICO 4 1 O que as organizações buscam quando migram para a tecnologia de grupo? R.: Organização do fuxo em unção do rearranjo do leiaute e elevação da produtividade em função das mudanças comportamentais dos membros das equipes. 2 Dena o que vem a ser uma amília de produtos. R.: Produtos que têm como característica comum os equipamentos que estão na célula de manuatura. Em outras palavras, podem ser produtos totalmente distintos, mas que são abricados com as mesmas máquinas da célula. 3 Por que uma célula de manuatura só unciona se estiver apoiada na ormação de amílias? 16 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O R.: Porque os equipamentos alocados na célula são direcionados para essas amílias, logo, produtos que não azem parte dessas amílias não podem ser produzidos na célula porque não há equipamento para azê-lo. 4 Que ganhos uma organização pode auerir ao alterar o seu leiaute de um arranjo ísico por processo para um arranjo ísico celular? R.: Limpeza e simplicidade no fuxo produtivo, o que melhora os resultados do processo. 5 Aponte as principais vantagens das células de manuatura. R.: • Redução do leadtime: a proximidade entre as máquinas proporcionada pelo leiaute possibilita a transerência contínua dos produtos. Isso reduz ciclo dos pedidos, melhorando a resposta da produção às demandas do mercado, além de reduzir os estoques. •Melhoria da qualidade: com o leiaute em grupo as pessoas se envolvemmais e criam uma rotina de cobrança da qualidade entre os membros da equipe. • Redução dos custos de manuseio e preparação: O agrupamento das máquinas no leiaute celular simplica o manuseio dos materiais no interior da célula, inclusive otimizando o uso de contenedores e outros equipamentos. • Simplicação da burocracia do trabalho: Com os processos da amília agrupados se reduz o número de documentos operacionais (ordens de produção, requisições de materiais e de erramentas etc.) circulantes na operação. • Redução dos custos indiretos: Essa redução da burocracia reduz os custos indiretos, reduzindo atividades como digitação, leitura, checagens, preenchimento de papéis etc. • Melhoria das relações de trabalho: As equipes que compõem a célula passam a assumir um maior número de responsabilidades, gerando maior autonomia e comprometimento. • Redução de investimentos: Um melhor aproveitamento do espaço, com aumento da produtividade, eleva a capacidade produtiva da planta, reduzindo a necessidade de investimentos em espaço ísico (terrenos, construções, máquinas etc.). Parte desse ganho de espaço da operação vem da redução dos estoques e, consequente, liberação de área. 6 Aponte as desvantagens das células de manuatura. R.: • Os resultados apresentados nas empresas comprovam que amanufatura celular émais eciente que um jobshop ineciente, mas não consegue superar um jobshop eciente. Isto está associado ao treinamento da mão de obra, satisfação no trabalho e utilização das máquinas. 17UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • Tamanhos de lotes só podem ser reduzidos em um sistema de emissão de ordens de ciclo único e esses casos são poucos. • Em geral, as vantagens aparecem no padrão de fuxo fow shop, o que torna a TG uma losoa de produção restrita. • A TG requer a duplicação de algumas máquinas, o que demanda mais investimentos. • Alta variabilidade de produtos inviabiliza a utilização da manufatura celular. UNIDADE 3 TÓPICO 1 1 O que são os Sistemas de Administração da Produção? R.: São sistemas de apoio às decisões táticas e operacionais que os gestores de produção tomam diariamente, com o objetivo de atingir os objetivos estratégicos da organização. Essas decisões envolvem basicamente “o que”, “quanto” e “quando” produzir e comprar, além de “com que” recursos produzir. 2 Enumere as suas aplicações na organização empresarial. R.: • Planejar as necessidades futuras de capacidade produtiva da organização. • Planejar os materiais comprados. • Planejar os níveis adequados de estoques dematérias-primas, semiacabados e produtos nais, nos pontos certos. • Programar atividades de produção para garantir que os recursos produtivos envolvidos sejam utilizados em cadamomento, nas coisas certas e prioritárias. • Ser capaz de saber e inormar corretamente a respeito da situação corrente dos recursos (pessoas, equipamentos, instalações, materiais) e das ordens (de compra e produção). • Ser capaz de prometer os menores prazos possíveis aos clientes e depois azer cumpri-los. • Ser capaz de reagir ecazmente. 3 Como um SAP pode infuenciar a capacidade de competição da organização? R.: Basicamente de duas formas: 18GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O • como disciplinadores das relações sistêmicas, azendo com que cada um cumpra a sua unção; • encurtando processos e melhorando prazos de entrega. Podem otimizar recursos, melhorando o preço. Enim, uma grande possibilidade de contribuições. 4 Qual a infuência dos objetivos de desempenho na competitividade organizacional? R.: Ser competitivo é ser capaz de superar a concorrência naqueles aspectos de desempenho que os nichos de mercado visados mais valorizam. Esses aspectos de desempenho infuenciam as escolhas do cliente e estão sob o escopo de atuação da gestão da operação. Os objetivos de desempenho são custo percebido pelo cliente, velocidade de entrega, conabilidade de entrega, fexibilidade das saídas, qualidade dos produtos e serviços prestados ao cliente. Conclui-se que quanto mais próximo do atendimento desses objetivos estiver a empresa, mais competitiva será, por estar próxima dos desejos dos clientes. 5 Como os SAP podem infuenciar os objetivos de desempenho? R.: • Infuência nos custos vistos pelo cliente: otimizando tamanhodosestoques, prazos de entrega, compras, programação, tempo de atravessamento, gerindo a capacidade e controlando o processo produtivo. • Infuência na conabilidade de entrega: disponibilizando informações e possibilitando feedback. • Infuência sobre a fexibilidade de saídas: capacidade de reação. • Infuência na qualidade do produto: memória empresarial (chas técnicas dos produtos), transparência nos produtos, rastreabilidade. • Infuência sobre o serviço prestado ao cliente: fornecimento de informações. TÓPICO 2 1 Dena o que é um SCO e qual a sua utilidade para o gestor de produção. R.: É um sistema que programa ou organiza as necessidades de componentes e materiais, controla a emissão e liberação de ordens de produção e de compras, programa a sequência das tareas nos postos de trabalho e controla a circulação das ordens na unidade produtiva. Em suma, o SCO coordena as ordens de produção e compras no chão de ábrica e, se possível, no 19UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O ornecedor. Ele coloca a operação nasmãos do gestor, que controla totalmente o andamento do processo produtivo. 2 Enumere e explique de orma sucinta os quatro grupos de sistemas de coordenação de ordens. Que características diferenciam esses grupos? R.: • Sistemas de pedido controlado: utilizados quando é impossível manter estoques de produtos nais. Encaixam-se nesta categoria os serviços e os bens de grande porte ou complexidade (rodovias, prédios etc). • Sistemas controlados pelo nível de estoque: o nível de estoque determina as decisões tomadas para todo o processo produtivo, logo, é correto armar que esses sistemas “puxam” a produção. • Sistemas de fuxo programado: são sistemas empurrados voltados à otimização do fuxo dos produtos no sistema produtivo, seja por orientação do PCP, como MRP e OPT. • Sistemas híbridos: são sistemas que misturam características de sistema de produção puxada e empurrada. 3 Enumere os SCO que compõem cada um desses grupos. R.: O(A) acadêmico(a) deve apresentar em sua resposta o conteúdo do quadro: 20 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O TÓPICO 3 1 Explique a lógica de uncionamento do MRP quando nos reerimos à denição dos volumes a serem produzidos. R.: Os volumes são resultados da contraposição das necessidades brutas apontadas pelas previsões e pela carteira de pedidos, com os estoques existentes. Daí surgem as necessidades líquidas. 2 As necessidades líquidas identificadas pelo MRP podem ser infuenciadas por diversos atores. Cite que atores são esses. R.: • A carteira de pedidos. • A previsão da demanda. • Níveis de estoques. • Restrições-chave de capacidade. • Necessidade de estoques de segurança. • Demanda por peças de reposição. • Necessidades para exposições e promoções. • Demanda de P&D. • Demanda de empresa coligada. 3 Qual a dierença básica entre MRP II e MRP III? Explique. R.: MRP II oi a inclusão de módulos para atender outras unções organizacionais (nanças, RH etc.). Já o MRP III oi a incorporação dos conceitos de kanban, levando à emissão de necessidades baseadas em lotes de transerência (tamanho do kanban). 4 Por que a visibilidade das inormações oerecidas pelo ERPé benéca para a empresa? R.: Porque cria um eeito sinérgico dentro da organização, pois cada área sabe o que acontece na outra e tem a oportunidade de estabelecer uma melhor cooperação. Há também a questão da responsabilidade, pois ao ter os dados abertos, todos tendem a mostrar o seu melhor. Outro aspecto importante da transparência é a velocidade com que problemas podem ser identicados. Outro ponto undamental é a disciplina imposta pela erramenta utilizada (sotware). Para que ele opere corretamente os dados devem ser inormados com pontualidade e correção, o que reduz os erros na operação. Há outras características que azem da visibilidade algo positivo, mas variam de organização para organização. 21UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O 5 Quais os riscos envolvidos com a implantação de um ERP na empresa? R.: O principal deles é a implantação do sotware com um excesso de customizações que podem infuenciar na conabilidade. Se a empresa tem um processo ruim e automatiza esse processo sem fazer as necessárias correções, o uso de um sotware vai acelerar o surgimento dos problemas. 6 Explique que impactos a internet poderia ter sobre uma empresa que adota o ERP. R.: Com a internet é possível conexão externa direta com ornecedores, clientes e parceiros, dando aos processos empresariais uma velocidade nunca antes alcançada. TÓPICO 4 1 Dena o que são restrições. R.: Qualquer fator que limite o desempenho de um sistema e restrinja o seu resultado. 2 Enumere as etapas e explique como identicar e tratar as restrições. R.: • Etapa 1: identicação das restrições. • Etapa 2: estabelecimento de um plano que solucione essas restrições identicadas. • Etapa 3: denir recursos para a etapa 2. • Etapa 4: agir sobre as restrições aumentando a sua capacidade ou descarregando trabalho (soluções alternativas).Assegurar que todos saibam que se trata de um gargalo. • Etapa 5: uma vez corrigida a restrição, retornar à etapa 1 e identicar a próxima restrição a ser combatida. 3 Qual o objetivo maior de uma organização empresarial e que atividades a levam a consolidar esse objetivo de acordo com a OPT? R.: O maior de uma organização, na visão de Goldratt, é ganhar dinheiro. Para isso seriam necessárias três atividades: aumentar o ganho dosmateriais que atravessam a ábrica e são vendidos, reduzir os estoques e reduzir as despesas operacionais. 22 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O 4 Cite e explique os princípios da OPT direcionados aos recursos. R.: • Princípio 1: balanceie o fluxo e não a capacidade. Variações de capacidade são absolutamente inevitáveis nas organizações em função de uma variedade cada vez maior de produtos nomix. Sendo isso uma premissa aceitável, a melhor orma de conseguir os bons resultados é balancear o fuxo produtivo. • Princípio 2: a utilização de um recurso não gargalo não é determinada por sua disponibilidade, mas por alguma outra restrição do sistema. Essa premissa contraria uma situação bastante comum nas empresas, nas quais se utiliza de uma relação entre horas trabalhadas por um recurso e as horas que estava disponível, como métrica de desempenho. •Princípio 3: utilização e ativação de um recurso não são sinônimos. Quando o recurso é ativado produz alémda capacidadedogargalo, logo, não gera ganhos, pois está aumentando estoques. O recurso é utilizado quando a totalidade do que produz gera ganhos, ou seja, podeser absorvido pelo gargalo. 5 Cite e explique os princípios da OPT direcionados à preparação das máquinas. R.: • Princípio 4: uma hora ganha num recurso gargalo é uma hora ganha para o sistema global. • Princípio 5: uma hora ganha num recurso não gargalo não é nada, é só uma miragem. O tempo ganho na preparação de um processo não gargalo não signica ganho, apenas um aumento da ociosidade. Esta ociosidade é característica exclusiva dos não gargalos. Isto acontece porque a demanda continua reprimida pelo gargalo. 6 Cite e explique os princípios da OPT direcionados ao tamanho dos lotes. R.: • Princípio 6: o lote de transerência pode não ser e, requentemente, não deveria ser igual ao lote de processamento. Na gestão tradicional da produção se toma por regra que os custos de preparação declinam à medida que o tamanho do lote processado aumenta. Essa premissa não é necessariamente verdadeira se cada hora ganha num recurso não gargalo ou num gargalo tem diferentes custos para a organização. Uma hora ganha na preparação de um gargalo não seria apenas um ganho do preparador, mas do sistema todo. Portanto, do ponto de vista do recurso, o lote de processamento é o mais importante. Sob a ótica do fuxo o que ganha peso é o lote de transerência. • Princípio 7: o lote de processamento deve ser variável e não xo. Esse princípio é uma dedução lógica dos princípios 6 e 1. Como devemos balancear 23UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O o fuxo, o lote de processamento necessariamente precisa ser variável. O cálculo do tamanho destes lotes leva em conta os custos de carregar os estoques, os custos de preparação, as necessidades de fuxo e a tipologia dos recursos (gargalo ou não gargalo). 7 Cite e explique os princípios da OPT direcionados aos efeitos das incertezas. R.: • Princípio 8: os gargalos não só determinam o fuxo do sistema, mas também denem seus estoques. Os gargalos denem o fuxo por serem eles os limitantes deste fuxo. Já a posição e o tamanho destes estoques também são denidos pelo gargalo. É lógico pensar que antes do gargalo deve haver estoques de segurança que os protejam das variações estatísticas provocadas pelos não gargalos que os alimentam. • Princípio 9: a programação de atividades e a capacidade produtiva devem ser consideradas simultânea e não sequencialmente. Os lead times são o resultado da programação e não podem ser assumidos a priori.Ou seja, não é possível determinar o lead time de uma determinada operação sem que seja feita a programação. 8 Explique o processo de gerenciamento da OPT. R.: • Identicar as restrições do processo (RRC): quais são os recursos que restringem a capacidade do sistema para atender à demanda? • Explorar as RRC: utilizar o máximo possível estes recursos, eliminando toda e qualquer barreira para que isso aconteça. • Subordinar todas as demais decisões às RRC: todos os demais recursos têm o ritmo determinado pelo gargalo. • Relaxar a RRC: obter meios para aumentar a capacidade do gargalo para, por consequência, aumentar a capacidade do fuxo. • Voltar ao início para identicar a nova restrição: Uma RRC sempre existirá. Quando uma tiver sido otimizada, outra tomará o seu lugar. É necessário identicá-la e recomeçar o processo de melhoria. TÓPICO 5 1 Explique qual o objetivo central do MRP? R.: Os objetivos principais dos sistemas de cálculo de necessidades são permitir o cumprimento dos prazos de entrega dos pedidos dos clientes com mínima ormação de estoque, planejando as compras e a produção de itens 24 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O componentes para que ocorram apenas nos momentos e nas quantidades necessárias, nem mais, nem menos, nem antes, nem depois. 2 O que dierencia o MRP do MRP II? R.: OMRPoriginal tem foco no planejamento de recursosmateriais. Já oMRP II promove a introdução de novos conceitos, ampliando o escopo de ação do MRP. Passam a ser incorporadas outras funções organizacionais não ligadas diretamente ao processo produtivo, como nanças e recursos humanos. 3 Qual o princípio central que rege a metodologia MRP? R.: O princípio básico do MRP é o cálculo das necessidades de materiais, seja em termos de quantidade e do momento em que se farão necessários. 4 O que ez com que somente a partir dos anos 70 tenha se diundido e provocado interesse nas organizações? R.: A disseminação do uso e o aumento da capacidade dos computadores, permitindo a realização de orma ecaz da grande quantidade de cálculos necessários ao MRP. 5 Por que as empresas têm interesse em calcular adequadamente os materiais a serem comprados? R.: Para manter a operação produtiva isenta dos riscos de paradas por falta de recursos. 6 O que vem a ser uma estrutura de árvore de produto e qual a sua importância para o MRP? R.: É um registro de todos os elementos materiais que compõem um determinado produto, com a quantidade necessária calculada para uma unidade do produto. Tem a unção de servir de base de cálculo para o cálculo de necessidade bruta para qualquer quantidade de produto vendido. A sua construção de forma correta elimina erros de compras e otimiza o uso dos recursos nanceiros. 7 Por que razão as necessidades de materiais são “explodidas” do uturo para o passado? R.: Para que a compra ou produção dos itens necessários a um determinado produto seja realizada no último momento possível. Dessa orma, se evita o carregamento antecipado dos estoques e se atende à lógica do MRP. 25UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O 8 Por que as necessidades líquidas podem não echar com o resultado da multiplicação da quantidade vendida pela quantidade unitária de um determinado componente indicado no projeto? R.: Porque as necessidades líquidas identicadas pelo MRP podem ser infuenciadas por diversos atores, como: previsão de demanda, carteira de pedidos, restrições-chave de capacidade, níveis de estoque, demanda por peças de reposição, necessidade de estoque de segurança, necessidades para exposições e promoções, demanda de P&D, demanda de empresa coligada. TÓPICO 6 1 Exponha a ideia central da losoa Just In Time. R.: Atender à demanda no momento exato, com qualidade pereita e sem desperdício. 2 Expliqueoquesãodesperdícios e enumere as classesdedesperdícios encontradas nas organizações. R.: Desperdício é qualquer atividade humana que absorve recursos, mas não cria valor. Podem ser: superprodução, tempo de espera, transporte, processo, estoque, movimentação, produtos deeituosos e criatividade inutilizada. 3 Por que é necessário o envolvimento de todos da organização para o sucesso da losoa JIT? R.: Por se tratar de uma losoa, e não apenas de um conjunto de técnicas, o JIT necessariamente precisa ser incorporado pela cultura organizacional. 4 Explique a relação existente entre problemas e estoques. Por que os estoques escondem os problemas? R.: A indústria deve reduzir os despedícios, que têm nos problemas a sua maior causa. Os estoques acabam sendo uma forma de eliminar o efeito dos problemas sobre o processo. Isso até pode parecer uma solução, mas não passa de uma ilusão, pois a causa do problema continua lá, e no uturo a situação problemática poderá se repetir. Com base nisso é necessário reduzir os estoques, pois cada vez que eles diminuem, problemas são expostos. Uma vez expostos, precisam ser solucionados para evitar que o processo seja impactado. 26 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD P L A N E J A M E N T O E C O N T R O L E D A P R O D U Ç Ã O 5 O que justica o ato de o processo de melhoria contínua ser a base de sustentação da losoa JIT? R.: Ele busca a otimização dos processos e, como consequência, a eliminação dos desperdícios. 6 Enumere as técnicas utilizadas para a operacionalização do JIT e explique as três que você considera as mais importantes. R.: Práticas básicasdo trabalho; projeto em manuatura; oco na operação; máquinas simples e pequenas; arranjo ísico e fuxo; Manutenção Produtiva Total (MPT); redução de set-up; envolvimento total das pessoas; visibilidade; ornecimento JIT.