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COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA COMPONENTE CURRICULAR: Acionamentos Pneumáticos e hidráulicos RELATÓRIO DO PROJETO DE ACIONAMENTOS PNEUMÁTICOS E HIDRÁULICOS: Automação de máquina perfuratriz por Lucas Faustino dos Santos Caruaru, 2024 Lucas Faustino dos Santos RELATÓRIO DO PROJETO DE ACIONAMENTOS PNEUMÁTICOS E HIDRÁULICOS: Automação de máquina perfuratriz Relatório técnico apresentado como requisito para conclusão das atividades da primeira unidade ao professor Elson Miranda, docente da disciplina Acionamentos pneumáticos e hidráulicos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Caruaru. Caruaru, 2024 3 1. Introdução A automação pneumática tem se consolidado como uma tecnologia essencial em diversas indústrias, sendo amplamente utilizada em processos que requerem eficiência, precisão e segurança operacional. No contexto da mineração e da construção civil, as máquinas perfuratrizes representam um dos equipamentos mais relevantes, utilizados para perfuração em atividades como extração mineral, fundações e instalações de infraestrutura subterrânea. A aplicação de sistemas pneumáticos para automatizar essas máquinas oferece diversas vantagens, como redução no consumo de energia, maior controle sobre a profundidade e alinhamento da perfuração, além de uma diminuição nos riscos associados ao trabalho manual. O desenvolvimento de uma automação pneumática para máquinas perfuratrizes visa melhorar a produtividade e a qualidade das operações, ao mesmo tempo em que otimiza recursos e proporciona um ambiente de trabalho mais seguro para os operadores. Este trabalho propõe-se a investigar os componentes e o funcionamento de um sistema automatizado de perfuração pneumática, além disso, serão abordados aspectos técnicos, como a seleção de válvulas, cilindros e controladores necessários para a automação eficiente do processo de perfuração, bem como as configurações de controle que possibilitam uma operação otimizada e de alta precisão. A partir de uma análise teórica e prática, o estudo espera contribuir para o avanço das técnicas de automação pneumática em máquinas perfuratrizes, oferecendo uma visão abrangente sobre as possibilidades de aplicação e os potenciais impactos econômicos e operacionais para o setor industrial. 2. Desenvolvimento A máquina que será realizado o estudo pneumático funciona de acordo com os seguintes passos, inicialmente um bloco de aço quadrado é inserido na máquina, onde a mesma realiza a fixação do bloco. Após isso é realizado a perfuração, onde o bloco já perfurado é ejetado para fora da máquina. Todo o processo é realizado em malha fechada, permitindo ao operador da máquina total controle do início e parada entre as etapas de operação. A figura abaixo ilustra o processo: 4 Figura 1: Desenho de máquina perfuratriz. Um cilindro (1A) instalado horizontalmente empurra as peças alimentadas pela gravidade para um anteparo, onde peça é fixada no final do curso. Em seguida o segundo atuador (2A), avança para perfurar a peça, e ao chegar ao final do seu curso, o mesmo retorna à posição inicial. Quando o Cilindro 2A, estiver completamente recuado o cilindro 1A deve retornar à posição inicial. Quando houver a confirmação que o cilindro 1A, está completamente recuado, o (3A) avança, ejetando a peça perfurada no final do seu curso. Após ejetar a peça o cilindro 3A, deve voltar a sua posição inicial e quando o mesmo estiver completamente recuado, o cilindro 1A, reinicia o ciclo. Para a solução proposta, foram utilizados três cilindros de duplo efeito (1A, 2A e 3A), associados a válvulas de controle de fluxo unidirecionais nos quais, podem-se controlar de maneira mais eficiente, as velocidades de avanço e retorno, fundamentais para as operações de fixação e perfuração. Para acionamento dos atuadores foram utilizadas válvulas direcionais 5/2 vias. Para garantir uma maior segurança operacional, foram utilizadas duas válvulas de alívio de pressão (com manômetro) associadas aos atuadores que realizam a 5 operação de fixação e perfuração, de maneira a verificar sobrecarga nessas operações. Conforme dito anteriormente o botão de emergência será uma válvula direcional de 3/2 vias, normalmente aberta, que cortará o suprimento de ar do sistema conforme acionada. Para garantir uma melhor qualidade do ar comprimido, bem como garantir a adequada pressão de trabalho, foi proposto no ponto inicial do circuito pneumático a unidade de condicionamento pneumático, conhecido popularmente como “Lubrifil”, no qual é um conjunto composto por um filtro regulador e um lubrificador, melhorando também a eficiência do sistema, bem como aumentando a vida útil dos seus elementos. Figura 2: Circuito pneumático da máquina perfuratriz. A tabela abaixo destacada os componentes presentes no circuito pneumático e suas respectivas quantidades: Componente Quantidade Alimentação de ar comprimido 1 Filtro de ar 1 Cilindro de dupla ação 3 Válvula de transporte 1 VCD 5/2 vias, acionamento duplo piloto 3 VCD 3/2 vias, acionamento botão, retorno mola 2 VCD 3/2 vias, acionamento gatilho, retorno mola 4 6 Válvula reguladora de fluxo unidirecional 6 Válvula limitadora de pressão 2 VCD 3/2 vias, acionamento por fim de curso, retorno mola 2 A expressão algébrica associada à operação proposta é representada na figura abaixo, nestes casos o sinal “+” representa o avanço e o sinal negativo “-”, representa o recuo o atuador que antecede o sinal. Figura 3: Expressão algébrica do circuito. 3. Conclusão A análise do sistema proposto evidenciou como a utilização de atuadores e válvulas adequadamente selecionados pode otimizar o processo de perfuração, permitindo um controle preciso sobre cada etapa, desde a fixação até a ejeção das peças. A combinação de cilindros de dupla ação para as operações de fixação e perfuração com um cilindro de simples ação para a ejeção assegura uma sequência operacional fluida e controlada em malha fechada, beneficiando-se das válvulas de controle de fluxo para ajustar a velocidade dos atuadores. A inclusão de dispositivos de segurança, como válvulas de alívio e um botão de emergência, foi fundamental para aumentar a confiabilidade do sistema e minimizar riscos para o operador. Além disso, a instalação de uma unidade de condicionamento pneumático melhora a qualidade do ar comprimido, prolongando a vida útil dos componentes e maximizando a eficiência do circuito. Este estudo reafirma a viabilidade e os benefícios da automação pneumática em processos industriais, sugerindo que sua implementação pode oferecer vantagens econômicas e operacionais relevantes. Os resultados obtidos com o sistema proposto indicam que a automação não apenas aprimora a produtividade e a qualidade das operações, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e controlado, atendendo às exigências de um setor que demanda precisão e robustez em suas aplicações. 4. Referências 1. PARKER, Tranning. Tecnologia pneumática Industial. SP, 2000. 2. FIALHO, Arivelto. Automação Pneumática: Projetos, Dimensionamento e Análise de circuitos. 6 ed – São Paulo. Érica, 2008. 7 3. PRUDENTE, Francesco. Automação Industrial Pneumática: Teoria e Aplicações. Rio de Janeiro: LTC, 2015. 8 REFERÊNCIAS