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A relação da corrente psicanalítica – sigmund froid , onde foi muito criticado e é até hoje, principal objeto é a personalidade, que para froid é construída pelo meio (motivação, meta e valores), a exemplo dos teóricos históricos cultural, froid também fala da influencia externa e do outro, ele explica como todos os fatores influenciam na personalidade.Individuo tem pulsão de vida (progressão) e de morte (o contrário) para froid sexualidade é pulsão de vida, se houver limitação na sexualidade á também na personalidade, temos que ter cuidado para estimular ou não. Sexualidade é pulsão(vida) para froid a compulsão sobre saber, envolve recalque, A personalidade tem uma estrutura – ID(responsável pelo processo primário de manifestação, buscando satisfação imediata de suas necessidades) EGO ( instancia diferenciada do ID, servindo como intermediário entre desejo e realidade) SUPEREGO ( responsável pelos valores morais e internalização das normas (freud 2011)
TEMA 03 – Os distúrbios de aprendizagem relacionados as linguagens oral e escrita: 
A compreensão da função da linguagem e da comunicação ocorre antes mesmo da aquisição da fala, por meio de gemidos, gestos e choro. As situações de comunicação infantil devem ser corretamente estimuladas, a fim de evitar distúrbios (Santos, 2002; Scarpa, 2001). Apesar de a interação com o grupo social auxiliar no processo de aquisição da linguagem, a intervenção pedagógica com atividades direcionadas auxiliarão no desenvolvimento e aperfeiçoamento da leitura e da escrita (Santos, 2002).
Para a aquisição da fala, são necessários os órgãos sensoriais, a interação com o outro e a maturação do sistema nervoso. Os distúrbios mais comuns relacionados à leitura e à escrita são a dificuldade de articular palavras (dislalia), os distúrbios de origem visual ou auditiva, dificultando a leitura (dislexia); a alteração na qualidade da escrita e grafia das letras (disgrafia) e na transcrição da linguagem oral (disortografia).
Tema 04 – Os distúrbios de aprendizagem relacionados às operações matemáticas
Os distúrbios de aprendizagem matemática atingem as habilidades de cálculo básico, de raciocínio matemático e nas combinações entre elas, sendo classificados em acalculia e discalculia (Bastos, 2016).
Os transtornos específicos da aprendizagem matemática mais comuns são a dificuldade para perceber e reconhecer objetos, calcular mentalmente, orientar-se quanto à lateralidade e realizar problemas matemáticos (acalculia), bem como a falta de habilidade para trabalhar com cálculos simples, numerais, quantidade e problemas matemáticos.
As dificuldades matemáticas podem ter origem nas questões de cunho didático pedagógico, por esse motivo, é importante que o educador invista em atividades lúdicas para a aprendizagem matemática, mediando a aprendizagem e intervindo sempre que perceber uma dificuldade eminente.
Acalculia = não calculo
Discalculia =dificuldade no calculo 
Tema 05 - As dificuldades de aprendizagem e sua interface social
- Enfrentamento das dificuldades de aprendizagem
- Reconhecimento
- Percepção do impacto
- Desenvolvimento de estratégias 
O reconhecimento das dificuldades, distúrbios e transtornos de aprendizagem, a percepção de seu impacto e o desenvolvimento de estratégias para a aprendizagem são importantes no enfrentamento das situações em que a aprendizagem não se efetiva, minimizando seus danos.
O desenvolvimento da inteligência está ligado à contextualização e à globalização. A estruturação do pensamento se dá inconscientemente (hipóteses), sendo que a linguagem e a ação refletem parcialmente o movimento do pensamento. Para a construção de novos conhecimentos é preciso analisar, pensar, escolher novas situações-problemas não só para desafiá-las, mas para interferir cada vez mais sobre seu processo de construção de conhecimento (Grossi, 1993).
A escola inclusiva sugere uma educação de qualidade para todos, reconhecendo a diversidade social, respeitando as singularidade dos alunos e dando suporte para que o processo de aprendizagem logre êxito.
· Criar vínculos com familiares mais estreitos, para participarem da escola.
Operacionalizar os 4 pilares – 1 aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver junto e aprender a ser. Levando-se em conta que o verbo é aprender.
Valorizar o trabalho educacional na diversidade. 
Finalizando
Nesta aula tivemos a oportunidade de abordar questões pertinentes às dificuldades, transtornos e distúrbios de aprendizagem, identificando os fatores que interferem sobre eles. Conhecemos melhor a teoria psicanalítica e seus conceitos, bem como os desafios da utilização de ferramentas pedagógicas para o diagnóstico e intervenção no enfrentamento das dificuldades e distúrbios de aprendizagem.
A compreensão dos motivos pelos quais a aprendizagem não se efetiva é importante para que todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem busquem estratégias de enfrentamento dessas questões.
Os principais conceitos abordados foram os distúrbios ligados à língua portuguesa e à matemática, bem como a combinação de ambos e a questão social presente na ausência da aprendizagem, ocasionando baixa autoestima e exclusão social, compreendendo o papel da escola e de toda a sociedade no combate ao fracasso escolar.  
Plano de Ensino
Ementa: Fatores que contribuem para a perpetuação do fracasso: organização e estrutura da escola, formação e prática docente, políticas públicas. Capacitação docente, apoio da família e inferência de uma rede de apoio na busca pelo sucesso.
A aula seguirá a seguinte estrutura:
Tema 01 - Fracasso escolar: várias causas. As discussões sobre o fracasso escolar denotam arbitrariedades e tendências à psicologização e à patologização, ora culpabilizando o indivíduo, os fatores de ordem biológica, emocional, psicológica, familiar, ou cultural, ora responsabilizando o professor, sua formação e insuficiência metodológica. Somente as vertentes críticas percebem as políticas excludentes de uma sociedade classista.
A pedagogia histórico-crítica, oriunda do materialismo histórico-dialético, percebe a escola como produtora de conhecimento, condicionada socialmente, demonstrando que, apesar de priorizar e legitimar a cultura dominante, é um instrumento de luta da classe trabalhadora para a transformação e superação das desigualdades.
A negação e precarização do saber histórico-socialmente produzido, a desvalorização da escola, a falta de investimentos na qualidade e o descompromisso com o ensino têm contribuído para o fracasso escolar.
A formação de professores e a aprendizagem. - Há diversos fatores que influenciam na qualidade da educação, dentre eles, as políticas de educação, as questões de ordem financeira, a complexidade do fenômeno educativo, as demandas sociais e a formação de professores, sendo, portanto, leviandade culpabilizar o professor quando a aprendizagem não ocorre.
As políticas brasileiras para a formação de professores sofreram diversas alterações. Seu início deu-se com a Lei das Escolas de Primeiras Letras (1827-1890), expandindo-se até as Escolas Normais (1890-1932), com as escolas modelo e os Cursos de Pedagogia e de Licenciatura (1939-1971).
O processo de formação docente, tanto inicial quanto continuada, passa por diversas demandas, de origem social, de distanciamento teórico-prático e de reconhecimento profissional. É preciso investir na capacitação docente e em seu desenvolvimento profissional, capacitando-o para enfrentar as dificuldades cotidianas, refletindo na prática e sobre ela.
· A contribuição da neurociência para a educação.
Adotaremos a definição de neurociência como disciplina cuja intenção é a explicação dos fenômenos psicológicos a partir das atividades neuroquímicas, neurofisiológicas e neurofuncionais do cérebro circundando diferentes áreas científicas voltadas ao estudo do sistema nervoso (Churchland, 2004; Pickersgill, 2013).
Sua contribuição à atividade educativa consiste na pertinência dos estudos do cérebro e de seus aspectos evolutivos e estruturais, bem como do sistema nervoso centrale do comportamento. A percepção dos estudos neurocientíficos sobre a plasticidade cerebral e as funções superiores têm contribuído significativamente para a pesquisa educacional e para a prática pedagógica, rompendo paradigmas sobre o fracasso escolar.
· Organização didática e as variações metodológicas.
As descobertas a respeito da neuroplasticidade cerebral das funções mentais modificaram a prática educacional. A compreensão da aprendizagem como processo que envolve mais de um sujeito e a busca por se conhecer mais sobre as continuidades e descontinuidades da aprendizagem trouxeram inovações didáticas, avançando em prol da melhoria da prática.
A prática docente equilibrada e ética, preocupada com o desenvolvimento integral, inspirará e motivará o aluno à aprendizagem, permitindo que o professor faça a mediação da relação do aluno com o objeto do conhecimento, conduzindo-o a compreender seu processo de aprendizagem, desenvolvendo sua inteligência, autonomia e criatividade, o que torna o professor insubstituível.
· Adaptações curriculares e a prática pedagógica.
O currículo é um importante componente do trabalho da instituição escolar, uma vez que permite o subsídio dos processos de ensino-aprendizagem, norteando o professor sobre a utilização de pressupostos e metodologias.
Dadas as singularidades do indivíduo, muitas vezes são necessárias algumas adaptações curriculares; para isso, o currículo precisa ser inclusivo, flexível, democrático e aberto.
As adaptações podem ser de grande porte, atingindo o projeto político-pedagógico, com ações de mudanças quanto a seus objetivos, conteúdos, método de ensino, organização didática, sistema de avaliação e temporalidade ou de pequeno porte, englobando questões pertinentes à prática educativa, a partir de um programa educacional individualizado, com modificações na sala de aula e no planejamento, indicando estratégias e prevendo avaliação individual. Ao adaptar o currículo, o professor permite o desenvolvimento das potencialidades e a aprendizagem de todos.
NA PRATICA - Dentre os assuntos discutidos nesta aula, estão os pertinentes aos professores que ensinam bem, extrapolando os conteúdos propostos, devido à sua postura ética de promover o desenvolvimento mental, utilizando-se, para isso, de instrumentos de mediação que auxiliarão na compreensão de conceitos.
Com base em sua história de vida e no conteúdo estudado, elabore um texto contando sobre um professor que marcou sua trajetória e como, à luz da teoria, você pode perceber essa influência.
Finalizando
Nesta aula, cuja temática foi o fracasso escolar e as práticas pedagógicas, tivemos a oportunidade de observar que, apesar do histórico excludente na educação brasileira, da presença das dificuldades de aprendizagem e da realidade do fracasso escolar, podemos vislumbrar caminhos e alternativas a partir do subsídio de novas concepções acerca de como o indivíduo aprende e de que métodos adequados podem garantir a aprendizagem de todos.
As descobertas permitidas pela neurociência a respeito das funções cerebrais, aplicadas à educação, auxiliaram no desenvolvimento de novas práticas e métodos de ensino, mas o professor ainda é imprescindível para a vida do aluno, pois, mediando o conhecimento, é o agente de mudanças nas práticas pedagógicas.
Plano de Ensino
Ementa: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – TDAH: constituição histórica, relação com o processo de aprendizagem e atenção e a tendência à medicalização.
Conversa Inicial
O TDAH é um problema de ordem neurológica que gera a modificação das funções executivas. É um transtorno que se caracteriza por modificações na atenção, na memória e no comportamento do indivíduo, sendo descrito como bagunceiro e inquieto, com dificuldade para executar e concluir tarefas.
O grande número de incidências de TDAH diagnosticadas e as dificuldades escolares ocasionadas por ele trazem à tona a necessidade da ampliação de conhecimentos sobre o tema, para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem, bem como para o rompimento dos estigmas e discriminações.
A aula seguirá esta estrutura:
Tema 01 – A construção do TDAH
Arraigadas à história do TDAH há diversas crenças sobre suas causas e consequências, bem como denominações variadas, dentre elas: mental restlessness (1778), defeito de conduta moral (1902), desordem pós-encefálica (1934), lesão cerebral mínima (1940), disfunção cerebral mínima (1950), reação hipercinético da infância – DSM-II (1968), TDAH – DSM-III (1980), TDAH – DID-10 (1983), TDAH – DSM-IV (1987) (POETA; NETO, 2006).
A princípio, o TDAH era apontado como uma disfunção infantil, mas, a partir dos primeiros diagnósticos em adultos (na década de 1980), esta noção foi superada. A descrição do TDAH como transtorno de comportamento (na década de 1990) trouxe estereótipos e marginalização.
Embora considerado um transtorno neurobiológico, o TDAH não é diagnosticado por meio de exames clínicos, mas comportamentais. Atualmente, o referencial utilizado para descrever o TDAH está contido no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), de 2013.
Tema 02 – A atenção como ferramenta na educação
A atenção é uma função mental complexa, que consiste na capacidade de filtrar os estímulos recebidos do ambiente que trazem prejuízo ao processo de pensamento e a concentração na tarefa, implicando em processos e subprocessos de percepção, ação e intenção. É uma função psicológica superior, que se modifica do primitivo (reflexos) ao cultural (subordinação), desenvolvendo-se e sofisticando-se a partir da interação com o adulto.
A dificuldade de atenção é o sintoma mais relevante no diagnóstico do TDAH. A falta de estímulo para a aprendizagem prejudica o rendimento e a atenção do indivíduo, desviando seu foco para qualquer outro estímulo oferecido pelo ambiente (APA, 2002).
É importante que o educador analise as condições de atenção dos alunos, criando um ambiente oportuno para que utilizem suas potencialidades em prol de sua aprendizagem, uma vez que, estimulados, os indivíduos com TDAH conseguem atingir a hiperconcentração.
Tema 03 – A medicalização na educação
Abordaremos a medicalização como o processo de transformação artificial dos diversos problemas cotidianos, apresentados como doenças, transtornos, distúrbios, buscando a ampliação da atenção e da capacidade cerebral (Manisfesto, 2010).
No Brasil, a patologização das dificuldades de aprendizagem e a medicalização têm origem no período higienista da educação, com a intenção de normalizar os comportamentos.
Várias são as críticas à medicalização, dentre elas, a falta de diagnóstico a partir de exames laboratoriais, a ação dos medicamentos no Sistema Nervoso Central (metilfenidato), os desconhecidos efeitos colaterais futuros que os acompanham e os possíveis danos que a medicalização pode causar no futuro, bem como a transferência de um problema social e educacional à esfera médica.
Tema 04 – TDAH e as implicações com a vida e a escola
Ao falar sobre as implicações do TDAH, é preciso retomar a importância do ambiente social para o desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo e a singularidade do ambiente educativo como local de socialização sistematizada e científica dos conhecimentos, com a responsabilidade de preparar o indivíduo para a vida em sociedade.
O TDAH tem diversas implicações às diversas esferas da vida do indivíduo, muitas vezes trazendo dificuldades de relacionamento familiar devido ao estigma de ser preguiçoso e inoportuno. As dificuldades em corresponder às expectativas, os conflitos gerados pelo comportamento impulsivo e por vezes agressivo e violento geram o esgotamento em seus convives. Na escola, os limitadores gerados pela inquietude, distrações e postergações da atividades tornam a rotina escolar atribulada, depreendendo maior atenção do professor.
Tema 05 – O processo de ensino-aprendizagem para a criança com TDAH
Para um trabalho efetivo com indivíduos que têm TDAH é necessária uma abordagem interdisciplinar, estimulando-o a manter sua atenção e a cumprir asnormas estabelecidas. Dentre as principais orientações didático-metodológicas estão: redirecionar a energia para ações proveitosas; manter constante contato visual com o aluno; investir em ordens simples e curtas; pedir que repita orientações; ter constância nas regras e combinados; apresentar claramente os conteúdos; estabelecer rotinas; dividir atividades em unidades menores; trabalhar na perspectiva da ludicidade, com jogos de regras e brincadeiras, a fim de interligar conhecimento e vivência para a formação humana.
O acesso ao currículo e o respeito ao tempo e capacidade de assimilação individual, buscando estratégias de ensino diferenciadas para atingir os objetivos propostos no currículo, também são importantes para a aquisição do conhecimento e desenvolvimento da aprendizagem.
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