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Erliquiose
A erliquiose canina, uma doença infecciosa séria que afeta principalmente cães e é causada por uma bactéria chamada Ehrlichia. A doença é transmitida por carrapatos, especialmente o Rhipicephalus sanguineus (carrapato-marrom-do-cão).
A Erliquiose canina é uma das principais doenças infecto-contagiosas, que acomete cães de todos os sexos e idades. Transmitida pelo carrapato Rhiphicephalus sanguineus, de difícil erradicação. Os cães infectados apresentam sinais inespecíficos, o que vai depender da fase em que se encontra a doença. O diagnóstico para Erliquiose pode ser realizado através da presença de mórulas nos leucócitos parasitados encontrados em esfregaços sanguíneos, alterações no hemograma, testes sorológicos ou de biologia molecular. O tratamento se baseia na utilização de antibióticos juntamente com terapia de suporte, sendo a doxiciclina a droga de eleição. Na maioria das vezes, o prognóstico é favorável.
Sintomas da Erliquiose Canina:
· Febre
· Perda de apetite
· Apatia
· Perda de peso
· Sangramentos (pelo nariz ou manchas de sangue na pele)
· Anemia
· Problemas neurológicos em casos graves
Fases da Doença:
· Fase aguda: Ocorre logo após a infecção e pode durar de 2 a 4 semanas. Se tratada corretamente, o cão pode se recuperar.
· Fase subclínica: A bactéria permanece no organismo, mas sem sintomas aparentes. Pode durar meses ou anos.
· Fase crônica: Os sintomas voltam mais intensamente e, se não tratada, pode ser fatal.
Tratamento:
O tratamento geralmente envolve o uso de antibióticos, como a doxiciclina, por várias semanas. Em casos graves, pode ser necessário suporte com transfusões sanguíneas.
Prevenção:
Uso regular de antiparasitários para evitar carrapatos
Verificações frequentes no pelo do cão após passeios
Manter o ambiente livre de carrapatos
Anaplasmose
A anaplasmose canina é outra doença transmitida por carrapatos, causada por bactérias do gênero Anaplasma. Assim como a erliquiose, ela pode afetar gravemente a saúde dos cães e exige diagnóstico e tratamento rápidos. Existem dois tipos principais que afetam cães:
Anaplasma phagocytophilum: Afeta os glóbulos brancos e é transmitida principalmente por carrapatos como o Ixodes scapularis (também transmissor da Doença de Lyme).
Anaplasma platys: Afeta as plaquetas, as células envolvidas na coagulação do sangue, causando trombocitopenia (redução no número de plaquetas). Os achados laboratoriais da anaplasmose podem incluir: Trombocitopenia, Leucopenia, Anemia moderada, Aumento leve das enzimas hepáticas, Inclusões citoplasmáticas nos neutrófilos. 
O diagnóstico da anaplasmose pode ser feito por meio de:
· Sorologias diagnósticas
· Reação em cadeia da polimerase (PCR) do sangue
· Exame de sangue, que pode detectar anormalidades hematológicas e hepáticas
· Exames bioquímicos
· Urinálise 
· Sintomas de Anaplasmose Canina: 
· Febre
· Letargia (cansaço extremo)
· Dor nas articulações (pode levar a claudicação)
· Perda de apetite
· Apatia
· Inchaço dos gânglios linfáticos
· Sangramentos nas gengivas ou pele (em casos de infecção por A. platys)
· Vômito e diarreia (menos comuns)
Diagnóstico:
Exame de sangue: Identificação da bactéria ou sinais de trombocitopenia.
Testes sorológicos: Para detectar anticorpos contra Anaplasma.
PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Detecta o DNA da bactéria, sendo um dos métodos mais precisos.
Tratamento:
O antibiótico doxiciclina é a medicação mais usada, administrada por 3 a 4 semanas.
Cães com trombocitopenia severa podem precisar de cuidados adicionais, como transfusões.
Prevenção:
Controle de carrapatos: Uso de coleiras antiparasitárias, pipetas ou comprimidos orais.
Inspeção regular: Após passeios em áreas com vegetação ou potencial para infestação.
Ambiente limpo: Reduzir a presença de carrapatos no local onde o animal vive.
A anaplasmose pode ser perigosa se não tratada a tempo, especialmente porque os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Um diagnóstico precoce e o uso adequado de antiparasitários são fundamentais para proteger seu pet.
Babesiose
A Babesiose é uma enfermidade causada pelos protozoários do gênero Babesia, pertencentes a ordem Piroplasmorida. Esses parasitas são transmitidos por carrapatos e suas formas infectantes acometem o interior das células sanguíneas vermelhas.
A babesiose canina é uma doença causada por protozoários do gênero Babesia , que infectaRhipicephalus sanguineus
Esse carrapato se infecta ao alimento do sangue de um cão que já possui uma infecção, e o protozoário passa para o intestino e as glândulas salivares do carrapato, podendo ser transmitido a outro cão na próxima picada. Além da transmissão por carrapato, a babesiose também pode ser transmitida por transfusões de sangue de animais infectados para saúde e, embora menos comum, pode ocorrer transmissão vertical (de mãe para filhote, pela placenta.
As manifestações clínicas são diversas, podendo incluir: 
· Letargia/ prostração;
· Hiporexia ou anorexia;
· Êmese (vômito);
· Mucosas pálidas;
· Febre;
· Perda de peso;
· Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
· Taquipneia (aumento da frequência respiratória);
· Esplenomegalia (aumento do baço);
· Linfonodomegalia (aumento dos linfonodos);
· Icterícia;
· Petéquias (manchas avermelhadas);
· Anemia;
· Trombocitopenia (diminuição das plaquetas sanguíneas);
· Acidose metabólica (diminuição do pH sanguíneo);
· Coagulação intravascular disseminada;
· Insuficiência renal;
· Distúrbios neurológicos.
Como diagnosticar a Babesiose Canina
Após a anamnese e um exame clínico detalhado, o diagnóstico da babesiose canina deve ser feito com base no conjunto de dados obtidos nos exames laboratoriais e nos testes de diagnóstico para detecção do antígeno (testes diretos) ou do anticorpo (testes indiretos).
Exames sanguíneos (hemograma completo e bioquímico) e urinálise podem nos mostrar:
· anemia regenerativa
· trombocitopenia
· hiperbilirrubinemia (aumento de bilirrubina sérica)
· bilirrubinúria (presença de bilirrubina na urina)
· acidose metabólica
· proteinúria (presença de proteínas na urina)
· cilindrúria (Presença de cilindros na urina)
· leucocitose ou leucopenia (aumento ou diminuição dos leucócitos)
O exame de esfregaço sanguíneo é altamente específico e pode fornecer o diagnóstico definitivo, pois nele podem ser observadas hemácias parasitadas. Porém, pode apresentar um resultado falso negativo, já que a parasitemia (presença de parasitas no sangue) é variável, e pode necessitar de um examinador experiente.
Tratamento:
O tratamento da Babesiose Canina deve ser estabelecido pelo profissional Médico-Veterinário, que deve levar em conta o diagnóstico, as alterações dos exames laboratoriais e os sinais clínicos do animal. Pode englobar o uso de fármacos como a Doxiciclina e o Dipropionato de Imidocarb de forma isolada ou associada.