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FACULDADE DAS AMÉRICAS (FAM) GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM ARYANE VIANA DA SILVA BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA PAULO HENRIQUE COSTA LEDO RISCO DE QUEDA PACIENTES DE AMBULATÓRIO, MEDICINA DIAGNÓSTICA E UTI SÃO PAULO 2024 ARYANE VIANA DA SILVA (RA: 00343257) BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY (RA: 00347084) BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA (RA: 00347056) GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS (RA:00346944) MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA (RA: 00347242) PAULO HENRIQUE COSTA LEDO (RA: 00346924) Risco de Queda: pacientes de Ambulatório, Medicina Diagnóstica e UTI Trabalho apresentado ao curso de Graduação de Enfermagem na Faculdade das Américas (FAM) como requisito para obtenção de nota na disciplina de Práticas Assistenciais em Saúde do Adulto e Idoso. Orientador: Prof. Renan Zeitoun SÃO PAULO 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................03 2. CONCEITO.................................................................................................................04 3. FATORES DE RISCO.................................................................................................05 4. TIPOS DE ESCALAS.................................................................................................08 5. ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO............................................................................14 6. ATRIBUIÇÕES AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM........................................14 7. CONDUTA PÓS QUEDA............................................................................................15 8. CUIDADOS PÓS QUEDA..........................................................................................15 9. CONCLUSÃO............................................................................................................16 10. REFERÊNCIAS.........................................................................................................17 3 1. INTRODUÇÃO A queda é definida como um evento não intencional que modifica a posição da pessoa levando-a ao solo ou a um nível inferior da sua posição inicial, podendo ser seguido ou não de lesões. Também é conceituada como “o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais comprometendo a estabilidade”. As quedas constituem-se em “um evento traumático, multifatorial, habitualmente involuntário e inesperado, mas que pode ser recorrente num mesmo indivíduo e acarreta, frequentemente, consequências para a vítima, para o próprio cuidador e para a sociedade”. 4 2. CONCEITO A queda hospitalar é um evento adverso que pode resultar em danos graves aos pacientes, impactando sua saúde, bem-estar e prolongando o tempo de hospitalização. As quedas podem ocorrer da própria altura e/ou dos diferentes mobiliários e equipamentos dos quais o paciente utiliza durante a sua internação hospitalar, por exemplo: maca, cadeira de rodas, poltronas, berço, vaso sanitário, entre outros. Também podem ocorrer em diferentes situações e ambientes, como no quarto ou enfermaria, nos corredores, em áreas de exames e banheiros. A queda do leito nos pacientes hospitalizados, por sua vez, é conceituada como aquela que ocorre quando o paciente, estando em seu leito, cai ao chão acidentalmente. Deve-se considerar como queda quando o paciente é encontrado no chão ou quando, durante um deslocamento, precisa de amparo, não necessariamente chegando ao chão. As quedas podem ser classificadas em três tipos: • Queda Acidental: Aquela que ocorre quando o paciente escorrega ou tropeça, geralmente causada por fatores ambientais; • Queda Fisiológica Antecipada: Que é definida como uma queda previsível, onde o paciente apresenta sinais que indicam a probabilidade de cair, e prevista pela pontuação de risco da Morse Fall Scale; • Queda Fisiológica Não Antecipada: Definida como imprevisível, antes da primeira ocorrência, e geralmente associada à presença de convulsões, desmaios, fraturas de quadril, entre outras. 5 3. FATORES DE RISCO Os fatores de risco são aqueles elementos ou situações que potencializam a ocorrência de quedas de pacientes. Os principais fatores de risco associados a quedas estão relacionados: • Idade do paciente (crianças menores de 5 anos e idosos com idade superior a 65 anos); • Fatores psico-cognitivos (declínio cognitivo, depressão e ansiedade); • Condições de saúde e presença de doenças crônicas (hipotensão postural, tontura, convulsão, síncope, dor intensa, baixo índice de massa corpórea, anemia, insônia, incontinência ou urgência miccional, incontinência ou urgência para evacuação, artrite, osteoporose, acidente vascular cerebral prévio, hipoglicemia e demais alterações metabólicas); • Funcionalidade (dificuldade no desenvolvimento de atividades diárias, necessidade de dispositivo para auxílio à deambulação, fraqueza articular e musculares; • Amputação e/ou deformidade de membros inferiores), • Comprometimento sensorial (comprometimento da visão, audição ou tato); • Equilíbrio corporal (deambulação alterada); • Uso de algumas medicações (benzodiazepínicos, antiarrítmicos, antihistamínicos, antipsicóticos, antidepressivos, digoxina, diuréticos, laxativos, relaxantes musculares, vasodilatadores, hipoglicemiantes orais, insulina e o uso concomitante de quatro ou mais medicamentos); • Obesidade severa e história prévia de quedas. A queda, em geral, não é um evento que acomete exclusivamente a população idosa, entretanto, nesse grupo etário as consequências podem assumir uma conotação mais grave devido à probabilidade de haver outros. Estudos mostram que cerca de 30% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem uma queda pelo menos uma vez a cada ano. Mecanismos para a Prevenção de Quedas dos Pacientes - Unidade problemas de saúde relacionados e às sequelas associadas a limitações na qualidade de vida. Os idosos institucionalizados são comumente mais acometidos por doenças, dependentes e mais frágeis se comparados aos demais. Com isso, possuem 6 maior incidência de quedas relacionadas a diferentes situações e patologias. Os fatores de risco também podem ser agrupados em diferentes categorias e, também, específicos para crianças e adultos, como: • Fatores ambientais: tapetes pelo chão, ambiente com móveis ou objetos em excesso, quarto não familiar ou pouco iluminado, ausência de material antiderrapante e condições climáticas; • Fatores cognitivos: estado mental diminuído; • Fatores fisiológicos: presença de doença aguda, condições pós-operatórias, dificuldades visuais ou auditivas, ausência de sono, anemia, artrite, déficits perceptivos, equilíbrio prejudicado, força diminuída nas extremidades inferiores, patologias nos pés, mobilidade física prejudicada, diarreia, doença vascular, neoplasias, neuropatias, urgência urinária, vertigem ao movimentar o pescoço e mudança nos índices glicêmicos após as refeições; • Uso de medicamentos: anti-hipertensivos, antidepressivos tricíclicos, diuréticos, hipnóticos, tranquilizantes, inibidores da enzima conversora da angiotensina; • Fatores em crianças: bebê deixado sem vigilância em superfície elevada, cama localizada próxima da janela, falta de supervisão dos pais, ausência de equipamento de contenção em automóvel, gênero masculino quando menor de um ano e crianças menores de dois anos de idade; • Fatores em adultos: idade acima de 65 anos,morar sozinho, história prévia de quedas, possuir prótese de membro inferior, utilizar cadeira de rodas ou outro dispositivo para auxiliar a marcha (bengala e/ou andador). O Protocolo de Prevenção de Quedas classifica os pacientes com alto risco e baixo risco de queda. Considera alto risco de queda o paciente nas seguintes condições: • Independente, que se locomove e realiza suas atividades sem necessidade de auxílio de outras pessoas, mas que possui pelo menos um fator de risco; • Dependente do auxílio de outras pessoas para realizar suas atividades e/ou se locomover, deambula com auxílio ou utiliza a cadeira de rodas e possui ou não algum fator de risco associado à queda. 7 Resultados de estudo desenvolvido no Brasil vêm ao encontro desses achados internacionais e demonstram que, à medida que aumenta a proporção de pacientes por profissional de enfermagem, também aumenta a incidência de queda do leito. A vigilância constante é fator fundamental para prevenção de quedas. Ao profissional de saúde compete avaliar a presença dos fatores de risco e, consequentemente, propor ações que reduzam o risco de queda, seja no cuidado hospitalar ou no domiciliar. Exemplos de risco de queda nas unidades: • Ambulatorial: unidade ambulatorial são os consultórios médicos destinados a consultas e procedimentos de pequeno porte. Portanto, apresenta baixo e médio risco de queda. Os fatores de risco para quedas em ambulatório incluem fraqueza muscular, distúrbios de equilíbrio, uso de medicamentos sedativos, problemas de visão e ambiente inadequado, principalmente em idosos. • Medicina Diagnóstica: em uma unidade de Medicina Diagnóstica, podemos encontrar diversos tipos de paciente, sendo os que não possuem comorbidades que alteram a marcha, assim como os que possuem. Portanto podemos classificar a unidade como baixo a médio risco. Estes ambientes podem apresentar riscos adicionais devido à presença de equipamentos médicos, cabos e fios, bem como a necessidade de movimentos rápidos e precisos por parte dos profissionais de saúde. • UTI: a UTI é uma Unidade de Terapia Intensiva, onde encontram-se pacientes graves, muitas vezes hemodinamicamente instáveis, sendo assim, podem ser classificados como alto risco de queda, podendo também, ter a mobilidade limitada devido à doença aguda, dispositivos médicos e terapia intensiva. As escalas são instrumentos usados para avaliação de risco com ênfase na prevenção do evento e redução do dano para o gerenciamento de quedas. 8 4. TIPOS DE ESCALAS - Morse Fall Scale (Janice M. Morse; Robert M. Morse; Suzanne J. Tylko 1989) - Stratify (D. Oliver; M. Britton; P. Seed; F.C. Martin; A.H. Hopper 1997) • Stratify: desenvolve-se em três fases. Na primeira fase da sua conceção identificaram-se as características clínicas dos doentes internados (com 65 ou mais anos) que predizem a possibilidade de ocorrer uma queda com uma avaliação de rotina. • Morse: trata-se de uma escala que foi concebida para ser aplicada através de avaliações dos doentes e da consulta dos processos clínicos, com o objetivo de avaliar o risco de queda. Morse alerta que a escala deve ser calibrada para cada realidade hospitalar ou unidade, para que as estratégias de prevenção sejam dirigidas para os doentes com maior risco. As escalas STRATIFY e MFS identificam os doentes que têm risco de queda em função das suas características intrínsecas ou clínicas (estado mental, alterações da mobilidade, história anterior de quedas, dependência, doença aguda ou crónica). As escalas foram instituídas devido à preocupação, já existente na década dos anos 80 e 90, com as questões da segurança do doente associadas às quedas em contexto hospitalar. Ambas as escalas foram desenvolvidas em ambiente hospitalar, são de fácil utilização, consomem relativamente pouco tempo no seu preenchimento e foram construídas para serem utilizadas no doente adulto. A MFS é mais abrangente do que a STRATIFY, pois destina-se ao adulto em geral, enquanto a STRATIFY está mais adaptada ao doente com 65 ou mais anos. 9 [Figura 1: Escala STRATIFY ] Fonte: Scielo, 2019. [Figura 2: Escala de Morse] Fonte: Passei Direto, 2019. 10 O enfermeiro é o profissional responsável por avaliar o risco de queda e planejar as ações de caráter preventivo para pacientes com risco de queda. A avaliação do risco deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição. Esta avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Quando identificado o risco, é necessário o repasse das informações aos pacientes, familiares e toda equipe multidisciplinar de cuidado. O risco pode ser sinalizado através de: • Pulseira para identificação de risco para queda; • Placa de identificação no leito; • Alertas em prontuário; • Prescrição de enfermagem e/ou formulário de passagem de plantão. Para os pacientes com risco alto para quedas, é obrigatório a presença de um acompanhante e caso este não esteja presente torna-se necessário o acionamento do Serviço Social para as providências necessárias. No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada através do Formulário de Notificação de Evento Adverso disponibilizado pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente e o paciente deverá ser avaliado e atendido imediatamente para mitigação/atenuação dos possíveis danos. A avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu permite a identificação dos fatores contribuintes para o evento adverso e serve como fonte de aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. A avaliação para o risco de queda é realizada com maior frequência no Brasil pela utilização da escala de MORSE. Onde é graduado os fatores que predispõem a queda (histórico de queda, diagnóstico secundário, ajuda na mobilização, terapia intravenosa, marcha, estado mental) e classifica-se o grau de risco que o paciente apresenta para cair, possibilitando orientar as intervenções necessárias para evitar a ocorrência da queda. Algumas estratégias podem ser aplicadas para minimizar a ocorrência desde evento como: Orientar o paciente quanto ao uso de calçados seguros, cuidado ao levantar, manter grades do leito elevadas e travadas ao deitar, manter material de uso próprio ao alcance da mão, e quanto à equipe de saúde 11 pode sinalizar o leito ou o paciente ao identificar que se trata de um paciente com risco maior de cair. A avaliação do risco de queda deve ser feita no momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição. Esta avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. Na admissão deve-se também avaliar a presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em caso de queda, especialmente risco aumentado de fratura e sangramento. Osteoporose, fraturas anteriores, uso de anticoagulante e discrasias sanguíneas são algumas das condições que podem agravar o dano decorrente de queda. A unidade de saúde, orientada pelo seu Núcleo de Segurança do Paciente, deverá adotar medidas gerais para a prevenção de quedas de todos os pacientes, independente do risco. Essas medidas incluem a criação de um ambiente de cuidado seguro conforme legislação vigente, como: pisos antiderrapantes, mobiliário e iluminação adequados, corredores livres de obstáculos (por exemplo, equipamentos, materiais e entulhos), o uso de vestuário e calçados adequados e a movimentação segura dos pacientes. A utilização de estratégias de educação dos pacientes e familiares deve incluir orientações sobre o risco de queda e de dano por queda, e também sobre como prevenir sua ocorrência. Essas ações devem ocorrer na admissão e durante a permanência do pacienteno hospital. A elaboração e a distribuição de material educativo devem ser estimuladas. A unidade de saúde, orientada pelo Núcleo de Segurança do Paciente, devem definir o(s) profissional(ais) responsável(eis) por avaliar o risco de queda e definir as ações de caráter preventivo para pacientes que apresentem tal risco. Medidas individualizadas para prevenção de queda para cada paciente devem ser prescritas e implementadas. No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada e o paciente avaliado e atendido imediatamente para realizar o levantamento dos possíveis danos. A avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu, permite a identificação dos fatores contribuintes e serve como fonte de aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. Métodos utilizados para que houvesse a diminuição de casos: avaliar, no momento da admissão, o risco de queda do paciente (pacientes internados, 12 pacientes no serviço de emergência e pacientes externos), orientar pacientes e familiares sobre as medidas preventivas individuais, e entregar material educativo específico quando disponível, reavaliar o risco diariamente, e também sempre que houver transferências de setor, mudança do quadro clínico, episódio de queda durante a internação, ajustando as medidas preventivas implantadas, colocar sinalização visual para identificação de risco de queda, a fim de alertar toda equipe de cuidado. Anotar no prontuário do paciente todos os procedimentos realizados, prestar atendimento ao paciente sempre que este solicitar ou necessitar, avaliar e tratar pacientes que sofreram queda e investigar o evento. Num estudo de Auckland em 2019, utilizando a Global Trigger Tool (GTT), pediram uma revisão das mortes em 2013 para ver se havia uma ligação entre elas e eventos adversos graves. Descobriu-se que os eventos adversos levaram à morte em 0,3% de todos os pacientes hospitalizados. 38,4% das mortes foram relacionadas a eventos adversos graves. Os eventos adversos mais comuns que levaram à morte do paciente foram infecções nosocomiais (42,1%), complicações cirúrgicas (7%), sangramento ou trombose (4,8%), quedas ou fraturas do paciente (4,8%), lesões relacionadas a medicamentos (28%), úlceras (9,2%) e outras lesões, como alergias, devido à falta de tecnologia médica e outras informações (3,3%). Os danos causados pelas quedas podem ser físicos (ossos quebrados, lesões, lesões na pele, hematomas), psicológicos (ansiedade, depressão, perda de independência, dependência, limitações de atividades) e sociais (maior tempo de internação, maior número de readmissões). Segundo Brasil (2019), é classificado como: • Ausente: paciente com nenhum sintoma ou sem necessidade de tratamento; • Moderado: paciente apresentou sintomas leves, lesões leves ou melhorias de curto prazo sem intervenção ou intervenção mínima (pouco cuidado ou acompanhamento); • Grave: é necessário um procedimento para salvar vidas, um procedimento importante médico/cirúrgico ou danos graves permanentes ou de longo prazo, distúrbio/risco fetal ou malformação congênita; • Morte: causada por um efeito adverso. 13 A gravidade dos pacientes pode incluir muitos tipos de lesões, até mesmo a morte, tem sido destacada por lesões físicas, como hematomas, fraturas e lesões de quadril e lesões cerebrais traumáticas em 30-40% das pessoas hospitalizadas. Durante um estudo sobre os resultados da implementação de um protocolo de manejo de quedas em um hospital privado com 200 leitos em São Paulo. Eles encontraram 284 acidentes notificados desde janeiro de 2005. Em dezembro de 2008, 51,7% dos que caíram ficaram feridos, principalmente escoriações (16,3%), contusões (11,3%) e ferimentos por força contundente (10,0%). Em 2020, o número de idosos no Brasil ultrapassou 29 milhões, e até 2026 o total deverá atingir 73 milhões com 60 anos ou mais, um aumento de 160% segundo a OMS (2005), um país envelhecido é um país com 14% da sua população com mais de 65 anos, portanto o país será considerado mais velho em 2032, quando 32,5 milhões dos mais de 226 milhões de brasileiros serão idosos. No Brasil, o Ministério da Saúde publicou um protocolo de prevenção de quedas em 2013 com o objetivo de “reduzir as quedas de pacientes em unidades de saúde e as lesões resultantes”, das intervenções apresentadas no caso, o documento é principalmente uma análise de risco em decorrência da utilização de ferramentas de previsão desde a recepção, diariamente e até a alta hospitalar. Ressalta-se que a ocorrência de lesões por queda não está relacionada apenas a fatores externos do paciente, mas também a fatores internos, ao ambiente, aos cuidados médicos e aos cuidados de saúde, o estudo foi conduzido e elaborado em um hospital de grande porte em Salvador/BA, coordenadores de enfermagem de setores assistenciais foram ouvidos e essas são as seguintes informações: apontaram que o uso inadequado de equipamentos, a falta de grades no leito, o uso de tranquilizantes, sedativos, hipnóticos, sem assistência preventiva e sem realização, a análise incompleta da anamnese pelo enfermeiro foi um dos fatores que contribuíram para as quedas. 14 5. ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO • Avaliar o risco de queda do paciente na admissão e de forma rotineira; • Realizar de forma obrigatória o registro do risco de quedas no prontuário do paciente; • Realizar a reavaliação do risco de quedas diariamente nos pacientes internados e/ou em observação até a alta da unidade de saúde; • Reavaliar o paciente em qualquer alteração apresentada no quadro clínico para o risco de quedas; • Sinalizar visualmente (na placa de identificação do leito e/ou em pulseira própria) o risco de queda nos pacientes a fim de alertar toda equipe do cuidado; • Definir as medidas específicas de prevenção de queda, conforme o risco levantado na avaliação; • Orientar o paciente e os familiares sobre as medidas preventivas individuais e entregar e/ou utilizar material orientador específico; • Supervisionar constantemente os pacientes em uso de medicações que aumentem o risco queda; • Adotar processos para garantir o atendimento imediato ao paciente, caso necessitar; • Notificar ao Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente a ocorrência de queda. 6. ATRIBUIÇÕES AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM • Implementar os cuidados prescritos pelo enfermeiro; • Contribuir com o enfermeiro na orientação dos pacientes e acompanhantes sobre os riscos detectados, assim como sobre na prevenção de quedas; • Tomar as medidas necessárias de acordo com as prerrogativas deste protocolo; • Comunicar o enfermeiro sempre que houver alteração do quadro clínico do paciente que possa modificar o risco de quedas; • Transportar os pacientes seguindo o que é preconizado pelo protocolo de transporte seguro intra-hospitalar do serviço de saúde; 15 • Sempre dar apoio ao paciente e ao acompanhante, quando necessário; • Realizar rondas noturnas de forma periódica; • Prestar pronto atendimento ao paciente sempre que este solicitar ou necessitar; • Notificar ao Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente a ocorrência de queda. 7. CONDUTA PÓS QUEDA No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada através do Formulário de Notificação de Evento Adverso disponibilizado pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente e o paciente deverá ser avaliado e atendido imediatamente para mitigação/atenuação dos possíveis danos. A avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu permite a identificação dos fatores contribuintes para o evento adverso e serve como fonte de aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. O Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente deverá assegurar aos profissionais o contexto educativo e não punitivo das notificações dos casos dequedas ocorridos no setor. 8. CUIDADOS PÓS QUEDA Observar o paciente durante todo o período de atendimento ou internação. No caso de queda, avaliar e acompanhar o paciente de forma frequente nas primeiras 48 horas. Os sinais vitais devem ser monitorados de forma mais regular, com intervalos propostos pelo enfermeiro, baseado no grau de risco da queda; o estado mental do paciente deve ser vigiado para detectar alterações; e o paciente deve ser questionado para a presença de dores ou desconfortos que possam aparecer posteriormente. 16 9. CONCLUSÃO Com base nas pesquisas e dados citados, concluímos que o risco de queda está presente em todas as unidades de atendimento em saúde, variando apenas na gravidade e no nível de riscos dos pacientes presentes de acordo com sua faixa etária e seus antecedentes patológicos. Observamos que a queda não é apenas o ato de chegar ao solo, mas também o fato de se desequilibrar e apresentar um desnível corporal, fazendo com que a pessoa precise se apoiar em algum objeto ou até mesmo na parede para que não vá ao chão. A utilização adequada das escalas facilita na identificação precoce daqueles pacientes que possuem maior propensão à queda, fazendo com que o índice de queda, fatores que podem prolongar a internação do indivíduo e traumas gerados diminuam. Portanto, é essencial a realização da escala no momento da admissão e a reavaliação a cada dia de internação, até o momento da alta hospitalar. Assim como também é necessário implantar medidas preventivas que assegurem uma internação segura, como a presença de corrimão e barras de apoio, ambiente iluminado, ausência de tapetes e objetos no chão, placas de sinalização e a presença de acompanhante para auxiliar nas atividades, sempre que possível. 17 10. REFERÊNCIAS GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, Secretaria De Estado De Sáude. Segurança do Paciente: Prevenção de quedas. Protocolo de Atenção à Saúde, 2019. 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