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FACULDADE DAS AMÉRICAS (FAM) 
GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM 
 
ARYANE VIANA DA SILVA 
BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY 
BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA 
GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS 
MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA 
PAULO HENRIQUE COSTA LEDO 
 
 
 
 
 
 
 
RISCO DE QUEDA 
PACIENTES DE AMBULATÓRIO, MEDICINA DIAGNÓSTICA E UTI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
ARYANE VIANA DA SILVA (RA: 00343257) 
BÁRBARA JÉSSICA E SILVA GOLDAY (RA: 00347084) 
BRUNO SÉRGIO SOUZA OLIVEIRA (RA: 00347056) 
GEOVANNA FREITAS LIMA DA SILVA SANTOS (RA:00346944) 
MARIA ROSA DOS SANTOS SILVA (RA: 00347242) 
PAULO HENRIQUE COSTA LEDO (RA: 00346924) 
 
 
 
 
Risco de Queda: pacientes de Ambulatório, Medicina Diagnóstica e UTI 
 
 
 
Trabalho apresentado ao curso de Graduação 
de Enfermagem na Faculdade das Américas 
(FAM) como requisito para obtenção de nota na 
disciplina de Práticas Assistenciais em Saúde do 
Adulto e Idoso. 
Orientador: Prof. Renan Zeitoun 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................03 
2. CONCEITO.................................................................................................................04 
3. FATORES DE RISCO.................................................................................................05 
4. TIPOS DE ESCALAS.................................................................................................08 
5. ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO............................................................................14 
6. ATRIBUIÇÕES AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM........................................14 
7. CONDUTA PÓS QUEDA............................................................................................15 
8. CUIDADOS PÓS QUEDA..........................................................................................15 
9. CONCLUSÃO............................................................................................................16 
10. REFERÊNCIAS.........................................................................................................17 
 
 
 
3 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
A queda é definida como um evento não intencional que modifica a 
posição da pessoa levando-a ao solo ou a um nível inferior da sua posição 
inicial, podendo ser seguido ou não de lesões. Também é conceituada como “o 
deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial 
com incapacidade de correção em tempo hábil, determinado por circunstâncias 
multifatoriais comprometendo a estabilidade”. As quedas constituem-se em 
“um evento traumático, multifatorial, habitualmente involuntário e inesperado, 
mas que pode ser recorrente num mesmo indivíduo e acarreta, frequentemente, 
consequências para a vítima, para o próprio cuidador e para a sociedade”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
2. CONCEITO 
A queda hospitalar é um evento adverso que pode resultar em danos 
graves aos pacientes, impactando sua saúde, bem-estar e prolongando o 
tempo de hospitalização. 
As quedas podem ocorrer da própria altura e/ou dos diferentes 
mobiliários e equipamentos dos quais o paciente utiliza durante a sua 
internação hospitalar, por exemplo: maca, cadeira de rodas, poltronas, berço, 
vaso sanitário, entre outros. Também podem ocorrer em diferentes situações e 
ambientes, como no quarto ou enfermaria, nos corredores, em áreas de 
exames e banheiros. 
A queda do leito nos pacientes hospitalizados, por sua vez, é 
conceituada como aquela que ocorre quando o paciente, estando em seu leito, 
cai ao chão acidentalmente. Deve-se considerar como queda quando o 
paciente é encontrado no chão ou quando, durante um deslocamento, precisa 
de amparo, não necessariamente chegando ao chão. 
As quedas podem ser classificadas em três tipos: 
• Queda Acidental: Aquela que ocorre quando o paciente escorrega ou tropeça, 
geralmente causada por fatores ambientais; 
• Queda Fisiológica Antecipada: Que é definida como uma queda previsível, 
onde o paciente apresenta sinais que indicam a probabilidade de cair, e 
prevista pela pontuação de risco da Morse Fall Scale; 
• Queda Fisiológica Não Antecipada: Definida como imprevisível, antes da 
primeira ocorrência, e geralmente associada à presença de convulsões, 
desmaios, fraturas de quadril, entre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
3. FATORES DE RISCO 
 Os fatores de risco são aqueles elementos ou situações que 
potencializam a ocorrência de quedas de pacientes. Os principais fatores de 
risco associados a quedas estão relacionados: 
• Idade do paciente (crianças menores de 5 anos e idosos com idade superior a 
65 anos); 
• Fatores psico-cognitivos (declínio cognitivo, depressão e ansiedade); 
• Condições de saúde e presença de doenças crônicas (hipotensão postural, 
tontura, convulsão, síncope, dor intensa, baixo índice de massa corpórea, 
anemia, insônia, incontinência ou urgência miccional, incontinência ou 
urgência para evacuação, artrite, osteoporose, acidente vascular cerebral 
prévio, hipoglicemia e demais alterações metabólicas); 
• Funcionalidade (dificuldade no desenvolvimento de atividades diárias, 
necessidade de dispositivo para auxílio à deambulação, fraqueza articular e 
musculares; 
• Amputação e/ou deformidade de membros inferiores), 
• Comprometimento sensorial (comprometimento da visão, audição ou tato); 
• Equilíbrio corporal (deambulação alterada); 
• Uso de algumas medicações (benzodiazepínicos, antiarrítmicos, 
antihistamínicos, antipsicóticos, antidepressivos, digoxina, diuréticos, 
laxativos, relaxantes musculares, vasodilatadores, hipoglicemiantes orais, 
insulina e o uso concomitante de quatro ou mais medicamentos); 
• Obesidade severa e história prévia de quedas. 
A queda, em geral, não é um evento que acomete exclusivamente a 
população idosa, entretanto, nesse grupo etário as consequências podem 
assumir uma conotação mais grave devido à probabilidade de haver outros. 
Estudos mostram que cerca de 30% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem 
uma queda pelo menos uma vez a cada ano. Mecanismos para a Prevenção 
de Quedas dos Pacientes - Unidade problemas de saúde relacionados e às 
sequelas associadas a limitações na qualidade de vida. Os idosos 
institucionalizados são comumente mais acometidos por doenças, 
dependentes e mais frágeis se comparados aos demais. Com isso, possuem 
6 
 
 
 
maior incidência de quedas relacionadas a diferentes situações e patologias. 
Os fatores de risco também podem ser agrupados em diferentes categorias e, 
também, específicos para crianças e adultos, como: 
• Fatores ambientais: tapetes pelo chão, ambiente com móveis ou objetos em 
excesso, quarto não familiar ou pouco iluminado, ausência de material 
antiderrapante e condições climáticas; 
• Fatores cognitivos: estado mental diminuído; 
• Fatores fisiológicos: presença de doença aguda, condições pós-operatórias, 
dificuldades visuais ou auditivas, ausência de sono, anemia, artrite, déficits 
perceptivos, equilíbrio prejudicado, força diminuída nas extremidades 
inferiores, patologias nos pés, mobilidade física prejudicada, diarreia, doença 
vascular, neoplasias, neuropatias, urgência urinária, vertigem ao movimentar 
o pescoço e mudança nos índices glicêmicos após as refeições; 
• Uso de medicamentos: anti-hipertensivos, antidepressivos tricíclicos, 
diuréticos, hipnóticos, tranquilizantes, inibidores da enzima conversora da 
angiotensina; 
• Fatores em crianças: bebê deixado sem vigilância em superfície elevada, 
cama localizada próxima da janela, falta de supervisão dos pais, ausência de 
equipamento de contenção em automóvel, gênero masculino quando menor 
de um ano e crianças menores de dois anos de idade; 
• Fatores em adultos: idade acima de 65 anos,morar sozinho, história prévia 
de quedas, possuir prótese de membro inferior, utilizar cadeira de rodas ou 
outro dispositivo para auxiliar a marcha (bengala e/ou andador). 
O Protocolo de Prevenção de Quedas classifica os pacientes com alto 
risco e baixo risco de queda. Considera alto risco de queda o paciente nas 
seguintes condições: 
• Independente, que se locomove e realiza suas atividades sem necessidade de 
auxílio de outras pessoas, mas que possui pelo menos um fator de risco; 
• Dependente do auxílio de outras pessoas para realizar suas atividades e/ou 
se locomover, deambula com auxílio ou utiliza a cadeira de rodas e possui ou 
não algum fator de risco associado à queda. 
7 
 
 
 
Resultados de estudo desenvolvido no Brasil vêm ao encontro desses 
achados internacionais e demonstram que, à medida que aumenta a proporção 
de pacientes por profissional de enfermagem, também aumenta a incidência de 
queda do leito. A vigilância constante é fator fundamental para prevenção de 
quedas. Ao profissional de saúde compete avaliar a presença dos fatores de 
risco e, consequentemente, propor ações que reduzam o risco de queda, seja 
no cuidado hospitalar ou no domiciliar. 
 
Exemplos de risco de queda nas unidades: 
• Ambulatorial: unidade ambulatorial são os consultórios médicos destinados a 
consultas e procedimentos de pequeno porte. Portanto, apresenta baixo e 
médio risco de queda. Os fatores de risco para quedas em ambulatório incluem 
fraqueza muscular, distúrbios de equilíbrio, uso de medicamentos sedativos, 
problemas de visão e ambiente inadequado, principalmente em idosos. 
• Medicina Diagnóstica: em uma unidade de Medicina Diagnóstica, podemos 
encontrar diversos tipos de paciente, sendo os que não possuem 
comorbidades que alteram a marcha, assim como os que possuem. Portanto 
podemos classificar a unidade como baixo a médio risco. Estes ambientes 
podem apresentar riscos adicionais devido à presença de equipamentos 
médicos, cabos e fios, bem como a necessidade de movimentos rápidos e 
precisos por parte dos profissionais de saúde. 
• UTI: a UTI é uma Unidade de Terapia Intensiva, onde encontram-se pacientes 
graves, muitas vezes hemodinamicamente instáveis, sendo assim, podem ser 
classificados como alto risco de queda, podendo também, ter a mobilidade 
limitada devido à doença aguda, dispositivos médicos e terapia intensiva. 
 
As escalas são instrumentos usados para avaliação de risco com ênfase 
na prevenção do evento e redução do dano para o gerenciamento de quedas. 
 
 
 
8 
 
 
 
4. TIPOS DE ESCALAS 
- Morse Fall Scale (Janice M. Morse; Robert M. Morse; Suzanne J. Tylko 1989) 
 - Stratify (D. Oliver; M. Britton; P. Seed; F.C. Martin; A.H. Hopper 1997) 
 
• Stratify: desenvolve-se em três fases. Na primeira fase da sua conceção 
identificaram-se as características clínicas dos doentes internados (com 65 ou 
mais anos) que predizem a possibilidade de ocorrer uma queda com uma 
avaliação de rotina. 
• Morse: trata-se de uma escala que foi concebida para ser aplicada através de 
avaliações dos doentes e da consulta dos processos clínicos, com o objetivo 
de avaliar o risco de queda. Morse alerta que a escala deve ser calibrada para 
cada realidade hospitalar ou unidade, para que as estratégias de prevenção 
sejam dirigidas para os doentes com maior risco. 
 
As escalas STRATIFY e MFS identificam os doentes que têm risco de 
queda em função das suas características intrínsecas ou clínicas (estado 
mental, alterações da mobilidade, história anterior de quedas, dependência, 
doença aguda ou crónica). 
As escalas foram instituídas devido à preocupação, já existente na 
década dos anos 80 e 90, com as questões da segurança do doente 
associadas às quedas em contexto hospitalar. 
Ambas as escalas foram desenvolvidas em ambiente hospitalar, são de 
fácil utilização, consomem relativamente pouco tempo no seu preenchimento 
e foram construídas para serem utilizadas no doente adulto. A MFS é mais 
abrangente do que a STRATIFY, pois destina-se ao adulto em geral, enquanto 
a STRATIFY está mais adaptada ao doente com 65 ou mais anos. 
 
 
 
 
9 
 
 
 
[Figura 1: Escala STRATIFY ] 
 
Fonte: Scielo, 2019. 
 
[Figura 2: Escala de Morse] 
 
Fonte: Passei Direto, 2019. 
10 
 
 
 
O enfermeiro é o profissional responsável por avaliar o risco de queda e 
planejar as ações de caráter preventivo para pacientes com risco de queda. 
A avaliação do risco deve ser feita no momento da admissão do paciente 
com o emprego de uma escala adequada ao perfil de pacientes da instituição. 
Esta avaliação deve ser repetida diariamente até a alta do paciente. 
Quando identificado o risco, é necessário o repasse das informações aos 
pacientes, familiares e toda equipe multidisciplinar de cuidado. O risco pode ser 
sinalizado através de: 
• Pulseira para identificação de risco para queda; 
• Placa de identificação no leito; 
• Alertas em prontuário; 
• Prescrição de enfermagem e/ou formulário de passagem de plantão. 
 
Para os pacientes com risco alto para quedas, é obrigatório a presença 
de um acompanhante e caso este não esteja presente torna-se necessário o 
acionamento do Serviço Social para as providências necessárias. 
No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada através do 
Formulário de Notificação de Evento Adverso disponibilizado pelo Núcleo de 
Qualidade e Segurança do Paciente e o paciente deverá ser avaliado e 
atendido imediatamente para mitigação/atenuação dos possíveis danos. A 
avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu permite a identificação 
dos fatores contribuintes para o evento adverso e serve como fonte de 
aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. 
A avaliação para o risco de queda é realizada com maior frequência no 
Brasil pela utilização da escala de MORSE. Onde é graduado os fatores que 
predispõem a queda (histórico de queda, diagnóstico secundário, ajuda na 
mobilização, terapia intravenosa, marcha, estado mental) e classifica-se o grau 
de risco que o paciente apresenta para cair, possibilitando orientar as 
intervenções necessárias para evitar a ocorrência da queda. 
Algumas estratégias podem ser aplicadas para minimizar a ocorrência 
desde evento como: Orientar o paciente quanto ao uso de calçados seguros, 
cuidado ao levantar, manter grades do leito elevadas e travadas ao deitar, 
manter material de uso próprio ao alcance da mão, e quanto à equipe de saúde 
11 
 
 
 
pode sinalizar o leito ou o paciente ao identificar que se trata de um paciente 
com risco maior de cair. A avaliação do risco de queda deve ser feita no 
momento da admissão do paciente com o emprego de uma escala adequada 
ao perfil de pacientes da instituição. Esta avaliação deve ser repetida 
diariamente até a alta do paciente. Na admissão deve-se também avaliar a 
presença de fatores que podem contribuir para o agravamento do dano em 
caso de queda, especialmente risco aumentado de fratura e sangramento. 
Osteoporose, fraturas anteriores, uso de anticoagulante e discrasias 
sanguíneas são algumas das condições que podem agravar o dano decorrente 
de queda. 
A unidade de saúde, orientada pelo seu Núcleo de Segurança do 
Paciente, deverá adotar medidas gerais para a prevenção de quedas de todos 
os pacientes, independente do risco. Essas medidas incluem a criação de um 
ambiente de cuidado seguro conforme legislação vigente, como: pisos 
antiderrapantes, mobiliário e iluminação adequados, corredores livres de 
obstáculos (por exemplo, equipamentos, materiais e entulhos), o uso de 
vestuário e calçados adequados e a movimentação segura dos pacientes. 
A utilização de estratégias de educação dos pacientes e familiares deve 
incluir orientações sobre o risco de queda e de dano por queda, e também sobre 
como prevenir sua ocorrência. Essas ações devem ocorrer na admissão e 
durante a permanência do pacienteno hospital. A elaboração e a distribuição 
de material educativo devem ser estimuladas. A unidade de saúde, orientada 
pelo Núcleo de Segurança do Paciente, devem definir o(s) profissional(ais) 
responsável(eis) por avaliar o risco de queda e definir as ações de caráter 
preventivo para pacientes que apresentem tal risco. Medidas individualizadas 
para prevenção de queda para cada paciente devem ser prescritas e 
implementadas. No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada e o 
paciente avaliado e atendido imediatamente para realizar o levantamento dos 
possíveis danos. A avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu, 
permite a identificação dos fatores contribuintes e serve como fonte de 
aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. 
Métodos utilizados para que houvesse a diminuição de casos: avaliar, no 
momento da admissão, o risco de queda do paciente (pacientes internados, 
12 
 
 
 
pacientes no serviço de emergência e pacientes externos), orientar pacientes 
e familiares sobre as medidas preventivas individuais, e entregar material 
educativo específico quando disponível, reavaliar o risco diariamente, e 
também sempre que houver transferências de setor, mudança do quadro 
clínico, episódio de queda durante a internação, ajustando as medidas 
preventivas implantadas, colocar sinalização visual para identificação de risco 
de queda, a fim de alertar toda equipe de cuidado. Anotar no prontuário do 
paciente todos os procedimentos realizados, prestar atendimento ao paciente 
sempre que este solicitar ou necessitar, avaliar e tratar pacientes que sofreram 
queda e investigar o evento. 
Num estudo de Auckland em 2019, utilizando a Global Trigger Tool 
(GTT), pediram uma revisão das mortes em 2013 para ver se havia uma ligação 
entre elas e eventos adversos graves. Descobriu-se que os eventos adversos 
levaram à morte em 0,3% de todos os pacientes hospitalizados. 38,4% das 
mortes foram relacionadas a eventos adversos graves. Os eventos adversos 
mais comuns que levaram à morte do paciente foram infecções nosocomiais 
(42,1%), complicações cirúrgicas (7%), sangramento ou trombose (4,8%), 
quedas ou fraturas do paciente (4,8%), lesões relacionadas a medicamentos 
(28%), úlceras (9,2%) e outras lesões, como alergias, devido à falta de 
tecnologia médica e outras informações (3,3%). 
Os danos causados pelas quedas podem ser físicos (ossos quebrados, 
lesões, lesões na pele, hematomas), psicológicos (ansiedade, depressão, 
perda de independência, dependência, limitações de atividades) e sociais 
(maior tempo de internação, maior número de readmissões). Segundo Brasil 
(2019), é classificado como: 
• Ausente: paciente com nenhum sintoma ou sem necessidade de tratamento; 
• Moderado: paciente apresentou sintomas leves, lesões leves ou melhorias de 
curto prazo sem intervenção ou intervenção mínima (pouco cuidado ou 
acompanhamento); 
• Grave: é necessário um procedimento para salvar vidas, um procedimento 
importante médico/cirúrgico ou danos graves permanentes ou de longo prazo, 
distúrbio/risco fetal ou malformação congênita; 
• Morte: causada por um efeito adverso. 
13 
 
 
 
A gravidade dos pacientes pode incluir muitos tipos de lesões, até 
mesmo a morte, tem sido destacada por lesões físicas, como hematomas, 
fraturas e lesões de quadril e lesões cerebrais traumáticas em 30-40% das 
pessoas hospitalizadas. Durante um estudo sobre os resultados da 
implementação de um protocolo de manejo de quedas em um hospital privado 
com 200 leitos em São Paulo. Eles encontraram 284 acidentes notificados 
desde janeiro de 2005. Em dezembro de 2008, 51,7% dos que caíram ficaram 
feridos, principalmente escoriações (16,3%), contusões (11,3%) e ferimentos 
por força contundente (10,0%). 
Em 2020, o número de idosos no Brasil ultrapassou 29 milhões, e até 
2026 o total deverá atingir 73 milhões com 60 anos ou mais, um aumento de 
160% segundo a OMS (2005), um país envelhecido é um país com 14% da sua 
população com mais de 65 anos, portanto o país será considerado mais velho 
em 2032, quando 32,5 milhões dos mais de 226 milhões de brasileiros serão 
idosos. No Brasil, o Ministério da Saúde publicou um protocolo de prevenção 
de quedas em 2013 com o objetivo de “reduzir as quedas de pacientes em 
unidades de saúde e as lesões resultantes”, das intervenções apresentadas no 
caso, o documento é principalmente uma análise de risco em decorrência da 
utilização de ferramentas de previsão desde a recepção, diariamente e até a 
alta hospitalar. Ressalta-se que a ocorrência de lesões por queda não está 
relacionada apenas a fatores externos do paciente, mas também a fatores 
internos, ao ambiente, aos cuidados médicos e aos cuidados de saúde, o 
estudo foi conduzido e elaborado em um hospital de grande porte em 
Salvador/BA, coordenadores de enfermagem de setores assistenciais foram 
ouvidos e essas são as seguintes informações: apontaram que o uso 
inadequado de equipamentos, a falta de grades no leito, o uso de 
tranquilizantes, sedativos, hipnóticos, sem assistência preventiva e sem 
realização, a análise incompleta da anamnese pelo enfermeiro foi um dos 
fatores que contribuíram para as quedas. 
 
 
 
14 
 
 
 
5. ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO 
 
• Avaliar o risco de queda do paciente na admissão e de forma rotineira; 
• Realizar de forma obrigatória o registro do risco de quedas no prontuário do 
paciente; 
• Realizar a reavaliação do risco de quedas diariamente nos pacientes 
internados e/ou em observação até a alta da unidade de saúde; 
• Reavaliar o paciente em qualquer alteração apresentada no quadro clínico 
para o risco de quedas; 
• Sinalizar visualmente (na placa de identificação do leito e/ou em pulseira 
própria) o risco de queda nos pacientes a fim de alertar toda equipe do cuidado; 
• Definir as medidas específicas de prevenção de queda, conforme o risco 
levantado na avaliação; 
• Orientar o paciente e os familiares sobre as medidas preventivas individuais e 
entregar e/ou utilizar material orientador específico; 
• Supervisionar constantemente os pacientes em uso de medicações que 
aumentem o risco queda; 
• Adotar processos para garantir o atendimento imediato ao paciente, caso 
necessitar; 
• Notificar ao Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente a ocorrência de 
queda. 
 
6. ATRIBUIÇÕES AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
 
• Implementar os cuidados prescritos pelo enfermeiro; 
• Contribuir com o enfermeiro na orientação dos pacientes e acompanhantes 
sobre os riscos detectados, assim como sobre na prevenção de quedas; 
• Tomar as medidas necessárias de acordo com as prerrogativas deste 
protocolo; 
• Comunicar o enfermeiro sempre que houver alteração do quadro clínico do 
paciente que possa modificar o risco de quedas; 
• Transportar os pacientes seguindo o que é preconizado pelo protocolo de 
transporte seguro intra-hospitalar do serviço de saúde; 
15 
 
 
 
• Sempre dar apoio ao paciente e ao acompanhante, quando necessário; 
• Realizar rondas noturnas de forma periódica; 
• Prestar pronto atendimento ao paciente sempre que este solicitar ou 
necessitar; 
• Notificar ao Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente a ocorrência de 
queda. 
 
7. CONDUTA PÓS QUEDA 
No caso da ocorrência de queda, esta deve ser notificada através do 
Formulário de Notificação de Evento Adverso disponibilizado pelo Núcleo de 
Qualidade e Segurança do Paciente e o paciente deverá ser avaliado e 
atendido imediatamente para mitigação/atenuação dos possíveis danos. A 
avaliação dos casos de queda no setor em que ocorreu permite a identificação 
dos fatores contribuintes para o evento adverso e serve como fonte de 
aprendizado para o redesenho de um processo de cuidado mais seguro. O 
Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente deverá assegurar aos 
profissionais o contexto educativo e não punitivo das notificações dos casos dequedas ocorridos no setor. 
 
8. CUIDADOS PÓS QUEDA 
Observar o paciente durante todo o período de atendimento ou 
internação. No caso de queda, avaliar e acompanhar o paciente de forma 
frequente nas primeiras 48 horas. Os sinais vitais devem ser monitorados de 
forma mais regular, com intervalos propostos pelo enfermeiro, baseado no grau 
de risco da queda; o estado mental do paciente deve ser vigiado para detectar 
alterações; e o paciente deve ser questionado para a presença de dores ou 
desconfortos que possam aparecer posteriormente. 
 
 
 
 
16 
 
 
 
9. CONCLUSÃO 
Com base nas pesquisas e dados citados, concluímos que o risco de 
queda está presente em todas as unidades de atendimento em saúde, variando 
apenas na gravidade e no nível de riscos dos pacientes presentes de acordo 
com sua faixa etária e seus antecedentes patológicos. Observamos que a 
queda não é apenas o ato de chegar ao solo, mas também o fato de se 
desequilibrar e apresentar um desnível corporal, fazendo com que a pessoa 
precise se apoiar em algum objeto ou até mesmo na parede para que não vá 
ao chão. 
A utilização adequada das escalas facilita na identificação precoce 
daqueles pacientes que possuem maior propensão à queda, fazendo com que 
o índice de queda, fatores que podem prolongar a internação do indivíduo e 
traumas gerados diminuam. 
Portanto, é essencial a realização da escala no momento da admissão 
e a reavaliação a cada dia de internação, até o momento da alta hospitalar. 
Assim como também é necessário implantar medidas preventivas que 
assegurem uma internação segura, como a presença de corrimão e barras de 
apoio, ambiente iluminado, ausência de tapetes e objetos no chão, placas de 
sinalização e a presença de acompanhante para auxiliar nas atividades, 
sempre que possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
10. REFERÊNCIAS 
GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, Secretaria De Estado De Sáude. Segurança 
do Paciente: Prevenção de quedas. Protocolo de Atenção à Saúde, 2019. 
Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/87400/Seguran%C3% 
A7a+do+Paciente+%E2%80%93+Preven%C3%A7%C3%A3o+de+Quedas.pdf/9cf5a
6b4-e027-ba41-e1f9-6d866443361c?t=1648647927896. Acesso em: 14 mar. 2024. 
COMPARAÇÃO das escalas MORSE FALL SCALE e STRATIFY: Riscos de queda 
em idosos. Riscos de queda em idosos, 2020. Portal Regional da BVS. Disponível 
em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/mis-41536. Acesso em: 13 mar. 
2024. 
LUZIA, Melissa de Freitas. Mapeamento de cuidados de enfermagem para pacientes 
com risco de quedas: nursing interventions classification. Nursing Interventions 
Classification, 2014. Escola de Enfermagem da USP. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/reeusp/a/PpGstKjLrdW8CLMbMwfFzCt/?lang=pt#:~:text=Os%
20cuidados%20de%20enfermagem%20mais,nas%20interven%C3%A7%C3%B5es
%20Controle%2 0do%20Ambiente. Acesso em: 18 mar. 2024. 
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