Prévia do material em texto
ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS FATORES HUMANOS MATERIAL DIDÁTICO SOMENTE PARA OS FINS PROPOSTOS DE INSTRUÇÃO ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Introdução “Nos primórdios da aviação, os treinamentos operacionais se dirigiam apenas aos tripulantes técnicos, preocupando-se, quase que exclusivamente, com os aspectos técnicos relacionados ao seu desempenho individual durante o voo. Pesquisas com base em investigações das causas de acidentes e incidentes aeronáuticos, ocorridos com aeronaves de empresas aéreas comerciais, mostraram aspectos que tiveram o elemento humano como fator contribuinte. Tais constatações suscitaram o consenso entre as empresas aéreas, indústria aeronáutica e governo quanto à necessidade de incrementar Programas de Treinamento em Fatores Humanos, com o objetivo de melhorar a coordenação e o gerenciamento de toda a tripulação de voo. Assim, foi implementado o Treinamento em Gerenciamento de Recursos da Cabine (Cockpit Resource Management - CRM), visando à minimização do erro humano como fator contribuinte para acidentes e incidentes aeronáuticos, sendo ministrado, a princípio, apenas à tripulação técnica, como parte integrante do Treinamento de Operações de Voo. Historiando. DEFINIÇÕES -FATORES HUMANOS (FH) É o conjunto de ciências que estudam todos os elementos que contribuem com a relação interativa do homem, em um dado ambiente, com os diversos sistemas que o cercam e que são determinantes na sua dinâmica, eficiência e eficácia. Trata da otimização do bem estar humano e da performance global que envolve todas as etapas de atividade dos sistemas (projeto, operação e manutenção), contribuindo para a adaptação do ambiente de trabalho às características, habilidades e limitações das pessoas, com vistas ao seu desempenho eficiente, eficaz, confortável e seguro. TREINAMENTO EM GERENCIAMENTO DE RECURSOS DE EQUIPES (CORPORATE RESOURCE MANAGEMENT - CRM) É a aplicação de conceitos de gerenciamento moderno, tanto na cabine de pilotagem como em outras atividades operativas e administrativas que interferem no voo, visando o uso eficiente e eficaz de todos os recursos disponíveis (humanos, equipamentos e informações) que interagem nesta situação. CONCEITOS BÁSICOS DO TREINAMENTO EM CRM ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Os conceitos de CRM estão baseados na premissa de que um elevado grau de proficiência técnica é essencial para que as operações aéreas sejam seguras, eficientes e eficazes. O conhecimento de conceitos de CRM nunca compensará a falta de proficiência técnica. Da mesma forma, uma elevada proficiência técnica não garantirá operações seguras sem que haja a coordenação de toda a equipe. CONCEITO DO ERRO Erro é um desvio involuntário por parte do indivíduo, tripulação ou qualquer segmento da organização, de uma ação pretendida. Por ser limitada, a performance humana não pode evitar alguns erros. Erros devem ser esperados, por isso existem ferramentas para evitá-los, contê-los e minimizá-los nas suas consequências. Algumas ferramentas para evita-los Existem ferramentas para tentar minimizar esses erros tais como: treinamento, gerenciamento de informações (Relatórios de Perigo – RELPER, Flight Operation Quality Assurance – FOQA, Recomendações de Segurança de Voo - RSV), dentre outras. Faz-se mister diferenciar erro e violação. A violação é o descumprimento intencional de normas e procedimentos. Em termos de aplicabilidade, o conceito de erro pode ser abordado sob diferentes enfoques, cabendo à organização, através do diagnóstico de cultura organizacional, analisar qual o que melhor se adequa à sua realidade. São estes os enfoques de erro, a seguir relacionados: PRIMEIRA GERAÇÃO: -Segurança como resultado da performance da equipe, existindo “indivíduos com atitudes certas e indivíduos com atitudes erradas”. -Ênfase na comunicação e liderança. -Erro como consequência das deficiências no estilo de gerenciamento do piloto. SEGUNDA GERAÇÃO: -Enfoca a tripulação como um todo (técnica e de cabine). -Conceito de cadeia de eventos / corrente de erros. TERCEIRA GERAÇÃO: -Extensivo a todos os grupos envolvidos na atividade aérea. -Glass Cockpit como ambiente complexo e dinâmico. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS -Ênfase na dimensão cognitiva e não em habilidades pessoais de gerenciamento (skills). - Importância de se desenvolver modelos mentais compartilhados. -Todo o sistema deve adotar medidas pró-ativas, e não retroativas. QUARTA GERAÇÃO: -O erro passa a ser resultado de uma dinâmica de toda organização e não mais do piloto. (Modelo Reason, 1990 e1997). -Erro como consequência, e não como causa, não residindo em uma só pessoa, mas sim em toda organização. QUINTA GERAÇÃO: -Errare humanun est -CRM como uma contra-medida ao erro. -Erros devem ser evitados, detectados e mitigados. -Política não-punitiva. SEXTA GERAÇÃO: -LOSA (observação das ameaças em voo real) como ferramenta de reconhecimento de vulnerabilidade do sistema. -Threat and Error Management (TEM) como consequência do LOSA. -Mantém a ideia de gerenciamento do erro e acrescenta um outro conteúdo que diz respeito ao reconhecimento do risco ou da ameaça, pois quando uma ameaça esperada ou não esperada é detectada, a tripulação pode gerenciar o curso das ações a serem tomadas para reduzir a possibilidade de erro e realizar um voo seguro”¹. _____________________________________________ ¹ Acesso 19/04/2013- copiado do: IAC 060-1002ª ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Modelo Shell. Figura 1: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0303-76572007000100008- acesso 19/04/13 Diversos modelos já foram propostos para auxiliar na avaliação dos fatores humanos no desempenho da segurança operacional. Dentre eles, o modelo SHELL se destaca por oferecer uma visualização direta da interação entre o ser humano e os diferentes componentes do sistema de aviação civil. O modelo SHELL busca esclarecer conceitualmente os fatores humanos envolvidos na interação entre o ser humano e o ambiente da aviação. O modelo foi proposto em 1972 pelo Professor Elwyn Edwards em 1972, e foi colocado sob a forma de diagrama de blocos, em 1975, por Frank Hawkins. Além do Safety Management Manual (Doc. 9859, ICAO, 2009), uma referência muito boa sobre este assunto é o CAP 718: Human Factors in Aircraft Maintenance and Inspection, da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, 2002). É diagrama prático utilizado em blocos para ilustrar os conceitos e diferentes componentes de fatores humanos. Estes blocos não cobre as interfaces que são fatores humanos externas (hardware por hardware; hardware-ambiente; software- hardware) e destina-se apenas como uma ajuda básica para a compreensão de fatores humanos: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0303-76572007000100008- ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS ▪ Software – a manutenção, procedimentos, as regras, documentos escritos, etc., que fazem parte dos procedimentos operacionais padrão. ▪ Hardware – os sistemas, tecnologias, as suítes Controle de Tráfego Aéreo, a configuração, os controles e superfícies, displays e sistemas funcionais. ▪ Environment – humano- ambiente, a situação em que o sistema de LHS deve funcionar, o clima social e económico, bem como o ambiente natural. ▪ Liveware – humano- humano, - o controlador com outros controladores, tripulações de voo, engenheiros e pessoal de manutenção, gestão e administração de pessoas¹. ___________________________ ¹ http://www.skybrary.aero/index.php/ICAO_SHELL_Model Software Hardware Environment Liveware Liveware http://www.skybrary.aero/index.php/ICAO_SHELL_ModelESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Modelo Reason Figura2: autoria EACON Fonte 2: https://pt.slideshare.net/marccello37/sgso2010- acesso 01/02/11 A imagem acima é uns do modelo do queijo suíço, que originalmente foi proposto pelo inglês Jame Reason em 1990, analisa as falhas do ser humano, de como ele contribui para esses acidentes aeronáuticos, este modelo se compara com as defesas do sistema humano a uma série de fatias de queijo suíço aleatoriamente- furado dispostas verticalmente e paralelas umas às outras com lacunas entre cada fatia. A hipótese de que a maioria dos acidentes pode ser atribuída a um ou mais dos quatro níveis de insucesso: ▪ influências organizacionais, ▪ supervisão insegura, https://pt.slideshare.net/marccello37/sgso2010- ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS ▪ Condições prévias para atos inseguros, e ▪ O inseguro atua- se. Este modelo de queijo suíço demostra as defesas de uma organização com falhas que são modeladas, os furos das fatias individualmente representam os pontos fracos, em todos os cortes são continuamente variam tanto em tamanho e tipo de cortes². O modelo representa as camadas representativas da organização (englobando decisões gerenciais e processos organizacionais), do local de trabalho (englobando as condições de trabalho), das pessoas (englobando erros e violações) e as camadas de defesas. Os orifícios nas camadas representam as falhas em partes distintas do sistema. Caso esses orifícios venham a se alinhar, fica estabelecido um caminho que leva a um comprometimento da segurança operacional e a um eventual acidente ou incidente. Para que um acidente ocorra, é necessário que uma série de fatores isolados se unam de maneira favorável para romper as defesas do sistema. As defesas não são intransponíveis. Existem brechas nas defesas que são consequências de decisões tomadas nos níveis mais elevados do sistema (alta chefia, diretoria, alta direção). Essas brechas permanecem latentes até que sejam ativadas por circunstâncias específicas, como erros humanos na operação. “As falhas ativas são ações ou omissões, incluindo erros e violações, que têm um efeito adverso imediato. As falhas ativas são vistas como atos inseguros e são geralmente associadas ao pessoal operacional (pilotos, controladores de tráfego aéreo, mecânicos de manutenção aeronáutica, etc.). As falhas ativas ocorrem em um contexto operacional que inclui as chamadas condições latentes. E o que são as condições latentes? Vamos entender melhor! As condições latentes são as condições presentes no sistema em um estado adormecido, bem antes da ocorrência de uma falha de segurança operacional, que se tornam evidentes por fatores desencadeantes específicos. Por conta de sua natureza, as condições latentes só têm a sua natureza nociva evidenciada após uma ocorrência de segurança operacional, e é a partir daí que elas são reconhecidas como sendo falhas. As condições latentes usualmente são ligadas ao pessoal da administração da empresa, isto é, aqueles que tomam decisão”². ____________________________ ² http://www.skybrary.aero/index.php/James_Reason_HF_Model ²https://sistemas.anac.gov.br/capacitacao/sgso-ead http://www.skybrary.aero/index.php/James_Reason_HF_Model https://sistemas.anac.gov.br/capacitacao/sgso-ead ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Regulamentação internacional A regulamentação é um conjunto de medidas legais ou regulamentares que regem um assunto³, assim temos na aviação vários regulamentos que devem ser conhecidas e seguidas. Anexo 6 al Convenio sobre Aviación Civil Internacional (Operación de Aeronaves) – trata de normas internacionais e práticas recomendadas para aeronaves. ◦ Manual de Instrucción sobre Fatores Humanos (Doc 9683, da OACI) I: Introduz os conceitos básicos de Fator Humano, segurança operacional, responsabilidade do piloto, condições admosfericas, fadigas, emergências. II: Aviões no geral (pessoas do solo/ terra, e a bordo de outra aeronave). III: Transporte comercial internacional e aviação geral de helicópteros. ◦ Human factors Guidelines for Air Traffic Management (ATM) Systems (Doc 9758), da OACI – orientações práticas para os painéis da ICAO e grupos de estudos sobre gerenciamento do tráfego aéreo, normas e práticas recomendadas. Fatores Humanos Segundo IS oo-010A “É um campo multidisciplinar voltado para otimizar o desempenho humano e reduzir o erro humano. Incorpora os métodos e princípios das ciências sociais e do comportamento, engenharia e fisiologia”. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Filosofia de CRM “Significa o conjunto de métodos, técnicas e objetivos que definem o CRM como um treinamento voltado para o desenvolvimento das habilidades não técnicas das equipes. A filosofia de CRM pressupõe que cada membro de equipe é falível e que os erros e as ameaças devem ser gerenciados pela equipe mediante uso de comunicação efetiva, checklists, procedimentos padrões, cooperação, monitoramento e crosschecks contínuos. A filosofia de CRM pressupõe que os níveis da alta gestão devem ser exemplos e difusores da cultura de segurança baseada no CRM, de forma a evitar erros de decisão que se constituam em falhas latentes na organização.” Ainda com a definição da IS00-010A Gerenciamento de Recursos de Equipes (CRM). “Significa a aplicação sistemática do conhecimento em fatores humanos, que visa aperfeiçoar a coordenação e a comunicação de equipes, promovendo operações seguras decorrentes do uso eficiente de todos os recursos disponíveis (humanos, materiais, tecnológicos e da informação). Nesta IS, a sigla CRM significa tanto o treinamento de cabine (crew) quanto corporativo (corporate)”. OBJETIVOS PÚBLICO ALVO • A importância do fator humano • Relacionamento interpessoal • A significação e a compreensão do fator humano • A cultura organizacional • Identificar a segurança operacional • Aperfeiçoamento do ambiente de trabalho dos tripulantes, ou da organização. • Pessoas envolvidas nas atividades aéreas • Tripulante e não tripulantes • Administração • Direção Tabela:1 www.eacon.com.br __________________________________ chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%2Fwww.anac.gov.br%2Fassuntos%2Flegislacao%2Flegislacao- 1%2Fiac-e-is%2Fis%2Fis-00-010%2F%40%40display-file%2Farquivo_norma%2FIS00-010A.pdf&clen=1071276&chunk=true ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Figura 3: www.eacon.com.br A importância para segurança: O treinamento de CRM é muito importante e necessário para todos principalmente para os envolvidos na aviação. Podemos ver isso através do CENIPA (Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), mais de 80 % dos acidentes são causados por falhas humanas. http://www.eacon.com.br/ ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Figura 4: mentalpilote.com (07/08/16) Cultura É tudo que o individuo adquiriu na sua vida em contato social e continua adquirindo ao longo de sua convivência. Essa convivência faz parte de um grupo especifico com costumes específicos que refletem diretamente a realidade social do individuo, por exemplo, a língua, religião, vestimenta, comida, etc. A cultura é uma práxis, não é apenas um fenômeno objetivo que deve aprender a humanidade, segundo Baumam a cultura se desconstrói para logo construir, ele deve colaborar um com outro ficando no fechamento do seu limite com cada colaborador. A ideia de cultura são idênticas e diferente, não é um maior que o outro. A cultura vem da natureza. Para Morin, cultura é uma forma unitária, metabólica, uma práxis e não prática (padronização), é como um espiral (metabólica), é um componente bio-psicológico ou psico-biológico e rejeita a uma universalidade, a cultura não é só individuo assim como também é o cosmo esocial. Cultura Organizacional A cultura das organizações esta composto por valores éticos, crenças, respeitos, princípios, politica interna de cada empresa. A cultura organizacional influencia cada membro do grupo da organização. A cultura organizacional é um conjunto de hábitos, normas a seguir dentro da empresa devem ser respeitadas os valores, a atitudes e as expectativas são compartilhadas com o grupo. Ética Ética é estabelecida através de princípios e normas de conduta individual que refletem a cultura de uma sociedade, valores às relações e princípios de realidade social. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Desenvolvimento de conceitos fundamentais Figura 5: eacon.com Comportamento Organizacional O comportamento é resultado do individuo que recebe um estimulo, e a organização um trabalho individual com a intenção de finalizar com um grupo. O comportamento organizacional é estudado há muito tempo com a intenção de investigar o que podem impactar na organização das empresas em geral, nas investigações são considerados alguns itens principais como o comportamento dos funcionários individualmente, em grupos, os hábitos, crenças, normas, valores, atitudes, as normas (das empresas, por exemplo), etc. Comunicação É um processo pela qual um transmissor envia por qualquer meio uma mensagem codificada para seu receptor que há decodifica, interpreta e sinaliza (responde). Comunicação Interpessoal A comunicação interpessoal é um processo social entre pelo menos duas pessoas que participam que se comunicam em processo pela qual a informação é trocada e entendida por elas, existem vários tipos de comunicação que o ser humano utiliza para transmitir suas mensagens elas podem ser verbal (aquela que é composta por ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS palavras, pode ser telefone, radio, tv), não verbal (pode ser através de gestos, mimicas, olhares), escritas (jornal, cartas, e-mail), etc. Barreiras na comunicação Existem vários fatores que podem ocasionar o mau entendimento da comunicação e restringir sua eficácia, esses filtros ou barreiras de escutas podem estar ligadas ao emissor, receptor ou ambos. Tecnologias: com defeito ou má qualidade do aparelho de transmissão Humana: emoção humana ao falar, voz, baixa, dificuldade para escutar, diferença de língua, cultura, fala muito rápido, dificuldade de compressão, hierarquia (às vezes afeta qualidade de comunicação). Física: muito barulho, distância, telefones tocando, ruído de maquinas, outras pessoas falando. Figura 6: eacon Informação É veiculada pelo processo de comunicação, mas nem todo que esta sendo informado necessariamente é comunicação. A informação é algo inovador, é uma noticia nova. Comunicação É uma transmissão de mensagem para seu receptor através de códigos. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Conflito: O conflito ocasiona “choque” entre grupos ou pessoas, conflito é muito normal que aconteça no ser humano, como as divergências de gostos, pensamentos, ideias que afetam a produtividade de uma empresa ou grupo. Consequência do conflito nunca será agradável, pois enfraquece a pessoa, empresa ou grupo. Figura 7: eacon Resiliência: é a capacidade do individuo voltar ao normal após um estado ou momento de adversidade, resiliência é superar obstáculos, resistir pressões ou situações complicadas. A resiliência é um aspecto psicológico onde o individuo tem habilidade de persistir momentos difíceis. Figura 8: Eacon Feedback: É uma palavra da língua inglesa que significa dar resultado a uma transmissão, responder uma pergunta pode ser positivo ou negativo. Traduzindo no português “retorno”. A prática do feedback no trabalho ou em um grupo é muito importante, traz resultado relevante, pois ajuda na melhoria de processamento das informações. Assertividade: é uma postura comportamental, vem do substantivo feminino que significa “assertivo”, neste caso o profissional é maduro, mais atento com sua decisão, no desenvolvimento emocional e sua autoestima deve estar bem centrado. A assertividade supõe-se que são expressões conscientes, e não pode ser confusas, devem ser bem esclarecidas, bem certas, sem medo e sem ansiedade, deve ser autoconfiante!. Critica e Auto- critica: O ser humano sente a necessidade de conhecer novas culturas, costumes, novas tendências e costumes vão surgindo as mudanças no decorrer do tempo, visando melhorar cada dia, o indivíduo busca conhecer-se e se possível melhorar o que ele acreditar estar errado. A auto crítica é a capacidade que o ser humano tem em se “criticar” e analisar seus atos, sua vida, corpo, etc. Briefing: é um conjunto de instruções para coletas de dados e de informações sobre tarefas a ser feita ou executadas antes de uma atividade, dentro de um grupo ou empresa, o briefing deve ser breve enfatizando apenas informações relevantes. Debriefing: reunião pós-trabalho, onde tem troca de informações para verificar os resultados do trabalho. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Consciência Situacional A consciência de trabalho leva a pessoa ou à equipe a reconhecer e organizar a situação que está o ambiente de trabalho para avaliar e implementar a segurança de trabalho. Por exemplo: “A consciência situacional que o piloto deve ter do voo implica em ser capaz de perceber o que está ao seu redor, julgar os aspectos para determinar a relevância das informações obtidas e manter uma projeção das situações subsequentes do voo atualizadas, tornando-o assim seguro. Diversos fatores estressantes, tanto eles físicos como psicológicos, influenciam na carga mental necessária para manter um nível de consciência situacional aceitável durante a operação de uma aeronave. Tais fatores podem também afetar os processos cognitivos, aumentando o estresse do tripulante e sua carga de trabalho.” Guilherme Pase Barrato, 2011 Figura 9: eacon.com.br ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Processo de tomada de decisão É um processo cognitivo para resolver problemas que surgem na empresa através de um plano estratégico. Um comportamento organizacional poderia ser uma forma de gerenciar tais problemas a fim de trazer uma solução. Figura 10: Baseado nos conceitos de Wagner III- 1999 (Hollenbeck Fatores que afetam a tomada de decisões: No nosso dia a dia temos muito fatores que podem afetar o processo decisório um dele pode ser o estresse, um estado de desconforto, é associado à carga de trabalho excessivo, a ansiedade, excitação emocional que leva ao medo, a raiva. Dentro do aeroporto tem barulhos com motores dos aviões, gentes falando etc. também as mudanças emocionais de cada pessoa como, por exemplo, mudanças de vida, casamentos, nascimentos. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Fadiga É uma consequência do estresse, uma sobrecarga, fadigas geralmente têm uma causa identificável à exaustão implacável, por outro lado, dura mais tempo, é profunda e não aliviada pelo descanso. É um estado quase constante de cansaço que se desenvolve ao longo do tempo e reduz a sua energia, motivação e concentração. A fadiga atinge a parte psicológica e emocional, é comum rastrear a depressão e outros sintomas sintoma de outras condições subjacentes que requerem tratamento médico. Alguns fatores que podem levar a fadiga: • Uso de álcool ou drogas • O excesso de atividade física • Jet lag (descompesação horaria) • A falta de sono • Medicamentos, como anti-histamínicos, medicamentos para a tosse • hábitos alimentares pouco saudáveis ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Figura 11: eacon.com.br Trabalhoem equipe ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS É o trabalho em equipe é um trabalho coletivo que cada membro sabe o que os outros estão fazendo, reconhecem a importância para o sucesso da empresa. Os interesses e objetivos são os mesmos, para ir além daquilo que foi pré- determinado. O trabalho em equipe é muito importante para uma organização baseada em confiança e produtividade, aprende-se a lidar com outro, possibilita trocar conhecimentos e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados. Figura 12: eacon.com.br Liderança É a arte de comandar, de ter seguidores, o líder sabe organizar seu grupo e resolver os problemas, o líder conduz seu grupo, sua equipe rumo ao sucesso, motivando-os de forma positiva. Não existe grupo sem líder. Tipos de líder: Existem vários tipos de líder em uma organização, podemos citar alguns: Líder executivo: aquele técnico, competitivo Líder coercitivo: coerção, reprimir, pressionar Líder distributivo: delegação de tarefa, controlador Líder educador: aquele que gosta de dividir conhecimentos, oportunidades Líder carismático/ inspirador: aquele que transmite confiança, aceitação, emoção, não precisa de dar ordem, eles se espelham pelo líder. Carisma. Líder laissez faire: provém do francês que significa “deixar de fazer”, é um tipo de líder que não se impõe aos liderados, dando liberdade ao grupo, muitas vezes grupo perde o respeito pelo seu líder devido a negligencia na liderança. ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Figura 13: eacon.com.br ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Conclusão O treinamento de fatores humanos ou CRM é importante e necessário para todos, principalmente para os que estão envolvidos na aviação. Pode-se ver através do CENIPA (Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), mais de 80 % dos acidentes são causados por falhas humanas. A partir daí embora exista outros modelos, os dois criados: modelos “Shell” e” Reason” é utilizado para estudo e análise e comportamento do ser humano. Uns dos exemplos é o CRM ou fatores humanos na questão de trabalho em grupo, objetivo aonde se pretende alcançar um meta.. Considerado o pensamento comportamentalista. A impulsividade é uma decisão tomada de forma emocional, como diz Morin (1997), entender o homem não é tão fácil, incertezas temos o tempo todo; a incerteza depende basicamente da forma como vemos a vida, como entenda a sua história. Assim, os dados demonstram um aumento na realização de pesquisas e divulgadas pelas autoridades responsáveis de acidentes aeronáuticos, a relação da psicologia na aviação e suas aplicações nas áreas mencionadas estão sendo de grande ajuda para conscientizar sobre os gerenciamentos e a tomada de decisões, principalmente na formação dos profissional, criando uma cultura de segurança operacional. Bibliografia ESCOLA DE AVIAÇÃO CONGONHAS Barrato. G. P. “CONSCIÊNCIA SITUACIONAL NO TREINAMENTO DE VOO POR INSTRUMENTOS INICIAL” (TCC) PR- 2011 MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo (SP): Cortez, 1997 CENIPA- Relatório final. Disponível em: http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/relatorios/relatorios-finais. Acesso dia 15 maio de 2016. Correa, C. R. P & junior, M. M. C. Contribuição para “Análise e classificação dos fatores humanos nos acidentes...”. Disponível em: http://sobanebrasil.org/adm/fotos/65af6af60f52e3c6638e88f72c44b865.pdf. Acesso dia 17 de maio de 2016 Franco, M. H. P. Contribuição para “Atendimento psicológico para emergências em aviação: a teoria revista na prática”. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v10n2/a03v10n2. Acesso no dia 15 de maio de 2016 Franco, M. H. P. Contribuição para “Atendimento psicológico para emergências em aviação: a teoria revista na prática”. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v10n2/a03v10n2 . Acesso dia 18 de abril de 2016 ICA-63-36. Contribuindo com atividade de fator humano e aspecto psicológico no gerenciamento de segurança. Disponível em: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HzoMbqJ49tUJ:publicacoes.decea.gov.br/downloa d.cfm%3Fd%3D4195+&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br. Acesso dia 18 de abril de 2016 http://www2.anac.gov.br/biblioteca/iac/IAC060_1002A.pdf http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/10105/trabalho-em-equipe-juntos-somos- muito-melhores-do-que-sozinhos#ixzz44uOsf7wN https://www.passeidireto.com/arquivo/2021824/automacao-de-cockpit-/3 http://www2.anac.gov.br/SGSO2/Semin%C3%A1rios/2013/FatorHumanoAvianca.pdf http://docslide.com.br/documents/apostila-fh-cms.html https://www.youtube.com/watch?v=Npxfcf0C5Ik https://www.youtube.com/watch?v=i0fBtu5Z-Gk https://www.youtube.com/watch?v=O7e9pODlXoI http://www.skybrary.aero/index.php/James_Reason_HF_Model https://www.passeidireto.com/arquivo/2021824/automacao-de-cockpit-/3 http://www.skybrary.aero/index.php/ICAO_SHELL_Model http://lcdgrupo.webnode.pt/lideran%C3%A7a/tipos%20de%20lideran%C3%A7a/liberal-ou-laissez- faire-/ http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/relatorios/relatorios-finais http://sobanebrasil.org/adm/fotos/65af6af60f52e3c6638e88f72c44b865.pdf http://www.scielo.br/pdf/epsic/v10n2/a03v10n2 http://www.scielo.br/pdf/epsic/v10n2/a03v10n2 http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HzoMbqJ49tUJ:publicacoes.decea.gov.br/download.cfm%3Fd%3D4195+&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:HzoMbqJ49tUJ:publicacoes.decea.gov.br/download.cfm%3Fd%3D4195+&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br http://www2.anac.gov.br/biblioteca/iac/IAC060_1002A.pdf http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/10105/trabalho-em-equipe-juntos-somos-muito-melhores-do-que-sozinhos#ixzz44uOsf7wN http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/10105/trabalho-em-equipe-juntos-somos-muito-melhores-do-que-sozinhos#ixzz44uOsf7wN https://www.passeidireto.com/arquivo/2021824/automacao-de-cockpit-/3 http://www2.anac.gov.br/SGSO2/Semin%C3%A1rios/2013/FatorHumanoAvianca.pdf http://docslide.com.br/documents/apostila-fh-cms.html https://www.youtube.com/watch?v=Npxfcf0C5Ik https://www.youtube.com/watch?v=i0fBtu5Z-Gk https://www.youtube.com/watch?v=O7e9pODlXoI http://www.skybrary.aero/index.php/James_Reason_HF_Model https://www.passeidireto.com/arquivo/2021824/automacao-de-cockpit-/3 http://www.skybrary.aero/index.php/ICAO_SHELL_Model http://lcdgrupo.webnode.pt/lideran%C3%A7a/tipos%20de%20lideran%C3%A7a/liberal-ou-laissez-faire-/ http://lcdgrupo.webnode.pt/lideran%C3%A7a/tipos%20de%20lideran%C3%A7a/liberal-ou-laissez-faire-/