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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 02 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 Maryluce Raiol - 04037044 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Avaliação Nutricional DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: Maryluce Santos dos Santos Raiol MATRÍCULA:04037044 CURSO: Nutrição POLO: Alcino Cacela PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Thifany Mendes TEMA DE AULA: NEONATOS E CRIANÇAS (0 a 9 anos 11 meses e 29 dias) RELATÓRIO: 1. Estabelecer o procedimento para avaliação antropométrica de neonatos e crianças. a) Utilização de balança pediátrica, estadiômetro e fita; Para pesar crianças menores de 2 anos, utiliza-se uma balança pediátrica, que acomoda a criança deitada ou sentada, com capacidade máxima de 16 kg. Crianças acima de 2 anos são pesadas em uma balança de plataforma, com postura ereta, sem calçados e utilizando roupas leves. A medição da estatura em crianças maiores de 2 anos é realizada com um estadiômetro, assegurando alinhamento da cabeça no plano de Frankfurt. A fita métrica é usada para medir perímetros corporais, como o perímetro cefálico, sem compressão dos tecidos para evitar distorções (Ministério da Saúde, 2019). b) Procedimentos para pesar e medir lactentes e crianças; Para lactentes e crianças menores de 2 anos, o peso é aferido em uma balança pediátrica, enquanto a estatura é mensurada deitada, em superfície plana e lisa, utilizando uma régua antropométrica. Crianças maiores de 2 anos são pesadas em balanças de plataforma e medidas em pé com um estadiômetro. A precisão requer postura adequada e a remoção de calçados durante a medição (Ministério da Saúde, 2019). c) Perímetro cefálico O perímetro cefálico é avaliado com uma fita métrica flexível, posicionada ao redor da cabeça, passando acima das sobrancelhas e orelhas, sem pressionar a pele. Esta medida reflete o crescimento cerebral e é recomendada até os 36 meses de idade, sendo essencial para detectar possíveis anomalias no desenvolvimento craniano (Ministério da Saúde, 2019). d) Índices antropométricos utilizados na avaliação de lactentes e crianças (IMC/I, P/I, P/E e E/I). Os índices antropométricos são ferramentas essenciais para avaliar o estado nutricional de lactentes e crianças: IMC/I (Índice de Massa Corporal para Idade): Calculado dividindo o peso em quilogramas pela altura ao quadrado em metros, avalia a adequação do peso em relação à altura, considerando a idade da criança. P/I (Peso para Idade): Compara o peso atual com padrões de referência, auxiliando na detecção de desnutrição ou sobrepeso. E/I (Estatura para Idade): Relaciona a estatura da criança ao padrão de referência, útil para identificar déficits no crescimento linear. P/E (Peso para Estatura): Avalia a relação entre peso e altura, sendo fundamental para diagnosticar desnutrição aguda ou obesidade (Ministério da Saúde, 2019). TEMA DE AULA: ADULTOS RELATÓRIO: 1. Estabelecer o procedimento para avaliação antropométrica de adultos. a) Utilização de balança e estadiômetro em adultos; A avaliação do peso em adultos deve ser realizada utilizando uma balança digital ou mecânica devidamente calibrada, garantindo precisão nos resultados. O indivíduo deve estar descalço, com roupas leves e posicionado de forma centralizada e ereta no equipamento. A altura é mensurada utilizando um estadiômetro fixo ou portátil, ajustando o plano horizontal de Frankfurt (linha imaginária que passa pelo meato auditivo e o bordo inferior da órbita ocular) para assegurar a postura correta. Este procedimento é fundamental para obter medidas confiáveis, que possibilitem o cálculo de indicadores como o Índice de Massa Corporal (IMC) (Brasil, 2011). b) Procedimentos para pesar e medir adultos; O peso deve ser aferido preferencialmente em jejum ou após o esvaziamento da bexiga. Durante a medição da altura, o adulto deve estar de pé, com os pés juntos, calcanhares tocando a base do estadiômetro, cabeça erguida e olhar alinhado ao plano de Frankfurt. Estes cuidados garantem maior precisão nas medições e minimizam erros nos cálculos subsequentes (Brasil, 2011). c) Circunferências As circunferências corporais, como cintura, quadril e braço, são medidas utilizando uma fita métrica inelástica. A circunferência da cintura deve ser aferida na linha média entre a última costela e a crista ilíaca, enquanto a circunferência do quadril é avaliada no ponto de maior proeminência das nádegas. Essas medições são úteis para identificar a distribuição da gordura corporal e avaliar os riscos metabólicos e cardiovasculares associados (WHO, 2008). d) Dobras cutâneas. A avaliação das dobras cutâneas é realizada com um adipômetro (compasso de dobras cutâneas) para estimar o percentual de gordura corporal. Os locais mais comuns de avaliação incluem as dobras tricipital, subescapular, supra-ilíaca e abdominal. As medições devem ser feitas em triplicata, seguindo protocolos padronizados, como os descritos por Jackson e Pollock, para minimizar variações e assegurar maior confiabilidade nos resultados (Heyward & Stolarczyk, 2000). e) Exame Físico O exame físico complementa a avaliação antropométrica, observando sinais clínicos que possam indicar alterações nutricionais. A inspeção da musculatura, pele, cabelos e unhas pode revelar sinais de deficiências nutricionais ou desidratação. Este exame é uma ferramenta importante para correlacionar os achados antropométricos com o estado geral de saúde do indivíduo (Gibson, 2005). Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para a avaliação antropométrica em serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. GIBSON, R. S. Principles of Nutritional Assessment. 2nd ed. New York: Oxford University Press, 2005. HEYWARD, V. H.; STOLARCZYK, L. M. Avaliação da Composição Corporal Aplicada. São Paulo: Manole, 2000. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Waist Circumference and Waist-Hip Ratio: Report of a WHO Expert Consultation. Geneva: WHO, 2008. RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS ENSINO DIGITAL RELATÓRIO 01 DATA: ______/______/______ RELATÓRIO DE PRÁTICA 02 Maryluce Raiol - 04037044 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Avaliação Nutricional DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: Maryluce Santos dos Santos Raiol MATRÍCULA:04037044 CURSO: Nutrição POLO: Alcino Cacela PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Thifany Mendes TEMA DE AULA: ADOLESCENTE RELATÓRIO: 1. Estabelecer o procedimento para avaliação antropométrica de adolescentes. a) Utilização de balança; Para a avaliação do peso de adolescentes, utiliza-se uma balança digital ou mecânica devidamente calibrada, posicionada em superfície plana. O adolescente deve estar descalço, vestindo roupas leves, e é preferível que a pesagem ocorra após o esvaziamento da bexiga, para garantir precisão nos resultados. A medida obtida é essencial para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), um indicador amplamente utilizado para avaliar o estado nutricional (Ministério da Saúde, 2011). b) Procedimentos para pesar e medir adolescentes; O peso deve ser aferido com o adolescente posicionado no centro da balança, em postura ereta e imóvel. A altura é medida com o auxílio de um estadiômetro, devendo o adolescente permanecer descalço, com os calcanhares unidos, corpo alinhado e cabeça ajustada ao plano de Frankfurt (linha entre o meato auditivo e o bordo inferior da órbita ocular). Essas medidas garantem a confiabilidade dos dados coletados, sendo fundamentais para o diagnóstico nutricional e de crescimento (Ministério da Saúde, 2011). c) Estágio de Tanner (Estágio de maturação sexual) O Estágio de Tanner é uma ferramenta que avalia a maturação sexual com base nas características sexuais secundárias, como o desenvolvimento mamário emmeninas, o aumento do volume testicular em meninos e o crescimento de pelos pubianos em ambos os sexos. Essa avaliação é dividida em cinco estágios, que ajudam a identificar o ritmo de desenvolvimento puberal. A análise deve ser conduzida por um profissional capacitado, pois pode influenciar a interpretação dos índices antropométricos ao refletir mudanças hormonais e de composição corporal típicas da adolescência (Tanner, 1962). d) Índices antropométricos utilizados na avaliação de adolescentes (IMC/I e E/I). Os índices antropométricos mais utilizados incluem o IMC/I (Índice de Massa Corporal para Idade) e o E/I (Estatura para Idade). O IMC/I é obtido dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em m²) e comparando o resultado com tabelas de referência para idade e sexo, possibilitando a identificação de sobrepeso, obesidade ou desnutrição. Já o E/I compara a altura do adolescente com os padrões esperados para sua idade, sendo útil para diagnosticar déficits de crescimento ou estatura acima do esperado (Ministério da Saúde, 2011; WHO, 2008). TEMA DE AULA: IDOSO RELATÓRIO: 1. Estabelecer o procedimento para avaliação antropométrica de idosos. a) Procedimento para estimativa de Peso e Altura do Idoso; Para estimar o peso e a altura de idosos, é importante considerar as limitações físicas e a presença de doenças crônicas, que podem afetar a capacidade de realizar medições diretas. Caso o idoso não consiga se pesar em uma balança padrão, o peso pode ser estimado com base em fórmulas matemáticas que consideram outras medidas, como a circunferência do braço e a altura. A altura também pode ser estimada, quando o idoso não pode ser medido diretamente devido a deformidades posturais, como a cifose. Uma abordagem comum é utilizar a equação de estimação de altura com base na medida da envergadura (distância entre as pontas dos dedos das mãos esticadas), com a premissa de que essa medida é proporcional à altura (Gibson, 2005). Caso seja possível medir diretamente a altura, o idoso deve estar em pé, com os pés juntos, calcanhares tocando a base do estadiômetro e a cabeça alinhada ao plano de Frankfurt (Brasil, 2011). b) Altura do Joelho e Circunferência de braço; A altura do joelho pode ser utilizada como uma alternativa para estimar a altura total do idoso, especialmente quando há dificuldades em medir a estatura devido a condições físicas. Para medir a altura do joelho, o idoso deve estar sentado com a perna flexionada em 90 graus, e a medida é feita do solo até a patela. Essa medida é útil para calcular a estimativa de altura em idosos com limitações posturais. Já a circunferência do braço, medida em torno do ponto médio entre o ombro e o cotovelo, é uma importante avaliação para monitorar a massa muscular e a perda de peso, especialmente em idosos com risco de desnutrição (WHO, 2008). c) Exame Físico O exame físico é crucial para complementar a avaliação antropométrica do idoso. Deve-se observar sinais de perda muscular, alterações na mobilidade articular e sinais de desidratação ou desnutrição, como a flacidez da pele e a diminuição da força muscular. A avaliação da mobilidade, incluindo a marcha e a postura, também é essencial, pois limitações físicas podem impactar diretamente as medições antropométricas. A avaliação do estado geral de saúde é necessária para fornecer uma interpretação contextualizada das medidas antropométricas e realizar o acompanhamento de possíveis complicações associadas ao envelhecimento, como sarcopenia e osteoporose (Gibson, 2005; Brasil, 2011). Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN: Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. GIBSON, Rosalind S. Principles of Nutritional Assessment. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2005. TANNER, James M. Growth at Adolescence. 2. ed. Oxford: Blackwell Scientific Publications, 1962. WHO. Physical status: The use and interpretation of anthropometry. Report of a WHO Expert Committee. Geneva: World Health Organization, 2008. image1.png image2.emf