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ANATOMIA Dividido em 4 lobos, e na face anterior temos o direito e esquerdo, na posterior temos o quadrado e caudado, e passa na posterior a veia cava que recebe as veias hepáticas direita, esquerda e média O lóbulo é constituído de um centro ocupado pela veia central (hepática ou centrolobular), circundado pelas colunas de hepatócitos, cujos limites são os espaços portais (chegada de sangue). Cada espaço portal é constituído de ductos biliares, um ramo da via porta, um ramo da artéria hepática e linfáticos. Uma unidade anatômica são vários espaços portais delimitando o cordão de hepatócito com uma veia central ao meio; o sangue chega pela veia portal e artéria hepática → sinusoides → veia central → veia hepática → veia cava. E o produto do metabolismo dos hepatócitos volta para o sangue ou a bile volta para os ductos biliares. Ácino – massa de hepatócitos ao redor de uma veia porta central, arteríola hepática e ducto biliar → unidade funcional; dividido em 3 zonas de acordo com o suprimento de sangue e quanto mais próximo ao espaço portal maior o suprimento. Depois que os hepatócitos captam o sangue produzem a bile e devolvem para os canículos que caem no colédoco. FUNÇÕES o Produção de bile o Metabolismo de gorduras (lipogênese) o Conversão de amônia (tóxica) em ureia o Desintoxicação do organismo o Síntese de fatores de coagulação (I, II, V, VII, IX, X, XII, XIII) – dependentes de vitamina K o Armazenamento de vitaminas, Fe (em excesso → hemocromatose) o Destruição de hemácias senescentes o Síntese e metabolismo de glicose, regulação da liberação de insulina, glucagon o Metaboliza hormônios masculinos e femininos – testosterona e estradiol o Síntese de albumina – importante para a osmolaridade do sangue o Síntese do angiotensinogênio o Síntese da ceruloplasmina – proteína de metabolismo do cobre o No primeiro trimestre de gestação é o principal produtor de eritrócitos INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA Aguda – destruição hepática reversível em dias ou semanas → se não tratada → cronificação → parênquima hepático fibrosado → insuficiência crônica por intensa lesão de hepatócitos → cirrose A perda de 80 a 90% e lesão → alterações, ou seja, com 20% o fígado ainda funciona. Causas o Hepatites virais – B, C ou D o Lesão hepática induzida por álcool o Esteatohepatite não alcóolica – fígado impregnado por gordura, falta de exercícios o Hepatite autoimune – sistema imune lesionando os hepatócitos (LES, colangite primária) o Lesão hepática induzida por medicamentos – amoxicilina, carbamazepina, anti-hipertensivos Isabel Santos o Desarranjos vasculares – insuficiência cardíaca direita → o sangue vindo da veia cava inferior que recebe as 3 veias hepáticas → AD → VD – se o coração está fraco terá retorno venoso até o fígado e causar insuficiência hepática. Síndrome de Budd-Chiari – obstrução de veias hepáticas por coágulos → causando represamento de sangue no parênquima hepático; e temos doenças relacionadas às síndromes mieloproliferativas (policitemia, mielofibrose), gravidez, uso de anticoncepcional o Desordens biliares Cirrose ou colangite biliar primária – doença autoimune que ataca ductos biliares → bilirrubina represada no fígado → lesão dos hepatócitos → insuficiência hepática que evolui para cirrose Fibrose cística ou mucoviscidose → enzima que regula as secreções glandulares é deficiente → ↑muco muito espesso → alterações pulmonares, pancreáticas e intestinais o Doenças metabólicas Doença de Wilson – deficiência de ceruloplasmina – enzima responsável pelo carreamento do cobre no corpo → a deficiência na produção causa deposição de cobre → depositando-se no fígado causa a insuficiência Hemocromatose – doença ligada ao metabolismo do Fe → mutação do gene que regula absorção de ferro na luz intestinal → ↑absorção → depósitos de ferro em qualquer local (pele e no fígado) Deficiência de alfa1antitripsina → enzima protetora de membrana (incluída no teste do pezinho) produzida no fígado → quando produzida de forma anormal → cirrose e enfisema (se deposita nos pulmões) CIRROSE E SUAS SEQUELAS Hipertensão portal – se tem um paciente com insuficiência evoluindo para cirrose, temos um fígado rígido e com cicatriz fibrosa → dificulta o sangue chegar pela veia porta devido a resistência aumentada no fígado → ↑pressão na veia porta → dilata a veia → sai o liquido para a cavidade abdominal → ascite → e o sangue retorna para a veia esplênica → esplenomegalia (sequestro de plaquetas →plaquetopenias); e o sangue pode voltar pelas veias gástricas → dilatação do vasos do estômago e esôfago → varizes; o retorno venoso aumentado da veia mesentérica inferior → varizes hemorroidárias; circulação colateral por retorno venoso para vasos superficiais o Circulação colateral o Hipoalbuminemia – começa a ter disfunção da osmolaridade sanguínea → líquido cai na cavidade o Coagulopatia (↓produção → sangramentos espontâneos) o Hiperamoniemia – acumulo de amônia (toxica) → não é convertida em ureia → pode evolui com confusão mental, fraqueza, sonolência, convulsão e coma o Icterícia o Desnutrição proteico calórica – má absorção de nutriente e perda de reservas de vitaminas hidrossolúveis e oligoelementos → perda da capacidade hepática de armazenamento o Colelitíase – deposição de cálculos biliares o Prurido – causado pela ↑bilirrubina → coceira o Alteração no metabolismo dos medicamentos o Insuficiência gonadal – homens com ginecomastia e mulheres com irregularidades menstruais e infertilidade HIPOALBUMINEMIA Quase sempre presente na cirrose. Não é um marcador perfeito de função hepática – tem indivíduo que pode ter, mas por deficiência nutricional, outros podem ser devido à perda urinária (síndrome nefrótica) → para ter certeza que o problema é hepático, precisa afastar problemas nutricionais e renais. Acarreta redução de pressão oncótica no plasma e edema – Alb 70% O sequestro de plaquetas no baço ocorrer porque com o refluxo de sangue para a veia esplênica → baço começa aficar túrgido → esplenomegalia → hiperfunção do baço destruindo plaquetas ESTIGMAS CLÁSSICOS DA INSUFICIÊNCIA o Eritema palmar (hiperestrogenemia e vasodilatação) – por desregulação de estrogênio, terá ↑resistência periférica o Aranhas vasculares – insuficiência crônica (hiperestrogenemia e VD) o Púrpuras ou equimoses (sugere coagulopatia) - ↓fatores de coagulação o Baqueteamento digital o Ginecomastia e atrofia testicular (hiperestrogenemia) o Fetor hepaticus – exala odores das substâncias que não foram metabolizadas - retorna para o sangue → pulmão; odores de sulfureto, acetona o Icterícia – escleras e pele o Circulação colateral tipo porta (cabeça de medusa) – o sangue volta para as veias superficiais para tentar chegar até a veia hepática pela via superficial no tórax e chegar a veia cava superior o Esplenomegalia o Hepatomegalia com fígado nodular na cirrose o Encefalopatia – acúmulo de substâncias tóxicas → bilirrubina, amônia o Edema de mmii por acúmulo de liquido nos terceiros espaços MARCADORES DE LESÃO HEPÁTICA TGO – normal = 5-20 UI → enzima presente também no coração, músculo esquelético, cérebro TGP – normal = 8-30 UI → presente no fígado – indica a necrose hepática As duas enzimas indicam necrose tecidual. Albumina sérica – produzida somente pelo hepatócito → normal = 3,5-4,5 g/dl → afastar outras causas como má absorção,deficiência nutricional e síndrome nefrótica Tempo de protrombina – é o principal para indicar função hepática, pois é produzida no fígado Bilirrubinas totais e frações – BT: BD + BI (