Prévia do material em texto
Medicina - 5º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa 25 de abr. de 2023 Insuficiência hepática OBS! Focar nas questões norteadoras no final - Situação em que o fígado não atende a necessidade do corpo - Funções do fígado: ● Metabolização de medicamentos ○ A perda dessa função leva à intoxicação ● Síntese de bilirrubinas e albuminas ○ Albumina é responsável pelo transporte de fármacos, hormônios e substâncias. ■ Pela pressão oncótica (que segura o líquido dentro do vaso) → uma insuficiência hepatica provocaria edemas, já que o liquido nao ficaria dentro do vaso → volume circulante efetivo fica pequeno → diminuição de DC → a não chegada de líquido no rim estimula a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona para reter líquido e sódio para aumentar o volume circulante → com isso o sódio e água também não conseguem ficar no vaso pela falta de albumina → aumenta o edema ○ O edema aumento de ADH → aumento do líquido circulante e com isso mais aumento do edema ○ Edema pode ser um sinal e um sintoma → é possível ver e o paciente pode relatar Anatomia hepática - Unidade funcional: Lóbulo hepático ● Hepatócitos em placas formadas pela superposição de apenas uma camada de células - Espaços laterais entre as placas: sinusóides hepáticos - Sinusóide hepático: camada única de células com parede fenestradas - células endoteliais e as células de Kupffer (fagocitária). - Célula Kupfer (sistema mononuclear fagocitário): defesa do organismo, hemocaterese, digestão da hemoglobina e liberação de bilirrubina OBS! Sangue chega sangue pela artéria hepática na pressão 120x80 mmHg 1 - A partir da veia hepática também chega sangue, mas em pressão menor que da artéria - Espaço de Disse: espaços entre as placas de hepatócitos e os sinusóides - Espaços-porta: cantos do polígono ● Vênula (ramo da porta) ● Arteríola (ramo da artéria hepática) ● Dúctulo biliar e vasos linfáticos - No centro de cada lóbulo hepático: vênula central (ou centrolobular) Função hepática - Situações que atrapalham o funcionamento do fígado por afetar estruturas anatômicas: DEPÓSITO: ● Esteatose hepática → depósito de gordura que provoca uma inflamação ○ Estima-se que 20 a 30% da população adulta tenha algum grau de esteatose hepática e, para piorar, 15% irão desenvolver um quadro mais sério de inflamação do fígado (hepatite), a esteato-hepatite ● Acúmulo de Cobre ● Acúmulo de ferro (hemocromatose) INFLAMAÇÃO: ● Hepatites B e C → levam a inflamação que modificam a citoarquitetura do fígado ○ O vírus pode destruir a célula por si só ou estimular o sistema imune que por sua reação exacerbada pode destruir a estrutura hepática ■ As células do fígado tentam se recuperar e com isso vai formando cicatrizes (fibrose) ● Doença autoimune (auto-anticorpos) → levam à inflamação ○ Hepatite autoimune → o corpo reconhece coisas normais como estranha e produzem substâncias para destruir (autoanticorpos) as células do fígado → são anticorpos contra a células do fígado e com isso vem várias células do sistema imune, ocorre fibrose e muda toda estrutura do fígado SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS: (substância externa hepatotóxica que provoca inflamação) ● Medicamentos → tóxico ● Álcool CAUSAS VASCULARES: ● Trombose ● Embolia → pode obstruir a artéria hepática e atrapalha o funcionamento ● ICC a direita → congestão hepática OBS! As causas vasculares podem levar a uma hepatopatia congestiva e essa pode levar a uma cirrose hepática → quando avançado NEOPLASIAS: ● Danifica a estrutura do hepatócito e compromete a produção e não metaboliza as substância → leva a: ○ Intoxicação por medicamentos ○ Produz menos albumina ○ Não metaboliza ○ Não produz bilirrubina = icterícia ○ Pode levar a encefalopatia hepática → acúmulo de amônia pela não metabolização ■ Desde a desorientação até o coma OBS! Cirrose → estado em que toda arquitetura do fígado está alterada - Hepatomegalia → é o aumento do fígado, pode ter várias causas SISTEMA IMUNE: ● Queda de imunidade que favorece a infecções ● Sai do intestino ou sangue e vai para a cavidade abdominal 2 - Hipertensão portal → geram vasos colaterais ● Varizes periumbilicais (cabeça de medusa) ● Varizes esofágicas → se romper tem hematêmese - Ascite → aumento do líquido dentro da cavidade abdominal ● Devido a falta de albumina e hipertensão portal ● Sinais: ○ Aumento do volume abdominal (não específico → pode ser por várias coisas) ○ Percussão: ■ Semicírculo de Skoda → vai fazendo a percussão, no local que tiver líquido é maciço e nos outros vai ser timpânico ■ Macicez móvel → deitar paciente de lado e o líquido vai escorrer, o lado que tiver o líquido vai ser maciço e o que não tiver vai estar timpânico ■ Piparote → positivo ocorre quando fazemos uma percussão no abdome do paciente e notamos a propagação de uma onda do líquido ali acumulado ● Se infectar chama: PBE (Peritonite Bacteriana Espontânea) → sai do intestino e vai para o abdome espontaneamente ○ Nesse caso ele vai ter queixa de dor abdominal ○ No exame físico acha ascite e tem abdome doloroso (DB positiva) ○ Para confirmação do diagnóstico faz parassintese = punção para a análise do líquido - Exames laboratoriais: ● TGO e TGP ● gama GT ● FA (fosfatase alcalina) ● Bb → bilirrubina ● Albumina → produzida no fígado ● tP/tPA ● Alfafetoproteína - Fígado: dois vasos aferentes ● Sangue arterial (artéria hepática) ● Sangue venoso (veia porta) 75% do fluxo → sangue oriundo de diversos órgãos, especialmente do mesentério, rico nas substâncias intestinais recém-absorvidas - Sangue arterial e venoso se misturam nos sinusóides e desembocam na veia centrolobular → veias supra hepáticas - Funções metabólicas e de defesa - Os hepatócitos recebem sua nutrição pelos sinusóides e secretam a bile nos canalículos biliares (fluxo retrógrado do centro para periferia > ducto biliar > ductos hepáticos) - Única fonte de albumina e de muitas outras proteínas, além dos fatores de coagulação - Principal fonte de glicose (glicogênio armazenado/gliconeogênese). ● Pode ocorrer tanto hipoglicemia (disf aguda) quando intolerância a glicose (crônicos) - Principal fonte de colesterol endógeno → sintetiza e capta o da dieta e armazena → destas reservas se origina o colesterol secretado na bile e no plasma (LDL) ● Colesterol → matéria prima dos hormônios esteróides → estrógeno e progesterona - Eliminação de substâncias tóxicas e ativação/inativação de vários medicamentos ● Transformação da amônia em uréia (metabolismo proteínas) - Metabolismo das bilirrubinas: ● Captação ● Conjugação ● Excreção (etapa mais afetada) - Hemograma: - O “hepatograma” é dividido entre as enzimas hepáticas e as provas de função hepática. ● As enzimas marcadoras de lesão: Transaminases (aminotransferases), como a ALT (TGP) e a AST (TGO). 3 ● Lesão hepatocelular (hepatite aguda): grande aumento das transaminases (5-20x) e pouco aumento da fosfatase alcalina e da gama-GT. ● Síndrome de colestase: pouco ou nenhum aumento das transaminases (2- 3x) e grande aumento da fosfatase alcalina e da gama-GT. - Provas de função hepática: - Medem o poder de síntese dos hepatócitos: ● Albumina ● Tempo de protrombina (INR) - Mede a função detoxificadora do fígado: ● Amônia sérica (11-32 μmol/L) - Funções principais: ● Eliminação de toxinas ● Coordenação do metabolismo ● Síntese de proteínas ● Metabolismo da bilirrubina ● Síntese dos ácidos biliares Cirrose Hepática - Processo patológico irreversível do parênquima hepático caracterizado por dois componentes: ● Fibrose hepática “em ponte”, com formação de shunts vasculares no interior dessas traves fibróticas (sangue passa do sistema porta para o cava sem contato com os sinusóides) ● Rearranjo da arquitetura lobular nos chamados nódulos de regeneração, desprovidos de comunicação com uma veia centrolobular. ○ A indução da fibrose ocorre com a ativação de células estreladas hepáticas, resultando na formação de maior quantidade de colágeno e outros componentes da matriz extracelular. - É a resposta comum do parênquima hepático a qualquer estímulolesivo persistente, representado geralmente por inflamação e necrose hepatocitária. - Independentemente da causa da cirrose, ocorre a fibrose → distorção arquitetônica com formação de nódulos regenerativos. - Isso resulta na diminuição da massa hepatocelular e, portanto, em sua função, assim como na alteração do fluxo sanguíneo. 4 - A indução da fibrose ocorre com a ativação de células estreladas hepáticas, resultando na formação de maior quantidade de colágeno e outros componentes da matriz extracelular. - Manifestações na hepatopatia ● Achado mais comum = fadiga ● Aguda (neuro cardiovasculares) x Crônica (“Estigmas hepáticos”). - As manifestações da cirrose decorrem de: ● Insuficiência hepatocelular ● Hipertensão portal ● Hiperestrogenismo-hipoandrogenismo ○ Hipoandrogenismo → telangiectasia, disfunção erétil, redução do tamanho dos testículos ○ Hiperestrogenismo → ginecomastia - Sinais do Complexo “Hiperestrogenismo-Hipoandrogenismo” (presente já nas fases iniciais da cirrose) ● Eritema palmar ● Telangiectasias (“aranhas vasculares”) ● Ginecomastia ● Atrofia testicular ● Perda da libido, disfunção erétil ● Rarefação de pelos (no homem os pelos assumem “padrão feminino”) - Sinais de Hipertensão portal ● Ascite ● Varizes de esôfago e fundo gástrico – sangramento digestivo ● Esplenomegalia congestiva – hiperesplenismo – trombocitopenia, leucopenia, anemia (pancitopenia) ○ Acúmulo de fibrose no fígado → aumenta hipertensão fígado → sangue desvia do sistema porta para a veia esplênica (baço) ○ Resultado do represamento da hipertensão portal ○ Atrapalha a função do baço em geral ● Circulação porta visível no abdome (“cabeça de medusa”) ● Síndrome de hipertensão-portopulmonar ○ Relacionado ao caminho alternativo que o sangue vai fazer ○ E também ao shunt → comunicação entre uma artéria e uma veia que ocorre no pulmão → sangue não passa pelos capilares para fazer a troca por oxigênio → resultando em Síndrome hepatopulmonar - Patogênese da Hipertensão portal: ● Aumento da pressão antes do sinusóide por esplenomegalia e circulação colateral ● No sinusóide ou após o sinusóide ocorre extravasamento de linfa e ascite ● Aumento da resistência vascular no sistema porta hepático ● Vários mecanismos podem aumentar a resistência hepática ● Por ser formada por ummecanismo que envolve aumento da pressão vascular, a ascite da HP é classicamente um Transudato (líquido pobre em proteínas) - Na cirrose: ● Fibrose hepática – destruição da arquitetura normal dos sinusóides - impedimento do fluxo normal de sangue pelo fígado. ● Redução na produção de óxido nítrico e aumento da vasoconstrição intrahepática. ● A vasodilatação da circulação esplâncnica provoca acúmulo de sangue e redução do volume circulante efetivo, o que é interpretado pelos rins como hipovolemia. ● A ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, retenção de sódio e água, aumento do volume plasmático, extravasamento para o líquido ascítico. 5 - Ascite na cirrose: - Ascite → “askites” (“saco”) ● Aumento do volume abdominal decorrente do acúmulo de líquido livre, fora das vísceras. ● Origem: ○ Hipertensão Portal ○ Doença do Peritônio - Abdômen ascítico e com circulação colateral: - Um dos achados clínicos é a icterícia: - Causas de ascite: ● A cirrose é responsável por 84% dos casos de ascite ● Ascite cardíaca, carcinomatose peritoneal e os casos “mistos” resultantes de cirrose e uma segunda patologia respondem por 10 a 15% dos casos. ● Entre as causas menos comuns de ascite estão metástase hepática maciça, infecção (tuberculose, infecção por Chlamydia, E. coli, amebíase visceral, brucelose, abscessos), pancreatite e doença renal (síndrome nefrótica). ● Entre as causas raras de ascite estão hipotireoidismo e febre familiar do Mediterrâneo 6 - Exame físico na ascite: ● Sinal do piparote (Morgani) ● Macicez de decúbito ● Semicírculos de Skoda ● Toque retal e sinal da poça (+ precoces) → sentir que tem líquido pelo toque retal, porém tem outros sinais menos constrangedores e mais fáceis - Varizes de esôfago (endoscopia digestiva alta) OBS! Pode romper e ter hematêmese OBS! Na última imagem, quando está vermelho quer dizer que rompeu ou que está prestes a romper - Sinais de Insuficiência Hepatocelular Descompensada (estágio muito avançado) ● Icterícia ● Encefalopatia hepática ● Coagulopatia ● Hipoalbuminemia – anasarca ● Desnutrição ● Imunodepressão ● Síndromes hepatorrenal e hepatopulmonar - Complicações da insuficiência hepatocelular ● Encefalopatia Hepática ● Síndrome Hepatorrenal ● Complicações Pulmonares ● Desnutrição ● Coagulopatia ● Anormalidades hematológicas ● Doença Óssea ● Hepatocarcinoma 7 Ilustrações - Cirrose - Última imagem: Nódulo de regeneração → tenta recuperar, mas fica ilhado pela fibrose 8 Causas da cirrose OBS! Cirrose criptogênica → quando não se sabe a causa (idiopática) - A ingestão de álcool: ● Maior causa de disfunção hepática e cirrose ● Álcool se transforma em acetaldeído e acetato o qual promove alterações metabólicas (aumento de triglicerídeos) e tóxico-lesivas às células (altamente oxidativo às membranas dos hepatócitos) ● Ativação das células de Kupffer ● Aumento de citocinas ● Ativação de células estreladas ● Aumento da matriz de colágeno e tecido conectivo ● Fígado com aspecto cicatricial diminui de tamanho e função. 9 - Manifestações clínicas na Cirrose: ● Hemorragia digestiva alta ou baixa ● Ascite ● Hepatomegalia e/ou esplenomegalia ● Detecção de estigmas periféricos de insuficiência hepatocelular crônica ● Assintomático, achado acidental de exames ○ O indivíduo é assintomático por longos anos → bastante tempo para ver o diagnóstico e atuar de forma efetiva, mas ruim pois muitos pacientes não chegam até o médico ○ O fígado tem que estar mais de 80% acometido para causar sintomas ● Sinais incipientes ou manifestos de encefalopatia hepática ● “Estigmas hepáticos” ● Hipoandrogenismo (queda da libido, impotência masculina, atrofia testicular, redução da massa muscular (atrofia dos interósseos) e rarefação de pelos ● Hiperestrogenismo (alt vasculares e ginecomastia) ● Baqueteamento digital ○ Relacionado a hipoxemia crônica de extremidade, a doença cardíaca cianogênica e a parte hepática (abertura de shunts) ● Hepatopatia alcoólica: intumescimento de parótidas e a contratura palmar de Dupuytren (contração da musculatura da mão, em que o indivíduo não consegue esticar a mão) OBS! Sangue que vem do estômago = hematêmese → sangue vemmais escuros (digerido), com restos alimentares e precedido de náuseas - Sangue do pulmão = hemoptise → sangue vivo, com bolhas de ar e é precedido de tosse OBS! Síndrome hepatorrenal → hepatopata que descompensa evolui com insuficiência renal → diminui volume circulante efetivo → diminui irrigação renal → ativa sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona → piora o quadro todo (principalmente ascite) - Eritema palmar → é periférico nas palmas das mãos com palidez central ● Relacionado com o desbalanço dos vasodilatadores ● Essa mão também apresenta icterícia 10 - Angioma aracneiforme → ocorre por congestão do sistema venoso e influencia a ingurgitação das arteríolas retrogradamente (são telangiectasias) - Laboratório: ● TGO e TGP (destruição do fígado), gama GT e FAL - fosfatase alcalina - elevadas/normais ● Hipoalbuminemia ○ Albumina tem vida média de 20 dias no sangue ● Hiponatremia (marcador mau prognóstico > aumento ADH) ● Anemia multifatorial (carencial, sangramento TGI, supressão da MO por álcool/vírus, hepatoespleno) ● Pancitopenia - diminuição das células sanguíneas ● Alteração da coagulação ● Trombopatia não melhora com vitamina K ● Aumento da Bilirrubina Direta ● Perfil viral B, C → hepatite OBS! Fatores de coagulação dura cerca de 24-48 horas de duração - Hepatite fulminante → é muito rápido, então não encontra paciente edemaciado. ● Paciente se encontra cheio de hematomas, pois fatores de coagulação dura de 24 a 48 horas. ● TGO e TGP altas demais → pois marca a lesão celular OBS! Para fins de transplante e avaliaçãode risco, considera-se um quadro descompensado a partir da classe B (Child > 7) - Tempo de protrombina, quanto mais alterado, maior tempo de coagulação - Outro escore funcional adotado para a doença hepática é o MELD (Model for End-Stage Liver Disease), mais simples e commelhor capacidade de prever a sobrevida dos hepatopatas - Exames de imagem: ● (1) avaliar as alterações morfológicas da doença; ● (2) avaliar a vascularização hepática e extra-hepática; ● (3) detectar e estimar os efeitos da hipertensão portal; ● (4) identificar tumores hepáticos, diferenciando o Carcinoma Hepatocelular (CHC) de outros tipos de tumor. 11 - Alterações mais frequentes: ● Nodularidade da superfície hepática ● Heterogeneidade do parênquima hepático ● Alargamento da porta hepatis e da fissura interlobar ● Redução volumétrica do lobo hepático direito e do segmento médio do lobo hepático esquerdo ● Aumento volumétrico do lobo caudado e do segmento lateral do lobo hepático esquerdo ● Identificação de nódulos regenerativos - Característica do fígado Normal: ● Macio ● Bordas lisas e finas - Característica a palpação do fígado cirrotico: ● Duro ● Bordos rombo → indica desestruturação - Etiologia: ● Vírus Hepatotrópicos ● Álcool ● Drogas ● Hepatopatias Autoimunes ● Doenças Metabólicas ● Hepatopatias Colestáticas ● Doenças da Infância ● Cirrose Criptogênica (Idiopática) ● Outros: deficiência de alfa-1-antitripsina, cirrose cardíaca, galactosemia, tirosinemia, fibrose cística, atresia congênita das vias biliares, cistos de colédoco, etc. - Tratamento: ● Terapia anti-fibrótica ● Terapia nutricional ● Tratamento específico da causa ● Tratamento das complicações da cirrose ● Transplante hepático Encefalopatia hepática ● Classificação por gravidade: ○ Mínima / Graus I, II, III e IV. OBS! Flapping → quando você joga a mão para trás e ela volta ao normal tremendo = sinal de encefalopatia hepática ● Precipitantes 12 - Tratamento: ● Eliminar precipitantes ● Não fazer restrição proteica – substituir fonte animal / repor BCAA. ● Medicamentosa: Lactulose – associada ou não à rifaximina. Síndrome hepatorrenal - Patogênese: ● Vasodilatação esplâncnica (fígado) ● Vasoconstrição renal exacerbada - Diagnóstico: ● Hepatopatia aguda ou crônica com insuficiência hepática avançada e hipertensão portal. ● Creatinina elevada que não melhora com reposição de albumina e remoção de diuréticos. ● Parênquima preservado (sem causa pré-renal, renal intrínseca ou pós-renal aparente) - Tratamento: ● Albumina + vasoconstrictor (terlipressina, octreotide, midodrine) ● Transplante hepático Causas de cirrose: Doença hepática Alcoólica - Uma das principais etiologias de cirrose no mundo (nos EUA, é a n° 1). - Três tipos de lesão no fígado: ● (1) esteatose assintomática (“fígado gorduroso”) ● (2) esteato-hepatite aguda (“hepatite alcoólica”) ● (3) cirrose alcoólica - A maioria desenvolve esteatose, mas somente uma pequena fração evolui com hepatite alcoólica que, quando persistente ou recorrente, pode levar à cirrose. - Principal determinante do surgimento de cirrose: quantidade de álcool. ● Em homens > 80 g/dia por +10 anos ● Nas mulheres > 30-40 g/dia por +10 anos - Local: região central (perivenular) do lóbulo hepático (zona 3) OBS! No início da esteatose hepática ver TGO e TGP que mostra o dano celular, pois as outras enzimas mostra a alteração na função do fígado (depois de 80% danificado que tem sintomas) 13 Causas de cirrose: Esteato Hepatite Não Alcoólica - A doença hepática gordurosa não alcoólica é a hepatopatia crônica mais comum do mundo! - Causas associadas: ● Síndrome metabólica ● Desnutrição proteico-calórica (acúmulo de ácido graxos no fígado) ● Cirurgias para obesidade mórbida mal-absortivas puras (intoxicação por LPS) ● Perda ponderal rápida (acúmulo de ácido graxos no fígado) ● Nutrição parenteral total (gordura infundida > capacidade de metabolização) ● Drogas (Corticoide, TARV, nifedipina, cloroquina, etc) ● Intoxicação ● Gravidez FISIOPATOLOGIA: ● (1) Acúmulo de gordura dentro da célula ● (2) Desenvolvimento de inflamação (ácidos graxos são inflamatórios) - AP: comprometimento predomina nas regiões perivenulares (centrolobulares). Causas de Cirrose: Hepatite Autoimune - Típica de mulheres jovens - Achados: ● Hipergamaglobulinemia e positividade certos marcadores sorológicos (FAN e anti músculo liso) - (Hepatite autoimune tipo 1 – forma mais comum da doença) ● Anti-LKM (HAI tipo 2 – variante que predomina em crianças) ● Anti-SLA (HAI tipo 3 – forma mais agressiva). - Manifestações extra-hepáticas de autoimunidade também podem ocorrer - Costuma responder ao tratamento imunossupressor com glicocorticoide e azatioprina. - Na ausência de tratamento e nos não respondedores, a evolução para cirrose/falência hepática costuma ser a regra. Causas de cirrose: Colangite Biliar primária - Mulheres, 40 a 50 anos - Hepatopatia autoimune crônica caracterizada pela destruição seletiva dos pequenos ductos biliares intra-hepáticos - QC: colestase intra-hepática progressiva - Pode ser diagnosticada por acaso quando da demonstração de níveis séricos elevados de fosfatase alcalina em indivíduos assintomáticos. - Marcador sorológico específico: autoanticorpo anti-mitocôndria - Predisposição genética, e múltiplos fatores ambientais já se mostraram capazes de deflagrar o início da doença - Pode ser associar a outras doenças autoimunes - O prognóstico não é bom na ausência do tratamento - Tratamento: ácido ursodesoxicólico Outras causas de Cirrose - Doença de Wilson (uma rara doença hereditária, o fígado não excreta o excesso de cobre na bile, como faz normalmente, resultando em um acúmulo de cobre) - Hemocromatose: ● Indivíduos que têm importante absorção de ferro pode acumular ao longo do tempo ○ Exemplos: homem perde menos ferro que a mulher → mulher perde na menstruação 14 - Hepatite medicamentos OBS! Paracetamol → pode levar a hepatite aguda, acima de 15 gramas - Usuário crônico de paracetamol → na evolução pode ter indícios de dano hepático pela medicação (ver pelo TGO e TGP) Tomografia Tomografia computadorizada (TC) de um paciente com fígado nodular cirrótico (seta branca), esplenomegalia (seta amarela) e ascite (pontas de seta). Laboratório na Insuficiência Hepática - Alanina aminotransferase (ALT) - TGP - Aspartato aminotransferase (AST) - TGO - Fosfatase alcalina (FAL) - Gama-glutamil transpeptidase (GGT) - Alfafetoproteína (AFP) - Bilirrubina - Desidrogenase láctica (LDH) - é uma enzima que catalisa a conversão de lactato a piruvato e é liberada em quadros de injúria tissular. ● Portanto a elevação dos níveis de desidrogenase lática ocorre, por exemplo, em neoplasias, hipóxia, cardiopatias, inflamações, hipotireoidismo, hepatites, pancreatite e obstrução intestinal. - 5'-nucleotidase - Enzima 5 Nucleotidase é encontrada emmaior concentração no fígado, mas também nos rins e no sêmen. ● É uma enzima presente nas vias biliares, auxilia no diagnóstico de doenças hepatobiliares como: cirrose biliar primária, obstrução das vias biliares, câncer e infecções das vias biliares. - Tempo de protrombina - Albumina Questões Norteadoras - Quais as principais causas de insuficiência hepática? ● Depósito → gordura, cobre e ferro ● inflamação → hepatite C e autoimune ● Substâncias química → medicamentos e álcool ● Cardiovasculares → embolia, trombose e ICC direita ● Neoplasia 15 - Quais os principais sintomas da insuficiência hepática? - Sintomas ● assintomático, só produz sintoma quando temmais de 80% de comprometimento ● Hemorragia digestiva alta ou baixa ● Ascite ● Hepatomegalia e/ou esplenomegalia ● Detecção de estigmas periféricos de insuficiência hepatocelular crônica ● Assintomático, achado acidental de exames ● Sinais incipientes ou manifestos de encefalopatia hepática ● Hipoandrogenismo (queda da libido, impotência masculina, atrofia testicular, redução da massa muscular (atrofia dos interósseos) e rarefação de pelos) ● Hiperestrogenismo (alt vasculares e ginecomastia) ● Baqueteamento digital○ Relacionado a hipoxemia crônica de extremidade, a doença cardíaca cianogênica e a parte hepática (abertura de shunts) ● Hepatopatia alcoólica ● angioma aracneiforme → telangiectasia - Sinais de Insuficiência Hepatocelular Descompensada (estágio muito avançado) ● Icterícia ● Encefalopatia hepática ● Coagulopatia ● Hipoalbuminemia – anasarca ● Desnutrição ● Imunodepressão ● Síndromes hepatorrenal e hepatopulmonar - Complicações da insuficiência hepatocelular ● Encefalopatia Hepática ● Síndrome Hepatorrenal ● Complicações Pulmonares ● Desnutrição ● Coagulopatia ● Anormalidades hematológicas ● Doença Óssea ● Hepatocarcinoma - Quais as alterações que espera-se encontrar em um paciente com insuficiência hepática? ● Eritema palmar ● Telangiectasias (“aranhas vasculares”) ● Ginecomastia ● Atrofia testicular ● Perda da libido, disfunção erétil ● Rarefação de pelos (no homem os pelos assumem “padrão feminino”) ● ictericia, ascite, ginecomastia, varizes esofagica, cabeça de medusa - Quais as principais alterações laboratoriais? - Hemograma: ● Alanina aminotransferase (ALT) - TGP ● Aspartato aminotransferase (AST) - TGO ● Fosfatase alcalina (FAL) ● Gama-glutamil transpeptidase (GGT) ● Alfafetoproteína (AFP) ● Bilirrubina ● Desidrogenase láctica (LDH) é uma enzima que cataliza a conversão de lactato a piruvato e é liberada em quadros de injúria tissular. Portanto a elevação dos níveis de desidrogenase lática 16 ocorre, por exemplo, em neoplasias, hipóxia, cardiopatias, inflamações, hipotireoidismo, hepatites, pancreatite e obstrução intestinal. ● 5'-nucleotidase - Enzima 5 Nucleotidase é encontrada emmaior concentração no fígado, mas também nos rins e no sêmen. É uma enzima presente nas vias biliares, auxilia no diagnóstico de doenças hepatobiliares como: cirrose biliar primária, obstrução das vias biliares, câncer e infeções das vias biliares. ● Tempo de protrombina ● Albumina - O “hepatograma” é dividido entre as enzimas hepáticas e as provas de função hepática. ● As enzimas marcadoras de lesão: Transaminases (aminotransferases), como a ALT (TGP) e a AST (TGO). ● Lesão hepatocelular (hepatite aguda): grande aumento das transaminases (5-20x) e pouco aumento da fosfatase alcalina e da gama-GT. ● Síndrome de colestase: pouco ou nenhum aumento das transaminases (2- 3x) e grande aumento da fosfatase alcalina e da gama-GT. - Provas de função hepática: - Medem o poder de síntese dos hepatócitos: ● Albumina ● Tempo de protrombina (INR) - Mede a função detoxificadora do fígado: ● Amônia sérica (11-32 μmol/L) - Funções principais: ● Eliminação de toxinas ● Coordenação do metabolismo ● Síntese de proteínas ● Metabolismo da bilirrubina ● Síntese de ácidos biliares 17