Prévia do material em texto
EIA Estudo de Impacto Ambiental Complexo Eólico Itarema - Fase 4 TOMO A Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 1 de 135 SUMÁRIO – TOMO A 1. APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................... 5 1.1 Identificação do Empreendimento................................................................................ 5 1.2 Identificação do Empreendedor .................................................................................... 5 1.3 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental ................................... 5 1.4 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental ................................................. 7 2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO .......................................................................... 9 2.1 OBJETIVOS ..................................................................................................................... 9 2.1.1 Objetivos Específicos ............................................................................................. 9 2.2 JUSTIFICATIVAS.............................................................................................................. 9 2.3 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ....................................................................... 10 2.3.1 Coordenada dos Vértices .................................................................................... 13 2.4 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................................................... 23 2.4.1 Elementos Constituintes e Características Técnicas ........................................... 24 2.4.1.1 Aerogeradores ................................................................................................. 26 2.4.1.2 Rede de Distribuição Interna de Média Tensão (RMT) ................................... 28 2.4.1.3 Subestação de Energia (SE) ............................................................................. 28 2.4.1.4 Linha de Transmissão (LT) ............................................................................... 29 2.4.1.5 Bay de Conexão ............................................................................................... 30 2.4.2 Aspectos e Técnicas Construtivas ....................................................................... 30 2.4.2.1 Aquisição de Materiais e Equipamentos, Contratação de Mão de Obra e Mobilização ..................................................................................................................... 31 2.4.2.2 Supressão de Vegetação ................................................................................. 31 2.4.2.3 Abertura e adequação de acessos .................................................................. 31 2.4.2.4 Instalação do Canteiro de Obras e Áreas de Apoio ......................................... 32 2.4.2.5 Terraplanagem ................................................................................................ 33 2.4.2.6 Fundação dos Aerogeradores ......................................................................... 34 2.4.2.7 Montagem das Torres dos Aerogeradores...................................................... 35 2.4.2.8 Montagem do Gerador e Instalação das Pás .................................................. 35 2.4.2.9 Instalação da Rede de Média Tensão .............................................................. 36 2.4.2.10 Instalação da Subestação Itarema 4 e Bay de conexão da SE Acaraú III ..... 36 2.4.2.11 Instalação da Linha de Transmissão ............................................................ 36 2.4.2.12 Comissionamento e Testes pré-operacionais ............................................. 38 2.4.2.13 Desmobilização das Obras e Recuperação de Áreas Degradadas ............... 38 2.4.3 Cronograma de Instalação .................................................................................. 39 2.4.4 Recursos Utilizados ............................................................................................. 41 2.4.4.1 Materiais de Construção Civil .......................................................................... 41 2.4.4.2 Mão de Obra ................................................................................................... 41 2.4.4.3 Fornecimento de Energia ................................................................................ 44 2.4.5 Layout .................................................................................................................. 44 2.4.6 Infraestrutura do Canteiro de Obras ................................................................... 44 2.4.7 Vias de Circulação e Acessos ............................................................................... 46 2.4.7.1 Métodos de desmatamento, destocamento e limpeza para terraplenagem de vias internas .................................................................................................................... 47 2.4.8 Supressão Vegetal ............................................................................................... 47 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 2 de 135 2.4.9 Infraestrutura de Abastecimento ........................................................................ 48 2.4.10 Emissão Sonora ................................................................................................... 49 2.4.11 Resíduos Sólidos .................................................................................................. 52 2.4.12 Rotinas Operacionais, de Manutenção e Segurança ........................................... 56 3. ESTUDO DE ALTERNATIVAS LOCACIONAIS E TECNOLÓGICAS ............................................. 57 3.1 Alternativas Tecnológicas ............................................................................................ 57 3.2 Identificação do Empreendimento.............................................................................. 59 3.3 Identificação do Empreendedor .................................................................................. 59 3.4 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental ................................. 59 3.5 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental ............................................... 61 3.6 Alternativas Locacionais .............................................................................................. 63 4. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL............................................................................................... 81 4.1 Marcos Legais .............................................................................................................. 81 4.2 Cálculo do Valor da Compensação Ambiental ............................................................ 82 5. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ................................................................. 86 5.1 Área Diretamente Afetada (ADA) ................................................................................ 87 5.2 Área de Influência Direta (AID) ................................................................................... 87 5.2.1 Área Influência Direta (AID) dos Meios Físico e Biótico ...................................... 87 5.2.2 Área de Influência Direta (AID) do Meio Socioeconômico .................................. 87 5.3 Área de Influência Indireta (AII) .................................................................................. 88 5.3.1 Área Influência Indireta (AII) dos Meios Físico e Biótico ..................................... 88 5.3.2 Área de Influência Indireta (AII) do Meio Socioeconômico ................................ 90 6. PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS ............................................................................... 94 6.1 Planos esão as últimas etapas da fase de instalação do empreendimento. No comissionamento são realizadas inspeções dos componentes dos Aerogeradores, Redes de Média Tensão, Linha de Transmissão e Subestações, buscando identificar não conformidades ambientais, assim como desvios que possam causar danos à população vizinha e potenciais danos ao funcionamento do empreendimento. Assim, são realizadas inspeções, por exemplo, nas áreas de vegetação remanescentes; vãos livres de segurança, verticais e laterais, entre árvores e a LT; proteção contra erosão; reaterro das bases das estruturas; condição dos corpos de água e recuperação das áreas degradadas. Depois da verificar e sanar todas as falhas que porventura podem ser observadas durante o comissionamento, são iniciados os Testes pré-operacionais, onde é realizada a energização dos Aerogeradores, LT e SEs para realizar a inspeção dos equipamentos elétricos, tais como os gerador e motor do rotor, pás, cabeamento, transformadores, cadeias de isoladores, etc. 2.4.2.13 Desmobilização das Obras e Recuperação de Áreas Degradadas As áreas destinadas somente para atividades do processo construtivo do empreendimento, tais como canteiros de obra, áreas de estocagem e acessos provisórios serão desmobilizadas de acordo com a finalização das atividades de implantação dos parques eólicos, linha de transmissão e subestação. Para isso, será realizado o desmonte das estruturas provisórias, do sistema de esgotamento e a coleta e destinação adequadas dos resíduos sólidos. Além disso, será realizada a recuperação dessas áreas para o seu estado inicial e as atividades associadas serão detalhadas no Programa de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD) deste empreendimento. Sobre a mão de obra, está prevista a desmobilização gradual da mesma, de acordo com a evolução das obras. Todos as diretrizes e direitos trabalhistas previstos pela legislação vigente serão obedecidos, tanto na mobilização quanto na desmobilização dos trabalhadores. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 39 de 135 2.4.3 Cronograma de Instalação O período previsto para a instalação do empreendimento é de 18 meses, conforme apresentado no Cronograma de Instalação do Projeto (Quadro 2-16). Vale ressaltar que é uma previsão e pode sofrer alterações conforme o andamento do projeto. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 40 de 135 Quadro 2-16 – Cronograma de Instalação do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 Atividades Meses 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Obtenção da Licença Ambiental - Licença de Instalação Supressão Vegetal Implantação de Acesso Internos Escavação das Fundações Concretagem das Fundações Implantação da Rede de Média Tensão Montagem dos Aerogeradores Comissionamento (Operação e Teste) Operação Comercial Fonte: Sólida, 2019. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 41 de 135 2.4.4 Recursos Utilizados 2.4.4.1 Materiais de Construção Civil O fornecimento de insumos para a construção do Complexo é dividido em específicos e gerais. Os insumos específicos possuem um número limitado de fornecedores e serão escolhidos com base em análises técnico-econômicas. Os insumos gerais para construção serão adquiridos preferencialmente através de fornecedores parceiros e devidamente licenciados ou por áreas de empréstimos devidamente licenciadas (Sólida, 2019). Vale destacar que a compra de insumos básicos deverá ser, na medida do possível, efetuada nas localidades situadas próximo ao empreendimento, objetivando contribuir ao máximo com elevação dos parâmetros socioeconômicos locais. Caso seja necessário, serão utilizadas áreas de empréstimos devidamente licenciadas ou o material será fornecido por empresa que possua licenciamento (Sólida, 2019). 2.4.4.2 Mão de Obra A mão-de-obra a ser utilizada na fase de implantação do Complexo compreenderá profissionais da área de gestão de projetos, gerência do obra, profissionais em engenharia civil, engenharia elétrica, topografia, segurança do trabalho, trabalhos gerais em construção, etc. A seleção dos trabalhadores priorizará a mão-de-obra com experiência na construção de parques eólicos existentes na região ou voltada ao setor de construção civil na área de influência funcional do empreendimento, dando-se prioridade aos que residam nos núcleos populacionais mais próximos ao projeto de implantação. Esta ação será realizada pela construtora contratada, entretanto, o empreendedor exigirá às empresas contratadas a obedecer toda a legislação trabalhista garantindo aos trabalhadores todos os benefícios e direitos previstos em lei. O empreendimento está previsto para ser construído durante um período de 18 (dezoito) meses. Estima-se que ao longo desses 18 meses, a quantidade de funcionários trabalhando na construção atinja o pico de 270 colaboradores no oitavo e no nono mês de obras, conforme disposto na Figura 2-8 e no Quadro 2-17. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 42 de 135 Figura 2-8 – Histograma de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Adaptado de Sólida, 2019). 0 50 100 150 200 250 300 mês 1 mês 2 mês 3 mês 4 mês 5 mês 6 mês 7 mês 8 mês 9 mês 10 mês 11 mês 12 mês 13 mês 14 mês 15 mês 16 mês 17 mês 18 Obras Civis Obras Elétricas Montagem dos Aerogeradores Outros Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 43 de 135 Quadro 2-17 – Quantidade de trabalhadores de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Atividades Mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Obras Civis 0 55 70 105 110 120 140 150 145 140 120 110 100 60 40 30 20 5 Obras Elétricas 0 0 0 0 35 45 60 75 80 80 80 80 75 70 60 50 25 20 Montagem dos Aerogeradores 0 0 0 0 0 10 20 40 40 40 40 40 35 35 35 20 10 0 Outros 10 10 10 10 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 Total 10 65 80 115 150 180 225 270 270 265 245 235 215 170 140 105 60 30 Fonte: Sólida, 2019. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 2.4.4.3 Fornecimento de Energia 2.4.4.3.1 Gerador de Energia O fornecimento de energia para o canteiro de obras será feito através de um Grupo Motor Gerador (GMG) a diesel de 75kVA instalado no canteiro conforme mostrado no layout geral das instalações do canteiro de obras do Memorial Descritivo (Sólida, 2019). O abastecimento será realizado periodicamente, conforme a necessidade do gerador, não sendo necessária a construção de um tanque de armazenamento de combustível. A casa do Gerador deverá possuir uma bacia de contenção em tamanho adequado para conter o combustível em caso de vazamento (Sólida, 2019). 2.4.4.3.2 Iluminação e Tomadas O Canteiro de Obras possuirá um quadro de distribuição de luz e força que alimentará os circuitos de iluminação e tomadas dos edifícios. A iluminação dos ambientes será feita com luminárias de sobrepor com lâmpadas fluorescentes de 230V, 32W, fixadas no teto. Já a iluminação de emergência será feita com luminárias à prova de tempo, gases, poeira e vapor, tipo arandela, 45° com lâmpada incandescente de 127V, 100W através de blocos autônomos (Sólida, 2019). A iluminação externa também será alimentada a partir do quadro de luz e força docanteiro de obras e será feita com luminárias de uso em iluminação pública com lâmpadas mistas, 220V, 150W, montadas em braços metálicos tubulares. Parte dessas luminárias será fixada nas paredes externas das edificações e outra parte em postes metálicos, para uso exclusivo da iluminação. As luminárias deverão ter alojamento para o reator/ignitor e base acoplada na parte superior para o relé fotoelétrico e para a chave de iluminação (Sólida, 2019). 2.4.5 Layout O layout do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será apresentado no Anexo 2.1 2.4.6 Infraestrutura do Canteiro de Obras O canteiro de obras será construído em uma área de aproximadamente 0,901 hectares e será composto pela guarita, vestiário e instalações sanitárias, refeitório, área de vivência, ambulatório, escritórios, almoxarifados e reservatório de água. As principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras estão descritas no Quadro 2-18. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Quadro 2-18 - Principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Estrutura/Instalações Descrição Guarita Será localizada na porta de acesso do pessoal e é grande o suficiente para manter estoque de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI), a ser fornecido aos visitantes. Está localizada de modo a poder monitorar e controlar o acesso a essas instalações e para evitar a entrada de pessoas que trabalhem desprovidos de EPI. Instalações Sanitárias As áreas de sanitários e vestiários serão projetadas de acordo com o pico de obras, visando atender de forma adequada os trabalhadores nos canteiros de obras. Devendo possuir pisos impermeáveis e mantidas em perfeito estado de conservação e limpeza, atendendo também aos requisitos estabelecidos através da NR – 18. A rede hidráulica será abastecida por reservatório de água elevado, o qual terá altura suficiente para permitir o bom funcionamento nas tomadas de água e contar com reserva suficiente para dois dias. O dimensionamento do número de peças sanitárias dos banheiros seguirá o estabelecido na NR 18. Vestiários Em todos os estabelecimentos em que a atividade exija troca de roupas, ou seja, imposto o uso de uniforme ou guarda-lo, haverá local apropriado para vestiário dotado de armários individuais, observada a separação de sexos. O dimensionamento dos vestiários seguirá o estabelecido na NR24 - Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Refeitório É obrigatória a existência de local adequado para as refeições, que devem ter capacidade para garantir o atendimento de todos os trabalhadores no horário das refeições e com assentos em número suficiente para atender aos usuários e com paredes que permitam o isolamento durante as refeições, cobertura que proteja das intempéries, lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior, ventilação e iluminação natural e/ou artificial. Considerando a inexistência de norma que estabeleça um critério para dimensionamento de refeitório, sugere-se o uso do parâmetro 0,8 m2 por pessoa. Área de vivência Esta área é projetada para o lazer e descanso dos trabalhadores e será composta por uma mesa de tênis de mesa, quatro mesas destinadas à reunião de vários operadores para jogar diferentes jogos recreativos, dois totós e área para assistir televisão. Embora a NR-18 só exija a existência de área de lazer se o canteiro tiver trabalhadores alojados, dimensionou-se uma área de vivência de 0,3 m² por trabalhador. Ambulatório O ambulatório irá contar com equipe de saúde para realizar o atendimento emergencial, porém os casos mais graves serão encaminhados para o hospital público mais próximo. A equipe de saúde deverá ser composta por profissionais de saúde, conforme os critérios apresentados na NR-4 da ABNT, que estabelece os Serviços. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Estrutura/Instalações Descrição Serão fornecidos no ambulatório materiais para primeiros socorros, de acordo com as atividades realizadas no complexo. Esse material será armazenado e mantido em condições perfeitas por pessoas contratadas para este fim. O ambulatório terá dois ambientes, o consultório médico e a instalação sanitária, que abrange dois lavatórios e um vaso sanitário. Escritórios Têm a função de proporcionar um espaço de trabalho isolado para que engenheiros e técnicos desempenhem parte de suas atividades. Além disso, uma função complementar é servir como local de arquivo da documentação técnica da obra que deve estar disponível no canteiro, incluindo projetos, cronograma, licenças da prefeitura, etc. Almoxarifado Os almoxarifados possuem funções de armazenamento e controle de materiais e equipamentos. Reservatório de água Área destinada para a instalação de reservatório elevado de água, dimensionado de acordo com o número de trabalhadores previstos dos parques eólicos. O abastecimento de água será feito por meio de caminhões pipa, tendo em vista que a localidade não possui abastecimento de água pela concessionária. A água para o consumo humano será obtida de fonte externa e com grau de potabilidade adequada. Para dimensionar o reservatório de água foram tomadas como referência as instruções da NBR 5626/98 - Instalação Predial Água Fria. Sistema de Tanque Séptico e Sumidouro O esgoto gerado pelo canteiro de obras será armazenado e tratado no sistema de Tanque Séptico e Sumidouro, o qual deverá ser esgotado semanalmente, e consequentemente sua capacidade deve suportar todo efluente gerado durante esse intervalo. Estes resíduos deverão ser recolhidos por uma empresa devidamente autorizada pelos respectivos órgãos ambientais. Fonte: Ecology, 2020 e Sólida, 2019. 2.4.7 Vias de Circulação e Acessos Os acessos e estradas pré-existentes que serão utilizados para a instalação deste empreendimento devem ser conservados e, caso seja necessário, serão realizados melhorias e aprimoramentos para permitir o trânsito das máquinas e transporte de equipamentos e pessoas. Após o término das etapas construtivas parte dos acessos internos serão mantidos para as atividades de operação do empreendimento, enquanto o restante será desmobilizado, ou seja, os acessos serão restaurados ao seu estágio inicial. Os novos acessos somente serão abertos na ausência ou inviabilidade dos acessos pré- existentes, sendo necessária a autorização dos proprietários para a instalação de novos acessos nas propriedades interceptadas pelo empreendimento. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 De acordo com dimensionamento apresentado no Memorial Descritivo (Sólida, 2019), as vias internas do Complexo terão largura padrão de 7 metros de pista de rolagem, com eventuais superlarguras, e recuos laterais, também padrão, de 0,5 metros a cada lado, suficiente para permitir as estruturas de drenagem que se fizerem necessárias. Assim como para os acessos externos, as vias internas terão sinalização horizontal e vertical para orientação dos usuários. 2.4.7.1 Métodos de desmatamento, destocamento e limpeza para terraplenagem de vias internas Os serviços de desmatamento, limpeza e expurgo vegetal de áreas de empréstimos, caminhos de serviço, plataformas e pátio de usinagem seguirão o seguinte procedimento. Inicialmente será realizada a marcação topográfica dos offsets da área a ser desmatada, seguido pelo desmatamento e limpeza de todo material orgânico e terra vegetal e depois pela remoção, transporte e descarga do entulho deverão ser efetuadas para áreas devidamente licenciadas e aprovadas pela proprietária. Os cortes de material são segmentos na via, cuja implantação requer escavação do terreno natural ao longo do eixo e no interiordos limites das seções de projeto (offsets). O procedimento de corte é iniciado pela locação do eixo, nivelamento das seções transversais, marcação dos offsets pela equipe de topografia, seguido pela escavação do terreno natural até o greide de terraplenagem previsto em projeto e, por fim, a conferência topográfica em relação às notas de serviços do projeto. Já os aterros são segmentos de via, cuja implantação requer o depósito de materiais provenientes dos cortes, no interior dos limites das seções de projeto que definem o corpo da estrada. O procedimento é iniciado pela marcação topográfica dos offsets, levando-se em conta a inclinação do talude previsto em projeto, seguido pela conferência topográfica em relação às notas de serviços do projeto. Lembramos que os caminhos se destinam apenas à montagem das torres e dos aerogeradores, diferentemente das rodovias, que apresentam tráfego intenso por tempo indeterminado. 2.4.8 Supressão Vegetal A supressão da vegetação se faz necessária para a instalação do empreendimento, principalmente nas áreas previstas para o canteiro de obras, áreas de estocagem, usina de concreto, faixa de serviço da rede de média tensão, para abertura e adequação dos acessos, na faixa de serviço, áreas de torres, praças de montagem da Linha de Transmissão, na área da Subestação, bem como o corte seletivo nas faixas de servidão. A supressão da vegetação só poderá ser iniciada após a emissão da Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), a ser obtida junto ao órgão ambiental responsável, Superintendência Estadual de Meio Ambiente do estado do Ceará (SEMACE), através da aprovação do Inventário Florestal (IF) do empreendimento em questão. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 As principais técnicas de supressão de vegetação previstas para serem utilizadas durante a fase de instalação estão descritas no Quadro 2-19. Quadro 2-19 – Principais técnicas de supressão de vegetação – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Técnica Corte Descrição Supressão Total Corte Raso O corte raso é caracterizado pela remoção completa da vegetação presente no local. Supressão Parcial Corte Seletivo O corte seletivo é baseado na remoção pontual da vegetação arbórea. O corte raso é previsto para as áreas das plataformas dos aerogeradores, canteiro de obras, áreas de estocagem, usina de concreto, subestação, bases das torres e postes, faixa de serviço, praças de lançamento e acessos. O corte seletivo será utilizado na Faixa de Servidão da Linha de Transmissão e da Rede de Média Tensão, visando garantir as distâncias de segurança das LTs. As alturas máximas da vegetação são definidas pela Norma Técnica ABNT NBR 5.422/85 e partir desta definição a vegetação que ultrapassa deverá ser suprimida. No caso da utilização de motosserras para as atividades de supressão, junto ao equipamento, o operador deve estar de posse da Licença de Porte e Uso – LPU para exercer tal serviço, além de seguir as recomendações da NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. 2.4.9 Infraestrutura de Abastecimento O abastecimento de água será realizado por meio de caminhões pipa, que irá abastecer o reservatório previsto no canteiro de obras, tendo em vista que a localidade não possui abastecimento de água pela concessionária. Essas águas são destinadas para higienização, limpeza dos ambientes, lavagem de equipamentos, etc. A água para o consumo humano será obtida de fonte externa e com grau de potabilidade adequada. O sistema de abastecimento de água foi projetado de acordo com a norma NBR 5626 / 98- Instalação Predial de Água Fria (Sólida, 2019). Deverá ser realizado monitoramento periódico e de proteção contra contaminação em todo o sistema de abastecimento de água (Ecology, 2020). Caso seja necessária a utilização de poços artesianos, deverá ser requerida a Autorização para obtenção da Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos junto ao órgão ambiental competente. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 2.4.10 Emissão Sonora Durante a fase de instalação do empreendimento é previsto o aparecimento de novas fontes geradoras de ruídos no local onde serão realizadas as atividades construtivas e, principalmente, nos trajetos utilizados como acessos ao empreendimento. O monitoramento do nível de ruído durante a fase de implantação do empreendimento será abordado com mais detalhes no Plano de Monitoramento dos Níveis de Ruído e Vibrações (PMNRV), presente no Plano Básico Ambiental (PBA) do empreendimento. As principais fontes de emissão sonora associadas à implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 são apresentadas no Quadro 2-20. Quadro 2-20 - Principais Fontes de Emissão Sonora Associadas ao período de implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Fonte de Emissão Sonora Localização Descrição Tráfego de Veículos Acessos Externos e Internos Tráfego de veículos de porte pequeno, médio e grande utilizados durante as atividades de instalação do projeto para o transporte de equipamentos e pessoas. Atividades de Supressão de Vegetação Frentes de Serviço Durante as atividades de supressão são utilizados motosserras, roçadeira para poda de vegetação rasteira e outros equipamentos. Armazenamento/Transporte de Materiais e Equipamentos Canteiros de Obras, Áreas de Apoio Para o transporte de materiais e equipamentos associados à instalação do empreendimento poderão ser utilizados caminhões basculantes, betoneira, caminhões Porta- containers e Pá carregadeira para auxiliar o manuseio dos materiais. Funcionamento de máquinas e equipamentos Canteiros de Obras, Áreas de Apoio Durante a implantação serão utilizados equipamentos de impacto, como ferramentas de acionamento de pneumático, hidráulico ou elétrico e máquinas diversas, como serras circulares, motosserras, compressores de ar, geradores elétricos, bombas para Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Fonte de Emissão Sonora Localização Descrição captação de água, dentre outras. Terraplanagem Frentes de Serviço São utilizadas máquinas tais como compactadores de solo (sapo, rolos, compactadores, etc.) Atividades da Usina de Concreto Canteiros de Obras Para a produção de concreto são utilizadas máquinas tais como o Vibrador para realizar a vibração do concreto e Betoneira para misturar os componentes do concreto, que são fontes geradoras de ruído. Escavação das Fundações dos Aerogeradores e das Torres da LT e Postes da RMT Frentes de Serviço Para a execução das fundações das torres podem ser utilizadas máquinas geradoras de ruídos tais como retroescavadeiras, bate estacas, entre outras. Lançamento de Cabos Frentes de Serviço e Praças de Lançamento de Cabos Utilização dos equipamentos Freio, Puller e Guindaste são fontes de geração de ruído durante as atividades de lançamento de cabos. Operação da Subestação Centros de Transformação e SEs Para elevar a tensão da energia gerada pelos aerogeradores, são utilizados transformadores na Subestação, que podem gerar ruídos. Durante a fase de construção do empreendimento, as principais fontes de geração de ruídos e vibração serão oriundas dos veículos, máquinas e equipamentos utilizados nas obras e os níveis de emissão de ruídos dessas fontes devem estar dentro dos limites estabelecidos na ABNT NBR 10.151/2019 (Quadro 2-21). Para isso, serão realizadas manutenções periódicas preventivas e corretivas, nas oficinas dos canteiros de obras e/ou na rede de oficinas regularizadas existente nos municípios, conforme previsto no Plano Ambiental da Construção (PAC).Quadro 2-21 - Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos, em dB(A) Tipos de Áreas Diurno Noturno Áreas de sítios e fazendas 40 35 Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45 Área mista, predominante residencial 55 50 Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55 Área mista, com vocação recreacional 65 55 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Área predominantemente industrial 70 60 Fonte: NBR10151:2000 Acústica - Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade. Vale ressaltar a presença de moradias no entorno da área do Complexo Eólico, por isso, sugere- se que o empreendedor determine, antes do início da fase de obras, quais os acessos que serão utilizados na fase de instalação, visando evitar ao máximo a ocorrência de danos materiais nas estruturas das moradias, que estão localizadas às margens dos acessos existentes e daquelas próximas das fundações dos aerogeradores. As condições climáticas devem ser verificadas anteriormente às atividades de monitoramento dos níveis de ruído, tendo em vista que não é recomendada a realização das medições na existência de interferências audíveis advindas de fenômenos da natureza, nem fora das condições de operação da instrumentação especificada pelo fabricante. Os instrumentos a serem utilizados para o monitoramento em questão deverão atender aos critérios estabelecidos na ABNT NBR 10.151/2019, bem como terem certificados de calibração válidos e emitidos por laboratório acreditado, membro da Rede Brasileira de Calibração – RBC, ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, ou por laboratório de calibração, em outros países, acreditado por organismos signatários de acordos oficiais brasileiro de reconhecimento mútuo. O PMNRV - Plano de Monitoramento do Nível de Ruído e Vibrações do empreendimento detalha informações técnicas dos métodos de medições que serão realizados no empreendimento. O método de medição segue as diretrizes da Norma Técnica ABNT NBR 10.151/2019, podendo ser aplicado o método simplificado para medição do nível de pressão sonora global, em ambientes externos ou internos a edificações, para identificação e caracterização de sons contínuos ou intermitentes. Enquanto o método detalhado, por sua vez, é utilizado para a identificação e caracterização de sons contínuos, intermitentes, impulsivos e tonais. Dessa forma, antes das medições, são identificadas em campo se as fontes sonoras objeto de medição apresentam características tonais e impulsivas para que seja possível determinar o tipo de método a ser utilizado e esta avaliação é posteriormente validada através da avaliação dos dados obtidos. Quadro 2-22 – Características do método de medições do nível de ruídos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Item Duração/Especificação Tempo de Medição 10 min Método de Medição Simplificado ou detalhado Pontos de Medição 8 Periodicidade de Medição Trimestral Período da Medição Diurno (durante as obras) Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 2.4.11 Resíduos Sólidos Segundo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, resíduos sólidos podem ser definidos como: “material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível” Assim, neste item foram levantados os resíduos sólidos passíveis de serem gerados pelos processos de instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Os resíduos sólidos gerados devem ser segregados de acordo com os critérios estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 275 de, de 25 de abril de 2001, sendo acondicionados de forma adequada em recipientes com a devida identificação, atendendo ao sistema de cores disposto no Anexo desta Resolução (Quadro 2-23). Quadro 2-23 – Sistemas de cores para segregação de Resíduos Sólidos Tipo de Resíduo Padrão de Cores – Coleta Seletiva Papel e Papelão AZUL Plástico VERMELHO Vidro VERDE Metal AMARELO Madeira PRETO Resíduos Perigosos LARANJA Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde BRANCO Resíduos Radioativos ROXO Resíduos Orgânicos MARROM Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação. CINZA Fonte: Resolução CONAMA nº275/2001. Os recipientes destinados para o acondicionamento dos resíduos devem ter sua capacidade projetada de acordo com a geração dos resíduos sólidos, bem como serem resistentes a vazamentos e rupturas, entre outras especificações, a depender do tipo de resíduo sólido. Quanto à disposição final de resíduos da construção civil, segundo a Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002 e a Resolução CONAMA nº 448 de 18 de janeiro de 2012: “Art. 4... Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 § 1° Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de resíduos sólidos urbanos, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos d'água, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei.” No Quadro 2-24 estão apresentadas as disposições finais corretas para cada classificação dos resíduos de construção civil, segundo a Resolução CONAMA nº 307/2002. Quadro 2-24 - Destinação final adequada de acordo com as classes de resíduo de construção civil. Classificação Destinação Adequada Classe A “Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou encaminhados a aterro de resíduos classe A de reservação de material para usos futuros” Classe B “Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura” Classe C “Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas” Classe D “Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas” Fonte: Resolução CONAMA nº 307/2002. O armazenamento temporário dos resíduos sólidos até o momento da destinação final será de forma centralizada, em um único ponto localizado no canteiro de obras, para posterior transporte e destinação final. Este ponto de centralização dos resíduos sólidos seguirá as diretrizes da NBR 12235 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos, devendo ser adequado para o armazenamento tanto de resíduos sólidos domésticos, quanto dos resíduos recicláveis e perigosos, de maneira separada, evitando a mistura dos resíduos. No Quadro 2-25 estão listados os resíduos sólidos previstos para este empreendimento e suas fontes geradoras. Vale ressaltar que uma caracterização mais detalhada dos resíduos sólidos gerados pelas atividades de instalação do empreendimento será realizada no Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos (PGRSEL) do Plano Básico Ambiental (PBA) deste empreendimento. Neste Plano serão apresentadas as diretrizes para a segregação dos resíduos sólidos, formas de acondicionamento, tratamento e destinação final associadas a cada tipo de resíduo. Quadro 2-25 - Fontes Geradoras e Tipos de Resíduos Sólidos Previstos para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Resíduo Fonte Geradora Classificação- Resolução CONAMA nº 307/2002 Classificação - ABNT NBR- 10004:2004 Serviços de saúde Ambulatório - Classe I - Perigosos Eletrônico (monitores, computadores, pilhas e baterias) Escritório, Sala de Comando e Controle - Classe I – Perigosos Cartuchos de Tinta (impressoras) - Classe I – Perigosos Papel/Papelão Ambulatório , Escritório, Refeitório, Sala de Comando e Controle Classe B Classe II B – Inertes Plástico Classe B Classe II B – Inertes Lâmpadas Fluorescentes - Classe I – Perigosos Orgânico (restos de comida) Refeitório - Classe II A - Não inertes Resíduos da fossa séptica Sanitários, Banheiros, Vestiários e Refeitório - Classe II A - Não inertes Resíduos não recicláveis (papel higiênico, embalagens plásticas misturadas com alimentos) - Classe II A - Não inertes Óleo lubrificante usado Oficina mecânica Classe D Classe I – Perigosos Embalagens plásticas de óleo lubrificante Classe D Classe I – Perigosos Estopas, papéis, papelões, tecidos, serragem, areia, sujos com óleo Classe D Classe I - Perigosos Metais e sucatas Classe B Classe II B – Inertes Pneus inservíveis - Classe II B Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 Resíduo Fonte Geradora Classificação - Resolução CONAMA nº 307/2002 Classificação - ABNT NBR- 10004:2004 Madeira Praças de lançamento de cabos, Pátio de Materiais Classe B Classe II B – Inertes Embalagens dos equipamentos, aparas de tubulações Pátio de Materiais, instalação do sistema de drenagem Classe B Classe II B – Inertes Entulhos de construção Atividade de Construção Civil Classes A B, C e D Classe II B – Inertes Solos e restos vegetais Nivelament o do terreno, Supressão, Fundação Classe II A - Não inertes Resíduos de concreto Central de Concreto Classe A Classe II B – Inertes Embalagens de aditivos de concreto Classe D Classe I - Perigoso Ferragens, aço, arames, cabos Montagem e instalação das torres e praças de lançamento de cabos Classe B Classe II B – Inertes Resíduo de óleo mineral isolante Subestação Classe D Classe I - Perigoso Estopas e/ou tecidos contaminados por óleo mineral isolante, absorventes de óleo contaminado, etc. Classe D Classe I - Perigoso O acondicionamento dos resíduos deverá ser feito em recipientes constituídos de materiais compatíveis com a sua natureza, observando-se a resistência, durabilidade, estanqueidade e Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 compatibilidade com a forma que será posteriormente transportado para destinação, podendo ser em sacos plásticos, coletores, caçambas, bombonas, tambores, dentre outros. No caso de resíduos perigosos, o armazenamento de resíduos sólidos perigosos, o acondicionamento deverá atender as diretrizes da ABNT NBR 12.235/1992. 2.4.12 Rotinas Operacionais, de Manutenção e Segurança As principais atividades desenvolvidas durante a fase de operação do Complexo Eólico são a de supervisão e manutenção dos equipamentos e execução de programas de monitoramento ambiental. A equipe estimada para a supervisão e operação para Complexo Eólico Itarema – Fase 4 consiste em aproximadamente 16 (dezesseis) pessoas. Além disso, aproximadamente 15 (quinze) trabalhadores suplementares poderão ser requeridos para a manutenção regular dos equipamentos a ser executada duas vezes por ano, com duração de dois a três meses cada vez. O Quadro 2-26 apresenta a estimativa de trabalhadores divididos por área para a gestão do Complexo Eólico. Quadro 2-26 – Estimativa de trabalhadores para a manutenção do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Atividade Quantidade de pessoas Gerente 1 Supervisor de parque 1 Operadores de subestação e parque eólico 3 Técnico em Segurança e Meio Ambiente 1 Técnico de monitoramento ambiental 1 Almoxarife 1 Vigilantes 2 Serviços gerais 3 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 3. ESTUDO DE ALTERNATIVAS LOCACIONAIS E TECNOLÓGICAS 3.1 Alternativas Tecnológicas As fontes de energia podem ser subdividas em dois grupos, as não renováveis e as renováveis. Conforme o nome já indica, as fontes não renováveis são fontes finitas e esgotáveis, ou seja, a sua ciclagem e reposição no meio ambiente levam cerca de milhões de anos. Os recursos naturais associados a estas fontes são considerados limitados, pois o consumo é muito acelerado quando comparado com o tempo necessário para a reposição do recurso. Outro ponto negativo das fontes de energia não renováveis, principalmente de fontes fósseis constituídas por carvão mineral, gás natural, petróleo e seus subprodutos, são os danos ambientais associados à emissão de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, e a possíveis vazamentos e acidentes com derramamento de petróleo. O processo de extração da matéria- prima destas fontes também está associado a diversos impactos ambientais. As fontes renováveis, por sua vez, são consideradas fontes com resiliência alta, ou seja, se renovam constantemente no meio ambiente. São diversos os exemplos de fontes renováveis e a tendência é o crescente desenvolvimento das tecnologias associadas a estas. Podemos citar como exemplos de fontes de energia renovável, a hídrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica, oceânica e hidrogênio. Estes dois tipos de fontes – renováveis e não renováveis – são necessários para a diversidade da matriz energética brasileira, evitando assim a dependência de uma única fonte, e contribuindo para a segurança energética do país. Porém, considerando a necessidade de consolidar uma economia de baixo carbono, se têm como objetivo aumentar substancialmente a participação das fontes renováveis na matriz energética e promover um uso mais eficiente e consciente das fontes não renováveis. Na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), onde foi estabelecido o Acordo de Paris por 195 partes, o governo brasileiro assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% até 2025 e 43% até 2030, tomando como base os níveis de emissões de 2005. E para alcançar essa meta, se comprometeu a aumentar a participação de energias renováveis na composição da matriz energética para 45% em 2030. Neste contexto, a geração de energia eólica, composta por projetos de grande porte – como é o caso do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 – tem se consolidado cada vez mais como uma fonte renovável de geração de energia elétrica com alto valor agregado à sociedade brasileira. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 O potencial de exploração no Brasil, conforme apresentado na Figura 3-1, é elevado, dado que o país possui condições ambientais e climatológicas ideais para a sua geração, principalmente na região Nordeste. Figura 3-1 - Mapa de Potencial Eólico Brasileiro da Velocidade Média Anual do Vento na altura de 120 metros (Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro: Simulações 2013– CEPEL, 2017). O Complexo Eólico Itarema - Fase 4 é composto por 06 (seis) parques eólicos com um total de 35 (trinta e cinco) aerogeradores da marca VESTAS modelo V150 4.2MW-HH120m, com 120 metros de altura e 150 metros de diâmetro dos rotores e potência de 4,2 MW cada, totalizando 147 MW. As especificações técnicas estão apresentadas no Capítulo 1 – APRESENTAÇÃO O presente Estudo de Impacto Ambiental (EIA) visa subsidiar o processo de obtenção da Licença de Instalação e Operação (LIO) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, mediante apresentação de EIA/RIMA e PBA, como uma das etapas de licenciamento ambiental, junto à SuperintendênciaEstadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE). Este EIA foi elaborado de acordo com o Termo de Referência nº 36/2021 – DICOP/GECON. O empreendimento obteve em 15/02/2021 a Licença Prévia (LP) 21/2021, válida por 2 anos, para participação em leilão, mediante apresentação de Relatório Ambiental Simplificado- RAS (Número SPU:10055937/2019). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 3.2 Identificação do Empreendimento A denominação oficial do empreendimento é o “Complexo Eólico Itarema – Fase 4”. 3.3 Identificação do Empreendedor Os dados detalhados do empreendedor constam no Quadro 1.1. Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor Pontal geração de Energia e Participações S.A CNPJ 21.295.665/0001-40 CTF IBAMA 7585131 Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 3733-2975 E-mail: licenciamentoambiental@rioenergy.com.br Representante Legal Alexandre Lima Nogueira Marcos Ferreira Meireles CPF 095.280.267-88 043.032.987-35 CTF IBAMA 8045765 6074250 Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 37332975 E-mail alexandre.nogueira@rioenergy.com.br Pessoa de Contato Eduardo Soares Alvares da Cruz E-mail para Contato eduardo.cruz@rioenergy.com.br Endereço de Contato Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 99749-3017 3.4 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental A Pontal geração de Energia e Participações S.A (Pontal) contratou a empresa de consultoria Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda (Ambiá) para a realização dos estudos socioambientais do licenciamento ambiental do empreendimento. As informações detalhadas da companhia encontram-se no Quadro 1.2. Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda CNPJ 24.523.106/0001-38 CTF IBAMA 6561067 Endereço Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. CEP: 24.220-060 Telefone (21) 4126-0665 Registro no CREA 2016200853 Responsáveis Legais Lana Castro Gopfert Hellen Erasmi Carrion Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 E-mails lana@ambiaconsultoria.com hellen@ambiaconsultoria.com Pessoa de Contato Lana Castro Gopfert E-mail para Contato lana@ambiaconsultoria.com Endereço de Contato Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. CEP: 24.220-060 Telefone para Contato (21) 99880-4042 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 61 de 135 3.5 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental Os dados da equipe técnica multidisciplinar envolvida nas atividades do EIA/RIMA estão apresentados no Quadro 1.3. Nele constam informações dos profissionais responsáveis pelo gerenciamento do projeto e atuantes nos diagnósticos de campo. As Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) estão apresentadas no Anexo 1.1. Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar Nome Formação Profissional Atuação Registro Profissional CTF Ibama Lana Castro Göpfert Engenheira Ambiental Coordenação Técnica e Coordenação de Meio Físico CREA 2010117868 6559996 Hellen Erasmi Engenheira Ambiental Coordenação Técnica CREA RJ 2012100708 6551748 Maria Clara Martins Engenheira Ambiental Coordenação Adjunta e Coordenação de Geoprocessamento CREA 2018383442 7361680 Dayana Mendes Tecnologia Ambiental/ Esp. em Gestão Ambiental Programas Ambientais - 7504213 Renata Moreno Cientista Social, MSc. Sociologia e Antropologia Coordenação do Meio Socioeconômico - 5533238 Leandro Corrêa Biólogo Coordenação do Meio Biótico - Fauna CRBio 58.461/03D 2289998 Adriano Coelho Sales Engenheiro Florestal Diagnóstico Ambiental do Meio Biótico - Flora CREA CE 41979CE 3999452 Rafael Cunha Pontes Biólogo Diagnóstico Ambiental do Meio Biótico - Fauna CRBio 71982/02D 1943070 João Paulo de Melo Adolfo Espeleólogo Diagnóstico Ambiental do Meio Físico - 7126151 Maria Beatriz Mello Geógrafa, Estudante de Licenciatura em Geografia Geoprocessamento CREA RJ 2023100538 - Júlia Glockl Moraes Graduanda em Engenheira Ambiental Apoio Técnico - - Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 62 de 135 Nome Formação Profissional Atuação Registro Profissional CTF Ibama Mariana Gomes Barbosa Estudante de Geografia e Meio Ambienta Apoio Técnico - - Jéssica Cugula Graduanda em Engenharia Ambiental Apoio Técnico - - . Conforme apresentado na Figura 3-1, para a altura de 120 metros o estado do Ceará apresenta alto potencial eólico, com altas velocidades médias anuais. De acordo com dados do Boletim Anual de 2021 da ABEEólica, a energia eólica foi a fonte que mais cresceu no ano de 2021, representando 50,9% da nova capacidade instalada no ano no Brasil. Com este incremento a fonte de energia eólica atingiu uma participação de 11,8% da matriz elétrica brasileira. Figura 3-2 – Evolução da Capacidade Instalada - 2021 em GW (Fonte: Boletim Anual 2021 da ABEEólica). Em termos de impactos socioambientais, para a geração de energia eólica os impactos negativos são menores quando comparados com outras fontes de energia (hidráulica, termoelétrica, etc.), tanto durante a sua instalação quanto para a operação. Uma vez que a geração de energia eólica ocorre através do vento e o sistema de geração não emite gases do efeito estuga (GEE) durante a sua operação, sendo uma vantagem quando comparado a outras fontes de energia. O gráfico apresentado na Figura 3-3 apresenta a quantidade de emissões de CO2 evitada pela fonte eólica no Brasil ao longo do ano de 2021. O total de emissões evitadas em 2021 devido a fonte de energia eólica foi de 34,4 milhões de toneladas de CO2, o equivalente à emissão anual de cerca de 34 milhões de automóveis de passeio (ABEEólica, 2021). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 63 de 135 Figura 3-3 – Emissões de CO2 evitadas por mês no ano de 2021 (Fonte: Boletim Anual 2021 da ABEEólica). A instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 constitui-se, portanto, como uma importante alternativa tecnológica para geração de energia a ser explorada no país, principalmente pelo ponto de vista socioambiental e pela sua disponibilidade. 3.6 Alternativas Locacionais Em atendimento ao estipulado na Resolução CONAMA nº 001/1986 e ao Parecer Técnico nº 286/2021 – DICOP/GECON, e com o objetivo de definir a melhor localização para o empreendimento, considerando seu potencial de impacto, foi realizado um estudo comparativo de alternativas locacionais verificando-se as interferências com os aspectos ambientais, socioeconômicos e de projeto, tendo como restrição as propriedades disponíveis para a instalação do projeto e parâmetros adequados dos ventos. Como já esclarecido no RAS, no contexto do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, o potencial eólico da região e as condições de relevo favoráveis são fatores restritivos que definem a localização, não sendo possível, portanto, apresentar macro alternativas locacionais. Assim, para a análise da microlocalização, foram estudadas 2 (duas) alternativas locacionais. Para a Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 – Acaraú III, a definição das alternativas têm-se como principal restrição os pontos de conexão da LT (saída/chegada) com a Subestação Itarema 4 e a Subestação Acaraú III. Desta forma, foram definidas 3 (três) alternativas para a Linha de Transmissão. As alternativas locacionaisdo Complexo Eólico Itarema – Fase 4 estão apresentadas na Figura 3-4 e as alternativas da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III estão apresentadas na Figura 3-5. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 64 de 135 Figura 3-4 – Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 65 de 135 Figura 3-5 – Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 66 de 135 A análise comparativa das alternativas locacionais foi realizada por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais dos setores ambiental, projeto/técnico e fundiário – todos com experiência no setor elétrico. Destaca-se que no Relatório Ambiental Simplificado (RAS) deste empreendimento apresentado junto à Semace no processo de Licença Prévia (LP) também foi realizado estudo de análise das alternativas locacionais. As 3 (três) alternativas da Linhas de Transmissão, apresentadas neste EIA, também foram previamente analisadas no Relatório Ambiental Simplificado. Contudo, quanto as alternativas do Complexo Eólico, o referido RAS apenas expôs que a alternativa escolhida era a mais viável, e não apresentou uma análise comparativa da mesma com outra alternativa possível para o empreendimento. O Parecer Técnico nº 286/2021, em relação ao capítulo de Alternativas Locacionais do Relatório Ambienta Simplificado (Ecology, 2020), solicitou o seguinte detalhamento: • “Apresentar pelo menos duas alternativas locacionais de todo o projeto dos parques, com possibilidades de localização das torres eólicas, evidenciando principalmente as possíveis intervenções em áreas de APP e reservas legais e justificando que estas intervenções realmente seriam menos danosas no projeto que está sendo considerado como mais viável. De toda forma, no projeto atual é necessário apresentar alternativa para que o projeto não intervenha em áreas de reserva legal, mantendo-as protegidas e passíveis apenas de ações de uso sustentável conforme estabelece o Código Florestal. Apresentar conjuntamente mapas com todas as solicitações de alternativas solicitadas. • Apresentar também mapa comparativo das alternativas locacionais do traçado da LT 230kV, destacando claramente os setores de possível intervenção em APP e recursos hídricos.” Desta forma, e visando atender ao Parecer Técnico nº 286/2021, no estudo de alternativas locacionais deste Estudo de Impacto Ambiental (EIA) são apresentadas 2 (duas) alternativas locacionais para o Complexo Eólico, bem como apresentada a análise comparativa entre estas. Os mapas comparativos com as alternativas locacionais e os aspectos socioambientais estão apresentados no Caderno de Mapas deste EIA. Para a tomada de decisão quanto as melhores alternativas locacionais para o empreendimento foram consideradas os aspectos apresentados no Quadro 3-1. Destaca-se que os aspectos de projeto “Extensão das LTs (km)”, “Vértices das LTs (Nº)”, “Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº)”, “Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº)”, apresentados no Quadro 3-1, são aspectos de projeto específicos para a análise comparativa da Linha de Transmissão, portanto não foram considerados na análise das alternativas do Complexo Eólico. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 67 de 135 Quadro 3-1 - Descrição dos Aspectos Ambientais, Socioeconômicos e de Projeto das Alternativas Locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. Aspectos Parâmetro Descrição Projeto Extensão das LTs (km) Linhas Somatório das extensões dos traçados da Linha de Transmissão. Vértices das LTs (Nº) Pontos Número de vértices dos traçados da Linha de Transmissão. Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº) Pontos Número de Linha de Transmissão Existentes interceptadas pela Linha de Transmissão. Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº) Pontos Número de Linha de Transmissão Planejadas interceptadas pela Linha de Transmissão. Rodovias Interceptadas (Nº) Pontos Número de rodovias interceptadas pela ADA do empreendimento Área de Interferência do Empreendimento (ha) Polígonos Área Diretamente Afetada (ADA) das alternativas. Ambientais Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das APCBs. Interferência em Unidades de Conservação (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das Unidades de Conservação (UCs). Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das Zonas de Amortecimento das Unidades de Conservação. Interferência em Reservas da Biosfera (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das Reservas da Biosfera. Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais dos Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 68 de 135 Aspectos Parâmetro Descrição fragmentos de vegetação mapeados Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das Áreas de Preservação Permanente de recursos hídricos (APPs). Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) Linhas Somatório das extensões dos cursos d’água e trechos de drenagem interceptados pela ADA do empreendimento Interferência em espelhos d’água (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de espelhos d’água. Interferência em Cavidades (Nº) Pontos Número de cavidades interceptadas pela ADA do empreendimento Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das áreas de influência de Cavidades - buffer de 250m. Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de cavidade – CECAV (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de cavidade – CECAV. Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias. Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das áreas de Reserva Legal Averbadas Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais das áreas de Reserva Legal Proposta, Aprovada e não averbada, de Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 69 de 135 Aspectos Parâmetro Descrição compensação de outro imóvel. Socioeconô micos Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Comunidades Quilombolas (CQs). Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com o raio dos limites estabelecidos pelo Anexo I da Portaria Interministerial nº 60, de 24 de março de 2015 (5 km para a LT e 8 kmpara o Complexo Eólico) em relação as áreas das Comunidades Quilombolas (CQs). Interferência em Terras Indígenas (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Terras Indígenas (TIs). Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com o raio dos limites estabelecidos pelo Anexo I da Portaria Interministerial nº 60, de 24 de março de 2015 (5 km para a LT e 8 km para o Complexo Eólico) em relação as áreas das Terras Indígenas (TIs). Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Projetos de Assentamentos. Interferência em Processos Minerários (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Processos Minerários. Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Bloqueio Minerário. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 70 de 135 Aspectos Parâmetro Descrição Interferência em área densamente edificada (ha) Polígonos Área de sobreposição da ADA do empreendimento com as poligonais de Área Densamente Edificada. Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) Pontos Número de sítios arqueológicos interceptados pela ADA do empreendimento Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) Pontos Número de ocorrências fossilíferas interceptados pela ADA do empreendimento Vale salientar que a metodologia utilizada neste EIA difere da metodologia de análise comparativa realizada no Relatório Ambiental Simplificado (Ecology, 2020), uma vez que neste EIA a análise comparativa da LT abordou 30 (trinta) critérios e o RAS utilizou 9 (nove) critérios, que são: “Extensão total da LT das alternativas”; “Número de torres”; “Interferência com recursos hídricos”; “Interferência com empreendimentos lineares já instalados ou planejados”; “Interferência com a vegetação”; “Interferência com Reservas Legais Averbadas”; “Interferência com Áreas de Preservação Permanente”; “Interferência com pequenas propriedades rurais”; “Interferência com adensamentos populacionais”. Para a análise dos aspectos elencados foram consultados bancos de dados públicos que possuem informações espaciais2,quais sejam: Quadro 3-2 – Base de dados consultadas para a Análise das Alternativas Locacionais Documento Ano Autor Link Arquivo georreferenciado da localização Unidades de Conservação municipais, estaduais e federais do Brasil. (s/d) MMA http://mapas.mma.gov.b r/i3geo/datadownload.ht m Arquivo georreferenciado da localização Unidades de Conservação estaduais– Ceará 2018 SEMA/IPECE http://mapas.ipece.ce.go v.br/i3geo/ogc/index.php Arquivo georreferenciado da localização Unidades de Conservação municipais, estaduais e federais (s/d) COGERH http://i3geo.cogerh.com. br/i3geo/ogc/download.p hp# 2 Para a análise comparativas das alternativas locacionais foram consultadas as bases de dados mais atualizadas quando comparadas com as bases utilizadas no Relatório Ambiental Simplificado (Ecology,2020). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 71 de 135 Documento Ano Autor Link Arquivo georreferenciado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica 2008 Conselho nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica http://www.rbma.org.br/ rbma/rbma_fase_vi_03_g oogle.asp Arquivo georreferenciado da Reserva da Biosfera da Caatinga 2008 CNIP http://www.cnip.org.br/li sta_municipios.html Arquivo georreferenciado de Linhas de Transmissão Existentes 2023 EPE https://gisepeprd2.epe.g ov.br/WebMapEPE/ Arquivo georreferenciado de Linhas de Transmissão Planejadas 2023 EPE https://gisepeprd2.epe.g ov.br/WebMapEPE/ Arquivo georreferenciado da delimitação das áreas de Comunidades Quilombolas (CQs) do Brasil. 2023 INCRA https://certificacao.incra. gov.br/csv_shp/export_s hp.py Arquivo georreferenciado do buffer de 5 km das Comunidades Quilombolas (CQs) 2023 INCRA/AMBI Á - Arquivo georreferenciado do buffer de 8 km das Comunidades Quilombolas (CQs) 2023 INCRA/AMBI Á - Arquivo georreferenciado das áreas de processos minerários ativos 2021 ANM/SIGMI NE https://geo.anm.gov.br/p ortal/apps/webappviewe r/index.html?id=6a8f5ccc 4b6a4c2bba79759aa952d 908 Arquivo georreferenciado das áreas de bloqueio minerário 2021 ANM/SIGMI NE https://app.anm.gov.br/d adosabertos/SIGMINE/BL OQUEIO.zip Arquivo georreferenciado das localizações das áreas densamente edificadas 2021 IBGE https://www.ibge.gov.br/ geociencias/downloads- geociencias.html?caminh o=cartas_e_mapas/bases _cartograficas_continuas/ bc250/versao2021/ Arquivo georreferenciado das rodovias mapeadas no Brasil. 2021 IBGE https://www.ibge.gov.br/ geociencias/downloads- geociencias.html?caminh o=cartas_e_mapas/bases _cartograficas_continuas/ bc250/versao2021/ Arquivo georreferenciado das Áreas de Preservação 2023 COGERH/Am biá Foi realizado ajuste da base de dados dos Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 72 de 135 Documento Ano Autor Link Permanente (APPs) de recursos hídricos recursos hídricos da COGERH disponível em: http://i3geo.cogerh.com. br/i3geo/ogc/download.p hp Com auxílio de imagens de satélite e foram definidas as faixas marginais de acordo com o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012). Arquivo georreferenciado dos fragmentos florestais – Coleção 7 do MapBiomas 2021 MapBiomas https://mapbiomas.org/c olecoes-mapbiomas- 1?cama_set_language=pt -BR Arquivo georreferenciado das áreas de aplicação da Lei da Mata Atlântica 2008 MMA/IBGE https://antigo.mma.gov.b r/biomas/mata- atl%C3%A2ntica_emdese nvolvimento/mapas-da- mata- atl%C3%A2ntica.html Arquivos georreferenciados referentes às Áres Prioritárias de Conservação da Biodiversidade (APCBs). 2018 MMA https://www.gov.br/mm a/pt- br/assuntos/servicosambi entais/ecossistemas- 1/conservacao-1/areas- prioritarias/2a- atualizacao-das-areas- prioritarias-para- conservacao-da- biodiversidade-2018 Arquivo georreferenciado de Drenagens superficiais do Estado do Ceará 2008 COGERH http://mapas.ipece.ce.go v.br/i3geo/ogc/index.php Arquivo georreferenciado dos espelhos d’água consolidados (s/d) COGERH http://i3geo.cogerh.com. br/i3geo/ogc/download.p hp Arquivo georreferenciado da delimitação das Terras Indígenas (TIs) do Brasil 2023 FUNAI https://www.gov.br/funai /pt-br/atuacao/terras- indigenas/geoprocessam ento-e-mapas Arquivo georreferenciado do buffer de 5 km das Terras Indígenas (TIs) 2022 FUNAI/AMBI Á - Arquivo georreferenciado das Cavidades registradas. 2021 CANIE https://www.icmbio.gov. br/cecav/canie.html http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 73 de 135 Documento Ano Autor Link Arquivo georreferenciado do buffer de 250 m das cavidades registradas 2023 CANIE/AMBI Á - Arquivo georreferenciado da potencialidade de ocorrência de cavernas do CECAV 2012 CECAV https://www.icmbio.gov. br/cecav/projetos-e- atividades/potencialidade -de-ocorrencia-de- cavernas.html Arquivo georreferenciado das áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias – 4ª edição do Relatório de Áreas de Concentração de Aves Migratórias No Brasil 2022 CEMAVE https://www.icmbio.gov. br/cemave/destaques-e- noticias/290-cemave- publica-a-4-edicao-do- relatorio-de-areas-de- concentracao-de-aves- migratorias-no- brasil.html Arquivogeorreferenciado dos sítios arqueológicos registrados 2019 IPHAN http://portal.iphan.gov.br /pagina/detalhes/1701/ Arquivo georreferenciado das ocorrências fossilíferas registradas 2019 Serviço Geológico Brasileiro/CP RM https://geosgb.cprm.gov. br/geosgb/sobre_geosgb. html Destaca-se que não foi considerado o arquivo georreferenciado de corredores ecológicos legalmente instituídos na análise, uma vez que o Corredor Ecológico do Rio Pacoti não intercepta os municípios de Itarema e Acaraú. Este Corredor Ecológico interliga duas unidades de conservação, a APA do Rio Pacoti e a APA da Serra de Baturité e possui uma área de 19.405,00 hectares, se localiza em áreas dos municípios de Aquiraz, Itaitinga, Pacatuba, Horizonte, Pacajus, Acarape e Redenção (SEMACE, 2010). A partir dos aspectos ambientais levantados, conforme descrito nos Quadro 3-1 e Quadro 3-2, foi realizada uma análise matricial, na qual foram atribuídos pesos para cada aspecto analisado, de acordo com o seu grau de importância, bem como foi feita a comparação das alternativas para cada aspecto, isoladamente. Esta comparação entre as alternativas isoladamente foi feita através de um sistema de pontuação que permitisse inferir sobre o grau de diferenciação entre as alternativas, no qual a alternativa com a maior interferência em determinado aspecto recebesse o maior valor (3) e a alternativa com a menor interferência, o menor valor (1). Destaca-se que caso as alternativas apresentem os mesmos valores para o aspecto analisado, será considerado o Grau de Comparação zero (0), não sendo contabilizado no cálculo geral. Os graus de importância atribuídos para cada aspecto estão apresentados no Quadro 3-3. De modo geral, para os aspectos ambientais e socioeconômicos foram conferidos pesos maiores, em relação aos aspectos de projeto, uma vez que a intenção é avaliar a alternativa com menor impacto socioambiental associado. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 74 de 135 Os graus de importância definidos são: • 5 (cinco) para os aspectos de “Alta Importância”; • 3 (três) para os aspectos de “Média Importância”; • 1 (um) para os aspectos de “Baixa Importância”. Quadro 3-3 – Atribuição de Grau de Importância para os Aspectos das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. Aspectos Analisados Grau de Importância Interferência em Unidades de Conservação (ha) 5 Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação (ha) Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) Interferência em Cavidades (Nº) Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) Interferência em Terras Indígenas (ha) Interferência em área densamente edificada (ha) Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) Interferência em espelhos d’água (ha) Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 3 Interferência em Reservas da Biosfera (ha) Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de cavidade – CECAV (ha) Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias (ha) Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº) Extensão das LTs (km) 1 Vértices das LTs (Nº) Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº) Rodovias Interceptadas (Nº) Área de Interferência do Empreendimento (ha) Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) Interferência em Processos Minerários (ha) Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 75 de 135 A análise matricial foi realizada a partir da seguinte formulação: 𝑆 = ∑(𝐺𝐼𝑎𝑠𝑝 𝑖 × 𝐺𝐶𝑎𝑠𝑝 𝑖) Onde: S = Valor total resultante do somatório para cada alternativa; GIasp i = Valor do grau de importância do aspecto i; GCasp i = Valor do grau de comparação do aspecto i; Dessa forma, quanto maior o valor total encontrado para a alternativa locacional, maior a interferência da alternativa nos aspectos avaliados. Neste sentido, a alternativa com maior valor total será a alternativa mais desfavorável e a com menor valor total será a mais favorável, do ponto de vista socioambiental. A seguir no Quadro 3-4 são apresentados os valores totais encontrados para cada alternativa analisada neste estudo para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e no Quadro 3-5 são apresentados os valores para as alternativas da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 76 de 135 Quadro 3-4 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Aspectos Resultado GI GC Somatório Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Rodovias Interceptadas (Nº) 4 4 1 1 1 1 1 Área de Interferência do Empreendimento (ha) 208,08 213,59 1 1 2 1 2 Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 208,08 213,59 3 1 2 3 6 Interferência em Unidades de Conservação (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Reservas da Biosfera (ha) 0,91 0,91 3 1 1 3 3 Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) 127,46 117,03 5 2 1 10 5 Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) 16,91 13,69 5 2 1 10 5 Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) 1,97 0,93 5 2 1 10 5 Interferência em espelhos d’água (ha) 0 0,69 5 1 2 5 10 Interferência em Cavidades (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de cavidade – CECAV (ha) 0 0 3 1 1 3 3 Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias (ha) 206,62 212,13 3 1 2 3 6 Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) 13,91 5,78 3 2 1 6 3 Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) 65,61 33,68 1 2 1 2 1 Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 3 1 1 3 3 Interferência em Terras Indígenas (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) 46,51 26,52 3 2 1 6 3 Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) 0 0 3 1 1 3 3 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 77 de 135 Aspectos Resultado GI GC Somatório Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Interferência em Processos Minerários (ha) 0,01 9,62 1 1 2 1 2 Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) 7,17 4,64 3 2 1 6 3 Interferência em área densamente edificada (ha) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 Somatório Total 121 109 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 78 de 135 Quadro 3-5 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III Aspectos Resultado GI GC Somatório Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Extensão das LTs (km) 21,08 21,33 20,74 1 2 3 1 2 3 1 Vértices das LTs (Nº) 15 14 9 1 3 2 1 3 21 Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº) 2 4 4 3 1 2 2 3 6 6 Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº) 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 Rodovias Interceptadas (Nº) 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 Área de Interferência do Empreendimento (ha) 63,33 64,09 62,33 1 2 3 1 2 3 1 Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 63,33 64,09 62,33 3 2 3 1 6 9 3 Interferência em Unidades de Conservação (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Reservas da Biosfera (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) 24,6 24,3 20,4 5 3 2 1 15 10 5 Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) 3,23 6,78 4,05 5 1 3 2 5 15 10 Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) 0,30 0,86 0,48 5 1 3 2 5 15 10 Interferência em espelhos d’água (ha) 0 0 0,69 5 1 1 2 5 5 10 Interferência em Cavidades (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de cavidade – CECAV (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias (ha) 19,4 19,8 19,9 3 1 2 3 3 6 9 Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) 5,29 9,15 3,31 1 2 3 1 2 3 1 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 79 de 135 Aspectos Resultado GI GC Somatório Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 Interferência em Terras Indígenas (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) 4,69 4,40 4,40 3 2 1 1 6 3 3 Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 Interferência em Processos Minerários (ha) 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) 6,24 0,84 0,77 3 3 2 1 9 6 3 Interferência em área densamente edificada (ha) 0 0 1,28 5 1 1 2 5 5 10 Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 Somatório Total 129 149 131 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 A partir das análises matriciais apresentadas nos Quadro 3-4 e Quadro 3-5, verifica-se que do ponto de vista socioambiental a melhor alternativa é a Alternativa 2 para o Complexo Eólico e a Alternativa 1 para a Linha de Transmissão. A Alternativa 2 do Complexo Eólico apresentou menor interferência nos aspectos de fragmentos de vegetação, áreas de APP de recursos hídricos, cursos d’água e trechos de drenagem, reserva legal (averbadas e demais categorias), área de influência de terras indígenas e área de bloqueio minerário, quando comparada com a Alternativa 1. Destaca-se que a área de interferência do aspecto “Interferência em Reserva da Biosfera”, de ambas as alternativas locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, é devido ao acesso pré- existente que será utilizado pelo empreendimento, principalmente durante a fase de obras, que está localizado em área de transição da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Portanto, não foram alocados aerogeradores na área de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Quanto a Linha de Transmissão, a Alternativa 1 apresentou menor interferência nos aspectos de áreas de APP de recursos hídricos, cursos d’água e trechos de drenagem, espelhos d’água, áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias e área densamente edificada, quando comparada com as Alternativas 2 e 3. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 4. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL 4.1 Marcos Legais Entre os dispositivos legais que regulamentam os processos de Licenciamento, estão a Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, a Resolução CONAMA nº 371, de 5 de abril de 2006, o Decreto Federal nº 6.848, de 14 de maio de 2009, e ainda as Resoluções do Conselho Estadual do Meio Ambiente – Resolução COEMA nº 9, de 29 de maio de 2003, Resolução COEMA nº 26, de 10 de dezembro de 2015 e Resolução COEMA nº 7, de 06 de setembro de 2018. A Lei 9.985/2000 determinou que, nos casos de empreendimentos de significativo impacto ambiental, com fundamento em estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA), o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de Proteção Integral. A Resolução CONAMA nº 371/2006 estabeleceu diretrizes aos órgãos ambientais para o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de recursos advindos de Compensação Ambiental. O Decreto nº 6.848/2009, que regulamenta a Lei nº 9.985, alterou e acrescentou dispositivos ao Decreto nº 4.340/2002 no que se refere à fixação e cálculo da compensação ambiental. A nível estadual, a Resolução COEMA nº 9/2003 estabelece o compromisso de compensação ambiental pela implantação de atividade ou empreendimento causadores de significativa degradação e licenciados com base em EIA/RIMA, além das diretrizes gerais para o seu cumprimento. A Resolução COEMA nº 26/20153 determina, no âmbito do Estado do Ceará, a metodologia de cálculo do grau de impacto ambiental para fixação do percentual de valoração da compensação ambiental. Conforme esta última Resolução, o valor da compensação ambiental deverá ser calculado com base no patamar de Grau de Impacto (GI) de 0,5% para todos os empreendimentos em licenciamento, conforme a seguir. "Art. 1º O Valor da Compensação Ambiental - CA será calculado pelo produto do Grau de Impacto - GI, no patamar de 0,5% para todos os empreendimentos em licenciamento, com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: CA = VR x GI, onde: CA = Valor da Compensação Ambiental; 3 A Resolução COEMA nº 26/2015 altera a Resolução COEMA nº 11 de 04 de setembro de 2014. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 1 VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e reais; e GI = Grau de Impacto = 0,5%. § 1º As informações necessárias ao cálculo do VR deverão ser apresentadas pelo empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. § 2º Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos ambientais, relativos ao trecho. (NR)”. A Resolução COEMA nº 7/2018, em seu Art. 6º determina que “Estão sujeitos ao pagamento da Compensação Ambiental, estabelecida na Lei Federal nº 9.985/2000, os empreendimentos de geração de energia elétrica por fonte eólica, sujeitos a EIA/RIMA, conforme previsto na Resolução COEMA nº 26, de 10 de dezembro de 2015” 4.2 Cálculo do Valor da Compensação Ambiental Para o cálculo do Valor da Compensação Ambiental (CA) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 2 – Acaraú 3 foi considerado o Valor de Referência (VR) de R$ 1.741.431.515,29 conforme apresentado no Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 83Projetos Federais .......................................................................................... 94 6.2 Planos e Projetos Estaduais ....................................................................................... 119 6.3 Planos e Projetos Municipais .................................................................................... 128 6.3.1 Planos e Projetos do Município de Acaraú/CE .................................................. 128 6.3.2 Planos e Projetos Colocalizados do Município deItarema/CE ........................... 130 6.4 Planos e Projetos do Terceiro Setor .......................................................................... 133 ÍNDICE DE ANEXOS Anexo 1.1 – Anotações de Responsabilidade Técnica da Equipe Técnica Anexo 1.2 – Caderno de Mapas Anexo 2.1 – Layout Empreendimento Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Anexo 4.1 - Planilha de Desembolso Físio-financeiro – Compensação Ambiental ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor ......................................................................................... 5 Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo ................................................ 6 Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar ............................................................................ 7 Quadro 2-1 – Coordenadas dos Aerogeradores dos Parque Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................... 13 Quadro 2-2 – Coordenadas dos vértices da Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ......................................................................................... 14 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 3 de 135 Quadro 2-3 – Coordenadas dos vértices da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................................................................... 14 Quadro 2-4 – Coordenadas dos vértices da Rede de Média Tensão do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................... 15 Quadro 2-5 – Potência nominal dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .... 23 Quadro 2-6 – Características Técnicas dos aerogeradores do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 ..................................................................................................................................................... 26 Quadro 2-7 – Função dos elementos dos aerogeradores dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ......................................................................................................................... 27 Quadro 2-8 – Circuitos de Média Tensão dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................................................................................................................................. 28 Quadro 2-9 – Características gerais da SE Itarema 4 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ..... 28 Quadro 2-10 – Características técnicas dos transformadores do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................................................................................................................................. 29 Quadro 2-11 – Características técnicas da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. .............................. 30 Quadro 2-12 – Coordenadas dos vértices do Canteiro de Obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM 24 S, Datum SIRGAS2000. ....................................................................... 32 Quadro 2-13 - Volumes Estimados para Terraplanagem – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .. 33 Quadro 2-14 - Características Técnicas das Fundações – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .... 35 Quadro 2-15 – Principais etapas da instalação da Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 –Acaraú III .................................................................................................................................................. 37 Quadro 2-16 – Cronograma de Instalação do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 ...................... 40 Quadro 2-17 – Quantidade de trabalhadores de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 43 Quadro 2-18 - Principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .............................................................................................................. 45 Quadro 2-19 – Principais técnicas de supressão de vegetação – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 ................................................................................................................................................... 48 Quadro 2-20 - Principais Fontes de Emissão Sonora Associadas ao período de implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ............................................................................................. 49 Quadro 2-21 - Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos, em dB(A) .......... 50 Quadro 2-22 – Características do método de medições do nível de ruídos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 51 Quadro 2-23 – Sistemas de cores para segregação de Resíduos Sólidos ................................... 52 Quadro 2-24 - Destinação final adequada de acordo com as classes de resíduo de construção civil. ............................................................................................................................................. 53 Quadro 2-25 - Fontes Geradoras e Tipos de Resíduos Sólidos Previstos para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 53 Quadro 2-26 – Estimativa de trabalhadores para a manutenção do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ......................................................................................................................................... 56 Quadro 3-1 - Descrição dos Aspectos Ambientais, Socioeconômicos e de Projeto das Alternativas Locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. ......... 67 Quadro 3-2 – Base de dados consultadas para a Análise das Alternativas Locacionais ............. 70 Quadro 3-3 – Atribuição de Grau de Importância para os Aspectos das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III..................................... 74 Quadro 3-4 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 76 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 4 de 135 Quadro 3-5 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III ................................................................................................................................. 78 Quadro 4-1 – Valor de Referência (VR) – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III ................................................................................................................................ 84 Quadro 5.1 – Bacias Hidrográfica Ottocodificadas (nível 7) da AII dos Meios Físico e Biótico do Completo Eólico Itarema – Fase 4 (ANA, 2013). ......................................................................... 88 Quadro 5-2 – Áreas de Influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................. 93 Quadro 6.1 – Planos e Projetosde 135 Quadro 4-1 e na Planilha de Desembolso Físico e Financeiro apresentada no Anexo 4.1. O Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, conforme determina a Resolução COEMA nº 9/2003, será assinado em conjunto entre a SEMACE e a Pontal Geração de Energia e Part. S.A. como parte do processo deste licenciamento. CA = GI * VR Onde: GI = 0,5% VR = R$ 958.533.523,33 CA =R$ 4.792.667,62 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 84 de 135 Quadro 4-1 – Valor de Referência (VR) – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III Item Planejamento e Projetos Mobilização e início de Obras Montagem dos Aerogeradores e Conexões Internas Comissionamentos e Finalização das Obras Somatório Itarema IV 1. Projetos de engenharia R$ 4.526.779,94 R$ 1.695.163,54 R$ 575.023,40 - R$ 6.796.966,88 2. Licenciamento Ambiental (Estudos ambientais) R$ 6.836.974,38 R$ 2.560.272,39 R$ 868.480,53 - R$ 10.265.727,30 3. Valor da aquisição/Indenizações, desapropriações ou servidão necessárias a implantação do empreendimento R$ 19.673.492,84 R$ 7.367.220,89 R$ 2.499.065,31 - R$ 29.539.779,04 4. Obras civis R$ 15.950.315,25 R$ 43.582.682,22 R$ 22.092.903,21 R$ 33.410.409,25 R$ 115.036.309,92 5. Aquisição, transporte e montagem de equipamentos elétricos R$ 7.729.423,70 R$ 21.119.897,09 R$ 10.706.083,66 R$ 16.190.476,79 R$ 55.745.881,24 6. Aquisição, transporte e montagem da linha de transmissão - - - - - 7. Aquisição, transporte e montagem de turbinas eólicas R$ 89.568.380,79 R$ 244.736.872,93 R$ 124.061.846,80 R$ 187.614.865,95 R$ 645.981.966,46 8. Administração e fiscalização da obra R$ 4.289.384,15 R$ 11.720.324,24 R$ 5.941.258,68 R$ 8.984.780,41 R$ 30.935.747,47 9. Outros custos R$ 8.381.481,75 22.901.582,20 R$ 11.609.254,25 17.556.313,53 R$ 60.448.631,74 10. Execução de planos, programas e projetos mitigadores dos impactos socioambientais da implantação do empreendimento listados na Licença Prévia – LP R$ 2.519.153,84 R$ 943.358,81 R$ 320.000,62 - R$ 3.782.513,27 Total R$ 159.475.386,64 R$ 356.627.374,30 R$ 178.673.916,46 R$ 263.756.845,93 R$ 958.533.523,33 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 85 de 135 O Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, conforme determina a Resolução COEMA nº 9/2003, será assinado em conjunto entre a SEMACE e a Pontal Geração de Energia e Part. S.A. como parte do processo deste licenciamento. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 86 de 135 5. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO As áreas de influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 foram definidas pela equipe técnica de forma a abranger o espaço passível de sofrer impactos provenientes das atividades de implantação e operação de todo o empreendimento, considerando os meios físico, biótico e socioeconômico. Em decorrência dos resultados do diagnóstico ambiental deste EIA (Capítulo 7 – DIAGNÓSTICO AMBIENTAL) e da avaliação dos impactos ambientais (Capítulo 9 - IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS), foram delimitadas as áreas geográficas a serem direta e indiretamente afetadas pelos impactos provocados pelo empreendimento. Assim, foram definidas três áreas de influência: Área de Influência Indireta (AII), Área de Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA). Os limites dessas áreas foram determinados a partir de critérios objetivos, relacionando os efeitos das ações impactantes sobre os componentes ambientais da região – de natureza física, biológica e socioeconômica, considerando, ainda, os planos e projetos colocalizados (Capítulo 0 – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 87 de 135 PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS). Também foram observadas, ainda, as diretrizes dadas pela Resolução CONAMA nº 001/1986. Nas subseções a seguir, são apresentadas as áreas de influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. No Caderno de Mapas é apresentado o Mapa da Área de Influência Direta e Indireta – Meio Físico e Biótico e o Mapa da Área de Influência Direta e Indireta – Meio Socioeconômico, com a feição das áreas de influência do empreendimento em questão. 5.1 Área Diretamente Afetada (ADA) A Área Diretamente Afetada (ADA) é aquela onde serão realizadas as intervenções para implantação e operação do empreendimento. Assim, a ADA do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 é compreendida pelas poligonais da área das praças dos aerogeradores, da faixa de servidão da LT 230 kV Itarema 4 - Acaraú III, da faixa de servidão das RMTs, da área da Subestação Itarema 4, , da área de obra, da área do canteiro de obras e estruturas auxiliares ao canteiro e das faixas de acessos do empreendimento, totalizando 273,88 hectares. 5.2 Área de Influência Direta (AID) A Área de Influência Direta (AID) é a área onde os impactos do empreendimento, tanto positivos quanto negativos, incidem diretamente e forma primária, ou seja, onde há uma relação direta de causa e efeito dos impactos. 5.2.1 Área Influência Direta (AID) dos Meios Físico e Biótico A AID dos Meios Físico e Biótico foi definida como um contorno (buffer) de 400m (quatrocentos metros) da Área Diretamente Afetada (ADA) do Complexo Eólico Itarema - Fase 4, totalizando 4.648,28 hectares. Para definição dessa AID, em relação ao Meio Físico foram considerados os locais em que as ocorrências dos impactos ambientais podem se dar de forma direta, em decorrência das atividades associadas à implantação do empreendimento, sendo eles a dinâmica erosiva do relevo, processo de assoreamento da rede de drenagem, ruídos e efeito estroboscópico. Enquanto para o Meio Biótico foram considerados o alcance dos impactos diretos sobre os componentes desse meio, como o aumento da caça e captura de animais silvestres, acidentes com a fauna silvestre e colisão da fauna alada, os quais devem se estender até o limite de 400 metros a partir da ADA (Ecology, 2020). 5.2.2 Área de Influência Direta (AID) do Meio Socioeconômico A AID do Meio Socioeconômico foi definida como um contorno (buffer) de 1.500 m (mil e quinhentos metros) da Área Diretamente Afetada (ADA), totalizando 15.729,31 hectares. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 88 de 135 A definição da AID do Meio Socioeconômico considerou o mapeamento e as características das comunidades e localidades existentes no entorno do empreendimento, que poderão sofrer impactos diretos das obras do empreendimento, considerando os acessos a serem utilizados pela construtora e as residências mais próximas dos aerogeradores, da linha de transmissão, da subestação e do canteiro de obras. 5.3 Área de Influência Indireta (AII) A Área de Influência Indireta (AII) é a área onde as ações do empreendimento incidem de forma secundária e onde os impactos se fazem sentir de maneira indireta e, geralmente, com menor intensidade, em relação à Área de Influência Direta (AID). 5.3.1 Área Influência Indireta (AII) dos Meios Físico e Biótico A definição da AII do Meio Físico e do Meio Biótico teve como base a Resolução CONAMA n° 01 de 1986, que indica, na seção III do parágrafo 5º: “Art. 5º O estudo de impacto ambiental, além de atender à legislação, em especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, obedecerá às seguintes diretrizes gerais: ... III -Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográficana qual se localiza;” Sendo assim, foram adotados os limites das áreas de contribuição das bacias hidrográficas ottocodificadas de nível 7 (ANA, 2013) interceptadas pela AID do empreendimento, integrando os recursos hídricos localizados em um raio de 1.000 metros a partir das estruturas do projeto. Logo, a AII dos Meios Físico e Biótico foi definida pelos limites de 57 bacias hidrográficas de nível 7 que são interceptadas pelo empreendimento e totalizando 22.961,95 hectares. O Quadro 5.1 apresenta o código dessas bacias hidrográficas. Quadro 5.1 – Bacias Hidrográfica Ottocodificadas (nível 7) da AII dos Meios Físico e Biótico do Completo Eólico Itarema – Fase 4 (ANA, 2013). Item Código da Bacia Hidrográfica 1 75152381 2 75152379 3 75152377 4 75152374 5 75152373 6 75152372 7 75152365 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 89 de 135 Item Código da Bacia Hidrográfica 8 75152364 9 75152363 10 75152347 11 75152345 12 75152344 13 75152281 14 75152273 15 75152272 16 75152271 17 75152261 18 75152255 19 751522545 20 751522544 21 751522543 22 751522542 23 751522541 24 75152253 25 75152252 26 75152251 27 7515224 28 75152233 29 751522323 30 751522322 31 751522321 32 75152231 33 75152225 34 75152224 35 75152223 36 75152222 37 75152221 38 751522193 39 751522192 40 751522191 41 75152218 42 75151895 43 75151894 44 75151893 45 75151865 46 75151693 47 75151692 48 75151691 49 75151681 50 75151677 51 75151676 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 90 de 135 Item Código da Bacia Hidrográfica 52 75151675 53 75151674 54 751516543 55 751516542 56 751516522 5.3.2 Área de Influência Indireta (AII) do Meio Socioeconômico A AII do Meio Socioeconômico foi definida pelos limites dos territórios dos municípios de Itarema e Acaraú, no estado do Ceará, onde se localiza o Complexo Eólico Itarema – Fase 4. As ações do empreendimento poderão refletir-se, de forma positiva ou negativa, na vida dos moradores, na economia e na infraestrutura desses municípios. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 91 de 135 Figura 5-1 – Áreas de Influência do Meio Socioeconômico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 92 de 135 Figura 5-2 – Áreas de Influência do Meio Físico e Biótico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 93 de 135 O Quadro 5-2 a seguir apresenta de forma resumida as definições das áreas de influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Quadro 5-2 – Áreas de Influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Áreas de Influência Meio Físico e Biótico Meio Socioeconômico AII Limites de Bacias Hidrográficas Limites municipais de Itarema e Acaraú AID Buffer de 400 m a partir da ADA Buffer de 1,5 km a partir da ADA ADA Poligonais das plataformas dos aerogeradores, canteiro de obras, usina de concretagem, áreas de estocagem, faixa de servidão da Linha de Transmissão, faixa de servidão das Redes de Média Tensão (RMTs), Subestação Itarema 4, acessos internos e externos, entre outras estruturas. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 94 de 135 6. PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS 6.1 Planos e Projetos Federais A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados a nível federal, dispostos no Quadro 6.1. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 95 de 135 Quadro 6.1 – Planos e Projetos Colocalizados a nível federal em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 1 IBAMA Projeto Tamar Federal O projeto Tamar tem sede instalada na Praia de Almofala em Itarema, que foi criada para proteção das tartarugas-verde, que costumavam ser muito afetadas pela pesca na região, além de contribuir para conscientização da extinção da espécie e, portanto, da importância da preservação. Conforme informado pela página virtual do projeto, “A ação do Projeto envolve a população local de, aproximadamente, 36,5 mil habitantes, distribuídos em sete localidades de dois municípios (de leste para oeste): Torrões, Almofala, Porto do Barco, Guajiru e Farol, em Itarema; Volta do Rio e Espraiado, em Acaraú. No total, a base monitora 40 km de praias, além de locais de desembarque, venda de peixes e mercados públicos (Ecology, 2020). 2 Ministério da Saúde – MS Programa Melhor em Casa – Atenção Domiciliar (AD) Federal O Programa Melhor em Casa – Atenção Domiciliar (AD) fornece serviços para pessoas que estejam em situações nas quais a atenção domiciliar é a mais indicada para seu tratamento e, assim, evitar hospitalização desnecessária e diminuir o risco de infecções. Esses serviços são fornecidos no domicílio do paciente através de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação. Os serviços podem ser oferecidos, dependendo do teor e nível de complexidade do caso, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelas equipes de Saúde de Família e Atenção Básica ou pelas equipes multiprofissionais de atenção domiciliar (EMAD) e de apoio (EMAP), do Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) – Melhor em Casa. (Ecology, 2020). 3 Ministério da Saúde – MS Programa Crescer Saudável Federal O Programa Crescer Saudável, criado em 2017, estabelece, no âmbito do Programa Saúde na Escola, um conjunto de ações a serem implementadas com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da obesidade infantil no Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 96 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição país por meio de ações a serem realizadas no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), para as crianças matriculadas na Educação Infantil (creches e pré-escolas) e Ensino Fundamental I.4 4 Ministério da Saúde (MS) Programa Saúde da Família (PSF) ou Estratégia Saúde da Família (ESF) Federal O Programa Saúde da Família (PSF) ou Estratégia Saúde da Família (ESF), segundo MS, visa promover uma maior qualidade de vida da população brasileira, por meio das Equipes de Saúde da Família (eSF). As eSF são compostas por equipes multiprofissionais e exercem um trabalho de maior proximidade com os usuários e suas famílias, aumentando assim a adesão às práticas de saúde e aos tratamentos propostos.5 5 Ministério da Saúde (MS) Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS) Federal O Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS) implementa a estratégia dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas Unidades Básicas de Saúde, sendo esta uma estratégia transitória para o Programa Saúde da Família (PSF). Dessa forma, uma vez estabelecido o PSF no município, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) passam a integrar as Equipes de Saúde da Família (eSF). O Agente Comunitário de Saúde é uma categoria de trabalhador que faz parte da própria comunidade atendida, o que permite uma aproximação mais assertiva da equipe de saúde e as localidades.6 (Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011). 4 https://aps.saude.gov.br/ape/promocaosaude/crescersaudavel 5 https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-familia/ 6 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pacs01.pdf Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 97 de135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 6 Ministério da Saúde e Ministério da Educação Programa Saúde na Escola (PSE) Federal O Programa Saúde na Escola (PSE) tem como objetivo contribuir para a formação integral de crianças, adolescentes, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira, por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades, que comprometem o pleno desenvolvimento desse público. O público beneficiário do PSE são os estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade escolar.7 7 Ministério de Desenvolvimento Agrário Plano Safra Federal O Plano Safra é um plano plurianual composto por um conjunto de ações voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar. Nos eixos de atuação do Plano Safra são desenvolvidos programas como o Garantia-Safra, Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), Programa Terra Legal e Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária.8 7 https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pse 8 https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/plano-safra/2022-2023 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 98 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 8 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Federal O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), criado em 1996, visa o fortalecimento dos agricultores familiares na forma de financiamento para melhorias nas atividades produtivas. Para atender as diversas demandas dos agricultores familiares, o PRONAF possui as linhas de crédito: Pronaf Custeio; Pronaf Mais Alimentos - Investimento; Pronaf Agroindústria; Pronaf Agroecologia; Pronaf Eco; Pronaf Floresta; Pronaf Semiárido; Pronaf Mulher; Pronaf Jovem; Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares; Pronaf Cota-Parte; Microcrédito Rural.9 9 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (PRONAMP) Federal O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural é ferramenta federal que destina recursos para o setor agropecuário, nos quais as propriedades conseguem financiar atividades de custeio e investimento10. 10 Ministério do Desenvolvimento Agrário Fundo Garantia-Safra Federal O Garantia-Safra (GS) é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), que tem como objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de Municípios sistematicamente sujeitos a perda severa de safra por razão do fenômeno da estiagem ou excesso hídrico.11 11 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Programa Criança Feliz Federal O Programa Criança Feliz surge como uma importante ferramenta para que famílias com crianças entre zero e seis anos ofereçam a seus pequenos meios para promover seu desenvolvimento integral. É uma estratégia alinhada ao Marco legal da Primeira Infância que traz as diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas para a primeira infância 9 https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/pronaf 10 https://blog.cresol.com.br/entenda-o-que-e-o-pronamp-e-como-funciona/ 11 https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-o-garantia-safra e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.700.htm#art1. https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-o-garantia-safra Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 99 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano. (Ecology, 2020). 12 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria Federal O Plano Brasil sem Miséria tem como objetivo superar a extrema pobreza em âmbito nacional. Dessa forma, seu público alvo são as pessoas que vivem abaixo dessa linha de extrema pobreza, ou seja, pessoas que tem renda mensal abaixo de R$100,00. Ele é coordenado pelo MDS mas envolve vários outros ministérios. Os municípios engajam-se no Plano através do Cadastro Único, que é responsável pelo cadastro das famílias com esse perfil. O responsável pelo cadastro das famílias é o poder público municipal. Por meio do Cadastro Único é que as famílias podem ser beneficiadas pelo Programa Bolsa Família que lhes garantirá uma renda mensal, e também por outros programas que serão apresentados nos próximos tópicos. Além dessas duas ações, que se situam no campo da garantia de renda, o Plano também prevê ações nos eixos de acesso a serviços públicos e de inclusão produtiva. Atualmente pertence à alçada da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social (Ecology, 2020). 13 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Programa Bolsa Família Federal O Programa Bolsa Família promove o combate à pobreza e à desigualdade no Brasil, assim as famílias atendidas recebem uma complementação de renda, porém para recebê-la estas devem atender a algumas condições que visam garantir o acesso aos direitos sociais básicos, como acesso à educação, saúde e assistência social. O Programa foi instituído pela Lei nº 10.836/2004 e regulamentado pelo Decreto nº 5.209/2004. O Programa Bolsa Família tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 100 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219/2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei nº 10.689, de 13/2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde - Bolsa Alimentação, instituído pela Medida Provisória nº 2.206-1/2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102/2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 3.877/2001. 14 Ministério da Cidadania Programa Alimenta Brasil Federal O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e promove o acesso à alimentação das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e incentiva a agricultura familiar, por meio da compra de alimentos provenientes da agricultura familiar e os destina para ações de combate à fome. Segundo a Lei nº 12.512/2011, são finalidades do Programa: "I - incentivar a agricultura familiar, promovendo a sua inclusão econômica e social, com fomento à produção com sustentabilidade, ao processamento de alimentos e industrialização e à geração de renda; II - incentivar o consumo e a valorização dos alimentos produzidos pela agricultura familiar; III - promover o acesso à alimentação, em quantidade, qualidade e regularidade necessárias, das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, sob a perspectiva do direito humano à alimentação adequada e saudável; IV - promover o abastecimento alimentar, que compreende as compras governamentais de alimentos, incluída a alimentação escolar; Complexo EólicoItarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 101 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição V - constituir estoques públicos de alimentos produzidos por agricultores familiares; VI - apoiar a formação de estoques pelas cooperativas e demais organizações formais da agricultura familiar; e VII - fortalecer circuitos locais e regionais e redes de comercialização."12 15 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Ação Brasil Carinhoso Federal O Programa Brasil Carinhoso consiste na transferência automática de recursos financeiros para custear despesas com manutenção e desenvolvimento da educação infantil, contribuir com as ações de cuidado integral, segurança alimentar e nutricional, além de garantir o acesso e a permanência da criança na educação infantil.13 16 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Programa Mais Educação Federal Estratégia criada pelo Ministério da Educação que visa o aumento da educação em tempo integral no país. O programa propõe o aumento da carga horária das escolas públicas para 7 horas no mínimo a partir da oferta de atividades como acompanhamento pedagógico, educação ambiental, esporte e artes. O governo federal repassa recursos para cobrir o pagamento das despesas adicionais que o incremento dessas atividades gera para as escolas. A prioridade para as escolas receberem os recursos é ter mais de 50% dos alunos provenientes de famílias beneficiárias do Bolsa Família. Em 2013, Itarema fez adesão ao Programa para oferecer educação em tempo integral em 36 escolas do ensino fundamental, sendo a totalidade delas com mais da metade dos seus alunos no Programa Bolsa Família (Ecology, 2020). 12 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14284.htm#art46 13 https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/brasil- carinhoso#:~:text=O%20Programa%20Brasil%20Carinhoso%20consiste,da%20crian%C3%A7a%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20infantil. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 102 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 17 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) Federal O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) visa ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica, por meio de programas, projetos e ações de assistência técnica e financeira. Segundo a Lei nº 12.513/2011, são objetivos do Pronatec "expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio presencial e a distância e de cursos e programas de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica; contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público, por meio da articulação com a educação profissional; ampliar as oportunidades educacionais dos trabalhadores, por meio do incremento da formação e qualificação profissional; estimular a difusão de recursos pedagógicos para apoiar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica; e estimular a articulação entre a política de educação profissional e tecnológica e as políticas de geração de trabalho, emprego e renda". Dentre as ações do Pronatec, existem 3 modalidades da Bolsa-Formação que se articulam com políticas ambientais que são o Pronatec Ambiental, Pronatec Bolsa Verde – Extrativismo, Pronatec Catador. (Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011).14 18 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER Federal Para a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), o principal objetivo dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismo de acesso a 14 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12188.htm#:~:text=Art.,Par%C3%A1grafo%20%C3%BAnico. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 103 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição recursos, serviços e renda, de forma sustentável. Para coordenar as ações de ATER, o órgão dispõe do Departamento de Desenvolvimento Comunitário (DCC).(Lei nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010).15 19 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais Federal O programa, que conta com auxílio dos técnicos da ATER, distribui recursos para financiar a implantação dos projetos de estruturação produtiva das famílias agricultoras. Esses recursos, advindos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, devem ser utilizados pelas famílias para compra de insumos e equipamentos ou na contratação de pequenos serviços necessários à implantação do projeto. (Ecology, 2020). 20 Ministério da Cidadania – Secretaria Especial do Desenvolvimento Social Plano Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos Federal No âmbito do Plano Brasil sem Miséria, o objetivo do Programa é fornecer água potável para as populações rurais através da implantação de cisternas. A partir dessa medida, pretende atuar no melhoramento das condições de saúde e segurança alimentar das populações e também na ampliação de suas produções agrícolas e a criação de animais. (Ecology, 2020). 21 Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Federal O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi criado para promover o planejamento estratégico dos setores estruturantes do país, aumentando os investimentos públicos e privados em obras fundamentais e, consequentemente, aumentando a geração de empregos. (Ecology, 2020). 22 Ministério do Esporte Programa Bolsa Atleta Federal O Programa representa a maior iniciativa de patrocínio individual de atletas do mundo e é executado desde 2005. Podem se inscrever para o recebimento da bolsa atletas de alto rendimento que se destaquem emcompetições de sua modalidade nacional e internacionalmente. O 15 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.666-1993?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 104 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição programa tem como objetivo democratizar a possibilidade desses atletas se dedicarem exclusivamente aos treinamentos e competições sem necessitarem de outra forma de obtenção de renda, mas sem impedir, que obtenham outras formas de patrocínio. Hoje a prioridade é para os atletas de esportes que integram os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (Ecology, 2020). 23 Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Ministério de Minas e Energia (MME) Plano Decenal de Expansão de Energia Federal O Plano Decenal de Expansão de Energia é um documento informativo, com o objetivo de indicar as perspectivas de expansão futura do setor de energia sob a ótica do Governo, no horizonte de 10 anos. Sendo um instrumento de comunicação e de apoio para o planejamento do setor de energia, além de subsidiar a tomada de decisão de agentese investidores. Alguns itens apresentados no Plano são: análise da segurança energética do sistema; o balanço de oferta e demanda de garantia física; a disponibilidade de combustíveis, em particular do gás natural; o cronograma dos estudos de inventário de novas bacias hidrográficas; e os recursos e necessidades identificados pelo planejador para o atendimento à demanda.16 16 https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/plano-decenal-de-expansao-de-energia-pde Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 105 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 24 Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Ministério de Minas e Energia (MME) Plano Nacional de Energia Federal O Plano Nacional de Energia (PNE) é um estudo realizado pela EPE junto com o MME que visa o planejamento integrado, a longo prazo, dos recursos energéticos realizado no âmbito do Governo brasileiro. No Plano são desenvolvidos os cenários de evolução da economia brasileira; a evolução da demanda de energia; o potencial dos recursos energéticos; os cenários de oferta de energia elétrica; os cenários de oferta de combustíveis. Sendo apresentados como resultados finais a Matriz Energética Nacional, a Perspectiva Energética e o Relatório Executivo do PNE. Há o Plano Nacional de Energia - 2030 e Plano Nacional de Energia - 2050, onde são apresentados os planejamentos e projeções até o ano de 2030 e 2050, respectivamente.17 17 https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/plano-nacional-de-energia-pne Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 106 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 25 Ministério da Educação Plano Nacional de Educação (PNE) Federal O Plano Nacional de Educação (PNE) visa o planejamento estratégico da política educacional durante o período de 2014 a 2024, possuindo as seguintes diretrizes: "I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental." (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014).18 26 Ministério da Educação Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) Federal O Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) visa ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal. E segundo o Decreto nº 7.234/2010, possui os objetivos de "democratizar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal; minimizar os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanência e conclusão da educação superior; reduzir as taxas de retenção e evasão; e contribuir para a promoção da inclusão social pela educação." As ações de assistência 18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 107 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição estudantil deste Programa são voltadas para as áreas de moradia, alimentação, transporte, saúde, inclusão digital, cultura, esporte, apoio pedagógico e acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação. (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010).19 27 Ministério da Educação Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM) Federal O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) é destinado a jovens entre 15 e 29 anos, sendo subdividido em 4 modalidades Projovem Adolescente - Serviço Socioeducativo; Projovem Urbano; Projovem Campo - Saberes da Terra; e Projovem Trabalhador. O Projovem visa promover a reintegração destes jovens ao processo educacional, assim como a sua qualificação profissional e seu desenvolvimento humano. (Lei nº 11.692, de 10 de junho de 2008).20 28 Ministério da Educação Programa Brasil Alfabetizado (PBA) Federal O Programa Brasil Alfabetizado (PBA) visa a universalização da alfabetização de jovens e adultos a partir de quinze anos de idade, sendo desenvolvido prioritariamente nos municípios com maiores índices de analfabetismo. (Lei nº 10.880, de 9 de junho de 2004).21 29 Ministério da Educação Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Federal O Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (PEJA), segundo o Lei nº 10.880/2004, visa ampliar a oferta de vagas na educação fundamental pública de jovens e adultos, em 19 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2010/decreto/d7234.htm#:~:text=DECRETA%3A,na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20superior%20p%C3%BAblica%20federal.&text=IV%20%2D%20contribuir%20para%20a%20promo%C3 %A7%C3%A3o%20da%20inclus%C3%A3o%20social%20pela%20educa%C3%A7%C3%A3o. 20 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11692.htm 21http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.880.htm. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.692-2008?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.692-2008?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.639-2008?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 108 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (PEJA) cursos presenciais com avaliação no processo, por meio de assistência financeira, em caráter suplementar, aos sistemas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal. (Lei nº 10.880, de 9 de junho de 2004).22 30 Ministério da Educação Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Federal O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) visa contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo. Além disso, a Resolução FNDE nº 26/2013 apresenta as diretrizes que regem o PNAE. (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010).23 31 Ministério da Educação Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) Federal O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) visa a promover ações supletivas e redistributivas para a correção progressiva das disparidades de acesso,garantia de um padrão mínimo de qualidade de ensino e melhoria da infraestrutura da rede física escolar existente nos municípios, por meio de reforma e aparelhamento com mobiliários e equipamentos adequados a esta categoria de ensino, bem como construção de novas unidades escolares onde se verifica um déficit de atendimento ou prédios escolares a serem substituídos. (Resolução/CD/FNDE nº 6, de 24 de abril de 2007).24 22 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.880.htm 23 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7234.htm 24 https://www.fnde.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/3130-resolu%C3%A7%C3%A3o-cd-fnde-n%C2%BA-6-de-24-de-abril-de-2007 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%207.234-2010?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 109 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 32 Ministério da Educação Programa Universidade para Todos (PROUNI) Federal O Programa Universidade para Todos (PROUNI) é destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por cento) para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos. Para estimular a permanência dos estudantes nas instituições, o programa conta com ações conjuntas como a Bolsa Permanência e o Fundo de Financiamento Estudantil – FIES (Lei nº 14.350, de 25 de maio de 2022).25 33 Ministério da Educação Pacto Nacional Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) Federal O Pacto Nacional Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) é um programa integrado cujo objetivo é a alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática, até o 3º ano do Ensino Fundamental, de todas as crianças das escolas municipais e estaduais, urbanas e rurais, brasileiras (Portaria MEC nº 826, de 07/07/2017).26 34 Ministério da Integração Nacional (MI) Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos – PROÁGUA Nacional Federal O Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (PROÁGUA Nacional) visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do País, mediante planejamento e gestão dos recursos hídricos simultaneamente com a expansão e otimização da infraestrutura hídrica, de forma a garantir a oferta sustentável de água em quantidade e qualidade adequadas aos usos múltiplos.27 25 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14350.htm#art1 26 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12801.htm 27 https://progestao.ana.gov.br/progestao-1/o-programa/antecedentes Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 110 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição Agência Nacional das Águas – ANA Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas – PROGESTÃO Federal O PROGESTÃO é regulamentado pela Resolução ANA nº 379/2013 e é desenvolvido pela Agência Nacional de Água – ANA e tem como objetivos: “I – promover a efetiva articulação entre os processos de gestão das águas e de regulação dos seus usos, conduzidos nas esferas nacional e estadual; II – fortalecer o modelo brasileiro de governança das águas e de regulação dos seus usos, conduzidos nas esferas nacional e estadual;”(artigo 1 da Resolução ANA nº 379/2013). 35 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) Federal O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) visa a melhoria da qualidade de vida no campo, oferece oportunidade para trabalhadores e trabalhadoras rurais, através de financiamento na compra de imóvel rural, na estruturação da propriedade, no projeto produtivo, na contratação Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), entre outras necessidades apresentadas pelo agricultor para exercer atividade autônoma. Associadas ao PNCF existem três linhas de crédito, o PNCF Social, o PNCF Mais e o PNCF Empreendedor. O PNCF social é voltado para agricultores familiares localizados na região Norte e na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O PNCF Mais é voltado para agricultores familiares de todas as regiões do Brasil com exceção dos municípios inseridos na área de atuação da Sudene e o PNCF Empreendedor é voltado para todas as regiões do Brasil e suas regras são definidas junto aos Agentes Financeiros que optem por operacionalizar esta linha, segundo a Resolução CONDRAF nº 120/2018.28 28 https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/agricultura-familiar/credito Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 111 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 36 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) Federal O Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) oferece um desconto referente à diferença entre o preço de mercado e o preço de garantia do produto voltado para famílias agricultoras que acessam o Pronaf, nas modalidades Custeio ou Investimento. A tabela com os produtos que têm o desconto é publicada mês a mês no Diário Oficial da União (DOU). Dessa forma, os agricultores têm assegurado, no mínimo, o custo de produção para o pagamento do que foi financiado.29 37 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Programa Titula Brasil Federal O Programa Titula Brasil tem como objetivos: I – ampliar a regularização e a titulação nos projetos de reforma agrária do Incra ou terras públicas federais sob domínio da União ou do Incra passíveis de regularização fundiária; II – expandir a capacidade operacional da política pública de regularização fundiária e de titulação; III – agilizar processos, garantir segurança jurídica, reduzir custos operacionais e, ainda, gerar maior eficiência e celeridade aos procedimentos de regularização fundiária e titulação; IV – reduzir o acervo de processos de regularização fundiária e titulação pendentes de análise; V – auxiliar na supervisão dos ocupantes em projetos de assentamento; e VI – fomentar boas práticas no federalismo cooperativo com os municípios. (Instrução Normativa nº 105, de 29 de Janeiro de 2021)30 29 https://www.gov.br/pt-br/servicos/acessar-o-programa-de-garantia-de-preco-para-a-agricultura-familiar-pgpaf#:~:text=O%20que%20%C3%A9%3F- ,O%20Programa%20de%20Garantia%20de%20Pre%C3%A7o%20para%20a%20Agricultura%20Familiar,garantia%20igual%20ou%20pr%C3%B3ximo%20do 30 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-105-de-29-de-janeiro-de-2021-301562186 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 112 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 38 Ministério de Minas e Energia Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (LUZ PARA TODOS) Federal O Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, também denominado Luz para Todos, foi criado como instrumento de desenvolvimento e inclusão social, uma vez que no ano de 2000, segundo o IBGE, existiam aproximadamente dois milhões de domicílios rurais sem acesso à energia elétrica.31 39 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social,Família e Combate à Fome Sistema Único de Assistência Social (SUAS) Federal O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), segundo a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) (Lei nº 8.742/1993 e Lei nº 12.435/2011), foi criado para organizar em forma de sistema as ações na área de assistência social, com os seguintes objetivos: consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação técnica entre os entes federativos que, de modo articulado, operam a proteção social não contributiva; integrar a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social; estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, regulação, manutenção e expansão das ações de assistência social; definir os níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e municipais; implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência social; estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios; e afiançar a vigilância socioassistencial e a garantia de direitos. Dessa forma, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o Serviço de Proteção e Atenção Integral à Família (PAIF) são partes integrantes do SUAS.32 31 https://www.gov.br/mme/pt-br/canais_atendimento/ouvidoria/perguntas-frequentes/programa-luz-para-todos 32 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/gestao-do-suas Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 113 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 40 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) Federal O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço da Proteção Social Básica do SUAS que é ofertado de forma complementar ao trabalho social com famílias realizado por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI). O SCFV realiza atendimentos em grupo. São atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. É uma forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares.33 41 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) foi criado no ano de 1996 visando o combate ao trabalho infantil especificamente em carvoarias da região de Três Lagoas, sendo posteriormente amplificado para todo o Brasil de forma gradativa. Em 2011, a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) institui o PETI como um programa de caráter intersetorial, integrante da Política Nacional de Assistência Social, que compreende transferências de renda, trabalho social com famílias e oferta de serviços socioeducativos para crianças e adolescentes que se encontrem em situação de trabalho.34 33 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/convivencia-e-fortalecimento-de-vinculos 34 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/acao-estrategica-do-programa-de-erradicacao-do-trabalho-infantil Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 114 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 42 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Proteção e Atenção Integral à Família (PAIF) Federal O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) consiste na oferta de ações e serviços socioassistenciais de prestação continuada, nos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), por meio do trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade social. Ainda, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, os objetivos do PAIF são: o fortalecimento da função protetiva da família; a prevenção da ruptura dos vínculos familiares e comunitários; a promoção de ganhos sociais e materiais às famílias; a promoção do acesso a benefícios, programas de transferência de renda e serviços socioassistenciais; e o apoio a famílias que possuem, dentre seus membros, indivíduos que necessitam de cuidados, por meio da promoção de espaços coletivos de escuta e troca de vivências familiares. (Lei nº 12.435, de 6 de julho de 2011).35 43 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas Idosas e com Deficiência Federal Este é um serviço para pessoas com deficiência ou idosas com algum grau de dependência e suas famílias, que tiveram suas limitações agravadas por violações de direitos, como isolamento, confinamento, atitudes discriminatórias e preconceituosas, falta de cuidados adequados por parte do cuidador, entre outras situações que aumentam a dependência e comprometem o desenvolvimento da autonomia.36 44 Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) Federal O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), criado pela Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346/2006). O 35 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art1 36 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.435-2011?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.435-2011?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 115 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição Família e Combate à Fome PLANSAN é um instrumento de planejamento, gestão e execução da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSA), sendo regido pelas 8 diretrizes desta Política (Art. 3º do Decreto nº 7.272/2010), que são: I - Acesso universal à alimentação; II - Abastecimento alimentar; III - Educação Alimentar e Nutricional; IV - Ações voltadas para povos e comunidades tradicionais; V - Saúde; VI - Acesso universal à água; VII - Iniciativas em âmbito internacional; e VIII - Direito Humano à Alimentação Adequada.37 45 Ministério da Cidadania Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas) Federal O Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e Outras Tecnologias Sociais de Acesso à Água (Programa Cisternas) visa promover o acesso à água para o consumo humano e animal e para a produção de alimentos, por meio de implementação de tecnologias sociais, destinado às famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água. (Decreto nº 9.606, de 10 de dezembro de 2018).38 46 Ministério do Meio Ambiente (MMA) Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) Federal O Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), estabelecido pela Lei nº 9.433/1997, é instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos. Segundo o MMA, o objetivo geral é “estabelecer um pacto nacional para a definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a melhoria da oferta de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e considerandoser a água um elemento estruturante para a implementação das políticas setoriais, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da inclusão social”. Os objetivos específicos são assegurar: “1) a melhoria das 37 http://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/seguranca_alimentar/caisan/Publicacao/Caisan_Nacional/PLANSAN%202016-2019_revisado_completo.pdf 38 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9606.htm#art22 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%209.606-2018?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 116 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição disponibilidades hídricas, superficiais e subterrâneas, em qualidade e quantidade; 2) a redução dos conflitos reais e potenciais de uso da água, bem como dos eventos hidrológicos críticos e 3) a percepção da conservação da água como valor socioambiental relevante”.39 47 Ministério do Meio Ambiente (MMA) Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN- Brasil) Federal O Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil) possui objetivo de estabelecer diretrizes e instrumentos legais e institucionais que permitam otimizar a formulação e execução de políticas públicas e investimentos privados nas Áreas Suscetíveis à Desertificação, no âmbito do combate à desertificação, da mitigação dos efeitos da seca e da promoção do desenvolvimento sustentável. (Lei nº 13.153, de 30 de julho de 2015).40 48 Ministério do Meio Ambiente (MMA) Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio I) Federal O PROBIO é o mecanismo de auxílio técnico e financeiro na implementação do Programa Nacional da Diversidade Biológica - PRONABIO, tendo todas as suas ações aprovadas pela Comissão Nacional de Biodiversidade - CONABIO, fórum responsável pela definição de diretrizes para implementação do PRONABIO e da Política Nacional de Biodiversidade. O objetivo do PROBIO é identificar ações prioritárias, estimulando subprojetos que promovam parcerias entre os setores públicos e privados, gerando e divulgando informações e conhecimentos no tema. (Decreto nº 4.339, de 22 de agosto de 2002).41 39 https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/seguranca-hidrica/plano-nacional-de-recursos-hidricos-1/o-pnrh 40 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/Lei/L13153.htm 41 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4339.htm http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 117 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição 49 Ministério do Meio Ambiente (MMA) Projeto Nacional de Ações Integradas Público- Privadas para Biodiversidade (Probio II) Federal O Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II) visa impulsionar a transformação dos modelos de produção, consumo e de ocupação do território nacional, começando com os setores de agricultura, ciência, pesca, florestas e saúde. Este Projeto é executado por uma parceria estabelecida entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e CAIXA. Para sua implementação, também foram estabelecidas parcerias estratégicas com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério da Saúde (MS), o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o ICMBio, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e a Embrapa. (Decreto nº 4.339, de 22 de agosto de 2002).42 50 Ministério do Meio Ambiente (MMA) Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA II) Federal O Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA) tem por objetivo contribuir para o fortalecimento das principais instituições ambientais brasileiras bem como reforçar a capacidade de gestão ambiental nos níveis federal, estadual, do Distrito Federal e municipal. O Ceará faz parte dos estados participantes do PNMA II. (Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981).43 51 Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Plano Plurianual (PPA) 2020 – 2023 Federal O Plano Plurianual (PPA) para o período de 2020 a 2023 foi instituído pela Lei Federal nº 13.971/2019. Este Plano é um instrumento de planejamento governamental que define diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada, com o propósito de 42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4339.htm 43https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%206.938%2C%20DE%2031%20DE%20AGOSTO%20DE%201981&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20Pol% C3%ADtica%20Nacional,aplica%C3%A7%C3%A3o%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%206.938-1981?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 118 de 135 # Instituição/Entidade Governamental Responsável Programa Esfera Governamental Descrição viabilizar a implementação e a gestão das políticas públicas. (Lei nº 13.971, de 27 de dezembro de 2019).44 52 Ministérios da Fazenda e das Cidades e Caixa Econômica Federal Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) Federal O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) foi criado pelo Governo Federal no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, através da Lei 11.977/2009 e tem como finalidade subsidiar a produção ou reforma de imóveis para agricultores familiares e trabalhadores rurais, por intermédio de operações de repasse de recursos do orçamento geral da União ou de financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS. (Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009).45 44 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13971.htm 45 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.971-2019?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.971-2019?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.977-2009?OpenDocument Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 119 de 135 6.2 Planos e Projetos Estaduais A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados no estado do Ceará, dispostos no Quadro 6.2. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 120 de 135 Quadro 6.2 – Planos e Projetos do Estado do Ceará # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 1 Governo do Estado; Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará; Secretaria de Planejamento e Gestão Plano Estadual de Convivência com a Seca Estadual/ Ceará O Plano Estadual de Convivência com a Seca – Ações Emergenciais e Estruturantes, constitui-se em uma iniciativa do Governo do Ceará, em parceria com o Governo Federal, elaborado em 2015. Este Programa prevê medidas emergenciais, estruturantes e complementares para cinco eixos de atuação: segurança hídrica, segurançaalimentar, benefícios sociais, sustentabilidade econômica e conhecimento e inovação. 2 Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE – CE) (2010) Estadual/ Ceará O Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE – CE) é um planejamento estratégico que visa o combate à desertificação. Segundo a Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará, "o objetivo global do PAE é contribuir para a convivência com o semiárido e sustentabilidade ambiental do bioma caatinga, promovendo políticas ambientais, sociais e econômicas que visem à redução da pobreza, buscando em sua administração, a integração institucional, a descentralização gerencial, o diálogo democrático e a participação da sociedade, adotando a negociação transparente e responsável de conflitos como forma privilegiada de superar as diferenças de uso dos recursos naturais.". Suas ações estratégicas são distribuídas em 4 subprogramas, que são: I - Gestão dos recursos naturais e da produção sustentável; II - Convivência com o semiárido e as mudanças climáticas; III - Cidadania ambiental; IV - Gestão Pactuada.46 3 Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH) Plano de Segurança Hídrica (PSH) das Bacias Estadual/ Ceará O Plano de Segurança Hídrica (PSH) das Bacias Estratégicas do Acaraú, Metropolitanas e da Sub-Bacia do Salgado é um instrumento utilizado pela gestão para garantir a oferta de água para o abastecimento humano e as atividades 46 http://www.mpce.mp.br/wp-content/uploads/2016/05/PROGRAMA-ESTADUAL-DE-COMBATE-A-DESERTIFICA%C3%87%C3%83O.pdf Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 121 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição Estratégicas do Acaraú, Metropolitanas e da Sub-Bacia do Salgado produtivas, de modo que os eventos extremos de secas e cheias possam ser enfrentados de forma controlada e com redução de riscos para o desenvolvimento socioeconômico da região. na Sub-Bacia do Salgado.47 4 Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH) Plano de Recursos Hídricos da Região do Litoral Estadual/ Ceará O Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Litoral é um documento técnico contendo as características físicas, socioeconômicas e ambientais da bacia hidrográfica, com um prognóstico e uma programação das ações a serem realizadas na bacia. O Plano compõe-se de três etapas: Diagnóstico, Prognóstico e Planejamento. Especificamente, busca-se propor ações e estratégias que proporcionem a melhoria da segurança hídrica e a minimização da ocorrência de conflitos pelo uso dos recursos hídricos tendo como base: a avaliação das secas e cheias; o levantamento de informações sobre a estrutura demanda hídrica e sobre as questões relacionadas ao saneamento ambiental tais como o lançamento inadequado de efluentes urbanos e a destinação inadequada dos resíduos sólidos; o entendimento de problemas ambientais como o assoreamento dos reservatórios, os desmatamentos nas Áreas de Preservação Permanente (APP), o crescimento desordenado de comunidades e núcleos urbanos e as ocupações irregulares (COGERH, 2022)48 47 https://portal.cogerh.com.br/plano-de-seguranca-hidrica-2/ 48 https://portal.cogerh.com.br/plano-de-recursos-hidricos-da-regiao-do-litoral/#:~:text=O%20Plano%20de%20Recursos%20H%C3%ADdricos,a%20serem%20realizadas%20na%20bacia. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 122 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 5 Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace) Programa de Cadastro Georreferenciado de Imóveis Rurais e Regularização Fundiária do Governo do Ceará Estadual/ Ceará O Governo do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e do Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), executa o Programa de Cadastro Georreferenciado de Imóveis Rurais e Regularização Fundiária do Governo do Ceará, junto com o Governo Federal, através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Este Programa visa realizar o cadastro georreferenciado de imóveis rurais nos municípios do estado do Ceará, bem como a regularização de posses com a emissão de títulos para beneficiar produtores rurais e agricultores familiares.49 6 Secretaria de Educação do Estado do Ceará Programa Avance - Bolsa Universitário Estadual/ Ceará O Programa Avance - Bolsa Universitário visa melhorar as condições de acesso à universidade dos estudantes egressos do Ensino Médio Público cearense, por meio de auxílio financeiro. Para receber tal auxílio financeiro, os estudantes devem atender alguns requisitos50 7 Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (PREVINA) Estadual/ Ceará O Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e Combate aos Incêndios Florestais (PREVINA) visa diminuir a incidência de queimadas e de incêndios florestais no estado do Ceará, através da gestão mais sustentável do meio ambiente. Dessa forma, direciona suas ações de prevenção para a adoção de práticas mais sustentáveis nas áreas rurais, uma vez que o uso intensivo das queimadas na preparação das terras para os cultivos agrícolas é um fator com potencial de gerar queimadas descontroladas e incêndios florestais. A FUNCEME realiza o monitoramento através de imagens de satélite, identificando os focos de calor.51 49 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10267.htm 50 https://www.seduc.ce.gov.br/avance/ 51 https://www.sema.ce.gov.br/sobre-previna/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 123 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 8 Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado do Ceará (STDS) Programa de Apoio às Reformas Sociais (PROARES II) Estadual/ Ceará O Programa de Apoio às Reformas Sociais (PROARES) visa melhorar as condições de vida e a inserção social de crianças, adolescentes e jovens em situação de risco social, bem como de seus familiares, além de fortalecer a capacidade de gestão estadual e municipal, principalmente na área social. Este Programa possui 4 componentes: Planos Participativos Municipais (PPM); Plano Estratégico Estadual (PPE); Fortalecimento Institucional (FI); e Monitoramento e Avaliação (M&A).52 9 Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS) Programa Criando Oportunidades Estadual/ Ceará O Programa Criando Oportunidades visa a capacitação e qualificação profissional do trabalhador cearense. É um Programa concebido pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS). São público alvo do Programa: Jovens de 16 a 24 anos à procura do primeiro emprego, Mulheres chefes de família cadastradas no CadÚnico, Pessoas que trabalham em condição autônoma e por conta própria, segmentos especiais: pessoas com deficiência, quilombolas, afrodescendentes, indígenas, apenados e egressos do sistema penal e de medidas socioeducativas, trabalhadores sem ocupação e desempregados.53 10 Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) Programa Primeiro Passo – Ceará Estadual/ Ceará O Programa Primeiro Passo qualifica profissionalmente adolescentes e jovens, oriundos da rede pública de ensino, que se encontram em situação de vulnerabilidade social, estimulando-os por meio do desenvolvimento de suas competências social e profissional. O projeto atua em quatro linhas de ação: Aprendiz, Bolsista, Estagiário e Empreendedor Criativo.54 52 https://www.sps.ce.gov.br/2010/10/08/proares/53 https://www.sps.ce.gov.br/2019/12/20/projeto-criando-oportunidades-ganha-versao-itinerante/ 54 https://www.ceara.gov.br/2022/06/23/programa-primeiro-passo-governo-do-ceara-certifica-mais-de-3-mil-jovens-e-lanca-10-mil-novas-vagas/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 124 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 11 Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do estado do Ceará Programa Mais Infância Ceará Estadual/ Ceará O Programa Mais Infância Ceará implementa-se por meio da abordagem e coordenação intersetorial, em articulação com as diversas políticas setoriais numa visão abrangente de todos os direitos da criança, constituindo-se instrumento a ser utilizado pelo Estado e pelos municípios a serviço da garantia do atendimento dos direitos da criança de forma integral e integrada, de acordo com suas características biopsicossociais, culturais e seu contexto, familiar, comunitário e ambiental.55 12 Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) Plano Estadual de Recursos Hídricos (PLANERH) Estadual/ Ceará O Plano Estadual de Recursos Hídricos apresenta diretrizes que visam fundamentar e orientar a implementação da política de recursos hídricos no Estado considerando as bacias e sub-bacias hidrográficas, mediante gestão equitativa e razoável desses recursos.56 13 Superintendência Estadual do Meio Ambiente do estado do Ceará Programa de Educação Ambiental (PEACE) Estadual/ Ceará O Programa de Educação Ambiental (PEACE) visa promover a internalização, o disciplinamento e o fortalecimento da dimensão ambiental no processo educativo, com vistas a prevenir e conter os impactos negativos no meio ambiente, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no Estado do Ceará e o aperfeiçoamento do processo de interdependência Sociedade-Natureza, necessário à manutenção da vida no Planeta Terra.57 14 Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) Programa de Combate à Pobreza Rural – Projeto São José Estadual/ Ceará O Projeto São José é voltado para o fortalecimento da infraestrutura básica e da organização da agricultura familiar, com implantação de sistema de abastecimento de água, melhorias sanitárias e mecanização agrícola das comunidades rurais, focando no desenvolvimento sustentável. Além disso, atua no financiamento de projetos com foco nas Cadeias Produtivas Prioritárias e Emergentes. 55 https://www2.al.ce.gov.br/legislativo/legislacao5/leis2021/17380 56 https://dspace.ana.gov.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/10693/LeiCE_n_14.844_28-12-10.Lpdf?sequence=1&isAllowed=y 57 https://www.semace.ce.gov.br/2010/11/11/programa-de-educacao-ambiental-peace/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 125 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição Financiado pelo Banco Mundial, o projeto encontra-se em sua 3ª etapa – Projeto São José III – e possui três componentes: (i) Inclusão Econômica, (ii) Serviços de água e (iii) Fortalecimento institucional e apoio a gestão.58 15 Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) Projeto Quintais Produtivos Estadual/ Ceará Este Projeto realiza a construção de quintais produtivos para a produção de alimentos para o autoconsumo mantidos com cisternas de enxurrada como forma de convivência sustentável com o semiárido.59 16 Secretaria Estadual de Educação – SEDUC Programa Mais Infância Ceará Estadual /Ceará O Programa Mais Infância Ceará tem por objetivo promover o desenvolvimento infantil a partir de quatro pilares. Tempo de Crescer: voltado para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários através de serviços e formações profissionais. Tempo de Brincar: foca nos benefícios do jogo infantil para alcançar o desenvolvimento infantil desejado pelo Programa. Tempo de Aprender: trabalha com a meta de universalizar a oferta de pré-escola e ampliar a oferta de creches com a construção e a qualificação dos Centros de Educação Infantil (CEIs). Tempo de Nascer: visa diminuir os índices de morbi/mortalidade materna e perinatal a partir da atenção à gestação de alto risco. (Ecology, 2020) 17 Secretaria Estadual de Educação – SEDUC Programa de Alfabetização na Idade Certa – Mais PAIC Estadual /Ceará O Programa de Alfabetização na Idade Certa – Mais PAIC um programa de cooperação entre o poder público estadual e os municípios cearenses. Foi criado em 2007 e é considerado um programa prioritário para o Governo Estadual do Ceará até os dias de hoje. Ele tem como objetivo estimular a alfabetização dos alunos da rede pública de ensino até o final segundo ano do ensino fundamental. (Ecology, 2020) 58 https://www.sda.ce.gov.br/ugp-sao-josee-iii/ 59 https://www.sema.ce.gov.br/2017/01/12/projeto-quintais-produtivos-da-sema-e-aprovado-pelo-fdid/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 126 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 20 Secretaria Estadual de Turismo – SETUR Programa de Valorização da Infraestrutura Turística do Litoral Oeste – PROINFTUR Estadual /Ceará Numa parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) o PROINFTUR foi aprovado em 2013 pelo Senado Federal e tem como objetivo investir em infraestrutura turística e preservação ambiental em 17 municípios e 12 localidades do litoral Oeste do Ceará. O Programa é dividido em quatro componentes: Desenvolvimento Social e Turístico Sustentável; Urbanização, implantação e ampliação de saneamento básico; Infraestrutura turística, e Gestão do Programa. (Ecology, 2020). 19 Secretaria Estadual do Desenvolvimento Agrário – SDA Projeto Hora de Plantar Estadual /Ceará Projeto realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE), distribuí plantas e mudas para agricultores familiares no Estado do Ceará, incrementando sua produtividade, renda e também contribuindo para uma maior segurança alimentar. Ele atua de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) distribuindo mudas frutíferas de caju, acerola, cajá, goiaba, manga e umbu cajá, manivas de mandioca, raquetes de palma forrageira e essências florestais nativas. Segundo o Manual Operacional de 20196 do Projeto, o Hora de Plantar tornou possível a inclusão de agricultoras e agricultores familiares como produtores profissionais de semente. (Ecology, 2020) 20 Secretaria de Saúde do Ceará – SESA Programa Nascer no Ceará Estadual /Ceará O Programa Nascer no Ceará tem o objetivo de reforçar o cuidado materno-infantil para melhor atender à gestante de alto risco e garantir assistência a gestantes e recém-nascidos nos municípios cearenses. Visa, dessa forma, reduzir a morbimortalidade materna e neonatal. (Ecology, 2020) 21 Secretaria do Meio Ambiente – SEMA Certificação Praia Limpa Estadual /Ceará Programa de incentivo à melhoria da gestão ambiental dos municípios litorâneos a partir da concessão de um selo de certificação ambiental que visa melhorar a qualidade das praias do Estado do Ceará do ponto de vista sócio ambiental. Os municípios que se inscrevem no programa se comprometem, então, a adequarem as praias a serem certificadas de modo que atendam aos critérios de avaliação. Os Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 127 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição critérios são: qualidade ambiental da praia; segurança física dos frequentadores; proteção dos ecossistemas; higiene sanitária e comunicação, educação ambiental e acessibilidade. Itarema faz parte do universo de municípios elegíveis, segundo Regulamento publicado em 201360. O programa, no entanto, existe desde 2007 e vigora atéColocalizados a nível federal em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ......................................................................................................................... 95 Quadro 6.2 – Planos e Projetos do Estado do Ceará ................................................................. 120 Quadro 6.3 – Planos e Projetos Colocalizados de Acaraú/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 129 Quadro 6.4 – Planos e Projetos Colocalizados de Itarema/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 131 Quadro 6.5 – Planos e Projetos Colocalizados do terceiro setor em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 134 ÍNDICE DE FIGURAS Figura 2-1 – Matriz de Energia Elétrica do Brasil por tipo de fonte no ano de 2022 (Fonte: ONS, 2023). .......................................................................................................................................... 10 Figura 2-2 – Mapa de Localização do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................. 12 Figura 2-3 – Estruturas do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .................................................... 25 Figura 2-4 – Elementos de um aerogerador. .............................................................................. 27 Figura 2-5 – Fluxograma da lavagem das betoneiras. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida 2019). ..................................................................................................................................................... 33 Figura 2-6 – Corte Transversal da fundação genérica dos aerogeradores V150 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Fonte: Vestas, apud Sólida, 2019) ........................................................ 34 Figura 2-7 – Vista 3D anchor cages. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida, 2019). ....................... 35 Figura 2-8 – Histograma de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Adaptado de Sólida, 2019). .......................................................................................................................................... 42 Figura 3-1 - Mapa de Potencial Eólico Brasileiro da Velocidade Média Anual do Vento na altura de 120 metros (Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro: Simulações 2013– CEPEL, 2017). .. 58 Figura 3-2 – Evolução da Capacidade Instalada - 2021 em GW (Fonte: Boletim Anual 2021 da ABEEólica). ................................................................................................................................... 62 Figura 3-3 – Emissões de CO2 evitadas por mês no ano de 2021 (Fonte: Boletim Anual 2021 da ABEEólica). ................................................................................................................................... 63 Figura 3-4 – Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ............................... 64 Figura 3-5 – Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. .................................. 65 Figura 5-1 – Áreas de Influência do Meio Socioeconômico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ..................................................................................................................................................... 91 Figura 5-2 – Áreas de Influência do Meio Físico e Biótico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 92 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 5 de 135 1. APRESENTAÇÃO O presente Estudo de Impacto Ambiental (EIA) visa subsidiar o processo de obtenção da Licença de Instalação e Operação (LIO) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, mediante apresentação de EIA/RIMA e PBA, como uma das etapas de licenciamento ambiental, junto à Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE). Este EIA foi elaborado de acordo com o Termo de Referência nº 36/2021 – DICOP/GECON. O empreendimento obteve em 15/02/2021 a Licença Prévia (LP) 21/2021, válida por 2 anos, para participação em leilão, mediante apresentação de Relatório Ambiental Simplificado- RAS (Número SPU:10055937/2019). 1.1 Identificação do Empreendimento A denominação oficial do empreendimento é o “Complexo Eólico Itarema – Fase 4”. 1.2 Identificação do Empreendedor Os dados detalhados do empreendedor constam no Quadro 1.1. Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor Pontal geração de Energia e Participações S.A CNPJ 21.295.665/0001-40 CTF IBAMA 7585131 Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 3733-2975 E-mail: licenciamentoambiental@rioenergy.com.br Representante Legal Alexandre Lima Nogueira Marcos Ferreira Meireles CPF 095.280.267-88 043.032.987-35 CTF IBAMA 8045765 6074250 Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 37332975 E-mail alexandre.nogueira@rioenergy.com.br Pessoa de Contato Eduardo Soares Alvares da Cruz E-mail para Contato eduardo.cruz@rioenergy.com.br Endereço de Contato Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22461-000 Telefone (21) 99749-3017 1.3 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental A Pontal geração de Energia e Participações S.A (Pontal) contratou a empresa de consultoria Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda (Ambiá) para a realização dos estudos Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 6 de 135 socioambientais do licenciamento ambiental do empreendimento. As informações detalhadas da companhia encontram-se no Quadro 1.2. Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda CNPJ 24.523.106/0001-38 CTF IBAMA 6561067 Endereço Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. CEP: 24.220-060 Telefone (21) 4126-0665 Registro no CREA 2016200853 Responsáveis Legais Lana Castro Gopfert Hellen Erasmi Carrion E-mails lana@ambiaconsultoria.com hellen@ambiaconsultoria.com Pessoa de Contato Lana Castro Gopfert E-mail para Contato lana@ambiaconsultoria.com Endereço de Contato Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. CEP: 24.220-060 Telefone para Contato (21) 99880-4042 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 7 de 135 1.4 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental Os dados da equipe técnica multidisciplinar envolvida nas atividades do EIA/RIMA estão apresentados no Quadro 1.3. Nele constam informações dos profissionais responsáveis pelo gerenciamento do projeto e atuantes nos diagnósticos de campo. As Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) estão apresentadas no Anexo 1.1. Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar Nome Formação Profissional Atuação Registro Profissional CTF Ibama Lana Castro Göpfert Engenheira Ambiental Coordenação Técnica e Coordenação de Meio Físico CREA 2010117868 6559996 Hellen Erasmi Engenheira Ambiental Coordenação Técnica CREA RJ 2012100708 6551748 Maria Clara Martins Engenheira Ambiental Coordenação Adjunta e Coordenação de Geoprocessamento CREA 2018383442 7361680 Dayana Mendes Tecnologia Ambiental/ Esp. em Gestão Ambiental Programas Ambientais - 7504213 Renata Moreno Cientista Social, MSc. Sociologia e Antropologia Coordenação do Meio Socioeconômico - 5533238 Leandro Corrêa Biólogo Coordenação do Meio Biótico - Fauna CRBio 58.461/03D 2289998 Adriano Coelhoos dias de hoje. (Ecology, 2020) 60 https://www.sema.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/36/2012/12/regulamento-certificacao-praia-limpa.pdf Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 128 de 135 6.3 Planos e Projetos Municipais 6.3.1 Planos e Projetos do Município de Acaraú/CE A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados de Acaraú/CE a nível municipal, dispostos no Quadro 6.3. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 129 de 135 Quadro 6.3 – Planos e Projetos Colocalizados de Acaraú/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 1 Prefeitura de Acaraú/CE Plano Diretor Participativo do Município de Acaraú Municipal/ Acaraú O Plano Diretor é um instrumento de definição de diretrizes para o desenvolvimento do município e sua urbanização e em Acaraú é definido pela Lei Municipal nº 1410/2011 2 Prefeitura de Acaraú/CE Plano Plurianual do Município de Acaraú para o Quadriênio 2018- 2021 Municipal/ Acaraú O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998, é um plano que estabelece as diretrizes, objetivos e metas orçamentárias a serem seguidas pela administração pública (Federal, Estadual ou Municipal). Especificamente para Acaraú, o Plano Plurianual de Custeio e Investimento do Município de Acaraú para o quadriênio 2022-2025 é regido pela Lei Municipal nº 1900/2021. 3 Prefeitura de Acaraú/CE Plano Municipal de Enfrentamento à Violência, Abuso, Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes Municipal/ Acaraú O Plano Municipal de Enfrentamento à Violência, Abuso, Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é instituído pela Lei Municipal nº1696/2017 e “consiste no conjunto de ações e campanhas de conscientização desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Acaraú, como forma de prevenir e combater a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes” (artigo 1 da Lei Municipal nº1696/2017). 4 Prefeitura de Acaraú/CE Plano Municipal para a Primeira Infância Municipal/ Acaraú Este Plano foi instituído pela Lei Municipal de nº 1.925, de 15 de março de 2022 e é “um instrumento multissetorial que consolida as Políticas Públicas no âmbito municipal voltadas a crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos completos ou até 72 (setenta e dois) meses de vida, com vistas a garantir o seu desenvolvimento integral e assegurar uma Primeira Infância plena, estimulante e saudável, mediante a definição de metas e estratégias, em cumprimento ao disposto no art. 3º da Lei Federal nº 13.257, de 8 de março de 2016, e às diretrizes da Lei Municipal nº 1.634, de 13 de outubro de 2015” (artigo 1 da Lei Municipal de nº 1.925/2022). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 130 de 135 6.3.2 Planos e Projetos Colocalizados do Município deItarema/CE A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados de Itarema/CE a nível municipal, dispostos no Quadro 6.4. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 131 de 135 Quadro 6.4 – Planos e Projetos Colocalizados de Itarema/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 1 Prefeitura de Itarema/CE Plano Diretor Participativo do Município de Itarema Municipal/ Itarema O Plano Diretor é um instrumento de definição de diretrizes para o desenvolvimento do município e sua urbanização e em Itarema é definido pela Lei Municipal nº 373/2008 e tem como objetivo geral “ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da sociedade e da propriedade, bem como o uso socialmente justo e ecologicamente equilibrado de seu território, de forma a assegurar o bem-estar de seus habitantes” (art. 2°, Lei Municipal nº 373, de 01 de abril de 2008). Atualmente o Plano Diretor do município está sendo revisado e foi realizada a audiência pública no dia 20/10/202261. 2 Prefeitura de Itarema/CE Plano Plurianual de Custeio e Investimento do Município de Itarema Municipal/ Itarema O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998, é um plano que estabelece as diretrizes, objetivos e metas orçamentárias a serem seguidas pela administração pública (Federal, Estadual ou Municipal). Especificamente para Itarema, o Plano Plurianual de Custeio e Investimento do Município de Itarema para o quadriênio 2022-2025 é regido pela Lei Municipal nº 824/2021. 3 Prefeitura de Itarema/CE Plano Municipal pela Primeira Infância Municipal/ Itarema O Plano Municipal pela Primeira Infância – PMPI no município de Itarema foi instituído pela Lei Municipal nº 720/2018 e atualizado pela Lei Municipal nº 839/2022. Neste Plano “constam os princípios e diretrizes, os diagnósticos da Primeira Infância no Município de Itarema, as ações finalísticas, as ações meio e as diretrizes para alocação dos recursos financeiros, o monitoramento e a avaliação dos resultados” (artigo 2 da Lei Municipal nº 720/2018). Sendo considerado no Plano como Primeira Infância as crianças entre 0 (zero) a 6 (seis) anos de idade. 61 http://itarema.altouruguai.eng.br/participe-da-audiencia-publica-de-apresentacao-do-plano-diretor-de-itarema/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 132 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 4 Prefeitura de Itarema/CE Plano Municipal de Educação Municipal/ Itarema O Plano Municipal de Educação – PME do município de Itarema foi aprovado pela Lei Municipal nº 621/2015 e possui vigência por 10 (dez) anos e possui as seguintes diretrizes: I. “erradicação do analfabetismo; II. universalização do atendimento escolar; III. superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV. melhoria da qualidade da educação; V. formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI. promoção do princípio da gestão democrática da educação pública VII. promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do município VIII. estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - PIB que assegure atendimento as necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX. valorização dos (as) profissionais da educação; X. promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental” (artigo 2 da Lei Municipal nº 621/2015). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 133 de 135 6.4 Planos e Projetos do Terceiro Setor A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados no terceiro setor, dispostos no Quadro 6.5. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 134 de 135 Quadro 6.5 – Planos e Projetos Colocalizados do terceiro setor em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 1 Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) SELO UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância Terceiro Setor O Selo UNICEF é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para estimular e reconhecer avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em municípios do Semiárido e da Amazônia Legalbrasileira. E tem como objetivo apoiar os municípios do Semiárido Brasileiro e da Amazônia Legal brasileira a fortalecer as políticas públicas municipais voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes62. 2 Secretaria de Desenvolvimento Agrário/Banco Mundial Projeto São José IV Terceiro Setor O Projeto São José – PSJ IV, é uma política pública do Governo do Estado do Ceará, executada por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário – SDA e financiada pelo Banco Mundial e tem como objetivo fortalecer a Agricultura Familiar apoiando atividades produtivas, sustentáveis, inovadoras e inclusivas, ampliar acesso à água e saneamento em áreas prioritárias contribuindo com as ações do Estado para sua universalização e fortalecer institucionalmente parceiros estratégicos e a gestão do Projeto.63 3 Programas Itaú Social Programa Redes Juventude Terceiro Setor As ações desenvolvidas no âmbito dos Programas Itaú Social têm como objetivo contribuir com a melhoria da educação pública brasileira. Em Itarema, foi identificado um programa voltado para o público jovem. O Programa Redes Juventude tem como finalidade trabalhar com esse público questões latentes que dialogam com o campo da identidade e pertencimento, demandas por oportunidades educacionais, de geração de renda e de participação política e cidadã. Em Itarema eram realizadas oficinas de fanzine com os estudantes, incentivando-os a criar materiais informativos de divulgação. (Ecology, 2020). 62 https://www.selounicef.org.br/sobre 63 Projeto São José IV - Secretaria do Desenvolvimento Agrário (sda.ce.gov.br) https://www.sda.ce.gov.br/projeto-sao-jose-iv/ Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 135 de 135 # Instituto Programa Esfera Governamental Descrição 4 Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR- AR/CE) Programa Saúde do Homem e da Mulher Terceiro Setor O SENAR do Ceará promoveu ações de prevenção do câncer de colo de útero e do câncer de próstata do Programa Saúde do Homem e da Mulher no município de Itarema, na localidade Córrego da Volta, no ano de 2017.64 64 https://cnabrasil.org.br/noticias/senar-ce-leva-programa-sa%C3%BAde-do-homem-e-da-mulher-a-itaremaSales Engenheiro Florestal Diagnóstico Ambiental do Meio Biótico - Flora CREA CE 41979CE 3999452 Rafael Cunha Pontes Biólogo Diagnóstico Ambiental do Meio Biótico - Fauna CRBio 71982/02D 1943070 João Paulo de Melo Adolfo Espeleólogo Diagnóstico Ambiental do Meio Físico - 7126151 Maria Beatriz Mello Geógrafa, Estudante de Licenciatura em Geografia Geoprocessamento CREA RJ 2023100538 - Júlia Glockl Moraes Graduanda em Engenheira Ambiental Apoio Técnico - - Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 8 de 135 Nome Formação Profissional Atuação Registro Profissional CTF Ibama Mariana Gomes Barbosa Estudante de Geografia e Meio Ambienta Apoio Técnico - - Jéssica Cugula Graduanda em Engenharia Ambiental Apoio Técnico - - Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 9 de 135 2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será composto por 6 (seis) parques eólicos, 35 (trinta e cinco) aerogeradores Vestas modelo V150 4.2MW-HH120m, totalizando 147 MW. Além dos aerogeradores, também são previstas as seguintes estruturas: Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4, redes de média tensão (RMTs) de 34,5 kV, canteiro de obras, áreas auxiliares ao canteiro de obras, acessos e Linha de Transmissão (LT) de 230 kV com extensão de 21 km para conexão do Complexo Eólico à SE Acaraú III, nos municípios de Itarema e Acaraú, no estado do Ceará. 2.1 OBJETIVOS As principais finalidades da implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 são a geração e o escoamento da energia eólica, sendo uma fonte renovável e limpa, com vistas a auxiliar direta e indiretamente o desenvolvimento sustentável do Estado do Ceará. 2.1.1 Objetivos Específicos • Geração de energia eólica; • Escoamento da energia eólica gerada nos Parques Eólicos Itarema para o Sistema Interligado Nacional (SIN), através da Linha de Transmissão (LT) 230 kV Itarema 4 - Acaraú III • Suprir a demanda nacional por meio de energias renováveis; • Diversificação das fontes de energia que compõe a matriz elétrica brasileira e, consequentemente, maior segurança no fornecimento nacional de energia elétrica; • Diminuição das emissões de gases do efeito estufa (GEE) relativas à matriz elétrica brasileira. • Contribuir para o desenvolvimento local de maneira sustentável, com criação de empregos, capacitação e formação de mão de obra do território. 2.2 JUSTIFICATIVAS Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), em agosto de 2022 foram registrados recordes de geração de energia eólica no nordeste brasileiro, com quatro resultados nunca alcançados antes. A geração de energia elétrica por fonte eólica ocupa a terceira posição na matriz de energia elétrica do país, com cerca de 13,02%. Em primeira posição está a geração de energia Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 10 de 135 elétrica por fonte hidráulica, com cerca de 60,17%, seguida pelas usinas térmicas, com cerca de 21,85%, ocupando a segunda maior fonte geradora de energia elétrica do Brasil (ONS,2023). Figura 2-1 – Matriz de Energia Elétrica do Brasil por tipo de fonte no ano de 2022 (Fonte: ONS, 2023). A energia eólica apresenta diversas vantagens comparativas em relação a outras fontes primárias de energia, sendo evidenciada a elevada quantidade de energia gerada por unidade de área ocupada, enquanto um aerogerador, com produção entre 1,2 a 1,8 milhões de kWh por ano, ocupa 0,0036 hectares, uma planta utilizando biodiesel requer 154 hectares para produzir 1,3 milhões de kWh por ano, e células fotovoltaicas para produzir a mesma quantidade de energia anualmente necessitam de uma área de 1,4 hectares (Ecology, 2020). A energia anual gerada por um aerogerador de 600 kW em média possui uma equivalência de resgate de CO2 de 1.200 toneladas/ano. Além disso, a energia produzida por um aerogerador durante sua vida útil (20 anos) é 80 vezes maior que a quantidade de energia usada para construí-la, mantê-la, operá-la, desmontá-la e recuperá-la totalmente. Significa que em apenas 3 meses de operação a turbina produz energia equivalente aquela gasta para sua construção e operação (Ecology, 2020). Dessa forma, o Complexo Itarema – Fase 4 visa aumentar a produção de energia eólica por essa fonte renovável. 2.3 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 localiza-se nos municípios de Itarema e Acaraú, no estado do Ceará (CE), conforme pode ser observado na Figura 2-2. O acesso às estruturas do Complexo Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 11 de 135 Eólico será realizado por meio das rodovias estaduais CE-085 e CE-434 e, na medida do possível, por estradas internas já existentes da região de implantação do Complexo, de modo a minimizar os movimentos de terra. De forma alternativa, além das rodovias, o acesso ao local de implantação do Complexo Eólico também se dá por estradas vicinais, as quais, caso não estejam em condições de uso para o transporte das estruturas do projeto, serão ajustadas para a circulação adequada de máquinas e veículos utilizados na implantação do empreendimento. (Ecology, 2020). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 12 de 135 Figura 2-2 – Mapa de Localização do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 13 de 135 2.3.1 Coordenada dos Vértices O Quadro 2-1 são apresentadas as coordenadas dos 6 (seis) parque eólicos Itarema C, Itarema D, Itarema E, Itarema F, Itarema G e Itarema H, que contém 35 aerogeradores no total. O Quadro 2-2, Quadro 2-3 e Quadro 2-4, são apresentadas as coordenadas, respectivamente, dos vértices da Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4, da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III e das redes de média tensão (RMTs). Quadro 2-1 – Coordenadas dos Aerogeradores dos Parque Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. Parque Eólico Aerogerador Município Coordenada X Coordenada Y Itarema C C-01 Itarema 398372,12 9667605,97 C-02 Itarema 398279,00 9667288,78 C-03 Itarema 398188,26 9666975,68 C-04 Itarema 398095,66 9666660,22 Itarema D D-01 Itarema 397831,07 9665428,26 D-02 Itarema 397583,53 9665030,81 D-03 Itarema 397427,93 9664487,74 D-04 Itarema 397260,85 9663957,58 D-05 Itarema 397154,82 9663636,27 Itarema E E-01 Itarema 400085,29 9665271,67 E-02 Itarema 399863,46 9665004,57 E-03 Itarema 399723,12 9664642,40 E-04 Itarema 399360,60 9663764,52 E-05 Itarema 398888,62 9663417,01 E-06 Itarema 398700,30 9663037,05 E-07 Itarema 400311,64 9665547,83 Itarema F F-01 Itarema 396014,64 9670648,59 F-02 Itarema 395736,71 9670319,35 F-03 Itarema 395582,77 9669925,97 F-04 Itarema 395428,84 9669596,73 F-05 Itarema 395298,41 9669192,65 F-06 Itarema 395437,39 9668108,72 F-07 Itarema 395394,64 9667770,93 Itarema G G-01 Acaraú 392097,02 9673838,75 G-02 Acaraú 392037,93 9673480,65 G-03 Acaraú 391948,58 9673099,72 G-04 Acaraú 391859,22 9672718,80 G-05 Acaraú 391809,11 9672133,63 Itarema H H-01 Acaraú 391714,93 9671146,24 H-02 Acaraú 391666,60 9670759,61 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 14 de 135 Parque Eólico Aerogerador Município Coordenada X Coordenada Y H-03 Acaraú 391607,10 9670297,07 H-04 Acaraú 391567,18 9669966,07 H-05 Acaraú 391496,49 9669346,67 H-06 Acaraú 391453,81 9669017,85 H-07 Acaraú 391416,21 9668688,84 Quadro 2-2 – Coordenadas dos vértices daSubestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. Vértice Município Coordenada X Coordenada Y SE-01 Itarema 395182,96 9668432,53 SE-02 Itarema 395212,95 9668431,89 SE-03 Itarema 395247,95 9668431,15 SE-04 Itarema 395244,19 9668261,19 SE-05 Itarema 395094,23 9668264,37 SE-06 Itarema 395097,98 9668434,33 SE-07 Itarema 395182,96 9668432,53 Quadro 2-3 – Coordenadas dos vértices da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. Vértice Coordenada X Coordenada Y LT-01 395197,96 9668432,21 LT-02 395205,45 9668785,89 LT-03 394381,89 9670132,57 LT-04 392419,94 9671735,34 LT-05 391654,82 9671971,86 LT-06 391377,61 9672423,15 LT-07 387479,66 9673171,21 LT-08 387228,24 9673154,30 LT-09 386934,57 9672971,05 LT-10 385804,30 9672807,70 LT-11 385334,29 9673390,68 LT-12 378699,52 9673982,02 LT-13 377706,87 9674292,25 LT-14 377281,68 9674750,57 LT-15 377076,00 9675195,35 LT-16 395197,96 9668432,21 LT-17 395205,45 9668785,89 LT-18 394381,89 9670132,57 LT-19 392419,94 9671735,34 LT-20 391654,82 9671971,86 LT-21 391377,61 9672423,15 LT-22 387479,66 9673171,21 LT-23 387228,24 9673154,30 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 15 de 135 Vértice Coordenada X Coordenada Y LT-24 386934,57 9672971,05 LT-25 385804,30 9672807,70 LT-26 385334,29 9673390,68 LT-27 378699,52 9673982,02 LT-28 377706,87 9674292,25 LT-29 377281,68 9674750,57 LT-30 377076,00 9675195,35 LT-31 395197,96 9668432,21 LT-32 395205,45 9668785,89 LT-33 394381,89 9670132,57 LT-34 392419,94 9671735,34 LT-35 391654,82 9671971,86 LT-36 391377,61 9672423,15 LT-37 387479,66 9673171,21 LT-38 387228,24 9673154,30 LT-39 386934,57 9672971,05 LT-40 385804,30 9672807,70 LT-41 385334,29 9673390,68 LT-42 378699,52 9673982,02 LT-43 377706,87 9674292,25 LT-44 377281,68 9674750,57 LT-45 377076,00 9675195,35 Quadro 2-4 – Coordenadas dos vértices da Rede de Média Tensão do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y Rede de Média Tensão-C RMT_C_01 398343,30 9667614,33 RMT_C_02 398250,18 9667297,14 RMT_C_03 398250,21 9667297,23 RMT_C_04 398235,18 9667246,05 RMT_C_05 398222,54 9667184,11 RMT_C_06 398212,16 9667095,84 RMT_C_07 398158,78 9666987,38 RMT_C_08 398159,22 9666988,26 RMT_C_09 398088,88 9666840,44 RMT_C_10 398072,12 9666756,66 RMT_C_11 398065,68 9666661,06 RMT_C_12 398372,12 9667605,97 RMT_C_13 398343,30 9667614,33 RMT_C_14 398279,00 9667288,78 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 16 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_C_15 398250,18 9667297,13 RMT_C_16 398185,87 9666974,50 RMT_C_17 398158,78 9666987,38 RMT_C_18 398095,66 9666660,22 RMT_C_19 398065,68 9666661,06 RMT_C_20 395166,51 9668262,84 RMT_C_21 395166,24 9668250,09 RMT_C_22 395249,35 9668250,09 RMT_C_23 395285,24 9668181,25 RMT_C_24 395461,85 9668054,31 RMT_C_25 395399,74 9667880,66 RMT_C_26 395563,39 9667836,53 RMT_C_27 395882,20 9667836,53 RMT_C_28 397643,88 9665273,31 RMT_C_29 397809,32 9665448,96 RMT_C_30 397968,79 9665597,31 RMT_C_31 398039,85 9665742,53 RMT_C_32 398065,68 9666661,06 Rede de Média Tensão - D RMT_D_01 397126,33 9663645,67 RMT_D_02 397232,37 9663966,98 RMT_D_03 397232,37 9663966,98 RMT_D_04 397325,92 9664250,49 RMT_D_05 397367,13 9664384,24 RMT_D_06 397399,09 9664496,00 RMT_D_07 397399,09 9664496,00 RMT_D_08 397554,69 9665039,07 RMT_D_09 397554,69 9665039,07 RMT_D_10 397582,67 9665136,74 RMT_D_11 397626,67 9665243,09 RMT_D_12 397643,85 9665272,99 RMT_D_13 397809,34 9665448,95 RMT_D_14 397643,85 9665272,99 RMT_D_15 397831,07 9665428,26 RMT_D_16 397809,34 9665448,95 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 17 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_D_17 397154,82 9663636,27 RMT_D_18 397126,33 9663645,67 RMT_D_19 397260,85 9663957,58 RMT_D_20 397232,37 9663966,98 RMT_D_21 397427,93 9664487,74 RMT_D_22 397399,09 9664496,00 RMT_D_23 397583,53 9665030,81 RMT_D_24 397554,69 9665039,07 RMT_D_25 395166,31 9668262,84 RMT_D_26 395166,03 9668249,89 RMT_D_27 395249,14 9668249,89 RMT_D_28 395285,03 9668181,14 RMT_D_29 395461,61 9668054,24 RMT_D_30 395399,48 9667880,52 RMT_D_31 395563,36 9667836,33 RMT_D_32 395882,10 9667836,33 RMT_D_33 397643,85 9665272,99 Rede de Média Tensão - E RMT_E_01 400288,44 9665566,84 RMT_E_02 400062,08 9665290,69 RMT_E_03 399342,81 9663788,67 RMT_E_04 398870,83 9663441,17 RMT_E_05 400062,08 9665290,69 RMT_E_06 400035,09 9665257,75 RMT_E_07 399962,71 9665192,52 RMT_E_08 399922,75 9665166,19 RMT_E_09 399894,15 9665140,21 RMT_E_10 399874,80 9665106,75 RMT_E_11 399835,48 9665015,41 RMT_E_12 399835,48 9665015,41 RMT_E_13 399695,14 9664653,24 RMT_E_14 398700,31 9663037,05 RMT_E_15 398690,25 9663067,73 RMT_E_16 398783,46 9663145,45 RMT_E_17 398807,80 9663344,41 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 18 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_E_18 398823,83 9663393,30 RMT_E_19 398870,83 9663441,17 RMT_E_20 398888,62 9663417,01 RMT_E_21 398870,83 9663441,17 RMT_E_22 399360,60 9663764,52 RMT_E_23 399342,81 9663788,67 RMT_E_24 400288,44 9665566,84 RMT_E_25 400311,64 9665547,83 RMT_E_26 400062,08 9665290,69 RMT_E_27 400085,29 9665271,67 RMT_E_28 399835,48 9665015,41 RMT_E_29 399863,46 9665004,57 RMT_E_30 399695,14 9664653,24 RMT_E_31 399723,12 9664642,40 RMT_E_32 395165,91 9668262,85 RMT_E_33 395165,63 9668249,49 RMT_E_34 395248,73 9668249,49 RMT_E_35 395284,63 9668180,94 RMT_E_36 395461,13 9668054,09 RMT_E_37 395398,96 9667880,25 RMT_E_38 395563,31 9667835,93 RMT_E_39 395881,89 9667835,93 RMT_E_40 397874,79 9664936,27 RMT_E_41 398514,12 9664697,16 RMT_E_42 398851,31 9664314,48 RMT_E_43 398919,44 9664266,39 RMT_E_44 399001,98 9664254,50 RMT_E_45 399559,98 9664306,36 RMT_E_46 399593,02 9664308,20 RMT_E_47 399635,44 9664307,17 RMT_E_48 399632,74 9664281,25 RMT_E_49 395166,11 9668262,85 RMT_E_50 395165,83 9668249,69 RMT_E_51 395248,94 9668249,69 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 19 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_E_52 395284,83 9668181,04 RMT_E_53 395461,37 9668054,16 RMT_E_54 395399,22 9667880,38 RMT_E_55 395563,33 9667836,13 RMT_E_56 395881,99 9667836,13 RMT_E_57 397874,92 9664936,44 RMT_E_58 398514,23 9664697,31 RMT_E_59 398851,46 9664314,61 RMT_E_60 398919,51 9664266,58 RMT_E_61 399001,96 9664254,70 RMT_E_62 399563,77 9664306,89 RMT_E_63 399599,82 9664308,49 RMT_E_64 399635,47 9664307,37 RMT_E_65 399645,38 9664400,71 RMT_E_66 399664,14 9664499,72 RMT_E_67 399675,67 9664602,99 RMT_E_68 399695,14 9664653,24 RMT_E_69 399635,44 9664307,17 RMT_E_70 399621,06 9664168,90 RMT_E_71 399570,80 9664001,55 RMT_E_72 399454,07 9663870,59 RMT_E_73 399342,81 9663788,67 Rede de Média Tensão - F RMT_F_01 395394,64 9667770,93 RMT_F_02 395362,41 9667783,36 RMT_F_03 395399,93 9667880,61 RMT_F_04 395437,39 9668108,72 RMT_F_05 395419,47 9668085,01 RMT_F_06 395995,09 9670671,35 RMT_F_07 395798,07 9670502,14 RMT_F_08 395753,74 9670421,65 RMT_F_09 395708,77 9670330,28 RMT_F_10 395708,77 9670330,28 RMT_F_11 395554,83 9669936,90 RMT_F_12 395554,83 9669936,90 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 20 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_F_13 395539,04 9669896,53 RMT_F_14 395501,59 9669822,89 RMT_F_15 395423,76 9669678,23 RMT_F_16395400,29 9669605,95 RMT_F_17 395400,29 9669605,95 RMT_F_18 395269,86 9669201,87 RMT_F_19 395419,38 9668085,08 RMT_F_20 395462,09 9668054,38 RMT_F_21 395399,93 9667880,61 RMT_F_22 395166,71 9668262,84 RMT_F_23 395166,44 9668250,29 RMT_F_24 395249,55 9668250,29 RMT_F_25 395285,44 9668181,35 RMT_F_26 395419,38 9668085,08 RMT_F_27 396014,64 9670648,59 RMT_F_28 395995,09 9670671,35 RMT_F_29 395736,71 9670319,35 RMT_F_30 395708,77 9670330,28 RMT_F_31 395582,77 9669925,97 RMT_F_32 395554,84 9669936,90 RMT_F_33 395428,84 9669596,73 RMT_F_34 395400,29 9669605,95 RMT_F_35 395298,41 9669192,65 RMT_F_36 395269,86 9669201,87 RMT_F_37 395171,11 9668262,74 RMT_F_38 395170,94 9668254,69 RMT_F_39 395249,65 9668254,69 RMT_F_40 395262,53 9668837,74 RMT_F_41 395249,48 9668953,40 RMT_F_42 395269,86 9669201,87 Rede de Média Tensão - G RMT_G_01 395171,51 9668262,73 RMT_G_02 395171,35 9668255,09 RMT_G_03 395249,26 9668255,09 RMT_G_04 395259,64 9668725,06 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 21 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_G_05 394331,54 9670075,43 RMT_G_06 392425,02 9671744,45 RMT_G_07 391770,25 9671946,85 RMT_G_08 391798,66 9672535,36 RMT_G_09 391818,33 9672676,72 RMT_G_10 391829,83 9672725,71 RMT_G_11 391876,19 9672833,83 RMT_G_12 391919,17 9673017,04 RMT_G_13 391918,78 9673104,60 RMT_G_14 391943,55 9673208,96 RMT_G_15 391982,45 9673350,68 RMT_G_16 391995,94 9673410,46 RMT_G_17 392008,98 9673489,49 RMT_G_18 395171,31 9668262,74 RMT_G_19 395171,14 9668254,89 RMT_G_20 395249,45 9668254,89 RMT_G_21 395259,84 9668725,12 RMT_G_22 394331,69 9670075,57 RMT_G_23 392425,12 9671744,63 RMT_G_24 391770,46 9671947,00 RMT_G_25 391779,14 9672135,01 RMT_G_26 391830,02 9672725,65 RMT_G_27 391876,38 9672833,77 RMT_G_28 391919,37 9673017,02 RMT_G_29 391918,98 9673104,61 RMT_G_30 391779,14 9672135,01 RMT_G_31 391798,86 9672535,34 RMT_G_32 391818,53 9672676,68 RMT_G_33 391830,02 9672725,65 RMT_G_34 392097,02 9673838,75 RMT_G_35 392067,17 9673835,69 RMT_G_36 392008,98 9673489,49 RMT_G_37 392066,80 9673662,25 RMT_G_38 392075,60 9673750,93 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 22 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_G_39 392067,17 9673835,69 RMT_G_40 391918,98 9673104,61 RMT_G_41 391948,58 9673099,72 RMT_G_42 391830,02 9672725,65 RMT_G_43 391859,22 9672718,80 RMT_G_44 391779,14 9672135,01 RMT_G_45 391809,11 9672133,63 RMT_G_46 392037,93 9673480,65 RMT_G_47 392008,98 9673489,49 Rede de Média Tensão - H RMT_H_01 391386,32 9668691,41 RMT_H_02 391401,74 9668849,22 RMT_H_03 391424,06 9669021,71 RMT_H_04 391424,06 9669021,71 RMT_H_05 391466,74 9669350,53 RMT_H_06 391537,43 9669969,93 RMT_H_07 391577,35 9670300,93 RMT_H_08 391577,35 9670300,93 RMT_H_09 391595,93 9670454,35 RMT_H_10 391636,86 9670763,47 RMT_H_11 391636,86 9670763,47 RMT_H_12 391685,19 9671150,10 RMT_H_13 391685,19 9671150,10 RMT_H_14 391752,59 9671689,37 RMT_H_15 391765,88 9671844,82 RMT_H_16 391867,66 9671916,32 RMT_H_17 392424,82 9671744,09 RMT_H_18 394331,24 9670075,16 RMT_H_19 395259,23 9668724,94 RMT_H_20 395248,87 9668255,49 RMT_H_21 395171,75 9668255,49 RMT_H_22 395171,91 9668262,73 RMT_H_23 391416,21 9668688,84 RMT_H_24 391386,32 9668691,41 RMT_H_25 391453,81 9669017,85 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 23 de 135 RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y RMT_H_26 391424,06 9669021,71 RMT_H_27 391496,49 9669346,67 RMT_H_28 391466,74 9669350,53 RMT_H_29 391567,18 9669966,07 RMT_H_30 391537,43 9669969,93 RMT_H_31 391466,74 9669350,53 RMT_H_32 391496,02 9669576,10 RMT_H_33 391522,12 9669842,56 RMT_H_34 391593,76 9670438,66 RMT_H_35 391624,79 9670668,55 RMT_H_36 391752,40 9671689,39 RMT_H_37 391765,69 9671844,93 RMT_H_38 391867,62 9671916,54 RMT_H_39 392424,92 9671744,27 RMT_H_40 394331,39 9670075,30 RMT_H_41 395259,44 9668725,00 RMT_H_42 395249,06 9668255,29 RMT_H_43 395171,55 9668255,29 RMT_H_44 395171,71 9668262,73 RMT_H_45 391607,10 9670297,07 RMT_H_46 391577,35 9670300,93 RMT_H_47 391666,61 9670759,61 RMT_H_48 391636,86 9670763,47 RMT_H_49 391714,93 9671146,24 RMT_H_50 391685,18 9671150,10 2.4 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 está projetado para uma potência nominal total de, aproximadamente, 147 MW, proveniente da operação de 35 aerogeradores. No Quadro 2-5 é apresentada a potência nominal (MW) de acordo com cada Parque Eólico e respectivos aerogeradores que compõe o empreendimento. Quadro 2-5 – Potência nominal dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Parque Eólico Quantidade de aerogeradores Potência Nominal total Itarema C 4 16,8 MW Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 24 de 135 Parque Eólico Quantidade de aerogeradores Potência Nominal total Itarema D 5 21,0 MW Itarema E 7 29,4 MW Itarema F 7 29,4 MW Itarema G 5 21,0 MW Itarema H 7 29,4 MW Total 35 147 MW 2.4.1 Elementos Constituintes e Características Técnicas Neste item serão descritos os principais elementos constituintes do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, sendo eles trinta e cinco aerogeradores distribuídos dentre os seis parques eólicos, denominados Itarema C, Itarema D, Itarema E, Itarema F, Itarema G e Itarema H. Além dos aerogeradores, também são previstas as seguintes estruturas: Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4, redes de média tensão (RMTs) de 34,5 kV e a Linha de Transmissão (LT) 230 kV Itarema 4 –Acaraú III com extensão de 21 km para conexão do Complexo Eólico à SE Acaraú III. A Figura 2-3 a seguir apresenta a localização das estruturas que compõem o empreendimento, tais como: aerogeradores, da rede de média tensão, da linha de transmissão e subestação. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 25 de 135 Figura 2-3 – Estruturas do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 26 de 135 2.4.1.1 Aerogeradores O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será composto por trinta e cinco aerogeradores Vestas modelo V150 4.2MW-HH120m, com 120 metro de altura e 150 metros de diâmetro dos rotores e potência de 4,2 MW cada, totalizando 147 MW. As especificações técnicas estão apresentadas no Quadro 2-6 e a potência nominal de cada parque eólico está disposta no Quadro 2-5 a seguir. Quadro 2-6 – Características Técnicas dos aerogeradores do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Modelo Vestas modelo V150 4.2MW-HH120m Características Técnicas Valores Quantidade 35 Potência nominal 4,2 MW Velocidade mínima do vento para início de geração (cut-in) 3,0 m/s Velocidade máxima do vento para corte de produção (cut-out) 22,5 m/s Altura 120 m Diâmetro 150 m Área varrida pelo rotor 17.671 m² Número de pás 3 Temperatura operacional -20º a +45º Classe de vento IEC IIIB Frequência da rede 50/60Hz Fonte: Ecology, 2020 e VESTAS,2023.. Cada aerogerador será composto principalmente por quatro componentes, sendo eles a fundação, a torre, a nacele e as pás, conforme disposto na Figura 2-4 e suas respectivas funções estão dispostas no Quadro 2-7. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 27 de 135 Figura 2-4 – Elementos de um aerogerador. Quadro 2-7 – Função dos elementos dos aerogeradores dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Elemento do aerogerador Função Fundação Componente que dará sustentação ao aerogeradore será dimensionada para suportar todos os esforços de peso e ação do vento na estrutura, considerando as particularidades de cada caso. Rotor O rotor é o componente que efetua a transformação da energia cinética dos ventos em energia mecânica de rotação. No rotor são fixadas as pás da turbina. Todo o conjunto é conectado a um eixo que transmite a rotação das pás para o gerador, muitas vezes através de uma caixa multiplicadora. Torre Sustenta a nacele e as pás. Ela é dividida em três seções tubulares (Base, Meio e Topo), fabricadas em aço. As torres terão alturas de 120 m nesse empreendimento. Nacele Posicionada no topo da torre, será a estrutura responsável por abrigar os principais equipamentos elétricos e de geração do aerogerador, incluindo os painéis elétricos, caixa de engrenagens, eixo principal, gerador elétrico, transformador, sistema de freios, entre outros. Ela é posicionada no topo da torre e as pás são acopladas a ela. Pás O aerogerador é composto por três pás. As pás são um componente aerodinâmico que através da ação do vento giram o eixo principal que está acoplado ao gerador, para permitir a geração de energia elétrica. Para os aerogeradores com potência de 4,2 MW, o comprimento das pás é de 74m e em conjunto com o hub onde são fixadas o diâmetro das pás é de 150m, tendo uma área varrida de 17.671 m². Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 28 de 135 Fonte: Ecology, 2020 e CRESESB, s/d. 2.4.1.2 Rede de Distribuição Interna de Média Tensão (RMT) O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 terá redes de média tensão (RMT) de 34,5 kV para interligação dos aerogeradores dos parques eólicos. As redes de média tensão se conectarão à subestação coletora/elevadora. Serão utilizadas estruturas para rede compacta, que permitem a instalação de até seis circuitos em uma mesma estrutura. Após a conexão com a subestação coletora/elevadora 34,5 kV/230 kV, a energia será transmitida por uma linha de transmissão em 230 kV, com extensão aproximadamente de 21 km até a Subestação Acaraú III. A rede de média tensão será do tipo aérea, na configuração de rede compacta, com condutores cobertos e seguindo o conceito de espinha de peixe, conforme diagrama unifilar do Memorial Descritivo do empreendimento (Sólida, 2019). Em cada aerogerador a saída da rede de média tensão será subterrânea, cruzando parte da plataforma até chegar ao poste da rede aérea, onde ocorrerá uma transição subterrânea/aérea. O Quadro 2-8 mostra a distribuição dos circuitos de média tensão dentro do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Quadro 2-8 – Circuitos de Média Tensão dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Parque Eólico Quantidade de Circuitos de Média Tensão Itarema C 1 Itarema D 1 Itarema E 2 Itarema F 2 Itarema G 2 Itarema H 2 Total 10 Fonte: Sólida, 2019. 2.4.1.3 Subestação de Energia (SE) Está prevista 01 (uma) Subestação coletora/elevadora 34,5/230 kV, denominada SE Itarema 4, alocada no município de Itarema (CE), que terá a função de elevar a tensão de 34,5 kV proveniente dos circuitos de média tensão dos parques eólicos para a tensão 230 kV, de modo a possibilitar o escoamento da energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN), através da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. O Quadro 2-9 apresenta características gerais da Subestação. Quadro 2-9 – Características gerais da SE Itarema 4 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Característica Técnicas Valores Município Itarema (CE) Área 2,55 ha Tensão de Entrada 34,5 kV Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 29 de 135 Característica Técnicas Valores Tensão e Saída 230 kV Quantidade de Transformadores de Potência 2 Fonte: Sólida, 2019. A subestação atenderá aos padrões de acesso à rede básica, conforme preconiza os Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e contará com a seguinte configuração: • Um sistema de 230 kV na configuração tipo barramento principal e de transferência para os referentes bays com uma posição de saída de linha, uma posição de transferência de barras e duas posições de transformador; • Dois transformadores de 50/65/80 MVA, 34,5/230 kV, Dyn11, com regulação em carga; • Um sistema de 34,5 kV na configuração tipo barramento aéreo composto por dez entradas de linha de média tensão em 34,5 kV com disjuntor; • Uma pequena edificação contendo casa de comando e controle com painéis de medição, proteção e operação, onde haverá técnicos responsáveis pelo controle, operação e manutenção do parque eólico. Está prevista a instalação de 2 (dois) transformadores de potência, com as características discriminadas no Quadro 2-10. Quadro 2-10 – Características técnicas dos transformadores do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Característica dos Transformadores Valores/Descrição Quantidade 2 Potência Aparente 50/65/80 MVA Tensão no Primário 230 kV Tensão no Secundário 34,5kV Resfriamento ONAN/ONAF1/ONAF2 Ligação primária Delta Ligação Secundária Estrela com neutro aterrado mediante resistor Impedância 13% Fonte: Sólida, 2019 2.4.1.4 Linha de Transmissão (LT) É prevista a instalação de 1 (uma) Linha de Transmissão de 230 kV, denominada LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III, com comprimento de aproximadamente 21 km, a qual irá realizar a conexão da SE Itarema 4 ao barramento de 230 kV da SE Acaraú III, de propriedade Argo Transmissão de Energia SA. O traçado da LT intercepta os municípios de Itarema e Acaraú, no estado do Ceará. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 30 de 135 A linha de transmissão será construída com estruturas metálicas treliçadas, preparadas para circuito simples, com um condutor por fase. As estruturas metálicas serão de aço, do tipo estaiada e autoportantes. Essas estruturas são de baixo impacto em função da sua silhueta exigir uma faixa de desmatamento menor que a faixa de servidão e possuem maior facilidade/rapidez na construção e manutenção. Além disso, demandam fundações menos robustas e que podem ser pré-moldadas, agilizando a construção e requerendo menor estrutura e construção junto aos “pés das torres” ao longo da LT. Da mesma forma se dá com os estais, que são ancorados em estruturas pré-moldadas e de fácil instalação. As características técnicas da linha de transmissão estão discriminadas no Quadro 2-11. Quadro 2-11 – Características técnicas da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. Característica da LT Valores/Descrição Municípios Itarema e Acaraú (CE) Extensão 21 km Largura Total da Faixa de Servidão 30 m Tensão nominal 230 kV Tensão máxima de operação 245 kV Tensão nominal suportada a descargas atmosféricas 950 kV Tensão nominal suportada de curta duração (1 min) a frequência industrial 395 kV Potência por circuito 147 MW Fator de Potência (cos φ) 0,95 Frequência 60 Hz Nº de fases 3 Nº de circuitos/cabos por fase 1/1 Estruturas da Linha de Transmissão Suportes metálicos treliçados Fonte: Sólida, 2019 2.4.1.5 Bay de Conexão Na subestação Acaraú III, de propriedade da Argo, será construído um bay de conexão em 230 kV apropriado para receber a LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III, conforme mencionado anteriormente. O bay será construído em uma área a ser definida pela Argo e contará com estruturas de barramentos e equipamentos tais como disjuntores, chaves seccionadoras, transformadores de corrente e de potencial, para-raios, entre outras estruturas. 2.4.2 Aspectos e Técnicas Construtivas A seguir serão apresentados os principais aspectos construtivos das etapas relativas ao processo de instalação do empreendimento. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 31 de 135 2.4.2.1 Aquisiçãode Materiais e Equipamentos, Contratação de Mão de Obra e Mobilização A etapa de mobilização consiste no conjunto de providências a serem adotadas visando o início das obras. Incluem-se neste serviço a localização, o preparo e a disponibilização, no local da obra, de todos os equipamentos, mão de obra, materiais e instalações necessários para a execução dos serviços contratados (Sólida, 2019). Os equipamentos principais do empreendimento, como aerogeradores, transformadores, estruturas metálicas (torres da Linha de Transmissão), serão adquiridos junto aos fornecedores e transportados até o local, onde serão armazenados provisoriamente nas áreas de estocagem. Ressalta-se que para a aquisição e mobilização de materiais de construção civil, tais como concreto, brita, material elétrico, entre outros. Quanto a contratação e mobilização da mão de obra para a instalação do empreendimento, também será priorizada a contratação de mão de obra local, principalmente para a mão de obra não especializada. Os quantitativos previstos para mão de obra a ser contratada para o empreendimento, assim como o histograma de mão de obra, estão apresentados no item 2.4.4.2- Mão de Obra. 2.4.2.2 Supressão de Vegetação Para a instalação do empreendimento Complexo Eólico Itarema – Fase 4, se faz necessária a supressão de vegetação nas áreas cuja intervenção será direta, tais como as plataformas dos aerogeradores, área do canteiro de obras, áreas de estocagem, usina de concreto, redes de média tensão (RMTs), abertura e adequação dos acessos, faixa de serviço da Linha de Transmissão, áreas de torres, subestações, entre outras. Sendo esta etapa realizada no primeiro mês das atividades construtivas. A área do empreendimento possui áreas de vegetação natural, bem como áreas de plantação de coqueiros. Nesta etapa, a vegetação e os coqueiros são suprimidos, seccionados e ordenados, além de ser realizada a destoca e limpeza do terreno (Ecology, 2020). 2.4.2.3 Abertura e adequação de acessos Para acesso ao empreendimento, serão utilizadas prioritariamente as estradas e acessos existentes, porém na ausência destes será realizada a abertura de novos acessos. A rota principal vindo de Fortaleza será pela rodovia CE-085 e depois pela rodovia CE-434. Quanto as estradas internas existentes da região de implantação, na medida do possível, minimizando-se os movimentos de terra, serão executadas melhorias nessas vias com o intuito de prover o necessário para a circulação adequada de máquinas e veículos utilizados para o transporte dos materiais e equipamentos para a instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Sólida, 2019). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 32 de 135 Para o acesso ao Complexo será executada a sinalização vertical e horizontal que permitam aos usuários das vias adotarem comportamentos adequados, de modo a aumentar a segurança, ordenar os fluxos de tráfego e orientar os usuários da via (Sólida, 2019). 2.4.2.4 Instalação do Canteiro de Obras e Áreas de Apoio 2.4.2.4.1 Canteiro de Obras Após a etapa de supressão de vegetação e limpeza do terreno, será realizada a instalação de 1 (um) canteiro de obras com o objetivo de propiciar a infraestrutura necessária para a produção das obras, com os recursos disponíveis, no momento necessário para sua utilização, influindo na produtividade da utilização dos recursos, em função da sua organização e do seu arranjo físico. Para o dimensionamento dos espaços do canteiro de obras, foram utilizadas como referência a NR18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e a NR24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho (Sólida, 2019). O Quadro 2-12 apresenta as coordenadas dos vértices do canteiro de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Quadro 2-12 – Coordenadas dos vértices do Canteiro de Obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Projeção UTM 24 S, Datum SIRGAS2000. Canteiro de Obras Vértice Coordenada X Coordenada Y CO_01 395403,71 9668937,68 CO_02 395313,72 9668938,94 CO_03 395313,78 9668943,15 CO_04 395315,15 9669038,93 CO_05 395405,14 9669037,67 CO_06 395403,74 9668937,68 CO_07 395403,71 9668937,68 2.4.2.4.2 Usina de Concreto Para a fase construtiva será necessária a instalação de 1 (uma) usina de concreto e 1 (um) laboratório da qualidade para o controle de solos, em uma área de aproximadamente 0,901 hectares. Para isso, serão necessários almoxarifado (contêiner), área para insumos (areia, brita), área de resíduos sólidos, caixa separadora de água-óleo, dique de lavagem dos caminhões, silos para cimento, usina e centrais de armação e de carpintaria (Sólida, 2019). Ressalta-se que a lavagem dos caminhões após desempenho, será instalado um dique de lavagem com decantadores para realizar o processo de separação de sólidos e partículas em suspensão. O fluxograma das águas no dique de lavagem é demonstrado na Figura 2-5 (Sólida, 2019). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 33 de 135 Figura 2-5 – Fluxograma da lavagem das betoneiras. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida 2019). 2.4.2.4.3 Áreas de Estocagem Após a aquisição dos equipamentos e materiais, estes serão mobilizados e armazenados, de forma provisória, em 3 (três) pátios de estocagem, totalizando 2,416 hectares de área, previstos na área diretamente afetada do empreendimento (Sólida, 2019). Estes pátios serão localizados estrategicamente para atender a todo o complexo, conforme pode ser visto na Figura 2-3. A estocagem dos materiais para montagem do aerogerador será feita na área locada junto à plataforma de montagem (Sólida, 2019).. 2.4.2.5 Terraplanagem Para a abertura e/ou adequação dos acessos, instalação dos canteiros de obras, subestação, plataformas dos aerogeradores, entre outras estruturas associadas ao empreendimento, é necessário realizar a adequação do terreno previamente. Dessa forma, é prevista a compactação do solo, nivelamento do terreno, que visam aumentar a resistência do solo e uniformizar o terreno. Para este nivelamento, poderão ser realizadas atividades de corte, cuja implantação requer escavação do terreno natural, e aterro, onde são depositados os materiais provenientes dos cortes. No Quadro 2-13 são apresentados os volumes (m³) estimados de corte e aterro para as áreas de implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 onde estão previstas ações de terraplenagem. Quadro 2-13 - Volumes Estimados para Terraplanagem – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Descrição Extensão (m) Vegetal (m2) Corte (m³) Aterro (m³) Área de Empréstimo – 25,00% (m³) Saldo (m³) Vias Internas 16.704,99 1.900.269,82 34.832,42 29.829, 11 37.286,39 5.003,31 Plataformas - 8.266,39 12.922, 82 16.153,53 -4.656,43 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 34 de 135 Descrição Extensão (m) Vegetal (m2) Corte (m³) Aterro (m³) Área de Empréstimo – 25,00% (m³) Saldo (m³) Platôs Canteiros e Subestação - 14.092,90 16.544, 67 20.680,84 - 2.451,77 Total 16.704,99 1.900.269,8 2 57.191,7 1 59.296, 60 74.120,75 - 16.929,04 Fonte: Sólida, 2019. 2.4.2.6 Fundação dos Aerogeradores As fundações dos aerogeradores podem ser classificadas em dois grupos, fundação superficial ou profunda1. O que determinará, predominantemente, na escolha entre a primeira e a segunda opção será a qualidade e capacidade de carga das camadas superficiais do solo e a profundidade em que o nível de água se encontra (Sólida, 2019). Para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4, a fundação considerada é a ilustrada na Figura 2-6, que é uma fundação genérica para o Aerogerador V150, a qual deverá ser devidamente dimensionada conforme ensaios geotécnicose posteriormente aprovada pelo fabricante (Sólida, 2019). Figura 2-6 – Corte Transversal da fundação genérica dos aerogeradores V150 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. Fonte: Vestas, apud Sólida, 2019) 1 A NBR 6122:2010 define como fundação rasa, também chamada de superficial ou direta, o: “elemento de fundação em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensões distribuídas sob a base da fundação, e a profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente à fundação é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação”. E a fundação profunda como: “elemento de fundação que transmite a carga ao terreno ou pela base (resistência de ponta) ou por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação das duas, devendo sua ponta ou base estar assente em profundidade superior ao dobro de sua menor dimensão em planta, e no mínimo 3,0m. Neste tipo de fundação incluem-se as estacas e os tubulões. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 35 de 135 Figura 2-7 – Vista 3D anchor cages. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida, 2019). As caraterísticas preliminares das fundações são apresentadas no Quadro 2-14. Quadro 2-14 - Características Técnicas das Fundações – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Características Técnicas das Fundações Tipologia Direita (fundação rasa) Diâmetro do bloco tronco cônico na base inferior 17,90 m Diâmetro do bloco tronco cônico na base superior 5,50 m Altura 2,8 m Tipologias de Concreto - C30/31 para o corpo central. - C40/50 para o pedestal. - C20/25 para laje de concreto magro. Quantidade de concreto por fundação 380m³ Quantidade de aço por fundação 39.000kg Fonte: Sólida, 2019 A fundação será realizada em corte e preenchida com aterro compactado de densidade mínima de 18 kN/m³ (Sólida, 2019). 2.4.2.7 Montagem das Torres dos Aerogeradores Após a instalação das fundações, é iniciada a montagem das torres dos aerogeradores. Os segmentos das torres são dispostos horizontalmente ao terreno e içados com auxílio de guindaste para ficarem em posição vertical ao solo. Neste momento, os profissionais responsáveis parafusam a estrutura na base do aerogerador (Ecology, 2020). 2.4.2.8 Montagem do Gerador e Instalação das Pás A etapa seguinte à montagem das torres dos aerogeradores é a montagem do gerador e o motor do rotor, entre outras estruturas, que se localizam dentro da nacele, conforme citado no item 2.4.1.1 - Aerogeradores deste Relatório. A nacele junto com suas estruturas internas são içadas através de guindaste, seguidas das pás (Ecology, 2020). Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 36 de 135 2.4.2.9 Instalação da Rede de Média Tensão É prevista a instalação de Rede de Média Tensão (RMT) de 34,5 kV aérea com postes de concreto, interligando os aerogeradores dos parques eólicos que compõem o empreendimento com a Subestação Coletora/Elevadora de 34,5/230 kV denominada Itarema 4. As etapas de construção da rede de média tensão iniciam com a limpeza da faixa de servidão, onde for necessário, seguida pela locação das estruturas e execução das fundações, distribuição dos postes e cruzetas de concreto, instalação e montagem dos postes e, por fim, lançamento, nivelamento, tensionamento e grampeamento dos cabos condutores (Sólida, 2019). 2.4.2.10 Instalação da Subestação Itarema 4 e Bay de conexão da SE Acaraú III A obra civil consiste na construção de fundações, canalizações, urbanização e outros elementos necessários para a construção da saída de linha, as bancadas e o bay de transformador e equipamento exterior, relativos à construção da Subestação para coletar energia gerada pelos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Sólida, 2019). A obra civil do Bay de conexão da SE Acaraú III, consiste nos mesmos processos construtivos: construção de fundações, canalizações, urbanização e outros elementos necessários para a construção da entrada de linha (Sólida, 2019). As etapas mais destacáveis desta obra são: i) escavação do terreno para fundações, valas e canaletas; ii) instalação fundações de pórticos e estruturas suporte; iii) concretagem das bancadas dos transformadores; iv) concretagem das canaletas dos eletrodutos; v) Disposição de brita para acabamento da superfície da plataforma do pátio de 230 kV; vi) Construção do edifício da subestação (Sólida, 2019). Para a construção da subestação será realizada campanha de sondagens, medição de resistividade elétrica e resistividade térmica do solo, a fim de fornecer informações adequadas sobre a condição do solo para a construção das edificações e demais equipamentos da subestação. As sondagens deverão ser realizadas conforme especificação do empreendedor (Sólida, 2019). 2.4.2.11 Instalação da Linha de Transmissão Será realizada campanha de sondagens no solo no local afim de fornecer informações adequadas sobre as condições do solo no local de montagem das estruturas, seguindo as orientações da especificação técnica do empreendedor (Sólida, 2019). As principais etapas de construção da Linha de Transmissão estão listadas no Quadro 2-15. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 37 de 135 Quadro 2-15 – Principais etapas da instalação da Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 – Acaraú III # Etapa Descrição 1 Aquisição de Materiais e Equipamentos, Contratação de Mão de Obra e Mobilização Item 2.4.2.1 deste Relatório. 2 Abertura e adequação de acessos Item 2.4.2.3 deste Relatório 3 Supressão de Vegetação e Corte Seletivo da Faixa de Servidão Será realizada a supressão de vegetação com corte raso na faixa de serviço da LT e áreas de torre, bem como praças de lançamento de cabos. Além disto, também será realizado o corte seletivo dos indivíduos arbóreos na faixa de servidão que representem risco ou perigo para a operação da linha de transmissão, ou que a poda seja insuficiente para permitir a instalação dos cabos. 4 Locação das estruturas e execução das fundações A definição dos tipos de fundação depende do tipo de solo no qual as torres serão instaladas. As fundações das torres da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III serão preferencialmente do tipo tubulões, por apresentar menor impacto nas áreas de instalação das torres, com menos movimentação de terra no local. 5 Montagem das estruturas A montagem das estruturas metálicas das torres poderá ser realizada manualmente, peça a peça, ou com o auxílio de equipamentos do tipo guindaste, neste caso as torres são pré-montadas nas praças de montagem e posteriormente içadas, alinhadas e afixadas. 6 Lançamento, nivelamento, tensionamento e grampeação dos cabos condutores Nas praças de lançamento de cabos são instalados os equipamentos Freio e Puller que funcionam de forma conjunta para realizar o lançamento dos cabos condutores e cabos para-raios, onde o Freio solta os cabos condutores e o Puller puxa os mesmos. Primeiro são lançados os cabos-guias que puxam os cabos condutores e cabos para-raios no início do lançamento de cabos. Após esta atividade são, então, instalados os acessórios de segurança e sinalização da Linha de Transmissão. 7 Instalação do Sistema de Aterramento e seccionamento de cercas O aterramento das estruturas metálicas da linha de transmissão será realizado através dos cabos para-raios e as cercas na faixa de servidão também serão devidamente aterradas e seccionadas. 8 Comissionamento e Testes pré-operacionais Item 2.4.2.12 deste Relatório. Fonte: Ecology, 2020 e Sólida, 2019. Complexo Eólico Itarema – Fase 4 Estudo de Impacto Ambiental Janeiro 2023 Revisão 00 Página 38 de 135 2.4.2.12 Comissionamento e Testes pré-operacionais O comissionamento e a realização dos Testes Pré-operacionais