Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

EIA
Estudo de Impacto Ambiental
Complexo Eólico Itarema - Fase 4
TOMO A
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 1 de 135 
 
SUMÁRIO – TOMO A 
1. APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................... 5 
1.1 Identificação do Empreendimento................................................................................ 5 
1.2 Identificação do Empreendedor .................................................................................... 5 
1.3 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental ................................... 5 
1.4 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental ................................................. 7 
2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO .......................................................................... 9 
2.1 OBJETIVOS ..................................................................................................................... 9 
2.1.1 Objetivos Específicos ............................................................................................. 9 
2.2 JUSTIFICATIVAS.............................................................................................................. 9 
2.3 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ....................................................................... 10 
2.3.1 Coordenada dos Vértices .................................................................................... 13 
2.4 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO ........................................................................... 23 
2.4.1 Elementos Constituintes e Características Técnicas ........................................... 24 
2.4.1.1 Aerogeradores ................................................................................................. 26 
2.4.1.2 Rede de Distribuição Interna de Média Tensão (RMT) ................................... 28 
2.4.1.3 Subestação de Energia (SE) ............................................................................. 28 
2.4.1.4 Linha de Transmissão (LT) ............................................................................... 29 
2.4.1.5 Bay de Conexão ............................................................................................... 30 
2.4.2 Aspectos e Técnicas Construtivas ....................................................................... 30 
2.4.2.1 Aquisição de Materiais e Equipamentos, Contratação de Mão de Obra e 
Mobilização ..................................................................................................................... 31 
2.4.2.2 Supressão de Vegetação ................................................................................. 31 
2.4.2.3 Abertura e adequação de acessos .................................................................. 31 
2.4.2.4 Instalação do Canteiro de Obras e Áreas de Apoio ......................................... 32 
2.4.2.5 Terraplanagem ................................................................................................ 33 
2.4.2.6 Fundação dos Aerogeradores ......................................................................... 34 
2.4.2.7 Montagem das Torres dos Aerogeradores...................................................... 35 
2.4.2.8 Montagem do Gerador e Instalação das Pás .................................................. 35 
2.4.2.9 Instalação da Rede de Média Tensão .............................................................. 36 
2.4.2.10 Instalação da Subestação Itarema 4 e Bay de conexão da SE Acaraú III ..... 36 
2.4.2.11 Instalação da Linha de Transmissão ............................................................ 36 
2.4.2.12 Comissionamento e Testes pré-operacionais ............................................. 38 
2.4.2.13 Desmobilização das Obras e Recuperação de Áreas Degradadas ............... 38 
2.4.3 Cronograma de Instalação .................................................................................. 39 
2.4.4 Recursos Utilizados ............................................................................................. 41 
2.4.4.1 Materiais de Construção Civil .......................................................................... 41 
2.4.4.2 Mão de Obra ................................................................................................... 41 
2.4.4.3 Fornecimento de Energia ................................................................................ 44 
2.4.5 Layout .................................................................................................................. 44 
2.4.6 Infraestrutura do Canteiro de Obras ................................................................... 44 
2.4.7 Vias de Circulação e Acessos ............................................................................... 46 
2.4.7.1 Métodos de desmatamento, destocamento e limpeza para terraplenagem de 
vias internas .................................................................................................................... 47 
2.4.8 Supressão Vegetal ............................................................................................... 47 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 2 de 135 
 
2.4.9 Infraestrutura de Abastecimento ........................................................................ 48 
2.4.10 Emissão Sonora ................................................................................................... 49 
2.4.11 Resíduos Sólidos .................................................................................................. 52 
2.4.12 Rotinas Operacionais, de Manutenção e Segurança ........................................... 56 
3. ESTUDO DE ALTERNATIVAS LOCACIONAIS E TECNOLÓGICAS ............................................. 57 
3.1 Alternativas Tecnológicas ............................................................................................ 57 
3.2 Identificação do Empreendimento.............................................................................. 59 
3.3 Identificação do Empreendedor .................................................................................. 59 
3.4 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental ................................. 59 
3.5 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental ............................................... 61 
3.6 Alternativas Locacionais .............................................................................................. 63 
4. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL............................................................................................... 81 
4.1 Marcos Legais .............................................................................................................. 81 
4.2 Cálculo do Valor da Compensação Ambiental ............................................................ 82 
5. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ................................................................. 86 
5.1 Área Diretamente Afetada (ADA) ................................................................................ 87 
5.2 Área de Influência Direta (AID) ................................................................................... 87 
5.2.1 Área Influência Direta (AID) dos Meios Físico e Biótico ...................................... 87 
5.2.2 Área de Influência Direta (AID) do Meio Socioeconômico .................................. 87 
5.3 Área de Influência Indireta (AII) .................................................................................. 88 
5.3.1 Área Influência Indireta (AII) dos Meios Físico e Biótico ..................................... 88 
5.3.2 Área de Influência Indireta (AII) do Meio Socioeconômico ................................ 90 
6. PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS ............................................................................... 94 
6.1 Planos esão as últimas etapas da fase de 
instalação do empreendimento. No comissionamento são realizadas inspeções dos 
componentes dos Aerogeradores, Redes de Média Tensão, Linha de Transmissão e Subestações, 
buscando identificar não conformidades ambientais, assim como desvios que possam causar 
danos à população vizinha e potenciais danos ao funcionamento do empreendimento. Assim, 
são realizadas inspeções, por exemplo, nas áreas de vegetação remanescentes; vãos livres de 
segurança, verticais e laterais, entre árvores e a LT; proteção contra erosão; reaterro das bases 
das estruturas; condição dos corpos de água e recuperação das áreas degradadas. 
Depois da verificar e sanar todas as falhas que porventura podem ser observadas durante o 
comissionamento, são iniciados os Testes pré-operacionais, onde é realizada a energização dos 
Aerogeradores, LT e SEs para realizar a inspeção dos equipamentos elétricos, tais como os 
gerador e motor do rotor, pás, cabeamento, transformadores, cadeias de isoladores, etc. 
2.4.2.13 Desmobilização das Obras e Recuperação de Áreas Degradadas 
As áreas destinadas somente para atividades do processo construtivo do empreendimento, tais 
como canteiros de obra, áreas de estocagem e acessos provisórios serão desmobilizadas de 
acordo com a finalização das atividades de implantação dos parques eólicos, linha de 
transmissão e subestação. Para isso, será realizado o desmonte das estruturas provisórias, do 
sistema de esgotamento e a coleta e destinação adequadas dos resíduos sólidos. 
Além disso, será realizada a recuperação dessas áreas para o seu estado inicial e as atividades 
associadas serão detalhadas no Programa de Recuperação de Áreas Degradas (PRAD) deste 
empreendimento. 
Sobre a mão de obra, está prevista a desmobilização gradual da mesma, de acordo com a 
evolução das obras. Todos as diretrizes e direitos trabalhistas previstos pela legislação vigente 
serão obedecidos, tanto na mobilização quanto na desmobilização dos trabalhadores. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 39 de 135 
 
2.4.3 Cronograma de Instalação 
O período previsto para a instalação do empreendimento é de 18 meses, conforme apresentado 
no Cronograma de Instalação do Projeto (Quadro 2-16). Vale ressaltar que é uma previsão e 
pode sofrer alterações conforme o andamento do projeto. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 40 de 135 
 
Quadro 2-16 – Cronograma de Instalação do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 
Atividades 
Meses 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 
Obtenção da Licença Ambiental - Licença de Instalação 
Supressão Vegetal 
Implantação de Acesso Internos 
Escavação das Fundações 
Concretagem das Fundações 
Implantação da Rede de Média Tensão 
Montagem dos Aerogeradores 
Comissionamento (Operação e Teste) 
Operação Comercial 
Fonte: Sólida, 2019. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 41 de 135 
 
2.4.4 Recursos Utilizados 
2.4.4.1 Materiais de Construção Civil 
O fornecimento de insumos para a construção do Complexo é dividido em específicos e gerais. 
Os insumos específicos possuem um número limitado de fornecedores e serão escolhidos com 
base em análises técnico-econômicas. Os insumos gerais para construção serão adquiridos 
preferencialmente através de fornecedores parceiros e devidamente licenciados ou por áreas 
de empréstimos devidamente licenciadas (Sólida, 2019). 
Vale destacar que a compra de insumos básicos deverá ser, na medida do possível, efetuada nas 
localidades situadas próximo ao empreendimento, objetivando contribuir ao máximo com 
elevação dos parâmetros socioeconômicos locais. 
Caso seja necessário, serão utilizadas áreas de empréstimos devidamente licenciadas ou o 
material será fornecido por empresa que possua licenciamento (Sólida, 2019). 
2.4.4.2 Mão de Obra 
A mão-de-obra a ser utilizada na fase de implantação do Complexo compreenderá profissionais 
da área de gestão de projetos, gerência do obra, profissionais em engenharia civil, engenharia 
elétrica, topografia, segurança do trabalho, trabalhos gerais em construção, etc. 
A seleção dos trabalhadores priorizará a mão-de-obra com experiência na construção de 
parques eólicos existentes na região ou voltada ao setor de construção civil na área de influência 
funcional do empreendimento, dando-se prioridade aos que residam nos núcleos populacionais 
mais próximos ao projeto de implantação. Esta ação será realizada pela construtora contratada, 
entretanto, o empreendedor exigirá às empresas contratadas a obedecer toda a legislação 
trabalhista garantindo aos trabalhadores todos os benefícios e direitos previstos em lei. 
O empreendimento está previsto para ser construído durante um período de 18 (dezoito) 
meses. Estima-se que ao longo desses 18 meses, a quantidade de funcionários trabalhando na 
construção atinja o pico de 270 colaboradores no oitavo e no nono mês de obras, conforme 
disposto na Figura 2-8 e no Quadro 2-17. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 42 de 135 
 
 
Figura 2-8 – Histograma de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Adaptado de Sólida, 
2019). 
 
0
50
100
150
200
250
300
mês
1
mês
2
mês
3
mês
4
mês
5
mês
6
mês
7
mês
8
mês
9
mês
10
mês
11
mês
12
mês
13
mês
14
mês
15
mês
16
mês
17
mês
18
Obras Civis Obras Elétricas Montagem dos Aerogeradores Outros
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 43 de 135 
 
Quadro 2-17 – Quantidade de trabalhadores de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Atividades 
Mês 
 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 
Obras Civis 0 55 70 105 110 120 140 150 145 140 120 110 100 60 40 30 20 5 
Obras Elétricas 0 0 0 0 35 45 60 75 80 80 80 80 75 70 60 50 25 20 
Montagem dos 
Aerogeradores 
0 0 0 0 0 10 20 40 40 40 40 40 35 35 35 20 10 0 
Outros 10 10 10 10 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 
Total 10 65 80 115 150 180 225 270 270 265 245 235 215 170 140 105 60 30 
Fonte: Sólida, 2019. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
2.4.4.3 Fornecimento de Energia 
2.4.4.3.1 Gerador de Energia 
O fornecimento de energia para o canteiro de obras será feito através de um Grupo Motor 
Gerador (GMG) a diesel de 75kVA instalado no canteiro conforme mostrado no layout geral das 
instalações do canteiro de obras do Memorial Descritivo (Sólida, 2019). 
O abastecimento será realizado periodicamente, conforme a necessidade do gerador, não sendo 
necessária a construção de um tanque de armazenamento de combustível. A casa do Gerador 
deverá possuir uma bacia de contenção em tamanho adequado para conter o combustível em 
caso de vazamento (Sólida, 2019). 
2.4.4.3.2 Iluminação e Tomadas 
O Canteiro de Obras possuirá um quadro de distribuição de luz e força que alimentará os 
circuitos de iluminação e tomadas dos edifícios. A iluminação dos ambientes será feita com 
luminárias de sobrepor com lâmpadas fluorescentes de 230V, 32W, fixadas no teto. Já a 
iluminação de emergência será feita com luminárias à prova de tempo, gases, poeira e vapor, 
tipo arandela, 45° com lâmpada incandescente de 127V, 100W através de blocos autônomos 
(Sólida, 2019). 
A iluminação externa também será alimentada a partir do quadro de luz e força docanteiro de 
obras e será feita com luminárias de uso em iluminação pública com lâmpadas mistas, 220V, 
150W, montadas em braços metálicos tubulares. Parte dessas luminárias será fixada nas 
paredes externas das edificações e outra parte em postes metálicos, para uso exclusivo da 
iluminação. As luminárias deverão ter alojamento para o reator/ignitor e base acoplada na parte 
superior para o relé fotoelétrico e para a chave de iluminação (Sólida, 2019). 
2.4.5 Layout 
O layout do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será apresentado no Anexo 2.1 
2.4.6 Infraestrutura do Canteiro de Obras 
O canteiro de obras será construído em uma área de aproximadamente 0,901 hectares e será 
composto pela guarita, vestiário e instalações sanitárias, refeitório, área de vivência, 
ambulatório, escritórios, almoxarifados e reservatório de água. 
As principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras estão descritas no 
Quadro 2-18. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Quadro 2-18 - Principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras do 
Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Estrutura/Instalações Descrição 
Guarita 
Será localizada na porta de acesso do pessoal e é grande o suficiente 
para manter estoque de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI), 
a ser fornecido aos visitantes. Está localizada de modo a poder 
monitorar e controlar o acesso a essas instalações e para evitar a 
entrada de pessoas que trabalhem desprovidos de EPI. 
Instalações Sanitárias 
As áreas de sanitários e vestiários serão projetadas de acordo com o 
pico de obras, visando atender de forma adequada os trabalhadores 
nos canteiros de obras. Devendo possuir pisos impermeáveis e 
mantidas em perfeito estado de conservação e limpeza, atendendo 
também aos requisitos estabelecidos através da NR – 18. A rede 
hidráulica será abastecida por reservatório de água elevado, o qual 
terá altura suficiente para permitir o bom funcionamento nas 
tomadas de água e contar com reserva suficiente para dois dias. O 
dimensionamento do número de peças sanitárias dos banheiros 
seguirá o estabelecido na NR 18. 
Vestiários 
Em todos os estabelecimentos em que a atividade exija troca de 
roupas, ou seja, imposto o uso de uniforme ou guarda-lo, haverá 
local apropriado para vestiário dotado de armários individuais, 
observada a separação de sexos. O dimensionamento dos vestiários 
seguirá o estabelecido na NR24 - Condições sanitárias e de conforto 
nos locais de trabalho. 
Refeitório 
É obrigatória a existência de local adequado para as refeições, que 
devem ter capacidade para garantir o atendimento de todos os 
trabalhadores no horário das refeições e com assentos em número 
suficiente para atender aos usuários e com paredes que permitam o 
isolamento durante as refeições, cobertura que proteja das 
intempéries, lavatório instalado em suas proximidades ou no seu 
interior, ventilação e iluminação natural e/ou artificial. Considerando 
a inexistência de norma que estabeleça um critério para 
dimensionamento de refeitório, sugere-se o uso do parâmetro 0,8 
m2 por pessoa. 
Área de vivência 
Esta área é projetada para o lazer e descanso dos trabalhadores e 
será composta por uma mesa de tênis de mesa, quatro mesas 
destinadas à reunião de vários operadores para jogar diferentes 
jogos recreativos, dois totós e área para assistir televisão. Embora a 
NR-18 só exija a existência de área de lazer se o canteiro tiver 
trabalhadores alojados, dimensionou-se uma área de vivência de 0,3 
m² por trabalhador. 
Ambulatório 
O ambulatório irá contar com equipe de saúde para realizar o 
atendimento emergencial, porém os casos mais graves serão 
encaminhados para o hospital público mais próximo. A equipe de 
saúde deverá ser composta por profissionais de saúde, conforme os 
critérios apresentados na NR-4 da ABNT, que estabelece os Serviços. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Estrutura/Instalações Descrição 
Serão fornecidos no ambulatório materiais para primeiros socorros, 
de acordo com as atividades realizadas no complexo. Esse material 
será armazenado e mantido em condições perfeitas por pessoas 
contratadas para este fim. O ambulatório terá dois ambientes, o 
consultório médico e a instalação sanitária, que abrange dois 
lavatórios e um vaso sanitário. 
Escritórios 
Têm a função de proporcionar um espaço de trabalho isolado para 
que engenheiros e técnicos desempenhem parte de suas atividades. 
Além disso, uma função complementar é servir como local de 
arquivo da documentação técnica da obra que deve estar disponível 
no canteiro, incluindo projetos, cronograma, licenças da prefeitura, 
etc. 
Almoxarifado 
Os almoxarifados possuem funções de armazenamento e controle de 
materiais e equipamentos. 
Reservatório de água 
Área destinada para a instalação de reservatório elevado de água, 
dimensionado de acordo com o número de trabalhadores previstos 
dos parques eólicos. O abastecimento de água será feito por meio de 
caminhões pipa, tendo em vista que a localidade não possui 
abastecimento de água pela concessionária. A água para o consumo 
humano será obtida de fonte externa e com grau de potabilidade 
adequada. Para dimensionar o reservatório de água foram tomadas 
como referência as instruções da NBR 5626/98 - Instalação Predial 
Água Fria. 
Sistema de Tanque 
Séptico e Sumidouro 
O esgoto gerado pelo canteiro de obras será armazenado e tratado 
no sistema de Tanque Séptico e Sumidouro, o qual deverá ser 
esgotado semanalmente, e consequentemente sua capacidade deve 
suportar todo efluente gerado durante esse intervalo. 
Estes resíduos deverão ser recolhidos por uma empresa 
devidamente autorizada pelos respectivos órgãos ambientais. 
Fonte: Ecology, 2020 e Sólida, 2019. 
2.4.7 Vias de Circulação e Acessos 
Os acessos e estradas pré-existentes que serão utilizados para a instalação deste 
empreendimento devem ser conservados e, caso seja necessário, serão realizados melhorias e 
aprimoramentos para permitir o trânsito das máquinas e transporte de equipamentos e 
pessoas. Após o término das etapas construtivas parte dos acessos internos serão mantidos para 
as atividades de operação do empreendimento, enquanto o restante será desmobilizado, ou 
seja, os acessos serão restaurados ao seu estágio inicial. 
Os novos acessos somente serão abertos na ausência ou inviabilidade dos acessos pré-
existentes, sendo necessária a autorização dos proprietários para a instalação de novos acessos 
nas propriedades interceptadas pelo empreendimento. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
De acordo com dimensionamento apresentado no Memorial Descritivo (Sólida, 2019), as vias 
internas do Complexo terão largura padrão de 7 metros de pista de rolagem, com eventuais 
superlarguras, e recuos laterais, também padrão, de 0,5 metros a cada lado, suficiente para 
permitir as estruturas de drenagem que se fizerem necessárias. Assim como para os acessos 
externos, as vias internas terão sinalização horizontal e vertical para orientação dos usuários. 
2.4.7.1 Métodos de desmatamento, destocamento e limpeza para terraplenagem de vias 
internas 
Os serviços de desmatamento, limpeza e expurgo vegetal de áreas de empréstimos, caminhos 
de serviço, plataformas e pátio de usinagem seguirão o seguinte procedimento. Inicialmente 
será realizada a marcação topográfica dos offsets da área a ser desmatada, seguido pelo 
desmatamento e limpeza de todo material orgânico e terra vegetal e depois pela remoção, 
transporte e descarga do entulho deverão ser efetuadas para áreas devidamente licenciadas e 
aprovadas pela proprietária. 
Os cortes de material são segmentos na via, cuja implantação requer escavação do terreno 
natural ao longo do eixo e no interiordos limites das seções de projeto (offsets). O procedimento 
de corte é iniciado pela locação do eixo, nivelamento das seções transversais, marcação dos 
offsets pela equipe de topografia, seguido pela escavação do terreno natural até o greide de 
terraplenagem previsto em projeto e, por fim, a conferência topográfica em relação às notas de 
serviços do projeto. 
Já os aterros são segmentos de via, cuja implantação requer o depósito de materiais 
provenientes dos cortes, no interior dos limites das seções de projeto que definem o corpo da 
estrada. O procedimento é iniciado pela marcação topográfica dos offsets, levando-se em conta 
a inclinação do talude previsto em projeto, seguido pela conferência topográfica em relação às 
notas de serviços do projeto. Lembramos que os caminhos se destinam apenas à montagem das 
torres e dos aerogeradores, diferentemente das rodovias, que apresentam tráfego intenso por 
tempo indeterminado. 
2.4.8 Supressão Vegetal 
A supressão da vegetação se faz necessária para a instalação do empreendimento, 
principalmente nas áreas previstas para o canteiro de obras, áreas de estocagem, usina de 
concreto, faixa de serviço da rede de média tensão, para abertura e adequação dos acessos, na 
faixa de serviço, áreas de torres, praças de montagem da Linha de Transmissão, na área da 
Subestação, bem como o corte seletivo nas faixas de servidão. 
A supressão da vegetação só poderá ser iniciada após a emissão da Autorização de Supressão 
de Vegetação (ASV), a ser obtida junto ao órgão ambiental responsável, Superintendência 
Estadual de Meio Ambiente do estado do Ceará (SEMACE), através da aprovação do Inventário 
Florestal (IF) do empreendimento em questão. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
As principais técnicas de supressão de vegetação previstas para serem utilizadas durante a fase 
de instalação estão descritas no Quadro 2-19. 
Quadro 2-19 – Principais técnicas de supressão de vegetação – Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4 
Técnica Corte Descrição 
Supressão Total Corte Raso 
O corte raso é caracterizado pela remoção completa da 
vegetação presente no local. 
Supressão 
Parcial 
Corte 
Seletivo 
O corte seletivo é baseado na remoção pontual da 
vegetação arbórea. 
O corte raso é previsto para as áreas das plataformas dos aerogeradores, canteiro de obras, 
áreas de estocagem, usina de concreto, subestação, bases das torres e postes, faixa de serviço, 
praças de lançamento e acessos. 
O corte seletivo será utilizado na Faixa de Servidão da Linha de Transmissão e da Rede de Média 
Tensão, visando garantir as distâncias de segurança das LTs. As alturas máximas da vegetação 
são definidas pela Norma Técnica ABNT NBR 5.422/85 e partir desta definição a vegetação que 
ultrapassa deverá ser suprimida. 
No caso da utilização de motosserras para as atividades de supressão, junto ao equipamento, o 
operador deve estar de posse da Licença de Porte e Uso – LPU para exercer tal serviço, além de 
seguir as recomendações da NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, que 
trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. 
2.4.9 Infraestrutura de Abastecimento 
O abastecimento de água será realizado por meio de caminhões pipa, que irá abastecer o 
reservatório previsto no canteiro de obras, tendo em vista que a localidade não possui 
abastecimento de água pela concessionária. Essas águas são destinadas para higienização, 
limpeza dos ambientes, lavagem de equipamentos, etc. A água para o consumo humano será 
obtida de fonte externa e com grau de potabilidade adequada. O sistema de abastecimento de 
água foi projetado de acordo com a norma NBR 5626 / 98- Instalação Predial de Água Fria 
(Sólida, 2019). Deverá ser realizado monitoramento periódico e de proteção contra 
contaminação em todo o sistema de abastecimento de água (Ecology, 2020). 
Caso seja necessária a utilização de poços artesianos, deverá ser requerida a Autorização para 
obtenção da Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos junto ao órgão ambiental 
competente. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
2.4.10 Emissão Sonora 
Durante a fase de instalação do empreendimento é previsto o aparecimento de novas fontes 
geradoras de ruídos no local onde serão realizadas as atividades construtivas e, principalmente, 
nos trajetos utilizados como acessos ao empreendimento. 
O monitoramento do nível de ruído durante a fase de implantação do empreendimento será 
abordado com mais detalhes no Plano de Monitoramento dos Níveis de Ruído e Vibrações 
(PMNRV), presente no Plano Básico Ambiental (PBA) do empreendimento. 
As principais fontes de emissão sonora associadas à implantação do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4 são apresentadas no Quadro 2-20. 
Quadro 2-20 - Principais Fontes de Emissão Sonora Associadas ao período de implantação do 
Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Fonte de Emissão Sonora Localização Descrição 
Tráfego de Veículos 
Acessos Externos e 
Internos 
Tráfego de veículos de porte 
pequeno, médio e grande 
utilizados durante as atividades 
de instalação do projeto para o 
transporte de equipamentos e 
pessoas. 
Atividades de Supressão de 
Vegetação 
Frentes de Serviço 
Durante as atividades de 
supressão são utilizados 
motosserras, roçadeira para 
poda de vegetação rasteira e 
outros equipamentos. 
Armazenamento/Transporte 
de Materiais e 
Equipamentos 
Canteiros de Obras, 
Áreas de Apoio 
Para o transporte de materiais 
e equipamentos associados à 
instalação do empreendimento 
poderão ser utilizados 
caminhões basculantes, 
betoneira, caminhões Porta-
containers e Pá carregadeira 
para auxiliar o manuseio dos 
materiais. 
Funcionamento de 
máquinas e equipamentos 
Canteiros de Obras, 
Áreas de Apoio 
Durante a implantação serão 
utilizados equipamentos de 
impacto, como ferramentas de 
acionamento de pneumático, 
hidráulico ou elétrico e 
máquinas diversas, como serras 
circulares, motosserras, 
compressores de ar, geradores 
elétricos, bombas para 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Fonte de Emissão Sonora Localização Descrição 
captação de água, dentre 
outras. 
Terraplanagem Frentes de Serviço 
São utilizadas máquinas tais 
como compactadores de solo 
(sapo, rolos, compactadores, 
etc.) 
Atividades da Usina de 
Concreto 
Canteiros de Obras 
Para a produção de concreto 
são utilizadas máquinas tais 
como o Vibrador para realizar a 
vibração do concreto e 
Betoneira para misturar os 
componentes do concreto, 
que são fontes geradoras de 
ruído. 
Escavação das Fundações 
dos Aerogeradores e das 
Torres da LT e Postes da 
RMT 
Frentes de Serviço 
Para a execução das fundações 
das torres podem ser utilizadas 
máquinas geradoras de ruídos 
tais como retroescavadeiras, 
bate estacas, entre outras. 
Lançamento de Cabos 
Frentes de Serviço e 
Praças de 
Lançamento de 
Cabos 
Utilização dos equipamentos 
Freio, Puller e Guindaste são 
fontes de geração de ruído 
durante as atividades de 
lançamento de cabos. 
Operação da Subestação 
Centros de 
Transformação e SEs 
Para elevar a tensão da energia 
gerada pelos aerogeradores, 
são utilizados transformadores 
na Subestação, que podem 
gerar ruídos. 
Durante a fase de construção do empreendimento, as principais fontes de geração de ruídos e 
vibração serão oriundas dos veículos, máquinas e equipamentos utilizados nas obras e os níveis 
de emissão de ruídos dessas fontes devem estar dentro dos limites estabelecidos na ABNT NBR 
10.151/2019 (Quadro 2-21). Para isso, serão realizadas manutenções periódicas preventivas e 
corretivas, nas oficinas dos canteiros de obras e/ou na rede de oficinas regularizadas existente 
nos municípios, conforme previsto no Plano Ambiental da Construção (PAC).Quadro 2-21 - Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos, em dB(A) 
Tipos de Áreas Diurno Noturno 
Áreas de sítios e fazendas 40 35 
Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas 50 45 
Área mista, predominante residencial 55 50 
Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55 
Área mista, com vocação recreacional 65 55 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Área predominantemente industrial 70 60 
Fonte: NBR10151:2000 Acústica - Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade. 
Vale ressaltar a presença de moradias no entorno da área do Complexo Eólico, por isso, sugere-
se que o empreendedor determine, antes do início da fase de obras, quais os acessos que serão 
utilizados na fase de instalação, visando evitar ao máximo a ocorrência de danos materiais nas 
estruturas das moradias, que estão localizadas às margens dos acessos existentes e daquelas 
próximas das fundações dos aerogeradores. 
As condições climáticas devem ser verificadas anteriormente às atividades de monitoramento 
dos níveis de ruído, tendo em vista que não é recomendada a realização das medições na 
existência de interferências audíveis advindas de fenômenos da natureza, nem fora das 
condições de operação da instrumentação especificada pelo fabricante. 
Os instrumentos a serem utilizados para o monitoramento em questão deverão atender aos 
critérios estabelecidos na ABNT NBR 10.151/2019, bem como terem certificados de calibração 
válidos e emitidos por laboratório acreditado, membro da Rede Brasileira de Calibração – RBC, 
ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro, ou por laboratório 
de calibração, em outros países, acreditado por organismos signatários de acordos oficiais 
brasileiro de reconhecimento mútuo. 
O PMNRV - Plano de Monitoramento do Nível de Ruído e Vibrações do empreendimento 
detalha informações técnicas dos métodos de medições que serão realizados no 
empreendimento. O método de medição segue as diretrizes da Norma Técnica ABNT NBR 
10.151/2019, podendo ser aplicado o método simplificado para medição do nível de pressão 
sonora global, em ambientes externos ou internos a edificações, para identificação e 
caracterização de sons contínuos ou intermitentes. Enquanto o método detalhado, por sua vez, 
é utilizado para a identificação e caracterização de sons contínuos, intermitentes, impulsivos e 
tonais. Dessa forma, antes das medições, são identificadas em campo se as fontes sonoras 
objeto de medição apresentam características tonais e impulsivas para que seja possível 
determinar o tipo de método a ser utilizado e esta avaliação é posteriormente validada através 
da avaliação dos dados obtidos. 
Quadro 2-22 – Características do método de medições do nível de ruídos do Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4 
Item Duração/Especificação 
Tempo de Medição 10 min 
Método de Medição Simplificado ou detalhado 
Pontos de Medição 8 
Periodicidade de Medição Trimestral 
Período da Medição Diurno (durante as obras) 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
2.4.11 Resíduos Sólidos 
Segundo a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto 
de 2010, resíduos sólidos podem ser definidos como: 
“material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades 
humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe 
proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, 
bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades 
tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos 
d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis 
em face da melhor tecnologia disponível” 
Assim, neste item foram levantados os resíduos sólidos passíveis de serem gerados pelos 
processos de instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Os resíduos sólidos gerados devem ser segregados de acordo com os critérios estabelecidos pela 
Resolução CONAMA nº 275 de, de 25 de abril de 2001, sendo acondicionados de forma 
adequada em recipientes com a devida identificação, atendendo ao sistema de cores disposto 
no Anexo desta Resolução (Quadro 2-23). 
Quadro 2-23 – Sistemas de cores para segregação de Resíduos Sólidos 
Tipo de Resíduo Padrão de Cores – Coleta Seletiva 
Papel e Papelão AZUL 
Plástico VERMELHO 
Vidro VERDE 
Metal AMARELO 
Madeira PRETO 
Resíduos Perigosos LARANJA 
Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde BRANCO 
Resíduos Radioativos ROXO 
Resíduos Orgânicos MARROM 
Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou 
contaminado não passível de separação. 
CINZA 
Fonte: Resolução CONAMA nº275/2001. 
Os recipientes destinados para o acondicionamento dos resíduos devem ter sua capacidade 
projetada de acordo com a geração dos resíduos sólidos, bem como serem resistentes a 
vazamentos e rupturas, entre outras especificações, a depender do tipo de resíduo sólido. 
Quanto à disposição final de resíduos da construção civil, segundo a Resolução CONAMA nº 307, 
de 05 de julho de 2002 e a Resolução CONAMA nº 448 de 18 de janeiro de 2012: 
“Art. 4... 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
§ 1° Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros 
de resíduos sólidos urbanos, em áreas de "bota fora", em encostas, 
corpos d'água, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei.” 
No Quadro 2-24 estão apresentadas as disposições finais corretas para cada classificação dos 
resíduos de construção civil, segundo a Resolução CONAMA nº 307/2002. 
Quadro 2-24 - Destinação final adequada de acordo com as classes de resíduo de construção 
civil. 
Classificação Destinação Adequada 
Classe A 
“Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou 
encaminhados a aterro de resíduos classe A de reservação de 
material para usos futuros” 
Classe B 
“Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de 
armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir 
a sua utilização ou reciclagem futura” 
Classe C 
“Deverão ser armazenados, transportados e destinados em 
conformidade com as normas técnicas específicas” 
Classe D 
“Deverão ser armazenados, transportados e destinados em 
conformidade com as normas técnicas específicas” 
Fonte: Resolução CONAMA nº 307/2002. 
O armazenamento temporário dos resíduos sólidos até o momento da destinação final será de 
forma centralizada, em um único ponto localizado no canteiro de obras, para posterior 
transporte e destinação final. Este ponto de centralização dos resíduos sólidos seguirá as 
diretrizes da NBR 12235 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos, devendo ser 
adequado para o armazenamento tanto de resíduos sólidos domésticos, quanto dos resíduos 
recicláveis e perigosos, de maneira separada, evitando a mistura dos resíduos. 
No Quadro 2-25 estão listados os resíduos sólidos previstos para este empreendimento e suas 
fontes geradoras. Vale ressaltar que uma caracterização mais detalhada dos resíduos sólidos 
gerados pelas atividades de instalação do empreendimento será realizada no Plano de 
Gerenciamento dos Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos (PGRSEL) do Plano Básico Ambiental 
(PBA) deste empreendimento. Neste Plano serão apresentadas as diretrizes para a segregação 
dos resíduos sólidos, formas de acondicionamento, tratamento e destinação final associadas a 
cada tipo de resíduo. 
Quadro 2-25 - Fontes Geradoras e Tipos de Resíduos Sólidos Previstos para o Complexo 
Eólico Itarema – Fase 4 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Resíduo 
Fonte 
Geradora 
Classificação- 
Resolução 
CONAMA nº 
307/2002 
Classificação - ABNT NBR-
10004:2004 
Serviços de saúde Ambulatório - Classe I - Perigosos 
Eletrônico (monitores, 
computadores, pilhas e 
baterias) 
Escritório, 
Sala de 
Comando e 
Controle 
- Classe I – Perigosos 
Cartuchos de Tinta 
(impressoras) 
- Classe I – Perigosos 
Papel/Papelão 
Ambulatório
, Escritório, 
Refeitório, 
Sala de 
Comando e 
Controle 
Classe B Classe II B – Inertes 
Plástico Classe B Classe II B – Inertes 
Lâmpadas Fluorescentes - Classe I – Perigosos 
Orgânico (restos de comida) Refeitório - Classe II A - Não inertes 
Resíduos da fossa séptica 
Sanitários, 
Banheiros, 
Vestiários e 
Refeitório 
- Classe II A - Não inertes 
Resíduos não recicláveis 
(papel higiênico, 
embalagens plásticas 
misturadas com alimentos) 
- Classe II A - Não inertes 
Óleo lubrificante usado 
Oficina 
mecânica 
Classe D Classe I – Perigosos 
Embalagens plásticas de 
óleo lubrificante 
Classe D Classe I – Perigosos 
Estopas, papéis, papelões, 
tecidos, serragem, areia, 
sujos com óleo 
Classe D Classe I - Perigosos 
Metais e sucatas Classe B Classe II B – Inertes 
Pneus inservíveis - Classe II B 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
Resíduo 
Fonte 
Geradora 
Classificação - 
Resolução 
CONAMA nº 
307/2002 
Classificação - ABNT NBR-
10004:2004 
Madeira 
Praças de 
lançamento 
de cabos, 
Pátio de 
Materiais 
Classe B Classe II B – Inertes 
Embalagens dos 
equipamentos, aparas de 
tubulações 
Pátio de 
Materiais, 
instalação 
do sistema 
de 
drenagem 
Classe B Classe II B – Inertes 
Entulhos de construção 
Atividade de 
Construção 
Civil 
Classes A B, C e D Classe II B – Inertes 
Solos e restos vegetais 
Nivelament
o do 
terreno, 
Supressão, 
Fundação 
 Classe II A - Não inertes 
Resíduos de concreto 
Central de 
Concreto 
Classe A Classe II B – Inertes 
Embalagens de aditivos de 
concreto 
Classe D Classe I - Perigoso 
Ferragens, aço, arames, 
cabos 
Montagem 
e instalação 
das torres e 
praças de 
lançamento 
de cabos 
Classe B Classe II B – Inertes 
Resíduo de óleo mineral 
isolante 
Subestação 
Classe D Classe I - Perigoso 
Estopas e/ou tecidos 
contaminados por óleo 
mineral isolante, 
absorventes de óleo 
contaminado, etc. 
Classe D Classe I - Perigoso 
O acondicionamento dos resíduos deverá ser feito em recipientes constituídos de materiais 
compatíveis com a sua natureza, observando-se a resistência, durabilidade, estanqueidade e 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
compatibilidade com a forma que será posteriormente transportado para destinação, podendo 
ser em sacos plásticos, coletores, caçambas, bombonas, tambores, dentre outros. 
No caso de resíduos perigosos, o armazenamento de resíduos sólidos perigosos, o 
acondicionamento deverá atender as diretrizes da ABNT NBR 12.235/1992. 
2.4.12 Rotinas Operacionais, de Manutenção e Segurança 
As principais atividades desenvolvidas durante a fase de operação do Complexo Eólico são a de 
supervisão e manutenção dos equipamentos e execução de programas de monitoramento 
ambiental. A equipe estimada para a supervisão e operação para Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4 consiste em aproximadamente 16 (dezesseis) pessoas. Além disso, aproximadamente 15 
(quinze) trabalhadores suplementares poderão ser requeridos para a manutenção regular dos 
equipamentos a ser executada duas vezes por ano, com duração de dois a três meses cada vez. 
O Quadro 2-26 apresenta a estimativa de trabalhadores divididos por área para a gestão do 
Complexo Eólico. 
Quadro 2-26 – Estimativa de trabalhadores para a manutenção do Complexo Eólico Itarema 
– Fase 4. 
Atividade Quantidade de pessoas 
Gerente 1 
Supervisor de parque 1 
Operadores de subestação e parque eólico 3 
Técnico em Segurança e Meio Ambiente 1 
Técnico de monitoramento ambiental 1 
Almoxarife 1 
Vigilantes 2 
Serviços gerais 3 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
3. ESTUDO DE ALTERNATIVAS LOCACIONAIS E TECNOLÓGICAS 
3.1 Alternativas Tecnológicas 
As fontes de energia podem ser subdividas em dois grupos, as não renováveis e as renováveis. 
Conforme o nome já indica, as fontes não renováveis são fontes finitas e esgotáveis, ou seja, a 
sua ciclagem e reposição no meio ambiente levam cerca de milhões de anos. Os recursos 
naturais associados a estas fontes são considerados limitados, pois o consumo é muito 
acelerado quando comparado com o tempo necessário para a reposição do recurso. 
Outro ponto negativo das fontes de energia não renováveis, principalmente de fontes fósseis 
constituídas por carvão mineral, gás natural, petróleo e seus subprodutos, são os danos 
ambientais associados à emissão de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, e a possíveis 
vazamentos e acidentes com derramamento de petróleo. O processo de extração da matéria-
prima destas fontes também está associado a diversos impactos ambientais. 
As fontes renováveis, por sua vez, são consideradas fontes com resiliência alta, ou seja, se 
renovam constantemente no meio ambiente. São diversos os exemplos de fontes renováveis e 
a tendência é o crescente desenvolvimento das tecnologias associadas a estas. Podemos citar 
como exemplos de fontes de energia renovável, a hídrica, solar, eólica, biomassa, geotérmica, 
oceânica e hidrogênio. 
Estes dois tipos de fontes – renováveis e não renováveis – são necessários para a diversidade da 
matriz energética brasileira, evitando assim a dependência de uma única fonte, e contribuindo 
para a segurança energética do país. 
Porém, considerando a necessidade de consolidar uma economia de baixo carbono, se têm 
como objetivo aumentar substancialmente a participação das fontes renováveis na matriz 
energética e promover um uso mais eficiente e consciente das fontes não renováveis. 
Na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre 
Mudança do Clima (UNFCCC), onde foi estabelecido o Acordo de Paris por 195 partes, o governo 
brasileiro assumiu o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 
37% até 2025 e 43% até 2030, tomando como base os níveis de emissões de 2005. E para 
alcançar essa meta, se comprometeu a aumentar a participação de energias renováveis na 
composição da matriz energética para 45% em 2030. 
Neste contexto, a geração de energia eólica, composta por projetos de grande porte – como é o 
caso do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 – tem se consolidado cada vez mais como uma fonte 
renovável de geração de energia elétrica com alto valor agregado à sociedade brasileira. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
O potencial de exploração no Brasil, conforme apresentado na Figura 3-1, é elevado, dado que 
o país possui condições ambientais e climatológicas ideais para a sua geração, principalmente 
na região Nordeste. 
 
Figura 3-1 - Mapa de Potencial Eólico Brasileiro da Velocidade Média Anual do Vento na altura 
de 120 metros (Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro: Simulações 2013– CEPEL, 2017). 
O Complexo Eólico Itarema - Fase 4 é composto por 06 (seis) parques eólicos com um total de 
35 (trinta e cinco) aerogeradores da marca VESTAS modelo V150 4.2MW-HH120m, com 120 
metros de altura e 150 metros de diâmetro dos rotores e potência de 4,2 MW cada, 
totalizando 147 MW. As especificações técnicas estão apresentadas no Capítulo 1 – 
APRESENTAÇÃO 
O presente Estudo de Impacto Ambiental (EIA) visa subsidiar o processo de obtenção da Licença 
de Instalação e Operação (LIO) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, mediante apresentação 
de EIA/RIMA e PBA, como uma das etapas de licenciamento ambiental, junto à SuperintendênciaEstadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE). Este EIA foi elaborado de acordo com o Termo 
de Referência nº 36/2021 – DICOP/GECON. 
O empreendimento obteve em 15/02/2021 a Licença Prévia (LP) 21/2021, válida por 2 anos, 
para participação em leilão, mediante apresentação de Relatório Ambiental Simplificado- RAS 
(Número SPU:10055937/2019). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
3.2 Identificação do Empreendimento 
A denominação oficial do empreendimento é o “Complexo Eólico Itarema – Fase 4”. 
3.3 Identificação do Empreendedor 
Os dados detalhados do empreendedor constam no Quadro 1.1. 
Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor 
Pontal geração de Energia e Participações S.A 
CNPJ 21.295.665/0001-40 
CTF IBAMA 7585131 
Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 3733-2975 
E-mail: licenciamentoambiental@rioenergy.com.br 
Representante Legal Alexandre Lima Nogueira Marcos Ferreira Meireles 
CPF 095.280.267-88 043.032.987-35 
CTF IBAMA 8045765 6074250 
Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 37332975 
E-mail alexandre.nogueira@rioenergy.com.br 
Pessoa de Contato Eduardo Soares Alvares da Cruz 
E-mail para Contato eduardo.cruz@rioenergy.com.br 
Endereço de Contato Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 99749-3017 
3.4 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental 
A Pontal geração de Energia e Participações S.A (Pontal) contratou a empresa de consultoria 
Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda (Ambiá) para a realização dos estudos 
socioambientais do licenciamento ambiental do empreendimento. As informações detalhadas 
da companhia encontram-se no Quadro 1.2. 
Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo 
Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda 
CNPJ 24.523.106/0001-38 
CTF IBAMA 6561067 
Endereço Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. 
CEP: 24.220-060 
Telefone (21) 4126-0665 
Registro no CREA 2016200853 
Responsáveis Legais Lana Castro Gopfert Hellen Erasmi Carrion 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
E-mails lana@ambiaconsultoria.com hellen@ambiaconsultoria.com 
Pessoa de Contato Lana Castro Gopfert 
E-mail para Contato lana@ambiaconsultoria.com 
Endereço de Contato Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. 
CEP: 24.220-060 
Telefone para Contato (21) 99880-4042 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 61 de 135 
 
3.5 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental 
Os dados da equipe técnica multidisciplinar envolvida nas atividades do EIA/RIMA estão 
apresentados no Quadro 1.3. Nele constam informações dos profissionais responsáveis pelo 
gerenciamento do projeto e atuantes nos diagnósticos de campo. As Anotações de 
Responsabilidade Técnica (ARTs) estão apresentadas no Anexo 1.1. 
Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar 
Nome 
Formação 
Profissional 
Atuação 
Registro 
Profissional 
CTF Ibama 
Lana Castro 
Göpfert 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Técnica e 
Coordenação de 
Meio Físico 
CREA 
2010117868 
6559996 
Hellen Erasmi 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Técnica 
CREA RJ 
2012100708 
6551748 
Maria Clara 
Martins 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Adjunta e 
Coordenação de 
Geoprocessamento 
CREA 
2018383442 
7361680 
Dayana 
Mendes 
Tecnologia 
Ambiental/ Esp. em 
Gestão Ambiental 
Programas 
Ambientais 
- 7504213 
Renata 
Moreno 
Cientista Social, 
MSc. Sociologia e 
Antropologia 
Coordenação do 
Meio 
Socioeconômico 
- 5533238 
Leandro 
Corrêa 
Biólogo 
Coordenação do 
Meio Biótico - 
Fauna 
CRBio 
58.461/03D 
2289998 
Adriano 
Coelho Sales 
Engenheiro 
Florestal 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Biótico - Flora 
CREA CE 
41979CE 
3999452 
Rafael Cunha 
Pontes 
Biólogo 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Biótico - Fauna 
CRBio 
71982/02D 
1943070 
João Paulo de 
Melo Adolfo 
Espeleólogo 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Físico 
- 7126151 
Maria Beatriz 
Mello 
Geógrafa, 
Estudante de 
Licenciatura em 
Geografia 
Geoprocessamento 
CREA RJ 
2023100538 
- 
Júlia Glockl 
Moraes 
Graduanda em 
Engenheira 
Ambiental 
Apoio Técnico - - 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 62 de 135 
 
Nome 
Formação 
Profissional 
Atuação 
Registro 
Profissional 
CTF Ibama 
Mariana 
Gomes 
Barbosa 
Estudante de 
Geografia e Meio 
Ambienta 
Apoio Técnico - - 
Jéssica Cugula 
Graduanda em 
Engenharia 
Ambiental 
Apoio Técnico - - 
. Conforme apresentado na Figura 3-1, para a altura de 120 metros o estado do Ceará apresenta 
alto potencial eólico, com altas velocidades médias anuais. 
De acordo com dados do Boletim Anual de 2021 da ABEEólica, a energia eólica foi a fonte que 
mais cresceu no ano de 2021, representando 50,9% da nova capacidade instalada no ano no Brasil. 
Com este incremento a fonte de energia eólica atingiu uma participação de 11,8% da matriz 
elétrica brasileira. 
 
Figura 3-2 – Evolução da Capacidade Instalada - 2021 em GW (Fonte: Boletim Anual 2021 da 
ABEEólica). 
Em termos de impactos socioambientais, para a geração de energia eólica os impactos negativos 
são menores quando comparados com outras fontes de energia (hidráulica, termoelétrica, etc.), 
tanto durante a sua instalação quanto para a operação. Uma vez que a geração de energia eólica 
ocorre através do vento e o sistema de geração não emite gases do efeito estuga (GEE) durante a 
sua operação, sendo uma vantagem quando comparado a outras fontes de energia. 
O gráfico apresentado na Figura 3-3 apresenta a quantidade de emissões de CO2 evitada pela 
fonte eólica no Brasil ao longo do ano de 2021. O total de emissões evitadas em 2021 devido a 
fonte de energia eólica foi de 34,4 milhões de toneladas de CO2, o equivalente à emissão anual de 
cerca de 34 milhões de automóveis de passeio (ABEEólica, 2021). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 63 de 135 
 
 
Figura 3-3 – Emissões de CO2 evitadas por mês no ano de 2021 (Fonte: Boletim Anual 2021 da 
ABEEólica). 
A instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 constitui-se, portanto, como uma importante 
alternativa tecnológica para geração de energia a ser explorada no país, principalmente pelo 
ponto de vista socioambiental e pela sua disponibilidade. 
3.6 Alternativas Locacionais 
Em atendimento ao estipulado na Resolução CONAMA nº 001/1986 e ao Parecer Técnico nº 
286/2021 – DICOP/GECON, e com o objetivo de definir a melhor localização para o 
empreendimento, considerando seu potencial de impacto, foi realizado um estudo comparativo 
de alternativas locacionais verificando-se as interferências com os aspectos ambientais, 
socioeconômicos e de projeto, tendo como restrição as propriedades disponíveis para a instalação 
do projeto e parâmetros adequados dos ventos. 
Como já esclarecido no RAS, no contexto do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, o potencial eólico 
da região e as condições de relevo favoráveis são fatores restritivos que definem a localização, 
não sendo possível, portanto, apresentar macro alternativas locacionais. Assim, para a análise da 
microlocalização, foram estudadas 2 (duas) alternativas locacionais. 
Para a Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 – Acaraú III, a definição das alternativas têm-se 
como principal restrição os pontos de conexão da LT (saída/chegada) com a Subestação Itarema 
4 e a Subestação Acaraú III. Desta forma, foram definidas 3 (três) alternativas para a Linha de 
Transmissão. 
As alternativas locacionaisdo Complexo Eólico Itarema – Fase 4 estão apresentadas na Figura 3-4 
e as alternativas da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III estão apresentadas na Figura 3-5. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 64 de 135 
 
 
Figura 3-4 – Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 65 de 135 
 
 
Figura 3-5 – Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 66 de 135 
 
A análise comparativa das alternativas locacionais foi realizada por uma equipe multidisciplinar, 
formada por profissionais dos setores ambiental, projeto/técnico e fundiário – todos com 
experiência no setor elétrico. Destaca-se que no Relatório Ambiental Simplificado (RAS) deste 
empreendimento apresentado junto à Semace no processo de Licença Prévia (LP) também foi 
realizado estudo de análise das alternativas locacionais. As 3 (três) alternativas da Linhas de 
Transmissão, apresentadas neste EIA, também foram previamente analisadas no Relatório 
Ambiental Simplificado. Contudo, quanto as alternativas do Complexo Eólico, o referido RAS 
apenas expôs que a alternativa escolhida era a mais viável, e não apresentou uma análise 
comparativa da mesma com outra alternativa possível para o empreendimento. 
O Parecer Técnico nº 286/2021, em relação ao capítulo de Alternativas Locacionais do Relatório 
Ambienta Simplificado (Ecology, 2020), solicitou o seguinte detalhamento: 
• “Apresentar pelo menos duas alternativas locacionais de todo o projeto 
dos parques, com possibilidades de localização das torres eólicas, 
evidenciando principalmente as possíveis intervenções em áreas de APP e 
reservas legais e justificando que estas intervenções realmente seriam menos 
danosas no projeto que está sendo considerado como mais viável. De toda 
forma, no projeto atual é necessário apresentar alternativa para que o 
projeto não intervenha em áreas de reserva legal, mantendo-as protegidas e 
passíveis apenas de ações de uso sustentável conforme estabelece o Código 
Florestal. Apresentar conjuntamente mapas com todas as solicitações de 
alternativas solicitadas. 
• Apresentar também mapa comparativo das alternativas locacionais do 
traçado da LT 230kV, destacando claramente os setores de possível 
intervenção em APP e recursos hídricos.” 
Desta forma, e visando atender ao Parecer Técnico nº 286/2021, no estudo de alternativas 
locacionais deste Estudo de Impacto Ambiental (EIA) são apresentadas 2 (duas) alternativas 
locacionais para o Complexo Eólico, bem como apresentada a análise comparativa entre estas. Os 
mapas comparativos com as alternativas locacionais e os aspectos socioambientais estão 
apresentados no Caderno de Mapas deste EIA. 
Para a tomada de decisão quanto as melhores alternativas locacionais para o empreendimento 
foram consideradas os aspectos apresentados no Quadro 3-1. 
Destaca-se que os aspectos de projeto “Extensão das LTs (km)”, “Vértices das LTs (Nº)”, “Linhas 
de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº)”, “Linhas de Transmissão Planejadas 
Interceptadas (Nº)”, apresentados no Quadro 3-1, são aspectos de projeto específicos para a 
análise comparativa da Linha de Transmissão, portanto não foram considerados na análise das 
alternativas do Complexo Eólico. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 67 de 135 
 
Quadro 3-1 - Descrição dos Aspectos Ambientais, Socioeconômicos e de Projeto das 
Alternativas Locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e da LT 230 kV Itarema 4 – 
Acaraú III. 
Aspectos Parâmetro Descrição 
Projeto 
Extensão das LTs (km) Linhas 
Somatório das extensões dos 
traçados da Linha de 
Transmissão. 
Vértices das LTs (Nº) Pontos 
Número de vértices dos 
traçados da Linha de 
Transmissão. 
Linhas de Transmissão 
Existentes Interceptadas 
(Nº) 
Pontos 
Número de Linha de 
Transmissão Existentes 
interceptadas pela Linha de 
Transmissão. 
Linhas de Transmissão 
Planejadas Interceptadas 
(Nº) 
Pontos 
Número de Linha de 
Transmissão Planejadas 
interceptadas pela Linha de 
Transmissão. 
Rodovias Interceptadas 
(Nº) 
Pontos 
Número de rodovias 
interceptadas pela ADA do 
empreendimento 
Área de Interferência do 
Empreendimento (ha) 
Polígonos 
Área Diretamente Afetada 
(ADA) das alternativas. 
Ambientais 
Interferência em Áreas 
Prioritárias para a 
Conservação - APCBs (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das APCBs. 
Interferência em 
Unidades de Conservação 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das 
Unidades de Conservação 
(UCs). 
Interferência em Zonas de 
Amortecimento de 
Unidades de Conservação 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das Zonas 
de Amortecimento das 
Unidades de Conservação. 
Interferência em Reservas 
da Biosfera (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das 
Reservas da Biosfera. 
Interferência em 
Fragmentos de Vegetação 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais dos 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 68 de 135 
 
Aspectos Parâmetro Descrição 
fragmentos de vegetação 
mapeados 
Interferência em área de 
APP de recursos hídricos 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das Áreas 
de Preservação Permanente 
de recursos hídricos (APPs). 
Interferência em Cursos 
D’água e Trechos de 
Drenagem (km) 
Linhas 
Somatório das extensões dos 
cursos d’água e trechos de 
drenagem interceptados 
pela ADA do 
empreendimento 
Interferência em espelhos 
d’água (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de 
espelhos d’água. 
Interferência em 
Cavidades (Nº) 
Pontos 
Número de cavidades 
interceptadas pela ADA do 
empreendimento 
Interferência em Área de 
influência de Cavidades - 
buffer de 250m (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das áreas 
de influência de Cavidades - 
buffer de 250m. 
Interferência em Áreas de 
alto ou muito alto grau de 
potencialidade de 
ocorrência de cavidade – 
CECAV (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das áreas 
de alto ou muito alto grau de 
potencialidade de ocorrência 
de cavidade – CECAV. 
Interferência em Áreas de 
concentração e ameaçada 
de aves migratórias (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das áreas 
de concentração e ameaçada 
de aves migratórias. 
Interferência em áreas de 
Reserva Legal Averbada 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das áreas 
de Reserva Legal Averbadas 
Interferência em áreas de 
Reserva Legal (outras 
classes) (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais das áreas 
de Reserva Legal Proposta, 
Aprovada e não averbada, de 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 69 de 135 
 
Aspectos Parâmetro Descrição 
compensação de outro 
imóvel. 
Socioeconô
micos 
Interferência em 
Comunidades 
Quilombolas (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de 
Comunidades Quilombolas 
(CQs). 
Interferência em Área de 
influência das 
Comunidades 
Quilombolas (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com o raio dos limites 
estabelecidos pelo Anexo I 
da Portaria Interministerial 
nº 60, de 24 de março de 
2015 (5 km para a LT e 8 kmpara o Complexo Eólico) em 
relação as áreas das 
Comunidades Quilombolas 
(CQs). 
Interferência em Terras 
Indígenas (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de Terras 
Indígenas (TIs). 
Interferência em Área de 
Influência de Terras 
Indígenas (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com o raio dos limites 
estabelecidos pelo Anexo I 
da Portaria Interministerial 
nº 60, de 24 de março de 
2015 (5 km para a LT e 8 km 
para o Complexo Eólico) em 
relação as áreas das Terras 
Indígenas (TIs). 
Interferência em Projetos 
de Assentamentos (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de 
Projetos de Assentamentos. 
Interferência em 
Processos Minerários (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de 
Processos Minerários. 
Interferência em Área de 
Bloqueio Minerário (ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de 
Bloqueio Minerário. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 70 de 135 
 
Aspectos Parâmetro Descrição 
Interferência em área 
densamente edificada 
(ha) 
Polígonos 
Área de sobreposição da 
ADA do empreendimento 
com as poligonais de Área 
Densamente Edificada. 
Interferência em Sítios 
Arqueológicos (Nº) 
Pontos 
Número de sítios 
arqueológicos interceptados 
pela ADA do 
empreendimento 
Interferência em 
Ocorrências Fossilíferas 
(Nº) 
Pontos 
Número de ocorrências 
fossilíferas interceptados pela 
ADA do empreendimento 
Vale salientar que a metodologia utilizada neste EIA difere da metodologia de análise comparativa 
realizada no Relatório Ambiental Simplificado (Ecology, 2020), uma vez que neste EIA a análise 
comparativa da LT abordou 30 (trinta) critérios e o RAS utilizou 9 (nove) critérios, que são: 
“Extensão total da LT das alternativas”; “Número de torres”; “Interferência com recursos 
hídricos”; “Interferência com empreendimentos lineares já instalados ou planejados”; 
“Interferência com a vegetação”; “Interferência com Reservas Legais Averbadas”; “Interferência 
com Áreas de Preservação Permanente”; “Interferência com pequenas propriedades rurais”; 
“Interferência com adensamentos populacionais”. 
Para a análise dos aspectos elencados foram consultados bancos de dados públicos que possuem 
informações espaciais2,quais sejam: 
Quadro 3-2 – Base de dados consultadas para a Análise das Alternativas Locacionais 
Documento Ano Autor Link 
Arquivo georreferenciado da 
localização Unidades de 
Conservação municipais, 
estaduais e federais do Brasil. 
(s/d) MMA 
http://mapas.mma.gov.b
r/i3geo/datadownload.ht
m 
Arquivo georreferenciado da 
localização Unidades de 
Conservação estaduais– Ceará 
2018 SEMA/IPECE 
http://mapas.ipece.ce.go
v.br/i3geo/ogc/index.php 
Arquivo georreferenciado da 
localização Unidades de 
Conservação municipais, 
estaduais e federais 
(s/d) COGERH 
http://i3geo.cogerh.com.
br/i3geo/ogc/download.p
hp# 
 
2 Para a análise comparativas das alternativas locacionais foram consultadas as bases de dados mais atualizadas 
quando comparadas com as bases utilizadas no Relatório Ambiental Simplificado (Ecology,2020). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 71 de 135 
 
Documento Ano Autor Link 
Arquivo georreferenciado da 
Reserva da Biosfera da Mata 
Atlântica 
2008 
Conselho 
nacional da 
Reserva da 
Biosfera da 
Mata 
Atlântica 
http://www.rbma.org.br/
rbma/rbma_fase_vi_03_g
oogle.asp 
Arquivo georreferenciado da 
Reserva da Biosfera da Caatinga 
2008 CNIP 
http://www.cnip.org.br/li
sta_municipios.html 
Arquivo georreferenciado de 
Linhas de Transmissão Existentes 
2023 EPE 
https://gisepeprd2.epe.g
ov.br/WebMapEPE/ 
Arquivo georreferenciado de 
Linhas de Transmissão 
Planejadas 
2023 EPE 
https://gisepeprd2.epe.g
ov.br/WebMapEPE/ 
Arquivo georreferenciado da 
delimitação das áreas de 
Comunidades Quilombolas (CQs) 
do Brasil. 
2023 INCRA 
https://certificacao.incra.
gov.br/csv_shp/export_s
hp.py 
Arquivo georreferenciado do 
buffer de 5 km das Comunidades 
Quilombolas (CQs) 
2023 
INCRA/AMBI
Á 
- 
Arquivo georreferenciado do 
buffer de 8 km das Comunidades 
Quilombolas (CQs) 
2023 
INCRA/AMBI
Á 
- 
Arquivo georreferenciado das 
áreas de processos minerários 
ativos 
2021 
ANM/SIGMI
NE 
https://geo.anm.gov.br/p
ortal/apps/webappviewe
r/index.html?id=6a8f5ccc
4b6a4c2bba79759aa952d
908 
Arquivo georreferenciado das 
áreas de bloqueio minerário 
2021 
ANM/SIGMI
NE 
https://app.anm.gov.br/d
adosabertos/SIGMINE/BL
OQUEIO.zip 
Arquivo georreferenciado das 
localizações das áreas 
densamente edificadas 
2021 IBGE 
https://www.ibge.gov.br/
geociencias/downloads-
geociencias.html?caminh
o=cartas_e_mapas/bases
_cartograficas_continuas/
bc250/versao2021/ 
Arquivo georreferenciado das 
rodovias mapeadas no Brasil. 
2021 IBGE 
https://www.ibge.gov.br/
geociencias/downloads-
geociencias.html?caminh
o=cartas_e_mapas/bases
_cartograficas_continuas/
bc250/versao2021/ 
Arquivo georreferenciado das 
Áreas de Preservação 
2023 
COGERH/Am
biá 
Foi realizado ajuste da 
base de dados dos 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 72 de 135 
 
Documento Ano Autor Link 
Permanente (APPs) de recursos 
hídricos 
recursos hídricos da 
COGERH disponível em: 
http://i3geo.cogerh.com.
br/i3geo/ogc/download.p
hp 
Com auxílio de imagens 
de satélite e foram 
definidas as faixas 
marginais de acordo com 
o Código Florestal (Lei nº 
12.651/2012). 
Arquivo georreferenciado dos 
fragmentos florestais – Coleção 7 
do MapBiomas 
2021 MapBiomas 
https://mapbiomas.org/c
olecoes-mapbiomas-
1?cama_set_language=pt
-BR 
Arquivo georreferenciado das 
áreas de aplicação da Lei da 
Mata Atlântica 
2008 MMA/IBGE 
https://antigo.mma.gov.b
r/biomas/mata-
atl%C3%A2ntica_emdese
nvolvimento/mapas-da-
mata-
atl%C3%A2ntica.html 
Arquivos georreferenciados 
referentes às Áres Prioritárias de 
Conservação da Biodiversidade 
(APCBs). 
2018 MMA 
https://www.gov.br/mm
a/pt-
br/assuntos/servicosambi
entais/ecossistemas-
1/conservacao-1/areas-
prioritarias/2a-
atualizacao-das-areas-
prioritarias-para-
conservacao-da-
biodiversidade-2018 
Arquivo georreferenciado de 
Drenagens superficiais do Estado 
do Ceará 
2008 COGERH 
http://mapas.ipece.ce.go
v.br/i3geo/ogc/index.php 
Arquivo georreferenciado dos 
espelhos d’água consolidados 
(s/d) COGERH 
http://i3geo.cogerh.com.
br/i3geo/ogc/download.p
hp 
Arquivo georreferenciado da 
delimitação das Terras Indígenas 
(TIs) do Brasil 
2023 FUNAI 
https://www.gov.br/funai
/pt-br/atuacao/terras-
indigenas/geoprocessam
ento-e-mapas 
Arquivo georreferenciado do 
buffer de 5 km das Terras 
Indígenas (TIs) 
2022 
FUNAI/AMBI
Á 
- 
Arquivo georreferenciado das 
Cavidades registradas. 
2021 CANIE 
https://www.icmbio.gov.
br/cecav/canie.html 
http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php
http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php
http://i3geo.cogerh.com.br/i3geo/ogc/download.php
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 73 de 135 
 
Documento Ano Autor Link 
Arquivo georreferenciado do 
buffer de 250 m das cavidades 
registradas 
2023 
CANIE/AMBI
Á 
- 
Arquivo georreferenciado da 
potencialidade de ocorrência de 
cavernas do CECAV 
2012 CECAV 
https://www.icmbio.gov.
br/cecav/projetos-e-
atividades/potencialidade
-de-ocorrencia-de-
cavernas.html 
Arquivo georreferenciado das 
áreas de concentração e 
ameaçada de aves migratórias – 
4ª edição do Relatório de Áreas 
de Concentração de Aves 
Migratórias No Brasil 
2022 CEMAVE 
https://www.icmbio.gov.
br/cemave/destaques-e-
noticias/290-cemave-
publica-a-4-edicao-do-
relatorio-de-areas-de-
concentracao-de-aves-
migratorias-no-
brasil.html 
Arquivogeorreferenciado dos 
sítios arqueológicos registrados 
2019 IPHAN 
http://portal.iphan.gov.br
/pagina/detalhes/1701/ 
Arquivo georreferenciado das 
ocorrências fossilíferas 
registradas 
2019 
Serviço 
Geológico 
Brasileiro/CP
RM 
https://geosgb.cprm.gov.
br/geosgb/sobre_geosgb.
html 
Destaca-se que não foi considerado o arquivo georreferenciado de corredores ecológicos 
legalmente instituídos na análise, uma vez que o Corredor Ecológico do Rio Pacoti não intercepta 
os municípios de Itarema e Acaraú. Este Corredor Ecológico interliga duas unidades de 
conservação, a APA do Rio Pacoti e a APA da Serra de Baturité e possui uma área de 19.405,00 
hectares, se localiza em áreas dos municípios de Aquiraz, Itaitinga, Pacatuba, Horizonte, Pacajus, 
Acarape e Redenção (SEMACE, 2010). A partir dos aspectos ambientais levantados, conforme 
descrito nos Quadro 3-1 e Quadro 3-2, foi realizada uma análise matricial, na qual foram 
atribuídos pesos para cada aspecto analisado, de acordo com o seu grau de importância, bem 
como foi feita a comparação das alternativas para cada aspecto, isoladamente. Esta comparação 
entre as alternativas isoladamente foi feita através de um sistema de pontuação que permitisse 
inferir sobre o grau de diferenciação entre as alternativas, no qual a alternativa com a maior 
interferência em determinado aspecto recebesse o maior valor (3) e a alternativa com a menor 
interferência, o menor valor (1). 
Destaca-se que caso as alternativas apresentem os mesmos valores para o aspecto analisado, 
será considerado o Grau de Comparação zero (0), não sendo contabilizado no cálculo geral. 
Os graus de importância atribuídos para cada aspecto estão apresentados no Quadro 3-3. De 
modo geral, para os aspectos ambientais e socioeconômicos foram conferidos pesos maiores, 
em relação aos aspectos de projeto, uma vez que a intenção é avaliar a alternativa com menor 
impacto socioambiental associado. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 74 de 135 
 
Os graus de importância definidos são: 
• 5 (cinco) para os aspectos de “Alta Importância”; 
• 3 (três) para os aspectos de “Média Importância”; 
• 1 (um) para os aspectos de “Baixa Importância”. 
Quadro 3-3 – Atribuição de Grau de Importância para os Aspectos das Alternativas Locacionais 
– Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. 
Aspectos Analisados 
Grau de 
Importância 
Interferência em Unidades de Conservação (ha) 
5 
Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação 
(ha) 
Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) 
Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) 
Interferência em Cavidades (Nº) 
Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) 
Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) 
Interferência em Terras Indígenas (ha) 
Interferência em área densamente edificada (ha) 
Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) 
Interferência em espelhos d’água (ha) 
Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) 
Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) 
Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 
3 
Interferência em Reservas da Biosfera (ha) 
Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de 
ocorrência de cavidade – CECAV (ha) 
Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias 
(ha) 
Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) 
Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) 
Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) 
Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) 
Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) 
Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº) 
Extensão das LTs (km) 
1 
Vértices das LTs (Nº) 
Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº) 
Rodovias Interceptadas (Nº) 
Área de Interferência do Empreendimento (ha) 
Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) 
Interferência em Processos Minerários (ha) 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 75 de 135 
 
A análise matricial foi realizada a partir da seguinte formulação: 
𝑆 = ∑(𝐺𝐼𝑎𝑠𝑝 𝑖 × 𝐺𝐶𝑎𝑠𝑝 𝑖) 
Onde: 
S = Valor total resultante do somatório para cada alternativa; 
GIasp i = Valor do grau de importância do aspecto i; 
GCasp i = Valor do grau de comparação do aspecto i; 
Dessa forma, quanto maior o valor total encontrado para a alternativa locacional, maior a 
interferência da alternativa nos aspectos avaliados. Neste sentido, a alternativa com maior valor 
total será a alternativa mais desfavorável e a com menor valor total será a mais favorável, do 
ponto de vista socioambiental. 
A seguir no Quadro 3-4 são apresentados os valores totais encontrados para cada alternativa 
analisada neste estudo para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e no Quadro 3-5 são 
apresentados os valores para as alternativas da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 76 de 135 
 
Quadro 3-4 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Aspectos 
Resultado 
GI 
GC Somatório 
Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 
Rodovias Interceptadas (Nº) 4 4 1 1 1 1 1 
Área de Interferência do Empreendimento (ha) 208,08 213,59 1 1 2 1 2 
Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 208,08 213,59 3 1 2 3 6 
Interferência em Unidades de Conservação (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Reservas da Biosfera (ha) 0,91 0,91 3 1 1 3 3 
Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) 127,46 117,03 5 2 1 10 5 
Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) 16,91 13,69 5 2 1 10 5 
Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) 1,97 0,93 5 2 1 10 5 
Interferência em espelhos d’água (ha) 0 0,69 5 1 2 5 10 
Interferência em Cavidades (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de ocorrência de 
cavidade – CECAV (ha) 
0 0 3 1 1 3 3 
Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias (ha) 206,62 212,13 3 1 2 3 6 
Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) 13,91 5,78 3 2 1 6 3 
Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) 65,61 33,68 1 2 1 2 1 
Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 3 1 1 3 3 
Interferência em Terras Indígenas (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) 46,51 26,52 3 2 1 6 3 
Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) 0 0 3 1 1 3 3 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 77 de 135 
 
Aspectos 
Resultado 
GI 
GC Somatório 
Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 Alt.1 Alt. 2 
Interferência em Processos Minerários (ha) 0,01 9,62 1 1 2 1 2 
Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) 7,17 4,64 3 2 1 6 3 
Interferência em área densamente edificada (ha) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 
Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) 0 0 5 1 1 5 5 
Somatório Total 121 109 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 78 de 135 
 
Quadro 3-5 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III 
Aspectos 
Resultado 
GI 
GC Somatório 
Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 
Extensão das LTs (km) 21,08 21,33 20,74 1 2 3 1 2 3 1 
Vértices das LTs (Nº) 15 14 9 1 3 2 1 3 21 
Linhas de Transmissão Existentes Interceptadas (Nº) 2 4 4 3 1 2 2 3 6 6 
Linhas de Transmissão Planejadas Interceptadas (Nº) 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 
Rodovias Interceptadas (Nº) 3 3 3 1 1 1 1 1 1 1 
Área de Interferência do Empreendimento (ha) 63,33 64,09 62,33 1 2 3 1 2 3 1 
Interferência em Áreas Prioritárias para a Conservação - APCBs (ha) 63,33 64,09 62,33 3 2 3 1 6 9 3 
Interferência em Unidades de Conservação (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Zonas de Amortecimento de Unidades de Conservação 
(ha) 
0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Reservas da Biosfera (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 
Interferência em Fragmentos de Vegetação (ha) 24,6 24,3 20,4 5 3 2 1 15 10 5 
Interferência em área de APP de recursos hídricos (ha) 3,23 6,78 4,05 5 1 3 2 5 15 10 
Interferência em Cursos D’água e Trechos de Drenagem (km) 0,30 0,86 0,48 5 1 3 2 5 15 10 
Interferência em espelhos d’água (ha) 0 0 0,69 5 1 1 2 5 5 10 
Interferência em Cavidades (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Área de influência de Cavidades - buffer de 250m (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Áreas de alto ou muito alto grau de potencialidade de 
ocorrência de cavidade – CECAV (ha) 
0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 
Interferência em Áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias 
(ha) 
19,4 19,8 19,9 3 1 2 3 3 6 9 
Interferência em áreas de Reserva Legal Averbada (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 
Interferência em áreas de Reserva Legal (outras classes) (ha) 5,29 9,15 3,31 1 2 3 1 2 3 1 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 79 de 135 
 
Aspectos 
Resultado 
GI 
GC Somatório 
Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 Alt.1 Alt. 2 Alt. 3 
Interferência em Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Área de influência das Comunidades Quilombolas (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 
Interferência em Terras Indígenas (ha) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Área de Influência de Terras Indígenas (ha) 4,69 4,40 4,40 3 2 1 1 6 3 3 
Interferência em Projetos de Assentamentos (ha) 0 0 0 3 1 1 1 3 3 3 
Interferência em Processos Minerários (ha) 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 
Interferência em Área de Bloqueio Minerário (ha) 6,24 0,84 0,77 3 3 2 1 9 6 3 
Interferência em área densamente edificada (ha) 0 0 1,28 5 1 1 2 5 5 10 
Interferência em Sítios Arqueológicos (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Interferência em Ocorrências Fossilíferas (Nº) 0 0 0 5 1 1 1 5 5 5 
Somatório Total 129 149 131 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
A partir das análises matriciais apresentadas nos Quadro 3-4 e Quadro 3-5, verifica-se que do 
ponto de vista socioambiental a melhor alternativa é a Alternativa 2 para o Complexo Eólico e 
a Alternativa 1 para a Linha de Transmissão. 
A Alternativa 2 do Complexo Eólico apresentou menor interferência nos aspectos de 
fragmentos de vegetação, áreas de APP de recursos hídricos, cursos d’água e trechos de 
drenagem, reserva legal (averbadas e demais categorias), área de influência de terras 
indígenas e área de bloqueio minerário, quando comparada com a Alternativa 1. 
Destaca-se que a área de interferência do aspecto “Interferência em Reserva da Biosfera”, de 
ambas as alternativas locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, é devido ao acesso pré-
existente que será utilizado pelo empreendimento, principalmente durante a fase de obras, que 
está localizado em área de transição da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Portanto, não 
foram alocados aerogeradores na área de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. 
Quanto a Linha de Transmissão, a Alternativa 1 apresentou menor interferência nos aspectos 
de áreas de APP de recursos hídricos, cursos d’água e trechos de drenagem, espelhos d’água, 
áreas de concentração e ameaçada de aves migratórias e área densamente edificada, 
quando comparada com as Alternativas 2 e 3. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
4. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL 
4.1 Marcos Legais 
Entre os dispositivos legais que regulamentam os processos de Licenciamento, estão a Lei 
Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, a Resolução CONAMA nº 371, de 5 de abril de 2006, o 
Decreto Federal nº 6.848, de 14 de maio de 2009, e ainda as Resoluções do Conselho Estadual 
do Meio Ambiente – Resolução COEMA nº 9, de 29 de maio de 2003, Resolução COEMA nº 26, 
de 10 de dezembro de 2015 e Resolução COEMA nº 7, de 06 de setembro de 2018. 
A Lei 9.985/2000 determinou que, nos casos de empreendimentos de significativo impacto 
ambiental, com fundamento em estudo de impacto ambiental (EIA/RIMA), o empreendedor é 
obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de 
Proteção Integral. 
A Resolução CONAMA nº 371/2006 estabeleceu diretrizes aos órgãos ambientais para o cálculo, 
cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de recursos advindos de Compensação 
Ambiental. 
O Decreto nº 6.848/2009, que regulamenta a Lei nº 9.985, alterou e acrescentou dispositivos 
ao Decreto nº 4.340/2002 no que se refere à fixação e cálculo da compensação ambiental. 
A nível estadual, a Resolução COEMA nº 9/2003 estabelece o compromisso de compensação 
ambiental pela implantação de atividade ou empreendimento causadores de significativa 
degradação e licenciados com base em EIA/RIMA, além das diretrizes gerais para o seu 
cumprimento. A Resolução COEMA nº 26/20153 determina, no âmbito do Estado do Ceará, a 
metodologia de cálculo do grau de impacto ambiental para fixação do percentual de valoração 
da compensação ambiental. Conforme esta última Resolução, o valor da compensação 
ambiental deverá ser calculado com base no patamar de Grau de Impacto (GI) de 0,5% para 
todos os empreendimentos em licenciamento, conforme a seguir. 
"Art. 1º O Valor da Compensação Ambiental - CA será calculado pelo produto do Grau 
de Impacto - GI, no patamar de 0,5% para todos os empreendimentos em licenciamento, 
com o Valor de Referência - VR, de acordo com a fórmula a seguir: 
 
CA = VR x GI, onde: 
CA = Valor da Compensação Ambiental; 
 
3 A Resolução COEMA nº 26/2015 altera a Resolução COEMA nº 11 de 04 de setembro de 2014. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 1 
 
VR = somatório dos investimentos necessários para implantação do 
empreendimento, não incluídos os investimentos referentes aos planos, projetos 
e programas exigidos no procedimento de licenciamento ambiental para 
mitigação de impactos causados pelo empreendimento, bem como os encargos 
e custos incidentes sobre o financiamento do empreendimento, inclusive os 
relativos às garantias, e os custos com apólices e prêmios de seguros pessoais e 
reais; e 
 
GI = Grau de Impacto = 0,5%. 
§ 1º As informações necessárias ao cálculo do VR deverão ser apresentadas pelo 
empreendedor ao órgão licenciador antes da emissão da licença de instalação. 
 
§ 2º Nos casos em que a compensação ambiental incidir sobre cada trecho do 
empreendimento, o VR será calculado com base nos investimentos que causam impactos 
ambientais, relativos ao trecho. (NR)”. 
A Resolução COEMA nº 7/2018, em seu Art. 6º determina que 
“Estão sujeitos ao pagamento da Compensação Ambiental, estabelecida na Lei Federal 
nº 9.985/2000, os empreendimentos de geração de energia elétrica por fonte eólica, 
sujeitos a EIA/RIMA, conforme previsto na Resolução COEMA nº 26, de 10 de dezembro 
de 2015” 
4.2 Cálculo do Valor da Compensação Ambiental 
Para o cálculo do Valor da Compensação Ambiental (CA) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
e LT 230 kV Itarema 2 – Acaraú 3 foi considerado o Valor de Referência (VR) de R$ 
1.741.431.515,29 conforme apresentado no 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 83Projetos Federais .......................................................................................... 94 
6.2 Planos e Projetos Estaduais ....................................................................................... 119 
6.3 Planos e Projetos Municipais .................................................................................... 128 
6.3.1 Planos e Projetos do Município de Acaraú/CE .................................................. 128 
6.3.2 Planos e Projetos Colocalizados do Município deItarema/CE ........................... 130 
6.4 Planos e Projetos do Terceiro Setor .......................................................................... 133 
 
ÍNDICE DE ANEXOS 
Anexo 1.1 – Anotações de Responsabilidade Técnica da Equipe Técnica 
Anexo 1.2 – Caderno de Mapas 
Anexo 2.1 – Layout Empreendimento Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Anexo 4.1 - Planilha de Desembolso Físio-financeiro – Compensação Ambiental 
ÍNDICE DE QUADROS 
Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor ......................................................................................... 5 
Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo ................................................ 6 
Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar ............................................................................ 7 
Quadro 2-1 – Coordenadas dos Aerogeradores dos Parque Eólicos do Complexo Eólico Itarema 
– Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................... 13 
Quadro 2-2 – Coordenadas dos vértices da Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4. Projeção 
UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ......................................................................................... 14 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 3 de 135 
 
Quadro 2-3 – Coordenadas dos vértices da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. Projeção UTM, Fuso 
24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................................................................... 14 
Quadro 2-4 – Coordenadas dos vértices da Rede de Média Tensão do Complexo Eólico Itarema 
– Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. ........................................................... 15 
Quadro 2-5 – Potência nominal dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .... 23 
Quadro 2-6 – Características Técnicas dos aerogeradores do Complexo Eólico Itarema – Fase 4
 ..................................................................................................................................................... 26 
Quadro 2-7 – Função dos elementos dos aerogeradores dos Parques Eólicos do Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. ......................................................................................................................... 27 
Quadro 2-8 – Circuitos de Média Tensão dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 
4. .................................................................................................................................................. 28 
Quadro 2-9 – Características gerais da SE Itarema 4 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ..... 28 
Quadro 2-10 – Características técnicas dos transformadores do Complexo Eólico Itarema – Fase 
4. .................................................................................................................................................. 29 
Quadro 2-11 – Características técnicas da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. .............................. 30 
Quadro 2-12 – Coordenadas dos vértices do Canteiro de Obras do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. Projeção UTM 24 S, Datum SIRGAS2000. ....................................................................... 32 
Quadro 2-13 - Volumes Estimados para Terraplanagem – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .. 33 
Quadro 2-14 - Características Técnicas das Fundações – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .... 35 
Quadro 2-15 – Principais etapas da instalação da Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 –Acaraú 
III .................................................................................................................................................. 37 
Quadro 2-16 – Cronograma de Instalação do Complexo Eólico Itarema - Fase 4 ...................... 40 
Quadro 2-17 – Quantidade de trabalhadores de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 43 
Quadro 2-18 - Principais estruturas e instalações previstas para o canteiro de obras do Complexo 
Eólico Itarema – Fase 4. .............................................................................................................. 45 
Quadro 2-19 – Principais técnicas de supressão de vegetação – Complexo Eólico Itarema – Fase 
4 ................................................................................................................................................... 48 
Quadro 2-20 - Principais Fontes de Emissão Sonora Associadas ao período de implantação do 
Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ............................................................................................. 49 
Quadro 2-21 - Nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos, em dB(A) .......... 50 
Quadro 2-22 – Características do método de medições do nível de ruídos do Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 51 
Quadro 2-23 – Sistemas de cores para segregação de Resíduos Sólidos ................................... 52 
Quadro 2-24 - Destinação final adequada de acordo com as classes de resíduo de construção 
civil. ............................................................................................................................................. 53 
Quadro 2-25 - Fontes Geradoras e Tipos de Resíduos Sólidos Previstos para o Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 53 
Quadro 2-26 – Estimativa de trabalhadores para a manutenção do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. ......................................................................................................................................... 56 
Quadro 3-1 - Descrição dos Aspectos Ambientais, Socioeconômicos e de Projeto das Alternativas 
Locacionais do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e da LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. ......... 67 
Quadro 3-2 – Base de dados consultadas para a Análise das Alternativas Locacionais ............. 70 
Quadro 3-3 – Atribuição de Grau de Importância para os Aspectos das Alternativas Locacionais 
– Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III..................................... 74 
Quadro 3-4 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4 .......................................................................................................................... 76 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 4 de 135 
 
Quadro 3-5 - Resultado da Análise Comparativa das Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 
4 –Acaraú III ................................................................................................................................. 78 
Quadro 4-1 – Valor de Referência (VR) – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 
4 – Acaraú III ................................................................................................................................ 84 
Quadro 5.1 – Bacias Hidrográfica Ottocodificadas (nível 7) da AII dos Meios Físico e Biótico do 
Completo Eólico Itarema – Fase 4 (ANA, 2013). ......................................................................... 88 
Quadro 5-2 – Áreas de Influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................. 93 
Quadro 6.1 – Planos e Projetosde 135 
 
Quadro 4-1 e na Planilha de Desembolso Físico e Financeiro apresentada no Anexo 4.1. 
O Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, conforme determina a Resolução 
COEMA nº 9/2003, será assinado em conjunto entre a SEMACE e a Pontal Geração de Energia e 
Part. S.A. como parte do processo deste licenciamento. 
CA = GI * VR 
Onde: 
 GI = 0,5% 
 VR = R$ 958.533.523,33 
CA =R$ 4.792.667,62 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 84 de 135 
 
Quadro 4-1 – Valor de Referência (VR) – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 e LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III 
Item 
Planejamento e 
Projetos 
Mobilização e início 
de Obras 
Montagem dos 
Aerogeradores e 
Conexões Internas 
Comissionamentos e 
Finalização das 
Obras 
Somatório Itarema 
IV 
 1. Projetos de engenharia R$ 4.526.779,94 R$ 1.695.163,54 R$ 575.023,40 - R$ 6.796.966,88 
 2. Licenciamento Ambiental (Estudos 
ambientais) 
R$ 6.836.974,38 R$ 2.560.272,39 R$ 868.480,53 - R$ 10.265.727,30 
 3. Valor da aquisição/Indenizações, 
desapropriações ou servidão 
necessárias a implantação do 
empreendimento 
R$ 19.673.492,84 R$ 7.367.220,89 R$ 2.499.065,31 - R$ 29.539.779,04 
 4. Obras civis R$ 15.950.315,25 R$ 43.582.682,22 R$ 22.092.903,21 R$ 33.410.409,25 R$ 115.036.309,92 
 5. Aquisição, transporte e montagem 
de equipamentos elétricos 
R$ 7.729.423,70 R$ 21.119.897,09 R$ 10.706.083,66 R$ 16.190.476,79 R$ 55.745.881,24 
 6. Aquisição, transporte e montagem 
da linha de transmissão 
- - - - - 
 7. Aquisição, transporte e montagem 
de turbinas eólicas 
R$ 89.568.380,79 R$ 244.736.872,93 R$ 124.061.846,80 R$ 187.614.865,95 R$ 645.981.966,46 
 8. Administração e fiscalização da 
obra 
R$ 4.289.384,15 R$ 11.720.324,24 R$ 5.941.258,68 R$ 8.984.780,41 R$ 30.935.747,47 
 9. Outros custos R$ 8.381.481,75 22.901.582,20 R$ 11.609.254,25 17.556.313,53 R$ 60.448.631,74 
 10. Execução de planos, programas e 
projetos mitigadores dos impactos 
socioambientais da implantação do 
empreendimento listados na Licença 
Prévia – LP 
R$ 2.519.153,84 R$ 943.358,81 R$ 320.000,62 - R$ 3.782.513,27 
Total R$ 159.475.386,64 R$ 356.627.374,30 R$ 178.673.916,46 R$ 263.756.845,93 R$ 958.533.523,33 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 85 de 135 
 
O Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, conforme determina a Resolução 
COEMA nº 9/2003, será assinado em conjunto entre a SEMACE e a Pontal Geração de Energia e 
Part. S.A. como parte do processo deste licenciamento. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 86 de 135 
 
5. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO 
As áreas de influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 foram definidas pela equipe técnica 
de forma a abranger o espaço passível de sofrer impactos provenientes das atividades de 
implantação e operação de todo o empreendimento, considerando os meios físico, biótico e 
socioeconômico. 
Em decorrência dos resultados do diagnóstico ambiental deste EIA (Capítulo 7 – DIAGNÓSTICO 
AMBIENTAL) e da avaliação dos impactos ambientais (Capítulo 9 - IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE 
DOS IMPACTOS AMBIENTAIS), foram delimitadas as áreas geográficas a serem direta e 
indiretamente afetadas pelos impactos provocados pelo empreendimento. 
Assim, foram definidas três áreas de influência: Área de Influência Indireta (AII), Área de 
Influência Direta (AID) e Área Diretamente Afetada (ADA). 
Os limites dessas áreas foram determinados a partir de critérios objetivos, relacionando os 
efeitos das ações impactantes sobre os componentes ambientais da região – de natureza física, 
biológica e socioeconômica, considerando, ainda, os planos e projetos colocalizados (Capítulo 0 
– 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 87 de 135 
 
PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS). Também foram observadas, ainda, as diretrizes dadas 
pela Resolução CONAMA nº 001/1986. 
Nas subseções a seguir, são apresentadas as áreas de influência do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. 
No Caderno de Mapas é apresentado o Mapa da Área de Influência Direta e Indireta – Meio 
Físico e Biótico e o Mapa da Área de Influência Direta e Indireta – Meio Socioeconômico, com 
a feição das áreas de influência do empreendimento em questão. 
5.1 Área Diretamente Afetada (ADA) 
A Área Diretamente Afetada (ADA) é aquela onde serão realizadas as intervenções para 
implantação e operação do empreendimento. Assim, a ADA do Complexo Eólico Itarema – Fase 
4 é compreendida pelas poligonais da área das praças dos aerogeradores, da faixa de servidão 
da LT 230 kV Itarema 4 - Acaraú III, da faixa de servidão das RMTs, da área da Subestação Itarema 
4, , da área de obra, da área do canteiro de obras e estruturas auxiliares ao canteiro e das faixas 
de acessos do empreendimento, totalizando 273,88 hectares. 
5.2 Área de Influência Direta (AID) 
A Área de Influência Direta (AID) é a área onde os impactos do empreendimento, tanto positivos 
quanto negativos, incidem diretamente e forma primária, ou seja, onde há uma relação direta 
de causa e efeito dos impactos. 
5.2.1 Área Influência Direta (AID) dos Meios Físico e Biótico 
A AID dos Meios Físico e Biótico foi definida como um contorno (buffer) de 400m (quatrocentos 
metros) da Área Diretamente Afetada (ADA) do Complexo Eólico Itarema - Fase 4, totalizando 
4.648,28 hectares. 
Para definição dessa AID, em relação ao Meio Físico foram considerados os locais em que as 
ocorrências dos impactos ambientais podem se dar de forma direta, em decorrência das 
atividades associadas à implantação do empreendimento, sendo eles a dinâmica erosiva do 
relevo, processo de assoreamento da rede de drenagem, ruídos e efeito estroboscópico. 
Enquanto para o Meio Biótico foram considerados o alcance dos impactos diretos sobre os 
componentes desse meio, como o aumento da caça e captura de animais silvestres, acidentes 
com a fauna silvestre e colisão da fauna alada, os quais devem se estender até o limite de 400 
metros a partir da ADA (Ecology, 2020). 
5.2.2 Área de Influência Direta (AID) do Meio Socioeconômico 
A AID do Meio Socioeconômico foi definida como um contorno (buffer) de 1.500 m (mil e 
quinhentos metros) da Área Diretamente Afetada (ADA), totalizando 15.729,31 hectares. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 88 de 135 
 
A definição da AID do Meio Socioeconômico considerou o mapeamento e as características das 
comunidades e localidades existentes no entorno do empreendimento, que poderão sofrer 
impactos diretos das obras do empreendimento, considerando os acessos a serem utilizados 
pela construtora e as residências mais próximas dos aerogeradores, da linha de transmissão, da 
subestação e do canteiro de obras. 
5.3 Área de Influência Indireta (AII) 
A Área de Influência Indireta (AII) é a área onde as ações do empreendimento incidem de forma 
secundária e onde os impactos se fazem sentir de maneira indireta e, geralmente, com menor 
intensidade, em relação à Área de Influência Direta (AID). 
5.3.1 Área Influência Indireta (AII) dos Meios Físico e Biótico 
A definição da AII do Meio Físico e do Meio Biótico teve como base a Resolução CONAMA n° 01 
de 1986, que indica, na seção III do parágrafo 5º: 
“Art. 5º O estudo de impacto ambiental, além de atender à legislação, em 
especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do Meio 
Ambiente, obedecerá às seguintes diretrizes gerais: 
... 
III -Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada 
pelos impactos, denominada área de influência do projeto, considerando, em 
todos os casos, a bacia hidrográficana qual se localiza;” 
Sendo assim, foram adotados os limites das áreas de contribuição das bacias hidrográficas 
ottocodificadas de nível 7 (ANA, 2013) interceptadas pela AID do empreendimento, integrando 
os recursos hídricos localizados em um raio de 1.000 metros a partir das estruturas do projeto. 
Logo, a AII dos Meios Físico e Biótico foi definida pelos limites de 57 bacias hidrográficas de nível 
7 que são interceptadas pelo empreendimento e totalizando 22.961,95 hectares. O Quadro 5.1 
apresenta o código dessas bacias hidrográficas. 
Quadro 5.1 – Bacias Hidrográfica Ottocodificadas (nível 7) da AII dos Meios Físico e Biótico do 
Completo Eólico Itarema – Fase 4 (ANA, 2013). 
Item Código da Bacia Hidrográfica 
1 75152381 
2 75152379 
3 75152377 
4 75152374 
5 75152373 
6 75152372 
7 75152365 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 89 de 135 
 
Item Código da Bacia Hidrográfica 
8 75152364 
9 75152363 
10 75152347 
11 75152345 
12 75152344 
13 75152281 
14 75152273 
15 75152272 
16 75152271 
17 75152261 
18 75152255 
19 751522545 
20 751522544 
21 751522543 
22 751522542 
23 751522541 
24 75152253 
25 75152252 
26 75152251 
27 7515224 
28 75152233 
29 751522323 
30 751522322 
31 751522321 
32 75152231 
33 75152225 
34 75152224 
35 75152223 
36 75152222 
37 75152221 
38 751522193 
39 751522192 
40 751522191 
41 75152218 
42 75151895 
43 75151894 
44 75151893 
45 75151865 
46 75151693 
47 75151692 
48 75151691 
49 75151681 
50 75151677 
51 75151676 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 90 de 135 
 
Item Código da Bacia Hidrográfica 
52 75151675 
53 75151674 
54 751516543 
55 751516542 
56 751516522 
5.3.2 Área de Influência Indireta (AII) do Meio Socioeconômico 
A AII do Meio Socioeconômico foi definida pelos limites dos territórios dos municípios de 
Itarema e Acaraú, no estado do Ceará, onde se localiza o Complexo Eólico Itarema – Fase 4. As 
ações do empreendimento poderão refletir-se, de forma positiva ou negativa, na vida dos 
moradores, na economia e na infraestrutura desses municípios. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 91 de 135 
 
 
Figura 5-1 – Áreas de Influência do Meio Socioeconômico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 92 de 135 
 
 
Figura 5-2 – Áreas de Influência do Meio Físico e Biótico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 93 de 135 
 
O Quadro 5-2 a seguir apresenta de forma resumida as definições das áreas de influência do 
Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Quadro 5-2 – Áreas de Influência do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Áreas de Influência Meio Físico e Biótico Meio Socioeconômico 
AII Limites de Bacias Hidrográficas 
Limites municipais de Itarema e 
Acaraú 
AID Buffer de 400 m a partir da ADA Buffer de 1,5 km a partir da ADA 
ADA 
Poligonais das plataformas dos aerogeradores, canteiro de obras, usina 
de concretagem, áreas de estocagem, faixa de servidão da Linha de 
Transmissão, faixa de servidão das Redes de Média Tensão (RMTs), 
Subestação Itarema 4, acessos internos e externos, entre outras 
estruturas. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 94 de 135 
 
6. PLANOS E PROJETOS COLOCALIZADOS 
6.1 Planos e Projetos Federais 
A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados a nível federal, dispostos no 
Quadro 6.1. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 95 de 135 
 
Quadro 6.1 – Planos e Projetos Colocalizados a nível federal em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
1 IBAMA Projeto Tamar Federal 
O projeto Tamar tem sede instalada na Praia de Almofala em Itarema, que 
foi criada para proteção das tartarugas-verde, que costumavam ser muito 
afetadas pela pesca na região, além de contribuir para conscientização da 
extinção da espécie e, portanto, da importância da preservação. Conforme 
informado pela página virtual do projeto, “A ação do Projeto envolve a 
população local de, aproximadamente, 36,5 mil habitantes, distribuídos em 
sete localidades de dois municípios (de leste para oeste): Torrões, Almofala, 
Porto do Barco, Guajiru e Farol, em Itarema; Volta do Rio e Espraiado, em 
Acaraú. No total, a base monitora 40 km de praias, além de locais de 
desembarque, venda de peixes e mercados públicos (Ecology, 2020). 
2 
Ministério da Saúde – 
MS 
Programa Melhor em Casa 
– Atenção Domiciliar (AD) 
Federal 
O Programa Melhor em Casa – Atenção Domiciliar (AD) fornece serviços para 
pessoas que estejam em situações nas quais a atenção domiciliar é a mais 
indicada para seu tratamento e, assim, evitar hospitalização desnecessária e 
diminuir o risco de infecções. Esses serviços são fornecidos no domicílio do 
paciente através de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de 
doenças e reabilitação. Os serviços podem ser oferecidos, dependendo do 
teor e nível de complexidade do caso, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 
pelas equipes de Saúde de Família e Atenção Básica ou pelas equipes 
multiprofissionais de atenção domiciliar (EMAD) e de apoio (EMAP), do 
Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) – Melhor em Casa. (Ecology, 2020). 
3 
Ministério da Saúde – 
MS 
Programa Crescer Saudável Federal 
O Programa Crescer Saudável, criado em 2017, estabelece, no âmbito do 
Programa Saúde na Escola, um conjunto de ações a serem implementadas 
com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da obesidade infantil no 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 96 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
país por meio de ações a serem realizadas no âmbito do Programa Saúde na 
Escola (PSE), para as crianças matriculadas na Educação Infantil (creches e 
pré-escolas) e Ensino Fundamental I.4 
4 Ministério da Saúde (MS) 
Programa Saúde da Família 
(PSF) ou Estratégia Saúde 
da Família (ESF) 
Federal 
O Programa Saúde da Família (PSF) ou Estratégia Saúde da Família (ESF), 
segundo MS, visa promover uma maior qualidade de vida da população 
brasileira, por meio das Equipes de Saúde da Família (eSF). As eSF são 
compostas por equipes multiprofissionais e exercem um trabalho de maior 
proximidade com os usuários e suas famílias, aumentando assim a adesão às 
práticas de saúde e aos tratamentos propostos.5 
5 Ministério da Saúde (MS) 
Programa Agentes 
Comunitários de Saúde 
(PACS) 
Federal 
O Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS) implementa a estratégia 
dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) nas Unidades Básicas de Saúde, 
sendo esta uma estratégia transitória para o Programa Saúde da Família 
(PSF). Dessa forma, uma vez estabelecido o PSF no município, os Agentes 
Comunitários de Saúde (ACS) passam a integrar as Equipes de Saúde da 
Família (eSF). O Agente Comunitário de Saúde é uma categoria de 
trabalhador que faz parte da própria comunidade atendida, o que permite 
uma aproximação mais assertiva da equipe de saúde e as localidades.6 
(Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011). 
 
4 https://aps.saude.gov.br/ape/promocaosaude/crescersaudavel 
5 https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/estrategia-saude-da-familia/ 
6 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pacs01.pdf 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 97 de135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
6 
Ministério da Saúde e 
Ministério da Educação 
Programa Saúde na Escola 
(PSE) 
Federal 
O Programa Saúde na Escola (PSE) tem como objetivo contribuir para a 
formação integral de crianças, adolescentes, adolescentes, jovens e adultos 
da educação pública brasileira, por meio de ações de promoção, prevenção e 
atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades, que 
comprometem o pleno desenvolvimento desse público. O público 
beneficiário do PSE são os estudantes da Educação Básica, gestores e 
profissionais de educação e saúde, comunidade escolar.7 
7 
Ministério de 
Desenvolvimento Agrário 
Plano Safra Federal 
O Plano Safra é um plano plurianual composto por um conjunto de ações 
voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar. Nos eixos de atuação 
do Plano Safra são desenvolvidos programas como o Garantia-Safra, 
Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), Seguro da 
Agricultura Familiar (SEAF), Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e 
o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), 
Programa Terra Legal e Programa de Cadastro de Terras e Regularização 
Fundiária.8 
 
7 https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pse 
8 https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/plano-safra/2022-2023 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 98 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
8 
Ministério da 
Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento – Mapa 
Programa Nacional de 
Fortalecimento da 
Agricultura Familiar – 
PRONAF 
Federal 
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), 
criado em 1996, visa o fortalecimento dos agricultores familiares na forma 
de financiamento para melhorias nas atividades produtivas. Para atender as 
diversas demandas dos agricultores familiares, o PRONAF possui as linhas de 
crédito: Pronaf Custeio; Pronaf Mais Alimentos - Investimento; Pronaf 
Agroindústria; Pronaf Agroecologia; Pronaf Eco; Pronaf Floresta; Pronaf 
Semiárido; Pronaf Mulher; Pronaf Jovem; Pronaf Custeio e Comercialização 
de Agroindústrias Familiares; Pronaf Cota-Parte; Microcrédito Rural.9 
9 
Ministério da 
Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento – Mapa 
Programa Nacional de 
Apoio ao Médio Produtor 
Rural (PRONAMP) 
Federal 
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural é ferramenta 
federal que destina recursos para o setor agropecuário, nos quais as 
propriedades conseguem financiar atividades de custeio e investimento10. 
10 
Ministério do 
Desenvolvimento Agrário 
Fundo Garantia-Safra Federal 
O Garantia-Safra (GS) é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento 
da Agricultura Familiar (PRONAF), que tem como objetivo garantir condições 
mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de Municípios 
sistematicamente sujeitos a perda severa de safra por razão do fenômeno da 
estiagem ou excesso hídrico.11 
11 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Programa Criança Feliz Federal 
O Programa Criança Feliz surge como uma importante ferramenta para que 
famílias com crianças entre zero e seis anos ofereçam a seus pequenos 
meios para promover seu desenvolvimento integral. É uma estratégia 
alinhada ao Marco legal da Primeira Infância que traz as diretrizes para a 
formulação e a implementação de políticas públicas para a primeira infância 
 
9 https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/pronaf 
10 https://blog.cresol.com.br/entenda-o-que-e-o-pronamp-e-como-funciona/ 
11 https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-o-garantia-safra e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.700.htm#art1. 
https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-o-garantia-safra
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 99 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no 
desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano. (Ecology, 
2020). 
12 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria Federal 
O Plano Brasil sem Miséria tem como objetivo superar a extrema pobreza em 
âmbito nacional. Dessa forma, seu público alvo são as pessoas que vivem 
abaixo dessa linha de extrema pobreza, ou seja, pessoas que tem renda 
mensal abaixo de R$100,00. Ele é coordenado pelo MDS mas envolve vários 
outros ministérios. Os municípios engajam-se no Plano através do Cadastro 
Único, que é responsável pelo cadastro das famílias com esse perfil. O 
responsável pelo cadastro das famílias é o poder público municipal. Por meio 
do Cadastro Único é que as famílias podem ser beneficiadas pelo Programa 
Bolsa Família que lhes garantirá uma renda mensal, e também por outros 
programas que serão apresentados nos próximos tópicos. Além dessas duas 
ações, que se situam no campo da garantia de renda, o Plano também prevê 
ações nos eixos de acesso a serviços públicos e de inclusão produtiva. 
Atualmente pertence à alçada da Secretaria Especial do Desenvolvimento 
Social (Ecology, 2020). 
13 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Programa Bolsa Família Federal 
O Programa Bolsa Família promove o combate à pobreza e à desigualdade no 
Brasil, assim as famílias atendidas recebem uma complementação de renda, 
porém para recebê-la estas devem atender a algumas condições que visam 
garantir o acesso aos direitos sociais básicos, como acesso à educação, saúde 
e assistência social. O Programa foi instituído pela Lei nº 10.836/2004 e 
regulamentado pelo Decreto nº 5.209/2004. 
O Programa Bolsa Família tem por finalidade a unificação dos procedimentos 
de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 100 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado 
à Educação - Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219/2001, do Programa 
Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA, criado pela Lei nº 10.689, de 
13/2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde - Bolsa 
Alimentação, instituído pela Medida Provisória nº 2.206-1/2001, do 
Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102/2002, e do 
Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 
3.877/2001. 
14 Ministério da Cidadania Programa Alimenta Brasil Federal 
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) integra o Sistema Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e promove o acesso à alimentação 
das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e incentiva a 
agricultura familiar, por meio da compra de alimentos provenientes da 
agricultura familiar e os destina para ações de combate à fome. Segundo a 
Lei nº 12.512/2011, são finalidades do Programa: 
"I - incentivar a agricultura familiar, promovendo a sua inclusão econômica e 
social, com fomento à produção com sustentabilidade, ao processamento de 
alimentos e industrialização e à geração de renda; 
II - incentivar o consumo e a valorização dos alimentos produzidos pela 
agricultura familiar; 
III - promover o acesso à alimentação, em quantidade, qualidade e 
regularidade necessárias, das pessoas em situação de insegurança alimentar 
e nutricional, sob a perspectiva do direito humano à alimentação adequada e 
saudável; 
IV - promover o abastecimento alimentar, que compreende as compras 
governamentais de alimentos, incluída a alimentação escolar; 
 
 
 
 Complexo EólicoItarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 101 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
V - constituir estoques públicos de alimentos produzidos por agricultores 
familiares; 
VI - apoiar a formação de estoques pelas cooperativas e demais organizações 
formais da agricultura familiar; e 
VII - fortalecer circuitos locais e regionais e redes de comercialização."12 
15 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Ação Brasil Carinhoso 
Federal 
O Programa Brasil Carinhoso consiste na transferência automática de 
recursos financeiros para custear despesas com manutenção e 
desenvolvimento da educação infantil, contribuir com as ações de cuidado 
integral, segurança alimentar e nutricional, além de garantir o acesso e a 
permanência da criança na educação infantil.13 
16 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Programa Mais Educação 
Federal 
Estratégia criada pelo Ministério da Educação que visa o aumento da 
educação em tempo integral no país. O programa propõe o aumento da 
carga horária das escolas públicas para 7 horas no mínimo a partir da oferta 
de atividades como acompanhamento pedagógico, educação ambiental, 
esporte e artes. O governo federal repassa recursos para cobrir o pagamento 
das despesas adicionais que o incremento dessas atividades gera para as 
escolas. A prioridade para as escolas receberem os recursos é ter mais de 
50% dos alunos provenientes de famílias beneficiárias do Bolsa Família. Em 
2013, Itarema fez adesão ao Programa para oferecer educação em tempo 
integral em 36 escolas do ensino fundamental, sendo a totalidade delas com 
mais da metade dos seus alunos no Programa Bolsa Família (Ecology, 2020). 
 
12 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14284.htm#art46 
13 https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/brasil-
carinhoso#:~:text=O%20Programa%20Brasil%20Carinhoso%20consiste,da%20crian%C3%A7a%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20infantil. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 102 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
17 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Programa Nacional de 
Acesso ao Ensino Técnico e 
Emprego (PRONATEC) 
Federal 
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) 
visa ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica, por meio de 
programas, projetos e ações de assistência técnica e financeira. Segundo a 
Lei nº 12.513/2011, são objetivos do Pronatec "expandir, interiorizar e 
democratizar a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível 
médio presencial e a distância e de cursos e programas de formação inicial e 
continuada ou qualificação profissional; fomentar e apoiar a expansão da 
rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica; contribuir 
para a melhoria da qualidade do ensino médio público, por meio da 
articulação com a educação profissional; ampliar as oportunidades 
educacionais dos trabalhadores, por meio do incremento da formação e 
qualificação profissional; estimular a difusão de recursos pedagógicos para 
apoiar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica; e estimular 
a articulação entre a política de educação profissional e tecnológica e as 
políticas de geração de trabalho, emprego e renda". Dentre as ações do 
Pronatec, existem 3 modalidades da Bolsa-Formação que se articulam com 
políticas ambientais que são o Pronatec Ambiental, Pronatec Bolsa Verde – 
Extrativismo, Pronatec Catador. (Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011).14 
18 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Programa Nacional de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural – ATER 
Federal 
Para a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), o principal 
objetivo dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) é 
melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do 
aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismo de acesso a 
 
14 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12188.htm#:~:text=Art.,Par%C3%A1grafo%20%C3%BAnico. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 103 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
recursos, serviços e renda, de forma sustentável. Para coordenar as ações de 
ATER, o órgão dispõe do Departamento de Desenvolvimento Comunitário 
(DCC).(Lei nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010).15 
19 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Programa de Fomento às 
Atividades Produtivas 
Rurais 
Federal 
O programa, que conta com auxílio dos técnicos da ATER, distribui recursos 
para financiar a implantação dos projetos de estruturação produtiva das 
famílias agricultoras. Esses recursos, advindos do Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento, devem ser utilizados pelas famílias para compra 
de insumos e equipamentos ou na contratação de pequenos serviços 
necessários à implantação do projeto. (Ecology, 2020). 
20 
Ministério da Cidadania 
– Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
Plano Brasil Sem Miséria - 
Programa Água para Todos 
Federal 
No âmbito do Plano Brasil sem Miséria, o objetivo do Programa é fornecer 
água potável para as populações rurais através da implantação de cisternas. 
A partir dessa medida, pretende atuar no melhoramento das condições de 
saúde e segurança alimentar das populações e também na ampliação de 
suas produções agrícolas e a criação de animais. (Ecology, 2020). 
21 
Ministério do 
Planejamento, 
Orçamento e Gestão 
Programa de Aceleração 
do Crescimento – PAC 
Federal 
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi criado para promover o 
planejamento estratégico dos setores estruturantes do país, aumentando os 
investimentos públicos e privados em obras fundamentais e, 
consequentemente, aumentando a geração de empregos. (Ecology, 2020). 
22 Ministério do Esporte Programa Bolsa Atleta Federal 
O Programa representa a maior iniciativa de patrocínio individual de atletas 
do mundo e é executado desde 2005. Podem se inscrever para o 
recebimento da bolsa atletas de alto rendimento que se destaquem 
emcompetições de sua modalidade nacional e internacionalmente. O 
 
15 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.666-1993?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 104 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
programa tem como objetivo democratizar a possibilidade desses atletas se 
dedicarem exclusivamente aos treinamentos e competições sem 
necessitarem de outra forma de obtenção de renda, mas sem impedir, que 
obtenham outras formas de patrocínio. Hoje a prioridade é para os atletas 
de esportes que integram os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (Ecology, 
2020). 
23 
Empresa de Pesquisa 
Energética (EPE) e 
Ministério de Minas e 
Energia (MME) 
Plano Decenal de Expansão 
de Energia 
Federal 
O Plano Decenal de Expansão de Energia é um documento informativo, com 
o objetivo de indicar as perspectivas de expansão futura do setor de energia 
sob a ótica do Governo, no horizonte de 10 anos. Sendo um instrumento de 
comunicação e de apoio para o planejamento do setor de energia, além de 
subsidiar a tomada de decisão de agentese investidores. Alguns itens 
apresentados no Plano são: análise da segurança energética do sistema; o 
balanço de oferta e demanda de garantia física; a disponibilidade de 
combustíveis, em particular do gás natural; o cronograma dos estudos de 
inventário de novas bacias hidrográficas; e os recursos e necessidades 
identificados pelo planejador para o atendimento à demanda.16 
 
16 https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/plano-decenal-de-expansao-de-energia-pde 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 105 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
24 
Empresa de Pesquisa 
Energética (EPE) e 
Ministério de Minas e 
Energia (MME) 
Plano Nacional de Energia Federal 
O Plano Nacional de Energia (PNE) é um estudo realizado pela EPE junto com 
o MME que visa o planejamento integrado, a longo prazo, dos recursos 
energéticos realizado no âmbito do Governo brasileiro. No Plano são 
desenvolvidos os cenários de evolução da economia brasileira; a evolução da 
demanda de energia; o potencial dos recursos energéticos; os cenários de 
oferta de energia elétrica; os cenários de oferta de combustíveis. Sendo 
apresentados como resultados finais a Matriz Energética Nacional, a 
Perspectiva Energética e o Relatório Executivo do PNE. Há o Plano Nacional 
de Energia - 2030 e Plano Nacional de Energia - 2050, onde são apresentados 
os planejamentos e projeções até o ano de 2030 e 2050, respectivamente.17 
 
17 https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/plano-nacional-de-energia-pne 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 106 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
25 Ministério da Educação 
Plano Nacional de 
Educação (PNE) 
Federal 
O Plano Nacional de Educação (PNE) visa o planejamento estratégico da 
política educacional durante o período de 2014 a 2024, possuindo as 
seguintes diretrizes: "I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do 
atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com 
ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de 
discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o 
trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que 
se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão 
democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, 
cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de 
recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto - 
PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de 
qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - 
promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à 
sustentabilidade socioambiental." (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014).18 
26 Ministério da Educação 
Plano Nacional de 
Assistência Estudantil 
(PNAES) 
Federal 
O Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) visa ampliar as condições 
de permanência dos jovens na educação superior pública federal. E segundo 
o Decreto nº 7.234/2010, possui os objetivos de "democratizar as condições 
de permanência dos jovens na educação superior pública federal; minimizar 
os efeitos das desigualdades sociais e regionais na permanência e conclusão 
da educação superior; reduzir as taxas de retenção e evasão; e contribuir 
para a promoção da inclusão social pela educação." As ações de assistência 
 
18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13005.htm 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 107 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
estudantil deste Programa são voltadas para as áreas de moradia, 
alimentação, transporte, saúde, inclusão digital, cultura, esporte, apoio 
pedagógico e acesso, participação e aprendizagem de estudantes com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e 
superdotação. (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010).19 
27 Ministério da Educação 
Programa Nacional de 
Inclusão de Jovens 
(PROJOVEM) 
Federal 
O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) é destinado a jovens 
entre 15 e 29 anos, sendo subdividido em 4 modalidades Projovem 
Adolescente - Serviço Socioeducativo; Projovem Urbano; Projovem Campo - 
Saberes da Terra; e Projovem Trabalhador. O Projovem visa promover a 
reintegração destes jovens ao processo educacional, assim como a sua 
qualificação profissional e seu desenvolvimento humano. (Lei nº 11.692, de 
10 de junho de 2008).20 
28 Ministério da Educação 
Programa Brasil 
Alfabetizado (PBA) 
Federal 
O Programa Brasil Alfabetizado (PBA) visa a universalização da alfabetização 
de jovens e adultos a partir de quinze anos de idade, sendo desenvolvido 
prioritariamente nos municípios com maiores índices de analfabetismo. (Lei 
nº 10.880, de 9 de junho de 2004).21 
29 Ministério da Educação 
Programa de Apoio aos 
Sistemas de Ensino para 
Federal 
O Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação 
de Jovens e Adultos (PEJA), segundo o Lei nº 10.880/2004, visa ampliar a 
oferta de vagas na educação fundamental pública de jovens e adultos, em 
 
19 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/decreto/d7234.htm#:~:text=DECRETA%3A,na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20superior%20p%C3%BAblica%20federal.&text=IV%20%2D%20contribuir%20para%20a%20promo%C3
%A7%C3%A3o%20da%20inclus%C3%A3o%20social%20pela%20educa%C3%A7%C3%A3o. 
20 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11692.htm 
21http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.880.htm. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.692-2008?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.692-2008?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.639-2008?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 108 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
Atendimento à Educação 
de Jovens e Adultos (PEJA) 
cursos presenciais com avaliação no processo, por meio de assistência 
financeira, em caráter suplementar, aos sistemas de ensino estaduais, 
municipais e do Distrito Federal. (Lei nº 10.880, de 9 de junho de 2004).22 
30 Ministério da Educação 
Programa Nacional de 
Alimentação Escolar 
(PNAE) 
Federal 
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) visa contribuir para o 
crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o 
rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos 
alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de 
refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período 
letivo. Além disso, a Resolução FNDE nº 26/2013 apresenta as diretrizes que 
regem o PNAE. (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010).23 
31 Ministério da Educação 
Programa Nacional de 
Reestruturação e Aquisição 
de Equipamentos para a 
Rede Escolar Pública de 
Educação Infantil 
(Proinfância) 
Federal 
O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a 
Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) visa a promover 
ações supletivas e redistributivas para a correção progressiva das 
disparidades de acesso,garantia de um padrão mínimo de qualidade de 
ensino e melhoria da infraestrutura da rede física escolar existente nos 
municípios, por meio de reforma e aparelhamento com mobiliários e 
equipamentos adequados a esta categoria de ensino, bem como construção 
de novas unidades escolares onde se verifica um déficit de atendimento ou 
prédios escolares a serem substituídos. (Resolução/CD/FNDE nº 6, de 24 de 
abril de 2007).24 
 
22 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.880.htm 
23 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7234.htm 
24 https://www.fnde.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/3130-resolu%C3%A7%C3%A3o-cd-fnde-n%C2%BA-6-de-24-de-abril-de-2007 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.880-2004?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%207.234-2010?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 109 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
32 Ministério da Educação 
Programa Universidade 
para Todos (PROUNI) 
Federal 
O Programa Universidade para Todos (PROUNI) é destinado à concessão de 
bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo 
parciais de 50% (cinquenta por cento) para estudantes de cursos de 
graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de 
ensino superior, com ou sem fins lucrativos. Para estimular a permanência 
dos estudantes nas instituições, o programa conta com ações conjuntas 
como a Bolsa Permanência e o Fundo de Financiamento Estudantil – FIES (Lei 
nº 14.350, de 25 de maio de 2022).25 
33 Ministério da Educação 
Pacto Nacional 
Alfabetização na Idade 
Certa (PNAIC) 
Federal 
O Pacto Nacional Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) é um programa 
integrado cujo objetivo é a alfabetização em Língua Portuguesa e 
Matemática, até o 3º ano do Ensino Fundamental, de todas as crianças das 
escolas municipais e estaduais, urbanas e rurais, brasileiras (Portaria MEC nº 
826, de 07/07/2017).26 
34 
Ministério da Integração 
Nacional (MI) 
Programa Nacional de 
Desenvolvimento dos 
Recursos Hídricos – 
PROÁGUA Nacional 
Federal 
O Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (PROÁGUA 
Nacional) visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, 
especialmente nas regiões menos desenvolvidas do País, mediante 
planejamento e gestão dos recursos hídricos simultaneamente com a 
expansão e otimização da infraestrutura hídrica, de forma a garantir a oferta 
sustentável de água em quantidade e qualidade adequadas aos usos 
múltiplos.27 
 
25 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14350.htm#art1 
26 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12801.htm 
27 https://progestao.ana.gov.br/progestao-1/o-programa/antecedentes 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 110 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
 
Agência Nacional das 
Águas – ANA 
Programa de Consolidação 
do Pacto Nacional pela 
Gestão das Águas – 
PROGESTÃO 
Federal 
O PROGESTÃO é regulamentado pela Resolução ANA nº 379/2013 e é 
desenvolvido pela Agência Nacional de Água – ANA e tem como objetivos: 
“I – promover a efetiva articulação entre os processos de gestão das águas e 
de regulação dos seus usos, conduzidos nas esferas nacional e estadual; 
II – fortalecer o modelo brasileiro de governança das águas e de regulação 
dos seus usos, conduzidos nas esferas nacional e estadual;”(artigo 1 da 
Resolução ANA nº 379/2013). 
35 
Ministério da 
Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento 
Programa Nacional de 
Crédito Fundiário (PNCF) 
Federal 
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) visa a melhoria da 
qualidade de vida no campo, oferece oportunidade para trabalhadores e 
trabalhadoras rurais, através de financiamento na compra de imóvel rural, 
na estruturação da propriedade, no projeto produtivo, na contratação 
Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), entre outras necessidades 
apresentadas pelo agricultor para exercer atividade autônoma. Associadas 
ao PNCF existem três linhas de crédito, o PNCF Social, o PNCF Mais e o PNCF 
Empreendedor. O PNCF social é voltado para agricultores familiares 
localizados na região Norte e na área de atuação da Superintendência do 
Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O PNCF Mais é voltado para 
agricultores familiares de todas as regiões do Brasil com exceção dos 
municípios inseridos na área de atuação da Sudene e o PNCF Empreendedor 
é voltado para todas as regiões do Brasil e suas regras são definidas junto aos 
Agentes Financeiros que optem por operacionalizar esta linha, segundo a 
Resolução CONDRAF nº 120/2018.28 
 
28 https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/agricultura-familiar/credito 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 111 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
36 
Ministério da 
Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento 
Programa de Garantia de 
Preços da Agricultura 
Familiar (PGPAF) 
Federal 
O Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) oferece 
um desconto referente à diferença entre o preço de mercado e o preço de 
garantia do produto voltado para famílias agricultoras que acessam o Pronaf, 
nas modalidades Custeio ou Investimento. A tabela com os produtos que 
têm o desconto é publicada mês a mês no Diário Oficial da União (DOU). 
Dessa forma, os agricultores têm assegurado, no mínimo, o custo de 
produção para o pagamento do que foi financiado.29 
37 
Ministério da 
Agricultura, Pecuária e 
Abastecimento/Instituto 
Nacional de Colonização 
e Reforma Agrária 
 Programa Titula Brasil Federal 
O Programa Titula Brasil tem como objetivos: I – ampliar a regularização e a 
titulação nos projetos de reforma agrária do Incra ou terras públicas federais 
sob domínio da União ou do Incra passíveis de regularização fundiária; II – 
expandir a capacidade operacional da política pública de regularização 
fundiária e de titulação; III – agilizar processos, garantir segurança jurídica, 
reduzir custos operacionais e, ainda, gerar maior eficiência e celeridade aos 
procedimentos de regularização fundiária e titulação; IV – reduzir o acervo de 
processos de regularização fundiária e titulação pendentes de análise; V – 
auxiliar na supervisão dos ocupantes em projetos de assentamento; e VI – 
fomentar boas práticas no federalismo cooperativo com os municípios. 
(Instrução Normativa nº 105, de 29 de Janeiro de 2021)30 
 
29 https://www.gov.br/pt-br/servicos/acessar-o-programa-de-garantia-de-preco-para-a-agricultura-familiar-pgpaf#:~:text=O%20que%20%C3%A9%3F-
,O%20Programa%20de%20Garantia%20de%20Pre%C3%A7o%20para%20a%20Agricultura%20Familiar,garantia%20igual%20ou%20pr%C3%B3ximo%20do 
30 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-n-105-de-29-de-janeiro-de-2021-301562186 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 112 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
38 
Ministério de Minas e 
Energia 
Programa Nacional de 
Universalização do Acesso 
e Uso da Energia Elétrica 
(LUZ PARA TODOS) 
Federal 
O Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica, 
também denominado Luz para Todos, foi criado como instrumento de 
desenvolvimento e inclusão social, uma vez que no ano de 2000, segundo o 
IBGE, existiam aproximadamente dois milhões de domicílios rurais sem 
acesso à energia elétrica.31 
39 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social,Família e Combate à 
Fome 
Sistema Único de 
Assistência Social (SUAS) 
Federal 
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), segundo a Lei Orgânica de 
Assistência Social (LOAS) (Lei nº 8.742/1993 e Lei nº 12.435/2011), foi criado 
para organizar em forma de sistema as ações na área de assistência social, 
com os seguintes objetivos: consolidar a gestão compartilhada, o 
cofinanciamento e a cooperação técnica entre os entes federativos que, de 
modo articulado, operam a proteção social não contributiva; integrar a rede 
pública e privada de serviços, programas, projetos e benefícios de assistência 
social; estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, 
regulação, manutenção e expansão das ações de assistência social; definir os 
níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e municipais; 
implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência 
social; estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios; e afiançar a 
vigilância socioassistencial e a garantia de direitos. 
Dessa forma, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o Serviço 
de Proteção e Atenção Integral à Família (PAIF) são partes integrantes do 
SUAS.32 
 
31 https://www.gov.br/mme/pt-br/canais_atendimento/ouvidoria/perguntas-frequentes/programa-luz-para-todos 
32 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/gestao-do-suas 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 113 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
40 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social, 
Família e Combate à 
Fome 
Serviço de Convivência e 
Fortalecimento de Vínculos 
(SCFV) 
Federal 
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço da 
Proteção Social Básica do SUAS que é ofertado de forma complementar ao 
trabalho social com famílias realizado por meio do Serviço de Proteção e 
Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e 
Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI). O SCFV realiza 
atendimentos em grupo. São atividades artísticas, culturais, de lazer e 
esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. É uma forma 
de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e 
orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências 
individuais, coletivas e familiares.33 
41 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social, 
Família e Combate à 
Fome 
Programa de Erradicação 
do Trabalho Infantil (PETI) 
 
O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) foi criado no ano de 
1996 visando o combate ao trabalho infantil especificamente em carvoarias 
da região de Três Lagoas, sendo posteriormente amplificado para todo o 
Brasil de forma gradativa. Em 2011, a Lei Orgânica de Assistência Social 
(LOAS) institui o PETI como um programa de caráter intersetorial, integrante 
da Política Nacional de Assistência Social, que compreende transferências de 
renda, trabalho social com famílias e oferta de serviços socioeducativos para 
crianças e adolescentes que se encontrem em situação de trabalho.34 
 
33 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/convivencia-e-fortalecimento-de-vinculos 
34 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/acao-estrategica-do-programa-de-erradicacao-do-trabalho-infantil 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 114 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
42 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social, 
Família e Combate à 
Fome 
Proteção e Atenção 
Integral à Família (PAIF) 
Federal 
O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) consiste na 
oferta de ações e serviços socioassistenciais de prestação continuada, nos 
Centro de Referência de Assistência Social (Cras), por meio do trabalho social 
com famílias em situação de vulnerabilidade social. Ainda, segundo o 
Ministério do Desenvolvimento Social, os objetivos do PAIF são: o 
fortalecimento da função protetiva da família; a prevenção da ruptura dos 
vínculos familiares e comunitários; a promoção de ganhos sociais e materiais 
às famílias; a promoção do acesso a benefícios, programas de transferência 
de renda e serviços socioassistenciais; e o apoio a famílias que possuem, 
dentre seus membros, indivíduos que necessitam de cuidados, por meio da 
promoção de espaços coletivos de escuta e troca de vivências familiares. (Lei 
nº 12.435, de 6 de julho de 2011).35 
43 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social, 
Família e Combate à 
Fome 
Serviço de Proteção Social 
Básica no Domicílio para 
Pessoas Idosas e com 
Deficiência 
Federal 
Este é um serviço para pessoas com deficiência ou idosas com algum grau de 
dependência e suas famílias, que tiveram suas limitações agravadas por 
violações de direitos, como isolamento, confinamento, atitudes 
discriminatórias e preconceituosas, falta de cuidados adequados por parte do 
cuidador, entre outras situações que aumentam a dependência e 
comprometem o desenvolvimento da autonomia.36 
44 
Ministério do 
Desenvolvimento e 
Assistência Social, 
Plano Nacional de 
Segurança Alimentar e 
Nutricional (PLANSAN) 
Federal 
O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional integra o Sistema 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), criado pela Lei 
Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346/2006). O 
 
35 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12435.htm#art1 
36 https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/servicos-e-programas-1/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.435-2011?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.435-2011?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 115 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
Família e Combate à 
Fome 
PLANSAN é um instrumento de planejamento, gestão e execução da Política 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSA), sendo regido pelas 8 
diretrizes desta Política (Art. 3º do Decreto nº 7.272/2010), que são: I - 
Acesso universal à alimentação; II - Abastecimento alimentar; III - Educação 
Alimentar e Nutricional; IV - Ações voltadas para povos e comunidades 
tradicionais; V - Saúde; VI - Acesso universal à água; VII - Iniciativas em 
âmbito internacional; e VIII - Direito Humano à Alimentação Adequada.37 
45 Ministério da Cidadania 
Programa Nacional de 
Apoio à Captação de Água 
de Chuva e outras 
Tecnologias Sociais 
(Programa Cisternas) 
Federal 
O Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e Outras 
Tecnologias Sociais de Acesso à Água (Programa Cisternas) visa promover o 
acesso à água para o consumo humano e animal e para a produção de 
alimentos, por meio de implementação de tecnologias sociais, destinado às 
famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água. 
(Decreto nº 9.606, de 10 de dezembro de 2018).38 
46 
Ministério do Meio 
Ambiente (MMA) 
Plano Nacional de Recursos 
Hídricos (PNRH) 
Federal 
O Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), estabelecido pela Lei nº 
9.433/1997, é instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos. 
Segundo o MMA, o objetivo geral é “estabelecer um pacto nacional para a 
definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a melhoria da oferta 
de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e 
considerandoser a água um elemento estruturante para a implementação 
das políticas setoriais, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da 
inclusão social”. Os objetivos específicos são assegurar: “1) a melhoria das 
 
37 http://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/seguranca_alimentar/caisan/Publicacao/Caisan_Nacional/PLANSAN%202016-2019_revisado_completo.pdf 
38 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9606.htm#art22 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%209.606-2018?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 116 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
disponibilidades hídricas, superficiais e subterrâneas, em qualidade e 
quantidade; 2) a redução dos conflitos reais e potenciais de uso da água, bem 
como dos eventos hidrológicos críticos e 3) a percepção da conservação da 
água como valor socioambiental relevante”.39 
47 
Ministério do Meio 
Ambiente (MMA) 
Programa de Ação 
Nacional de Combate à 
Desertificação e Mitigação 
dos Efeitos da Seca (PAN-
Brasil) 
Federal 
O Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos 
Efeitos da Seca (PAN-Brasil) possui objetivo de estabelecer diretrizes e 
instrumentos legais e institucionais que permitam otimizar a formulação e 
execução de políticas públicas e investimentos privados nas Áreas Suscetíveis 
à Desertificação, no âmbito do combate à desertificação, da mitigação dos 
efeitos da seca e da promoção do desenvolvimento sustentável. (Lei nº 
13.153, de 30 de julho de 2015).40 
48 
Ministério do Meio 
Ambiente (MMA) 
Projeto de Conservação e 
Utilização Sustentável da 
Diversidade Biológica 
Brasileira (Probio I) 
Federal 
O PROBIO é o mecanismo de auxílio técnico e financeiro na implementação 
do Programa Nacional da Diversidade Biológica - PRONABIO, tendo todas as 
suas ações aprovadas pela Comissão Nacional de Biodiversidade - CONABIO, 
fórum responsável pela definição de diretrizes para implementação do 
PRONABIO e da Política Nacional de Biodiversidade. O objetivo do PROBIO é 
identificar ações prioritárias, estimulando subprojetos que promovam 
parcerias entre os setores públicos e privados, gerando e divulgando 
informações e conhecimentos no tema. (Decreto nº 4.339, de 22 de agosto 
de 2002).41 
 
39 https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/seguranca-hidrica/plano-nacional-de-recursos-hidricos-1/o-pnrh 
40 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/Lei/L13153.htm 
41 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4339.htm 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 117 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
49 
Ministério do Meio 
Ambiente (MMA) 
Projeto Nacional de Ações 
Integradas Público-
Privadas para 
Biodiversidade (Probio II) 
Federal 
O Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade 
(Probio II) visa impulsionar a transformação dos modelos de produção, 
consumo e de ocupação do território nacional, começando com os setores 
de agricultura, ciência, pesca, florestas e saúde. Este Projeto é executado por 
uma parceria estabelecida entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a 
Biodiversidade (Funbio) e CAIXA. Para sua implementação, também foram 
estabelecidas parcerias estratégicas com o Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério da Saúde (MS), o Ministério 
da Ciência e Tecnologia (MCT, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o ICMBio, 
o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e a Embrapa. (Decreto nº 
4.339, de 22 de agosto de 2002).42 
50 
Ministério do Meio 
Ambiente (MMA) 
Programa Nacional do 
Meio Ambiente (PNMA II) 
Federal 
O Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA) tem por objetivo contribuir 
para o fortalecimento das principais instituições ambientais brasileiras bem 
como reforçar a capacidade de gestão ambiental nos níveis federal, estadual, 
do Distrito Federal e municipal. O Ceará faz parte dos estados participantes 
do PNMA II. (Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981).43 
51 
Ministério do 
Planejamento, 
Desenvolvimento e 
Gestão 
Plano Plurianual (PPA) 
2020 – 2023 
Federal 
O Plano Plurianual (PPA) para o período de 2020 a 2023 foi instituído pela Lei 
Federal nº 13.971/2019. Este Plano é um instrumento de planejamento 
governamental que define diretrizes, objetivos e metas da administração 
pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para 
as relativas aos programas de duração continuada, com o propósito de 
 
42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4339.htm 
43https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%206.938%2C%20DE%2031%20DE%20AGOSTO%20DE%201981&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20Pol%
C3%ADtica%20Nacional,aplica%C3%A7%C3%A3o%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%204.339-2002?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%206.938-1981?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 118 de 135 
 
# 
Instituição/Entidade 
Governamental 
Responsável 
Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
viabilizar a implementação e a gestão das políticas públicas. (Lei nº 13.971, 
de 27 de dezembro de 2019).44 
52 
Ministérios da Fazenda e 
das Cidades e Caixa 
Econômica Federal 
Programa Nacional de 
Habitação Rural (PNHR) 
Federal 
O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) foi criado pelo Governo 
Federal no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, através da Lei 
11.977/2009 e tem como finalidade subsidiar a produção ou reforma de 
imóveis para agricultores familiares e trabalhadores rurais, por intermédio 
de operações de repasse de recursos do orçamento geral da União ou de 
financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço - FGTS. (Lei nº 11.977, de 7 de julho de 2009).45 
 
44 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13971.htm 
45 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11977.htm 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.971-2019?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.971-2019?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.977-2009?OpenDocument
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 119 de 135 
 
6.2 Planos e Projetos Estaduais 
A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados no estado do Ceará, dispostos no 
Quadro 6.2. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 120 de 135 
 
Quadro 6.2 – Planos e Projetos do Estado do Ceará 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
1 
Governo do Estado; 
Instituto de Pesquisa e 
Estratégia Econômica do 
Ceará; Secretaria de 
Planejamento e Gestão 
Plano Estadual de 
Convivência com a 
Seca 
Estadual/ 
Ceará 
O Plano Estadual de Convivência com a Seca – Ações Emergenciais e Estruturantes, 
constitui-se em uma iniciativa do Governo do Ceará, em parceria com o Governo 
Federal, elaborado em 2015. Este Programa prevê medidas emergenciais, 
estruturantes e complementares para cinco eixos de atuação: segurança hídrica, 
segurançaalimentar, benefícios sociais, sustentabilidade econômica e 
conhecimento e inovação. 
2 
Secretaria dos Recursos 
Hídricos do Estado do 
Ceará 
Programa de Ação 
Estadual de 
Combate à 
Desertificação e 
Mitigação dos 
Efeitos da Seca 
(PAE – CE) (2010) 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos 
da Seca (PAE – CE) é um planejamento estratégico que visa o combate à 
desertificação. Segundo a Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará, "o objetivo 
global do PAE é contribuir para a convivência com o semiárido e sustentabilidade 
ambiental do bioma caatinga, promovendo políticas ambientais, sociais e 
econômicas que visem à redução da pobreza, buscando em sua administração, a 
integração institucional, a descentralização gerencial, o diálogo democrático e a 
participação da sociedade, adotando a negociação transparente e responsável de 
conflitos como forma privilegiada de superar as diferenças de uso dos recursos 
naturais.". 
Suas ações estratégicas são distribuídas em 4 subprogramas, que são: I - Gestão 
dos recursos naturais e da produção sustentável; II - Convivência com o semiárido e 
as mudanças climáticas; III - Cidadania ambiental; IV - Gestão Pactuada.46 
3 
Companhia de Gestão 
dos Recursos Hídricos 
(COGERH) 
Plano de 
Segurança Hídrica 
(PSH) das Bacias 
Estadual/ 
Ceará 
O Plano de Segurança Hídrica (PSH) das Bacias Estratégicas do Acaraú, 
Metropolitanas e da Sub-Bacia do Salgado é um instrumento utilizado pela gestão 
para garantir a oferta de água para o abastecimento humano e as atividades 
 
46 http://www.mpce.mp.br/wp-content/uploads/2016/05/PROGRAMA-ESTADUAL-DE-COMBATE-A-DESERTIFICA%C3%87%C3%83O.pdf 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 121 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
Estratégicas do 
Acaraú, 
Metropolitanas e 
da Sub-Bacia do 
Salgado 
produtivas, de modo que os eventos extremos de secas e cheias possam ser 
enfrentados de forma controlada e com redução de riscos para o desenvolvimento 
socioeconômico da região. na Sub-Bacia do Salgado.47 
4 
Companhia de Gestão 
dos Recursos Hídricos 
(COGERH) 
Plano de Recursos 
Hídricos da Região 
do Litoral 
Estadual/ 
Ceará 
O Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Litoral é um documento 
técnico contendo as características físicas, socioeconômicas e ambientais da bacia 
hidrográfica, com um prognóstico e uma programação das ações a serem 
realizadas na bacia. O Plano compõe-se de três etapas: Diagnóstico, Prognóstico e 
Planejamento. 
Especificamente, busca-se propor ações e estratégias que proporcionem a 
melhoria da segurança hídrica e a minimização da ocorrência de conflitos pelo uso 
dos recursos hídricos tendo como base: a avaliação das secas e cheias; o 
levantamento de informações sobre a estrutura demanda hídrica e sobre as 
questões relacionadas ao saneamento ambiental tais como o lançamento 
inadequado de efluentes urbanos e a destinação inadequada dos resíduos sólidos; 
o entendimento de problemas ambientais como o assoreamento dos reservatórios, 
os desmatamentos nas Áreas de Preservação Permanente (APP), o crescimento 
desordenado de comunidades e núcleos urbanos e as ocupações irregulares 
(COGERH, 2022)48 
 
47 https://portal.cogerh.com.br/plano-de-seguranca-hidrica-2/ 
48 https://portal.cogerh.com.br/plano-de-recursos-hidricos-da-regiao-do-litoral/#:~:text=O%20Plano%20de%20Recursos%20H%C3%ADdricos,a%20serem%20realizadas%20na%20bacia. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 122 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
5 
Instituto do 
Desenvolvimento 
Agrário do Ceará (Idace) 
Programa de 
Cadastro 
Georreferenciado 
de Imóveis Rurais 
e Regularização 
Fundiária do 
Governo do Ceará 
Estadual/ 
Ceará 
O Governo do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e do 
Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace), executa o Programa de 
Cadastro Georreferenciado de Imóveis Rurais e Regularização Fundiária do 
Governo do Ceará, junto com o Governo Federal, através do Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Este Programa visa realizar o cadastro 
georreferenciado de imóveis rurais nos municípios do estado do Ceará, bem como 
a regularização de posses com a emissão de títulos para beneficiar produtores 
rurais e agricultores familiares.49 
6 
Secretaria de Educação 
do Estado do Ceará 
Programa Avance - 
Bolsa Universitário 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa Avance - Bolsa Universitário visa melhorar as condições de acesso à 
universidade dos estudantes egressos do Ensino Médio Público cearense, por meio 
de auxílio financeiro. Para receber tal auxílio financeiro, os estudantes devem 
atender alguns requisitos50 
7 
Secretaria de Meio 
Ambiente do Estado do 
Ceará 
Programa Estadual 
de Prevenção, 
Monitoramento, 
Controle de 
Queimadas e 
Combate aos 
Incêndios 
Florestais 
(PREVINA) 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa Estadual de Prevenção, Monitoramento, Controle de Queimadas e 
Combate aos Incêndios Florestais (PREVINA) visa diminuir a incidência de 
queimadas e de incêndios florestais no estado do Ceará, através da gestão mais 
sustentável do meio ambiente. Dessa forma, direciona suas ações de prevenção 
para a adoção de práticas mais sustentáveis nas áreas rurais, uma vez que o uso 
intensivo das queimadas na preparação das terras para os cultivos agrícolas é um 
fator com potencial de gerar queimadas descontroladas e incêndios florestais. A 
FUNCEME realiza o monitoramento através de imagens de satélite, identificando os 
focos de calor.51 
 
49 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10267.htm 
50 https://www.seduc.ce.gov.br/avance/ 
51 https://www.sema.ce.gov.br/sobre-previna/ 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 123 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
8 
Secretaria de Trabalho e 
Desenvolvimento Social 
do Estado do Ceará 
(STDS) 
Programa de 
Apoio às Reformas 
Sociais (PROARES 
II) 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa de Apoio às Reformas Sociais (PROARES) visa melhorar as condições de 
vida e a inserção social de crianças, adolescentes e jovens em situação de risco 
social, bem como de seus familiares, além de fortalecer a capacidade de gestão 
estadual e municipal, principalmente na área social. Este Programa possui 4 
componentes: Planos Participativos Municipais (PPM); Plano Estratégico Estadual 
(PPE); Fortalecimento Institucional (FI); e Monitoramento e Avaliação (M&A).52 
9 
Secretaria da Proteção 
Social, Justiça, 
Cidadania, Mulheres e 
Direitos Humanos (SPS) 
Programa Criando 
Oportunidades 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa Criando Oportunidades visa a capacitação e qualificação profissional 
do trabalhador cearense. É um Programa concebido pela Secretaria da Proteção 
Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS). São público alvo do 
Programa: Jovens de 16 a 24 anos à procura do primeiro emprego, Mulheres 
chefes de família cadastradas no CadÚnico, Pessoas que trabalham em condição 
autônoma e por conta própria, segmentos especiais: pessoas com deficiência, 
quilombolas, afrodescendentes, indígenas, apenados e egressos do sistema penal e 
de medidas socioeducativas, trabalhadores sem ocupação e desempregados.53 
10 
Secretaria do Trabalho e 
Desenvolvimento Social 
(STDS) 
Programa Primeiro 
Passo – Ceará 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa Primeiro Passo qualifica profissionalmente adolescentes e jovens, 
oriundos da rede pública de ensino, que se encontram em situação de 
vulnerabilidade social, estimulando-os por meio do desenvolvimento de suas 
competências social e profissional. O projeto atua em quatro linhas de ação: 
Aprendiz, Bolsista, Estagiário e Empreendedor Criativo.54 
 
52 https://www.sps.ce.gov.br/2010/10/08/proares/53 https://www.sps.ce.gov.br/2019/12/20/projeto-criando-oportunidades-ganha-versao-itinerante/ 
54 https://www.ceara.gov.br/2022/06/23/programa-primeiro-passo-governo-do-ceara-certifica-mais-de-3-mil-jovens-e-lanca-10-mil-novas-vagas/ 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 124 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
11 
Secretaria Especial do 
Desenvolvimento Social 
do estado do Ceará 
Programa Mais 
Infância Ceará 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa Mais Infância Ceará implementa-se por meio da abordagem e 
coordenação intersetorial, em articulação com as diversas políticas setoriais numa 
visão abrangente de todos os direitos da criança, constituindo-se instrumento a ser 
utilizado pelo Estado e pelos municípios a serviço da garantia do atendimento dos 
direitos da criança de forma integral e integrada, de acordo com suas 
características biopsicossociais, culturais e seu contexto, familiar, comunitário e 
ambiental.55 
12 
Secretaria dos Recursos 
Hídricos (SRH) 
Plano Estadual de 
Recursos Hídricos 
(PLANERH) 
Estadual/ 
Ceará 
O Plano Estadual de Recursos Hídricos apresenta diretrizes que visam fundamentar 
e orientar a implementação da política de recursos hídricos no Estado 
considerando as bacias e sub-bacias hidrográficas, mediante gestão equitativa e 
razoável desses recursos.56 
13 
Superintendência 
Estadual do Meio 
Ambiente do estado do 
Ceará 
Programa de 
Educação 
Ambiental (PEACE) 
Estadual/ 
Ceará 
O Programa de Educação Ambiental (PEACE) visa promover a internalização, o 
disciplinamento e o fortalecimento da dimensão ambiental no processo educativo, 
com vistas a prevenir e conter os impactos negativos no meio ambiente, 
contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no Estado do Ceará e o 
aperfeiçoamento do processo de interdependência Sociedade-Natureza, 
necessário à manutenção da vida no Planeta Terra.57 
14 
Secretaria de 
Desenvolvimento 
Agrário (SDA) 
Programa de 
Combate à 
Pobreza Rural – 
Projeto São José 
Estadual/ 
Ceará 
O Projeto São José é voltado para o fortalecimento da infraestrutura básica e da 
organização da agricultura familiar, com implantação de sistema de abastecimento 
de água, melhorias sanitárias e mecanização agrícola das comunidades rurais, 
focando no desenvolvimento sustentável. Além disso, atua no financiamento de 
projetos com foco nas Cadeias Produtivas Prioritárias e Emergentes. 
 
55 https://www2.al.ce.gov.br/legislativo/legislacao5/leis2021/17380 
56 https://dspace.ana.gov.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/10693/LeiCE_n_14.844_28-12-10.Lpdf?sequence=1&isAllowed=y 
57 https://www.semace.ce.gov.br/2010/11/11/programa-de-educacao-ambiental-peace/ 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 125 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
Financiado pelo Banco Mundial, o projeto encontra-se em sua 3ª etapa – Projeto 
São José III – e possui três componentes: (i) Inclusão Econômica, (ii) Serviços de 
água e (iii) Fortalecimento institucional e apoio a gestão.58 
15 
Secretaria de 
Desenvolvimento 
Agrário (SDA) 
Projeto Quintais 
Produtivos 
Estadual/ 
Ceará 
Este Projeto realiza a construção de quintais produtivos para a produção de 
alimentos para o autoconsumo mantidos com cisternas de enxurrada como forma 
de convivência sustentável com o semiárido.59 
16 
Secretaria Estadual de 
Educação – SEDUC 
Programa Mais 
Infância Ceará 
Estadual /Ceará 
O Programa Mais Infância Ceará tem por objetivo promover o desenvolvimento 
infantil a partir de quatro pilares. Tempo de Crescer: voltado para o fortalecimento 
de vínculos familiares e comunitários através de serviços e formações profissionais. 
Tempo de Brincar: foca nos benefícios do jogo infantil para alcançar o 
desenvolvimento infantil desejado pelo Programa. Tempo de Aprender: trabalha 
com a meta de universalizar a oferta de pré-escola e ampliar a oferta de creches 
com a construção e a qualificação dos Centros de Educação Infantil (CEIs). Tempo 
de Nascer: visa diminuir os índices de morbi/mortalidade materna e perinatal a 
partir da atenção à gestação de alto risco. (Ecology, 2020) 
17 
Secretaria Estadual de 
Educação – SEDUC 
Programa de 
Alfabetização na 
Idade Certa – Mais 
PAIC 
Estadual /Ceará 
O Programa de Alfabetização na Idade Certa – Mais PAIC um programa de 
cooperação entre o poder público estadual e os municípios cearenses. Foi criado 
em 2007 e é considerado um programa prioritário para o Governo Estadual do 
Ceará até os dias de hoje. Ele tem como objetivo estimular a alfabetização dos 
alunos da rede pública de ensino até o final segundo ano do ensino fundamental. 
(Ecology, 2020) 
 
58 https://www.sda.ce.gov.br/ugp-sao-josee-iii/ 
59 https://www.sema.ce.gov.br/2017/01/12/projeto-quintais-produtivos-da-sema-e-aprovado-pelo-fdid/ 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 126 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
20 
Secretaria Estadual de 
Turismo – SETUR 
Programa de 
Valorização da 
Infraestrutura 
Turística do Litoral 
Oeste – 
PROINFTUR 
Estadual /Ceará 
Numa parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) o 
PROINFTUR foi aprovado em 2013 pelo Senado Federal e tem como objetivo 
investir em infraestrutura turística e preservação ambiental em 17 municípios e 12 
localidades do litoral Oeste do Ceará. O Programa é dividido em quatro 
componentes: Desenvolvimento Social e Turístico Sustentável; Urbanização, 
implantação e ampliação de saneamento básico; Infraestrutura turística, e Gestão 
do Programa. (Ecology, 2020). 
19 
Secretaria Estadual do 
Desenvolvimento 
Agrário – SDA 
Projeto Hora de 
Plantar 
Estadual /Ceará 
Projeto realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão 
Rural do Ceará (EMATERCE), distribuí plantas e mudas para agricultores familiares 
no Estado do Ceará, incrementando sua produtividade, renda e também 
contribuindo para uma maior segurança alimentar. Ele atua de acordo com as 
diretrizes estabelecidas pelo Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) 
distribuindo mudas frutíferas de caju, acerola, cajá, goiaba, manga e umbu cajá, 
manivas de mandioca, raquetes de palma forrageira e essências florestais nativas. 
Segundo o Manual Operacional de 20196 do Projeto, o Hora de Plantar tornou 
possível a inclusão de agricultoras e agricultores familiares como produtores 
profissionais de semente. (Ecology, 2020) 
20 
Secretaria de Saúde do 
Ceará – SESA 
Programa Nascer 
no Ceará 
Estadual /Ceará 
O Programa Nascer no Ceará tem o objetivo de reforçar o cuidado materno-infantil 
para melhor atender à gestante de alto risco e garantir assistência a gestantes e 
recém-nascidos nos municípios cearenses. Visa, dessa forma, reduzir a 
morbimortalidade materna e neonatal. (Ecology, 2020) 
21 
Secretaria do Meio 
Ambiente – SEMA 
Certificação Praia 
Limpa 
Estadual /Ceará 
Programa de incentivo à melhoria da gestão ambiental dos municípios litorâneos a 
partir da concessão de um selo de certificação ambiental que visa melhorar a 
qualidade das praias do Estado do Ceará do ponto de vista sócio ambiental. Os 
municípios que se inscrevem no programa se comprometem, então, a adequarem 
as praias a serem certificadas de modo que atendam aos critérios de avaliação. Os 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 127 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
critérios são: qualidade ambiental da praia; segurança física dos frequentadores; 
proteção dos ecossistemas; higiene sanitária e comunicação, educação ambiental e 
acessibilidade. Itarema faz parte do universo de municípios elegíveis, segundo 
Regulamento publicado em 201360. O programa, no entanto, existe desde 2007 e 
vigora atéColocalizados a nível federal em relação ao Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. ......................................................................................................................... 95 
Quadro 6.2 – Planos e Projetos do Estado do Ceará ................................................................. 120 
Quadro 6.3 – Planos e Projetos Colocalizados de Acaraú/CE em relação ao Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 129 
Quadro 6.4 – Planos e Projetos Colocalizados de Itarema/CE em relação ao Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 131 
Quadro 6.5 – Planos e Projetos Colocalizados do terceiro setor em relação ao Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. ....................................................................................................................... 134 
ÍNDICE DE FIGURAS 
Figura 2-1 – Matriz de Energia Elétrica do Brasil por tipo de fonte no ano de 2022 (Fonte: ONS, 
2023). .......................................................................................................................................... 10 
Figura 2-2 – Mapa de Localização do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. .................................. 12 
Figura 2-3 – Estruturas do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 .................................................... 25 
Figura 2-4 – Elementos de um aerogerador. .............................................................................. 27 
Figura 2-5 – Fluxograma da lavagem das betoneiras. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida 2019).
 ..................................................................................................................................................... 33 
Figura 2-6 – Corte Transversal da fundação genérica dos aerogeradores V150 do Complexo 
Eólico Itarema – Fase 4. Fonte: Vestas, apud Sólida, 2019) ........................................................ 34 
Figura 2-7 – Vista 3D anchor cages. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida, 2019). ....................... 35 
Figura 2-8 – Histograma de obras do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Adaptado de Sólida, 
2019). .......................................................................................................................................... 42 
Figura 3-1 - Mapa de Potencial Eólico Brasileiro da Velocidade Média Anual do Vento na altura 
de 120 metros (Fonte: Atlas do Potencial Eólico Brasileiro: Simulações 2013– CEPEL, 2017). .. 58 
Figura 3-2 – Evolução da Capacidade Instalada - 2021 em GW (Fonte: Boletim Anual 2021 da 
ABEEólica). ................................................................................................................................... 62 
Figura 3-3 – Emissões de CO2 evitadas por mês no ano de 2021 (Fonte: Boletim Anual 2021 da 
ABEEólica). ................................................................................................................................... 63 
Figura 3-4 – Alternativas Locacionais – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. ............................... 64 
Figura 3-5 – Alternativas Locacionais – LT 230 kV Itarema 4 – Acaraú III. .................................. 65 
Figura 5-1 – Áreas de Influência do Meio Socioeconômico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4.
 ..................................................................................................................................................... 91 
Figura 5-2 – Áreas de Influência do Meio Físico e Biótico – Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 92 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 5 de 135 
 
1. APRESENTAÇÃO 
O presente Estudo de Impacto Ambiental (EIA) visa subsidiar o processo de obtenção da Licença 
de Instalação e Operação (LIO) do Complexo Eólico Itarema – Fase 4, mediante apresentação 
de EIA/RIMA e PBA, como uma das etapas de licenciamento ambiental, junto à Superintendência 
Estadual do Meio Ambiente do Ceará (SEMACE). Este EIA foi elaborado de acordo com o Termo 
de Referência nº 36/2021 – DICOP/GECON. 
O empreendimento obteve em 15/02/2021 a Licença Prévia (LP) 21/2021, válida por 2 anos, 
para participação em leilão, mediante apresentação de Relatório Ambiental Simplificado- RAS 
(Número SPU:10055937/2019). 
1.1 Identificação do Empreendimento 
A denominação oficial do empreendimento é o “Complexo Eólico Itarema – Fase 4”. 
1.2 Identificação do Empreendedor 
Os dados detalhados do empreendedor constam no Quadro 1.1. 
Quadro 1.1 - Dados do Empreendedor 
Pontal geração de Energia e Participações S.A 
CNPJ 21.295.665/0001-40 
CTF IBAMA 7585131 
Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 3733-2975 
E-mail: licenciamentoambiental@rioenergy.com.br 
Representante Legal Alexandre Lima Nogueira Marcos Ferreira Meireles 
CPF 095.280.267-88 043.032.987-35 
CTF IBAMA 8045765 6074250 
Endereço Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 37332975 
E-mail alexandre.nogueira@rioenergy.com.br 
Pessoa de Contato Eduardo Soares Alvares da Cruz 
E-mail para Contato eduardo.cruz@rioenergy.com.br 
Endereço de Contato Rua Jardim Botânico 518, sala 501, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 
RJ – CEP: 22461-000 
Telefone (21) 99749-3017 
1.3 Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo Ambiental 
A Pontal geração de Energia e Participações S.A (Pontal) contratou a empresa de consultoria 
Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda (Ambiá) para a realização dos estudos 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 6 de 135 
 
socioambientais do licenciamento ambiental do empreendimento. As informações detalhadas 
da companhia encontram-se no Quadro 1.2. 
Quadro 1.2 - Identificação da Empresa Responsável pelo Estudo 
Ambiá Consultoria e Engenharia Ambiental Ltda 
CNPJ 24.523.106/0001-38 
CTF IBAMA 6561067 
Endereço Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. 
CEP: 24.220-060 
Telefone (21) 4126-0665 
Registro no CREA 2016200853 
Responsáveis Legais Lana Castro Gopfert Hellen Erasmi Carrion 
E-mails lana@ambiaconsultoria.com hellen@ambiaconsultoria.com 
Pessoa de Contato Lana Castro Gopfert 
E-mail para Contato lana@ambiaconsultoria.com 
Endereço de Contato Rua Tenente Mesquita, nº 57, 6º andar, Santa Rosa, Niterói/RJ. 
CEP: 24.220-060 
Telefone para Contato (21) 99880-4042 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 7 de 135 
 
1.4 Dados da Equipe Responsável pelo Estudo Ambiental 
Os dados da equipe técnica multidisciplinar envolvida nas atividades do EIA/RIMA estão 
apresentados no Quadro 1.3. Nele constam informações dos profissionais responsáveis pelo 
gerenciamento do projeto e atuantes nos diagnósticos de campo. As Anotações de 
Responsabilidade Técnica (ARTs) estão apresentadas no Anexo 1.1. 
Quadro 1.3 - Dados da Equipe Multidisciplinar 
Nome 
Formação 
Profissional 
Atuação 
Registro 
Profissional 
CTF Ibama 
Lana Castro 
Göpfert 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Técnica e 
Coordenação de 
Meio Físico 
CREA 
2010117868 
6559996 
Hellen Erasmi 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Técnica 
CREA RJ 
2012100708 
6551748 
Maria Clara 
Martins 
Engenheira 
Ambiental 
Coordenação 
Adjunta e 
Coordenação de 
Geoprocessamento 
CREA 
2018383442 
7361680 
Dayana 
Mendes 
Tecnologia 
Ambiental/ Esp. em 
Gestão Ambiental 
Programas 
Ambientais 
- 7504213 
Renata 
Moreno 
Cientista Social, 
MSc. Sociologia e 
Antropologia 
Coordenação do 
Meio 
Socioeconômico 
- 5533238 
Leandro 
Corrêa 
Biólogo 
Coordenação do 
Meio Biótico - 
Fauna 
CRBio 
58.461/03D 
2289998 
Adriano 
Coelhoos dias de hoje. (Ecology, 2020) 
 
60 https://www.sema.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/36/2012/12/regulamento-certificacao-praia-limpa.pdf 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 128 de 135 
 
6.3 Planos e Projetos Municipais 
6.3.1 Planos e Projetos do Município de Acaraú/CE 
A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados de Acaraú/CE a nível municipal, 
dispostos no Quadro 6.3. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 129 de 135 
 
Quadro 6.3 – Planos e Projetos Colocalizados de Acaraú/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
1 
Prefeitura de 
Acaraú/CE 
Plano Diretor 
Participativo do 
Município de Acaraú 
Municipal/ 
Acaraú 
O Plano Diretor é um instrumento de definição de diretrizes para o desenvolvimento do 
município e sua urbanização e em Acaraú é definido pela Lei Municipal nº 1410/2011 
2 
Prefeitura de 
Acaraú/CE 
Plano Plurianual do 
Município de Acaraú 
para o Quadriênio 
2018- 2021 
Municipal/ 
Acaraú 
O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e 
regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998, é um plano que estabelece as 
diretrizes, objetivos e metas orçamentárias a serem seguidas pela administração pública 
(Federal, Estadual ou Municipal). 
Especificamente para Acaraú, o Plano Plurianual de Custeio e Investimento do Município de 
Acaraú para o quadriênio 2022-2025 é regido pela Lei Municipal nº 1900/2021. 
3 
Prefeitura de 
Acaraú/CE 
Plano Municipal de 
Enfrentamento à 
Violência, Abuso, 
Exploração Sexual 
contra Crianças e 
Adolescentes 
Municipal/ 
Acaraú 
O Plano Municipal de Enfrentamento à Violência, Abuso, Exploração Sexual contra Crianças e 
Adolescentes é instituído pela Lei Municipal nº1696/2017 e “consiste no conjunto de ações e 
campanhas de conscientização desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Acaraú, como forma 
de prevenir e combater a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes” (artigo 1 da 
Lei Municipal nº1696/2017). 
4 
Prefeitura de 
Acaraú/CE 
Plano Municipal para 
a Primeira Infância 
Municipal/ 
Acaraú 
Este Plano foi instituído pela Lei Municipal de nº 1.925, de 15 de março de 2022 e é “um 
instrumento multissetorial que consolida as Políticas Públicas no âmbito municipal voltadas a 
crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos completos ou até 72 (setenta e dois) meses de vida, com vistas 
a garantir o seu desenvolvimento integral e assegurar uma Primeira Infância plena, estimulante 
e saudável, mediante a definição de metas e estratégias, em cumprimento ao disposto no art. 
3º da Lei Federal nº 13.257, de 8 de março de 2016, e às diretrizes da Lei Municipal nº 1.634, de 
13 de outubro de 2015” (artigo 1 da Lei Municipal de nº 1.925/2022). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 130 de 135 
 
6.3.2 Planos e Projetos Colocalizados do Município deItarema/CE 
A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados de Itarema/CE a nível municipal, 
dispostos no Quadro 6.4. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 131 de 135 
 
Quadro 6.4 – Planos e Projetos Colocalizados de Itarema/CE em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
1 
Prefeitura de 
Itarema/CE 
Plano Diretor 
Participativo do 
Município de 
Itarema 
Municipal/ 
Itarema 
O Plano Diretor é um instrumento de definição de diretrizes para o desenvolvimento do município 
e sua urbanização e em Itarema é definido pela Lei Municipal nº 373/2008 e tem como objetivo 
geral “ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da sociedade e da propriedade, bem 
como o uso socialmente justo e ecologicamente equilibrado de seu território, de forma a 
assegurar o bem-estar de seus habitantes” (art. 2°, Lei Municipal nº 373, de 01 de abril de 2008). 
Atualmente o Plano Diretor do município está sendo revisado e foi realizada a audiência pública 
no dia 20/10/202261. 
2 
Prefeitura de 
Itarema/CE 
Plano 
Plurianual de 
Custeio e 
Investimento 
do Município 
de Itarema 
Municipal/ 
Itarema 
O Plano Plurianual (PPA), no Brasil, previsto no artigo 165 da Constituição Federal e 
regulamentado pelo Decreto 2.829, de 29 de outubro de 1998, é um plano que estabelece as 
diretrizes, objetivos e metas orçamentárias a serem seguidas pela administração pública (Federal, 
Estadual ou Municipal). 
Especificamente para Itarema, o Plano Plurianual de Custeio e Investimento do Município de 
Itarema para o quadriênio 2022-2025 é regido pela Lei Municipal nº 824/2021. 
3 
Prefeitura de 
Itarema/CE 
Plano 
Municipal pela 
Primeira 
Infância 
Municipal/ 
Itarema 
O Plano Municipal pela Primeira Infância – PMPI no município de Itarema foi instituído pela Lei 
Municipal nº 720/2018 e atualizado pela Lei Municipal nº 839/2022. 
Neste Plano “constam os princípios e diretrizes, os diagnósticos da Primeira Infância no Município 
de Itarema, as ações finalísticas, as ações meio e as diretrizes para alocação dos recursos 
financeiros, o monitoramento e a avaliação dos resultados” (artigo 2 da Lei Municipal nº 
720/2018). Sendo considerado no Plano como Primeira Infância as crianças entre 0 (zero) a 6 
(seis) anos de idade. 
 
61 http://itarema.altouruguai.eng.br/participe-da-audiencia-publica-de-apresentacao-do-plano-diretor-de-itarema/ 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 132 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
4 
Prefeitura de 
Itarema/CE 
Plano 
Municipal de 
Educação 
Municipal/ 
Itarema 
O Plano Municipal de Educação – PME do município de Itarema foi aprovado pela Lei Municipal 
nº 621/2015 e possui vigência por 10 (dez) anos e possui as seguintes diretrizes: 
I. “erradicação do analfabetismo; 
II. universalização do atendimento escolar; 
III. superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na 
erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV. melhoria da qualidade da educação; 
V. formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em 
que se fundamenta a sociedade; 
VI. promoção do princípio da gestão democrática da educação pública 
VII. promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do município 
VIII. estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção 
do Produto Interno Bruto - PIB que assegure atendimento as necessidades de expansão, 
com padrão de qualidade e equidade; 
IX. valorização dos (as) profissionais da educação; 
X. promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à 
sustentabilidade socioambiental” (artigo 2 da Lei Municipal nº 621/2015). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 133 de 135 
 
6.4 Planos e Projetos do Terceiro Setor 
A seguir são apresentados os planos e projetos colocalizados no terceiro setor, dispostos no 
Quadro 6.5. 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 134 de 135 
 
Quadro 6.5 – Planos e Projetos Colocalizados do terceiro setor em relação ao Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
1 
Fundo das Nações 
Unidas para 
Infância (UNICEF) 
SELO UNICEF – 
Fundo das Nações 
Unidas para a 
Infância 
Terceiro Setor 
O Selo UNICEF é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para 
estimular e reconhecer avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos 
direitos de crianças e adolescentes em municípios do Semiárido e da Amazônia Legalbrasileira. E tem como objetivo apoiar os municípios do Semiárido Brasileiro e da Amazônia 
Legal brasileira a fortalecer as políticas públicas municipais voltadas à garantia dos direitos 
de crianças e adolescentes62. 
2 
Secretaria de 
Desenvolvimento 
Agrário/Banco 
Mundial 
Projeto São José IV Terceiro Setor 
O Projeto São José – PSJ IV, é uma política pública do Governo do Estado do Ceará, executada 
por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário – SDA e financiada pelo Banco Mundial 
e tem como objetivo fortalecer a Agricultura Familiar apoiando atividades produtivas, 
sustentáveis, inovadoras e inclusivas, ampliar acesso à água e saneamento em áreas 
prioritárias contribuindo com as ações do Estado para sua universalização e fortalecer 
institucionalmente parceiros estratégicos e a gestão do Projeto.63 
3 
Programas Itaú 
Social 
Programa Redes 
Juventude 
Terceiro Setor 
As ações desenvolvidas no âmbito dos Programas Itaú Social têm como objetivo contribuir 
com a melhoria da educação pública brasileira. 
Em Itarema, foi identificado um programa voltado para o público jovem. O Programa Redes 
Juventude tem como finalidade trabalhar com esse público questões latentes que dialogam 
com o campo da identidade e pertencimento, demandas por oportunidades educacionais, 
de geração de renda e de participação política e cidadã. Em Itarema eram realizadas 
oficinas de fanzine com os estudantes, incentivando-os a criar materiais informativos de 
divulgação. (Ecology, 2020). 
 
62 https://www.selounicef.org.br/sobre 
63 Projeto São José IV - Secretaria do Desenvolvimento Agrário (sda.ce.gov.br) 
https://www.sda.ce.gov.br/projeto-sao-jose-iv/
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 135 de 135 
 
# Instituto Programa 
Esfera 
Governamental 
Descrição 
4 
Serviço Nacional 
de Aprendizagem 
Rural (SENAR-
AR/CE) 
Programa Saúde do 
Homem e da 
Mulher 
Terceiro Setor 
O SENAR do Ceará promoveu ações de prevenção do câncer de colo de útero e do câncer 
de próstata do Programa Saúde do Homem e da Mulher no município de Itarema, na 
localidade Córrego da Volta, no ano de 2017.64 
 
 
64 https://cnabrasil.org.br/noticias/senar-ce-leva-programa-sa%C3%BAde-do-homem-e-da-mulher-a-itaremaSales 
Engenheiro 
Florestal 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Biótico - Flora 
CREA CE 
41979CE 
3999452 
Rafael Cunha 
Pontes 
Biólogo 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Biótico - Fauna 
CRBio 
71982/02D 
1943070 
João Paulo de 
Melo Adolfo 
Espeleólogo 
Diagnóstico 
Ambiental do Meio 
Físico 
- 7126151 
Maria Beatriz 
Mello 
Geógrafa, 
Estudante de 
Licenciatura em 
Geografia 
Geoprocessamento 
CREA RJ 
2023100538 
- 
Júlia Glockl 
Moraes 
Graduanda em 
Engenheira 
Ambiental 
Apoio Técnico - - 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 8 de 135 
 
Nome 
Formação 
Profissional 
Atuação 
Registro 
Profissional 
CTF Ibama 
Mariana 
Gomes 
Barbosa 
Estudante de 
Geografia e Meio 
Ambienta 
Apoio Técnico - - 
Jéssica Cugula 
Graduanda em 
Engenharia 
Ambiental 
Apoio Técnico - - 
 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 9 de 135 
 
2. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 
O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será composto por 6 (seis) parques eólicos, 35 (trinta e 
cinco) aerogeradores Vestas modelo V150 4.2MW-HH120m, totalizando 147 MW. Além dos 
aerogeradores, também são previstas as seguintes estruturas: Subestação (SE) 34,5/230 kV 
Itarema 4, redes de média tensão (RMTs) de 34,5 kV, canteiro de obras, áreas auxiliares ao 
canteiro de obras, acessos e Linha de Transmissão (LT) de 230 kV com extensão de 21 km para 
conexão do Complexo Eólico à SE Acaraú III, nos municípios de Itarema e Acaraú, no estado do 
Ceará. 
2.1 OBJETIVOS 
As principais finalidades da implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 são a geração e o 
escoamento da energia eólica, sendo uma fonte renovável e limpa, com vistas a auxiliar direta 
e indiretamente o desenvolvimento sustentável do Estado do Ceará. 
2.1.1 Objetivos Específicos 
• Geração de energia eólica; 
• Escoamento da energia eólica gerada nos Parques Eólicos Itarema para o Sistema 
Interligado Nacional (SIN), através da Linha de Transmissão (LT) 230 kV Itarema 4 - 
Acaraú III 
• Suprir a demanda nacional por meio de energias renováveis; 
• Diversificação das fontes de energia que compõe a matriz elétrica brasileira e, 
consequentemente, maior segurança no fornecimento nacional de energia elétrica; 
• Diminuição das emissões de gases do efeito estufa (GEE) relativas à matriz elétrica 
brasileira. 
• Contribuir para o desenvolvimento local de maneira sustentável, com criação de 
empregos, capacitação e formação de mão de obra do território. 
2.2 JUSTIFICATIVAS 
Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), em agosto de 2022 foram registrados recordes 
de geração de energia eólica no nordeste brasileiro, com quatro resultados nunca alcançados 
antes. A geração de energia elétrica por fonte eólica ocupa a terceira posição na matriz de 
energia elétrica do país, com cerca de 13,02%. Em primeira posição está a geração de energia 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 10 de 135 
 
elétrica por fonte hidráulica, com cerca de 60,17%, seguida pelas usinas térmicas, com cerca de 
21,85%, ocupando a segunda maior fonte geradora de energia elétrica do Brasil (ONS,2023). 
 
Figura 2-1 – Matriz de Energia Elétrica do Brasil por tipo de fonte no ano de 2022 (Fonte: ONS, 
2023). 
A energia eólica apresenta diversas vantagens comparativas em relação a outras fontes 
primárias de energia, sendo evidenciada a elevada quantidade de energia gerada por unidade 
de área ocupada, enquanto um aerogerador, com produção entre 1,2 a 1,8 milhões de kWh por 
ano, ocupa 0,0036 hectares, uma planta utilizando biodiesel requer 154 hectares para produzir 
1,3 milhões de kWh por ano, e células fotovoltaicas para produzir a mesma quantidade de 
energia anualmente necessitam de uma área de 1,4 hectares (Ecology, 2020). 
A energia anual gerada por um aerogerador de 600 kW em média possui uma equivalência de 
resgate de CO2 de 1.200 toneladas/ano. Além disso, a energia produzida por um aerogerador 
durante sua vida útil (20 anos) é 80 vezes maior que a quantidade de energia usada para 
construí-la, mantê-la, operá-la, desmontá-la e recuperá-la totalmente. Significa que em apenas 
3 meses de operação a turbina produz energia equivalente aquela gasta para sua construção e 
operação (Ecology, 2020). 
Dessa forma, o Complexo Itarema – Fase 4 visa aumentar a produção de energia eólica por essa 
fonte renovável. 
2.3 LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO 
O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 localiza-se nos municípios de Itarema e Acaraú, no estado 
do Ceará (CE), conforme pode ser observado na Figura 2-2. O acesso às estruturas do Complexo 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 11 de 135 
 
Eólico será realizado por meio das rodovias estaduais CE-085 e CE-434 e, na medida do possível, 
por estradas internas já existentes da região de implantação do Complexo, de modo a minimizar 
os movimentos de terra. De forma alternativa, além das rodovias, o acesso ao local de 
implantação do Complexo Eólico também se dá por estradas vicinais, as quais, caso não estejam 
em condições de uso para o transporte das estruturas do projeto, serão ajustadas para a 
circulação adequada de máquinas e veículos utilizados na implantação do empreendimento. 
(Ecology, 2020). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 12 de 135 
 
 
Figura 2-2 – Mapa de Localização do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 13 de 135 
 
2.3.1 Coordenada dos Vértices 
O Quadro 2-1 são apresentadas as coordenadas dos 6 (seis) parque eólicos Itarema C, Itarema 
D, Itarema E, Itarema F, Itarema G e Itarema H, que contém 35 aerogeradores no total. O Quadro 
2-2, Quadro 2-3 e Quadro 2-4, são apresentadas as coordenadas, respectivamente, dos vértices 
da Subestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4, da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III e das redes de 
média tensão (RMTs). 
Quadro 2-1 – Coordenadas dos Aerogeradores dos Parque Eólicos do Complexo Eólico Itarema 
– Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. 
Parque Eólico Aerogerador Município Coordenada X Coordenada Y 
Itarema C 
C-01 Itarema 398372,12 9667605,97 
C-02 Itarema 398279,00 9667288,78 
C-03 Itarema 398188,26 9666975,68 
C-04 Itarema 398095,66 9666660,22 
Itarema D 
D-01 Itarema 397831,07 9665428,26 
D-02 Itarema 397583,53 9665030,81 
D-03 Itarema 397427,93 9664487,74 
D-04 Itarema 397260,85 9663957,58 
D-05 Itarema 397154,82 9663636,27 
Itarema E 
E-01 Itarema 400085,29 9665271,67 
E-02 Itarema 399863,46 9665004,57 
E-03 Itarema 399723,12 9664642,40 
E-04 Itarema 399360,60 9663764,52 
E-05 Itarema 398888,62 9663417,01 
E-06 Itarema 398700,30 9663037,05 
E-07 Itarema 400311,64 9665547,83 
Itarema F 
F-01 Itarema 396014,64 9670648,59 
F-02 Itarema 395736,71 9670319,35 
F-03 Itarema 395582,77 9669925,97 
F-04 Itarema 395428,84 9669596,73 
F-05 Itarema 395298,41 9669192,65 
F-06 Itarema 395437,39 9668108,72 
F-07 Itarema 395394,64 9667770,93 
Itarema G 
G-01 Acaraú 392097,02 9673838,75 
G-02 Acaraú 392037,93 9673480,65 
G-03 Acaraú 391948,58 9673099,72 
G-04 Acaraú 391859,22 9672718,80 
G-05 Acaraú 391809,11 9672133,63 
Itarema H 
H-01 Acaraú 391714,93 9671146,24 
H-02 Acaraú 391666,60 9670759,61 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 14 de 135 
 
Parque Eólico Aerogerador Município Coordenada X Coordenada Y 
H-03 Acaraú 391607,10 9670297,07 
H-04 Acaraú 391567,18 9669966,07 
H-05 Acaraú 391496,49 9669346,67 
H-06 Acaraú 391453,81 9669017,85 
H-07 Acaraú 391416,21 9668688,84 
Quadro 2-2 – Coordenadas dos vértices daSubestação (SE) 34,5/230 kV Itarema 4. Projeção 
UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. 
Vértice Município Coordenada X Coordenada Y 
SE-01 Itarema 395182,96 9668432,53 
SE-02 Itarema 395212,95 9668431,89 
SE-03 Itarema 395247,95 9668431,15 
SE-04 Itarema 395244,19 9668261,19 
SE-05 Itarema 395094,23 9668264,37 
SE-06 Itarema 395097,98 9668434,33 
SE-07 Itarema 395182,96 9668432,53 
Quadro 2-3 – Coordenadas dos vértices da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. Projeção UTM, Fuso 
24 S, Datum SIRGAS2000. 
Vértice Coordenada X Coordenada Y 
LT-01 395197,96 9668432,21 
LT-02 395205,45 9668785,89 
LT-03 394381,89 9670132,57 
LT-04 392419,94 9671735,34 
LT-05 391654,82 9671971,86 
LT-06 391377,61 9672423,15 
LT-07 387479,66 9673171,21 
LT-08 387228,24 9673154,30 
LT-09 386934,57 9672971,05 
LT-10 385804,30 9672807,70 
LT-11 385334,29 9673390,68 
LT-12 378699,52 9673982,02 
LT-13 377706,87 9674292,25 
LT-14 377281,68 9674750,57 
LT-15 377076,00 9675195,35 
LT-16 395197,96 9668432,21 
LT-17 395205,45 9668785,89 
LT-18 394381,89 9670132,57 
LT-19 392419,94 9671735,34 
LT-20 391654,82 9671971,86 
LT-21 391377,61 9672423,15 
LT-22 387479,66 9673171,21 
LT-23 387228,24 9673154,30 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 15 de 135 
 
Vértice Coordenada X Coordenada Y 
LT-24 386934,57 9672971,05 
LT-25 385804,30 9672807,70 
LT-26 385334,29 9673390,68 
LT-27 378699,52 9673982,02 
LT-28 377706,87 9674292,25 
LT-29 377281,68 9674750,57 
LT-30 377076,00 9675195,35 
LT-31 395197,96 9668432,21 
LT-32 395205,45 9668785,89 
LT-33 394381,89 9670132,57 
LT-34 392419,94 9671735,34 
LT-35 391654,82 9671971,86 
LT-36 391377,61 9672423,15 
LT-37 387479,66 9673171,21 
LT-38 387228,24 9673154,30 
LT-39 386934,57 9672971,05 
LT-40 385804,30 9672807,70 
LT-41 385334,29 9673390,68 
LT-42 378699,52 9673982,02 
LT-43 377706,87 9674292,25 
LT-44 377281,68 9674750,57 
LT-45 377076,00 9675195,35 
Quadro 2-4 – Coordenadas dos vértices da Rede de Média Tensão do Complexo Eólico Itarema 
– Fase 4. Projeção UTM, Fuso 24 S, Datum SIRGAS2000. 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
Rede de Média Tensão-C 
RMT_C_01 398343,30 9667614,33 
RMT_C_02 398250,18 9667297,14 
RMT_C_03 398250,21 9667297,23 
RMT_C_04 398235,18 9667246,05 
RMT_C_05 398222,54 9667184,11 
RMT_C_06 398212,16 9667095,84 
RMT_C_07 398158,78 9666987,38 
RMT_C_08 398159,22 9666988,26 
RMT_C_09 398088,88 9666840,44 
RMT_C_10 398072,12 9666756,66 
RMT_C_11 398065,68 9666661,06 
RMT_C_12 398372,12 9667605,97 
RMT_C_13 398343,30 9667614,33 
RMT_C_14 398279,00 9667288,78 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 16 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_C_15 398250,18 9667297,13 
RMT_C_16 398185,87 9666974,50 
RMT_C_17 398158,78 9666987,38 
RMT_C_18 398095,66 9666660,22 
RMT_C_19 398065,68 9666661,06 
RMT_C_20 395166,51 9668262,84 
RMT_C_21 395166,24 9668250,09 
RMT_C_22 395249,35 9668250,09 
RMT_C_23 395285,24 9668181,25 
RMT_C_24 395461,85 9668054,31 
RMT_C_25 395399,74 9667880,66 
RMT_C_26 395563,39 9667836,53 
RMT_C_27 395882,20 9667836,53 
RMT_C_28 397643,88 9665273,31 
RMT_C_29 397809,32 9665448,96 
RMT_C_30 397968,79 9665597,31 
RMT_C_31 398039,85 9665742,53 
RMT_C_32 398065,68 9666661,06 
Rede de Média Tensão - D 
RMT_D_01 397126,33 9663645,67 
RMT_D_02 397232,37 9663966,98 
RMT_D_03 397232,37 9663966,98 
RMT_D_04 397325,92 9664250,49 
RMT_D_05 397367,13 9664384,24 
RMT_D_06 397399,09 9664496,00 
RMT_D_07 397399,09 9664496,00 
RMT_D_08 397554,69 9665039,07 
RMT_D_09 397554,69 9665039,07 
RMT_D_10 397582,67 9665136,74 
RMT_D_11 397626,67 9665243,09 
RMT_D_12 397643,85 9665272,99 
RMT_D_13 397809,34 9665448,95 
RMT_D_14 397643,85 9665272,99 
RMT_D_15 397831,07 9665428,26 
RMT_D_16 397809,34 9665448,95 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 17 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_D_17 397154,82 9663636,27 
RMT_D_18 397126,33 9663645,67 
RMT_D_19 397260,85 9663957,58 
RMT_D_20 397232,37 9663966,98 
RMT_D_21 397427,93 9664487,74 
RMT_D_22 397399,09 9664496,00 
RMT_D_23 397583,53 9665030,81 
RMT_D_24 397554,69 9665039,07 
RMT_D_25 395166,31 9668262,84 
RMT_D_26 395166,03 9668249,89 
RMT_D_27 395249,14 9668249,89 
RMT_D_28 395285,03 9668181,14 
RMT_D_29 395461,61 9668054,24 
RMT_D_30 395399,48 9667880,52 
RMT_D_31 395563,36 9667836,33 
RMT_D_32 395882,10 9667836,33 
RMT_D_33 397643,85 9665272,99 
Rede de Média Tensão - E 
RMT_E_01 400288,44 9665566,84 
RMT_E_02 400062,08 9665290,69 
RMT_E_03 399342,81 9663788,67 
RMT_E_04 398870,83 9663441,17 
RMT_E_05 400062,08 9665290,69 
RMT_E_06 400035,09 9665257,75 
RMT_E_07 399962,71 9665192,52 
RMT_E_08 399922,75 9665166,19 
RMT_E_09 399894,15 9665140,21 
RMT_E_10 399874,80 9665106,75 
RMT_E_11 399835,48 9665015,41 
RMT_E_12 399835,48 9665015,41 
RMT_E_13 399695,14 9664653,24 
RMT_E_14 398700,31 9663037,05 
RMT_E_15 398690,25 9663067,73 
RMT_E_16 398783,46 9663145,45 
RMT_E_17 398807,80 9663344,41 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 18 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_E_18 398823,83 9663393,30 
RMT_E_19 398870,83 9663441,17 
RMT_E_20 398888,62 9663417,01 
RMT_E_21 398870,83 9663441,17 
RMT_E_22 399360,60 9663764,52 
RMT_E_23 399342,81 9663788,67 
RMT_E_24 400288,44 9665566,84 
RMT_E_25 400311,64 9665547,83 
RMT_E_26 400062,08 9665290,69 
RMT_E_27 400085,29 9665271,67 
RMT_E_28 399835,48 9665015,41 
RMT_E_29 399863,46 9665004,57 
RMT_E_30 399695,14 9664653,24 
RMT_E_31 399723,12 9664642,40 
RMT_E_32 395165,91 9668262,85 
RMT_E_33 395165,63 9668249,49 
RMT_E_34 395248,73 9668249,49 
RMT_E_35 395284,63 9668180,94 
RMT_E_36 395461,13 9668054,09 
RMT_E_37 395398,96 9667880,25 
RMT_E_38 395563,31 9667835,93 
RMT_E_39 395881,89 9667835,93 
RMT_E_40 397874,79 9664936,27 
RMT_E_41 398514,12 9664697,16 
RMT_E_42 398851,31 9664314,48 
RMT_E_43 398919,44 9664266,39 
RMT_E_44 399001,98 9664254,50 
RMT_E_45 399559,98 9664306,36 
RMT_E_46 399593,02 9664308,20 
RMT_E_47 399635,44 9664307,17 
RMT_E_48 399632,74 9664281,25 
RMT_E_49 395166,11 9668262,85 
RMT_E_50 395165,83 9668249,69 
RMT_E_51 395248,94 9668249,69 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 19 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_E_52 395284,83 9668181,04 
RMT_E_53 395461,37 9668054,16 
RMT_E_54 395399,22 9667880,38 
RMT_E_55 395563,33 9667836,13 
RMT_E_56 395881,99 9667836,13 
RMT_E_57 397874,92 9664936,44 
RMT_E_58 398514,23 9664697,31 
RMT_E_59 398851,46 9664314,61 
RMT_E_60 398919,51 9664266,58 
RMT_E_61 399001,96 9664254,70 
RMT_E_62 399563,77 9664306,89 
RMT_E_63 399599,82 9664308,49 
RMT_E_64 399635,47 9664307,37 
RMT_E_65 399645,38 9664400,71 
RMT_E_66 399664,14 9664499,72 
RMT_E_67 399675,67 9664602,99 
RMT_E_68 399695,14 9664653,24 
RMT_E_69 399635,44 9664307,17 
RMT_E_70 399621,06 9664168,90 
RMT_E_71 399570,80 9664001,55 
RMT_E_72 399454,07 9663870,59 
RMT_E_73 399342,81 9663788,67 
Rede de Média Tensão - F 
RMT_F_01 395394,64 9667770,93 
RMT_F_02 395362,41 9667783,36 
RMT_F_03 395399,93 9667880,61 
RMT_F_04 395437,39 9668108,72 
RMT_F_05 395419,47 9668085,01 
RMT_F_06 395995,09 9670671,35 
RMT_F_07 395798,07 9670502,14 
RMT_F_08 395753,74 9670421,65 
RMT_F_09 395708,77 9670330,28 
RMT_F_10 395708,77 9670330,28 
RMT_F_11 395554,83 9669936,90 
RMT_F_12 395554,83 9669936,90 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 20 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_F_13 395539,04 9669896,53 
RMT_F_14 395501,59 9669822,89 
RMT_F_15 395423,76 9669678,23 
RMT_F_16395400,29 9669605,95 
RMT_F_17 395400,29 9669605,95 
RMT_F_18 395269,86 9669201,87 
RMT_F_19 395419,38 9668085,08 
RMT_F_20 395462,09 9668054,38 
RMT_F_21 395399,93 9667880,61 
RMT_F_22 395166,71 9668262,84 
RMT_F_23 395166,44 9668250,29 
RMT_F_24 395249,55 9668250,29 
RMT_F_25 395285,44 9668181,35 
RMT_F_26 395419,38 9668085,08 
RMT_F_27 396014,64 9670648,59 
RMT_F_28 395995,09 9670671,35 
RMT_F_29 395736,71 9670319,35 
RMT_F_30 395708,77 9670330,28 
RMT_F_31 395582,77 9669925,97 
RMT_F_32 395554,84 9669936,90 
RMT_F_33 395428,84 9669596,73 
RMT_F_34 395400,29 9669605,95 
RMT_F_35 395298,41 9669192,65 
RMT_F_36 395269,86 9669201,87 
RMT_F_37 395171,11 9668262,74 
RMT_F_38 395170,94 9668254,69 
RMT_F_39 395249,65 9668254,69 
RMT_F_40 395262,53 9668837,74 
RMT_F_41 395249,48 9668953,40 
RMT_F_42 395269,86 9669201,87 
Rede de Média Tensão - G 
RMT_G_01 395171,51 9668262,73 
RMT_G_02 395171,35 9668255,09 
RMT_G_03 395249,26 9668255,09 
RMT_G_04 395259,64 9668725,06 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 21 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_G_05 394331,54 9670075,43 
RMT_G_06 392425,02 9671744,45 
RMT_G_07 391770,25 9671946,85 
RMT_G_08 391798,66 9672535,36 
RMT_G_09 391818,33 9672676,72 
RMT_G_10 391829,83 9672725,71 
RMT_G_11 391876,19 9672833,83 
RMT_G_12 391919,17 9673017,04 
RMT_G_13 391918,78 9673104,60 
RMT_G_14 391943,55 9673208,96 
RMT_G_15 391982,45 9673350,68 
RMT_G_16 391995,94 9673410,46 
RMT_G_17 392008,98 9673489,49 
RMT_G_18 395171,31 9668262,74 
RMT_G_19 395171,14 9668254,89 
RMT_G_20 395249,45 9668254,89 
RMT_G_21 395259,84 9668725,12 
RMT_G_22 394331,69 9670075,57 
RMT_G_23 392425,12 9671744,63 
RMT_G_24 391770,46 9671947,00 
RMT_G_25 391779,14 9672135,01 
RMT_G_26 391830,02 9672725,65 
RMT_G_27 391876,38 9672833,77 
RMT_G_28 391919,37 9673017,02 
RMT_G_29 391918,98 9673104,61 
RMT_G_30 391779,14 9672135,01 
RMT_G_31 391798,86 9672535,34 
RMT_G_32 391818,53 9672676,68 
RMT_G_33 391830,02 9672725,65 
RMT_G_34 392097,02 9673838,75 
RMT_G_35 392067,17 9673835,69 
RMT_G_36 392008,98 9673489,49 
RMT_G_37 392066,80 9673662,25 
RMT_G_38 392075,60 9673750,93 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 22 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_G_39 392067,17 9673835,69 
RMT_G_40 391918,98 9673104,61 
RMT_G_41 391948,58 9673099,72 
RMT_G_42 391830,02 9672725,65 
RMT_G_43 391859,22 9672718,80 
RMT_G_44 391779,14 9672135,01 
RMT_G_45 391809,11 9672133,63 
RMT_G_46 392037,93 9673480,65 
RMT_G_47 392008,98 9673489,49 
Rede de Média Tensão - H 
RMT_H_01 391386,32 9668691,41 
RMT_H_02 391401,74 9668849,22 
RMT_H_03 391424,06 9669021,71 
RMT_H_04 391424,06 9669021,71 
RMT_H_05 391466,74 9669350,53 
RMT_H_06 391537,43 9669969,93 
RMT_H_07 391577,35 9670300,93 
RMT_H_08 391577,35 9670300,93 
RMT_H_09 391595,93 9670454,35 
RMT_H_10 391636,86 9670763,47 
RMT_H_11 391636,86 9670763,47 
RMT_H_12 391685,19 9671150,10 
RMT_H_13 391685,19 9671150,10 
RMT_H_14 391752,59 9671689,37 
RMT_H_15 391765,88 9671844,82 
RMT_H_16 391867,66 9671916,32 
RMT_H_17 392424,82 9671744,09 
RMT_H_18 394331,24 9670075,16 
RMT_H_19 395259,23 9668724,94 
RMT_H_20 395248,87 9668255,49 
RMT_H_21 395171,75 9668255,49 
RMT_H_22 395171,91 9668262,73 
RMT_H_23 391416,21 9668688,84 
RMT_H_24 391386,32 9668691,41 
RMT_H_25 391453,81 9669017,85 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 23 de 135 
 
RMT Vértice Coordenada X Coordenada Y 
RMT_H_26 391424,06 9669021,71 
RMT_H_27 391496,49 9669346,67 
RMT_H_28 391466,74 9669350,53 
RMT_H_29 391567,18 9669966,07 
RMT_H_30 391537,43 9669969,93 
RMT_H_31 391466,74 9669350,53 
RMT_H_32 391496,02 9669576,10 
RMT_H_33 391522,12 9669842,56 
RMT_H_34 391593,76 9670438,66 
RMT_H_35 391624,79 9670668,55 
RMT_H_36 391752,40 9671689,39 
RMT_H_37 391765,69 9671844,93 
RMT_H_38 391867,62 9671916,54 
RMT_H_39 392424,92 9671744,27 
RMT_H_40 394331,39 9670075,30 
RMT_H_41 395259,44 9668725,00 
RMT_H_42 395249,06 9668255,29 
RMT_H_43 395171,55 9668255,29 
RMT_H_44 395171,71 9668262,73 
RMT_H_45 391607,10 9670297,07 
RMT_H_46 391577,35 9670300,93 
RMT_H_47 391666,61 9670759,61 
RMT_H_48 391636,86 9670763,47 
RMT_H_49 391714,93 9671146,24 
RMT_H_50 391685,18 9671150,10 
2.4 DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO 
O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 está projetado para uma potência nominal total de, 
aproximadamente, 147 MW, proveniente da operação de 35 aerogeradores. No Quadro 2-5 é 
apresentada a potência nominal (MW) de acordo com cada Parque Eólico e respectivos 
aerogeradores que compõe o empreendimento. 
Quadro 2-5 – Potência nominal dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Parque Eólico Quantidade de aerogeradores Potência Nominal total 
Itarema C 4 16,8 MW 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 24 de 135 
 
Parque Eólico Quantidade de aerogeradores Potência Nominal total 
Itarema D 5 21,0 MW 
Itarema E 7 29,4 MW 
Itarema F 7 29,4 MW 
Itarema G 5 21,0 MW 
Itarema H 7 29,4 MW 
Total 35 147 MW 
2.4.1 Elementos Constituintes e Características Técnicas 
Neste item serão descritos os principais elementos constituintes do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4, sendo eles trinta e cinco aerogeradores distribuídos dentre os seis parques eólicos, 
denominados Itarema C, Itarema D, Itarema E, Itarema F, Itarema G e Itarema H. Além dos 
aerogeradores, também são previstas as seguintes estruturas: Subestação (SE) 34,5/230 kV 
Itarema 4, redes de média tensão (RMTs) de 34,5 kV e a Linha de Transmissão (LT) 230 kV 
Itarema 4 –Acaraú III com extensão de 21 km para conexão do Complexo Eólico à SE Acaraú III. 
A Figura 2-3 a seguir apresenta a localização das estruturas que compõem o empreendimento, 
tais como: aerogeradores, da rede de média tensão, da linha de transmissão e subestação. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 25 de 135 
 
 
Figura 2-3 – Estruturas do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 26 de 135 
 
2.4.1.1 Aerogeradores 
O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 será composto por trinta e cinco aerogeradores Vestas 
modelo V150 4.2MW-HH120m, com 120 metro de altura e 150 metros de diâmetro dos rotores 
e potência de 4,2 MW cada, totalizando 147 MW. As especificações técnicas estão apresentadas 
no Quadro 2-6 e a potência nominal de cada parque eólico está disposta no Quadro 2-5 a seguir. 
Quadro 2-6 – Características Técnicas dos aerogeradores do Complexo Eólico Itarema – Fase 
4 
Modelo Vestas modelo V150 4.2MW-HH120m 
Características Técnicas Valores 
Quantidade 35 
Potência nominal 4,2 MW 
Velocidade mínima do vento para início de geração (cut-in) 3,0 m/s 
Velocidade máxima do vento para corte de produção (cut-out) 22,5 m/s 
Altura 120 m 
Diâmetro 150 m 
Área varrida pelo rotor 17.671 m² 
Número de pás 3 
Temperatura operacional -20º a +45º 
Classe de vento IEC IIIB 
Frequência da rede 50/60Hz 
Fonte: Ecology, 2020 e VESTAS,2023.. 
Cada aerogerador será composto principalmente por quatro componentes, sendo eles a 
fundação, a torre, a nacele e as pás, conforme disposto na Figura 2-4 e suas respectivas funções 
estão dispostas no Quadro 2-7. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 27 de 135 
 
 
Figura 2-4 – Elementos de um aerogerador. 
Quadro 2-7 – Função dos elementos dos aerogeradores dos Parques Eólicos do Complexo 
Eólico Itarema – Fase 4. 
Elemento do 
aerogerador 
Função 
Fundação 
Componente que dará sustentação ao aerogeradore será dimensionada 
para suportar todos os esforços de peso e ação do vento na estrutura, 
considerando as particularidades de cada caso. 
Rotor 
O rotor é o componente que efetua a transformação da energia cinética 
dos ventos em energia mecânica de rotação. No rotor são fixadas as pás da 
turbina. Todo o conjunto é conectado a um eixo que transmite a rotação 
das pás para o gerador, muitas vezes através de uma caixa multiplicadora. 
Torre 
Sustenta a nacele e as pás. Ela é dividida em três seções tubulares (Base, 
Meio e Topo), fabricadas em aço. As torres terão alturas de 120 m nesse 
empreendimento. 
Nacele 
Posicionada no topo da torre, será a estrutura responsável por abrigar os 
principais equipamentos elétricos e de geração do aerogerador, incluindo 
os painéis elétricos, caixa de engrenagens, eixo principal, gerador elétrico, 
transformador, sistema de freios, entre outros. Ela é posicionada no topo 
da torre e as pás são acopladas a ela. 
Pás 
O aerogerador é composto por três pás. As pás são um componente 
aerodinâmico que através da ação do vento giram o eixo principal que está 
acoplado ao gerador, para permitir a geração de energia elétrica. Para os 
aerogeradores com potência de 4,2 MW, o comprimento das pás é de 74m 
e em conjunto com o hub onde são fixadas o diâmetro das pás é de 150m, 
tendo uma área varrida de 17.671 m². 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 28 de 135 
 
Fonte: Ecology, 2020 e CRESESB, s/d. 
2.4.1.2 Rede de Distribuição Interna de Média Tensão (RMT) 
O Complexo Eólico Itarema – Fase 4 terá redes de média tensão (RMT) de 34,5 kV para 
interligação dos aerogeradores dos parques eólicos. As redes de média tensão se conectarão à 
subestação coletora/elevadora. Serão utilizadas estruturas para rede compacta, que permitem 
a instalação de até seis circuitos em uma mesma estrutura. Após a conexão com a subestação 
coletora/elevadora 34,5 kV/230 kV, a energia será transmitida por uma linha de transmissão em 
230 kV, com extensão aproximadamente de 21 km até a Subestação Acaraú III. 
A rede de média tensão será do tipo aérea, na configuração de rede compacta, com condutores 
cobertos e seguindo o conceito de espinha de peixe, conforme diagrama unifilar do Memorial 
Descritivo do empreendimento (Sólida, 2019). Em cada aerogerador a saída da rede de média 
tensão será subterrânea, cruzando parte da plataforma até chegar ao poste da rede aérea, onde 
ocorrerá uma transição subterrânea/aérea. O Quadro 2-8 mostra a distribuição dos circuitos de 
média tensão dentro do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Quadro 2-8 – Circuitos de Média Tensão dos Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. 
Parque Eólico Quantidade de Circuitos de Média Tensão 
Itarema C 1 
Itarema D 1 
Itarema E 2 
Itarema F 2 
Itarema G 2 
Itarema H 2 
Total 10 
Fonte: Sólida, 2019. 
2.4.1.3 Subestação de Energia (SE) 
Está prevista 01 (uma) Subestação coletora/elevadora 34,5/230 kV, denominada SE Itarema 4, 
alocada no município de Itarema (CE), que terá a função de elevar a tensão de 34,5 kV 
proveniente dos circuitos de média tensão dos parques eólicos para a tensão 230 kV, de modo 
a possibilitar o escoamento da energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN), através da LT 
230 kV Itarema 4 – Acaraú III. O Quadro 2-9 apresenta características gerais da Subestação. 
Quadro 2-9 – Características gerais da SE Itarema 4 do Complexo Eólico Itarema – Fase 4. 
Característica Técnicas Valores 
Município Itarema (CE) 
Área 2,55 ha 
Tensão de Entrada 34,5 kV 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 29 de 135 
 
Característica Técnicas Valores 
Tensão e Saída 230 kV 
Quantidade de Transformadores de Potência 2 
Fonte: Sólida, 2019. 
A subestação atenderá aos padrões de acesso à rede básica, conforme preconiza os 
Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS e contará com a 
seguinte configuração: 
• Um sistema de 230 kV na configuração tipo barramento principal e de transferência para 
os referentes bays com uma posição de saída de linha, uma posição de transferência de 
barras e duas posições de transformador; 
• Dois transformadores de 50/65/80 MVA, 34,5/230 kV, Dyn11, com regulação em carga; 
• Um sistema de 34,5 kV na configuração tipo barramento aéreo composto por dez 
entradas de linha de média tensão em 34,5 kV com disjuntor; 
• Uma pequena edificação contendo casa de comando e controle com painéis de 
medição, proteção e operação, onde haverá técnicos responsáveis pelo controle, 
operação e manutenção do parque eólico. 
Está prevista a instalação de 2 (dois) transformadores de potência, com as características 
discriminadas no Quadro 2-10. 
Quadro 2-10 – Características técnicas dos transformadores do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. 
Característica dos Transformadores Valores/Descrição 
Quantidade 2 
Potência Aparente 50/65/80 MVA 
Tensão no Primário 230 kV 
Tensão no Secundário 34,5kV 
Resfriamento ONAN/ONAF1/ONAF2 
Ligação primária Delta 
Ligação Secundária Estrela com neutro aterrado mediante resistor 
Impedância 13% 
Fonte: Sólida, 2019 
2.4.1.4 Linha de Transmissão (LT) 
É prevista a instalação de 1 (uma) Linha de Transmissão de 230 kV, denominada LT 230 kV 
Itarema 4 –Acaraú III, com comprimento de aproximadamente 21 km, a qual irá realizar a 
conexão da SE Itarema 4 ao barramento de 230 kV da SE Acaraú III, de propriedade Argo 
Transmissão de Energia SA. O traçado da LT intercepta os municípios de Itarema e Acaraú, no 
estado do Ceará. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 30 de 135 
 
A linha de transmissão será construída com estruturas metálicas treliçadas, preparadas para 
circuito simples, com um condutor por fase. As estruturas metálicas serão de aço, do tipo 
estaiada e autoportantes. Essas estruturas são de baixo impacto em função da sua silhueta exigir 
uma faixa de desmatamento menor que a faixa de servidão e possuem maior facilidade/rapidez 
na construção e manutenção. Além disso, demandam fundações menos robustas e que podem 
ser pré-moldadas, agilizando a construção e requerendo menor estrutura e construção junto 
aos “pés das torres” ao longo da LT. Da mesma forma se dá com os estais, que são ancorados 
em estruturas pré-moldadas e de fácil instalação. As características técnicas da linha de 
transmissão estão discriminadas no Quadro 2-11. 
Quadro 2-11 – Características técnicas da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III. 
Característica da LT Valores/Descrição 
Municípios Itarema e Acaraú (CE) 
Extensão 21 km 
Largura Total da Faixa de Servidão 30 m 
Tensão nominal 230 kV 
Tensão máxima de operação 245 kV 
Tensão nominal suportada a descargas atmosféricas 950 kV 
Tensão nominal suportada de curta duração (1 min) a 
frequência industrial 
395 kV 
Potência por circuito 147 MW 
Fator de Potência (cos φ) 0,95 
Frequência 60 Hz 
Nº de fases 3 
Nº de circuitos/cabos por fase 1/1 
Estruturas da Linha de Transmissão Suportes metálicos treliçados 
Fonte: Sólida, 2019 
2.4.1.5 Bay de Conexão 
Na subestação Acaraú III, de propriedade da Argo, será construído um bay de conexão em 230 
kV apropriado para receber a LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III, conforme mencionado 
anteriormente. O bay será construído em uma área a ser definida pela Argo e contará com 
estruturas de barramentos e equipamentos tais como disjuntores, chaves seccionadoras, 
transformadores de corrente e de potencial, para-raios, entre outras estruturas. 
2.4.2 Aspectos e Técnicas Construtivas 
A seguir serão apresentados os principais aspectos construtivos das etapas relativas ao processo 
de instalação do empreendimento. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 31 de 135 
 
2.4.2.1 Aquisiçãode Materiais e Equipamentos, Contratação de Mão de Obra e 
Mobilização 
A etapa de mobilização consiste no conjunto de providências a serem adotadas visando o início 
das obras. Incluem-se neste serviço a localização, o preparo e a disponibilização, no local da 
obra, de todos os equipamentos, mão de obra, materiais e instalações necessários para a 
execução dos serviços contratados (Sólida, 2019). 
Os equipamentos principais do empreendimento, como aerogeradores, transformadores, 
estruturas metálicas (torres da Linha de Transmissão), serão adquiridos junto aos fornecedores 
e transportados até o local, onde serão armazenados provisoriamente nas áreas de estocagem. 
Ressalta-se que para a aquisição e mobilização de materiais de construção civil, tais como 
concreto, brita, material elétrico, entre outros. 
Quanto a contratação e mobilização da mão de obra para a instalação do empreendimento, 
também será priorizada a contratação de mão de obra local, principalmente para a mão de obra 
não especializada. Os quantitativos previstos para mão de obra a ser contratada para o 
empreendimento, assim como o histograma de mão de obra, estão apresentados no item 
2.4.4.2- Mão de Obra. 
2.4.2.2 Supressão de Vegetação 
Para a instalação do empreendimento Complexo Eólico Itarema – Fase 4, se faz necessária a 
supressão de vegetação nas áreas cuja intervenção será direta, tais como as plataformas dos 
aerogeradores, área do canteiro de obras, áreas de estocagem, usina de concreto, redes de 
média tensão (RMTs), abertura e adequação dos acessos, faixa de serviço da Linha de 
Transmissão, áreas de torres, subestações, entre outras. Sendo esta etapa realizada no primeiro 
mês das atividades construtivas. 
A área do empreendimento possui áreas de vegetação natural, bem como áreas de plantação 
de coqueiros. Nesta etapa, a vegetação e os coqueiros são suprimidos, seccionados e ordenados, 
além de ser realizada a destoca e limpeza do terreno (Ecology, 2020). 
2.4.2.3 Abertura e adequação de acessos 
Para acesso ao empreendimento, serão utilizadas prioritariamente as estradas e acessos 
existentes, porém na ausência destes será realizada a abertura de novos acessos. A rota principal 
vindo de Fortaleza será pela rodovia CE-085 e depois pela rodovia CE-434. Quanto as estradas 
internas existentes da região de implantação, na medida do possível, minimizando-se os 
movimentos de terra, serão executadas melhorias nessas vias com o intuito de prover o 
necessário para a circulação adequada de máquinas e veículos utilizados para o transporte dos 
materiais e equipamentos para a instalação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Sólida, 2019). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 32 de 135 
 
Para o acesso ao Complexo será executada a sinalização vertical e horizontal que permitam aos 
usuários das vias adotarem comportamentos adequados, de modo a aumentar a segurança, 
ordenar os fluxos de tráfego e orientar os usuários da via (Sólida, 2019). 
2.4.2.4 Instalação do Canteiro de Obras e Áreas de Apoio 
2.4.2.4.1 Canteiro de Obras 
Após a etapa de supressão de vegetação e limpeza do terreno, será realizada a instalação de 1 
(um) canteiro de obras com o objetivo de propiciar a infraestrutura necessária para a produção 
das obras, com os recursos disponíveis, no momento necessário para sua utilização, influindo na 
produtividade da utilização dos recursos, em função da sua organização e do seu arranjo físico. 
Para o dimensionamento dos espaços do canteiro de obras, foram utilizadas como referência a 
NR18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e a NR24 - Condições 
Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho (Sólida, 2019). 
O Quadro 2-12 apresenta as coordenadas dos vértices do canteiro de obras do Complexo Eólico 
Itarema – Fase 4. 
Quadro 2-12 – Coordenadas dos vértices do Canteiro de Obras do Complexo Eólico Itarema – 
Fase 4. Projeção UTM 24 S, Datum SIRGAS2000. 
Canteiro de Obras 
Vértice Coordenada X Coordenada Y 
CO_01 395403,71 9668937,68 
CO_02 395313,72 9668938,94 
CO_03 395313,78 9668943,15 
CO_04 395315,15 9669038,93 
CO_05 395405,14 9669037,67 
CO_06 395403,74 9668937,68 
CO_07 395403,71 9668937,68 
2.4.2.4.2 Usina de Concreto 
Para a fase construtiva será necessária a instalação de 1 (uma) usina de concreto e 1 (um) 
laboratório da qualidade para o controle de solos, em uma área de aproximadamente 0,901 
hectares. Para isso, serão necessários almoxarifado (contêiner), área para insumos (areia, brita), 
área de resíduos sólidos, caixa separadora de água-óleo, dique de lavagem dos caminhões, silos 
para cimento, usina e centrais de armação e de carpintaria (Sólida, 2019). 
Ressalta-se que a lavagem dos caminhões após desempenho, será instalado um dique de 
lavagem com decantadores para realizar o processo de separação de sólidos e partículas em 
suspensão. O fluxograma das águas no dique de lavagem é demonstrado na Figura 2-5 (Sólida, 
2019). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 33 de 135 
 
 
Figura 2-5 – Fluxograma da lavagem das betoneiras. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida 2019). 
2.4.2.4.3 Áreas de Estocagem 
Após a aquisição dos equipamentos e materiais, estes serão mobilizados e armazenados, de 
forma provisória, em 3 (três) pátios de estocagem, totalizando 2,416 hectares de área, previstos 
na área diretamente afetada do empreendimento (Sólida, 2019). Estes pátios serão localizados 
estrategicamente para atender a todo o complexo, conforme pode ser visto na Figura 2-3. 
A estocagem dos materiais para montagem do aerogerador será feita na área locada junto à 
plataforma de montagem (Sólida, 2019).. 
2.4.2.5 Terraplanagem 
Para a abertura e/ou adequação dos acessos, instalação dos canteiros de obras, subestação, 
plataformas dos aerogeradores, entre outras estruturas associadas ao empreendimento, é 
necessário realizar a adequação do terreno previamente. Dessa forma, é prevista a compactação 
do solo, nivelamento do terreno, que visam aumentar a resistência do solo e uniformizar o 
terreno. Para este nivelamento, poderão ser realizadas atividades de corte, cuja implantação 
requer escavação do terreno natural, e aterro, onde são depositados os materiais provenientes 
dos cortes. 
No Quadro 2-13 são apresentados os volumes (m³) estimados de corte e aterro para as áreas de 
implantação do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 onde estão previstas ações de terraplenagem. 
Quadro 2-13 - Volumes Estimados para Terraplanagem – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Descrição 
Extensão 
(m) 
Vegetal 
(m2) 
Corte 
(m³) 
Aterro 
(m³) 
Área de 
Empréstimo 
– 25,00% (m³) 
Saldo 
(m³) 
Vias 
Internas 
16.704,99 
1.900.269,82 
34.832,42 
29.829,
11 
37.286,39 5.003,31 
Plataformas - 8.266,39 
12.922,
82 
16.153,53 -4.656,43 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 34 de 135 
 
Descrição 
Extensão 
(m) 
Vegetal 
(m2) 
Corte 
(m³) 
Aterro 
(m³) 
Área de 
Empréstimo 
– 25,00% (m³) 
Saldo 
(m³) 
Platôs 
Canteiros e 
Subestação 
- 14.092,90 
16.544,
67 
20.680,84 - 2.451,77 
Total 16.704,99 
1.900.269,8
2 
57.191,7
1 
59.296,
60 
74.120,75 
- 
16.929,04 
Fonte: Sólida, 2019. 
2.4.2.6 Fundação dos Aerogeradores 
As fundações dos aerogeradores podem ser classificadas em dois grupos, fundação superficial 
ou profunda1. O que determinará, predominantemente, na escolha entre a primeira e a segunda 
opção será a qualidade e capacidade de carga das camadas superficiais do solo e a profundidade 
em que o nível de água se encontra (Sólida, 2019). 
Para o Complexo Eólico Itarema – Fase 4, a fundação considerada é a ilustrada na Figura 2-6, 
que é uma fundação genérica para o Aerogerador V150, a qual deverá ser devidamente 
dimensionada conforme ensaios geotécnicose posteriormente aprovada pelo fabricante 
(Sólida, 2019). 
 
Figura 2-6 – Corte Transversal da fundação genérica dos aerogeradores V150 do Complexo 
Eólico Itarema – Fase 4. Fonte: Vestas, apud Sólida, 2019) 
 
1 A NBR 6122:2010 define como fundação rasa, também chamada de superficial ou direta, o: “elemento de fundação 
em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensões distribuídas sob a base da fundação, e a profundidade de 
assentamento em relação ao terreno adjacente à fundação é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação”. 
E a fundação profunda como: “elemento de fundação que transmite a carga ao terreno ou pela base (resistência de 
ponta) ou por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação das duas, devendo sua ponta ou 
base estar assente em profundidade superior ao dobro de sua menor dimensão em planta, e no mínimo 3,0m. Neste 
tipo de fundação incluem-se as estacas e os tubulões. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 35 de 135 
 
 
Figura 2-7 – Vista 3D anchor cages. Fonte: Memorial Descritivo (Sólida, 2019). 
As caraterísticas preliminares das fundações são apresentadas no Quadro 2-14. 
Quadro 2-14 - Características Técnicas das Fundações – Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Características Técnicas das Fundações 
Tipologia Direita (fundação rasa) 
Diâmetro do bloco tronco cônico na base 
inferior 
17,90 m 
Diâmetro do bloco tronco cônico na base 
superior 
5,50 m 
Altura 2,8 m 
Tipologias de Concreto 
 - C30/31 para o corpo central. 
 - C40/50 para o pedestal. 
 - C20/25 para laje de concreto magro. 
Quantidade de concreto por fundação 380m³ 
Quantidade de aço por fundação 39.000kg 
Fonte: Sólida, 2019 
A fundação será realizada em corte e preenchida com aterro compactado de densidade mínima 
de 18 kN/m³ (Sólida, 2019). 
2.4.2.7 Montagem das Torres dos Aerogeradores 
Após a instalação das fundações, é iniciada a montagem das torres dos aerogeradores. Os 
segmentos das torres são dispostos horizontalmente ao terreno e içados com auxílio de 
guindaste para ficarem em posição vertical ao solo. Neste momento, os profissionais 
responsáveis parafusam a estrutura na base do aerogerador (Ecology, 2020). 
2.4.2.8 Montagem do Gerador e Instalação das Pás 
A etapa seguinte à montagem das torres dos aerogeradores é a montagem do gerador e o 
motor do rotor, entre outras estruturas, que se localizam dentro da nacele, conforme citado 
no item 2.4.1.1 - Aerogeradores deste Relatório. A nacele junto com suas estruturas internas 
são içadas através de guindaste, seguidas das pás (Ecology, 2020). 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 36 de 135 
 
2.4.2.9 Instalação da Rede de Média Tensão 
É prevista a instalação de Rede de Média Tensão (RMT) de 34,5 kV aérea com postes de 
concreto, interligando os aerogeradores dos parques eólicos que compõem o empreendimento 
com a Subestação Coletora/Elevadora de 34,5/230 kV denominada Itarema 4. 
As etapas de construção da rede de média tensão iniciam com a limpeza da faixa de servidão, 
onde for necessário, seguida pela locação das estruturas e execução das fundações, distribuição 
dos postes e cruzetas de concreto, instalação e montagem dos postes e, por fim, lançamento, 
nivelamento, tensionamento e grampeamento dos cabos condutores (Sólida, 2019). 
2.4.2.10 Instalação da Subestação Itarema 4 e Bay de conexão da SE Acaraú III 
A obra civil consiste na construção de fundações, canalizações, urbanização e outros elementos 
necessários para a construção da saída de linha, as bancadas e o bay de transformador e 
equipamento exterior, relativos à construção da Subestação para coletar energia gerada pelos 
Parques Eólicos do Complexo Eólico Itarema – Fase 4 (Sólida, 2019). 
A obra civil do Bay de conexão da SE Acaraú III, consiste nos mesmos processos construtivos: 
construção de fundações, canalizações, urbanização e outros elementos necessários para a 
construção da entrada de linha (Sólida, 2019). 
As etapas mais destacáveis desta obra são: i) escavação do terreno para fundações, valas e 
canaletas; ii) instalação fundações de pórticos e estruturas suporte; iii) concretagem das 
bancadas dos transformadores; iv) concretagem das canaletas dos eletrodutos; v) Disposição de 
brita para acabamento da superfície da plataforma do pátio de 230 kV; vi) Construção do edifício 
da subestação (Sólida, 2019). 
Para a construção da subestação será realizada campanha de sondagens, medição de 
resistividade elétrica e resistividade térmica do solo, a fim de fornecer informações adequadas 
sobre a condição do solo para a construção das edificações e demais equipamentos da 
subestação. As sondagens deverão ser realizadas conforme especificação do empreendedor 
(Sólida, 2019). 
2.4.2.11 Instalação da Linha de Transmissão 
Será realizada campanha de sondagens no solo no local afim de fornecer informações 
adequadas sobre as condições do solo no local de montagem das estruturas, seguindo as 
orientações da especificação técnica do empreendedor (Sólida, 2019). As principais etapas de 
construção da Linha de Transmissão estão listadas no Quadro 2-15. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 37 de 135 
 
Quadro 2-15 – Principais etapas da instalação da Linha de Transmissão 230 kV Itarema 4 –
Acaraú III 
# Etapa Descrição 
1 Aquisição de Materiais e 
Equipamentos, Contratação 
de Mão de Obra e 
Mobilização 
Item 2.4.2.1 deste Relatório. 
2 Abertura e adequação de 
acessos 
Item 2.4.2.3 deste Relatório 
3 Supressão de Vegetação e 
Corte Seletivo da Faixa de 
Servidão 
Será realizada a supressão de vegetação com corte raso 
na faixa de serviço da LT e áreas de torre, bem como 
praças de lançamento de cabos. Além disto, também será 
realizado o corte seletivo dos indivíduos arbóreos na 
faixa de servidão que representem risco ou perigo para a 
operação da linha de transmissão, ou que a poda seja 
insuficiente para permitir a instalação dos cabos. 
4 Locação das estruturas e 
execução das fundações 
A definição dos tipos de fundação depende do tipo de 
solo no qual as torres serão instaladas. As fundações das 
torres da LT 230 kV Itarema 4 –Acaraú III serão 
preferencialmente do tipo tubulões, por apresentar 
menor impacto nas áreas de instalação das torres, com 
menos movimentação de terra no local. 
5 Montagem das estruturas A montagem das estruturas metálicas das torres poderá 
ser realizada manualmente, peça a peça, ou com o auxílio 
de equipamentos do tipo guindaste, neste caso as torres 
são pré-montadas nas praças de montagem e 
posteriormente içadas, alinhadas e afixadas. 
6 Lançamento, nivelamento, 
tensionamento e 
grampeação dos cabos 
condutores 
Nas praças de lançamento de cabos são instalados os 
equipamentos Freio e Puller que funcionam de forma 
conjunta para realizar o lançamento dos cabos 
condutores e cabos para-raios, onde o Freio solta os 
cabos condutores e o Puller puxa os mesmos. Primeiro 
são lançados os cabos-guias que puxam os cabos 
condutores e cabos para-raios no início do lançamento 
de cabos. Após esta atividade são, então, instalados os 
acessórios de segurança e sinalização da Linha de 
Transmissão. 
7 Instalação do Sistema de 
Aterramento e 
seccionamento de cercas 
O aterramento das estruturas metálicas da linha de 
transmissão será realizado através dos cabos para-raios e 
as cercas na faixa de servidão também serão 
devidamente aterradas e seccionadas. 
8 Comissionamento e Testes 
pré-operacionais 
Item 2.4.2.12 deste Relatório. 
Fonte: Ecology, 2020 e Sólida, 2019. 
 
 
 
 Complexo Eólico Itarema – Fase 4 
Estudo de Impacto Ambiental 
 
Janeiro 2023 
Revisão 00 
Página 38 de 135 
 
2.4.2.12 Comissionamento e Testes pré-operacionais 
O comissionamento e a realização dos Testes Pré-operacionais

Mais conteúdos dessa disciplina