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PU
B
.
// PUB
26 DEZ. 2024 • SEMANÁRIO • ANO 78º • Nº 4089 • DIRETOR: NUNO FRANCISCO www.jornaldofundao.pt FUNDADO EM 1946 por ANTÓNIO PAULOURO 
/ / COVILHÃ
Vítor Pereira tira pelouros 
e vice-presidência a Serra dos Reis / P. 24
/ / COVA DA BEIRA
Centros de saúde com horários 
alargados a partir de janeiro / P. 5
// PUB
/ / GUARDA
/ / ECONOMIA
/ / SP. COVILHÃ
Sabugal vai 
ampliar parque 
industrial / P. 18
Direção avança 
com recolha 
de fundos / P. 24
Nove milhões 
para habitação 
social / P. 8
/ / MANTEIGAS
Orçamento 
municipal 
chumbado / P. 18
In
ês
 M
ig
ue
l
/ / PROJETO AVANÇA EM 2025
Santa Casa da Misericórdia do Fundão
vai criar mais uma unidade de cuidados continuados 
A nova valência social custará cerca de seis milhões de euros e funcionará num edifício contíguo ao que já existe na Quinta 
do Serrado. Serão dezenas de camas divididas por quatro serviços específi cos: Unidade de Dia e Promoção da Autonomia, 
Cuidados Paliativos de Menor Complexidade, Unidade de Cuidados de Longa Duração e Unidade de Convalescença / P. 6
Uma farda, os mesmos valores e uma missão que une culturas, povos e etnias. O JF foi conhecer mulheres e homens de diferentes origens que se juntaram 
aos bombeiros voluntários da região. Da Covilhã a Penamacor, uma viagem pelos diferentes mundos de pessoas que fazem do mundo um lugar melhor / P. 2 e 3
Com a farda que traduz uma missão universal
/ / REPORTAGEM
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO2 // PRIMEIRO PLANO
/ / BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS / De portas abertas para quem quer servir a população
No quartel 
a diferença 
não tem lugar
“Missão dada é missão cumprida.” É este o lema para estes homens
e mulheres que vestem a farda para salvar vidas. São exemplos de que 
não importa a cor da pele, a etnia ou nacionalidade. Dentro dos quartéis 
não há diferenças, mas sim união e dedicação em prol das populações
Inês Miguel
“Foi nesta escola de vo-
luntariado que valores 
como o humanismo, o 
respeito pelo outro, o respeito 
pelas regras, o espírito de equi-
pa, a liderança, entre outros, 
se evidenciaram com maior 
intensidade para mim”, refere 
Júlio Semedo, dos Bombeiros 
Voluntários da Covilhã.
Natural de Cidade Velha, em 
Cabo Verde, afi rma que tem um 
sentimento de pertença à famí-
lia que são os bombeiros volun-
tários e que isso o motiva a fi car 
e a contribuir para a diferença.
Tem 27 anos e chegou à Covilhã 
em 2019, para estudar Economia 
na Universidade da Beira Inte-
rior. “Vim para o desconhecido, 
pois não tinha a mínima noção 
onde ficava a cidade. De uma 
coisa é certa, não estou arre-
pendido de nenhuma decisão 
até hoje”, conta. 
Tem nove irmãos e uma gran-
de parte da família em Lisboa, 
para onde foi residir na altura da 
pandemia, uma vez que podia 
assistir às aulas “online”. Após 
regressar à cidade neve teve 
a preocupação de procurar 
trabalho e foi para uma empresa 
em Castelo Branco. A distância e 
os horários tornaram-se incom-
patíveis com a universidade. Por 
iniciativa própria e curiosidade 
foi inscrever-se nos bombeiros 
e foi promovido a bombeiro de 
terceira em junho de 2022. Co-
meçou logo por integrar o Dis-
positivo Especial de Combate 
a Incêndios Rurais (DECIR) e 
procurou, todos os dias, saber 
sempre um pouco mais.
A nacionalidade nunca foi um 
obstáculo para Júlio Semedo. 
“Nunca me senti discriminado 
por ser africano, antes pelo con-
trário. Todos me acolheram bem 
e hoje são como a família que eu 
não tenho aqui próxima. Aqui há 
lugar para toda a gente que te-
nha vontade de ingressar nesta 
tão nobre missão”, confessa. Em 
abril de 2023 entrou numa Equi-
pa de Intervenção Permanente. 
“Fazemos de tudo um pouco, 
desde incêndios, acidentes, 
emergências pré-hospitalares, 
inundações, resgates. Todos os 
dias são diferentes”, admite.
Desde criança que o barulho das 
sirenes enchem-no de adrena-
lina e com vontade de colocar 
mãos à obra. Hoje tem o dever 
de estar sempre em missão, 
mesmo quando está “à civil”. “Se 
ouvir a sirene a tocar, não penso 
duas vezes.”
O mais gratifi cante para Júlio Se-
medo é ser reconhecido pelas 
crianças quando visitam o quar-
tel, ou simplesmente acenam ao 
passar. “Gosto de explicar quais 
são as atividades que desenvol-
vemos e de qual é a diferença 
positiva que fazemos na vida 
das populações”, explica.
A ocorrência que mais o marcou 
foi o incêndio de 2022 na Serra 
da Estrela. “As pessoas estavam 
desesperadas, perderam os seus 
bens e animais e, ainda assim, 
mostravam-se disponíveis para 
nos doar águas e sandes”. 
Mais de 90% dos bombeiros 
portugueses são voluntários. 
Homens e mulheres que colo-
cam a vida em risco para com-
bater as chamas e ajudar os ou-
tros, sem pedir nada em troca.
Contudo, o trabalho dos bom-
beiros portugueses não se re-
sume a extinguir fogos. São so-
corristas, transportam doentes, 
atuam em situações de risco e 
até arrombam portas quando 
alguém se esquece da chave de 
casa.
Há dois anos que Jevânia Alves 
(mãe), Alexandre Gomes (pai) e 
Kawan Alves (fi lho) fazem parte 
dos Bombeiros Voluntários da 
Covilhã. Kawan Alves foi o res-
ponsável pela vinda dos pais do 
Brasil diretamente para a Covi-
lhã. “Ele veio para cá estudar 
e acabámos também por fi car, 
porque gostámos da cidade e 
arranjámos logo trabalho nos 
transportes da Transdev”, rela-
ta o casal.
Jevânia Alves é bombeira espe-
cialista na área de condução e 
manutenção de viaturas. É ao 
volante dos veículos pesados 
que a podemos encontrar den-
tro da corporação. “Destemida, 
dedicada e com garra”, diz ser 
feliz assim. “Quanto maior o 
desafio, mais vontade dá de o 
enfrentar”, aponta.
O filho, Kawan Alves, está no 
segundo ano de Ciências do 
Desporto e, sobre o facto de ser 
bombeiro voluntário, refere que 
“não há ninguém que tire essa 
sensação de missão cumprida”, 
até mesmo “quando a socieda-
de em geral se esquece que os 
bombeiros continuam ativos 
mesmo quando não há incên-
dios de verão ou inundações no 
inverno”.
Escolheram ser bombeiros por-
que, no Brasil, Alexandre Gomes 
já tinha contacto com as ambu-
lâncias militares. “Fomos tão 
bem recebidos na cidade que 
a escolha foi logo em entrar na 
missão de prestar ajuda comu-
nitária, com o sentimento de 
proteger vidas, propriedades e 
o meio ambiente.
“Foi muito engraçado fazermos 
a formação todos juntos e hoje 
vestirmos a mesma farda com 
orgulho uns dos outros. Para 
além de família de sangue, so-
mos também apoio e união. Os 
nossos colegas da corporação 
também ajudaram imenso nas 
aprendizagens. Só temos de lhes 
agradecer por toda a paciência 
“No desempenho 
desta missão, 
cada dia é um dia 
diferente e uma 
oportunidade para 
aprender, crescer e 
adquirir habilidades 
valiosas para a vida 
daqueles a quem 
se presta auxilio e a 
toda a comunidade”
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 PRIMEIRO PLANO \\ 3
Jevânia Alves, Alexandre Gomes e Kawan 
Alves fazem parte dos Bombeiros da Covilhã
que têm em explicar-nos as coi-
sas e por nos fazerem sentir em 
casa”, refere a família. 
Kawan Alves conta que já foi 
para os incêndios e também já 
fez emergências pré-hospitala-
res: “É sempre uma mistura de 
sensações, porque quando toca 
o telefone nunca sabemos o que 
nos espera até chegarmos perto 
das vítimas e as avaliarmos.”
Luís Marques, comandante dos 
Bombeiros Voluntários da Co-
vilhã, salienta que a corporação 
tem sempre as portas abertas a 
toda a gente. “Quem descobre 
que tem vontade de servir a po-
pulação através dos bombeiros 
é sempre bem-vindo, indepen-
dentemente de onde vem e da 
cor. Na Covilhã temos bombei-
ros oriundos de Cabo Verde, São 
Tomé e Príncipe e do Brasil. Esta 
é uma situação que tem vindo 
a aumentar, sobretudo pelas 
gerações mais novas. Cada dia 
é um dia diferente e uma opor-
tunidade para aprender, crescer 
meses, na equipa pré-hospita-
lar”, revela.
Se antes os pais não concor-
davam com a ida dele para os 
bombeiros, hoje não podiam 
estar mais que orgulhosos.
“Na realidade nunca imaginei 
ser bombeiro e a parte da saú-
deque o Município tem para os que moram
e para os que se querem fi xar no concelho”, refere António Luís Beites
Inês Miguel
A Câmara Municipal de Pe-
namacor, à semelhança 
do que fez em 2024, vai 
devolver, em 2025, 5% do IRS 
aos residentes no concelho.
“Já no ano passado liberámos os 
5%, tendo em atenção a condi-
ção socioeconómica dos nossos 
munícipes e do país. Este é mais 
um estímulo que damos a quem 
reside no concelho de Penama-
cor. O que fi zemos é para todos, 
com a noção de que esta devo-
lução em termos de percenta-
gem do IRS benefi cia quem tem 
os rendimentos mais elevados, 
mas fi zemos isto de forma trans-
versal, ou seja, para todos”, justi-
çou o presidente da Câmara, An-
tónio Beites, na reunião pública 
do executivo que se realizou dia 
20, em que a oposição não este-
ve presente. 
Este é mais um apoio, tal como 
de o Município proceder ao 
ajustamento da cobertura de 
custos, através do aumento de 
tarifário, enquanto no passado 
foi sempre pela efi ciência dos 
recursos”, sublinhou. No caso 
do saneamento, está convenci-
do que os investimentos feitos 
na zona central da vila e os que 
estão prestes a concluir na zona 
Este e Norte colocam as águas 
pluviais no sítio devido, deixan-
do de ser faturadas como águas 
residuais. “Queremos atingir os 
90% por via dos investimentos 
e não penalizarmos as tarifas”.
outras taxas que o executivo 
também tem no mínimo, como 
é o caso do IMI, mas também 
nas tarifas da água, saneamen-
to e resíduos.
Na reunião foi também aprova-
do, por unanimidade, o tarifário 
a praticar em 2025 para o abas-
tecimento de água, saneamento 
de águas residuais e gestão de 
serviços urbanos, que refl etem 
uma “atualização dos preços se-
gundo a infl ação, tendo um li-
geiro ajuste em alguns escalões”.
“O tarifário vai ser ajustado, li-
geiramente acima dos valores 
da infl ação, mas nada de rele-
vante, até porque no ano pas-
sado não o ajustámos”, refere 
António Beites, explicando que 
o concelho tem tarifas “muito 
simpáticas, bem diferentes de 
outros concelhos.”
O autarca disse que “pela pri-
meira vez a Entidade Regulado-
ra avança com a possibilidade 
In
ês
 M
ig
ue
l
/ / IDANHA-A-NOVA
Concentração em 
frente ao Centro
de Saúde
A Comissão de Utentes 
pela defesa dos serviços 
públicos no concelho de 
Idanha-a-Nova realizou, 
no sábado, uma concen-
tração em frente ao Cen-
tro de Saúde de Idanha-a-
-Nova, com a participação 
de cerca de 80 pessoas.
A ação teve o objetivo de 
fazer chegar à Unidade Lo-
cal de Saúde, ao Ministério 
da Saúde e ao Governo a 
necessidade de mais mé-
dicos no centro de saúde.
A concentração contou 
com as intervenções de 
João Fazendas, Graça 
Piçarra (membros da 
comissão de Utentes) e do 
presidente da Câmara Mu-
nicipal, Armindo Jacinto.
/ / VALHELHAS
ESPVAL inaugura 
nova sede
A ESPVAL - Associação 
Sport Vale do Zêzere, de 
Valhelhas, inaugurou, no 
dia 21, a nova sede, num 
edifício onde anterior-
mente funcionou o centro 
de dia e no qual, curio-
samente, nos anos 90, 
também esteve sediada a 
coletividade desportiva. 
O presidente da Câmara 
da Guarda, Sérgio Costa, e 
o presidente da Junta de 
Valhelhas, Hélder Sarai-
va, elogiaram o trabalho 
desenvolvido ao longo 
dos anos pela direção da 
associação, presidida por 
Gil Costa. Muitos sócios e 
simpatizantes ajudaram 
nos trabalhos durante os 
últimos meses e diversas 
entidades contribuíram 
com material. A Comu-
nidade Local dos Baldios 
de Valhelhas decidiu 
também, em assembleia 
de compartes, atribuir um 
apoio de dois mil euros.
Coleções de pintura 
patentes no museu
Está patente, até ao dia 31 de 
janeiro, no Museu Municipal de 
Penamacor, a exposição “Co-
leções de pintura de Joaquim 
Matos de Jesus e da Casa das 
Margaridas”.
Esta exposição congrega um 
total de 41 obras de arte de dois 
pintores distintos, unindo as 
terras de Soyo - Angola às pai-
sagens de Penamacor na Bei-
ra-Baixa. Nela, encontramos 
pinturas de Joaquim Mara e Joa-
quim de Jesus, respetivamente.
Pertencente às coleções da Casa 
das Margaridas, um alojamen-
to local situado na freguesia 
do Vale da Senhora da Póvoa, 
decorado com base num design 
inspirado na Art Deco, contam-
-se 16 obras de arte, réplicas de 
Amadeu de Souza-Cardoso, 
onde, entre elas, são apresen-
tadas as famosas pinturas dos 
“Galgos”, a procissão do “Corpus 
Christi”, “D. Quixote” e a “Menina 
dos Cravos”.
Por outro lado, do autor Joaquim 
de Jesus podem observar-se 25 
pinturas, entre as quais réplicas 
de Pablo Picasso, como o “Retra-
to de Dona Maar”, ou ainda ori-
ginais de paisagens e edifícios 
de matriz regional, como a Igreja 
da Misericórdia de Penamacor e 
a Igreja de Aldeia de João Pires.
/ / CULTURA / Exposição congrega 41 obras de arte
Tradições do Madeiro
a património imaterial
As tradições e costumes associa-
dos ao Madeiro no concelho de 
Penamacor foram candidatados 
pelo Município a património na-
cional imaterial e o presidente, 
António Beites, já pensa numa 
candidatura à UNESCO.
A documentação, que resultou 
do levantamento feito ao longo 
de anos, foi submetida este mês 
à Direção-Geral do Património 
Cultural e o presidente da Câ-
mara de Penamacor, António 
Beites, manifestou-se confi ante 
e espera ter uma resposta no pri-
meiro semestre de 2025. O au-
tarca ambiciona uma candida-
tura “mais arrojada” e perspetiva 
uma candidatura posterior a pa-
trimónio imaterial da UNESCO 
(Organização das Nações Unidas 
para a Educação, a Ciência e a 
Cultura). Acentuou o trabalho 
feito em todas as freguesias de 
levantamento “dos usos, costu-
mes, tradições, da gastronomia 
em torno da tradição do Ma-
deiro”, uma vez que há aspetos 
que têm nuances em cada lo-
calidade, e considerou o dossiê 
entregue muito abrangente e 
completo. António Beites disse 
estar otimista em relação a uma 
decisão favorável e referiu que 
esse selo pode abrir caminho 
para outras possibilidades.
/ / CANDIDATURA / UNESCO é o próximo passo
Na reunião pública foi também aprovado
o tarifário da água com “ligeira” subida
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 REGIONAL \\ 17
// PUB
/ / PROENÇA-A-NOVA / Identificar propriedades rústicas
Proprietários vão 
receber notifi cações
A Câmara Municipal de Proen-
ça-a-Nova alerta os munícipes 
proprietários titulares de pro-
priedades rústicas localizadas 
nas freguesias de Montes da Se-
nhora e São Pedro do Esteval, e 
que ainda não tenham feito 
a georreferenciação das suas 
propriedades, da possibilidade 
de receção de notifi cação com 
pedido de procedimento à geor-
referenciação dos seus terrenos, 
de forma gratuita, no âmbito do 
projeto do Balcão Único do Pré-
dio (BUPi).
As notifi cações serão enviadas 
diretamente pela eBUPi – Estru-
tura de Missão para a Expansão 
do Sistema de Informação Ca-
dastral Simplificado, chegan-
do até casa dos munícipes das 
freguesias assinaladas. Cada 
proprietário que seja titular de 
propriedades numa destas duas 
freguesias irá receber uma única 
notifi cação, independentemen-
te do número de matrizes das 
quais seja titular. 
Segundo a autarquia, ao receber 
a notifi cação, o munícipe pode-
rá contactar telefonicamente a 
Câmara, indicando o código 
individual que consta no docu-
mento (notifi cação), para obter 
mais informação e marcar o 
agendamento para a realização 
da georreferenciação. Este servi-
ço de identifi cação das proprie-
dades permanecerá gratuito até 
dezembro de 2025.
O atendimento BUPi em Proen-
ça-a-Nova funciona no Parque 
Urbano Comendador João Mar-
tins e realiza-se exclusivamen-
te mediante marcação prévia e 
obrigatória, de segunda a sex-
ta-feira, das 9 às 17 horas, pelo 
telefone 274 670 000 ou através 
do endereço de e-mail: bupi@
cm-proencanova.pt.
D
R
/ / OFICINA DE CINEMA / Envolveu alunos do secundário
Estudantes realizam 
curta-metragem 
Diversos alunos das turmas do 
ensino secundário do Agrupa-
mento de Escolas de Proença-
-a-Nova participaram, nos dias 
14, 15, 16 e 17, numa Oficina de 
Cinema - Produção e Realização 
- organizada por Lurdes Guter-
res (docente)e Teresa Beirão 
(cineasta), no âmbito do Plano 
Nacional de Cinema, numa ini-
ciativa que contou com o apoio 
da Câmara Municipal de Proen-
ça-a-Nova, integrado no projeto 
PIPSE - Plano Intermunicipal de 
Promoção do Sucesso Escolar.
Após uma primeira fase de pre-
paração teórica, os alunos foram 
agora desafi ados a experimentar 
termos e tarefas cinematográfi -
cos, a partir de workshops teóri-
co-práticos de guião, produção 
e realização, compondo as prin-
cipais áreas cinematográfi cas. 
As atividades desenvolvidas in-
cluíram a elaboração de guião, 
storyboard, shotlist, folha de pro-
dução, entre outras.
A ofi cina culminou na produção 
de uma curta-metragem escrita, 
realizada e produzida pelos pró-
prios alunos, a partir de uma his-
tória, também ela, elaborada por 
estes, tendo escolhido tratar as 
tradições e ofícios das suas ter-
ras, tornando as fi lmagens não 
só um momento educativo e pe-
dagógico, como também de va-
lorização do próprio concelho.
/ / V. VELHA DE RÓDÃO / Recolha seletiva de biorresíduos
Projeto alargado
a outras localidades
O Município de Vila Velha de Ró-
dão alargou o projeto de recolha 
seletiva de biorresíduos, inicia-
do em agosto de 2023 na sede 
do concelho, às localidades de 
Fratel, Sarnadas de Ródão e Pe-
rais, dando assim mais um passo 
na gestão de resíduos urbanos.
Os contentores de cor casta-
nha distribuídos nas sedes de 
freguesia são para deposição 
exclusiva de resíduos orgâni-
cos (biorresíduos), devendo ser 
colocados resíduos alimentares 
sólidos, dos quais se podem des-
tacar: Restos de legumes, cascas 
de fruta, carne, peixe, restos de 
comida, borras de café, saque-
tas de chá. De forma a garantir 
melhor higienização dos con-
tentores, aconselha-se o uso de 
saco para deposição dos resí-
duos alimentares. Os restantes 
resíduos, como o papel/cartão, 
plástico/metal ou vidro deverão 
ser depositados nos ecopontos 
disponíveis.
A autarquia espera alcançar 
uma redução de deposição de 
resíduos em aterro e um aumen-
to da participação da comunida-
de neste projeto. Este programa 
também serve como ferramenta 
de educação ambiental, no sen-
tido de consciencializar todos os 
munícipes sobre a importância 
da separação dos resíduos.
O RecolhaBio – Projeto de Re-
colha Seletiva de Biorresíduos 
resultou da apresentação de 
uma candidatura ao Fundo Am-
biental, através da Comunidade 
Intermunicipal da Beira Baixa, 
e representa um investimento 
total de 4.916,93 euros por parte 
da autarquia, com uma compar-
ticipação de 3.963,00 euros.
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO18 // REGIONAL
/ / SABUGAL / Intenção de aproveitar fundos comunitários
Orçamento de 31 
milhões de euros
Autarquia tenciona ampliar o parque 
industrial com mais 22 lotes
O orçamento da Câmara 
do Sabugal para 2025 é 
de 31 milhões de euros 
e foi aprovado por maioria no 
executivo, com a abstenção 
dos dois vereadores do PS. “É 
um orçamento de continuida-
de, com projetos que vêm de 
trás, e que baixou ligeiramente 
face ao ano anterior, fruto de 
alguma receita que cobrámos 
em 2024”, adiantou Vítor Proen-
ça, presidente da autarquia. “É 
muito focado no novo quadro 
comunitário de apoio e na ver-
ba que o Município tem alocada 
na Comunidade Intermunicipal, 
cerca de 7,5 milhões de euros, 
para que possamos lançar com 
brevidade as obras dos projetos 
que estão no plano”, referiu o au-
tarca social-democrata.
Para 2025, a Câmara do Sabu-
gal tenciona ampliar o parque 
industrial do Alto do Espinhal, 
com mais 22 lotes, e elaborar o 
projeto do Etnocentro, um mu-
seu vocacionado para “a emigra-
ção, o salto, o contrabando e a 
etnografi a”, que surgirá na zona 
da biblioteca municipal.
“No primeiro trimestre conta-
mos também lançar o concur-
so para a criação do Centro de 
Conhecimento, que resultará 
da requalifi cação da antiga es-
cola primária, um edifício em-
blemático do centro da cidade, 
onde serão lecionados cursos de 
formação de nível 4 e 5”, revelou 
Vítor Proença.
Outras prioridades para 2025 
são a construção de um ‘Smart 
Work Center’, no parque indus-
trial, continuar a regeneração 
urbana da sede do concelho e 
avançar com o projeto de um 
parque de eventos num terreno 
com cerca de 3,5 hectares adqui-
rido pelo Município no centro 
do Sabugal.
A Câmara destinou ainda cerca 
de 1,5 milhões de euros para a 
requalifi cação da rede viária do 
concelho e vai iniciar a renova-
ção das redes de abastecimento 
de água.
“Temos entre 40 a 50 por cento 
de perdas devido a ruturas, é 
preciso fazer um investimento 
muito forte nessa área, mas há 
fi nanciamento através da em-
presa intermunicipal APAL e da 
CIMBSE”, garantiu.
Vítor Cavaleiro, vereador inde-
pendente eleito pelo PS, justifi -
cou a abstenção referindo que o 
orçamento para 2025 “é populis-
ta e demagógico”, porque “são 
apresentadas obras de remedia-
ção que vêm do passado e que 
se pretendem concluir prema-
turamente nos primeiros nove 
meses de 2025, sem a garantia 
de serem concluídas”. Além 
disso, “não difere dos anterio-
res, marcado por poucos proje-
tos relevantes, nomeadamente 
cofi nanciados pelos fundos eu-
ropeus”, considerou, declarando 
que este orçamento “condiciona 
por completo o desenvolvimen-
to económico e social do muni-
cípio”. “Não apresenta uma me-
dida com uma proposta de um 
projeto estruturante”, concluiu.
Município destinou cerca de 1,5 milhões
de euros na requalifi cação da rede viária
D
R
/ / AÇÃO DA GNR
Mulher de 40 anos 
detida na Sertã
Uma mulher de 40 anos 
foi detida no dia 19, na 
Sertã, por venda de mate-
rial de jogo ilegal e artigos 
contrafeitos.
No âmbito de uma ação 
de fi scalização a estabe-
lecimentos comerciais, 
os militares da GNR 
constataram que, num 
dos estabelecimentos 
se encontrava exposto 
diverso material utiliza-
do em jogos de fortuna 
ou azar, que estava a ser 
comercializado de forma 
ilegal, bem como vários 
artigos de vestuário. A 
ação culminou na deten-
ção de uma mulher e na 
apreensão de 12 caixas de 
cartão de jogo, diversos 
conjuntos de equipamen-
tos desportivos contrafei-
tos e artigos de moda.
/ / DOAÇÃO
Vila de Rei vai 
receber a 44.ª 
colheita de sangue 
O Município de Vila de 
Rei e o Centro de Sangue 
e da Transplantação de 
Coimbra vão organizar, 
no dia 22 de janeiro, a 44.ª 
Colheita de Sangue. A 
iniciativa terá lugar entre 
as 15 e as 19 horas, no Au-
ditório Municipal.
/ / ALDEIA NATAL
Cabeça com 
atividades até ao 
primeiro dia do ano
Não faltam atividades 
natalícias em Cabeça, 
no concelho de Seia. No 
dia 29 realiza-se um trail 
e uma ofi cina de brin-
quedos tradicionais em 
madeira. Está prevista 
uma sessão infantil “Jogos 
Mágicos” com o Elfo 
Visitante e uma ofi cina 
“Feltragem a Seco” com 
Hanna Buyarska. No dia 
31, às 22 horas, começa a 
festa da passagem de ano. 
No dia 1, às 15 e 30, há uma 
“Roda de Samba” com o 
grupo Beira do Samba.
/ / BELMONTE / Votos a favor do PS e abstenção da oposição
Assembleia viabiliza 
opções para 2025
Como se esperava, a maioria 
socialista na Assembleia Muni-
cipal (AM) de Belmonte apro-
vou os documentos levados a 
votação na sessão de dia 19 de 
dezembro, com destaque para 
o “maior orçamento de sempre, 
de 25 milhões de euros” e um 
empréstimo de 930 mil euros 
para o arranjo das estradas.
O orçamento contou com os 
votos favoráveis do PS e a abs-
tenção do PSD e da CDU. Tiago 
Gaspar (PSD) mostrou preocu-
pação com a entrada de 55 no-
vos funcionários nos quadros 
da autarquia, que “terá impacto 
significativo nas despesas” e 
poderá criar em breve uma es-
trutura administrativa “inchada 
e onerosa”. 
Rosa Coutinho (CDU) destacou 
o crescimento do orçamento, 
mas alertou para a necessidade 
de o executar: “Nunca em tão 
pouco tempo se pretendeu fa-
zer tanto.”
Por seu turno, Luís António Al-
meida (PS) considerou que o or-
çamento tem foco na criação de 
condições para o crescimento 
económico e demográfi co”.
Em relação ao empréstimo de 
930 mil euros (para amortizar 
em 20 anos), a aprovação foi 
viabilizada com 11 votos favorá-
veis (PSe CDU) e a abstenção do 
PSD, que, pela voz de António 
Marques, criticou a estratégia. 
“Este empréstimo queima no-
vamente a margem de endivida-
mento, que devia ser guardada 
para a componente própria de 
futuras candidaturas”, afi rmou 
o eleito social-democrata, sub-
linhando a necessidade de, 
pelo menos, se aproveitar o di-
nheiro para desta vez “colocar 
na variante de Belmonte uma 
ciclovia/pedovia“.
O presidente da Câmara realçou 
“a necessidade de arranjar as es-
tradas”, mas reafi rmou que ain-
da não desistiu de “reclamar as 
verbas junto da Infraestruturas 
de Portugal”.
Na AM foram também apro-
vados o plano e orçamento da 
Empresa Municipal (bem como 
a minuta do contrato programa 
com a mesma entidade), um 
empréstimo anual de curto pra-
zo de 500 mil euros e o mapa do 
pessoal para 2025. Filipe Sanches
/ / MANTEIGAS / Assembleia Municipal
Orçamento travado
A Assembleia Municipal de 
Manteigas reprovou, pela pri-
meira vez desde que há registo, 
o Plano e Orçamento da Câmara 
Municipal, na sessão realizada 
no dia 20 de dezembro.
O documento, que tinha sido 
viabilizado no executivo lide-
rado pelo movimento inde-
pendente Manteigas 2030, foi 
agora travado, numa votação 
extremamente apertada e que 
foi decidida pelo voto de qua-
lidade do presidente da AM, o 
social-democrata José Manuel 
Cardoso.
A sessão da AM teve vários mo-
mentos quentes, com acusações 
mútuas de “falta de democra-
cia”, lançadas por alguns eleitos 
municipais e pelo presidente da 
Câmara, Flávio Massano.
O PSD, nas suas intervenções, 
acusou o executivo de anunciar 
obras e de não as fazer desde o 
início do mandato. O PS criticou 
igualmente a taxa de execução 
muito baixa.
Flávio Massano reconheceu as 
difi culdades para lançar alguns 
dos projetos, mas acusou o PSD 
de mentir e destacou muitas 
obras realizadas e outras já lan-
çadas e preparadas para 2025, 
sublinhando as ideias válidas do 
orçamento.
Na votação registou-se um em-
pate: sete votos a favor, cinco 
abstenções e sete votos contra 
(seis do PSD e um do PS). Entre 
os votos contra esteve o voto 
de José Manuel Cardoso (PSD), 
que, como presidente da AM, 
ficou com a responsabilidade 
de desempatar. Podia alterar o 
sentido de voto, mas decidiu 
mantê-lo, inviabilizando o Or-
çamento para 2025.
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 Futebol, Atletismo e outras modalidades DESPORTOS \\ 19
/ / FUTSAL / Taça de Portugal
Desportiva e Ladoeiro 
avançam para os oitavos
Vitórias fora de portas mantêm emblemas beirões numa prova
em que já têm algum historial. Fundanenses conquistaram-na em 2014
Filipe Sanches
A Desportiva do Fundão e 
o Ladoeiro venceram, no 
último fi m de semana, os 
seus encontros da quarta eli-
minatória e apuraram-se para 
os oitavos-de-final da Taça de 
Portugal em futsal, competi-
ção onde já têm um historial a 
defender.
No domingo, os fundanenses 
(que jogam na Liga Placard, es-
calão máximo nacional) foram 
surpreendidos na primeira par-
te pelo CS São João (clube da II 
Divisão Nacional), que saiu para 
o intervalo na frente do marca-
dor (3-1). Contudo, no segundo 
tempo os comandados de Nuno 
Couto puxaram dos “galões”, 
ultrapassaram o “susto” e mar-
caram seis golos, acabando por 
construir um triunfo tranquilo 
quando conquistou a competi-
ção numa época “monstruosa”, 
sob comando de Joel Rocha. Na 
fi nal, em Oliveira de Azeméis, os 
fundanenses levaram a melhor 
sobre o Benfi ca (7-6). Nesse ano 
chegariam também à final do 
“playoff ” do campeonato, per-
dendo para o Sporting.
O Ladoeiro já tem 13 presenças 
na prova e brilhou em 2020, 
chegando à “final eight”, ven-
dendo muito cara a eliminação 
aos pés do Sp. Braga (2-3).
(3-7). O pivô brasileiro Samuel 
Freire assinou um hat-trick, 
o seu compatriota Peléh bi-
sou, enquanto o capitão Mário 
Freitas e o guarda-redes Obina 
(também brasileiro) fecharam 
a contabilidade.
Quanto ao Ladoeiro (que atua II 
Divisão Nacional), foi ganhar de 
forma suada (5-6) ao reduto do 
Valpaços (III Divisão Nacional). 
Os covilhanenses, liderados por 
Dário Gaspar, estiveram sempre 
na frente do marcador. Mateus 
Souza bisou e os outros golos 
foram apontados por Oseias Jú-
nior, Guilherme Duarte, Rafael 
Semedo e David Gomes.
História para defender
A Desportiva do Fundão tem 
palmarés na Taça de Portugal 
de futsal, destacando-se natu-
ralmente a época 2013-2014, 
D
R
 Samuel Freire assinou um hat-trick
na vitória de domingo em Coimbra
9.ª JORNADA
AD Fundão 6 3 F. Zêzere
Torreense 4 2 Lus. Açores
Eléctrico 0 7 Sporting
Caxinas 2 5 SC Braga
Leões P. Salvo 4 1 Qta Lombos
Benfi ca 10 0 D. Sanjoanense
PRÓXIMA: Ferreira do Zêzere - Leões Porto 
Salvo, Sporting - ADCR Caxinas Poça Barca 
(3 jan), Lusitânia dos Açores - Eléctrico, 
Dínamo Sanjoanense - AD Fundão, SC Braga 
- Benfi ca (4 jan) e Torreense - Quinta dos 
Lombos (6 jan)
 CLASSIFICAÇÃO
LIGA
PLACARD FUTSAL
P J V E D DG
Benfi ca 25 9 8 1 0 +39
Sporting 25 9 8 1 0 +38
SC Braga 18 8 6 0 2 +10
Leões P. Salvo 17 9 5 2 2 +10
AD Fundão 15 9 5 0 4 -3
Qta Lombos 11 9 3 2 4 -7
Torreense 10 9 3 1 5 -14
Eléctrico 9 8 3 0 5 -15
Caxinas 7 8 2 1 5 -5
Lus. Açores 5 8 1 2 5 -14
D.Sanjoanense 5 9 1 2 6 -24
F. Zêzere 3 9 1 0 8 -15
13.ª JORNADA
Vila Cortez 0 0 SC Celoricense
CD Gouveia 4 0 Sp. Mêda
SC Sabugal 5 1 Paços da Serra
Trancoso 1 1 AD São Romão
Aguiar da Beira 2 1 GD Foz Côa
Vilanovenses 5 0 Figueirense
Manteigas 1 2 F. Algodres
PRÓXIMA: Figueirense - Paços da Serra, 
Aguiar da Beira - Sp. Mêda, Manteigas - AD 
São Romão, Vilanovenses - F. Algodres, Vila 
Cortez - Foz Côa, Gouveia - SC Sabugal, 
Trancoso -Celoricense (12 jan)
 CLASSIFICAÇÃO
 GUARDA
P J V E D DG
CD Gouveia 31 12 10 1 1 +31
SC Celoricense 24 13 7 3 3 +15
GD Foz Côa 23 13 7 2 4 +6
Vilanovenses 22 13 6 4 3 +11
Figueirense 22 13 7 1 5 -5
F. Algodres 21 11 6 3 2 +14
SC Sabugal 20 13 5 5 3 +4
Vila Cortez 19 13 5 4 4 +6
Aguiar da Beira 15 13 4 3 6 -4
Trancoso 15 13 4 3 6 -9
AD São Romão 11 12 2 5 5 -6
Sp. Mêda 11 13 2 5 6 -13
Manteigas 7 13 2 1 10 -14
Paços Serra 6 13 2 0 11 -36
P J V E D G
Sporting 37 15 12 1 2 +33
FC Porto 37 15 12 1 2 +27
Benfi ca 35 14 11 2 1 +26
SC Braga 28 15 8 4 3 +11
Santa Clara 27 15 9 0 6 +1
Vitória SC 22 14 6 4 4 +4
Casa Pia AC 20 15 5 5 5 -2
Moreirense 20 15 6 2 7 -3
Famalicão 19 15 4 7 4 +1
Gil Vicente 17 15 4 5 6 -7
Rio Ave 16 14 4 4 6 -10
Estoril Praia 14 14 3 5 6 -9
AFS 13 15 2 7 6 -11
Est. Amadora 12 14 3 3 8 -12
Nacional 12 14 3 3 8 -11
Farense 12 15 3 3 9 -12
Boavista 12 15 2 6 7 -9
FC Arouca 11 15 3 2 10 -17
15.ª JORNADA
Casa Pia AC 3 1 FC Arouca
FC Famalicão 1 2 Farense
Boavista 0 0 AFS
Moreirense 0 3 FC Porto
Santa Clara 0 2 SC Braga
Gil Vicente 0 0 Sporting
Benfi ca - - Estoril Praia
Vitória SC - - Nacional
Est. Amadora - - Rio Ave
PRÓXIMA JORNADA: FC Arouca - Gil Vicente 
(27 dez), AFS - Est. Amadora, Estoril Praia 
- Moreirense, FC Porto - Boavista (28 dez), 
Rio Ave - Nacional, Farense - Vitória SC, SC 
Braga - Casa Pia AC, Sporting - Benfi ca (29 
dez), FC Famalicão - Santa Clara (30 dez)
Nota: Classifi cação com jogos realizados só 
até domingo, dia de fecho desta edição
 CLASSIFICAÇÃO
 LIGA 1
SÉRIE C
12.ª JORNADA
Benf. C. Branco 0 0 União 1919
Peniche 2 2 Marinhense
Alcains 0 0 Sertanense
Marialvas 1 1 FC Alverca B
Arronches 0 0 CD Fátima
Mortágua FC 1 2 Pêro Pinheiro
Sp. Pombal 0 0 O Elvas
PRÓXIMA JORNADA: União 1919 - Peniche, 
Marinhense - Sp. Pombal, Sertanense - 
Benf. Castelo Branco, FC Alverca B - Alcains, 
CD Fátima - Mortágua, Pêro Pinheiro - 
Marialvas, O Elvas - Arronches e Benfi ca 
(5 jan)
 C. PORTUGAL
P J V E D G
O Elvas 29 12 9 2 1 +12
Arronches 23 12 6 5 1 +6
Peniche 23 12 7 2 3 +7
CD Fátima 17 12 4 5 3 +3
Mortágua FC 17 12 4 5 3 -2
Marialvas 16 12 4 4 4 +2
FC Alverca B 16 12 4 4 4 -2
Marinhense 15 12 3 6 3 -1
BC Branco 14 12 3 5 4 +1
Sp. Pombal 13 12 3 4 5 -3
União 1919 13 12 3 4 5 -7
Alcains 13 12 3 4 5 -2
P. Pinheiro 8 12 2 2 8 -8
Sertanense 7 12 1 4 7 -6
 CLASSIFICAÇÃO
14.ª JORNADA- SÉRIE B
Belenenses 2 2 SC Covilhã
Lus. Açores 0 1 Atlético CP
1º Dezembro 2 0 liv. Hospital
Caldas SC 0 3 U. Santarém
Académica 0 0 Sporting B 
PRÓXIMA JORNADA: SC Covilhã - Lusitânia 
dos Açores (4 jan), Atlético - Académica de 
Coimbra, Oliveira do Hospital - Belenenses, 
União de Santarém - 1.º Dezembro e 
Sporting B - Caldas (5 jan)
 LIGA 3
P J V E D G
Atlético CP 25 14 8 1 5 +8
1º Dezembro 24 14 6 6 2 +8
Académica 23 14 6 5 3 +7
Belenenses 22 14 5 7 2 +3
Caldas SC 20 14 6 2 6 -3
U. Santarém 18 14 5 3 6 +2
Sporting B 18 14 4 6 4 -4
SC Covilhã 15 14 4 3 7 -6
Oliv. Hospital 14 14 3 5 6 -2
Lus. Açores 10 14 2 4 8 -13
 CLASSIFICAÇÃO
LIGA IMOTROFÉU
13.ª JORNADA
Ág. Moradal 3 1 V. V. Ródão
Proença 7 1 Belmonte
V. Sernache 2 0 Pedrógão
Idanhense - - Ac. Fundão
Folgou a Atalaia
PRÓXIMA JORNADA: Ac. Fundão - Vitória 
de Sernache (0-3), Vila Velha de Ródão - 
Idanhense, Atalaia do Campo - Águias do 
Moradal, Pedrógão de São Pedro - Proença-
a-Nova (5 jan). Folga o Belmonte
 C. BRANCO
P J V E D G
Vit. Sernache 36 12 12 0 0 +32
Ág. Moradal 24 12 7 3 2 +10
Ac. Fundão 21 12 6 3 3 +10
Pedrógão 20 12 6 2 4 +11
Idanhense 18 11 6 0 5 +10
Atalaia 15 11 4 3 4 +2
Proença 8 11 2 2 7 -7
Vila V. Ródão 4 11 1 1 9 -27
Belmonte 2 12 0 2 10 -41
 CLASSIFICAÇÃO
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO20 // AGENDA
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 Tm.:963232608
Tm. FRANCE: 0623258931
Qtª de Baixo – 6300-050
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Tm: 969050391
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para todo o país e estrangeiro.
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(00351) 969096408
275662083
Besançon - FRANÇA
(0033) 0688088248 - 0381531803
TÁXIS VALVERDE
De Paulo Gonçalves
9 lugares
Serviço para todo o país e estrangeiro
Tel: 925907444
Tlf: 275752277
6230-804 Valverde/Fundão
taxisvalverde@sapo.pt
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liberais
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 AGENDA \\ 21
C O V I L H Ã
José Carrilho Abreu
Missa 8.º Aniversário
Sua esposa, fi lhas e netos, recordam 
com profunda saudade o seu ente querido.
Participam que será celebrada missa em sufrágio, por sua 
alma, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Freguesia de 
São Martinho, junto à UBI na Covilhã), no domingo, 29 de 
dezembro de 2024, às 11.15 horas. Antecipadamente agradecem 
a sua assistência nesta Eucaristia.
26 dezembro 2016 * 26 dezembro 2024
ALVOCO DAS VÁRZEAS
COVILHÃ
Seus fi lhos João António Gama Tavares e Carlos Al-
berto Gama Tavares, noras, netos, sobrinhos, demais 
família e pessoas das suas relações e amizade recor-
dam com saudade os seus tão queridos entes sempre 
presentes nos seus corações.
Comunicamos que será celebrada missa por suas 
almas dia 28 de dezembro de 2024 (sábado), às 17 
horas na Covilhã - Igreja da Santíssima Trindade.
A todos o nosso bem-haja.
S. VICENTE DA BEIRA
COVILHÃ
Maria José 
Cardoso Gama 
Tavares
António 
Domingos 
Tavares
N:14/02/1931 • F:28/12/2007 N:17/09/1926 • F:28/04/2019
RIBEIRA D’EIRAS / FUNDÃO
Ramiro Martins 
Esteves
N: 06/01/1961 • F: 03/01/2023
Missa de 2.º Ano
Falecido há dois anos, será 
realizada missa em sua 
memória, no Fundão, dia 2 de 
Janeiro pelas 19.15 horas na 
Igreja Matriz do Fundão.
Será sempre relembrado com 
eterna saudade.
A esposa, Conceição Geraldes 
da Silva, irmãos, cunhados e 
sobrinhos agradecem a quem 
quiser comparecer.
Bem hajam.
Deseja Boas Festas a todos 
os clientes, amigos e fornecedores
ZONA INDUSTRIAL DO FUNDÃO, LOTE 103,
TLM: 965 862 211/13
Para encomendar fl ores
TELM: 962 766 523
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Assine o Jornal do Fundão
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 25 JAN. 2024 • SEMANÁRIO • ANO 78º • Nº 4041 • € 1,00 • DIRETOR: NUNO FRANCISCO
www.jornaldofundao.pt
 FUNDADO EM 1946 por ANTÓNIO PAULOURO 
/ / JOSÉ JOÃO BRUM
Entrevista com o juiz 
do Julgado de Paz de Belmonte / P. 10 e 11
/ / CASTELO BRANCO 
Concelho vai ter 149 casas 
com rendas acessíveis / P. 14
VINHOS | ENOTURISMO
Carvalhal Formoso | info@quintadostermos.pt 
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E já lá vão 78 anos! Esta é uma edição especial sobre uma travessia do tempo 
inspirada pelo primeiro editorial assinado por António Paulouro. Foi esse
 “Rumo” que orientou esta extraordinária aventura, feita na companhia 
de milhares de leitores que deram uma projeção ímpar a este semanário 
No próximo sábado, dia de aniversário do JF, serão distinguidas, no Fundão, várias 
personalidades e instituições, naquela que será a primeira edição dos “Prémios 
Jornal do Fundão”. Neste jornal, com 48 páginas, damos ainda a palavra a novos 
assinantes que, da Cova da Beira aos EUA, quiseram entrar em 2024 ligados ao JF 78 anos78 anosJornal do Fundão
Jornal do Fundão
NECROLOGIA \\
O Jornal do Fundão 
apresenta
sentidas 
condolências
às famílias 
enlutadas
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MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
GUARDA NACIONAL REPUBLICANA
COMANDO TERRITORIAL DE CASTELO BRANCO
SECÇÃO DE RECURSOS LOGÍSTICOS E FINANCEIROS
ANÚNCIO
CONSULTA AO MERCADO PARA ARRENDAMENTO 
DE UM IMÓVEL DESTINADO A CASA DE FUNÇÃO DO 
COMANDANTE DO POSTO TERRITORIAL DE ALPEDRINHA
Anúncio de consulta ao mercado a que se refere o artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 280/2007, 
de 7 de agosto
1. IDENTIFICAÇÃO E CONTACTO DO SERVIÇO PÚBLICO INTERESSADO NO ARREN-
DAMENTO
Designação: Guarda Nacional Republicana. NIF: 600008878. Serviço/Órgão/
Pessoa de contacto: Comando Territorial de Castelo Branco - Secção de Re-
cursos Logísticos e Financeiros. Endereço: Av. Cidade de Zhuhai. Código postal: 
6000-077 Castelo Branco. Localidade: Castelo Branco. Telefone: 272340900. 
Fax: 272340908. Endereço Eletrónico: ct.ctb.srlf@gnr.pt.
2. OBJECTO DA CONSULTA AO MERCADO IMOBILIÁRIO
Descrição sucinta do fi m a que se destina a consulta: Arrendamento de edifício/
fração destinado à instalação e ao funcionamento de serviços públicos, nomea-
damente para casa de função do Comandante do Posto Territorial de Alpedrinha. 
Categoria e descrição dos imóveis pretendidos, características e localização: 
Imóvel de tipologia T1 ou superior (máximo até T2), sito em Alpedrinha ou ar-
redores, num raio de cerca de 5 km, com cozinha equipada e restantes divisões 
preferencialmente mobiladas. Tipo de Contrato: Arrendamento.
3. LOCAL E MODO DA ENTREGA DAS PROPOSTAS
As propostas devem ser apresentadas em carta fechada nos serviços e morada 
indicados em 1.
4. ELEMENTOS QUE DEVEM SER INDICADOS NAS PROPOSTAS E OS DOCUMEN-
TOS QUE AS INSTRUEM
Descrição dos imóveis; Valor da renda mensal; Fotografi as; Planta da localização; 
Planta do Imóvel; Declaração de não divida do arrendatário perante as Finanças 
e à Segurança Social; Cópia da Caderneta Predial, Cópia da Certidão Permanente; 
Áreas em m2; Ano de construção; Cópia do alvará da licença de utilização; Cópia 
do certifi cado de desempenho energético e da qualidade do ar interior.
Será proposto para arrendamento o imóvel, que apresentar melhor rácio preço/
condições e área/localização do mesmo.
5. DATA LIMITE DE APRESENTACÃO DAS PROPOSTAS
Até às 17h00, do 10.º dia útil a contar do dia seguinte ao da publicação.
6. PRAZO DURANTE O QUAL OS INTERESSADOS SÃO OBRIGADOS A MANTER AS 
SUAS PROPOSTAS
66 dias.
7. DESIGNAÇÃO E ENDEREÇO DA ENTIDADE A QUEM DEVEM SER ENTREGUES 
AS CANDIDATURAS
Comando Territorial da GNR de Castelo Branco 
Secção de Recursos Logísticos e Financeiros
Av. Cidade de Zhuhai 
6000-077 Castelo Branco 
8. IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR DO ANÚNCIO
Coronel Luís Patrício, Comandante de Unidade.
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO22 //IMOBILIÁRIO
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quartos, 4 wc, lanvad, arrumos, 
terreno c/ 9,600m2, garagem, 
barbecue e forno, arrumos, 
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árvores fruto, água poço, ane-
xos p/ animais. CE: E Funda-
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pisos. R/C: coz equip e lareira, 
sala, 2 quartos, 1 wc. Cave: co-
zinha, 1 wc, arrumos. Peq. quin-
tal c/ 1 anexo pedra p/ arrumos, 
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Escadas do Quebra Costas nº2 6200-170 Covilhã
Email: fotoacademica@hotmail.com
FILIPE PINTO
Júlio e Maria Marques, 
o dia 28 de dezembro 
1974 é uma data muito 
especial, por isso gos-
taríamos de expressar 
nossos mais sinceros 
votos de gratidão a 
vocês. Olhando para 
o passado vemos que 
as difi culdades foram 
superadas, as lutas 
foram vencidas, e 
essa é a prova da de-
monstração constante do amor, carinho e perseverança. Foi preciso 
muita coragem para enfrentar todas as surpresas que a vida apresen-
tou nesse caminho percorrido até hoje.
Esta família grande e feliz é refl exo disso. Somos eternamente gratos 
por vocês terem dito sim um ao outro, há 50 anos. Gratos, por todos 
os dias que vocês juntos, fi zeram escolhas que nos trouxeram até o 
momento que vivemos em família hoje!
Parabéns mãe e pai! Vocês são um casal maravilhoso, excelentes pais 
e avós extraordinários!
Com amor,
O fi lho Sergio com Susanne, Marco, Simon e David
A fi lha Patrícia com Marco, Onna e Leontina
Bodas de Ouro: 50 anos de casamento
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Festas Felizes
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JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 ALMANAQUESaber para todos \\ 23
/ / FARMÁCIAS
CASTELO BRANCO 
N. Álvares 272 341 445
Reis 272 325 991
L. Mendes 272 346 132
Salavessa 272 322 458
R. Santos 272 949 358
Progresso 272 346 357
Grave 272 344 542
S. VICENTE DA BEIRA 272 487 648
COVILHÃ 
Covilhã 275 322 325
S. Cosme 275 331 463
Covilhã 275 322 325
Covilhã 275 322 325
Crespo 275 310 100
Sant’ana 275 313 050
Mendes 275 322 249
 
TORTOSENDO 
Moderna 275 951 100
Popular 275 951 155
M. PANASQUEIRA 275 657 194
UNHAIS DA SERRA 275 971 122
TEIXOSO 275 921 133
CORTES DO MEIO 275 971 874
FUNDÃO
S. Padez 275 773 082
ALPEDRINHA 275 567 161
V. DE PRAZERES 275 56 7 323
 961 323 838
SILVARES 275 662 350
GUARDA
Teixeira 271 211 110
Moderna 271 239 314
Tavares 271 225 668
Estação 271 224 373
Av. Mileu 271 212 337
Sé 271 223 202
Misericórdia 271 212 130
PENAMACOR 
Melo 277 390 080
BELMONTE
F. Costa 275 911 141
IDANHA-A-NOVA
F. Andrade 277 202 134
SABUGAL 
Central 271 750 070
L. Moreira 271 751 000
S. Miguel 271 585 182
Central 271 750 070
L. Moreira 271 751 000
S. Miguel 271 585 182
Central 271 750 070
PROENÇA-A-NOVA
F. Roda 274 672 663
5.ª feira
6.ª feira
sábado
domingo
2.ª feira
3.ª feira
4.ª feira
5.ª feira
6.ª feira
sábado
domingo
2.ª feira
3.ª feira
4.ª feira
5.ª feira
6.ª feira
sábado
domingo
2.ª feira
3.ª feira
4.ª feira
/ / BOMBEIROS
FUNDÃO 275 772 700
275 772 777
Silvares 275 662 231
Três Povos 275 931 365
Soalheira 272 419 740
COVILHÃ 275 310 310
CASTELO BRANCO 272 342 122
IDANHA-A-NOVA 277 202 456
PENAMACOR 277 394 122
OLEIROS 272 680 170
V. VELHA DE RÓDÃO 272 541 022
PROENÇA-A-NOVA 274 671 444
SERTÃ 274 603 528
GUARDA 271 222 115
MANTEIGAS 275 982 333
BELMONTE 275 910 090
SABUGAL 271 753 415
FIGUEIRA C. RODRIGO 271 312 405 
GUARDA 271 222 115
ALMEIDA 271 574 222
CELORICO DA BEIRA 271 742 423
GOUVEIA 238 492 138
/ / GNR
FUNDÃO 275 759 030
Fundão (Comércio Seguro) 961 040 818
Alpedrinha 275 567 102
Silvares 275 662 435
COVILHÃ 275 320 660
CASTELO BRANCO 272 340 900
PENAMACOR 277 394 274
IDANHA-A-NOVA 277 200 050
PROENÇA-A-NOVA 274 672 667
SERTÃ 274 603 560
VILA DE REI 274 898 179
OLEIROS 272 682 311
VILA V. DE RÓDÃO 272 544 121
MANTEIGAS 275 981 559
BELMONTE 275 910 020
SABUGAL 271 752 122
VILAR FORMOSO 271 512 157
GUARDA 271 210 630
ALMEIDA 271 574 165
CELORICO DA BEIRA 271 749 020
FIGUEIRA C. RODRIGO 271 319 060
FORNOS DE ALGODRES 271 149 285
GOUVEIA 238 490 700
/ / PSP / PJ
COVILHÃ 275 038 900
CASTELO BRANCO 272 340 622
GUARDA 271 222 022
GOUVEIA 238 490 290
Polícia Judiciária 271 216 600
/ / TRANSPORTES
CAMINHOS DE FERRO PORTUGUESES
Informações 707 210 220
FUNDÃO 
Rodoviária 275 752 142
Auto Transportes 275 750 100
Táxis 275 752 707
COVILHÃ
Central Camionagem 275 313 506
Táxis 275 323 653
CASTELO BRANCO
Terminal Rodoviário 272 320 997
Guarda
Centro Coordenador 
Transportes 271 221 515
Rede Expressos 217 524 524
Transdev 225 100 100
/ / SERVIÇOS
E-REDES 808 100 100
 218 100 100
E-REDES Avarias 800 506 506
E-REDES Leituras 800 507 507
FUNDÃO 
Aquália – Piquete águas 933 523 645
COVILHÃ 
S. Municipalizados 275 310 810
CASTELO BRANCO 
S. Municipalizados 272 340 500
PENAMACOR C.M 277 394 107
IDANHA-A-NOVA C.M. 277 200 570
PROENÇA-A-NOVA C.M. 274 670 000
BELMONTE C.M. 275 910 010
GUARDA C.M. 271 220 200
112
NÚMERO 
NACIONAL DE 
EMERGÊNCIA
(chamada para rede fi xa nacional)
117
PROTEÇÃO À 
FLORESTA
(chamada para rede fi xa nacional)
800 203 531
LINHA DO 
CIDADÃO 
IDOSO
(chamada para rede fi xa nacional)
808 242 424
LINHA
SAÚDE 24
(chamada para rede fi xa nacional)
QUI. 26 DEZ
 14°
 4°
SEX. 27 DEZ
 13°
 4°
SÁB. 28 DEZ
 12°
 3°
DOM. 29 DEZ
 12°
 2°
SEG. 30 DEZ
 12°
 2°
TER. 31 DEZ
 11°
 2°
QUA. 1 JAN
 11°
 2°
/ / HOSPITAIS
FUNDÃO 275 330 000
COVA DA BEIRA 275 330 000
CASTELO BRANCO 272 000 272
VILA V. DE RÓDÃO 272 541 033 
GUARDA 271 200 200
CRUZ VERMELHA PORTUGUESA 
Deleg.do Fundão 275 772 247
/ / CENTROS DE SAÚDE
FUNDÃO 275 750 540
COVILHÃ 275 320 650
CASTELO BRANCO 
 S. Tiago 272 340 290
S. Miguel 272 339 371
PENAMACOR 277 390 020
IDANHA-A-NOVA 277 200 210
OLEIROS 272 680 160
PROENÇA-A-NOVA 274 670 040
SERTÃ 274 600 800
VILA DE REI 274 890 190 
GUARDA 271 200 800
271 200 803
BELMONTE 275 910 030 
SABUGAL 271 753 318 
MANTEIGAS 275 980 100
ALMEIDA 271 574 189
VILAR FORMOSO 271 512 458
CELORICO DA BEIRA 271 747 010
FIGUEIRA C. RODRIGO 271 312 277
FORNOS DE ALGODRES 271 700 120
GOUVEIA 238 490 400
5.ª feira
6.ª feira
sábado
domingo
2.ª feira
3.ª feira
4.ª feira
22 a 28 dez
29 dez a 4 jan
26 dez a 1 jan 
(chamada para rede fi xa nacional)
(chamada para rede fi xa nacional)
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(chamada para rede móvel nacional)
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Quarto 
Minguante
22 de dezembro
às 23h19m
Lua Nova
30 de dezembro
às 23h27m
Quarto 
Crescente
7 de janeiro
às 00h57m
Lua Cheia
13 janeiro
às 23h27m
/ / PASSATEMPOS
/ / Provérbios e adivinhas
SUDOKU
Difi culdade: média
Completar a grelha de forma a que cada linha, cada coluna e 
cada uma das caixas 3x3 contenham todos os números de 1 a 9
SOLUÇÕES
SU
D
O
K
U
“Em dezembro chuva, em agosto uva”
“Depois de o Menino nascer, é tudo a crescer”
PALAVRAS CRUZADAS
HORIZONTAIS: 
1-Marinheiro; 
2-Ódio; 
3-Agradecida,.pateada; 
4 - A q u e l e q u e d á ( i n v. ) ; 
levantar; 
5-Pref. que designa ouvido, 
trames; 
6-Pano para a praia; 
7-Classe; 
8-Superfície, velho; 
9-Pateta, ética; 
10-Pega, comprometido. 
VERTICAIS: 
1-Preto, o creme do leite; 
2-Itinerários; 
3-Antílope, vigília; 
4-Basta, peça de xadrez; 
5-Progressivo; 
6-Em partes iguais, letra do-
brada, ; magnete natural; 
7-Lucros; 
8-Aplauso, mas; 
9-Brilhas, ofereces (inv.); 
10-Brisa, ícone. 
PALAVRAS CRUZADAS:
HORIZONTAL: 1- Navegador; 2- Raiva; 3- 
Grata, vaia; 4- rodad, içar; 5-Oto, urdas; 
6- Páreo;7- Nível; 8-Área, idoso; 9- Tolo, 
moral; 10- Asa,casado.
VERTICAL: 1- Negro, nata; 2- Roteiros; 
3- Veado, vela; 4- Ta, peão;5- Gradual; 6- 
aa, rr, imã; 7- Dividendos; 8- Ovação, ora; 
9- Raias,sad; 10-Ar, ídolo.
Sugestões 
musicais para 
diferentes gostos
As possibilidades de se assistir a 
bons e diversifi cados momentos 
musicais na região multiplicam-
-se. Ficam sugestões para alguns 
desses concertos já em agenda, 
que não apenas para a passagem 
de ano.
Em Belmonte, dia 28 de de-
zembro, às 15 horas no Museu 
Judaico, um concerto de acor-
deão por Flávia Castro. Dia 29, 
também às 15 horas, na Junta de 
Freguesia das Maçainhas, Bruno 
Antunes à guitarra.
Para a noite de passagem de ano, 
na Devesa, em Castelo Branco, 
o trio Triskle abre as festivida-
des às 22 horas, com os princi-
pais êxitos musicais dos anos 
70/80/90. Os Némanus e DJ 
Diogo Menasso são os restantes 
protagonistas.
Na Guarda, a partir das 22 ho-
ras, a oferta musical final de 
ano será com os Banda Eskorzo 
(Espanha), com música latina, 
afrobeat, rock, punk, crossover, 
cigano, reggae-ska, funk e jazz. 
Ainda no cartaz, os guardenses 
Prós & Contras e madrugada 
fora os DJs Two Brothers.
A passagem de ano na Covilhã, 
na Praça do Município, tem em 
palco pelas 23 horas o Grupo Ka-
pittal, com música para todos os 
gostos. Seguem-se vários DJ’s.
Ainda na Covilhã, mas dia 11 de 
janeiro, a “Gala de Ópera: Gran-
de Concerto de Ano Novo”, pela 
Orquestra da Costa Atlântica 
(foto), no TMC, com as vozes dos 
solistas Marina Pacheco (sopra-
no) e Sérgio Martins (tenor) que 
se elevam para “cantar algumas 
das mais célebres histórias de 
amor, tragédia e triunfo”.
Já em fevereiro, em Castelo 
Branco, dia 14 às 21 e 30 no Ci-
ne-Teatro Avenida, os Fingertips 
com “O Outro Lado da História”.
/ / CONCERTOS
Vítor Pereira tira pelouros
ao “colega” Serra dos Reis
Romão Vieira
Uma alegada campanha 
para eventual candidatu-
ra à Câmara, em 2025, “à 
margem do Partido Socialista”, 
terá sido a causa principal que 
levou Vítor Pereira a determi-
nar, com efeitos imediatos, a 
cessação de funções do colega 
de partido Serra dos Reis comovereador a tempo inteiro e a 
respetiva perda de pelouros e 
da vice-presidência. O despa-
cho foi publicado às 19 horas 
de sexta-feira, dia 20, na rede 
interna da Câmara, acessível 
aos funcionários da autarquia. 
A decisão não tardou a chegar 
ao conhecimento público.
A notícia surpreendeu muita 
gente e tem sido tema dominan-
te em boa parte da opinião pú-
blica da cidade. O JF contactou 
Vítor Pereira que se escusou a 
prestar declarações, mas o as-
sunto deverá ser abordado na 
próxima sessão do executivo, 
dia 14 de janeiro. 
Serra dos Reis, numa reação 
breve que nada adiantou para 
esclarecimento dos muníci-
pes, disse que “a única respos-
ta” que podia dar é que “nada” 
sabia sobre o assunto. Perante 
a insistência do JF, acrescentou 
que “soube pela comunicação 
social”. 
Fontes próximas da autarquia 
referiram ao JF “ser pouco crí-
vel” que desconhecesse a deci-
são. Na mesma noite, no jantar 
de Natal dos Bombeiros, onde 
esteve o presidente da Câmara, 
meia hora depois da publicação 
do despacho, “já quase toda a 
gente falava nesta ‘bronca’, 
pelo que o vereador não tardou, 
certamente, em ser avisado”, 
frisaram.
O JF apurou junto dos mesmos 
círculos que Vítor Pereira, an-
tes da publicação do despacho, 
terá informado Serra dos Reis, 
por e-mail, no qual também 
agradecia o seu trabalho e a 
a Câmara e “elevando o tom de 
voz”, acusou de “incumprimen-
to do protocolo” com a Queiró- 
Associação da Floresta, sedeada 
naquela aldeia.
Vítor Pereira terá a convicção 
de que Serra dos Reis estará 
por detrás destas e outras situa-
ções protagonizadas pela Junta e 
mais instituições da aldeia onde 
o vereador vive e é natural.
O ambiente de clivagem terá 
começado em maio. Para a ru-
tura contribuíram, dizem-nos, 
“uma sequência lamentável de 
episódios protagonizados pelo 
vereador apesar dos avisos do 
presidente”. Face à “falta de leal-
dade” e “quebra de confiança 
política”, o chefe do executivo 
“teve de tomar uma decisão de-
licada”, sublinharam.
Serra dos Reis, eleito vereador 
pelo PS desde 2017, ou seja, nos 
dois últimos mandatos, exerceu 
desde meados de 2015 e até 2017 
a presidência da AM, sucedendo 
a Santos Silva. Passou pelo PCP, 
mas tinha ligação de longa data 
ao PS. Em 2013 foi presidente da 
comissão política da Covilhã. 
Tinha os pelouros Urbanismo, 
Ordenamento do Território, Am-
biente, Desenvolvimento Rural, 
Floresta e Sistema de Informa-
ção Geográfi ca, além da Fiscali-
zação Municipal e da Segurança 
e Proteção Civil.
dedicação, mas entendia que 
devia dar outra orientação e di-
nâmica à política autárquica e 
assumir os pelouros que tinha 
nele delegado. Já Serra dos Reis 
sustenta não ter consultado o 
e-mail na sexta-feira. “Por nor-
ma aos fi ns de semana não leio 
e-mails”, garante.
Ao que soubemos, desde o ve-
rão que o presidente refletia 
sobre uma organização dos 
pelouros para preparar a fase 
fi nal do mandato e concretizar 
um conjunto de obras e proje-
tos. Pelos vistos, entendeu que 
era a melhor altura para retirar 
o poder e os pelouros a Serra 
dos Reis. Versão diferente têm 
outras fontes. Sustentam que o 
vereador “andava a utilizar a Câ-
mara e o urbanismo para se pro-
mover e, porventura, avançar à 
margem do partido, com uma 
candidatura, sua ou de outra 
pessoa do executivo, próxima 
das suas relações”. 
As mesmas fontes disseram 
ainda ao JF que “a gota que fez 
transbordar o copo” terá sido 
um voto de repúdio à Câmara, 
aprovado na Assembleia de Fre-
guesia de Cortes, na quinta-feira, 
19. Um dia antes, na Assembleia 
Municipal, já o presidente da fre-
guesia de Cortes do Meio, autar-
ca muito próximo de Serra dos 
Reis, confrontou Vítor Pereira e 
/ / BRONCA NA CÂMARA / Vice-presidência também “cai”
Assinaturas: Telefone: 275 779 350 | Email: assinaturas@jornaldofundao.pt
Assembleia Municipal exige 
verbas ao Governo / P. 11
/ / REVITALIZAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
Vítor Pereira e Serra dos Reis na abertura do “Natal 
com Arte”, no início do mês
D
R
/ / SPORTING / Assembleia geral
Direção vai avançar 
com “crowdfunding”
Angariar 350 mil euros através de um “crowdfunding” (recolha 
de fundos junto da população em geral) até ao fi nal do primeiro 
trimestre de 2025 é um dos objetivos da direção do Sp. Covi-
lhã, liderada por Marco Pêba, que na assembleia geral do dia 18 
anunciou ainda outras duas medidas do plano fi nanceiro que 
será votado numa próxima sessão em janeiro: vender o silo-auto 
por 1,3 milhões de euros e aumentar as cotas dos associados (a 
cota anual, por exemplo, passa de 15 para 25 euros), encaixando 
mais 70 mil euros anuais do que agora.
De acordo com o presidente, estas medidas permitirão diminuir a 
dívida — que neste momento consiste em 144 mil euros à Autori-
dade Tributária, 137 mil euros de um empréstimo ao Millennium 
BCP e 53 mil euros de outro empréstimo ao Crédito Agrícola 
— iniciar a construção da Academia (“que deverá estar aberta a 
eventos externos para gerar receita”) e projetar o futuro do clube.
Sobre eventuais investidores na SDUQ, a direção nada disse.
Vários associados pediram a palavra na assembleia geral. Se 
Joaquim Matias defendeu a posição da direção, pedindo aos 
sócios que “deem o benefício da dúvida a uma equipa eleita há 
meio ano”, os restantes intervenientes foram duros nas críticas, 
utilizando por várias vezes a expressão “isto é uma mão cheia 
de nada”.
A iniciativa de “crowdfunding” deixou incrédulos alguns presen-
tes, como Pedro Silva: “Não acredito nesta medida. Até a nível 
nacional e internacional as verbas angariadas não chegam aos 
100 mil euros.”
O associado Paulo Ribeiro foi ainda mais longe. “Estou espantado. 
Marco, deixo já aqui uma promessa: se o clube conseguir 350 
mil euros no ‘crowdfunding’, em próprio ponho outros 350 mil”, 
afi rmou o empresário, que traçou também um futuro catastrófi co 
para o clube: “Ao que tudo indica, em junho teremos mais um 
resultado negativo de 250 ou 300 mil euros. Juntando-o aos dois 
anteriores, estamos a falar de um prejuízo de 900 mil euros em 
três anos. Vim aqui à espera de ouvir um plano de reestruturação, 
mas isto é uma desilusão. Isto é nada. Nem consigo adjetivar”.
Marco Gabriel colocou o foco nos erros administrativos (utili-
zação irregular de jogadores) das últimas duas épocas e referiu 
que os responsáveis têm de ser alvo de processos disciplinares, 
enquanto Paulo Rosa referiu que é fundamental que esta direção 
“não deixe cair o clube no Campeonato de Portugal nem num 
buraco fi nanceiro”. Filipe Sanches
Direção de Marco Pêba avançou algumas 
medidas que não convencem os sócios
Fi
lip
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Sa
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	JF@20241226_01
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	JF@20241226_20
	JF@20241226_21
	JF@20241226_22
	JF@20241226_23
	JF@20241226_24sempre me assustou, mas 
ganhei o gosto durante o curso 
do TAS e com toda a componen-
te prática”, afi rma Diamantino 
Silva. 
“Não há palavras para descrever 
a diferença que fazemos no fi nal 
de cada ocorrência, tanto para 
as pessoas como para nós, que 
fi camos com a sensação de de-
ver cumprido, porque tentamos 
sempre dar o nosso melhor”, diz. 
“Aqui sou muito feliz. Fui bem 
acolhido e nunca me senti dis-
criminado pela minha etnia. Eu 
tive a oportunidade que muitos 
queriam ter, contudo, tenho a 
certeza de que sou um exem-
plo a seguir”, admite Diaman-
tino Silva. 
“Nos bombeiros 
trabalhamos em 
equipa para alcançar 
objetivos. Confi amos 
uns nos outros e 
trabalhamos juntos 
para superar as 
adversidades e 
salvar vidas. Aqui 
não há diferenças, 
somos todos iguais”
Júlio Semedo é natural de Cabo Verde
e veio para a Covilhã estudar Economia
In
ês
 M
ig
ue
l
Oleksiy Zasinets é natural da Ucrânia
e está em Portugal desde os 10 anos
Diamantino Silva é de etnia cigana
e pertence aos Bombeiros de Penamacor
In
ês
 M
ig
ue
l
e adquirir habilidades valiosas 
para a vida daqueles a quem se 
presta auxilio e a toda a comu-
nidade”, conclui Luís Marques.
Na corporação dos Bombei-
ros Voluntários de Penama-
cor, Oleksiy Zasinets, natural 
da Ucrânia, atende a décima 
chamada do dia: “Há dias mais 
complicados que outros, con-
tudo, o trabalho de bombeiro é 
emocionante e desafi ador, pois 
requer prontidão para agir em 
qualquer situação, coragem e 
resiliência para enfrentar desa-
fi os. Aqui, sinto-me sempre útil.” 
Tem 31 anos e está em Portugal 
desde os 10, altura em que o pai 
veio trabalhar para uma empre-
sa na vila.
O jovem estudou Serviços Ju-
rídicos na Escola Tecnológica e 
Profi ssional Albicastrense e aos 
18 anos decidiu inscrever-se nos 
bombeiros. Hoje é operador de 
telecomunicações e bombeiro 
de 1.ª categoria. 
“Para além da minha profi ssão, 
cumpro o serviço de voluntário, 
160 horas de socorro, piquete e 
simulacros ou exercícios e 40 
horas de instruções, anuais. No 
cumprimento da minha profi s-
são tenho a responsabilidade 
de atender as chamadas, ouvir 
e transmitir corretamente todas 
as informações”, acrescenta. 
“Somos voluntários por opção, 
mas profi ssionais. É como um 
amor de um rapaz por uma ra-
pariga. Apaixonamo-nos pelos 
bombeiros, como eu me apaixo-
nei”, desabafa Oleksiy Zasinets.
De etnia cigana e na mesma cor-
poração encontramos Diaman-
tino Silva. O brilho nos olhos fala 
por si e pelo amor que tem em 
vestir aquela farda. 
Vendeu nas feiras da região com 
os pais até aos 18 anos, altura em 
que decidiu que queria come-
çar a trabalhar sozinho. Estudou 
até ao 12.º ano e começou por 
trabalhar numa empresa de 
silvicultura.
A curiosidade, nomeadamente 
pela proteção de vidas humanas 
e bens em perigo, fez com que 
nele despertasse a coragem de 
entrar para os bombeiros. Em 
2017 começou por fazer as épo-
cas de verão até que em abril 
de 2022 abriram as vagas para 
operador de telecomunicações. 
“Entretanto tirei o curso de Tri-
pulante de Ambulância de So-
corro (TAS) e ingressei, há oito 
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO4 // CIDADANIA
O ano que se avizinha para além das muitas demandas indi-
viduais com que cada um de nós se debaterá, irá colocar 
vários desafi os coletivos, sendo que um dos maiores será 
o das eleições autárquicas. Sabe-se, por evidência, que salvo 
situações de verdadeiras exceções que uma fração considerá-
vel dos presidentes de Câmara renovam os seus mandatos até 
ao limite que a lei permite. Ou seja, três mandatos traduzidos 
em doze anos de exercício do cargo. E aqui dispensam-se po-
pulismos de vão de escada, porque se estão 12 anos à frente 
de uma autarquia é porque os eleitores desses municípios, na 
sua plena liberdade de decisão, entenderam que assim fosse. 
Chama-se a isto democracia. 
Tal como é igualmente demo-
crata o entendimento de que 
deve haver um limite máximo 
de mandatos que podem ser 
renovados pelos autarcas. Ora, 
2025 marca, precisamente, o 
fim desse ciclo de 12 anos e o 
percurso para muitos autarcas 
da Beira Interior. Várias ques-
tões vêm, evidentemente associadas a tudo isto. A primeira é 
que quando se vencem as eleições pela primeira vez, a proba-
bilidade de se renovarem os mandatos até ao máximo legal é 
elevada. A realidade regional e nacional assim o demonstra e 
só não foi assim para a maioria ou por vontade própria ou por 
circunstâncias excecionais. Ou seja, no outono do próximo ano, 
muitos dos novos autarcas que irão entrar para presidir às autar-
quias têm via aberta para um “mandato” de 12 anos, desde que, 
obviamente, sejam competentes, tenham a mínima capacidade 
e astúcia para evitarem fazer disparates e que compreendam 
e sejam capazes de responder às necessidades fundamentais 
dos seus munícipes. A história recente assim o indica e nada 
nos diz que não o continue a ser. Aliás, a lei da limitação dos 
mandatos foi criada por alguma razão... Depois há uma outra 
questão que está sempre presente no diz que se disse de todas 
as antecâmaras das eleições autárquicas: A limitação legal dos 
mandatos restringe-se, apenas, ao município onde essa suces-
siva renovação foi feita. Ou seja, nada impede um presidente 
de Câmara que esteve três mandatos à frente de um concelho, 
candidatar-se a outro. Esse é um cenário que ainda não foi 
devidamente testado não se sabendo se, eleitoralmente, trará 
alguma mácula a quem faça essa opção. E o próximo ano poderá 
servir, também aqui na região, para se esclarecerem algumas 
dúvidas sobre isso. Por fim, desde 
que foi sancionada a oportunidade 
de listas independentes poderem 
concorrer às autarquias que, de ciclo 
para ciclo eleitoral, estas têm-se tor-
nado mais presentes, algumas delas 
obtendo vitórias de relevo. Sabe-se 
que várias dessas candidaturas nas-
cem de dissidências vindas de dentro 
dos partidos políticos, da oposição 
frontal às escolhas ofi ciais das estruturas partidárias, tendo, 
em alguns casos, arrancando a liderança das autarquias das 
mãos dos partidos políticos que gerem a esmagadora maio-
ria das autarquias em Portugal — O PS e o PSD. E este facto 
está intimamente ligado àquela que é um das características 
fundamentais das eleições autárquicas: O eleitorado tende a 
valorizar, na maioria dos casos, mais os protagonistas com que 
lidam no dia a dia do que o símbolo partidário que lhes possa 
estar associado. Naquele que será um novo “ano zero” para 
muitos municípios estes são alguns dos constituintes de uma 
complexa equação cuja resolução estará para breve nas sedes 
dos partidos e dos movimentos. 
Doze anos depois
/ / EDITORIAL
Nuno Francisco
nunofrancisco@jornaldofundao.pt
O ano que se avizinha, para além das 
muitas demandas individuais com que 
cada um de nós se debaterá, irá colocar 
vários desafi os coletivos, sendo que um 
dos maiores será o de umas eleições 
autárquicas muito especiais
As tradições e 
costumes associados 
ao madeiro no 
concelho de 
Penamacor foram 
candidatados pela 
Câmara Municipal 
a património 
nacional imaterial.
O número de 
desempregados 
inscritos nos centros 
de emprego subiu 
3,3% em novembro 
face a igual mês de 
2023 e 3,2% face 
a outubro, para 
322.548 pessoas, 
segundo o IEFP. 
NESSA EDIÇÃO
O
 A
R
Q
U
IV
IS
TA
MEMÓRIA JF
Há quase 28 anos, o Jornal do Fundão 
dava conta dos esperados avanços na 
interminável obra do Regadio da Cova da 
Beira. O então primeiro-ministro António 
Guterres garantia ao Jornal do Fundão 
que “o Regadio da Cova da Beira vai 
mesmo avançar” e que “não haverá mais 
boicotes”. O JF escrevia ainda nesta edição 
que “Guterres tranquilizou, assim, os 
membros da Associação de Benefi ciários 
da Cova da Beira que recentemente 
manifestaram ao primeiro-ministro as 
suas apreensões quanto à eventualidade 
do projecto da Cova da Beira estar a sofrer 
boicotes em Lisboa”. 
Ainda nesta edição do JF, a número 2.629, 
noticiava-se que o Presidente da Repúbli-
ca, Jorge Sampaio, iria inaugurar no mês 
seguinte o CentroCultural Raiano, em 
Idanha-a-Nova. Lia-se na primeira pági-
na do JF:
“O Presidente da República inaugura no 
dia 1 de Fevereiro o Centro Cultural Raiano, 
em Idanha-a-Nova, um equipamento mul-
tifuncional considerado um dos melhores 
do país. O Centro Cultural foi construído 
no âmbito do Programa Transfronteiriço e 
para além de uma moderna sala de espec-
táculos, tem uma área de museologia onde 
avulta uma sala de 700 metros quadrados”. 
10 DE JANEIRO DE 1997
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 ATUALIDADE \\ 5
Jornal DO Fundão / Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique 
// GERENTES / Nuno Francisco / Rui Pelejão Marques / Fernanda Gabriel // FUNDADOR / António Paulouro // DIRETOR / Nuno Francisco (CP 3574) // REDAÇÃO / Chefe de Redação / Filipe Sanches (CP 3810) // Lúcia Reis (CP 891) / Inês Miguel (CP 7800) / Romão Vieira - Covilhã 
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PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS 
DEVESAS (V. N. GAIA) 
TAXA PAGA
/ / ULS COVA DA BEIRA / Serviço entra em funcionamento no primeiro trimestre de 2025
Hospitalização 
domiciliária reativada
Centros de saúde da Covilhã, Belmonte e Fundão vão ter o 
horário alargado, todos os dias, a partir do dia 2 de janeiro
Inês Miguel
A ULS Cova da Beira vai re-
tomar a aposta no serviço 
de hospitalização domici-
liária, que reentrará em funcio-
namento já a partir do primeiro 
trimestre de 2025.
O anúncio foi feito pelo novo 
administrador da Unidade Lo-
cal de Saúde (ULS) da Cova da 
Beira, João Marques Gomes, 
no dia 19, no encerramento do 
seminário no âmbito do “Dia 
digital e Telessaúde”. O serviço 
vai começar com dez camas e 
uma equipa multidisciplinar, 
que fará as visitas a casa dos 
utentes e vai proporcionar-lhes 
os mesmos cuidados como se 
estivessem internados.
A hospitalização domiciliária 
foi implementada em 2019, 
mas suspensa pela Covid-19. O 
programa vai agora ser reativa-
do na área de infl uência da ULS, 
ou seja, concelhos da Covilhã, 
Fundão e Belmonte. 
O administrador da ULS frisou 
que as dez camas numa fase 
inicial são o “mínimo olímpico”, 
mas que existe “muita ambição” 
e intenção é evoluir. “A prazo, 
a ideia é transferir para casa 
recursos para uma atividade 
regular normal que estariam 
dentro do hospital”, depois de 
observar como a operação “cor-
re no terreno”.
De acordo com João Marques 
Gomes, são passíveis de hospi-
talização domiciliária pessoas 
com todos os diagnósticos e, 
dependendo “das severidades”, 
é avaliado caso a caso com a 
equipa. Contudo, o utente tem 
de reunir em casa as condições 
necessárias, nomeadamente 
físicas.
O responsável refere que esta é 
uma medida vantajosa para o 
utente — ao poder recuperar em 
casa, com a mesma assistência — 
e para o prestador de cuidados 
de saúde, que liberta camas no 
hospital. Essa capacidade pode 
ser aproveitada “numa lógica 
de combater as listas de espera 
cirúrgicas”. “É uma maneira de 
termos um hospital com mais 
camas e maior, sem construir-
mos um hospital maior”, frisa.
O presidente do conselho de 
administração da ULS da Cova 
da Beira sublinha que 70% dos 
doentes internados no hospital 
são de severidade 1 e 2. Ou seja, 
além dos utentes que evoluem 
favoravelmente, estes 70% “não 
precisam de estar internados 
no hospital”, pois se reunirem 
as condições na habitação, para 
aí poderem recuperar, “podem 
ir mais cedo para casa”, com o 
devido acompanhamento.
Outra das medidas do conselho 
de administração da ULS, que 
está em funções há seis sema-
nas, é apostar na abertura dos 
Centros de Saúde da Covilhã, 
Belmonte e Fundão em horário 
alargado para reforço da vacina-
ção. A partir de 2 de janeiro es-
sas três unidades vão funcionar 
todos os dias entre as 8 e as 20 
horas. Esta é uma das medidas 
do plano de contingência para 
combater o previsível aumento 
de procura dos serviços de ur-
gência durante o inverno. Para já 
não há pressão, no entanto estas 
medidas são para prevenir pos-
síveis picos. 
João Marques Gomes apela a 
que as pessoas liguem para o 
SNS 24, antes de recorrer às 
urgências. “A ULS irá aderir ao 
modelo de triagem ‘Ligue antes, 
salve vidas’, que permite articu-
lar o acesso a consultas de medi-
cina geral e familiar presenciais 
ou à distância”, conclui.
Segundo João Marques Gomes, a saúde digital 
ajuda a encaminhar os doentes ao lugar certo
In
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 M
ig
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/ / ACESSIBILIDADES / Barreira geográfica 
Túnel na Serra para 
aproximar Beiras
É preciso colocar no topo da 
agenda das políticas públicas 
o investimento prioritário em 
ligações que aproximem a Bei-
ra Litoral e a Beira Interior. O 
apelo foi feito em uníssono, no 
dia 20 de dezembro, pela As-
sembleia Municipal do Fundão 
através da aprovação de uma 
moção que vai ser enviada ao 
Governo e na qual se reclama 
a urgência de inscrever no pla-
neamento e ordenamento da 
NUTS II Centro investimentos 
infraestruturais que “desencra-
vem a barreira geográfi ca que 
existe entre a Beira Litoral e a 
Beira Interior”. Apresentado 
por João Leitão, do PSD, e subs-
crito por todas as bancadas, o 
documento dá voz a anos de 
reivindicações para acabar 
com limitações estruturais que 
ao nível da mobilidade condi-
cionam o desenvolvimento 
regional. 
“Baixar a cabeça e aceitar que 
um trajeto entre a Beira Inte-
rior e a Beira Litoral se realize 
em mais de duas horas é acei-
tar uma morte lenta do nosso 
território e da região Centro”, 
refere amoção, defendendo 
que deve ser dada prioridade 
à construção de um túnel que 
permita reduzir o tempo que 
leva a atravessar o maior obs-
táculo geográfi co que encrava 
o desenvolvimento da região 
Centro: a Serra da Estrela. A 
moção identifica também a 
urgência de “pensar estrate-
gicamente a rede de interliga-
ções entre a Beira Interior e a 
Beira Litoral para oeste, cons-
truindo ligações a norte da re-
gião com um renovado IP3, e 
para sul, com o desejado IC6”. 
Neste caso, a sugestão é dar 
continuidade à via estrutural 
espanhola, interrompida perto 
de Moraleja, e expandir o IC31, 
por dentro da Beira Interior, in-
terligando a A23 e a A25 e asse-
gurando maior proximidade a 
Espanha e à Europa. 
Esta tomada de posição da 
Assembleia apela aos órgãos 
nacionais (Governo), regio-
nais e locais para adotarem 
as medidas necessárias para 
a administração central asse-
gurar opções inteligentes de 
planeamento, ordenamento 
e investimento, reforçando 
desse modo a mobilidade en-
tre as Beiras e desencravando 
de uma vez por todas a barreira 
geográfi ca entre a Beira Litoral 
e a Beira Interior. Pretende-se 
ainda que o Governo garanta 
fontes de fi nanciamento para 
construir o Túnel na Serra da 
Estrela, corrigir a estrada nacio-
nal n.º 238 (especialmente no 
troço Fundão-Orvalho) e asse-
gurar as interligações com as 
ligações ferroviárias. Lúcia Reis
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26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO6 // ATUALIDADE
/ / FUNDÃO / Concurso para segunda Unidade deve ser lançado no início de 2025 
Mais 50 camas de 
Cuidados Continuados
Misericórdia fundanense vai ter quatro novas respostas numa Unidade 
que fi cará fi sicamente ligada ao edifício daquela que já existe
Lúcia Reis 
O Fundão vai ter uma se-
gunda Unidade de Cui-
dados Continuados. O 
anúncio foi feito pelo provedor 
da Santa Casa da Misericórdia 
do Fundão (SCMF), Jorge Gas-
par, na assembleia geral que 
aprovou, por unanimidade, os 
documentos previsionais da 
instituição para 2025. Segundo 
o provedor, o concurso para rea-
lização das obras deverá ser lan-
çado no início do próximo ano. 
A instituição, que tem atual-
mente cerca de 420 colabora-
dores e deverá atingir os 500 em 
2026, vai ter mais quatro respos-
tas na área dos Cuidados Con-
tinuados que funcionarão em 
articulação com a saúde: uma 
Unidade de Dia e Promoção da 
Autonomia (70 lugares), Cuida-
dos Paliativos de Menor Com-
plexidade (10 camas), Unidade 
Continuados é um dos pro-
jetos que a SCMF programou 
para o ano, além de outros que 
estão em curso, como o lar do 
Fundão. “O ano de 2025 será 
desafi ante em investimento e 
novos projetos que permitirão 
assegurar e cimentar o futuro da 
Misericórdia”, disse Jorge Gas-
par, explicando que o objetivo é 
“robustecer a instituição” e criar 
“respostas necessárias e inova-
doras para as gentes deste terri-
tório”. Acrescentou que a aposta 
permitirá à Misericórdia “pagar o 
passivo mais rapidamente”.
de Cuidados de Longa Duração 
e Manutenção (10 camas) e 
Unidade de Convalescença (30 
camas). 
O projeto será fi nanciado pelo 
Plano de Recuperação e Re-
siliência (PRR) no âmbito da 
ampliação da Rede Nacional 
de Cuidados Continuados In-
tegrados e Rede Nacional de 
Cuidados Paliativos.
O investimento rondará os 5,8 
milhões de euros, 3,2 dos quais 
comparticipados. A futura es-
trutura funcionará num edifício 
contíguo àquele que já existe 
na Quinta do Serrado e ao qual 
ficará fisicamente ligado, mas 
funcionará de forma “autóno-
ma”, explicou Jorge Gaspar, sub-
linhando o facto de a Misericór-
dia fundanense passar a prestar 
cuidados desde a convalescença 
até à longa duração, como rei-
vindicava há anos. 
A futura Unidade de Cuidados 
Lú
ci
a 
R
ei
s 
/ / ELEIÇÃO
Liberato lidera 
Centro Português 
das Fundações
José Nunes Liberato é 
o novo presidente do 
Centro Português de Fun-
dações (CPF), associação 
privada de utilidade públi-
ca que representa o setor 
fundacional em Portugal 
e o único interlocutor 
das fundações junto dos 
órgãos de soberania. Foi 
eleito numa lista liderada 
pela Fundação Champali-
maud, onde é assessor do 
conselho de administra-
ção e pretende “colocar 
o Centro Português de 
Fundações nos órgãos de 
Estado e da sociedade” e 
dar particular atenção às 
fundações que têm sede 
fora de Lisboa, por enten-
der que é “um imperativo 
de justiça”. Licenciado em 
Economia, Nunes Liberato 
foi secretário de Estado 
da Administração Local e 
Ordenamento do 
Território, deputado à 
Assembleia da República 
e chefe da Casa Civil do 
Presidente da República 
Cavaco Silva.
 
/ / GUARDA
“Côa Mais 
Selvagem” na tela 
do TMG
O documentário de natu-
reza “Côa Mais Selvagem” 
dá a conhecer o lado mais 
selvagem da região do 
Grande Vale do Côa e o 
que está a ser feito para 
o restaurar e potenciar, 
num fi lme que acompa-
nha a viagem do rio Côa 
na sua totalidade, dando 
a conhecer espécies, 
comportamentos, coexis-
tência, funcionalidade e 
empreendedores. O fi lme 
realizado por João Cosme 
será exibido na Guarda no 
dia 14 de janeiro, às 21 e 30, 
no Teatro Municipal.
Um lar para 100 idosos e 36 novas casas
Ascende a mais de 15 milhões de 
euros o valor global dos investi-
mentos inscritos nos planos da 
Santa Casa da Misericórdia do 
Fundão para os próximos anos. 
As prioridades são a criação de 
uma segunda Unidade de Cui-
dados Continuados na cidade 
com novas respostas na área 
da saúde e a construção do Lar 
do Fundão que está a ser edi-
fi cado para substituir o antigo, 
com apoio do programa PARES. 
Relativamente à ERPI (Estrutu-
ra Residencial para Idosos) a 
previsão é que as obras fi quem 
prontas ainda em 2025 ou no 
início de 2026, informou o pro-
vedor Jorge Gaspar, na última 
assembleia geral da instituição 
fundanense. O investimento é 
de seis milhões de euros e per-
mitirá aumentar de 86 para 100 
o número de utentes.
Programadas para 2025 es-
t ã o t a m b é m a s o b r a s d e 
/ / SCMF 2025 / 15 milhões de euros 
requalifi cação do edifício junto 
ao Hospital do Fundão, conhe-
cido como Casa das Escamas 
para habitação temporária e 
de emergência. Serão criados 
18 apartamentos (T0, T1 e T2)
com apoio da Bolsa Nacional de 
Alojamento Urgente e Temporá-
rio. O investimento é de cerca 
de 1,7 milhões de euros, 1,5 dos 
quais comparticipados. 
E no próximo ano vão continuar 
as obras de requalificação do 
Bairro de Santa Isabel, no Fun-
dão, para habitação colaborati-
va. Serão construídas 18 habita-
ções independentes, com vários 
espaços comuns. Todas as habi-
tações fi carão interligadas por 
corredores de vidro e que irão 
convergir num edifício central. 
O investimento é de 1,2 milhões 
de euros, 1,1 dos quais comparti-
cipados pelo PRR, no âmbito da 
requalifi cação e alargamento da 
rede de equipamentos sociais.
Futura unidade fi cará fi sicamente ligada 
àquela que já existe 
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 ATUALIDADE \\ 7
// PUB
/ / NOVO BISPO DA GUARDA / Tem raízes familiares no Fundão
Papa nomeia José Miguel 
Pereira bispo da Diocese
O Papa Francisco nomeou, no 
dia 20 de dezembro, José Mi-
guel Pereira como novo bispo 
da Guarda, revelou o Vaticano.
O até agora membro do presbi-
tério do Patriarcado de Lisboa 
sucede a Manuel Felício, que 
cumpriu no sábado 20 anos 
desde que assumiu funções na 
Diocese da Guarda.
O novo prelado, de 53 anos, é o 
atual reitor do Seminário Maior 
de Cristo Rei dos Olivais e vai 
ser ordenado bispo na Sé da 
Guarda, no dia 16 de março.
O novo bispo da Guarda nasceu 
em Lisboa onde se licenciou em 
Teologia na Universidade Cató-
lica Portuguesa.
Foi ordenado sacerdote em 1996 
para o clero do Patriarcado de 
Lisboa e após a ordenação foi 
nomeado Prefeito do Seminário 
Menor de São José de Caparide, 
no Estoril (1996-1999).
Foi vice-reitor do Seminário Me-
nor de Nossa Senhora da Gra-
ça, em Penafi rme, concelho de 
Cascais (1999-2007).
Desde 2011, que é reitor do Se-
minário Maior Cristo Rei dos 
Olivais, em Lisboa.
Numa saudação à Diocese da 
Guarda,José Miguel Pereira re-
cordou as suas “raízes familiares 
no Fundão” e os “importantes 
momentos” do seu percurso 
vocacional “vividos nas Penhas 
Douradas e em Manteigas”.
Numa nota divulgada, o patriar-
ca de Lisboa, Rui Valério, refere 
que o novo bispo da Guarda é 
“um pastor dedicado, com pro-
vas dadas na arte de bem apas-
centar o povo de Deus”, referin-
do que “será sempre um fi lho de 
Lisboa”.
A ordenação episcopal terá 
lugar no dia 16 de março, às 16 
horas, na Sé Catedral da Guarda.
D
R
/ / AAUBI / João Nunes reeleito
“Não queremos ser 
só reivindicativos”
As eleições na Associação Aca-
démica da Universidade da 
Beira Interior (AAUBI), a 17 de 
dezembro, deram a vitória ao 
fundanense João Nunes, reelei-
to com 1.565 votos, contra os 921 
obtidos por Guilherme Diogo.
“O último mandato foi bem 
conseguido, com um aproximar 
dos alunos e dos seus Núcleos à 
AAUBI e ainda um aumento do 
número de votantes, sendo que 
no ano passado foram cerca de 
1.800, o que significa a impor-
tância crescente que os ubianos 
dão à sua associação académi-
ca”, indicou João Nunes, ao JF.
Entre os projetos realizados, 
destacou o apoio psicológico. 
Com uma bolsa lançada em se-
tembro, conta mais de 80 alunos 
seguidos por psicólogas.
“Vamos analisar lacunas para 
tentar ajudar e não sermos só 
reivindicativos. Queremos apos-
tar muito na parte pedagógica, 
com a revisão estatutária do re-
gulamento do estudante-atleta”, 
acrescentou, dando o exemplo 
de que o curso de Medicina não 
tem época especial, e admitindo 
que é necessário rever os mo-
mentos de avaliação. “Chegam-
-nos muitas queixas por incum-
primento do corpo docente ao 
regulamento existente”, admite 
João Nunes. 
 Miguel Geraldes
D
R
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO8 // ATUALIDADE
/ / IPCB
Espaço para 
reprodução do 
Cavalo Lusitano
A Associação de Criadores 
do Cavalo Lusitano da Bei-
ra Interior (ACCLBI) inau-
gurou a 13 de dezembro, 
na Escola Superior Agrária 
do Instituto Politécnico 
de Castelo Branco (IPCB), 
o Posto de Cobrição e o 
Laboratório de Reprodu-
ção Equina. Destina-se 
ao acompanhamento 
reprodutivo das éguas dos 
sócios e outros interes-
sados, ampliando os 
serviços prestados pela 
associação. Em comunica-
do, o IPCB informa que o 
laboratório “viabiliza um 
acompanhamento mais ri-
goroso dos procedimentos 
de reprodução e oferece 
aos estudantes a oportu-
nidade de acompanhar as 
práticas realizadas”.
Teve o apoio fi nanceiro da 
Câmara Municipal de Cas-
telo Branco (8.300 euros) e 
de Idanha-a-Nova.
/ / FREGUESIAS
Lista das propostas 
de desagregação 
aprovadas
A Assembleia da Repú-
blica validou 124 pro-
postas de desagregação 
de uniões de freguesia. 
Em Castelo Branco, a 
desagregação da União 
de Freguesias Escalos de 
Baixo e Mata; Escalos de 
Cima e Lousa; Ninho do 
Açor e Sobral do Cam-
po. Ainda no distrito 
de Castelo Branco, na 
Covilhã: Cantar-Galo e 
Vila do Carvalho; Barco e 
Coutada; Peso e Vales do 
Rio; Casegas e Ourondo. 
Em Belmonte: Belmonte 
e Colmeal da Torre. No 
distrito da Guarda, só há 
um caso, no concelho de 
Seia: Santa Marinha e São 
Martinho.
/ / PROTEÇÃO CIVIL
Dispositivo
na Serra “tem feito
a diferença” 
O Plano de Operações 
Nacional da Serra da 
Estrela vai manter o 
número de operacionais 
e o comandante nacional 
de Emergência e Proteção 
Civil, André Fernandes, 
disse, no dia 20, que o 
dispositivo está consoli-
dado e tem feito a dife-
rença. Na apresentação, 
na Torre, salientou que os 
meios no local têm sido 
importantes no socorro e 
na sensibilização, admi-
tindo que as pessoas já 
adotam comportamen-
tos mais adequados. O 
comandante operacional 
sub-regional das Beiras e 
Serra da Estrela, António 
Fonseca, acrescentou que 
as ocorrências que obri-
gam a busca ou resgate 
já acontecem mais vezes 
fora do inverno. André 
Fernandes referiu que 
o sistema montado tem 
“dado frutos” e que o nú-
mero de operacionais vai 
ser mantido, com 26 ele-
mentos durante a semana 
e 33 aos fi ns de semana, 
entre dezembro e o fi nal 
de abril. O prazo pode ser 
estendido, caso neve.
/ / IP2 E A23
Acidentes com 
vítimas mortais
Uma mulher de 71 anos, 
residente no Fundão, 
morreu no sábado, em 
resultado de um aciden-
te de viação no IP2, no 
distrito de Beja. O marido, 
natural da freguesia de 
Alcongosta, fi cou grave-
mente ferido no desastre 
que fez outros feridos. O 
casal viajava para o Algar-
ve, onde ia passar o Natal 
com familiares. 
No dia seguinte, domin-
go, André Cardoso, de 28 
anos, perdeu a vida num 
despiste de mota, na A23, 
na área de Benquerenças, 
Castelo Branco. O jovem 
era elemento do Cancio-
neiro de Castelo Branco 
e presidente do grupo 
Motard Morcegos.
/ / CINEMA / Curta metragem de animação entre as quinze pré-finalistas aos Óscares 2025 
Filme de realizadora
de Belmonte em alta
A vida de um molusco especial chamado Percebes, através
da aguarela, dá a conhecer e a compreender melhor o Algarve
Miguel Geraldes
O fi lme de animação ‘Perce-
bes’, da realizadora Lau-
ra Gonçalves, natural de 
Belmonte, está entre as quinze 
curtas fi nalistas para seleção da 
nomeação fi nal dos Óscares do 
cinema em 2025.
“Ficámos muito contentes. Nes-
ta lista de quinze fi lmes signifi ca 
que muita gente o viu. Dá voz 
ao cinema português, aos por-
tugueses que nos ajudaram e 
inspiraram, às pessoas do Al-
garve, e isso é muito bonito, é 
um grande motivo de orgulho”, 
afi rma Laura Gonçalves, sobre 
‘Percebes’, realizado em conjun-
to com Alexandra Ramires “Xá”. 
O fi lme já tinha sido distinguido 
em junho, com o Prémio Cristal 
de melhor curta-metragem no 
Festival de Annecy, França.
Laura explica que a curta é um 
documentário animado, em 
aguarela e digital: “Damos muita 
importância à técnica que usa-
mos e a aguarela, por ser água, 
ajuda a contar a história. Mas 
não é um processo fácil essa 
harmonia.” A sinopse relata um 
mar e um Algarve urbano como 
pano de fundo, em que se segue 
um ciclo completo da vida de 
um molusco: “No percurso da 
sua formação até ao prato, cru-
zamos diferentes contextos que 
nos permitem compreender 
melhor esta região e aqueles 
que nela habitam.”
Laura Gonçalves nasceu em Bel-
monte em 1988, onde cresceu. 
Em 2009 terminou o curso de 
Belas Artes, em Lisboa. Depois 
partiu para Inglaterra, para a 
Universidade de Bournemouth, 
onde fez um mestrado sobre a 
questão da animação em cine-
ma documentário e realizou o 
seu primeiro fi lme, ‘Três sema-
nas em Dezembro’, uma história 
pessoal em animação de traço 
em papel inspirado nos diários 
gráfi cos, com desenhos e entre-
vistas familiares seguindo um 
formato diarístico, que exibe 
momentos que fazem parte da 
cultura e rotina do Natal em Bel-
monte. No Porto desde 2013, tra-
balha como animadora e pinto-
ra na cooperativa independente 
BAP Animation Studios.
A realizadora Laura Gonçalves
nasceu (1988) e cresceu em Belmonte
D
R
/ / GUARDA / Construção de 51 fogos de habitação social
Investimento de 9,1 milhões
A Câmara da Guarda vai cons-
truir 51 fogos de habitação social 
no Bairro da Fraternidade, um 
investimento de 9,1 milhões de 
euros fi nanciado em 6,5 milhões 
pelo PRR – Plano de Recupera-
ção e Resiliência.
Os trabalhos deverão arrancar 
no início de 2025 e a interven-
ção resulta de uma candidatu-
ra ao programa 1.º Direito no 
âmbito de um protocolo de 
colaboração com Instituto da 
Habitação e da Reabilitação Ur-
bana (IHRU). “Tudo o que existe 
vai ser demolido para dar lugar 
a 51 fogos habitacionais, novas 
acessibilidades, estacionamen-
to, um parque infantil e todas as 
comodidades”, garantiu o pre-
sidente do Município, Sérgio 
Costa. “A transformação deste 
bairro é um marco que nos deve 
orgulhar, porque devolvemos 
finalmente dignidade a quem 
aguarda há mais de 30 anos por 
habitação condigna. Isto é inclu-
são”, realçou o autarca. 
Este é o primeiro projeto a avan-
çar do Plano Municipal para a 
Habitação, que contempla a 
construção de 449 fogos — 283 
de habitação acessível e166 de 
habitação social — num inves-
timento total de 74,7 milhões 
de euros nos próximos quatro 
anos, financiado pelo PRR e 
pelo BEI (Banco Europeu de 
Investimento).
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 PUBLICIDADE \\ 9
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO10 // INTERCIDADES Fundão
/ / ASSEMBLEIA MUNICIPAL / Aprovados documentos previsionais
Música, prendas 
e alguma unanimidade
Espírito natalício marcou última Assembleia natalícia deste mandato. 
Apreciação dos documentos previsionais dominou ordem de trabalhos 
Lúcia Reis 
A Assembleia Municipal do 
Fundão, realizada no dia 
20 de dezembro, foi a úl-
tima deste mandato a coincidir 
com a quadra natalícia e o pre-
sidente da mesa, Carlos S. Mar-
tinho, quis assinalar a circuns-
tância, oferecendo aos eleitos 
(comunicação social também 
foi contemplada) uma digigra-
fi a do quadro “Abril”, criado pelo 
artista fundanense João Vaz de 
Carvalho, no âmbito das come-
morações dos 50 anos do 25 de 
Abril. “É uma recordação deste 
mandato em reconhecimento 
pelo contributo de quatro anos 
de ação cívica”, justifi cou Carlos 
S. Martinho. 
A Assembleia contou ainda com 
um momento musical com alu-
nos da Academia de Música e 
Dança do Fundão a interpreta-
rem músicas de Natal. 
Antes da ordem do dia, a As-
sembleia votou por unanimida-
de três saudações (sobre o fi m 
das portagens e os centenários 
do nascimento de Mário Soa-
res e da criação da Associação 
de concessão que “prejudica o 
concelho e as famílias”. 
Aprovados por maioria (dois 
votos contra e oito abstenções)
foram o Plano e Orçamento da 
Câmara para 2025 e que têm 
como principal foco a habitação.
A discussão desses documentos 
girou quase sempre em torno do 
PRR que sustentará grande parte 
do investimento previsto para 
os próximos anos, sobretudo na 
área da habitação. 
No Orçamento para 2025, a 
receita atinge cerca de 69,5 mi-
lhões de euros e a despesa 69,3 
milhões.
“Este orçamento altera bastan-
te o que tem sido o padrão de 
execução municipal entre as 
receitas e as despesas”, referiu, 
à partida, o presidente da Câma-
ra, Paulo Fernandes, justifi can-
do que nas despesas de capital 
(investimento) se verifica um 
“aumento muito grande” rela-
tivamente ao orçamento deste 
ano, “passando-se de 20 milhões 
para cerca de 36 milhões”. Infor-
mou também que parte signifi -
cativa do investimento a fi nan-
ciar pelo PRR e pelo Portugal 
2030 transitará para o próximo 
mandato. 
Perante o elevado número de 
obras previstas na área da ha-
bitação, CDU, PS e PSD mani-
festaram alguma preocupação 
quanto ao eventual risco de in-
cumprimento dos prazos previs-
tos para execução dos projetos. 
A oposição considerou que é 
pouco o investimento que o Mu-
nicípio inscreveu no Orçamento 
para 2025 e que não benefi ciará 
do apoio do PRR.
Comercial e Industrial do Con-
celho do Fundão) e uma moção 
sobre mobilidade e competiti-
vidade interregional das Beiras 
(ler pág. 5). Reparos da oposição 
mereceram, entre outras ques-
tões, a defi ciente recolha de lixo 
no concelho que deixa uma 
imagem de “desleixo” e “falta 
de cuidado no espaço público”, 
como disse o BE, e os preços da 
água, que estão entre os mais 
altos do país, como demons-
trou o PS, criticando o contrato 
Presidente da Assembleia sinalizou última 
assembleia natalícia com gesto simbólico
M
ig
ue
l P
ro
en
ça
/ / MUDANÇA / Entra em vigor a 1 de janeiro
Fim das portagens 
repõe justiça 
Uma saudação à luta contra 
as portagens, que deixam de 
ser cobradas na A23 e A25, a 
partir de 1 de janeiro, foi subs-
crita por todas as bancadas na 
Assembleia Municipal do Fun-
dão. Apresentada pela CDU, a 
moção recordava que apenas 
as “concessionárias ficaram a 
ganhar” com a introdução das 
portagens, enquanto o Estado, 
as populações, os trabalhadores 
e a economia regional perderam 
muito. Saudava as populações, 
os trabalhadores, a Plataforma 
P`la Reposição das SCUTS pela 
“luta vitoriosa travada”, consi-
derando que o fi m das portagens 
signifi ca “repor a justiça na re-
gião” e uma condição muito 
importante para fixar, atrair 
pessoas e investimentos.
/ / NOVA DATA / De 3 a 6 de julho
Feira de Inovação 
passa a ser em julho
A próxima edição da Feira de 
Inovação Agrícola do Fundão 
vai realizar-se de 3 e 6 de julho 
e subordinada aos temas “O Pa-
pel da Robótica, IA e Big Data 
na Agricultura”. Contará com 
exposição e demonstração das 
mais modernas soluções de me-
canização e robótica, além dos 
concursos de animais, exposi-
ções, palestras e degustação de 
produtos regionais. A Feira pas-
sará a integrar os eventos “World 
Fira”, que é líder mundial em 
automação agrícola e robótica, 
o que reforçará a relevância do 
certame. As inscrições das em-
presas devem ser feitas através 
do link https://feirainovacaoagri-
cola.pt/expositor/ (ou em Inglês, 
https://feirainovacaoagricola.pt/en/
exhibitors/). 
Bombeiros 
reforçam laços 
com franceses
A Associação Huma-
nitária de Bombeiros 
Voluntários de Fundão 
realizou, recente-
mente, uma viagem a 
França a convite da sua 
congénere geminada, 
Sapeurs-Pompiers 
d’Uzès, e que permitiu 
reforçar os laços de 
união e camaradagem 
entre as corporações. 
Nesta deslocação, os 
bombeiros participa-
ram na comemoração 
de Santa Bárbara, pa-
droeira dos bombeiros 
franceses, um momen-
to de grande signifi -
cado. O programa da 
visita incluiu ainda 
diversas atividades de 
elevado interesse pro-
fi ssional. Os bombeiros 
do Fundão visitaram a 
Base de Sécurité Civile, 
em Nîmes, um centro 
crucial para a coorde-
nação das operações 
aéreas de combate 
a incêndios fl ores-
tais durante o verão 
em todo o território 
francês. Nessa localida-
de, deslocaram-se ao 
GHSC - Groupement 
d’Hélicoptères de la 
Sécurité Civile, onde 
se concentram as ope-
rações de resgate aéreo 
de vítimas, uma estru-
tura que impressionou 
pela sua capacidade 
operacional. Houve 
também uma receção 
na Mairie de Montaren-
-et-Saint-Médiers que 
mantém uma relação 
de proximidade com a 
freguesia do Souto da 
Casa, no Fundão. 
DAS FREGUESIAS
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 Covilhã INTERCIDADES \\ 11
/ / ORÇAMENTO DE 64 MILHÕES / Aprovado por maioria, com a abstenção da oposição
Oposição dá benefício da dúvida a executivo municipal
O orçamento municipal para 
2025, com o valor global de 64,1 
milhões de euros, foi aprovado 
na Assembleia Municipal com 
24 votos a favor e 11 abstenções, 
dos grupos municipais do PCP, 
PSD e CDS, do eleito da coliga-
ção “A Covilhã tem Força” e do 
presidente da Junta de Freguesia 
de Cortes do Meio, Jorge Viegas. 
Afonso Gomes, da bancada 
do PS, salientou que é um “or-
çamento que, para além de 
demonstrar ambição, reflete 
o reforço do posicionamento 
da Covilhã como uma cida-
de pujante e dinâmica, que se 
mantém como principal motor 
de desenvolvimento da nossa 
região”.
Vítor Reis Silva (CDU) espera 
que todas as obras inscritas no 
plano e orçamento para 2025 se 
concretizem. “Vamos ter espe-
rança que é possível executar 
tudo o que se encontra no pla-
no, que seria bom para as popu-
lações, sendo certo que vamos 
/ / ASSEMBLEIA MUNICIPAL / Plano de Revitalização da Serra da Estrela
Covilhã pede ao Governo 
que implemente o PRSE
João Flores Casteleiro, eleito do PS, refere que existem “vários 
indicadores que revelam um manifesto desequilíbrio territorial no país”
Inês Miguel
A Assembleia Municipal da 
Covilhã aprovou no dia 18, 
por maioria, uma moção 
apelando ao Governo para que 
dote os Municípios com as ver-
bas necessárias para implemen-
tar o Programa de Revitalização 
da Serra da Estrela (PRSE).
No documento, o eleito pelo 
PS, João Flores Casteleiro, que 
apresentou a moção, considerou 
que “ainda está por fazer justi-
ça às populações afetadas pelos 
incêndios de agosto de 2022 na 
Serra da Estrela” e salientou que 
existem “vários indicadores que 
revelam um manifesto desequi-
líbrio territorial no país”.
A moção foi aprovada com 29 
votos a favor (PS e presidentes 
de Junta de Freguesia).
No documentoé manifestada 
a “incredulidade” com a verba 
inscrita no Orçamento do Es-
tado de 2025 para o efeito (1,5 
milhões), quando o PRSE tinha 
inicialmente uma verba anun-
ciada de 155 milhões de euros 
(anterior governo).
a estratégia para os territórios 
da Serra da Estrela, se é que ela 
existe”, e se o PRSE “é, ou não, 
uma prioridade”.
Lino Torgal, do PSD, criticou o 
PS, por apresentar uma moção 
onde “junta o que não foi feito 
em oito anos” em matéria de 
coesão territorial.
Nuno Reis (CDS) frisou que 
o voto contra assenta no que 
está no preâmbulo da moção, 
em que se mistura “a revolta do 
alcatrão e a revolta sobre o que 
aconteceu na Serra da Estrela”. 
“Como é óbvio, no Orçamento 
do Estado não podiam estar 
contempladas a verbas para 
uma barragem que nem sequer 
tem projeto feito. Sejamos claros 
e honestos. Não podemos mis-
turar na mesma moção tão im-
portante para a Serra da Estrela 
coisas como a revolta sobre as 
portagens”, acrescentou Nuno 
Reis.
Já Vítor Reis Silva (PCP) disse 
que não concorda com o mode-
lo de gestão que estava previsto: 
“O PNSE não deve ser gerido a 
partir de Coimbra”. 
O presidente da Câmara Mun-
cipal, Vítor Pereira, referiu que 
“não se está a pedir a totalida-
de do previsto para o plano, mas 
sim o sufi ciente para iniciar os 
projetos, pois o que está orça-
mentado, para a Covilhã, por 
exemplo, não dá”. O estudo e o 
projeto da Barragem das Cortes 
custa cerca de 2,2 ou 2,3 milhões 
de euros. “Só para nós não da-
vam os 1,5 milhões de euros ins-
critos”, vincou. 
“Percebemos que na verba des-
tinada ao PRSE encontram-se 
alocados apenas 1,5 milhões 
de euros. Ou seja, falamos de 
menos de um centésimo do 
valor necessário para concre-
tizar o plano”, disse João Flores 
Casteleiro.
Através da moção enfatizou-se 
que o PRSE foi visto pelas po-
pulações da região como “um 
sinal de esperança” e é pedido 
ao Governo que explique “qual 
Documento refere que falta fazer “justiça 
às populações afetadas pelos incêndios”
In
ês
 M
ig
ue
l
entrar num ano de eleições 
autárquicas”.
Lino Torgal, da bancada do PSD, 
explicou a abstenção “precisa-
mente por esta maneira de 
apresentar contas, de trazer or-
çamentos em que justifi camos 
as obras que vamos fazer com 
os saldos que transitam dos 
anos anteriores das obras que 
não se fi zeram”, afi rmou.
João Bernardo disse que “não 
é o orçamento do CDS, não é o 
orçamento da coligação a que 
o CDS pertence, não contém as 
prioridades que no nosso en-
tender deviam ser priorizadas 
e deviam ser executadas no pró-
ximo ano”. 
Vítor Tomás Ferreira, da coli-
gação “A Covilhã tem Força”, 
afi rmou que a abstenção é um 
“voto de confi ança, pois acredito 
no trabalho desenvolvido pelos 
responsáveis pela elaboração 
deste orçamento”.
Jorge Viegas, presidente da 
Junta de Freguesia de Cortes 
do Meio, sublinhou que a rea-
lização, ou não, da estrada de 
ligação às Penhas da Saúde con-
dicionaria o seu voto, optando 
pela abstenção, após Vítor Perei-
ra recordar que já em julho tinha 
prometido fazer a ligação. Vítor 
Pereira vincou que “há muitas 
obras que não vão estar pron-
tas, mas estarão em curso, e as 
que não estão em andamento 
estarão em projeto. Quem vier 
a seguir vai ter muito que peda-
lar”, concluiu.
/ / PASSAGEM DE ANO
Praça do Município 
recebe espetáculo 
piromusical 
Animação, música e um 
espetáculo piromusical 
vão marcar a noite de pas-
sagem de ano na Covilhã, 
numa festa organizada 
pela Câmara Municipal.
A Praça do Município 
volta a ser o local escolhi-
do para essa noite, em que 
covilhanenses, visitantes 
e turistas vão ter a opor-
tunidade de assistir a um 
espetáculo piromusical.
“À meia-noite, o céu vai 
iluminar-se e assinalar 
a entrada em 2025 com 
uma fusão de luz e som. 
As cores e os efeitos de luz 
representarão o processo 
de tecelagem, exaltando a 
tradição têxtil e o trabalho 
coletivo. O espetáculo 
sublinha que o futuro é 
uma jornada partilhada, 
onde cada passo contribui 
para a construção de um 
amanhã mais justo, sus-
tentável e solidário”, refere 
a nota de imprensa. 
A animação musical 
estará garantida, designa-
damente pela atuação do 
Grupo Kapittal e de vários 
DJ’s, que vão atuar na 
tenda gigante.
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO12 // INTERCIDADES Castelo Branco
/ / FREGUESIA DE CASTELO BRANCO / Orçamento aprovado
Cerca de 780 mil 
euros para 2025
O orçamento da Junta de Fre-
guesia de Castelo Branco, apro-
vado a 13 de dezembro, é de cer-
ca de 780 mil euros para 2025.
O presidente da Junta, José Pires, 
declarou ao JF que no essencial 
vão ser mantidos programas e 
projetos iniciados com o man-
dato: “Como o alargado siste-
ma de apoio social, onde são 
exemplos o programa Vamos 
(transporte a pedido), Cuidar de 
quem cuida, Pedalar sem idade, 
os vouchers de apoio à natalida-
de, entre outros.”
Também iniciativas como o 
Dia dos Sinos, Concerto de Fim 
de Ano, Dia da Freguesia ou o 
projeto ‘Jardinar’, de educação 
ambiental nas escolas, serão 
mantidas. Haverá um incre-
mento de apoio para a prática 
desportiva, especialmente para 
a formação. “Estamos a planear 
a realização das Albicastríadas, 
para o mês de maio, para todos 
os clubes e associações, em to-
dos os desportos. Vamos ainda 
recuperar a tradição albicastren-
se do concurso de Vestidos de 
Chita, com a proposta a fazer aos 
Bairros para a participação do 
seu próprio vestido, mas tam-
bém às escolas para um vestido 
de chita infanto-juvenil”, infor-
mou o autarca. Miguel Geraldes
/ / ESCOLA DO CASTELO / Videoclipe nas redes sociais
Música natalícia
em língua gestual
A Escola do Castelo realizou 
uma atividade centrada na in-
clusão e na diversidade cultu-
ral e linguística, que resultou 
na criação de um videoclipe e 
na interpretação de uma músi-
ca natalícia em Língua Gestual 
Portuguesa (LGP), promovendo 
a acessibilidade para a comu-
nidade surda. O vídeo já está 
disponível nas redes sociais da 
escola.
Esta iniciativa foi desenvolvida 
em colaboração com o projeto 
NCO E9G | Nós com os Outros - 
Escolhas 9.ª Geração, executado 
pela Amato Lusitano – Asso-
ciação de Desenvolvimento 
(ALAD) e as professoras de LGP, 
reforçando a importância do tra-
balho interdisciplinar e colabo-
rativo no contexto escolar.
Segundo a ALAD, esta iniciativa 
“destaca-se pela sua dimensão 
pedagógica, não apenas como 
uma celebração natalícia, mas 
também como uma experiência 
educativa que fomenta a sensi-
bilização e a empatia. Reforça a 
missão da escola, proporcionan-
do vivências que transcendem 
o currículo tradicional”.
/ / AUTÁRQUICAS / Coligação entre Sempre e PSD
António Fernandes
“é nome unânime”
Atual presidente do IPCB é o provável 
candidato à autarquia em 2025
Miguel Geraldes
À margem da última reunião 
de Câmara, realizada no 
dia 20 de dezembro, Jor-
ge Pio, do Movimento Sempre, 
confirmou ao JF que António 
Fernandes “é um nome unâni-
me” para a possível candidatura 
à autarquia albicastrense, que 
está a ser preparada por uma 
coligação entre o movimento 
independente e o PSD.
“Está-se a trabalhar para que 
no início do próximo ano haja 
a apresentação formal da can-
didatura”, revelou Jorge Pio, ad-
mitindo que António Fernandes, 
atual presidente do Instituto 
Politécnico de Castelo Branco 
(IPCB), garante unanimidade 
numa candidatura conjunta 
entre o movimento Sempre e 
o PSD. E reforçou esta ideia ao 
afirmar que foi o próprio Luís 
Correia, líder do Sempre, que 
sugeriu o nome.
Reunião de Câmara
O Sempre apresentou uma 
moção para elaboração de um 
Regulamento Municipal para 
Atribuição de Apoios a IPSS’s 
(Instituições Particulares de 
Solidariedade Social), sob o 
argumento de que esse apoio 
fi nanceiro é relevante para que 
assegurem “o normal funciona-
mento das suas atividades e pro-
jetos”, tendo em conta que “hou-
ve alteração de contexto da área 
social nos municípios, devendo 
agora deixar de ser excecionado, 
passando a ser regulamentado”. 
O presidente Leopoldo Rodri-
gues manteve o argumento de 
que o apoio ao associativismoestá excecionado com o apoio às 
IPSS’s. Com os três votos contra 
do executivo PS e a abstenção 
do voto da coligação PSD/CDS-
-PP/PPM a moção foi rejeitada.
O Sempre também levantou dú-
vidas quanto ao que afi rmou ter 
sido uma promessa eleitoral do 
PS: o de todas as freguesias do 
concelho terem um ATM (termi-
nal multibanco). E deu o exem-
plo de São José das Tojeiras que 
já terá pedido apoio ao Municí-
pio para os custos de construção 
do terminal que deverá estar 
concluído em janeiro próximo. 
Esse pedido de apoio foi feito 
ainda em 2023, num montante 
de cerca de 24 mil euros, tendo 
o contrato de empreitada para 
a construção sido já realizado 
em 2024. Sobre essa questão, 
Leopoldo Rodrigues apenas afi r-
mou: “A Câmara Municipal assu-
me as suas responsabilidades.” 
Ao JF, o presidente da Junta de 
Santo André das Tojeiras, Luís 
Andrade, admitiu ainda não ter 
tido qualquer resposta formal 
ao pedido efetuado.
Sobre a questão do perímetro 
dos limites urbanos das locali-
dades, foi exposta a importância 
de ser esclarecida, o que deverá 
acontecer na reunião pública de 
dia 7 de janeiro, para discussão 
do PDM (Plano Diretor Muni-
cipal), que já está em consulta 
pública.
O nome do candidato, da coligação
Sempre e PSD, é apresentado em janeiro
D
R
/ / ACADEMIA DCCA / Competição ‘Portugal a Dançar’
Na fi nal nacional
A Academia de Dança de Caste-
lo Branco (DCCA) vai estar pre-
sente na fi nal nacional de ‘Por-
tugal a Dançar’. A DCCA informa 
que esta é “a maior competição 
nacional de dança”, e que se rea-
liza no próximo dia 11 de janeiro 
de 2025, às 18 horas, no auditório 
de Lavra, em Matosinhos.
A DCCA afi rma que a academia 
se distingue “pelo talento, pai-
xão e criatividade”, com os quais 
se destacaram nesta edição, 
em representação de Castelo 
Branco.
A organização anuncia que 
este evento reúne as melhores 
coreografias selecionadas de 
várias localidades do país, “cele-
brando o talento, a criatividade 
e a paixão pela dança”.
A fi nal contará com a presença 
de mais de trinta coreografi as 
num total de 200 bailarinos 
que vão competir pelo título 
nacional.
S. Silvestre Verti-
cal no Louriçal
A localidade de Louri-
çal do Campo recebe 
dia 29 dezembro, às 10 
horas, o Trail Running 
‘São Silvestre Vertical’.
Este evento de Trail 
Running (km vertical), 
que tem a Serra da 
Gardunha como palco, 
terá um percurso de 5,5 
km com 1000 metros 
de desnível acumulado 
positivo. A organização 
indica que o percurso 
é “extremamente desa-
fi ante, percorrendo-se 
trilhos com grandes 
inclinações positivas e 
negativas, que levam 
os participantes do 
sopé da serra até ao 
seu ponto mais alto. 
Os participantes terão 
a oportunidade de ver 
magnífi cas vistas sobre 
o concelho de Castelo 
Branco e Fundão, bem 
como para a imponen-
te Serra da Estrela”.
Concerto de Reis 
em Póvoa de Rio 
de Moinhos e 
Caféde
A 4 de janeiro realiza-
-se um Concerto de 
Reis pela Sociedade 
Filarmónica Vicentina, 
de São Vicente da Bei-
ra. Será às 15 horas na 
Igreja Matriz de Póvoa 
de Rio de Moinhos e às 
17 na Igreja de Caféde.
Já no passado dia 15 
realizou-se a peça de 
teatro natalícia ‘Na 
Magia do Bosque’, com 
a presença, sobretudo, 
de muitas crianças da 
freguesia, “em júbilo e 
muita alegria”.
DAS FREGUESIAS
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 PUBLICIDADE \\ 13
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO14 // OPINIÃO
Balanço do ano Sonho local 
com desígnio 
nacional
/ / PORTAS DO SOL / / TRIBUNA
A atribuição do Prémio Nobel de 
Literatura a Han Kang foi uma 
surpresa total. Esperávamos 
Péter Nádas, o húngaro com uma 
obra vasta e fulgurante em que a me-
mória familiar acompanha a própria 
História magiar e foi a sul-coreana, de 
54 anos, que ganhou. Nunca houve 
Prémio Nobel na Coreia do Sul e isso 
deve ter infl uenciado o júri. Porém, 
temos de ler dela dois belos romances 
em que a sua prosa poética nos toca, 
assim como os temas abordados. 
Mais que em “A Vegetariana “(um tre-
mendo romance que é uma viagem 
em direcção à loucura de uma jovem 
que depois de deixar de comer carne 
provoca escândalo na sua família), é 
em “Actos Humanos” que Han Kang 
faz explodir a sua linguagem poética 
ao narrar os actos brutais cometidos 
no seu país contra os estudantes que 
lutaram contra o general ditador Chun 
Doohwan e os seus militares. Foi a Re-
volta de Gwangiu que fez inúmeras 
vítimas. A escritora ao exumar este 
massacre político toma partido pe-
los mais fracos. No plano nacional, 
Rui Couceiro confi rmou, com o seu 
segundo romance “Morro da Pena 
Ventosa”, o seu grande talento de es-
critor e fez um retrato avassalador do 
Porto e das suas gentes humildes. Ma-
nuel Abrantes, com o seu primeiro li-
vro “Na Terra dos Outros”, compôs um 
romance simplesmente assombroso. 
É a história de uma criada de servir 
que ao fi m de quarenta e tal anos se 
transforma em cuidadora informal 
tendo o destino da sua vida seguido 
a História portuguesa. Uma grande 
revelação. Miguel Real com “Autobio-
grafi a de Jesus” escreveu um livro sub-
versivo sobre Jesus «o homem mais 
fracassado da civilização ocidental 
pois morreu consciente de que não 
tinha o amparo do Pai» e ao afi rmar 
ainda que não houve ressurreição 
desmistifi ca a religião cristã. Um livro 
importante a ler. Fernando Paulouro 
das Neves publicou “O Tribunal das 
Almas”, um romance poderoso sobre a 
Inquisição que aniquilou a vida de um 
cristão-novo, rico industrial de lanifí-
cios. Conduzido à fogueira, toda a sua 
fortuna passará para as mãos da Inqui-
sição e do rei D. João V que ganhava 
dividendos com os ardidos. De Diogo 
Paiva, saiu o livro de contos “Mapa de 
Movimentos Interiores”. É uma sur-
presa de todo o tamanho pois nunca 
No dia 17 de dezembro a ADE-
RES (Associação de Desenvol-
vimento Rural Estrela Sul) fez 
30 anos, para celebrar a sua jornada 
existencial de frutuoso trabalho pre-
senteou-nos com um grupo de traba-
lho para dinamizar a realização dos 
túneis de Alvoaça inseridos na futura 
IC6. A tão desejada via de comuni-
cação que além de poder oferecer 
magnífi cas paisagens montanhosas 
aos seus utilizadores, também pos-
sibilita uma deslocação rodoviária 
até Coimbra em metade do tempo.
Os mais céticos já devem andar a 
apregoar que foi criado um grupo de 
carolas que pretende passar o Cabo 
das Tormentas, e que não traz qual-
quer benefício ao nosso quintalinho. 
Mas acreditem os pseudo adamasto-
res que um traçado bem desenhado, 
fl uido e com os seus túneis, não iria 
gerar só rique-
z a a o n o s s o 
território.
Vou tentar ser 
mais explícito, 
em 2023 o va-
lor acrescenta-
do bruto gerado 
pelo turismo 
(VABGT) teve um crescimento 16% 
que por coincidência representa 
16.5% do PIB, o que demonstra que 
o turismo está a ser uma fatia gene-
rosa na economia nacional.
Se fi cássemos por este último pará-
grafo poderíamos dizer que os resul-
tados são animadores para todos, 
mas infelizmente não. O Centro, e 
não falo só nessa geografi a que tem 
a malfadada conotação depreciativa 
de Interior, mas sim, todo o Centro, 
que apesar de ter uma oferta sin-
gular e diversifi cada não consegue 
atrair turistas e no ranking nacio-
nal permanece no fundo da tabela. 
Para compreendermos os motivos 
da nossa desgraça, nada melhor do 
que observar os fl uxos e as suas vias 
pendulares quando os turistas se 
deslocam em recreio.
O INE mostra-nos que o transporte 
rodoviário internacional de passa-
geiros no ano 2023 teve um cresci-
mento de 43%, com 1,6 milhões de 
utilizadores, que obrigatoriamente 
Manuel da Silva Ramos Paulo Barbosa*
 ramosmanueldasilva@gmail.com paulofbarbosa@gmail.com
tínhamos lido contos deste escritor 
e tradutor. Em três dos seis contos do 
volume, ele subjuga-nos totalmente 
com uma voz cativante de adolescen-
te, de grande intensidade emocional, 
fazendo destes contos autênticas 
maravilhas de sensibilidade e poe-
sia. No domínio das plaquettes, duas 
novidades. Arnaldo Saraiva, incansá-
vel pioneiro e passador de literatura 
brasileira, publicou 40 páginascom 
os seus contributos para o conheci-
mento desta literatura tão rica. Em “Li-
teratura Brasileira no Porto” relembra 
que já escrevia sobre ela desde 1961 
e que ao longo dos anos entrevistou 
os seus maiores vultos tendo escrito 
também sobre eles. António Lourenço 
Marques trouxe-nos quatro plaquettes 
amarelas intituladas “Cuidados Pa-
liativos”. Fala da sua experiência de 
médico da Unidade de Tratamento 
da Dor, no Hospital do Fundão, desde 
1992 até à sua aposentação em 2010 e 
conta também o que foi esse serviço 
humanista e os obstáculos que lhe 
puseram no meio do caminho. Uma 
bela vitória para o autor. Continuan-
do no plano regional, o Cineclube 
Gardunha impôs-se no Fundão e ar-
redores e hoje é um pólo de atracção 
cultural formidável. O maior destaque 
vai para a organização dos Encontros 
de Cinema do Fundão e, em Agosto 
passado, mais de mil pessoas assis-
tiram ao evento que apresentou em 
antestreia o maravilhoso “Génesis” 
de Marta Ramos e José Oliveira. Já no 
final do ano exibiu “Mãos no Fogo”, 
um fi lme fascinante de Margarida Gil 
que destoou no panorama nacional 
e que merecia um prémio. A cineasta 
covilhanense alargou o seu universo 
fílmico e fez uma obra cheia de poe-
sia, subversão e imaginação e o seu 
propósito está tão arejado e livre que 
culminou até num experimentalismo 
fi nal. Na Galeria António Lopes, na Co-
vilhã, destaque para três criadores: Se-
bastião Pimenta ousou a escultura em 
rocha ornamental e ganhou a aposta; 
Laura Lourenço com as suas histórias 
açorianas de lava negra voltou ao rei-
no da poesia e Cecília Duarte, com as 
suas árvores coloridas, intervém no 
nosso mundo. E para terminar com 
optimismo, 2024 é também o ano em 
que um imigrante abriu uma livraria 
no Fundão. Gabriel, o patriarcal dono 
da “Livros Tintos”, veio da África do 
Sul. Bom Ano a todos. E viva a cultura!
chegam através de Espanha. Sendo a 
rede rodoviária espanhola generosa 
em oferta, com autoestradas onde 
muitas delas até são gratuitas. É evi-
dente que as cómodas massas que 
circulam, ao usarem os aplicativos de 
orientação, recebem rotas de trajetos 
que passam sempre ao lado do nosso 
amado Centro. Enquanto se manti-
verem instituídas as triunfantes en-
tradas, a oriente do nosso reino, por 
Vilar Formoso e Elvas, o Norte agra-
dece tamanha benevolência, Lisboa 
adorna a nossa incompetência e o 
Sul soalheiro continua a monopoli-
zar os salgados banhos.
Já a nossa querida A23 continua soli-
tária porque aos automobilistas que 
vê passar já não tem nada para con-
tar e fazem parte da família.
Se estamos na mesma latitude de 
Madrid com uma autoestrada à por-
ta de Monfortinho 
(EXA1), que numa 
linha reta dista a 150 
km de Coimbra, não 
faz todo o sentido 
criarmos urgente-
mente uma ligação 
d i g n a a o C e n t ro 
Litoral?
Um país que pretende construir um 
aeroporto de nove mil milhões de 
euros, o IC6 com os seus túneis é 
uma obra cujo valor são trocos.
Por onde andam os municípios que 
vão tirar mais-valias deste projeto?
Figueira da Foz, Aveiro e Coimbra: 
Um trio que poderia ser dourado e 
que deveria estar na linha da frente, 
prefere manter-se adormecido no 
Portugal dos pequeninos.
Felizmente damos graças às peque-
nas associações que todos os dias de-
batem as necessidades locais e ainda 
lhes sobra tempo para projetarem o 
bem nacional.
Bem-haja ADERES pela vossa resi-
liência, coragem e o enorme con-
tributo que dão à coesão territorial, 
desejo sinceramente que o grupo de 
trabalho criado chegue a bom porto, 
e com Espanha, desta vez, teremos 
um bom casamento.
* Presidente da Junta de Freguesia de 
Lavacolhos
“Para um país que pretende 
construir um aeroporto de 
nove mil milhões de euros, o 
IC6 com os seus túneis são 
trocos”
JORNAL DO FUNDÃO • 26 de dezembro de 2024 ESPECIAL \\ 15
/ / PENAMACOR
Livro de
António Serrano 
apresentado
A sala polivalente da 
Junta de Freguesia de 
Penamacor recebeu, no 
dia 15, a apresentação do 
livro “Histórias da Minha 
Aldeia”, da autoria de 
António Almeida Serrano, 
natural de Aldeia de João 
Pires. Exerceu funções do-
centes nos concelhos de 
Idanha-a-Nova, Penama-
cor, Setúbal e também em 
São Tomé (África).
/ / FIGUEIRA C. RODRIGO
Autarquia adquire 
arma para destruir 
ninhos de vespa
A Câmara Municipal de 
Figueira de Castelo Ro-
drigo adquiriu uma arma 
específi ca para combater, 
“de forma efi caz”, a vespa 
asiática (ou vespa veluti-
na) no concelho através 
da inoculação de projéteis 
com biocida. A decisão 
surgiu após “diversos 
alertas apresentados pela 
população junto dos Ser-
viços Municipais de Prote-
ção Civil sobre o crescente 
aumento de avistamentos 
de ninhos desta espécie 
no concelho”, justifi ca a 
autarquia. “Esta arma é 
essencial para eliminar 
ninhos de vespa asiática 
em locais de difícil acesso, 
tendo vindo a mostrar-se 
bastante efi caz, fi cando 
estes ninhos inativos em 
poucos dias, não sendo 
necessária a sua remoção”, 
adianta a Câmara.
Território Vivo
Gestão
da água 
A gestão efi ciente da água 
é essencial para a sustenta-
bilidade dos recursos hídri-
cos, sendo os redutores de 
caudal uma solução prática, 
económica e efi caz. 
Aplicados em torneiras e chu-
veiros, estes misturam o ar 
com a água, reduzindo o con-
sumo de água em até 50%, 
mantendo o fl uxo uniforme.
Além disso, contribuem tam-
bém para a preservação dos 
recursos naturais e ainda ali-
viam a pressão sobre infraes-
truturas de abastecimento. 
Com um custo de instala-
ção muito baixo e simples, 
e alto impacto económico 
e ambiental, os redutores 
de caudal são essenciais em 
estratégias de efi ciência hídri-
ca, promovendo práticas de 
consumo sustentável em edi-
fícios residenciais, públicos e 
comerciais. 
Este investimento acessível 
e disponível amplamente 
demonstra um compromisso 
com a preservação ambiental 
e a redução do desperdício.
/ / ANDEBOL / Jogos em Pinhel, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Mêda
Torneio 4 Nações com as 
melhores seleções da atualidade
Portugal, Espanha, França e Alemanha são as equipas de sub-21 presentes,
garantindo jogos com muito espetáculo entre 9 e 11 de janeiro, em pavilhões diferentes
A região vai abrir o novo 
ano com o Torneio de 
Andebol 4 Nações, em 
sub-21 masculinos, que vai ter 
lugar nos concelhos de Pinhel, 
Almeida, Figueira de Castelo 
Rodrigo e Mêda, nos dias 9, 10 e 
11 de janeiro.
A apresentação da prova decor-
reu em Pinhel, com presença de 
representantes dos Municípios 
parceiros, da Federação de An-
debol de Portugal (FAP) e da As-
sociação de Andebol da Guarda.
A competição vai contar com 
a participação das seleções de 
Portugal, Espanha, França e Ale-
manha, atuais líderes do esca-
lão a nível europeu e mundial, 
o que faz antever “um torneio 
muito competitivo”, projetou o 
vice-presidente da FAP, Joaquim 
Escada.
Cada um dos concelhos vai ser 
anfi trião de uma seleção, caben-
do a Pinhel acolher a equipa de 
Espanha. Quanto ao calendário 
de jogos, prevê a realização de 
jogos nos quatro concelhos, em 
horários que pretendem atrair 
não só o público em geral como 
também a comunidade escolar 
(com jogos a realizar-se em ho-
rário escolar, na Mêda e em Fi-
gueira de Castelo Rodrigo).
Pinhel acolhe a jornada fi nal, a 11 
de janeiro (sábado), com os dois 
jogos decisivos.
Apresentação do evento desportivo
teve lugar na Câmara Municipal de Pinhel
D
R
 DICA ENERGÉTICA
A vice-presidente da Câmara 
Municipal de Pinhel, Daniela 
Capelo, sublinhou a importân-
cia da parceria com a FAP, mas 
também com as autarquias de 
Almeida, Figueira de Castelo Ro-
drigo e Mêda. “Sem este esforço 
intermunicipal não seria possí-
vel acolher estes eventos des-
portivos, que não só contribuem 
para a afi rmação da modalidade 
como também para a afi rmação 
e atratividade dos territórios”, 
destacou.
26 de dezembro de 2024 • JORNAL DO FUNDÃO16 // REGIONAL Vilas, Aldeias e Território
/ / PENAMACOR / Câmara atenta às condições socioeconómicas dos cidadãos
Autarquia devolve 5% 
do IRS aos residentes
Medida é “mais um estímulo

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