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P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A V I D A D O C R I S T Ã O P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 ESTUDO ESTUDO ESTUDO ESTUDO 01ESTUDO A INFLUÊNCIA DE JESUSA INFLUÊNCIA DE JESUS NOS SENTIMENTOSNOS SENTIMENTOS HUMANOS:HUMANOS: RAIVA, INVEJA, COBIÇA.RAIVA, INVEJA, COBIÇA. TEXTO BASE: MATEUS 5.21-26 P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A V I D A D O C R I S T Ã O 3 INTRODUÇÃO Fomos chamados a nos asseme- lhar a Cristo, permitindo sua influ-ência constante em nossa vida. Isso inclui adotar seus padrões e atitudes, controlando sentimentos como raiva, inveja e cobiça. Sendo assim, Cristo se tornará visível em nossas ações e comportamentos. Hoje, estudaremos sobre este importante tema. I – DEFINIÇÃO DE SENTIMENTOS. No hebraico, "sentimento" pode ser relacionado a termos como "leb" (coração), representando emoções, pensamentos e vontade. No grego, é associado a palavras como "pathos", que denota pai- xões ou emoções profundas. Em ambas as línguas, sentimentos envolvem o centro interior do ser humano, abrangendo emoções, intelecto e espiritualidade. Por isso, nossos sentimentos precisam estar sempre sobre o domínio de Cristo, já que, Ele deve ser o direcionador de nossas ações. II – SENTIMENTOS HUMANOS DISTORCIDOS PELO PECADO. Precisamos entender que o pecado deformou nossos senti- mentos, aquilo que antes era perfeito e bom, agora se tornou terrível e por vezes destrutivo a nós mesmos e ao nosso próximo, a quem deveríamos amar (Mt 22. 39). Vejamos agora alguns senti- mentos que infelizmente podere- mos sentir e que estão distorcidos pelo pecado: 1. A IRA (raiva). É uma emoção intensa de descontentamento ou indignação, geralmente provo- cada por uma ofensa, injustiça ou frustração. Pode ser expressa de forma controlada, como uma reação justa a uma situação errada, ou de forma descontro- lada, levando a comporta-mentos agressivos. O apóstolo Paulo reconheceu que é possível um crente irar-se, quando disse: “Irai- vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). O termo grego para ira é thumos e significa “raiva” ou “fúria” que podem acarretar agressões físicas e verbais. A Palavra de Deus nos adverte quanto aos perigos da ira e como podemos superá-la (Sl 37.8; Pv 1919; 29.22; Ef 4.31; 6.4; Cl 3.8; Tg 1.19). 2. A INVEJA. É um misto de ódio, desgosto e pesar pelo bem e felicidade de outrem; é o desejo violento de possuir o bem do pró- ximo. No hebraico a expressão aparece por quarenta e duas vezes 1 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N O S S E N T I M E N T O S H U M A N O S : R A I V A , I N V E J A , C O B I Ç A no AT (Jó 5.2; Pv 14.30; Ec 4.4; Is 11.13; Ez 35.11). No grego o vocábulo ocorre por nove vezes (Mt 27.18; Mc 15.10; Rm 1.29; Gl 5.21; Fl 1.15; 1Tm 6.4; Tt 3.3; Tg 4.5; 1Pe 2.1). A inveja é sempre um sentimento negativo, ao passo que o zelo pode ser negativo ou positivo. A palavra portuguesa para inveja vem do latim que significa: “olhar contra”, ou seja, olhar para alguém de modo contrário. 3. A COBIÇA. É definida como o desejo desordenado de adquirir coisas, posição social, fama, proe- minência secular ou religiosa etc. Pode incluir a tentativa de apossar-se do que pertence ao próximo. Este pecado é listado entre os frisados por Paulo, em Ef 4.19; aparece na lista dos vícios dos povos pagãos, em Rm 1.29. Apesar da cobiça não ser especificamente listada entre as obras da carne em Gl 5.19-21, ela é uma das causas de várias daquelas obras carnais, como o adultério, o ódio, as dissensões, a beligerância, que é a pessoa que suscita guerras etc. III – COMO PODEMOS CONTRO- LAR TAIS SENTIMENTOS? Todos estamos sujeitos aos de- sejos pecaminosos; a fim de seguirmos a orientação do Espí- rito Santo, devemos, decididamen- te, enfrentá-los e crucificá-los (Gl 5.24). Para se viver de modo que agrade ao Senhor, é preciso crucificar as paixões que brotam na carne e as concupis cências, e ter a certeza de que Deus sempre nos dá o êxito (1Co 15.57; Gl.5.24). como fazer isso? Buscando a santificação, pois ela requer que o crente mantenha: a) Profunda comunhão com Cris- to (Jo 15.4) e mantenha a comu- nhão com os crentes (Ef 4.15,16); b) Dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de Deus (Jo 17.17) e mortifique o pecado (Rm 6); c) Submeta-se à disciplina de Deus (Hb 12.5-11) e continue cheio do Espírito Santo (Rm 8.14; Ef 5.18). CONCLUSÃO O fruto da temperança suscitado pelo Espírito Santo opõe-se a todas as obras da natureza peca- minosa carnal e humana. Ao longo da vida terrena, precisamos exer- cer o governo disciplinado sobre os desejos da carne. O melhor an- tídoto contra as obras da carne é estarmos cheios do Espírito Santo, porque assim estaremos sob o Seu controle. E nos submetendo a Cristo, nos tornaremos como Ele. 1 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N O S S E N T I M E N T O S H U M A N O S : R A I V A , I N V E J A , C O B I Ç A 4 02ESTUDO A INFLUÊNCIA DEA INFLUÊNCIA DE JESUS NOSJESUS NOS RELACIONAMENTOSRELACIONAMENTOS TEXTO BASE: LUCAS 10.25-37 P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A V I D A D O C R I S T Ã O 2 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N O S R E L A C I O N A M E N T O S INTRODUÇÃO Os relacionamentos interpessoais são um desafio a mais na vida do cristão. Pois eles não dependem apenas de nós mesmos, mas também do nosso próximo. Na aula de hoje trataremos deste mandamento de amar ao próximo e analisaremos isto da perspectiva de Jesus. Descobriremos que os nossos relacionamentos com o próximo nos mostrarão que tipo de relacionamento temos com o nosso Deus. I – AMAR O PRÓXIMO, A BASE PARA NOSSOS RELACIONAMEN- TOS. Amar ao próximo é um manda- mento, como Jesus ensinou em (Mt 22.35-40), sendo o segundo maior mandamento na Lei. O Apóstolo João reforça essa verda- de em sua epístola, afirmando que: 1. Na práxis de Cristã, crer e amar andam jutos. "E o seu mandamento é este: que creia- mos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu man- damento" (1 João 3.23). 2. Além disso, amar ao próximo é uma evidência do novo nascimen- to. João é claro ao dizer que é im- possível afirmar que conhecemos a Deus sem amar ao próximo. Ele escreve: "Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus" (1 João 3.10). 3. O Apostolo João ainda complementa: "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4.20). Assim, o amor ao próximo é tanto um man- damento divino quanto uma evidência prática de que per- tencemos a Deus, além de ser base para nossos relacionamentos interpessoais. II – UMA PARÁBOLA PARA ENTENDER QUEM É O MEU PRÓXIMO. Todas as parábolas contadas por Jesus têm por finalidade nos ensinar algo que transcende nosso intelecto, é um ensino prático de uma verdade espiritual. Vejamos alguns pontos chaves desta parábola: 1. A origem da pergunta. O mestre da lei gostaria de saber o que era necessário para que ele alcançasse a vida eterna, Jesus fala 6 sobre os mandamentos e ele diz que o cumpre, mas na hora de saber quem era seu próximo ele tentou justificar-se, daí a necessidade da parábola, dizer a ele que o próximo é qualquer pessoa que precise de minha ajuda. 2. Os personagens. O sacerdote, o Levita, o Samaritano e o homem ferido. De certo modo todos nós podemos e somos alguns destes personagens. Alguns olharão de lado e vão passar sem se importar, outros se compadecerão e se prontificarão em ajudar, já outros estarão feridos no caminho. Quem é você aqui hoje? 3. O desfecho. Ao que tudo indica o homem não aceitou que seu próximo poderia ser um sama- ritano, mas o reino de Deus é exatamente isto, amar nossos inimigos, como Ele mesmo o fez: "Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelosque vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos." (Mt 5.44-45). III – QUE TIPO DE RELACIONA- MENTO JESUS ESPERA QUE EU REFLITA? 1. É o Espírito Santo que produz o fruto do Espírito em nós, que nos capacita a cumprir o segundo maior mandamento da lei: "Ama- rás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19.18). Em sua pri- meira epístola, o apóstolo João enfatizou a importância do amor ágape em direção a outras pessoas: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (I Jo 4.7,8). 2. O amor ágape, ou seja, o amor a Deus e de Deus nos capacita a amar não apenas os nossos semelhantes, mas até mesmo nossos inimigos (Lc 6.27-36). É este o tipo de relacionamento que Deus espera de mim, não apenas na igreja, mas na família, com os amigos do trabalho, escola, faculdade, só assim eles perce- berão que a mensagem do evan- gelho é real, porque antes de pregá-la eu estou vivendo-a. CONCLUSÃO O amor deve ser a marca distintiva dos seguidores de Cristo. Por isso, como cristãos, nossa responsabili- 2 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N O S R E L A C I O N A M E N T O S 7 dade não é apenas ensinar ou pre- gar sobre o amor, mas, acima de tudo, praticar o amor no nosso dia a dia. Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (Jo 13.35). Quem afirma ser cristão, mas tem o coração insensível diante do sofrimento e da necessidade dos outros, demonstra cabalmente que não tem em si a vida eterna (Mt 25.41-46; 1Jo 3.16-20). 2 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N O S R E L A C I O N A M E N T O S 8 03ESTUDO A INFLUÊNCIAA INFLUÊNCIA DE JESUS NADE JESUS NA LINGUAGEM CRISTÃLINGUAGEM CRISTÃ TEXTO BASE: MATEUS 5.13-16 P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A V I D A D O C R I S T Ã O 3 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A L I N G U A G E M C R I S T Ã INTRODUÇÃO O modo como nos expressamos é uma das formas mais claras de refletir nossa fé cristã. Jesus ensi- nou que "a boca fala do que está cheio o coração" (Mt 12.34), o que nos lembra que as palavras que saem de nós são um reflexo direto do que estamos cultivando interi- ormente. Hoje estudaremos sobre a nossa conduta e como podemos através dela, ou seja, do nosso falar, testificar que somos de Cristo. I – A LINGUAGEM DO CRISTÃO, A DEMONSTRAÇÃO DE SUA CON- DUTA. 1. Em Mateus 5.37, Ele nos ensina a sermos autênticos em nossa comunicação, dizendo: "Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não", reforçando a importância da sin- ceridade e integridade no que dizemos. 2. O apóstolo Paulo, em Efésios 4.29, também nos adverte a "não sair da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só o que for bom para a necessária edifica-ção, para que dê graça aos que a ouvem", orientando- nos a falar palavras que edifiquem e aben-çoem os outros. 3. Em Colossenses 4.6, ele acres- centa que nossa palavra deve ser "sempre agradável, temperada com sal", ou seja, deve ser sábia e cheia de graça, mostrando que nossa fé deve ser visível não só em ações, mas também nas palavras que escolhemos. Assim, nosso falar se torna uma poderosa evidência de nossa transformação em Cristo e de nossa fé viva, capaz de impactar os outros, o falar está intrinseca- mente ligado à minha conduta. II - JESUS NOS ENSINANDO SO- BRE A CONDUTA. Para ilustrar a importância da conduta cristã, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns aos ouvintes: o sal e a luz. A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz fala da nossa conduta. Cristo falou primeiro do sal da terra e depois da luz do mundo. Assim o caráter precede o testemunho. Vejamos algumas lições práticas que podemos extrair desses dois elementos: 1. O cristão como sal da terra. Ele conserva e preserva; daí ser figura da pureza. Sua cor alva também fala disso. Ele evita a deterioração. O sal é invisível quando em ação. O sal, antes de ser aplicado, é visível, mas ao começar a agir, 10 temperando, preservando, torna- se invisível. O sal, age invisivel- mente, mas sua ação é clara- mente sentida. Assim também são as nossas palavras, que devem ser temperadas como o sal (Cl 4. 6). 2. O cristão como luz do mundo. A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só: o azeite. O mesmo ocorre ao verdadeiro cristão. Ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para di- fundir a luz de Cristo e a luz do Evangelho (Mt 25.3,4). A luz não se mistura. Mesmo que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal etc., ela não se contamina. Assim deve ser o crente: viver neste mundo tene- broso a difundir a luz de Cristo, sem se contaminar com o pecado e as obras infrutuosas das trevas (Mt 5.16; Fp. 2.15). Nossas palavras precisam ser diferentes das do mundo. III - A IMPORTÂNCIA DE UM LIN- GUAJAR QUE GLORIFIQUE A DEUS. 1. Demonstrar à sociedade que somos novas criaturas. Através do linguajar cristão, o crente de- monstra à sociedade que já não é mais o mesmo, e que sua vida foi transformada, tornando-se numa nova criatura (Rm 8.1; II Co 5.17); 2. Evangelizar. Através do seu tes- temunho pessoal o cristão tam- bém evangeliza (ITm 4.16). Sua própria vida já é um testemunho vivo do poder de Deus. Se de- monstrarmos um bom teste- munho diário, propagaremos, com eficácia, o poder do Evangelho que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, conforme (Rm 1.16); 3. Glorificar a Deus. Ninguém pode duvidar que, através do testemunho cristão, principal- mente através de nossa conduta, os homens podem glorificar a Deus. Jesus disse: “Assim resplan- deça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt 5.16). CONCLUSÃO O cristão não deve se conformar com o mundo, como ensinado por Paulo em Rm. 12.2, que alerta para não tomar a forma do sistema mundano, que é controlado por Satanás (Jo 12.31; 1 Jo 5.19) e é con- 3 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A L I N G U A G E M C R I S T Ã 11 siderado mau (At 2.40; Gl 1.4). Também não devemos ser amigos do mundo, ou seja, aceitar seus pecados, valores e prazeres, como indicado em Tg 4.4 e Mt 6.24. Nosso padrão de vida, linguagem e conduta andam juntos. Que Deus nos ajude a refletir sua luz e permanecer dando sabor a um mundo escuro e sem gosto. Nossa forma de falar refletirá isto. 3 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A L I N G U A G E M C R I S T Ã 12 04ESTUDO A INFLUÊNCIA DE JESUSA INFLUÊNCIA DE JESUS EM NOSSOSEM NOSSOS TEMPERAMENTOSTEMPERAMENTOS TEXTO BASE: GÁLATAS 5.22-23 P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1 A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S N A V I D A D O C R I S T Ã O 4 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S E M N O S S O S T E M P E R A M E N T O S INTRODUÇÃO. Meu temperamento pode ser uma barreira para Deus me usar? Talvez essa seja a dúvida de muitos hoje. Em nosso estudo, veremos como a influência de Jesus pode transformar nossos temperamentos naturais. Embora cada um de nós tenha carac- terísticas emocionais e compor- tamentais distintas, Jesus nos mostra, por meio de Sua vida e ensino, como esses tempera- mentos podem ser moldados, este será o tema de hoje. I – ANTES DE TUDO VAMOS ENTENDER O QUE É TEMPERA- MENTO. Temperamento é a disposição emocional inata de uma pessoa, que influencia a maneira como ela reage ao ambiente e às situações. Ele está relacionado a caracte- rísticas de comportamento, emo-ções e como a pessoa interage com o mundo. Tim LaHaye, em seu livro Temperamentos Trans- formados, define o tempera- mento como uma combinação de predis-posições herdadas, que moldam nossa personalidade. LaHaye descreve quatro tempera- mentos principais, com base na teoria antiga deHipócrates e Ga- leno, vamos a eles: 1. Colérico: Pessoas coléricas são geralmente enérgicas, extrovertidas e líderes naturais. Elas têm um tem- peramento forte, gostam de con- trolar as situações e tendem a ser decisivas, mas podem ser impacientes e irritáveis. 2. Melancólico: O melancólico é introspectivo, analítico e perfeccionista. Embora sejam profundos e sensíveis, melancólicos podem ser exces- sivamente críticos e propensos à tristeza. 3. Fleumático: Pessoas fleumáticas são calmas, equilibradas e com uma tendência a ser pacientes e cuidadosas. Elas preferem evitar conflitos e podem ser vistas como lentas ou indi- ferentes, mas são confiáveis e leais. 4. Sanguíneo: O sanguíneo é extrovertido, otimista e sociável. Pessoas com esse temperamento são popula- res, comunicativas e energéticas, mas podem ser desorganizadas ou impulsivas. II – JESUS SE UTILIZARÁ DE NÓS SE COLOCARMOS NOSSO TEM- PERAMENTO AO SEU CONTROLE. 14 1. Jesus usando os coléricos: Embora sejam impulsivas e enérgicas, elas podem ser pode- rosamente usadas por Deus para liderar e tomar decisões rápidas. O exemplo de um colérico usado por Deus é Paulo, cuja personalidade extrovertida e paixão por espalhar o evangelho transformaram o mundo antigo. Embora Paulo também tivesse características de outros temperamentos, sua habi- lidade de se conectar com diferentes culturas e pessoas (At 17.22-23) e sua energia para a missão (1 Co 9.22). Deus usou sua natureza colérica para impactar profundamente o mundo com o evangelho. 2. Jesus usando os melancólicos: Pessoas melancólicas podem ser usados por Deus para produzir obras profundas e significativas. Jeremias, o "profeta chorão", é um exemplo claro de alguém com temperamento melancólico (Jr 9.1). Ele era profundamente sensível ao pecado e às dificuldades de seu povo. Embora muitas vezes frustrado, Deus usou Jeremias poderosamente para trazer mensagens de arre- pendimento e esperança. Sua profunda introspecção e pesar eram essenciais para seu ministério profético. 3. Jesus usando os fleumáticos: Deus pode usar a calma inerente destes indivíduos para ser um exemplo de paz e confiança. Barnabé, descrito em At 4.36 como "filho da consolação", é um exemplo clássico de um fleu- mático. Ele era pacífico, enco- rajador e um excelente mediador entre os diferentes grupos dentro da igreja primitiva (At 9.27; At 15.36-39). Sua capacidade de unir e incentivar outros foi vital para o crescimento da igreja e o trabalho missionário. 4. Jesus usando os sanguíneos: O sanguíneo, com sua energia e sociabilidade, é muitas vezes o motor por trás da evangelização e da construção de relações. Um exemplo bíblico de alguém com temperamento Sanguíneo é o apóstolo Pedro. Apesar de sua tendência à impetuosidade (Mt 14.28-31), Pedro foi usado poderosamente por Deus para pregar o Evangelho (At 2.14-41). Sua coragem e determinação o tornaram um líder exemplar na obra do Reino de Deus, mesmo que precisasse de refinamento em seu temperamento. 4 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S E M N O S S O S T E M P E R A M E N T O S 15 CONCLUSÃO. Embora cada temperamento tenha suas fraquezas, Deus utiliza as forças de cada tipo para cumprir Seus propósitos, mol- dando-nos à Sua imagem. Por meio da influência do Espírito Santo, nossos temperamentos podem ser transformados, per- mitindo-nos viver uma vida cristã mais equilibrada e eficaz. BIBLIOGRAFIA • LAHAYE, Tim. Temperamentos transformados. São Paulo, 2024, MUNDO CRISTÃO. 4 | A I N F L U Ê N C I A D E J E S U S E M N O S S O S T E M P E R A M E N T O S 16 P R O J E F É R I A S 2 0 2 5 . 1