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AMANDA BENASSI CAU R.A: 1148740 AUGUSTO JOSÉ DE OLIVEIRA R.A: BIANCA NOEL PAZIANI R.A: JESSIKA PEREIRA QUINTINO R.A: MARAISA AUGUSTA COSTA R.A: 1139801 MÁRCIO ANTONIO KALUF JUNIOR R.A: SÉRGIO ANTONIO DOS SANTOS ROZÁRIO R.A: ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA MULHERES HIPERTENSAS- SEMENTES DA VITÓRIA Batatais 2017 INTRODUÇÃO A incidência mundial da obesidade infantil tem se expandido nas últimas décadas, sendo identificada como uma grande epidemia mundial. Este episódio é muito preocupante, já que a ligação da obesidade com as variações metabólicas leva a quadros patológicos como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à glicose, que são apontados como fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 e as doenças cardiovasculares. A um tempo atrás essas patologias, eram mais predominantes em adultos, entretanto, atualmente percebe-se que essas doenças têm aumentado na faixa etária jovem (crianças e adolescentes). Estudos apontam que a durabilidade da obesidade é propriamente ligada a morbimortalidade por doenças cardiovasculares (OLIVEIRA; FISBERG, 2003). Muitos aspectos são relevantes na concepção da obesidade, (os genéticos, os fisiológicos e os metabólicos), entretanto, os que podem esclarecer este aumento do número de pessoas obesas parecem estar mais associadas às alterações no estilo de vida e aos hábitos alimentares. O aumento do consumo de alimentos fonte de açúcares simples e gordura, e o decréscimo da prática de exercícios físicos, são os aspectos primordiais relacionados a menor qualidade de vida (OLIVEIRA; FISBERG, 2003). A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) retrata importante fator de risco para problemas cardíacos e cérebro vasculares, sendo que é caracterizada um problema de saúde pública em contexto mundial (RADOVANOVIC et al, 2014). A HAS não ponderada mantém-se como um relevante problema médico social nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Apesar de compreender o êxito e efetivação de diversos parâmetros preventivos e de controle acessíveis, os estragos da doença certamente vão continuar, por vários anos, representando um dos maiores desafios sociais e de saúde pública (BARRETO et al, 2014). A não aceitação ao tratamento anti-hipertensivo, o diagnóstico demorado e o curso extenso e assintomático da doença, são expostos como um dos principais geradores dos agravos da HAS, propiciando o desenvolvimento de estudos na área. Pressupostos indicam que o índice de não aceitação mundial aos tratamentos de Doenças Crônicas (DC) varia de 25 a 50% (BARRETO et al, 2014). Nos últimos tempos, expressões como qualidade de vida e alimentação saudável vêm atraindo a atenção de pessoas de diferentes idades, classes sociais e graus de instrução. De igual modo, desperta interesse a possibilidade de se desenvolver estilos de vida saudáveis, para o que ocupa posto privilegiado a alimentação e a educação nutricional. Mas afinal, o que é Educação Nutricional? A educação é inerente à vida. O ser humano aprende e se desenvolve ao longo de sua existência no esforço por responder aos desafios cotidianos. A educação acontece nesse cotidiano social e também por intermédio de ações de instrução e ensino planejadas por pessoas capacitadas para tal. Assim, como não se faz educação musical, artística ou moral em cursinhos de cinco dias, não há nenhuma fórmula mágica para conseguir que as pessoas passem a comer melhor de um dia para outro. Isto não justifica, porém, desconsiderar essa importante ação em prol da promoção da saúde. (BOOG, 2004, p. 2) A constatação científica do fato de que a alimentação de má qualidade é um fator de risco para várias doenças, fez com que a Educação Nutricional fosse lembrada como medida a ser considerada para reverter a tendência ao crescente consumo de gorduras, açúcar e produtos industrializados que não trariam benefícios à saúde. Então, ensinar a comer é necessário? Quem se vê às voltas com níveis elevados de colesterol, quem está com a pressão alta e tem excesso de peso, quem experimenta uma crise de gota, busca uma orientação sobre como mudar a alimentação. Escolas começam a contratar nutricionistas para oferecer merendas de melhor qualidade e serviços de alimentação de empresas a preocupar-se em atender às expectativas dos usuários no sentido de oferecer alternativas alimentares mais saudáveis. Há uma notória demanda por orientação profissional na área de alimentação. Serviços de saúde que contam com nutricionistas são muito procurados atualmente porque há uma percepção de que é preciso reeducar-se para tornar a alimentação mais saudável e isso não é mais visto como imposição, mas como uma chance de ganhar mais vida com qualidade, pondo em prática alguns conhecimentos gerados pela ciência da nutrição, devidamente trabalhados por quem sabe que o fenômeno da alimentação não é apenas biológico. Não comemos nutrientes, mas alimentos e o significado deles na esfera afetiva, psicológica e nas relações sociais não podem jamais ser desconsiderados pela Educação Nutricional. Educar no campo da nutrição implica em criar novos sentidos e significados para o ato de comer. (BOOG, 2004, p. 2) Educar, no âmbito da alimentação, implica em conhecer profundamente o que é alimentação. À Educação Nutricional compete desenvolver estratégias sistematizadas para impulsionar a cultura e a valorização da alimentação, concebidas no reconhecimento da necessidade de respeitar, mas também modificar crenças, valores, atitudes, representações, práticas e relações sociais que se estabelecem em torno da alimentação. Visa-se o acesso econômico e social a uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada, que atenda aos objetivos de saúde, prazer, convívio social. Iniciativas relativas ao incremento da qualidade da alimentação e à Educação Nutricional podem estar contempladas dentro de projetos de promoção à saúde tais como criação de ambientes favoráveis à saúde, ações comunitárias e reorientação dos serviços de saúde que ponham em relevo ações destinadas a fomentar saúde. (BOOG, 2004, p. 2) A alimentação de cada cidadão, de cada ser humano, não pode ser descolada da sociedade que a determina e por isso o ensino da nutrição não pode ser visto apenas do ponto de vista biológico, separadamente desse fenômeno rico e instigante que é a alimentação humana situada no âmbito da ecologia e da cultura. O desafio que se apresenta hoje à Educação Nutricional é o de aproximar esses múltiplos componentes com a finalidade de promover a saúde e a qualidade de vida por intermédio da ampliação da compreensão sobre a multidimensionalidade da alimentação humana, cujo estudo encontra espaço nas ciências biológicas, humanas, econômicas, tecnológicas, nas artes e na literatura. (BOOG, 2004, p. 2) Portanto, a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é de suma importância e visa o controle e prevenção da obesidade além das patologias associadas, pretendendo adequar e melhorar os hábitos alimentares de forma saudável em conjunto com a prática de atividades físicas melhorando a qualidade de vida (REIS, 2011; VASCONCELOS, 2011; BARROS, 2011) OBJETIVOS: Geral: · O objetivo geral foi realizar a aplicação de educação alimentar através de métodos educacionais possibilitando o diálogo entre educadores e educandos. Específicos: · Promover relação de convivência entre os participantes dos grupos e os estagiários do terceiro ciclo de estágio do curso de Nutrição; · Conscientizar a forma adequada de consumir alimentos; · Compreender os hábitos alimentares dos participantes e auxiliar de maneira correta; · Explicar e informar sobre assuntos primordiais para melhora da qualidade de vida; · Motivar os participantes a aderirem ao tratamento específico visando uma alimentação saudável. · 3- METODOLOGIA O projeto foi efetuado pelos estagiários do 4º ano de nutrição do Claretiano Centro Universitário de Batatais. O acompanhamento em grupo era desempenhado de início nas terças feiras, mas, depois de alguns encontros, o grupo passou a ser desempenhado nas segundasfeiras no qual eram realizados encontros debatendo assuntos importantes para sucesso do tratamento nutricional de cada grupo. Na maior parte dos encontros os estagiários faziam preparações saudáveis, de acordo com o tema discutido em cada encontro, apresentando várias preparações saudáveis. Os encontros foram divididos em: · 1º Encontro: Tema: Como está sua alimentação? Objetivo: Apresentar a importância da alimentação individualizada. Explicar as proporções adequadas de nutrientes além de como se elabora uma dieta de acordo com a individualização de cada um. Preparações Elaboradas: - Recursos Instrucionais: notebook, data show (slide e vídeo). Método Utilizado: sala de aula e clínica multidisciplinar. · 2º Encontro: Tema: Vitaminas Hidrossolúveis e Lipossolúveis Objetivo: Mostrar a diferença entre as vitaminas bem como a importância da forma correta de consumo para uma melhor absorção das mesmas. Preparações Elaboradas: torta integral de frango com castanhas e suco maracujá. Recursos Instrucionais: farinha integral, ovos, leite, óleo, sal, fermento, frango, brócolis, tomate, castanha de caju, poupa de maracujá, açúcar, panela, colher, garfo, faca, copo, jarra, liquidificador, prato, fogão, notebook, data show (slide e vídeo). Método Utilizado: laboratório de técnica dietética, sala de aula e clínica multidisciplinar. · 3º Encontro: Tema: Colesterol LDL, HDL e triglicérides/ Mitos e Verdades. Objetivo: Explicar a diferença entre os tipos de colesterol e triglicérides bem como a importância de se manter os seus níveis adequados. Realizar dinâmica dobre mitos e verdades para retirada de dúvidas sobre mitos relacionados a alimentação. Preparações Elaboradas: Vitamina de Abacate. Recursos Instrucionais: abacate, leite, água, mel, leite de soja em pó, colher, faca, copo, jarra, liquidificador, notebook, data show (slide e vídeo). Método Utilizado: laboratório de técnica dietética, sala de aula e clínica multidisciplinar. · 4º Encontro: Tema: Confraternização Objetivo: Discutir sobre os temas já discutidos e tirar dúvidas e bate papo sobre objetivos futuros. Preparações Elaboradas: Quibe assado, torta de frango e suco de laranja. Recursos Instrucionais: trigo, presunto, muçarela, tomate, farinha integral, ovos, leite, óleo, sal, fermento, frango, requeijão light, laranja, colher, faca, garfo, copo, jarra, liquidificador, panela, assadeira, fogão, notebook, data show (som). Método Utilizado: laboratório de técnica dietética, sala de aula e clínica multidisciplinar. DESENVOLVIMENTO No encontro em que o tema foi como está sua alimentação, o enfoque foi na qualidade dos alimentos e quantidade necessária para suprir as necessidades diárias do organismo, dando atenção necessária para as proporções de nutrientes essenciais. Explicamos como é elaborado um plano alimentar, com as fórmulasde taxa metabólica basal, gasto energético total e fator de atividade, reforçando que é individual, sem a possibilidade de emprestar para amiga ou vizinha. Abordamos também sobre a obesidade e o alto consumo de gorduras que está diretamente ligada as cardiopatias e diabetes mellitus, exemplificamos com pratos de alta densidade calórica e baixa densidade calórica, mostrando que a ingestão e necessidade deve estar equilibrado para a manutenção do peso corporal. No encontro em que o tema foi vitaminas lipossolúveis/Vitaminas hidrossolúveis foram discutidos os seguintes assuntos: Conceito: Micronutrientes (vitaminas) são compostos orgânicos encontradas em pequenas quantidades nos alimentos, dão suporte às funções fisiológicas (manutenção, crescimento, desenvolvimento, reprodução), sua ausência causa síndrome deficiência específica. Vitaminas Lipossolúveis: Vitamina A (retinol), D (calciferol), E (tocoferol), K (fitomenadiona, filoquinona, menadiona e menaquinona). Vitaminas hidrossolúveis: Vitamina C e Complexo B- tiamina (B1), riboflavina, (B2), niacina, nicotinamida (B3), ácido pantatênico (B5), piridoxina (B6), cobalamina (B12), biotina, ácido fólico (B11). O assunto foi ministrado por todos os integrantes do grupo de estágio. No ultimo encontro foi abordado dois temas o primeiro Colesterol LDL, HDL e triglicérides assunto abordado foi explicar a diferença entre os tipos de colesterol e triglicérides, Sintomas , Causas, as classificações dos níveis de Colesterol LDL, HDL e triglicérides bem como a importância de se manter os seus níveis adequados. No Segundo tema sobre mitos e verdades sobre alimentos com assuntos abordados como: chá emagrece? , comer banana reduz câimbra?, comer devagar emagrece? Ovo faz mal a saúde? Alimento diet é menos calórico que o alimento tradicional? Café faz bem para saúde? Consumir alimentos vermelhos como tomate ajuda combater câncer? Margarina é mais saudável que manteiga? e entre outros. No entanto o tema teve o objetivo de desmistificar as crenças populares relacionada ao alimento. Pois a alimentação saudável possui um significado maior do que apenas garantir as necessidades alimentares e nutricionais do corpo. O ato de comer está relacionado a valores sociais, culturais, afetivos e sensoriais e, na maioria das vezes, é um momento de prazer e confraternização com nossos amigos e familiares. Sendo assim através dos alimentos podemos encontrar muitos mitos principalmente em revistas ou mesmo na internet. Portanto precisamos buscar informações corretas e saber quais os mitos (incorporados ao longo dos anos) e verdades sobre os alimentos. E através de estudos científicos podemos esclarecer dúvidas e dar orientações sobre esse tema. Pois só assim, os participantes poderão ter resultados positivos sem perder qualidade de vida. Tabelas de peso e pressão arterial das integrantes do grupo de acordo com cada encontro: · 06/11/2017 Nome Pressão Arterial Peso Eleusa Aparecida Malvestio 13X08 114,2 Kg Maria de Fatima dos Santos 13X07 92,25 Kg Fátima Cristalino 12X08 73,95 Kg Maria Aparecida Cristalino 13X08 60,7 Kg · 13/11/2017 Nome Pressão Arterial Peso Cleusa Possetti 12X07 97,1 Kg Eleusa Aparecida Malvestio 11X08 111,7 Kg Maria de Fatima dos Santos 12X08 91,5 Kg Fátima Cristalino 12X08 73,1 Kg Ana Maria Lemos da Silva 13X08 81,9 Kg Maria Aparecida Cristalino 13X09 60,3 Kg · 27/11/2017 Nome Pressão Arterial Peso Eleusa Aparecida Malvestio 12X8 97,3 kg Maria Aparecida Cristalino 12X8 85,45 kg DISCUSSÃO E RESULTADOS O número de participantes presente inicio das reuniões de educação nutricional foi de 4 mulheres. Já no segundo encontro o número aumentou para 6 e no ultimo encontro participaram apenas duas mulheres. De acordo com os resultados apresentados através dos dados,podemos observar que em três encontros de educação nutricional de tratamento demonstraram que a maioria das participantes apresentaram diminuição na manutenção de peso corpóreo, em relação à pressão arterial, elas apresentam a pressão arterial regulada com valores máximos de 130/90 mmHg. Portanto podemos observar que prevenir e tratar a hipertensão arterial envolve ensinamentos para o conhecimento da doença, de suas inter-relações, de suas complicações e implica, na maioria das vezes, a necessidade da introdução de mudanças de hábitos de vida. Sendo assim a intervenção nutricional através do grupo de educação nutricional, apresenta um importante papel tanto na prevenção quanto no tratamento da HAS. Intervindo nas principais modificações nutricionais que podem contribuir para a redução da PA incluem: redução na ingestão de sódio dietético, perda ponderal nos indivíduos com excesso de peso corporal, moderação no consumo de álcool e adoção do padrão alimentar da dieta DASH. Outros fatores dietéticos provavelmente podem afetar a PA, porém seus efeitos são pequenos e/ou as evidências são inconclusivas. Estudos futuros são necessários para elucidar o efeito desses e de novos fatores dietéticos sobre a PA, pois reduções, mesmo quepequenas, na PA podem reduzir o risco de DCV. A combinação de diferentes intervenções dietéticas pode ser mais efetiva do que a adoção de medidas isoladas. CONCLUSÃO Durante o projeto de Educação Nutricional observou-se que muitas pacientes participantes do grupo das Hipertensas já apresentavam complicações relacionadas ao excesso de peso. Além disso, hábitos inadequados de alimentação foram visivelmente percebidos. As intervenções do grupo, ainda que a curto prazo, foram benéficas evidenciadas pela diminuição do peso corporal, demonstrando que estratégias como estas realizadas pelo projeto são eficazes para prevenção e/ou tratamento dos distúrbios causados pela obesidade. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS OLIVEIRA, C. L; FISBERG, M. Obesidade Na Infância E Adolescência-Uma Verdadeira Epidemia.ArqBrasEndocrinolMetab. v.47 n.2 São Paulo, 2003. BARRETO, et al. Conhecimento Sobre Hipertensão Arterial E Fatores Associados À Não Adesão À Farmacoterapia. Rev. Latino-Am. Enfermagem. v 22 n.3 Maio/ Junho, 2014. RADOVANOVIC, et al. Hipertensão Arterial E Outros Fatores De Risco Associados Às Doenças Cardiovasculares Em Adultos. Rev. Latino-Am. Enfermagem Artigo Original. v 22. n. 4. Julho/Agosto, 2014. -REIS; VASCONSELOS; BARRETOS. Políticas Públicas De Nutrição Para O Controle Da Obesidade Infantil. Rev. Paul Pediatr, v. 29, n. 4, 2011. BOOG, M. C. F; Educação Nutricional: por que e para quê? Disponível em: . Acesso em 02 de Julho de 2017