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A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 1 
 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE NO AMBIENTE CLÍNICO 
PARA CRIANÇAS COM TEA. 
 
THE IMPORTANCE OF PSYCHOPEDAGOGICAL AND SPEECH-LANGUAGE 
THERAPY FOLLOW-UP IN EARLY INTERVENTION IN A CLINICAL SETTING FOR 
CHILDREN WITH AUTISM. 
 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Eliana Drumond de Carvalho Silva 
Cindi Carvalho Silva
 
Regina Daucia de Oliveira Braga 
Sandro Garabed Ischkanian 
Este artigo discute a importância do acompanhamento psicopedagógico e fonoaudiológico na 
intervenção precoce de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente clínico. 
A intervenção precoce é crucial para promover o desenvolvimento das crianças, abordando as 
dificuldades cognitivas, comunicativas e sociais características do TEA. O papel do 
psicopedagogo e do fonoaudiólogo é destacado na construção de estratégias individualizadas que 
favoreçam o aprendizado e a comunicação, além de contribuir para a melhora na interação social. 
A integração dessas terapias no ambiente clínico oferece um suporte multidisciplinar que favorece 
o neurodesenvolvimento das crianças, proporcionando melhores resultados em longo prazo. O 
acompanhamento contínuo e especializado é essencial para o desenvolvimento das habilidades 
necessárias à adaptação escolar e social, impactando positivamente a qualidade de vida da criança 
e da sua família. 
Palavras-chave: Acompanhamento fonoaudiológico; intervenção precoce; ambiente clínico; 
crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista); terapias integradas; neurodesenvolvimento. 
 
This article discusses the importance of psychopedagogical and speech-language therapy in the 
early intervention of children with Autism Spectrum Disorder (ASD) in a clinical setting. Early 
intervention is crucial for promoting the development of children by addressing the cognitive, 
communicative, and social difficulties characteristic of ASD. The role of the psychopedagogue 
and the speech-language therapist is highlighted in the development of individualized strategies 
that support learning and communication, as well as contributing to improved social interaction. 
The integration of these therapies in the clinical environment provides multidisciplinary support 
that enhances the children's neurodevelopment, resulting in better long-term outcomes. 
Continuous and specialized follow-up is essential for the development of the necessary skills for 
school and social adaptation, positively impacting the child's and the family's quality of life. 
Keywords: Speech-language therapy; early intervention; clinical environment; children with ASD 
(Autism Spectrum Disorder); integrated therapies; neurodevelopment. 
 
 
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 2 
 
1. INTRODUÇÃO 
O acompanhamento psicopedagógico e fonoaudiológico na intervenção precoce de 
crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desempenha um papel fundamental no 
processo de desenvolvimento dessas crianças. A intervenção precoce, segundo ISCHKANIAN et 
al. (2025), é essencial para promover o desenvolvimento de habilidades cognitivas, comunicativas 
e sociais, características frequentemente comprometidas em crianças com TEA. O trabalho do 
psicopedagogo e do fonoaudiólogo é crucial na elaboração de estratégias terapêuticas 
individualizadas, que favoreçam o aprendizado e a comunicação dessas crianças, além de 
contribuir para a melhora na interação social (ISCHKANIAN et al., 2025). 
A intervenção no ambiente clínico, conforme BELO e GUEDES (2022), deve ser 
realizada de forma multidisciplinar, considerando as diferentes áreas do desenvolvimento da 
criança. A atuação integrada dos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos e terapeutas 
ocupacionais, tem se mostrado uma estratégia eficaz para promover o neurodesenvolvimento e 
facilitar a adaptação escolar e social. Essa abordagem é essencial para a construção de um plano 
de intervenção que contemple as particularidades e necessidades específicas de cada criança com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que as manifestações do transtorno podem variar 
amplamente de uma criança para outra. Assim, a colaboração entre esses profissionais possibilita 
um atendimento mais completo, no qual são trabalhadas simultaneamente as habilidades 
cognitivas, comunicativas, motoras e sociais, fundamentais para o desenvolvimento integral da 
criança. 
A importância desse trabalho é reforçada por CARNIEL (2008) e COELHO (2013), que 
destacam o impacto positivo das terapias integradas, que ajudam na construção de habilidades 
essenciais para o desenvolvimento da criança com TEA. Segundo esses autores, a combinação das 
terapias psicopedagógica e fonoaudiológica, por exemplo, atua de maneira complementar, 
proporcionando um avanço significativo na comunicação, interação social e aprendizagem da 
criança. 
A psicopedagogia, com seu foco na compreensão do processo de aprendizagem, trabalha 
estratégias que auxiliam a criança a superar dificuldades cognitivas e emocionais, enquanto a 
fonoaudiologia foca no desenvolvimento das habilidades comunicativas e da linguagem, áreas 
frequentemente prejudicadas no TEA. 
A integração de terapeutas ocupacionais permite que o atendimento seja mais abrangente, 
contemplando o desenvolvimento motor e as habilidades necessárias para a adaptação às 
demandas do cotidiano, seja no contexto escolar ou social. Essa abordagem multidisciplinar não 
apenas contribui para o desenvolvimento das competências individuais da criança, mas também 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 3 
 
promove um maior entendimento entre os profissionais, criando um ambiente colaborativo que 
favorece a construção de estratégias terapêuticas mais eficazes. 
Ao se considerar as diferentes dimensões do desenvolvimento infantil, as terapias 
integradas proporcionam uma intervenção mais personalizada, ajustada às necessidades 
específicas da criança com TEA. Esse trabalho conjunto também facilita a adaptação do 
tratamento a mudanças no desenvolvimento da criança, garantindo que as intervenções sejam 
ajustadas ao longo do tempo para obter melhores resultados. Em longo prazo, uma abordagem 
clínica multidisciplinar proporciona uma base sólida para que as crianças com TEA se adaptem 
melhor à escola, à família e à sociedade, contribuindo de forma significativa para sua inclusão e 
para a melhoria de sua qualidade de vida. 
O acompanhamento contínuo e especializado é decisivo para que as crianças possam 
superar suas dificuldades e alcançar seu potencial máximo. ISCHKANIAN et al. (2025) ressaltam 
que o suporte multidisciplinar é fundamental, pois favorece uma abordagem global e eficaz para o 
tratamento das dificuldades apresentadas pelas crianças. Essa abordagem proporciona resultados 
mais satisfatórios a longo prazo, permitindo que a criança desenvolva competências cognitivas e 
sociais que impactam diretamente sua qualidade de vida e sua inclusão no ambiente educacional e 
social (ISCHKANIAN et al., 2025). 
A integração dos profissionais de psicopedagogia e fonoaudiologia no processo de 
intervenção precoce no ambiente clínico se revela como uma estratégia eficaz e necessária para o 
desenvolvimento global de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esses 
profissionais, ao atuarem em conjunto, promovem uma abordagem multidisciplinar que abrange as 
diversas áreas do desenvolvimento infantil, como a cognição, a comunicação, a socialização e as 
habilidades motoras, o que é fundamental para um tratamento eficaz e completo. 
A atuação do psicopedagogo é essencial para compreender e intervir nas dificuldades de 
aprendizagem e no desenvolvimento emocional,DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 26 
 
psicopedagógicas e fonoaudiológicas, esse modelo pode ser utilizado para promover habilidades 
cognitivas e sociais, respeitando o ritmo da criança e considerando suas particularidades. 
A aplicação da ZDP também reforça a ideia de que, para que as crianças com TEA se 
desenvolvam adequadamente, elas precisam de um ambiente em que possam interagir de forma 
significativa com os outros, sendo guiadas por profissionais que saibam identificar e agir sobre 
seus potenciais. Essa interação social mediada é um componente fundamental na promoção da 
aprendizagem e do desenvolvimento de habilidades que favoreçam a adaptação escolar e social, 
fundamentais para a inclusão dessas crianças. 
A teoria de Vygotski e o conceito de zona de desenvolvimento proximal são instrumentos 
poderosos para guiar as intervenções com crianças com TEA, possibilitando o estabelecimento de 
estratégias terapêuticas que se alinham com as necessidades individuais e promovem o 
crescimento das crianças de forma integral. 
3. CONCLUSÃO 
A intervenção precoce no ambiente clínico, com ênfase no acompanhamento 
psicopedagógico e fonoaudiológico, constitui uma das estratégias mais eficazes e essenciais para o 
desenvolvimento das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta abordagem 
integrada e multidisciplinar oferece um suporte robusto, abordando de forma eficaz as dificuldades 
cognitivas, comunicativas e sociais que caracterizam o TEA. 
O psicopedagogo e o fonoaudiólogo, por meio de práticas especializadas, desempenham 
um papel fundamental na criação de estratégias individualizadas que consideram as 
especificidades de cada criança, promovendo avanços significativos no aprendizado, na 
comunicação e na interação social. 
Esses profissionais não só ajudam a criança a superar as barreiras impostas pelo TEA, 
mas também contribuem para a melhoria da sua autoestima, oferecendo a elas as ferramentas 
necessárias para desenvolver sua autonomia. Ao aplicar intervenções terapêuticas que respeitam o 
ritmo e as características de cada criança, as terapias psicopedagógicas e fonoaudiológicas 
favorecem um neurodesenvolvimento mais equilibrado, ajudando a criança a adquirir habilidades 
essenciais para sua adaptação ao ambiente escolar e social. Essa adaptação não se limita apenas ao 
contexto educacional, mas também abre portas para uma integração mais ampla na sociedade, 
promovendo a inclusão social e garantindo que a criança se sinta parte ativa da comunidade. 
O acompanhamento contínuo e especializado, portanto, torna-se um fator essencial para o 
sucesso dessa intervenção precoce, pois permite a reavaliação constante das necessidades da 
criança e o ajuste das estratégias terapêuticas conforme seu progresso. Isso garante que as 
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FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 27 
 
intervenções se mantenham eficazes ao longo do tempo, possibilitando o desenvolvimento de 
habilidades complexas e promovendo um impacto positivo na qualidade de vida da criança e da 
sua família. 
Para as famílias, o envolvimento ativo no processo terapêutico e a orientação contínua 
por parte dos profissionais contribuem não apenas para o desenvolvimento da criança, mas 
também para o fortalecimento dos vínculos familiares e a promoção de um ambiente de apoio e 
compreensão. 
Ao olhar para o futuro, a combinação dessas práticas terapêuticas oferece um horizonte 
repleto de possibilidades. As crianças com TEA, ao serem acompanhadas por profissionais 
qualificados e comprometidos, têm a oportunidade de desenvolver seu pleno potencial, 
conquistando maior autonomia, confiança e habilidades sociais. Essa abordagem personalizada e 
contínua permite que as crianças com TEA não só alcancem marcos significativos no seu 
desenvolvimento, mas também possam, com o tempo, se integrar plenamente à sociedade, 
participando ativamente de atividades escolares, sociais e culturais. 
O caminho para a inclusão plena está, portanto, mais próximo do que nunca, e a 
intervenção precoce se apresenta como um pilar crucial para garantir que as crianças com TEA 
tenham todas as oportunidades necessárias para viver uma vida de qualidade, com dignidade e 
respeito, alcançando um futuro promissor, cheio de possibilidades e conquistas. 
 
REFERÊNCIAS 
BELO, Rita de Cássia Fernandes; GUEDES, Ivan Claudio. Neuropsicopedagogo: como este 
profissional pode auxiliar nos processos de aprendizagem. Revista Acadêmica Faculdade 
Progresso, v. 7, n. 2, 2022. 
CAMARGO, Eder Pires de. Inclusão social, educação inclusiva e educação especial: enlaces e 
desenlaces. Ciência & Educação (Bauru), v. 23, p. 1-6, 2017. 
CARNIEL, Isabel Cristina. Possíveis intervenções e avaliações em grupos operativos. Rev. 
SPAGESP, Ribeirão Preto, v. 9, n. 2, p. 33-38, dez. 2008. 
COELHO, Cristina Lucia Maia. Cenas da inclusão: modelos e intervenções em experiências 
portuguesa e brasileira. Rev. Bras. Estud. Pedagog., Brasília, v. 94, n. 236, p. 125-149, abr. 
2013. 
FERREIRA, Simone; SILVA, Fabio José Antonio da. O trabalho do neuropsicopedagogo: 
atuação, ética e importância demonstradas através de um relato de experiência. Scientia 
Generalis, v. 2, n. 2, p. 14-22, 2021. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 28 
 
FLORENTINO, Rita de Cássia; CARDOSO, Olga Ennela Bastos; ISCHKANIAN, Simone Helen 
Drumond. Autonomia do aluno na educação à distância: Um pilar essencial para a 
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https://www.academia.edu/127014996/AUTONOMIA_DO_ALUNO_NA_EDUCA%C3%87%C3
%83O_A_DIST%C3%82NCIA_UM_PILAR_ESSENCIAL_PARA_A_CONSTRU%C3%87%C3
%83O_DA_APRENDIZAGEM_SIGNIFICATIVA. Acesso em: 16 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys Nogueira; BRAGA, Regina Daucia 
de Oliveira; SILVA, Francisca Araújo da; ISCHKANIAN, Sandro Garabed; SILVA, Eliana 
Drumond de Carvalho. A importância do acompanhamento do psicopedagogo, 
neuropsicopedagogo, terapeuta ocupacional, psicomotricista, psicólogos, fonoaudiólogos e 
demais terapeutas com crianças TEA no ambiente clínico. 2025. Disponível em: 
https://www.academia.edu/127076352/O_ACOMPANHAMENTO_DE_CRIAN%C3%87AS_TE
A_NO_AMBIENTE_CL%C3%8CNICO. Acesso em: 17 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; ISCHKANIAN, Sandro Garabed; CARVALHO, 
Silvana Nascimento de. Volta às aulas com empatia e inteligência emocional: Acolhendo 
professores e alunos para um ano de sucesso. 2025. Disponível em: 
https://www.academia.edu/127074290/BRASIL_VOLTA_%C3%80S_AULAS_COM_EMPATI
A_E_INTELIG%C3%8ANCIA_EMOCIONAL. Acesso em: 18 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys Nogueira; BELCHIOR, Idênis 
Glória; SILVA, Francisca Araújo da; SILVA, Wanessa Delgado; DEMO, Giane. 
Neuropsicopedagogia e inclusão: Transtornos e distúrbios de aprendizagem e o T21. 2025. 
Disponível em: 
https://www.academia.edu/127056969/NEUROPSICOPEDAGOGIA_E_INCLUS%C3%83O_T. 
Acesso em: 18 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys Nogueira; FELIX, Bruna Silva; 
SILVA, Eliana Drumond de Carvalho; DEMO, Giane; COSTA, Thamirys Patricia Ramos da; 
BRAGA, Regina Daucia de Oliveira; SILVA, Silvana Nascimento de Carvalho; ISCHKANIAN, 
Sandro Garabed. A relevância das teorias de aprendizagem e das neurociências na 
alfabetização: Uma análise do construtivismo, aprendizagem significativa, experiencial e 
multissensorial. 2025. Disponível em: 
https://www.academia.edu/126951371/A_RELEV%C3%82NCIA_DAS_TEORIAS_DE_APREN
DIZAGEM_E_DAS_NEUROCI%C3%8ANCIAS_NA_ALFABETIZA%C3%87%C3%83O. 
Acesso em: 17 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys Nogueira; BARROS, Luciana 
Tavares de; BIANCHINI, Tatiani Bonfim; COSTA, Thamirys Patricia Ramos da; SILVA, 
Ederson da Silva e Silva; CARVALHO, Silvana Nascimento de; ISCHKANIAN,Sandro 
Garabed; CARVALHO, Gabriel Nascimento de; BRAGA, Regina Daucia de Oliveira. 
Indisciplina e dificuldade de aprendizagem: Estratégias transformadoras com a parceria da 
família para superar desafios educacionais. 2025. Disponível em: 
https://www.academia.edu/126859532/INDISCIPLINA_E_DIFICULDADE_DE_APRENDIZAG
EM. Acesso em: 17 jan. 2025. 
ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys Nogueira; FELIX, Bruna Silva; 
COELHO, Tatiana; TEIXEIRA, Eunice Soares; OLIVEIRA, Ediana Maria Cacau; DEMO, Giane; 
SILVA, Wanessa Delgado da Silva; ISCHKANIAN, Sandro Garabed. Desafios e avanços na 
alfabetização de crianças com deficiências (PCDs), progressos tecnológicos, metodologias de 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 29 
 
letramento, consciência fonológica, softwares educativos, aplicativos de leitura, escrita e 
ferramentas interativas. 2025. Disponível em: 
https://www.academia.edu/126646240/DESAFIOS_E_AVAN%C3%87OS_NA_ALFABETIZA%
C3%87%C3%83O_DE_CRIAN%C3%87AS_COM_DEFICI%C3%8ANCIAS. Acesso em: 17 
jan. 2025. 
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A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 30 
 
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aprendizagem na prática neuropsicopedagógica institucional. In: Anais. VII Congresso 
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segundo enfoque neuropsicopedagógico aplicados à sala de aula. Revista Artigos. Com, v. 15, 
p. e3406-e3406, 2020. 
VYGOTSKI, Lev Semionovitch. A defectologia e o estudo do desenvolvimento e da educação 
da criança anormal. Educação e Pesquisa, v. 37, p. 863-869, 2011.enquanto o fonoaudiólogo tem papel crucial na 
promoção das habilidades comunicativas, muitas vezes comprometidas em crianças com TEA. 
Quando esses profissionais trabalham de maneira integrada, podem proporcionar um atendimento 
mais abrangente e personalizado, garantindo que as estratégias terapêuticas sejam ajustadas às 
necessidades e características individuais de cada criança. 
O acompanhamento especializado e contínuo deve ser adaptado às necessidades 
específicas de cada criança, considerando seu estágio de desenvolvimento, suas capacidades e 
limitações, bem como o contexto familiar e social em que está inserida. Para tanto, a realização de 
avaliações constantes e a revisão de estratégias são fundamentais, pois permitem ajustar os 
métodos terapêuticos de acordo com os avanços e desafios apresentados ao longo do processo. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 4 
 
Esse acompanhamento não se limita ao âmbito clínico, mas também se estende ao ambiente 
escolar e social, promovendo uma verdadeira inclusão da criança em diferentes contextos. 
É importante que esse acompanhamento envolva os familiares da criança, pois a 
participação ativa dos pais e cuidadores no processo terapêutico é crucial para o sucesso da 
intervenção, garantindo a continuidade das práticas e o reforço das habilidades adquiridas no dia a 
dia. 
O objetivo primordial dessa intervenção precoce é promover a melhoria contínua da 
qualidade de vida da criança, não apenas em termos de desenvolvimento das habilidades 
cognitivas e comunicativas, mas também em relação à sua autonomia, autoestima e capacidade de 
estabelecer vínculos sociais significativos. 
Ao integrar esses profissionais e proporcionar uma abordagem multidisciplinar, garante-
se que as crianças com TEA recebam o suporte necessário para enfrentar as dificuldades que 
surgem ao longo do seu desenvolvimento, favorecendo sua adaptação ao ambiente escolar e social. 
Em longo prazo, essa abordagem contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva, 
onde as crianças com TEA possam desempenhar papéis ativos, independentemente das suas 
dificuldades iniciais. 
A intervenção precoce no ambiente clínico, com o trabalho conjunto da psicopedagogia e 
da fonoaudiologia, se configura como um investimento não apenas no desenvolvimento da 
criança, mas também na criação de uma base sólida para uma sociedade mais acolhedora e 
integradora. 
2. DESENVOLVIMENTO 
O acompanhamento especializado e contínuo deve ser cuidadosamente adaptado às 
necessidades específicas de cada criança, levando em consideração não apenas seu estágio de 
desenvolvimento, mas também suas capacidades e limitações individuais. Cada criança com TEA 
apresenta características únicas, que podem envolver desafios em áreas como cognição, 
comunicação, comportamento e habilidades sociais. 
O tratamento deve ser personalizado, com estratégias que atendam às particularidades de 
cada caso, respeitando o ritmo de aprendizagem e os interesses da criança. Além disso, é 
fundamental avaliar o contexto familiar e social no qual a criança está inserida, pois a dinâmica 
familiar e o ambiente social têm um grande impacto no processo de aprendizagem e no 
desenvolvimento emocional e comportamental. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 5 
 
O envolvimento da família no acompanhamento é essencial, não apenas para garantir a 
continuidade e consistência das intervenções em casa, mas também para oferecer suporte 
emocional aos pais e familiares. 
A colaboração entre os profissionais envolvidos e a família possibilita um 
acompanhamento mais holístico, que visa promover a inclusão social e escolar, além de melhorar 
a qualidade de vida da criança e de sua família como um todo. 
O acompanhamento contínuo e flexível, que leva em conta todos esses aspectos, aumenta 
significativamente as chances de sucesso na adaptação e no desenvolvimento das habilidades 
necessárias para a criança com TEA. 
2.1 A INTERVENÇÃO PRECOCE E SEUS BENEFÍCIOS PARA CRIANÇAS COM TEA 
A intervenção precoce é fundamental para o desenvolvimento de crianças com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois permite o estímulo das áreas cognitivas, sociais e 
comunicativas desde os primeiros anos de vida, promovendo melhores resultados ao longo do 
desenvolvimento da criança. Neste contexto os autores do artigo (2025), destacam a importância 
da intervenção precoce que tem se mostrado uma das estratégias mais eficazes para promover o 
desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta abordagem visa a 
estimulação das áreas cognitivas, sociais e comunicativas desde os primeiros anos de vida, um 
período crucial para o desenvolvimento neuronal e a formação de habilidades essenciais para a 
adaptação social e escolar. 
"A prática da intervenção precoce deve ser contínua e adaptada às necessidades 
individuais da criança, a fim de garantir uma base sólida para o seu desenvolvimento acadêmico, 
social e emocional." (Gladys Nogueira Cabral, 2025). 
"A combinação de estratégias psicopedagógicas e fonoaudiológicas no ambiente clínico 
cria um espaço propício para que crianças com TEA alcancem seus potenciais máximos de 
aprendizagem e comunicação." (Eliana Drumond de Carvalho Silva, 2025). 
"A intervenção precoce não apenas facilita a adaptação das crianças ao ambiente escolar, 
mas também fortalece a interação social, um dos maiores desafios para crianças com TEA." (Cindi 
Carvalho Silva, 2025). 
 "A atuação integrada de diferentes profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos 
e terapeutas, resulta em um desenvolvimento holístico e mais eficaz para crianças com Transtorno 
do Espectro Autista." (Regina Daucia de Oliveira Braga, 2025). 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 6 
 
"A intervenção precoce no ambiente clínico oferece uma oportunidade crucial para que as 
crianças com TEA adquiram as habilidades necessárias para a convivência social e escolar, 
impactando positivamente suas trajetórias de vida." (Sandro Garabed Ischkanian, 2025). 
"A intervenção precoce em crianças com TEA é uma ferramenta fundamental para 
promover o neurodesenvolvimento, oferecendo um caminho para a superação de desafios 
cognitivos, sociais e comunicativos." (Simone Helen Drumond Ischkanian, 2025). 
A importância da intervenção precoce é amplamente reconhecida na literatura 
especializada, pois, quando realizada de maneira adequada e atempada, pode proporcionar 
resultados significativos ao longo do desenvolvimento da criança, reduzindo os impactos 
negativos do transtorno e promovendo uma melhor qualidade de vida. 
O TEA é caracterizado por uma gama ampla de manifestações, que incluem dificuldades 
na comunicação verbal e não verbal, comportamentos repetitivos, e desafios nas interações sociais. 
Essas características podem variar em intensidade e forma, o que torna fundamental um 
acompanhamento individualizado. Segundo Ferreira e Silva (2021), a atuação do 
neuropsicopedagogo, ao lado de outros profissionais, é crucial para a construção de estratégias de 
intervenção que considerem as necessidades específicas de cada criança, respeitando seu ritmo de 
desenvolvimento. A personalização da intervenção, que pode incluir atividades de estimulação 
cognitiva, terapia comportamental, e treino de habilidades sociais, é um ponto-chave para o 
sucesso a longo prazo da criança com TEA. 
O acompanhamento contínuo e especializado nas fases iniciais da vida tem impactos 
significativos no desenvolvimento de habilidades essenciais, como a linguagem e a socialização. 
Como afirmam Ischkanian e colaboradores (2025), a presença de psicopedagogos, 
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas e psicólogos no ambiente clínico, por 
meio de uma abordagemintegrada, permite que as terapias abordem de maneira holística as 
diversas dimensões do desenvolvimento infantil. Essa estratégia multidisciplinar favorece o 
neurodesenvolvimento da criança, possibilitando não apenas a aquisição de habilidades 
específicas, mas também promovendo a adaptação ao ambiente escolar e social, o que é essencial 
para uma inclusão bem-sucedida. 
A intervenção precoce também se reflete em um aumento da autonomia da criança. 
Quando realizada de forma sistemática, essa intervenção potencializa a independência da criança 
em várias atividades cotidianas, como se alimentar, se vestir e se comunicar, além de facilitar a 
interação com outras crianças e adultos. A atuação do fonoaudiólogo, por exemplo, contribui para 
a melhoria da comunicação verbal e não verbal, um dos pilares do desenvolvimento em crianças 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 7 
 
com TEA. A estimulação da linguagem, especialmente nas primeiras fases de vida, pode ter um 
impacto decisivo na melhoria das habilidades comunicativas, fundamentais para a inclusão social. 
O acompanhamento psicopedagógico é fundamental para a construção de um ambiente de 
aprendizagem mais inclusivo e adaptado. A abordagem psicopedagógica pode ajudar a criança a 
desenvolver estratégias para superar dificuldades cognitivas, como a memória, atenção, e 
processamento de informações. A atuação do psicopedagogo envolve a criação de planos 
pedagógicos individualizados, que são moldados conforme as necessidades da criança, buscando 
otimizar suas potencialidades e minimizar suas limitações. 
O impacto da intervenção precoce no TEA também é sentido no âmbito familiar. De 
acordo com Ischkanian et al. (2025), a colaboração entre os profissionais da saúde e a família é 
fundamental para o sucesso do processo de intervenção. Ao envolver os pais, eles se tornam 
agentes ativos no desenvolvimento da criança, ampliando as chances de sucesso da intervenção ao 
aplicar as estratégias em casa e garantir que o acompanhamento seja contínuo. Isso resulta em uma 
maior consistência no tratamento e na formação de um ambiente familiar mais seguro e acolhedor. 
Em termos de resultados a longo prazo, a intervenção precoce pode ser a chave para a 
inserção bem-sucedida da criança em ambientes escolares regulares, além de facilitar a adaptação 
social e emocional. As crianças que recebem intervenção adequada desde os primeiros anos 
tendem a apresentar melhores resultados acadêmicos, maior capacidade de interação social e 
menos dificuldades comportamentais, comparadas àquelas que não recebem esse tipo de apoio. 
Esses benefícios a longo prazo não apenas afetam a criança, mas também têm um impacto positivo 
na sociedade como um todo, promovendo uma maior inclusão e compreensão das necessidades e 
capacidades das pessoas com TEA. 
A intervenção precoce no ambiente clínico, quando realizada de forma integrada e 
individualizada, é um fator essencial para o desenvolvimento de crianças com TEA. Ao oferecer 
estímulos adequados e direcionados, essa abordagem permite que a criança alcance seu potencial 
máximo, superando limitações e adquirindo habilidades cruciais para sua inclusão social e escolar. 
O apoio multidisciplinar, o acompanhamento contínuo e a colaboração com a família são 
fundamentais para garantir que a criança receba o suporte necessário para o seu crescimento e 
adaptação, garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida e maior independência no futuro. 
 
2.2 O PAPEL DO PSICOPEDAGOGO NO AMBIENTE CLÍNICO 
O psicopedagogo desempenha um papel essencial no ambiente clínico, especialmente em 
relação às dificuldades de aprendizagem, que são comuns em crianças com Transtorno do 
Espectro Autista (TEA). Sua atuação vai além do diagnóstico, abrangendo também a intervenção 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 8 
 
nas questões emocionais e comportamentais que afetam o processo de aprendizagem e o 
desenvolvimento global da criança. O psicopedagogo trabalha de forma integrada com outros 
profissionais da saúde e educação, como fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, visando um 
atendimento multidisciplinar que favoreça o desenvolvimento cognitivo, social e emocional da 
criança, impactando positivamente a adaptação escolar e social. 
De acordo com Coelho (2013), o psicopedagogo não apenas observa as dificuldades 
cognitivas, mas também considera o contexto familiar e social, elementos fundamentais no 
desenvolvimento da criança. A atuação psicopedagógica é, portanto, um fator-chave para 
promover a inclusão e garantir que as necessidades educacionais da criança com TEA sejam 
atendidas de maneira eficaz. 
Como argumentam Ischkanian et al. (2025), a neuropsicopedagogia tem se mostrado uma 
abordagem poderosa para o tratamento de distúrbios de aprendizagem e para a inclusão de 
crianças com transtornos como o TEA. 
O trabalho conjunto de psicopedagogos e outros profissionais da saúde, como 
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e médicos, é fundamental para o 
desenvolvimento de estratégias de aprendizagem personalizadas e eficazes. Essas estratégias 
devem ser elaboradas de forma a considerar as especificidades do neurodesenvolvimento de cada 
criança, levando em conta não apenas suas dificuldades, mas também suas potencialidades. A 
colaboração entre esses profissionais permite uma abordagem multidisciplinar que favorece o 
diagnóstico preciso das necessidades de cada criança, além da construção de intervenções 
terapêuticas que atendam às diferentes áreas do desenvolvimento, como a cognitiva, social e 
comunicativa. 
Essa integração de saberes e práticas contribui para a criação de um ambiente de apoio 
contínuo e especializado, capaz de promover a inclusão plena da criança, seja no ambiente escolar, 
seja no contexto social. O psicopedagogo, em particular, desempenha um papel crucial ao 
trabalhar com os aspectos emocionais e comportamentais da criança, ajudando-a a lidar com 
questões relacionadas à autoestima, dificuldades de concentração e desafios na adaptação social. 
Ao mesmo tempo, a colaboração com outros profissionais da saúde, como o fonoaudiólogo e o 
terapeuta ocupacional, permite que se trabalhe de maneira complementar nas áreas de linguagem, 
comunicação e habilidades motoras, promovendo o desenvolvimento global da criança. 
Esse trabalho multidisciplinar não só melhora a eficácia do processo de aprendizagem, 
mas também assegura que o acompanhamento seja holístico, atendendo às necessidades 
emocionais, cognitivas e físicas da criança. Dessa forma, a criação de planos terapêuticos 
integrados e personalizados se torna um instrumento essencial para a evolução do 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 9 
 
desenvolvimento infantil, proporcionando à criança com TEA melhores condições para enfrentar 
os desafios de uma vida escolar, familiar e social mais adaptada. 
A intervenção precoce, como enfatizado por Ischkanian et al. (2025), é um dos aspectos 
mais importantes do acompanhamento psicopedagógico, pois quanto mais cedo a criança recebe o 
apoio necessário, melhores são as chances de um desenvolvimento bem-sucedido em diversas 
áreas, incluindo habilidades sociais, cognitivas e de comunicação. 
Esses elementos, combinados, formam a base de uma intervenção psicopedagógica que 
não só facilita a aprendizagem, mas também promove a inclusão e o bem-estar geral das crianças 
com TEA, estabelecendo uma trajetória de vida mais positiva e produtiva. 
 
2.3 O PAPEL DO FONOAUDIÓLOGO NO AMBIENTE CLÍNICO 
O fonoaudiólogo desempenha um papel essencial no desenvolvimento das habilidades 
comunicativas de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas crianças 
frequentemente apresentam dificuldades nas áreas de fala, linguagem, comunicaçãonão verbal, 
modulação vocal e até mesmo na alimentação e deglutição. O trabalho do fonoaudiólogo visa 
ajudar a criança a aprimorar essas habilidades, promovendo uma melhor expressão e 
compreensão, seja verbal ou não verbal. Além disso, o profissional busca garantir que a criança se 
desenvolva de maneira adequada, com estratégias de comunicação eficazes para sua interação 
social, escolar e familiar. 
O fonoaudiólogo desempenha um papel crucial no desenvolvimento das habilidades 
comunicativas das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que frequentemente 
apresentam dificuldades em áreas como fala, linguagem, comunicação não verbal, modulação 
vocal, alimentação e deglutição. Nesse contexto, o fonoaudiólogo trabalha de forma personalizada 
para ajudar a criança a aprimorar suas capacidades comunicativas, seja através da fala, da 
linguagem, ou por meio de estratégias alternativas de comunicação, promovendo maior interação 
social e adaptação no ambiente escolar e familiar. 
Segundo Gladys Nogueira Cabral (2025), ―a intervenção fonoaudiológica é fundamental 
para a melhoria da comunicação, proporcionando às crianças com TEA a possibilidade de se 
expressarem de maneira eficaz, contribuindo diretamente para sua inclusão social e escolar‖. Esse 
trabalho envolve não só o desenvolvimento da linguagem verbal, mas também a exploração de 
formas não verbais de comunicação, como gestos e expressões faciais, essenciais para crianças 
que ainda não dominam totalmente a linguagem falada. 
Eliana Drumond de Carvalho Silva (2025) complementa que "a atuação fonoaudiológica 
é de extrema importância para a construção de habilidades comunicativas que permitam a criança 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 10 
 
com TEA interagir de maneira eficaz em diferentes contextos sociais e educacionais", ressaltando 
que a modulação vocal também é um ponto chave para melhorar a percepção do outro durante as 
interações. 
Cindi Carvalho Silva (2025), por sua vez, destaca que "a comunicação não verbal, como 
expressões faciais e gestos, se torna um elo vital para crianças com TEA, possibilitando que elas 
se conectem com os outros de maneira mais significativa, e a fonoaudiologia contribui para 
desenvolver essa forma de expressão". Dessa maneira, o fonoaudiólogo contribui para uma maior 
autonomia na interação social e facilita a adaptação ao ambiente escolar. 
Regina Daucia de Oliveira Braga (2025) afirma que ―o acompanhamento contínuo e 
especializado de um fonoaudiólogo permite à criança superar dificuldades comunicativas, sendo 
este um fator determinante para o seu sucesso na inclusão social e acadêmica‖. Assim, o trabalho 
fonoaudiológico vai além da simples comunicação verbal, sendo vital para a promoção da 
autoestima e da capacidade de a criança com TEA se relacionar de maneira mais eficaz no seu dia 
a dia. 
Sandro Garabed Ischkanian (2025) aponta que "o fonoaudiólogo também exerce um 
papel importante no cuidado com a alimentação e a deglutição das crianças com TEA, áreas que 
frequentemente são negligenciadas, mas que têm grande impacto na qualidade de vida e no bem-
estar geral da criança". A atuação nesse aspecto contribui para o desenvolvimento saudável da 
criança, permitindo-lhe realizar atividades cotidianas com maior autonomia. 
De acordo com Simone Helen Drumond Ischkanian et al. (2025), o acompanhamento 
fonoaudiológico é um dos pilares importantes da intervenção precoce, pois possibilita à criança 
com TEA uma comunicação mais funcional e adaptada às suas necessidades, tanto no contexto 
familiar quanto no escolar. Segundo esses autores, o fonoaudiólogo ―tem a responsabilidade de 
atuar diretamente no desenvolvimento das habilidades linguísticas e comunicativas, 
proporcionando um suporte terapêutico individualizado, fundamental para a inclusão da criança no 
meio social‖ (ISCHKANIAN et al., 2025). 
O trabalho fonoaudiológico é, portanto, essencial para melhorar a capacidade de interação 
social da criança com TEA, promovendo avanços no domínio da linguagem, na modulação vocal e 
na utilização de estratégias alternativas de comunicação quando necessário. 
A atuação do fonoaudiólogo não se limita apenas ao desenvolvimento da fala e da 
linguagem, mas também abrange a ampliação de habilidades de comunicação não verbal, como o 
uso de gestos, expressões faciais e outras formas de expressão. Como afirmam LEITE (2021), as 
―estratégias fonoaudiológicas adequadas podem ajudar a criança com TEA a superar barreiras de 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 11 
 
comunicação e a engajar-se de maneira mais eficaz nas interações sociais, tanto no ambiente 
familiar quanto escolar‖. 
A intervenção clínica do fonoaudiólogo também tem um impacto significativo no 
desenvolvimento de habilidades de alimentação e deglutição, que podem estar comprometidas em 
crianças com TEA. Esse acompanhamento especializado é crucial para a adaptação da criança a 
aspectos cotidianos e para a promoção da sua autonomia. Como destaca LIMA (2014), ―o trabalho 
do fonoaudiólogo vai além da comunicação verbal, abordando também aspectos de saúde oral e 
deglutição, que são essenciais para garantir o bem-estar e a qualidade de vida da criança‖. 
O fonoaudiólogo atua de forma integrada com outros profissionais da saúde e da 
educação, como psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos, para desenvolver 
estratégias personalizadas que atendam às necessidades específicas de cada criança. 
A abordagem interdisciplinar favorece o neurodesenvolvimento e a adaptação social e 
escolar das crianças com TEA, permitindo-lhes alcançar um desenvolvimento mais pleno e eficaz. 
Esse trabalho colaborativo é descrito por ISCHKANIAN et al. (2025) como sendo fundamental, 
uma vez que ―a atuação multidisciplinar garante que as necessidades da criança sejam atendidas 
de maneira holística, considerando suas especificidades e potencialidades no contexto social e 
educacional‖. 
 
2.4 A IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO NAS TERAPIAS PSICOPEDAGÓGICAS E 
FONOAUDIOLÓGICAS 
A integração das abordagens psicopedagógicas e fonoaudiológicas desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento global das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), 
por meio de modelos de intervenção que permitem um atendimento mais holístico e eficaz. Entre 
os modelos de intervenção utilizados, destacam-se o modelo multidisciplinar, que envolve a 
colaboração de diferentes profissionais para tratar as várias dimensões do desenvolvimento 
infantil, e o modelo interventivo individualizado, que considera as particularidades de cada 
criança. Essas abordagens atuam simultaneamente nas áreas de cognição, linguagem, habilidades 
sociais e aspectos emocionais e comportamentais. 
No modelo multidisciplinar, psicopedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e 
outros profissionais trabalham de forma colaborativa, integrando suas competências para criar 
estratégias que atendam às necessidades específicas de cada criança. Já no modelo interventivo 
individualizado, o foco está em criar planos de intervenção que respeitem o ritmo de 
desenvolvimento da criança, promovendo intervenções específicas em cada uma das áreas 
afetadas pelo TEA. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 12 
 
Essas práticas interdisciplinares favorecem a melhoria das competências comunicativas e 
cognitivas da criança, fundamentais para sua adaptação e inclusão no ambiente escolar e social. 
A combinação das abordagens psicopedagógicas e fonoaudiológicas contribui para o 
fortalecimento das habilidades linguísticas, sociais e emocionais, elementos essenciais para o 
desenvolvimento de uma comunicação eficaz e para a construção de vínculos afetivos e sociais. 
A contribuição da neuropsicopedagogia no contexto educacionalé um dos pilares que 
sustentam a eficácia dessa abordagem integrativa. De acordo com Oliveira e Santos (2020), ―a 
neuropsicopedagogia, ao incorporar conhecimentos sobre o funcionamento cognitivo e 
comportamental da criança, permite a elaboração de estratégias de ensino mais ajustadas às 
necessidades individuais, contribuindo para um processo de aprendizagem mais fluido e 
eficiente‖. Esse modelo interativo facilita a identificação de dificuldades no processo de 
aprendizagem e a implementação de intervenções direcionadas, o que é fundamental, 
especialmente no caso das crianças com TEA. 
Pinheiro, Vagner de Oliveira, Pinheiro, Moisaniel Oliveira e Pinheiro, Antonia Railheide 
de Oliveira (2019), ao discutirem a neuropsicopedagogia e a educação inclusiva, afirmam que ―as 
práticas interdisciplinares entre psicopedagogos e outros profissionais de saúde, como 
fonoaudiólogos, favorecem uma abordagem mais ampla e eficaz, sendo fundamentais para garantir 
o desenvolvimento cognitivo e a aprendizagem das crianças em contextos educacionais 
inclusivos‖. Esse trabalho conjunto não apenas aborda as questões específicas de linguagem e 
cognição, mas também melhora as interações sociais das crianças com TEA, promovendo a sua 
inclusão social de forma mais efetiva. 
A autora e especialista clínica, Cindi Carvalho Silva (2025), ao falar sobre o papel da 
fonoaudiologia no atendimento a crianças com TEA, destaca que ―o acompanhamento 
fonoaudiológico proporciona uma intervenção global e crescente nas linguagens, ajudando na 
construção de habilidades essenciais para a comunicação, seja verbal ou não verbal‖. Esse trabalho 
colaborativo entre a psicopedagogia e a fonoaudiologia é fundamental para o desenvolvimento de 
estratégias de aprendizagem personalizadas e eficazes, pois considera as especificidades do 
neurodesenvolvimento de cada criança, respeitando seus tempos e suas necessidades. 
A integração dessas terapias não só proporciona avanços no desenvolvimento da criança 
com TEA, mas também garante a construção de uma base sólida para o desenvolvimento de 
habilidades sociais e cognitivas, essenciais para uma participação plena e bem-sucedida na 
sociedade. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 13 
 
As intervenções integradas, portanto, têm um impacto significativo na qualidade de vida 
dessas crianças, melhorando a sua comunicação, aprendizagem e adaptação ao ambiente escolar e 
social. 
2.5 O DESENVOLVIMENTO DO POTENCIAL COMUNICATIVO E SOCIAL DAS 
CRIANÇAS COM (TEA) 
O desenvolvimento do potencial comunicativo e social das crianças com Transtorno do 
Espectro Autista (TEA) é uma área crucial para o seu progresso no ambiente escolar, familiar e 
social. As dificuldades de comunicação e de interação social são características centrais do TEA, o 
que torna essencial o acompanhamento contínuo e especializado para promover a melhoria dessas 
habilidades. A intervenção eficaz deve ser adaptada às necessidades individuais da criança, 
levando em consideração suas peculiaridades cognitivas e emocionais. 
Esse acompanhamento especializado nas áreas de comunicação, como a fala, linguagem 
verbal e não-verbal, e também no campo das interações sociais, visa não apenas melhorar as 
habilidades de comunicação, mas também ajudar a criança a desenvolver competências que 
favoreçam a criação e manutenção de vínculos afetivos. Estabelecer laços afetivos saudáveis e 
duradouros é essencial para o bem-estar emocional da criança, além de ser um aspecto 
fundamental para seu desenvolvimento social e psicológico. 
A intervenção precoce nessas áreas contribui para a construção de um repertório mais 
amplo de respostas sociais, permitindo que a criança interaja de forma mais eficaz com outras 
pessoas. Isso inclui a capacidade de compreender normas sociais, expressar emoções e 
necessidades, e reagir de maneira adequada em diversas situações cotidianas. No ambiente escolar, 
por exemplo, a melhora nas habilidades de comunicação e interação social facilita a adaptação ao 
contexto acadêmico, reduzindo dificuldades comportamentais e promovendo uma maior 
integração com os colegas e professores. 
O acompanhamento especializado contribui para o desenvolvimento da autonomia e da 
independência, preparando a criança para desafios sociais e profissionais futuros. Ao fortalecer as 
habilidades comunicativas e sociais, a criança com TEA também é favorecida na construção de 
um senso de identidade e pertencimento, fatores fundamentais para sua inclusão e bem-estar no 
convívio social. 
A interação entre profissionais especializados, como fonoaudiólogos, psicopedagogos e 
terapeutas ocupacionais, com as famílias e a comunidade, é crucial para o desenvolvimento 
integral da criança com TEA. A promoção de um ambiente inclusivo, que leve em consideração as 
necessidades individuais e que promova a comunicação e a interação, é essencial para garantir que 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 14 
 
essas crianças possam viver de forma plena e integrada, seja na escola, na família ou na sociedade 
em geral. 
SEEGER e ZUCOLOTTO (2018) destacam a importância de uma abordagem histórico-
cultural, na qual o contexto social e a interação com o meio são essenciais para a construção do 
conhecimento e das habilidades comunicativas. A partir dessa perspectiva, a intervenção deve ser 
planejada de forma a proporcionar experiências que favoreçam a interação social e o 
desenvolvimento das habilidades de comunicação de maneira significativa para a criança com 
TEA. 
SILVA e CARDOSO (2020) enfatizam a relevância da identificação precoce das 
dificuldades, para que estratégias de intervenção possam ser implementadas o quanto antes. A 
identificação precoce e o acompanhamento contínuo têm o potencial de minimizar os impactos das 
limitações comunicativas e sociais, proporcionando à criança uma base sólida para o seu 
desenvolvimento. 
De acordo com SILVEIRA (2011) aponta que o envolvimento das famílias nas práticas 
educativas e terapêuticas é imprescindível. O suporte familiar adequado, aliado a práticas 
interventivas efetivas, contribui para a adaptação das crianças com TEA ao ambiente escolar, 
social e familiar, garantindo a inclusão e o desenvolvimento pleno de suas habilidades 
comunicativas e sociais. 
O acompanhamento especializado em comunicação e interação social, com a participação 
ativa das famílias, é essencial para promover a inclusão e o desenvolvimento das crianças com 
TEA, assegurando que elas alcancem seu potencial máximo em diversos contextos. 
2.6 A PERSONALIZAÇÃO DA INTERVENÇÃO DE ACORDO COM AS 
NECESSIDADES DE CADA CRIANÇA 
A personalização da intervenção para crianças com Transtorno do Espectro Autista 
(TEA) é um aspecto essencial para promover um desenvolvimento eficaz e respeitoso das 
necessidades individuais de cada criança. Cada criança com TEA possui características e 
necessidades únicas, o que exige um planejamento e aplicação de estratégias personalizadas que 
atendam às suas especificidades. Essas estratégias devem ser moldadas de acordo com as áreas de 
dificuldade da criança, como comunicação, habilidades sociais, cognição, comportamento, e até 
aspectos sensoriais. 
Cada criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta um conjunto único de 
características e necessidades, exigindo, portanto, intervenções individualizadas e altamente 
adaptadas. A personalização da intervenção é fundamental para respeitar e atender às 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 15 
 
especificidades de cada criança, reconhecendo seu ritmo de aprendizagem, suas potencialidades e 
limitações. Conforme destacam Simone Helen Drumond Ischkanian e Gladys Nogueira Cabral 
(2025), a compreensão profunda do perfil individual da criança com TEA éessencial para elaborar 
estratégias de intervenção que favoreçam seu desenvolvimento global e sua inclusão social e 
escolar. 
Eliana Drumond de Carvalho Silva (2025) enfatiza que uma abordagem personalizada 
permite que as intervenções sejam mais eficazes, pois são moldadas de acordo com as 
necessidades emocionais, sociais e cognitivas da criança, criando um ambiente de aprendizagem 
mais adequado e acolhedor. Já Cindi Carvalho Silva (2025) destaca que a personalização das 
intervenções deve ser um processo contínuo, com ajustes constantes conforme a criança se 
desenvolve e evolui, garantindo que ela receba o suporte necessário em cada fase do seu processo 
de aprendizagem. 
Regina Daucia de Oliveira Braga (2025) ressalta que a flexibilidade na adaptação das 
abordagens pedagógicas e terapêuticas, em resposta às variações individuais de cada criança, é um 
aspecto-chave para promover seu progresso efetivo. Segundo Sandro Garabed Ischkanian (2025), 
a colaboração estreita entre os diferentes profissionais que atuam no acompanhamento das 
crianças com TEA e suas famílias é fundamental, pois essa integração permite uma personalização 
ainda mais eficaz das intervenções, otimizando os resultados e favorecendo uma intervenção 
global que respeite as particularidades do desenvolvimento de cada criança. 
A personalização da intervenção não é apenas uma adaptação das técnicas, mas uma 
verdadeira construção de um plano terapêutico que respeita e potencia as habilidades e interesses 
individuais de cada criança com TEA, colaborando para que ela alcance seu pleno potencial de 
desenvolvimento e inclusão. 
A intervenção personalizada respeita o ritmo da criança, suas capacidades e seu histórico 
de desenvolvimento, levando em consideração os avanços anteriores e os desafios presentes. Isso 
implica uma análise detalhada das áreas em que a criança precisa de mais apoio, para que sejam 
adotadas metodologias adequadas, que favoreçam a aprendizagem e a integração. A flexibilidade e 
a adaptação das intervenções são cruciais, pois o TEA se manifesta de maneiras muito diversas 
entre as crianças, com variações significativas no grau de comprometimento e nas áreas mais 
afetadas. 
De acordo com Sales (2017), a influência da família no desenvolvimento de crianças com 
deficiência, incluindo aquelas com TEA, é significativa. A colaboração estreita com as famílias é 
um elemento fundamental na personalização da intervenção, pois elas conhecem as 
particularidades da criança no contexto do dia a dia. A inclusão da família no processo de 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 16 
 
intervenção permite criar estratégias mais eficazes, tanto no ambiente clínico quanto na casa, 
favorecendo a continuidade do trabalho terapêutico e um ambiente de aprendizagem mais coeso e 
integral. 
Como destacado por Santos e Silva (2021), a neuropsicopedagogia, ao abordar questões 
como a dislexia, também pode ser aplicada para tratar questões relacionadas ao TEA, oferecendo 
uma abordagem complementar para lidar com as dificuldades cognitivas e de aprendizagem. Ao 
entender o perfil neuropsicológico de cada criança, os profissionais podem criar estratégias que 
promovam um melhor desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e de linguagem. 
A personalização da intervenção não se resume a um conjunto fixo de métodos, mas 
envolve um processo contínuo de avaliação e ajuste das abordagens, sempre em sintonia com as 
necessidades, avanços e dificuldades de cada criança com TEA. Isso garante que a intervenção 
seja realmente eficaz, promovendo o desenvolvimento pleno e a inclusão social das crianças, ao 
mesmo tempo em que respeita sua individualidade e seus direitos. 
2.7 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO CONTÍNUA NO PROCESSO TERAPÊUTICO 
A avaliação contínua do progresso da criança é um componente essencial no processo 
terapêutico, pois permite ajustes regulares e necessários nas estratégias de intervenção. 
À medida que as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) se desenvolvem, 
suas necessidades e habilidades podem mudar, e é crucial que as intervenções sejam ajustadas para 
acompanhar essas transformações. 
A avaliação contínua oferece uma visão detalhada das áreas que necessitam de mais 
atenção e das estratégias que têm se mostrado mais eficazes, permitindo uma abordagem mais 
dinâmica e personalizada no tratamento. TAVARES et al. (2019) afirmam que a avaliação 
constante é um fator chave para identificar quais métodos e abordagens estão gerando resultados 
positivos, promovendo assim um processo terapêutico mais eficiente e alinhado com o progresso 
da criança. 
Como destaca VOLOBUFF (2020), uma avaliação bem conduzida permite a otimização 
da aprendizagem, ajustando as práticas pedagógicas e terapêuticas para atender às necessidades 
específicas da criança, o que é fundamental para o sucesso da intervenção. 
Esse processo contínuo de monitoramento não só possibilita a identificação precoce de 
dificuldades emergentes, mas também favorece a colaboração constante entre os profissionais 
envolvidos no tratamento, garantindo que todos estejam alinhados quanto às estratégias e objetivos 
terapêuticos. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
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A avaliação contínua contribui para a construção de um plano terapêutico flexível e 
eficaz, adaptado ao ritmo e às demandas de cada criança, promovendo uma evolução mais 
consistente e duradoura no desenvolvimento de habilidades essenciais para sua adaptação e 
inclusão. 
 
2.8 O ACOLHIMENTO FAMILIAR NO CONTEXTO TERAPÊUTICO 
O acolhimento familiar no contexto terapêutico desempenha um papel essencial no 
sucesso do processo de intervenção precoce para crianças com Transtorno do Espectro Autista 
(TEA). A participação ativa da família não apenas facilita a continuidade das terapias realizadas 
em ambiente clínico, mas também assegura que as estratégias de intervenção sejam aplicadas de 
forma consistente no cotidiano da criança, o que é fundamental para a efetividade do tratamento. 
O processo de orientação e capacitação dos pais é um componente vital para o sucesso da 
intervenção, pois permite que eles se tornem agentes ativos no desenvolvimento do filho, 
compreendendo as necessidades da criança e apoiando-a de maneira adequada em diferentes 
contextos, como o familiar, escolar e social. 
A colaboração contínua entre os profissionais da saúde e os familiares ajuda a criar um 
ambiente terapêutico coeso, onde as estratégias de ensino e comunicação podem ser adaptadas 
para responder às particularidades do neurodesenvolvimento de cada criança. Ao orientarem os 
pais sobre a melhor forma de apoiar suas crianças, os terapeutas possibilitam que os cuidados 
oferecidos em casa complementem o trabalho feito na clínica, garantindo uma abordagem mais 
integrada e personalizada para o desenvolvimento da criança. 
O apoio psicológico e emocional dado aos pais é igualmente importante, pois o 
acompanhamento pode ser desafiador e, muitas vezes, os pais se deparam com a sobrecarga de 
responsabilidades e a necessidade de tomar decisões difíceis, fornecer ferramentas e estratégias 
para que eles enfrentem os desafios com mais confiança e compreensão pode contribuir 
significativamente para o bem-estar de toda a família. 
A orientação familiar é uma via de mão dupla: além de beneficiar a criança com TEA, 
promove um fortalecimento dos vínculos familiares e a construção de uma rede de apoio sólida e 
positiva, facilitando a adaptação e a inclusão social da criança. 
A renomada psicopedagoga Neusa Venditte, em seu Projeto Conviver e Inclusão, destaca 
a importância da parceria entre os profissionais que atuam nas clínicas e as famílias no processo 
de intervenção para crianças com necessidades específicas, como o Transtorno do Espectro 
Autista (TEA). Segundo Venditte,a colaboração entre os profissionais de saúde e os pais não é 
apenas uma estratégia para garantir a continuidade do tratamento, mas também uma forma de 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 18 
 
assegurar que as abordagens terapêuticas sejam implementadas de forma consistente e adaptada às 
realidades diárias das crianças e suas famílias. 
Ela enfatiza que o envolvimento familiar não se limita à participação passiva nas 
consultas ou nas sessões terapêuticas, mas envolve um papel ativo no acompanhamento do 
desenvolvimento da criança. Esse apoio contínuo e orientado permite que os pais se tornem 
aliados essenciais no processo de aprendizagem e desenvolvimento dos filhos, potencializando as 
estratégias de intervenção já adotadas nas clínicas. A psicopedagoga salienta ainda que, ao 
promover a integração da família no processo terapêutico, cria-se um ambiente mais favorável 
para que a criança se desenvolva de maneira plena e integrada, tanto no contexto familiar quanto 
escolar e social. 
Através de sua experiência e da aplicação prática de seu Projeto Conviver e Inclusão, 
Neusa Venditte reforça que a atuação conjunta entre os profissionais e as famílias é fundamental 
para o sucesso da inclusão e do desenvolvimento das crianças com necessidades especiais, pois 
possibilita a construção de um trabalho mais coeso, eficaz e adaptado às necessidades de cada 
criança, respeitando seu ritmo e promovendo um desenvolvimento harmonioso e equilibrado. 
A participação ativa dos pais e familiares no acompanhamento psicopedagógico e 
fonoaudiológico é crucial, pois permite a aplicação das estratégias de aprendizagem e 
comunicação no ambiente doméstico, favorecendo a continuidade e a consistência do trabalho 
realizado na clínica. Como destaca Carniel (2008), a colaboração entre os profissionais e a família 
é um fator chave para que as intervenções se tornem mais eficazes, pois fortalece a adaptação das 
estratégias às particularidades da criança, criando um ambiente de apoio constante tanto dentro 
quanto fora do contexto terapêutico. 
O Método de Portfólios SHDI, desenvolvido por Simone Ischkanian, destaca em suas 
perspectivas que a parceria com a família é um fator fundamental para o sucesso das intervenções 
terapêuticas, especialmente no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 
De acordo com Ischkanian, os pais não devem ocupar uma posição passiva no processo 
terapêutico, como meros acompanhantes na sala de espera das clínicas. Ao contrário, eles devem 
ser participantes ativos, engajando-se diretamente nas intervenções e na aplicação das estratégias 
de aprendizagem e desenvolvimento que são trabalhadas durante as sessões. 
Ischkanian, (2025) ressalta que, quando os pais se tornam parceiros na prática terapêutica, 
criando uma continuidade entre o ambiente clínico e o familiar, os resultados das intervenções são 
significativamente mais eficazes. Eles têm um papel crucial na adaptação das estratégias às 
necessidades diárias da criança, reforçando o que é aprendido nas sessões clínicas no cotidiano. 
Essa colaboração ativa entre profissionais e familiares não apenas fortalece o vínculo afetivo da 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 19 
 
criança com os pais, mas também facilita a generalização das habilidades adquiridas para 
diferentes contextos, como a escola e as interações sociais. 
No Método de Portfólios SHDI, a participação da família é vista como essencial não 
apenas para o acompanhamento das terapias, mas como uma verdadeira extensão do processo de 
intervenção, garantindo que a criança tenha um suporte contínuo e estruturado que a ajude a se 
desenvolver de maneira mais plena e integrada. A abordagem enfatiza a ideia de que, quando os 
pais são capacitados e orientados, tornam-se agentes ativos na promoção do desenvolvimento de 
seus filhos, gerando um ambiente mais favorável para a inclusão e para o sucesso educacional e 
social da criança. 
De acordo com Ischkanian et al. (2025) apontam que o envolvimento da família é 
fundamental para superar desafios educacionais relacionados à indisciplina e dificuldades de 
aprendizagem. A parceria entre terapeutas e familiares proporciona uma rede de apoio que facilita 
a compreensão das necessidades da criança e promove uma intervenção mais assertiva. 
 A orientação dos pais, combinada com a aplicação das estratégias no cotidiano, permite 
que as crianças com TEA desenvolvam suas habilidades de forma mais sólida e integrada, tanto 
nas esferas acadêmica quanto social.Através dessa colaboração contínua e do acolhimento 
familiar, cria-se um ambiente terapêutico mais completo e eficaz, que favorece não apenas o 
desenvolvimento da criança, mas também o fortalecimento dos vínculos familiares, promovendo 
um impacto positivo e duradouro no desenvolvimento global da criança com TEA. 
 
2.9 A PROMOÇÃO DA AUTONOMIA E AUTOESTIMA DA CRIANÇA 
A promoção da autonomia e da autoestima da criança com Transtorno do Espectro 
Autista (TEA) é um dos principais objetivos da intervenção psicopedagógica e fonoaudiológica. 
Essas abordagens terapêuticas não se limitam a tratar dificuldades de aprendizagem e 
comunicação, mas buscam capacitar a criança a desenvolver habilidades que serão essenciais para 
sua vida cotidiana. De acordo com Camargo (2017), a intervenção psicopedagógica voltada para o 
TEA deve considerar a criança como um sujeito ativo, capaz de adquirir e aprimorar suas 
competências, o que contribui diretamente para o fortalecimento de sua autonomia. 
A intervenção psicopedagógica e fonoaudiológica não se limita apenas ao 
desenvolvimento da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também envolve um 
aspecto importante de trabalhar a autoestima e confiança dos pais em relação ao progresso de seus 
filhos. Simone Helen Drumond Ischkanian (2025) destaca que "é fundamental apoiar os pais para 
que eles reconheçam as capacidades e potencialidades de seus filhos, proporcionando uma base 
sólida para que se sintam seguros e motivados durante o processo terapêutico". 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 20 
 
Gladys Nogueira Cabral (2025) também reforça essa ideia, afirmando que "a autoestima 
dos pais é crucial no processo de intervenção, pois uma família que se sente confiante e capaz de 
lidar com os desafios diários contribui de forma significativa para o sucesso terapêutico da 
criança". Para Eliana Drumond de Carvalho Silva (2025), "o envolvimento ativo dos pais nas 
terapias, ao lado de uma abordagem empática, fortalece sua percepção positiva sobre as 
habilidades e progressos de seus filhos, impactando diretamente o desenvolvimento da criança". 
Cindi Carvalho Silva (2025) complementa, dizendo que "é necessário que os 
profissionais, durante o acompanhamento terapêutico, também ofereçam suporte emocional aos 
pais, auxiliando-os a lidar com as inseguranças que surgem e proporcionando estratégias para 
enfrentamento das dificuldades de forma construtiva". Regina Daucia de Oliveira Braga (2025) 
enfatiza que "os pais, ao serem orientados e valorizados, se tornam agentes importantes na 
construção de uma autoestima sólida para seus filhos, criando um ambiente familiar mais positivo 
e estimulante". 
Sandro Garabed Ischkanian (2025) salienta que "o fortalecimento da autoestima dos pais 
reflete diretamente na autoestima da criança, criando um ciclo de empoderamento e confiança que 
beneficia o desenvolvimento emocional e social de todos os envolvidos no processo terapêutico". 
O processo terapêutico no contexto fonoaudiológico permite que a criança aprenda a se 
comunicar de forma mais eficaz, promovendo sua independência nas interações sociais e 
familiares. A construção de habilidades comunicativas, tanto verbais quanto não-verbais,é 
essencial para que a criança se sinta segura e capaz de expressar suas necessidades e desejos, 
aumentando, assim, sua autoestima e confiança. Oliveira e Gomes (2020) destacam que, ao focar 
nas habilidades sociais e comunicativas, a intervenção permite que a criança perceba suas próprias 
capacidades, contribuindo para a valorização de sua imagem pessoal. 
Ao desenvolver essas competências, a criança com TEA começa a se sentir mais 
integrada em seu ambiente escolar, familiar e social, o que fortalece sua autoestima e cria um ciclo 
positivo de confiança em suas habilidades. Esse processo não é apenas fundamental para a 
adaptação da criança ao contexto social, mas também para a construção de sua identidade e 
autoconfiança. 
As abordagens psicopedagógicas e fonoaudiológicas desempenham um papel essencial 
não apenas no desenvolvimento cognitivo e comunicativo, mas também no aspecto emocional e 
psicológico da criança, promovendo um desenvolvimento mais pleno e equilibrado. 
 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 21 
 
2.10 O IMPACTO DA INTERVENÇÃO PRECOCE NA ADAPTAÇÃO ESCOLAR E 
SOCIAL 
 
A intervenção precoce desempenha um papel crucial na adaptação da criança com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) ao ambiente escolar e social. A partir do trabalho conjunto 
de profissionais da saúde, como psicopedagogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, é 
possível promover uma melhoria significativa nas relações interpessoais da criança, contribuindo 
para sua inclusão nas dinâmicas sociais e escolares. Essa adaptação bem-sucedida não só reflete 
em um melhor desempenho acadêmico, mas também em uma maior integração com seus pares e 
participação ativa nas atividades cotidianas. 
Segundo BELO e GUEDES (2022), a intervenção precoce é um pilar fundamental no 
desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois ela "favorece o 
desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais fundamentais para o ambiente escolar, 
preparando a criança para enfrentar os desafios do cotidiano com mais confiança e autonomia". 
Esse processo de intervenção não se limita apenas ao estímulo das áreas cognitivas e sociais, mas 
também trabalha aspectos emocionais, comportamentais e de comunicação, todos essenciais para 
uma adaptação eficaz aos contextos escolares e sociais. 
O acompanhamento terapêutico contínuo, realizado de maneira personalizada, garante 
que cada criança receba uma intervenção que atenda às suas necessidades específicas, respeitando 
o seu ritmo de aprendizado e desenvolvimento. Nesse sentido, as terapias de integração, como as 
psicopedagógicas e fonoaudiológicas, atuam de maneira complementar para desenvolver 
habilidades de comunicação, linguagem e interações sociais, as quais são frequentemente 
prejudicadas em crianças com TEA. Além disso, essas intervenções ajudam na regulação 
emocional, essencial para a adaptação da criança em ambientes sociais e educacionais. 
Ao longo do processo, a criança adquire ferramentas essenciais para melhorar sua 
capacidade de socialização, autoconfiança e autonomia, fatores que facilitam não apenas a 
inclusão escolar, mas também sua integração nas atividades sociais cotidianas. 
A adaptação ao ambiente escolar é ampliada, uma vez que as estratégias terapêuticas 
visam desenvolver habilidades de enfrentamento, resolução de problemas e interação com seus 
colegas e professores de maneira mais eficaz. 
A intervenção precoce tem um impacto positivo na redução de comportamentos 
desafiadores, promovendo uma melhor interação com a família, professores e outros profissionais 
envolvidos. Isso cria um ambiente de aprendizado mais inclusivo e acolhedor, onde a criança com 
TEA pode desenvolver seu pleno potencial, avançando em seu desempenho escolar e ampliando 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
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suas interações sociais, o que contribui para uma inclusão mais plena e satisfatória tanto na escola 
quanto na comunidade, a intervenção precoce não só favorece o desenvolvimento individual da 
criança, mas também promove uma integração mais harmônica com os demais indivíduos ao seu 
redor, o que resulta em uma qualidade de vida mais elevada para a criança e sua família. 
Essa abordagem contribui para a redução de comportamentos problemáticos, aumentando 
a capacidade de adaptação e a qualidade de vida da criança e de sua família. O apoio contínuo 
também favorece um ambiente familiar mais harmônico, no qual os pais se sentem mais 
preparados e confiantes para lidar com as demandas diárias, resultando em um ciclo positivo de 
desenvolvimento tanto para a criança quanto para sua rede de apoio. Assim, a intervenção precoce 
não só é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social da criança com TEA, mas 
também para a promoção do bem-estar da família como um todo. 
2.11 ALFABETIZAÇÃO E NEUROCIÊNCIA NO AMBIENTE CLÍNICO POR REGINA 
DAUCIA DE OLIVEIRA BRAGA 
A alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ser 
construída com uma abordagem que integre os avanços das neurociências, permitindo otimizar as 
estratégias de ensino no ambiente clínico. Esse processo ganha uma nova dimensão quando se 
considera o funcionamento cerebral das crianças com TEA, um grupo com características 
cognitivas e neuropsicológicas distintas. Segundo Regina Daucia de Oliveira Braga (2025), a 
compreensão das bases neurocientíficas envolvidas no processo de aprendizagem é crucial, pois 
permite que os métodos pedagógicos sejam adaptados às necessidades e particularidades 
cognitivas de cada criança, favorecendo um ensino mais eficaz. 
A psicopedagogia desempenha um papel central nesse processo, considerando as 
especificidades cognitivas e emocionais associadas ao TEA. Ao integrar essas dimensões, os 
profissionais podem aplicar estímulos pedagógicos de forma mais eficaz, respeitando o ritmo e o 
estilo de aprendizagem de cada criança. O trabalho psicopedagógico não só ajuda a criança a 
entender os conteúdos, mas também facilita a construção de estratégias que atendam às suas 
necessidades emocionais e cognitivas, essencial para que o aprendizado ocorra de maneira 
significativa. 
A fonoaudiologia, especialmente no ambiente clínico, assume um papel crucial na 
alfabetização de crianças com TEA, uma vez que atua diretamente sobre as habilidades de 
comunicação e expressão verbal. A linguagem, tanto falada quanto escrita, é frequentemente uma 
das áreas mais desafiadoras para essas crianças, e a fonoaudiologia pode atuar promovendo a 
consciência fonológica, essencial para a construção da leitura e escrita. A intervenção 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
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fonoaudiológica permite o aprimoramento da comunicação verbal e não verbal, criando condições 
favoráveis para que a criança consiga se expressar e interagir de forma mais eficiente, o que 
facilita a alfabetização. 
Juntas, essas abordagens interdisciplinares—psicopedagogia e fonoaudiologia—ajudam a 
superar as barreiras cognitivas e comunicativas enfrentadas pelas crianças com TEA. O resultado 
desse trabalho integrado é uma alfabetização mais acessível, que respeita o neurodesenvolvimento 
da criança e torna o processo de aprendizagem mais eficiente e inclusivo. Dessa forma, é possível 
promover não apenas o aprendizado das habilidades básicas de leitura e escrita, mas também a 
autonomia e a inclusão social da criança, fatores fundamentais para seu desenvolvimento e 
adaptação ao ambiente escolar e social. 
Esse modelo de intervenção, ao ser fundamentado nas descobertas das neurociências e na 
personalização do ensino, cria uma base sólida para que a alfabetização se torne uma experiência 
mais significativa e bem-sucedida para a criança com TEA. A construção de estratégias 
pedagógicas querespeitem o funcionamento cerebral da criança e considerem suas características 
individuais oferece uma alternativa mais eficaz para o processo de aprendizagem, promovendo 
uma inclusão mais efetiva no ambiente escolar e uma qualidade de vida melhorada. 
O conhecimento das bases neurocientíficas que envolvem o processo de aprendizagem 
permite a adaptação de métodos pedagógicos que respeitam o funcionamento cerebral da criança 
com TEA. Este entendimento é crucial para a criação de estratégias de ensino que atendam de 
maneira eficaz às necessidades específicas dessas crianças. 
Segundo Simão, Corrêa e Ferrandini (2020), a neuropsicopedagogia desempenha um 
papel essencial no contexto educacional, fornecendo um novo olhar sobre a instituição escolar e 
ajudando a adaptar o processo de ensino-aprendizagem às características cognitivas de cada aluno. 
Essa abordagem permite que os métodos pedagógicos sejam ajustados de acordo com o modo 
único de funcionamento do cérebro de cada criança, maximizando o aprendizado. 
A teoria de Lev Vygotski (2011), um dos grandes nomes da psicologia educacional, 
também sustenta que o desenvolvimento cognitivo ocorre em interações sociais e culturais, o que 
reforça a importância de adaptar os métodos pedagógicos de acordo com as capacidades do aluno. 
Vygotski introduziu a noção de "zona de desenvolvimento proximal", um conceito que afirma que 
as crianças podem aprender e realizar tarefas com a ajuda de outros, o que reforça a ideia de que 
estratégias de ensino que respeitam as particularidades individuais de cada criança têm um 
impacto significativo no desenvolvimento. 
Para as crianças com TEA, a aplicação desses conceitos, aliados aos avanços 
neurocientíficos, garante que as intervenções sejam eficazes e bem-sucedidas. 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
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Eliana Drumond de Carvalho Silva (2025) afirma que, ao integrar a teoria da "zona de 
desenvolvimento proximal" de Vygotski nas práticas pedagógicas voltadas para crianças com 
TEA, torna-se possível criar ambientes de aprendizagem que, ao respeitarem as necessidades 
individuais de cada criança, proporcionam uma evolução gradual, onde as estratégias de ensino se 
ajustam conforme a interação contínua entre o educador e a criança, resultando na capacidade de 
desenvolver habilidades cognitivas e sociais com o apoio necessário para superar os desafios do 
cotidiano, o que torna as abordagens pedagógicas mais inclusivas e eficazes, permitindo que cada 
criança avance no seu ritmo, ao mesmo tempo em que adquire as ferramentas necessárias para sua 
adaptação no ambiente escolar e social. 
Ao considerar a aplicação da teoria de Vygotski, Simone Helen Drumond Ischkanian 
(2025) destaca que a "zona de desenvolvimento proximal", que descreve a capacidade de uma 
criança aprender e realizar tarefas com o apoio de outras pessoas, é um conceito fundamental que, 
quando adaptado ao contexto das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), revela-se 
como uma abordagem eficaz no processo de ensino, pois ela permite que os profissionais, ao 
respeitarem as particularidades cognitivas e emocionais dos alunos, estabeleçam estratégias de 
ensino personalizadas que favoreçam o desenvolvimento das habilidades sociais, cognitivas e 
comunicativas, levando em conta o ritmo individual de cada criança e o ambiente no qual ela está 
inserida, proporcionando uma aprendizagem mais integrada, eficaz e inclusiva. 
Gladys Nogueira Cabral (2025) argumenta que, ao aplicar a noção de "zona de 
desenvolvimento proximal" proposta por Vygotski no contexto da intervenção terapêutica e 
pedagógica com crianças com TEA, é possível perceber o impacto transformador das estratégias 
educacionais que valorizam a proximidade e a colaboração entre os educadores, terapeutas e as 
famílias, já que, ao considerar a necessidade de apoio contínuo e gradual no processo de 
aprendizagem, as crianças se beneficiam de um ambiente mais acolhedor e estimulante, onde as 
estratégias pedagógicas são moldadas conforme suas capacidades e limitações, garantindo uma 
progressão mais significativa nas áreas cognitivas, emocionais e sociais, e, consequentemente, 
uma inclusão escolar e social mais eficaz e sustentada. 
Cindi Carvalho Silva (2025) ressalta que a "zona de desenvolvimento proximal" de 
Vygotski oferece uma perspectiva crucial para a construção de um plano de ensino adaptado às 
especificidades das crianças com TEA, pois, ao considerar que o aprendizado pode ser 
maximizado com o auxílio de um mediador (como o educador ou o terapeuta), é possível construir 
um ambiente de aprendizagem no qual os estímulos são ajustados conforme o estágio de 
desenvolvimento cognitivo da criança, respeitando suas limitações, mas também incentivando seu 
progresso, o que, além de promover um aprendizado mais eficaz, fortalece a autoestima da criança 
A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO E 
FONOAUDIOLÓGICO NA INTERVENÇÃO PRECOCE. Página 25 
 
e a capacita para enfrentar os desafios da interação social e escolar de maneira mais confiante e 
autônoma. 
Regina Daucia de Oliveira Braga (2025) observa que, ao considerar as perspectivas da 
"zona de desenvolvimento proximal" no processo educacional e terapêutico de crianças com TEA, 
é possível elaborar estratégias que, ao envolverem tanto os profissionais quanto as famílias, 
garantem que as intervenções pedagógicas e psicopedagógicas se adaptem às necessidades e 
características individuais de cada criança, promovendo um desenvolvimento integral nas áreas 
cognitivas, sociais e emocionais, uma vez que o processo de aprendizagem se dá não apenas pelo 
auxílio direto do educador, mas também pela integração da criança com o seu ambiente social e 
escolar, facilitando a sua adaptação e evolução em ritmo próprio, respeitando suas particularidades 
e promovendo a sua inclusão. 
Sandro Garabed Ischkanian (2025) afirma que, ao aplicar a teoria de Vygotski e a "zona 
de desenvolvimento proximal" nas intervenções com crianças com TEA, é possível perceber que a 
aprendizagem não é um processo isolado, mas sim um processo coletivo e interativo, onde o papel 
do educador, do terapeuta e da família é essencial para promover o avanço da criança nas suas 
competências cognitivas, emocionais e sociais, visto que ao oferecer apoio contínuo e 
personalizado, as estratégias de ensino podem ser moldadas de forma que respeitem o estágio de 
desenvolvimento e as necessidades individuais, proporcionando um ambiente de aprendizagem 
mais eficaz, inclusivo e adaptado, que favorece o desenvolvimento da criança em sua totalidade. 
Conforme destacado amplamente por cada autor, (2025) os estudos de Vygotski e a "zona 
de desenvolvimento proximal" (ZDP) são de grande valia nas intervenções com crianças com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que consideram as especificidades desse 
transtorno no processo de aprendizagem e desenvolvimento. 
A ZDP, conceito central na teoria vygotskiana, refere-se à distância entre o nível atual de 
desenvolvimento da criança, que pode ser avaliado por meio de sua capacidade de realizar tarefas 
de forma independente, e o nível de desenvolvimento potencial, que pode ser alcançado com a 
ajuda de um adulto ou de pares mais capacitados. Essa perspectiva é crucial quando se trata de 
crianças com TEA, pois elas apresentam uma diversidade de necessidades cognitivas, sociais e 
comunicativas, que exigem uma abordagem terapêutica diferenciada e altamente personalizada. 
Ao aplicar a teoria de Vygotski, o profissional pode identificar as áreas em que a criança 
com TEA precisa de apoio para alcançar novos patamares de desenvolvimento. A ZDP permite 
que intervenções sejam ajustadas de forma a proporcionar desafios adequados, enquanto oferecem 
o suporte necessário para que a criança consiga avançar. No contexto das terapias 
A IMPORTÂNCIA

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