Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Bursite no Ombro 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
A bursite é uma inflamação da bursa sinovial, um tecido que atua como uma 
pequena almofada localizada no interior de uma articulação, evitando o atrito 
entre o tendão e o osso. No caso da bursite no ombro, há dor localizada na 
parte superior e anterior do ombro e dificuldade no movimento. Seu 
tratamento consiste, basicamente, no uso de anti-inflamatórios, repouso dos 
braços, evitando esforços e a fisioterapia pode ser de grande ajuda. 
Anatomia do Ombro
 
Estrutura Óssea 
 
Os ossos dos membros superiores são divididos em quatro segmentos: 
 
1. Cintura Escapular – formada pela clavícula e escápula; 
2. Braço – formado pelo úmero; 
3. Antebraço – formado pelo rádio e pela ulna; 
4. Mão – formado pelos ossos do carpo, metacarpos e falange. 
O complexo do ombro é formado pelos ossos: escápula, clavícula e úmero, 
mas os arcos costais e esterno também fazem parte da mobilidade de ombro. 
A escápula é um osso triangular e plano, que se divide em corpo, acrômio e 
glenóide. Ela é formada por três bordas (medial, lateral e superior), três 
ângulos (superior, lateral e inferior) e duas faces (dorsal e costal). 
 
Na face dorsal da escápula encontramos a espinha articular, onde sua 
extremidade superior é conhecida como acrômio. Acima dessa espinha se 
encontra a fossa supraespinhal e abaixo, a fossa infraespinhal. Na face costal 
da escápula se localiza a fossa subescapular. 
 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
A escápula tem uma projeção para frente, por baixo da clavícula e na direção 
da cabeça do úmero, denominada processo coracoide. O processo coracóide 
se articula com a fossa glenóide da escápula. 
 
A articulação glenoumeral é o local onde a cabeça do úmero se articula com 
a escápula, na fossa glenóide. A parte proximal do úmero é formada pela 
cabeça umeral, tubérculo menor, tubérculo maior, sulco bicipital, colo 
anatômico, colo cirúrgico e diáfise umeral proximal. 
 
A clavícula é um osso curvo em formato de osso, sendo o único osso do 
membro superior que permite a fixação óssea do membro superior no tórax. 
A clavícula é formada por um corpo e duas extremidades, esternais e 
acromial, com sua convexidade para frente medialmente e concavidade para 
frente lateralmente. 
Sua função é atuar como uma viga de sustentação para a escápula e para o 
úmero, aumentando a mobilidade glenoumeral com o objetivo de permitir 
atividades com elevação do membro superior. 
Articulações do Ombro 
Articulação Esterno Clavicular 
A articulação esternoclavicular é do tipo sinovial, que envolve a escápula, 
clavícula e manúbrio do esterno. Essa articulação conecta o ombro ao tórax, 
através da extremidade proximal da clavícula com o manúbrio do esterno 
medialmente e a cartilagem da primeira costela, que forma o assoalho da 
articulação. 
 
Articulação Acrômioclavicular 
Articulação triaxial, que consiste na união da faceta articular lateral da 
clavícula e a área côncava da parte anterior da borda medial do acrômio. 
Essa articulação possui uma cápsula, sendo reforçada pelos estabilizadores 
capsuloligamentares, acromioclaviculares e os ligamentos coracoclaviculares 
conóide e trapezoide. 
 
Articulação Escapulotorácica 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
Sua estrutura não é considerada uma articulação sinovial verdadeira. Essa 
articulação é uma estrutura funcional, de extrema importância para a 
integridade da mobilidade do ombro. 
 
A sua falta de suporte ligamentar delega a função da estabilidade para os 
músculos que se prendem ao tórax. 
 
Articulação Glenoumeral 
A articulação glenoumeral é sinovial, do tipo esferoide e triaxial. Ela é 
formada pela cabeça do úmero e pela cavidade glenóide. 
 
A cavidade glenóide é rase e tem superfície articular muito menor que a 
cabeça do úmero. Para aumentar essa profundidade, existe uma orla 
fibrocartilaginosa denominada lábio glenoidal, que se prende ao contorno da 
cavidade. 
 
A articulação glenoumeral é a mais móvel do corpo humano, porém toda essa 
mobilidade a torna também a menos estável. Essa articulação é composta por 
ligamentos, tendões, cápsula articular e músculos, principalmente do 
manguito rotador, que atuam na estabilidade e mobilidade articular do ombro. 
 
 
 
Ligamentos 
 
Os ligamentos são estruturas que estabilizam as articulações, ligando ossos a 
ossos. 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
 
Os ligamentos presentes na articulação do ombro são: 
 
1) Ligamento Coracoumeral: se origina no processo coracóide e se insere na 
tuberosidade maior e menor do úmero, formando uma espécie de túnel por 
onde passa o tendão da cabeça longa do bíceps. 
2) Ligamentos Glenoumerais: são três (superior, médio e inferior) e se 
originam no labro da cavidade glenóide, formando espessamentos capsulares 
que se fixam no colo e na tuberosidade menor do úmero. Esses ligamentos é 
que suportam o peso do braço suspenso, além de limitar o movimento de 
rotação externa. 
3) Ligamento Coracoacromial: se origina no processo coracóide e se insere 
no acrômio; 
4) Ligamento Transverso Superior da Escápula: se origina no lado medial da 
incisura da escápula, se inserindo na base do processo coracóide. 
Existe ainda a cápsula articular, uma espécie de bolsa elástica que envolve 
um conjunto articular. Ela é formada pelo grupo de ligamentos que ligam o 
úmero a cavidade glenóide. 
Os ligamentos são os principais estabilizadores do ombro, junto com os 
quatro tendões do grupo de músculos do manguito rotador. 
Músculos 
Os principais músculos da articulação do ombro são os músculos do 
manguito rotador: supra-espinhal, infra-espinhal, redondo menor e 
subescapular. 
Esses músculos envolvem a articulação na forma de um manguito e 
posicionam a cabeça do úmero na cavidade glenoide, com o objetivo de 
estabilizá-la e segurá-la firmemente na posição anatômica. 
Nervos 
É através dos nervos é que os sinais do sistema nervoso central são 
transportados para os músculos. Eles também devolvem para o sistema 
nervoso central as sensações de tato, dor e temperatura. 
 
Os nervos dos membros superiores passam pela região da axila e sob a 
articulação do ombro. Existem três principais nervos que passam por essa 
local: 
 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
● Nervo Radial 
● Nervo Ulnar 
● Nervo Mediano 
Bursas 
As bursas são estruturas em forma de bolsa, localizadas em duas superfícies 
móveis. 
 
Dentro da bursa contém uma pequena quantidade de líquido lubrificante, que 
serve para reduzir o atrito entre as duas estruturas que se movem em contato 
com a outra. 
No manguito rotador, na camada exterior do ombro existem algumas bursas. 
A bursa subacromial e a subdeltoidiana separam o tendão do músculo 
supraespinhal e a cabeça do úmero do acrômio, processo coracóide, 
ligamento coracoacromial e o músculo deltoide. 
 
A função da bursa é evitar o impacto entre essas estruturas e evitar lesões. 
 
 
A Bursite propriamente dita 
 
A bursite do ombro, também conhecida como bursite subacromial, é um 
problema que surge quando a bursa subacromial subdeltoidea encontra-se 
inflamada. Frequentemente, a bursite faz parte de um quadro que chamamos 
de síndrome do impacto do ombro, que é uma patologia do ombro na qual 
não apenas a bursa encontra-se inflamada, mas também os músculos que 
passam pelo espaço subacromial apresentam sinais de tendinite (inflamação 
dos tendões). 
 
Tipos de Bursite 
 
1) Bursite Aguda: condição extremamente desconfortável, pois ao levantaro 
ombro a resposta é uma dor intensa e muito restrita, sendo acompanhada por 
um arco doloroso. A dor da bursite é geralmente reproduzida com abdução 
passiva em 180º, rotação interna passiva e adução horizontal passiva. 
 
2) Bursite Crônica Primária: esse tipo de bursite é definida em dois tipos: 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
I – Causado pelas mudanças degenerativas, especialmente do músculo 
supraespinhal e da articulação acromioclavicular, o que pode gerar um 
espaço reduzido para a bolsa resultando em uma reação inflamatória. 
II – Causado por doenças sistêmicas, como a artrite reumatoide. 
A dor desse tipo de bursite de desenvolve de forma gradual, geralmente 
localizada na área do ombro e do deltoide lateral, podendo irradiar para a 
parte superior do braço. 
 
3) Bursite Crônica Secundária: é mais comum do que a primária, resultante 
de outras patologias do ombro como a ruptura do ligamento coracoumeral 
medial. É similar a bursite crônica secundária, com a dor se desenvolvendo 
gradualmente no ombro e podendo se irradiar para a parte superior do braço. 
É importante saber que a bursite crônica não é uma continuação ou sequela 
da bursite aguda. A bursite aguda é uma doença inteiramente à parte. 
 
Sintomas 
 
Os sintomas mais comuns da bursite no ombro são dores fortes em toda a 
região afetada, principalmente na parte superior. Por conta disso, é comum o 
indivíduo com essa condição ter dificuldades para movimentar o braço acima 
da cabeça. Outros sintomas incluem: 
● fraqueza muscular no braço afetado; 
● sensação de formigamento; 
● vermelhidão e inchaço; 
● rigidez nas articulações; 
● sensibilidade ao pressionar alguma parte próxima da região afetada. 
Causa mais comum 
 
A causa mais comum da bursite no ombro é a repetição de movimentos ou o 
uso excessivo da articulação, principalmente em ações que exigem que o 
braço fique levantado por muito tempo. Por conta do uso repetitivo dessa 
parte do corpo, pintores e atletas são profissionais bastante propensos a 
desenvolver a condição. 
No entanto, a bursite no ombro também pode acontecer depois que uma 
pessoa realiza movimentos bruscos, como quando levanta uma mesa, 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
carrega uma bolsa pesada ou até mesmo quando cai e apoia-se com as 
mãos, lesionando a articulação. 
Diagnóstico 
Diagnóstico da bursite subacromial 
 
O diagnóstico da bursite no ombro e da síndrome do impacto é habitualmente 
feito após avaliação conjunta da história clínica, do exame físico e de exames 
de imagens. 
 
Durante o exame físico, o ortopedista fará alguns testes, movendo o seu 
ombro de diversas formas para tentar identificar quais são os movimentos que 
causam mais dor. Um outro teste habitualmente utilizado é a injeção de 
anestésico intra-articular. No caso da bursite ou da síndrome do impacto do 
ombro, a aplicação de anestésicos alivia a dor e permite que o paciente volte 
a ter a amplitude normal de movimentos. Já na capsulite adesiva, o alívio da 
dor não vem acompanhada do retorno dos movimentos. 
 
A radiografia do ombro não faz o diagnóstico da bursite, mas ajuda a 
descartar outras possíveis causas de dor no ombro, como lesões nos ossos 
ou osteoartrose. 
 
Se após a completa avaliação clínica o ortopedista ainda tiver dúvidas do 
diagnóstico, o melhor exame de imagem para avaliar a bursa e os tendões é 
a ressonância magnética do ombro. 
A Fisioterapia 
O tratamento da bursite subacromial é diferente de acordo com o tipo: 
Fase Aguda 
Durante a fase aguda é necessário realizar o repouso do ombro acometido, 
com o uso da tipoia para evitar a irritação contínua da bolsa subacromial. 
Porém, uma imobilização completa pode levar a aderência dos tecidos, por 
isso é importante realizar exercícios de movimento controlado durante essa 
fase, para manter a amplitude normal de movimento e diminuir a dor. 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
Técnicas de mobilização passiva e mobilização na articulação gleno-umeral 
devem ser realizados com esse objetivo, assim como os exercícios 
pendulares. Deve-se sempre respeitar os limites de dor do paciente. 
 
 
Para controlar a dor na fase aguda são indicados os recursos físicos como 
crioterapia, eletroterapia (TENS e Corrente Interferencial), laser e etc. 
Fase Subaguda 
Nessa fase o objetivo é recuperar a função sem que haja irritação da bursa. 
Os exercícios ativos podem ser iniciados e a progressão deve ser feita com 
cuidado, sempre evitando a dor. 
Se a atividade é mantida dentro da dosagem e frequência seguras, os 
sintomas e dor e edema irão diminuir progressivamente. O paciente é o 
melhor guia para saber como a progressão da terapia deve ser feita. 
Geralmente a dor deixa o indivíduo com função comprometida, e junto com a 
imobilização da fase aguda, pode causar enfraquecimento muscular. 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
Ao entrar com um trabalho de fortalecimento é importante começar com 
exercícios isométricos, mantidos dentro da tolerância do paciente. 
A progressão deve ser realizada de acordo com o feed back de dor do 
paciente, aumentando a resistência aos poucos e ir progredindo para 
exercícios isotônicos com resistência, desde que bem tolerado pelo paciente. 
Tipos de Tratamento 
 
Recursos Físicos 
Os recursos físicos podem ser utilizados como adjuvante ao tratamento 
fisioterápico para auxiliar no controle da dor e da inflamação: 
– Crioterapia: ajuda a reduzir o edema, a dor e as contraturas musculares 
– Ultrassom: utilizando com efeito térmico auxilia a diminuir a dor, reduz a 
rigidez articular e aumenta o fluxo sanguíneo. Não é indicado nas fases 
agudas. 
– TENS: técnica de analgesia simples, barata e eficaz, podendo ser utilizada 
em praticamente todos os casos de patologias ortopédicas. 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
– Laser: possui ação anti-inflamatória, analgésica, diminui o edema e estimula 
a cicatrização dos tecidos. 
Cinesioterapia 
A cinesioterapia é o uso de exercícios físicos com o objetivo de reabilitação. 
Os exercícios de fortalecimento são realizados para estabelecer o controle 
neuromuscular do úmero e da escápula. 
Para a reabilitação do ombro os exercícios devem se concentrar no 
fortalecimento dos estabilizadores dinâmicos e dos músculos do manguito 
rotador 
Esses exercícios devem iniciar com contrações isométricas indolores e 
progredir para contrações isotônicas com amplitude de movimento total sem 
dor. 
Bandagem 
A bandagem funcional tem como funções fundamentais: 
● Promover Estímulos Sensoriais e Mecânicos Duradouros e 
Constantes na Pele 
● Mantém a Comunicação com os Tecidos mais Profundos através de 
Mecanorreceptores encontrados na Epiderme e na Derme 
● Melhorar a Contração e Fadiga Muscular 
● Diminuir a Dor 
● Melhorar a Circulação Sanguínea e Linfática 
● Corrigir Propriocepção 
● Repor Subluxação das Articulações 
● Auxiliar em Diversas Patologias Ortopédicas combatendo Lesões 
Musculares 
● Fraqueza ou Tensão Muscular 
● Entorses 
● Estiramentos 
● Estabiliza e Corrige as Articulações 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309
Prevenção da bursite no ombro 
Após o efetivo tratamento da bursite no ombro, algumas medidas podem ser 
implementadas para diminuir o risco de recorrência: 
● Atividade física orientada por profissional para fortalecimento da 
musculatura. 
●Alongamentos com orientação profissional. 
● Evitar tarefas que exijam movimentos repetitivos do ombro durante 
muito tempo. 
● Se não for possível evitar tarefas que sobrecarreguem os ombros, 
procure ao menos fazer algumas pausas durante o dia. 
● Evitar atividades que causem dor no ombro. 
● Usar as duas mãos para segurar ferramentas ou objetos pesados. 
● Não ficar com o ombro imobilizado por longos períodos de tempo. 
● Procurar manter um boa postura ao longo do dia, principalmente 
durante o trabalho. 
● Iniciar repouso e tratamento assim que a dor no ombro surgir. 
O Papel do Fisioterapeuta 
 
O fisioterapeuta analisa as técnicas mais adequadas à condição atual do 
paciente, respeitando as variáveis do processo de reabilitação e elaborando 
um programa de exercícios capaz de corrigir os déficits e recuperar os 
movimentos ideais do indivíduo, além de educá-lo em relação à sua postura e 
práticas preventivas, promovendo saúde, funcionalidade e qualidade de vida. 
Dica boa: ​Aprenda a tratar a Cintura Escapular 
Baixado por Andressa Samyra da Silva (andressa.samyra@academico.uncisal.edu.br)
lOMoARcPSD|41151309

Mais conteúdos dessa disciplina