Prévia do material em texto
FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO E PRESCRIÇÃO DE EXERCICIO Faculdade de Minas Sumário NOSSA HISTÓRIA ........................................... Erro! Indicador não definido. Fisiologia do Envelhecimento e Prescrição de Exercício ................................. 3 Fisiologia do Envelhecimento .......................................................................... 5 Fisiopatologia do envelhecimento: doenças prevalentes ............................. 6 Doenças Cardiovasculares ....................................................................... 7 Doenças Ortopédicas e Reumatológicas ................................................. 8 Doenças Metabólicas ............................................................................. 10 Fisiologia do exercício: o quê prescrever para idosos ................................... 11 Princípios da prescrição ............................................................................. 12 Orientações gerais para uma prescrição ................................................ 14 Orientações específicas para uma prescrição ........................................ 16 REFERÊNCIAS ............................................................................................. 31 Faculdade de Minas Fisiologia do Envelhecimento e Prescrição de Exercício No Brasil, os idosos representam 8,5% do total da população. Caso sejam mantidas as taxas atuais de crescimento, provavelmente até 2025 o país contabilize cerca de um quinto de sua população no grupo dos idosos. Isso gera, desde já, demandas para os Sistemas de Saúde, Previdenciário e também para toda a sociedade, devido às características e necessidades especiais desse segmento, mormente no que tange à atividade física (OLIVEIRA, 2002). Além das perdas sociais e cognitivas, ao envelhecimento está associada uma série de outras perdas nos níveis antropométrico, neuromotor e metabólico, capazes de comprometer seriamente a qualidade de vida do idoso (MAZZEO et al., 1998). Os efeitos dessas perdas começam a se fazer notar a partir dos 50 anos de idade, ocorrendo a uma taxa aproximada de 1% ao ano para a maior parte das variáveis da aptidão física. Na antropometria detecta-se aumento do peso corporal, diminuição da estatura e aumento da gordura corporal, em detrimento da massa muscular e da massa óssea. O envelhecimento é também acompanhado de menor desempenho neuromotor, explicado pela diminuição no número e no tamanho das fibras musculares, levando a uma perda gradativa da força muscular. Quanto às variáveis metabólicas, o principal efeito deletério é sobre a potência aeróbia que diminui mesmo nos idosos ativos (MATSUDO, MATSUDO e BARROS NETO, 2000). A fraqueza muscular pode diminuir a capacidade para realizar as atividades da vida diária, levando o idoso à dependência. Além disso, conforme se perde força aumenta-se o risco de traumas em consequência das quedas. Resultados Faculdade de Minas semelhantes também são observados a partir de perdas significativas na flexibilidade (BAUMGARTNER, 1998; GUIMARÃES, 1999). As perdas na potência aeróbia também estão relacionadas à maior morbidade e mortalidade por doenças crônicas e degenerativas, doenças metabólicas, infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, demência, depressão, dentre outras (NIEMAN, 1999). Do ponto de vista epidemiológico, embora este quadro de perdas e sua associação ao desenvolvimento de doenças crônicas e incapacidades seja prevalente na população idosa de todo o mundo, isso não quer dizer que esta seja a única via pela qual esta população chega à velhice. Examinado sob a ótica puramente biológica, sabe-se que o envelhecimento é um processo natural e acontece com todas as espécies de forma semelhante. Entretanto, sabe-se também que, no caso do ser humano, este processo é fortemente influenciado pelos aspectos psicológicos, sociais, históricos, filosóficos, políticos, antropológicos, que fazem o ser humano ser quem ele é hoje, viver como vive hoje, envelhecer como envelhece hoje. Este modo de “ser humano” revela-se exteriormente como um conjunto de crenças, valores, atitudes, posturas e hábitos de vida que caracterizam cada grupo social e cada população humana. Já é evidente hoje que alguns grupos envelhecem seguindo uma via diferente daquela que termina em doença, incapacidade ou perda de autonomia. O diferencial entre as pessoas pertencentes a estes grupos é que, embora elas apresentem alguma perda, elas envelheceram de maneira saudável e apresentam níveis de autonomia significativamente superiores aos do que se esperava verificar em idosos antigamente (CANÇADO e HORTA, 2002). Uma explicação provável para esta realidade relaciona-se ao estilo de vida dessas pessoas. Verifica-se que esses idosos de alguma forma (consciente ou inconscientemente) fizeram algumas escolhas e promoveram algumas alterações no seu estilo de vida que correspondem exatamente àquilo que é preconizado atualmente, em todas as áreas da saúde, como fundamental para se viver muito e com qualidade. Faculdade de Minas As alterações no estilo de vida, como a adoção de hábitos sadios tais como a inclusão de exercícios físicos e alimentação balanceada; ao lado da extinção de outros hábitos nocivos à saúde, tais como o estresse, o excesso de calorias, o tabagismo e o alcoolismo estão hoje entre as principais orientações para uma melhor qualidade de vida e maior longevidade. O envelhecimento favorece a implantação de um quadro de perdas e incapacidades no idoso sedentário, mas a atividade física contribui diretamente para a manutenção e incremento das funções do aparelho locomotor e cardiovascular, amenizando os efeitos do desuso, da má adaptação e das doenças crônicas, prevenindo parte dessas perdas e incapacidades (SINGH, 2002). Fisiologia do Envelhecimento Para que se entenda a ação da atividade física no organismo de pessoas na terceira idade, torna-se necessário compreender o quê, fisiologicamente, acontece com o corpo humano que envelhece. Autores como CANÇADO e HORTA (2002), consideram o sistema nervoso central (SNC) o sistema biológico mais comprometido no processo de envelhecimento, sendo o responsável pelas sensações, movimentos, funções psíquicas entre outros, além das funções biológicas internas. O comprometimento deste sistema preocupa pelo fato de não dispor de capacidade reparadora eficiente, nem rápida, ficando este sistema sujeito ao processo de envelhecimento através de fatores intrínsecos (genéticos, sexo, circulatório, metabólico, radicais livres, etc.) e extrínsecos (ambiente, sedentarismo, hábitos de vida como, tabagismo, drogas, radiações, etc.). Estes fatores acabam exercendo uma ação deletéria no organismo ao longo do tempo. MATSUDO (2001) atribui à evolução etária e ao sedentarismo a diminuição da capacidade física das pessoas. Alterações psicológicas acompanham este processo, como sentimento de velhice, estresse, depressão. A redução das atividades físicas de vida diária também contribui para deteriorar o processo de envelhecimento. Para esta autora, o desuso das funções fisiológicas é o principal problema do envelhecimento. HAYFLICK (1996), alerta, que diminuições e perdas são coisas distintas porque dependem muito de como as percebemos: Faculdade de Minas Estas colocações nos fazem lembrar do estereotipo de que homens de cabelos brancos são charmosos, enquanto que as mulheres, em sua grande maioria, costumam recorrer a técnicas diversas no sentido de esconder o branco passar do tempo sobre suas cabeças. É preciso que se entenda que o envelhecimento por si só não é uma doença e que a maior parte das pessoas idosas não tem uma saúde debilitada. O envelhecimento está acompanhadode mudanças físicas e assim aumenta a possibilidade de desenvolver enfermidades crônicas. Porém, a ideia de que tudo piora na velhice é uma imagem negativa e estereotipada (HAYFLICK, 1996). Na opinião de RAMOS (2002), o que está em jogo na velhice é a autonomia, a capacidade de determinar e executar seus próprios desejos. Para este autor, a capacidade funcional surge como um novo paradigma de saúde e passa a ser resultante da interação multidimensional entre saúde física, saúde mental, independência na vida diária, integração social, suporte familiar e independência econômica. Qualquer uma dessas dimensões, se comprometida, pode afetar a capacidade funcional do idoso. O bem-estar na velhice, ou saúde num sentido amplo, seria o resultado do equilíbrio entre as várias dimensões da capacidade funcional do idoso, sem necessariamente significar ausência de problemas em todas as dimensões. A OMS define incapacidade como uma “restrição ou falta de capacidade para realizar uma atividade da maneira ou dentro da amplitude considerada normal para um ser humano”. Diversos estudos revelam que o idoso tem menos medo de morrer do que se tornar fisicamente dependente, conforme evidenciado por seu forte desejo de permanecer independente (BUCHNER et al., 1992). Fisiopatologia do envelhecimento: doenças prevalentes Faculdade de Minas De acordo com (NIEMAN, 1999), aproximadamente 85% das pessoas idosas apresentam uma ou mais das seguintes doenças ou problemas de saúde, que necessitam ser considerados no planejamento da atividade física para esta população: Artrite e Artrose (48%); Hipertensão arterial (36%); Cardiopatias (32%); Comprometimento da audição (32%); Comprometimentos ortopédicos (19%); Catarata (17%); Diabetes (11%); Comprometimento visual (9%); Alzheimer (de 4 a 11%). Doenças Cardiovasculares Doença Cardiovascular é a designação genérica para diversas doenças que acometem o coração e os vasos sanguíneos. Dentro desta denominação se encontram: a hipertensão arterial; a doença coronariana (ou doença cardíaca coronariana), doenças cerebrovasculares, doenças vasculares periféricas, etc. Sabe- se hoje que o colesterol alto e o sedentarismo representam riscos maiores para o desenvolvimento dessas doenças que a obesidade e o tabagismo. Perigos da hipertensão arterial Dentre as doenças cardiovasculares, deve ser dado cuidado especial à Hipertensão Arterial devido à sua morbidade (capacidade para desencadear outras doenças). A Pressão Arterial normal é de 120X80 mmHg (popularmente dito 12 por 8), mas ela pode variar numa faixa que vai de 90X60 mmHg (ou 9 por 6) até 140X90 Faculdade de Minas (ou 14 por 9) mmHg e ainda ser considerada aceitável para aqueles sem outros fatores de risco para doenças cardiovasculares. O primeiro valor é denominado Pressão Arterial Sistólica (PAS ou pressão máxima), ele torna-se perigoso para desencadear problemas cardiovasculares quando está acima de 140 mmHg (acima de 14). O segundo valor é denominado Pressão Arterial Diastólica (PAD ou pressão mínima), ele torna-se perigoso quando está acima de 90 mmHg (acima de 9). Quando pelo menos um dos valores está elevado, o indivíduo apresenta hipertensão arterial (pressão alta). Doenças Ortopédicas e Reumatológicas As principais doenças ortopédicas e reumatológicas que atingem os idosos são: osteoartrite, osteoporose, lombalgia e dor crônica. Osteoartrite ou osteoartrose A osteoartrose (AO) é a forma mais comum de artrite. É uma doença crônica que afeta as articulações, músculos e o tecido conjuntivo. Afeta mais pessoas do sexo feminino (2/3 dos casos relatados) e é prevalente em idosos (70% apresentam testes radiológicos positivos para a doença e, destes, pelo menos 50% desenvolverão os sintomas clínicos). Os sintomas mais comuns são: inflamação (dor, calor, rubor, edema), rigidez, limitação de movimentos (sequelas de calcificações, atrofias, etc), incapacidades (diversos níveis). Tudo isso leva o idoso à: • dor e rigidez por longos períodos; • dificuldade para andar, subir escadas, levantar-se da cama ou cadeira, entrar e sair de carro, carregar objetos; • perda de independência e de qualidade de vida. Faculdade de Minas Osteoporose A Osteoporose é definida como uma desordem esquelética que compromete a força óssea e aumenta do risco de fratura das áreas afetadas. A força óssea reflete a integração entre a densidade mineral óssea e a qualidade óssea. A diminuição da força óssea indica que os ossos estão mais porosos, mais frágeis e, portanto, mais fáceis de quebrar. Entretanto, até acontecer a primeira fratura a pessoa não sabe que é portadora da doença, por isto a osteoporose é considerada uma doença silenciosa. A massa óssea do adulto reflete o acúmulo de tecido ósseo ocorrido durante o crescimento. A massa óssea é avaliada através da densitometria óssea, um exame que compara a massa óssea do indivíduo examinado com a média da densidade mineral óssea de adultos jovens. O resultado é dado em T-Score que mostra o quanto o indivíduo se aproxima ou afasta daquela média. Segundo a OMS a osteoporose é definida quando o T-Score é igual ou inferior a -2,5, dentro dos escores possíveis: 1. normal: T-Score ≥ −1,0 2. osteopenia: T-Score −2,5 3. osteoporose: T-Score ≤ −2,5 A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não for avaliada a massa óssea a osteoporose será percebida apenas quando surgirem as primeiras fraturas. Os locais mais comuns de fraturas são as vértebras. As fraturas que se correlacionam com maior mortalidade e perda da independência são as fraturas de quadril. Apesar de acometer mais as mulheres idosas, por volta de 13 % dos homens acima dos 50 anos podem apresentar algum tipo de fratura por osteoporose e as fraturas de quadril nos homens associam-se a maior mortalidade do que nas mulheres. Ou seja, as mulheres sofrem mais fraturas que os homens, mas os homens morrem mais em decorrência destas fraturas. Dor crônica Faculdade de Minas Sabe-se que a dor crônica é prevalente em idosos, podendo atingir até 71,5% destas pessoas em algumas populações. Vários estudos têm demonstrado que o fenômeno da dor não depende apenas do grau de lesão, podendo ocorrer inclusive na ausência de lesão orgânica (BROCHET et al., 1998; PEREIRA e GOMES, 2004; HARTIKAINEN et al., 2005). Os pontos de dor mais comuns são: Ombro, Cotovelo, Punho, Mão e Coluna Lombar. Doenças Metabólicas Doença Metabólica é o termo genérico utilizado para as doenças causadas por algum processo metabólico anormal. Uma doença metabólica pode ser congênita (devido a alguma anormalidade genética herdada) ou pode ser adquirida (devido a alguma doença ou disfunção endócrina). As doenças metabólicas mais comuns em idosos são: • dislipidemias (colesterol e triglicerídeos); • hiperuricemia (gota e hipertensão); • distúrbios do metabolismo do ferro (anemia e sobrecarga de ferro); • desequilíbrio hidroeletrolítico (desidratação, desequilíbrio do sódio e do potássio); • desequilíbrio ácido-básico (alcalose e acidose); • transtornos do metabolismo da glicose (hipoglicemia, hiperglicemia e diabetes) e • síndrome metabólica. As doenças metabólicas produzem sintomas diversos, que comprometem a qualidade de vida e o desempenho nas atividades da vida diária. Sem os devidos cuidados e tratamento, elas evoluem para estados mais graves e podem levar ao óbito. Durante o exercício, elas são as maiores responsáveis por tontura, formigamento, fraqueza, visão turva, náusea, síncope, queda, parada cardíaca e morte súbita. Faculdade de Minas O controle dessas doenças necessita da combinação de tratamento médico, acompanhamento nutricional e da prática de exercícios físicos orientados.Fisiologia do exercício: o quê prescrever para idosos A prática segura de exercícios físicos sempre pressupõe: • prescrição (qual modalidade será praticada por qual aluno ou turma para atingir que objetivo?), • orientação (presencial feita por um professor ou à distância feita por um professor através de um manual, cartilha, folheto, vídeo, programa de televisão, etc.) e, preferencialmente, • supervisão (controle exercido por um professor presente, junto com o aluno ou turma em uma situação pedagógica, facilitando o processo de ensino e aprendizagem: aula). A prescrição, orientação e supervisão são importantes porque neste tipo de atividade física (exercício) sempre existe alguma expectativa de benefício (físico, psicológico, social, etc.) que, para ser alcançado, sempre necessita de um mínimo de Faculdade de Minas conhecimento técnico, pois sempre envolve alguma dose de risco (risco social de exclusão; risco psicológico de frustração e, principalmente, risco físico de lesão, fadiga e até morte). Para se discutir os princípios para a prescrição do exercício físico para que o idoso melhore sua aptidão física e saúde, primeiro é preciso ter bem claro o que se entende por Aptidão Física, Atividade Física e Exercício Físico dentro de fisiologia do exercício aplicada ao trabalho com idosos (ASSUMPÇÃO, 2002): • APTIDÃO FÍSICA: é uma série de atributos físicos que possibilita a qualquer pessoa o desempenho satisfatório de suas atividades da vida diária, que vão desde o trabalho e cuidados pessoais até as recreativas, esportivas e de lazer. • ATIVIDADE FÍSICA: é qualquer atividade ou movimento que provoque um gasto de energia acima do repouso. São exemplos de atividades físicas: tomar banho, dirigir, pintar, tocar um instrumento, andar, brincar, passear, fazer compras, trabalhar, dançar, jogar, varrer, jardinar e praticar exercícios físicos. • EXERCÍCIO FÍSICO: é uma atividade física praticada regularmente com base numa prescrição que visa o condicionamento físico ou o desenvolvimento de habilidades esportivas ou a educação através do movimento. Todo exercício físico possui padrões característicos de cada modalidade e devem estar ligados aos objetivos propostos, mas alguns estão sempre presentes: frequência semanal, duração, intensidade, progressão, dentre outros. Estes padrões são conhecidos em Fisiologia do Exercício como Princípios de Prescrição ou Princípios do Treinamento Esportivo. Princípios da prescrição De acordo com NUNES (2000) há sete princípios que norteiam o planejamento e a prescrição de exercícios físicos visando ao condicionamento físico e à saúde. Estes princípios são válidos desde o planejamento de simples atividades físicas no leito ou na cadeira de rodas para um idoso infartado até o planejamento de um treinamento para este mesmo idoso participar de uma maratona cinco anos depois. Faculdade de Minas Estes princípios são denominados de “PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO DESPORTIVO”: 1. PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA: Um indivíduo é diferente do outro. Algumas pessoas são naturalmente mais flexíveis (talento natural para ioga, ginástica), outras são mais fortes (facilidade para musculação, escaladas) e outras têm maior potência aeróbia (predisposição para corridas, natação). Em um grupo, pessoas diferentes apresentam diferentes níveis iniciais de aptidão física (morfológica, cardiorrespiratória, muscular e articular), isto é característico de sua individualidade biológica e precisa ser levado em conta na hora de planejar as atividades de forma a valorizar os talentos naturais e, ao mesmo tempo, melhorar o condicionamento das áreas em que o indivíduo tenha maior dificuldade. 2. PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE: exercícios específicos produzem incrementos específicos. Treinar flexibilidade melhora a flexibilidade, não a força. Treinar força de pernas não melhora a força dos braços. 3. PRINCÍPIO DA SOBRECARGA: para produzir melhoras é preciso aumentar a carga. A Carga de trabalho é o somatório da quantidade de trabalho (volume = duração + frequência + repouso) com a qualidade do trabalho (Intensidade = tipo de esforço). Aumenta-se a carga diminuindo-se o repouso ou aumentando-se um ou mais dos seguintes componentes: INTENSIDADE, DURAÇÃO e FREQUÊNCIA do exercício. A INTENSIDADE refere-se a quanto do máximo esforço se situa a prescrição. Exemplo: passar de 50% para 55% da Frequência Cardíaca Máxima é fazer sobrecarga em um treino aeróbio. Passar de 30% para 40% de 1RM (Uma Repetição Máxima) é fazer sobrecarga em um treino de força. A DURAÇÃO refere- se a quanto tempo se submeterá o corpo ao esforço. Exemplo: aumentar o tempo da sessão de treinamento de 30 para 40 minutos é fazer sobrecarga a partir da duração. A FREQUÊNCIA refere-se ao número de sessões semanais. Exemplo: aumentar o número de práticas de 3 para 4 vezes na semana é fazer sobrecarga a partir da frequência. 4. PRINCÍPIO DA ADAPTABILIDADE: o corpo se adapta às cargas a que é constantemente submetido. Portanto, depois de algumas semanas levantando 10 vezes um peso de 3 kg, o corpo se adapta e passa a levantar o mesmo peso 12, 15 ou mais vezes ou então passa a ser capaz de fazer as 10 repetições agora com 4 kg. Depois de algumas semanas caminhando 4 km em 1 hora, o corpo se adapta e já Faculdade de Minas consegue percorrer os 4 km em 45 minutos ou então em 1 hora descobre que já consegue caminhar 5 km. Isso quer dizer que o corpo melhorou o condicionamento físico, mas significa também que a partir daí, se nada for mudado, ele para de progredir, ficando em estado de manutenção do que já foi ganho. Para continuar progredindo será necessária uma sobrecarga. 5. PRINCÍPIO DA PROGRESSIVIDADE: a sobrecarga deve ser aplicada sem saltos, gradativamente, para garantir os benefícios e prevenir lesões ou acidentes. 6. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: os benefícios decorrem da prática. Os resultados para o condicionamento são cumulativos, não ocorrem na prática intermitente. 7. PRINCÍPIO DA REVERSIBILIDADE: se não houver continuidade perdem- se os ganhos obtidos. O tempo para voltar ao estágio inicial é, em média, de 1/3 do tempo de treinamento. Exemplo: O aluno começou o programa aeróbio caminhando 4 km em 1 hora. Em 9 meses já estava caminhando 7 km em 1 hora. Parando o treinamento, aproximadamente em 3 meses ele volta à condição inicial. Orientações gerais para uma prescrição O idoso deve ter um nível de capacidade física suficiente para realizar as suas atividades diárias, tomar parte ativa em atividades recreativas e diminuir o risco de aumentar ou piorar as consequências do envelhecimento. Quem está sentado durante a maior parte do dia apresenta sinais evidentes de diminuição desta capacidade. Sente-se cansado durante a maior parte do tempo e incapaz de manter relações com outras pessoas da sua idade. Entra assim num ciclo vicioso que o leva a evitar a atividade porque se cansa demasiado rapidamente. As novas orientações de saúde apelam para 30 minutos ou mais de atividade física moderada, durante a maior parte dos dias da semana. Pode-se utilizar qualquer atividade que se provoque um esforço entre as intensidades baixa e moderadamente intensa. Nas atividades de baixa intensidade podem ser incluídas atividades físicas como a caminhada por puro prazer, a jardinagem, os trabalho domésticos, a automassagem e a dança recreativa. Não é necessário praticar todos os exercícios Faculdade de Minas de uma só vez. Podendo-se fazer sessões de 5 a 10 minutos, várias vezes ao dia. O importante é cumprir os necessários 30 minutos quotidianos. A chave está no total de energia gasta, não na intensidade. É especialmente importante incluir exercícios de força como, por exemplo, o transporte de compras, pelo menos duas vezes por semana. Isso obriga os músculosa se exercitarem com mais frequência, fortalecendo-os e combatendo, assim, as perdas provocadas pelo envelhecimento. E, dado que as calorias são queimadas durante todo tipo de atividade física, ela é um fator chave para manter um peso saudável. Este tipo de atividade deve ser complementado por atividades físicas moderadamente vigorosas durante 30 a 60 minutos, três ou mais vezes por semana. Entende-se por moderadamente intensos os exercícios físicos que ofereçam ao corpo uma carga maior que a da vida diária com objetivo de ir além da simples redução das perdas. Neste tipo de atividade o foco é o treinamento para aquisição, recuperação e incrementos na Aptidão Física, num processo educacional planejado que ajude o idoso a atingir e manter acessível o máximo de suas capacidades funcionais. É preciso lembrar que, se a atividade for suficiente para provocar alterações positivas na fisiologia do idoso, também pode oferecer alguns riscos em potencial, necessitando, portanto, ser planejada e prescrita dentro dos princípios do treinamento esportivo. Consideram-se exercícios de moderada intensidade aqueles como a caminhada rápida, o subir escadas, a dança aeróbica, a corrida, o ciclismo e a natação, que trabalham a capacidade aeróbia. Outras modalidades de exercícios tais como musculação, ginástica localizada, circuitos de treinamento, ioga, tai chi chuan, lian kung e os vários esportes também podem ser adaptados para o trabalho de moderada intensidade. Faculdade de Minas Orientações específicas para uma prescrição A melhor maneira de escolher uma atividade para se alcançar objetivos específicos do treinamento é classificá-la de acordo com sua atuação dentro dos Componentes da Aptidão Física. De acordo com Falls (1980) são 4 os componentes da Aptidão Física: o Morfológico, o Cardiorrespiratório, o Muscular e o Articular. O trabalho sobre cada componente da aptidão física exige o desenvolvimento de Qualidades Físicas específicas. Assim, para melhorar a Aptidão Física Morfológica é preciso trabalhar sobre as Qualidades Físicas Percentual de Gordura e Distribuição da Gordura Corporal. Para melhorar a Aptidão Física Cardiorrespiratória é preciso trabalhar sobre a Qualidade Física denominada Potência Aeróbia. Para melhorar a Aptidão Física Muscular é preciso trabalhar sobre as Qualidades Físicas denominadas Força e Resistência Muscular. E para melhorar a Aptidão Física Articular é preciso trabalhar sobre a Qualidade Física denominada Flexibilidade. Além disso, em um programa de condicionamento físico é necessário também acrescentar exercícios que desenvolvam outras habilidades físicas tais como equilíbrio, coordenação, agilidade, velocidade, tempo de reação e a potência. Potência Aeróbia A atividade física regular promove um aumento da capacidade aeróbia máxima, devido a um aumento da oferta de oxigênio para o trabalho muscular. Desta forma a frequência cardíaca e a pressão arterial são proporcionalmente menores para executar uma determinada carga de trabalho. As descargas simpáticas e a resistência vascular periférica diminuem, por conseguinte o trabalho muscular é obtido através da extração do oxigênio na periferia e não pelo aumento do fluxo sanguíneo e da pressão arterial. Portanto os músculos ficam mais eficientes e as necessidades de oxigênio no miocárdio ficam reduzidas (Faro Jr. et al., 1996). As características básicas na prescrição de um treino aeróbio para idosos são as mesmas da prescrição para o adulto jovem. Faculdade de Minas Quando se fala em INTENSIDADE, a FCM (Frequência Cardíaca Máxima) representa o máximo de esforço fisiologicamente possível, a partir dele o sistema cardiorrespiratório não consegue mais suportar o esforço. Jamais se treinará próximo a 100% da FCM com o idoso. Mesmo atletas jovens de alto rendimento não trabalham mais que alguns minutos nesta intensidade. Em um programa de treinamento para idosos atletas a intensidade será diferente em cada fase do treinamento, podendo chegar a valores próximos dos 85% da FCM. Para a maioria dos idosos ativos, com o objetivo de promoção de saúde e condicionamento físico a faixa de trabalho será de 50% até valores próximos dos 60% da FCM (um pouco mais para alguns, um pouco menos para outros). Para idosos em reabilitação cardíaca (depois de um infarto ou de uma internação por fratura, por exemplo) e para aqueles sedentários, em início de treinamento, a intensidade deve começar com FCM próxima de 40% em sessões de duração inferior a 20 minutos e gradualmente subir tendo como meta a intensidade de 50 a 60% em sessão com 30 a 60 minutos de duração, quando termina a fase terapêutica de reabilitação ou adaptação ao exercício e o idoso passa a treinar com prescrições semelhantes aos dos idosos ativos. Para se calcular a FCM podem-se utilizar vários recursos. O mais comum é a Equação de Karvonen: Por exemplo: Qual é a FCM de um indivíduo de 70 anos? Utilizando a fórmula FCM = 220 – idade é só substituir a idade por 70 e fazer a conta. Cálculo: FCM = 220 – 70 Resultado: 150 bpm (batimentos por minuto) Como jamais se trabalha na FCM, é importante calcular a Frequência Cardíaca de Treinamento para este indivíduo. Suponhamos que este aluno, para quem calculamos a FCM de 150 bpm, é um idoso sedentário em início de treinamento ou é um cardíaco (ou hipertenso) em reabilitação. Sabendo que vamos trabalhar Faculdade de Minas inicialmente com ele em uma faixa que deve começar a 40% da FCM e isto pode chegar a 60% da FCM. Qual será a faixa de treinamento para este idoso? Para isto, basta calcular quanto é 40% e 60% de 150 bpm. Cálculo: 40% de 150 = 60 bpm 60% de 150 = 90 bpm Portanto, com este aluno começaremos o treinamento a partir de uma frequência cardíaca de 60 bpm que, ao longo do tempo, poderá chegar a 90 bpm. Se você analisa estes valores do ponto de vista do idoso saudável ou do adulto jovem, pode ser que os considere baixos demais para iniciar um treinamento. Entretanto, é preciso lembrar que o idoso sedentário e o cardíaco em reabilitação estão submetidos ao risco de evento cardiovascular (infarto, derrame, etc.) por sobrecarga de intensidade. Então, se ao ajustar a intensidade a essa frequência cardíaca, o trabalho parecer leve para ele, aumente alguns minutos na duração, ou acrescente mais um dia de treino na frequência semanal. Mas vá devagar com os aumentos na frequência cardíaca. Outra observação que reforça a necessidade de começar com baixa intensidade é que boa parte dos idosos sedentários e todos os cardiopatas tomam alguma medicação (para controlar a pressão arterial, para diminuir a angina – dores no peito, para as arritmias, para a insuficiência cardíaca, etc.) e muitas delas alteram a frequência cardíaca. Algumas medicações diminuem a frequência cardíaca, de maneira que, em repouso, ela muitas vezes fica próxima de 50 bpm e em muitos casos, mesmo sob grande esforço, ela não ultrapassa os 100 ou 120 bpm, pois o objetivo da medicação é justamente evitar que o coração seja sobrecarregado. Outras medicações diminuem a pressão arterial, que tende a permanecer baixa até diante de grandes esforços. E há, ainda, aquelas medicações que diminuem a angina, com elas a pessoa é capaz de suportar grades esforços sem sintomas cardíacos dolorosos. O resultado em todos os casos é que o idoso, mesmo apresentando baixa frequência cardíaca, pressão arterial normal e nenhuma dor, pode infartar e morrer durante o exercício ou até algumas horas depois. Portanto, quando você treina o idoso sedentário ou cardiopata, ajustando a intensidade para 60 ou 70 bpm, para este idoso pode ser já é um grande salto. Para pessoas que tomam medicação para a pressão e o coração (os betabloqueadores são os mais comuns, mas não são os Faculdade de Minas únicos)aumentar 10 a 20 batimentos pode ser suficiente para representar um esforço classificado entre moderado e um pouco forte. Sabendo que, muitas vezes, a frequência cardíaca está alterada em função da ingestão de medicamentos e que isto pode mascarar a real frequência cardíaca do idoso durante o esforço, é preciso cuidado no que tange a utilizar a frequência cardíaca como parâmetro para avaliação ou prescrição do treinamento. Com relação à FREQUÊNCIA semanal para o treinamento aeróbio, de acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) a frequência ideal vai de 3 a 5 aulas semanais. Treinar menos de 3 sessões semanais aumenta o risco dos problemas ligados ao excesso de carga por intensidade de treinamento (“atleta de fim-de-semana”), sendo mais sérias as lesões do aparelho locomotor e os eventos cardiovasculares (infarto, derrame, morte súbita durante ou após o exercício). Já treinar 6 vezes, ou mais, aumenta o risco dos problemas ligados ao excesso de carga por volume de treinamento, que também causa lesões do aparelho locomotor e os eventos cardiovasculares (infarto, derrame, morte súbita durante ou após o exercício) e ainda acrescenta os distúrbios metabólicos, cujo resultado mais comum é a dor, a fadiga crônica e o estresse físico e mental. Há algumas exceções a essa regra, casos em que o idoso sob prescrição do médico vai precisar exercitar-se todos os dias (mesmo não tendo aula): são as situações em que a regularidade do exercício é muito importante para a manutenção da saúde e o controle de alguma doença. Os casos mais comuns são os distúrbios metabólicos, como diabetes e obesidade. Para evitar os riscos, na prescrição para essas pessoas que terão como frequência o exercício diário será necessário ajustar a intensidade e a duração para evitar a fadiga e as lesões do sistema locomotor por excesso de treino. Com relação à seleção de atividades para o treinamento aeróbio é preciso separar as atividades de acordo com a maior ou menor possibilidade de controle sobre a intensidade do exercício que cada modalidade possibilita. Com grupos de iniciantes, sedentários e em reabilitação é melhor escolher atividades que permitam maior controle sobre a intensidade como caminhar, correr, pedalar, subir e descer escada, alguns tipos de dança aeróbia, alguns tipos de ginástica aeróbia e exercícios semelhantes, com pouca variabilidade de movimentos e pouca exigência de precisão e correção da posição a cada instante. Faculdade de Minas Já com alunos mais treinados é possível utilizar modalidades mais dinâmicas e com maior exigência de controle motor, pois já estarão condicionados a perceberem a intensidade do esforço e educados para respeitarem seus limites. Como modalidades mais dinâmicas entendem-se todos os esportes de grupo e alguns individuais (futebol, voleibol, natação, peteca, tênis, etc), boa parte das danças e boa parte das ginásticas. Força Muscular O treinamento da força muscular é importante para o idoso manter a sua capacidade para realizar as tarefas cotidianas, que normalmente necessitam muito mais de força muscular, resistência muscular e flexibilidade do que de capacidade aeróbia (Okuma, 1998; Santarém, 2000). O treinamento contra-resistência, também conhecido como treinamento de força, é uma forma de exercício que requer que a musculatura corporal se mova contra uma força oponente, geralmente oferecida por algum tipo de equipamento. O objetivo principal desta forma de trabalho é promover adaptações fisiológicas e morfológicas no músculo (Fleck e Kraemer, 1999). Nos exercícios contra-resistência os músculos se tornam mais fortes em resposta à sobrecarga imposta que causa um "estresse" benéfico de adaptação. O treinamento de força aumenta a capacidade oxidativa e promove algumas modificações estruturais do tecido muscular, revertendo o processo de perda de mitocôndrias, desenvolvendo a força e minimizando o ritmo da perda da massa muscular. Isso faz com que o treinamento contra-resistência seja o meio mais eficiente para aumentar a força muscular e a massa muscular de idosos, sendo especialmente importante incentivar a prática destes exercícios por parte da população idosa (Faro Jr. et al. 1996). A força muscular é definida como a quantidade máxima de força de tensão que um músculo ou grupamento muscular consegue exercer contra uma resistência em um esforço máximo (Fox et al. 1991; Foss e Keteyian, 1998). A partir desta definição Faculdade de Minas são considerados dois tipos principais de contrações musculares: contração dinâmica ou isotônica: o músculo encurta-se com tensão variável ao deslocar uma carga constante; contração estática ou isométrica: desenvolve-se tensão, porém não existe mudança no comprimento do músculo (Weineck, 1999). Nas contrações dinâmicas observam-se dois tipos básicos de ações musculares ou fases: ação muscular concêntrica na qual o músculo se encurta ao deslocar uma carga e ação muscular excêntrica na qual o músculo se estende de uma forma controlada ao deslocar uma carga. Já nas contrações estáticas a ação muscular denomina-se ação muscular isométrica quando não ocorre movimento da articulação, o músculo desenvolve tensão, mas não existe alteração no comprimento do músculo (Fox e Matheus, 1983). Um programa de treinamento resistido, com ou sem pesos, planejado e adequado pode resultar em aumentos significativos na força, na densidade mineral óssea e na flexibilidade (McArdle et al. 1998), além de uma moderada hipertrofia muscular, acrescentam Rogers e Evans (1998). As características básicas na prescrição de um treino de força para idosos são as mesmas da prescrição para o adulto jovem. Kraemer et al. (1996) observaram que no protocolo de um programa de exercício com peso deve-se considerar a seleção do exercício, sequência de exercícios, intensidade utilizada, número de séries, o tempo de repouso entre as séries e entre os exercícios, respeitando dessa forma as adaptações dos mecanismos fisiológicos. Os princípios fundamentais do planejamento de um programa de treinamento de força são os mesmos, não importa qual a idade dos participantes. O melhor programa é o individualizado, para atender as necessidades e as condições de saúde de cada pessoa (Fleck e Kraemer, 1999). Com relação ao aquecimento, ele pode ser feito utilizando-se os mesmos movimentos que serão utilizados durante o treinamento específico, só que sem a Faculdade de Minas utilização de pesos. O objetivo é aumentar a circulação sanguínea de forma a se conseguir um pequeno aumento da temperatura nos músculos, facilitando o metabolismo, melhorando a resposta ao exercício e diminuindo os riscos. Uma outra estratégia é utilizar nesta fase movimentos de flexibilidade de curta duração, com várias repetições e dentro dos limites articulares usuais. Isto proporciona uma movimentação corporal geral que atinge o mesmo objetivo anterior de preparação para a atividade e redução de riscos. Alongamento passivo, com maior permanência é indicado para o final da atividade, na fase de relaxamento ou desaquecimento. Ele diminui a frequência cardíaca, diminui o ritmo respiratório e libera alguns neurotransmissores nos músculos e articulações que promovem relaxamento muscular e indiretamente, relaxamento mental. Se este tipo de exercício for realizado antes do trabalho com pesos, a título de aquecimento, acaba-se por atingir o resultado oposto do esperado, pois a redução da frequência cardíaca e o relaxamento muscular não são objetivos do aquecimento. Além do mais, este relaxamento aumenta o risco de lesões musculares. Com relação à intensidade, verifica-se que a alta intensidade provoca maior aumento na força muscular dos indivíduos idosos, quando comparados com os estudos utilizando treinamento com intensidade baixa e moderada (Fiataroneet al., 1990; Fleck e Kraemer, 1999). É preciso lembrar que, embora o treinamento de alta intensidade seja desejável, para que ele seja tolerado e traga resultados positivos para a pessoa idosa é necessário um período de treinamento inicial, de adaptação e aprendizagem dos movimentos, antes de treinar em um nível necessário para provocar adaptações no músculo, mais tarde, com a progressão do programa de treinamento. Embora exista uma grande variedade de testes e medidas que podem ser empregados para avaliar os efeitos de programas de exercícios com peso, o Teste de 1 RM (uma repetição máxima) tem sido amplamente aplicado como avaliação da força muscular na área de envelhecimento, sendo utilizado em pelo menos um de cada dois estudos científicos publicados (Raso, 2000). O Teste de 1 RM (Teste Isotônico de Uma Repetição Máxima), de acordo com as recomendações de procedimentos da Sociedade Americana de Fisiologia do Faculdade de Minas Exercício (BROWN e WEIR, 2003), é o que mais se utiliza com objetivos científicos e é aplicado da seguinte forma: • Aquecimento: de 5 minutos, realizando movimentação do corpo todo e aquecendo especificamente o grupo muscular que se pretende testar (podem ser utilizados pequenos pesos para esta parte específica, realizando poucos movimentos). • Teste: posicionar o corpo e membro a ser testado em relação ao peso. Realizar um movimento completo, utilizando uma carga próxima de 100% da máxima carga estimada para o indivíduo. Aumentar ou diminuir a carga ao longo de, no máximo, 5 tentativas, registrando-se ao final o valor da carga para Uma Repetição Máxima (1 RM), que é a maior carga contra a qual o indivíduo conseguiu realizar uma única movimentação completa do grupo muscular. • Repouso entre as tentativas deve ser de 60 segundos. Ao encontrar o valor para 1RM, passa-se aos cálculos para encontrar com qual peso se fará o trabalho de força com a intensidade desejada. Suponhamos que aplicamos este teste a um aluno idoso, para quem carga de 1RM para o bíceps foi de 10 kg. Suponhamos ainda que este seja um idoso sedentário em início de treinamento. Sabendo que vamos trabalhar inicialmente com ele em uma faixa que deve começar em 50% de 1RM e que isto pode chegar a 60% de 1RM. Qual será a faixa de treinamento de força para este idoso? Para isto, basta calcular quanto é 50% e 60% de 10 kg. Cálculo: 50% de 10 kg = 5 kg 60% de 10 kg = 6 kg Portanto, com este aluno começaríamos o treinamento a partir de uma carga de 5 kg que, ao longo do tempo, poderia chegar a 6 kg. O único problema é que só conseguiríamos chegar a estes valores com o idoso ativo e saudável. Isto porque o objetivo do teste é justamente testar qual é a carga máxima que ele consegue suportar e isso jamais poderia ser feito com segurança para o idoso sedentário ou portador de alguma enfermidade. Mesmo em estudos científicos isto é feito em um laboratório, na presença de um médico e com equipamentos e metodologias adaptadas para as limitações do paciente. Fizemos os cálculos apenas para você relembrar a lógica do teste. Entretanto, para determinar a carga de treinamento de força para um aluno idoso real e para Faculdade de Minas avaliarmos o progresso no quotidiano da prática pedagógica, precisaremos de outros métodos mais simples e seguros. O método mais simples, seguro e eficiente é o de Estimativa de Carga pelo número de repetições possíveis para uma determinada faixa de intensidade de treinamento. A Carga Estimada por este método é praticamente a mesma da Carga Calculada, com a diferença de que você chega a ela pelo caminho inverso: partindo de cargas mais leves, até chegar à carga de treinamento ao longo de alguns dias ajustando as cargas até que o aluno esteja trabalhando na intensidade que você prescreveu. Para estimar a carga por este método, você deverá encontrar junto com seu aluno uma carga com a qual ele consiga trabalhar o número de repetições que você sugeriu e nenhuma repetição a mais. Essa escolha se faz a partir da tabela ao lado que correlaciona o percentual de 1 RM Calculado com o número de repetições possíveis (e nenhuma mais) para uma carga dada. Suponhamos que você esteja recebendo um aluno idoso sedentário e pretenda trabalhar inicialmente com ele a uma intensidade de 50% a 60%. Na primeira aula, num trabalho de bíceps, você coloca nas mãos dele um bastão de 0,2 kg e pergunta se ele acha que consegue levantá-lo umas 15 ou 20 vezes flexionando os antebraços. Observe a execução quando for chegando aos valores estipulados. Se antes de chegar a 15 repetições, você notar que o trabalho começa a ficar pesado, que ele começa a reclamar ou apresentar dificuldades, isto significa que aquela carga de 0,2 kg está acima dos 50% ou 60% de intensidade e o exercício deverá ser interrompido e a carga diminuída na próxima série ou na próxima aula. Já se o seu aluno Faculdade de Minas ultrapassou com tranquilidade as 20 repetições, isto quer dizer que a carga está leve, abaixo dos 50% ou 60% de intensidade e o exercício será interrompido algumas repetições depois e a carga aumentada na próxima série ou na próxima aula. Este procedimento deverá ser repetido para cada exercício prescrito para cada grupo muscular. Observe que este método de trabalho só se aplica ao trabalho individual ou com pequenos grupos, normalmente é utilizado na reabilitação e em aulas particulares. Entretanto, como a realidade (e até mesmo a indicação) do trabalho com idosos é o exercício em grupos (médios ou grandes), torna-se impraticável comandar uma aula em circuito ou uma aula de ginástica localizada (e semelhantes) com cada aluno fazendo um número diferente de repetições para alcançar o alvo. Para estes casos, a Escala CR10 de Borg de Percepção Subjetiva do Esforço (PSE) é mais útil, pois permite ajustar a carga desejada para cada aluno individualmente, mas com todos trabalhando o mesmo número de repetições numa aula coletiva, permitindo inclusive a marcação dos tempos com a utilização de música. Para este tipo de prescrição você primeiro escolhe quantas repetições serão feitas para cada exercício em determinada aula. Depois solicita que os alunos escolham pesos (ou extensores, ou bastões, etc.) com os quais consigam executar aquele número de repetições, dosando a intensidade do trabalho através da PSE (Percepção Subjetiva do Esforço) apontada na Escala CR10 de Borg. Suponhamos que você esteja recebendo aquele mesmo aluno idoso sedentário em um grupo de treinamento de força e pretenda trabalhar inicialmente com ele a uma intensidade de 50% a 60%, numa aula em que a contagem do número de repetições foi padronizada em 10 repetições para cada exercício. Na primeira aula, num trabalho de bíceps, você pede ao aluno que escolha (dentre vários bastões de diversos pesos) um bastão com o qual consiga realizar as 10 repetições do movimento com um esforço que, de 0 a 10 na CR10 de Borg, poderia ser classificado como entre 3 e 4 (de moderado a um pouco forte). Realizando 10 repetições com aquele bastão dentro deste esforço percebido ele estaria trabalhando exatamente dentro da faixa dos 50% a 60% que você prescreveu. Caso ele aponte valores de 5 (forte) para cima ou se você notar que o trabalho começa a ficar pesado, que ele começa a reclamar ou apresentar dificuldades, isto significa que aquela carga daquele bastão está acima dos 50% ou Faculdade de Minas 60% de intensidade e o exercício deverá ser interrompido (mesmo que os colegas continuem contando até 10) e a carga diminuída na próxima série ou na próxima aula. Já se ele aponta valores de 2 (fraco) para baixo, isto quer dizer que a carga está leve, abaixo dos 50% ou 60% de intensidade e a carga aumentada na próxima série ou na próxima aula. Este procedimento deverá ser repetido para cada exercícioprescrito para cada grupo muscular. Em poucas aulas os alunos adquirem a dinâmica de ajustar suas cargas, passando a fazer isto rapidamente e de maneira autônoma. Desta forma você consegue ter numa mesma aula alunos de diversos níveis de treinamento, permitindo assim que o amigo novato pratique junto com o colega já mais treinado que o convidou. Isto reforça os laços, desenvolve o espírito colaborativo, dá oportunidade para as pessoas conviverem harmoniosamente com as diferenças, além de ser um bom exercício de inclusão (afinal, é muito mais difícil incluir pessoas separando-as por grupos de doenças, níveis de treinamento, sexo, etc). Quanto à seleção de atividades para o treinamento de força, estão incluídas nesta categoria todas as modalidades que trabalham contra-resistência, tanto em máquinas, quanto com pesos livres. As aulas na sala de musculação são as mais conhecidas. Também se encaixam nesta categoria trabalhos como o método pilates em aparelhos, exercícios com extensores (rubber band), atividades com medicine ball, circuitos ecológicos, esportes indígenas e esportes rurais de carga (os três envolvendo levantamento e movimentação de troncos, pedras, transporte de pequenos e médios animais ou volumes de cereais em gincanas, que facilmente podem ser adaptados ao trabalho com idosos). Não há diferença no resultado final para o desenvolvimento da força entre trabalhos que utilizam aparelhos fixos e aqueles que utilizam implementos móveis. Os cientistas apontam diferenças em relação a outras variáveis, como segurança e trabalho neuromotor. Com a relação à segurança, os aparelhos fixos (de musculação, pilates, etc.) são os mais indicados, mas eles oferecem menor estímulo neuromotor para desenvolvimento de habilidades como equilíbrio e coordenação, dentre outras. Já nas atividades com implementos móveis estes estímulos são mais evidentes, principalmente com relação ao equilíbrio, entretanto, o controle do exercício não é tão Faculdade de Minas grande quanto nas máquinas, o que os contra-indica para situações que exijam controle total do risco. É preciso lembrar que existem, ainda, outras modalidades de exercício que trabalham a força utilizando o peso do próprio corpo ou contra a resistência imposta por outra pessoa em atividades grupais. Encaixam-se nesta categoria trabalhos como: ginástica localizada, pilates de solo, bioginástica, ginástica natural, tai chi chuan, lian kung e alguns tipos de hata ioga (Bikram, Power, Ashtanga, Swásthya, Viniyoga, etc.), além de técnicas mistas como o método iogalates (ioga + pilates). A vantagem destas técnicas sem implementos no trabalho com o idoso, primeiro está no seu custo (que é zero, pois só utiliza o corpo e, no máximo, o solo que pode ser forrado com uma toalha ou tapete macio). A outra vantagem é com relação ao aspecto pedagógico: é mais dinâmico, facilita a interação, o convívio, a participação e a integração, favorecendo os aspectos psicossociais do trabalho. Flexibilidade A flexibilidade é um termo geral que inclui a amplitude de movimento de uma articulação simples e múltipla e a habilidade para desempenhar tarefas específicas. A amplitude de movimento de uma dada articulação depende primariamente da estrutura e função do osso, músculo e tecido conectivo e de outros fatores tais como dor e habilidade para gerar força muscular suficiente. Os exercícios de flexibilidade são compostos por modalidades que geralmente não necessitam de preparo físico anterior (eles é que são, invariavelmente, utilizados tanto na preparação ou aquecimento, quanto na volta à calma ou relaxamento, dentro da prática das outras modalidades). A base da maioria das modalidades são as técnicas de Alongamento, Flexionamento, Relaxamento, Exercícios Respiratórios e de Consciência Corporal (ou Meditação). Os resultados deste trabalho abrangem o complexo biopsicossocial: Faculdade de Minas • FÍSICO: os exercícios de alongamento e flexionamento - suaves - melhoram o estado geral da musculatura, aumentam a eficiência mecânica e a coordenação motora, corrigem a postura e diminuem os riscos de lesões por acidentes ou por esforços repetitivos; • MENTAL: os movimentos lentos e fluidos, aliados ao relaxamento, controle mental e exercícios respiratórios, incrementam a Consciência Corporal, promovem intensa descontração psíquica, combatendo o estresse ao mesmo tempo em que estimulam a criatividade e a disciplina; permitindo, assim, ao indivíduo um contato mais íntimo com seus estados emocionais e a administração mais eficiente de suas capacidades físicas, emocionais e intelectuais; • SOCIAL: normalmente as práticas são feitas em grupo, de maneira descontraída e bastante lúdica, permitindo ao indivíduo aprimorar sua noção de participação em equipes, times e trabalhos coletivos, bem como desenvolver o respeito pelos ritmos e limitações próprios e das pessoas ao seu redor, trazendo a consciência de que é possível conviver com as diferenças. Isto estimula no indivíduo o sentimento de ser uma parte importante do equilíbrio social. Com isso se reduzem os níveis de ansiedade decorrentes da vida moderna. Isso permite ao praticante idoso tornar-se mais participante, cooperativo e integrado, tanto na família quanto na comunidade. As características básicas na prescrição de um treino de flexibilidade para idosos são as mesmas da prescrição para o adulto jovem. De acordo com DANTAS (1999), entende-se por alongamento o trabalho submáximo dos músculos e articulações com o objetivo da manutenção da amplitude articular e para aquecimento e volta à calma de outras modalidades. Neste sentido indica-se uma intensidade baixa de carga de trabalho, uma frequência mínima de 2 Faculdade de Minas vezes por semana, utilizando-se de 3 a 6 repetições por movimento, com 10 a 15 segundos de permanência em cada posição. A técnica mais conhecida é a série de Alongamento tradicionalmente utilizada em início e final das aulas de educação física. Já por flexionamento, entende-se o trabalho máximo dos músculos e articulações visando ao incremento da amplitude articular. Esta é a técnica que se utiliza em trabalhos específicos (aulas) de flexibilidade. Existem técnicas de flexionamento dinâmicas e estáticas. O flexionamento pode ser dinâmico, com exercícios que usam a inércia para levar o segmento corporal a um alongamento intenso, que vai além do arco articular. As aulas devem ter uma frequência mínima de 2 vezes por semana, com 30 minutos de trabalho específico (mais 10 minutos de aquecimento e outros 10 de volta à calma). Indica-se realizar de 2 a 4 repetições por movimento, com 10 a 15 insistências para cada movimento, até o limite do desconforto muscular. As modalidades que mais se encaixam nestas características são as aulas de Alongamento Dinâmico ou Alongamento Balístico, o método pilates de solo (com ou sem implementos como bola, barras, etc.), as técnicas de hata ioga dinâmica (Bikram, Power, Ashtanga, Swásthya, Viniyoga, etc.), as técnicas de tai chi chuan dinâmico (estilos praticados dentro da filosofia mais esportiva do wushu ou kung fu) e o lian kung tradicional (praticado com número fixo de repetições e velocidade controlada por marcação chinesa). Todas as técnicas de flexionamento dinâmico devem ser utilizadas com parcimônia no trabalho com idosos, devido ao risco de lesões, que é alto em todas as modalidades. Com idosos o mais seguro é sempre trabalhar com flexionamento estático, que permite maior controle e, portanto, segurança. O flexionamento pode também ser estático, nele são utilizados movimentos suaves e permanência para levar o segmento corporal a um alongamento intenso, que vai além do arco articular. As aulas devem ocorrer com frequência mínima de 2 vezes por semana, com 30 minutos de trabalho específico (mais10 minutos de aquecimento e outros 10 de volta à calma). Indica-se trabalhar de 3 até 6 repetições por movimento, com 10 a 15 segundos de permanência em cada posição, acrescentando técnicas de respiração e consciência corporal. Grande número de estudos sugere que tempos maiores não oferecem vantagem extra nos ganhos de flexibilidade, portanto, se não houver outros Faculdade de Minas motivos pedagógicos para manter o aluno na posição, não há vantagem alguma em permanecer 20, 30, 45 ou 120 segundos, como aparecem em algumas propostas. As modalidades que mais se encaixam nas características de flexionamento passivo são as aulas de Alongamento Dinâmico Passivo, Método FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva, também conhecido como 3S - Scientific Stretching for Sports), a técnicas de hata ioga passiva (Hatha, Purna, Iyengar, Ananda, Anusara, Tantra, Integral, Integrativa, Tibetana, Kundalini, Sivananda, etc.), as técnicas de tai chi chuan mais passivas (praticado dentro da filosofia taoísta, mais terapêutica) e o lian kung de forma crítica (praticado com foco no aluno, deixando de lado o tradicionalismo da modalidade). O tempo de descanso durante qualquer trabalho de flexibilidade deve ser de igual duração (ou de até o dobro) do tempo utilizado para realizar a série de repetições. O controle da intensidade é mais bem realizado utilizando-se a Escala CR10 de Borg, para o Esforço Percebido. Para o trabalho de Alongamento a percepção relatada será de no máximo 2 (Fraco), significando baixa intensidade. Já para o Flexionamento, a percepção do esforço deverá estar entre 3 e 6, sem a presença de dor ou desconforto. A partir do valor 7 na percepção relatada, o aluno já entra na faixa de risco de lesão por sobrecarga articular. Faculdade de Minas REFERÊNCIAS ACSM. American College of Sports Medicine. ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription. 6th ed. Baltimore, Md: Lippincott Williams and Wilkins, 2000. AFFIUNE, A. Envelhecimento Cardiovascular. In: Freitas, E.V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002. ANDERSON, K.; HERMANSEN, L. Aerobic Work capacity in middle-aged Norwegian men. J Appl Physiol, v. 20, p. 432-436, 1965. ASSUMPÇÃO, L.O.T.; MORAIS, P.P.; FONTOURA, H. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida. Notas Introdutórias. Lecturas: Educación Física y Deportes - Revista Digital - Buenos Aires, v. 8, n. 52, 2002. http://www. efdeportes.com. BAUMGARTNER, R.N. Epidemiology of sarcopenia among the elderly in New Mexico. American Journal of Epidemiology, v. 147, p. 755-763, 1998. BROCHET, B; MICHEL, P; BARBERGER-GATEAU, P; DARTIGUES, J. Populationbased study of pain in elderly people: a descriptive survey. Age Ageing, v. 27, p. 279-284, 1998. BROWN, A.B. et al. Positive adaptations to Weight-lifting training in the elderly. J Appl Physiol, v. 69, p. 1725-1733, 1990. BROWN, L. E.; WEIR, J.P. Procedures Recommendation I: acurate assessment of muscular strength and power. Journal of Exercise Physiology, v. 4, n. 3, p. 1-21, 2003. BROWN, M.; HOLLOSZY, J.O. Effects of a low intensity exercise program on selected physical performance characteristics of 60 a 71 years olds. Ageing clinical and Experimental Research. v. 3, n. 2, p. 129-139, 1991. BUCHNER, D.M. et al. Effects of physical activity on health status in older adults II: intervention studies. Annu Rev. Publ. Health, v. 13, p. 469-488, 1992. CANÇADO, F.A.X.; HORTA, M.L. Envelhecimento Cerebral. In: Freitas, E.V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002. pp. 112-127. CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Carta Brasileira de Educação Física. Belo Horizonte: Confef, 2000. Faculdade de Minas CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. Resolução CONFEF no 046/2002. Rio de Janeiro: Confef, 2002. DANTAS, E.H.M. Flexibilidade: Alongamento e Flexionamento. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Shape, 1999. DIAS, J.F. Alguns bons princípios a serem levados em conta na atividade física com o idoso. In: SAFONS, M.P; PEREIRA, M.M. (org). Educação Física para idosos: por uma prática fundamentada. Brasília: Faculdade de Educação Física, Universidade de Brasília, 2004. EVANS, W.J. Effects of exercise on body composition and functional capacity of the elderly. J Gerontol., v. 50A, p. 147-150, 1995. FALLS, H. Exercise physiology. Baltimore: Academic Press, 1968. FARO Jr., M.P.; LOURENÇO, A.F.M.; BARROS NETO, T.L. Alterações fisiológicas e atividade física na terceira idade: prescrição de exercícios. Âmbito Medicina Desportiva, v. 6, p. 8-10, 1996. FIATARONE, M.A.; MARKS, E.C.; RYAN, N.D. et al. High intensity strength training in nonagenarians. J. Am. Med. Ass. v. 263, n. 11, p. 3029-34, 1990. FLECK, S.J.; KRAEMER, W.J. Fundamentos do treino de Força Muscular. São Paulo: Artimed, 1999. FREITAS, E.V. et al. Atividade física no idoso. In: Freitas, E.V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002. FREITAS, J. et al. Hipotensão postural. Da Fisiologia á abordagem terapêutica. Revista Portuguesa de Cardiologia, v. 21, n. 5, p. 597-609, 2002. GUIMARÃES, R.M. Alterações da marcha em idosos com história de queda. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde). Brasília: UnB, 1999. HAGBERG, J. Effects of training on the decline of VO2 máx. With aging. Fed Proc., v. 46, n. 5, p. 1830-1833, 1987. HAGBERG, J. et al. Cardiovascular responses of 70 a 79 Yr-old men and women to exercise training. J Appl Physiol., v. 66, p. 2589-2594, 1989. HARTIKAINEN, S.A.; MÄNTYSELKÄ, P.T.; LOUHIVUORI-LAAKO, K.A.; SULKAVA, R.O. Balancing Pain and Analgesic Treatment in the Home-Dwelling Elderly. Ann. Pharmacother., v. 39, p. 11 – 16, 2005. HAYFLICK, L. Como e porque envelhecemos. Rio de Janeiro: Campus, 1996. Faculdade de Minas HEYWARD, V.; STOLARCZYK, L.M. Anthropometric method. Applied body composition assessment. Champaign, IL: Human Kinetics, 1996. KARVONEN, J.J.; KENTALA, E.; MUSTALA, O. The effects of training on heart rate. A "longitudinal" study. Ann. Med. Exp. Biol. Fenn., v. 35, p. 307, 1957. KENNY, R.A. et al. Impact of a dedicated syncope and falls facility for older adults on emergency beds. Age and Aging, v. 31, p. 272-275, 2002. KING, M.B.; TINETTI, M.E. A Multifactorial Approach to reduce Injurious Falls. Clin Geriatr Med., v. 12, p. 745-759. 1996. KRAEMER, W.J.; FLECK, S.J.; EVANS, W.J. Strength and power training: physiological mechanisms of adaptation. Exerc. Sport. Sci. Rev., v. 24, p. 363-97, 1996. LI, J.X.; HONG, Y.; CHAN, K.M. Tai chi: Physiological characteristics and beneficial effects on health. Brit J Sport Med., v. 35, p. 148-156, 2001. MATSUDO, S.M. Evolução da aptidão física e capacidade funcional de mulheres ativas acima de 50 anos de idade de acordo com a idade cronológica. Tese de doutorado. Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina – Programa de Pós – Graduação em Reabilitação, 2001. MATSUDO, S.M.; MATSUDO, V.K.R.; BARROS NETO, T.L. Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 8, n. 4, p. 21-32, 2000. MAZZEO, R.S.; CAVANAGH, P.; EVANS, W.J.; FIATARONE, M.; HAGBERG, J.; MCAULEY, E.; STARTZELL, J. American College of Sports Medicine position standard. Exercise and Physical Activity for older adults. Medicine Science in Sports and Exercise, v. 30, p. 992-1008, 1998. MCARDLE, W.D.; KACTH, F.I.; KACTH, V.L. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. NIEMAN, D.C. Exercício e Saúde. São Paulo: Manole, 1999. NUNES, J.O.M. Teoria da Metodologia da Atividade Física. Curso Lato Sensu em Atividade Física Terapêutica. Mimeo. Brasília:Faculdade de Educação Física, UnB, 2000. Faculdade de Minas OKUMA, S. S. Um modelo pedagógico de educação física para idosos. In: SAFONS, M.P; PEREIRA, M.M. (org). Educação Física para idosos: por uma prática fundamentada. Brasília: Faculdade de Educação Física, UnB, 2004. OKUMA, S.S. Investigando o significado da atividade física para o idoso. O idoso e a atividade física. Campinas: Papirus, 1998. OLIVEIRA, D.A.A.P. Prevalência de depressão em idosos que frequentam os centros de convivência em Taguatinga, DF. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde). Brasília: UnB, 2002. OLIVEIRA, R.F.; MATSUDO, S.M.M.; ANDRADE, D.R.; MATSUDO, V.K.R. Efeitos do treinamento de Tai Chi Chuan na aptidão física de mulheres adultas e sedentárias. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 9, p. 15-22, 2001. PEREIRA, M.M.; GOMES, L. Efeitos do Tai Chi Chuan na Dor Referida em Idosos. In: Anais do XXVII Simpósio Internacional de Ciências do Esporte. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 52 (Ed. Especial, out.), 2004. RAMOS, L.R. Epidemiologia do Envelhecimento. In: FREITAS, E.V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2002. RASO, V. et al. Exercícios com pesos para pessoas idosas: a experiência do Celafiscs. RBCM, v. 8, n. 2, p. 41-49, 2000. ROGER, M.A. et al. Decline in VO2 max with aging master athletes and sedentary men. J Appl Physiol., v. 68, p. 2195-2199, 1990. SANTARÉM, J.M. Qualidade dos Exercícios Resistidos. São Paulo, 2000. Informações disponíveis na Internet: http//www.saudetotal.com [16/05/2000]. SINGH, M.A.F. Exercise comes of age: rationale and recommendations for a geriatric exercise prescription. Journal of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, v. 57, n. 5, 262-282, 2002. WEINECK, J. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 2000.