Psicopatologia Infantil
7 pág.

Psicopatologia Infantil


DisciplinaPsicopatologia Infantil46 materiais360 seguidores
Pré-visualização2 páginas
O estudo dos transtornos mentais infantis é importante, não só porque resultam em sofrimento para as crianças e àqueles com quem convivem, mas também porque interferem no desenvolvimento psicossocial e educacional, o que pode levar a transtornos psiquiátricos e/ou dificuldades no relacionamento interpessoal na vida adulta. Apesar das preocupações com a condição atual de seu filho, muitas vezes os pais não têm noção das consequências ou sentem-se culpados.
Infância é uma criação relativamente nova. Antigamente, \u2018crianças\u2019 eram consideradas mini adultos, tinham as mesmas atividades e funções.
Formação das áreas pré-frontais acontece dos 6 aos 8 anos.
Piaget foi pioneiro em estudar o desenvolvimento moral das crianças.
2/3 das características comportamentais são herdadas.
Rutter \u2013 Avaliação Infantil:
1.SINTOMAS EMOCIONAIS: 
Observar a partir do \u2018brincar\u2019; da interação com a criança; 
Caso houve separação dos pais, avaliar as reações, que podem ser ansiosas;
Avaliar os medos;
Avaliar evitações quanto a escola, quanto a interação com os demais coleguinhas;
Comum ocorrer a \u2018anedonia\u2019: Deixar de ter prazer em fazer o que gostava, para de brincar por exemplo;
Prostração: Ficar muito desanimado, cansado.
São sintomas implícitos/internos.
AVALIAÇÃO DE CONDUTAS: 
Observar a interação entre as crianças, afim de avaliar princípios de personalidade (manipulação/liderança);
Interação com drogas;
Investigar agressividade;
Sintomas explícitos/manifestos.
ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO:
Baseado no desenvolvimento comum (encéfalo-caudal, próximo-distal), analisar tendências a problemas neurológicos e mentais;
Perguntar quando começou a criança começou a andar, quando falou as primeiras palavras;
Analisar tanto atrasos psicomotores quanto cognitivos;
Analisar desenvolvimento intelectual/escolar.
INTERAÇÃO SOCIAL:
Questionar as amizades da criança, se tem muitas ou sofre preconceitos/fobias sociais (Possível autismo ou deficiência intelectual);
Identificar extroversão/introversão (Bullying afeta desenvolvimento mental);
Levar em conta a abertura social, que é variável de pessoa para pessoal;
Dificuldades de relação com estranhos (Pode causar fobias).
2.IMPACTO:
Prejuízo social/ambiental:
Se afetou sua relação com amigos, familiares, com o aprendizado e o lazer;
Angustia para a criança ou Adolescente:
Parar de fazer o que antes dava prazer, como brincar por exemplo (ANEDONIA);
Se sente vergonha;
Se sofre com aquilo que está passando;
Mudar o jeito de se portar, percebido pelo brincar e modo de interação;
Mudança de hábito alimentar e do ritmo do sono.
Disrupção para os outros:
Como os familiares e pessoas próximas, foram afetados pela situação da criança.
3.FATORES DE RISCO:
SÃO MAIS IMPORTANTES QUE EFEITOS/CAUSAS;
Fatores de Pré-Disposição: Fatores inatos/genéticos quanto a regulação afetiva e comportamentos, pode também ser aprendido;
Fatores de Precipitação: Episódios que adiantam o desencadeamento, servem como gatilho, do transtorno/conflito;
Fatores de Perpetuação: Contextos que influenciam o desenvolvimento do transtorno, como pobreza, famílias agressivas ou um QI baixo;
Fatores de Proteção: Fatores que amenizam o desenvolvimento dos transtornos;
4.CAPACIDADES: 
Pontos fortes do paciente, quanto a interesses, hobbies, habilidades;
Levantamento das qualidades do paciente: Reconhecer potencialidades e expô-las.
Modelo explicativo: Investigar as hipóteses que a família tem, acerca dos transtornos da criança.
Prática Profissional:
	A avaliação diagnóstica completa deve possibilitar ao clinico a formulação de uma descrição integrada de como fatores orgânicos, familiares, ambientais, estressores e conflitos internos, interagindo ao longo do tempo em uma criança em particular, conduziram ao aparecimento de determinada forma de sofrimento. Procurar usar perguntas abertas para abordar todos esses pontos. Combinando escalas e inventários se assim forem necessários. Sempre levar em conta o contexto do qual a criança chega. 
Transtornos do Desenvolvimento Infantil
Ou deficiência Intelectual, Imbecilidade, Retardo Mental...\u2019Oligofrênica\u2019.
Funcionamento intelectual global significativamente inferior à média, acompanhado de déficits ou prejuízos concomitantes no funcionamento adaptativo;
Limitada adaptação em áreas como comunicação, autocuidado, vida independente, sociabilidade, inserção na comunidade, autonomia, educação acadêmica, lazer e trabalho;
Afeta além da inteligência, as funções motoras, de memória, de compreensão, funções executivas que acarretam em limitações funcionais;
Alterações da consciência não trazem DI;
Costuma surgir antes dos 18 anos, só surge depois caso exista algum trauma/acidente.
2 desvios-padrões caracterizam um TDI (Transtorno do Desen. Infantil), quanto ao QI. Sendo \u2018100\u2019 a média, e o desvio-padrão de \u201815\u2019:
50~59 -> Deficiência Leve;
34~49 -> Deficiência Moderada;
20~39 -> Deficiência Grave;
< 20 -> Deficiência Profunda (RARA);
70~78 -> Borderline (Limítrofe): Quem está a margem, tem um QI baixo, mas não caracteriza uma DI. (70~84 na Psiquiatria).
WISC-IV -> Principal teste de inteligência usado.
Crianças com TDI têm dificuldades com higiene, precisam de cuidados e auxílio;
Dificuldades para se alimentar; costumam comer de colher pela maior facilidade;
Costumam ser desorganizadas;
Falham na compreensão da realidade; 
Tentar diagnosticar a partir da conversa acerca de um contexto conhecido a criança, pois crianças sem muita instrução têm dificuldade para termos mais formais e por isso, podem ser diagnosticadas erroneamente.
Adaptação:
Dificuldade em se fazer entender, na fala principalmente. Por isso, usam de sinais e linguagens próprias para se comunicar;
Dificuldade na interação social; têm um brincar solitário e bem mais concreto, nada muito imaginativo;
O trabalho é mais concreto também; não se cobra funções cognitivas muito avançadas;
O lazer pode expô-los a isolamento, bullying, mas é comum saírem;
Os serviços públicos são perigosos por conta da maldade e malicia do meio, ao qual eles não têm o discernimento para caracteriza-lo como alguma coisa maléfica; além de que têm dificuldade para decorar rotas, preços;
Devem ser auxiliados a todo momento por conta de suas limitações funcionais.
Transtornos Leves
Costumam chegar à 6ª série, quanto aos conteúdos aprendidos;
Transtornos leves costumam estar bastante ligados a fatores ambientais, mais que os biológicos:
Educação, Alimentação, Sociabilidade, Falta de estímulos...
Desenvolvem habilidades sociais e comunicativas;
Difícil diferenciação para pessoas sem DI;
Comum ocorrer intoxicação por Chumbo;
Trabalham com tarefas concretas, onde não são cobrados para tarefas que necessitem muita cognição;
Podem ter independência;
80% dos casos de DI.
Transtornos Moderados
Necessitam de supervisão a todo momento;
Não progridem para além da 2ª série, e têm dificuldade de adaptação na adolescência e vida adulta;
Apresentam sinais amorfos;
São mais fáceis de serem diagnosticadas;
Trabalham com supervisão constante;
Com muito treino, conseguem uma certa autonomia;
10% dos casos de DI.
TRANSTORNOS GRAVES E PROFUNDOS, NÃO FORAM CITADOS PELO PROFESSOR...ENTÃO NEM VOU ESCREVER SOBRE.
Síndromes Genéticas
Síndrome de Down:
Causada pela trissomia do cromossomo 21;
Costumam apresentar DI leve;
Têm dificuldade de atenção;
Possuem uma fisionomia característica.
Síndrome do X-Frágil:
Causada por uma expansão anormal do cromossomo X;
DI normalmente de moderada a grave, normalmente;
Comumente ligada a Autismo;
Têm uma linguagem pragmática: têm uma compreensão concreta, não entendem sarcasmo, malicia...são bem mais práticos;
Têm habilidades abstratas, visuoespaciais, mais desenvolvidas do que as de interação social;
Possuem dificuldade de atenção, normalmente diagnosticada como TDAH;
Têm baixa tolerância a frustação.
Síndrome de Kleinfelter:
Cromossomo X extra (XXY);
Apresentam normalmente DI de leve a moderada;
Chama a atenção sua estatura elevada;
Têm