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só os limites necessários, quanto os saltos possíveis desses limites." (D) as qualidades universais que pertencem ao ser como tal. No tomismo, admitem-se três eixos transcedentais: a unidade, a verdade e a beleza. (E) certo misticismo panteísta, aquilo que transcende, que é muito elevado, superior, sublime. 46. Para os filósofos da escola de Frankfurt a crítica tem a função de: (A) Desencadear um processo de acomodação diante das certezas e dos conflitos cognitivos de si mesmo. (B) Naturalizar o mundo, torna-lo menos complexo, mais óbvio. (C) Consolidar a fé nas aparências, nas rotinas, nos dogmas para adentrar-se numa tarefa sistemática e metódica de identificar os cenários, as estruturas categoriais, os pressupostos universais. (D) Impedir que os seres humanos se abandonem irrefletidamente àquelas idéias e formas de condutas instituídas socialmente. (E) Reconhecer os fatos ou fenômenos puros sem a interpretação, na mesma perspectiva do pensamento nietzcheano. 47. Um terceiro sentido da "crítica" diz respeito a uma reconsideração ética da tarefa educacional. Tradicionalmente, são associadas à educação finalidades eminentemente morais; recorrentemente, os educadores procuram fazer, dos seus alunos, seres humanos éticos, responsáveis, portadores de certos valores ditados sempre por uma tradição. A crítica, nesta terceira dimensão, comporta a transmissão (A) das morais afirmativas, visando a troca de uma moral por outra, a verdadeira. (B) da denúncia da falsa moral para possibilitar o advento da moral verdadeira. (C) de morais, abrindo o espaço ético à inquietude, à sensibilidade, à atenção. (D) de uma ética neutra e imparcial, pois a filosofia vive das perguntas. (E) do valor e do sentido do que fazemos e sobre a forma em que nos relacionamos com o que fazemos; é a negação do valor da inconformidade, da insatisfação. 48. Assinale a alternativa incorreta . Os gregos nos ligaram à filosofia e nos ensinaram a filosofar. A expressão "História da Filosofia" significa que a filosofia é uma prática histórica do ser humano, que a produz, portanto, pressupõe que (A) aquilo que é compreendido como filosofia, seus métodos, problemas e questões, suas funções e atribuições sociais, mudam de acordo com o contexto de referência. (B) há um caráter histórico da filosofia, e há manuais escolares que tecem uma história cronológica da filosofia. (C) não existe Filosofia, mas filosofias situadas. Não há perguntas, métodos ou soluções filosóficas atemporais, a priori. (D) tem historicidade. O próprio projeto de Filosofia na Escola é histórico, contingente. (E) a investigação filosófica presente não tem nada a ver com as filosofias do passado (positivismo lógico). Não há um caráter histórico da filosofia, há apenas manuais que tecem uma história cronológica da filosofia. 49. O estudo de Filosofia na Escola, ao trabalhar a categoria "sujeito," nos permite pensar que a escola, espaço do nosso trabalho, é uma instituição privilegiada (A) na produção da subjetividade. O indivíduo se observa, se interpreta, se julga, se decifra, se narra. (B) que molda os corpos para produzir sujeitos dóceis e úteis. (C) que possibilita o uso de uma série de técnicas para governar o outro. (D) para estruturar o campo de ação do outro, crianças e jovens. (E) para ensinar atitudes, capacidades, saberes, mas não é o "locus" para se ensinar um modo de ser sujeito, de se constituir a subjetividade. 50. Alguns filósofos anteriores a Hegel tentaram estabelecer critérios para que o homem possa saber sobre o mundo. Isto vale para Descartes e Spinoza, Hume e Kant. Cada um deles se interessou por aquilo que constitui a base de todo o conhecimento humano. Só que eles falaram sobre premissas atemporais para o conhecimento do homem sobre o mundo. Para Hegel, a verdade é (A) atemporal, imutável e eterna, apesar de "tudo fluir", segundo Heráclito. (B) pode ser pincelada de alguns pensamentos da Antiguidade, do Renascimento e do Iluminismo, identificando as reflexões certas e erradas. (C) basicamente subjetiva e contesta a possibilidade de haver uma verdade acima ou além da razão humana. (D) é uma construção objetiva e filosófica, fruto da reflexão sobre os modos de pensar. É possível dizer que Platão se enganou, ou que Aristóteles tinha razão, que Hume estava totalmente enganado, enquanto Kant e Schelling tinham razão. (E) é a saga do espírito do mundo, é a substância primordial já discutida pelos pré-socráticos e os eleatas. 31 - A neutralidade das ciências é um tema retomado e seriamente discutido na Escola de Frankfurt. Nasce, então, a teoria crítica, exposta no ensaio "Teoria Tradicional e Teoria Crítica". Marque a alternativa que contém o pesquisador frankfurtiano autor dessa obra. a) Walter Benjamin b) Max Horkheimer c) Herbert Marcuse d) Jürgen Habermas e) Felix Weil 32 - "Diante da educação feita através dos meios de comunicação de massa, pouco podem fazer as escolas e universidades. Quando muito, transmitir uma educação humanista, destinada às classes dirigentes. Porque o trabalhador vai receber a "cultura de massa", que é uma banalização e uma ridicularização da cultura popular". GADOTTI, Moacir. Concepção dialética da educação: um estudo introdutório - 11º ed. - São Paulo: Cortez, 2000, pág. 138.