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Hora extra e adicionais
Apresentação
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que a duração normal do trabalho do 
empregado não deve exceder oito horas diárias, a não ser que outro limite seja expressamente 
fixado. A norma também dispõe sobre o trabalho em ambiente que danifique a saúde e exponha o 
empregado a algum perigo.
Assim, se o empregador exigir que a duração do trabalho do empregado seja superior a oito horas 
diárias, é obrigatório pagar horas extraordinárias. Igualmente, o trabalho feito em ambientes 
insalubres e/ou perigosos obriga o empregador a pagar adicionais ao empregado, devido às 
circunstâncias em que o trabalho é executado.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender quando o empregador deve ser compelido a 
pagar horas extras e como se dá esse cálculo. Além disso, vai identificar as circunstâncias que 
caracterizam o trabalho insalubre e perigoso, entendendo como calcular os adicionais que devem 
ser pagos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Enumerar as situações em que o empregador deve pagar hora extra.•
Calcular os adicionais por insalubridade, inclusive sobre hora 
extra regular e noturna, e respectivos impactos sobre DSR, férias 
e 13o salário.
•
Identificar circunstâncias que caracterizem periculosidade e 
os respectivos impactos sobre hora extra regular e noturna, 
DSR, férias e 13o salário.
•
Infográfico
A Constituição Federal prevê que a remuneração do trabalho noturno seja superior à do trabalho 
diurno. Desse modo, é devido um adicional para os trabalhadores que exercem suas funções no 
período noturno. Essa remuneração a mais tem reflexo nas horas extras, férias, 13o salário, entre 
outras verbas.
Neste Infográfico, compreenda o que é o adicional noturno, qual horário é considerado noturno, 
quanto deve ser pago a mais para os trabalhadores que laboram nesse período, além dos reflexos 
desse adicional nas outras verbas.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/45ceb914-98eb-4bbd-b588-6ca202be3851/b62b44c3-2a5a-445b-a88b-f6e0f0bb25e2.jpg
Conteúdo do Livro
Na contratação de um empregado, dentre outras coisas, é fixada sua jornada de trabalho. A CLT 
dispõe que a duração diária dessa jornada não pode ultrapassar oito horas e, caso ultrapasse, o 
empregador deve pagar horas extras para o empregado.
A principal diferença entre as horas extras e as normais está no valor da sua remuneração, pois as 
horas extras devem ser pagas com no mínimo 50% a mais do valor da hora normal.
Além da remuneração das horas extraordinárias, a CLT dispõe também que os empregados que 
trabalham em horário noturno recebam um adicional denominado adicional noturno. Da mesma 
forma, quem trabalha em atividades que prejudiquem a saúde ou ofereçam risco à vida tem direito, 
respectivamente, ao adicional de insalubridade ou de periculosidade.
No capítulo Hora extra e adicionais, da obra Contabilidade da folha de pagamento, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, aprenda a calcular: o valor das horas extras; a diferença de cálculo das 
horas extras cumpridas em horário diurno e noturno; o reflexo da prática de horas nas férias e no 
13o salário. Entenda também o que é adicional noturno, de insalubridade e de periculosidade, além 
do cálculo de cada um e seu reflexo nas horas extras, férias e 13o salário. Por fim, veja alguns 
benefícios trabalhistas não previstos em lei, mas que os empregadores pagam por força da 
Convenção Coletiva de Trabalho da categoria profissional.
Boa leitura.
CONTABILIDADE 
DA FOLHA DE 
PAGAMENTO 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Enumerar as situações que o empregador deve realizar o pagamento de 
hora extra.
 > Calcular os adicionais por insalubridade, inclusive sobre hora extra regular 
e noturna, e respectivos impactos sobre DSR, férias e 13° salário.
 > Identificar circunstâncias que caracterizam periculosidade e os respectivos 
impactos sobre hora extra regular e noturna, DSR, férias e 13° salário. 
Introdução
Características e situações que ocorrem durante a vigência do contrato do trabalho 
geram para o empregador a obrigação de pagar valores além do salário-base. Assim, 
no período em que ocorrerem tais eventos, o empregado receberá o salário-base 
mais os adicionais correspondentes.
Uma das situações é o labor além da duração normal do trabalho, que é de oito 
horas, chamado de hora extraordinária ou simplesmente hora extra. A hora extra é 
paga com valor superior ao valor da hora normal de trabalho. Como característica 
própria da atividade desempenhada pelo empregado e que enseja o pagamento 
de adicionais, destacamos os adicionais de insalubridade e de periculosidade. 
São dois adicionais que decorrem do ambiente e dos produtos manipulados pelo 
empregado durante a execução das suas tarefas. Ambos devem constar na folha 
de pagamento daqueles que são afetados pelas condições descritas em lei, como 
insalubres e/ou perigosas. 
Hora extra 
e adicionais
Cleonice Witt
Neste capítulo, você vai entender quando ocorrem as horas extraordinárias 
e as situações que obrigam o pagamento dos adicionais de insalubridade e de 
periculosidade. Além disso, aprenderá a realizar o cálculo das horas extras e dos 
adicionais de insalubridade e periculosidade. 
Hora extra
A duração normal do trabalho não deve exceder as oito horas diárias, desde que não 
seja fixado expressamente outro limite (BRASIL, [2020]); assim, em caso de exceder 
esse limite o empregado passa a labutar em regime de hora extra. Depreende-se, 
então, que hora extra é toda aquela que ultrapassa a jornada normal de trabalho, 
em que o expediente se estende além do horário normal do seu término.
Constatamos, portanto, que a legislação permite a realização de horas 
extras. A fim de proteger a saúde do empregado em decorrência do cansaço, 
no entanto, fixou-se que a duração diária do trabalho poderá ser estendida, 
sob a forma de horas extras, mas em número não excedente a duas horas.
Essas horas trabalhadas além da jornada normal, ou seja, as horas extras 
realizadas, devem ser remuneradas com um adicional no mínimo 50% superior 
ao valor da hora normal de trabalho. Cinquenta por cento representa o per-
centual mínimo, sendo comum as convenções coletivas de trabalho fixarem 
outros percentuais, mais benéficos para o empregado. 
Quando a convenção coletiva da categoria fixa outro percentual, deve-
-se aplicá-lo; escolhe-se sempre o percentual mais benéfico ao empregado, 
salientando que esse percentual não poderá ser inferior ao estabelecido 
no art. 7º XVI, da Constituição Federal. Ressaltamos que a Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT) estabelece tratamento diferenciado, no que tange à 
realização de horas extras, aos menores de 18 anos e para algumas categorias 
específicas, como bancários, telefonistas, entre outras.
A CLT traz as particularidades na realização de horas extras pelos 
bancários no art. 225, para os telefonistas no art. 227 § 1º, e para 
menores de 18 anos, nos arts. 413 e 414 (BRASIL, [2020]).
Como exceção à regra, existem empregados que não têm direito ao re-
cebimento de horas extras, em função das atividades que exercem. Nessa 
categoria se enquadram aqueles que exercem atividade externa, onde não há 
fixação de horário de trabalho, sendo que esta condição deve ser anotada na 
CTPS e no registro do empregado; os gerentes, por exemplo, que são aqueles 
Hora extra e adicionais2
que exercem cargos de gestão, sendo também equiparados os diretores e 
chefes de departamento ou filial e os empregados em regime de teletrabalho. 
No caso dos gerentes e equiparados, a CLT estabelece que é devida uma 
gratificação de função não inferior a 40% do valor do salário-base. 
Acordo de compensação
O acordo de compensação de horas consiste em um pacto realizado entre 
empregador e empregado com o intuito de distribuir as horas trabalhadas a 
mais,em um ou mais dias, por dia/hora de folga da própria semana ou ainda 
de períodos. Sendo assim, há uma compensação das horas trabalhadas a mais, 
por dia ou horas de folga, sendo que essa troca pode ser anual ou semanal.
A compensação de horas anual é o que conhecemos por banco de horas, que 
permite compensar as horas trabalhadas a mais, em um ou mais dias, por folga 
em outro período. Desta forma não é necessário que a compensação ocorra na 
própria semana/mês em que houve o aumento da jornada diária, mas sim que 
aconteça dentro do período de vigência do banco de horas, que não pode ser 
superior a 12 meses. Lembramos que, para a utilização do banco de horas, é 
necessário que exista sua previsão em acordo ou convenção coletiva da categoria.
Já a compensação de horas semanal foi prevista para repor as horas de 
trabalho do sábado, ou seja, o empregado trabalha a mais durante a semana 
e folga no sábado. O usual é o acréscimo de 48 minutos na jornada diária 
de segunda à sexta-feira, o que totaliza as 4 horas, que normalmente são 
trabalhadas nos sábados. É comum também o acréscimo de 1 hora diária no 
trabalho de segunda à quinta-feira, como forma de compensação do sábado.
Salientamos que, caso ocorra feriado durante a semana, o acréscimo de 
tempo na jornada diária será maior, pois no dia do feriado não será realizado 
o trabalho extraordinário. Da mesma forma, se ocorrer feriado no sábado na-
quela semana, a jornada de trabalho não deve ser estendida, porque o sábado 
não precisa ser compensado. Neste caso, se ocorrer acréscimo na jornada, 
ela deverá ser remunerada como hora extra, porque não será compensada, 
visto se tratar de feriado no sábado da mesma semana. Enfatizamos também 
que, mesmo no caso de compensação, deve ser respeitado o limite máximo 
de trabalho de 2 horas além da duração normal do trabalho.
Remuneração da hora extra e seus reflexos
Quando a hora extra é compensada, seja sob a forma de compensação anual seja 
semanal, ela não é paga como hora extraordinária, e sim como hora normal de 
Hora extra e adicionais 3
trabalho. Mas na ocasião em que a hora extra é realizada sem a previsão de com-
pensação, ela deve ser remunerada com um adicional de pelo mens 50% do valor 
da hora normal de trabalho. A prática de horas extras reflete nos valores a pagar 
de Descanso Semanal Remunerado (DSR), adicionais, férias, 13º salário e outros.
O cálculo da hora extra inicia encontrando-se o valor da hora normal 
de trabalho, e isso depende do salário-base do empregado. Outra questão 
importante é verificar o número de horas mensais para o qual o empregado 
foi contratado — 220, 200, 180 horas, etc. 
O valor da hora normal é encontrado dividindo-se o valor do salário base 
pelo número de horas mensais que o empregado foi contratado. Ao valor 
encontrado é somado o adicional de hora extra, que é o percentual a ser 
acrescido sobre o valor normal, que, segundo a legislação, é de 50%. Por 
último, multiplica-se o valor de uma hora extra pelo número de horas labu-
tadas após a jornada normal de trabalho.
 A remuneração a título de horas extras tem reflexo no valor pago a título de 
DSR. Desse modo, deve-se calcular o reflexo das horas extras no DSR. Para esse 
cálculo se deve encontrar o valor total das horas extras, dividir pelo número de 
dias úteis no mês (incluso o sábado) e multiplicar pelo número de domingos e 
feriados daquele mês. O valor total a pagar a título de horas extras é a soma-
tória do valor total das horas extras com o valor das horas extras sobre o DSR.
Antônia foi contratada pela empresa DUAL LTDA para exercer a função 
de secretária, com jornada de 220 horas mensais e salário-base de R$ 
2.200,00 por mês. Durante o mês de setembro/X1, Antônia realizou 25 horas extras, 
e a empresa paga o percentual legal como adicional por essas horas. São 26 dias 
úteis e 4 domingos. O cálculo dessas horas extraordinárias é realizado assim:
R$ 2.200,00/220h = R$ 10,00/hora normal de trabalho
R$ 10,00/h + 50% = R$ 15,00/hora extra
R$ 15,00/he × 25 h = R$ 375,00
Cálculo das horas extras sobre o DSR:
(R$ 375,00/26) × 4 = R$ 57,69
Valor total a pagar a título de horas extras: R$ 375,00 + R$ 57,69 = R$ 432,69.
Adicional noturno
Para os trabalhadores urbanos, considera-se trabalho noturno aquele rea-
lizado no horário compreendido entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do 
dia seguinte, sendo que uma hora de trabalho noturno é computada como 
sendo de 52 minutos e 30 segundos. Já nas atividades rurais, foi fixado como 
Hora extra e adicionais4
noturno o horário das 21 horas de um dia até as 5 horas do outro, quando o 
trabalho for na lavoura, e das 20 horas até as 4 horas da manhã, quando o 
serviço executado for na pecuária.
Além da hora de trabalho noturno ter duração menor, é devido um 
adicional de 20% sobre o valor da hora diurna, isto quer dizer que, o em-
pregado que trabalha nesse horário labuta menos tempo e recebe um valor 
adicional. Essas condições mais vantajosas são devidas às características 
do trabalho noturno, visto que é um período propício para o descanso, 
então demanda mais esforço por parte do empregado para cumprir a sua 
jornada de trabalho.
Affonso é empregado da empresa CACUPÉ LTDA e exerce a função 
de vigia noturno, com jornada de 220 horas mensais e salário-base 
de R$ 3.000,00 por mês. O horário de trabalho de Affonso é das 22 horas até 
as 5 horas da manhã. Observe o cálculo do adicional noturno referente ao mês 
de setembro/X1, sendo que nesse mês não consta o registro da realização de 
horas extras.
Salário R$ 3.000,00
Adicional noturno R$ 600,00 (que corresponde a 20% de R$ 3.000,00)
Total bruto: R$ 3.600,00.
Pode ocorrer que o empregado normalmente não trabalhe em horário 
noturno, porém ao realizar horas extras a sua jornada adentre o horário das 
22 horas. Nessa situação o empregado, no valor das horas extras, faz jus ao 
adicional noturno mais o adicional sobre as horas extras.
Vítor é empregado da empresa SEMSAL LTDA e exerce a função de 
analista de sistemas, com jornada de 220 horas mensais e salário-
-base de R$ 3.300,00 por mês. Durante o mês de setembro/X1, ele realizou 40 
horas extras em horário noturno. A empresa paga o percentual legal como 
adicional por essas horas e de adicional noturno. São 26 dias úteis e 4 domingos. 
O cálculo dessas horas extraordinárias é realizado assim:
R$ 3.300,00/220h = R$ 15,00/hora normal de trabalho
R$ 15,00 + 20% (adicional noturno) = R$ 18,00/hora noturna
R$ 18,00/hora noturna + 50% = R$ 27,00/hora extra noturna
R$ 27,00/hora extra noturna × 40 h = R$ 1.080,00
Cálculo das horas extras noturnas sobre o DSR:
(R$ 1.080,00/26) × 4 = R$ 166,15
Valor total a pagar a título de horas extras noturnas: R$ 1.080,00 + R$ 166,15 
= R$ 1.246,15.
Hora extra e adicionais 5
Adicional de insalubridade
Atividades insalubres são aquelas que, por sua natureza, condições ou 
métodos de trabalho, expõem os empregados a agentes nocivos à saúde, 
acima dos limites de tolerância que são fixados, levando em consideração 
a natureza e a intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus 
efeitos (BRASIL, [2020]). 
Essas atividades constam num quadro, aprovado pela Secretaria do Traba-
lho, denominado Quadro das Atividades e Operações Insalubres, e este órgão 
adotará normas que estabelecem os critérios para caracterizar a insalubri-
dade, os limites de tolerância aos agentes nocivos, os meios de proteção e o 
tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes (BRASIL, [2020]). 
Atualmente, é a Norma Regulamentadora (NR) nº 15 que estabelece quais são 
as atividades e operações consideradas insalubres, prevendo o pagamento 
do adicional de insalubridade quando o empregado estiver exposto a agentes 
químicos, físicos ou biológicos.
Como exemplos de agentes químicos, temos: chumbo, cromo, carvão, 
fósforo, mercúrio e outros. Já como agentes físicos, podemos citar frio, calor, 
ruídos excessivos, etc. E em relação aos agentes biológicos, referem-se aos 
trabalhos e operações em contato permanente compaciente, animais ou com 
material infecto-contagiante em ambiente hospitalar, serviços de emergência, 
enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos 
destinados aos cuidados da saúde humana, saúde animal, assim como o 
contato com exumação de corpos, entre outras atividades dessa natureza.
Quando o empregado desempenha as suas atividades estando em contato 
com um ou mais desses agentes e essa exposição é acima dos limites de 
tolerância fixados pela Secretaria do Trabalho, ele faz jus ao recebimento 
do adicional de insalubridade. O percentual a ser pago varia em função da 
classificação do grau de nocividade para saúde, sendo grau mínimo (10%), 
médio (20%) e máximo (40%), sobre o valor do salário mínimo.
Leia a NR nº 15 - Atividades e operações insalubres e saiba quais 
as atividades que se classificam em grau mínimo, médio e máximo. 
Salientamos que há uma discussão judicial em torno da base de cálculo do 
adicional de insalubridade, onde uma corrente defende ser a remuneração, e 
outra, o salário mínimo. Por ora, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal 
Superior do Trabalho (TST) indicam a utilização do salário mínimo como base 
Hora extra e adicionais6
de cálculo do adicional de insalubridade, até que a questão seja resolvida 
através de uma alteração na lei.
Lembramos que, no cálculo desse adicional, há repercussão em horas 
extras, férias e 13º salário; assim, quando o empregado realizar horas extras, 
receber suas férias e o 13º salário, o valor a receber será acrescido desse 
adicional. 
Exemplo
João Pedro trabalha na empresa CRISTALINA LTDA e exerce uma função que 
está enquadrada como insalubre, pela NR 15, em grau médio. O seu salário 
é de R$ 1.500,00. O cálculo do adicional de insalubridade é assim efetuado: 
 � Salário mínimo vigente nesta data: R$ 1.045,00
 � 20% de R$ 1.045,00 = R$ 209,00
 � Adicional de insalubridade = R$ 209,00
No mês de setembro/X1, João Pedro realizou 20 horas extras. O cálculo 
dessas horas extras fica assim (26 dias úteis e 4 domingos no mês):
 � Base de cálculo das horas extras = salário + adicional de insalubridade
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 1.500,00 + 209,00
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 1.709,00
R$ 1.709,00/220h = R$ 7,77/h
R$ 7,77/h + 50% = R$ 11,65/he
R$ 11,65/he × 20 = R$ 233,00
Cálculo das horas extras sobre o DSR:
(R$ 233,00/26) × 4 = R$ 35,84
Valor total a pagar a título de horas extras: R$ 233,00 + R$ 35,84 = R$ 268,84
No mês de outubro X1, João Pedro realizou 10 horas extras, porém elas 
ocorreram em horário noturno. Neste mês foram 26 dias úteis e 4 domingos. 
Nesse caso o cálculo dessas horas extras fica assim:
 � Base de cálculo das horas extras = salário + adicional de insalubridade
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 1.500,00 + 209,00
Hora extra e adicionais 7
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 1.709,00
R$ 1.709,00/220h = R$ 7,77/h
R$ 7,77/h + 20% (adicional noturno) = R$ 9,32/hora noturna
R$ 9,32/hn + 50% = R$ 13,98/he noturna
R$ 13,98/he × 10 = R$ 139,80 valor das 10 horas extras noturnas
Cálculo das horas extras sobre o DSR:
(R$ 139,80/26) × 4 = R$ 21,50
Valor total a pagar a título de horas extras: R$ 139,80 + R$ 21,50 = R$ 161,30
No momento do cálculo do montante a pagar de férias, a base de cálculo 
será o salário base acrescido do adicional de insalubridade e da média das 
horas extras realizadas no período aquisitivo daquele empregado. Assim 
também ocorre com o 13º salário, porém o período para formar a média é 
de janeiro a dezembro.
Maria faz parte do quadro de empregados da empresa NOVEL & CIA 
LTDA desde 01/10/X0, e exerce uma função que está enquadrada como 
insalubre, pela NR 15, em grau máximo. O seu salário-base é de R$ 1.800,00. No 
mês de dezembro/X1, Maria recebeu o 13º salário e em janeiro/X2 usufruiu de 
suas férias. O cálculo do 13º salário foi efetuado assim:
R$ 1.800,00 + 40% do salário mínimo vigente (adicional de insalubridade)
+ Média de horas extras realizadas no período de janeiro/X1 a dezembro/X1
= total a receber
O cálculo das férias foi realizado assim:
R$ 1.800,00 + 40% do salário mínimo vigente (adicional de insalubridade)
+ Média de horas extras realizadas no período de janeiro/X1 a dezembro/X1
+ 33,33% (1/3 constitucional)
= total a receber
Salientamos que o empregador deve fornecer Equipamento de Proteção 
Individual (EPI) aos empregados expostos a agentes nocivos à saúde. Se 
esses equipamentos neutralizarem ou diminuírem a intensidade do agente 
agressivo a limites de tolerância aceitáveis, conforme a NR 15, não será de-
vido o adicional de insalubridade. Também cessará o direito do empregado 
ao adicional de insalubridade com a eliminação dos agentes que causam 
risco à sua saúde.
Hora extra e adicionais8
Adicional de periculosidade
De acordo com a CLT (BRASIL, [2020]), são consideradas atividades perigosas 
aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, provoquem risco 
acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a inflamáveis, 
explosivos, energia elétrica, roubos ou outras espécies de violência física nas 
atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, e as atividades 
de trabalhador em motocicleta.
Deste modo, os empregados que ficam expostos a esses tipos de riscos e 
atividades fazem jus ao adicional de periculosidade na proporção de 30% sobre 
o salário base. Salientamos que quando o empregado trabalha em condição 
insalubre e perigosa ao mesmo tempo, ele deverá optar pelo recebimento 
de um dos adicionais, não sendo possível acumular ambos. Normalmente 
a opção se dá pelo adicional de periculosidade, cujo valor, na maioria das 
vezes, é maior, porque sua base de cálculo é o salário-base, enquanto a do 
adicional de insalubridade é o salário mínimo. Essa situação só ocorre quando 
o salário-base é superior ao salário mínimo. 
 O adicional de periculosidade também integra a base de cálculo para o 
pagamento das horas extras, das férias, do 13º salário entre outras verbas.
Exemplo de cálculo para adicional de periculosidade
Felipe exerce funções em condições perigosas na empresa MODESTA LTDA, 
tendo direito ao adicional de periculosidade, e seu salário-base é de R$ 
2.000,00. Neste mês foram 26 dias úteis e 4 domingos. O valor do adicional 
de periculosidade de Felipe é de R$ 600,00 (30% de R$ 2.000,00).
Em maio/X1 Felipe realizou 15 horas extras. Nesse caso o cálculo fica assim:
 � Base de cálculo das horas extras = salário + adicional de periculosidade
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 2.000,00 + 600,00
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 2.600,00
R$ 2.600,00/220h = R$ 11,82/h
R$ 11,82/h + 50% = R$ 17,73/he
R$ 17,73/he × 15 = R$ 265,95
Cálculo das horas extras sobre o DSR:
(R$ 265,95/26) × 4 = R$ 40,91
Hora extra e adicionais 9
Valor total a pagar a título de horas extras: 
R$ 265,95 + R$ 40,91 = R$ 306,86
No mês de junho/X1, Felipe realizou 20 horas extras, porém elas ocorreram 
em horário noturno. Neste mês foram 26 dias úteis e 4 domingos. Nesse caso 
o cálculo dessas horas extras fica assim:
 � Base de cálculo das horas extras = salário + adicional de periculosidade
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 2.000,00 + 600,00
 � Base de cálculo das horas extras = R$ 2.600,00
R$ 2.600,00/220h = R$ 11,82/h
R$ 11,82/h + 20% (adicional noturno) = R$ 14,18/hora noturna
R$ 14,18/hn + 50% = R$ 21,27/he noturna
R$ 21,27/he × 20 = R$ 425,40 valores das 20 horas extras noturnas
Cálculo das horas extras sobre o DSR:
(R$ 425,40/26) × 4 = R$ 65,44
Valor total a pagar a título de horas extras: 
R$ 425,40 + R$ 65,44 = R$ 490,84
Exemplo de cálculo de férias e 13º salário
Felipe exerce funções em condições perigosas na empresa MODESTA LTDA, 
tendo direito ao adicional de periculosidade, e seu salário-base é de R$ 
2.000,00. O valor do adicional de periculosidade de Felipe é de R$ 600,00 
(30% de R$ 2.000,00). Calculando-se o 13º salário:
R$ 2.000,00 + 30% = R$ 2.600,00
O cálculo das férias foi realizado assim:
R$ 2.000,00 +30% = R$ 2.600,00
+ R$ 866,67 (33,33% que se refere a 1/3 constitucional) 
= R$ 3.466,67
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Ressaltamos que a eliminação do risco à integridade física do empregado 
cessará o seu direito ao recebimento do adicional de periculosidade.
Benefícios previstos em convenção coletiva
Nos termos da CLT, Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) é o acordo de caráter 
normativo, pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias 
econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no 
âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho 
(BRASIL, [2020]).
A CCT pode prever benefícios que não estejam previstos em lei aos 
empregados de determinada categoria profissional. Por exemplo: adi-
cional por tempo de serviço, auxílio-creche, auxílio-alimentação, entre 
outros. Os sujeitos legitimados para negociar as CCTs são os sindicatos, 
assim, sendo a CCT um instrumento normativo em nível de categoria, 
ela abrange todas as empresas representadas pelo sindicato patro-
nal e os empregados pelo sindicato dos trabalhadores (JORGE NETO; 
CAVALCANTE, 2017).
Para o adicional por tempo de serviço, normalmente é estipulado um 
percentual para cada ano de trabalho; por exemplo, 1% por ano a título 
de anuênio, como é chamado esse adicional. Há casos que esse adicional 
é pago de 3 em 3 anos, chamado de triênio, na proporção de 3% cada vez 
que o empregado completa 3 anos – e assim sucessivamente, 6, 9, 12 anos 
- de trabalho na mesma empresa. A base de cálculo desse adicional é o 
salário-base.
O auxílio-creche é um benefício pago mensalmente para as empregadas 
e empregados que possuam filhos até determinada idade — que é estipu-
lada na CCT —, para custeio de creche, ou seja, um local para deixar o filho 
ou filha enquanto trabalha. O valor é fixado na própria CCT e o benefício é 
concedido normalmente às mulheres, mas existem empresas que estendem 
aos homens. Para saber se os empregados de determinada empresa têm esse 
direito, deve-se consultar a CCT da categoria. 
Já o auxílio-alimentação consiste no pagamento de um valor como forma 
de contribuir com o sustento do empregado, colaborando assim com os 
gastos com alimentação. Evidenciamos que o valor desse auxílio é fixado na 
CCT e abrange todas as empresas que pertencem a determinada categoria 
profissional.
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Referências
BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do 
Trabalho. DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm. Acesso em: 10 nov. 2020.
JORGE NETO, F. F; CAVALCANTE, J. Q. P. Manual de direito do trabalho. 4. ed. rev. atual. 
e ampl. São Paulo: Atlas, 2017.  
Leitura recomendada
BRASIL. Ministério da Economia. Norma Regulamentadora No. 15 (NR-15). [2019]. Dispo-
nível em: https://sit.trabalho.gov.br/portal/index.php/ctpp-nrs/nr-15?view=default. 
Acesso em: 10 nov. 2020.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores 
declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
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Dica do Professor
Se o empregado for exposto a riscos no ambiente de trabalho, ele tem direito ao adicional de 
periculosidade. Mas nem todas as atividades oferecem riscos à vida do trabalhador. Assim, a Norma 
Regulamentadora 16 (NR-16) elenca as atividades passíveis de apresentar riscos, e quem as exerce 
deve receber esse adicional.
Na Dica do Professor, veja exemplos de profissões expostas a risco de morte, entendendo que é 
responsabilidade do empregador contratar um profissional habilitado para emitir um laudo do local, 
atestando (ou não) seus riscos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/6201a18cb65c5e7acb172629fb2ac680
Saiba mais
Para ampliar seu conhecimento no assunto, veja a seguir as sugestões do professor:
Como encontrar a convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho
Veja no vídeo a seguir como consultar as convenções coletivas de trabalho (CCTs) de diversas 
categorias profissionais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Desvendando os segredos do adicional de periculosidade
Neste vídeo, aprofunde seu conhecimento sobre o adicional de periculosidade, com cenas reais que 
geram a obrigação de pagá-lo, assim como conceitos importantes sobre o tema.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Como calcular o valor da hora extra – Excel para departamento 
pessoal
Veja, no vídeo a seguir, como calcular o valor das horas extras no Excel. Assim você não precisa 
mais utilizar a calculadora.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/ST1zSD_Iy5c
https://www.youtube.com/embed/gmxuqAIYKkg
https://www.youtube.com/embed/mktJskWWc5U

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