Testes Especiais - Ortopedia
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Testes Especiais - Ortopedia


DisciplinaFisioterapia em Ortopedia e Traumatologia1.856 materiais28.152 seguidores
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TESTES ESPECIAIS
Profº. André Faria Russo
OMBRO
	Identificação do Teste
	Objetivo
	Procedimento
	Sinal positivo
	JOBE (teste para tendinite de supra-espinhoso)
	Detectar tendinite ou ruptura do tendão supra-espinhoso ou músculo deltóide distendido
	Membro superior a 90º(entre abdução e flexão) e rotação interna. Fisioterapeuta faz uma força de abaixamento e paciente tenta resistir a força.
	Dor na inserção do tendão supra-espinhal ou resistência diminuída no lado acometido.
	QUEDA DO BRAÇO
	Possíveis rupturas na bainha rotatória (manguito rotador). Principalmente o supra-espinhoso
	Solicite que o paciente faça uma abdução completa do ombro, e peça que logo em seguida o paciente leve o braço vagarosamente para o lado do tronco. Fisioterapeuta pode testar tocando levemente para baixo no braço do paciente.
	Braço tende a cair bruscamente ao lado do corpo. Paciente será incapaz de abaixar suave e vagarasomente. 
	PATTE
	Detectar tendinite ou ruptura do tendão do infra-espinhoso
	MS abduzido a 90° e cotovelo fletido a 90°. Paciente deve resistir à força de rotação interna imposta pelo fisioterapeuta.
	Diminuição da força para rotação externa acompanhada ou não de dor.
	GERBER (lift off test)
	Detectar ruptura ou possível inflamação do tendão do subescapular
	Paciente com o dorso da mão localizado na região lombar, em seguida ele deve afastar a mão numa atitude de rotação interna ativa máxima.
	Incapacidade de realizar o gesto descrito.
	TESTE DE APLEY (teste de coçar)
	Colocar em tensão os tendões do manguito rotador, e detectar qualquer inflamação destes.
	Orienta-se o paciente a colocar a mão do lado afetado atrás da cabeça e tocar no ângulo superior da escápula oposta, e a seguir solicita-se que ele tente tocar o ângulo inferior da escápula oposta.
	Exacerbação da dor no paciente pode indicar tendinite degenerativa de um dos tendões do manguito rotador, usualmente o supra-espinhoso.
	PALM-UP-TEST (speed)
	Avaliação da porção longa do bíceps (possivelmente tendinite)
	Cotovelo em extensão, antebraço supinado, flexão de ombro em torno de 45°. Fisioterapeuta coloca seus dedos sobre o sulco biciptal e sua mão oposta sobre o punho do paciente. Fisioterapeuta tenta abaixar o membro que está sendo avaliado.
	Dor no tendão da porção longa do bíceps através do sulco intertubercular.
	YERGASON
	Verificar estabilidade do tendão biciptal no interior do sulco e possível tendinite.
	Cotovelo flexionado a 90° próximo ao tronco e antebraço em pronação. Neste momento o paciente deverá tentar fazer uma rotação externa de ombro, supinar o antebraço e flexionar o cotovelo, sempre contra a resistência imposta pelo fisioterapeuta.
	Dor e/ou luxação na porção longa do bíceps, próximo ao sulco intertubercular.
	APREENSÃO DE LUXAÇÃO ANTERIOR
	Indicio de instabilidade anterior da cabeça umeral
	Abduzir ombro a 90°, flexionar cotovelo a 90° e tentar rodar externamente o ombro
	Dor localizada.
Face apreensiva do paciente, onde ele relata sensação de que a cabeça umeral poderá luxar.
	APREENSÃO DE LUXAÇÃO POSTERIOR
	Indicio de instabilidade posterior da cabeça umeral
	Paciente em Decúbito Dorsal, flexão de ombro e cotovelo a 90° e ombro rodado internamente. Fisioterapeuta aplica uma pressão no cotovelo do paciente tentando deslocar a cabeça umeral posteriormente
	Dor localizada.
Face apreensiva do paciente, onde ele relata sensação de que a cabeça umeral poderá luxar.
	TESTE DE DAWBARN
	Verificação de bursite subacromial
	Aplicar pressão imediatamente abaixo do acrômio anteriormente ao ombro e observar se há dor espontânea ou a palpação. A seguir, abduzir o ombro a 90º mantendo a pressão ainda aplicada no ponto abaixo do acrômio.
	Dor a palpação e diminuição da dor ao realizar a abdução do ombro a 90°.
	TESTE DE ESTIRAMENTO DO PLEXO BRAQUIAL
	Possível indicio de lesão no plexo braquial
	Paciente sentado instruí-lo para inclinar lateralmente a cabeça para o lado oposto a ser testado e realizar hiperextensão de ombro e extensão de cotovelo do mesmo lado da lesão.
	Dor e/ou parestesia ao longo da distribuição do plexo braquial.
COTOVELO
	Identificação do teste
	Objetivo
	Procedimento
	Sinal positivo
	COZEN (cotovelo de tenista)
	Reproduzir a dor no epicôndilo lateral do úmero, com possível tendinite dos extensores de punho.
	Paciente com a mão fechada e o punho em extensão e cotovelo fletido a 90°. A seguir fisioterapeuta impõe força no sentido de flexionar o punho do paciente.
	Dor próximo ao epicôndilo lateral do úmero.
	COZEN INVERSO (cotovelo de golfista)
	Reproduzir a dor no epicôndilo medial do úmero, com possível tendinite dos flexores de punho.
	Paciente com mão fechada e punho em flexão, e cotovelo fletido a 90°. A seguir fisioterapeuta impõe a força no sentido de estender o punho.
	Dor próximo ao epicôndilo medial do úmero.
	ESTABILIDADE LIGAMENTAR (stress em valgo e varo)
	Detectar estabilidade dos ligamentos colateral medial (ulnar) e lateral (radial)
	O fisioterapeuta deve realizar um esforço em valgo e/ou varo ao nível do cotovelo que deve se encontrar em semiflexão.
	Demonstração de uma folga (ou um espaço) e/ou dor no local são indicadores de instabilidade. 
	TINEL
	Avaliar sensibilidade no nervo ulnar (possível neurite)
	Fisioterapeuta percuti (com o dedo ou martelo) o nervo ulnar ao nível do sulco entre olecrano e epicôndilo medial
	Sensação de dor ou parestesia pelo antebraço até o dedo mínimo, no trajeto do nervo ulnar.
PUNHO E MÃO
	Identificação do teste
	Objetivo
	Procedimento
	Sinal positivo
	
TINEL
	
Avaliar sensibilidade do nervo mediano e sua possível inflamação.
	
Percutir com martelo de reflexos na superfície anterior do punho com o antebraço supinado. 
	Parestesia na mão ao longo da distribuição do nervo (polegar, indicador, médio e metade medial do anular).
	PHALEN
	Desencadear parestesia e dor relacionado à síndrome do túnel do carpo
	Flexionar ambos os punhos e aproxima-los um do outro. Manter por aproximadamente 1 minuto
	Dor ou parestesia irradiada para uma ou ambas as mãos.
	PHALEN INVERSO
	Desencadear parestesia e dor relacionado à síndrome do túnel do carpo
	Instruir o paciente para estender o punho afetado e fazer o paciente apertar a mão do fisioterapeuta. Em seguida fisioterapeuta com o seu polegar comprime a face anterior do punho na linha média.
	Dor ou parestesia irradiada para o trajeto do nervo mediano
	FINKELSTEIN
	Detectar a presença de tenossinovite de De Quervain (abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar)
	Instruir o paciente para fechar mão com o polegar atravessado na superfície palmar da mão e solicitar uma desvio ulnar forçado.
	Dor próximo ao processo estilóide do rádio e/ou na base do polegar.
	FROMENT
	Caracteriza lesões do nervo ulnar (através dos músculos adutor do polegar e parte do flexor curto do polegar)
	Paciente deve tentar pinçar uma folha de papel, aonde o fisioterapeuta irá tracionar esta folha.
	A falange distal do polegar entra em flexão acentuada, pois os músculos adutor do polegar e parte do flexor curto apresentam-se instáveis.
	ALLEN
	Detectar se as artérias radial e ulnar estão suprindo adequadamente a mão.
	Paciente deve ser orientado a abrir e fechar a mão varias vezes, mantendo em seguida fechada. Posteriormente o fisioterapeuta deve comprimir com os dedos as artérias radial e ulnar do paciente, solicitando que o mesmo abra a mão após a compressão. Em seguida o fisioterapeuta libera uma artéria de cada vez e observa a vascularização na mão do paciente
	A mão não se enrubescerá, ou a cor retorna muito lentamente, indicando que tal artéria pode se encontrar total ou parcialmente obstruída.
QUADRIL E PELVE
	Identificação do Teste
	Objetivo
	Procedimento
	Sinal positivo
	TREDELENBURG
	Avalia integridade e força do músculo glúteo médio
	Em pé o paciente apóia-se sobre um dos membros inferiores, enquanto o fisioterapeuta
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