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FCE – FACULDADE CAMPOS ELÍSIOS 
LICENCIATURA EM LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS 
 
 
 
 
FLAVIA APARECIDA DE ALMEIDA 
 
 
 
 
PRÁTICA DE ENSINO: Estratégias e Tecnologias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS I 
 
 
UNIDADE I: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA. 
Baseado no que foi explanado neste tópico de discussão e nas leituras complementares, na 
sua opinião, todos os professores estão preparados para utilizar as novas tecnologias em 
suas práticas pedagógicas? 
 
Ao analisar o tópico de discussão e as leituras complementares, sob minha ótica, percebo 
que apesar dos avanços tecnológicos, nem todos os professores estão preparados para essa nova 
realidade em suas práticas pedagógicas. Questão essa, que pode estar relacionada à diversos 
fatores como, resistência as tecnologias, falta de recursos ou até mesmo por falta de incentivo 
das instituições de ensino. 
Mesmo sabendo que essas novas ferramentas vêm para facilitar o trabalho dentro e fora 
das escolas, muitos educadores não aceitam as novas tecnologias como instrumento 
transformador na sua prática pedagógica. Essa rejeição muitas vezes se dá por falta de 
conhecimento, por parte desses, sobre a forma de como utilizá-las para adquirir praticidade no 
processo de ensino-aprendizagem, e também pela desigualdade, já que as tecnologias não estão 
disponíveis para todos da mesma forma. 
No entanto, para que o profissional da educação esteja preparado para utilizar as novas 
tecnologias em suas práticas pedagógicas, se faz necessário, por parte do Estado e da instituição 
privada, investimentos e recursos, na infraestrutura, na formação e capacitação, pois muitos 
professores não tiveram uma formação específica ou capacitação adequada no uso das novas 
tecnologias. 
 
UNIDADE II: CONCEITUALIZAÇÕES - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, ENSINO 
HÍBRIDO, ENSINO A DISTÂNCIA, ENSINO REMOTO. 
Levando em consideração que a Educação do século XXI é impactada pelo uso dos 
recursos tecnológicos, qual o impacto disso na educação do século atual? 
 
No contexto atual, a educação vem sendo impactada pelo uso dos recursos tecnológicos, 
e essa relação tem se tornado cada vez mais inerente e transformadora, redefinindo os padrões 
do ensino e aprendizagem no cenário moderno. 
Por um lado, a inclusão da tecnologia na educação, vai além do uso de novos 
dispositivos em sala de aula, sua inserção digital no ambiente escolar possibilita a criação de 
espaços de aprendizagem mais dinâmico e interativo. Softwares educacionais, recursos 
multimídia, plataformas online, realidade virtual tornaram-se ferramentas indispensáveis para 
o ensino. Facilitando também a democratização do acesso ao conhecimento, com a internet os 
recursos educacionais de qualidade tornam-se mais acessíveis, alcançando um número maior 
de pessoas. Por outro lado, nem tudo são flores, a tecnologia também pode apresentar 
desvantagens, como a desigualdade de acesso à essa mesma internet e a dispositivos, seu alto 
custo de aquisição, possível distração dos alunos, riscos de vazamentos de dados, ataques 
cibernéticos e invasão à privacidade, dependência excessiva da tecnologia e exposição 
prolongada a telas, prejudicando não só a saúde física como a mental. 
Assim sendo, para potencializar os benefícios da tecnologia e minimizar suas 
desvantagens, é fundamental que haja um equilíbrio crítico em sua utilização. É de suma 
importância que os docentes e as instituições de ensino estejam preparados para utilizarem a 
tecnologia de forma eficiente. 
 
UNIDADE III: HUMANIDADES DIGITAIS - FORMAÇÃO EM CULTURA DIGITAL. 
O professor americano Neil Postman nos deixa uma questão para pensar: o ser humano 
está se tornando um escravo da tecnologia e/ou um crente alienado da ciência? 
 
Muito se discute sobre a questão que o professor americano Neil Postman nos deixa, em 
que o ser humano pode estar se tornando um escravo da tecnologia e/ou um crente alienado da 
ciência, e dependendo de como ela é abordada, essa questão pode ser complexa. 
Ao incumbir muitas de suas tarefas a tecnologia, o ser humano está correndo um sério 
risco de perder sua autonomia, pois sua paranoia por estar conectado e o uso excessivo de 
dispositivos digitais podem ser interpretados como uma forma de escravidão, e o que deviria 
ser mais uma ferramenta, passou a dominar a vida de quem a utiliza. Da mesma forma, a ciência 
baseia-se na busca por evidencias, e quando é tratada como verdade absoluta perde-se a essência 
crítica que a define. Essa alienação acontece quando as pessoas acreditam cegamente em 
discursos que aparentam ter base científica, sem questionarem. 
Portanto, precisamos reaprender a usar a tecnologia como ferramenta e não como um 
artífice. E a ciência deve ser entendida como um processo dinâmico, sujeito a erros, e não como 
uma forma de fé cega. Tanto a ciência quanto a tecnologia devem servir aos interesses humanos, 
promovendo bem-estar, ética e liberdade. 
UNIDADE IV: EDUCAR NA ERA DIGITAL – FORMAÇÃO DO PROFESSOR 
ESTORIADOR. 
Pensando nessas informações acerca dos nativos e nômades digitais – um desde quando 
nasce possui o acesso facilitado aos recursos tecnológicos, e o outro se apropria desses 
recursos como facilitador de seu trabalho. Você se considera um nativo ou um nômade 
digital? 
 
Acerca dessa questão, quem nasceu antes da internet não é considerado um nativo 
digital, mas pode se tornar um nômade digital, dependendo de como escolhe viver e trabalhar. 
Desse modo, o nativo digital são pessoas que nasceram e cresceram em um mundo já 
digitalizado, familiarizadas com a tecnologia desde cedo. Quem nasceu antes da internet, que é 
o meu caso, precisou se adaptar a ela, sendo chamado de imigrante digital. Já o nômade digital, 
refere-se a um estilo de vida e não a uma geração. Assim, qualquer pessoa, independentemente 
da idade, pode se tornar um nômade digital, desde que trabalhe remotamente e tenha uma vida 
móvel, viajando enquanto utiliza a tecnologia para suas atividades profissionais. 
Portanto, confesso que mesmo sendo uma imigrante digital, se eu pudesse e tivesse 
condições financeiras, eu me tornaria uma nômade digital. Onde eu poderia estar em qualquer 
lugar do mundo, desde que com acesso à internet. Minha vida seria inteiramente virtual, sem a 
necessidade de uma localização fixa, o que me daria a flexibilidade de interagir com pessoas 
em qualquer lugar do planeta.

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