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Unidade 2
Princípios e Organização 
da Justiça do Trabalho
Direito Processual 
do Trabalho
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria
JÉSSICA RAIANE ALVES CONFESSOR 
MILENA BARBOSA DE MELO
AUTORIA
Jéssica Raiane Alves Confessor
Sou formada em Direito pela UNIFACISA – Universidade de Ciências 
Sociais Aplicadas. Atualmente sou professora conteudista e advogada. 
Como jurista atuo nas áreas de Direito Penal, Direito de Família, Direito do 
Consumidor, e na minha paixão, que é o Direito do Trabalho. 
Milena Barbosa de Melo
Possuo graduação em Direito pela Universidade Estadual da 
Paraíba (2004). Doutora em Direito Internacional pela Universidade de 
Coimbra. Mestre e Especialista em Direito Comunitário pela Universidade 
de Coimbra. Atualmente sou Professora Universitária e Conteudista. 
Como jurista atuo principalmente nas seguintes áreas: Direito à Saúde, 
Direito Internacional público e privado, Jurisdição Internacional, Direito 
Empresarial, Direito do Desenvolvimento, Direito da Propriedade 
Intelectual e Direito Digital.
Por isso fomos convidadas pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Estamos muito felizes em poder ajudar 
vocês nesta fase de muito estudo e trabalho. Esperamos te ajudar a 
crescer e se apaixonar por cada tópico do Direito Processual do Trabalho. 
Conte conosco!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Princípios às vistas do Direito Processual do Trabalho .............. 10
Funções dos Princípios. ............................................................................................................... 11
Princípios do Direito Processual do Trabalho ............................................................. 12
A organização da Justiça do Trabalho................................................ 19
Estrutura da Organização Judiciária ................................................................................. 20
TST – Tribunal Superior do Trabalho .............................................................. 21
TRTs –Tribunais Regionais do Trabalho ......................................................25
Varas do Trabalho. Dos juízes do Trabalho ..............................................26
A competência da justiça do trabalho. ..............................................29
Competência Material da Justiça do Trabalho .........................................................29
Competência Territorial da Justiça do Trabalho .......................................................32
Competência Funcional da Justiça do Trabalho ......................................................34
Competência em Função do Valor da Causa e a Justiça Trabalhista ...... 36
Conflitos de Competência .......................................................................................................37
As Partes e Procuradores na Justiça do Trabalho .........................39
Conceito ................................................................................................................................................ 39
Sujeitos ................................................................................................................................................... 40
Capacidade ....................................................................................................................................... 40
Representação e Assistência ..................................................................................................42
Representação do empregado ........................................................................................... 46
7
UNIDADE
02
Direito Processual do Trabalho
8
INTRODUÇÃO
Nesta unidade vamos nos aprofundar um pouco mais para 
conhecer os princípios às vistas do Direito Processual do Trabalho, de 
que forma o norteiam, como são utilizados e sua importância, além de 
elencar suas funções. Aprenderemos também a organização da Justiça 
do Trabalho, explicando inicialmente como ganhou força e espaço na 
Constituição Federal e na legislação internacional, trazendo também 
a estrutura da organização judiciária, de que forma seus órgãos são 
compostos e quais suas funções. Estudaremos também a competência 
da Justiça do Trabalho, que é extensa e não possui um rol taxativo. 
Poderemos aprender ainda sobre as partes e procuradores na Justiça 
do Trabalho, seu conceito, quem são, suas funções e a capacidade. 
Animado? Espero que sim!! Vamos juntos navegar na aprendizagem?
Direito Processual do Trabalho
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até 
o término desta etapa de estudos:
1. Descrever os princípios às vistas do direito processual do trabalho;
2. Compreender a organização da justiça do trabalho;
3. Entender a competência da justiça do trabalho;
4. Identificar as partes e procuradores na justiça do trabalho.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Vamos juntos!
Direito Processual do Trabalho
10
Princípios às vistas do Direito Processual 
do Trabalho 
OBJETIVO:
Neste capítulo você irá conhecer os princípios às vistas 
do Direito Processual do Trabalho, iremos descrevê-los 
e compreender sua aplicação para efetivação do Direito. 
Espero que você se envolva a cada descoberta. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Vamos 
juntos!!
Inicialmente, devemos conceituar princípios, que vem do latim 
principiu e significa o início, fundamento e a essência de um fenômeno. 
Podemos dizer ainda que é a causa inicial, a origem de algo.
Ao unirmos este conceito com o campo próprio da teoria geral do 
Direito, aprenderemos que os Princípios Gerais do Direito, que são muitas 
vezes universais, irão orientar os operadores do direito a compreender 
o ordenamento jurídico em relação a elaboração, aplicação, integração, 
alteração ou supressão de normas jurídicas.
Os princípios possuem valores fundamentais ao ordenamento 
jurídico, sua principal função é ser o limite de atuação ao jurista. Além 
de funcionar como ponte de interpretação, limita a vontade subjetiva do 
operador do Direito.
Não podemos esquecer que os princípios são a base para formar 
valores. São também pressupostos universais que determinam as regras 
essenciais que servem de direção para relações, as decisões e as ações.
Sendo assim, podemos compreender que os princípios são como 
regras para disciplinar um ramo específico. Por não ser função da norma 
legal determinar quais são os princípios do ordenamento jurídico, eles 
não são positivados. É através de doutrina e jurisprudência que são 
identificados e interpretados os princípios.
Ainda, é a partir dahá sujeitos, 
que são os titulares da relação de Direito Material e são as 
partes no conflito a ser solucionado em juízo. Aprendemos 
também que Parte é o sujeito da relação jurídica, demanda em 
nome próprio ou que tem nome em demanda para atuação 
de uma vontade da lei. Os sujeitos no Direito Processual 
do Trabalho são autor, réu, o juiz, distribuidor, secretário de 
audiência, oficial de justiça; os eventuais: peritos, tradutores, 
intérpretes; assim como os terceiros; testemunhas, licitantes 
e outros. Aprendemos ainda que capacidade, capacidade 
de direito e capacidade postulatória, bem como a parte 
pode ser representada ou assistida no Direito Processual do 
Trabalho. E ainda as hipóteses em que o empregado pode 
ser representado em audiência.
Direito Processual do Trabalho
48
REFERÊNCIA
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa 
do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
Brasil. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943 alterada pela Lei 
nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Consolidação das Leis do Trabalho. Diário 
Oficial da União.
BRASIL. Lei federal 13.105 de 16 de março de 2015. Institui o Novo 
Código de Processo Civil. Diário Oficial da União, Brasília, 16 de março de 
2015.
BRASIL. Lei n. 10.406, 10 de janeiro de 2002. Código Civil. Diário 
Oficial da União, Rio de Janeiro.
CAVALCANTE, Jouberto de Q. Pessoa e NETO, Francisco F. Jorge. 
Direito Processual do Trabalho. 9ª Edição. São Paulo. Editora Atlas. 2019.
JUNIOR, José Cairo. Curso de Direito Processual do Trabalho. 13ª 
Edição. São Paulo. Editora Juspodivm. 2019.
LEITE, Carlos H Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho. 
17ª Edição. São Paulo. Editora Saraiva Educação. 2019.
PEREIRA, Leone. Manual de Processo do Trabalho. 6ª Edição. São 
Paulo. Editora Saraiva. 2019.
RENZETTI, Rogério. Direito do Trabalho: Teoria e Questões Práticas. 
5ª Edição. São Paulo. Editora Forense Ltda. 2018.
SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito constitucional do trabalho. Rio de 
Janeiro: Renovar, 1999.
Direito Processual do Trabalho
	Princípios às vistas do Direito Processual do Trabalho 
	Funções dos Princípios.
	Princípios do Direito Processual do Trabalho
	A organização da Justiça do Trabalho.
	Estrutura da Organização Judiciária
	TST – Tribunal Superior do Trabalho
	TRTs –Tribunais Regionais do Trabalho 
	Varas do Trabalho. Dos juízes do Trabalho 
	A competência da justiça do trabalho.
	Competência Material da Justiça do Trabalho 
	Competência Territorial da Justiça do Trabalho
	Competência Funcional da Justiça do Trabalho
	Competência em Função do Valor da Causa e a Justiça Trabalhista
	Conflitos de Competência 
	As Partes e Procuradores na Justiça do Trabalho
	Conceito
	Sujeitos
	Capacidade 
	Representação e Assistência
	Representação do empregadocoerência de um sistema jurídico transcorre dos 
princípios, nesse sentido, Leite (2019, p. 75) diz:
Direito Processual do Trabalho
11
A importância dos princípios foi identificada por Jorge Miranda 
nos seguintes termos: “O Direito não é mero somatório 
de regras avulsas, produto de atos de vontade, ou mera 
concatenação de fórmulas verbais articuladas entre si, 
o Direito é ordenamento ou conjunto significativo e não 
conjunção resultante de vigência simultânea; é coerência ou, 
talvez mais rigorosamente, consistência; é unidade de sentido, 
é valor incorporado em regra. E esse ordenamento, esse 
conjunto, essa unidade, esse valor, projeta-se ou traduz-se em 
princípios, logicamente anteriores aos preceitos. Os princípios 
não se colocam, pois, além ou acima do Direito (ou do próprio 
Direito positivo); também eles – numa visão ampla, superadora 
de concepções positivistas, literalistas e absolutizantes das 
fontes legais – fazem parte do complexo ordenamental. Não 
se contrapõem às normas, contrapõem-se tão somente aos 
preceitos; as normas jurídicas é que se dividem em normas-
princípios e normas-disposições”.
Os princípios possuem funções específicas no ordenamento 
jurídico, vamos juntos descobrir quais são?
Funções dos Princípios.
Os princípios constitucionais possuem três funções principais 
no ordenamento jurídico, que podemos classificar como: informativa, 
interpretativa e normativa. Vamos conhecer cada uma delas?
 • Informativa: Essa função tem como destinatário o legislador, 
de forma que os princípios irão atuar como sugestões para 
a implantação de novas regras jurídicas, para atualizá-las, 
em harmonia com a sociedade e atendendo com justiça as 
reivindicações dos jurisdicionados.
 • Interpretativa: Essa função tem como destinatário o aplicador 
do direito, para que os princípios o auxiliem na compreensão das 
normas que integram o ordenamento jurídico. 
Direito Processual do Trabalho
12
Aprendemos que há vários métodos de interpretação oferecidos 
pela hermenêutica, e os princípios desempenham importante papel na 
escolha do método adotado na solução de conflitos.
 • Normativa: Essa função também tem como destinatário o 
aplicador do direito, isto porque o princípio pode ser aplicado de 
forma direta, na solução de casos concretos e de forma indireta, 
para integrar o sistema em hipóteses de lacuna na lei.
Há ainda outras funções secundárias que os princípios 
desempenham no ordenamento jurídico:
 • Compor o Direito Positivo com norma fundamental.
 • Ocupar alto posto na escala normativa.
 • Ser fontes formais e primárias do Direito.
 • Vinculam os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
 • São normas introdutórias do ordenamento jurídico brasileiro.
 • São escolhas preferenciais em caso de conflito entre lei e justiça.
Há ainda outras funções, mas essas são as primordiais para 
compreender os princípios as vistas do Direito Processual do Trabalho. 
Devemos compreender a relação dos princípios constitucionais e de que 
forma repercute nas relações de trabalho e nas soluções de conflito. 
Conseguiu compreender a importância dos princípios para nosso 
ordenamento jurídico? Vamos juntos descrever os que se aplicam ao 
Direito Processual do Trabalho?
Princípios do Direito Processual do 
Trabalho
 • Princípio da igualdade: Esse princípio determina que a lei não 
trará a sociedade privilégios ou perseguições, mas que será um 
meio para regular a vida em sociedade, tratando igualmente todos 
os cidadãos. Sendo assim, o legislador tem a obrigação de trazer à 
sociedade condições que dignidade social a todos e em todos os 
aspectos. A igualdade implica a justiça concreta e real. 
Direito Processual do Trabalho
13
Segundo podemos aprender com Neto e Cavalcante (2019, p. 144):
O princípio processual do tratamento igualitário às partes não 
é absoluto. A ordem jurídica estabelece exceções: (a) prazo em 
quádruplo para contestar e em dobro para recorrer quando a 
parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público (art. 1º, II e 
III, Dec.-lei 779/69). Pelo CPC, todos os prazos são em dobro 
(arts. 180 e 183); (b) isenção de caução para os trabalhadores; 
(c) dispensa de custas aos necessitados e carentes (art. 790, 
§ 3º, CLT); (d) isenção do pagamento dos honorários periciais 
(art. 790-B); (e) isenção de custas para a Administração Pública 
Direta e Indireta (Autárquica e Fundacional, que não explorem 
atividade econômica) e o Ministério Público do Trabalho (art. 
790-A, I e II); (f) o duplo grau de jurisdição obrigatório nas 
causas em que a Administração Pública Direta e Indireta são 
vencidas total ou parcialmente (art. 496, CPC; art. 1º, V, Dec.-lei 
779; Súm. 303, TST).
Não esqueça que nem sempre poderemos tratar todos igualmente, 
tendo em vista que devemos tratar os desiguais de forma desigual para 
poder transformá-los em iguais.
 • Princípio da Finalidade Social: Esse princípio norteia que todos 
precisam de atenção e as vezes de atendimentos diferentes. O 
princípio da Princípio da Finalidade Social orienta que o magistrado 
deverá deve adotar as medidas processuais adequadas e que 
auxiliam o trabalhador reconhecendo que as partes são desiguais, 
agindo assim para garantir a efetiva justiça.
 • Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa: Esse princípio 
encontra-se nos art. 5º, LV, CF; arts. 7º e 10, CPC, reflete que é 
imprescindível se ouvir as partes em um processo para garantir 
a defesa e o pronunciamento durante o desenrolar do processo. 
No Direito Processual do Trabalho, a decisão só influencia as pessoas 
que são partes do processo; apenas após a citação do demandado é 
que a relação jurídica processual estará completa; o juiz só promulga a 
sentença após ouvir as partes.
Direito Processual do Trabalho
14
Em complemento contraditório, teremos o princípio da ampla 
defesa que é uma reação, ou seja, a resposta no processo, que permite 
da produção de provas e contraprovas, da participação da colheita das 
provas em audiência, entre outros.
 • Princípio da Imparcialidade do Juiz: O magistrado deve velar 
pelo efetivo contraditório em um processo, garantindo às partes 
paridade de tratamento no curso do processo, sendo assim, no 
desempenho de suas atribuições, deverá agir com isenção de 
ânimo, lisura e probidade. 
Vale lembrar que a capacidade subjetiva do juiz é um dos 
pressupostos processuais e sua ausência pode tornar nulos seus atos. 
Nesses casos a parte pode e deve denunciar o magistrado
 • Princípio da Publicidade e da Motivação das Decisões: Esses 
princípios asseguram que todos os julgamentos serão públicos e 
as decisões fundamentadas. A Constituição Federal assegura esse 
princípio, em seu artigo 93, IX, vejamos:
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal 
Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados 
os seguintes princípios:
IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão 
públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de 
nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados 
atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a 
estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade 
do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à 
informação. (Grifo nosso).
 • Princípio do Devido Processo Legal: Podemos encontrar esse 
princípio no art. 5º, LIV da Constituição Federal, que assegura que 
ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido 
processo legal.
Direito Processual do Trabalho
15
Figura 1: Ilustração da justiça.
Fonte: Freepik
No âmbito processual, isso quer dizer que haverá a garantia de 
direito à citação e ao conhecimento do teor da acusação; direito a um 
rápido e público julgamento; direito ao arrolamento de testemunhas e à 
notificação das mesmas para comparecimento perante os tribunais; direito 
ao procedimento contraditório; direito de não ser processado, julgado 
ou condenado por alegadainfração às leis ex post facto; direito à plena 
igualdade entre acusação e defesa; direito contra medidas ilegais de 
busca e apreensão; direito de não ser acusado nem condenado com base 
em provas ilegalmente obtidas; direito à assistência judiciária, inclusive 
gratuita; privilégio contra a autoincriminação.
 • Princípio do Duplo Grau de Jurisdição: Esse princípio encontra-
se na Constituição Federal, em seu artigo 5º, LV, que assegura 
reanálise da decisão ao vencido, sendo o duplo grau de jurisdição 
um vetor de segurança para as decisões judiciais, garantindo a 
boa justiça, vejamos:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes:
Direito Processual do Trabalho
16
LV - Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, 
e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e 
ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; (Grifo 
nosso).
Como disse Neto e Cavalcante (2019, p. 149) há fatores contra e a 
favor do duplo grau de jurisdição: 
Os fundamentos positivos: necessidade humana quanto 
à revisão dos julgados; o cuidado em se evitar o erro nos 
julgados ou a má-fé; como os recursos são julgados por 
pessoas de maior experiência, tem-se a possibilidade de que 
o juízo inferior seja mais prudente em suas decisões. 
Os fundamentos negativos: atividade supérflua do Judiciário; 
a reforma envolve desprestígio do próprio poder que o julga; 
os recursos delongam a atividade para a formação da coisa 
julgada; a má-fé na utilização dos recursos.
O duplo grau de jurisdição deve ser incentivado, por ser uma via de 
conservação do prestígio e da atitude ética do Judiciário como um todo, 
representando recurso primordial para a segurança das decisões.
 • Princípio da Inafastabilidade do Controle Jurisdicional: 
Esse princípio também pode ser chamado de “princípio 
da indeclinabilidade da jurisdição”. Encontrado também na 
Constituição Federal, no artigo 5º, XXXV, determina que “a lei não 
excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a 
direito”. Sendo assim, nenhum órgão jurisdicional poderá recusar 
a aplicação do Direito, tampouco poderá qualquer lei excluir do 
Poder Judiciário a apreciação por lesão ou ameaça ao direito. 
Esse princípio visa garantir ao cidadão acesso ao Judiciário para a 
proteção dos seus direitos e interesses. 
 • Princípio da Razoabilidade da Duração do Processo: Esse 
princípio também podemos encontrar na Constituição Federal, 
vejamos:
Direito Processual do Trabalho
17
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, 
nos termos seguintes:
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são 
assegurados a razoável duração do processo e os meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação (Grifo nosso).
Como vimos, esse princípio assegura a razoável duração do 
processo, ou seja, além da efetividade, a celeridade da decisão judicial. 
Cabe ao magistrado evitar demora, porém não poderá ser rápido demais, 
de forma que possa prejudicar produção das provas e das alegações 
das partes. A razoabilidade encontrará um equilíbrio entre uma rápida 
e justa decisão, respeitando o direito das partes no decorrer do devido 
processo legal.
Não esqueça que apesar de alguns princípios estarem expressos 
na CF, outros implícitos, muitos não são positivados e o rol de princípios 
que estudamos não são únicos, há outros princípios que auxiliam aos 
operadores do Direito a preencher lacunas deixadas pela lei e serem 
justos e fiéis em suas decisões.
 • Princípio da Busca da Verdade Real: Sabendo que o processo 
é o meio pelo qual há solução de conflitos, o juiz deverá sempre 
buscar a essência da verdade, ou seja, a verdade real. 
Então, o magistrado tem participação ativa e decisiva nessa 
busca. Lembre-se que o magistrado não poderá violar o princípio da 
imparcialidade do juiz. No processo do trabalho, poderão juízes e TRTs 
determinar diligências que achem necessárias ao esclarecimento das 
causas em que estejam atuando.
 • Princípio da Indisponibilidade: Pode ser considerado como 
princípio da irrenunciabilidade do direito material do trabalho, ou 
seja, busca efetivar os direitos indisponíveis dos trabalhadores 
e o Poder Judiciário Trabalhista atuará adotando as medidas 
adequadas para a busca da verdade real.
Direito Processual do Trabalho
18
 • Princípio da Conciliação: A conciliação é obrigatória no 
procedimento trabalhista, pois a Justiça do Trabalho tem como 
escopo a solução do conflito, mediante a negociação. A conciliação 
será ofertada antes da formulação da defesa; após a formulação 
das razões finais e quando se tratar de procedimento sumaríssimo, 
o magistrado tentará a solução conciliatória em qualquer fase da 
audiência.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Você conheceu os principais princípios 
que norteiam o Direito Processual do Trabalho e auxiliam 
os magistrados na efetivação dos direitos e na solução 
de conflitos trabalhistas. Aprendemos que o conceito 
de princípio vem do latim principiu e significa o início, 
fundamento e a essência de um fenômeno, sendo a 
origem de algo. No campo do Direito, irão orientar os 
operadores do direito a compreender o ordenamento 
jurídico em relação a elaboração, aplicação, integração, 
alteração ou supressão de normas jurídicas. São base para 
formação de valores e servem como regras para disciplinar 
um ramo específico. Não esqueça que os princípios têm 
também função informativa, interpretativa e normativa. 
Aprendemos também os conceitos de alguns princípios 
que são importantes para o Direito Processual do Trabalho, 
que são: Princípio da igualdade, Princípio da finalidade 
social, Princípio do contraditório e ampla defesa, Princípio 
da imparcialidade do juiz, Princípio da publicidade e da 
motivação das decisões, Princípio do devido processo 
legal, Princípio do duplo grau de jurisdição, Princípio 
da inafastabilidade do controle jurisdicional, Princípio 
da razoabilidade da duração do processo, Princípio da 
busca da verdade real, Princípio da indisponibilidade e da 
conciliação.
Direito Processual do Trabalho
19
A organização da Justiça do Trabalho.
OBJETIVO:
Neste capítulo compreenderemos a organização da Justiça 
do Trabalho, conheceremos as partes que compõem cada 
da justiça trabalhista, seus órgãos internos. Aprenderemos 
especialmente que a Justiça do Trabalho ganhou destaque 
com a Constituição Federal de 1988 e que a legislação 
internacional vem reafirmando essa força. Prontos? Vamos!!
Antes de nos aprofundarmos na organização do judiciário trabalhista, 
devemos explanar de que forma a justiça trabalhista ganhou espaço na 
Constituição Federal de 1988 e na legislação internacional. Para identificar 
onde o trabalho está inserido na CF, basta ler o artigo 1°, que determina 
República Federativa do Brasil tem como um de seus fundamentos a 
dignidade da pessoa humana, ladeada pelos valores sociais do trabalho 
e da livre-iniciativa. 
Questões relacionadas ao valor do trabalho e direitos dos 
trabalhadores foram tratadas em capítulo próprio, dentro dos direitos 
fundamentais, que é cláusula pétrea do nosso ordenamento jurídico e 
encontramos no artigo 60, § 4º, IV, do Texto Constitucional, bem como em 
outros dispositivos.
O que não podemos deixar de destacar aqui é que o trabalho e suas 
proteções se tornaram tão importantes, que estão previstas dentro de 
cláusulas pétreas, para garantir os direitos dos trabalhadores e ninguém 
poderá suprimir esses direitos de nenhuma maneira.
A importância das Cláusulas Pétreas está no fatode que elas 
garantem segurança jurídica de direitos essenciais para o ser humanos 
e o convívio social, limitando o poder de alteração constitucional, dando 
maior credibilidade à constituição como norma suprema, sendo de 
extrema importância para a Constituição Federal.
Assim como o direito do trabalho e dos trabalhadores ganharam 
espaço na legislação brasileira, no âmbito internacional, estão crescendo 
cada dia mais, como podemos ver em diversos tratados e convenções 
Direito Processual do Trabalho
20
internacionais firmados. Podemos mencionar ainda a participação do Brasil 
como Estado-Membro da OIT – Organização Internacional do Trabalho, 
que é um órgão internacional com o mesmo propósito. 
Encontramos uma ampla valorização do trabalho e dos 
trabalhadores também no âmbito legal, com as leis, decretos, portarias 
próprias a preservar e assegurar os direitos dos trabalhadores. Temos 
os previstos na CLT e na legislação trabalhista esparsa, encontramos 
também a proteção penal com o cunho de assegurar o bem jurídico 
do trabalho, ou a liberdade de trabalho. Há ainda a organização dos 
sindicatos, Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs, 
entre outras instituições e regulamentações com o mesmo objetivo: 
proteger e prevenir o trabalho e os trabalhadores regendo e fiscalizando 
a relação de trabalho. E então, estão gostando dessas descobertas? 
Que tal nos aprofundarmos mais na Organização da Justiça do Trabalho? 
Vamos nessa!
Estrutura da Organização Judiciária
Inicialmente precisamos saber que estrutura do Poder Judiciário 
Trabalhista é composta órgãos jurisdicionais e auxiliares, que se encontram 
em três níveis: um nacional, um regional e um local.
Em relação ao nível nacional, teremos o Tribunal Superior do 
Trabalho, que é de grau superior e está em Brasília. É um órgão de cúpula 
do Poder Judiciário Trabalhista. 
Em relação ao nível regional teremos os Tribunais Regionais do 
Trabalho (TRTs), também de grau superior e estão nas capitais dos Estados.
NOTA:
Há Estados que não possuem TRT, devido a pequena 
densidade da população e conflitos relacionados às 
questões de trabalho. Sendo assim, vinculam-se um TRT 
a outro adjacente que dividem um mesmo Estado da 
Federação.
Direito Processual do Trabalho
21
Quando ao nível local, teremos a primeira instância, correspondente 
a um grau inferior, que serão as Varas do Trabalho. Há cidades em que 
não teremos varas exclusivamente do trabalho, mas os juízes de Direito 
terão a jurisdição trabalhista. Em grau de recurso, este será direcionado 
ao respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
TST – Tribunal Superior do Trabalho
Sabemos que o TST é um órgão de cúpula do Poder Judiciário 
Trabalhista, em nível nacional e está localizado em Brasília e tem jurisdição 
em todo território nacional. Surgiu em 1946, substituindo o Conselho 
Nacional do Trabalho. 
O TST é composto por 27 (vinte e sete) ministros togados, que 
devem ser todos brasileiros e ter entre 35 (trinta e cinco) e 60 (sessenta) 
anos de idade, devendo obrigatoriamente ter notável saber jurídico, 
reputação ilibada. Todos serão nomeados pelo presidente da República, 
somente após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal.
O grupo de ministros que compõem o TST estará entre advogados 
e membros do Ministério Público do Trabalho, todos com mais de dez 
anos de efetivo exercício de atividade profissional, conforme artigo 111-A, 
I, da Constituição Federal. Os demais membros serão nomeados dentre 
os membros dos Tribunais Regionais do Trabalho. Compete ao TST julgar 
em grau extraordinário, recursos previstos em lei interpostos contra as 
decisões dos TRTs, enquanto em grau ordinário, os recursos em dissídio 
coletivo e demais decisões originárias dos TRTs.
NOTA:
A competência do TST é definida através da Lei n. 7.701/88.
Em relação ao regimento interno, cabe ao próprio TST sua aprovação 
e é através do referido regimento que organiza sua estrutura. O regimento 
interno vigente é a Resolução Administrativa n. 1.295/2008, com algumas 
alterações.
Direito Processual do Trabalho
22
O regimento interno do TST determina a existência do Tribunal 
Pleno, Órgão Especial, Seção Especializada em Dissídios Coletivos, Seção 
Especializada em Dissídios Individuais e as Turmas são órgãos do Tribunal 
Superior do Trabalho.
VOCÊ SABIA?
A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de 
Magistrados do Trabalho (Enamat) e o Conselho Superior 
da Justiça do Trabalho (CSJT) são órgãos que funcionam 
junto ao Tribunal Superior do Trabalho.
 • Tribunal Pleno: Composto por todos os ministros da Corte, é o 
órgão máximo do TST. Sua competência está prevista no artigo 68 
do RITST (Regimento Interno do TST), vejamos: 
I – eleger , por escrutínio secreto, o Presidente e o Vice-
Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o Corregedor-
Geral da Justiça do Trabalho, os sete Ministros para integrar 
o Órgão Especial, o Diretor , o Vice-Diretor e os membros 
do Conselho Consultivo da Escola Nacional de Formação 
e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), 
os Ministros membros do Conselho Superior da Justiça do 
Trabalho (CSJT) e respectivos suplentes e os membros do 
Conselho Nacional de Justiça; II – dar posse aos membros 
eleitos para os cargos de direção do Tribunal Superior do 
Trabalho, aos Ministros nomeados para o Tribunal, aos 
membros da direção e do Conselho Consultivo da Escola 
Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do 
Trabalho (Enamat); III – escolher os integrantes das listas para 
preenchimento das vagas de Ministro do Tribunal; IV – deliberar 
sobre prorrogação do prazo para a posse no cargo de Ministro 
do Tribunal Superior do Trabalho e o início do exercício; V – 
determinar a disponibilidade ou a aposentadoria de Ministro 
do Tribunal; VI – opinar sobre propostas de alterações da 
legislação trabalhista, inclusive processual, quando entender 
que deve manifestar-se oficialmente; VII – aprovar , modificar 
Direito Processual do Trabalho
23
ou revogar , em caráter de urgência e com preferência 
na pauta, Súmula da Jurisprudência predominante em 
Dissídios Individuais e os Precedentes Normativos da Seção 
Especializada em Dissídios Coletivos; VIII – julgar os Incidentes 
de Uniformização de Jurisprudência; IX – decidir sobre a 
declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo 
do Poder Público, quando aprovada a arguição pelas Seções 
Especializadas ou Turmas; X – aprovar e emendar o Regimento 
Interno do Tribunal Superior do Trabalho; e XI – aprovar o 
cancelamento e a revisão de orientação jurisprudencial.
Após analisar a competência do Tribunal Pleno, podemos analisar 
que as questões jurisdicionais não estão inclusas, compete a este órgão 
apenas questões administrativas mais relevantes.
Para o funcionamento do Tribunal Pleno é exigida a presença de, no 
mínimo, quatorze ministros.
 • Órgão Especial: É como se denomina o destacamento de 
alguns membros do tribunal para decidir sobre determinadas 
questões. Só será possível em tribunais com que possuam mais 
de 25 julgadores. As sessões deverão ter no mínimo onze e no 
máximo vinte e cinco julgadores, que serão escolhidos metade 
por antiguidade e a outra metade por eleição pelo tribunal 
pleno e decidirão sobre questões administrativas e jurisdicionais 
delegadas da competência do Tribunal Pleno. 
É um órgão com funções judiciárias e administrativas, possui 
quórum mínimo de oito ministros. 
 • Seções Especializadas: São responsáveis pelas questões 
relacionadas aos dissídios coletivos, que são solucionadas 
através de grupos especializados, que são a Seção de Dissídios 
Coletivos (SDC) e a Seção de Dissídios Individuais (SDI). A Seção 
Especializada em Dissídios Coletivos possui nove membros, 
inclusive o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor-Geral 
da Justiça do Trabalho. Já a Seção Especializada em Dissídios 
Individuais é formada por vintee um ministros, sendo desses o 
Direito Processual do Trabalho
24
Presidente e o Vice-presidente do Tribunal, o Corregedor-Geral da 
Justiça do Trabalho e mais dezoito ministros. 
 • Turmas: São órgãos fracionários do TST, são constituídas, cada 
uma, por três ministros, o presidente será o ministro que as 
compõe mais antigo, em um prazo de dois anos, sendo proibida a 
recondução, até que todos os integrantes tenham sido presidentes.
O artigo 18-A do Regimento Interno prevê que por excepcionalidade 
poderá o TST chamar desembargadores do Trabalho para atuarem, 
temporariamente, em suas Turmas. 
Compete as turmas, conforme Filho (2020, p.123): 
A cada uma das Turmas do TST cumpre julgar os recursos de 
revista interpostos contra decisão dos Tribunais Regionais do 
Trabalho, nos casos previstos em lei, os agravos de instrumento 
dos despachos de Presidente de Tribunal Regional que 
denegarem seguimento a recurso de revista, os agravos e 
os agravos regimentais interpostos contra despacho exarado 
em processos de sua competência e os recursos ordinários 
em ação cautelar, quando a competência para julgamento do 
recurso do processo principal for atribuída à Turma.
 • Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho: É função da 
Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho fiscalizar, disciplinar 
e orientar a a administração da Justiça do Trabalho sobre os 
Tribunais Regionais do Trabalho, seus juízes e Serviços Judiciários, 
o que deverá ser feito a partir de Regimento Interno próprio. O 
Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho é eleito para exercer o 
cargo de direção do Tribunal.
VOCÊ SABIA?
O artigo 709, II, da CLT, determina que uma das atribuições 
da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho é o 
julgamento da denominada reclamação correcional, que é 
uma espécie de recurso impróprio contra atos tumultuários 
do Presidente do TRT ou de juízes dos Tribunais.
Direito Processual do Trabalho
25
 • Conselho Superior da Justiça do Trabalho: Não é um órgão 
jurisdicional, funciona junto ao TST, exercendo papel de supervisor 
administrativo, orçamentário, financeiro, bem como patrimonial 
de todos os órgãos de primeiro e segundo graus da Justiça do 
Trabalho.
 • Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento da 
Magistratura do Trabalho: Esse é um órgão que é órgão que 
funciona junto ao Tribunal Superior do Trabalho. Possui autonomia 
administrativa, regulamenta os cursos oficiais para o ingresso e 
a promoção na carreira, na forma de seus estatutos. Também é 
responsável pela promoção e organização dos concursos para 
juiz do Trabalho, dos cursos de formação inicial para juízes do 
Trabalho, dentre outros.
TRTs –Tribunais Regionais do Trabalho 
Também surgiram em 1946 em substituição aos Conselhos 
Regionais do Trabalho. São a segunda instância do Poder Judiciário do 
Trabalho. São compostos por, no mínimo, sete desembargadores, dentre 
brasileiros com mais de 30 (trinta) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos 
de idade.
No território nacional há 24 (vinte e quatro) Tribunais Regionais do 
Trabalho, cada um responsável por uma região. 
Lembrem da excepcionalidade para hipóteses em que um mesmo 
Estado da Federação concentra mais de uma Região, como São Paulo ou 
quando ocorre o oposto e dois estados se concentram em uma mesma 
região, como os Estados do Amazonas e Roraima ou Estados de Rondônia 
e Acre.
Quando a sua composição, deverão fazer parte dos TRT’s pelo 
menos um quinto de advogados e membros do Ministério Público do 
Trabalho com reputação ilibada e mais de dez anos de efetivo serviço, 
indicados em lista sêxtupla ao Tribunal pelos respectivos conselhos de 
classe. O Tribunal irá votar e encaminhar uma lista contendo os nomes 
dos três mais votados à Presidência da República para a escolha de 
Direito Processual do Trabalho
26
um dos nomes para nomeação. Os outros também serão nomeados 
pela Presidência, que deverão ser juízes indicados por antiguidade e 
merecimento, alternadamente, dentre os que integram a primeira quinta 
parte mais antiga dos titulares de Vara do Trabalho.
Os TRT’s também possuem órgãos próprios, em sua maioria 
equivalentes aos órgãos que já aprendemos existirem no TST. Igual ao 
TST, o TRT também possui Tribunal Pleno, que é a instância máxima dentro 
da estrutura dos Tribunais Regionais. O Pleno é composto pela totalidade 
dos desembargadores do Trabalho do Regional, que tem competência 
jurisdicional e de matérias administrativas.
Apenas para os TRT’s que possuam número superior a vinte e 
cinco membros é possível a constituição de órgão especial, para exercer 
atribuições administrativas e jurisdicionais da competência do Tribunal 
Pleno. E todos têm as turmas, que podem receber por delegação julgar 
questões de competência originária dos Tribunais, que são funções do 
tribunal pleno.
Varas do Trabalho. Dos juízes do Trabalho 
São órgãos base Poder Judiciário do Trabalho, sendo o próprio juiz, 
que estará lotado nas denominadas Varas do Trabalho. Como sabemos, 
o juiz é expressamente previsto enquanto órgão da estrutura judiciária 
brasileira, através do artigo 111 da Constituição Federal de 1988, vejamos:
São órgãos da Justiça do Trabalho:
I - o Tribunal Superior do Trabalho;
II - os Tribunais Regionais do Trabalho;
III - Juízes do Trabalho.
Sua Competência é extensa, tendo em vista que tudo que for dever 
do Poder Judiciário Trabalhista e não for competência do TST ou TRT’s, 
será das Varas do Trabalho, desta forma são mais numerosas. As Varas do 
Trabalho são órgão de piso da Justiça do Trabalho.
Direito Processual do Trabalho
27
Por iniciativa do TST, as Varas do Trabalho só podem ser criadas a 
partir de lei federal específica, na forma do art. 112 da CF, sendo observadas 
as demandas judiciais e a população local.
E nas localidades em que não houver Vara do Trabalho, como são 
solucionados os conflitos trabalhistas?
Ainda de acordo com o artigo 112 da Constituição Federal, as 
comarcas não abrangidas por Vara do Trabalho, terão sua competência 
atribuída a juízes de Direito, e os recursos deverão ser dirigidos ao 
respectivo Tribunal Regional do Trabalho. Vejamos o art. 112 CF na integra:
A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas 
comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos 
juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal 
Regional do Trabalho.
VOCÊ SABIA?
Súmula 10 do STJ determina que quando instalada Vara do 
Trabalho em uma localidade, o feito deve seguir para esta 
nova Vara. Sum. 10: “INSTALADA A JUNTA DE CONCILIAÇÃO 
E JULGAMENTO, CESSA A COMPETÊNCIA DO JUIZ DE 
DIREITO EM MATÉRIA TRABALHISTA, INCLUSIVE PARA A 
EXECUÇÃO DAS SENTENÇAS POR ELE PROFERIDAS.”
É importante ressaltar que o juiz de Direito é parte que compõe a 
estrutura do Poder Judiciário dos Estados, devendo aplicar na solução 
de suas demandas o direito material e o direito processual do trabalho 
na solução dos conflitos trabalhistas, seguindo as peculiaridades da lei 
celetista.
E então, compreendeu tudo? Já chegamos na metade de nossa 
unidade. Vamos avançar mais um pouco!!
Direito Processual do Trabalho
28
RESUMINDO:
Finalizamos mais uma unidade, você compreendeu tudo? 
Ficou alguma dúvida? Aprendemos nessa competência 
que o trabalho e suas proteções se tornaram tão 
importantes, que estão previstas dentro de cláusulas 
pétreas, para garantir os direitos dos trabalhadores e 
ninguém poderá suprimir esses direitos de nenhuma 
maneira. Aprendemos também sobre a organização da 
Justiça do Trabalho, vimos que é composta por órgãos 
jurisdicionais e auxiliares, que se encontram em três níveis: 
um nacional, um regional e um local. Temos o Tribunal 
Superior do Trabalho, que é um órgão de cúpula do Poder 
Judiciário Trabalhista, em nível nacional e está localizado 
em Brasília e tem jurisdição em todo território nacional, 
composto por 27 (vinte e sete) ministros togados, todos 
brasileiros. O TST possui Tribunal Pleno, Órgão Especial,Seções Especializadas, Corregedoria-Geral da Justiça 
do Trabalho, Conselho Superior da Justiça do Trabalho 
e Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento da 
Magistratura do Trabalho. Temos também os Tribunais 
Regionais do Trabalho, que são compostos por, no 
mínimo, sete desembargadores. Há 24 (vinte e quatro) 
TRT’s, cada um responsável por uma região, com exceção 
para hipóteses em que um mesmo Estado da Federação 
concentra mais de uma Região. Os TRT’s também 
possuem Tribunal Pleno. E para completar a composição 
da Justiça do Trabalho, temos as Varas do Trabalho e os 
juízes do trabalho, que possui competência extensa e na 
localidade que não existir Vara do Trabalho, caberá ao juiz 
de direito solucionar os conflitos trabalhistas, devendo os 
recursos serem direcionados ao respectivo TRT.
Direito Processual do Trabalho
29
A competência da justiça do trabalho
OBJETIVO:
Neste capítulo estudaremos a competência da justiça do 
trabalho. Iremos entender as atribuições do TST, TRT’s 
e os juízes do trabalho. Espero que você se surpreenda 
e não fique com nenhuma dúvida ao final. Preparados?? 
Vamos lá!!
Inicialmente vamos estudar o que é Jurisdição para assim 
compreender a competência na Justiça do Trabalho. Sempre que falarmos 
do poder estatal no âmbito da Justiça, devemos saber que há apenas uma 
jurisdição. Os tribunais possuem jurisdição que é distribuída de acordo 
com normas constitucionais e ordinárias a seus órgãos.
A distribuição da jurisdição entre os órgãos dos tribunais obedece 
vários critérios e baseado neles os órgãos exercem a jurisdição, porém 
com os limites, que são os litígios.
Sendo assim, competência será a quantia da jurisdição exercida e 
atribuída aos órgãos do Poder Judiciário.
Ainda, segundo Neto e Cavalcante (2019, p. 242), temos que “a 
competência é o pleno exercício da jurisdição, que se concretiza por meio 
de órgãos incumbidos de resolver determinados grupos de litígios.”
Quais são os critérios utilizados para estabelecer a competência?
Sempre utilizaremos os elementos de material, território, funcional 
e valor para estabelecer a competência. Vamos estudá-los?
Competência Material da Justiça do 
Trabalho 
Na Justiça do Trabalho a competência material ocorre de acordo 
com a natureza do conflito, decorrendo da própria relação jurídica. Estará 
presente em na solução de todos os conflitos provenientes da relação de 
trabalho que seja prestado por pessoa natural.
Direito Processual do Trabalho
30
Encontramos positivada a competência material no artigo 114 da 
Constituição Federal, vejamos:
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I - as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os 
entes de direito público externo e da administração pública 
direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios;
II - as ações que envolvam exercício do direito de greve;
III - as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, 
entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e 
empregadores;
IV - os mandados de segurança, habeas corpus e habeas 
data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua 
jurisdição;
V - os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição 
trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;
VI - as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, 
decorrentes da relação de trabalho;
VII - as ações relativas às penalidades administrativas impostas 
aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações 
de trabalho;
VIII - a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas 
no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das 
sentenças que proferir;
IX - outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, 
na forma da lei.
Observamos que a competência material da Justiça do Trabalho é 
extensa e não possui um rol taxativo, além de competências específicas 
elencadas no artigo supra, compete a esta competência a solução de 
todas as controvérsias decorrentes de relações de trabalho.
Direito Processual do Trabalho
31
A demarcação da competência ocorrerá em virtude da relação 
jurídica material, que será definida na causa de pedir e do pedido.
Apesar de existir outras classificações, costumamos ver na doutrina 
que no Direito do Trabalho os conflitos podem ser individuais ou coletivos.
Para Süssekind (1999, p. 693-694), temos que:
o que caracteriza a natureza do dissídio é seu objeto. Se a 
controvérsia tende a assegurar, a uma ou várias pessoas, 
o direito proveniente da relação de emprego a que se 
vincularam, seja este resultado da lei, de sentença, de contrato 
coletivo ou individual, haverá então dissídio individual. Haverá, 
em troca, dissídio coletivo, quando a controvérsia tiver por 
objeto assegurar às pessoas que pertencem a certo grupo 
ou categoria de trabalhadores novas condições de trabalho, 
como também a aplicação e interpretação das normas 
jurídicas às condições de trabalho vigentes.
Desta forma, podemos observar que a competência material da 
Justiça do Trabalho ficou ainda mais extensa após sua ampliação dada 
pela EC/45 de 2004 e desde então houve questionamento entre juristas 
se isto não modificaria o objetivo primordial da Justiça do Trabalho, que 
sempre foi o de proteger ao trabalhador subordinado, hipossuficiente e 
presente em uma relação jurídica desigual. 
Definitivamente, devemos discordar, tendo em vista que o fato da 
própria Justiça Trabalhista por ter sua competência material estendida, 
trouxe mais serviço aos magistrados trabalhistas, mas acelerou o trâmite 
processual para soluções desses conflitos.
Está gostando dessas descobertas? Conseguiu compreender 
tudo? Vamos avançar juntos para mais uma Competência da Justiça do 
Trabalho? Vamos!!
Direito Processual do Trabalho
32
Competência Territorial da Justiça do 
Trabalho
A competência territorial na Justiça do Trabalho ocorre de acordo 
com a prestação de serviço, referência que está positivada no artigo 651 
da CLT, vejamos:
A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é 
determinada pela localidade onde o empregado, reclamante 
ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que 
tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 
Desta forma, aplica-se competência territorial aos empregados 
brasileiros ou estrangeiros para o local de prestação de serviços. Quando 
o empregado tiver trabalhado em vários locais, a competência será para 
o último local de trabalho, nos casos em que o empregado trabalhe ao 
mesmo tempo em locais diferentes, cada um deles será competente. 
Devemos ter cuidado, tendo em vista que as peculiaridades do 
caso concreto deverão ser analisadas, para a não aplicação do critério 
legal de fixação de competência territorial quando o mesmo representar 
um óbice de acesso ao Poder Judiciário.
Ademais a estas regras que estudamos no art. 651 da CLT, devemos 
estudar outras três que compõem as regras de competência territorial da 
Justiça do Trabalho, sendo elas: viajantes e agentes; empregado brasileiro 
que trabalhe no estrangeiro; empresas que promovem atividades em 
mais de um local. Vamos juntos?
 • Viajantes e Agentes: Sempre que houver no dissídio parte que 
seja agente ou viajante comercial, a competência será designada 
a vara de onde a empresa possua sede ou filial e é necessário que 
esteja o empregado subordinado a esta, para os casos em que 
não houver vara, será competência da vara de onde o empregado 
tenha domicílio ou a mais próxima. Como determinado no artigo 
651, § 1º da CLT, vejamos: 
Direito Processual do Trabalho
33
§ 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, 
a competência será da Junta da localidade em que a empresa 
tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado 
e, na falta, será competente a Junta da localização em que o 
empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. 
Há ainda a hipótese em que o empregado não seja subordinadoa 
sede ou filial, desta forma a competência será da vara do local do domicílio 
do empregado ou da localidade mais próxima.
 • Empregado brasileiro que trabalhe no estrangeiro: Quando 
empregado brasileiro trabalhe no estrangeiro a competência 
das varas de trabalho se estenderá a dissídios que ocorram em 
sede ou filial no estrangeiro, desde que não exista convenção 
internacional dispondo em contrário. Vejamos o que determina o 
artigo 651, § 2º da CLT:
§ 2º - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, 
estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos 
em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado 
seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo 
em contrário. 
Desta forma a ação trabalhista deverá ser ajuizada onde o 
empregador tenha sede no Brasil ou no local de contratação do 
empregado antes de ser designado ao exterior.
SAIBA MAIS:
Para que a propositura de ação do brasileiro que trabalhe 
no exterior possa acontecer, conforme determina art. 651, § 
2º da CLT, deverá a empresa ter sede ou filial no Brasil. A lei 
não proíbe expressamente, mas caso não possua filial em 
território Brasileiro, terá a citação ter de ser feita por carta 
rogatória, o que pode inviabilizar a propositura da ação, 
tendo em vista que nenhuma empresa no estrangeiro irá 
querer ficar sujeita a decisões do tribunal brasileiro.
Direito Processual do Trabalho
34
Importante destacar também que o aludido artigo não obriga o 
empregado que reside e trabalha no exterior a ajuizar ação no Brasil.
 • Empresas que promovem atividades em mais de um local: A 
CLT assegura aos empregados a opção de ajuizar reclamação 
trabalhista no foro de celebração de contrato ou no foro da 
prestação de serviço para aqueles que sejam contratados por 
empresas que promovem atividades fora do local de celebração 
de contrato, como disciplinado em seu artigo 651, § 2º, observe:
§ 3º - Em se tratando de empregador que promova realização 
de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é 
assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da 
celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos 
serviços.
Lembre-se que a hipótese retratada no § 3º é para situações em 
que o trabalho seja em locais incertos, eventuais ou transitórios, por assim 
o empregador desenvolver seus trabalhos. 
Conseguiu compreender até aqui? Está gostando? Vamos avançar 
juntos nessa competência!
Competência Funcional da Justiça do 
Trabalho
Quando falarmos em competência funcional da Justiça do Trabalho, 
estaremos nos referindo aos atos judiciais praticados pelos órgãos da 
Justiça Trabalhista e pelos juízes em um mesmo processo. Esses atos 
podem acontecer através de juízes que compõem mesmo órgão ou 
através de magistrados que fazem parte de diversos órgãos jurisdicionais, 
onde tramitam processos de primeira e segunda instância, por exemplo.
Além de competências habituais, os magistrados possuem também 
competências administrativas.
 • Juiz Titular da Vara do Trabalho: Positivado pelo artigo 659 
da CLT, compete a ele presidir as audiências; executar as suas 
próprias decisões; dar posse ao diretor de secretaria e aos demais 
Direito Processual do Trabalho
35
funcionários da secretaria; despachar as petições e os recursos 
interpostos pelas partes, fundamentando a decisão recorrida antes 
da remessa ao tribunal regional; conceder medida liminar, até 
decisão final do processo em reclamações trabalhistas que visem 
a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos 
do art. 469 da CLT; conceder medida liminar até decisão final do 
processo, em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no 
emprego dirigente sindical afastado, suspenso ou dispensado 
pelo empregador.
 • Desembargador Presidente do tribunal Regional do Trabalho: 
Positivado pelo artigo 682 e 727, da CLT, compete a ele dar posse 
aos juízes titulares de varas e juízes substitutos e funcionários do 
próprio tribunal e conceder férias e licenças aos mesmos; presidir 
as sessões do tribunal; presidir as audiências de conciliação 
nos dissídios coletivos; executar suas próprias decisões e as 
proferidas pelo TRT; convocar suplentes dos juízes do tribunal, 
nos impedimentos destes; representar ao presidente do TST 
contra os juízes titulares que faltarem a três reuniões ou sessões 
consecutivas, sem motivo justificado; despachar os recursos 
interpostos pelas partes; requisitar às autoridades competentes, 
nos casos de dissídio coletivo, a força necessária, sempre que 
houver ameaça de perturbação da ordem; exercer correição, para 
tribunais não divididos em turmas; distribuir os feitos, designando 
os juízes que os devem relatar; designar, dentre os funcionários 
do TRT e das varas existentes em uma mesma localidade, o 
responsável pela função de distribuidor.
 • Tribunais Regionais do Trabalho: Possuem competência originária 
na solução de conflitos individuais ou coletivos, iniciados no 
próprio Tribunal. A instância para recurso será o Tribunal Superior 
do Trabalho, que decorre do duplo grau de jurisdição.
 • Tribunal Superior do Trabalho: Como já estudamos na unidade 
anterior, o TST possui Tribunal Pleno; Órgão Especial; Seção 
Especializada em Dissídios Coletivos; Seção Especializada em 
Dissídios Individuais, Turmas.
Direito Processual do Trabalho
36
Você lembra tudo que estudamos na unidade anterior sobre o TST? 
Se não lembra, retorne para recordar, se lembra, vamos juntos seguir 
adiante!
 • Juiz de Direito: É de responsabilidade dos juízes de direito 
administração da Justiça do Trabalho acrescida da jurisdição dos 
artigos 668 da CLT e 112 da CF, vejamos:
Art. 668 - Nas localidades não compreendidas na jurisdição 
das Juntas de Conciliação e Julgamento, os Juízos de Direito 
são os órgãos de administração da Justiça do Trabalho, com 
a jurisdição que lhes for determinada pela lei de organização 
judiciária local.
Art. 112. A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, 
nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la 
aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal 
Regional do Trabalho.
Desta forma, quando sua competência for de administração da 
justiça, será igual a competência das varas de trabalho e em comarcas 
com mais de um juízo de Direito, a competência será determinada entre 
os juízes por distribuição ou pela divisão judiciária local.
Competência em Função do Valor da 
Causa e a Justiça Trabalhista
A CLT não possui regras explícitas para determinar regras acerca 
do valor da causa na Justiça do Trabalho, dessa forma utilizaremos 
subsidiariamente os critérios elencados pelo Código de Processo Civil.
O valor da causa se refere ao pedido, demonstrando o bem lesado. 
No direito trabalhista o valor da causa é utilizado para determinar o 
procedimento e se caberá ou não recurso.
O Direito Processual do Trabalha possui o procedimento ordinário, 
sumário e sumaríssimo. Vamos estudá-los juntos?
 • Procedimento Sumário: Este procedimento será aplicado 
para causas com valor igual ou inferior a dois salários-mínimos, 
Direito Processual do Trabalho
37
não sendo permitido recurso, exceto se for o caso de matéria 
constitucional.
 • Procedimento Sumaríssimo: Este procedimento será aplicado 
para os conflitos individuais com valor de causa igual ou inferior a 
40 salários-mínimos e não podem fazer parte deste processo as 
demandas em que forem partes Administração Pública direta, a 
autárquica e a fundacional.
 • Procedimento Ordinário: Este procedimento será aplicado para 
causas com valor que ultrapasse 40 (quarenta) salários mínimos, 
na data de seu ajuizamento.
SAIBA MAIS:
Há também no Processo do Trabalho o procedimento 
especial, para mandado de segurança, ação rescisória e 
inquérito policial para apuração de falta grave.
Conflitos de Competência 
Quando dois órgãos jurisdicionais entram em conflito no tocante ao 
exercício de competência,dizemos que há conflito de competência, este 
acontecimento está positivado no artigo 66 do Código de Processo Civil, 
vejamos:
Há conflito de competência quando:
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes;
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, 
atribuindo um ao outro a competência;
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da 
reunião ou separação de processos.
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência 
declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro 
juízo.
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Desta forma, sabemos que o conflito se dá de forma positiva 
quando duas autoridades se declaram simultaneamente competentes 
julgar determinada matéria ou de forma negativa quando se declaram 
incompetentes para solucionar a lide.
E aí? Conseguiu compreender todo o assunto? Vamos fazer uma 
breve revisão?
RESUMINDO:
Gostou de conhecer a Competência da Justiça do Trabalho? 
Extensa e cheia de detalhes, não é? Nesse momento de 
nosso estudo você pode entender a competência da 
Justiça trabalhista e entender as atribuições do TST, TRT’s e 
os juízes do trabalho. Inicialmente aprendemos que sempre 
que falarmos do poder estatal no âmbito da Justiça, 
devemos saber que há apenas uma jurisdição. Os tribunais 
possuem jurisdição que é distribuída de acordo com normas 
constitucionais e ordinárias a seus órgãos. Assim como 
que a competência será a quantia da jurisdição exercida 
e atribuída aos órgãos do Poder Judiciário. Aprendemos 
também que a competência será estabelecida através de 
elementos materiais, territoriais, funcionais e de valor para 
estabelecer a competência. E ainda que poderá haver 
conflito de competência positivo ou negativo.
Direito Processual do Trabalho
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As Partes e Procuradores na Justiça do 
Trabalho
OBJETIVO:
Estamos chegando ao final de uma unidade! Espero que 
tenham gostado e feito muitas descobertas, aprendendo 
e desenvolvendo cada uma das competências!! Neste 
capítulo poderemos identificar as partes e procuradores 
na Justiça do Trabalho. Vamos juntos para a última 
competência desta unidade? Vamos juntos!!
No Processo há sujeitos, que são os titulares da relação de Direito 
Material e são as partes no conflito a ser solucionado em juízo. Sendo 
assim aqueles que participam do contrato são sujeitos da lide.
Conceito
A princípio devemos conceituar o que é Parte, que é aquele que 
demanda em nome próprio ou que tem nome em demanda para atuação 
de uma vontade da lei, sendo assim, podemos dizer que a parte é o sujeito 
da relação jurídica processual.
Segundo Leite (2019, p. 484), temos que:
Os principais sujeitos do processo são:
as partes (autor e réu) – como o próprio termo está a dizer, 
parte é sempre parcial, pois tem interesse jurídico em sair 
vencedora na lide; logo, as partes são sujeitos do processo 
e sujeitos da lide. Os terceiros intervenientes também são 
sujeitos do processo e da lide.
o juiz – como representante do Estado é sujeito do processo 
cujo papel é compor o conflito com imparcialidade e justiça, 
fazendo atuar o ordenamento jurídico. O juiz é, pois, sujeito 
(desinteressado) do processo no que concerne à pretensão 
deduzida pelas partes; logo, ele não é sujeito da lide.
Direito Processual do Trabalho
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Não podemos deixar de elencar que há outros sujeitos que fazem 
parte do processo, praticando atos processuais, porém não sendo 
possuidores de qualquer interesse no conflito. 
Sujeitos
No Processo, há sujeitos permanentes, que são por exemplo 
distribuidor, secretário de audiência, oficial de justiça; os eventuais: peritos, 
tradutores, intérpretes e outros; assim como os terceiros; testemunhas, 
licitantes e outros.
Podemos dizer também que são sujeitos do processo os advogados, 
o Ministério Público do Trabalho, que atuam em nome próprio como 
órgão agente para defender a ordem jurídica, o regime democrático, os 
interesses individuais, difusos, coletivos, sociais ou indisponíveis ou ainda 
como órgão interveniente, cuja função é emitir parecer nos autos quando 
houver interesse social que justifique a intervenção do MPT.
Capacidade 
Ao falar sobre as partes do processo trabalhista, devemos elencar 
que elas estão relacionadas com três temas, como disse Rodolfo de 
Pamplona Filho (2020, p. 314) “a capacidade de ser parte, como medida da 
personalidade jurídica, a capacidade ad causam, que está ligada à noção 
de legitimidade para figurar no processo, e a denominada capacidade 
postulatória, que é, justamente, a possibilidade de atuar em processo, 
formulando pedidos que serão conhecidos na demanda jurídico-
processual.”
IMPORTANTE:
Nesse ponto precisamos esclarecer que capacidade é a 
aptidão para exercer os direitos. Dessa forma todo sujeito 
possui direitos e pode usufruir deles. Lembre-se que 
nem sempre o possuidor do direito poderá usufruir deste, 
por não ser possuidor de discernimento suficiente para 
negociar ou exercer sua vontade.
Direito Processual do Trabalho
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Desta forma, de acordo com o art. 70 do CPC dizemos que todos 
que possuem personalidade jurídica possuem também a capacidade de 
ser parte. Não esqueçamos que a capacidade de ser parte se extingue 
com a morte, como previsto no artigo 6º do Código Civil.
Ainda sobre capacidade, devemos mencionar que para ter 
capacidade de ser parte em um processo, ou seja, ter aptidão geral em 
ter e exercer direitos será adquirida ao completar 18 anos, que é chamada 
de capacidade plena.
Devemos mencionar também a capacidade postulatória, que 
corresponde a capacidade de dirigir-se ao juiz no processo. Essa 
capacidade no Direito Processual Civil é privativa do advogado, conforme 
artigo art. 103 do CPC, quando o litígio for no Processo Trabalhista, essa 
capacidade será da parte, ou seja, do reclamante e do reclamado, sendo 
assim possuem o jus postulandi diretamente, não necessitando do 
profissional de direito para o intermédio, conforme artigo 791, §§ 1º e 2º, 
da CLT. Vejamos:
Art. 791 - Os empregados e os empregadores poderão reclamar 
pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as 
suas reclamações até o final.
§ 1º - Nos dissídios individuais os empregados e empregadores 
poderão fazer-se representar por intermédio do sindicato, 
advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos 
Advogados do Brasil.
§ 2º - Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a 
assistência por advogado.
A determinação de que as partes do processo trabalhista não 
precisam de advogado, como visto no artigo supra, já foi duramente 
criticada por supostamente ferir a prerrogativa da advocacia indispensável 
à administração da justiça, apesar disto, o artigo 791 da CLT continua válido 
e esse direito sendo exercido pelas partes.
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Figura 2: Ilustração da justiça
Fonte: Pixabay
No Direito Processual do Trabalho as partes são chamadas de 
reclamante (autor) e reclamado (réu). Em caso de dissídio coletivo, as 
expressões utilizadas são “suscitante” e “suscitado”, mas também é 
possível se valer de outras formas, como demandante, vindicante e outros.
Representação e Assistência
Como sabemos, ao exercer a manifestação de vontade, haverá 
repercussão processual. Sendo assim, há necessidade de verificar a 
capacidade processual do demandante para que os efeitos processuais 
possam surtir seus efeitos. Algumas pessoas tem personalidade jurídica, 
mas não possuem capacidade para praticar atos jurídicos e fazer valer 
seus direitos, sendo assim precisam ser representadas. Outras possuem 
capacidade parcial para praticar os atos jurídicos, nesse caso, precisando 
ser assistidas para prática dos atos em juízo. Interessante, não é? Vamos 
estudar esses conceitos?
Como já vimos tem capacidade de ser parte aquele que tem 
personalidade jurídica, desta forma a parte pode demandar em juízo 
diretamente. Sendo assim, há premissa de capacidade para empregados 
e empregadoresatuarem em nome próprio para solucionar conflitos em 
justiça.
Direito Processual do Trabalho
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Observe que por ser a incapacidade no Direito Processual do 
Trabalho uma exceção, na grande maioria das vezes a parte terá sua 
manifestação de vontade a partir do próprio sujeito de direito.
 • Representação: Em relação às pessoas jurídicas, que são 
desprovidas de corpo, existe inviabilidade fática para a 
manifestação de vontade, então a representação dessas entidades 
se fará através de alguém que a exercerá em seu nome.
Não podemos deixar de mencionar o menor de 16 (dezesseis) 
anos de idade, que apesar de sujeito de direito e biologicamente apto a 
manifestar sua vontade não pode de maneira nenhuma exercer sozinho e 
pessoalmente os atos da vida civil, devendo ser o incapaz ser representado 
por um capaz com fulcro de realizar sua pretensão em juízo.
É importante mencionar que não é qualquer pessoa menor de 16 
anos que poderá acionar a Justiça Trabalhista, segundo nossa legislação 
pátria, tendo em vista que só é permitido laborar a partir dos 14 anos, 
nossa legislação prevê que em necessidade de demandar em juízo por 
força do contrato de trabalho, deverá aquele que seja maior de 14 anos e 
menor de 16 anos, ser representado. 
Em relação a este tema, a CLT não foi objetiva ao tratá-lo o que 
gera muitas dúvidas e dificuldades práticas, gerando a necessidade de 
interpretar.
 • Assistência: Para a parte que possui direito e não pode demandar 
sozinho por incapacidade, deverá estar assistido por pais, tutor ou 
curador, na forma da lei. Como determina o artigo 71 do Código de 
Processo Penal, que determina “O incapaz será representado ou 
assistido por seus pais, por tutor ou por curador, na forma da lei”.
A assistência também é necessária para ébrios habituais e os 
viciados em tóxico aqueles que, por causa transitória ou permanente, não 
puderem exprimir sua vontade, de acordo com o artigo 4°, incisos I e II do 
Código Civil.
Direito Processual do Trabalho
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VOCÊ SABIA?
Os indígenas terão sua capacidade regulada por legislação 
especial, conforme determina o parágrafo único do art. 4º 
do CC.
Cumpre ainda ressaltar que a CLT faculta a assistência em diversos 
momentos ao longo da execução contratual, a exemplo, o artigo 
439, permite ao menor firmar recibo pelo pagamento de salário, mas 
expressamente veda ao menor de dezoito anos dar, sem assistência de 
seus responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da 
indenização que lhe for devida, vejamos:
Art. 439 - É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento 
dos salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato 
de trabalho, é vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, 
sem assistência dos seus responsáveis legais, quitação ao 
empregador pelo recebimento da indenização que lhe for 
devida.
Há hipóteses em que o menor de 16 anos possui capacidade plena, 
não precisando ser assistido, a exemplo de quando o menor possui 
economia própria, tendo todos seus atos praticados possuindo validade. 
Sendo assim a assistência imposta pelo artigo 439 CLT será necessária 
quando o trabalhador menor não se enquadrar em qualquer das hipóteses 
do parágrafo único do art. 5º do CC. Observe: 
A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a 
pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do 
outro, mediante instrumento público, independentemente de 
homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, 
se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
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IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência 
de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor 
com dezesseis anos completos tenha economia própria. (Grifo 
nosso)
Não podemos confundir a capacidade dada por esse inciso supra na 
relação de trabalho e os atos praticados por menor dentro dessa relação 
com a postulação de ação em juízo, tendo em vista que o Direito do 
Trabalho possui regra própria sobre o tema. A CLT determina representação 
dos trabalhadores abaixo de dezoito anos, por seus representantes legais 
e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, 
pelo Ministério Público ou curador nomeado em juízo. Vejamos: 
Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será 
feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela 
Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo 
Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo.
Segundo Pamplona (2020, p 320) temos:
Para sistematizar o assunto, sugerimos o seguinte:
i) se acima de dezoito anos, absolutamente capaz para todos 
os atos da vida civil, inclusive do ponto de vista processual;
ii) se entre dezesseis e dezoito anos, configurada quaisquer das 
hipóteses do parágrafo único do art. 5º do CC, o trabalhador 
possuirá capacidade plena. Sem o enquadramento no aludido 
dispositivo, o jovem menor de dezoito anos não conta com a 
mesma capacidade plena, devendo ser assistido;
iii) se abaixo de dezesseis anos, será representado por seus 
representantes legais, e na falta, pelo Ministério Público do 
Trabalho, pelo sindicato ou curador nomeado.
A prescrição não corre para o menor de 18 anos, em razão de sua 
necessária proteção, conforme o artigo 440 da CLT.
Direito Processual do Trabalho
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Representação do empregado 
Você sabia que o empregado pode ser representado em audiência? 
Não?? Então vamos juntos aprender sobre isto? Ao ser representado em 
juízo o empregado afirma que apesar de não existir sua presença física no 
ato, há interesse em prosseguir com determinada demanda.
Cumpre ressaltar que essa representação é fática, tendo em vista 
que o representante do empregado não poderá por ele transigir, desistir da 
ação, confessar, recorrer, entre outros. A possibilidade de representação 
por parte do empregado é uma exceção trazida pela CLT. Previsto no 
artigo 843 CLT, vejamos:
Na audiência de julgamento deverão estar presentes 
o reclamante e o reclamado, independentemente do 
comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de 
Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando 
os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato 
de sua categoria. (Grifo nosso)
Desta forma, nos casos de reclamatórias plúrimas, que são os casos 
em que existe litisconsórcio ativo ou nas ações de cumprimento, que são 
só casos em que se pretende o cumprimento de acordo ou sentença 
normativa, poderão os empregados fazer-se representar pelo sindicato 
de sua categoria. Essa possibilidade de representação é taxativa, não 
podendo o sindicato representar o empregado em outras hipóteses além 
de demandas plúrimas ou nas ações de cumprimento.
Podemos observar ainda que o § 2º do artigo 843 da CLT determina 
que quando o empregado não tiver a possibilidade de comparecer 
pessoalmente em audiência por motivo de doença ou motivo poderoso, 
devidamente comprovado, poderá ser representado por outro empregado 
que pertença à mesma profissão, ou por seu sindicato. Observe:
§ 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, 
devidamente comprovado, não for possível ao empregado 
comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por 
outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo 
seu sindicato. 
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Figura 3: Ilustração da representação
Fonte: Pixabay
Estão gostando dessas descobertas? Estamos quase finalizando 
nossa segunda unidade!! Espero que você tenha se aprofundado no 
conteúdo e aprendido tudo! Vamos juntos?
RESUMINDO:
Animados por estarmos finalizando nossa segunda unidade? 
Compreendeu todo o assunto? Vamos para a última revisão 
dessa unidade? Aprendemos que no Processo

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