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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Elisangela Gonçalves Branco Gusi 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
A abordagem comportamentalista trouxe grande esclarecimento para o 
desenvolvimento de pesquisas e aprimoramento dos estudos sobre o 
desenvolvimento humano. 
Nesta aula, conheceremos o behaviorismo e sua influência na educação 
e no desenvolvimento. Além disso, compreenderemos os conceitos de 
condicionamento clássico comportamental e os estudos de Pavlov, Watson e 
Skinner. 
Muitas condutas pedagógicas foram baseadas nesses estudos, alinhadas 
à fase social em que foram vivenciadas, e que até hoje são presentes em muitas 
escolas. 
Tais pesquisas foram de extrema relevância para o aprimoramento 
científico da época, e refletem até nos dias de hoje. 
TEMA 1 – ABORDAGEM COMPORTAMENTALISTA 
1.1 Skinner e a teoria behaviorista 
Do inglês behavior, que significa comportamento, essa é a teoria da 
psicologia que estuda o comportamento. Trata da soma de várias abordagens 
que se destacaram entre os séculos XIX e XX. Com base nessas abordagens, o 
comportamento pode ser estudado, observado e modificado. Em 1913, John B. 
Watson fez um manifesto, afirmando que, sob o olhar behaviorista, a psicologia 
seria um ramo objetivo da ciência natural. 
O objetivo dessa teoria é prever o controle do comportamento. Para 
Watson, o comportamento é definido por unidades analíticas, as quais reagem 
aos estímulos anteriores. Chamados de estímulos antecedentes, estes seriam a 
causa dos comportamentos observáveis, por várias pessoas. 
Além de Watson, outros pesquisadores se destacaram nessa corrente 
comportamentalista: Vladimir M. Bechterev (1857-1927) e Ivan P. Pavlov (1849-
1936), ambos filósofos; e Edward L. Thorndike (1874-1949), psicólogo que 
desenvolveu pesquisas sobre a psicologia animal. 
Desses pesquisadores, Bechterev foi o primeiro a propor a psicologia 
baseada no comportamento, chamada de psicologia objetiva. 
 
 
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Pavlov foi o primeiro a propor o reflexo condicionado, que é um modelo 
de condicionamento de comportamento. Ganhou destaque com sua pesquisa 
sobre o adestramento de cães. 
Thorndike criou a lei do efeito, referindo-se à inteligência animal. 
Juntamente com Watson e Pavlov, o maior destaque na teoria 
comportamental foi o filósofo e psicólogo norte-americano Burrhus Frederic 
Skinner, nascido em 20 de março de 1904 e falecido em 18 de agosto de 1990, 
aos 86 anos. Foi professor na Universidade de Harvard entre 1958 e 1974. 
Para Skinner, o princípio de reforço acontecia devido ao resultado das 
ações. Por exemplo: se uma ação causasse uma consequência boa, ela poderia 
ser repetida, mas se a ação causasse uma consequência ruim, a chance de ser 
repetida seria remota. 
Dessa forma, para que um comportamento fosse fortalecido, Skinner 
usava o condicionamento operante, sendo feita a sua comprovação pela 
quantidade de respostas eficazes. Para esse estudo, ele criou uma câmara de 
condicionamento (Skinner box), com um registrador cumulativo. Ele desenvolveu 
a análise do comportamento, a qual chamou de behaviorismo radical, fundando 
uma escola de pesquisa experimental em psicologia. 
Skinner sempre se interessou por construir engenhocas e pelo 
comportamento dos animais. Considerava eu sua vida teve muitos reforços, com 
predeterminação, organização e de maneira ordeira, embora sua vida escolar 
não trouxesse boas lembranças em termos de comportamento, pelo contrário; 
assumia-se um rebelde. 
Sofreu com algumas dificuldades de relacionamento e encontrou nas 
pesquisas de Watson e Pavlov o interesse científico. Em 1928, iniciou a pós-
graduação em psicologia na Universidade de Harvard, obtendo o mestrado em 
1930 e o doutorado em 1931, com uma dissertação em que defendeu que uma 
ação é a correlação de um estímulo e uma resposta. Foi casado com Yvonne 
Blue e teve dois filhos. 
Publicou diversas obras, resultados de seus estudos. Afirmava que a 
ciência precisava colaborar com a vida das pessoas, portanto o que fazia erram 
tentativas de colocar a ordem no mundo. Para que isso ocorresse, destacava 
que era fundamental que os acontecimentos fossem relacionados, ou ordenados 
entre si. Comporiam, portanto, como objetivo da ciência, toda descrição, 
 
 
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previsão e o controle das ações feitas pelos indivíduos, assim, poderiam viver 
harmonicamente em suas vidas. 
Para Skinner, a ciência produzia acumulações organizadas por 
informações. Um exemplo disso seriam os estudos de física ou química, em que 
não temos como presenciar os resultados, mas os indicadores utilizados em 
seus processos científicos. 
Skinner também afirmava que a ciência era um conjunto de atitudes e 
apontava que se deveria dar atenção aos detalhes que pudessem influenciar os 
resultados, como: 
 destaque aos fatos, aos dados, ao empírico, pois o pesquisador não pode 
permitir sua interferência, seu desejo nos resultados; 
 a própria honestidade intelectual, baseada na ética e na veracidade dos 
fatos e dos fatores que se desprendem na pesquisa; 
 a espera pelo alinhamento de dados sem antecipação de conclusões, que 
podem interferir nos resultados. 
A obra de Skinner critica o mecanismo, deixando de se referir aos 
mecanismos físicos para satisfazer a pesquisa, na relação de operações que 
ocorrem no ambiente e as ações humanas. Exemplo disso são as críticas às 
referências ao sistema nervoso. 
Ele dava ênfase às relações funcionais presentes na ação humana, sendo 
esse o seu objeto de estudo. A investigação dos comportamentos operante, 
verbal e social, e práticas culturais. Define três níveis como processo de seleção 
em sua pesquisa: 
1. filogenético: que se relaciona à espécie, repertório da mesma espécie; 
2. ontogenético: que é relativo aos indivíduos, repertório de um organismo; 
3. cultural: que reflete as ações em sociedade, repertório do que vive 
agregado à cultura local. 
Para a sua pesquisa ou a sua investigação, ele alertava sobre os 
seguintes pontos: 
 controle e simplificação: experimentação; 
 descrições quantitativas das relações funcionais: alinhamento à 
frequência e à probabilidade; 
 honestidade e cautela nas conclusões; 
 
 
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 previsão e estabelecimento de critérios para validação; 
 ética de investigação e prática científica: respeito ao ser humano. 
Suas ideias objetivavam a ciência do comportamento, e tinham a 
premissa da colaboração na resolução dos grandes problemas culturais, em um 
sentido prático e controlado das ações. 
As críticas vieram, principalmente, nas décadas de 1960 e 1970, em 
confronto com as ideias de Carl Rogers. Skinner privilegiava as ideias de controle 
e previsibilidade pessoal e a educação partindo do meio para dentro do indivíduo, 
ao contrário Rogers admitira a liberdade e a realização pessoal e uma educação 
parte do indivíduo para o meio. 
TEMA 2 – TECNICISMO 
O tecnicismo é a abordagem metodológica que nasceu da prática 
terapêutica behaviorista para a educação. 
As propostas de controle científico, de condicionamento terapêutico, são 
reconhecidas no campo educacional, o que gera a diferenciação do formato 
metodológico. 
Segundo a teoria tecnicista, a educação estabelece comportamentos que 
servirão ao indivíduo, potencializando sua vida em diversos aspectos. 
Para que os comportamentos sejam aprimorados são utilizados 
reforçadores artificiais, os quais criam o condicionamento e fortalecem os 
indivíduos. São eles: o treino, o exercício e a prática. 
Na instituição educacional a educação é uma profissão, e as pessoas 
envolvidas estão ali pelo reforçamento econômico. Há, também, o reforço ético, 
pela profissão de dignidade que é ensinar. 
Outros reforçadores utilizados nessa linha metodológica são: 
 premiação por boas notas; 
 promoções; 
 diplomas; 
 medalhas; 
 outros. 
A escola também pode ter o apoio da família e ampliar os reforçadores.Embora atualmente as punições físicas não sejam permitidas no ambiente 
escolar, a palmatória e outras formas de violência disciplinadora provieram 
 
 
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dessa abordagem como punição e reforçador, para o controle e o 
condicionamento dos alunos, para o reforço do poder e o incentivo à eficiência 
dos estudos. 
No tecnicismo, as escolas têm o interesse e os mesmos servem como 
reforçadores. Nas escolas industriais, o objetivo do aprendizado é que os alunos 
integrem conteúdos que serão utilizados no trabalho industrial. O esforço 
realizado pelos alunos tem como reforçador promoções ou mesmo a 
possibilidade de um emprego. 
Essa tendência educacional aperfeiçoa o sistema capitalista como um 
alinhamento produtivo, que supre as necessidades do mercado de trabalho. É 
intensificado o conceito de competência para o desempenho do aluno, e para 
isso precisa se adequar às regras e aos modelos já definidos. 
As propostas surgem a partir de objetivos de ensino que se expressam 
inclusive no campo comportamental. A competência e a qualificação supõem 
que os alunos integrem habilidades; estas são propostas por meio de treinos em 
que não se leva em conta os aspetos individuais. Todos precisam se adaptar 
para ser competentes, seguir o modelo, pois, ao atingir serão destaques e 
receberão recompensas. 
Na formação de professores se destacam as dimensões experimental, 
instrumental e pragmática, dando apoio a competências/habilidades para instigar 
os alunos a alcançar metas e resultados. Só assim é possível atingir a eficiência 
e a eficácia na produção do ensino. 
A gestão da escola tecnicista se enquadra no método de gerenciamento 
produtivo, na busca da qualidade total. A exigência de produtividade, 
racionalização e objetivos fragmentados. É a gestão que define tudo, inclusive o 
material didático, e os professores sem participação na construção curricular 
aplicam as atividades, os exercícios e exigem os resultados dos alunos. São 
fornecidos manuais e modelos de provas, e todos devem se enquadrar nos 
limites instituídos pela gestão. O processo é mecânico e a ênfase é o resultado. 
São propostas técnicas e os recursos, o professor é detentor do saber, e 
precisa fornecer resultados. Os recursos são manuais, livros, apostilas, módulos 
de ensino e recursos audiovisuais, os quais devem auxiliar no alcance uniforme 
de resultados por parte dos alunos. 
 
 
 
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TEMA 3 – ANTECEDENTES 
Embora grande parte da literatura forneça a Skinner o behaviorismo, é 
importante destacar o alinhamento temporal e seus antecessores. 
Foi pela influência dos estudos de Watson que Skinner ampliou seus 
estudos na psicologia. 
Watson teve grande influência na psicologia norte-americana, dotes 
relacionados ao behaviorismo. Ele defendia a psicologia como uma ciência 
natural e que, portanto, deveria ser tomada como uma disciplina aplicada. 
Caracterizou o behaviorismo de metodológico, sendo também chamado de 
behaviorismo clássico. 
Em sua origem, o behaviorismo metodológico representava as teorias que 
incluíam fatos que não embarcavam em um modelo científico. No Brasil, as 
publicações destacam que os estudos ou conteúdos de pesquisa que se 
enquadram são referentes à mente, pois se trata de algo imaterial, de uma 
observação do comportamento. Tema que mais tarde e atualmente conhecemos 
com a análise do comportamento, o qual se baseia nesse campo de pesquisa. 
Watson não se interessa por outro campo da psicologia; para ele, o 
aprofundamento de sua pesquisa anula todas as outras. Ele ainda destaca que 
as linhas da psicologia são dualistas, com exceção do behaviorismo. 
Watson refutou a discussão sobre a metafísica e, embora tenha estudado 
filosofia, apontou que tais estudos foram básicos. A proposta dele era distanciar 
o pensamento e o sentimento mudando o foco da psicologia, para que abrissem 
a observação do comportamento. Justificou que se deixasse de levar em conta 
os processos mentais, a pesquisa seria mais produtiva. O grande foco seria 
aquilo que é possível de se observar. As observações vinham desde os 
estímulos ambientais ao sistema glandular e motor. 
Watson foi defensor da importância do meio na construção do indivíduo, 
apontando que, se o meio tivesse estímulos corretos, poderia até definir a 
profissão do indivíduo. 
O neobehaviorismo mediacional surgiu a partir de novas propostas de 
psicólogos aos comportamentos que não se enquadravam ao estímulo-resposta. 
Destacou-se Edward C. Tolman, que trouxe em sua pesquisa o estímulo – 
organismo – resposta. Ele apresentou os mapas cognitivos para a educação, os 
quais geraram expectativas, fazendo com que o indivíduo conseguisse ampliar 
 
 
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suas capacidades. Tolman incluía os processos mentais em sua pesquisa. É 
considerado o precursor da psicologia cognitiva. 
Outro pesquisador é Clark L. Hull, que se opôs a Tolman por rejeitar o 
conceito cognitivista e aderir às variáveis neurofisiológicas como sendo únicas. 
No behaviorismo filosófico chamado também de analítico e lógico, os 
pesquisadores que se destacaram foram Ryle e Wittgenstein, que afirmavam 
que o comportamento estaria em toda família e analisaram os estados mentais 
intencionais e representativos. 
Skinner, na literatura, é indicado como pai do behaviorismo radical e na 
análise do comportamento. Sua influência nesse movimento lhe conduz a tal 
título. Em suas produções, faz críticas a movimentos teóricos, apontando sua 
baixa relevância científica. Ao considerar que Watson antecede Skinner, pode-
se supor que este se opõe às publicações daquele. 
TEMA 4 – CONCEITOS: TIPOS DE COMPORTAMENTOS 
O que é comportamento operante? Contribuição de Skinner, é um tipo de 
relação com as respostas dos organismos e seu ambiente. 
No comportamento respondente, um estímulo gera uma resposta; já no 
operante ele descreverá a relação da resposta e sua consequência. 
Nessa linha, seguimos com o exemplo: por que você escova os dentes? 
 1ª hipótese: porque a mãe ou qualquer pessoa importante em sua vida 
escovava os dentes (comportamento imitativo); 
 2ª hipótese: falavam que você deveria escová-los, caso contrário, sofreria 
uma punição (punitivo); 
 3ª hipótese: se escovasse teria mais saúde, não sofreria no dentista 
(recompensador); 
 4ª hipótese: de alguma forma, você aprendeu (foi condicionado). 
Nesse exemplo, verificamos que, quando adultos, não conseguimos ficar 
muito tempo sem escovar os dentes, devido às condições de higiene a que nos 
dispomos. Se a questão da escovação estivesse em outro espaço, por exemplo: 
um camponês que nunca conheceu a escova de dentes, não escovará os dentes, 
e não sentirá falta de fazê-lo. Portanto, a lei da igualação explicará o 
comportamento de escolha. 
 
 
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Na obra de Skinner é fundamental que se conceitue os tipos de 
comportamentos. O comportamento operante, o qual ele definiu em 1937, 
apresentando a ação dos organismos, é ampliado para atrelar as operações 
desses mesmos organismos ao mundo e suas consequências sobre as novas 
ações. 
Outro momento de sua pesquisa se opõe à concepção de verdade por 
consenso público, em que um fenômeno ou um conceito está aderido pela 
acessibilidade de pelo menos duas pessoas, mas que para ser científico 
precisaria ter critérios instrumentais e pragmatistas, sendo operado eficazmente 
pelo cientista. 
Skinner ainda destaca o comportamento verbal e a relevância do 
ambiente social para se estudar o fazer humano. Como as questões relativas a 
cultura, moral, funções/condutas da própria comunidade científica. 
O comportamento respondente ocorre quando um determinado estímulo 
produz uma resposta específica em um organismo sadio. Esse comportamento 
não trata do estímulo nem da resposta, mas da relação entre ambos. Tem-se em 
vista que a resposta é reativa ao evento ambiental que o antecedeu. Entende-se 
que o estímulo dado elicia a resposta, ou, ainda, que é um eliciador, fazendoentender que a resposta é eliciada pelo estímulo, ou seja, a resposta é referência 
pelo estímulo do meio. 
Para que a resposta seja reflexa, ela deve apresentar a probabilidade de 
100% na presença de estímulo e 0% na ausência dele. 
As características das relações respondentes são: 
 limiar: baixa intensidade do estímulo para eliciação da resposta; 
 magnitude: amplitude da resposta, seu tamanho/força; 
 duração: tempo que a resposta permanece; 
 latência: tempo entre o estímulo e a reposta. 
4.1 Exemplos de comportamentos respondentes 
Apresenta-se o alimento para o organismo e este, saliva. Aumenta-se a 
temperatura do ambiente e o indivíduo começa a suar. 
Tais estudos também definiram que os comportamentos respondentes 
podem aparecer em situações novas, dependendo da história de cada um. Esse 
processo é chamado de condicionamento respondente, clássico ou pavloriano. 
 
 
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Em experimentos, Pavlov descobriu que o alimento na boca de um cão 
eliciava a salivação, mas que, ao mostrar o alimento para o cão, o estímulo visual 
ou olfativo também causava a salivação. Mais tarde, percebeu-se que só a 
presença de quem o alimentava já era razão para a ocorrência de salivação. 
Portanto, nessa linha de pesquisa, é fundamental definir as categorias de 
comportamento: 
Os comportamentos respondentes podem ser desencadeados por um 
estímulo, não aprendido; os comportamentos operantes ocorrem 
espontaneamente, sem estímulo. Quando reforçamos um comportamento, ele 
tende a ser repetido e ampliado. 
O reforço é um acontecimento que, quando executado, pode manter ou 
aumentar a frequência de comportamentos. 
Os tipos de reforço são: 
 não condicionado primário: são os que não precisam na aprendizagem o 
papel de reforço. Exemplo: comida; 
 condicionado secundário: o reforço foi aprendido. Exemplo: elogio; 
 punição: consequência a algo desagradável; 
o não condicionada primária: dor ou mal-estar físico; 
o condicionada secundária: repreensão verbal. 
Os programas de reforço contínuo consistem em reforçar todas as 
ocorrências de comportamentos. No reforço parcial, reforçam-se apenas 
algumas ocorrências. 
TEMA 5 – PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ESCOLARES 
As práticas pedagógicas estão alinhadas a objetivos e resultados. 
Compreende-se que o aluno precisa de modelos para aprender e que, assim, a 
aprendizagem ocorrerá de maneira mais duradoura. 
Há métodos de controle, os quais devem ser seguidos pelos professores, 
que são autoridade em sala de aula. O método aponta que: 
 as punições devem ser utilizadas esporadicamente; 
 deve-se explicar o motivo da punição; 
 deve-se permitir que o aluno apresente uma resposta alternativa, caso 
esteja correta, e usar o reforço positivo; 
 
 
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 usa-se como reforço a demonstração de comportamentos diferentes 
daqueles que não desejamos; 
 a punição física deve ser evitada; 
 quando o professor estiver em desequilíbrio emocional, deve-se evitar 
punir; 
 usa-se punição quando há manifestação inicial do comportamento 
inadequado. 
O ambiente escolar deve apresentar reforços positivos, ser reforçador da 
coragem, reduzindo os medos e as ansiedades. 
Os modelos de comportamentos são fundamentais. O aluno aprende a 
partir dos modelos, segundo essa abordagem. 
A reação física deve ser visível a modificação de comportamento. O meio 
deve propiciar estímulos para o aluno que é passivo, de maneira mecânica ou 
reativa. 
Para ensinar, deve-se repetir muitas vezes os estímulos ambientais; o 
aluno copia, treina e reproduz, para alcançar a eficácia na aprendizagem. Tais 
estímulos são reforçadores dos conteúdos necessários para o seu 
desenvolvimento e a aprendizagem. 
De forma geral, o indivíduo deve centrar-se nas mudanças de 
comportamento, seus reforços e consequências, seguindo o método: 
 observar o modelo; 
 diferenciar os modelos que requerem mais atenção; 
 após os 5-7 anos de idade, quando já possui a noção de gênero, 
direciona-se a atenção do aluno a modelos do mesmo sexo. 
Todos precisam atentar-se ao processo de ensino e aprendizagem, pois 
os professores são modelos sociais. Todos devem seguir a modelagem exercida 
pelos mestres. Destaca-se, especialmente, o papel dos reforços e das punições 
para o desenvolvimento das crianças. 
Deve-se atentar também aos processos que envolvem os modelos de 
comportamento. As estratégias em sala devem envolver o aluno, reter sua 
atenção, e deve-se fazer uso de elementos como rótulos verbais, imagens, 
gráficos, mapas conceituais e tempo para reflexão. 
Pode-se usar também, de modo adequado, elementos motivacionais 
como recompensas e punições, criação de modelos que apresentem os 
 
 
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resultados da aprendizagem, quadros que comparem processos e 
exemplifiquem esforços e suas recompensas. 
Destaque o motivo da aprendizagem dos conteúdos, aplicando relevância 
à vida dos alunos. Instigue-os a fazer a conexão entre o que estão pesquisando 
e onde poderão utilizar. 
O aluno deve ser capaz de perceber sua autoeficácia para se tornar mais 
confiante na conclusão de suas tarefas e obter mais sucesso. 
Use declarações que ajudem os alunos a ter mais confiança, passando 
credibilidade e confiança a eles. Ajude-os na definição de objetivos e metas que 
se tornem eficazes. 
Para que possam se autorregular, enfatize a auto-observação, o 
automonitoramento; a autoavaliação, para que consigam avaliar suas ações; e 
a autorreação, para que sejam capazes de modificar de forma reativa seu 
comportamento a partir da reação e da avaliação. 
Todo apoio é necessário para que o aluno consiga estabelecer a rotina de 
se autorregular. 
NA PRÁTICA 
Mãos à obra! Pesquise em cinco escolas ou empresas, reforçadores para 
o bom desempenho de profissionais ou alunos. Faça uma lista e observe que, 
ainda nos dias de hoje, a influência behaviorista está presente. 
FINALIZANDO 
Nesta aula, aprendemos sobre o behaviorismo e sua influência na 
psicologia. 
Conhecemos os grandes nomes que ditaram um fazer científico em busca 
de qualidade de vida para a sociedade. 
A psicologia do comportamento ganhou espaço na escola e sua 
implantação gera frutos até dos dias atuais. 
Aprendemos sobre o tecnicismo e o funcionamento da escola nas linhas 
comportamentais. 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BEHAVIORISMO. Wikipédia, S.d. Disponível em: 
. Acesso em: 31 mar. 2020. 
BURRHUS Frederic Skinner. Wikipédia, S.d. Disponível em: 
. Acesso em: 31 mar. 
2020. 
FARINHA, J. Aprendizagem humana: aspectos gerais. Aprendizagem na 
perspectiva comportamentalista. Disponível em: 
. Acesso em: 31 mar. 2020. 
SAMPAIO, A. A. S. Skinner: sobre ciência e comportamento humano. 
Psicologia, Ciência e Profissão, v. 25, n. 3, p. 370-383, 2005. Disponível em: 
. Acesso em: 31 mar. 2020. 
SILVA, A. V. M. A pedagogia tecnicista e a organização do sistema de ensino 
brasileiro. Revista HISTEDBR On-line, v. 16, n. 70, p. 197-209, dez. 2016. 
Disponível em: . Acesso em: 31 
mar. 2020. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Burrhus_Frederic_Skinner
http://w3.ualg.pt/~jfarinha/activ_docente/psi_dsvap/projeccoes/3.1_AprendHumana_Behavior_1_PDA-1ES.pdf
http://w3.ualg.pt/~jfarinha/activ_docente/psi_dsvap/projeccoes/3.1_AprendHumana_Behavior_1_PDA-1ES.pdf
http://www.scielo.br/pdf/pcp/v25n3/v25n3a04.pdf
https://doi.org/10.20396/rho.v16i70.8644737

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