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DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO MUNDO Aula 1 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO MUNDO Práticas Integrativas e Complementares no mundo Olá, estudante! As PICS possuem uma forma diferenciada de olhar para o processo saúde-doença, não se direcionando para a disfunção, mas para o indivíduo que a possui. Complementando, o indivíduo é visto de forma integral, sob todos os seus aspectos. E essa maneira de cuidado, marca registrada das PICS, está presente 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 1/53 em todo o mundo, porém, com peculiaridades conforme a região. Vamos lá?! Ponto de Partida Olá, estudante boas-vindas à unidade sobre o desenvolvimento das práticas integrativas e complementares em saúde no mundo! Neste momento, conversaremos sobre o processo das práticas integrativas e complementares ao redor do mundo, quais são seus conceitos, sua visão e seus atributos gerais, e como a Organização Mundial da Saúde (OMS) teve a intenção de inclusão e regularização dessas práticas. Baseadas no modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, as PICS são práticas com diferentes origens geográficas, culturais e históricas, e isso faz com que exista uma ampla modalidade de práticas disponíveis atualmente. Dessa forma, cada país possui uma variedade própria de PICS, relacionadas à cultura local ou importadas de outras tradições, reconhecidas com base nos aspectos socioculturais e nos diferentes graus de integração com a medicina convencional de cada país. Estas terapias encontram-se em crescente ascensão e visibilidade, reflexo da busca por um modelo integral de cuidado. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 2/53 E vale destacar que a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) é reconhecida internacionalmente como referência em implantação das práticas integrativas e complementares no sistema de saúde do nosso país. Dentro deste contexto, se insere o ObservaPICS. Você, estudante, conhece o ObservaPICS? Saberia dizer para que foi criado e seus objetivos? Vamos Começar! As Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI), nomeação utilizada pela OMS, recebeu esta denominação para incluir o termo Medicina Integrativa, para cobrir as abordagens integrativas tanto da Medicina tradicional complementar (MTC) quanto da medicina convencional em relação à política, ao conhecimento e à prática. Estas práticas fazem referência a um amplo grupo de terapias utilizadas na atenção à saúde baseada em teorias, experimentações e experiências de diferentes e variadas culturas, que são utilizadas para promoção da saúde, prevenção e recuperação, levando em consideração o ser integral em todas as suas dimensões. As MTCI promovem uma visão ampliada do processo saúde/doença e da promoção global do cuidado humano, incluindo o autocuidado, e atuam para o empoderamento dos sujeitos. Cada país possui sua própria variedade de práticas reconhecidas e institucionalizadas ou consideram uma determinada prática de maneira distinta em relação a outro país, levando em conta sua inserção sociocultural e suas particularidades. As Medicinas Tradicionais formam, de maneira importante, o modelo de cuidado à saúde, sendo em muitos países a principal oferta de serviços à população. Em outros países, sua inserção nos sistemas de saúde acontece de forma complementar ao sistema convencional. A OMS, buscando por maiores informações, idealizou e executou um relatório com a finalidade de traçar a linha de evolução da 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 3/53 instalação da Estratégia de Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura ao longo dos continentes mundiais, coletando dados e informações a partir de 2012 até o final de 2018. Esse relatório faz menção a três articulações que tratam da Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura no território brasileiro, sendo uma delas o ObservaPICS, que tem por objetivo agregar conhecimentos em torno das práticas integrativas e complementares em saúde, alocando esses conhecimentos na Biblioteca Virtual em Saúde em Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (BVS/MTCI) e no Consórcio Acadêmico Brasileiro em Saúde Integrativa. A intenção é o fortalecimento das atividades que objetivam agregar saberes tradicionais, informações acerca de produção científica, práticas exitosas e políticas em implantação nesse campo no Brasil e nas Américas. Em 2014, ocorreu a 67ª Assembleia Mundial da Saúde, na qual se deram a votação e a aprovação da Resolução World Health Assembly 67.18 – Assembleia Mundial em Saúde (WHA67.18), que trata a respeito da medicina tradicional chinesa. No ano de 2018, 124 países, que representam 64% dos Estados- Membros da OMS, relataram ter em seus sistemas leis, regras, normas ou regulamentos sobre a produção e utilização de medicamentos fitoterápicos, e 78 países relataram ter políticas sobre o fornecimento de medicamentos tradicionais e complementares. Já no ano de 2019, foi feita a divulgação pela OMS, da informação de que houve elevação de 79 para 109 países que realizaram a implantação ou ampliaram o número inicial do marco legal e regulatório em medicina tradicional chinesa e indiana. A Organização avaliou que os Estados-Membros prestaram mais atenção ao estabelecimento de políticas globais e de sistemas relacionados a serviços de saúde tradicionais e complementares. Segundo o relato e os dados constantes em relatório, os países cada vez mais desejam e continuam se movimentando para integrar a prática da Medicina Tradicional e Complementar aos mais 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 4/53 variados níveis de prestação de atenção nos serviços de saúde, na atenção primária, por meio de clínicas de bem-estar, voltadas ao tratamento da dor e uso de medicamentos fitoterápicos. A partir de 2014, o Secretariado da Convenção-Quadro da OMS iniciou seus trabalhos no intuito de utilizar seus esforços para a realização do desenvolvimento de documentos, normativas e terminologias utilizadas no cunho internacional, além de ferramentas para guiar os países. Já com relação aos acontecimentos advindos no período estabelecido entre 2016 e 2018, a OMS realizou a atualização e a efetivação de pesquisa global sobre medicina tradicional, que culminou em outro relatório, o qual apresentou as tendências constatadas nessa pesquisa. Siga em Frente... Em meados de 2017, ocorreu a unicidade relativa à prática de Medicina Tradicional e Complementar da OMS, a qual somou à denominação a terminologia Medicina Integrativa, com relação às terapias que tivessem abordagem integrativa de Medicina Tradicional e Complementar, em união com a medicina convencional relacionada a políticas educativas, conhecimentos, saberes, terapias e práticas. Ainda dando continuidade a essa ação, projetos em andamento estabeleciam forma melhorada de compreensão dessa integração, da mesma maneira que se deu com a medicina integrativa, e proporcionar, de forma orientada aos Estados- Membros da OMS, os critérios e elementos das melhores práticas para integrar a Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa aos sistemas de saúde ao redor do mundo. Contudo, em relação ao documento liberado em maio de 2019, a OMS colocou como destaques a apresentação de oficinas executadas para preparar representantes dos países que estavam realizando a implantação ou expansão de suas políticas sobre as 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas eutilizadas são: acupuntura (19%), medicina ayurvédica (1-19%), quiropraxia (40-59%), medicamentos fitoterápicos (80-99%), homeopatia (20-39%), naturopatia (1-19%), osteopatia (60-79%) e Medicina Tradicional Chinesa (1-19%). Todas as práticas estão disponíveis apenas em clínicas privadas e alguns seguros de saúde realizam o reembolso. É necessário licença ou certificado emitido por órgão nacional, governo provincial, municipal ou comunitário para praticar. Já a regulamentação de fitoterápicos é a mesma dos produtos farmacêuticos convencionais. Chile Semelhante à Bolívia, no Chile existe regulamentação para a Política de Saúde dos Povos Indígenas incluindo a medicina tradicional. Também existe um Programa Especial de Saúde e Povos Indígenas. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 40/53 Desde 2015 o Ministério da Saúde tem trabalhado no desenvolvimento de regulamento que estabelece o direito de povos indígenas para receber assistência à saúde com relevância cultural. A intenção é regular os cuidados de saúde prestados no sector público e não regular os sistemas de saúde dos povos indígenas ou nativos, pois o regulamento, ainda em processo administrativo, reconhece, protege e respeita os sistemas ancestrais de cura, práticas religiosas e crenças culturais e espirituais desses povos. Outras práticas utilizadas por cerca de 19% da população incluem acupuntura, fitoterapia, homeopatia e naturopatia. Existem decretos específicos que regulamentam estes atendimentos e são aplicados a nível nacional. Colômbia A Colômbia não possui política ou documento legal específico para MTC. Entretanto, o país tem um quadro regulamentar que abrange a prática da MTC pelos profissionais de saúde; a inclusão dos serviços no sistema de saúde; a prestação de serviços, medicamentos homeopáticos e produtos fitoterápicos; e lojas de alimentos naturais. Existe uma regulamentação exclusiva para medicamentos fitoterápicos, que são regulamentados como medicamentos não sujeitos a receita médica. Outras práticas utilizadas incluem a acupuntura, medicina ayurvédica, quiropraxia, fitoterapia, homeopatia, naturopatia, osteopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Unani, equilíbrio polar eletromagnético, terapia neural e sintergética. Paraguai O Paraguai também não possui política ou lei para a MTC. No país existe o projeto de Política Nacional de Plantas Medicinais que é um 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 41/53 documento estruturado e revisado por especialistas e discutido em conferências temáticas. Também existe uma regulamentação específica para medicamentos fitoterápicos, que inclui produtos homeopáticos, em que os medicamentos fitoterápicos são classificados como fitofármacos de venda livre e são vendidos com reivindicações baseadas no uso popular. Não existe regulamentação sobre a fabricação de medicamentos fitoterápicos que garanta sua qualidade. Com relação às práticas usadas, incluem-se a acupuntura, medicina ayurvédica, quiropraxia, fitoterapia, homeopatia, naturopatia, osteopatia, Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Unani, oferecidas apenas em clínicas privadas. Desde 2017 existe um projeto de regulamentação para prestadores de MTC que está em análise pela assessoria jurídica do Ministério da Saúde. México Subindo no mapa temos o México, em que a Política Nacional de MTC está integrada no Programa Nacional de Saúde 2007-2012: Medicina Tradicional e Sistemas Complementares de Saúde, “Por um México Saudável”, construindo alianças para uma saúde melhor. Comitês de especialistas foram criados em 2002 para a medicina tradicional indígena e em 2007 para as práticas de medicina complementar de fitoterapia, homeopatia e acupuntura. Com relação à fitoterapia, o documento oficial do governo “Rumo a uma política farmacêutica integral para o México”, de 2005, inclui capítulo sobre medicamentos fitoterápicos. Os medicamentos fitoterápicos são regulamentados como “produtos de saúde”, juntamente com produtos farmacêuticos convencionais, medicamentos alopáticos e medicamentos homeopáticos. A garantia da qualidade se dá por meio de regulamentação semelhante, ao abrigo do Regulamento de Produtos de Saúde. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 42/53 As práticas integrativas usadas no México são: medicina tradicional indígena, fitoterapia, acupuntura, aromaterapia, terapia floral de Bach, quiropraxia, homeopatia, naturopatia, osteopatia, Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Unani. Vamos Exercitar? No Canadá, assim como em outros países, as PICS possuem caraterísticas e regulamentações específicas. O Canadá possui o Gabinete e a Lei de Produtos Naturais para a Saúde direcionado para a segurança e eficácia de medicamentos fitoterápicos. Ainda, a Diretoria de Produtos de Saúde Naturais e Sem Prescrição (NNHPD), subordinada à Health Canada, cuida da regulamentação de produtos naturais para a saúde que incluem medicamentos homeopáticos e medicamentos tradicionais. O país também possui políticas rigorosas sobre pesquisas com seres humanos incluindo aspectos éticos da investigação com populações aborígenes. Com relação às práticas integrativas mais utilizadas, a Pesquisa Canadense de Saúde Comunitária, realizada em 2005, indicou o uso de acupuntura, quiropraxia, fitoterápicos, homeopatia e naturopatia por 1-19% da população. A medicina ayurvédica, a osteopatia, a Medicina Tradicional Chinesa e a Medicina Unani também são utilizadas, mas não estão disponíveis dados sobre a sua percentagem de utilização. Outras práticas das MTC, como o método Feldenkrais e a técnica de Alexander, biofeedback, rolfing, reflexologia, cura religiosa e cura espiritual, também são usadas por 1-19% da população no Canadá, o que comparado a outros países mostra uma adesão mais baixa de tais práticas nos cuidados com a saúde. Saiba Mais 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 43/53 Sugestão de capítulo de livro O capítulo de livro Medicinas Tradicionais nas Américas (Seção II, Capítulo 10) do livro Medicina integrativa na prática clínica, disponível em nossa Biblioteca Virtual, traz mais informações relacionadas às PICS em alguns países da América Latina. ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. Sugestão de artigo científico Vamos aprender mais sobre as PICS nos países ocidentais com a leitura do artigo Práticas integrativas e complementares no ocidente: uma proposta EAD para qualificação de profissionais da área de saúde. MILDER, L. M. C.; LIMA, C. P. Práticas integrativas e complementares no ocidente: uma proposta EAD para qualificação de profissionais da área de saúde. Cadernos da Escola de Saúde, v. 17, n. 2, p. 4-19, 2018. Outras sugestões O relatório global da OMS sobre as práticas integrativas contém informações sobre as abordagens e o uso de tais práticas em todas as regiões do mundo: África, Américas, Mediterrâneo Oriental, Europa, Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. Geneva: World Health Organization, 2019. Referências Bibliográficas BIBLIOTECA VIRTUAL EN SALUD – MEDICINAS TRADICIONALES, COMPLEMENTARIAS E INTEGRAFIVAS (BVS 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 44/53 https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/312342/9789241515436-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=yhttps://iris.who.int/bitstream/handle/10665/312342/9789241515436-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y MTCI). Medicinas Tradicionales de las Americas. Disponível em: https://mtci.bvsalud.org/medicina-tradicional-en-las-americas/. Acesso em: 15 dez. 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2010. SOUZA, I. C.; GUIMARÃES, M. B.; GALLEGO-PEREZ, D. F. (Org.) Experiências e reflexões sobre medicinas tradicionais, complementares e integrativas em sistemas de saúde nas Américas. Recife: Fiocruz; ObservaPICS, 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. World Health Organization. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/312342. Acesso em: 18 dez. 2023. Encerramento da Unidade DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO MUNDO Videoaula de Encerramento Olá, estudante! Nesta videoaula vamos compreender como se deu o desenvolvimento das PICS nos diferentes continentes pelo mundo, suas principais características, as práticas mais usadas, como se dá 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 45/53 https://mtci.bvsalud.org/medicina-tradicional-en-las-americas/ https://iris.who.int/handle/10665/312342 seu controle e quais as expectativas futuras. Ainda, nesse momento teremos conhecimento suficiente para integrá-los e diferenciar as características do emprego das PICS comparado ao Brasil. E não vale esquecer que somos referência! Vamos lá? Ponto de Chegada Olá, estudante! As MTCI abrangem um modelo de cuidado à saúde que não consta e nem faz parte da tradição do cuidado ou da medicina tida como convencional e usual, bem como não estão, em sua totalidade, integradas ao sistema de saúde vigente. Os países, cada vez mais, desejam e continuam se movimentando para integrar a prática da Medicina Tradicional e Complementar aos mais variados níveis de atenção dos serviços de saúde. Este aprendizado vai de encontro com as competências para esta unidade: conhecer a representatividade das PICS no mundo, assim como explorar as regulamentações, os cuidados e as características destas práticas nas diferentes regiões do planeta. Podemos dizer então, que em alguns países, sua inserção nos sistemas de saúde acontece de forma complementar ao sistema convencional, já em outros, esses termos são usados, alternadamente, para fazer referência à medicina tradicional. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 46/53 No ano de 2019, houve um aumento de 79 para 109 no número de países que realizaram a implantação ou ampliaram o número inicial do marco legal e regulatório em medicina tradicional chinesa e indiana. Ainda, 64% dos Estados-Membros da OMS (124 países) relataram ter em seus sistemas algum tipo de dispositivo responsável sobre a produção e utilização de medicamentos fitoterápicos, e 78 países relataram ter políticas sobre o fornecimento de medicamentos tradicionais e complementares. E vários outros progressos foram registrados em todas as regiões do planeta: África, região da Américas, Mediterrâneo Oriental, Europa, Ásia e Pacífico Ocidental. A prática da medicina alternativa, nome ainda utilizado em algumas regiões dos EUA, vem sendo substituída pela denominação Práticas ou Terapias Integrativas e Complementares, reafirmando a importância da relação terapeuta-paciente com foco no indivíduo como um todo. Nos Estados Unidos, é o governo quem estimula a pesquisa e a adesão às PICS. O National Center for Complementary and Integrative Health, que é parte do Departamento Nacional de Saúde, é o órgão responsável pela investigação científica voltada para o uso e a segurança das intervenções de medicina complementar e integrativa, bem como pela melhoria da saúde. As evidências científicas permitirão que o público e os profissionais de saúde utilizem essas técnicas para a tomada de decisões em saúde. Já na Europa, a European Federation for Complementary and Alternative Medicina (EFCAM) é a federação que possui a responsabilidade de regulamentar as PICS em 23 países. A EFCA tem, portanto, o objetivo de garantir as PICS política de saúde europeia e assegurar a livre escolha de quais terapias disponibilizarem, visando a melhora na disponibilização e no acesso de tais práticas. Um ponto importante é que no continente europeu, a abordagem das TIC e suas formas de aplicação podem mudar radicalmente de um país para outro e, até mesmo, dentro de um único país, entre diferentes grupos socioeconômicos. Existem 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 47/53 mudanças significativas no tratamento, nas regras e nomenclaturas das práticas que são diferentes, não havendo padronização de procedimentos e terapias. No continente asiático, a utilização de medicinas tradicionais é muito forte, e não à toa que Estados-Membro da região têm demonstrado compromisso contínuo para melhorias da estrutura para MTCI. Nas Américas, existe o intercâmbio com as culturas locais e ancestrais, dos povos indígenas ou originários e tradicionais, sendo utilizadas práticas menos invasivas, oriundas de outros países, tais como a acupuntura e a homeopatia. Cada país possui uma variedade própria de práticas reconhecidas e institucionalizadas ou consideram uma determinada prática de maneira distinta em relação a outro país, levando em conta sua inserção sociocultural e suas particularidades. Brasil, Bolívia, Colômbia, Cuba, EUA, Haiti, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Venezuela são exemplos de países que implementaram as MTCI nos serviços de saúde como oferta principal de tratamento ou como medicina complementar. Vale ainda mencionar que as diferentes origens das MTCI nas Américas são: Medicina tradicional norte-americana. Medicina tradicional andina. Medicina tradicional mesoamericana. Medicina tradicional amazônica. Medicina tradicional afro-americana. Medicina tradicional comunidades Rom. É Hora de Praticar! Imagine que você é um profissional de saúde com especialização em PICS e que trabalha na Rede Regional em MTCI para as 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 48/53 Américas. A rede é uma iniciativa inclusiva, de governança horizontal, da qual participam, atualmente, diversas instituições de 15 países, incluindo Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, EUA, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. A rede de MTCI para as Américas articula as instituições que geram políticas, regulam, formam profissionais, pesquisam, desenvolvem programas e educam o público em geral no tocante aos diversos sistemas médicos e terapêuticos das MTCI, e que, por meio da colaboração e da gestão do conhecimento, apoiam a tomada de decisões em diferentes âmbitos, a fim de aproveitar as contribuições potenciais das MTCI à saúde com segurança, qualidade e pertinência. Você escolheu trabalhar lá pois a Rede Regional em MTCI para as Américas é uma iniciativa colaborativa com diversos atores sociais (organizações, instituições governamentais e não governamentais, entre outros) criada para desenvolver uma agenda comum e avançar rumo à integração das MTCI nos sistemas e serviços de saúde dos países da América, de acordo com os contextos nacionais. Então, você foi contratado para ser coordenador de uma equipe responsável pela regulamentação, criação de políticas públicas, formação de profissionais, pesquisa e desenvolvimento. Você já contratoua sua equipe multiprofissional e, agora, precisa criar políticas públicas, regulamentar as práticas existentes no continente americano, formar e capacitar profissionais, validar cientificamente as MTCI e desenvolver programas para informar o público geral sobre as MTCI existentes e disponíveis. Como você pode realizar estas atividades tão importantes? Reflita Agora que você já conhece a história e os principais conceitos das práticas integrativas pelo mundo, bem como, de que forma estas 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 49/53 práticas estão sendo introduzidas nos diferentes sistemas de saúde, reflita: Seria possível instituir uma forma padrão de inserção destas práticas para a população mundial? Tem algum país que te chamou mais a atenção (positivamente ou negativamente) pela forma como lida com estas práticas? Você consegue perceber pontos relevantes que fizeram do Brasil referência na utilização das PICS? Resolução do estudo de caso De acordo com demandas passadas a você, é possível: Estabelecer laços de cooperação entre os atores sociais dos países da região das Américas e desenvolver diferentes aspectos das MTCI: políticas públicas, regulação (de práticas, produtos e profissionais), formação de recursos humanos, pesquisa, educação em saúde e prestação de serviços de saúde Compilar e sistematizar informações técnicas, científicas, regulatórias e de políticas públicas em MTCI nas Américas por meio de uma base de dados e da BVS em MTCI a partir da colaboração entre atores em nível regional. Gerir a BVS em MTCI como um espaço de encontro entre os diversos atores sociais que trabalham em MTCI na região das Américas com o objetivo de desenvolver um panorama regional sobre os diferentes aspectos das MTCI, facilitar a troca de experiências, facilitar o acesso à informação científica, técnica e de educação em saúde, apoiar o fortalecimento de capacidades e a visibilidade de boas práticas. Promover a pesquisa colaborativa em MTCI na região das Américas. Favorecer o resgate de conhecimentos ancestrais, incluindo a medicina tradicional indígena e de outras diversidades étnica. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 50/53 Apoiar processos de tomada de decisões para a integração das MTCI aos sistemas e serviços de saúde na região das Américas, de acordo com os contextos nacionais, seguindo as recomendações da Estratégia OMS de Medicina Tradicional. Promover a visibilidade, em nível mundial, das políticas públicas, modelos de integração, saberes e práticas das medicinas tradicionais, dos desenvolvimentos conceituais e de pesquisas em MTCI realizadas na região das Américas. Estudante, esta situação-problema foi desenvolvida com o propósito de lhe trazer mais conhecimento sobre a atuação da Rede Regional em MTCI para as Américas. Dessa forma, fica claro que a Rede possui grande complexidade na sua estrutura e no seu planejamento e desenvolvimento das ações, porém, de um modo mais simples de pensar suas atividades fica bem mais fácil reter o conhecimento! Dê o play! Assimile No decorrer desta unidade foi possível conhecer e integrar os aprendizados referentes às PICS nos diferentes cantos do mundo! 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 51/53 Com o mapa mental apresentado, ficará mais fácil estudar e memorizar as características das PICS nos diferentes continentes! Fonte: elaborada pela autora. Referências CHUNG, V. C. H. et al. Implementation science in traditional, complementary and integrative medicine: An overview of experiences from China and the United States. Phytomedicine, v. 109, 154591, 2023. MACHADO, M. G. M.; et al. Práticas integrativas e complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021. ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. SOUZA, I. C.; GUIMARÃES, M. B.; GALLEGO-PEREZ, D. F. (Org.) Experiências e reflexões sobre medicinas tradicionais, complementares e integrativas em sistemas de saúde nas Américas. Recife: Fiocruz; ObservaPICS, 2021. World Health Organization - WHO. Report on financial and administrative implications for the Secretariat of resolutions proposed for adoption by the Executive Board or Health 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 52/53 Assembly. Sixty-Seventh World Health Assembly, 2014. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1- en.pdf. Acesso em: 18 dez. 2023. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. World Health Organization. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/312342. Acesso em: 18 dez. 2023. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 53/53 https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf https://iris.who.int/handle/10665/312342Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 5/53 práticas integrativas e complementares, a produção de redes e de acordos inter-regionais. Além das políticas e regulamentações nacionais sobre medicinas tradicionais e complementares (MTC) que foram desenvolvidas em cada vez mais Estados-Membros, a infraestrutura de governação a nível nacional também melhorou significativamente. Fato apontado em que, até 2018, 107 Estados-Membros tinham um gabinete nacional de medicina tradicional e 75 Estados-Membros tinham um instituto nacional de investigação. Os progressos registados em 2018 foram generalizados em todas as seis regiões da OMS: Na Região Africana da OMS, entre 2005 e 2018, foram registrados progressos significativos no desenvolvimento de políticas, leis e regulamentos nacionais e de programas nacionais para MTC. A regulamentação e o registro de medicamentos fitoterápicos continuam a ser um desafio para a região. Na Região das Américas da OMS, houve aumento no número de Estados-Membros que desenvolvem políticas, programas, leis e regulamentos nacionais. A região ficou ligeiramente atrás do cenário global para todos os indicadores, mas prevê-se que a MTC será constantemente reconhecida como um contributo valioso nos cuidados com a saúde. Na Região do Mediterrâneo Oriental da OMS, registaram-se progressos assinaláveis na área da regulamentação e registro de medicamentos fitoterápicos desde 2005, em que a região se sai melhor do que o cenário global. Dos 21 países desta região, nove relataram ter uma política nacional para MTC e 12 países relataram leis e regulamentos que regem a MTC. Na Região Europeia da OMS, houve um grande aumento do número de Estados-Membros com sistema de registo e regulamentação para medicamentos à base de plantas. No entanto, indicadores como políticas, gabinetes, programas e 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 6/53 institutos de investigação nacionais para MTC ficam significativamente atrás das médias globais. A Região do Sudeste Asiático da OMS, que tem vários sistemas históricos de medicina tradicional na região e um forte foco político, teve um desempenho melhor do que as médias globais em todos os indicadores. A Região do Pacífico Ocidental da OMS teve um forte enfoque político, com 17 dos 27 Estados-Membros a reportarem uma política nacional para MTC. A região está atrasada em relação ao cenário global no registro e regulamentação de fitoterápicos, mas é comparável em todos os outros indicadores. Complementando, a fim de prestar apoio contínuo, a OMS solicitou aos Estados-Membros que definissem as suas necessidades de assistência. As respostas incluíram pedidos de apoio e orientação técnica geral para pesquisa e avaliação da MTC, compartilhamento de informações sobre questões regulamentares, workshops sobre capacitação nacional e fornecimento de bases de dados de investigação. Vamos Exercitar? Vimos que o ObservaPICS tem como objetivo principal unir conhecimentos relacionados às práticas integrativas e complementares. Dessa forma, o ObservaPICS é um canal de comunicação do Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS) para partilhar experiências e estudos e gerar discussões acerca dessa modalidade de cuidado com pesquisadores de diversas instituições, trabalhadores, gestores e usuários do SUS. A missão do Observatório é promover reflexões teóricas e práticas, mapeamento e análise crítica das PICS, com ênfase no SUS. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 7/53 Portanto, seus objetivos são debater, articular a troca de conhecimentos, estimular e produzir pesquisas, comparar e responder diferentes dúvidas quanto à validação das práticas e a integração com os procedimentos convencionais biomédicos. O observatório tem apoio do Ministério da Saúde e parceria com a Biblioteca Virtual em Saúde em Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas em Saúde (BVS-MTCI-Bireme), do Consórcio Acadêmico Brasileiro para a Saúde Integrativa e da Rede PICS Brasil. Saiba Mais Sugestão de capítulo de livro Para complementar os conhecimentos desta aula sugerimos a leitura do capítulo Natureza, saúde e princípios socioecológicos (Seção 3, Capítulo 24), do livro Bases da medicina integrativa disponível em nossa Biblioteca Virtual. LIMA, P. T. R. Bases da medicina integrativa. 3. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2023. Biblioteca Virtual. Sugestão de artigo científico Para agregar aos seus conhecimentos sobre as práticas integrativas, o artigo Medicina Tradicional Complementar e Integrativa: desafios para construir um modelo de avaliação do cuidado discorre sobre a complexidade e a diversidade do que se propõe sob a lógica da Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa (MTCI), que constitui um desafio para os interessados em evidências de sua efetividade. O seu crescimento, a sua oferta e o seu uso justificam a necessidade de construir referenciais metodológicos mais complexos e mais adequados para explicitar a singularidade do cuidado e a diversidade de suas técnicas. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 8/53 https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt SOUSA, I. M. C. de; HORTALE, V. A.; BODSTEIN, R. C. de A. Medicina Tradicional Complementar e Integrativa: desafios para construir um modelo de avaliação do cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 10, p. 3403-3412, 2018. Outras sugestões A página sugerida faz parte do site da Organização Pan-America da Saúde/Organização Mundial da Saúde e aborda as Medicinas tradicionais, complementares e integrativas. Explore a página e seus links para mais áreas de conhecimento, como, OMS: Estratégia de medicina tradicional e Tópicos relacionados. Fonte completa: Organização Pan-America da Saúde – OPAS/Organização Mundial da Saúde – OMS. Medicinas tradicionais, complementares e integrativas. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Glossário temático: práticas integrativas e complementares em saúde. Secretaria-Executiva. Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de práticas integrativas e complementares no SUS: atitude de ampliação de acesso. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.761, de 19 de novembro de 2013. Institui a Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (PNEPS - SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Trata de pesquisas em seres humanos e atualiza a Resolução nº 196. Conselho Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 9/53 https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas https://www.paho.org/pt/topicos/medicinas-tradicionais-complementares-e-integrativas SOUSA, I. M. C. de; HORTALE, V. A.; BODSTEIN, R. C. de A. Medicina TradicionalComplementar e Integrativa: desafios para construir um modelo de avaliação do cuidado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 10, p. 3403-3412, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/? format=pdf&lang=pt. Acesso em: 18 dez. 2023. World Health Organization - WHO. Report on financial and administrative implications for the Secretariat of resolutions proposed for adoption by the Executive Board or Health Assembly. Sixty-Seventh World Health Assembly, 2014. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1- en.pdf. Acesso em: 18 dez. 2023. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. World Health Organization. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/312342. Acesso em: 18 dez. 2023. Aula 2 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS PAÍSES ORIENTAIS Práticas Integrativas e Complementares nos países orientais 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 10/53 https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/csc/a/s7Wp8hbTLzkFPsMtSXKdCgp/?format=pdf&lang=pt https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf https://iris.who.int/handle/10665/312342 Olá, estudante! As PICS possuem relação muito forte com a cultura oriental. Mas se pensarmos que práticas integrativas possuem raízes nas medicinas tradicionais já conseguimos ampliar nossos horizontes para outros povos e culturas. E justamente esse é o tema de nossa aula, mas com enfoque nos países orientais. Tenho certeza de que irá gostar! Ponto de Partida Olá, estudante! Muitas pessoas pensam que as práticas integrativas são orientais. Talvez pela grande difusão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e suas técnicas. E de fato, o sucesso da MTC e suas técnicas têm sua parcela de responsabilidade para tal suposição. De fato, estas práticas são amplamente utilizadas e respeitadas, com comprovação científica advinda de estudos científicos robustos. Outro fator que contribuiu para a sua disseminação é que estas práticas são milenares e possuem muita força na cultura oriental. Podemos dizer ainda, que a MTC está entre as práticas mais buscadas em todo o mundo. Porém, sabemos que as práticas integrativas orientais são mais abrangentes que as técnicas da medicina chinesa como acupuntura 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 11/53 e moxabustão. Outras técnicas, advindas também de povos orientais são reconhecidas. Nesta aula, vamos explorar um pouco destas culturas e as características do uso das práticas integrativas nos países orientais mais conhecidos por nós. Além disso, gostaria que você, estudante, refletisse no decorrer da aula se quando falamos de países orientais, e sua relação com as PICS, nos referimos à MTC e as mesmas práticas por toda população asiática ou há características próprias em cada país? Vamos Começar! A implementação da Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa (MTCI) nos sistemas convencionais de prestação de serviços de saúde tem sido defendida, já há um bom tempo, pela OMS. No entanto, existem vários desafios para integrar a MTCI em ambiente dominado pela medicina convencional. Mesmo quando as MTCI estão formalmente incorporadas no sistema de saúde, ainda é difícil transformar a prática com evidências clínicas para melhorar a qualidade. Reconhecendo estas barreiras, é importante utilizar o conhecimento derivado da ciência da implementação para compreender e facilitar a implementação de serviços de MTCI em ambientes de cuidados de saúde convencionais e para promover a incorporação de evidências na prática de MTCI. No continente asiático, considerando o período de 2005 a 2018, os Estados-Membros têm demonstraram forte compromisso contínuo com a política, lei, regulamentação e infraestrutura nacional para MTCI, em que a grande maioria afirmou ter uma política, programa, escritório e comitê de especialistas nacionais para MTCI. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 12/53 O uso de medicinas tradicionais pela população também é fortemente reconhecido na região. O maior crescimento que foi observado é referente à regulamentação de medicamentos fitoterápicos. Apesar deste enraizamento cultural da MTCI, a ciência da implementação fornece uma perspectiva multifatorial sobre a implementação, aplicando os chamados quadros determinantes para identificar diferentes fatores que influenciam nesta implementação. Os determinantes, que podem ser barreiras ou facilitadores, são categorizados em cinco domínios interdependentes: 1. Eficácia da estratégia utilizada para apoiar a implementação. 2. Atributos do serviço implementado, como a sua complexidade percebida e compatibilidade com serviços anteriores. 3. Características dos adotantes (suas atitudes, suas crenças e sua motivação em relação ao serviço implementado). 4. Características dos pacientes ou destinatários da prática implementada (preferências e valores, por exemplo). 5. Influências contextuais, como a cultura e outras influências coletivas sobre os adotantes. A importância de cada um destes domínios deve ser avaliada caso a caso, e as estratégias para apoiar a implementação devem ser idealmente adaptadas às barreiras identificadas à implementação. No que diz respeito à MTC, é perceptível que se mantiveram como as técnicas mais próximas do tradicional e com menor influência do saber ocidental. Apesar de possuir origens muito antigas, de acordo com os registros históricos, as técnicas sofreram pouca ou nenhuma influência das práticas ocidentais até a metade do século XIX. São, contudo, consideradas as técnicas naturais e não medicamentosas que possuem maior divulgação e cada vez mais respeito. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 13/53 A história das técnicas relacionadas à MTC se mistura com a história política da China, em que passaram por períodos de menor expressão e até de proibição de seu uso. Os governos chineses são conhecidos como dinastias, e cada uma delas trouxe uma forma diferente de entender as práticas terapêuticas tradicionais e a influência das práticas ocidentais sobre elas. Na década de 1920, durante a Era Guomindang, o governo tentou acabar com as terapias tradicionais, mas não houve sucesso. Quando foi instituída a República Popular da China, em 1949, as técnicas tradicionais chinesas foram reconhecidas e formalizadas. Os profissionais tradicionais foram estimulados a intercambiar saberes com o Ocidente, tornando as duas linhas de pensamento integradas e complementares e expandindo os saberes orientais. Esta integração entre as terapias tradicionais e as práticas ocidentais culminou em maior rigor científico, cada vez mais expressivo na documentação das antigas práticas chinesas. Os avanços científicos relacionadas à MTC e suas técnicas também contribuiu para maior aproximação ocidental gerando mais visibilidade e maior aplicação das práticas fora do território chinês. Dessa forma, observamos hoje que as práticas tradicionais orientais convivem de forma harmoniosa com a medicina convencional, e os profissionais de saúde têm a liberdade de utilizar as duas abordagens de forma paralela. Outra prática tradicional oriental conhecida é a Medicina Ayurvédica (MA). Não se tem dados precisos com relação ao seu surgimento, mas esta forma também milenar (acredita-se tratar de mais de 5000 anos atrás) de cuidados com a saúde podeter tido seus ensinamentos passados inicialmente de forma oral. Assim, podemos dizer que a civilização védica no sudeste da Ásia migrou para o sul para criar a Medicina Ayurvédica, enquanto a civilização austral criou a Medicina Tradicional Chinesa. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 14/53 As abordagens de tratamento da MA envolvem mudanças na dieta, utilização de ervas, uso de massagens e práticas purificadoras, todas elas com o objetivo de equilibrar a fisiologia do indivíduo. Em 1947, após a independência da Índia, a ayurveda, antes proibida pelos britânicos, pôde ser praticada. E, em 1971, a MA foi autorizada a fazer parte do sistema de saúde oficial da Índia. A partir de então, a ayurveda se disseminou por diversas regiões, incluindo Europa, Japão, Austrália, Rússia, América do Norte e do Sul. Índia Na Índia, a política nacional sobre MTCI é a Política Nacional sobre Sistemas Indianos de Medicina e Homeopatia, de 2002. A legislação nacional sobre estas práticas inclui a Lei do Conselho Central de Medicamentos Indianos (1970), a Lei do Conselho Central de Homeopatia (1973) e a Lei de Medicamentos e Cosméticos (de 1940, alterado em 2009). O governo da Índia criou um departamento separado conhecido como Departamento de Sistemas Indianos de Medicina e Homeopatia em 1995, que mais tarde foi renomeado como Departamento de Ayurveda, Yoga, Unani, Siddha e Homeopatia (AYUSH), administrado pelo Ministério da Saúde. Mais tarde, em 2014, foi formado o Ministério independente da AYUSH. No país existem vários comitês de especialistas em MTCI, sendo os mais importantes o comitê de farmacopeia, a Célula de Controle de Medicamentos e o Conselho Consultivo Técnico ayurveda Siddha e Unani. Existem, ainda, quatro conselhos separados para pesquisa sob AYUSH: o Conselho Central para Pesquisa em Ayurveda e Siddha, o Conselho Central para Pesquisa em Medicina Unani, o Conselho Central para Pesquisa em Yoga e Naturopatia, e o Conselho Central de Pesquisa em Homeopatia. Também no ano de 2014, se iniciou um plano nacional para integrar a MTCI na prestação nacional de saúde. As práticas de Medicina ayurvédica, Unani e homeopatia possuem regulamentações nacionais e para atuar nestas áreas é necessária licença emitida 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 15/53 pelo governo, emitida após a formatura e estágio obrigatório. Os serviços de MTCI são reembolsados por seguros de saúde públicos e privados. Quanto aos medicamentos fitoterápicos, estes são regulamentados pela disposição de medicamentos ayurvédicos, Siddha e Unani na Lei de Medicamentos e Cosméticos e possuem regulamentos exclusivos, separados dos medicamentos convencionais, a fim de garantir a sua qualidade. Coreia do Norte e Coreia do Sul Na Coreia do Norte, a política nacional sobre MTCI foi emitida em 1979. O Departamento de Medicina Tradicional Koryo serve como escritório nacional de MTCI. O instituto nacional de pesquisa em MTCI é a Academia de Medicina Tradicional Koryo, fundada em 1961; e o plano nacional para integrar a MTCI na prestação nacional de serviços de saúde, começou em 1979. A regulamentação para medicamentos fitoterápicos é a mesma que para produtos farmacêuticos convencionais. O Departamento de Medicina Tradicional Koryo estima que, em 2010, 40-59% da população utilizava práticas indígenas de medicina tradicional, 20-39% usaram acupuntura, quiropraxia e naturopatia, e 40-59% usaram medicamentos fitoterápicos. A medicina tradicional indígena é coberta pelo seguro de saúde do governo, e a cobertura total do seguro governamental está disponível para as práticas de acupuntura, quiropraxia, fitoterápicos e naturopatia. Ainda, existe um programa de educação do consumidor para cuidados de autocuidado usando MTCI que está em vigor desde 1980. Já na República da Coreia (Coreia do Sul), e, 1993 foi criado o Departamento de Medicina Tradicional Coreana para facilitar o planejamento estratégico e a implementação da política nacional 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 16/53 sobre a medicina coreana. Mais tarde, em 2008, foi ampliado para duas divisões: Divisão de Política de Medicina Tradicional Coreana e Divisão da Indústria de Medicina Tradicional Coreana. Na Coreia do Sul também existem instituições públicas importantes na área da medicina tradicional coreana: o Instituto Coreano de Medicina Oriental (1994), que é um instituto nacional de pesquisa para a medicina coreana; e o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Medicina Coreana (2016), que funciona como uma agência nacional responsável por promover a indústria médica coreana. Além disso, o país desenvolve planos de ação a cada cinco anos com a intenção de promover e desenvolver a medicina coreana. Atualmente, o plano nacional tem a visão de promover a saúde pública através da medicina coreana e fortalecer a medicina nacional. Para atuar com a Medicina Tradicional Coreana é necessário se graduar na universidade e passar no Exame Nacional de Licenciamento. E, para fortalecer a pesquisa em medicina coreana, todas as universidades de medicina coreana oferecem mestrado e doutorado na área. Desde 1987, o seguro nacional de saúde cobre serviços selecionados de medicina tradicional coreana, incluindo alguns produtos de acupuntura, moxabustão e medicamentos fitoterápicos. Siga em Frente... Tailândia Quando falamos da Tailândia, a política sobre MTCI está integrada na Lei Nacional de Saúde desde 2007 e existe uma política nacional exclusiva para a Medicina Tradicional Tailandesa (MTT), incluída no 10º Plano Nacional de Desenvolvimento da Saúde (2007-2011). A legislação relacionada às medicinas tradicionais inclui leis e regulamentos sobre a “prática da arte de curar”, produtos 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 17/53 farmacêuticos e a proteção e promoção da MTT. A política e a legislação nacional sobre MTCI foram atualizadas em 2016. Não existe comitê único na Tailândia para a MTCI, mas vários comitês de especialistas, subcomitês e grupos em diferentes áreas do TTM. O plano nacional para a integração da MTCI na prestação nacional de saúde está em vigor desde 1992. Comparado a outros países, a Tailândia possui adesão mais baixa às práticas integrativas. De acordo com o Instituto de Medicina Tradicional Tailandesa, em 2010, 1-19% da população utilizava práticas indígenas de medicina tradicional e medicamentos fitoterápicos. Dados do Instituto de Medicina Tailandês-Chinesa do Sudeste Asiático mostram que, também em 2010, menos de 1% da população usava acupuntura e 1-19% usava a medicina tradicional chinesa. A Divisão de Medicina Complementar e Alternativa informou que, em 2010, a medicina ayurvédica, a quiropraxia, a homeopatia, a naturopatia, a osteopatia e os medicamentos Unani eram utilizados por menos de 1% da população. China Na China, como já foi visto, a principal forma de MTCI é a MTC, em que a prestação de serviços já foi adotada em todos os níveis de cuidados de saúde. Com o elevado volume de investigação clínica das últimas décadas, uma questão política é como traduzir em prática as evidências clínicas relacionadas à MTC. O desenvolvimento de diretrizes de prática clínica tem sido a principal intervenção de implementação, porém, a adesão dos médicos da MTC tem sido fraca, devido ao conflito entre a prática individualizada clássica e a padronização da prática. Assim, apesar dos diversos órgãos relacionados a MTCI e MTC, o Conselho de Estado emitiu dois documentos, oRegulamento da República Popular da China sobre a Medicina Tradicional Chinesa (2003), e os Pareceres sobre o Apoio e Promoção do Desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa (2009), formando 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 18/53 gradualmente um sistema político relativamente completo sobre a Medicina Tradicional Chinesa. Em 2016, o Comité Central do Partido Comunista da China e o Conselho de Estado emitiram o “Plano para uma China Saudável 2030”, que, entre outras condutas, estabelece uma série de tarefas e medidas para implementar um programa de desenvolvimento da medicina tradicional chinesa. Também foi emitido, pelo Conselho de Estado, o “Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa” (2016-2030), que tornou o desenvolvimento da MTC uma estratégia nacional. A relevância da MTC é tão grande que 130 elementos desta foram incorporados à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial Nacional, com as práticas da MTC de acupuntura e moxabustão sendo incluídas na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Ainda, o Cânon Interno do Imperador Amarelo (Huang Di Nei Jing) e o Compêndio de Matéria Médica (Ben Cao Gang Mu) estão listados no Registro da Memória do Mundo. Na China, existe uma rede urbana de cuidados médicos de MTC que compreende hospitais, clínicas e departamentos clínicos e centros de saúde comunitários de medicina tradicional. Também foi estabelecida uma rede rural de cuidados médicos de MTC. Os seguros governamentais e comerciais (incluindo companhias de seguros estatais e privadas) cobrem a MTC e cobrem parcialmente as práticas de MTCI de acupuntura, fitoterapia e osteopatia. Os medicamentos tradicionais chineses e medicamentos naturais (medicamentos fitoterápicos) são controlados pelo sistema regulador nacional. Existem também regulamentos que determinam a forma como a lei de administração de medicamentos é implementada, a proteção dos medicamentos tradicionais chineses, a administração de medicamentos tóxicos para uso médico e a proteção dos “recursos medicinais silvestres”. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 19/53 Japão No Japão não existe lei ou regulamento nacional para a MTCI, da mesma forma, não existe um escritório oficial responsável por tais práticas, nem comitê de especialistas. As questões relativas especificamente da MTCI são tratadas pelos escritórios e comitês existentes. Alguns projetos de investigação sobre as medicinas tradicionais são financiados pelo governo. As práticas indígenas de medicina tradicional são consideradas importantes no Japão. A medicina tradicional indígena e outras práticas de MTCI são utilizadas pela população, mas as percentagens de utilização não são conhecidas. Os provedores de MTCI atuam em hospitais e clínicas dos setores público e privado. O governo nacional emite a licença MTCI necessária para a prática. Há cobertura parcial da medicina tradicional indígena e das práticas de MTCI de acupuntura e fitoterápicos pelo seguro saúde governamental. A Lei de Assuntos Farmacêuticos emitida, de 1960, constitui a regulamentação nacional sobre medicamentos fitoterápicos, que incluem medicamentos tradicionais japoneses. Um guia sobre padrões de aprovação para produtos tradicionais foi publicado em 2008 e posteriormente revisado. Os requisitos de segurança para medicamentos fitoterápicos também são os mesmos dos produtos farmacêuticos convencionais. Singapura Singapura é uma nação reconhecida pelas políticas públicas para melhorar a qualidade de vida da população, com diversos programas para incentivo à alimentação saudável, à prática de atividade física e aos cuidados com a população idosa. Atualmente não existe um instituto nacional de pesquisa em medicina tradicional. Porém, o Ministério da Saúde administra 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 20/53 subsídios dedicados à investigação em MTC para incentivar a investigação colaborativa entre praticantes e investigadores nas suas instituições acadêmicas e de cuidados de saúde. Existem regulamentações nacionais sobre medicamentos fitoterápicos e estes medicamentos, incluindo os medicamentos tradicionais chineses, indianos e malaios, são regulamentados pela Lei de Medicamentos. Entre as práticas de MTCI, apenas os praticantes da MTC são regulamentados estatutariamente. A Lei dos Praticantes de Medicina Tradicional Chinesa foi estabelecida em 2000, e os Regulamentos dos Praticantes de Medicina Tradicional Chinesa (Registro de Acupunturistas) e os Regulamentos dos Praticantes de Medicina Tradicional Chinesa (Registro de Médicos de MTC) entraram em vigor em 2001 e 2002, respectivamente. Os praticantes de outras técnicas, como a medicina tradicional malaia, a medicina tradicional indiana e a quiropraxia, são incentivados a praticar a autorregulação por meio de associações profissionais. Não são conhecidas as percentagens da população que utiliza as práticas de MTCI em Singapura. Para finalizar, entre as dificuldades enfrentadas por alguns países asiáticos está a falta de apoio financeiro para pesquisas sobre as MTC, falta de conhecimentos apropriados das autoridades nacionais em saúde e agências de controle, falta de mecanismos apropriados para o controle e a regulação de produtos fitoterápicos. Vamos Exercitar? Pudemos perceber no decorrer desta aula, que a MTC é muito forte nos países asiáticos, especialmente na China. Mas, cada país utiliza amplamente a sua medicina tradicional, decorrente dos costumes e cultura. E não é porque é uma medicina tradicional que não possui regulamentação, pelo contrário. Percebemos que além do incentivo 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 21/53 da OMS, cada país tem órgãos responsáveis por tais práticas, de modo a buscar a qualidade e segurança com seu uso. Além disso, na Ásia especialmente, percebemos que não existe uma relação bem formada entre o desenvolvimento do país e o uso da MTCI. Alguns países inclusive, como é o caso da China, possuem programas de atenção à saúde mediante a utilização das MTCI tanto no meio urbano quanto em áreas rurais, para garantir o atendimento de toda a população. Saiba Mais Sugestão de capítulo de livro Como sugestão para complementar seus conhecimentos deixamos o capítulo A Medicina Tradicional Chinesa como Medicina Integrativa (Seção II, Capítulo 7), do livro Medicina integrativa na prática clínica disponível em nossa Biblioteca Virtual. ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. Sugestão de artigo científico O artigo Origens, influências e aplicações das medicinas asiáticas no mundo globalizado traz, em uma leitura leve, alguns fatos interessantes sobre as medicinas tradicionais orientais. SIEGEL, P.; BARROS, N. F. Origens, influências e aplicações das medicinas asiáticas no mundo globalizado. Physis Revista de Saúde Coletiva, v. 19, n. 2, p. 551-557, 2009. Outras sugestões O filme icônico Karatê Kid, tanto a primeira versão de 1984, quanto a regravação de 2010, além da trama muito bem estruturada, mostra muito das tradições do povo chinês e sua proximidade com a 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 22/53 https://www.scielo.br/j/physis/a/ggCxdfJzv3RmCdBMYZzDxSC/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/physis/a/ggCxdfJzv3RmCdBMYZzDxSC/?format=pdf&lang=ptmedicina tradicional, apresentando diversas práticas, que fazem parte do dia a dia da população chinesa. Se você, estudante, não conhece este filme, vale a pena! E se já conhece, que tal assisti-lo novamente com um novo olhar e tentar identificar as práticas nele utilizadas? Referências Bibliográficas CHUNG, V. C. H. et al. Implementation science in traditional, complementary and integrative medicine: An overview of experiences from China and the United States. Phytomedicine, v. 109, 2023. MACHADO, M. G. M. et al. Práticas integrativas e complementares em saúde. Porto Alegre: SAGAH, 2021. ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on traditional and complementary medicine 2019. World Health Organization. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/312342. Acesso em: 18 dez. 2023. Aula 3 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA EUROPA E ESTADOS UNIDOS 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 23/53 https://iris.who.int/handle/10665/312342 Práticas Integrativas e Complementares na Europa e Estados Unidos da América Olá, estudante! Apesar de as práticas integrativas serem iguais em todo mundo, com o passar dos anos e de acordo com cada cultura elas foram sofrendo modificações. Isso faz com que sejam necessárias medidas para seu controle nos diferentes lugares do mundo, a fim de manter sua qualidade e segurança para a população. E é justamente isso que será discutido em nossa videoaula de forma complementar ao material didático! Ponto de Partida Olá, estudante! A utilização das PICS tem crescido de maneira global, mesmo em países já desenvolvidos em que a medicina convencional ou alopática tem se estabelecido nos sistemas de saúde, a exemplo os Estados Unidos e vários países europeus. Nesta aula conversaremos sobre o processo das práticas integrativas e complementares no continente europeu, abordando como se deu seu desenvolvimento, quais são seus atributos gerais e relações nos diferentes países da Europa. Também abordaremos 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 24/53 sobre as práticas integrativas e complementares nos Estados Unidos da América (EUA), sua visão e suas características principais, e as abordagens acerca destas técnicas. Mas antes de começar vamos pensar um pouco! Você já deve ter notado com o que aprendemos até aqui, que as PICS têm uma história muito antiga e está enraizada nos costumes e cultura de diferentes povos. Ainda, aprendemos que esta forma de cuidado com a saúde é muito popular em comunidades com menos recursos, e podemos dizer inclusive que acaba sendo a principal forma de cuidado. Mas, por que então que estas práticas estão sendo vistas com tanto cuidado pela OMS e por populações mais desenvolvidas, ou com melhores recursos para os cuidados com a saúde, como a europeia e a norte-americana? Vamos Começar! O continente europeu é constituído por 50 nações ou países que, unidos, totaliza uma população de 730 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população mundial. Localizado no hemisfério norte do globo terrestre, é o menor dos cinco continentes, tendo uma área de 10 milhões de km2. A Europa, com relação às PICS, tem uma abordagem voltada para a incorporação de entendimentos que tenham sido comprovados cientificamente e é denominada medicina mente-corpo, a qual conta com a inclusão de várias áreas do conhecimento. Para tal fomentação, tem-se utilizado inúmeros artigos científicos, os quais fazem a indagação do porquê utilizar o termo integrativo, e não o termo complementar. Tal indagação justifica a utilização da denominação práticas integrativas e complementares, que faz a união dos dois termos. Ao olhar do National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH), compreende-se como medicina integrativa a somatória da utilização da dita medicina convencional com as 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 25/53 terapêuticas da medicina complementar. É, portanto, a área do conhecimento que complementa a Medicina Tradicional, que tem seus objetivos na prevenção e no cuidar de doenças, agindo de forma completa, observando as diferentes dimensões e o equilíbrio entre as emoções, o corpo físico, a mente e o nosso redor, visando à busca pelo bem-estar integral de cada indivíduo, e não somente mantendo o olhar na patologia orgânica ou na doença instalada no corpo. A partir da década de 1960, intensificaram-se a busca e a procura mundial por diferentes formas de terapias, tendo como propulsor principal a grande e crescente prevalência de doenças crônicas e degenerativas, assim como a insatisfação com o modelo de saúde e as formas de tratamentos convencionais. A European Federation for Complementary and Alternative Medicina (EFCAM) é a federação responsável pela regulamentação das práticas holísticas em 23 países da Europa Ocidental, estabelecendo um objetivo para garantir que se tenha elevados pontos na política de saúde europeia, a fim de assegurar a livre escolha de quais terapias disponibilizarem. Para a população, a EFCAM visa melhorar a disponibilidade e o acesso a serviços de práticas integrativas e complementares, garantindo os direitos legais da imagem de profissionais e regulamentos e treinamentos na Europa, além da participação desses praticantes de TIC em pesquisas e projetos da área. Dentre as pesquisas realizadas pela EFCAM, ocorreu uma em 2015 na qual foi constatado que 80% de indivíduos em diferentes países da União Europeia utilizaram uma TIC, e estimou-se que 360 mil profissionais trabalham em diferentes tipos de terapias. Entretanto, na Europa, a abordagem das TIC e suas formas de aplicação podem mudar radicalmente de um país para outro, e até mesmo dentro de um único país, entre diferentes grupos socioeconômicos. Desta forma, vemos diversas políticas relacionadas a tais práticas e quando o paciente atravessa a 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 26/53 fronteira de um país e procura por serviços de TIC, ele percebe mudanças significativas no tratamento, o que pode se tornar um risco para a segurança do paciente. O mesmo acontece com um especialista, quando vai para outro país, porque as regras e nomenclaturas são diferentes. Essa diferença também afeta os pesquisadores, pois não há padronização de procedimentos e terapias. As nomenclaturas e aplicações heterogêneas acabam interferindo na qualidade e segurança no tratamento da saúde. Além disso, a EFCAM fez esforços para estabelecer diretrizes gerais sobre leis e regulamentos da TIC, incluindo requisitos de treinamento para especialistas, autorizações e sistemas de licenciamento de especialista/terapeuta. No período entre 2010 e 2012, a EFCAM realizou uma investigação chamada Complementary and Alternative Medicine Umbrella (CAMbrella), para verificar as regras das práticas integrativas e complementares dos países pan-europeus, a partir dos dados fornecidos pelo Ministro da Saúde e sua agência. A pesquisa envolveu 27 Estados-Membros e 12 países associados. Em 2015, foram publicados os relatórios, permitindo a criação das diretrizes para os próximos passos nas preferências das MTCI no mundo. Na Europa, a proporção de indivíduos que usaram a MTCI representou 31% na Bélgica e 75% na França. No Reino Unido, um em cada dez adultos visita um médico de medicina complementar a cada ano, e 90% desses atendimentos são feitos fora do sistema nacional de saúde.Nos EUA, as medicinas tradicionais e complementares são regulamentadas em nível estadual. Porém, o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH) identificou que a saúde integrada tinha capacidade de fornecer uma combinação de cuidados e suplementos comuns, de forma organizada. Parte da premissa do enaltecimento vem de uma abordagem abrangente, com foco em pacientes e saúde, sendo o aspecto da boa saúde, em geral, incluindo os aspectos mentais, emocionais, funcionais, 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 27/53 espirituais e outros, tratando o todo, em vez de um sistema ou uma agência. O NCCIH, portanto, está procurando cuidados integrados entre terapeutas e organizações. Assim, nos EUA, essa temática é tratada pelo NCCIH, que é parte do Departamento Nacional de Saúde e tem como missão determinar, por meio de investigação científica rigorosa, o uso e a segurança das intervenções de medicina complementar e integrativa, bem como seu papel na melhoria da saúde. Sua visão é que as evidências científicas permitirão que o público em geral, os profissionais de saúde e os guias utilizem essas técnicas em abordagens para a tomada de decisões em saúde. O plano do NCCIH está dividido em cinco objetivos estratégicos, que são: Avançar na pesquisa em intervenções, práticas e disciplinas mentais e físicas. Buscar produtos naturais. Integrar a atenção e a promoção da saúde. Aumentar a capacidade de produção para pesquisas rigorosas no campo. Desenvolver e divulgar evidências sobre intervenções práticas integrativas e complementares. Siga em Frente... Na área da investigação científica, o NCCIH estabeleceu seis campos prioritários: gestão não medicamentosa da dor; mecanismos e efeitos neurobiológicos; abordagem inovadora para estabelecer critérios orgânicos para produtos naturais; prevenção e promoção da saúde em cada fase e ao longo da vida; ensaios clínicos utilizando métodos inovadores de avaliação da saúde; e estratégias e ferramentas para melhorar a comunicação, educação e compreensão científica da pesquisa clínica no campo. Então, 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 28/53 através do NCCIH, o governo estimula a pesquisa e a adesão a essas práticas, com orçamento superior a 120 milhões de dólares. Centros de prestígio, como MD Anderson e Centro Memorial Sloan- Kettering, e Universidades, como Harvard, que já têm programas específicos para aplicações de pesquisa em acupuntura, relaxamento e outras práticas. O número de pesquisas sobre o assunto aumentou 33% em cinco anos, de acordo com o banco de dados de publicações médicas do PubMed. A prática da medicina alternativa, nome ainda utilizado em algumas regiões dos EUA, mas que tem sido cada vez mais substituído pela denominação Práticas ou Terapias Integrativas e Complementares, reafirma a importância da relação terapeuta-paciente, com foco no indivíduo como um todo, conforme aponta o Conselho Americano de Medicina Integrativa. A prática é entregue por evidências e utiliza todos os tratamentos e profissionais médicos e não médicos para alcançar a cura e a saúde de forma eficaz. Nos Estados Unidos algumas práticas integrativas possuem cobertura pelos planos de saúde: acupuntura, quiropraxia, massoterapia, medicina natural (condições preexistentes não são cobertas pelos seguros), Ayurveda (a cobertura varia conforme o estado). Temos também o feedback, tratamento não invasivo em psicoterapia em que os pacientes aprendem a controlar processos corporais involuntários, como a pressão sanguínea, a tensão muscular e os batimentos do coração. Ele ajuda pessoas com dor crônica, incontinência, enxaqueca, pressão alta e crianças hiperativas. Planos de saúde e até o Medicaid (programa social de saúde para pessoas de baixa renda), em 36 estados, oferecem cobertura para esse tipo de tratamento. Nos Estados Unidos, todos os centros combatem o câncer usando drogas integradas no tratamento dessa doença, como a associação de fitoterapias e aromaterapias. No Brasil, foi iniciada a utilização das drogas integradas em 2018, com a colaboração da pesquisa 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 29/53 realizada em Universidade dos Estados Unidos sobre a eficácia desses complementos no tratamento de câncer. Para tal, fazia-se necessária a realização de um treinamento, o qual tinha a duração de dois anos. Esse treinamento trouxe outro ponto de vista: um olhar holístico, em que mais pessoas cuidam e com menos danos. É notório que, medidas a extensão, a especialização e o foco dessa doença, há distância em relação ao "medicamento real". O NCCAM, por meio do Instituto Nacional de Saúde, organização que criou informações sobre o Reiki, considerando-o como uma terapia adicional. Nesse local também foram reunidas informações para o seu site, com pesquisas oficiais sobre o uso dessa técnica, bem como as recomendações para que ela possa ser utilizada, havendo muitos exemplos da integração de Reiki em cuidados de saúde nos Estados Unidos. Estudos de diferentes terapias de energia mostrou que o Reiki acarreta redução de ansiedade, melhora em doença muscular, aceleração da cura de diversos males e é benéfico em pré e pós-cirúrgicos, bem como para melhorar a qualidade da saúde. Um dos exemplos em que se tem a integração entre o Reiki e os tratamentos convencionais é a escola de Medicina da Universidade de Michigan, no qual o Reiki é aplicado pela equipe de enfermagem em funcionários e de funcionários em funcionários. Em muitos hospitais, os residentes aprendem Reiki como parte do seu internato e conteúdo programático. Os tratamentos integrativos também podem ser chamados de holísticos. Alguns se tornaram muito populares, outros ainda estão se desenvolvendo, mas cada vez mais pessoas estão se juntando a essa nova onda de múltiplas opções. Porém, a Europa enfrenta algumas dificuldades relacionadas às práticas integrativas: poucos dados de investigação; falta de conhecimentos especializados das autoridades nacionais de saúde, mecanismos de monitoramento da segurança das práticas escassos e falta de apoio financeiro para pesquisas. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 30/53 Vamos Exercitar? E então estudante, vamos retomar o questionamento desta aula?! Por que a OMS e os países desenvolvidos e com alta tecnologia nos cuidados com a saúde têm tido um olhar especial para as PICS, ou também chamadas de MTCI? Quando falamos das práticas integrativas elas olham para o indivíduo e não para a doença em si. Apesar de já estar enjoado de ouvir esta definição vamos analisá-la de forma mais profunda. Quando dizemos em olhar para o indivíduo, isso quer dizer que o olhar é particular, pensando neste ser como único, junto com suas experiências, suas memórias e seus sentimentos. Além disso, quando tiramos nossa atenção da patologia em si e direcionamos o cuidado para quem a carrega, mudamos a forma de enxergar as doenças. Estas acometem um corpo físico, mental e espiritual quando este se encontra enfraquecido/debilitado. Então, se conseguirmos deixar este organismo, considerando todas as suas dimensões, forte e em harmonia, a tendência é a cura. Apesar da grande tecnologia envolvida nos cuidados com a saúde, há questões que a ciência não teve êxito ainda para explicar. Nesse sentido, as PICS se tornam grandes aliadas por ter seu olhar ampliado em relação ao processo saúde-doença e por promover o processo de autocura e de autocuidado. Saiba Mais Sugestão de capítulo de livro O capítulode livro Medicinas tradicionais europeias (Seção II, Capítulo 9) do livro Medicina integrativa na prática clínica, disponível em nossa Biblioteca Virtual, aborda o contexto histórico destas práticas no continente europeu e também traz informações interessantes sobre a medicina grega e indígena. Vale a leitura! 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 31/53 ROHDE, C. B. dos S.; MARIANI, M. M. de C.; GHELMAN, R. Medicina integrativa na prática clínica. 1. ed. Santana de Parnaíba: Manole, 2021. Sugestão de artigo científico O artigo proposto aborda as concepções, ou representações, de profissionais de saúde que utilizam as PICS e sua forma de enxergar o indivíduo doente. Um ótimo complemento para os aprendizados de nossa aula! Boa leitura! ZAPELINI, R. G.; JUNGES, J. R.; BORGES, R. F. Concepção de saúde dos profissionais que usam práticas integrativas e complementares no cuidado. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 33, p. 1-24, 2023. Outras sugestões Deixamos como sugestão para que você estudante explore e adquira mais conhecimentos, o site da Biblioteca virtual em saúde das MTCI – Américas. Esperamos que aproveite bastante não só para complementar seus conhecimentos nesta disciplina, mas durante sua vida acadêmica e profissional! Biblioteca virtual em saúde das MTCI – Américas. Referências Bibliográficas BENITES, D. F. Acessibilidade das Práticas Integrativas e Complementares na Rede de Atenção Primária de Saúde, do município de Porto Alegre, no âmbito da prática e do ensino. 2020. 145 p. Dissertação (Mestrado profissional pelo Programa de Pós-graduação em Ensino na Saúde) – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Práticas Integrativas e Complementares (PICS). Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a- 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 32/53 https://www.scielo.br/j/physis/a/3mwBJznLh5wZZCrRpCwtZhm/?format=pdf&lang=pt https://mtci.bvsalud.org/ https://mtci.bvsalud.org/ https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/praticas-integrativas-e%20complementares-pics-1 a-z/p/praticas-integrativas-e complementares-pics-1. Acesso em: 17 dez. 2023. LEMOS, C. S. et al. Práticas integrativas e complementares em saúde no tratamento de feridas crônicas: revisão integrativa da literatura. Aquichan, Bogotá, v. 18, n. 3, p. 327-342, 2018. NACIONAL CENTER OF COMPLEMENTARY AND INTEGRATIVE HEALTH. Complementary, Alternative, or Integrative Health: What’s In a Name? Disponível em: https://www.nccih.nih.gov/health/complementary-alternative-or- integrative-health-whats-in-a-name . Acesso em: 18 dez. 2023. NIGENDA, G. et al. Análisis de las alternativas de los migrantes mexicanos en Estados Unidos de América para atender sus problemas de salud. Salud pública Méx, Cuernavaca, v. 51, n. 5, p. 407-416, 2009. PENA, A.; PACO, O. Alternative medicine: Intent of analysis. Anales de la Facultad de Medicina. v. 68, n. 1, p. 87-96, 2007. MACHADO, L. C. B.; ALVES, C. A. D. Uso das práticas integrativas e complementares em pacientes com diabetes melito. In: ARAÚJO, R. P. C. Órgãos e sistemas: temas interdisciplinares. v. 3. Salvador: EDUFBA, 2013. p. 161-171. TESSER, C. D.; SOUSA, I. M. C.; NASCIMENTO, M. C. Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde brasileira. Saúde em Debate, v. 42, n. spe. 1, p. 174-188, 2018. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Report on financial and administrative implications for the Secretariat of resolutions proposed for adoption by the Executive Board or Health Assembly. Sixty-Seventh World Health Assembly, 2014. Disponível em: https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1- en.pdf . Acesso em: 18 dez. 2023. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 33/53 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/praticas-integrativas-e%20complementares-pics-1 https://www.nccih.nih.gov/health/complementary-alternative-or-integrative-health-whats-in-a-name https://www.nccih.nih.gov/health/complementary-alternative-or-integrative-health-whats-in-a-name https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf%C2%A0.%20Acesso%20em:%2018%20dez.%202023 https://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA67/A67_18Add1-en.pdf%C2%A0.%20Acesso%20em:%2018%20dez.%202023 Aula 4 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA AMÉRICA LATINA Práticas Integrativas e Complementares na América Latina Olá, estudante! Para completar nossa volta ao mundo com as PCIS vamos abordá-las nas diferentes culturas que formam a América Latina. Quando falamos desses territórios o intercâmbio cultura é tão grande, incluindo as medicinas tradicionais e PICS, que redes de apoio para desenvolvimento de tais práticas nas américas foram desenvolvidas. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse pedaço do mundo, ou seria das PICS? Ponto de Partida 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 34/53 Olá, estudante! Como já vimos, as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCI) são a soma de conhecimentos, capacidades e práticas baseadas em teorias, crenças e experiências de diferentes culturas, utilizadas para manter a saúde e prevenir, diagnosticar, melhorar ou tratar doenças físicas e mentais. Na América Latina diversos países implementaram as MTCI nos serviços de saúde como oferta principal de tratamento ou como medicina alternativa. Porém, muitos países estão atrasados nos cuidados com a saúde de sua população, incluindo o olhar mais cuidadoso para as práticas integrativas, muitas vezes oferecidas apenas pelo setor privado. Nesta aula, você terá a oportunidade de aprender mais sobre as MTCI na América Latina e alguns conceitos importantes sobre o tema, incluindo uma visão geral das práticas e sua utilização. Você notará as diferentes nomenclaturas para as mesmas práticas dadas por cada população e perceberá que algumas terapias são mais utilizadas que outras. Iremos falar sobre a América Latina e também aprendemos sobre os países orientais, a Europa e os Estados Unidos da América. Mas, para completar nossos estudos, já parou para pensar em como estas práticas são utilizadas no Canadá? Vamos Começar! Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas é a denominação dada ao paradigma vitalista e ao modo de intervir nos processos de adoecimento no qual o foco das intervenções são os indivíduos e não as doenças, visando-se à prevenção e à promoção da saúde, por meio da integração do corpo com a mente no processo do adoecimento. As MTCI constituem um importante modelo de cuidado à saúde, pois consideram o indivíduo em sua 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 35/53 singularidade, integralidade e complexidade, levando em consideração sua inserção sociocultural com ênfase na relação profissional/paciente, o que contribui para a humanização da atenção. Ainda, os cuidados de saúde integrativos englobam abordagens complementares e convencionais de forma coordenada. Nas Américas, existe o intercâmbio com as culturas locais, ancestrais dos povos indígenas ou originários e tradicionais, fazendo uso de práticas menos invasivas, oriundas de outros países, tais como a acupuntura e a homeopatia. Cada país possui uma variedade própria de práticas reconhecidas e institucionalizadas ou consideram uma determinada prática de maneiradistinta em relação a outro país, levando em conta sua inserção sociocultural e suas particularidades. Nas Américas, as MTCI podem ser inseridas/integradas nos sistemas nacionais de saúde a partir de iniciativas governamentais ou por meio da atuação de diferentes instituições que trabalham na regulação da oferta e na organização, pesquisa, formação e prestação de serviços em MTCI. Países como Bolívia, Argentina, Brasil, Peru e Equador possuem legislação, modelos e/ou normas próprias para a regulamentação das MTCI. O Brasil é referência mundial no campo das MTCI, no que diz respeito à inserção das MTCI no sistema público de saúde. No país, quase todos os municípios ofertam PICS, e, em 90% dos casos, as PICS acontecem na atenção primária. Em muitos países, as MTCI são a principal oferta de serviço de saúde à população e constituem um importante modelo de cuidado à saúde. Nos países nos quais as MTCI não são a principal oferta de serviços de saúde à população, elas são inseridas nos sistemas de saúde de maneira complementar ao sistema tradicional. Porém, de acordo com a OMS, em alguns países, esses termos são usados alternadamente, para fazer referência à medicina tradicional. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 36/53 Existe a necessidade de esforços conjuntos por parte dos países do continente americano para se vencer os desafios comuns e avançar numa maior integração entre práticas integrativas, medicinas tradicionais e políticas públicas de saúde. Como exemplo, podemos citar: Implantação de marcos legais interculturais com os povos originários: as comunidades indígenas. Criação conjunta de diretrizes que possibilitem acesso universal a um modelo de saúde integrativa. Levantamento de todas as políticas existentes nas Américas para se poder construir interfaces com a economia e os direitos humanos, possibilitando o estabelecimento de uma unidade representativa no continente frente aos órgãos multilaterais e nacionais. Socializar cada vez mais as informações sobre práticas integrativas para o público geral e divulgar as evidências científicas, vencer a resistência do pensamento biomédico e os interesses comerciais contra a saúde. Ampliar o diálogo intercultural entre as MTCI e os profissionais de saúde para se fortalecer a relação entre a medicina convencional e os saberes tradicionais de povos onde as práticas se originaram. Segundo dados preliminares obtidos em pesquisa organizada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/BVS), o ObservaPICS/Fiocruz e a Rede MTCI Américas, as informações sobre medicinas tradicionais e práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) estão presentes em sites institucionais de vários países do continente americano. Entre os países, podemos citar: Brasil, Bolívia, Colômbia, Cuba, Haiti, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Venezuela. 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 37/53 Essa pesquisa, iniciada em 2021, estuda a implantação e integração das PICS nos sistemas de saúde dos países do continente americano. Inicialmente, foram levantadas informações sobre práticas integrativas e medicinas tradicionais nos sites institucionais de cada país. Além da busca desses dados, o projeto envolve análise de entrevistas e documentos para traçar um panorama das políticas vigentes, de como estão sendo aplicadas e das características dos povos atendidos, incluindo a presença de comunidades tradicionais, como povos indígenas. A Rede Regional em MTCI para as Américas é uma iniciativa colaborativa com diversos atores sociais (organizações, instituições governamentais e não governamentais, entre outros) criada para desenvolver uma agenda comum e avançar rumo à integração das MTCI nos sistemas e serviços de saúde de acordo com os contextos nacionais. Esses atores estão envolvidos na geração de políticas, regulação, formação, promoção, prática, uso e pesquisa desses sistemas e métodos terapêuticos na região das Américas. A rede é uma iniciativa inclusiva, de governança horizontal, da qual participam, atualmente, diversas instituições de 15 países da região, estando em contínuo crescimento. Esta rede de MTCI para as Américas é uma “rede de redes” que articula as instituições que geram políticas, regulam, formam profissionais, pesquisam, desenvolvem programas e educam o público em geral no tocante aos diversos sistemas médicos e terapêuticos das MTCI, bem como, por meio da colaboração e da gestão do conhecimento, apoiam a tomada de decisões em diferentes âmbitos, a fim de aproveitarem as contribuições potenciais das MTCI à saúde com segurança, qualidade e pertinência. Entre os objetivos da rede de MTCI, estão: Estabelecer laços de cooperação entre os atores sociais dos países da região das Américas para desenvolver diferentes 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 38/53 aspectos das MTCI: políticas públicas, regulação (de práticas, produtos e profissionais), formação de recursos humanos, pesquisa, educação em saúde e prestação de serviços de saúde. Compilar e sistematizar a informação técnica, científica, regulatória e de política pública em MTCI nas Américas, por meio de uma base de dados, e da BVS em MTCI, por meio da colaboração entre atores em nível regional. Gerir a BVS em MTCI como um espaço de encontro entre os diversos atores sociais que trabalham em MTCI na Região das Américas com o objetivo de desenvolver um panorama regional sobre os diferentes aspectos das MTCI, facilitar a troca de experiências, facilitar o acesso à informação científica, técnica e de educação em saúde, bem como apoiar o fortalecimento de capacidades e a visibilidade de boas práticas. Promover a pesquisa colaborativa em MTCI na região das Américas. Favorecer, de maneira participativa, o resgate dos conhecimentos ancestrais, incluindo a medicina tradicional indígena e de outras diversidades étnicas. Promover a visibilidade, em nível mundial, das políticas públicas, dos modelos de integração, de saberes e práticas das medicinas tradicionais, de desenvolvimentos conceituais e das pesquisas em MTCI realizadas na região das Américas. Apoiar os processos de tomada de decisões para a integração das MTCI aos sistemas e serviços de saúde na região das Américas, de acordo com os contextos nacionais, seguindo as recomendações da Estratégia OMS de Medicina Tradicional (2014-2023). Quando falamos especificamente de cada país, existe uma grande variedade de práticas utilizadas e regulamentações também diversas em cada um, isto é, ainda não é realidade a ideia de entendimento e unificação destas práticas, tão pouco da sua 30/11/2024, 12:29 Desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares no Mundo https://alexandria-html-published.platosedu.io/bf65da70-a6ab-4abb-8602-c24f2de2d599/v1/index.html 39/53 utilização em todos os países além daquelas ligadas aos seus aspectos culturais. A seguir, trazemos alguns exemplos: Siga em Frente... Argentina Na Argentina, existe legislação nacional exclusiva para os fitoterápicos que incluem fabricação e prescrição. Com relação às práticas utilizadas, somente a acupuntura é regulamentada por meio de resoluções do Ministério da Saúde. Bolívia Na Bolívia, a política nacional para a Medicina Tradicional e Complementar está ligada ao plano setorial de saúde. Em sua legislação mais recente, de 2013, está compreendida a medicina ancestral boliviana. Isso porque a prática da medicina tradicional indígena é muito importante no país, com seu uso representado por quase 80% da população. Outras práticas