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(ENEM- 2019- Adaptada) A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma,narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas, de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público. Fonte: Disponível em https://bit.ly/2PERCJN. Acesso em: 22 mar. 2021 Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um:
Uma noticia, pois objetiva relatar um fato atual.
A reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.
instrução, pois ensina algo por meio de explicações.
resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
X resenha, pois apresenta uma produção intelectual deforma crítica.

A indústria do espírito JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00 O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Procure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”. Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no século XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro de si mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para quem é o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente que costuma encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entorno familiar e social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...] A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindfulness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas disciplinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida aprendizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...] Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, proporia que, mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, a saúde e a felicidade da espécie humana. [...] A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comida até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que lhe procure outra necessidade. Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a felicidade já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso equilíbrio latino de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamente para o corpo. [...] Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore à mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor, mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado que se preste a dar cursos. [...] Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um curso, pagar a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se deve seguir para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões de subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada do hedonismo suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão. (Adaptado de: . Acesso em 27 mar. 2018) Sobre tipologia e gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma citação, é comum no gênero textual carta aberta.
X O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião.
O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narrativa, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste excerto: “A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”.
O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos simples, típicos da tipologia injuntiva.
Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e desaparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade.

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Questões resolvidas

(ENEM- 2019- Adaptada) A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma,narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas, de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público. Fonte: Disponível em https://bit.ly/2PERCJN. Acesso em: 22 mar. 2021 Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é um:
Uma noticia, pois objetiva relatar um fato atual.
A reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.
instrução, pois ensina algo por meio de explicações.
resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
X resenha, pois apresenta uma produção intelectual deforma crítica.

A indústria do espírito JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00 O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Procure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”. Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no século XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro de si mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para quem é o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente que costuma encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entorno familiar e social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...] A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindfulness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas disciplinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida aprendizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...] Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, proporia que, mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, a saúde e a felicidade da espécie humana. [...] A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comida até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que lhe procure outra necessidade. Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a felicidade já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso equilíbrio latino de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamente para o corpo. [...] Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore à mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor, mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado que se preste a dar cursos. [...] Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um curso, pagar a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se deve seguir para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões de subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada do hedonismo suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão. (Adaptado de: . Acesso em 27 mar. 2018) Sobre tipologia e gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma citação, é comum no gênero textual carta aberta.
X O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião.
O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narrativa, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste excerto: “A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”.
O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos simples, típicos da tipologia injuntiva.
Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e desaparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade.

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Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 1/6
ANGELICA SANAVIO
BRAGA
Avaliação Online - Todos Capitulos/Referencias (Curso Online -
Automático)
Atividade finalizada em 03/03/2025 17:20:44 (3558639 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS [1533141] - Avaliação com 10 questões, com o peso total de
30,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-FEVEREIRO/2025 - SGegu0A120225
[161422]
Aluno(a):
91299289 - ANGELICA SANAVIO BRAGA - Respondeu 10 questões corretas, obtendo um total de 30,00 pontos como nota
[361130_1127
47]
Questão
001
"Há pessoas com quem as admoestações são inúteis, pois são refratárias às ordens."
O período coeso e coerente que é paráfrase perfeita do texto é:
Há pessoas com as quais exortações não funcionam uma vez que são insubmissas as
ordens superiores.
Existem pessoas para as quais os conselhos são embalde desde que são submis-sas
às ordens recebidas.
Existem pessoas para as quais as críticas são em vão pois uma vez que desobedecem
todas as ordens.
Existe pessoas para as quais as críticas são inócuas uma vez que desobedecem a
todas as ordens.
X Existem pessoas com quem as repreensões são vãs, porquanto resistem a ordens.
[361130_1126
91]
Questão
002
Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente,
observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido:
Gerente: Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?
Cliente: Estou interessado em financiamento para compra de veículo.
Gerente: Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?
Cliente: Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.
Gerente: Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você
inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola,
2004.
 
X à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.
ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).
ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.
à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.
à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.
Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 2/6
[361130_1127
23]
Questão
003
(ENEM 2019) Leia o trecho da canção abaixo:
Blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
CAZUZA. Cazuza: o poeta não morreu. Rio de Janeiro: Universal Music, 2000
(fragmento).
Todo gênero apresenta elementos constitutivos que condicionam seu uso em
sociedade. A letra de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente,
pela utilização da sequência textual:
argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude.
narrativa, por apresentar uma cadeia de ações.
expositiva, por discorrer sobre um dado tema.
X injuntiva, por chamar o interlocutor à participação.
descritiva, por enumerar características de um personagem.
[361130_1127
79]
Questão
004
(ENEM- 2019- Adaptada)
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma,narradora mórbida,
surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa,
a morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas, de 1939 a 1943. Traços de uma
sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para
o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por
dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro
na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O
único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a
pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à
eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante
da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre
a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de
crítica e público.
Fonte: Disponível em https://bit.ly/2PERCJN. Acesso em: 22 mar. 2021
Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus
objetivos. Esse fragmento é um:
Uma noticia, pois objetiva relatar um fato atual.
A reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do
texto.
instrução, pois ensina algo por meio de explicações
resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
X resenha, pois apresenta uma produção intelectual deforma crítica.
Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 3/6
[361130_1127
78]
Questão
005
Leia a definição de resenha e analise os excertos sobre esse gênero textual:
Resenhar consiste em examinar e apresentar o conteúdo de obras prontas e
publicadas, sendo considerado o nível mais elementar de texto científico,
caracterizando como um trabalho exploratório, pois embora o texto contenha uma
crítica, o texto-base já está pronto. (SANTOS, 2015, p. 29)
SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica: a construção do
conhecimento. 8.ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2015.
I. A resenha é a síntese de uma obra, que além do resumo, deve vir acompanhada de
uma posição crítica por parte do resenhista.
II. Para elaborar uma resenha é necessário que o resenhista tenha capacidade de
síntese, seja objetivo, tenha domínio do assunto tratado na obra e saiba argumentar e
fundamentar as suas críticas.
III. A resenha consiste na leitura, resumo, na crítica e na formulação de um conceito de
valor da obra feitos pelo resenhista.
IV. A resenha apresenta os resultados de uma pesquisa original, inédita e criativa,
contribuindo para a divulgação do conhecimento científico.
Está correto o que se afirma em:
II e IV apenas.
I, II, III e IV.
II e III apenas.
III e IV apenas.
X I e II apenas.
[361131_1101
88]
Questão
006
(ENEM 2012)
Desabafo
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente
não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segundafeira. A começar
pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem
respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que
venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).
Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da
linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da
crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva,
pois
o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.
o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
X a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
[361131_1101
90]
Questão
007
Leia o Outdoor. (CONCURSO PÚBLICO – IFRO -2014)
(Disponível em: http://catgrafica.com.br/?product=outdoor> Acesso em: 13 de maio de
2014)
Considerando os propósitos comunicativos do texto, está correto afirmar que nele
predomina a função
fática.
poética.
X conativa ou apelativa.
Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 4/6
metalinguística.
referencial ou denotativa.
[361131_1102
14]
Questão
008
(UFSM- adaptada)
Texto para a próxima questão:
Carta “Como é fascinante presenciar um estádio repleto de torcedores promovendo
uma festa colorida, cantando hinos e gritos de guerra, criando alegorias diversas. Sem
isso, o futebol perde seu brilho e os jogadores perdem a motivação. Quando um cão
tem pulgas, não se mata o cão, eliminam- -se as pulgas.” Marcos Moreno. Varginha,
MG
Folha de S.Paulo Sábado, 2 de set.1995.
Em “COMO é fascinante presenciar um estádio repleto de torcedores promovendo
uma festa colorida (...)”, a palavra destacada é usada com o mesmo sentido em
somos tão primitivos como os primatas!
X como é necessário aos torcedores o respeito às opiniões divergentes!
como afirma o escritor, os jogadores perderiam sua motivação.
como a violência é constante, precisamos, às vezes, desabafar.
o modo como ele vê a torcida é realmente original.
Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 5/6
[361132_1521
64]
Questão
009
A indústria do espírito
JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00
O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Procure algo
mais importante que você e dedique sua vida a isso”.
Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no século
XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro de si
mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para quem é
o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente que costuma
encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entorno familiar e
social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...]
A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso
tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de
instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor.
Mindfulness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas
disciplinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida
aprendizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais.
[...]
Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de sua vida
interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, proporia que,
mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande operação
mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, a saúde e a
felicidade da espécie humana. [...]
A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as
pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comida
até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas
necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que lhe
procure outra necessidade.
Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a felicidade
já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um egoísmo
raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso equilíbrio latino
de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamente para o corpo. [...]
Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão
contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore à
mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais
inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor,
mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem estar
robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado que se
preste a dar cursos. [...]
Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um curso, pagar
a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se deve seguir
para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não perder de vista
que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar a si mesmo, mas
manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões de subscritores,
regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada do hedonismo
suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por
quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão.
(Adaptado de:
.
Acesso em 27 mar. 2018)
Sobre tipologia e gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma citação, é
comum no gênero textual carta aberta.
X O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião.
Pincel Atômico - 05/03/2025 15:29:54 6/6
O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narrativa, a
qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste excerto: “A
indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de nosso
tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”.
O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos
simples, típicos da tipologia injuntiva.
Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e
desaparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada
comunidade.
[361132_1102
19]
Questão
010
(ASSCONPP – Prefeitura de Videira – SC/2016)
Observe as frases abaixo:
I. A mãe vela pelo sono do filho doente.
II. O barco à vela foi movido pelo vento.
A palavra vela apresenta vários sentidos, esta propriedade das palavras é
denominada:
Nenhuma das alternativas anteriores.
X Polissemia.
Antonímia.
Homonímia.
Sinonímia.

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