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2ºAula
Conceitos genéricos 
de sistemas
Vamos revisar alguns conceitos sobre sistemas?
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou 
“quadro de avisos”.
Boa aula!
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, o aluno será capaz de:
• observar e conhecer os conceitos sobre sistemas e seu enfoque atual;
• familiarizar-se com os vários conceitos sobre empresa e seus subsistemas empresariais;
• conhecer as várias funções empresariais;
• conhecer como ocorre a interação entre as funções empresariais.
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1 - Conceitos de sistemas e seu atual enfoque
2 - Sistema, empresa e seus subsistemas ou funções 
empresariais
3 - Interação dos subsistemas ou das funções empresariais.
Seções de estudo
1 - Conceitos de sistemas e seu atual 
enfoque
2 - Sistema, empresa e seus 
subsistemas ou funções empresariais
São diversos os conceitos de sistemas. Segundo Rezende 
e Abreu (2001), sistema é um conjunto de partes que interagem 
entre si, integrando-se para atingir um objetivo comum, assim 
os sistemas podem ser compostos por diversas partes, tais 
como hardware, software, dados e pessoas, constituindo-se por 
uma parte técnica e outra social. 
Para Bio (1996) sistema é um conjunto de elementos 
interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que 
interagem formando um todo unitário e complexo.
Um sistema é um conjunto de partes que se interagem e se integram 
entre si com um objetivo comum.
Saber Mais
Vamos conhecer mais alguns conceitos sobre sistemas? Vamos fazer 
uma pesquisa sobre esse assunto?
Sistema é um conjunto de elementos independentes em 
interação, com vistas a atingir um objetivo (CAUTELA, 1991). 
Segundo Oliveira (2001), sistema é um conjunto de partes 
que interagentes e interdependentes que, conjuntamente, 
forma um todo unitário com determinado objetivo e efetuam 
determinada função.
Para Stair (1998), todos os sistemas têm entradas, 
mecanismos de processamento, saídas e feedback. Os 
mecanismos de processamento constituem a principal 
atividade dos sistemas, pois envolve na transformação dos 
dados em saídas úteis. Esse processamento pode envolver 
cálculos, comparações e tomadas de ações alternativas, e a 
armazenagem dos dados para uso futuro.
1.1 Enfoque atual dos sistemas nas 
empresas
Atualmente nas empresas os sistemas podem ser 
considerados como:
• ferramentas para exercer o funcionamento das 
empresas e de sua intrincada abrangência e complexidade;
• instrumentos que possibilitam uma avaliação analítica, 
e quando necessária, sintética das empresas;
• facilitadores dos processos internos e externos com 
suas respectivas intensidades e relações;
• meios para suportar a qualidade, produtividade e 
inovação tecnológica organizacional;
• geradores de modelos de informações para auxiliar os 
processos decisórios empresariais;
• produtores de informações oportunas e geradores de 
conhecimento;
• valores agregados e complementares à modernidade, 
perenidade, lucratividade e competitividade empresarial.
Para Re etir
Observaram quantos enfoques os sistemas proporcionam para as 
empresas.
Segundo Rezende e Abreu (2001), dentro das empresas, 
o enfoque atual dos sistemas está principalmente no negócio 
empresarial e no objetivo de auxiliar os respectivos processos 
decisórios.
As características atuais dos sistemas apresentam-se 
principalmente da seguinte maneira:
• grande volume de dados e informação;
• complexidade de processamentos;
• muitos clientes e/ou usuários envolvidos;
• contexto abrangente, mutável e dinâmico;
• interligação de diversas técnicas e tecnologias;
• suporte à tomada de decisões empresariais;
• auxílio na qualidade, produtividade e competitividade 
organizacional.
Em sistemas de informação, feedback é uma saída usada 
para fazer ajustes ou modificações nas atividades de entrada 
ou no processamento, como por exemplo, erros ou problemas 
podem fazer com que os dados de entradas sejam corrigidos 
ou que o processo seja modificado (STAIR, 1998).
Para Oliveira (2001) a finalidade do controle é reduzir as 
discrepâncias ao mínimo, bem como propiciar uma situação em 
que esse sistema se torne auto-regulador. Para entender a natureza 
e o impacto que um sistema pode causar numa organização 
ou empresa, é necessário entender os problemas para os quais 
eles são projetados como soluções, as soluções propostas e os 
processos organizacionais que levaram a essas soluções.
2.1 Sistemas e empresas
 Para Stair (1998), uma organização é um agrupamento 
formal de pessoas e de várias outras fontes estabelecidas 
para realizar alguns conjuntos de metas. A principal meta de 
uma organização com fins lucrativos é maximizar os lucros, 
aumentando o faturamento e reduzindo os custos.
Segundo Costa (2002), o propósito de uma organização 
pode ser definido como um conjunto de elementos básicos 
que caracterizam aquilo que a organização gostaria de ser, no 
futuro, a sua vontade, seu desejo de ser e de agir.
Como objetivo das empresas cita-se:
• satisfazer as necessidades dos clientes, buscando e 
mantendo-os;
• estar em permanente desenvolvimento;
• fazer parte de uma comunidade, elaborando produtos e 
gerando empregos;
• comercializar bens e serviços, obedecendo a padrões de 
qualidade;
• ter equilíbrio financeiro para seu crescimento;
• alcançar a modernidade com inteligência competitiva.
As empresas estão inseridas em seus ambientes 
específicos, esses ambientes podem ser denominados como 
externos e internos. No ambiente externo pode-se citar os 
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3 - Interação dos subsistemas ou das 
funções empresariais
concorrentes, fornecedores e/ou intermediários, clientes e/ou 
consumidores, mercado nacional e internacional, comunidade, 
conjuntura e mercado inserido, governo, legislação, sindicatos, 
fiscalização, tecnologias disponíveis, etc. No ambiente interno 
tem-se os recursos humanos, máquinas e equipamentos, 
recursos logísticos disponíveis, conhecimento e tecnologias 
aprendidas.
Para Re etir
Observaram que as empresa tem dois ambientes: o interno (dentro da 
empresa) e o externo (fora da empresa).
Estas duas palavras, sistema e empresa, estão intimamente 
ligadas, pois a empresa é um sistema e dentro dela existem 
diversos sistemas ou subsistemas (Figura 02). 
Figura 02: Sistema empresa
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)FONTE Ad t d d R d Ab (2001)
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A empresa está contextualizada em um ecossistema, ou 
seja, num respectivo segmento de atuação. Esse ecossistema 
é considerado o maior cenário, mais abrangente, um super-
sistema. O sistema visto como o objeto principal, a empresa 
pode ser considerada como um sistema dentro do ecossistema. 
E os subsistemas é a divisão do sistema em questão sendo as 
partes estruturadas e identificadas, os sistemas de informações 
que compõem o funcionamento da empresa são os subsistemas. 
Os subsistemas empresariais variam de empresa para empresa.
2.2 Sub-sistema empresariais ou 
funções empresariais
Presentes em todas as empresas, independentemente de 
seu tipo de negócio, as funções empresariais são as principais 
macroatividades das organizações, sem as quais as mesmas não 
funcionariam em sua plenitude. (Rezende e Abreu, 2001). 
 Como exemplo pode-se citar:
• subsistemas primários: produção e/ou serviços, 
comercial ou mercadológico. Esses sistemas estão direcionados 
ao negócio principal da empresa.
• subsistemas secundários: financeiros, materiais, recursos 
humanos, contábil ou custos.
• subsistemas de apoio: jurídicos e legais, organização e 
métodos, segurança e patrimônio, tecnologia da informação e 
seus recursos, auxiliares administrativos em geral.
Curiosidade
Observaram que as empresas são dividas em funções empresariais e 
que cada função compõe os seus subsistemas respectivos.v
Segundo esse mesmo autor, o sistema empresa, em sua 
estrutura organizacional, pode ser subdividido em seis funções 
empresariais ou subsistemas (Figura03):
• produção e/ou serviços;
• comercial ou marketing;
• materiais ou logística;
• financeira;
• recursos humanos;
• jurídico-legal.
Figura 03: funções empresariais
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ende e Abreu (2001)ddd
3.1 Interação das funções 
empresariais
Para entender a natureza e o impacto que um sistema pode 
causar numa empresa, é necessário entender os problemas 
para os quais eles são projetados como soluções, as soluções 
propostas e os processos organizacionais que levaram a essas 
soluções. Assim é importante que os gestores empresariais 
entendam o relacionamento existente entre os componentes 
técnicos de um sistema e a estrutura, o funcionamento e o 
processo político das organizações.
Organizar a empresa deveria ser objetivo ou princípio 
constante e ser encarado como um valor empresarial que 
envolvesse todos os níveis hierárquicos. Portanto, organizar é 
dispor os recursos materiais, humanos, tecnológicos e espaciais 
das organizações de maneira harmônica, empregando-se, 
para isso, o menor esforço possível e o menor desembolso de 
recursos financeiros, atingindo os objetivos desejados.
Os principais objetivos de organizar uma empresa, 
visando ou não a sua informatização, são vários, tais como:
• conhecimento do objetivo principal da empresa;
• melhoria da qualidade, produtividade e efetividade;
• diminuição dos custos;
• aproximação do cliente;
• maior retorno financeiro;
• satisfação dos recursos humanos internos;
• possibilidade de focar os esforços no negócio da empresa, 
preocupando-se com a competitividade e concorrência.
Nesse sentido a importância de organizar a empresa está 
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OBS: Se ao nal desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-
las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda 
poderão enviar para o e-mail avschneider@unigran.br
calcada principalmente em sua modernidade, racionalização 
dos processos, competência de atuação e, principalmente, em 
sua perenidade e competitividade.
Os sistemas organizados devem vir de encontro da 
missão empresarial e dos objetivos empresariais, ou seja, pelo 
menos as funções empresariais e seus respectivos processos e 
procedimentos devem estar organizados numa empresa.
Com a compreensão de que a empresa é o maior dos 
sistemas, as funções empresariais devem ser dependentes 
e integradas entre si. Essas relações entre as funções 
empresariais ficam claras à medida que se observa que todas 
geram informações para todas e quando uma destas funções 
parar pára também o sistema empresa. Dessa maneira há 
necessidade da integração das funções empresariais, para o 
funcionamento harmônico e efetivo da empresa (Figura 04). 
Com essa integração pode-se observar a empresa inteira, 
como se estivesse olhando-a de cima para baixo, com suas 
atividades sistematicamente dependentes entre si.
Figura 04: interação das funções empresariais
FONTE: Adaptado de Rezende e Abreu (2001)
Jurídico-Legal
Recursos
Humanos
Produção
e/ou
Serviços
Materiais
FinanceiraComercial
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
1 - Conceitos de sistemas e seu atual enfoque
Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos 
de vários autores sobre sistemas, as principais características 
e o enfoque atual dos sistemas quando abordados no que se 
refere a empresas e suas funções.
2 - Sistema, empresa e seus subsistemas ou funções 
empresariais
Nessa seção foi apresentado e discutido conceitos de 
empresas e qual o paralelo desses conceitos com o conceito 
de sistema. Também foram apresentados e discutidos os 
subsistemas empresariais e suas características, bem como as 
funções empresariais das empresas.
 
3 - Interação dos subsistemas ou das funções 
empresariais.
Nessa seção foi abordado como ocorre às interações dos 
subsistemas empresariais ou das funções empresariais. Foi 
demonstrada a importância da organização das empresas no 
que se refere à interação e a integração das funções empresariais.
BIO, S.R. Sistemas de Informação: Um Enfoque Gerencial. 
São Paulo: Ed. Atlas, 1996. (ISBN 852240009-1)
CAUTELA, Sistemas de informação na administração de 
empresas. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991. (ISBN 85-224-0739-8)
COSTA, Gestão estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. 
(ISBN 85-02-03556-8)
CRUZ, T. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: Ed. 
Atlas S.A., 2000. (ISBN 852242541-8)
LAUDON, K. C. e LAUDON, J.P. Sistemas de Informação. 
Rio de Janeiro: LTC, 1999. (ISBN 852161182-x)
MC GEE, J. e PRUSAK, L. Gerenciamento Estratégico 
da Informação. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999 (ISBN 
857001924-6)
MCGARRY, K. O contexto dinâmico da informação. Brasília: 
Briquet de Lemos, 1999. 206p. 
MIRANDA, R. C. da R. O uso da informação na formulação 
de ações estratégicas pelas empresas. Ciência da Informação. 
Brasília, v.28, n.3, p.284-290, set./dez. 1999. 
REZENDE, D. A. e ABREU, A. F. Tecnologia da 
Informação Aplicada a Sistemas de Informações Empresariais. São 
Paulo: Editora Atlas, 2000. (ISBN 85-224-2705-4)
STAIR, R. M. Princípios de Sistemas de Informação - 
Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos 
e Científicos Editora Ltda., 1998. (ISBN 852161132-3).
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