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7 UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA A importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos após acidente vascular encefálico isquêmico. LUIZA BENITES ROLIM Santana do Livramento - RS 2024 LUIZA BENITES ROLIM A importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos após acidente vascular encefálico isquêmico. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia. Orientadora: Prof. Dr. João Paulo Manfré dos Santos. Santana do Livramento - RS 2024 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas AVEI Acidente Vascular Encefálico Isquêmico. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 5 1.1. PROBLEMA ............................................... ........................................................5 2. JUSTIFICATIVA 8 3. OBJETIVOS 10 3.1 GERAL 10 3.2 ESPECÍFICOS 10 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 11 4.1 A OCORRÊNCIA...................................................................................................11 4.2 A TAXA DE LETALIDADE....................................................................................11 4.3 FATORES DE RISCO...........................................................................................11 4.4 A AFERIÇÃO DA GRAVIDADE DOS QUADROS................................................12 4.5 TEMPO DE INTERNAÇÃO DOS PACIENTES.....................................................12 4.6 IMOPRTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA RECUPERAÇÃO PÓS-AVEI.................13 5. METODOlOGIA DA PESQUISA 15 5.1 TIPOS DE PESQUISA 15 6. CRONOGRAMA 17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 18 1. INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo natural e inevitável que traz consigo uma série de desafios para a saúde e o bem-estar. Entre esses desafios, o acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) destaca-se como uma das principais causas de incapacidade em idosos, afetando significativamente sua qualidade de vida. O AVEI ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido, resultando em danos cerebrais que podem levar a deficiências motoras, cognitivas e emocionais. Por isso, como ocorre geralmente devido a um coágulo sanguíneo, mostra-se como uma condição médica grave, uma vez que resulta em uma falta de oxigênio e nutrientes para as células cerebrais que leva à morte dessas células e causa déficits neurológicos súbitos. Suas causas comuns incluem a oclusão aterotrombótica de pequenas artérias, embolia cerebral, oclusão das artérias cerebrais profundas e estenose arterial proximal com hipotensão que diminui o fluxo sanguíneo cerebral. Com relação aos fatores de risco modificáveis que contribuem para o AVEI, estão incluídos: hipertensão, tabagismo, dislipidemia, diabetes, resistência à insulina, obesidade abdominal, apneia obstrutiva do sono, consumo excessivo de álcool, falta de atividade física, dieta de alto risco, estresse psicossocial, doenças cardíacas, estenose da artéria carótida, uso de determinadas drogas, hipercoagulabilidade, vasculite e uso de estrogênio exógeno. O diagnóstico do Acidente Vascular Encefálico Isquêmico é feito, na maioria dos casos, através de exame clínico por um especialista, complementado por exames de imagem cerebral. Porém, mais de 30% do índice dos diagnósticos iniciais são incorretos, o que aumenta os custos em virtude da necessidade de realização de exames adicionais. Dessa forma, é extremamente importante um diagnóstico rápido e preciso em pacientes com suspeita de AVEI, pois quanto mais prontamente é iniciado o tratamento preventivo secundário, menor o risco de que este tipo de dano possa acontecer novamente. Com relação aos sintomas apresentados, podem variar de acordo com da área do cérebro afetada, mas, de maneira geral, incluem fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender a fala, tontura, perda de equilíbrio ou coordenação, e dor de cabeça súbita e severa. Dessa forma, os indivíduos que foram vítimas desses acidentes necessitam de tratamento físico específico a fim de neutralizar todas as sequelas resultantes do AVEI, sendo que, dentro de todas as possbilidades, a fisioterapia, principalmente imediata, produz um impacto altamente significativo na recuperação dos pacientes. Observa-se, neste contexto, que nos idosos os resultados podem ser ainda mais efetivos, posto que muitos deles praticam menos atividades físicas que outras faixas etárias. Dessa forma, além de recuperar o controle motor, o tratamento fisioterapêutico permite que o paciente desenvolva independência nas atividades funcionais e otimize os aspectos sensoriais. Somado a isso, a fisioterapia pode ajudar a melhorar a coordenação e o equilíbrio, que são frequentemente afetados após um AVEI. Isso pode reduzir o risco de quedas e lesões subsequentes. Também ajuda a gerenciar a espasticidade, que é um aumento anormal do tônus muscular que pode ocorrer após um AVEI. Na reabilitação cognitiva, também desempenha um papel crucial. O AVEI pode afetar a memória, a atenção e outras funções cognitivas. Além disso, a fisioterapia pode ajudar a melhorar a fala e a deglutição através de exercícios de movimentos espcíficos que estimulam os movimentos das regiões afetadas após um AVEI. Todas essas ações melhoram, concomitantemente, a qualidade de vida do paciente pois recupera a autoestima e a confiança do paciente, reduzem a possibilidade do paciente adquirir depressão e a ansiedade e promovem a independência e a participação em atividades sociais. Enquanto um psicólogo trabalha tanto com o paciente quanto com os familiares, abordando as dificuldades decorrentes com o novo cenário, busca oferecer auxilio na absorção dos traumas, no recomeço e aceitação das reais condições, focando nas sequelas e proporcionando o entendimento e administração dos conflitos, medos, traumas e ansiedade, o fisioterapeuta atua na reabilitação física do paciente em diferentes pontos mediante estudo do quadro individual do paciente (SULIVAN, 2010). Assim, a fisioterapia surge como um pilar fundamental na reabilitação desses indivíduos, com o objetivo de restaurar a funcionalidade, promover a independência e melhorar a qualidade de vida. Este trabalho tem como foco elucidar a importância da fisioterapia no processo de recuperação dos idosos após um AVEI, explorando as intervenções fisioterapêuticas mais eficazes e como elas podem ser aplicadas para maximizar os resultados positivos. Nesse sentido, o fisioterapeuta busca a promoção de capacidade motora e sensorial, adaptando atividades cotidianas que possibilitem sua rotina com higiene, limpeza, alimentação entre outros. É dos terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas que se possibilitam adaptações em veículos onde a nova condição física do paciente é levada em consideração e possibilite a retomada das rotinas que possuíam antes do AVC ou do AVEI. (SILVA, 2012) Através de uma revisão da literatura científica e estudos de caso, será possível compreender a relevância das práticas fisioterapêuticas e sua capacidade de transformar a vida dos idosos, permitindo-lhes não apenas sobreviver, mas prosperar após um evento tão impactante quanto o AVEI. Assim, este trabalho visa não apenas destacar a contribuição da fisioterapia para a saúde dos idosos, mas também reforçar a necessidade de políticas públicas e estratégias de saúde que priorizem a reabilitação neurológica como meio de garantir uma melhor qualidade de vida para essa população. Este trabalho, portanto, propõe-se a explorar os principais fundamentos científicos que elucidam a relação direta entre a procura imediata por tratamentos de fisioterapia e a neutralização efetiva dos sintomas pós-AVEI nos idosos. 1.1 Problema A fisioterapia é reconhecida como uma intervenção crucial para a recuperação funcional após eventos que comprometem a mobilidade e a independência, como o Acidente VascularEncefálico Isquêmico (AVEI). No entanto, a eficácia do tratamento fisioterapêutico pode ser significativamente afetada pelo tempo de início após o evento inicial. Este estudo busca investigar a relação entre a busca tardia por tratamento fisioterapêutico e o grau de incapacidade funcional em pacientes que sofreram AVEI. Tendo a pesquisa analisado a influência de ações fisioterapêuticas imediatas para reduzir os problemas cauados pelo AVEI, e em observação de que a fisioterapia traz impactos positivos para os idosos que se encontram na situação supracitada, a problemática levantada por esta investigação é: “Qual é o impacto do tratamento fisioterapêutico imediato na recuperação de pacientes pós-AVEI?”. Para obter tal resposta, questiona-se, ainda: Como a intervenção fisioterapêutica precoce influencia os resultados funcionais em longo prazo em comparação com a intervenção tardia? Ademais: Quais os principais tratamentos fisioterapêuticos para melhorar as capacidades físicas e cognitivas para tratar pacientes idosos após um AVEI? A hipótese central do estudo é que a busca imediata por fisioterapia está associada a um aumento na capacidade funcional e na qualidade de vida dos pacientes pós-AVEI. Através de uma abordagem quantitativa, que utiliza instrumentos de avaliação funcionais padronizados e análise estatística, este estudo pretende fornecer evidências que possam esclarecer que a reabilitação fisioterapêutica é a forma mais eficiente para dirimir as sequelas e danos de idosos que sofreram Acidentes Vasculares Encefálicos Isquêmicos. De acordo com SANTORO (2011), diante do cenário, a função da reabilitação é dar ao paciente a sua independência de volta, onde através de um programa se desenvolve a recuperação de funções perdidas. Evidancia-se assim, a necessidade da busca pela fisioterapia como fonte de uma qualidade de vida melhor para os idosos que foram vítimas de AVEI. De acordo com as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral, fornecido pelo Ministério da Saúde em 2013, o atendimento imediato e qualificado aos indivíduos com eventos agudos de AVC, por intermédio de fluxos bem definidos e de procedimentos detalhados, é vital e fundamental para a sobrevida do paciente, bem como para um bom prognóstico. A finalidade de responder a estes questionamentos torna-se crucial para oferecer uma análise do conhecimento sobre a preservação da saúde e do bem-estar de pessoas idosas através de uma fisioterapia específica, eficaz e direcionada a minimizar os efeitos pós-AVEI e prevenir esses indivíduos de possíveis patologias que podem ser adquiridas decorrente de tais acidentes, objetivando o bem-estar e qualidade de vida das pessoas acima dos sessenta anos. O estudo será orientado por uma reavaliação da literatura existente que apresenta uma gama de coeficientes sobre os benefícios da fisioterapia em pessoas idosas que sofreram AVEI. Essa relação, ainda, será analisada como um importante fator de promoção de segurança da higidez física e mental contra os agravos crônicos causados pelos acidentes vasculares encefálicos isquêmicos. 2. JUSTIFICATIVA A análise deste estudo, que busca compreender como a busca pelo tratamento fisioterapêutico imediato pode melhorar a higidez física e mental de idosos que sofreram AVEI é de extrema importância, pois o tratamento tardio pode piorar a qualidade de vida dos idosos após um acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) em virtude de suas sequelas serem extremamente prejudicias e, em alguns casos, crônicas. Nesse contexto, uma vez que os idosos são particularmente suscetíveis a acidentes que envolvem mobilidade, como quedas, devido a fraquezas musculares e alterações no equilíbrio após um AVEI, a fisioterapia auxilia na prevenção proativa desse tipo de incidente, e objetiva restaurar tanto aspectos físicos quanto psicológicos. Isso inclui treinamentos e técnicas que melhoram a mobilidade dos pacientes para que desempenhem atividades da vida diária, como vestir-se e alimentar-se, bem como oferece suporte psicológico aos idosos, através dos estímulos relacionados a capacidade de lidar com os desafios emocionais e motores que acompanham suas recuperações. No aspecto de integração social, a fisioterapia promove a reintegração social através da recuperação dos movimenos, com a participação em atividades comunitárias e sociais, vitais para a saúde mental, bem-estar geral e o vínculo de relações interpessoais. A fisioterapia imediata abrange, ainda, a prevênção e a recuperação das complicações secundárias geradas pelos AVEI, tais como: isquemia adicional que é uma condição em que o suprimento de sangue a uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, privando as células cerebrais de oxigênio e nutrientes; produção de radicais livres cerebrais: que são moléculas instáveis que podem causar danos às células cerebrais; complicações médicas, incluindo febre e distúrbios metabólicos sistêmicos; edemas cerebrais, que são inchaços que ocorre em resposta a lesões ou inflamações no cérebro; efeitos de massa, que se referem aos efeitos de uma massa crescente no cérebro, que pode causar sintomas ao pressionar o tecido cerebral, dentre outras. A fisioterapia é um ótimo tratamento, que tem como principais objetivos de reabilitação a prevenção de deformidades e complicações, recuperar ao máximo as funções cerebrais comprometidas pelo acidente vascular, temporárias ou permanentes, reintegrar o paciente à família, no trabalho e na sociedade, promovendo assim, melhor qualidade de vida e independência funcional (SULLIVAN, 2010). Isso ocorre uma vez que as atividades físicas realizadas de forma adequada estimulam a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e mudar, e geram fatores neurotróficos que ajuda o neurônio a se recuperar mais rápido. Por isso, este trabalho possibilita explorar como a fisioterapia ajuda a maximizar a recuperação das funções motoras e cognitivas e seus impactos positivos na reabilitação e recuperação após um AVEI, bem como prevenir e/ou impdedir as complicações secundárias supracitadas. Nesse viés, com emprego deste trabalho, torna-se possível adicionar melhorias e bem-estar aos idosos que sofreram AVEI e buscaram tratamento fisioterapêutico imedtiato. Com base em minha experiência na área de fisioterapia e que inclui a saúde e cuidados com os idosos, é possível concluir que existe uma grande necessidade de pesquisas focadas na pronta intervenção fisioterapêutica em pessoas com mais de sessenta anos que tiveram acidentes vasculares encefálicos esquêmicos. Tal fato cocorre uma vez que a compreensão dos objetivos desse trabalho não fazem parte da rotina da maioria das pessoas idosas, seja por falta de conhecimento, divulgação, debates e materiais disponibilizados na rede pública e partícular de saúde. A realização desta pesquisa permitirá ampliar a prática profissional de acadêmicos de cursos técnicos, profissionalizantes, de graduação e de pós-graduação relacionados à área de saúde, eis que os conhecimentos difundidos contribuem para a educação e a formação através da disponibilização de uma abordagem mais integrada e personalizada para o cuidado de idosos em sua recuperação pós-AVEI. Ademais, a pesquisa sobre a importância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos após acidente vascular encefálico isquêmico aborda diversos temas importantes, tais como: as mudanças físicas, biológicas e psicológicas dos idosos, obtenção de uma melhor qualidade de vida durante um período relativamente longo de tratamento e que pode trazer problemas de saúde e sequelas irreversíveis, depressão, ansiedade, alterações no sono, hipertensão, dores nas articulações, ganho de peso dentre outros. Este estudo pretende, portanto, estabelecer a busca imediata por tratamento fisioterapêutico para idosos que sofreram um AVEI como principal fator atenuante para dirimir os problemas causados pela recuperação desses acidentes, com uma base científica de informações relevantes não apenas para indivíduosespecíficos, mas para profissionais da área de saúde e novos estudos relacionados ao tema. 3. OBJETIVOS 3.1 Geral Avaliar a contribuição imediata da fisioterapia na melhoria da qualidade de vida de idosos que sofreram AVEI, diante da consideração de seus aspectos físicos, emocionais e sociais. Este estudo, ainda, pretende explorar a relação entre o tratamento fisioterapêutico imediato e a melhora dos sintomas físicos e mentais pós -AVEI, identificar as ações de fisioterapia específicas aplicadas a esse quadro e padrões do planejamento de atividades que podem aliviar os sintomas e impedir o avanço de doenças crônicas e sequelas causadas por esses acidentes. 3.2 Específicos 1. Analisar o motivo pelo qual a busca imediata pela fisioterapia contribui efetivamente para a melhora da qualidade de vida dos idosos submetidos à esse tipo de intervenção. 2. Identificar as técnicas fisioterapêuticas mais eficazes no tratamento das sequelas do AVEI em idosos em períodos pós-acidente. 3. Demonstrar como o tratamento fisioterapêutico é efetivo para proporcionar uma melhora na saúde física e mental dos idosos, bem como na autonomia e independência para as atividades diárias. Cada um dos objetivos específicos supracitados será a base para um tópico correspondente na revisão bibliográfica desta pesquisa, com a finalidade de garantir uma exploração abrangente e coesa sobre a relevância da fisioterapia na qualidade de vida dos idosos após acidente vascular encefálico isquêmico. Por conseguinte, a revisão incluirá tópicos sobre: - A contribuição da fisioterapia no quadro de evolução de pacientes após um acidente vascular encefálico isquêmico: estudos que abordam a relação entre idosos que receberam esse tipo de tratamento. - Identificação de técnicas específicos: Pesquisas sobre as atividades fisioterapêuticas capazes de inibir as ações das sequelas causadas pelo AVEI. - A demonstração da eficácia do tratamento fisioterapêutico nos idosos que sofreram um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico: análise de intervenções práticas, acessíveis e eficientes 4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 4.1 A ocorrência Especificamente, o AVEI ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido, geralmente devido a um coágulo sanguíneo, resultando em dano cerebral. A extensão do dano depende da área do cérebro afetada e do tempo de interrupção do fluxo sanguíneo (SMITH et al., 2018). Sobre seus agravantes, o AVEI pode resultar em diversas sequelas, incluindo paralisia, dificuldades de fala e cognição, e depressão, afetando significativamente a qualidade de vida dos idosos (GARCIA et al., 2019). A perda de independência e a incapacidade de realizar atividades da vida diária são fatores que contribuem para a diminuição da qualidade de vida (Lopez et al., 2020). 4.2 A taxa de letalidade No Brasil, em estudo de revisão integrativa sobre os casos de AVE, a taxa de letalidade variou entre 17,5% e 36% e, não foi observada diferença significativa de mortalidade entre os dois subgrupos de AVE, isquêmico e hemorrágico, apesar de maior prevalência dos isquêmicos (SANTOS; WATERS, 2020). 4.3 Fatores de risco Os fatores de risco para ocorrência de AVE podem ser estratificados em dois grupos, os modificáveis que incluem: hipertensão arterial sistêmica (HAS), fibrilação atrial, diabetes mellitus (DM), dislipidemia, obesidade e tabagismo e, os não modificáveis, que abrangem: sexo, idade e hereditariedade (ROGER et al., 2012). No caso da HAS, o risco de AVEI aumenta de maneira linear quando os valores da pressão arterial superam 115/75 mmHg (LEWINGTON et al., 2002), isso corrobora o fato da HAS ser a doença crônica mais relatada em tais casos, chegando a 73,8% (GOULART et al., 2016), e torna-se ainda mais alarmante, visto que 30 % da população brasileira acima dos 40 anos de idade é acometida por esse fator de risco (OPAS, 2021). 4.4 Aferição da gravidade dos quadros de AVEI Na tentativa de uniformizar a linguagem dos profissionais de saúde e medir a gravidade dos quadros de AVE, a utilização da National Institute Health Stroke Scale (NIHSS) que varia de zero até 42 pontos, sendo esse o valor que indica maior gravidade do quadro, é amplamente empregada em serviços de atendimento de urgência. A escala deve ser aplicada, idealmente, na admissão do paciente, antes da administração da terapia trombolítica endovenosa, após o término, de hora em hora nas primeiras 6 horas e de 6/6 horas nas primeiras 24 horas, deve também ser repetida na data de alta (NIH, 2019). 4.5 Tempo de Internação de Pacientes Com relação ao tempo de internação de pacientes idosos, sua permanência em ambiente hospitalar para pacientes acometidos por AVE, sem distinção por etiologia, é em média de 15 dias, podendo variar de 5 até 30, dependendo das necessidades de cada paciente (SANTOS; WATERS, 2020). O tempo de internação sofre influência de inúmeros fatores incluindo presença ou não de morbidades prévias, tabagismo, etilismo e sedentarismo, além da gravidade do quadro, que é medida pelo escore National Institute Health Stroke Scale (NIHSS) e, pela presença ou não de complicações. Nesse caso específico, as complicações tanto podem ampliar os dias de hospitalização, como também, o risco para novos agravos e um aumento médio de dias de internação hospitalar para 7, em pacientes sem nenhuma comorbidade e para 45 dias naqueles que tenham contraído uma infecção de trato urinário ou respiratória, as duas mais comuns nesse contexto (GASPAR et al., 2019). 4.6 A importância da fisioterapia Diante de tal quadro, a fisioterapia é essencial para a recuperação de pacientes pós-AVEI, utilizando técnicas que visam restaurar a função motora, melhorar o equilíbrio e a coordenação, e fortalecer os músculos (PEREIRA et al., 2021). Além disso, a fisioterapia pode ajudar a prevenir complicações secundárias e promover a reintegração social dos idosos (SILVA E COSTA, 2022). A fisioterapia desempenha um papel crucial no tratamento de idosos que sofreram Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEI), contribuindo significativamente para a recuperação e melhoria da qualidade de vida pois abordagem fisioterapêutica visa restaurar a funcionalidade e promover a independência do paciente (SILVA & SILVA, 2023). Com a intenção de compreender melhor a importância da abordagem fisioterapêutica, MARQUES et al. (2019) realizaram uma coleta de dados com informações pessoais dos pacientes. Uma ficha com o perfil sociodemográfico e clínico; MIF medida de independência funcional desde de o início da internação no centro de reabilitação esses pacientes apresentavam um o percentual de 55,8% referente a locomoção não apresentavam marcha e 84,1% faziam o uso de cadeira de rodas. Outro ponto foi a alteração na emissão da voz sendo uma sequela geralmente comum em lesões cerebrais não progressivas. No total, foram analisados 189 prontuários,11 foram excluídos por apresentarem outras doenças neurológicas associadas, 32 foram excluídos por ter mais de um episódio de AVE, dois estavam faltando dados na ficha e seis com preenchimento incorreto e incompleto da MIF. O tipo de AVE mais frequente foi o isquêmico (70,3%), a maioria apresentou hemiplegia (89,9%), sendo o lado esquerdo predominantemente comprometido (46,4%), o tipo de tônus mais apresentado foi do tipo espástico (44,2%). Consolidando com COLLO et al. (2015), o estudo de RISSET et al. (2020), buscou o resultado da Escala de Fugl-Meyer e eles encontraram que a atividade de subir escadas da MIF e sua aptidão física em indivíduos na fase crônica do AVE precisa ser melhorado e abordado no processo de reabilitação, o número de perfil avaliados foram de 130 indivíduos em Florianópolis – SC que demonstraram que o grau de comprometimento motor, é dominantemente grave para membros inferiores dos indivíduos, resultando em uma redução da independência funcional. Carvalho et al. (2019) em seu estudo completam dizendo que o recrutamento muscular do membro superior parético no decorrer aos alcances ativo, ativo-assistido eautoassistido, através de dados eletromiográficos das fibras anteriores do músculo deltoide (MD), bíceps braquial (BB) e tríceps braquial (TB) exibiram resultados de comprometimento motor, cognitivo, ativação muscular e funcional leves, as fibras anteriores do músculo deltoide (MD) e tríceps braquial (TB) no alcance ativo assistido adquiriram mais que no alcance autoassistido, mostrando assim que o alcance ativo-assistido apresentou melhores resultados maior recrutamento entre os músculos analisados. Logo confirmaram que não há um consenso para decisão de quando e como iniciar o treino de fortalecimento após um AVE, seja ele isquêmico ou hemorrágico. No presente estudo, os exercícios para fortalecimento muscular principalmente os músculos flexores, extensores de quadril, joelhos e abdutores do quadril, adequando-se às limitações motoras dos indivíduos avaliados. Alguns estudos relatam os fatores mais determinantes de uma marcha confortável e com maior velocidade (WIST et al., 2016). Assim Damasceno et al. (2019), buscou avaliar indivíduos hemiparéticos crônicos em uma cartilha de exercícios domiciliares no formato de circuito de treinamento no centro de atendimento de fisioterapia e reabilitação, na qual consistia em 12 estações por 2 minutos com supervisão de um terapeuta algumas descrições de exercícios abordadas e realizadas flexão de ombro e rotação tronco, marcha e membros inferiores, a cada sessão foram registradas na ficha de avaliação a adesão considerada adequada foi de 85% do total de dias ofertados. O retrospectivo estudo ASA et al. (2021) baseado na análise dos dados presente nos prontuários dos indivíduos com diagnóstico de hemiparesia após AVE participaram de um protocolo de condicionamento físico durante 4 meses, com faixa etária heterogênea, sem grupo controle, mantendo-se todos na fase crônica de recuperação pós AVE. Os resultados indicam benefícios do protocolo de condicionamento físico e probabilidades para a realização de novos estudos. Desas forma, é possível constatar que a abordagem fisioterapêutica contribui para o ganho funcional e melhoria da qualidade de vida dos pacientes acometidos, evidenciando a importância da presença do fisioterapeuta na equipe multiprofissional nos hospitais, ambiente ambulatorial ou domiciliar, ao mesmo tempo que mostrou que a fisioterapia provou ter ferramentas que podem auxiliar na reabilitação, facilitando sua recuperação e devendo ser uma prática adaptada às características da população atendida. 5. METODOLOGIA DA PESQUISA 5.1 Tipo de pesquisa De acordo com ANDRADE (2010), a pesquisa bibliográfica está inserida principalmente no meio acadêmico e tem a finalidade de aprimoramento e atualização do conhecimento, através de uma investigação científica de obras já publicadas. Foi realizada uma pesquisa informativa, descritiva e exploratória, a fim de que fosse obtida uma abordagem quantitativa e qualitativa (mista). A seleção dos estudos utilizados na pesquisa foi um processo meticuloso e rigoroso, projetado para garantir uma alta qualidade e relevância dos dados coletados, através de: -Identificação de estudos: inicialmente, foi realizada uma busca abrangente sobre o tema em várias bases de dados acadêmicas e científicos -Triagem inicial: com base nos títulos e resumos dos estufoidos identificados. foram excluídos estudos que claramente não atendiam aos nossos critérios de inclusão, por motivos de desatualização. Avaliação detalhada: foi realizada uma nova avaliação mais detalhada. Nesta fase, foi examinado o texto completo de cada estudo para determinar se ele atendia aos critérios de referência no texto. Verificação de qualidade: para os estudos que atenderam aos critérios de inclusão, realizamos uma verificação de qualidade. Isso envolveu uma avaliação minuciosa da metodologia do estudo, da validade dos resultados e da relevância do estudo para a nossa pesquisa. A fundamentação do estudo foi confeccionada com base no banco de dados PubMed, Google Scholar,Mendeley, Science.gov, Bireme, Scielo e portal do CAPES, nos idiomas português,inglês ou espanhol, compreendendo estudos publicados entre 2018 e 2024. Com relação aos resultados analisados em relação ao tratamento fisioterapêutico no pós-AVEI, foi verificado que os pacientes tiveram uma melhora considerável na coordenação motora e na capacidade de realizar movimentos finos. Ademais,verificou-se que a intervenção fisioterapêutica contribuiu para a redução da espasticidade e da dor, facilitando assim uma recuperação mais confortável e eficiente. Todos esses dados foram interpretados de acordo com a relevância e a qualidade, bem como a consistência dos resultados. A interpretação desses índices foi realizada através de análises e comparações com relação a intervenção fisioterapêutica em pacientes idosos pós-AVEI. Essas infrmações esclarecem que a fisioterapia é uma parte essencial do plano de tratamento para pacientes com AVEI, contribui significativamente para a sua recuperação para a melhoria da qualidade de vida. No entanto, é importante notar que sua eficácia fisioterapia pode variar dependendo de fatores individuais, como a gravidade do AVEI, a idade do paciente e a presença de outras comorbidades ou condições de saúde. Por conseguinte, os dados e índices coletados explanam que a fisioterapia regular pode acelerar o processo de recuperação, permitindo que os pacientes retomem suas atividades cotidianas mais rapidamente. A inclusão de tecnologias assistivas e a adaptação do ambiente domiciliar também foram fatores importantes que apoiaram o progresso dos pacientes no pós-AVEI. Nesse contexto, a pronta intervenção de tratamentos fisioterapêuticos em idosos pós-AVEI é imprescindível pois contribui significativamente para a prevenção de complicações secundárias, como, por exemplo, a rigidez articular e a perda de massa muscular. A fisioterapia precoce, ainda, pode ajudar a manter a amplitude de movimento das articulações e prevenir a atrofia muscular, facilitando assim uma recuperação mais rápida e eficaz. Mais do que isso, a intervenção imediata ajuda a melhorar a circulação sanguínea e a reduzir o risco de trombose venosa, um problema comum em pacientes que permanecem imóveis por períodos prolongados. A mobilização precoce e os exercícios terapêuticos são essenciais para promover a saúde vascular e minimizar o risco de complicações. Por último, constatou-se que o tratamento fisioterapêutico precoce é crucial para a reabilitação cognitiva e emocional do idoso. O acidene vascular encefálico isquêmico muitas vezes afeta não apenas a capacidade física, mas também a função cognitiva e o bem-estar emocional. Logo,a fisioterapia pode oferecer estímulos que ajudam a manter a cognição e a combater a depressão, melhorando assim a qualidade de vida do paciente no processo de recuperação. 6. CRONOGRAMA Etapas MARÇO 24 ABRIL/ 24 MAIO/ 24 JUNHO/ 24 JULHO/ 24 Elaboração do projeto x x x Revisão da literatura x x x Apresentação do projeto x Coleta de dados x x x Conclusão e redação x Correção ortográfica x x Entrega x REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. São Paulo, SP: Atlas, 2010. BABBIE, E. 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