Logo Passei Direto
Buscar

Delirium e tipos de demencia

Slides sobre delirium e tipos de demência: aborda epidemiologia e prevalência da depressão no idoso, fatores de risco e condições clínicas associadas, e detalha fisiopatologia com as hipóteses das monoaminas, neuroplasticidade e neurogênese.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SP 3  Delirium e tipos de demência 1
SP 3 - Delirium e tipos de 
demência 
Compreender a epidemiologia, fisiopatologia, clínica e os critérios 
diagnósticos de depressão no idoso 
Epidemiologia:
Em pacientes idosos doentes e hospitalizados, a prevalência de 
depressão é  25%
Em 2020, a depressão estará atrás apenas das doenças 
cardiovasculares como causa de incapacidade global, sendo um dos 
principais problemas de saúde pública em pessoas idosas. A 
prevalência da depressão maior é estimada em 1 a 2% em idosos na 
comunidade e 10 a 12% na atenção primária
Até 27% dos idosos experimentam sintomas depressivos substanciais 
que podem ser aliviados com a intervenção. Em idosos 
institucionalizados, as taxas de depressão maior são muito mais 
altas: 12% para idosos hospitalizados e 43% para idosos 
permanentemente institucionalizados
O World Health Organization Primary Care Study relatou que 60% dos 
pacientes da atenção primária tratados com medicamentos 
antidepressivos ainda preenchem critérios para a depressão um ano 
depois, com taxas de eficácia semelhantes para os antidepressivos em 
pacientes idosos comparados com aqueles com menos de 60 anos
As mulheres têm o dobro de chance de experimentar depressão maior 
em comparação com os homens
Alta prevalência em idosos com mais de 65 anos de idade, aumentando 
nos portadores de comorbidades e com uma incidência de até 40% nos 
pacientes com demência
Prevalência a depender da faixa etária, sendo de 17,1% para os maiores 
de 75 anos, 20 a 25% para os maiores de 85 anos, 30 a 50% para os 
SP 3  Delirium e tipos de demência 2
maiores de 90 anos e de 0 a 29% nos centenários
Fatores de risco:
Mulheres (apresentam mais sintomas depressivos que os homens, 
sendo mais facilmente diagnosticadas)
Episódios prévios ou história familiar de depressão
Falta de apoio social
Escolaridade: a pouca instrução está associada a sintomas depressivos
Fatores socioeconômicos: determinantes socias de saúde como a 
pobreza e os baixos salários estão relacionados com sintomas 
depressivos, no entanto, a riqueza não é fator protetor
Uso de álcool ou outras substâncias
Perda recente de um ente querido
Doença psiquiátrica
Uso de medicamentos: alguns anti-hipertensivos, diuréticos, 
analgésicos, corticosteroides, antipsicóticos, benzodiazepínicos, 
antiparkinsonianos, tuberculostáticos e o álcool
Solidão: sentimento subjetivo, negativo
Traumas psicológicos: os mais importantes são aqueles que afetam 
grandes grupos e são intencionais, como guerras, campos de 
concentração e terrorismo. 
Eventos estressores: os eventos mais comuns em idosos são luto, 
doenças crônicas, aposentadoria, limitação das atividades diárias, 
migração 
Viuvez sem um rearranjo conjugal posterior é a situação que mais 
predispõe à depressão. A perda de um companheiro modifica os 
recursos familiares no ambiente doméstico, na relação com familiares e 
amigos e na rotina diária
Condições clínicas:
Parkinson
Infarto do miocárdio recente
Acidente vascular encefálico AVE
SP 3  Delirium e tipos de demência 3
Alzheimer
Fisiopatologia:
Tem etiologia multifatorial, podendo envolver genéticos, biológicos, 
epigenéticos, ambientais ou comportamentais.
Existem 3 principais etiologias: 
TEORIA DAS MONOAMINAS 
A hipótese mais tradicional é a das monoaminas (dopamina, 
norepinefrina e serotonina): Nas pessoas sem a doença → as 
monoaminas são liberadas na fenda sináptica pelos neurônios pré-
sinápticos e vão ter 3 destinos diferentes: Captadas pelo neurônio 
pós sináptico, efetivando a neurotransmissão Retornam ao neurônio 
pré-sináptico através da bomba de recaptação Degradadas pela 
enzima monoamina oxidase MAO Nas pessoas com depressão → 
algumas dessas etapas estão comprometidas, reduzindo a 
quantidade das monoaminas na fenda sináptica
Essa teoria é corroborada pelo mecanismo de ação de vários 
antidepressivos, mas ainda deixa algumas questões em aberto, 
como a latência para início da ação antidepressiva e a falta de 
resposta, em um terço dos casos, quando são utilizados os 
antidepressivos cujos mecanismos de ação se baseiam na 
neurotransmissão das monoaminas 
HIPÓTESE DA NEUROPLASTICIDADE 
Nas pessoas sem a doença → a proteína mTOR, mediadora da 
proliferação, sobrevivência e metabolismo celular, eleva a 
expressão do RNAm do fator neurotrófico derivado do cérebro 
BDNF no hipocampo e córtex pré-frontal
O aumento do glicocorticóide (derivado do cortisol, portanto, 
devido ao estresse) reduz a expressão do RNAm do BDNF, levando 
a atrofia dos neurônios do hipocampo. O tempo necessário para 
reverter a atrofia neural justifica a latência da ação antidepressiva 
BDNF, portanto, está reduzido em pessoas com depressão, 
tornando ele um bom biomarcador para depressão 
HIPÓTESE DA NEUROGÊNESE 
SP 3  Delirium e tipos de demência 4
A perpetuação de níveis elevados de glicocorticóides reduz o 
fenômeno da proliferação na neurogênese hipocampal, causando 
atrofia e retroalimentando uma cascata de eventos negativos 
(estresse → aumento do glicocorticoide → redução da neurogênese 
hipocampal → falência do feedback negativo → permanência do 
aumento do glicocorticoide → redução da neurogênese hipocampal 
→...). Esse mecanismo ocorre por duas vias distintas, e as 
monoaminas participam de apenas uma delas 
A depleção de serotonina e norepinefrina reduz a proliferação de 
células precursoras de neurônios no giro denteado. Inversamente, 
se existir elevação da serotonina ou norepinefrina nos terminais 
sinápticos dos neurônios serotoninérgicos ou noradrenérgicos que 
se projetam no giro denteado do hipocampo, pode haver aumento 
da proliferação de células precursoras de neurônios nessa camada
Vários fatores biológicos, psicológicos e sociológicos predispõem 
indivíduos idosos à depressão. As alterações do sistema nervoso 
central relacionadas com o envelhecimento (especialmente as 
alterações nas concentrações dos neurotransmissores), podem 
desempenhar um papel no desenvolvimento da depressão geriátrica. 
A depressão vascular, normalmente observada em cerca de 30% dos 
sobre- viventes de acidentes vasculares encefálicos, está ligada a 
aumentos de intensidade da substância branca, que são regiões 
brilhantes observadas no parênquima cerebral por meio da ressonância 
magnética ponderada em T2. 
Marcadores inflamatórios como a interleucina 6 IL6 também foram 
associados com a depressão, bem como a deficiência de vitamina D. 
Outros problemas físicos, como o comprometimento visual e a dor 
crônica e um leve comprometimento cognitivo, estão igualmente 
associados com a depressão. Existem vários diagnósticos médicos que 
aumentam o risco de depressão em idosos. Esses incluem doença 
cardiovascular, câncer, doença de Parkinson, acidente vascular 
encefálico, doença pulmonar, artrite, perda auditiva e demência 
Muitos fatores psicossociais aumentam a probabilidade de depressão 
em idosos. Esses fatores incluem não ser casado, morar sozinho, ter 
pouco ou nenhum apoio social, perda recente e luto prolongado, ser um 
SP 3  Delirium e tipos de demência 5
cuidador e ter baixo nível socioeconômico Barua et al., 2010; Clark et 
al., 2013. 
O risco de depressão é ainda maior se houver história familiar de 
depressão, abuso de substâncias atualmente ou no passado, história 
de episódio depressivo anterior ou tentativa de suicídio no passado. As 
per- das, reais ou percebidas como tais, são comuns na população 
geriátrica e podem ser um fator contribuinte para a depressão. A perda 
de emprego, renda e apoios sociais (especialmente a morte de 
familiares e amigos) aumenta com a idade e pode resultar em 
isolamento social e subsequente luto e depressão franca. A perda da 
independência, que ocorre com a perda de uma permissão para dirigir 
ou em caso de declínio
Clínica:
Caracterizada por humor deprimido ou perda de interesse em quase 
todas as atividades (anedonia) ou ambos por pelo menos duas 
semanas, acompanhados por um mínimo de 3 ou 4 dos seguintes 
sintomas(de um total de pelo menos cinco sintomas): 
Maior irritabilidade Delírio (pobreza, doença ou conteúdo niilista) 
Mudanças no padrão do sono: Hipersonia ou insônia (sintoma que 
mais motiva a busca de ajuda médica) 
Sentimentos de desvalia ou de culpa excessiva 
Fadiga ou falta de energia 
Sentimento de solidão (social ou emocional) 
Sintomas em múltiplos domínios cognitivos → função executiva, 
concentração, atenção e memória, além de redução da velocidade 
de processamento cognitivo 
Capacidade diminuída para pensar ou concentrar-se 
Alteração substancial em apetite ou perda de peso não intencional 
Agitação psicomotora ou retardo psicomotor 
Desinteresse sexual 
Hipocondria 
Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio 
SP 3  Delirium e tipos de demência 6
Queixas somáticas (destaque para: perda de peso, constipação 
intestinal, despertar precoce, fadiga, dor) 
A intensidade da depressão varia e é importante na determinação do 
tratamento ideal e do prognóstico 
Depressão leve → marcada por nenhum ou por poucos sintomas além 
do número mínimo necessário para preencher os critérios diagnósticos 
definidos antes (os sinais apresentados antes), sendo acompanhada 
por mínimo prejuízo funcional 
Depressão moderada → inclui um maior número e intensidade de 
sintomas depressivos com moderado prejuízo funcional 
Depressão grave → marcada intensidade e sintomas depressivos 
difusos com prejuízo funcional significativo 
Além disso, nos idosos, a depressão pode se apresentar com queixas 
cognitivas de maneira tão importante que podem simular um quadro 
demencial, caracterizando um quadro chamado pseudodemência 
depressiva Idosos têm pior prognóstico e curso mais crônico
Os idosos não apresentam os sintomas típicos de depressão, como 
humor depri- mido ou tristeza. Eles podem, no entanto, responder a 
perguntas específicas sobre estarem ou não se sentindo deprimidos. 
Por isso, é importante perguntar diretamente aos indivíduos idosos 
sobre a depressão, usando breves ferramentas de rastreio ou, sim- 
plesmente, perguntando se estão se sentindo deprimidos. 
SP 3  Delirium e tipos de demência 7
Os sinais e sintomas indicativos de depressão relatados podem estar 
relacionados a uma doença física e podem estar exacerbados ou 
exagerados pela depressão. Embora seja, por vezes, um processo 
diagnóstico lento e difícil, é fundamental descartar problemas médicos 
(agudos ou crônicos) antes de realizar um diagnóstico definitivo de 
depressão. 
A depressão maior é caracteristicamente diagnosticada por meio de 
evidências de humor deprimido e/ou perda de interesse e prazer. 
Também pode haver mudança de apetite, particularmente perda do 
apetite, insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, perda da 
energia e fadiga, sentimentos de inutilidade, dificuldades de 
concentração e/ou pensamentos recorrentes de morte ou suicídio. 
Esses sinais e sintomas típicos frequentemente não são notados em 
idosos ou são considerados normais durante o envelhecimento ou na 
presença de outras comorbidades.
 Pacientes idosos deprimidos são mais propensos a se preocupar com 
sintomas somáticos e cognitivos e relatam humor deprimido e 
preocupações com culpa, crises de choro, tristeza, medo ou 
sentimentos de que a sua vida foi um fracasso com menor frequência.
 Esses pacientes comumente relatam dificuldades para perceber seu 
estado de saúde e reclamam repetidamente sobre obstipação e 
frequência urinária. Esses indivíduos podem não reconhecer os 
sentimentos de tristeza persisten- tes. Em vez disso, podem reportar 
persistente perda de prazer e interesse em atividades antes prazerosas 
(anedonia). Geralmente, indivíduos idosos não apresentam os sinais e 
sintomas de humor depressivo que satisfazem os critérios para um 
distúrbio depressivo maior.
Depressões menores ou subsindrômicas são mais comuns do que a 
depressão maior. Essas são definidas como um ou mais períodos de 
sintomas depressivos, idênticos aos episódios depressivos maiores 
quanto à duração (duas semanas ou mais), porém envolvendo menos 
sintomas e menor comprometimento. Um episódio de depressão 
subsindrômica envolve tristeza/humor deprimido ou perda do 
interesse/prazer por praticamente todas as atividades.
O diagnóstico de depressão em idosos, seja a depressão maior ou a 
menor, é compli- cado pela sobreposição de doença física. 
SP 3  Delirium e tipos de demência 8
Pacientes com doenças físicas graves podem estar preocupados, por 
exemplo, com pensamentos sobre a morte ou inutilidade em 
decorrência da incapacidade concomitante. Idosos com depressão 
também tendem a apresentar taxa mais alta de ansiedade, nervosismo 
e irritabilidade do que os indivíduos mais jovens. Os idosos podem se 
envolver na somatização e colocar-se em risco para doenças 
iatrogênicas que ocorrem em decorrência de exames e tratamentos 
desnecessários. 
Dentre os idosos deprimidos, os sintomas somáticos são mais comuns 
que entre adultos
jovens, com destaque para: perda de peso, constipação intestinal, 
despertar precoce, fadiga e dor.
Os idosos também apresentam mais irritabilidade, delírio (pobreza, 
doença ou conteúdo niilista),agitação psicomotora, desinteresse sexual 
e hipocondria e menos sentimento de culpa e humor deprimido 
Enache, 2015; Lackamp et al., 2016.
As mulheres mais idosas são o grupo com mais sintomas e também 
com maior possibilidade
de apresentação clínica atípica.
O sentimento de solidão (social ou emocional) deve ser investigado 
pela sua associação bem estabelecida com a depressão, especialmente 
para idosos institucionalizados. Este é um dos exemplos de que a 
investigação sintomatológica não se esgota na anamnese tradicional, 
pois existe a possibilidade de ocultação do sintoma para que não haja 
comprometimento das relações familiares Lan et al., 2015.
Um grande número de idosos apresenta sintomas depressivos que não 
preenchem os critérios diagnósticos para depressão, mas permanecem 
associados a sofrimento significativo ou comprometimento da 
funcionalidade Worralla et al., 2020.
O processo de desenvolvimento da depressão no idoso pode durar 
anos, sendo, portanto, mais crônico do que agudo. Mesmo após o 
tratamento adequado, um terço melhora e permanece bem, outro terço 
apresenta recaída e o restante não melhora, cronifica. Fatores 
intrínsecos e extrínsecos podem contribuir para a cronificação dos 
sintomas, devendo ser identificados e evitados Tabela 27.5 Enache, 
2015
SP 3  Delirium e tipos de demência 9
Diagnóstico:
No idoso o diagnóstico é complicado pelo fato de que ele vai ter menos 
queixas somáticas e mais queixas físicas, sendo difícil de diferenciar o 
quadro de problemas clínicos subjacentes 
Utiliza-se a história clínica + os sintomas apresentados + ferramentas 
de rastreio (ex: Geriatric Depression Scale ou uma outra escala que 
utiliza apenas duas perguntas sobre humor deprimido e anedonia, 
ambas efetivas para detecção de depressão) 
O diagnóstico é essencialmente clínico, e a avaliação inclui: 
História clínica (diagnósticos prévios, dor, polifarmácia, adesão e 
resposta a tratamentos previamente propostos e medicamentos em 
uso) 
História psiquiátrica (passado de depressão, pensamento ou 
tentativa de suicídio, consumo de álcool) 
História social (eventos estressores, suporte social, direção de 
veículos, acesso a armas) 
SP 3  Delirium e tipos de demência 10
História familiar (depressão, demência e suicídio) 
DURANTE A ANAMNESE 
� Importante reservar períodos distintos para o idoso com e sem 
acompanhante e para o acompanhante sozinho, especialmente se o 
idoso tem pouca clareza sobre seus sintomas ou apresenta déficit 
cognitivo e/ou sensorial
� Avaliar o desempenho em atividades básicas e instrumentais da 
vida diária, para um melhor planejamento do cuidado
� Avaliar as funções cognitivas no momento inicial para estabelecer a 
possibilidade de demência associada e um parâmetro de evolução 
de um possível déficit
� Rastrear sintomas ansiosos. A investigaçãode risco de suicídio 
deve ser realizada, seguindo a ordem de pensamento, desejo, 
elaboração e execução de plano e tentativas prévias. 
EXAMES LABORATORIAIS 
Nenhum exame laboratorial ou de imagem é capaz de instituir o 
diagnóstico de qualquer transtorno depressivo 
Entretanto, alguns exames laboratoriais para investigação de diabetes, 
hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico estão 
indicados como diagnóstico diferencial 
Caso a etiologia vascular seja suspeitada → solicitar ressonância 
magnética do encéfalo 
É demonstrado que têm alterações da estrutura e função cerebral na 
depressão de início tardio, com padrões de alteração intermediários 
entre indivíduos normais e com demência 
ESCALAS DE RASTREAMENTO DE DEPRESSÃO 
Escala de rastreamento não diagnostica depressão, apenas sinaliza 
para a possibilidade do diagnóstico. Portanto, a avaliação clínica após a 
aplicação da escala é fundamental 
Existem várias escalas validadas para uso em idosos, como a Escala de 
Depressão Geriátrica GDS, Patient Health Questionnaire 9 PHQ9, 
Escala de Beck BDI e a Escala de Hamilton GDS É a mais popular e é a 
única desenvolvida para idosos 
SP 3  Delirium e tipos de demência 11
Tem aplicação rápida e fácil com respostas de sim e não, referentes as 
duas últimas semanas 
A versão original tem 30 itens, mais a principal tem 15 (visto que tem 
mais especificidade e sensibilidade, justificando seu uso)
Tem a vantagem de que não inclui sintomas somáticos, reduzindo a 
interferência de sintomas que podem confundir o avaliador, devido às 
comorbidades que o paciente pode apresentar 
RESULTADOS PARA A GDS 15 A partir de 5 pontos → depressão De 8 a 
9 pontos → depressão moderada Acima de 10 pontos → depressão 
grave
O escore da GDS 30 sugere depressão a partir de 11 pontos; e o da GDS 
15, a partir de 5
pontos. Mesmo sem avaliar objetivamente a gravidade dos sintomas, 
indica depressão moderada de 11 a 20 e 8 a 9, e grave acima de 21 e 10 
pontos para a GDS 30 e a GDS 15, respectivamente
Reconhecer o quadro clínico da pseudodemência
Causas 
SP 3  Delirium e tipos de demência 12
O termo “pseudodemênciaˮ se refere a condições neuropsiquiátricas 
que simulam o prejuízo
cognitivo. Na maioria das vezes está associada a
 comprometimento cognitivo secundário à
depressão
, mas também pode ocorrer na doença bipolar, na esquizofrenia, nos 
transtornos de ansiedade, no transtorno de estresse pós-traumático, 
na somatização, nos transtornos de personalidade e nas epilepsias 
parciais complexas 
O termo “pseudodemência depressivaˮ foi inicialmente utilizado para 
descrever o declínio
cognitivo em pacientes com o diagnóstico de síndrome depressiva, que 
se torna reversível com o tratamento.
Quadro clínico 
Alguns idosos podem desenvolver uma síndrome demencial 
(antigamente denominada “pseudodemênciaˮ) secundária à depressão, 
que pode ser revertida após remissão dos sintomas depressivos. Esses 
pacientes costumam se apresentar com uma depressão de início tardio 
grave e uma síndrome demencial leve. Quando comparados aos 
pacientes deprimidos com doença de Alzheimer, os pacientes com 
depressão apresentam mais sintomas psíquicos e de ansiedade 
somática
Características gerais:
Várias condições que podem simular uma demência (depressão é a 
mais comum)
Mas são reversíveis
O próprio paciente se queixa (diferente da demência, que geralmente 
o acompanhante que diz os sintomas)
SP 3  Delirium e tipos de demência 13
O termo pseudodemência se refere a condições neuropsiquiátricas que 
simulam o prejuízo cognitivo. Na maioria das vezes está associada a 
comprometimento cognitivo secundário à depressão, mas também 
pode ocorrer na doença bipolar, na esquizofrenia, nos transtornos de 
ansiedade, no transtorno de estresse pós-traumático, na somatização, 
nos transtornos de personalidade e nas epilepsias tipo parciais 
complexas
O comprometimento cognitivo frequentemente acompanha a depressão 
e pode ser grave o suficiente para dificultar o diagnóstico diferencial 
com demência.
A depressão pode preceder, ocasionar ou ocorrer simultaneamente à 
demência; uma boa avaliação clínica e os testes de avaliação do 
estado mental, incluindo avaliação neuropsicológica e a aplicação de 
escalas específicas para depressão, como a GDS (escala de 
depressão geriátrica) e a escala de Cornell, auxiliam no diagnóstico 
diferencial
Quando o declínio cognitivo é um sintoma inicial da depressão, outros 
sinais vegetativos podem também estar presentes.
Transtornos do sono e do apetite, perda ou ganho de peso, queixas 
somáticas, dores crônicas, retardo ou agitação psicomotora, perda de 
energia ou fadiga, além de anedonia, isolamento social, humor 
SP 3  Delirium e tipos de demência 14
disfórico e passado de doença depressiva são frequentes no idoso 
como indicadores importantes para o diagnóstico da depressão.
Compreender a etiologia, sintomas e diagnóstico da doença de Alzheimer 
(sucinto)
Doença de Alzheimer
A prevalência da DA ao longo da vida é superior a 11% entre os homens 
e superior a 21% entre as mulheres. 
A maior parte desses pacientes apresenta DA de início tardio (a partir 
dos 65 anos de idade). 
A DA de início precoce é muito menos comum. 
A DA constitui a causa mais comum de demência em todo o mundo.
Genética. 
A DA de início tardio (i.e., esporádica) tem sido mais estreitamente 
ligada geneticamente aos genes que codificam a apolipoproteína E, 
em particular o alelo épsilon 4 da apolipoproteína E APOE4, que está 
presente em 14% da população geral. Os heterozigotos têm um 
aumento de 3 vezes no risco de DA, enquanto os homozigotos 
apresentam um risco 8 a 12 vezes maior. Entretanto, 30 a 60% dos 
pacientes com DA não possuem esse alelo. Não se recomenda utilizar o 
APOE4 como ferramenta de rastreamento, visto que ele não é 
específico e que não há nenhuma intervenção preventiva ou 
terapêutica que possamos oferecer com base nos resultados do teste. 
Para pacientes que desejam realizar esse teste, deve-se considerar o 
seu encaminhamento para aconselhamento genético.
Apenas como comentário adicional, o impacto do alelo APOE4 não se 
limita a aumentar o risco de DA; ele também aumenta o risco de DCL. 
Além disso, os portadores de APOE4 têm menos capacidade de manter 
uma saúde neuronal após acidente vascular cerebral AVC ou 
traumatismo craniano. Por outro lado, os dados sugerem que o APOE2 
pode ser protetor contra a DA e está associado a um aumento do tempo 
de vida em pacientes com e sem DA.
Fatores de risco.
 O envelhecimento, o sexo feminino e o alelo APOE4 são fatores de 
risco não modificáveis bem estabelecidos. Os fatores de risco 
SP 3  Delirium e tipos de demência 15
potencialmente evitáveis ou reversíveis incluem:
Os mesmos fatores que aumentam o risco de doença cardiovascular (p. 
ex., hipertensão, síndrome metabólica e hiperglicemia).
História de lesão cerebral traumática.
Transtornos do sono.
Alguns medicamentos com atividade anticolinérgica (p. ex., 
antidepressivos, antipsicóticos e fármacos antiparkinsonianos).
Baixo nível de atividade tanto física quanto cognitiva ao longo da 
vida.
Histologia. 
As características patológicas essenciais da DA consistem nos 
emaranhados neurofibrilares (compostos por agregados 
intracelulares em forma de chama da proteína tau hiperfosforilada, 
uma proteína associada a microtúbulos) e placas neuríticas senis 
(agregados extracelulares de beta-amiloide). 
O acúmulo dessas substâncias no tecido cerebral está associado à 
degeneração neuronal, morte celular e angiopatia cerebral.
Apresentação clínica e diagnóstico. 
Em geral, a DA manifesta-se com progressão insidiosa de déficits de 
memória. Os problemas relacionados com a memória de curto prazo – 
dificuldade em recordar eventos recentes, em oposição a eventos 
antigos – habitualmente são os primeiros a aparecer. Com o passar do 
tempo, surgem outros déficits cognitivos, que frequentemente flutuam 
de dia para dia e que podem incluir comprometimentointelectual e das 
funções executiva e visuoespacial, juntamente com déficits de 
linguagem e alterações na personalidade e no comportamento. 
Os pacientes podem apresentar julgamento prejudicado, confusão, 
desorientação, depressão, ansiedade e – em última análise – delírios e 
alucinações. Alguns pacientes podem desenvolver apatia profunda, 
outros, agitação, e outros, ainda, períodos alternados de apatia e 
agitação. Exceto quando a DA está em seus estágios iniciais – quando a 
função intelectual ainda está até certo ponto preservada –, os pacientes 
não têm consciência do que está acontecendo com eles. Por fim, os 
SP 3  Delirium e tipos de demência 16
pacientes ficam acamados, incapazes de andar independentemente e 
desenvolvem incontinência vesical e intestinal.
Queixa de Desempenho Cognitivo:
Idosos frequentemente se queixam de piora cognitiva ao envelhecer.
Profissionais de saúde devem estar atentos para identificar e avaliar a 
acuidade mental.
Consideração das variações individuais influenciadas pela idade e 
escolaridade.
Fase Prodrômica da Doença de Alzheimer DA:
DA tem um longo período pré-clínico ou assintomático.
Sintomas iniciais incluem dificuldades de memória, aprendizagem, 
atenção, função executiva, linguagem, perceptomotor e cognição 
social.
Nessa fase, as alterações cognitivas não interferem 
significativamente nas atividades diárias.
Primeiros Sinais de Demência:
Esquecimento aparente e alterações de personalidade e cuidado 
pessoal.
Esses sinais podem indicar a transição para demência ou transtorno 
neurocognitivo maior TNCM.
Progressão da Demência na DA:
A demência na DA frequentemente se inicia após os 60 anos.
Progressão gradual dos sintomas ao longo de 8 a 12 anos, com 
variação entre 2 e 25 anos.
A fase inicial dura 2 a 3 anos, com comprometimento da memória 
declarativa episódica e dificuldades para lembrar nomes, 
compromissos, e fatos recentes.
Fase Intermediária da DA:
Dura entre 2 e 10 anos.
Sintomas focais incluem afasia, apraxia, agnosia e distúrbios 
visuais-espaciais.
SP 3  Delirium e tipos de demência 17
Deterioração da memória remota e capacidade de julgamento.
Declínio Funcional:
Perda de habilidades para realizar tarefas da vida diária.
Dificuldade para realizar atividades instrumentais (ex.: lidar com 
finanças, cozinhar) e atividades básicas (ex.: vestir-se, alimentar-
se).
Sintomas extrapiramidais como alterações na marcha e postura.
Sintomas Neuropsiquiátricos BPSD:
Incluem agitação, perambulação, agressividade, depressão e 
alterações de comportamento.
Três grupamentos de sintomas: depressão, psicose e apatia 
associadas à DA.
Fase Avançada da DA:
Dura de 8 a 12 anos.
Todas as funções cognitivas estão gravemente comprometidas.
Pacientes ficam totalmente dependentes, acamados, e a morte 
ocorre devido a complicações como septicemia.
Instrumentos de Avaliação da DA:
FAST Functional Assessment Stages) e CDR Clinical Dementia 
Rating) são utilizados para avaliar e classificar os estágios da DA.
Recomenda-se uma RM para descartar as causas estruturais de 
demência. As características clássicas que sugerem DA na RM do 
cérebro incluem atrofia cortical com aumento ventricular, juntamente 
com atrofia do hipocampo e lobos temporais mediais. Essas 
alterações não são específicas da DA, porém altamente sugestivas do 
diagnóstico no contexto clínico correto. O PET scan, embora não seja 
realizado rotineiramente, pode demonstrar hipometabolismo nos lobos 
temporoparietais posteriores.
Confirmação da Demência/TNCM na DA:
O primeiro passo é confirmar o diagnóstico de demência ou transtorno 
neurocognitivo maior TNCM causado pela DA.
SP 3  Delirium e tipos de demência 18
Deve-se considerar os critérios propostos para o diagnóstico, 
diferenciando-a de outras condições clínicas, neurológicas ou 
psiquiátricas que apresentam sintomas semelhantes.
Definição de Demência:
A demência é definida como uma síndrome caracterizada pelo 
comprometimento de múltiplas funções corticais superiores.
Déficits Cognitivos Envolvidos:
Comprometimento da memória, pensamento, orientação, 
compreensão, linguagem, cálculo, capacidade de aprendizagem, 
pensamento abstrato e julgamento.
A deterioração dessas funções pode variar, afetando alguns 
domínios cognitivos enquanto outros permanecem preservados.
Alterações Psicológicas e Comportamentais:
O comprometimento cognitivo geralmente é acompanhado, e às 
vezes precedido, por alterações psicológicas, comportamentais e 
de personalidade.
SP 3  Delirium e tipos de demência 19
Compreender a epidemiologia, fisiopatologia, fatores de risco e causais, 
clínica e os critérios diagnóstico para Dellirium
Epidemiologia:
Delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica constituída pela alteração 
aguda e flutuante do estado mental, associada à dificuldade em focar, 
manter ou alternar a atenção, e que geralmente se associa a uma 
condição orgânica subjacente, correspondendo ao que seria um quadro 
de insuficiência cerebral aguda. Ele aparece quando o indivíduo é 
incapaz de manter a homeostase cerebral em face de um ou mais 
agentes nocivos
Com o envelhecimento populacional, o delirium tem importância 
crescente na atenção à saúde do idoso. Até 50% dos idosos 
hospitalizados são afetados pelo delirium durante a internação e 
estima-se que mais de USD 160 bilhões sejam gastos anualmente nos 
EUA com o distúrbio.
Além disso, o delirium muitas vezes representa o ponto inicial de uma 
cascata de eventos que leva a complicações clínicas e prognóstico 
desfavorável, incluindo declínio cognitivo e funcional, prolongamento 
de hospitalizações, maior risco de institucionalização e maior 
morbimortalidade.
A prevalência de delirium na comunidade é baixa 1 a 2%, podendo 
chegar até 40% nas instituições de longa permanência. Sua instalação 
costuma determinar a ida dos pacientes às unidades de pronto 
atendimento, onde a prevalência é de aproximadamente 25%. No 
entanto, apenas 24 a 35% dos casos de delirium são identificados 
nesse cenário. 
A frequência de delirium muda de acordo com o ambiente estudado e o 
método de avaliação, com as maiores incidências na UTI, cuidados 
SP 3  Delirium e tipos de demência 20
pós-operatórios e cuidados paliativos. Contudo, é um distúrbio que 
acomete especialmente indivíduos idosos, com incidência acumulada 
descrita entre 29 e 64% em enfermarias gerais e geriátricas.
A disponibilidade de dados específicos da população brasileira é 
limitada e com grande discrepância de resultados.
Além de comum, a ocorrência de delirium parece estar associada a 
maior risco de complicações e prognóstico desfavorável. Idosos 
acometidos falecem ainda durante a internação em 25 a 33% dos 
casos, e já foi descrito delirium como o principal preditor de 
mortalidade intra-hospitalar em uma enfermaria geriátrica. 
O estado confusional agudo também está associado a aumento dos 
custos, internações mais prolongadas, aumento do risco de 
institucionalização e complicações clínicas mais frequentes, como 
úlceras de pressão, quedas e infecções pulmonares.
Um estudo realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo → 
evidenciou que 1 a cada 3 pacientes com covid-19 apresentou delirium 
durante a internação. 
Fisiopato:
Os mecanismos que levam à instalação de delirium são complexos e 
ainda pouco compreendidos. Com o envelhecimento, há uma redução 
da população neuronal, do fluxo sanguíneo e de neurotransmissores 
reguladores do estresse, bem como anormalidades da transmissão 
colinérgica. Há também uma alteração da resposta das células da glia 
aos estímulos nosológicos. 
Assim, alterações metabólicas cerebrais, resultantes de hipóxia, hipo ou 
hiperglicemia, inflamação sistêmica, estresse, privação de sono, uso de 
medicamentos e aumento da permeabilidade da barreira 
hematoencefálica, podem se combinar, levando à perda de homeostase 
neurológica e ao desencadeamento do delirium.
No entanto, o comprometimento de mecanismos compensatórios 
explica apenas em parte a maiorsuscetibilidade de idosos ao 
desenvolvimento de delirium. Conhecendo a natureza multifatorial da 
síndrome, é pouco provável que exista um único conjunto de 
componentes contribuindo para sua instalaçã e levando à 
SP 3  Delirium e tipos de demência 21
desorganização de redes neurais complexas e à consequente 
insuficiência cerebral aguda. 
O intricado equilíbrio entre fatores psicológicos, neurológicos e 
imunológicos parece ter particular relevância para esse processo, e 
estudos indicam que ativação imune e inflamação crônicas, 
características da imunossenescência, desempenham um papel central 
na fisiopatologia do delirium.
As pesquisas atuais relacionadas a biomarcadores específicos têm sido 
promissoras, mas todas exigem uma investigação mais profunda: S100 
beta, fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, enolase 
específica do neurônio e marcadores inflamatórios incluindo citocinas 
interleucina IL8, fator de necrose tumoral TNF)-alfa, proteínas 
quimioatraentes de monócitos MCP1, procalcitonina e cortisol.
Fatores de risco e causais:
Do ponto de vista clínico, o desenvolvimento do delirium depende de 
uma complexa relação entre fatores que conferem vulnerabilidade ao 
paciente e a exposição a agentes nocivos, conhecidos respectivamente 
como fatores predisponentes e fatores precipitantes.
SP 3  Delirium e tipos de demência 22
SP 3  Delirium e tipos de demência 23
Os medicamentos são o fator precipitante mais importante, 
contribuindo com mais de 40% dos casos de delirium. Os 
medicamentos mais associados com delirium são aqueles com efeitos 
psicoativos conhecidos, como sedativos hipnóticos, opiáceos 
bloqueadores de H2 e anticolinérgicos. 
Além disso, o risco de delirium aumenta em proporção direta com o 
número de medicamentos prescritos. Tratamentos fitoterápicos estão 
sendo cada vez mais reconhecidos como fatores que causam ou 
contribuem para o delirium, sobremaneira quando tomados 
concomitantemente com uma medicação psicoativa. Isso é 
particularmente verdadeiro no caso de ervas psicoativas, como a erva-
de-são-joão, kava kava e raiz de valeriana. 
SP 3  Delirium e tipos de demência 24
Quanto mais fatores predisponentes estão presentes, ou quanto maior 
seu impacto sobre a reserva fisiológica individual (síndrome demencial, 
por exemplo), maior a vulnerabilidade para delirium, e, portanto, menor 
a intensidade de agressores necessários (fatores precipitantes) para 
que ele ocorra.
Clínica:
As principais características do delirium são a instalação aguda e o 
curso flutuante. 
Aguda, pois as alterações da cognição e da atenção tornam-se 
evidentes em algumas horas ou poucos dias. Curso flutuante, porque 
seus sintomas variam de intensidade ao longo do dia, podendo 
inclusive cursar com períodos assintomáticos e intervalos de lucidez.
No entanto, em idosos, o início do quadro pode ser insidioso, precedido 
por alguns dias de irritabilidade, insônia e diminuição da concentração.
A alteração da atenção se caracteriza pela dificuldade em focar, manter 
ou alternar a atenção. Percebe-se que os pacientes afetados têm 
dificuldades para realizar tarefas que exijam algum foco, como recitar 
os meses de trás para a frente, obedecer a comandos com múltiplas 
etapas ou acompanhar uma conversa, sendo facilmente distraídos.
O delirium representa uma disfunção global da cognição, cursando com 
o comprometimento de outros domínios cognitivos além da atenção. 
Pacientes com delirium podem, por exemplo, apresentar alterações de 
memória, principalmente da memória recente, com dificuldades para 
assimilar novas informações. Também se observam com frequência:
Alterações de orientação temporal e espacial.
Desorganização do pensamento, que pode se tornar fragmentado, 
lentificado ou acelerado.
Alucinações auditivas ou visuais.
Disnomias e disgrafias, alterações da linguagem consideradas 
bastante sensíveis em delirium.
Alterações do humor com labilidade emocional.
Alterações do ciclo sono-vigília, com sonolência diurna e sono 
noturno fragmentado e reduzido.
SP 3  Delirium e tipos de demência 25
Alterações de atividade psicomotora. 
O delirium pode ser classificado, conforme os padrões predominantes 
de psicomotricidade, em delirium hipoativo, hiperativo ou misto. 
Pacientes com delirium hiperativo frequentemente têm pensamento 
acelerado, estado de consciência hiperalerta, com agitação, 
alucinações, agressividade e alterações autonômicas como taquicardia, 
sudorese e rubor facial. É menos frequente que o delirium hipoativo, 
porém mais facilmente reconhecido devido à exuberância da 
apresentação. 
Já pacientes com delirium hipoativo geralmente têm menor 
movimentação espontânea, pensamento lentificado, letargia e 
sonolência. Apesar de ser a apresentação fenotípica mais comum de 
delirium, é menos diagnosticada e tem pior prognóstico. 
No delirium misto, as formas hiperativas e hipoativas se alternam no 
decorrer do tempo.
Por fim, delirium subsindrômico é um termo empregado para 
caracterizar a situação clínica em que uma pessoa apresenta uma ou 
mais características de delirium, entretanto não preenche todos os 
critérios para confirmar o diagnóstico. Delirium subsindrômico pode 
acontecer precedendo delirium ou persistindo após sua resolução, 
sendo também relacionado a pior prognóstico, declínio funcional, 
declínio cognitivo e aumento de mortalidade.
SP 3  Delirium e tipos de demência 26
Diagnóstico:
O diagnóstico de delirium é clínico e engloba duas etapas essenciais: a 
detecção do delirium e o esclarecimento de suas causas.
SP 3  Delirium e tipos de demência 27
Um exame físico detalhado é fundamental para a avaliação do delirium. 
Muitas vezes, o delirium pode ser a manifestação inicial de uma doença 
grave subjacente em uma pessoa idosa; assim, a observação atenta 
buscando por sinais no exame físico pode permitir um diagnóstico 
precoce de uma patologia precipitante. Uma pesquisa cuidadosa por 
evidências de infecções ocultas deve ser realizada, incluindo os 
sintomas de pneumonia, infecção do trato urinário, processos 
abdominais agudos, infecções articulares ou sopro cardíaco de 
instalação recente. Um exame neurológico detalhado, com atenção a 
sinais focais ou lateralizados, também é fundamental.
Academicamente, o delirium é definido pela presença dos critérios da 
quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos 
Mentais DSM5.
SP 3  Delirium e tipos de demência 28
No entanto, inúmeros instrumentos foram desenvolvidos nos últimos 
anos para uma melhor sistematização do diagnóstico de delirium na 
prática clínica. Destacam-se dentre esses instrumentos o Confusion 
Assessment Method CAM, instrumento validado para o português e 
que abrange nove itens de avaliação:
Início agudo e curso flutuante.
Déficit de atenção.
Desorganização do pensamento.
Alteração do nível de consciência.
Desorientação.
Déficit de memória.
Distúrbios sensoriais.
Alteração de atividade psicomotora.
Alteração do ciclo sono-vigília.
Em sua versão curta e mais comumente utilizada, apenas as primeiras 
quatro características do CAM são avaliadas, sem prejuízo importante 
para sensibilidade e especificidade diagnósticas do instrumento. O 
CAM é um instrumento simples e de fácil aplicação por profissionais da 
saúde treinados, com sensibilidade de 94 a 100% e especificidade de 
90 a 95%.
SP 3  Delirium e tipos de demência 29
Os exames laboratoriais para avaliação de pacientes delirantes devem 
incluir hemograma completo, eletrólitos (incluindo cálcio), função renal 
e hepática, glicose e saturação de oxigênio. Além disso, na pesquisa de 
uma infecção oculta, devem ser consideradas hemoculturas, culturas 
de urina, exame de urina e radiografia de tórax. Quando não se 
identificam fatores contribuintes específicos em um determinado 
paciente, podem ser solicitados outros exames. Estes incluem testes da 
função da tireoide, gasometria arterial, níveis de vitamina B12, níveis de 
doses de medicamentos, examestoxicológicos, níveis de cortisol e uma 
avaliação do líquido cefalorraquidiano.
Imagens cerebrais com tomografia computadorizada ou ressonância 
magnética são indicadas quando há história ou sinais de queda recente 
ou traumatismo craniano, febre de origem desconhecida, sintomas 
neurológicos focais recentes ou quando nenhuma causa óbvia foi 
identificada. Um eletroencefalograma pode ser indicado para avaliar a 
SP 3  Delirium e tipos de demência 30
presença de atividade convulsiva oculta. Também pode ser usado na 
diferenciação de delirium de distúrbios psiquiátricos não orgânicos.
O diagnóstico diferencial principal de delirium é com as síndromes 
demenciais. Apesar de apresentarem características clínicas que as 
diferenciam do delirium, como preservação da capacidade de manter a 
atenção ou um declínio cognitivo de curso mais lento (meses a anos), a 
distinção pode ser difícil em algumas situações. Na demência vascular, 
por exemplo, o declínio cognitivo ocorre de modo abrupto. A demência 
por corpúsculos de Lewy, por sua vez, pode apresentar alucinações e 
oscilações de cognição no início do quadro. Além disso, a própria 
sobreposição de delirium e demência pode dificultar o diagnóstico 
correto.
Transtornos psiquiátricos primários, como depressão maior, transtorno 
bipolar e esquizofrenia, possuem alguns sintomas semelhantes ao 
delirium, mas em geral a cognição se preserva. A distinção pode se 
tornar mais difícil na presença de sintomas psicóticos ou quando existe 
desorganização do pensamento. Em todas essas situações, a 
anamnese cuidadosa e o exame físico detalhado são fundamentais 
para a elucidação correta do diagnóstico.
Citar as medidas para prevenção e o tratamento não farmacológico do 
Dellirium
As principais medidas para a prevenção são de cunho não 
farmacológico. Deve-se identificar as causas potencialmente 
relacionadas ao quadro (principalmente dor, uso de dispositivos 
invasivos, constipação intestinal, retenção urinária e medicação) e 
instituir terapia específica. Ajustar horários de sono e vigília (controle 
de luminosidade, ajuste de horário de tomada de medicação e 
checagem de sinais vitais), instituir nutrição adequada, corrigir 
déficits sensoriais (uso de óculos, aparelhos auditivos), estimular 
orientação temporoespacial (informar com frequência em que o idoso 
está, qual dia da semana e a hora), acolher o idoso (garantir acesso 
aos familiares, contato presencial ou por vias digitais) e a mobilização 
precoce. Tais medidas devem ser estimuladas mesmo após a 
instalação do quadro, apesar de poucas evidências científicas para 
tal Cerveira et al., 2017
SP 3  Delirium e tipos de demência 31
A estratégia ideal de cuidados em saúde ao paciente em relação ao 
delirium é a prevenção primária. Portanto, é fundamental conhecer e 
identificar os fatores de risco de forma adequada e se antecipar em 
relação a eles com estabelecimento de intervenções.
SP 3  Delirium e tipos de demência 32
Existem algumas medidas conhecidamente eficazes na redução de 
incidência de delirium recomendadas pelas diretrizes da Scottish 
Intercollegiate Guidelines Network SIGN.
O Hospital Elder Life Program HELP consiste em um protocolo de 
intervenção multicomponente que atua de forma sistemática em fatores 
de risco, como imobilidade, privação do sono, déficit cognitivo e 
sensorial (auditivo e visual) e desidratação. Há evidências, na literatura, 
que essa estratégia levou a uma redução absoluta de 5% dos casos de 
delirium, em pacientes clínicos gerais com 70 anos.
 O HELP também foi capaz de reduzir a frequência dos episódios nos 
pacientes que desenvolveram o quadro. Habitualmente, inclui-se 
medidas de enfrentamento em relação a constipação, dor, hipóxia e 
infecção, conforme preconizado pelas diretrizes do Instituto Nacional 
de Saúde e Excelência em Cuidados NICE. 
Há algumas linhas de pesquisa que investigam a aplicabilidade de 
drogas antipsicóticas na prevenção de delirium em pacientes com alto 
risco, embora existam evidências que desencorajam a prescrição de 
haloperidol e antipsicóticos de segunda geração. Contudo, ainda há 
divergências em relação à eficácia desses medicamentos, uma vez que 
alguns trabalhos revelam que melatonina, anticolinérgicos e 
antipsicóticos não foram eficazes para evitar o delirium. 
É válido ressaltar a importância de diagnosticar qualquer condição 
médica subjacente potencialmente causadora de delirium e seu 
SP 3  Delirium e tipos de demência 33
tratamento adequado na prevenção primária. 
A resolução do quadro de delirium já instalado depende da correta 
identificação e oportuno e adequado tratamento da causa base.
Abordagem Multidomínio
Consiste no tratamento sintomático do delirium; na correção dos 
insultos orgânicos responsáveis pelo quadro (correção de distúrbios 
metabólicos, hidroeletrolíticos, controle da dor, hidratação, tratamento 
antimicrobiano etc.); na explicação dos riscos e futuros associados ao 
delirium; e em tratamento de suporte. A assistência direcionada aos 
múltiplos domínios do delirium demanda envolvimento de equipe 
multidisciplinar no cuidado.
O tratamento de suporte tem como objetivo resolucionar situações 
frequentes presentes no idoso com delirium, como desidratação, 
desnutrição, úlceras de pressão, distúrbio hidroeletrolítico etc.
O tratamento sintomático conta com medidas não farmacológicas de 
natureza educacional, ambiental e psicossocial, podendo envolver 
familiares e amigos. 
São ações úteis: repetição de informações de orientação no tempo e no 
espaço, explicação constante e repetida sobre o status de saúde e 
possíveis procedimentos a serem realizados, controle ambiental 
visando redução de gatilhos sensoriais e recursos de reorientação, 
estímulo a mobilização etc.
A terapia farmacológica não compõe a abordagem terapêutica 
específica de rotina do delirium, ficando reservadas a casos com falha 
terapêutica diante das intervenções não farmacológicas recomendas e 
a quadros de delirium hiperativo, haja a vista que os sintomas colocam 
em risco à vida do próprio paciente, de outras pessoas e à 
continuidade do tratamento da causa primária.
Quando necessário, os antipsicóticos são os medicamentos de primeira 
linha, com destaque para o haloperidol, considerado fármaco de 
escolha, em vista do baixo custo e apresentações variadas (oral e 
parenteral – intramuscular e intravenosa). De modo geral, evita-se a 
administração intravenosa, pois é associada à indução de arritmias e 
pelo efeito terapêutico breve. Os antipsicóticos atípicos – olanzapina, 
risperidona, quetiapi na – configuram uma alternativa ao haloperidol, 
SP 3  Delirium e tipos de demência 34
tendo como principal vantagem, menor taxa de efeitos extrapiramidais 
associadas e principal desvantagem à única forma de apresentação 
(oral), não sendo documentada diferença de eficácia entre os 
antipsicóticos. Em se tratando de delirium secundário a abstinência ao 
álcool ou a benzodiazepínicos, utiliza-se benzodiazepínicos, com 
preferência ao lorazepam (me nor meia-vida e menor quantidade de 
metabólitos ativos).
Discutir as diferentes formas de violência contra a pessoa idosa
Apenas de janeiro a maio deste ano, o Disque 100, da Ouvidoria 
Nacional de Direitos Humanos, recebeu 47 mil denúncias e registrou 
282 mil violações referentes às pessoas idosas.
Violência física:
Os abusos físicos constituem a forma de violência mais perceptível aos 
olhos dos familiares, mas nem sempre o agressor irá cometer 
agressões que sejam tão perceptíveis como espancamento com lesões 
ou traumas que possam chamar a atenção. Em algumas situações, os 
abusos são realizados na forma de beliscões, empurrões, tapas ou 
agressões que não tenham sinais físicos. 
A maior parte das agressões físicas acontece dentro da própria casa da 
pessoa idosa, no seio de sua família, ocasionada por pessoas muito 
próximas como filhos, cônjuge, netos ou cuidadores domiciliares. 
Abuso psicológico:
A violência psicológica também é crime passívelde pena de detenção. 
Ela ocorre em atos como agressões verbais, tratamento com 
menosprezo, desprezo ou qualquer ação que traga sofrimento 
emocional como humilhação, afastamento do convívio familiar ou 
restrição à liberdade de expressão. Também acontece ao submeter a 
pessoa idosa a condições de humilhação, ofensas, negligência, 
insultos, ameaças e gestos que afetem a autoimagem, a identidade e a 
autoestima. 
Negligência, abandono e violência institucional:
Os casos de negligência e abandono ocorrem quando há recusa ou 
omissão de cuidados que podem acarretar sérios prejuízos ao bem-
estar físico e psicológico da pessoa idosa. Infelizmente esse é um ato 
muito comum, pois se manifesta tanto no seio familiar como em 
SP 3  Delirium e tipos de demência 35
instituições que prestam serviços de cuidados e acolhimento a pessoas 
idosas. A negligência se trata da recusa ou omissão de cuidados. Já o 
abandono é uma forma de violência que se manifesta pela ausência de 
amparo ou assistência pelos responsáveis em cumprir seus deveres de 
prestarem cuidado a uma pessoa idosa. 
A violência institucional se trata de qualquer tipo de violação exercida 
dentro do ambiente institucional público ou privado praticada contra a 
pessoa idosa. Instituições também podem cometer negligência por 
meio de uma ação desatenciosa ou omissa por parte dos funcionários 
ou por não cumprir alguma ação que deveria ter sido realizada.
Abuso financeiro:
A violência financeira é caracterizada pela exploração imprópria e ilegal 
ou uso não consentido dos recursos financeiros da pessoa idosa. O 
violador se apropria indevidamente do dinheiro e cartões bancários da 
pessoa idosa utilizando o valor para outras finalidades que não sejam a 
promoção do cuidado. 
Geralmente acontece por parte de familiares, conhecidos e instituições 
financeiras. Alguns idosos são vítimas deste tipo de violência devido à 
falta de informação ou ainda por acreditarem na ação despretensiosa 
do violador. 
Violência patrimonial:
É qualquer prática ilícita que comprometa o patrimônio do idoso, como 
forçá-lo a assinar um documento sem ser explicado para quais fins é 
destinado, alterações em seu testamento, fazer uma procuração ou 
ultrapassar os poderes de mandato, antecipação de herança ou venda 
de bens móveis e imóveis sem o consentimento espontâneo do idoso, 
falsificações de assinatura.
A autonomia da pessoa idosa, enquanto sujeito de direitos, sem dúvida 
é uma premissa que deve ser respeitada e promovida. 
Violência sexual:
Os abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas 
através de coação com violência física ou ameaças. Essas violações 
podem ocorrer na própria casa, cometidas por pessoas da família, e em 
instituições que prestam atendimento a pessoas idosas. Mulheres 
idosas com patologias físicas que as impeçam de andar são ainda mais 
SP 3  Delirium e tipos de demência 36
vulneráveis. Atos como beijos forçados, penetração não consentida e 
toques no corpo são atos mais comumente observados. 
Também são ainda mais vulneráveis as pessoas idosas acometidas por 
doenças neurológicas ou psiquiátricas como Alzheimer e esquizofrenia, 
que podem ter dificuldade de transmitir a informação corretamente, 
dificultando a denúncia da violência sofrida. 
Discriminação: 
Refere-se a comportamentos discriminatórios, ofensivos e 
desrespeitosos em relação à condição física característica da pessoa 
idosa, com desvalorização e inferiorização. Uma atitude discriminatória 
resulta na destruição ou comprometimento dos direitos fundamentais 
do ser humano, prejudicando um indivíduo no seu contexto social, 
cultural, psicológico, político ou econômico. Em relação à pessoa idosa, 
os termos etarismo, idadismo ou ageísmo têm sido utilizados na 
tipificação e combate a crimes de discriminação e preconceito 
relacionados à característica da idade alcançada pela pessoa idosa. 
Campanha Junho Violeta tem como objetivo conscientizar a sociedade 
brasileira sobre a necessidade de atuar na garantia dos direitos 
humanos e no enfrentamento à violência contra as pessoas idosas. 
O Estatuto do Idoso, Lei 10.741/2003, prevê como crime a conduta de 
colocar em risco a vida ou a saúde do idoso, através de condições 
degradantes ou privação de alimentos ou cuidados indispensáveis. A 
pena prevista é de 2 meses a 1 ano de detenção, e multa. Se o 
resultado do crime for lesão corporal grave, a pena aumenta para 1 a 4 
anos de reclusão. Por fim, se o resultado for morte, a pena é de 4 a 12 
anos de reclusão.
Art. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, 
discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado 
aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei
Referências
� Duarte, Paulo de, O. e José Renato G. Amaral. Geriatria: prática clínica. 
Disponível em: Minha Biblioteca, 2nd edição). Editora Manole, 2023.
SP 3  Delirium e tipos de demência 37
� Williams, Brie, A. et al. CURRENT Geriatria. Disponível em: Minha 
Biblioteca, 2nd edição). Grupo A, 2015.
� Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania  Violências contra a 
pessoa idosa: saiba quais são as mais recorrentes e o que fazer nesses 
casos - https://www.gov.br/mdh/pt-
br/assuntos/noticias/2023/junho/violencias-contra-a-pessoa-idosa-saiba-
quais-sao-as-mais-recorrentes-e-o-que-fazer-nesses-casos
� Freitas, Elizabete Viana. Tratado de geriatria e gerontologia/Elizabete Viana 
de Freitas, Ligia Py.  4. ed. – Reimpr.].  Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2017
� Kane, Robert, L. et al. Fundamentos de geriatria clínica. Disponível em: 
Minha Biblioteca, 7th edição). Grupo A, 2014.
https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/junho/violencias-contra-a-pessoa-idosa-saiba-quais-sao-as-mais-recorrentes-e-o-que-fazer-nesses-casos
https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/junho/violencias-contra-a-pessoa-idosa-saiba-quais-sao-as-mais-recorrentes-e-o-que-fazer-nesses-casos
https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/junho/violencias-contra-a-pessoa-idosa-saiba-quais-sao-as-mais-recorrentes-e-o-que-fazer-nesses-casos

Mais conteúdos dessa disciplina