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Capítulo 29 Fonologia: Desenvolvimento e Alterações Fiszbein Wertzner Introdução senvolvimento do sistema fonológico pela criança e quais as variáveis que interferem nesse processo. Tam- bém se devem destacar as relações existentes entre os desenvolvimento fonológico e suas alterações preo- sistemas linguísticos que propiciam a manifestação cupam o fonoaudiólogo por causa de sua grande ocor- verbal, com o objetivo de tratar o distúrbio fonológico, rência na população infantil. A alteração fonológica, no possibilitando a compreensão da fala da criança pelas Brasil denominada desvio fonológico distúr- pessoas de sua comunidade. bio e transtorno é definida Como a fonologia de cada língua tem como uma dificuldade de fala, caracterizada pelo uso cas próprias, devem-se considerar os aspectos do por- inadequado dos sons, de acordo com a idade e com as tuguês do Brasil para a identificação de possíveis variações regionais, que podem envolver erros na pro- alterações no distúrbio fonológico. dução, na percepção ou na organização dos sons. Essas alterações nos sons da fala interferem nos rendimentos escolar e profissional ou na comunicação Desenvolvimento do A causa do distúrbio fonológico é desconhecida: a gravidade e a inteligibilidade de fala apresentam graus Sistema Fonológico variados. O distúrbio fonológico ocorre com intensi- dade moderada a grave em aproximadamente 2 a 3% O desenvolvimento do sistema fonológico da língua, das crianças entre 6 e 7 sua ocorrência é superior incluindo o inventário fonético e as regras fonológicas, nas formas mais ocorre gradativamente até aproximadamente os 7 Shriberg e mostraram que, nos Es- a partir dessa idade, restam apenas algumas dificulda- tados Unidos, aproximadamente das crianças des específicas. De forma geral, os estudos mostram entre 3 e 11 anos de idade têm distúrbios de desenvol- que há uma relação entre o inventário de percepção e o de vimento fonológico. Entre eles, 2,5% têm atraso na produção, bem como entre a organização das regras que fala, caracterizado por omissões e substituições de atribuem valores contrastivos aos sons de uma língua. e 5% têm erros caracterizados por dis- No início, a criança possui um inventário pequeno e torções que podem permanecer até a idade adulta. que aumenta de forma progressiva, o que torna sua fala Segundo outros estudos realizados nos Es- cada vez mais inteligível. No primeiro ano de vida, o tados Unidos mostraram que distúrbio fonológico é sistema fonológico é considerado pré-linguístico e mais frequente no diagnóstico das desabilidades de caracteriza-se pela vocalização de sons existentes comunicação de crianças em idade pré-escolar, afetan- e não existentes na língua falada pelo adulto. Nessa do 10% dessa população. fase, a percepção é importante para identificar e com- No Brasil, em especial na cidade de São Paulo, pes- preender as palavras quisa realizada no serviço de fonoaudiologia do Cen- Entre um ano e um ano e seis meses (1:6), a criança tro de Saúde Escola Professor Samuel B. Pessoa, da apresenta um vocabulário de 50 palavras, usadas de forma Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, isolada. Notam-se ainda sons sem sentido, mas que já são indicou frequência usados de forma contrastiva. inventário fonético é peque- Na medida em que o distúrbio fonológico ocorre consistindo em plosivas, nasais e semivogais; as estru- com mais frequência na população infantil, é impor- turas silábicas são simples (consoante-vogal, consoante- tante compreender quais as tendências gerais do de- vogal-consoante ouconsoante-vogal-consoante-vogal) e282 Linguagem as possibilidades de distribuição dos fonemas nessas es- de 2:8 r-fraco em ataque simples e em coda me- truturas são dial a partir de 3:6 anos e r-fraco em ataque complexo A fase de maior expansão do sistema fonológico a partir de 3:8 ocorre entre 1:6 ano e 4 anos, quando há um aumento do No português do Brasil, estudo dos processos fo- inventário fonético usado nas estruturas silábicas mais nológicos presentes no período de aquisição foi reali- complexas e de palavras porém. esse perío- zado por em crianças de 2:4 a 4:4 anos de idade: do é caracterizado pela ocorrência de omissões e substi- os processos mais frequentes foram: redução do en- bem como de processos contro consonantal; apagamento das sílabas da Dos 4 aos 7 a criança adquire os sons mais com- fricativa da líquida final, da líquida intervocálica produz de forma adequada as palavras mais sim- e da líquida dessonorização de obstruentes: an- ples e começa a usar palavras mais longas, estabilizando substituição da líquida: semivocalização o sistema fonológico. A partir dessa idade, ela geralmen- de plosivação e assimilação. te começa a aprender a ler e a quando passa a Segundo as idades previstas para a eli- fazer relações entre código oral e escrito, por meio minação do uso produtivo dos processos fonológicos de habilidades como rima e aliteração. são: 2:6 anos para a redução de sílaba, harmonia con- Portanto, O desenvolvimento fonológico é sonantal e plosivação de 3 para a frontaliza- Considerando os fonemas, sua distribuição e o tipo de ção de velares; 3:6 para a posteriorização de velar e estrutura silábica em que ocorre, a criança aumenta seu simplificação de líquidas: 4:6 para a posteriorização inventário fonético e adquire as regras fonológicas pró- e a frontalização de palatal e 7 para a simplificação do prias de seu sistema linguístico. Nesse percurso. aprende encontro consonantal e da consoante final. Ainda se- a utilizar corretamente os fonemas que consegue produ- gundo a os processos mais usados foram: sim- Além disso, a comparação do sistema fonológico plificação da consoante frontalização da palatal: da criança com o dos falantes adultos da mesma comuni- simplificação do encontro simplificação dade linguística fornece informações importantes para a de líquida e posteriorização para palatal. análise e a explanação desse realizou um estudo longitudinal com Estudos sobre a aquisição fonológica da língua ingle- crianças entre 2:9 e 5:5 anos de idade, no qual consta- sa são muito relatados na literatura. De forma os tou que oito processos fonológicos naturais atuaram sons consonantais das plosivas e das nasais precedem as sobre a fala das crianças: redução do encontro conso- consoantes fricativas e Em relação às nantal. apagamento de líquida não-lateral em fim de as anteriores precedem as posteriores e. quanto às frica- sílaba (dentro da palavra), apagamento de fricativa em é último a ser fim de sílaba (dentro da palavra), substituição de Os falantes da língua em mostram anteriorização de palatal, dessonorização, poste- entre os processos cujo desaparecimento riorização de fricativa e metátese. ocorre antes dos 3 anos, a eliminação da sílaba fraca, a observou que os processos de harmonia eliminação da consoante final, a duplicação, a frontali- simplificação da consoante final e ensur- zação de velar, a assimilação, a reduplicação e a sonoriza- decimento de simplificação de poste- ção pré-vocálica. Após os 3 anos, os seguintes processos riorização para velar e redução de sílaba foram mais desaparecem: redução do encontro consonantal; epênte- empregados por crianças de 2:00 do que pelas de 2:06. se: despalatalização e en- Tanto os estudos em inglês como em português surdecimento final. Também foram realizados alguns mostram que, independentemente da língua a que a estudos relativos ao português do Brasil. Os estudos criança está à medida que ela adquire as re- realizados por e indicam a ordem gras fonológicas mais importantes, mantendo os con- de aquisição fonológica. segundo a análise tradicional. trastes distintivos, aumenta a inteligibilidade da fala Assim, entre 2:00 e as crianças adquirem os fo- com isso, suas possibilidades de comunicação e de nemas plosivos e. a partir dos 3:6 anos, já estão pre- convívio social. sentes, em posições inicial e final. os fonemas /b/. aos 4. fonema e os encon- Distúrbio Fonológico tros consonantais /pR/. em posi- ção inicial e e em posição final: aos os encontros consonantais em posição Até 1970, distúrbio fonológico era chamado das se- aos 5. arquifonema /R/ e encontro conso- guintes formas: distúrbio distúrbio da nantal em posições iniciais: aos arquifone- articulação, distúrbio funcional da distúr- ma /R/ e o encontro consonantal em posições bio articulatório atraso de fala. desvio de por fim, aos 6:6, domina encontro conso- articulação ou desabilidade de fala. Na havia a nantal /pl/ em posição preocupação em identificar as alterações de as observou a seguinte ordem de aquisição: quais eram classificadas, a partir da análise do inventário r-forte a partir de 2:4 r-fraco em coda final a partir fonético, em acerto, omissão, substituição e distorçãoFonologia: Desenvolvimento e Alterações 283 dos A preocupação dos fonoaudiólogos era Assim, o distúrbio fonológico é manifestado pela com a produção correta do som, mostrando que dis- gravidade e pela ininteligibilidade da fala em graus va- túrbio articulatório era identificado como a falta de pre- riáveis causadas por problemas de fala, com indicação cisão da produção motora dos sons da fala. Detectava-se de tratamento a presença desse distúrbio quando a criança não apren- Segundo os critérios de inclusão no dis- dia um ou vários sons esperados para sua idade. túrbio são os seguintes: idade acima de 4 anos: audição A partir da década de 1970, termo distúrbio arti- normal; inexistência de anormalidades anatômicas e/ou culatório em desuso, e essa alteração passou a ser fisiológicas no mecanismo da fala; ausência de disfun- chamada de distúrbio fonológico. A modificação foi ção neurológica relevante; capacidades intelectuais ade- marcada pela abordagem fonológica, que levou essas quadas para o desenvolvimento da linguagem falada: alterações de fala a serem analisadas no nível da lin- compreensão da linguagem apropriada para a idade e guagem. O termo "fonológico" refere-se à organiza- linguagem expressiva, vocabulário e extensão do enun- ção e à classificação dos sons da fala que são usados de ciado adequado para a idade. Em razão das restrições do forma contrastiva numa determinada língua; é um ter- número de contrastes empregados e da pouca explora- mo mais abrangente que o articulatório, pois se aplica ção das possíveis combinações de traços, a sinalização a todos os aspectos do estudo dos sons da fala de uma das diferenças de significado é inadequada, o que propi- língua, incluindo sua percepção e produção, bem como cia uma fonologia assimétrica e Dessa as questões como ainda os pes- como o sistema fonológico é variável, não há quisadores e clínicos não consideram a designação previsão de seus padrões, o que dificulta a compreensão distúrbio fonológico a real definição do distúrbio, al- dos enunciados. As crianças que possuem essas altera- guns autores têm empregado a denominação distúr- ções não realizam mudanças espontâneas no sistema bios dos sons da fala, como uma nova tentativa de apresentando um sistema estático. sua A heterogeneidade entre as crianças com distúrbio uso do termo distúrbio fonológico determinou fonológico é descrita tanto para as características fo- uma modificação dos procedimentos, tanto os relacio- nológicas manifestadas como também para os fatores nados ao diagnóstico como à intervenção. A partir dessa correlatos que podem Com essa preocupa- proposta, diante de um caso de alteração da fala, é ne- pretende-se entender as semelhanças e as diferen- cessário, além de traçar o inventário fonético da ças ente elas, para que possam ser compreendidas e analisar as estruturas silábicas presentes e a distribuição comunicar-se livremente nas diversas situações sociais dos sons nessas estruturas, bem como nas palavras. Es- e educacionais a que estão expostas. sas análises tomam como referência tanto as regras fo- 978-85-7241-828-7 nológicas da língua presentes na linguagem do adulto como na das crianças das diversas faixas Características Fonológicas Uma alteração no desenvolvimento fonológico in- dica dificuldades potenciais em diversos níveis, como Os estudos com crianças que apresentam distúrbio fo- a discriminação de diferenças o reconheci- nológico em sua maioria, que seus siste- mento de contrastes fonológicos e das representações mas são semelhantes aos das crianças normais e que, desses contrastes no léxico, a modificação dos sons em alguns casos, também podem apresentar processos que são padrão na fala, em razão do uso inadequado fonológicos que não são observados regularmente du- das regras fonológicas, e a articulação imprecisa, entre rante o desenvolvimento. preciso destacar que se outros fatores. espera certa sequência e velocidade no desenvolvi- Para o distúrbio fonológico afeta a produ- mento embora cada criança desenvolva ção e/ou a representação mental dos sons da fala de sua linguagem de forma particular e a variação indivi- determinada língua e pode provocar um grande impac- dual seja muito to na articulação e no conhecimento internalizado de Muitas vezes, as crianças com esse tipo de distúrbio uma língua. Dessa forma, é possível identificar dois têm um sistema fonológico que obedece a regras que componentes: um fonético e outro fonêmico. A altera- nem sempre são as previstas na língua. pos- ção fonética, de maneira mais específica, pode se refle- suem várias limitações no uso das regras fonológicas e tir na inabilidade para articular os sons da fala, com não formam um grupo uniforme. A maior parte das uma dificuldade de comunicação envolvendo o com- crianças com distúrbio fonológico usa processos fono- ponente motor. A alteração por sua vez. lógicos semelhantes aos da criança em desenvolvi- pode afetar o modo pelo qual a informação sonora é mento típico, mas também pode usar processos únicos armazenada e representada no léxico mental ou aces- e incomuns no Além disso, os pro- sada e recuperada cognitivamente; nesse a difi- cessos fonológicos de desenvolvimento podem apare- culdade de comunicação teria uma base linguística ou cer em outra ordem e continuar no sistema, que leva cognitiva. Essas dificuldades podem comprometer a à coexistência dos processos iniciais com os mais tar- forma como os sons são usados, para mostrar diferen- assim como pode haver uma maior coocorrência ças significativas entre as palavras. de vários processos no mesmo segmento. Outro aspecto284 Linguagem Envolve Alteram a estrutura Na literatura, há quatro tipos de processos fonológicos reordenação silábica da palavra, que são mais citados: os de estrutura silábica, que alte- transposição de Estrutura seguindo tendência ram a estrutura silábica da palavra, seguindo a tendência elementos conso- silábico geral reduzir as geral de redução das palavras à estrutura consoante- nantais da palavras à estrutura vogal (CV): os de em que há a mudança consoante-vogal (CV) de um som para outro, de outra classe, às vezes atin- Tipos de gindo toda uma classe de os de assimilação, em processos Substituição que os sons mudam, tornando-se similares àquele que fonológicos vem antes ou depois dele e o de metátese, que envolve a mudança de a reordenação ou a transposição de elementos conso- Os sons mudam, um som por outro nantais da palavra (Fig. 29.1). tornando-se similares a um Assimilação de outra classe, às Nos processos de estruturação silábica, estão com- vezes atingindo preendidos os seguintes processos: eliminação da con- que vem antes toda uma classe soante final (/lapiS/ [lapi], [poku]): elimi- depois dele de sons nação da sílaba átona (/pato/ reduplicação simplificação do encon- Figura 29.1 Tipos de processos fonológicos. tro consonantal (/klase/ [kasi]) e epêntese (/bluza/ [beluza]). Nos processos de substituição, por sua vez, encontram-se: simplificação de líquidas é que a criança com distúrbio pode não usar os sons /kara/ [kaya]); frontalização de velar (/kaza/ contrastivamente de maneira tão efetiva quanto a /gaRfu/ [darfu]) e palatal [savi]; posteriori- criança com desenvolvimento zação para velar (/teniS/ /dosi/ e pala- uso de processos idiossincráticos (não observados tal (/sapu/ e plosivação (/faka/ /paka/: /sapu/ no desenvolvimento típico) pelas crianças com distúr- [tapu], /zebRa/ [3ebra]). Nos processos de assimi- bio fonológico é tanto no número de ocorrên- lação, encontra-se a harmonia consonantal, que pode cias quanto no número de crianças que o apresentam. ocorrer por assimilações velar, labial, nasal e sonoridade Além disso, os sujeitos que utilizam processos fonoló- (/baraka/ /mala/ [mama], /napa/ [nama], gicos idiossincráticos fazem de maneira conjunta com kaza/ No processo de a reordena- os processos fonológicos de ção ou transposição de elementos consonantais pode As características fonéticas apontam um inventário ocorrer dentro de uma estrutura silábica ou entre estru- bastante restrito em relação aos seguintes fatores: turas (/kaRta/ [krata], /telefoni/ quantidade e variedade de combinações de A descrição dos processos mais usados no distúrbio traços fonéticos, com ocorrência frequente de poucos fonológico aparece em alguns estudos relativos ao in- pontos articulatórios, podendo haver predomínio de glês e ao português do Brasil. No caso do os algum; uso de fricativas, que raramente ocorrem em seguintes processos estão entre os mais usados por su- mais de um ponto de articulação; consoantes africa- jeitos com distúrbio fonológico: redução do encontro que geralmente estão soantes, represen- consonantal. plosivação, frontaliza- tadas frequentemente por apenas uma soante não nasal ção de velar e de palatal, semivocalização, eliminação distinção entre obstruintes sonoras e surdas e es- de consoante final, sonorização, assimilação (em en- truturas fonotáticas, que tendem a ser consoante-vo- contro consonantal e velar), eliminação da sílaba átona gal-consoante-vogal (CVCV), com poucos encontros e simplificação de líquidas. Há também registro de consonantais e tendência ao uso de sílabas processos únicos, Portanto, as análises da fala de crianças com distúr- Os estudos de Yavas e realizados com bio fonológico abriram caminho para a ampliação de crianças falantes do português do Brasil no estado do pesquisas, que fornecem suporte tanto para o Rio Grande do Sul, mostraram que os processos mais tico como para a intervenção do distúrbio observados no distúrbio fonológico são: redução do Entre esses estudos, a análise dos traços encontro consonantal, apagamento de líquida final, distintivos foi de grande importância, pois permitiu dessonorização, substituição de líquidas, apagamento que os estudiosos começassem a perceber as regulari- de sílaba átona, apagamento de fricativa final, apaga- dades na fala das crianças portadoras do distúrbio, mento de líquida (inicial, final e bem como fato de que, ao ensinar a criança a produ- epêntese, dessonorização, anteriorização, semivocali- corretamente um traço distintivo, ele é estendido zação de líquida, plosivação, assimilação aos outros sons que o e sonorização pré-vocálica. Os processos de nasaliza- A análise dos processos fonológicos foi difundida por ção de líquida, africação, desafricação, plosivação de e, por vários como líquida e semivocalização de nasal não foram observa- e dos no desenvolvimento dessas O processo fonológico é definido como uma simpli- Outros estudos, realizados no estado de São Paulo ficação sistemática que atinge uma classe de com crianças falantes do português do Brasil e queFonologia: Desenvolvimento e Alterações 285 apresentam distúrbio fonológico, apontam os seguin- Tabela 29.1 Exemplos de fala de sujeito com USO de três tes processos fonológicos como os mais observados: processos: simplificação de líquidas, simplificação do encontro simplificação do encontro simplificação consonantal e ensurdecimento de líquidas, eliminação da consoante ensurdeci- Sentenca com três processos: mento de ensurdecimento de plosiva, frontali- simplificação de zação da simplificação da velar. Sentença sem processos simplificação do encontro para palatal, frontalização da velar e plosivação de fri- fonológicos consonantal e ensurdecimento É importante lembrar que os processos fonoló- 0 Leandro bebeu SUCO [u pepew suku ti y gicos podem ocorrer de forma sobreposta. de laranja e acerolo aseyoya] O estudo realizado por Wertzner e encon- 0 bote do Pedro é preto [u poti tu petu E petu] trou um perfil similar para um grupo de sujeitos que nha em uso dos processos fonológicos de simplificação de líquidas e de simplifica- ção do encontro número total de ocorrên- a percepção da fala: ou seja, a audibilidade desses sons cias de processos fonológicos na amostra de fala coletada está alterada, já que a perda auditiva não é igual em todas e o número médio de processos a as Shriberg et mostraram que. em associa- situação mais comum no diagnóstico seria encontrar uma ção a limiares auditivos elevados, a otite média recorrente criança de 7:6 anos que, na análise fonológica, usou três aumenta o risco de diminuição da produção de linguagem processos. entre eles a simplificação de líquidas e a sim- falada aos 3 anos de idade. Para esses autores, uma perda plificação do encontro A Tabela 29.1 mos- auditiva condutiva pode afetar a produção da fala de maneira tra exemplos da fala de uma com o uso dos mais direta que as habilidades de linguagem receptiva. processos citados anteriormente mais ensurdecimento Detecta-se histórico de otites em crianças com dis- Esse caso ilustra a ocorrência de homônimos na fonolo- túrbio fonológico em cerca de 40% dos casos. durante gia de crianças com distúrbio o que aumenta o Apesar desses achados, os estudos a ambiguidade da mensagem. a respeito da relação entre distúrbio fonológico e otite são na medida em que alguns afirmam que essa relação existe e outros que não. Características Relacionadas Infecções das vias aéreas superiores também apare- cem como causa relacionada ao distúrbio fonológico. às Variáveis Correlatas Shriberg e observaram a ocorrência de problemas de adenoide alergias (23%), sinusite Embora parte da literatura mostre que há variáveis rela- (9%) e asma (8%). Wertzner e verificaram cionadas ao distúrbio como idade. que 60% das crianças com distúrbio fonológico apre- otite, alterações de vias aéreas superiores e histórico sentavam histórico de alterações respiratórias. não há resultados conclusivos a respeito des- Outro aspecto que tem despertado interesse nos pes- ses dados, uma vez que somente uma parte deles tem quisadores é a influência da questão familial no distúrbio relação com Na verdade, esses resultados fonológico. Muitas pesquisas mostram que as crianças discordantes apontam para a necessidade de mais estu- com distúrbio de fala e linguagem possuem mais familia- dos, para que se possam compreender as causas das res com distúrbios que as crianças sem dificuldades encontradas nos casos de crianças que Diante desse percebe-se que, embora o dis- têm quadros fonológicos parecidos e que respondem túrbio fonológico seja uma preocupação do fonoau- aos tratamentos de forma diferente. diólogo há muitas décadas, as pesquisas ainda são As pesquisas realizadas com sujeitos que apresentam inconclusivas no que diz respeito às suas causas e aos fatores a ele relacionados. distúrbio fonológico assinalam, de modo que ele é mais observado em e que diagnóstico De forma salienta-se que o aspecto familial e a é feito preferencialmente entre 4 e 8 Embora ocorrência de otite média e/ou infecções das vias aéreas ainda ocorram encaminhamentos tardios para o trata- superiores nos primeiros anos de vida parecem ser fatores mento a maior parte das crianças é relacionados ao aparecimento do distúrbio fonológico. A diagnosticada nessa faixa pelo fato de ela coinci- intervenção precoce nos casos em que se perceba a exis- com o início da quando as crianças come- tência desse distúrbio acelera a normalização do sistema çam a ter um maior convívio social e a fala ininteligível fonológico, bem como diminui os possíveis danos. passa a ser um problema. Outra causa relacionada ao distúrbio fonológico é a Classificação do Distúrbio otite. comum na primeira infância: em muitas crianças, podem ocorrer episódios repetitivos. A relação entre otite Fonológico e distúrbio fonológico é justificada pelo fato de o grau da perda auditiva causada pela otite ser leve ou até mesmo Em razão da heterogeneidade do distúrbio o que torna alguns sons alterando ainda não há possibilidade de se desenvolver uma teoria286 Linguagem única que o explique e, portanto, as classificações bus- mento psicossocial ou e o distúrbio cam diferenciais para com erros residuais, que se caracteriza por somente Seria necessária uma classificação que pudesse, ao apresentar história de distorções de fricativas e/ou mesmo tempo, analisar a fonologia das crianças e sua líquidas, sem história de alteração na interação com os outros sistemas linguísticos e classi- Dois aspectos estão envolvidos na classificação do ficar a gravidade do sua causa e comprome- distúrbio fonológico: a inteligibilidade da fala e a gravi- timento da inteligibilidade da fala. que propiciaria dade. É importante considerar que o fato de a fala das respostas para questões importantes a respeito da dife- crianças com distúrbio fonológico ser pouco compreen- renciação do distúrbio fonológico. Isso auxiliaria o fo- dida pelos ouvintes pode ter implicações noaudiólogo na escolha de modelos terapêuticos mais A redução da ininteligibilidade é uma grande preo- ajustados às necessidades de cada pessoa. Dessa forma. cupação quando se trata de crianças com distúrbio fo- seriam resolvidas questões como as diferentes respostas nológico. Nesses casos, tornar a fala inteligível é o ao mesmo tipo de tratamento de duas crianças que apre- grande objetivo dos A ininteligibili- sentam os mesmos processos dade nessas crianças é influenciada por variáveis prag- Vários autores têm proposto classificações em bus- máticas, contextuais e linguísticas. ca dessa diferenciação no distúrbio fonológico. Para Um dos aspectos que comprometem a inteligibili- é possível classificar distúrbio fonológico dade da fala no distúrbio fonológico é o uso, de forma em três tipos: no primeiro, a criança com distúrbio fo- constante, de processos fonológicos que podem ser in- nológico apresenta somente um atraso na aquisição da consistentes, resultando numa variedade de produções linguagem, porém seu sistema é semelhante ao de uma para a mesma No inglês, as crianças com criança mais nova sem no a criança maior ininteligibilidade de fala usam um ou mais dos mostra os mesmos processos fonológicos que a crian- seguintes processos: omissão da consoante final, fron- ça típica, mas usa-os de outra forma, isto alguns pro- talização de velar, redução de sílaba, pré-vocalização e cessos podem permanecer por mais tempo e ser usados substituição por No português, Wertzner et al.4 conjuntamente com outros mais tardios ao longo de observaram uma relação entre o julgamento perceptivo seu desenvolvimento: no terceiro tipo, a criança usa da gravidade e da inteligibilidade de fala e tipo de alguns processos iguais aos da criança normal e outros o número de diferentes processos usados e o que são peculiares a ela os processos idiossincráti- número total de ocorrências na amostra de fala. No primeiro caso, a alteração apresentada pela Como já foi apontado mais de um criança seria classificada como um atraso processo fonológico pode incidir numa palavra. Em no a criança seria classificada como desvian- geral, as palavras mais inteligíveis produzidas por crian- te no como desviante 2. ças com distúrbio fonológico são aquelas nas quais Uma classificação proposta por Shriberg e Kwiat- ocorreu o emprego de apenas um processo fonológi- ampliada em estudos pro- Também se constata que o número de substitui- cura estabelecer as características específicas de cinco e omissões de fonemas aumenta à medida que tipos de distúrbio fonológico: com comprometimento grau de inteligibilidade com otite média efusiva de repetição, com Os fonoaudiólogos costumam usar meios subjetivos ou sem alteração na acompanhado de apraxia para classificar a inteligibilidade no déficit de comuni- de desenvolvimento de fala (DAS, developmental apra- cação relacionado ao desempenho fonológico; porém, xia of com evidências de envolvimento motor é necessário que julgamento perceptivo na atividade oral não com características de disartria: clínica ofereça validade e confiabilidade. Esse aspecto com envolvimento do desenvolvimento psicossocial, é bastante difícil, pois um padrão se torna familiar caracterizado por necessidade evidente de acompanha- quando ouvinte se acostuma com ele e, portanto, esse julgamento deveria ser realizado no primeiro con- tato do fonoaudiólogo com a Tabela 29.2 Critérios para 0 julgamento perceptivo Um critério de julgamento perceptivo usado por inteligibilidade da fala Wertzner et al.4 classifica a inteligibilidade da fala em Classificação Características insuficiente, regular e boa. Na Tabela observam- -se as características de cada Insuficiente Quando maior parte das não é Para auxiliar na determinação do envolvimento da compreensível e quando dificuldade em compreender 0 tópico principal mensagem inteligiblidade da fala no distúrbio é reco- mendável que o fonoaudiólogo use alguma medida Regular Quando é possível compreender pelo quantitativa de avaliação, como uma estimativa de por- menos 0 metade dos emitidos, bem como 0 tópico principal do mensagem centagem de palavras inteligíveis numa situação de fala espontânea, que pode ser usada no diagnóstico e Boo Quando é compreender maior parte durante dos vocubulos emitidos, assim como 0 Também é importante a escolha de uma escala de conteúdo doFonologia: Desenvolvimento e Alterações 287 Wertzner et al.7. em que a inteligiblidade é considera- rativa quando todos os falantes analisados têm envol- da boa quando está entre 80 e regular, entre 79 vimento de fala e idades variadas; e, por fim, PCC-R e 60% e insuficiente, abaixo de é a medida mais apropriada para comparações que en- Num estudo com 60 juízes de grau de formação di- volvem falantes de diversas idades e de características ferente em fonoaudiologia, notou que os de fala variadas, uma vez que esse índice só considera juízes que estavam no primeiro ano do curso de fono- omissões e substituições como erros. audiologia diferiram dos demais grupos e que os outros Outro índice medidor de gravidade bastante citado apresentaram respostas Isso mostra que, na literatura é phonological desviance score (PDS) em seu contato inicial com sujeito que apresenta dis- de O PDS é estimado pelos dados do teste túrbio fonológico. fonoaudiólogo tem a possibilidade assessment of phonological processes (APP-R), que de fazer um julgamento perceptivo adequado. avalia as classes de sons, os processos fonológicos, as Outro aspecto que preocupa os profissionais é a gra- omissões e as substituições. Calcula-se um escore bá- vidade do distúrbio fonológico. Um procedimento que sico, que sofre alterações de acordo com tipo de erro pode facilitar a escolha do modelo de intervenção é e a idade do paciente. Dessa forma, se paciente apre- medir essa gravidade por meio de índices e correlacio- sentar um processo de posteriorização em pelo menos ná-los às manifestações segmentais e suprassegmen- cinco vezes, cinco pontos são adicionados em sua mé- bem como à inteligibilidade de fala, o que fornece dia. Em relação à idade, somam-se às médias cinco mais subsídios aos procedimentos terapêuticos, bem pontos para 4 anos, dez pontos para 5 anos, 15 pontos como monitora a evolução do tratamento, o que possi- para 6 anos e 20 pontos para 7 anos. As categorias de bilita uma indicação mais precisa do momento da alta. gravidade do APP-R são derivadas do escore da altera- A gravidade do distúrbio fonológico pode se mani- ção fonológica, assim determinadas: de a 19 pontos, festar em diferentes que proporciona varia- o distúrbio é considerado leve; de 20 a 39 pontos, mo- ções à inteligibilidade da derado; de 40 a 59 pontos, grave; o distúrbio que atin- Na há algumas medidas para a gravidade. ge 60 pontos ou mais é considerado profundo. Shriberg e Kwiatkowski25 propuseram a utilização de também descreveu qualitativamente as um método denominado porcentagem de consoantes categorias de classificação do PDS aplicadas aos sujei- corretas (PCC. percentage of correct consonants), que tos com distúrbio fonológico. Essa classificação mos- verifica número de consoantes corretas produzidas tra que o distúrbio leve é representado por distorções numa amostra de fala espontânea em relação ao número de sibilantes e pequenas mudanças de lugar e modo de total de consoantes dessa amostra. Os autores determi- moderado apresenta algumas alterações naram os valores e os respectivos índices qualitativos a características da categoria leve e da categoria grave; serem aplicados em cada faixa de valores. Assim, até os distúrbio grave apresenta muitas substituições e algu- 6 anos de classifica-se a criança como possuidora mas omissões; e o profundo caracteriza-se por muitas de um distúrbio fonológico leve se seu PCC for de 85 a omissões e algumas substituições. levemente moderado, se estiver entre 65 e Em 1992, Edwards31 apontou outra medida de gra- moderadamente grave, se estiver entre 50 e e gra- vidade para distúrbio fonológico, o process density ve. se PCC estiver abaixo de Caso a criança seja index (PDI). Para obter essa medida, é necessário cal- mais velha, os autores recomendam que seja considera- cular o número total de processos fonológicos e dividi-lo do nível seguinte de gravidade. Também alertam para pelo número de palavras analisadas na amostra. O PDI fato de que o avaliador deve considerar somente as não está relacionado com um tipo de amostra específica consoantes que foram produzidas de maneira correta. de fala, podendo ser aplicado a qualquer teste ou pro- Nessa contagem. as omissões, as substituições e as dis- cedimento de avaliação. torções comuns e não comuns possuem mesmo peso, De forma geral, os estudos mostram que aproxima- ou seja, todas elas são consideradas incorretas. damente 85% das crianças com distúrbio fonológico Posteriormente, o índice PCC foi e os au- têm envolvimento de levemente-moderado a modera- tores propuseram algumas variações, com objetivo damente-grave; as crianças com envolvimento grave de adaptá-lo melhor para o diagnóstico do distúrbio representam menos de 10% das crianças com distúrbio fonológico. os índices são descritos de acordo fonológico de origem com o tipo de erro considerado: o em que as dis- Pesquisas com crianças que possuem distúrbio fonoló- torções (comuns ou as omissões e as substituições gico e são falantes do português do Brasil indicaram, com são consideradas como erros: PCC-ajustado (PPC-A), índice PCC, predomínio dos graus leve e levemente- que não considera as distorções comuns como e moderado, seguidos do Outros PCC-revisada (PCC-R), que não considera nenhum estudos foram realizados com a aplicação dos índices no tipo de distorção como erro. Os autores mostram que Brasil indicando sua validade durante o cada tipo de PCC é mais bem indicado para uma determi- Pelo exposto anteriormente, nota-se a grande impor- nada situação. Assim, PCC é considerado útil quando tância da classificação da gravidade do distúrbio fonoló- as crianças com distúrbio fonológico têm entre 3 e 6 gico e as implicações que isso traz ao diagnóstico e às anos: PCC-A é recomendado como medida compa- possíveis intervenções. Os três índices mais citados na288 Linguagem Tabela 29.3 Porcentagem de consoantes corretas (PCC) em falantes do português do Brasil com sentação de mudanças num espectro de som ao longo desenvolvimento típico do tempo, pois mostra seu sua frequência e sua Idade A espectrografia fornece informações PCC 4.1 bre as fontes do a ressonância e o trato 87% Na Figura podem ser observadas espectrografias 91% de sons surdos e S que evidenciam a diferença 5:1 93% entre os pares de que, nesse caso, foram produzidos por uma mulher adulta e falante do português do Esses procedimentos permitem relacionar a acústica, a produção e a percepção dos sons. No caso do distúr- Tabela 29.4 Porcentagem de corretas revisada bio a utilização desses equipamentos nos (PCC-R) em crianças falantes do português do Brasil com desenvolvimento típico estudos tem possibilitado o diagnóstico mais preciso e o tratamento mais Isso ocorre porque é pos- Idade PCC-R sível identificar qual a maior dificuldade da criança e 2:6 se ela faz algum tipo de diferenciação entre sons subs- 70% 3:0 tituídos ou omitidos, o que pode ser indicado pelo re- 80% gistro Com esse objetivo, foram realizadas pesquisas por com os sons surdos e sono- ros, e por Pagan9.10 com líquidas laterais e vibrante. literatura PDI e PDS) foram elaborados para ana- lisar falantes da língua inglesa. Como os índices de gravi- dade referem-se às características fonológicas da língua, foram realizados estudos que verificaram sua dade nos falantes do português do Nas crianças que apresentam desenvolvimento típico, os índices PCC33 e que podem ser vistos nas Tabelas 29.4. podem orientar as comparações desses índices entre e A crianças com e sem distúrbio Data Shou Speak Macro Avancos Tecnológicos Aplicados 00 Distúrbio Fonológico A caracterização do distúrbio fonológico evidenciou a Capture Show Speak Analyze diversidade de causas correlacionadas e de manifestações Macro fonológicas Diante desse quadro, os pesqui- sadores têm empregado procedimentos diagnósticos mais Estes foram desenvolvidos por estudiosos das ciências da fala e que se tornaram aplicáveis em razão dos avanços nas teorias dos estudos de per- cepção da das caracterizações fonética e acústica dos sons em diversas línguas e. do auxí- DATE 113) lio de outras áreas, como os modelos matemáticos explicam a produção da desenvolvimento de pro- que gramas de computadores e de hardware com cas que possibilitaram a análise Com o desenvolvimento de novas tecnologias para o armazenamento do sinal a análise acústica D da fala também passou a ser digitalizada, o que facili- tou bastante o avanço da área nos últimos anos e a in- lensificação de seu uso por Uma das Figura 29.2 Espectrografias de produções de de formas utilizadas para analisar o som é a espectrogra- uma mulher adulta e falante do português do (A) ia. que é um diagrama útil para a observação de uma Produção de (B) Produção de Produção onda complexa num pequeno espaço de tempo. O es- de (D) Produção de [aza]. As setas indicam 0 local pectrograma é uma forma conveniente para a repre- onde se observa a espectrografia do fonema consonantal em cada uma das sequências apresentadosFonologia: Desenvolvimento e Alterações 289 Preocupações com a Crianca que REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Apresenta Distúrbio Fonológico 1. YAVAS, M. S. Padrões na aquisição da fonologia do Letras de Hoje, V. 23, n. p. 7-30, 1998. 2. Distúrbio Fonológico em Crianças Falantes do Português: descrição e medidas de São Paulo: Uma das principais preocupações do fonoaudiólogo é a 2002. Tese (Livre-docência) Faculdade de Medicina da Universidade de São 2002. grande chance que as crianças com diagnóstico tardio 3. H. F.: M. M. Semelhanças entre os de distúrbio fonológico têm de apresentar dificuldades sujeitos com distúrbio Pró-fono: Rev. Atual. V. no processo de alfabetização. O encaminhamento pre- 14. n. 2. p. 2002. 4. H. Gravidade coce para o diagnóstico e tratamento fonoaudiológico do distúrbio fonológico: julgamento perceptivo e porcentagem de diminui risco de ocorrerem dificuldades na aprendiza- consoantes Pró-fono: Rev. Atual. 17. p. 185- gem de leitura e escrita, as quais estão diretamente rela- cionadas ao processamento fonológico que envolve a 5. A. S.: aspecto familial e o trans- torno fonológico. Pró-fono Revista de Atualização V. consciência p. 6. PAPP. A. C. C. S. Estudo Genético e Clínico do Transtorno São Paulo: 2008. Tese (Doutorado) Universi- dade de São Paulo, 2008. Conclusão 7. H. PAPP. A. C. C. S.: L.: D. S. Relação entre os processos fonológicos e classificação per- ceptiva de inteligibilidade de fala no transtorno Rev. Soc. 10. p. 2005. O estudo do desenvolvimento fonológico permite uma 8. A. L. Estudo Acústico do "Voice Onset Time" e da Duração da Vogal Distinção da Sonoridade dos Sons Plosivos comparação entre o sistema fonológico das crianças em Crianças com Transtorno São Paulo: com fala ininteligível e o de seus pares. o que possibilita 2006. Tese (Doutorado) Faculdade de Letras e uma melhor caracterização de suas dificuldades e uma cias Humanas da Universidade de São 9. L. H. F Análise acústica das consoan- classificação, como um simples atraso ou como um tes líquidas do português brasileiro em crianças com e sem trans- Os avanços tecnológicos possibilitam uso torno Rev. Soc. Bras. V. 12. p. de procedimentos de análise da fala. que fornecem dados 2007. mais precisos para a identificação de alterações, con- 10 L. Descrição e Perceptiva das do Português Brasileiro Produzidas por Crianças com e tribuindo para o diagnóstico. sem Transtorno São Paulo: 2008. Tese De forma os sujeitos que apresentam distúrbio (Doutorado) Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas Universidade de São Paulo, 2008. fonológico e são falantes do português do Brasil apre- 11. L. D.: J. Developmental phono sentam algumas características comuns: logical disorders I: a clinical profile. Speech Hear 37. p. Histórico de otite média de bem como in- 12. A. Treatment efficacy: functional phonological disor- ders in Speech Lang. V. 41. p. fecções das vias aéreas 13. D. M. B.: Uma Início tardio da fala. reflexão sobre a fonoaudiologia preventiva. Ciência e Ocorrência dos seguintes processos fonológicos de 43. n. 7. p. 14. INGRAM. D. Phonological Disability in London: Ed- desenvolvimento (em ordem decrescente): simpli- wards Arnolds. ficação do encontro consonantal, simplificação de 15. C.: C. Normal and Disordered Pho- eliminação da consoante final, frontaliza- nology in Austin: Pro-ed. 1985. 16. H. 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