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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA 
COMARCA DE ALFA 
 
LUÍSA DOS SANTOS BASTOS, menor, nascida em 01/01/2010, representada por sua mãe 
MARIA DOS SANTOS, brasileira, inscrita no CPF sob o nº ..., residente e domiciliada na Rua ..., 
cidade de Alfa, por seu advogado infra-assinado, vem, com fulcro nos artigos 1.694 e 1.698 
do Código Civil e artigos 528 e seguintes do Código de Processo Civil, ingressar com a 
presente AÇÃO DE ALIMENTOS AVOENGOS em face de ALICE BASTOS, brasileira, inscrita no 
CPF sob o nº ..., residente e domiciliada na Rua ..., cidade de Delta, pelos fundamentos 
fáticos e jurídicos a seguir expostos. 
 
I. DOS FATOS 
A autora é filha de Maria dos Santos e Paulo Bastos (falecido em 25/08/2015), sendo que, 
até a data do falecimento de seu pai, recebia pensão alimentícia no valor de R$ 2.000,00, 
conforme decisão judicial proferida no processo de divórcio dos genitores, ocorrido em 
04/07/2013. 
Após o falecimento de seu pai, a autora não recebeu qualquer valor a título de herança, 
tendo em vista que Paulo Bastos não deixou bens a partilhar. Sua mãe, Maria dos Santos, 
recebe apenas um salário mínimo, insuficiente para cobrir as despesas de alimentação, 
saúde, educação e lazer da menor.A avó paterna, Alice Bastos, possui confortável situação 
financeira e pode colaborar para o sustento da neta, conforme a possibilidade prevista em 
lei. 
 
II. DO DIREITO 
 
Os alimentos avoengos são juridicamente possíveis e encontram respaldo no artigo 1.698 do 
Código Civil, que estabelece a responsabilidade subsidiária dos ascendentes mais próximos 
no caso de impossibilidade dos pais proverem o sustento dos filhos. No presente caso, Maria 
dos Santos, mãe da autora, não tem condições financeiras para prover, sozinha, as 
necessidades da filha, conforme demonstra sua renda mensal de apenas um salário mínimo. 
 
A avó paterna, Alice Bastos, goza de confortável situação patrimonial, sendo, portanto, 
plenamente capaz de contribuir para o sustento de sua neta. A obrigação alimentar dos avós 
é de natureza subsidiária, aplicável quando os pais não conseguem, por si só, prover os 
alimentos necessários à sobrevivência da criança. 
A urgência da situação demanda a fixação de alimentos provisórios, uma vez que a autora 
necessita de sustento imediato, sobretudo considerando sua condição de menor e o fato de 
não receber qualquer pensão desde o falecimento de seu pai. Assim, nos termos do artigo 4º 
da Lei 5.478/68, requer-se a fixação de alimentos provisórios no valor de R$ 1.500,00. 
 
III. DOS PEDIDOS 
Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência: 
 
1. A concessão dos benefícios da gratuidade de justiça à autora, com fundamento nos 
artigos 98 e 99 do CPC; 
2. A fixação liminar de alimentos provisórios no valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos 
reais); 
3. A procedência da presente ação com a fixação de alimentos definitivos no valor de R$ 
1.500,00 (mil e quinhentos reais) mensais, a serem pagos pela ré em favor da autora; 
4. A produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente a prova 
documental, testemunhal, bem como o depoimento pessoal da ré; 
5. A condenação da ré ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, 
caso não deferida a gratuidade de justiça. 
 
Dá-se à causa o valor de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais), correspondente a 12 meses de 
alimentos provisórios. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Advogado 
OAB nº ...

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