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Aconselhamento e Orientação Nutricional

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Aconselhamento e orientação nutricional 
 
Francisco Valdicélio Ferreira
Nutricionista CRN-11 nº 4569
Mestre em Biotecnologia – UFC – Sobral
Doutorando em Saúde Coletiva – UECE – Fortaleza-ce
Orientação x aconselhamento
O termo “orientação nutricional” é bastante usado na área da Nutrição, mas em Educação Alimentar e Nutricional (EAN), usamos o termo “aconselhamento nutricional” e, embora esses termos sejam considerados sinônimos por muitos profissionais, eles fazem referência a tipos de práticas diferentes. 
Observe as definições, de acordo com o dicionário da língua portuguesa, dos verbos “orientar” e “aconselhar”: 
- Orientar: indicar a direção; nortear :
- Aconselhar: mostrar a necessidade, conveniência ou vantagem de
alguma coisa; indicar, sugerir, recomendar :
De acordo com essas definições, fica mais fácil entender as diferenças
entre orientação e aconselhamento nutricional. 
Orientação nutricional tem um caráter mais informativo, prescritivo e de espaço de tempo mais curto. São orientações mais diretas e específicas que têm o objetivo de causar mudanças de hábitos. A orientação nutricional deve ser clara, sucinta e bastante objetiva.
O aconselhamento nutricional, por sua vez, tem um caráter mais
educativo. É um processo mais contínuo e complexo que objetiva
resultados de mudanças de hábitos e/ou comportamentos alimentares a médio e longo prazo. O aconselhamento não visa apenas à adesão do cliente/paciente em relação ao cardápio proposto, mas também ao estabelecimento de um vínculo entre profissional e indivíduo ou população, a fim de traçar estratégias conjuntas para se alcançar os objetivos relativos às mudanças de comportamentos. 
 
Pontos que precisam ser considerados ao se planejar um aconselhamento nutricional:
 
Devemos entender e considerar, primeiramente, quem é o indivíduo ou grupo:
Os hábitos e comportamentos alimentares;
Realidade econômica;
cultura e possíveis tabus alimentares;
o nível de conhecimento nutricional;
as preferências alimentares e sentimento de prazer relacionado ao ato de comer;
o nível de motivação do indivíduo ou grupo de pessoas com as quais se pretende trabalhar com o aconselhamento nutricional são fatores que devem ser pensados de maneira cuidadosa, pois interferem diretamente no sucesso da ação. 
Questões fundamentais a se considerar previamente ao aconselhamento nutricional 
O planejamento prévio à ação de aconselhamento nutricional visa responder às seguintes questões: 
1. Qual é o problema? 
É a primeira pergunta a ser pensada na fase inicial do planejamento e compreende o diagnóstico educativo, a fim de se conhecer as reais necessidades de intervenção. Nessa fase, são identificados o “problema” e suas prováveis causas e é quando se começa a pensar nas hipóteses para os próximos passos do planejamento. 
2. O que deve ser mudado? 
Após a identificação do problema e dos pontos interferentes, o próximo passo é o detalhamento dos objetivos, ou seja, os motivos pelos quais o trabalho ou a ação está sendo proposta e adeterminação, uma a uma, das mudanças que se pretende alcançar. 
3. O que fazer para que as mudanças sejam efetivamente realizadas?
Essa pergunta se refere à elaboração do conteúdo programático,
ou seja, do conjunto dos temas que devem ser abordados e discutidos para que os objetivos sejam alcançados
. 
4. Como comunicar para atingir o interlocutor da melhor maneira possível?
Nesta etapa, elaboram-se as estratégias, pensando nos materiais
e métodos que serão utilizados para que o conteúdo programático
possa ser desenvolvido. Este tópico compreende também as
técnicas de motivação e ensino que serão utilizadas, além do
pessoal e dos materiais necessários para a execução da ação. 
5. Como analisar se os objetivos estão sendo alcançados?
Esta questão se refere à avaliação, ou seja, à mensuração dos
resultados obtidos com o processo. A avaliação pode (e deve) ser
um processo contínuo durante todas as etapas da ação em EAN. 
É desejável que o profissional tenha empatia, sensibilidade para ouvir e compreender, paciência, seja livre de julgamentos e preconceitos, tenha capacidade motivadora e uma comunicação (verbal e não verbal) positiva, para que possa criar vínculos com o interlocutor. 
É normal que o estudante de Nutrição não tenha todas essas habilidades desenvolvidas durante a graduação, mas o treino e a vontade em atingir os objetivos levam ao aperfeiçoamento dessas competências 
Aconselhamento e orientação nutricional 
 
Francisco Valdicélio Ferreira
Nutricionista CRN-11 nº 4569
Mestre em Biotecnologia – UFC – Sobral
Doutorando em Saúde Coletiva – UECE – Fortaleza-ce
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